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Presentation Python Brasil [6] 2010
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Dr. Luciana Cavalini's presentation at the 6th meeting of the Brazilian Python Community in 2010. …

Dr. Luciana Cavalini's presentation at the 6th meeting of the Brazilian Python Community in 2010.
See: http://www.mlhim.org http://gplus.to/MLHIM and http://gplus.to/MLHIMComm for more information about semantic interoperability in healthcare.

#mlhim #semantic_interoperability #health_informatics

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  • 1. TI em saúde: um vácuo demercado e por que Pythonistas já saem na frente Luciana Tricai Cavalini Laboratório Associado INCT-MACC “Multilevel Healthcare Information Modeling” UERJ/UFF
  • 2. O Cenário da Saúde no Século XXI (1)•A população está envelhecendo•Em 2035, teremos umademanda 3 vezes maior que hojeaos sistemas de saúde•Mantendo fixo o custo, issosignifica um investimento 3 vezesmaior por ano•O envelhecimento populacionalatingiu a geração “highlander”•O que acontecerá quando atingiras gerações X, Y, Z etc, que nãoé “highlander”?
  • 3. O que os cidadãos querem?• “Eu quero ser tratado de forma: • E ainda por cima é bom que ▫ Segura você: ▫ Efetiva ▫ Evite que eu fique doente de ▫ Reprodutível novo ou de outra coisa ▫ No estado da arte ▫ Não me cause mais danos no ▫ Com medicina do séc. XXI processo” ▫ Onde eu estiver ▫ A qualquer hora ▫ Não importa o que eu tenha
  • 4. No Brasil: Constituição Federal, 1988, Título VIII (Da Ordem Social), Capítulo II (Da Seguridade Social), Seção II (Da Saúde): • Art. 196 - A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Lei nº 8.080, de 19 de setembro DE 1990, Título I (Das Disposições Gerais: • Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.
  • 5. Mas a medicina que se estuda na faculdade não ensina como tratar isso:“É compreensível, portanto, que uma parte considerável dos atendimentos emambulatórios da rede pública das metrópoles brasileiras – acredito mesmo que de todoo mundo contemporâneo – estimada às vezes em cerca de 80%, seja motivada porqueixas relativas ao que poderia ser designado como síndrome do isolamento epobreza. Acentuo a palavra ’pobreza’ para salientar sua importância no momentoatual da sociedade capitalista mundializada, com as conseqüências graves eduradouras que tem sobre as condições de saúde das classes assalariadas doplaneta. Quero ressaltar que a situação socioeconômica vem sobredeterminar oisolamento já propiciado pela cultura individualista, piorando a situação de exclusão ede perda de horizonte vital dessas classes. Acentuo também que à pobrezapsicológica e cultural onde vivem vem juntar-se a pobreza material, com seu cortejo deprivações, de humilhações e de violência cotidiana crescente” (Luz, 2005)
  • 6. Papel nãodá maisconta desseproblema
  • 7. Hardware não é mais o problema...
  • 8. ...ou é?
  • 9. Não, não é!
  • 10. Paciente
  • 11. “Deve-se utilizar papéis de tamanhospadronizados internacionalmente”
  • 12. “É necessária atenção para aspotencialidades dos novosmétodos de sistemasmecânicos e processamentode dados”
  • 13. 45 anos depois...
  • 14. Isto não é uma política de TI...
  • 15. Isto não é uma política de governo...
  • 16. Isto não é uma política de Estado...
  • 17. ...Isto é a refundação do país.
  • 18. E você pode fazer parte dela!
  • 19. Tá, mas e o software?
  • 20. Saúde é um negócio comoqualquer outro – certo?
  • 21. Windscale (Inglaterra), 1957•Fogo no reator 1 resultou emdescarga de radiação.•Controle inadequado do incêndiocausou a 2ª descarga.•32 mortes, 260 casos de câncer pelaradiação.•Arquitetura e procedimentosinadequados desencadearam acriação de normas de segurançapara a indústria nuclear
  • 22. Flixborough (Inglaterra), 1974•Explosão em uma indústria químicaapós a ruptura de um cano (por errode manutenção).•Ruptura atribuída a um incêndiopróximo.•28 mortos, 36 feridos.•O incidente desencadeou a criaçãode normas de segurança para aindústria química
  • 23. E na saúde?•Uma em cada 16 internaçõeshospitalares são devidas a reaçõesadversas a medicamentos•76% são evitáveis•Custo anual = US$ 744 milhões, dosquais US$ 565 milhões seriamevitados se fossa usada prescriçãoeletrônica Pirmohamed, M. et al: Adverse drug reactions as a cause of admission to hospital: prospective analysis of 18,820 patients: BMJ 2004; 329: 15-19
  • 24. “É aético continuarmos fazendo oque nós estamos fazendo”Professor Sir Muir GrayNHS Chief Knowledge Officer
  • 25. Projetos de TIS Falham Muito (1)• Pelo menos 40% dos projetos de TI em Saúde são abandonados• Menos de 40% dos grandes sistemas comerciais cumprem as suas metas• Algumas fontes relatam falha de 70%• Outros estudos mostram que apenas 1 em 8 projetos de TIS são considerados um verdadeiro sucesso, com mais da metade estourando orçamentos e cronogramas e ainda não entregando o que prometeramKaplan B, Harris-Salamone KD. Health IT success and failure: recommendations from literatureand an AMIA Workshop. J Am Med Inform Assoc 2009; 16(3): 291–299.
  • 26. Projetos de TIS Falham Muito (2)• Apenas 35% dos projetos de TI foram concluídos a tempo, dentro do orçamento, e atenderam aos requisitos do usuário• Eram 16,2% em 1994• Cerca de metade de todos os projetos são auditados• O orçamento previsto é estourado, em média, em 50%• O cronograma é estourado, em média, em 2/3Rubinstein D. Standish Group Report: Theres Less Development CHAOS Today. SDTimes,2007. http://www.sdtimes.com/content/article.aspx?ArticleID-30247 2007
  • 27. Cartão Nacional de SaúdeInvestimento:•Orçamento da União (até 2009) = R$327 milhões•Unesco = R$74,3 milhões•Total (até 2009) = R$401 milhõesEquivalente ao Parque Eólico da Bahia:•90MW (ilumina uma cidade de 400.000 hab)•Faturamento anual estimado de R$41 milhões
  • 28. “Apenas um Identificador Único de Saúde não irá prevenir acriação de duplicatas. É necessário ter certeza que a estratégiaadotada inclui foco na qualidade dos dados e na governançados dados também.” Alex Paris, “Why a Unique Health Identifier Falls Short”
  • 29. Daí surgem duas perguntas... “E eu com isso?” “Mas por quê?”
  • 30. Por quê? (1)• Os registros médicos de hoje em dia são uma mistura caótica de tecnologias antigas (em papel) e novas (computadores)• Os registros já informatizados são muitas vezes incompatíveis, utilizando aplicativos diferentes para diferentes tipos de dados, mesmo dentro de um determinado “hospital”• A partilha de informação através de redes regionais, nacionais ou mundiais é ainda mais complicada pelas diferenças nos mecanismos de persistência
  • 31. Interoperabilidade
  • 32. Interoperabilidade!
  • 33. Interoperabilidade?
  • 34. WHO IHTSDO ISO PMAC ASTM CCR Documents Content models Security Terminology ServicesIHE PIX CEN HL7 HSSP Fonte: Thomas Beale, EFMI 2008
  • 35. Por quê? (2)• Em geral os dados são coletados em papel, e em seguida, a entrada no sistema é feita por pessoas com pouco ou nenhum treinamento em saúde.• Portanto, o contexto semântico original está provavelmente escrito em um formulário, dentro de um prontuário, que está em algum lugar.• Não há meios de se ligar estes dados com o quadro completo do paciente que está sendo analisado, muito menos de um paciente para outro.• Esta forma atual de análise dos dados levanta mais perguntas do que respostas, em muitos casos.
  • 36. Mais perguntas que respostas• Busca rápida na LILACS: ▫ Keywords: qualidade sistema informação ▫ 271 artigos ▫ Peguei os 30 primeiros ▫ Li só o resumo ▫ 13 relatavam que a qualidade da informação contida no sistema era uma limitação do estudo
  • 37. E algumas respostas que trazem maisperguntas“A alta proporção de cesarianas entre as AIH não emitidas sugere que o cumprimento de Portarias que limitam o pagamento deste tipo de parto induz à alteração intencional do procedimento.”Bittencourt AS et al. A qualidade da informação sobre o parto no Sistema de InformaçõesHospitalares no Município do Rio de Janeiro, Brasil, 1999 a 2001. Cad Saude Publica 2008;24(6): 1344-1354.
  • 38. Onde Está o Contexto?
  • 39. Aqui Está o Contexto!
  • 40. Modelagem Tradicional
  • 41. Problemas do Modelo de Um Nível A informação é modelada de uma forma que “serve” às necessidades atuais do sistema de saúde A adição de novos conceitos implica em refazer o sistema todo (remodelagem, reimplementação, reteste, redistribuição) Alto custo, lentidão na integração dos novos conhecimentos aos SIS etc.
  • 42. Norma ISO 20514“Electronic health record — Definition, scope and context”• Pré-requisitos para um Registro Eletrônico de Saúde (RES): a) Um modelo de referência padronizado, ou seja, uma arquitetura de informação [comum] entre o emissor (...) e o receptor da informação b) Modelos padronizados de interface de serviços, para oferecer interoperabilidade entre o RES e outros serviços, tais como [dados] demogr[áficos], terminologias, controle de acesso e de segurança em um sistema abrangente de informação clínica c) Um conjunto padronizado de modelos conceituais específicos do domínio, ou seja, arquétipos e templates para os conceitos clínicos, demográficos e outros conceitos específicos do domínio d) Terminologias padronizadas que sustentem os arquétipos. Note que isso não significa que precisa haver uma terminologia única padronizada para cada domínio da saúde, mas sim que as terminologias adotadas devem ser associado através de vocabulários controlados
  • 43. Modelagem Multinível
  • 44. Daí surgem mais duas perguntas... “Então vamos ter que começar tudo do zero?” “Quem vende isso?”
  • 45. Padrões e Especificações para os SIS Nome O que é Implementado Aberto ISO/CEN Padrão Sim Não HL7 Especificação e Sim Não “Padrão” openEHR Especificação e Sim “Sim” “Padrão” MLHIM Especificação e Sim Sim “Padrão”
  • 46. As Especificações MLHIM / openEHR• Modelo multinível (ou dual): desenvolvimento do software e modelagem do conhecimento são separados• O modelo de referência é implementado em software• O conhecimento é modelado em “arquétipos” (openEHR), ou “definições de restrições para os conceitos” (Concept Constraint Definitions – CCD) (MLHIM)
  • 47. Modelo dual MLHIM / openEHR
  • 48. Ferramentas Disponíveis em SL (1)• Implementações do Modelo de Referência: ▫ 2 Implementações em Java pela Fundação openEHR ▫ 1 Implementação em Python pelo Grupo MLHIM ▫ 1 Implementação em Ruby pelo Grupo MLHIM em curso ▫ 2 outros projetos de implementações pelo Grupo MLHIM:  Lua  C++
  • 49. http://www.openehr.org
  • 50. https://launchpad.net/mlhim
  • 51. https://launchpad.net/oship
  • 52. http://www.mlhim.orghttp://www.oship.org
  • 53. Ferramentas Disponíveis em SL (2)• Editores de Arquétipos (em ADL): ▫ Ocean Archetype Editor (Windows-only) ▫ LinkEHR (código a pedidos, tem bugs) ▫ LiU Archetype Editor (defasado)• Editores de Templates (em OET, OPT): ▫ Não tem (só o Ocean Template Designer, comercial)• Projeto do Constraint Definition Designer (em Esquemas XML): ▫ Única ferramenta totalmente SL e multiplataforma ▫ Edita CCDs e os combina de todas as formas (descarta a necessidade de templates) ▫ Baseado em Protegé e outras ideias
  • 54. https://launchpad.net/cdd
  • 55. Ferramentas Disponíveis em SL (3)• Repositório de Arquétipos: ▫ Não tem (O CKM da Fundação openEHR é proprietário)• Projeto Healthcare Knowledge Component Repository: ▫ Repositório dos Esquemas XML dos CCDs ▫ Feito em Plone 4 ▫ Funcionalidades:  Todas as já famosas de CMS e WFM do Plone  Validação dos XML  API com o CDD, o OSHIP e com o Multilevel Authoring for Guidelines (MAG)
  • 56. https://launchpad.net/hkcr
  • 57. Ferramentas Disponíveis em SL (4)• Servidores de Terminologias e de Vocabulários: ▫ LexGrid (http://www.lexgrid.org) ▫ LexBIG (http://preview.tinyurl.com/29ybeuf) ▫ Unified Medical Language System (UMLS) (http://www.nlm.nih.gov/research/umls)
  • 58. http://www.lexgrid.org
  • 59. http://preview.tinyurl.com/29ybeuf
  • 60. http://www.nlm.nih.gov/research/umls
  • 61. Por Que Pythonistas Saem na Frente (1)• Não tem implementação melhor que a OSHIPpy hoje em dia: • 85% da comunidade é brasileira • Tem suporte de gente da academia que manja, responde rápido e que não quer competir no mercado com você (nós fazemos isso “for fun and papers”, não “for fun and profit”) • Muito pelo contrário, nós te daríamos dicas para entrar no mercado • Sua aplicação pode ser seu TCC, seu mestrado, seu doutorado (nós orientamos ou co-orientamos)• MLHIM é melhor que openEHR: • openEHR está “congelada” por causa dos softwares da Ocean Informatics • Nós estamos fixando todos os bugs da openEHR e nos livramos do ADL, que é uma norma ISO morta, e vamos usar Esquemas XML, que é uma norma ISO vivíssima • Tem que ser da panela para subir um arquétipo no CKM
  • 62. Por Que Pythonistas Saem na Frente (2)• Clientela em potencial, querendo desesperadamente algo que preste: • 1 Ministério (Saúde) • 27 Secretarias de Estado da Saúde • 5.567 Secretarias Municipais de Saúde • ± 9.000 hospitais (e cada portinha dentro deles) • Dezenas de milhares de consultórios médicos, odontológicos, fisioterapêuticos, de acupuntura etc • Milhares de laboratórios de análises clínicas, clínicas de radiologia etc• Ninguém está fazendo isso no Brasil e pouquíssimos estão fazendo no mundo, então o Planeta Terra é o limite
  • 63. Minhas Conclusões• Pythonistas do Brasil tem enormes vantagens competitivas na área de informática em saúde: ▫ Estamos partindo [quase] do zero ▫ O governo está querendo estabelecer padrões para a TI em saúde ▫ OSHIP se encaixa perfeitamente nos padrões propostos *hoje*, o que nenhum outro software no mercado faz ▫ Todas as ferramentas necessárias estão disponíveis em software livre e com uma comunidade ativa em torno dos projetos ▫ Só tem 5 softwares no mercado com algum nível de qualidade e são todos tijolões• O que falta: ▫ Pôr a mão na massa!
  • 64. Agradecimentos Especiais: Tim Cook Mike BainbridgeMuito Obrigada! Sergio Freirelutricav@vm.uff.brJunte-se a nós:http://www.mlhim.orghttps://launchpad.net/mlhim

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