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Definição<br />Doença crônica inflamatória das vias aéreas- multifatorial<br /> Limitaçãovariável ao fluxo aéreo, reversív...
Manifestações clínicas<br /><ul><li> Episódios recorrentesde sibilância, dispnéia, opressão torácica e tosse, particularme...
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Evolução<br /><ul><li> 35 a 42% pioram – PG F2
 33 a 40% estáveis
 38% melhoram – progesterona, cortisollivre, PG E2</li></li></ul><li>Evolução<br /><ul><li> Exacerbações – 24 e 36ª semana
 < intensidade nosúltimos 4 meses
Rarapiora no trabalho de parto
Evoluçãosemelhante em sucessivasgestações
 73% retornam ao padrão anterior 3 m após o parto</li></li></ul><li>Asma mal controlada<br />Risco materno<br /><ul><li>Pr...
Hiperemesegravídica
 HAS
Sangramento vaginal</li></li></ul><li>Asma mal controlada<br />Risco fetal<br /><ul><li>↑morteperinatal
Baixo peso
Prematuridade
 Hipóxia neonatal</li></li></ul><li>Motivos<br /><ul><li>Hipóxia por asma mal controlada
Medicamentos (teofilina) </li></li></ul><li>Tratamento<br />
Etapas do tratamento<br /><ul><li>Avaliaçãoperiódica da mãe
Controle ambiental
Educação
Tratamento medicamentoso</li></li></ul><li>Objetivos do tratamento<br /><ul><li>Ausência ou ↓ de sintomas
nenhumalimitação as atividades
funçãopulmonarpreservada
prevenção de exacerbações</li></li></ul><li>Objetivos do tratamento<br /><ul><li>Uso mínimo de beta2 agonistas
 ↓ efeitoscolaterais das medicações
nascimento de  umacriançasaudável</li></li></ul><li>Via de Tratamento e Pulmão<br />Oral<br />Pulmão<br />Circulação<br />...
Via inalatória<br />Maior concentração local <br />Menor risco de efeitos sistêmicos <br /><ul><li> Inalador pressurizado ...
 Pó seco
Nebulizadores</li></li></ul><li>
Técnica de uso<br />1. Preparar a dose (varia em cada dispositivo)<br />2. Expirar, soprando lentamente<br />3. Colocar o ...
NEBULÍMETROS<br />
Aerolizer / Aerocaps<br />
Diskus<br />
Turbuhaler<br />
MEDICAÇÕES<br />
Medicação de Controle <br />   Corticóides inalatórios  - indispensáveis à reversão ou estabilização do processo inflamató...
Medicamentos e gestação<br />
Medicamentos e gestação<br />
Beta agonistas<br /><ul><li>Beta agonistas – salbutamol 100 mcg</li></ul>salmeterol 25 ou 50 mcg<br />formoterol 6 ou 12 m...
Corticóides inalatórios<br />Mecanismos de ação<br />reduz os sinais patológicos de   		           inflamação da via aére...
Corticóides inalatórios<br />Papel terapêutico<br />mais efetivo antinflamatório no tratamento da asma<br />Melhora a funç...
Corticóides inalatórios<br /><ul><li>Corticóide inalatório – tratamento de escolha</li></ul>Reduz risco de exacerbações em...
Corticóides inalatórios<br />Efeitos adversos<br />Locais <br />candidíase oral<br />disfonia<br />tosse<br />Sistêmicos (...
Budesonida – dose diária<br /><ul><li> Dose baixa – 200 a 600 mcg
 Dose média – 600 e 1200 mcg
 Dose alta – acima de 1200 mcg</li></ul>Usual – 400 mcg inalatória de 12/12 horas<br />
Corticóide oral na gestação<br /><ul><li>Exacerbações que não regridam com ß2 agonistas
Asma persistente grave sem controle com inalatório</li></ul> Dose diária  por via oral 40 a 60 mg de prednisona por 5 a 10...
Teofilina<br /><ul><li>Efeitoscolaterais
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Asma na Gestação

  1. 1. Curso de Capacitação<br /> Atendimento a Gestante e Humanização do Parto <br />Asma na Gestação<br />Alessandra Zille<br />alezille@uol.com.br<br />
  2. 2. Definição<br />Doença crônica inflamatória das vias aéreas- multifatorial<br /> Limitaçãovariável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com tratamento <br />Hiperresponsividade brônquica <br />
  3. 3. Manifestações clínicas<br /><ul><li> Episódios recorrentesde sibilância, dispnéia, opressão torácica e tosse, particularmente à noite e pela manhã ao despertar</li></li></ul><li>Brasil – DATASUS 2004<br />Prevalência – 10 a 20%<br />3a causa de internação<br />120 milhões de reais<br />2,5 mil óbitos/ano <br />
  4. 4. Asma e gestação<br /> 4 a 7% das mulheres grávidas <br /> 11 a 18% das grávidas asmáticas são atendidas em serviços de emergência pelo menos 1 vez na gestação <br /> 62% precisam de internação<br />
  5. 5. Função respiratória na gestação<br />↑ 20 a 25% consumo de oxigênio<br />Hiperventilação fisiológica - 75% tem dispnéia (3º mês)<br /> ↓ capacidade residual no final da gravidez (diafragma)<br />Fluxos inalterados <br />
  6. 6. Evolução<br /><ul><li> 35 a 42% pioram – PG F2
  7. 7. 33 a 40% estáveis
  8. 8. 38% melhoram – progesterona, cortisollivre, PG E2</li></li></ul><li>Evolução<br /><ul><li> Exacerbações – 24 e 36ª semana
  9. 9. < intensidade nosúltimos 4 meses
  10. 10. Rarapiora no trabalho de parto
  11. 11. Evoluçãosemelhante em sucessivasgestações
  12. 12. 73% retornam ao padrão anterior 3 m após o parto</li></li></ul><li>Asma mal controlada<br />Risco materno<br /><ul><li>Pré - eclâmpsia
  13. 13. Hiperemesegravídica
  14. 14. HAS
  15. 15. Sangramento vaginal</li></li></ul><li>Asma mal controlada<br />Risco fetal<br /><ul><li>↑morteperinatal
  16. 16. Baixo peso
  17. 17. Prematuridade
  18. 18. Hipóxia neonatal</li></li></ul><li>Motivos<br /><ul><li>Hipóxia por asma mal controlada
  19. 19. Medicamentos (teofilina) </li></li></ul><li>Tratamento<br />
  20. 20. Etapas do tratamento<br /><ul><li>Avaliaçãoperiódica da mãe
  21. 21. Controle ambiental
  22. 22. Educação
  23. 23. Tratamento medicamentoso</li></li></ul><li>Objetivos do tratamento<br /><ul><li>Ausência ou ↓ de sintomas
  24. 24. nenhumalimitação as atividades
  25. 25. funçãopulmonarpreservada
  26. 26. prevenção de exacerbações</li></li></ul><li>Objetivos do tratamento<br /><ul><li>Uso mínimo de beta2 agonistas
  27. 27. ↓ efeitoscolaterais das medicações
  28. 28. nascimento de umacriançasaudável</li></li></ul><li>Via de Tratamento e Pulmão<br />Oral<br />Pulmão<br />Circulação<br />Inalatória<br />Pulmão<br />Circulação<br />
  29. 29. Via inalatória<br />Maior concentração local <br />Menor risco de efeitos sistêmicos <br /><ul><li> Inalador pressurizado (HFA)
  30. 30. Pó seco
  31. 31. Nebulizadores</li></li></ul><li>
  32. 32.
  33. 33. Técnica de uso<br />1. Preparar a dose (varia em cada dispositivo)<br />2. Expirar, soprando lentamente<br />3. Colocar o dispositivo na boca<br />4. Inspirar o mais forte e profundo possível<br />5. Parar de respirar e “pensar” até 10<br />6. Lavar a boca, bochechar com água e cuspir<br />
  34. 34. NEBULÍMETROS<br />
  35. 35. Aerolizer / Aerocaps<br />
  36. 36. Diskus<br />
  37. 37. Turbuhaler<br />
  38. 38. MEDICAÇÕES<br />
  39. 39. Medicação de Controle <br /> Corticóides inalatórios - indispensáveis à reversão ou estabilização do processo inflamatório da asma<br />Medicação de Alívio<br />Beta2 agonistas - indispensáveis no alívio do broncoespasmo<br />
  40. 40. Medicamentos e gestação<br />
  41. 41. Medicamentos e gestação<br />
  42. 42. Beta agonistas<br /><ul><li>Beta agonistas – salbutamol 100 mcg</li></ul>salmeterol 25 ou 50 mcg<br />formoterol 6 ou 12 mcg<br />Dose semelhante a não grávidas<br />Via oral ou parenteral não recomendada<br />
  43. 43. Corticóides inalatórios<br />Mecanismos de ação<br />reduz os sinais patológicos de inflamação da via aérea<br />melhoraprogressivamente a HRB<br />
  44. 44. Corticóides inalatórios<br />Papel terapêutico<br />mais efetivo antinflamatório no tratamento da asma<br />Melhora a função pulmonar (A)<br />Diminui a HRB (A)<br />Diminui os sintomas e o uso de medicação de alívio (A)<br />Diminui crises induzidas pelo exercício em crianças (A)<br />Diminui frequência e severidade das crises (A)<br />Melhora a qualidade de vida (A)<br />
  45. 45. Corticóides inalatórios<br /><ul><li>Corticóide inalatório – tratamento de escolha</li></ul>Reduz risco de exacerbações em grávidas e melhorafunçãopulmonar<br />Não aumenta risco de mal formações<br />Budesonida - preferência<br />
  46. 46. Corticóides inalatórios<br />Efeitos adversos<br />Locais <br />candidíase oral<br />disfonia<br />tosse<br />Sistêmicos (dose, potência e metabolismo do corticóide)<br />alterações da pele<br />supressão adrenal<br />diminuição da densidade óssea <br />catarata e glaucoma (?)<br />
  47. 47. Budesonida – dose diária<br /><ul><li> Dose baixa – 200 a 600 mcg
  48. 48. Dose média – 600 e 1200 mcg
  49. 49. Dose alta – acima de 1200 mcg</li></ul>Usual – 400 mcg inalatória de 12/12 horas<br />
  50. 50. Corticóide oral na gestação<br /><ul><li>Exacerbações que não regridam com ß2 agonistas
  51. 51. Asma persistente grave sem controle com inalatório</li></ul> Dose diária por via oral 40 a 60 mg de prednisona por 5 a 10 dias<br />
  52. 52. Teofilina<br /><ul><li>Efeitoscolaterais
  53. 53. Piora dos sintomas de RGE
  54. 54. Atravessa placenta – taquicardia, irritabilidade e vômitos no RN
  55. 55. Ação inferior aos BD de longa duração</li></li></ul><li>Cromoglicato<br /><ul><li>Seguro
  56. 56. Rarosefeitoscolaterais
  57. 57. Ação inferior ao CI
  58. 58. 4 x dia</li></li></ul><li>Antileucotrienos<br /><ul><li>Grávidas com asma de maiorgravidade e com benefícioprévio</li></li></ul><li>CORTICÓIDES INALATÓRIOS<br />
  59. 59. SEVERIDADE DA ASMA<br />Global IniciativeForAsthma-NationalInstitutes of Health –NHLBI/WHO - Gina 2008 – www.ginasthma.com<br />
  60. 60. Classificação de severidade - NHLBI% de pacientes<br />n = 2509(a:1788 e c:721)<br />Persistente 60<br />ASMA<br />Asthma in America 1998:www.asthmainamerica.com/statistics.htm<br />
  61. 61. NAEPP ExpertReference Report. ManagingAsthmaDuringPregnancy.<br />
  62. 62. Níveis de Controle da Asma<br />
  63. 63. <ul><li>Ausência ou mínimos* sintomas diurnos
  64. 64. Ausência de limitaçõesnas atividades
  65. 65. Ausência de sintomas noturnos
  66. 66. Necessidadeausente ou mínima de medicação de resgate
  67. 67. Função pulmonar normal
  68. 68. Ausência de exacerbações</li></ul>* Minimos = igual ou inferior a duas vezes por semana<br />Controle Clínico da Asma<br />
  69. 69. Monitoração<br /><ul><li>Consultas frequentes – intensidade e frequência dos sintomas
  70. 70. Uso correto dos inaladores
  71. 71. Identificar complicações</li></li></ul><li>Monitoração<br /><ul><li>Espirometria simples*
  72. 72. PFE
  73. 73. Radiografia (complicações)</li></li></ul><li> Exacerbações <br /><ul><li>Exposição à poeira/mofo/inseticidas
  74. 74. Tabagismo
  75. 75. Contato com animaisdomésticos
  76. 76. RGE
  77. 77. ß bloqueadores
  78. 78. Infecçõesvirais e bacterianas</li></li></ul><li> Exacerbações - Tratamento <br /><ul><li>Avaliaçãorepetida de sinais e sintomas
  79. 79. Controle da saturação de O2 materno
  80. 80. Monitoramento da atividade fetal</li></ul>-> O2 para mantersaturação > 95%<br /> 2 a 4 jatos de BD de curta (3 x de 20/20 min)<br /> Corticóide oral – funçãopulmonar<br />
  81. 81. Internação<br /><ul><li> Sem melhora ou com piora dos sintomas
  82. 82. Mantermedicação ou corticóideendovenoso: metilprednisolona 30 a 125 mg 6/6 horas ou hidrocortisona 200 a 500 mg a cada ou 6 horas.</li></li></ul><li> Tratamento de manutenção<br /><ul><li>Salbutamol spray 100 mcg 2 jatos ou nebulização se dispnéia
  83. 83. Budesonida 200 ou 400 mcg 2 x dia podendoassociar com formoterol 6 ou 12 mcg 2 x dia</li></li></ul><li>Rinite<br /><ul><li>20% das gestantes
  84. 84. Controle dos sintomas beneficia tratamento da asma
  85. 85. Escolha – corticóidesintranasais</li></ul>Loratadina e cetirizina<br />Evitar descongestionantesnasais no 1º trimestre<br />
  86. 86. OBRIGADA!<br />

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