CASA DE PORTUGAL         SÃO PAULOO SOM DE PORTUGAL     Curso breve de    História da Música             Por José Maria Pe...
Precisando uma definição   Música ou músicas?      Âmbito: universal ou                             étnico-cultural?    ...
Visão de conjunto - 1 Canto moçárabe        Restos em Espanha e                         Portugal Canto Gregoriano +   ...
Visão de conjunto - 2                        Coimbra: Sé e Santa                         Cruz (D. Pedro de Polifonia clá...
Visão de conjunto - 3 O espectáculo barroco +     Vilancico barroco   Italianismo musical       Ópera portuguesa (F. A...
Visão de conjunto - 4 Contemporâneo:      A. Keil Nacionalismo        Viana da Mota                      L. de Freita...
1º DIA  SOM ANTIGO, SOM ETERNO Porque ainda simples e natural … a servir uma visão sacralizada da  História … a depende...
Lucerna com musa       Séc. I d.C.      Tróia, Setúbal      Lisboa, MNA.
Musas, Vila romana de Torre de Palma, séc. IV,               Lisboa, MNA
Epitáfio de Mértola, 525.Lisboa, MNA:ANDREAS FAMULUS | DEI PRINCEPSCAN|TORUM SACROSAN|CTEA[E]CLISIE MER|TILLIANE VIXIT |AN...
MÚSICA DE IGREJA Canto chão, pela simplicidade, pela  unicidade melódica, pela transparência  do texto cantado. O canto ...
CANTO CRISTÃO Braga, porventura a primeira igreja, fora de  Roma, a implantar a liturgia e o canto romano:  um canto pré-...
CANTO VISIGÓTICO-      HISPÂNICO-MOÇÁRABE S. Martinho + 579  Visigodos, com Leovigildo, em Braga desde 585 Com a conver...
CANTO GREGORIANO Cantochão obrigatório em toda a Igreja  Romana a partir da Reforma Gregoriana  (séc. XI), com excepções...
Fragmentovisigótico(c.1000) deCoimbra,P-Cua
[Pontifical de   Braga, 1176-1200]BPMP, S+ 83
BN Il 115Antif. deAlcobaça(1201-1235).
[Pontifical de  Coimbra, 1151-1200]BPMP, S+ 59
Kyriale Romanum    Missa 1, Tempo da Páscoa
L. de Freitas Branco:Final da IV Sinfonia
MONODIA PROFANA A chegada do Trovadorismo à Península Em Portugal, a moda do trovar, as formas e  os cancioneiros, entre...
Fragmento de Vindel,      Madrid,1913Cantigas de amigo de   Martin Codax
Fragmento Sharrer,  Torre do Tombo, 1990Música de D. Dinis
Frg Sharrer
Cancioneiro da Ajuda(inacabado, séc. XIII?)        P. La
Polifonia medieval Até hoje, praticamente indocumentada Troca de músicos estrangeiros e  portugueses com conhecimentos  ...
Hordenança que el rey dom eduarte fez pera os           seus Capellães (datável de 1433-1438)Estas são as cousas pera a ca...
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  1. 1. CASA DE PORTUGAL SÃO PAULOO SOM DE PORTUGAL Curso breve de História da Música Por José Maria Pedrosa Cardoso
  2. 2. Precisando uma definição Música ou músicas?  Âmbito: universal ou étnico-cultural?  Nível: popular, tradicional, ligeira, erudita…  M. aculturada  Há uma identidade Música Portuguesa portuguesa? (Música de Portugal)  M. ocidental, europeia, ou mas… portuguesa  M. com texto português, Música em Portugal?  M. por portugueses,  M. em Portugal…
  3. 3. Visão de conjunto - 1 Canto moçárabe  Restos em Espanha e Portugal Canto Gregoriano +  Lorvão, Alcobaça, Santa Polifonia. Cruz de Coimbra, Braga Trovadores  Cantigas de Amigo Martin Codax,  Cantigas de Amor D. Dinis  Cantigas de Santa Maria
  4. 4. Visão de conjunto - 2  Coimbra: Sé e Santa Cruz (D. Pedro de Polifonia clássica Cristo…) sacra, séc. XVI e  Évora, Sé (Pero do Porto, Duarte Lobo, XVII Manuel Cardoso…)  Vila Viçosa (J. Lourenço Rebelo, D. João IV ) Polifonia profana  Cancioneiro de Elvas…
  5. 5. Visão de conjunto - 3 O espectáculo barroco +  Vilancico barroco Italianismo musical  Ópera portuguesa (F. A. (séc. XVIII, 1ª metade) De Almeida, A. Teixeira)  Grande música sacra (J. Rodrigues Esteves) Clássico (séc. XVIII, 2ª  Sousa Carvalho, Marcos metade) Portugal, Romântico (séc. XIX, 1ª  J. Domingos Bomtempo metade)
  6. 6. Visão de conjunto - 4 Contemporâneo:  A. Keil Nacionalismo  Viana da Mota  L. de Freitas Branco  F. Lopes-Graça  J. Braga Santos Vanguarda e pós-  Filipe Pires modernismo  Jorge Peixinho  Emanuel Nunes  J. Pedro Oliveira
  7. 7. 1º DIA SOM ANTIGO, SOM ETERNO Porque ainda simples e natural … a servir uma visão sacralizada da História … a depender essencialmente da Igreja … a perpetuar uma definição de música no horizonte das músicas do mundo … também desde Portugal
  8. 8. Lucerna com musa Séc. I d.C. Tróia, Setúbal Lisboa, MNA.
  9. 9. Musas, Vila romana de Torre de Palma, séc. IV, Lisboa, MNA
  10. 10. Epitáfio de Mértola, 525.Lisboa, MNA:ANDREAS FAMULUS | DEI PRINCEPSCAN|TORUM SACROSAN|CTEA[E]CLISIE MER|TILLIANE VIXIT |ANNOS XXXVI | REQUIEUIT IN PA|CESUB D[IE] TERTEO | KAL[ENDAS]APRILES | AERA LX TRI|SIS.ANDRÉ SERVO DE DEUSCANTOR MOR DASACROSSANTA IGREJADE MÉRTOLA, VIVEU 36ANOS, DESCANSOU EMPAZ NO TERCEIRO DIADAS CALENDAS DEABRIL DA ERA DE 560 ETRÊS.
  11. 11. MÚSICA DE IGREJA Canto chão, pela simplicidade, pela unicidade melódica, pela transparência do texto cantado. O canto cristão, diversificado no tempo e no espaço: bizantino, sírio, beneventano, romano, milanês, galicano, gregoriano, visigótico- moçárabe
  12. 12. CANTO CRISTÃO Braga, porventura a primeira igreja, fora de Roma, a implantar a liturgia e o canto romano: um canto pré-galicano, pré-visigótico e pré- gregoriano. Bispo Profuturo, Papa Vigílio… Concílios de Braga: no I (561), presidido pelo Bispo Lutécio e em que intervém S. Martinho Bispo de Dume; no II, (572) presidido por S. Martinho já Bispo de Braga: em questões de liturgia e música, comunhão perfeita com Roma.
  13. 13. CANTO VISIGÓTICO- HISPÂNICO-MOÇÁRABE S. Martinho + 579 Visigodos, com Leovigildo, em Braga desde 585 Com a conversão de Recaredo, tendência para a unificação da Hispânia. IV Concílio de Toledo, em 633, sob a presidência de S. Isidoro de Sevilha: Liturgia hispânica com uma única ordo orandi atque psallendi Braga adere à unidade hispânica.
  14. 14. CANTO GREGORIANO Cantochão obrigatório em toda a Igreja Romana a partir da Reforma Gregoriana (séc. XI), com excepções Obrigatório mas decadente até ao séc. XIX Obrigatório, restaurado e unificado no início do séc. XX (Pio X) Dispensado (?) no Vaticano II
  15. 15. Fragmentovisigótico(c.1000) deCoimbra,P-Cua
  16. 16. [Pontifical de Braga, 1176-1200]BPMP, S+ 83
  17. 17. BN Il 115Antif. deAlcobaça(1201-1235).
  18. 18. [Pontifical de Coimbra, 1151-1200]BPMP, S+ 59
  19. 19. Kyriale Romanum Missa 1, Tempo da Páscoa
  20. 20. L. de Freitas Branco:Final da IV Sinfonia
  21. 21. MONODIA PROFANA A chegada do Trovadorismo à Península Em Portugal, a moda do trovar, as formas e os cancioneiros, entre os quais A, B e V. Os documentos musicais existentes: . Fragmento Vindel (M. Codax) . Fragmento Sharrer (D. Dinis) . Cantigas de Santa Maria
  22. 22. Fragmento de Vindel, Madrid,1913Cantigas de amigo de Martin Codax
  23. 23. Fragmento Sharrer, Torre do Tombo, 1990Música de D. Dinis
  24. 24. Frg Sharrer
  25. 25. Cancioneiro da Ajuda(inacabado, séc. XIII?) P. La
  26. 26. Polifonia medieval Até hoje, praticamente indocumentada Troca de músicos estrangeiros e portugueses com conhecimentos actualizados: tempo de D. Fernando Notícias do tempo de D. João I Notícias da Capela Real ao tempo de D. Duarte.
  27. 27. Hordenança que el rey dom eduarte fez pera os seus Capellães (datável de 1433-1438)Estas são as cousas pera a capella ser bem regida.Primeiramente se proueJa bem ante que o senhor uenha a capella o que hãode dizer sendo auisados todos em geral e cada hú em espeçial do que so ou.com outro ouuer de dizer asy no ler como em cantar.Jtem que aquilo que cantarem seja cousa que to-dolos os que a ouuerem decantar bem saybão….Jtem Tenhão silençio na estante e na JgreJa toda.Que non tomem os cantos mais altos do que os folgadamente poderem leuare aquesto asy / / No que todos ouuerem de Cantar como al-gus [sic]. emespeçial.Que se non consenta nenhü desacordatyuo aa estante porque hüa cordadestemperada he abas-tante pera destemperar hü estormento.Que se conheção as uozes dos capellães qual he pera cantar alto e qualpera contra e qual pera tenor e asy cantem continuadaIliente pêra cada hüser mais çerto no que cantar,Que se conheça quães antre sy nas uozes som melhor acordados e aquelescantem algüas cousas que se ajam estremadamente cantar por- que ha hyalgüas uozes que aJnda que sejam boas antre sy non se acordão bem e

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