Eco ii micorbiologia da água. indicadores2010

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Aula Água ECO II

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Eco ii micorbiologia da água. indicadores2010

  1. 1. Aula Prática Avaliação da Qualidade da Água para Consumo Humano Indicadores Sanitários Universidade Federal do Pará Instituto de Ciências Biológicas Profª Drª Karla Ribeiro UFPA/ICB
  2. 2. ÁGUA NA NATUREZA <ul><li>A água é o constituinte inorgânico de maior abundância na matéria viva. </li></ul><ul><li>É fator essencial para manutenção da vida, não havendo processo biológico em que não tenha importância. </li></ul><ul><li>Cerca de 70% do corpo humano é constituído de água. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A maior parte do corpo humano é constituído de água, assim como, em todos os seres vivos; </li></ul><ul><li>É o maior elemento em quantidade nas células e no sangue dos animais; </li></ul><ul><li>E na seiva das plantas. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A água representa 70% da massa do corpo humano. </li></ul><ul><li>Sintomas de desidratação: </li></ul><ul><ul><li>Perda de 1% a 5% de água </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sede, pulso acelerado, fraqueza </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Perda de 6% a 10% de água </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dor de cabeça, fala confusa, visão turva </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Perda de 11% a 12% de água </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Delírio, língua inchada, morte </li></ul></ul></ul><ul><li>Uma pessoa pode suportar até 50 dias sem comer, mas apenas 4 dias sem beber água. </li></ul>ÁGUA NO CORPO HUMANO
  5. 5. ÁGUA NA NATUREZA
  6. 6. Fonte: Vianna (1997) Águas salgadas - 97,4% Geleiras polares e glaciais e águas subterrâneas a grandes profundidades – 2,3% Águas doces superficiais e subterrâneas – 0,3% 0,3% 2,3% 97,4% ÁGUA NA NATUREZA Distribuição no Planeta
  7. 7. DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO PLANETA
  8. 8. <ul><li>Consumo Doméstico </li></ul><ul><li>Agricultura </li></ul><ul><li>Indústria </li></ul><ul><li>Energia </li></ul><ul><li>Habitat de várias espécies </li></ul><ul><li>Lazer </li></ul><ul><li>Navegação </li></ul>A água é essencial à vida. Mas nem todos têm fácil acesso à água. À escassez de água junta-se a falta de qualidade, devido à poluição e degradação do ambiente. USOS DA ÁGUA
  9. 9. Togo/África Consumo Doméstico Cambodja Agricultura A nível doméstico, a água é utilizada na alimentação, higiene pessoal, higiene das habitações, lavagem de automóveis, rega de jardins, etc. A agricultura é a atividade humana que consome mais água.
  10. 10. Produção de Energia Na indústria a água é utilizada na lavagem e arrefecimento dos equipamentos e também como matéria prima em diversos processos de fabrico. As águas para recreação podem ser do mar, rios e lagos; e podem envolver o contacto direto: natação, surf, etc., ou o contacto indireto: pesca, vela, etc. Uso Industrial Lazer
  11. 11. 1000 L de Água  6,15L (para consumo humano) 69 % = 4,24 L 23 % = 1,42 L 8 % = 0,49 L CONSUMO DE ÁGUA
  12. 12. PAÍS CONSUMO DE ÁGUA PER CAPITA Escócia 410 litros/pessoa/dia Estados Unidos/Canadá 300 litros/pessoa/dia Austrália 270 litros/pessoa/dia Brasil/RJ 140 litros/pessoa/dia Brasil/MG 124 litros/pessoa/dia Brasil/DF 225 litros/pessoa/dia Brasil - Norte 140 litros/pessoa/dia
  13. 13.
  14. 14. <ul><li>Os mananciais são classificados em: </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li> </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><li>superficiais subterrâneos águas de chuva </li></ul>MANANCIAIS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
  15. 15. QUALIDADE DA ÁGUA
  16. 16. <ul><li>QUALIDADE COMPROMETIDA </li></ul><ul><li>A água limpa está cada vez mais rara e a água de beber cada vez mais cara. Essa situação resulta da forma como a água disponível vem sendo usada: com desperdício - que chega entre 50% e 70% nas cidades -, e sem muitos cuidados com a qualidade. </li></ul><ul><li>Assim, parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável (principalmente nas áreas densamente povoadas), em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, mas pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água. </li></ul>Consultar Relatório sobre a situação no Brasil no site: http://www.fsma2009.org/langs/index.php
  17. 17. QUALIDADE DA ÁGUA Aspectos Conceituais Qualidade da água é um atributo dinâmico no tempo e no espaço. Água Potável é aquela que pode ser consumida sem risco à saúde e sem causar rejeição ao consumidor.
  18. 18. QUALIDADE DA ÁGUA Aspectos Conceituais ÁGUA distribuída para consumo humano ÁGUA POTÁVEL – água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos à saúde (Portaria 518/2004). Características que não comprometem seu uso PADRÃO DE POTABILIDADE – VMP
  19. 19. Art. 2° Toda a água destinada ao consumo humano deve obedecer ao padrão de potabilidade e está sujeita à vigilância da qualidade da água.
  20. 20. QUALIDADE DA ÁGUA Aspectos Conceituais
  21. 21. Portaria MS Nº 518/2004 <ul><li>Aborda cerca de 80 parâmetros de qualidade da água: </li></ul><ul><ul><li>Parâmetros físicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Parâmetros microbiológicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Substâncias químicas orgânicas e inorgânicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Agrotóxicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Cianotoxinas </li></ul></ul>
  22. 22. Portaria MS Nº 518/2004
  23. 23. http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1255
  24. 24.
  25. 25.
  26. 26. <ul><li>Segundo a OMS, 80% das doenças que ocorrem nos países em desenvolvimento são ocasionadas pela contaminação da água. </li></ul><ul><li>Quinze milhões de crianças de 0 a 5 anos de idade morrem direta ou indiretamente pela falta de água ou deficiência dos sistemas de abastecimento de água e esgoto. </li></ul><ul><li>Somente 30% da população mundial tem água tratada, sendo que os 70% restantes dependem de poços e outras fontes de abastecimento passíveis de contaminação. </li></ul><ul><li>Uma série doenças pode ser associada à água, seja em decorrência de sua contaminação por excretas humanos e de animais, seja pela presença de substâncias químicas nocivas à saúde humana. </li></ul>Água na Transmissão de Doenças
  27. 27. No Brasil as doenças associadas ao saneamento ambiental inadequado representaram 29,5% dos óbitos por doenças infecciosas e parasitárias. A morbidade associada ao saneamento
  28. 28. Doenças de Origem Hídrica SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS EXEMPLOS Compostos Orgânicos Hidrocarbonetos polinucleares aromáticos (PAHs) Elementos Inorgânicos Antimônio, arsênio, bário, berilo, cádmio, cobalto, chumbo, mercúrio , molibdênio, selênio, urânio, flúor e cromo. Nitratos
  29. 29. Doenças de Veiculação Hídrica
  30. 30. Febre Tifóide, Disenteria, Cólera, Dengue, Diarréia, Hepatite, Leptospirose, Esquistossomose, Giardíase, Amebíase, entre outras. Doenças de Veiculação Hídrica
  31. 31.
  32. 32. <ul><li>A água pode afetar a saúde humana por diversas formas: </li></ul><ul><li>Ingestão direta </li></ul><ul><li>Preparo de alimentos </li></ul><ul><li>Higiene pessoal </li></ul><ul><li>Agricultura </li></ul><ul><li>Higiene do ambiente </li></ul><ul><li>Processos industriais </li></ul><ul><li>Atividades de lazer </li></ul>Doenças de Veiculação Hídrica
  33. 33. <ul><li>Retratam o ambiente aquático em termos de sua qualidade. </li></ul><ul><li>No controle da poluição das águas dos rios, lagos e reservatórios são estabelecidos Critérios ou Padrões de Qualidade , que definem os limites de concentração a que cada substância presente na água deve obedecer. </li></ul><ul><li>Esses padrões dependem da classificação das Águas Interiores, que é estabelecida segundo seus usos preponderantes, por legislação específica, variando da Classe Especial, a mais nobre, até a Classe 4, a menos nobre. </li></ul><ul><li>No Brasil, os padrões seguem as orientações da Resolução Nº357/2005 do Conselho Nacional de Meio Ambiente. </li></ul>PARÂMETROS DE QUALIDADE
  34. 34. PARÂMETROS PRIORITÁRIOS
  35. 35. DEMAIS PARÂMETROS
  36. 36. Fonte: http://www.cetesb.sp.gov.br/Agua/rios/variaveis.asp
  37. 37. PROCESSO PRODUTO IMPACTO PROMOÇÃO PROTEÇÃO RECUPERAÇÃO MATÉRIA PRIMA <ul><li>USO E OCUPAÇÃO DO SOLO </li></ul><ul><li>- QUALIDADE DAS ÁGUAS </li></ul><ul><li>RELAÇÃO DISPONIBILIDADE/DEMANDA </li></ul><ul><li>CAPTAÇÃO </li></ul><ul><li>ADUÇÃO </li></ul><ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>RESERVAÇÃO </li></ul><ul><li>DISTRIBUIÇÃO </li></ul>PADRÕES DE POTABILIDADE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO HÍDRICA AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO EM SITUAÇÕES DE RISCOS
  38. 38. <ul><li>BIOINDICADORES </li></ul><ul><li>Grupo de microrganismos que indicam a POSSIBILIDADE de: </li></ul><ul><li> Ocorrência de patógenos na água; </li></ul><ul><li> Presença de dejetos (fezes); contaminação da água por esgotos domésticos. </li></ul><ul><li>Muito caro e trabalhoso avaliar diretamente TODOS os patógenos nas amostras de águas  Indicadores. </li></ul>Indicadores de Poluição Fecal em Ambientes Aquáticos
  39. 39. <ul><li>Inofensivo ao ser humano </li></ul><ul><li>Aplicável a todos os tipos de água </li></ul><ul><li>Não multiplicar-se na água </li></ul><ul><li>Ser de origem exclusivamente fecal </li></ul><ul><li>Não ser detectado em água não contaminada </li></ul><ul><li>Ser mais abundante que os patogênicos </li></ul><ul><li>Apresentar maior resistência que os patogênicos aos efeitos adversos do meio ambiente e aos processos de tratamento </li></ul><ul><li>A densidade do indicador na água deve ter relação direta com o grau de contaminação fecal </li></ul><ul><li>9. Ser detectado com alto grau de precisão em testes simples e rápidos </li></ul><ul><li>10. Seu desenvolvimento em meios de cultura deve ser isento de interferências de outras bactérias </li></ul><ul><li>11. Deve prestar-se tanto a determinações qualitativas como quantitativas </li></ul>CARACTERÍSTICAS DE UM BOM INDICADOR MICROBIOLÓGICO
  40. 40. <ul><li>O emprego rotineiro de patogênicos é pouco prático: </li></ul><ul><li> grande variedade de micro-organismos patogênicos; </li></ul><ul><li> presença em baixas densidades x flora microbiana natural; </li></ul><ul><li> complexidade e custos das análises; </li></ul><ul><li> surgimento de “novos patogênicos” </li></ul><ul><li>(ex. Vírus, Cryptosporidium sp) </li></ul><ul><li>Busca de indicadores da presença (contato) de material fecal no meio ambiente presença potencial de patogênicos. </li></ul>INDICADOR MICROBIOLÓGICO DE CONTAMINAÇÃO FECAL
  41. 41. <ul><li>O indicador mais preciso da qualidade da água para consumo humano é a E. coli , seguido, dos coliformes termotolerantes. Em qualquer situação, ambos não devem estar presentes na água. O emprego do termo coliformes fecais deve ser evitado e substituído por coliformes termotolerantes . </li></ul><ul><li>Coliformes totais não são indicadores adequados da qualidade sanitária de águas in natura . </li></ul><ul><li>A simples presença de coliformes totais no sistema de distribuição serve como alerta para o desencadeamento de medidas corretivas. </li></ul><ul><li>Sempre que possível ou necessário, quando do isolamento de coliformes totais e termotolerantes, sugere-se a realização de ensaios confirmativos até o isolamento de E. coli , acompanhada de inspeções sanitárias  Portaria Nº518/2004, Min.Saúde . </li></ul>Emprego dos Organismos Indicadores de Contaminação Fecal
  42. 42. <ul><li>Coliformes totais  sem significado sanitário. </li></ul><ul><li>Coliformes termotolerantes (fecais)  aceitável (relação com presença de E. coli ). </li></ul><ul><li>E. coli  indicador mais sensível e preciso. </li></ul>presença potencial de patógenos presença dos indicadores revela Emprego dos Indicadores Mananciais e Fontes de Abastecimento
  43. 43. Portaria Nº 518∕2004. Min.Saúde
  44. 44. <ul><li>Coliformes; </li></ul><ul><li>Estreptococos fecais; </li></ul><ul><li>Enterococcus sp </li></ul><ul><li>Clostrídios sulfito-redultores; </li></ul><ul><li>Bacteriófagos; </li></ul><ul><li>Bactérias heterotróficas; </li></ul><ul><li>Pseudomonas aeruginosa </li></ul><ul><li>Staphylococcus sp </li></ul><ul><li>Aeromonas sp </li></ul>Principais Indicadores de Contaminação Fecal
  45. 45. <ul><li>Quando um rio recebe esgoto, passa a ter outros tipos de bactérias que não são da água e podem causar doenças às pessoas que a beberem. </li></ul><ul><li>As nossas fezes contém cerca de 200 bilhões de coliformes que são eliminados diariamente e, geralmente, lançadas nos rios em forma de esgoto. </li></ul><ul><li>Coliformes termotolerantes/fecais  indicador de poluição por fezes na água. </li></ul>GRUPO COLIFORMES Coliformes totais e termotolerantes
  46. 46. <ul><li>Indicadores de escolha para monitorar qualidade da água. </li></ul><ul><li>Presença  riscos à saúde -> Salmonella , Shigella , Vibrio , Mycobacterium , Pasteurella , Leptospira e vírus entéricos. </li></ul><ul><li>Gêneros: Citrobacter, Escherichia, Enterobacter e Klebsiella. </li></ul><ul><li>Coliformes ambientais  Citrobacter, Enterobacter e Klebsiella. </li></ul>GRUPO COLIFORMES
  47. 47. Enterobactérias Coliformes Totais ou “Ambientais” Coliformes termotolerantes Escherichia coli GRUPO COLIFORMES
  48. 48. <ul><li>Bacilos Gram Negativos da família Enterobacteriaceae. </li></ul><ul><li>Fermentam a lactose com produção de gás, quando incubadas a 35-37ºC, por 48 horas. </li></ul><ul><li>Escherichia -> habitat primário é o trato intestinal do homem e animais. </li></ul><ul><li>Enterobacter, Citrobacter e Klebsiella -> presentes nas fezes, vegetais e solo (coliformes ambientais). </li></ul><ul><li>Presença de coliformes totais não indica necessariamente contaminação fecal recente ou ocorrência de enteropatógenos. </li></ul>COLIFORMES TOTAIS
  49. 49. <ul><li>Sub-grupo: coliformes totais  Escherichia coli </li></ul><ul><li>Contaminação fecal oriundas de animais de sangue quente. </li></ul><ul><li>Metodologia: crescimento e formação de gás a partir da lactose a 44,5 +0.2°C, fator seletivo (termotolerantes). </li></ul><ul><li>Escherichia coli. </li></ul>COLIFORMES TERMOTOLERANTES

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