Iniciativa Bairros Críticos w@v, Março 2007
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Skills e processo de aprendizagem <ul><li>Partilha de valores e respeito pelas diferenças </li></ul><ul><ul><li>Diversidad...
Diferentes actores…. <ul><li>Actuando em diferentes escalas </li></ul><ul><li>Partilhando diferentes níveis de experiência...
Comunidades Sustentáveis (Bristol, 2005) Comunidades Sustentáveis são lugares onde as pessoas querem viver, trabalhar, ago...
Comunidades Sustentáveis (Bristol, 2005) Novas Capacidades | Competências básicas <ul><li>...visão inclusiva </li></ul><ul...
Novas Capacidades | Competências básicas Comunidades Sustentáveis (Bristol, 2005) 8. ... gestão financeira 9. ... gestão d...
Uma Bricolagem Estruturante Práticas colectivas e integradas de intervenção ... que se faz com diferentes actores... ... n...
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... num trabalho em rede (networking) ... Não basta escolher parceiros ... é preciso que todos os parceiros escolham o pro...
... num trabalho em rede (networking) ... A proximidade é uma co-produção de argumentos de acção (atenção aos “left-out” e...
Para debate... Tendo presente a multipilicidade de actores envolvidos nestes processos, a sua actuação a diferentes escala...
Para debate... <ul><li>Como fazer a ponte entre princípios e valores éticos básicos e competências técnicas? </li></ul><ul...
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Maria João Lopes: Iniciativa Bairros Críticos

  1. 1. Iniciativa Bairros Críticos w@v, Março 2007
  2. 2. Iniciativa Bairros Críticos <ul><li>É um Programa Nacional coordenado pela Secretaria de Estado do Ordenamento do Território e Cidades e um instrumento da Política de Cidades. </li></ul><ul><li>Tem como objectivo a intervenção em territórios urbanos que apresentam factores de vulnerabilidade crítica, através de intervenções sócio-territoriais integradas. </li></ul><ul><li>Iniciou-se com uma fase experimental em três territórios (Cova da Moura – Amadora; Lagarteiro – Porto e Vale da Amoreira – Moita). </li></ul><ul><li>Envolve sete ministérios (presidência, ambiente, trabalho e segurança social, sdministração internam saúde, educação e cultura). </li></ul>
  3. 3. Seis Princípios de Orientação <ul><li>projectos mobilizadores com capacidade de impacte estrutural </li></ul><ul><li>projectos integrados de base sócio-territorial </li></ul><ul><li>intervenções orientadas para a inovação </li></ul><ul><li>coordenação estratégica e participação dos actores locais </li></ul><ul><li>mobilização de novas formas de financiamento / mecanismos de financiamento integrados </li></ul><ul><li>sustentabilidade e durabilidade dos resultados e efeitos. </li></ul>
  4. 4. Falando de... <ul><li>um passo em frente no que diz respeito à abordagem territorial e comunidades sustentáveis, na política de Cidades, em Portugal </li></ul><ul><li>uma iniciativa experimental em três territórios (três áreas críticas diferentes) </li></ul><ul><li>construção de um processo transversal de participação </li></ul><ul><li>catorze meses num caminho partilhado de aprendizagem, no sentido de concretização de uma Comunidade de Práticas (CoP’s). </li></ul>
  5. 5. Em DCom fala-se de... <ul><li>factores sociais, económicos, culturais </li></ul><ul><li>na produção e vivência dos territórios </li></ul><ul><li>( pessoas , espaços e tempo ) </li></ul>A dimensão relacional das abordagens em DCom <ul><li>politicas, instrumentos de politica, </li></ul><ul><li>planeamento e avaliação, desenho de </li></ul><ul><li>soluções ( porquê e para quê ) </li></ul><ul><li>soluções de operacionalização </li></ul><ul><li>( como , competências ) </li></ul>
  6. 6. falando de... <ul><li>Lugares </li></ul><ul><li>Organizações </li></ul><ul><li>Poder </li></ul>
  7. 7. Falando de... processos relacionais generativos na produção social de Lugares Organizações enquanto actores cruciais no sistema de acção local multiplicação do Poder através da partilha do Poder e aprendendo a partir do Poder dos territórios (proximidade)
  8. 8. Desafios: <ul><li>Como envolver os diferentes actores (interministerial, organizações locais e população) de modo a focalizar a acção no território </li></ul><ul><li>Como chegar a uma intervenção territorialmente focalizada (área, lugar...), evitando uma soma de intervenções sectoriais e/ou avulsas </li></ul><ul><li>Como intervir de modo a provocar mudanças desejáveis e efectivas no bem-estar dos residentes </li></ul><ul><li>Como desenvolver a iniciativa de modo a garantir a vantagem da dinâmica positiva da mudança </li></ul>
  9. 9. Passos: <ul><li>procedimentos para a construção do Plano de Acção (quem ia intervir, fazendo o quê, como ia funcionar, milestones, outputs esperados) </li></ul><ul><li>identificação dos grupos de parceiros locais a envolver e selecção de pessoal técnico de apoio aos grupos de parceiros </li></ul><ul><li>lançamento da construção de planos de acção participados, engenharia financeira e modelo de gestão </li></ul><ul><li>protocolos de parceria: concertação, negociação e formalização </li></ul><ul><li>lançamento da acção </li></ul>
  10. 10. Quem esteve envolvido? Grupo de Trabalho Local GPL GPL – Grupo de Parceiros Locais GTIM GTIM – Grupo Trab Interministerial GAT INH GC INH – Instituto Nacional de Habitação GC – Grupo de Consultoria GAT – Grupo de Apoio Técnico PF PF – Parceiros Financeiros UAEL UAEL – Unidade de Acção Estratégica Local
  11. 11. MODELO DE GESTÂO LOCAL (para a fase de intervenção) Equipas Locais de Projecto Comissão Executiva Grupo de Trabalho Interministerial Grupo de Apoio Técnico Comissão de Acompanhamento
  12. 12. Lições (até agora...) <ul><li>construção de confiança – “rostos” e compromissos </li></ul><ul><li>permanente reificação do locus de decisão (GPL) e validação de todas as decisões </li></ul><ul><li>apoio técnicos e reconhecimento de outras competências entre os grupos </li></ul><ul><li>troca de informação e reflexividade + partilha de seminários </li></ul><ul><li>“ um bom diagnóstico” como base para focar os planos de acção dos territórios </li></ul><ul><li>pensamento direccionado no sentido da inovação e da promoção da mudança </li></ul><ul><li>tempos & ritmos no processo de participação </li></ul><ul><li>modelo de organização e gestão para a acção em vez da organização orientada apenas por disponibilidades financeiras </li></ul>
  13. 13. Skills e processo de aprendizagem <ul><li>Partilha de valores e respeito pelas diferenças </li></ul><ul><ul><li>Diversidade de experiências </li></ul></ul><ul><ul><li>Partilha de valores e regras </li></ul></ul><ul><ul><li>Trabalho conjunto entre actores locais e centrais </li></ul></ul><ul><ul><li>Posições formais e informais </li></ul></ul><ul><ul><li>Incorporação de skills como ponto de partida para a acção </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Construção de uma visão partilhada </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Da focalização em grupos alvo para a focalização no território </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Da focalização nas organizações à focalização na comunidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Conjugação de esforços na construção de um trabalho em rede </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inclusão o risco e a incerteza nas dinâmicas locais </li></ul></ul></ul>
  14. 14. Diferentes actores…. <ul><li>Actuando em diferentes escalas </li></ul><ul><li>Partilhando diferentes níveis de experiência </li></ul><ul><li>Partilhando diferentes níveis de responsabilidade </li></ul><ul><li>Com diferentes fontes de recursos </li></ul><ul><li>Com diferentes locus de controle face aos recursos </li></ul>
  15. 15. Comunidades Sustentáveis (Bristol, 2005) Comunidades Sustentáveis são lugares onde as pessoas querem viver, trabalhar, agora e no futuro Exigem competências para a sua liderança “ Place-making” Skills (técnico, administrativo, governança e outras) <ul><li>Liderança territorial </li></ul><ul><li>Compromisso da Comunidade </li></ul><ul><li>Trabalho de Parceria </li></ul><ul><li>Gestão de Projectos </li></ul><ul><li>Sistema de governança comunitária </li></ul><ul><li>Trabalho de Cross-fertilisation </li></ul>Comunidades Sustentáveis Participadas e bem lideradas Bem equipadas (infra-estruturas) Com bons Serviços Amigas do ambiente Bem desen e const Justas para todos Criativas e Inovadoras Activas, inclusivas e seguras
  16. 16. Comunidades Sustentáveis (Bristol, 2005) Novas Capacidades | Competências básicas <ul><li>...visão inclusiva </li></ul><ul><li>... gestão de projectos </li></ul><ul><li>... liderança </li></ul><ul><li>...“sair do quadrado” (brokethrough thinking) </li></ul><ul><li>... trabalho em equipa | trabalho em parceria (dentro e entre equipas baseadas em partilha de propósitos comuns) </li></ul><ul><li>... contornar obstáculos | “fazer as coisas acontecerem” </li></ul><ul><li>... gestão de processos | gestão da mudança </li></ul>Comunidades Sustentáveis Participadas e bem lideradas Bem equipadas (infra-estruturas) Com bons Serviços Amigas do ambiente Bem desen e const Justas para todos Criativas e Inovadoras Activas, inclusivas e seguras
  17. 17. Novas Capacidades | Competências básicas Comunidades Sustentáveis (Bristol, 2005) 8. ... gestão financeira 9. ... gestão de “stakeholders” 10. ... análise, tomada de decisões, aprendizagem através dos erros, avaliação 11. ... comunicação 12. ... resolução de conflitos 13. ... atenção aos “endusers” e garantias de feedback Comunidades Sustentáveis Participadas e bem lideradas Bem equipadas (infra-estruturas) Com bons Serviços Amigas do ambiente Bem desen e const Justas para todos Criativas e Inovadoras Activas, inclusivas e seguras
  18. 18. Uma Bricolagem Estruturante Práticas colectivas e integradas de intervenção ... que se faz com diferentes actores... ... numa co-produção de compromissos ... ... num trabalho em rede (networking) Starting-point!
  19. 19. <ul><li>Acrescenta ... </li></ul><ul><li>... à correcção, a visão (a construir em conjunto) </li></ul><ul><li>... às respostas, as perguntas (... Que sempre foram o melhor caminho para chegar a boas respostas!) </li></ul><ul><li>... ao planeamento, a monitorização (numa lógica de aprendizagem colectiva sustentável) </li></ul><ul><li>... aos instrumentos, a acção (em comunidade de prática, em rede, em compromisso, ...) </li></ul>Uma Bricolagem Estruturante Práticas colectivas e integradas de intervenção
  20. 20. <ul><li>... actuam em diferentes escalas </li></ul><ul><li>... detêm experiências diferentes </li></ul><ul><li>... partilham diferentes níveis de responsabilidade </li></ul><ul><li>... detêm diferentes fontes / tipos de recursos </li></ul><ul><li>... detêm diferentes níveis de controle dos recursos </li></ul>... Que se faz com diferentes actores que ... Uma Bricolagem Estruturante Práticas colectivas e integradas de intervenção
  21. 21. <ul><li>Partilha de valores no respeito pelas diferenças (dimensão ética) </li></ul><ul><li>Construção de regras pelas quais se vai reger a acção (p.ex: locus de decisão, definição de procedimentos e timings , responsabilidades) </li></ul><ul><li>Co-operação entre actores de nível central, regional e local </li></ul><ul><li>Capacidade con-versiva entre posições formais e informais </li></ul>... numa co-produção de compromissos que implica... Uma Bricolagem Estruturante que se faz com diferentes actores Práticas colectivas e integradas de intervenção
  22. 22. <ul><li>Construção de uma visão partilhada como ponto de partida da acção </li></ul><ul><li>Passagem de uma focalização em “grupos alvo” para uma focalização nos “lugares” ou “territórios” </li></ul><ul><li>Passagem de uma focalização de cada “organização” para uma focalização nas | das “comunidades” </li></ul><ul><li>Incorporar o Risco e a Incerteza na capacidade de acção </li></ul>... numa co-produção de compromissos que implica... Uma Bricolagem Estruturante que se faz com diferentes actores Práticas colectivas e integradas de intervenção
  23. 23. ... num trabalho em rede (networking) ... Não basta escolher parceiros ... é preciso que todos os parceiros escolham o projecto de intervenção em causa ... Construção de uma identidade de acção (bom diagnóstico | partilha de uma visão | co-produção de um programa de acção) ... Gestão dos vários momentos (tempos) e atenção às “deixas” (efeito orquestra!) Uma Bricolagem Estruturante que se faz com diferentes actores numa co-produção de compromissos Práticas colectivas e integradas de intervenção
  24. 24. ... num trabalho em rede (networking) ... A proximidade é uma co-produção de argumentos de acção (atenção aos “left-out” e “stand-outs” e “left-behind” e “stand-behind”!) ... Gestão do risco, da incerteza, dos conflitos ... Generatividade, criatividade e inovação (as potencialidades e os pequenos passos também contam!!!!!!) Uma Bricolagem Estruturante que se faz com diferentes actores numa co-produção de compromissos Práticas colectivas e integradas de intervenção
  25. 25. Para debate... Tendo presente a multipilicidade de actores envolvidos nestes processos, a sua actuação a diferentes escalas, com diferentes níveis de responsabilidades, diferentes tipos de recursos e formas de controle dos mesmos...
  26. 26. Para debate... <ul><li>Como fazer a ponte entre princípios e valores éticos básicos e competências técnicas? </li></ul><ul><li>Qual o desenvolvimento de competências expectável no desenvolvimento de processos individuais e de processos colectivos (de grupos, organizações, comunidade) de empowerment ? </li></ul><ul><li>Como é que o conhecimento formal e informal e centros de produção de competências se conjugam para fazer face a lacunas de informação e competências e desadequação na resposta aos novos actores e aos desafios dos sistemas de acção generativos? </li></ul>
  27. 27. Thank You!!!!

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