Disturbios alimentares

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Disturbios alimentares

  1. 1. Distúrbios alimentares: Anorexia e bulimia Trabalho realizado por: Andreia Cid Joana Sagradas Dina Belo
  2. 2. Anorexia Nervosa <ul><li>Anorexia: </li></ul><ul><ul><li>Desordem caracterizada por uma imagem distorcida do próprio corpo e um medo mórbido de engordar, o que leva à recusa de manter um peso minimamente normal. </li></ul></ul><ul><ul><li>Anorexia  “Falta de apetite” </li></ul></ul>
  3. 3. Sub-tipos de Anorexia <ul><li>Tipo restritivo </li></ul><ul><ul><li>Dieta </li></ul></ul><ul><ul><li>Jejum </li></ul></ul><ul><ul><li>Exercício físico </li></ul></ul><ul><li>Tipo ingestão compulsiva / purgativo </li></ul><ul><ul><li>Crises bulímicas regulares ou purgativas durante o episódio actual. </li></ul></ul><ul><ul><li>Usam métodos purgativos como vómito, laxantes, diuréticos, enemas, hormonas da tiróide e pílulas para emagrecer. </li></ul></ul>
  4. 4. Prevalência <ul><li>Sexo feminino – 90% </li></ul><ul><li>Localização geográfica </li></ul><ul><ul><li>Europa e EUA – maior incidência de casos; aumentou 10 vezes o nº de casos nos últimos anos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Ásia, países árabes e África – raramente aparece </li></ul></ul><ul><li>Classe sócio – económica mais atingida: </li></ul><ul><ul><li>Média alta </li></ul></ul><ul><ul><li>Alta </li></ul></ul><ul><li>Desportos mais atingidos: </li></ul><ul><ul><li>Desportos estéticos com maior incidência no ballet (4%), na ginástica e na patinagem artística. </li></ul></ul><ul><ul><li>Desportos por categorias de pesos </li></ul></ul><ul><ul><li>Desportos de resistência </li></ul></ul>
  5. 5. Quando surgem os primeiros sinais? <ul><li>Inicio da adolescência </li></ul><ul><li>O inicio dos sintomas dá-se de forma bimodal: 13-14 anos, 16-17 anos. Os dois picos de maior incidência dão-se aos 14 e 16 anos. </li></ul><ul><li>Inicio dos caracteres sexuais 2º determina o inicio desta patologia </li></ul><ul><li>Índice de mortalidade: </li></ul><ul><ul><li>4% em anoréctico tratados </li></ul></ul><ul><ul><li>30% em situações catastróficas </li></ul></ul>
  6. 6. Causas <ul><li>São desconhecidas </li></ul><ul><li>Factores que contribuem para a desordem: </li></ul><ul><ul><li>Aspectos: genéticos </li></ul></ul><ul><ul><li>sociais </li></ul></ul><ul><ul><li>familiares </li></ul></ul><ul><ul><li>ambientais </li></ul></ul><ul><li>Componente </li></ul><ul><li>Biológica Psicológica </li></ul>
  7. 7. Sinais e Sintomas <ul><li>Sintomas </li></ul><ul><ul><li>Esfera alimentar : </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Recusa em ingerir alimentos ricos em hidratos de carbono e gorduras </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Apresentam apetite “caprichoso” de poucos alimentos ou até mesmo de um único alimento </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Medo intenso e inexplicável de engordar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Perdem o senso critico em relação ao seu esquema corpóreo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Tem dificuldade em comer em locais públicos </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Outras áreas do comportamento além da alimentar: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Grande cuidado com organização </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Senso de responsabilidade apurado </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Interesse especial pelo valor nutritivo da cada alimento </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Por vezes são exímias cozinheiras </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Passam grande parte do tempo a melhorar as condições nutricionais dos seus familiares </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Preocupação excessiva com o corpo pode ser confundido com vaidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Passam horas mirando o espelho </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Submetem-se a exercícios físicos excessivos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Diminuem as horas de sono </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Isolamento social e dificuldade para namoros e vida sexual </li></ul></ul></ul>
  8. 8. Sinais e Sintomas <ul><li>Sinais </li></ul><ul><ul><li>Emagrecimento rápido sem causa aparente </li></ul></ul><ul><ul><li>Cabelos finos e quebradiços </li></ul></ul><ul><ul><li>Leve alopécia </li></ul></ul><ul><ul><li>Pilosidade pela pele (lanugo) </li></ul></ul><ul><ul><li>Interrupção do ciclo menstrual nas raparigas - amenorreia </li></ul></ul><ul><ul><li>vómito </li></ul></ul><ul><ul><li>Perda de erecção nos rapazes </li></ul></ul>
  9. 9. Critérios de diagnóstico <ul><li>Recusa em manter um peso corporal minimamente normal para uma idade e altura (p.e., perda de peso maior que o necessário para manter um peso de 85% do esperado, ou incapacidade em ganhar o peso esperado para o crescimento, ficando aquém de 85% do previsto – IMC  17.5 Kg / m 2 . </li></ul><ul><li>Medo intenso de ganhar peso ou ficar gorda, mesmo quando muito magra. </li></ul><ul><li>Perturbação na apreciação do peso e forma corporal, indevida influência de peso e forma corporal na auto–avaliação ou degeneração da gravidade do grande emagrecimento actual. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Nas raparigas após menarca, amenorreia, ou seja, ausência de pelo menos 3 ciclos menstruais consecutivos. </li></ul><ul><li>Nos homens após perda de erecção. </li></ul>
  11. 11. Complicações <ul><li>Complicações relacionadas com a perda de peso </li></ul><ul><ul><li>Caquexia / desnutrição </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Perda de tecido adiposo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Perda da massa muscular </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fraqueza, fadiga </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Cardiovasculares </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Perda de músculo cardíaco </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> P.A. e  frequência cardíaca </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Bradicardia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Arritmias </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Gastro – intestinais </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Esvaziamento gástrico retardado </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> motilidade intestinal </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dor abdominal </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Obstipação </li></ul></ul></ul>
  12. 12. <ul><ul><li>Metabólicas e endócrinas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li> do metabolismo basal </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Distúrbios hidroelectrolíticos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Hipoglicémia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Hipotermia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Diminuição de T 3 e T 4 </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Hipercolesterolémia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Osteoporose e osteopenia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Atraso na maturação sexual </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Amenorreia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Mulher: baixo nível de estrogénios </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Homem: baixo nível de testosterona </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Reprodutivas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Infertilidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Criança com peso à nascença </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Renal </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Desidratação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Alteração das enzimas hepáticas </li></ul></ul></ul>
  13. 13. <ul><ul><li>Dermatológicas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Pele e cabelos secos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Queda de cabelo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lanugo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Edema </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Hematológicas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Anemia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Leucopenia </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Neurológicas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Depressão </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Atrofias irreversíveis do cérebro </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> ventricular </li></ul></ul></ul>
  14. 14. <ul><li>Complicações relacionadas com a purgação </li></ul><ul><ul><li>Metabólicas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Alcalose hipocalémica e hipoclorémica </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Hipomagnesémia </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Dentárias </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Erosão de esmalte dentário </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Gastro-intestinais </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inflamação e  das glândulas salivares e pancreáticas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li> da amilase </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Erosão esofágica e gástrica </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Neurológicas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fadiga, fraqueza </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>convulsões </li></ul></ul></ul>
  15. 15. Tratamento da AN TRATAMENTO Psicólogo Médico Psiquiatra Nutricionista 3 níveis de tratamento: A – Psicoterapia B – Reabilitação Nutricional C – Tratamento Farmacológico
  16. 16. Tratamento da Anorexia <ul><li>Objectivos: </li></ul><ul><li>1. Restauração de peso normal/razoável </li></ul><ul><li>- menstruação e ovulação normais (mulheres) </li></ul><ul><li>- função sexual e níveis hormonais normais (homem) </li></ul><ul><li>- desenvolvimento físico e sexual normal nas crianças e adolescentes </li></ul><ul><li>2. Motivação do paciente para recuperar hábitos e comportamentos alimentares saudáveis e participar no tratamento </li></ul><ul><li>3. Corrigir pensamentos, sentimentos e atitudes disfuncionais relacionadas com a desordem </li></ul><ul><li>4. Corrigir sequelas biológicas e psicológicas da desnutrição </li></ul><ul><li>5. Tratamento de condições psiquiátricas associadas </li></ul><ul><li>6. Garantir suporte e aconselhamento familiar </li></ul><ul><li>7. Prevenir recaídas </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Níveis de tratamento: </li></ul><ul><ul><li>Hospitalização (4-10 semanas) </li></ul></ul><ul><ul><li>Hospitalização parcial </li></ul></ul><ul><ul><li>Programas residenciais </li></ul></ul><ul><ul><li>Paciente externo </li></ul></ul><ul><li>Escolha do nível de tratamento: </li></ul>Parâmetros físicos + parâmetros comportamentais e psiquiátricos
  18. 18. Level-of-Care Criteria for Patients with Eating Disorders < 75 % (crianças: perda de peso mto rápida mesmo que não <75%) < 85 % > 70 % > 85% Peso (%) relativo ao peso corporal normal Elevado Moderado Baixo   Risco de suicídio bradicardia < 40 bpm; PA < 90/60 mm Hg; hipotensão ortostática marcada; arritmias cardíacas; glucose < 60 mg/dL; K + <3 meq/L; distúrbios hidroelectrolíticos; temperatura <36.1ºC; desidratação; comprometimento renal, hepatico ou cardiovascular; descontrolo dos mecanismos de purgação; necessidade de monitorização; alimentação nasogástrica ou parentérica. Estável (sem necessidade de monitorização constante ou alimentação por via nasogástrica ou parentérica) Fisiologicamente estável Complicações médicas Nível 4: Hospitalização (Inpatient) Nível 3: Residential treatment center Nível 2: Hospitali-zação parcial Nível 1: Outpatient Características
  19. 19. Conflitos e problemas familiares, ambiente familiar não estruturado ou vive for a do núcleo familiar Ambiente familiar estruturado Ambiente familiar emocional adequado Stress ambiental Necessário vigilância durante e após refeições e na casa de banho Necessita de suporte para evitar purgação Capaz de evitar estes comportamentos; sem complicações médicas associadas a purgação Hábitos purgativos (diuréticos e laxantes) Não consegue comer e ganhar peso sozinho; necessário ambiente estruturado para evitar exercício compulsivo Necessário ambiente estruturado Boa capaci-dade de autocontrolo Capacidade de controlar exercício compulsivo Necessária supervisão durante e após as refei-ções; alimentação na-sogástrica/parentérica Necessária supervisão a todas as refeições Requer am-biente estru-turado para ganhar peso Auto-suficiente Necessidade de supervisão para alimentação/ aumento de peso existência de desordens psiquiátricas que requerem hospitalização A presença destas desordens pode influenciar a escolha do nível de tratamento Desordens associa-das (abuso de drogas, depressão, ansiedade) Pobre a mto pobre; preocupações obsessi-vas; não cooperativo ou cooperativo apenas em ambientes altamente estruturados Pobre a moderada; preocupações obsessivas + de 4-6 horas por dia; coo-perativo em ambien-tes estruturados Parcial; pen-samentos obsessivos + de 3 horas por dia; cooperativo Boa a moderada Motivação para recuperar, cooperar e capacidade de controlar pensamentos obsessivos
  20. 20. A - Psicoterapia <ul><li>Objectivos – ajudar os pacientes: </li></ul><ul><ul><li>A entender e cooperar com a sua reabilitação nutricional e física </li></ul></ul><ul><ul><li>A entender e alterar as suas atitudes e comportamentos relacionados com a desordem </li></ul></ul><ul><ul><li>A melhorar as suas relações sociais e interpessoais </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratar conflitos psicológicos e doenças psiquiátricas associadas com a desordem alimentar </li></ul></ul>
  21. 21. A - Psicoterapia <ul><li>Intervenções </li></ul><ul><ul><li>Terapia Individual – educação da anoréctica sobre as suas próprias necessidades; normalizar a sua relação com os alimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>Terapia familiar – para indivíduos que ainda vivem num núcleo familiar; visa tornar a pessoa mais autónoma </li></ul></ul><ul><ul><li>Terapia de grupo – melhorar as relações pessoais da anoréctica </li></ul></ul>
  22. 22. B – Reabilitação Nutricional <ul><li>Objectivos: </li></ul><ul><li>Restaurar o peso normal/razoável </li></ul><ul><li>Normalizar o padrão da dieta </li></ul><ul><li>Recuperar a percepção de fome e saciedade </li></ul><ul><li>Corrigir as alterações biológicas causadas pela desnutrição </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Individualização do plano alimentar </li></ul><ul><li>A história dietética do paciente deve: </li></ul><ul><li>Especificar o início do quadro, a velocidade da perda de peso e a sua magnitude </li></ul><ul><li>Especificar a hora e a composição das diversas refeições, principais e ligeiras ( 1.289 kcal+/-150 kcal, com baixa proporção de calorias originadas de gorduras) </li></ul><ul><li>Indicar o local onde são tomadas as refeições e as pessoas com quem são partilhadas </li></ul><ul><li>Uso de laxativos, diuréticos ou anorexígenos </li></ul><ul><li>Conter uma lista dos gostos e aversões </li></ul><ul><li>Estabelecer a natureza, frequência e duração das actividades físicas </li></ul><ul><li>História menstrual </li></ul><ul><li>Aporte energético recomendações de </li></ul><ul><li>actual energia </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Estabelecimento do peso a atingir: </li></ul><ul><li>Doentes externos – 450g/sem </li></ul><ul><li>Doentes internos – 0,9 a 1,35 kg/sem </li></ul><ul><li>Valor calórico da dieta: </li></ul><ul><li>Dieta hipocalórica (800–1000 kcal/dia) </li></ul><ul><li>aumento gradual </li></ul><ul><li>200-300 kcal </li></ul><ul><li>cada 3-4 dias </li></ul><ul><li>Dieta hipercalórica (3000-3500 kcal/dia) </li></ul><ul><li>Síndrome de realimentação: </li></ul><ul><li>Retenção de fluidos (edema) </li></ul><ul><li>Arritmias cardíacas </li></ul><ul><li>Diminuição de electrólitos (P, K, Mg, Na, …) </li></ul><ul><li>Intolerância à glucose </li></ul><ul><li>Disfunção GI </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Elaboração da dieta </li></ul><ul><li>O nutricionista deve: </li></ul><ul><li>Avaliar a história dietética e identificar excessos e deficiências específicos </li></ul><ul><li>Educar o paciente e família para as necessidades nutricionais dos adolescentes, desfazendo mitos </li></ul><ul><li>Desenvolver um plano alimentar e equilibrado para atingir um dado peso ou mantê-lo </li></ul><ul><li>Aplicar um sistema que permite variabilidade e flexibilidade na selecção dos alimentos </li></ul><ul><li>Identificar comportamentos/hábitos alimentares errados que persistam </li></ul><ul><li>Garantir que haja “feedback” </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Plano alimentar: </li></ul><ul><li>Refeições planejadas e em horas marcadas </li></ul><ul><li>Fornecer nutrientes em quantidade e </li></ul><ul><li>proporção adequada </li></ul><ul><li>Ter em conta os riscos de edema </li></ul><ul><li>Alimentos de digestão fácil </li></ul><ul><li>Consumo diário de leite e derivados </li></ul><ul><li>Consumo de legumes, saladas e frutas frescas </li></ul><ul><li>O azeite é a melhor gordura </li></ul><ul><li>Variar as fontes proteicas para maior equilíbrio dos aa: carne, peixe, ovos </li></ul><ul><li>Cereais, leguminosas secas e batatas também são importantes </li></ul><ul><li>Dar alimentos que agradem ao paciente </li></ul><ul><li>Ingestão gradual de alimentos “proibidos” (gorduras, pão, fritos, açúcar, …) </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Suplementos alimentares: </li></ul><ul><li>P, K, Mg, Zn, Cu </li></ul><ul><li>Vit. B 12 , folato, ... </li></ul><ul><li>Ca e vit. D </li></ul><ul><li>Outras opções nutricionais: </li></ul><ul><ul><li>Substituição temporária de comida sólida por suplementos líquidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Sonda nasogástrica ou nutrição parentérica </li></ul></ul>
  28. 28. <ul><li>Esvaziamento gástrico retardado </li></ul><ul><li>Diminuição da sensação de saciedade: </li></ul><ul><li>pequenas refeições frequentes ricas em HC </li></ul><ul><li>Consumo de quantidade moderada de gordura </li></ul><ul><li>Consumo dos alimentos frios ou à t.a. </li></ul><ul><li>Limitar frutos e legumes </li></ul><ul><li>Limitar cafeína </li></ul><ul><li>Uso de suplementos nutricionais líquidos </li></ul><ul><li>Uso de agentes procinéticos </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Incentivo do paciente: </li></ul><ul><li>Elaboração conjunta da dieta </li></ul><ul><li>Apresentação de uma alimentação normal para que tome consciência do desvio entre o que come e aquilo que é uma alimentação normal </li></ul><ul><li>Valorização do bem-estar que se sente depois da refeição </li></ul><ul><li>Uso de estímulos positivos/negativos </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Exercício físico: </li></ul><ul><li>Adequado à ingestão alimentar e à energia dispendida pelo paciente </li></ul><ul><li>Ter em conta a densidade óssea e a função cardíaca </li></ul><ul><li>Fitness ≠ perder peso </li></ul><ul><li>Momento de descontracção e relaxamento </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Aspectos psicológicos a desenvolver simultaneamente: </li></ul><ul><li>Ausência de sentimento de culpa quando aumenta a diversidade e a frequência do esquema de alimentação </li></ul><ul><li>Estratégia de luta contra o “medo de ficar gorda” </li></ul><ul><li>Melhoria da insatisfação corporal </li></ul><ul><li>Os momentos de refeição devem ser períodos de relaxamento </li></ul>
  32. 32. <ul><li>Exemplo: </li></ul>(igual ao almoço) jantar 1 iogurte magro 1 bolacha integral snack 1 néctar sem açúcar 1 bolacha integral Queijo fresco Lanche (16h) ½ sopa Peixe, ovo ou tofu; batata, massa ou arroz; legumes; sem pão 1 fruta almoço 1 iogurte magro 1 fruta Snack (11h) 1/5 leite magro Kellogs K Pequeno almoço (9h)
  33. 33. <ul><li>Exemplo: </li></ul>Leite meio gordo + cereais ou 1 iogurte natural meio gordo + 1 pão com 1 queijo fresco Pequeno almoço 1 iogurte natural 1 fruta Snack 1 iogurte natural 1 pacote bolachas integral snack (igual almoço) jantar 1 iogurte natural 1 pão com queijo fresco magro lanche ½ sopa; peixe ou ovo; batata, massa ou arroz; legumes; 1 fio de azeite 1 fruta 1 néctar light almoço
  34. 34. C – Tratamento Farmacológico <ul><li>Objectivos </li></ul><ul><ul><li>Uso após restauração do peso, para ajudar á sua manutenção e normalizar comportamentos alimentares </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento de sintomas psiquiátricos associados à anorexia nervosa </li></ul></ul>
  35. 35. <ul><li>Cloropromazina </li></ul><ul><li>Antidepressivos </li></ul><ul><li>Ciproheptidina (orexígeno) </li></ul><ul><li>Fármacos neurolépticos </li></ul><ul><li>Inibidores da recaptação da serotonina </li></ul><ul><li>Ansiolíticos </li></ul>
  36. 36. Prognóstico <ul><li>40% recuperam </li></ul><ul><ul><li>Peso estável e razoável </li></ul></ul><ul><ul><li>Dieta e hábitos alimentares razoáveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Ausência de vómitos </li></ul></ul><ul><ul><li>Menstruação regular </li></ul></ul><ul><ul><li>Comportamento normal do adolescente </li></ul></ul><ul><li>20% peso deficiente </li></ul><ul><li>20% magros </li></ul><ul><li>5-10% obesos </li></ul><ul><li>5-20% morrem </li></ul><ul><li>Recaídas frequentes </li></ul>
  37. 37. Causas da morte <ul><li>Metabólicas </li></ul><ul><li>Cardiovasculares </li></ul><ul><li>Imunológicas </li></ul><ul><li>Infecciosas </li></ul><ul><li>Gastrenterologias </li></ul><ul><li>Suicídio </li></ul><ul><ul><li>Permanecem consequências psicológicas e comportamentos obsessivos ao longo da vida: </li></ul></ul><ul><ul><li>Manias obssesivo-compulsivas </li></ul></ul><ul><ul><li>Relação anormal com a comida </li></ul></ul><ul><ul><li>… </li></ul></ul>
  38. 38. Factores que afectam o prognóstico <ul><li>Positivos: </li></ul><ul><ul><li>Diagnóstico e intervenção precoce </li></ul></ul><ul><ul><li>Menor perda de peso </li></ul></ul><ul><ul><li>Anorécticos bulímicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Idade inferior á adulta </li></ul></ul><ul><ul><li>Sistemas orgânicos pouco comprometidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Boa relação pais / filhos </li></ul></ul><ul><li>Negativos: </li></ul><ul><ul><li>Depressão associada </li></ul></ul><ul><ul><li>Presença de purgação </li></ul></ul><ul><ul><li>Maior tempo de duração do quadro </li></ul></ul>
  39. 39. Bulimia Nervosa <ul><li>Etimologia: </li></ul><ul><ul><li>Bous – boi </li></ul></ul><ul><ul><li>bulimia = fome de boi </li></ul></ul><ul><ul><li>Limos – fome </li></ul></ul><ul><li>Definição: </li></ul><ul><ul><li>É uma espécie de toxicomania que se traduz por uma espécie de delinquência alimentar. </li></ul></ul><ul><ul><li>É um distúrbio grave da alimentação, sendo também considerada como faceta trágica da depressão psíquica. </li></ul></ul>
  40. 40. Prevalência <ul><li>Sexo feminino - 90% </li></ul><ul><li>Classe sócio – económica mais atingida: </li></ul><ul><ul><li>Média – alta </li></ul></ul><ul><ul><li>Alta </li></ul></ul><ul><li>Idade mais atingida: 18 – 40 anos </li></ul><ul><li>Modalidades com maior incidência: </li></ul><ul><ul><li>moda, dança e atletismo. </li></ul></ul><ul><li>A incidência é grande em cursos secundários e universitários. </li></ul><ul><li>Entre as pacientes existe forte presença de problemas afectivos, transtornos ansiosos, abuso e dependência de drogas. </li></ul>
  41. 41. Causas e factores determinantes <ul><li>Factores psicológicos </li></ul><ul><li>Factores físicos </li></ul><ul><li>Factores académicos </li></ul><ul><li>Factores sociais </li></ul><ul><li>Factores genéticos </li></ul><ul><ul><li>Pressões sociais sobrevalorizam muito a magreza </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de comida e controlo de peso </li></ul></ul><ul><ul><li>Crises de desenvolvimento e angústia e emocional </li></ul></ul>Reduzem a auto-estima e o auto-controlo
  42. 42. Anorexia Bulimia
  43. 43. Características <ul><li>Momentos de voracidade alimentar com frequência de pelo menos 2 vezes por semana em 3 meses consecutivos </li></ul><ul><li>Exageradas restrições alimentares </li></ul><ul><li>Provocam o vómito </li></ul><ul><li>Usam laxantes, processos químicos de emagrecimento </li></ul><ul><li>Exercício físico exagerado </li></ul><ul><li>Comportamentos paradoxais </li></ul><ul><li>Sinais de auto-motilação e flagelação </li></ul><ul><li>Medo constante em não controlar os ataques de fome </li></ul><ul><li>Hesitação face a comportamentos psicoterápicos </li></ul>
  44. 44. Sinais e Sintomas <ul><li>Físicos </li></ul><ul><ul><li>Grandes oscilações de peso </li></ul></ul><ul><ul><li>Perda de potássio e desidratação </li></ul></ul><ul><ul><li>Rosto inchado – indução sistemática do vómito </li></ul></ul><ul><ul><li>Garganta irritada e glândulas aumentadas </li></ul></ul><ul><ul><li>Irritações graves do esófago – acidez gástrica </li></ul></ul><ul><ul><li>Fadiga </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldade em dormir </li></ul></ul><ul><ul><li>Irregularidade menstrual </li></ul></ul><ul><ul><li>Fraqueza muscular </li></ul></ul><ul><ul><li>Rebentamento dos vasos </li></ul></ul><ul><ul><li>Sinal de “russel” </li></ul></ul><ul><ul><li>Problemas dentários </li></ul></ul>
  45. 45. <ul><li>Psicológicos: </li></ul><ul><ul><li>Emotividade e depressão </li></ul></ul><ul><ul><li>Alterações de humor </li></ul></ul><ul><ul><li>Obsessão por dietas </li></ul></ul><ul><ul><li>Dificuldade de controlo </li></ul></ul><ul><ul><li>Auto-criticismo severo </li></ul></ul><ul><ul><li>Auto-estima determinada pelo peso </li></ul></ul><ul><ul><li>Medo de não conseguir parar de comer voluntariamente </li></ul></ul><ul><ul><li>Sentimento de auto-censura após o episódio bulimico </li></ul></ul><ul><ul><li>Necessidade de aprovação dos outros </li></ul></ul>
  46. 46. <ul><li>Comportamentais </li></ul><ul><ul><li>Obsessão por comida </li></ul></ul><ul><ul><li>Indisposição depois das refeições </li></ul></ul><ul><ul><li>Comer às escondida </li></ul></ul><ul><ul><li>Abuso de laxantes, diuréticos e anorexígenos </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de clisteres </li></ul></ul><ul><ul><li>Provocação do vómito </li></ul></ul><ul><ul><li>Isolamento social </li></ul></ul><ul><ul><li>Exercício físico em excesso </li></ul></ul><ul><ul><li>Jejuns prolongados e frequentes </li></ul></ul><ul><ul><li>Fuga a restaurantes e refeições planeadas </li></ul></ul>
  47. 47. Critérios de diagnóstico <ul><li>Episódios de ingestão compulsiva de uma quantidade de alimentos muito superior à maioria das pessoas: </li></ul><ul><ul><li>A nível acelerado e caótico </li></ul></ul><ul><ul><li>Sem qualquer selecção de alimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>Com o desaparecimento das sensações de prazer ou da obtenção da saciedade </li></ul></ul><ul><ul><li>Sentimento de total falta de controlo na ingestão dos alimentos </li></ul></ul><ul><li>Comportamentos compensatórios decorrentes para perder peso e prevenir o seu ganho: </li></ul><ul><ul><li>Vómito auto-induzido </li></ul></ul><ul><ul><li>Abuso de laxantes e outros medicamentos </li></ul></ul><ul><ul><li>Jejum e exercício físico prolongados </li></ul></ul>
  48. 48. <ul><li>Episódios de ingestão compulsiva, seguidos de manobras compensatórias de eliminação, no mínimo 2 vezes semanais durante 3 meses consecutivos. </li></ul><ul><li>Preocupação persistente com a forma e peso corporais. </li></ul>
  49. 49. Complicações <ul><li>Fadiga e perda de energia </li></ul><ul><li>Menstruação irregular ou inexistente </li></ul><ul><li>Desidratação </li></ul><ul><li>Obstipação </li></ul><ul><li>Diarreia </li></ul><ul><li>Lesão das extremidades nervosas que alimentam as fibras musculares do intestino </li></ul><ul><li>Falta de ar </li></ul><ul><li>Batimentos cardíacos irregulares </li></ul><ul><li>Depressão </li></ul><ul><li>Alopecia </li></ul>
  50. 50. <ul><li>Inchaço e dores de estômago </li></ul><ul><li>Enfraquecimento da estrutura óssea </li></ul><ul><li>Perda do esmalte dentário </li></ul><ul><li>Irritação crónica da garganta </li></ul><ul><li>Problemas de fígado e rins </li></ul><ul><li>Aumento da glândula parótida </li></ul><ul><li>Desequilíbrio hidro-eletrolítico </li></ul><ul><li>Mãos e pés inchados </li></ul><ul><li>Hipotensão </li></ul><ul><li>Úlceras </li></ul><ul><li>Dilatação e ruptura gástrica </li></ul><ul><li>Escoriações nas mãos e nas articulações </li></ul><ul><li>Anemia </li></ul><ul><li>Paragem cardíaca e morte </li></ul>
  51. 51. Tratamento O tratamento deve ser conduzido por uma equipa composta de: - Psiquiatra - Psicólogo - Nutricionista - Endocrinologista - Assistente social O primeiro objectivo do tratamento é acabar com o ciclo de ingestão compulsiva, seguida de manobras purgativas ou de jejum prolongado. Estabelecimento de um padrão alimentar regular e disciplinado
  52. 52. Tipos de tratamento  Objectivos clarificados e etapas bem definidas sobre a terapia a adoptar pelo doente. Um tratamento adequado da bulimia nervosa deverá incluir: * Tratamento psicológico * Tratamento farmacológico/Medicação * Aconselhamento nutricional * Internamento em casos muito graves
  53. 53. Tratamento psicológico Objectivo: - analisar e modificar os pensamentos, crenças e sentimentos que desencadeiam e perpetuam o ciclo bulímico. O tratamento psicológico passa pelas seguintes terapias: * Terapia cognitivo-comportamental * Terapia familiar * Terapia de grupo
  54. 54. Terapia cognitivo-comportamental <ul><li>Tratamento psicoterapêutico mais eficaz para a doença. </li></ul><ul><li>Objectivo: - extinção de hábitos ou atitudes incorrectas e a sua substituição por novos padrões apropriados e não provocadores de ansiedade. </li></ul><ul><li>3 fases sobrepostas: </li></ul><ul><li>* 1ª fase: - educar o paciente sobre a doença e os processos que a mantêm. </li></ul><ul><li>- auxiliá-lo a regularizar a sua alimentação. </li></ul><ul><li>* 2ª e 3ª fases: - ajuda na manutenção da mudança do hábito alimentar. </li></ul>
  55. 55. Terapia familiar <ul><li>Fundamental para aqueles que mantêm uma forte dependência emocional das famílias. </li></ul><ul><li>Objectivo: - modificação do padrão de comportamento alimentar, conseguida pela aliança terapêutica estabelecida com a família. </li></ul>
  56. 56. Terapia de grupo <ul><li>Partilha de experiências individuais: o doente apercebe-se que não está sozinho e que a recuperação é possível. </li></ul><ul><li>Discutidas e planeadas actividades, regras do tratamento e suas modificações com a evolução do tratamento. </li></ul><ul><li>Psicoterapia interpessoal variante psicodinâmica desta terapia, sendo a primeira com efeitos equivalentes aos da terapia cognitivo-comportamental. </li></ul>
  57. 57. Tratamento farmacológico <ul><li>Antidepressivos  o seu uso deriva da associação frequente desta doença com a doença depressiva. </li></ul><ul><li>Funciona como complemento dos métodos de reabilitação nutricional e de psicoterapia. </li></ul><ul><li>Não é o tratamento principal, nem o mais eficaz! </li></ul>
  58. 58. Aconselhamento nutricional <ul><li>Essencial para que o doente saiba exactamente aquilo que deverá comer consoante o distúrbio alimentar de que padece. </li></ul><ul><li>Objectivos: - reconhecimento do verdadeiro valor dos nutrientes e da sua importância na alimentação </li></ul><ul><li>- correcção dos erros alimentares e introdução ou restabelecimento de padrões alimentares adequados. </li></ul><ul><li>- ajuda na planificação do guia de refeições, baseada no conhecimento da história dietética do bulimico. </li></ul>Comportamento alimentar saudável Padrão de refeições regular e disciplinado
  59. 59. Internamento  Só ocorre quando existem complicações clínicas, risco de suicídio, ou quando houver fracasso do tratamento no ambulatório.
  60. 60. Bulimia vs Anorexia <ul><li>Bulimia </li></ul><ul><ul><li>Idade atingida: 18-40 anos </li></ul></ul><ul><ul><li>Não há perda significativa de peso </li></ul></ul><ul><ul><li>Satisfação com um peso abaixo da média </li></ul></ul><ul><ul><li>Nem sempre ocorre amnorreia </li></ul></ul><ul><ul><li>Guarda segredo </li></ul></ul><ul><ul><li>Passa facilmente despercebida </li></ul></ul><ul><ul><li>Internamento raro </li></ul></ul><ul><ul><li>Períodos de voracidade alimentar </li></ul></ul><ul><li>Anorexia </li></ul><ul><ul><li>Idade atingida: 13-14 anos; 16-17 anos </li></ul></ul><ul><ul><li>Perda significativa de peso </li></ul></ul><ul><ul><li>Preferência pela magreza extrema </li></ul></ul><ul><ul><li>Amenorreia </li></ul></ul><ul><ul><li>Faz gala do seu estado </li></ul></ul><ul><ul><li>Facilmente diagnosticada </li></ul></ul><ul><ul><li>Internamento mais frequente </li></ul></ul><ul><ul><li>Dietas loucas </li></ul></ul>
  61. 61. O papel do farmacêutico: <ul><li>Incentivar o paciente/família a procurar ajuda médica, contribuindo para o diagnóstico precoce </li></ul><ul><li>Apoiar os pacientes/família </li></ul>

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