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Nossa escola Nº 9 - Educação no campo

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Nossa escola Nº 9 - Educação no campo

  1. 1. Escola NOSSA Informativo da Secretaria da Educação do Estado da Bahia Ano III Nº9 Novembro de 2010Educação avança no campo A educação, finalmente, chega às crianças, jovens e adultos que vivem nas mais distantes localidades da Bahia. Fruto da parceria entre os governos federal, estadual e dos municípios, e também com a participação da sociedade. O Estado, que tem a maior população rural do país, ampliou o orçamento, criou políticas específicas e investiu em programas para garantir à população o acesso à educação no campo. O resultado já se observa em colégios como o Casa Jovem II (foto), em Igrapiúna, vencedor do Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar.Nossa Escola - BolEtim iNformativo da sEcrEtaria da Educação do Estado da Bahia
  2. 2. Escolas Novas na Zona Rural Escolas Famílias Agrícolas As 32 Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) já integram a rede estadual de educação. A Secretaria da Educação do Estado da Ba- Resultado do convênio de cooperação técnica hia priorizou construir escolas na zona rural da Secretaria da Educação do Estado da Bahia para assegurar o acesso e a permanência dos com a Associação das Comunidades e Escolas estudantes no campo. Do total de 113 escolas Famílias Agrícolas da Bahia (Aecofaba) e com a construídas, 52 foram edificadas nas zonas Rede das Escolas Famílias Agrícolas do Semiárido rurais. As novas unidades transformam a reali- (Refaisa). A meta é assegurar o atendimento dade de milhares de baianos que, no passado, a quase três mil alunos com a proposta da estudavam em sedes improvisadas ou precisa- pedagogia da alternância, que concilia o vam se deslocar quilômetros para ir à escola na tempo na escola com o tempo de trabalho na zona urbana. comunidade. Exemplo disso ocorreu em Barra Nova, dis- trito de Barra do Choça, distante 500 quilôme- Parceria para o semiárido tros de Salvador. Lá, a sede improvisada ficou As escolas do campo do semiárido têm material para trás e os estudantes usufruem agora de uma infraestrutura novinha: o Colégio Estadual Transporte Escolar didático e currículo diferenciados e contextualiza- dos na realidade local, construídos de forma partici- Vitória Lima de Oliveira, com seis salas de aula, pativa e com o envolvimento dos educadores. Esse Os recursos estaduais destinados para trans- sala de leitura e laboratório de informática. projeto se tornou realidade a partir de parceria da porte escolar cresceram em quase 400% nos A unidade tem capacidade para atender 720 últimos quatro anos. O montante saltou de R$ Secretaria da Educação do Estado com a Rede de estudantes, distribuídos nos três turnos e de- 9.6 milhões, em 2006, para R$ 35 milhões pre- Educação do Semiarido Brasileiro (Resab), com os mandou investimento de quase R$ 1 milhão. vistos para este ano, atendendo 140 mil estu- municípios e movimentos sociais da região, e ainda As mudanças tiveram um impacto positivo dantes residentes em localidades rurais. Além com o incentivo da Unicef, através do Pacto Na- na vida de pessoas, como a da funcionária mu- do aumento do investimento, foi ampliado, cional Um Mundo para Criança e Adolescente do nicipal, Alvani Rocha da Silva, 42 anos. Mãe, também, o número de municípios, que saltou Semiarido. trabalhadora e estudante, ela diz que agora de 147 para 399, em 2010. Esta é mais uma tem mais motivação para ir à escola. “Mudou iniciativa do governo para garantir o acesso e a permanência dos baianos na escola. Escola índigena para melhor. Agora a gente sabe que a escola Professores e alunos indígenas, juntamente é nossa”, conta Alvani. com uma equipe pedagógica da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, produzem o con- teúdo do material didático adotado nas escolas Todos pela Alfabetização Educação Profissional indígenas. Já foram contemplados os povos Pa- taxó, Pataxó Hã Hã Hãe, Kiriri e Kaimbé. Ainda Cerca de 60% dos baianos que participam do Em 2010 já são 16 cursos técnicos voltados ao este ano, devem ser entregues os livros das tri- programa Todos pela Alfabetização (Topa) es- meio rural, como os de Agroecologia, Zootéc- bos Tupinambá, Pankararé, Kantaruré e Xucuru tão na zona rural. Em três anos, o programa es- nica, Pesca, Biotecnologia, Ecoturismo e Agro- Kariri. O material utiliza a linguagem própria da tadual, que é referência nacional, já alfabetizou indústria. Ao todo, a rede estadual já tem mais aldeia, com desenhos e figuras do cotidiano dos 700 mil baianos e mais de 300 mil estão em sala de 43 mil estudantes e oferta 69 cursos técnicos jovens. A formação de professores também é de aula. de nível médio. prioridade. Do total de 423 em processo de for- mação, 108 professores indígenas estão cursan- do Licenciatura Intercultural. Quilombolas O trabalho educacional desenvolvido em co- munidades quilombolas já cumpre o Estatuto da Igualdade Racial, sancionado em 20 de julho de 2010, pelo presidente Lula. A Secretaria da Educação da Bahia vem discutindo o projeto educacional com as próprias comunidades e ca- pacitando professores para o ensino da história afro-brasileira. “A secretaria desenvolveu ações afirmativas e, pela primeira vez, o professor é ouvido. Participei dos fóruns e o resultado foiExpediente Informativo produzido pela Assessoria de Comunicação da Secretaria da Educação da Bahia. muito produtivo. Já estamos desenvolvendo ofi- Contato: (71) 3115-9026 | nossaescola@educacao.ba.gov.br cinas com o que foi assimilado nos encontros”, Coordenação: Shirley Pinheiro (DRT 836) | Projeto e Editoração: Marvin Kennedy ressalta a professora quilombola Jailde Lima da Revisão de textos: Lucília Coimbra | Fotografias: Claudionor Jr. Silva, do município de Antônio Gonçalves. Textos: Perla Ribeiro, Claudia Lessa e Livia Orge Nossa Escola - BolEtim iNformativo da sEcrEtaria da Educação do Estado da Bahia 02
  3. 3. Educação avança no campo A educação avança no campo e já atende cer- juntos, o saber informal aliado ao conhecimentoca de 200 mil estudantes em mais de cinco mil formal são capazes de promover muitas transfor-localidades da Bahia, estado que tem a maior mações na vida das pessoas.população rural do país. Nos últimos três anos, a Exemplo disso é o agricultor Marcos Barreto,educação no campo passou a contar com dotação 48 anos, mais conhecido como Miudinho. Mora-orçamentária própria (mais de R$ 5 milhões) e dor da Fazenda Tiririca, região de Lajinha, no mu-teve os recursos ampliados em 200%. A Secretaria nicípio de Conceição do Coité, ele só tinha a 1ª sérieda Educação do Estado da Bahia criou a Coorde- do ensino fundamental quando ingressou no pro-nação de Educação do Campo, fez parceria com grama ProJovem Saberes da Terra e conta orgu-o Ministério da Educação, com os municípios e in- lhoso que este ano vai concluir o ensino médio. “Ovestiu em programas estruturantes para garantir Saberes da Terra deu uma alavancada em minhaà população rural o direito à educação. vida. Tinha uma rotina ativa, mas sem conhecimen- Programas como o Escola Ativa, Intermediação tos. Depois do programa, as coisas começaram aTecnológica e Projovem Campo - Saberes da Terra fluir. Sou uma pessoa do campo, vivo o dia a diaestão assegurando aos jovens o acesso à educa- do campo na prática e com o programa aprendi asção no próprio campo, e mostram, na prática, que, técnicas para lidar com a terra”, conta. Escola Ativa Saberes da TerraVoltado à população do campo, o Escola Ativa saltou de 18 mil estu-dantes atendidos em 2007 para mais de 180 mil e conta com adesão Voltado para jovens e adultos na faixa etária de 18 a 29de 328 municípios. A metodologia é específica para quem vive no anos, o programa Projovem Campo - Saberes da Terracampo, garantindo a todos os estudantes a igualdade de condições busca proporcionar a formação integral aos agricultorespara acesso, permanência e sucesso na escola. Bastou a primeira familiares. No início de 2007, o programa tinha apenas 300aula de plantio de horta na Escola Municipal Manoel Evangelista, vagas em três municípios. Com a nova política de Educaçãoem Simões Filho, para a estudante da 1ª série, Elisa Borges da Silva, do Campo, ampliou para 5,7 mil vagas e passou a atendercompartilhar o conhecimento com a família. “Minha mãe tinha um 71 municípios. Os estudantes contam, também, com umapedaço de terra, mas não fazia da forma correta. Eu ensinei a ela bolsa auxílio bimestral no valor de R$ 100,00.e hoje temos couve, cebolinha, coentro, salsa e hortelã grosso emcasa”, conta. Intermediação Tecnológica O programa Ensino Médio com Intermediação Tecnológica vem contribuindo para levar a edu- cação aos jovens que vivem nos locais mais re- motos do Estado. Com transmissão de aulas via satélite, o professor fica no estúdio, em Salvador, e os alunos assistem às aulas, através da Internet por sinal de TV, nas escolas de suas localidades. Em cada sala tem um monitor mediando a co- municação com os estudantes, que podem fazer perguntas e expor suas dúvidas em tempo real. O programa atende a cerca de nove mil estudantes do 1º e 2º ano do ensino médio da zona rural dis- tribuídos em 400 salas de aula conectadas.Nossa Escola - BolEtim iNformativo da sEcrEtaria da Educação do Estado da Bahia 03
  4. 4. Casa Jovem II é Referência Nacional O Colégio Estadual Casa Jovem II é campeão do Destaque Brasil, concedido Foto: Carlos Fernando/Fundação Roberto Marinho pelo Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar. O primeiro lugar coroa o sucesso de um sistema de gestão democrático que compreende, especial- mente, a importância da participação da família e da integração entre escola e co- munidade no processo de escolarização. Situado na zona rural do município de Igrapiúna (a 322 km de Salvador), o Casa Jovem II abre, todos os dias, as suas portas para cerca de 700 estudantes. Francisco Nascimento, diretor do Casa Jovem II Aulas Práticas Esta unidade escolar oferece, em regime A convivência está bem melhor na casa de de educação em tempo integral, ensino Prêmio Destaque Brasil Vanessa Caroba dos Santos, de 17 anos, fundamental e curso de Educação Pro- estudante do 2º ano do curso técnico de fissional em Agroecologia integrado ao O Prêmio Nacional de Referência em Agroecologia, do Casa Jovem II. A família da ensino médio, além de Educação de Jovens Gestão Escolar é uma iniciativa conjunta do adolescente cultiva pupunheira, cujo fruto, a e Adultos (EJA) à noite. Consed (Conselho Nacional de Secretários pupunha, pode ser consumido cozido com sal, Francisco Nascimento, diretor do colégio, de Educação), Undime (União Nacional na forma de farinha ou óleo e também serve afirma que estudantes, pais, professores e dos Dirigentes Municipais de Educação), de matéria-prima para fabricar geleias. “É tipo representantes da comunidade local par- Unesco (Organização das Nações Uni- uma palmeira”, explica Vanessa. “Agora, com ticipam ativamente do planejamento e da das para a Educação, Ciência e Cultura) e o curso, eu levo informações para casa. Sei execução dos projetos educacionais que Fundação Roberto Marinho. Além disso, como cuidar para a plantação ficar melhor e envolvem o esporte, a cultura, a música, a tem o apoio da Embaixada dos Estados maior”, acrescenta a adolescente. agricultura e a ecologia. Unidos da América, do movimento “Todos Na horta, além da alface, os estudantes Ele destaca a criação do I Conselho Comu- pela Educação”, MBC (Movimento Brasil cuidam da plantação de repolho, couve e nitário do Campo com o qual “nós con- Competitivo), Grupo Gol, Gerdau e Instituto brócolis, que são utilizados na alimentação seguimos monitorar tanto o desempenho Razão Social. escolar, e ainda cultivam ervas medicinais dos estudantes na escola, quanto a sua como hortelã-japonesa, cravo-da-índia e convivência familiar e comunitária”. capim santo.Nossa Escola - BolEtim iNformativo da sEcrEtaria da Educação do Estado da Bahia 04

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