Resumo bioquimica1

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  • 1. Bioquímica 1 Metabolismo de carboidratos: glicólise e formação de acetil-COA • A glicose é o principal substrato oxidável, distribuído pelos tecidos, imprescindível para as hemácias e tecido nervoso (por ser o único substrato que esses tecidos podem oxidar para obter energia). • A glicose aparece na nossa dieta como amido, sacarose e lactose. • Para obter ATP a partir da glicose, tds as cels o oxidam parcialmente a piruvato (nas cels anaeróbias a oxidação para nesse ponto) • Mediada pelo hormônio INSULINA. • A entrada da glicose nas cels se da pelos GLUTs, cada tecido ou órgão possui um GLUT especifico. Tecido de entrada Localização Comentário GLUT-1 BHE M.P. - Pâncreas, enterócitos, GLUT-2 M.P. - hepatócitos GLUT-3 neurônio M.P. - Armazenado em vesículas e ativados pela insulina GLUT-4 Tecido adiposo e muscular. M.I. pela translocação do glut-4 GLUT-5 - - Apenas frutoseA conversão da glicose a PIRUVATO permite aproveitar somente uma pequena parcela (menos de 10%) da energiatotal da glicose, ficando a maior parte conservada como piruvato.A oxidação total da glicose (produzindo acetil-COA), libera mais energia, a oxidação da glicose a piruvato liberamenos energia.Nas cels aeróbias o piruvato é oxidado ate CO2, trazendo um ganho enorme de ATP. Para que isso ocorra a glicoseparticipa de uma via chamada GLICÓLISE (ocorre no citoplasma das cels) e seus produtos são ATP, H+ e e-,piruvato(oxidado no interior das mitocôndrias).Na mitocôndria o piruvato é totalmente oxidado a CO2, com a produção de H+ e elétrons que são sempre recebidospelas coenzimas NAD+ e FAD+ (forma oxidada).Da oxidação das coenzimas pelo oxigênio deriva-se grandes produção de ATP, conseguida pela oxidação adicional dopiruvato e que perfaz cerca de 90% do total obtido com a oxidação completa da glicose.Nas reações com participação do NAD+, há transferência de dois elétrons e um próton da substancia para o NAD+,que se reduz a NADH; o outro próton é liberado no meio. O FAD recebe dois elétrons e dois prótons reduzindo-se aFADH2GlicóliseSequência de 10 reações, onde as etapas 1,3,10 são irreversíveis. RendimentoEtapas 1 a 5 fase preparatória da molécula para formar ATP.Etapas 6 a 10 fase de pagamento da energia que gastou. Bruto liquido 4 ATPs 2 ATPsConsumo de ATP etapas 1e 3.Produção de ATP etapas 7 e 10 .
  • 2. Bioquímica 2Dá etapa 6 ate a 10 a reação ocorre duas vezes.Glicose anaeróbia: fermentaçõesO NADH produzido na glicólise pd ser oxidado anaerobiamente: o piruvato é convertido a lactato ou etanol (só emleveduras).A oxidação da glicose e a produção de ATP estão associadas a redução de NAD+. Como o NAD+ existe nas cels emconcentração limitantes mto inferiores as dos substratos, a manutenção do funcionamento da glicose depende dareoxidação do NADH. Os organismos regeneram o NAD+ através de dois processos diferentes, segundo adisponibilidade de O2.Em aerobiose utilizamos O2 para oxidar o NADH, em anaerobiose o próprio piruvato produzido pela glicólise servecomo aceptor de elétrons do NADH, sendo reduzido a lactato.Processo utilizado pelas hemácias, por fibras de contração rápida(fibras brancas) e pelas fibras musculares em geralqdo submetidas a esforço intenso.Nessas condições o O2 trazido pela corrente sanguínea, torna-se insuficiente para promover a oxidação da grandequantidade de NADH resultado do trabalho muscular e a fibra muscular fica submetida a uma anaerobiose relativa. Areoxidação do NADH pelo piruvato gera, então, o lactato caracteristicamente produzido por músculos emanaerobiose, permitindo que pela regeneração do NAD+ a glicólise possa prosseguir, formando ATP.Pode-se definir glicólise como uma via que converte glicose a piruvato e aproveita uma parte da energia derivadadesta transformação para sintetizar ATP a partir de ADP + Pi = ATP.A degradação anaeróbia da glicose é chamada de FERMENTAÇÃOGlicose piruvato (redui-se pelo NADH a) lactatoAs fermentações são processos autossuficientes, ou seja, independente de outras vias metabólicas por seremcapazes de regenerar as coenzimas que utilizam para a produção de ATP.Absorção de glicose – GLUT2A absorção de glicose pelos enterocitos do epitélio intestinal é feita pelos enterocitos através do GLUT-2, em umprocesso passivo facilitado. O GLUT é responsável pelos níveis glicêmicos no sangue, que por sua vez controlam aingestão alimentar e regulam a secreção de INSULINA pelo pâncreas (que acelera o transporte da glicose).A insulina promove a conversão da glicose em triacilglicerideos e a formação de gordura no tecido adiposo.Insulina funções:- facilita a entrada da glicose nas cels- produção de glicogênio no fígado e musculo- produção de gordura no tecido adiposo- promove a síntese de DNA e o crescimento celular- facilita a entrada de aa nas cels estimulando a produção de proteínas.
  • 3. Bioquímica 3AULA da ANA Yara =pGlicólise via metabólica onde ocorre oxidação da glicose na ausência de oxigênio com o objetivo de gerar energiametabólica (ATP).Essa via metabólica é estimulada pela insulina e inibida pelo glucagon.A glicólise é uma via catabolica, integralmente citoplasmática.Para que possamos utilizar a glicose no nosso organismo é importante que ela seja capaz de entrar na célula, atravésde uma proteína chamada GLUT.Alguns GLUTs já são encontrados na membrana (GLUTs 1,2 e 3), e o GLUT-4 sofre translocação quando estimuladopela insulina. A glicose entra pelo GLUT por um transporte passivo facilitado. Dentro da célula a glicose pd participarda via glicolitica (glicolise). (1) Glicose (2) Piruvato Terminação ATO quer dizer que essas substancias foram produzidas na forma de acido, e qdo liberaram H+ para o meio ficaram na forma de sal ou base conjugada. O piruvato é composto como acido pirúvico que no pH do meio fica na forma de piruvato. Acido lático chamado lactato A glicose possui 6 carbonos e o produto final é 2 piruvatos , a glicólise ocorre em 10 etapas todas citoplasmáticas. A glicólise no hepatócito (figado) A primeira enzima 1 é a glicoquinase, qdo ocorre em outros tecidos essa primeira enzima é a hexoquinase. (quinase adiciona grupos P, envolvida com reações de fosforilação= add grupos P). A parte final do nome está relacionado com a relação que ela catalisa, e a primeira parte é sobre quem ela atua. Ex.: enzima glicoquinase – adiciona fosfato a glicose. Enzima hexoquinase – adiciona fosfato na hexose (monossacarídeo com 6 carbonos). A hexose consegue add fosfato na glicose e na frutose. A primeira coisa que ocorre com a glicose é a adição de um grupo fosfato, pq o GLUT só consegue transportar glicose se ela estiver livre. 1- Enzima que atua é uma quinase que fosforila a glicose, entra ATP e sai ADP (consumo de ATP) formando um composto
  • 4. Bioquímica 4 chamado glicose 6 fosfato (se chama assim pq o fosfato está no carbono 6). A fosforilação é importante para aprisionar a glicose dentro da célula. 2- Participação da enzima fosfohexose isomerase formando Frutose 6 fosfato que é isômero da glicose. A Frutose 6 fosfato é intermediário da via glicolitica (quer dizer que não é o primeiro composto nem o ultimo). 3- Na terceira etapa da reação ocorre entrada de ATP e sai ADP (consumo de ATP), formando a frutose 1,6-bisfosfato (isso quer dizer que o fosfato entrou no carbono 1 pq o 6 já estava fosforilado), enzima que catalisa essa reação é a fosfofrutoquinase. 4- Nesse momento tem a participação da enzima aldolase, que quebra a frutose-1,6-bisfosfato e quebra ao meio, vão 3 carbonos para cada lado da reação e um fosfato – formando o gliceraldeido 3 fosfato, de um lado temos a dihidroacetona fosfato, composto que precisa ser convertido a gliceraldeido 3 fosfato (dihidroacetona fosfato e gliceraldeido 3 fosfato e são isômeros e a enzima que faz essa conversão é a triose fosfato isomerase) Agora temos duas molecs de gliceraldeido 3 fosfato, tudo o que ocorrer de um lado vai acontecer do outro, podemos multiplicar por dois então. 6- A enzima que participa desse processo (gliceraldeido 3 fosfato desodrogenase – quer dizer com uso de carreadores) vai precisar de um carreador de elétron (NAD+) que entra na forma oxidada e sai reduzido (NADH), formando 1,3 bisfofoglicerato adição de um fosfato do meio. 7- Nesta etapa ocorre um evento mto importante, entra ADP e sai ATP (há produção/regeneração de ATP), a enzima que participa desse processo é a fosfoglicerato quinase (transferência de grupos P). na etapa 7 da via glicolitica ocorre a produção de duas moléculas de ATP (pagamento do que utilizou), forma-se 3-fosfoglicerato (fosfato no carbono 3). 8- nessa etapa temos uma enzima (fosfoglicerato mutase) que troca grupo de moleculas dentro da msm molécula característica de mutase, formando um composto 2 fosfoglicerato. 9 – ação da enzima enolase (catalisa liberação de agua, retira agua da molecula), formando a fosfoenolpiruvato (o E quer dizer formação de duplas). 10- Ocorre evento de grande importância entra ADP e sai ATP (ADP+ P = ATP), quem catalisa essa reação é a enzima piruvato quinase.O rendimento bruto da glicólise – 4 ATPs Produz nas etapas 7 e 10Rendimento liquido – 2 ATPs De 1 a 5 fase prepartoriaConsome ATP nas etapas 1 e3 6 a 10 fase de pagamentoAs etapas 1,3 e 10 da via glicolitica sempre são irreversíveis (so acontece em um único sentido).
  • 5. Bioquímica 5Obs.: a etapa 7 pd ser reversível dependendo da concentração do composto 3 fosfoglicerato.SEMPRE QUE GERAR ATP SEM OXIGENIO O PROCESSO SE CHAMA FOSFORILAÇÃO AO NIVEL DO SUBSTRATO.Destinos do piruvato: 1- Utilizado no citoplasma para formar um composto chamado lactato (através da participação da enzima lactato desidrogenase em qt disponível). 2- Ou ir para mitocôndria onde será utilizado para formar Acetil-COA, dentro da mitocôndria ocorreram processos oxidativos com a participação do oxigênio, liberando CO2 e agua. Com formação de energia metabólica (ATP).O destino do piruvato é decidido pela disponibilidade da enzima ou da mitocôndria. As cels que não possuemmitocôndria (hemacias) o destino do piruvato é o lactato. Quando temos formação de lactato a partir de piruvatotemos a fermentação lática ou glicólise anaeróbia (produto final lactato).Em um primeiro momento, carreadores de elétrons reduzido no citoplasma deverá ser reoxidado no própriocitoplasma.Na etapa 6, entra um carreador de elétrons oxidado (NAD+) e sai reduzido (NADH), ele é reutilizado quando opiruvato está se transformando em lactato, onde há reoxidação do carreador. O elétron que o carreador tinha foitransferido para o piruvato.Durante a redução do piruvato a lactato ocorre reoxidação dos carreadores de elétrons.Lactato em grande quantidade altera o pH, tanto no sangue qto no tecido.O lactato no fígado participa de uma via chamada gliconeogênese.Gliconeogênese – utilização de alguns aa que poderão dar origem ao piruvato. A via gliconeogênese é utilizadaquando temos que produzir glicose a partir de uma substancia que não é carboidrato. • Qdo temos a fermentação láctica ou glicose anaeróbia, temos rendimento liquido de 2 ATPs. • Quando o destino do piruvato é a mitocôndria temos glicólise aeróbica – formação de ATP com utilização do oxigênio.
  • 6. Bioquímica 6FermentaçãoÉ processo no qual ocorre oxidação de um composto orgânico na ausência de oxigenio, com o objetivo de gerarenergia metabólica (ATP).Nosso corpo só pd fazer fermentação lática, mas nem tds. E a fermentação é com carboidrato!Metabolismo da sacarose e lactoseSacarose e lactose originam, além de glicose, frutose e galactose.A sacarose da dieta constitui uma fonte quantitativamente importante de monossacarídeos para o homem; a lactoseé o açúcar presente no leite, e tem grande importância nos primeiros meses de vida. Estes dissacarídeos sãohidrolisados no intestino delgado, por sacarase e lactase respctivamente. A sacarose produz glicose e frutose; alactose libera glicose e galactose. A deficiência na lactase gera intolerância a lactose em indivíduos adultos e érelativamente comum. Não sendo hidrolisada a lactose permanece no intestino delgado onde sofre fermentaçãobacteriana, que resulta na produção de gases e ocasiona diarreia (ANITA MARZZOCO)..Galactosemia resulta do metabolismo anormal da galactose.A deficiência hereditária da enzima galactose 1 fosfato uridil transferase provoca uma doença grave, a galactosemia,manifestada logo após o nascimento e que leva ao desenvolvimento físico e mental retardados. A impossibilidade demetabolizar normalmente a galactose leva a sua utilização por vias pouco significativas em indivíduos saudáveis(ANITA MARZZOCO).CadernoMetabolismo da frutose e da galactose • A frutose é utilizada como intermediário da via glicólitica No fígado gliceraldeido 3 fosfato e dihidroxiacetona fosfato Em tecidos extra hepáticos (tecido muscular por exemplo) frutose 6 fosfato. • A galactose precisa ser convertida em glicose.Frutose musculo hexoquinase frutose 6 fosfato piruvatoFrutose fígado frutoquinase frutose 1 fosfato dihidroxiacetona fosfato piruvato aldolase Gliceraldeido gliceraldeido Gliceraldeido 3 Quinase fosfato
  • 7. Bioquímica 7Obs.: frutose não necessita de insulina para ser captada pq o GLUT-5 já esta na membrana.Tecido extra hepaticoGlicose hexoquinase glicose 6 fosfato piruvato isomerase Frutose 6 fosfatoFígadoGlicose glicoquinase glicose 6 fosfato piruvatoRB- 4 ATPs RL- 2 ATPsMetabolismo da GalactoseHemácia utiliza galactose pelo GLUT-2Galactose precisa sofrer ativação (ligar-se ao UDP – uridina difosfato)Galactosemia clássica – aumento da galactose = ao aumento da enzima galactose 1 fosfatoAumento da concentração no sangue porque a célula já esta cheia de galactose pq o processo é passivo pelo GLUT-2.Intolerância a lactose - lactose lactase glicose + galactose fosfouridil transferase glicoseProblemas nessa enzima intolerância a lactose galactosemiaCiclo de Krebso piruvato origina acetil-COA a partir da glicose na mitocôndria.O piruvato constitui um ponto em comum entre o metabolismo degradativo de carboidratos, aa e ácidos graxos (tdslevam a formação de acetil-COA). O Acetil COA é totalmente oxidado a CO2 pelo ciclo de Krebs.C.K.
  • 8. Bioquímica 8Ocorre na matriz mitocondrial, trata-se de uma parte do metabolismo aeróbicos(utilizando oxigênio da respiração celular); organismos anaeróbicos utilizam outro mecanismo, como a fermentaçãolática, onde o piruvato é o receptor final de elétrons na via glicolítica, gerando lactato).O c.k pode possuir reações catabólicas e anabólicas , com a finalidade de oxidar a acetil-CoA (acetil coenzima A), quese obtém da degradação de carboidratos, ácidos graxos e aminoácidos a duasmoléculas de CO2.Este ciclo inicia-se quando o piruvato que é sintetizado durante a glicólise é transformado em acetil CoA (coenzimaA) por ação da enzima piruvato desidrogenase. Este composto vai reagir com o oxaloacetato que é um produto dociclo anterior formando-se citrato. O citrato vai dar origem a um composto de cinco carbonos, o alfa-cetoglutaratocom libertação de NADH2, e de CO2. O alfa-cetoglutarato vai dar origem a outros compostos de quatro carbonoscom formação de GTP, FADH2 e NADH e oxaloacetato.Após o ciclo de Krebs, ocorre outro processo denominado fosforilação oxidativa. NAD+ NADHPiruvato piruvato desidrogenase acetil-coa CO2Enzimas envolvidas no Ciclodo Ácido Cítrico ou Ciclo deKrebs:1. Citrato sintase2. Aconitase3. Isocitratodesidrogenase4. Complexo α-cetoglutaratodesidrogenase5. Succinil-CoA sintetase6. Succinatodesidrogenase7. Fumarase8. Malato desidrogenase • Todas as etapas do Ciclo de Krebs ocorrem na matriz mitocondrialPrincipais funções do C.K.- degradar acetil-COA, liberar CO2 produzindo grande quantidade de átomos de H+ dentro da mitocôndria.- Oxigenio molecular não participa diretamente nas reações do C.K- Gerar elétrons (H+) os quais são transportados por carreadores de elétrons NADH e FADH2, qdo esses carreadoressão reoxidados na cadeia respiratória existe a liberação de uma grande quantidade de energia que é usada parafosforilar moléculas de ADP, regenerando o ATP por fosforilação oxidativa.
  • 9. Bioquímica 9Em cada volta do C.K. são produzidos: Valores de referência • 3 NADH = 9 ATPS • 1 FADH2 = 2 ATPs 1 NADH = 3 ATPs • Direto = 1 ATPs + 1 FADH2 = 2 ATPs 12 ATPs • 2 CO2Cadeia respiratória ou fosforilação oxidativaOcorre nas cristas mitocondriais devido a um complexo multienzimatico (transportador proteico com diferentesgraus de afinidade pelos eletrons).As molecs de NADH e FADH2 anteriormente formadas (glicólise e ciclo de krebs) transferem seus elétrons (e-) quesão transportados de complexo em complexo, devido aos msm apresentarem potencial redutor crescente.O último aceptor dos elétrons é o oxigênio , que ira se combinar com H+ formando H2O. Ubiquinona Citocromo CTransportadores – componentes da cadeia • Fixos são os complexos I a IV (por onde sai o O2) são de natureza proteica. • Complexos I, II e IV – são integrais (qdo recebem elétrons os bombeiam – ions H+ para o espaço intermenbrana)
  • 10. Bioquímica 10 • Transportadores moveis: ubiquinona ou coenzima Q, comunica os complexos I, II e III. • Citocromo C – transporta de III a IV. • Forma uma diferença de concentração entre o espaço intermenbranoso e a matriz, onde i espaço intermembranoso possui maior concentração. • Cada complexo possui um potencial de redução crescente, por onde o H+ é passado, até o aceptor final O2. • A energia potencial liberada quando os elétrons passam pelo ATP sintase é utilizada para fosforilar ADP+Pi=ATP, isso é chamado de FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA.Metabolismo do glicogênioGlicogênio – é um polissacarídeo de armazenamento do organismo formado por polímeros de glicose unidos porligação glicosídica α (1 4) formando a estrutura linear do glicogênio, enquanto as ligações α (1 6) formam ospontos de ramificação.Glicogênio hepático – corresponde a cerca de 6% do peso do fígado. Nos hepatócitos o glicogênio é encontrado emgrandes grânulos, os grânulos tbm contem enzimas da sua síntese e degradação. Serve como um reservatório deglicose para os demais tecidos, qdo a glicose da alimentação não está mais disponível; isto é importante para osneurônios cerebrais que não podem utilizar ácidos graxos como combustiveis.Nos humanos a quantidade de energia armazenada como glicogênio é mto menor que a quantidade de energiaarmazenada como triacilglicerois (gordura). Em condições anaeróbias as gorduras não podem ser submetidas aocatabolismo.O glicogênio obtido através da alimentação é hidrolisado no intestino por meio da ação de um conjunto separado dehidrolases que convertem o glicogênio em glicose livre.O glicogênio termina cada ramificação com uma unidade de açúcar não redutor (uma unidade sem o carbonomonoamerico livre), este polímero tem mtos terminais não redutores, mas apenas UM terminal redutor.Qdo o glicogênio é usado como fonte de energia, as unidades de glicose são removidas uma a uma, a partir deosterminais não redutores.As enzimas de degradação que agem somente no terminais não redutores, podem agir simultaneamente em mtosterminais acelerando a conversão do polímero em monossacarídeos.Reduz após 12 a 24 horas de jejumGlicogênio muscular – corresponde a 1% do peso muscular esquelético, esta relacionado com a liberação da glicosena via glicolitica.Reduz qdo o individuo faz exercicios vigorosos e prolongados (~1 hora).Representa uma fonte imediata de energia dentro de condições metabólicas aeróbias ou anaeróbias.Obs.: os mecanismos de estocagem e mobilização são os mesmos no musculo e no fígado, mas as enzimas diferemde forma sutil, embora importante pois refletem as diferentes funções do glicogênio em cada tecido.
  • 11. Bioquímica 11Vias catabólicas- Glicólise – é a quebra da glicose em piruvato, por uma via metabólica (catabólica) que ocorre em 10 etapas nocitoplasma sem a participação do O2, sendo chamada de FOSFORILAÇÃO AO NÌVEL DO SUBSTRATO.- Gliconeogênese – é a formação de açúcar novo a partir de compostos não carboidratos, é uma via hepática. Osprincipais precursores são: lactato, glicerol e aminoácidos . Exceto por três sequências específicas, as reações dagliconeogênese são inversas às da glicólise.O controle da gliconeogênese é realizado pelo glucagon.As três maiores fontes de carbono para a gliconeogênese em humanos são lactato, glicerol e aminoácidos,particularmente alanina. O lactato é produzido pela glicólise anaeróbica em tecidos como músculo em exercícioou hemácias, assim como por adipócitos durante o estado alimentado, sendo convertido em piruvato pela enzimalactato desidrogenase. Glicerol é liberado das reservas adiposas de triacilglicerol e entra na rota gliconeogênicacomo diidroxiacetona fosfato (DHAP). Aminoácidos provém principalmente do tecido muscular, onde podem serobtidos pela degradação de proteína muscular. Todos os aminoácidos, exceto a leucina e a lisina, podem originarglicose ao serem metabolizados em piruvato ou oxaloacetato, participantes do ciclo de Krebs. A alanina, o principalaminoácido gliconeogênico, é produzida no músculo a partir de outros aminoácidos e de glicose.Quando a concentração de glicose circulante vinda da alimentação diminui, o glicogênio hepático e muscular édegradado (glicogenólise) fazendo com que a glicemia volte a valores normais. Entretanto, o suprimento de glicosedesses reservatórios não é sempre suficiente; entre as refeições e durante longos jejuns, ou após exercíciosvigorosos, o glicogênio é depletado (consumido), situação que também ocorre quando há deficiência do suprimentode glicose pela dieta ou por dificuldade na absorção pelas células. Nessas situações, os organismos necessitam deum método para sintetizar glicose a partir de precursores não-carboidratos. Isso é realizado pela via chamadagliconeogênese, a qual converte piruvato e compostos relacionados de três e quatro carbonos em glicose.As etapas que diferem da glicólise são: • 1° etapa: A reação que era catalisada pela piruvato quinase na glicólise passa a ser catalisada pela piruvato carboxilase e pela fosfoenolpiruvato carboxiquinase. O piruvato é transformado em oxaloacetato pela piruvato carboxilase. O oxaloacetato é convertido em fosfoenolpiruvato pela fosfoenolpiruvato carboxiquinase. O fosfoenolpiruvato é transformado em frutose-1,6-bisfosfato por enzimas participantes na glicólise, que catalisam reações reversíveis, podendo operar a via no sentido inverso. • 2º etapa: Há a conversão da frutose-1,6-bisfosfato em frutose-6-fosfato. Esta reação é catalisada pela frutose-1,6- bisfosfatase. • 3º etapa: Nesta etapa faz-se a conversão de glicose-6-fosfato em glicose. O grupo fosfato ligado ao carbono 6 da glicose-6-fosfato sofre hidrólise catalisada pela glicose-6-fosfatase. O produto dessa reação é a glicose não fosforilada que, assim, pode atravessar a membrana plasmática. A enzima glicose-6-fosfatase só ocorre no fígado e rins.
  • 12. Bioquímica 12- Glicogênese – síntese do glicogênio ocorre principalmente no fígado e no musculo, vai da glicose ate oglicogênio.A glicogênese corresponde ao processo de síntese de glicogênio no fígado e músculos, no qual moléculasde glicose são adicionadas à cadeia do glicogênio. Este processo é ativado pela insulina em resposta aos altos níveisde glicose sangüínea.A glicogênese ocorre inteiramente no citoplasma e corresponde ao processo de síntese de glicogênio. Para tanto,são necessários um substrato (UDP-glicose), e as enzimas Glicogenina (responsável pela síntese do iniciador), agliocogênio sintase (responsável pelo alongamento da cadeia) e uma enzima ramificadora (criará ramificações). Oprimeiro passo envolve a síntese do iniciador (o 1° UDP-glicose): GLICOGENINA + o 1° UDP-Glicose que o glicogêniovai ter. A formação da UDP glicose, que é o precursor do glicogênio, ocorre através da fosforilação da glicose (ascustas de UTP) formando glicose-1-fosfato, unido-se a uma UTP, e quem faz este processo todo é a UDP glicosepirofosforilase. Essa reação é irreversível. Glicose + UTP + UTP → UDP-glicose + Ppi + UDP. Na segunda reação, aglicogênio sintase entra e ação alongando entre 8 e 11 resíduos a cadeia e após se afasta, interrompendo aglicogenese. Essa enzima só consegue promover essa adição se a cadeia contiver no mínimo quatro unidades(ligações 1-4). Assim, a proteína glicogenina é utilizada como uma "molécula primária". Por fim, a enzimaramificadora acelera a síntese e a degradação do glicogênio e cria extremidades livres com maior solubilidade(metabolização) e também cria novos sítios para alongação (sintase) e degradação (fosforilase). Ela transfere blocosde 5 à 8 resíduos, rompendo uma cadeia já formada, criando uma nova extremidade ligando o carbono1-6.- Glicogenólise – é a quebra do glicogênio para produção de energia, de glicogênio a glicose 6 fosfato(intermediário da via metabólica). Glicogenólise é a quebra de glicogênio realizada através da retirada sucessiva demoléculas de glicose.Etapas do processo Primeira parte A glicogênio fosforilase catalisa a reação em que uma ligação glicosídica, reunindo dois resíduos de glicose no glicogênio, sofre o ataque por fosfato inorgânico (Pi), removendo o resíduo terminal não-redutor de glicose como glicose 1-fosfato. Na fosforólise, parte da energia da ligação glicosídica é preservada na forma deéster fosfórico glicose 1-fosfato.A fosforilase age repetitivamente nas extremidades não-redutoras das ramificações do glicogênio, até que seja atingido num ponto distante quatro resíduos de uma ramificação. Aqui cessa a ação da fosforilase. Acontinuação da degradação pode ocorrer apenas depois da ação da enzima glicogênio transferase que transfere osblocos de glicose unidos por ligação glicosídica, presente em estruturas lineares mais curtas (que parte dos pontosde ramificação) para a estrutura linear principal, ocorre para que a enzima glicogênio fosforilase continue quebrandoligações α (1 4).
  • 13. Bioquímica 13 A ligação α(1→6) é quebrada pela enzima desrramificadora do glicogênio , que catalisa a remoção dasramificações, liberando a glicose e deixando um polímero desrramificado como substrato adicional para a ação daenzima glicogênio fosforilase.Segunda parteA glicose 1-fosfato é convertida em glicose 6-fosfato pela ação da enzima fosfoglicomutase. Terceira parte A última etapa, catalisada pela enzima glicose 6-fosfatase, é a hidrólise da glicose 6- fosfato a glicose. Obs: A enzima glicose 6-fosfatase está presente principalmente no fígado, no entanto não existe no músculo, que apresenta como produto da glicogenólise a glicose 6- fosfato.
  • 14. Bioquímica 14 Pontas não redutoras Ligação α 1 6 Enzima glicogênio Moléculas de glicose 1 fosfato (intermediários da via metabólica) Enzima glicogênio transferase Enzima desrramificadora do glicogênio Glicose livre Polímero α 1 4, substrato para a enzima glicogênio fosforilaseRepresentação esquemática da glicogenólise