Your SlideShare is downloading. ×
Lendas síntese
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×

Saving this for later?

Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime - even offline.

Text the download link to your phone

Standard text messaging rates apply

Lendas síntese

34
views

Published on


0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
34
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
1
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Lendas de Angra do Heroísmo e Aveiro – Síntese 1 Por Albertina Maria Seroido Branco Lima – N.º 1 – TAV – 1º Ano - Disciplina CLC.7 LENDAS DE ANGRA DO HEROÍSMO O MENINO DO CORO E A POMBA Conta a lenda que um mestre da capela, preparando o seu coro para um dia de festa, estava muito preocupado pois não conseguia a harmonia entre os meninos do coro e zangou-se com um deles, ameaçando-o. Assustada, a criança fugiu e subiu as altas torres, subindo até ao ponto mais alto da maior das torres e pensando que o mestre o seguia, atirou-se da torre. Contudo, o vento entrou pela batina (opa) do menino, fez de balão, transportando-o para o Convento da Nossa Senhora da Esperança, onde aterrou são e salvo. Em agradecimento, o pai mandou fazer a imagem de Santo António vestido de menino do coro e levou-a para a Sé onde esteve exposta até entrar para o tesouro. O menino mais tarde viria a ser padre. Em 1640, D. Francisco Ornelas da Câmara, capitão-mor da Vila da Praia, regressa à Ilha Terceira com a missão de conquistar aos espanhóis, o castelo de Angra. Esta difícil missão teve a duração de onze meses. Os espanhóis do castelo passaram muitas privações, até que se renderam. Contudo, Castelo Rodrigo conseguiu que Ornelas da Câmara e outros fidalgos da Terceira fossem aprisionados. Durante o cativeiro, onde viveu amargurado com os seus companheiros, Ornelas da Câmara pedia ajuda a Deus que o salvasse da sentença de morte, embora a mesma fosse decretada pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Contudo, quando o presidente ia assinar o documento da sentença de morte, uma pomba entrou pela janela, entornando o tinteiro de tinta sobre o documento, tendo este facto sido interpretado como um sinal de Deus e escreveram novo documento mas com a absolvição dos réus. Face a este milagre, Ornelas da Câmara, crente em Deus, prometeu servir descalço, uma boda anual aos pobres e edificar em Angra, uma ermida ao Espirito Santo.
  • 2. ESCOLA SECUNDÁRIA SEBASTIÃO DA GAMA Lendas de Angra do Heroísmo e Aveiro – Síntese 2 LENDAS DE AVEIRO A HERANÇA DO TIO MARCOS A lenda começa com as últimas palavras do Tio Marcos, aos seus dois filhos – Albino e Jorge – apelando-lhes que continuem a viver com a educação que lhes deu, na retidão e no trabalho, pedindo-lhe que continuassem unidos como um nó apertado, que ninguém pudesse desatar. Os filhos emocionados prometeram ao Pai que iriam cumprir a sua vontade e antes de morrer, o Tio Marcos entregou-lhes a sua herança, contida num pequeno saco, pedindo-lhes que apenas o abrissem se estivessem muito aflitos. O Tio Marcos morreu e os rapazes prosseguiram a sua vida de trabalho, até que um dia apareceu na aldeia, uma rapariga muito bonita, que fugira a um casamento com um homem que o Pai queria que ela casasse. Muitos rapazes ficaram apaixonados pela rapariga, incluindo os dois irmãos que começaram a desentender-se e a relaxar-se no próprio trabalho, por causa dela. Dando esperança aos dois, a rapariga combinou com cada um deles, a sua fuga da aldeia, após as Festas de S. Pedro, pelo que cada irmão se prontificou a pegar no saco com a herança que o Pai lhes tinha deixado. Sugerindo que matasse o irmão, a rapariga conseguiu manipular a cabeça de cada um, pelo que cegos de paixão, esqueceram as palavras amigas do Pai e na noite de S. Pedro enfrentaram-se e lutaram com ódio. O mais velho tinha na mão o saco da herança deixada pelo Pai e durante a luta ouviu-se uma voz a dizer: “S. Pedro, valei-me” e o próprio S. Pedro abriu o saco, estando no seu interior apenas um nó bastante apertado. Ao ver o nó, os irmãos caíram em si e a rapariga desfez-se em fumo. Acabaram abraçados e compreenderam que a tentação do demónio, quase acabava com tudo de bom que neles havia.