Memorial Descritivo AU 118 - Complexidades

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Memorial descritivo do projeto de revitação urbana de quadra no bairro da Barra Funda em São Paulo.

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Memorial Descritivo AU 118 - Complexidades

  1. 1. ` COMPLEXIDADES AU 118 Tifani Kiyomi Kuga 084174 Marina Zanatto Muccillo 094966
  2. 2. 1.Introdução SUMÁRIO 3.Estudos 2.Levantamento 4.Proposta 5.Aplicativos 7.Processo de projeto 6.Referências 9.Conclusão 8.Anteprojeto O bairro Objetivo Contexto 03 05 07 07 19 20 25 08 09 09 10 31 32 33 36 53 54 11 12 13 14 15 37 38 39 40 16 17 18 42 43 44 45 46 47 52 Diagnóstico Potencialidades Fragilidades Tipos de quadra Situação atual Dados estimativos Programa de Necessidades Quadra Edificações Grasshopper Vasari Implantação Residências Brises Conclusão Local Maquete Evolução Pódio Estacionamento Comércio Edifício Tipologia Implantação
  3. 3. INTRODUÇÃO 03 A área na qual serão desenvolvidos os projetos de alteração de quadras na ma- lha urbana está localizada no bairro da Barra Funda, zona oeste do município de São Paulo, em uma área de várzea do rio Tietê, com 5,6 km² de superfície e 10.663 habitantes. No local onde já existe uma proposta de reurbanização que faz parte do projeto “Opera- ção Água Branca” – uma série de intervenções pontuais que devem funcionar como planos urbanísticos em escala local.
  4. 4. SESC POMPÉIA ESTÁDIO PARQUE ANTÁRTICA TERMINAL BARRA FUNDA QUADRA 10 CAMPO DE MARTE SHOPPING BOURBON PARQUE ÁGUA BRANCA MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA REDE RECORD rio Tietê ferrovia av.Pompéia av. Antártica av.Pacaembu 04
  5. 5. O bairro O bairro tem origem na antiga Fazenda Igua- pe, que acabou sendo loteada diversas vezes, parte dessa fazenda, ainda deu origem a outros bairros: Casa Verde e Freguesia do Ó. Após o loteamento, um grande número de imigrantes italianos se instalou no bairro. Em 1875, foi inaugurada a Estação Barra Funda da Estrada de Ferro Sorocabana, o que veio a incentivar o aumento populacional e a ocupação da região, que se intensificou com a criação, em 1892, da São Paulo Railway, inaugurada próxima à Estrada Sorocabana, onde se encontra atualmente o Viaduto da Avenida Pacaembu. No início do século XX, a população afrodescendente começou a imigrar para a região. Em 1902, foi inaugurado o primeiro bonde elé- trico de São Paulo ligando a Barra Funda ao Largo São Bento. A prosperidade do bairro atraiu parte da elite paulistana à região, além disso, a proximidade com o Parque Industrial das “Indús- trias Reunidas Francisco Matarazzo”, instalado no bairro vizinho da Água Branca colaborou para o desenvolvimento da Barra Funda. Imagem 1 Imagem 2 Imagem 1 - Trem na antiga São Paulo Railway Imagem 2 - Família imigrante afrodescendente no início do século XX 05
  6. 6. No ano de 1929, na crise, a prosperidade do bair- ro foi muito atingida, o fechamento das indústrias causou o afastamento da elite da região, restando basicamente a indústria artesanal com oficinas, marcenarias, serraria ou indústrias alimentícias e têxteis de pequeno porte. Nessa época de crise, em contraponto, houve muitas manifestações culturais, o bairro expôs para o país, grandes paulistanos como Mário de Andrade, que nasceu e viveu no bairro, e conserva até hoje sua antiga residência, em 1917, foi inaugurado o Teatro São Pedro, em 1920, foi comprado o terreno que daria lugar ao estádio do Palestra Itália. A Barra Funda também foi palco da criação do antigo Grupo Carnavalesco Barra Funda, a partir desse grupo foi formada, mais adiante, a Escola de samba Vai-Vai. A partir de 1970, começou a imigração nordestina para a região. Em 1980, foi construído o Terminal Intermodal Barra Funda, um dos maiores do país, abrigando linhas de metrô, trem e ônibus. Em 1989, foi concluída a construção do Memorial da América Latina, projeto de Oscar Niemeyer. Tais obras trouxeram novo desenvolvimento à área, com a revitalização de imóveis antigos, novos estabelecimentos comerciais e inclusive a instalação dos estúdios da Rede Record de televisão. O distrito possui também desde 1973 o Playcenter, maior parque de diversões da cidade. Neste bairro, também se encontram os Fóruns Trabalhista Rui Bar- bosa e Criminal Mário Guimarães, a nova sede da Federa- ção Paulista de Futebol, o Mercado Mundo Mix que reúne confecções e artigos de decoração de novos designers. Nos arredores se localizam também o Shopping West Plaza, o Galpão Fábrica, o Parque da Água Branca e o Sesc Pom- péia. Imagem 1 - Terminal Intermodal Barra Funda Imagem 2 - Vista aérea da região a ser trabalhada com destaque ao Memorial da América Latina e ao edifício da Uninove, o qual está na quadra 10 Imagem 3 - Memorial da América Latina Imagem 4 - Parque da Água Branca Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3 Imagem 4 06
  7. 7. Objetivo O objetivo do projeto é criar a projeção de uma quadra planejada arquitetonicamente, paisagisti- camente e principalmente urbanisticamente. As cida- des brasileiras raramente incluem em seus projetos urbanos todos esses elementos que caracterizam o urbanismo ideal aliado à arquitetura de qualidade. O aprendizado de uma visão mais ampla de entorno e contexto juntamente com habilidades de desenvol- vimento projetual podem resultar em cidades com maior qualidade urbana. O projeto de complexidades abrange o aspecto urbano valorizando o processo de arquitetura com relação ao mesmo. Em uma área central na maior cidade do país, a intenção das propostas é, em primeira instância, inserir a habitação de interesse social nessa região, de modo a compor uma inte- gração da sociedade e otimizar o uso das quadras e ruas, sendo complementada por elementos públicos e culturais dentro do contexto da região. A inserção da habitação social em um con- texto central e com total infra-estrutura, talvez seja uma das chaves para a discussão da distribuição imobiliária no país, uma vez que são projetos que otimizam localização, patrimônio imobiliário, potencial construtivo, ambiental e legislação urbana. Contexto Na megacidade de São Paulo, a urbanização desenfreada causou a escassez de espaços que promovem a apreciação da vivência do homem na cidade em espaços ao ar livre, o que acaba por nos conduzir a espaços fechados, “seguros”, vigiados, enclausurados. Faltam espaços abertos que promovam ati- vidades, atraiam população, tenham uso constante e recebam manutenção; a própria utilização destes ambientes, já promove ao usuário uma sensação de bem-estar e aconchego, sem que sejam necessários dispositivos para tal. Por causa da urbanização e do adensamento é necessário que sejam previstos espaços perme- áveis de respiro, tanto para as edificações quanto para os pedestres. Por isso, a escolha do tipo de ocupação da quadra é essencial para definição de fluxos e espaços de permanência, uma vez que a partir disso, a intensidade de adensamento da qua- dra é desenvolvida. 07
  8. 8. LEVANTAMENTO A quadra na qual iremos trabalhar é a número 10, com 0,04 km² de área, entre a rua Tagipuru e a Av. Fran- cisco Matarazzo, entre o Parque da Água Branca e o Memorial da América Latina. É uma quadra sem corredor de via de automóveis a oeste. Atualmente, a quadra abriga o prédio principal da Uninove, algumas residências sobrados, 70% de área é estacionamento des- tinado essencialmente à universidade, alguns edifícios comerciais, e dois edi- fícios secundários pertencentes à Uni- nove. 08
  9. 9. Imagem 1 - Infográfico de uso do solo Diagnóstico Inserido no contexto do bairro, o entorno da quadra abriga majoritariamente comércio, servi- ços (escolas, hotéis, bancos) e galpões. A quadra, a oeste, abriga o galpão Espaço das Américas, o qual é alugado para diversos eventos noturnos que envolvem música alta. O gabarito dos edifícios do entorno é baixo, de 2 a 3 pavimentos, salvo alguns edifícios que extrapolam os 6 pavimentos. Potencialidades A quadra possui infra-estrutura urbana satis- fatória, uma vez que é local próximo ao Terminal Intermodal, então serviços de transporte público es- tão resolvidos, as calçadas estão bem conservadas e com largura suficiente, devido à universidade, há lixeiras e pontos de ônibus (não tão bem conserva- dos). Além disso, o bairro da Barra Funda está localizado no anel central de São Paulo, o que o torna mais acessível ao conhecimento da população. O local possui movimento tanto no período diurno quanto noturno, durante o dia o tráfego de pessoas e veículos é intenso devido à atividade comercial, aos pontos de atração (parque, Memorial, Terminal, etc), universidade; e durante a noite, há casas notur- nas nas proximidades, galpões que abrigam eventos de grande porte, entre outros. Existe, ainda, o Parque da Água Branca em frente à Quadra 10, a qual trabalharemos, que é uma área verde destinada ao lazer, esporte, convi- vência. Além disso, há outros projetos de parques no bairro como parte do programa de urbanização da cidade. comércio residencial institucional misto Imagem 1 09
  10. 10. Imagem 1 - Infográfico de trânsito e localização Imagem 2 - Infográfico de localização e de entorno Fragilidades É uma área bastante ruidosa devido ao gran- de fluxo de pessoas e automóveis e também por conta dos edifícios do entorno, que são locais que promovem eventos de natureza de alta sonoridade. É uma quadra cuja topografia é bastante acentuada, sendo um desnível de 10 metros da Rua Tagipuru com a Av. Francisco Matarazzo. O edifício da Uninove é uma massa muito densa e grande, não podendo ser demolido, nem drasticamente modificado, ele impõe certa força de atração e divide a quadra. Imagem 1 moradiaestudantil TERMINAL BARRA FUNDA MEMORIAL DA AMÉRICA LATINAGALPÕES TOMBADOS PARQUE ÁGUA BRANCA ESPAÇO DAS AMÉRICAS QUADRA 10 UNINOVE atividades equestres, aquário, museu, casa do caboclo e feira shows, exposições e eventos noturnos Imagem 2 10
  11. 11. ESTUDOS O levantamento de dados do local e a caracterização da po- pulação e do entorno contruibuem significati- vamente para a de- finição de partido, de inserção e integração do projeto ao local. 11
  12. 12. Imagem 1 - Imagem esquemática de quadra aberta Imagem 2 - Imagem esquemática de quadra perimetral Tipos de quadra Por conta do contexto em que se insere a quadra 10, o tipo de ocupação que melhor se adaptaria ao entorno juntamente com as propostas de edificação seria a ocupação perimetral da quadra mesclada ao uso da quadra aberta. Sendo que: A quadra aberta é um elemento conciliador, permite a diversidade e a pluralidade da arquitetura con- temporânea. Ela recupera o valor da rua e da esquina, assim como entende as qualidades da autonomia dos edifícios modernos. A relação entre os edifícios e a rua se dá por alinhamentos parciais, o que possibilita aberturas visuais e iluminação natural. Os espaços internos gerados pelas relações entre as distintas tipologias podem variar do restritamente privado ao generosamente público. E as quadras com ocupação perimetral são resultado do sistema viário, porém contribuem como instrumen- tos de ordenação dos edifícios perante uma nova hierarquia de vias e espaços urbanos através de construção diferenciada das esquinas, diferenciação das bordas edificadas conforme as características da rua delimitadoras e principalmente pela evolução do miolo da quadra. O espaço interno evolui a partir da redução dos jardins privados e inserção de ruas e pátios internos destinados ao uso público, com ares de uso mais restrito. Imagem 2 Imagem 1 12
  13. 13. Imagem 1 - Infográfico área construída da quadra Imagem 2 - Infográfico área livre da quadra Imagem 3 - Infográfico espaços públicos Imagem 4 - Infográfico áreas verdes Imagem 5 - Infográfico edificiações existentes atualmente Situação Atual Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3 Imagem 4 Imagem 5 13
  14. 14. Dados Estimativos Quadra - Densidade ideal - 800/10000 = 0.08 hab/m² - 41049 m² - Número de habitantes usuários- 4000 - 34502 m² área livre - Densidade bruta- 0,09 hab/m² Moradia estudantil - 4000 estudantes na Uninove - 200 professores e funcionários - Apartamentos diferenciados com capacidades dife- rentes de ocupação - Média de 5 pessoas/unidade Habitação social - Variação no número de dormitórios - Otimização de área - Média de 4 pessoas/unidade Comércio - População flutuante 500 pessoas/dia - Para uso dos residentes e público Estacionamento: - Usuários da quadra Uninove - Considerar que número pico de alunos é 2500 + 80 professores e funcionários - Considerar que maior parte utiliza transporte públi- co, devido à facilidade - Projetar 15% de usuários de carros = 495 vagas Habitação - 1 vaga por apartamento - estimativa de 200 vagas Moradia Estudantil - 10% o número de apartamentos - Estimativa de 50 vagas Final - Área de uma vaga: 2,1 x 4,7= 9,87m² - Área ocupada - 7353 m² - Total de vagas - 745 14
  15. 15. moradiaestudantil habitaçãosocial estacionamento complexocomercial espaçopúblico 10% 15% 10% 08% 28% dormitório cozinha WC sala área de serviço portaria depósito de lixo dormitório cozinha WC sala área de serviço portaria depósito de lixo portaria sala de controle sanitário restaurante lanchonete sanitário depósito de lixo papelaria gráfica padaria morar conviver limpar descansar receber/visitar entrar/sair estacionar pagar vender/comprar abrir/fechar comer/beber sanitários caminhar sentar observar permanecer conviver sentar caminhar descansar comer/beber observar permanecer morar conviver limpar descansar receber/visitar 5/un 4/un 200 flut. 500 flut. 500 flut.3fixo pessoasambientesatividades área ocupada percursos praças área verde Programa de Necessidades 15
  16. 16. PROPOSTA A partir dos estudos com os diversos meios de investiga- ção, indagando as necessi- dades e qualidades do local, foi possível propôr um projeto de construção de edificações, e modificação da quadra para trazer benefícios aos transeun- tes e à região. 16
  17. 17. Quadra A massa do edifício principal da Uninove na implantação do local implica em condicionantes projetuais para a quadra, uma vez que a volumetria deste edifício indica uma divisão da quadra em parte nova e parte antiga, já que em sua planta, os fundos estão orientados para o meio da quadra e não há acesso pelos fundos. A definição de uma mistura entre quadra aberta e quadra de ocupação perimetral surgiu a partir desta implantação. Além deste fator, o edifício ocupa uma área grande e é imponente no local, nossa proposta é ameni- zar um pouco o peso da universidade com uma proposta de “elevação” da quadra. Tal elevação consiste em criar um edifício seguindo a lógica formal da quadra, elevá-lo até o nível adequado ao entorno e ao conceito do projeto com a construção de uma espécie de pódio, acima dessa volumetria será proposta uma praça e acesso aos edifícios residenciais (habitação de interesse social e moradia universitária). A grande edificação- -praça (pódio) será ocupada pelo complexo comercial e pelos estacionamentos. Imagem 1 - Corte esquemático da quadra Imagem 2 - Infográfico de divisão imaginária da quadra Imagem 2Imagem 1 Uninove Praça Pódio Nível da Rua 17
  18. 18. Imagem 1 - Infográfico edificações demolidas Imagem 2 - Infográfico edificações preservadas Edificações A partir do levantamento de dados do local, optamos por algumas propostas de modificações e de disposição das novas edificações na quadra. Uma vez que a quadra é composta basica- mente pelas edificações educacionais correspondentes à Uninove e por áreas de estacionamento, os edifí- cios que se manterão na quadra serão os da Uni- nove (3) e um outro edifício comercial alto e densi- ficado, o qual julgamos não haver necessidade, nem benefício em sua demolição. O restante compreende, essencialmente, uma série de sobrados residenciais abandonados ou mal conservados, os quais, iremos abster na nova configuração de quadra proposta. A partir da força que as edificações da uni- versidade proporcionam, sendo na cidade, o campus da rede com o maior número de universitários, cerca de 4000, propomos um projeto de moradia estudantil destinado a 3% da quantidade total de estudantes, contando com apartamentos para estudantes que te- nham família e para professores visitantes. Além da moradia estudantil como edifício de uso residencial, propomos um edifício de habitação de interesse social, que já fazia parte das diretrizes iniciais de ocupação do local (Operação Água Bran- ca). Devido ao novo tipo de ocupação da quadra e à extinção do atual espaço de estacionamento da quadra, propomos um edifício com vagas para automóveis que supram a demanda da universidade e das residências da quadra. A potencialidade da localização da quadra também nos impôs a propôr áreas comerciais que suprissem a universidade, a área residencial, os visi- tantes do Memorial da América Latina e do Parque Água Branca. Além disso, na extremidade oeste da quadra, ao lado do Espaço das Américas, propusemos uma passarela boulevard para pedestres com comércio permeando a viela para incentivar o movimento da rua já existente para pedestres e torná-la segura. Imagem 1 Imagem 2 18
  19. 19. APLICATIVOS Utilização de softwares para as decisões de projeto em etapas diversas da criação. Foram testados diferentes as- pectos das propostas pen- sadas, assim soube-se de questões a serem resolvidas posteriormente, na fase de desenvolvimento para chegar ao resultado final sem ter que retornar a etapas anteriores. 19
  20. 20. Imagem 1 - Infográfico Grasshopper em vista de topo Imagem 2 - Infográfico Grasshopper em vista perspectiva Grasshopper O programa Grasshopper é um plug-in in- tegrado ao programa de modelagem tridimensional Rhinoceros. Funciona como um editor algoritmo uti- lizado para programação e criação de formulários e condicinais aplicados na modelagem. O dispositivo foi utilizado no processo de projeto para cálculo e especulação de densidade e ocupação da quadra, além de outros dados relativos à quantidade de usuários. A partir de testes de área, posicionamento e número de pavimentos, foi especulada qual seria aproximadamente a densidade ideal e qual espaço cada edificação ocuparia ao atingir esse valor. É importante que se tenha noção de quanto espaço e altura cada edificação necessitará ocupar a partir do número de usuários, assim é possível criar variáveis mais realistas a partir da base, já com a noção de densificação e área ocupada. Nas figuras ao lado, está o resultado final da utilização do programa. O desenho em vermelho é a volumetria atingida com as condicionais do Gras- shopper, o desenho em cinza corresponde à confi- guração dos edifícios que se mantiveram na quadra. Imagem 1 Imagem 2 comércio habitação estacio- namento moradia 20
  21. 21. Imagem 1 - Infográfico Grasshopper Estacionamento Grasshopper - Processo Estacionamento Foi otimizada a volumetria do edifício, devido a organicidade do terreno, no entanto, foram utilizados valores bastante aproximados das medidas desejadas à esse edifício, baseado no programa de necessidades. O edifício funciona como a base para os outros edifícios subsequentes, em um único bloco. Imagem 1 21
  22. 22. Imagem 1 - Infográfico Grasshopper Comércio Grasshopper - Processo Comércio O comércio foi composto por duas edificações retangulares que representam uma única edificação no formato “L”. O comércio foi estimado para que contornasse metade do perímetro do estacionamento, ao redor do mesmo. Imagem 1 22
  23. 23. Imagem 1 - Infográfico Grasshopper Moradia Estudantil Processo Moradia Estudantil A moradia estudantil foi também dividida em duas volumetrias retangulares para indicar a volumetria de “U”, com alturas diferentes. Além disso, foram especificados três tipos diferentes de ocupação da unidade habitacional, para 1, 3 e 6 pessoas. Este edifício fica acima do edifício de estacionamento. Imagem 1 23
  24. 24. Imagem 1 - Infográfico Grasshopper Habitação de Interesse Social Habitação de Interesse Social A habitação de interesse social foi idealizada com o mesmo princípio da moradia estudantil, compondo a mesma volumetria de maneira espelhada, dando a impressão de que a moradia e a habitação social são um único edifício, que é a intenção do projeto final. No entanto, para a habitação foi somente estimada uma tipologia de apartamento para 4 pessoas. Este edifício fica acima do edifício de estacionameto. Imagem 1 24
  25. 25. Vasari O Vasari é um programa desenvolvido pela Autodesk que funciona em conjunto aos softwares de desenvolvimento de projeto em 3D. É uma ferramen- ta de design para a criação de conceitos de cons- trução com análise integrada de gasto e recebimento de energia, fornecendo uma visão de design onde as decisões mais importantes são feitas, baseadas nessas análises. Além disso, o programa fornece dados de in- solação e ventilação, os quais foram utilizados para estudo prático deste projeto, são muito úteis para o processo de projeto, com a precisão da localidade real do objeto de estudo. Por meio de diagramas de cores é possível identificar a incidência de luz solar nas fachadas, assim como a sua intensidade. Há ainda, o túnel de vento, o qual faz uma simulação em 3D do di- recionamento do vento no projeto. TÚNEL DE VENTOS Os Ventos predominantes são os sudestes, po- rém em alguns meses do ano, como julho o vento predominante é norte, em março os ventos são os mais fortes, sendo o predominante sudeste, porém com ventos em noroeste e norte. Imagem 1 - Túnel de ventos no mês de Março Imagem 2 - Túnel de ventos no mês de Junho Imagem 3 - Túnel de ventos no mês de Setembro Imagem 4 - Túnel de ventos no mês de Dezembro Imagem 2Imagem 1 Imagem 3 Imagem 4 25
  26. 26. Imagem 1 - Túnel de vento no eixo X Imagem 2 - Túnel de vento no eixo X Imagem 3 - Túnel de vento no eixo Y TÚNEL DE VENTOS Através do túnel de vento é possível observar como o vento passa entre os edifícios, as cores expres- sam a velocidade do vento, sendo que a cor azul indica o vento mais lento e a cor vermelha o vento mais rápido. Devido à altura dos prédios a passagem dos ventos é dificultada. Imagem 2 Imagem 3Imagem 1 26
  27. 27. SOLSTÍCIO DE VERÃO O estudo foi realizado em quatro horários do dia 21 de dezembro de 2012, às 8h, 12h, 15h e 17h. Por meio desses estudos chegou-se à conclusão de que as fachadas noroeste e sudoeste são as mais problemáticas devido à alta intensidade de luz solar (cor amarela), portanto para a fachada noroeste serão propostos brises. Esses brises deverão ser móveis, pois durante o solstício de verão, o sol incide diretamente nessas fachadas ao longo do dia, porém em outros períodos do ano não. As fachadas que menos recebem luz solar são as fachadas noroeste e sudoeste da parte interna do edificio, assim será priorizada a circulação nessas áreas. 8hrs 15hrs 17hrs 12hrs Escala de intensidade solar Baixa incidência Alta incidência 27
  28. 28. EQUINÓCIO DE OUTONO O estudo foi realizado em quatro horários do dia 20 de março de 2012, às 8h, 12h, 15h e 17h, por meio desses estudos chegou-se à conclusão de que no período da tarde a fachada noroeste é a mais pro- blemática devido a alta intensidade de luz solar, portanto para a fachada noroeste serão propostos brises, os mesmos propostos devido ao solstício de verão. As fachadas que menos recebem luz solar são as fachadas da parte inter’na do edificio. Na parte su- perior do edifício, na cobertura serão instaladas células fotovoltáicas, para que haja economia de energia, prin- cipalmente para o aquecimento de água. 8hrs 12hrs 17hrs 15hrs 28
  29. 29. EQUINÓCIO DE PRIMAVERA O estudo foi realizado em quatro horários do dia 22 de setembro de 2012, às 8h, 12h, 15h e 17h, por meio desses estudos chegou-se à conclusão de que no período da tarde a fachada noroeste é a mais problemática devido a alta intensidade de luz solar, portanto para a fachada noroeste serão propostos brises. Estes brises deverão ser móveis, pois em alguns períodos do dia e do ano o sol não incide diretamente nessa fachada As fachadas que menos recebem luz solar são as fachadas da parte interna do edificio com exceção do final da tarde. 8hrs 17hrs12hrs 15hrs8hrs 29
  30. 30. SOLSTÍCIO DE INVERNO O estudo foi realizado em quatro horários do dia 21 de julho de 2012, às 8h, 12h, 15h e 17h, por meio desses estudos chegou-se à conclusão de que as fachadas noroeste e a norte são as mais problemáticas devido a alta intensidade de luz solar, portanto para essas fachadas serão propostos brises para minimizar o desconforto da luz solar direta. Esses brises deverão ser móveis, pois durante o solstício de in- verno o sol incide diretamente nessas fachadas ao longo do dia, porém em outros períodos do ano não. As fachadas que menos recebem luz solar são as fachadas noroeste, norte e sudoeste da parte interna do edificio. 8hrs 12hrs 17hrs 15hrs 30
  31. 31. REFERÊNCIAS Abordagem de alguns projetos e arquitetos de reconhecimento para inspiração projetual, solução de questionamentos, assim como orientação sobre o processo de desenvolvimento. 31
  32. 32. Imagem 1 - Maquete da implantação do projeto do arquiteto Hector Vigliecca Imagem 2 - Perspectiva de umas das quadras do projeto do arquiteto José Maria de la Puerta Implantação A principal referência foi o arquiteto Hector Vigliecca, formado pela FAU/Udelar em 1968, no Uruguai. A partir de um primeiro projeto vencedor do concurso para a modernização do ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, começou a investir em estudos para projetos de complexos esportivos. Um traço marcante em dois desses projetos, é a praça elevada. Projeto vencedor do concurso para Modernização do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães (Ibi- rapuera), São Paulo A idéia do projeto é a execução de uma edi- ficação no mesmo gabarito do estádio, que, além de incorporá-lo, agrega o conjunto aquático e o Ginásio Mauro Pinheiro. O projeto também dotará o conjunto de uma praça e uma garagem subterrânea, com capacidade para 733 veículos. Outra referência importante foi o arquiteto José Maria de la Puerta, da Universidad Politécnica de Madri, que apresentou em palestra na FEC, seu pro- jeto para o concurso das Olípiadas de 2016 no Rio de Janeiro. O projeto conta com quadras elevadas com as edificações elevadas acima delas com praças internas. Projeto Porto Olímpico 2016 Imagem 1 Imagem 2 32
  33. 33. Imagem 1 - Foto interna de um dos apartamentos-estúdio da Universidade de Monash Imagem 2 - Implantação dos dois edifícios na quadra perimetralmente (Universidade de Monash) Imagem 3 - Perspectiva da quadra (Universidade de Gandia) Imagem 4 - Perspecitva da quadra com destaque ao espaço de convívio (Universidade de Gandia) Imagem 5 - Plantas dos blocos (Universidade de Gandia) Residências A edificações residenciais foram escolhidas por conta de sua referência funcional com relação às suas funções e ao que o usuário espera. MORADIAS ESTUDANTIS A moradia estudantil da “Monash University - Aus- tralia” do grupo BVN Architecture conta com dois edificios de cinco pavimentos cada e 600 apartamen- tos estudantis no total, que servem tanto como mo- radia, como estúdio. Com um pátio interno comum, esse pátio serve tanto para o convívio como para entrada e saída, cada apartamento possui uma área de 20 m², com cozinha, estar/dormir e sanitário, a circulação vertical foi pensada para que haja um convívio entre os estudantes. O projeto de moradia da Universidade de Gan- dia, na Espanha do grupo Guallart Architects não é voltado somente para o público jovem. O programa proposto inclui 102 apartamentos para os jovens, 40 apartamentos para idosos, e para o centro cívico e social para o conselho da cidade. O interessante do projeto é o fornecimento de espaços compartilhados nos apartamentos para os jovens, que está em vigor uma nova versão da tradicional residência para jovens. Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3 Imagem 4 Imagem 5 33
  34. 34. Imagem 1 - Planta de um dos pavimentos do edifício Imagem 2 - Elevação voltada para o Rio Ij Imagem 3 - Perspectiva do edifício Imagem 4 - Perspectiva do edifício a partir do rio Silodam O edifício multifuncional Silodam, em Amsterdã, na Holanda, projetado pelo grupo MVRDV, é um dos maiores exemplos de diversidade em planta, corte e fachadas. No ante-projeto foi definido um programa de ocupação, através do corte da secção, prevendo os diferentes tipos de ocupação o que se refletiu na fachada e permitiu diferentes vivências e encontros entre seus ocupantes. Imagem 3 Imagem 1 Imagem 4Imagem 2 34
  35. 35. Imagem 1 - Planta dos blocos da habitação Imagem 2 - Imagem perspectiva de um dos blocos (destaque às sacadas) Imagem 3 - Imagem da edificação HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL A habitação de interesse social varia conforme as localidades, especialmente em países cuja econo- mia e divergência social não são uma problemática como aqui no Brasil. No entanto, possuem instru- mentos construtivos inovadores e diferenciados, por- tanto, geram importantes modelos de desenvolvimento projetual. O projeto do grupo Arkkitehdit Hannunkari & Mäkipaja Architects em Helsinki, na Finlândia é um complexo de dois prédios de apartamentos para hab- itação social utilizando uma abordagem inovadora e sustentável exigida pelo cliente, a Helsínquia Bureau de Produção de Habitação (órgão de controle de habitações de Helsinki) para garantir a qualidade do projeto no lote cidade. Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3 Imagem 2 35
  36. 36. Imagem 1 - Brise horizontal com movimentação por trilhos Imagem 2 - Brise horizontal com movimentação da angulação das “pás” Brises Solares Brises solares são dispositivos de proteção à iluminação solar direta de variados tipos. Dependem do ângulo de incidência da luz e o dos horários em que se pretende bloqueá-la. Nossas fachadas que apresentam alta incidên- cia solar são a noroeste e norte. Após o estudo realizado no programa Vasari, confirmamos as fachadas cuja incidência luminosa é a mais intensa no maior número de períodos estu- dados. As referências ao lado são possíveis soluções para minimizar a iluminação direta. Ambos são brises horizontais móveis, sendo um de movimentação do dispositivo todo por trilhos na horizontal; e o outro move as “pás” na vertical, mudando a angulação do bloqueio solar, e ambos são manuais. Influenciam no layout da fachada das edifica- ções, mas principalmente servem para controle da intensidade solar, e se projetados de forma harmo- nioza com o edifício, são até um diferencial interes- sante, do ponto de vista formal. Imagem 1 Imagem 2 36
  37. 37. PROCESSO DE PROJETO Apresentação do desen- volvimento do projeto nas diversas etapas que contribuíram para a in- serção final dos edifí- cios propostos no con- texto urbano do local, de modo a interferir, so- mente, positivamente no local. 37
  38. 38. Imagem 1 - Foto da Av. Francisco Matarazzo, com o Parque Água Branca à esquerda Imagem 2 - Foto do edifício principal da Uninove Imagem 3 - Foto do Terminal Intermodal Barra Funda em horário de pico Local Foi realizada uma visita coletiva ao local de trabalho no bairro da Barra Funda, em São Paulo para percepção da vivência do local, é um bairro bastante movimentado com diversos tipos de conví- vio, desde experiências bairristas de reuniões entre amigos, como fluxo de pessoas somente de passa- gem. Percebe-se também que a região está ini- ciando um processo de valorização imobiliária, prin- cipalmente por sua localização. Há a elevação de edifícios residenciais novos, quase não há terrenos vazios ou ociosos. O bairro é uma transição ao centro, sendo que a Av. Francisco Matarazzo já é uma das mais movimentadas do local e apinhada de comércio e pontos de referência (não somente na avenida, mas no bairro todo). Imagem 1 Imagem 3 Imagem 2 38
  39. 39. Imagem 1 - Maquete física, escala 1:1000, papelão ondulado, todas as quadras estudadas e suas propostas em vermelho Imagem 2 - Infográfico de edificações demolidas (vermelho) em 3D Imagem 3 - Infográfico de edificações mantidas (cinza) em 3D Maquete Durante o processo de desenvolvimento do projeto foram realizadas maquetes e experimentações volumé- tricas digitais e físicas para compreensão das mudanças causadas por todos os grupos no bairro como um todo. Percebeu-se a utopia que é, no aspecto urbano, o desenvolvimento de um bairro ideal, os empecilhos de se criarem novos espaços passando por legislação, combinação de interesses, agregação de valores, entre outros. No entanto, sempre é possível que sejam feitas mudanças pontuais e propostas de melhorias à curto e longo prazo executáveis em um meio urbano real. A execução de maquetes amplas, permite uma análise conjunta da área de influência em um raio maior. Imagem 1 Imagem 2 Imagem 2 Imagem 3 Imagem 2 39
  40. 40. Imagem 1 - Tentativa de implantação 1 - edifícios propostos pintados Imagem 2 - Tentativa de implantação 2 - edifícios propostos pintados Imagem 3 - Tentativa de implantação 3 - edifícios propostos pintados Evolução O desenvolvimento da quadra 10 passou por um processo de diversas tentativas e propostas até que ocorresse a completa compreensão da quadra, suas edificações e características em si e de sua inserção no meio. O processo passou por três tentativas de dis- posição até que se chegasse a um partido ideal que contemplasse os objetivos do projeto. Tentativa 1 - Distribuição sem co- nectividade entre os edifícios - Fechamento perime- tral da permeabilidade da praça - Pouca área constru- ída, implicando dema- siada verticalização - Área interna sufocan- te devido aos edifícios do entorno Tentativa 3 - Ocupação perimetra - Idéia de pódio - Junção de todas as edificações - Fechamento de acesso por uma ave- nida movimentada - Elevação demasiada do pódio - Não condizente com a topografia original - Pouco acesso ao in- terioor da quadra Tentativa 2 - Conexão entre os edifícios habitacionais - Concentração somen- te em um lado do terreno - Pouca área constru- ída, implicando dema- siada verticalização - Criação de uma área livre demasiado ampla - Falta relação com os edifícios originais da quadra Imagem 1 Imagem 3 Imagem 2 40
  41. 41. Imagem 1 - Infográfico de edificações construídas (cinza), 3D Imagem 2 - Infográfico áreas públicas após proposta Imagem 3 - Infográfico área nova construída Imagem 4 - Infográfico áreas construídas total Imagem 5 - Infográfico áreas verdes após proposta Evolução A partir do processo de tentativa, experimenta- ção, análise e erro, foi possível definir os problemas e necessidades da quadra e, assim, implantar de maneira harmonioza os edifícios propostos. Sendo os principais objetivos: inserir população na quadra, causar conforto ao usuário dos edifícios e aos de passagem, desimpactar o “peso” da edifi- cação da Uninove, verticalizar de modo coerente ao entorno, etc. Imagem 1 Imagem 2 Imagem 4 Imagem 3 Imagem 5 41
  42. 42. ANTEPROJETO Etapa final de demonstração do projeto, explicando detalhadamente cada aspecto pensado em todas as propostas. Desenhos, perspec- tivas, infográficos e textos descriti- vos e técnicos para compreensão exata do projeto completo, tanto em implantação quanto em deta- lhamentos. 42
  43. 43. Imagem 1 - Perfil original do terreno Imagem 2 - Infográfico da sobreposição das curvas de nível modificadas Imagem 3 - Perfil modificado do terreno Pódio A idéia de pódio foi pensada a partir do gran- de problema que é a grande massa que o edifício da Uninove ocupa na quadra, assim sendo, a qua- dra seria “elevada” de modo a reduzir a presença deste edifício causando a impressão de diminuição de altura com relação ao entorno. No entanto, o pódio foi adaptado à topografia do terreno, a qual conta com bastante declividade. Então, o pódio foi mantido na parte mais baixa da quadra, sendo elevada 6m do nível da rua para que não cause impacto construtivo de elevação demasia- do ao transeunte. A topografia acidentada do terreno nos con- duziu à decisão de implantar uma praça com três desníveis de 2,5m, suavizando o processo de des- cida/subida conectando os dois pontos principais de atração do entorno por meio da quadra, o Memorial da América Latina e o Parque Água Branca. Imagem 1 Imagem 3 Imagem 2 10,00m 7,50m 5,00m Topografia original mantida 2,50m 43
  44. 44. Imagem 1 - Recorte no estacionamento para árvores Estacionamento A elevação do pódio permitiu que se utilizasse o subsolo de forma a não ser necessária tanta mo- vimentação de terra e não ser “desperdiçada” área livre com a elevação de um edifício de estaciona- mento que abrigasse o número necessário de vagas a serem supridas pelas edificações da quadra. O complexo do estacionamento possui acesso público para atender à demanda da Uninove e das habitações construídas. É possível, diretamente do estacionamento, acessar o edifício residencial e vice- -versa, com controle de portaria para diferenciar os usuários públicos e os residentes. O estacionamento é constituído de dois pavi- mentos, sendo que o primeiro é o que abriga maior número de vagas e possui árvores cuja copa atinge o nível da praça com uma abertura zenital na laje do estacionamento. O segundo pavimento é menor e conta com uma abertura lateral que possibilita uma visão da praça. Imagem 1 PRODUCED BY AN AUTODESK EDUCATIONAL PRODUCT PRODUCEDBYANAUTODESKEDUCATIONALPRODUCT PRODUCEDBYANAUTODESKEDUCATIONALPRODUCT PRODUCEDBYANAUTODESKEDUCATIONALPRODUCT 44
  45. 45. Imagem 1 - Implantação do comércio no terreno Imagem 2 - Corte esquemático dos dois tipos de comércio Comércio A proposta de criar espaço para comércio par- tiu da necessidade do local, principalmente a deman- da da Uninove, do Memorial da América Latina e das habitações que serão elevadas, sendo providas com comércio de pequeno porte. O comércio tem caráter perimetral formando uma galeria em torno do estacionamento com aces- so às ruas (comércio 1) ou voltada para a praça (comércio 2). Ambos os direcionamentos visam a atração de população, em um momento para a rua de pedestres criada na extremidade da quadra e em outro para atrair movimentação à praça. O comércio voltado para a praça possui dois pavimentos, sendo o acesso pelo pavimento superior e o pavimento inferior pode ser expansão da loja ou estoque. Já o comércio voltado para a rua pos- sui acesso pelo pavimento inferior e conta também com dois pavimentos, sendo o segundo pavimento destinado à estoque. Dentre os tipos de comércio voltados para a praça, foram especificados apenas três tipos, os quais seriam tipos chave com uma área maior e diferenciada com o objetivo principal de ser um foco de atração para “dentro” da quadra: padaria, restau- rante e galeria de artes. Imagem 1 Imagem 2 comércio voltado para praça (comércio 2) comércio voltado para rua (comércio 1) acesso acesso estoque praça rua estoque teto verde estacionamento subterrâneo 45
  46. 46. Edifício O edifício ocupa a área perimetral da praça, assim pretende-se atingir a densidade de 800 hab/ hectares com um edifício único e denso. A ocupação perimetral implica que seja criada uma delimitação da praça, sem gerar espaços ociosos, tornando a praça um elemento único e permeável à passagem ou à permanência. O edifício é todo residencial a partir do primeiro pavimento, é composto por cinco tipologias diferentes, pois pretende-se atingir uma pluralidade que atenda aos diversos perfis de moradores, assim há desde quitinetes para estudantes até apartamentos duplex. Todas as tipologias estão dentro da modulação de 0.6m, assim as moradias são divididas em: O público alvo da edificação está dividido en- tre estudantes e população de baixa renda, sendo que a tipologia 1 é dedicada exclusivamente para estudantes, a tipologia 2 para habitação social e as demais tipologias podem abrigar tanto estudantes quanto famílias. O edifício não faz distinção do usuá- rio, não se divide em área de estudantes e área de famílias, para que haja integração e convívio entre todos. Por conta da grande extensão do edifício, existem três nichos de circulação vertical, com três escadas e cinco elevadores, os quais conectam o edifício todo com corredores abertos com sacada para o exterior que variam de direção, evitando a possível monotoneidade de fachada que um edifício tão denso poderia causar. As tipologias foram distribuídas nos andares conforme áreas molhadas, estrutura e modulação e esquadrias, de modo a otimizar o desempenho do edifício em uso, assim sendo, uma mesma tipologia está acima da mesma tipologia, variando, algumas vezes, a orientação da fachada. Tipologias Nº habitantes Área 1 quitinete 1 ou 2 17,3 m² 2 habitação social 3 ou 4 43,2 m² 3 duplex 3 ou 4 86,4 m² 4 habitação familiar 4 a 6 81,0 m² 5 acessíveis 4 86,4 m² 46
  47. 47. Tipologia A diversidade na fachada é gerada por di- ferentes profundidades de circulação nas sacadas variando também o lado a que elas estão voltadas, para a rua ou para a praça, criando áreas de fa- chada sem sacadas também. Assim nas tipologias 2, 3 e 5, a profundidade é a mesma, representada no gráfico pela cor esver- deada, a quitinete é a que possui a menor profun- didade representada pela cor clara, e a tipologia 4 é a mais profunda, representada pela cor roxa. As tipologias foram organizadas ao longo do prédio para criar percursos e vivências variadas, nesse infográfico é possível ver cada tipologia repre- sentada por uma cor. MODULAÇÃO As plantas das tipologias são projetadas em modulação de 0,6m, assim, todas as medidas internas e externas são múltiplos de 0,6m, essa mo- dulação foi escolhida para otimização da quantidade de material e para criação de tipologias múltiplas. 0.6 m Modulação das plantas 0.6 m 0.6 m Modulação das plantas 0.6 m 0.6 m Modulação das plantas 0.6 m Imagem 1 - Infográfico de profundidade do pavimento (apartamento + corredor) Imagem 2 - Infográfico de tipologias Imagem 3 - Infográfico de modulação Imagem 3 Imagem 2 Imagem 1 9m6m 3.6m 47 Tipologia Quitinete Tipologia Duplex Tipologia Três dormitórios Tipologia Habitação social Tipologia Acessível
  48. 48. Imagem 1 - Planta quitinete com indicação de áreas molhadas e de estar Imagem 2 - Planta quitinete com indicação de ciculação Imagem 3 - Planta habitação de interesse social com indicação de áreas molhadas, convívio e circulação Imagem 4 - Planta habitação de interesse social com indicação de circulação Tipologias QUITINETES As quitinetes foram propostas devido ao grande número de alunos que usufruem da Uninove, assim seria uma facilidade para o aluno morar próximo à área de estudo. HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL As habitações de interesse social foram propostas para até quatro pessoas, com otimização de área de circulação para que esta seja aproveitada em outros ambientes respeitando-se a área máxima para esse tipo de habitação. Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3 Imagem 4 48
  49. 49. Imagem 1 - Plantas duplex com indicação de áreas molhadas, convívio e circulação Imagem 2 - Planta duplex com indicação de ciculação Imagem 3 - Planta três dormitórios com indicação de áreas molhadas, convívio e circulação Imagem 4 - Planta três dormitórios com indicação de circulação DUPLEX Os apartamentos do tipo duplex são para até quatro pessoas, com circulação reduzida e sacada no primeiro pavimento. TRÊS DORMITÓRIOS A tipologia de três dormitórios abriga familias de até seis pessoas, e também moradias estudantis do tipo “república”. Tipologia 3 Duplex Tipologia 4 - Apartamentos populares Duplex - Para até 4 pes- soas, com circulação reduz- inha e sacada no primeiro pavimento Tipologia 4 Para familias de até 6 pes- soas, ou para moradias estu- dantis, “repúblicas” Tipologia 3 Duplex Tipologia 4 - Apartamentos populares Duplex - Para até 4 pes- soas, com circulação reduz- inha e sacada no primeiro pavimento Tipologia 4 Para familias de até 6 pes- soas, ou para moradias estu- dantis, “repúblicas” Imagem 3 Imagem 4 Imagem 1 Imagem 2 49
  50. 50. Imagem 1 - Planta apartamento acessível com indicação de áreas molhadas, de convívio e circulação Imagem 2 - Planta apartamento acessível com indicação de ciculação APARTAMENTOS ACESSÍVEIS Os apartamentos acessíveis possuem ângulo de rotação e acesso para cadeirantes e portadores de ne- cessidades especiais em todos os ambientes. São apartamentos de dois dormitórios para até quatro pessoas, tanto para famílias quanto para estudantes. CONSIDERAÇÕES A tipologia 1 possui 21 unidades, a tipologia 2 possui 34 unidades, a tipologia 3 possui 167 unidades, a tipologia 4 possui 4 unidades e a tipologia 5 possui 122 unidades, totalizando 348 apartamentos, com ca- pacidade para 1032 pessoas. Além disso, as janelas da fachada noroeste externa, voltada para o Espaço das Américas receberão tratamento acústico devido a ruidosidade que esse edifício emite no período noturno e da madrugada. Tipologia 5 Apartamentos acessiveis Área privativa Área molhada Área comum Circulação Todos os compartimentos são acessíveis a caderantes Imagem 1 Imagem 2 50
  51. 51. Imagem 1 - Perspectiva dos brises Imagem 2 - Infográfico circulação vertical no edifício BRISES Os brises, são projetados na horizontal, pois protegem contra sol alto que ocorre nas fachadas norte e nordeste. Para tanto eles são móveis e deslizam sobre trilhos pelas janelas, com travamento antes de portas. Os trilhos permitem a movimentação na hori- zontal, assim caso não haja sol intenso e o morador queira a janela livre, basta deslizar o brise para o lado, além disso os brises são móveis na vertical, podem ser manipulados manualmente e controlam a entrada do sol. CIRCULAÇÃO VERTICAL Foram propostos três acessos verticais ao edifício, pois devido a grande extensão do mesmo, esses acessos facilitam locomoção dos moradores e na rota de fuga em caso de incêndio, o acesso da torre norte tem início no subsolo de estacionamento e supre todos os apartamentos dessa torre, o aces- so da torre noroeste tem início na praça elevada, e o acesso ao estacionamento está situado ao lado do acesso ao edifício. O acesso da torre sudoeste tem início na praça elevada, esse acesso é restrito a moradores, usuários apenas do estacionamento utilizam os outros acessos. Imagem 1 Imagem 2 51
  52. 52. Implantação Por fim, a combinação do novo edifício na praça atingiu um contrapeso à densidade do edifício da Uninove equilibrando a quadra verticalmente; e, simultaneamente, a praça acabou por comunicar-se com a entrada da universidade trazendo mais unida- de à quadra. Além disso, em conexão ao bairro, há a previsão de uma ciclo- via passando pela Rua Tagipuru, permeando as quadras seguintes. Na infra-estrutura urbana foram implantadas árvores de médio porte em toda a quadra de 8m em 8m, e postes de iluminação com fiação subterrânea a cada 16m seguinfo a legislação vigen- te no município de São Paulo. Imagem 1 - Implantação esquemática Imagem 2 - Perfil da rua, destaque à ciclovia e aos equipamentos urbanos MAQUETE FÍSICA comércio edifício praça/ edifício Imagem 1 Imagem 2 52
  53. 53. CONCLUSÃO Considerações finais sobre o pro- jeto e os estudos realizados du- rante o semestre sobre a paisa- gem urbana. 53
  54. 54. Conclusão O projeto de complexidades nos inspirou a ter uma visão do ambiente urbano e de seus compo- nentes de modo mais capcioso e crítico. Foi preciso um estudo amplo da região, tanto de dados técnicos quanto de dados informais para compreender a vivência dos habitantes e usuários locais, que são a quem realmente importam as pro- postas para o bairro. Além disso, o bairro faz parte de um com- plexo muito maior, as zonas, as quais fazem parte do município. E todas essas divisões do município possuem conectividade e integração, cada elemento de uma quadra influencia na próxima quadra e as- sim sucessivamente, portanto, a quadra é o primeiro elemento projetual a influir na composição urbana, e como todo início de processo define o fim do mesmo, a quadra é o elemento chave definidor do município. Por isso, os componentes da quadra e sua composição devem composição devem ser entendidos e valorizados de modo que seja lembrada a grande importância disso no produto final urbano: o municí- pio. 54

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