TIAGO ALVES NOGUEIRA DE SOUZAJORNALISMO ONLINE E REDES SOCIAIS NA INTERNET: UMESTUDO DE CASO DOS PORTAIS CADA MINUTO, TUDO...
TIAGO ALVES NOGUEIRA DE SOUZAJORNALISMO ONLINE E REDES SOCIAIS NA INTERNET: UMESTUDO DE CASO DOS PORTAIS CADA MINUTO, TUDO...
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS                         COMUNICAÇÃO SOCIAL                        TERMO DE APROVAÇÃO      ...
Àqueles que me amam, eu os amo também.
AGRADECIMENTOSAgradeço ao meu papai e à minha mamãe por todo apoio que sempre precisei.Não poderia ser diferente, afinal, ...
NOGUEIRA, Tiago. Jornalismo online e redes sociais na internet: um estudo decaso dos portais Cada Minuto, Tudo Na Hora e G...
NOGUEIRA, Tiago. Jornalismo online e redes sociais na internet: um estudo decaso dos portais Cada Minuto, Tudo Na Hora e G...
LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Esferas que ilustram a delimitação das terminologias .......................... 36Gráfico 1...
LISTA DE TABELASTabela 1 - Resumo das definições de nomenclaturas sobre práticas de produçãoe disseminação de informação n...
SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................
5.4 GazetaWeb ...............................................................................................................
INTRODUÇÃOO jornalismo,enquanto instituição, não tem suporte. Ou poderíamos ainda afirmarque o jornalismo pode ser executa...
característica dominante e que, na quarta geração, as características dominantessão a interação e a personalização.No terc...
1. Comunicação, jornalismo e cibercultura1.1 Considerações iniciaisSão muitas as possibilidades de se iniciar um TCC sobre...
redes sociais9. As possibilidades são muitas. Em seu livro Jornalismo Opinativo,José Marques de Melo expõe sua opinião sob...
McLuhan explica ainda que o meio é a mensagem “porque é o meio que configurae controla a proporção e a forma das ações e a...
multimidiático como o de hoje em dia [...] agora uma boa história                   que se adapte a todos os suportes é ne...
1.2 Adeus mundo linearA comunicação em sociedade inicia com a linguagem. O primeiro suporte dahistória da comunicação foi ...
para a possibilidade de, a partir do texto noticioso, apontar-se (fazer                         links) para “várias pirâmi...
qualquer usuário pode construir páginas de interação próprias, mesmo quehospedadas por terceiros.Palacios (2002) considera...
>notícia ->site -> “usuário” [...] É verdade, porém, que escrita e                    leitura tornam-se hipertextuais, o q...
1.3 Cibercultura: contextualização“A cultura contemporânea, associada às tecnologias digitais (ciberespaço,simulação, temp...
Um conceito de cibercultura conhecido é o pensamento de Pierre Lévy (2005).Para Lévy, a essência da cibercultura está no u...
evolução como adaptação, não necessariamente uma melhoria), é mais corretoafirmar que as novas tecnologias são condicionan...
Como demonstraremos mais à frente neste TCC, o Twitter20, por exemplo,permitiu importantes pautas para o jornalismo online...
1.4 Era da InformaçãoConsiderar que a sociedade informacional é um fenômeno positivo ou negativonão é de interesse deste t...
jornalistas? Segundo: como os jornais poderiam sobreviver online com tantainformação em diversos locais?Começamos a repost...
Mas, enquanto o jornalismo impresso não tenta mudar a sua redação, Andersondemonstra como alguns jornais estão sobrevivend...
comunicação ainda não perceberam o potencial da mídia muito além dosbanners31.Marcos Palacios, em artigo intitulado “Jorna...
Para Castilho, entre as principais mudanças, está justamente o fato dosjornalistas estarem “perdendo” o controle da inform...
As principais vantagens do rádio digital estão na melhoria da qualidade do som(rádio AM com qualidade de FM e rádio FM com...
real, sendo oposto, em fato, da atualidade, porque o virtual carrega uma potênciade ser, enquanto o atual já é (ser).     ...
2. Jornalismo e Internet2.1 Ao Jornalismo ContemporâneoNunca tantas tecnologias de informação e comunicaçãonovas foram int...
Times-Mirror e a Knight-Ridder. No final da década de 80, com a ainda incipienteexpansão da Internet, jornais digitais era...
apuração jornalística (pesquisa de conteúdos, recolha de informações e contatocom fontes). As possibilidades referentes à ...
também seria denominado de jornalismo multimídia, pois implica na possibilidadeda manipulação conjunta de dados digitaliza...
Nomenclatura             Definição Jornalismo eletrônico    utiliza de equipamentos e recursos eletrônicos Jornalismo digi...
FIGURA     1   –   Esferas   que    ilustram   a   delimitação   das   terminologias.Fonte:Mielniczuk (2003, p. 5)Na rotin...
Usamos a nomenclatura Jornalismo Online por acreditarmos que serve melhor aonosso trabalho. Outras nomenclaturas como jorn...
Gráfico 1 – O crescimento do tráfego via web até meados dos anos 2000. Nadécada    atual    esse    volume    de    inform...
Gráfico 3 – Índice de volume de buscas pra a palavra “web” vem caindo desde2005.Fonte: Google TrendsSe buscarmos, entretan...
2.3 Jornalismo OnlineEm 2000, Cabrera Gonzalez49 identificou quatro fases da evolução do jornalismonos primeiros anos de f...
O perceptivo seria um segundo nível de desenvolvimento, onde há uma maioragregação de recursos possibilitados pelas tecnol...
Quadro1 – JDBD: novo paradigma surge entre a 3ª e a 4ª geração.Fonte:Barbosa (2007)A autora, entretanto, não entra em deta...
Classe           2005              2006               2007 social A                85,57%            95,08%             94...
Pollyana Ferrari aponta que o público com maior domínio das ferramentas onlineé não somente ativo - como também proativo. ...
O termo “web 2.0” surgiu em 2004, embora só viesse a tomar forma no final de2005, no artigo de Tim O‟Reilly, O que é Web 2...
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Jornalismo online e redes sociais na internet um estudo de caso dos portais cada minuto, tudo na hora e gazetaweb

  1. 1. TIAGO ALVES NOGUEIRA DE SOUZAJORNALISMO ONLINE E REDES SOCIAIS NA INTERNET: UMESTUDO DE CASO DOS PORTAIS CADA MINUTO, TUDO NA HORA E GAZETAWEB MACEIÓ - AL 2011
  2. 2. TIAGO ALVES NOGUEIRA DE SOUZAJORNALISMO ONLINE E REDES SOCIAIS NA INTERNET: UMESTUDO DE CASO DOS PORTAIS CADA MINUTO, TUDO NA HORA E GAZETAWEB Monografia, apresentada ao Curso de Comunicação Social – Habilitação Jornalismo - da Universidade Federal de Alagoas como requisito para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social. MACEIÓ - AL 2011
  3. 3. UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS COMUNICAÇÃO SOCIAL TERMO DE APROVAÇÃO A Comissão Examinadora, abaixo assinada, avalia a MonografiaJornalismo online e redes sociais na internet: um estudo de caso dosportais Cada Minuto, Tudo Na Hora e Gazetaweb, elaborada por Tiago AlvesNogueira de Souza.Monografia examinada:Maceió, _____de___________de 20____.Comissão Examinadora: ______________________________________________ Orientador: Prof. Ph.D Sivaldo Pereira da Silva Universidade Federal de Alagoas ______________________________________________ Profª. Ms.Andréa Moreira Gonçalves De Albuquerque Universidade Federal de Alagoas ______________________________________________ Prof. Ms.Érico de Melo Abreu Universidade Federal de Alagoas ______________________________________________ Profª. Dr. Magnolia Rejane Andrade dos Santos Universidade Federal de Alagoas Maceió 2011
  4. 4. Àqueles que me amam, eu os amo também.
  5. 5. AGRADECIMENTOSAgradeço ao meu papai e à minha mamãe por todo apoio que sempre precisei.Não poderia ser diferente, afinal, são meus pais. Gostaria também de dizer oquanto sou grato aos meus amigos pessoais, Ubiratan, Lucas e Paulo e à minhacompanheira de alma, Lay, pelos excelentes momentos de relaxamento, paz elazer que auxiliaram no desafio desta criação. Agradeço ao professor RonaldoBispo por ter me introduzido na vida acadêmica e ter me servido de inspiração.Foram dias incríveis durante a pesquisa e devo muito a ele por diversas coisasque aprendi na área de comunicação. Queria lembrar também de meus amigosda época do Colégio, cuja atual distância não os tornam menos especiais: André,Henkeo, Jamerson e Fábio.Alguns personagens não poderiam ficar de lado. Obrigado Gregory House eDexter Morgan pelas implacáveis noites de Vicodin e Etorfina que metranquilizaram e deram paciência para continuar este trabalho, mesmo ao ver oSol nascer pelo reflexo do monitor de meu notebook. Gostaria de agradecer aomeu notebook, mas só gostaria mesmo. Travou bastante, bateria sempre fraca emonitor com defeito. Nunca comprem um Dell.Um “muito obrigado” à Plus! Agência Digital por permitir que eu pudesse por emprática minhas ideias e estudos na área de mídias sociais. Um verdadeiro ninhode criatividade. Sem vocês, dificilmente estaria onde estou neste momento.Finalmente, obrigado à banca que aceitou participar desta avaliação mesmo como prazo curtíssimo e em um período praticamente sem aulas na Ufal. Deixa eu verquem mais... Não, é isso.
  6. 6. NOGUEIRA, Tiago. Jornalismo online e redes sociais na internet: um estudo decaso dos portais Cada Minuto, Tudo Na Hora e Gazetaweb.2011, 85f. Monografia(Graduação em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo) – UniversidadeFederal de Alagoas, Maceió, 2011. RESUMOO jornalismo online se modificou nos últimos anos com o crescimento dasplataformas de mídias sociais, especialmente com o desenvolvimento de sites deredes sociais na internet como o Twitter e o Facebook. Praticamente não há maisnenhum portal de notícias no país que não tenha percebido o potencial dedistribuição e aquisição de informações através das redes sociais na internet.Este trabalho procura:fazer uma linha do tempo sobre a evolução do jornalismoonline em comparação com as Novas Tecnologias de Informação e Comunicaçãoe a Cibercultura; define o momento atual do jornalismo online ao conectá-lo comduas características principais: personalização e interação; faz apontamentossobre a modificação do jornalismo contemporâneo com base na internet e; analisaos três portais alagoanos com maior presença nos Sites de Redes Sociais combase em pontos qualitativos e quantitativos.Palavras-chave: redes sociais, jornalismo online.
  7. 7. NOGUEIRA, Tiago. Jornalismo online e redes sociais na internet: um estudo decaso dos portais Cada Minuto, Tudo Na Hora e Gazetaweb.2011, 85f. Monografia(Graduação em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo) – UniversidadeFederal de Alagoas, Maceió, 2011. ABSTRACTOnline Journalism has changed in the last few years with the growing of socialmedia platforms, especially with the development of Social Network Sites Twitterand Facebook. Practically there isn‟t any news site at Brazil that has notdiscovered yet the potential of distribute and acquire information thru the socialnetwork sites. This monograph pursuit to:timeline the evolution of onlinejournalism with the new technologies of information and communication; define thenowadays online journalism by connecting it with two main characteristics:personalization and interactivity; do appointments about the change incontemporary journalism at internet and; analyze three local portals of Alagoaswith biggest presence at Social Networks Sites by quantitative and qualitativepoints.Keywords:social networks, online journalism.
  8. 8. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 - Esferas que ilustram a delimitação das terminologias .......................... 36Gráfico 1–O crescimento do tráfego via web até meados dos anos 2000. .......... 39Gráfico 2 - Índice de volume de buscas pra a palavra “web” vem caindo desde2005. ..................................................................................................................... 40Gráfico 3 -Índice de volume de buscas para a palavra “online” cresceu bastanteentre os anos de 2007 e 2010............................................................................... 40Quadro 1 - JDBD: novo paradigma surge entre a 3ª e a 4ª geração .................... 43Figura 2 - Da esquerda para a direita: redes centralizada, descentralizada edistribuída.............................................................................................................. 56Figura 3 - Página inicial de login do Facebook em novembro de 2011 ................. 58Figura 4 - Página inicial de login do Twitter em novembro de 2011. ..................... 59Figura 5 - Usuários de mídias sociais e suas principais utilizações ...................... 67Figura 6 - Página inicial do portal Tudo na Hora em novembro de 2011 .............. 79Figura 7 - Página inicial do portal Cada Minuto em novembro de 2011 ................ 80Figura 8 - Página inicial do portal Gazetaweb em novembro de 2011 .................. 81Figura 9 - Página do Facebook do TNH publica uma imagem agradecendo aosusuários que curtiram a página. ............................................................................ 82Figura 10 - No dia 13 de novembro, o Gazetaweb publicou um novo layout ........ 83Figura 11 - Durante 48 horas entre os dias 21, 22 e 23 de novembro, a páginainicial do Cada Minuto se transformou num banner interativo que ocupava todaárea do monitor, agradecendo aos 6 mil fãs no Facebook. .................................. 84Gráfico4 - Número de tweets registrados por mês pelo perfil @tudonahora ......... 85Gráfico 5 - Número de tweets registrados por mês pelo perfil @gazetaweb ........ 86Gráfico 6 - Número de tweets registrados por mês pelo perfil @cadamin ............ 87Gráfico 7- Número de menções aos perfis dos portais no Twitter......................... 88Gráfico 8 - Número de seguidores no Twitter por mês .......................................... 88Gráfico 9 – Quanto os meios cresceram ou diminuíram entre 2009 e 2010 ......... 95
  9. 9. LISTA DE TABELASTabela 1 - Resumo das definições de nomenclaturas sobre práticas de produçãoe disseminação de informação no jornalismo contemporâneo. ............................ 36Tabela 2 - Proporção de indivíduos que já acessaram a internet - Percentualsobre o total da população. ................................................................................... 44Tabela 3 - Fases do jornalismo online e suas características dominantes ........... 52Tabela 4 - Número de comentários no Facebook e no site da revista Veja .......... 78Tabela 5 - Número de interações nas páginas de Facebook dos portais. ............ 92
  10. 10. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 112. Comunicação, jornalismo e cibercultura ...................................................................... 13 2.1 Considerações iniciais ........................................................................................... 13 2.2 Adeus mundo linear ............................................................................................... 17 2.3 Cibercultura: contextualização ............................................................................... 21 2.4 Era da Informação ................................................................................................. 25 2.5 Breves considerações necessárias sobre digital e virtual ...................................... 293. JORNALISMO E INTERNET ....................................................................................... 32 3.1 Ao Jornalismo Contemporâneo .............................................................................. 32 3.2 Nomenclaturas: por que jornalismo online? ........................................................... 33 3.3 Jornalismo Online .................................................................................................. 41 3.4 A Web 2.0, interação e a quarta geração do jornalismo digital online .................... 454. JORNALISMO NA ERA DAS REDES SOCIAIS E DAS MÍDIAS SOCIAIS .................. 53 4.1 Redes sociais ........................................................................................................ 53 4.2 Redes sociais na Internet....................................................................................... 54 4.3 Facebook ............................................................................................................... 57 4.4 Twitter .................................................................................................................... 60 4.5 Comunidades virtuais ............................................................................................ 62 4.6 Mídias Sociais........................................................................................................ 64 4.7 Jornalismo Participativo, Jornalismo em Rede e Social Journalism ....................... 68 4.8 Jornalismo online e Redes Sociais na Internet....................................................... 73 4.9 A distribuição da informação .................................................................................. 765. ESTUDO DE CASO .................................................................................................... 79 5.1 Metodologia ........................................................................................................... 79 5.2 Tudo na Hora ......................................................................................................... 80 5.3 Cada Minuto .......................................................................................................... 81
  11. 11. 5.4 GazetaWeb ............................................................................................................ 81 5.5 Uso das Redes Sociais .......................................................................................... 82 5.6 Uso do Twitter pelos portais................................................................................... 85 5.7 Uso do Facebook pelos portais .............................................................................. 90CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................ 94REFERÊNCIAS ............................................................................................................... 97
  12. 12. INTRODUÇÃOO jornalismo,enquanto instituição, não tem suporte. Ou poderíamos ainda afirmarque o jornalismo pode ser executado em qualquer lugar. Vivemos numa era emque não podemos mais fazer citações do tipo “com o advento da internet”. Ainternet já está aí, bem na frente de nossos seus olhos. Até mesmo a grandemídia tradicional já sucumbiu aos “encantos” do mundo digital. O jornalismomudou. E continuará mudando.Para navegar nesses oceanos, entretanto, é necessário bagagem. E velocidade.Os termos mudam numa velocidade incrível, as páginas se atualizam, e quemnão for rápido o suficiente será colocado de lado. Mas não é somente sobrevelocidade, é também sobre querer e poder. Estamos num momento em que nãosomente jornalistas estão presentes nos meios de comunicação, mas também oschamados “usuários comuns”. Através as mídias sociais eles geram conteúdoque, a um clique de distância, pode viralizar e contagiar toda a internet. Com suasredes sociais em ambientes facilmente administráveis, conduzem todos os seuscontatos a lerem e replicarem seus conteúdos. É assustador. E fantástico.No primeiro capítulo deste trabalho, enfatizamos alguns aspectos teóricosnecessários para a compreensão do jornalismo online e fazemos conexão com acibercultura e evolução dos meios até o atual momento. Discutimos a questão damensagem, do conteúdo e do valor por trás da meio internet. Apresentamos omundo não-linear, através de hiperlinks, hiperdocumentos e hipertexto. Vemos oque é a comunicação muitos-para-muitos e fundamentos da cibercultura. Por fim,compreendemos que os limites da era da informação impõem um novo modelo dejornalismo, onde a informação quer e deve ser livre e grátis.No segundo capítulo, avaliamos o jornalismo contemporâneo através da óptica dainternet. Trabalhamos as nomenclaturas para o jornalismo praticado com novastecnologias e explicamos o porquê da nossa proposta com jornalismo online.Apontamos questões sobre Web 2.0, interação e a quarta geração do jornalismodigital online. Afirmamos que cada geração do jornalismo online possui uma 11
  13. 13. característica dominante e que, na quarta geração, as características dominantessão a interação e a personalização.No terceiro capítulo trabalhamos a influencia direta das mídias e redes sociais nojornalismo online. Desenvolvemos os conceitos de redes sociais na internet,apresentamos o Facebook e o Twitter e destacamos a importância dascomunidades virtuais no processo de construção das interações mediadas porcomputador. Apresentamos também as definições de mídias sociais, deJornalismo Participativo, Jornalismo em Rede e Social Journalism edemonstramos como são feitas as distribuições de informações nas redes sociais.O quarto e último capítulo apresenta o estudo de caso sobre os portais Tudo naHora, Cada Minuto e Gazetaweb, com entrevistas e análises de dados dosportais. São feitas análise do Twitter e do Facebook dos portais, com gráficos eprojeções das ações.A distribuição e aquisição de informações através das redessociais tornam mais eficazes as práticas jornalísticas e ajudam a consolidar ojornalismo online. 12
  14. 14. 1. Comunicação, jornalismo e cibercultura1.1 Considerações iniciaisSão muitas as possibilidades de se iniciar um TCC sobre jornalismo Online, masuma abordagem com números parece ser a mais eficiente para demonstrar aimportância sobre o assunto. Segundo o F/Nazca, somos 81,3 milhões deinternautas brasileiros (a partir de 12 anos)1. Já para o Ibope/Nielsen, somos 78milhões (a partir de 16 anos - setembro/2011)2. De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27%para 48%, entre 2007 e 2011. O principal local de acesso é a lan house (31%),seguido da própria casa (27%) e da casa de parente ou amigos, com 25%(abril/2010)3. O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet. Oúltimo relatório do instituto ComScore4 sobre a ascensão das redes sociais naAmérica Latina aponta que 90,8% dos brasileiros que acessam a internetacessam redes sociais. O que isso significa para o jornalismo?A evolução do jornalismo se confunde com a evolução dos meios decomunicação. A apropriação dos meios para o jornalismo contemporâneo éconstante. O suporte muda com o passar dos anos, adquirindo novas feições.Mesmo em uma única mídia existem diferenças. No impresso, o jornalismo ocorrenos jornais propriamente ditos, nas revistas, nos folhetins, nos livros-reportagem.Na televisão, o jornalismo ocorre em programas com diferentes formatos: desde opadrão Jornal Nacional até a revista eletrônica semanal, Fantástico.Isso apenaspara citar exemplos globais.Na internet não poderia ser diferente. O formato jornalístico começou com osfamosos portais, dominadores nas primeiras décadas da internet, mas já existemdiversos modos de se fazer jornalismo online. Blogs5, wikis6, tumblrs7, fotologs8,1 http://www.adnews.com.br/internet/110788.html (Acessado em 21/11/2011 )2 http://info.abril.com.br/noticias/internet/internet-no-brasil-chega-a-78-mi-de-usuarios-12092011-5.shl(Acessado em 22/11/2011 )3 http://info.abril.com.br/noticias/internet/metade-da-populacao-possui-acesso-a-internet-08112011-46.shl(Acessado em 21/11/2011 )4 http://www.missmoura.com/panorama-do-brasil-nas-redes-sociais-em-2011-com-dados-comscore(Acessado em 22/11/2011 )5 Plataforma que permite a hospedagem e publicação de conteúdo na internet.6 Plataformas que permitem a edição de conteúdo por qualquer usuário. 13
  15. 15. redes sociais9. As possibilidades são muitas. Em seu livro Jornalismo Opinativo,José Marques de Melo expõe sua opinião sobre o jornalismo e os suportes decomunicação: O jornal, assim como a revista, ou o rádio e a televisão, constitui instrumento indispensável para o exercício do jornalismo, mas não exclusivamente. É possível encontrar um jornal que contenha apenas matérias jornalísticas. Mas é possível encontrar um jornal que só contenha anúncios (propaganda) e nenhuma matéria vinculada ao universo da informação de atualidades. Logo, o jornalismo articula-se necessariamente com os veículos que tornam públicas suas mensagens, sem que isso signifique dizer que todas as mensagens ali contidas são de natureza jornalística. (MARQUES DE MELO, 2003, p. 16)Marques de Melo, portanto, aponta para a ausência de suporte na atividadejornalística. Ou para que qualquer meio pode conter informações jornalísticas,desde que esses meios tornem públicas as mensagens, algo que as redes sociaise as mídias sociais fazem com maestria, como veremos mais à frente.Para o jornalista brasileiro Luis Nassif (2011), a blogosfera, por exemplo, já éutilizada pelas mais diversas camadas da sociedade, mas a questão jornalísticanão está na tecnologia utilizada: “a questão mais importante não é a tecnologiaem si, que está em constante transformação, mas nos valores por trás dela.”10Para o jornalista, os valores da informação são mais importante que o meio emque ela está vinculada.A questão do meio é, entretanto, trabalhada em outra óptica através dos estudosde Marshall McLuhan em Os meios de comunicação como extensões do homem(understanding media). Para o autor, “o meio é a mensagem”: Isto apenas significa que as consequências sociais e pessoais de qualquer meio – ou seja, de qualquer uma das extensões de nós mesmos – constituem o resultado do novo estalão introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia ou extensão de nós mesmos. (MCLUHAN, 1995, p. 21).7 Um tipo de plataforma de blogs que permite a replicação de conteúdos.8 Blogs cujo principal foco está na publicação de fotos e imagens.9 Ver capítulo “Jornalismo , redes sociais e mídias sociais”10 http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=740019(Acessado em 22/11/2011 ) 14
  16. 16. McLuhan explica ainda que o meio é a mensagem “porque é o meio que configurae controla a proporção e a forma das ações e associações humanas. O conteúdoou usos desses meios são tão diversos quão ineficazes na estruturação da formadas associações humanas.” (idem, p. 23). É correto, portanto, afirmar que oconteúdo vinculado nos suportes online, por serem meiosdistintos, possui umacarga diferente das informações vinculadas nos suportes “tradicionais”. A questãodo valor retorna ainda mais à frente em seu texto: Ao aceitar um grau honorífico [...] Gen. David Sanoff declarou o seguinte: “Estamos sempre inclinados a transformar o instrumental técnico em bode expiatório dos pecados praticados por aqueles que os manejam. Os produtos da ciência moderna, em si mesmos, não são bons nem maus: é o modo com que são empregados que determinam o seu valor.” Aqui temos a voz do sonambulismo de nossos dias. É o mesmo que dizer: “Uma torta de maçãs, em si mesma, não é boa nem má: o seu valor depende do modo com que é utilizada.” [...] E ainda: “As armas de fogo, em si mesmas, não são boas nem más: o seu valor é determinado pelo modo como são empregadas.” Vale dizer: se os estilhaços atingem as pessoas certas, as armas são boas; se o tubo da televisão detona a munição certa e atinge o público certo, então ele é bom. Não estou querendo ser maldoso. Na afirmação de Sarnoff praticamente nada resiste à análise, pois ela ignora a natureza do meio, dos meios em geral e de qualquer meio em particular [...] (MCLUHAN, 1995, p. 25)O autor afirma que cada produto da ciência traz consigo implicações próprias paraa vinculação da mensagem. Embora a questão do meio pareça estar bemvinculada ao valor por trás de seu uso, e nesse ponto McLuhan e Nassif parecemestar em lados opostos, ainda é interessante expor o pensamento de MarcBresseel (2010), vice-presidente da Microsoft Advertising. Ele defende que oconteúdo deve se adaptar a qualquer suporte, ou seja, nem só o jornalista émultimídia11, a notícia também o é12: Costumávamos dizer que o meio era a mensagem, mas agora não faz mais sentido. O meio é o que menos importa num mundo11 No contexto do jornalismo online, multimidialidade, refere-se àconvergência dos formatos dasmídias tradicionais (imagem, texto e som) na narração do fato jornalístico. A convergência torna-sepossível em função do processo de digitalização da informação e sua posterior circulação e/oudisponibilização em múltiplas plataformas e suportes, numa situação de agregação ecomplementaridade.12 http://www.webdialogos.com/2010/cibercultura/o-meio-ainda-e-a-mensagem/(Acessado em22/11/2011 ) 15
  17. 17. multimidiático como o de hoje em dia [...] agora uma boa história que se adapte a todos os suportes é necessária.Essa abordagem, entretanto, carece de uma reflexão mais profunda. Se o quemais importa é uma história que se adapte a todos os suportes, então estamosnuma era em que toda história deve ser feita pensando em todos os meios. Ouseja, compreender que cada meio possui um ponto característico. Alex Primo eMarcelo Ruschel Träsel (2006) tentam uma abordagem conciliatória nessesentido, afirmando que, enquanto fenômeno midiático, o jornalismo mantémíntima relação com os canais tecnológicos, seus potenciais e limitações. Emboraa matéria do estudo esteja focada no jornalismo, é bem verdade que a aplicaçãopode ser ampliada em outras modalidades. Para os autores: Como processo complexo, a alteração do canal repercute de forma sistêmica sobre o processo comunicacional como um todo. A produção e leitura de textos em jornal impresso e online se transformam em virtude dos condicionamentos do meio. Isso não é o mesmo que defender algum tipo de determinismo tecnológico (perspectiva que se desvincula de outros condicionamentos sociais, políticos, culturais etc.), nem adotar impunemente a máxima macluhaniana de que o meio é a mensagem. Mas aceitar que o meio também é mensagem. Se a relação entre homem e técnica é recursiva, o processo comunicacional (ou mais especificamente o jornalístico) demanda rearticulações a partir das estruturas tecnológicas em jogo. (PRIMO; TRÄSEL, 2006, p. 3). [grifo nosso]Aceitar que o meio também é mensagem é compreender que existem váriospontos próprios numa comunicação, e cada um desses pontos modifica amensagem de maneira própria. Quando Nassif aponta a questão do valor emdetrimento do meio, aponta principalmente para o valor ético, embora este nãoseja o único tipo de valor. Pode-se ainda argumentar sobre os valoressocioeconômicos, culturais, mercadológicos, ideológicos, e numa grandeamplitude de valores. Para nós, é importante analisar os valores por trás dacultura digital, da cibercultura, pois ela influencia diretamente os fazeresjornalísticos nas redações dos portais digitais. Ao perceber como funcionam ascomunidades virtuais, a comunicação não-linear, a interação, entre outrascaracterísticas a cibercultura e do ambiente em rede, o jornalista abre um lequecom diversas opções para a aquisição, a produção, a distribuição e o consumo deinformações. 16
  18. 18. 1.2 Adeus mundo linearA comunicação em sociedade inicia com a linguagem. O primeiro suporte dahistória da comunicação foi o próprio corpo humano, através dos gestos, dosgrunhidos, dos olhares. Com a evolução da habilidade, o homem passou atranscrever sua mente para as paredes das cavernas através das pinturasrupestres. A representação através de imagens não sofreu grandes mudanças atéo surgimento do alfabeto. Por isso, [...] embora tenha surgido há mais de 3.500 anos antes de Cristo, inventada pelos sumérios, a escrita e toda a sua carga linear não se ratificaram como meio de comunicação de massa até a invenção da moderna tipografia (ou imprensa) com caracteres metálicos móveis, por Gutenberg, por volta de 1440, em Estrasbrugo. (ESTRÁZULAS, 2010, p. 29).Ou seja, desde o surgimento das primeiras formas de comunicação humana, aexpressão prosseguiu de maneira linear. Até aquele momento, para compreenderum texto, era necessário percorrê-lo da primeira à última página.Pierre Lévy argumentará em Cibercultura (2000), entretanto, que o primeiromodelo de leitura não-linear surgiu antes dos meios digitais. Através dohipertexto, presente em enciclopédias, o homem conhece sistemas de navegaçãopor documentos que facilitam a busca e a leitura de conteúdo específico. Foramos sumários e os índices que permitiram a leitura não-linear: A abordagem mais simples do hipertexto é descrevê-lo, em oposição a um texto linear, como um texto estruturado em rede. O hipertexto é constituído por nós (os elementos de informação, parágrafos, páginas, imagens, sequências musicais etc.) e por links entre esses nós, referências, notas, ponteiros, “botões” indicando a passagem de um nó a outro (LÉVY, 2000, p. 55-56).No artigo Jornalismo Online, informação e memória: apontamentos para debate,Marcos Palacios (2002)13 estudou algumas das características do jornalismodesenvolvido para Web, afirmando que a hipertextualidade: Possibilita a interconexão de textos através de links (hiperligações). Canavilhas (1999) e Bardoel & Deuze (2000) chamam a atenção13 http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2002_palacios_informacaomemoria.pdf(Acessado em22/11/2011 ) 17
  19. 19. para a possibilidade de, a partir do texto noticioso, apontar-se (fazer links) para “várias pirâmides invertidas da notícia”, bem como para outros textos complementares (fotos, sons, vídeos, animações etc), outros sites relacionados ao assunto, material de arquivo dos jornais, textos jornalísticos ou não que possam gerar polémica em torno do assunto noticiado, publicidade etc. (PALACIOS, 2002, p. 3)Embora o hipertexto tenha surgido antes das tecnologias digitais, é fato que suarelevância tenha sido enormemente ampliada graças aos suportes baseados emhiperlinks, aí sim, totalmente digitais. Hiperlinks são parte dos fundamentos daslinguagens usadas para construção de páginas naWeb e em outros meios digitais.Geralmente são elementos clicáveis, em forma de texto ou imagem, que levam aoutras partes de um site. “Navegar na web” é, portanto, seguir uma sequência delinks. Os links agregam interatividade no documento. Ao leitor torna-se possívellocalizar rapidamente conteúdo sobre assuntos específicos.É a interatividade, portanto, que fundamenta o hipertexto digital. Os hiperlinks vãoalém da não-linearidade. Jimi Aislan Estrázulas explica o início da linguagemdigital com base na interação no que ele chama de mundo mosaico: A linguagem do meio digital foi inicialmente parasitária, pois dependia das linguagens do impresso, do rádio e da televisão. Com a confluência, tornava-se difícil manter as linguagens separadas, porque diferente dos meios analógicos, o meio digital criava de fato um diálogo, que foi nomeado de interatividade. [...] É possível interagir com o meio digital, responder às críticas, e no extremo da participação, criar páginas de interação próprias. (ESTRÁZULAS, 2010, p. 79).Quando o autor fala que “no extremo da participação” o usuário pode criar páginaprópria, a situação é parece complexa demais. E de fato era. No passado, ousuário precisava ter conhecimentos de técnicas de edição de texto em HTML, dehospedagem e de servidores na internet. Enfim, não era algo que leigos poderiamfazer. Hoje, com as plataformas de User generated content14 (UGC), praticamente14 Em português: Conteúdo gerado pelo usuário. Esse termo é usado quando empresas ou instituições criamalguma ferramenta que possibilite o usuário criar o conteúdo. O termo surgiu em torno de 2005juntamente com a web 2.0, onde a interatividade e o diálogo tornaram-se as principais características daweb. Com isso a informação tornou-se mais democrática, não estando somente nas mãos das grandescorporações midiáticas. Qualquer pessoa com o conhecimento mínimo de informática poderia opinar ecriar algum tipo de conteúdo, seja ele um blog, um comentário, um vídeo, uma fotomontagem, entre tantasoutras possibilidades. 18
  20. 20. qualquer usuário pode construir páginas de interação próprias, mesmo quehospedadas por terceiros.Palacios (2002) considera que a interatividade é uma chave fundamental para ojornalismo online. A notícia tem uma capacidade de fazer com que o leitor sinta-separte do processo jornalístico num grau mais elevado, através de diversas formasde interação: [...] Isto pode acontecer de diversas maneiras: pela troca de e-mails entre leitores e jornalistas, através da disponibilização da opinião dos leitores, como é feito em sites que abrigam fóruns de discussões, através de chats com jornalistas etc. Machado (1997) ressalta que a interactividade ocorre também no âmbito da própria notícia, ou seja, a navegação pelo hipertexto também pode ser classificada como uma situação interactiva. Adopta-se o termo multi-interactivo para designar o conjunto de processos que envolvem a situação do leitor de um jornal na Web. Diante de um computador conectado à Internet e a acessar um produto jornalístico, o Utente estabelece relações: a) com a máquina; b) com a própria publicação, através do hipertexto; e c) com outras pessoas – autor(es) ou outro(s) leitor(es) - através da máquina (Lemos, 1997; Mielniczuk, 1998).(PALACIOS, 2002, p. 3)O jornalismo é uma atividade interativa. Mas antes das Novas Tecnologias daInformação e de Comunicação, essa interatividade esteve presente na aquisiçãoe produção de informações. No cenário digital online, a distribuição e o consumode informações se tornaram interativos também. Voltaremos mais à frente notrabalho a tratar da interatividade em termos sociais no capítulo 2.4,A Web 2.0,interação e a quarta geração do jornalismo digital online.No hipertexto digital, Alex Primo e Marcelo Ruschel Träsel (2006)15, trabalharamtambém os conceitos de Landow (1997), que transforma os usuários em “co-autores” do processo textual: Durante os primeiros tempos do hipertexto digital, Landow (1997) já apontava que a fronteira entre autor e leitor estava borrada. O modelo transmissionista (emissor -> mensagem -> canal -> receptor), que parecia para alguns ser o modelo natural da comunicação de massa, ganha nova maquiagem. O fluxo jornalista -> notícia -> jornal -> leitor, por exemplo, renova-se em jornalista -15 http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/webjornal.pdf(Acessado em 22/11/2011 ) 19
  21. 21. >notícia ->site -> “usuário” [...] É verdade, porém, que escrita e leitura tornam-se hipertextuais, o que em si já altera o processo interativo. Conforme Landow, a leitura no hipertexto demanda que o internauta assuma uma postura ativa na seleção dos links que apontam para diferentes lexias na estrutura hipertextual, o que o converteria necessariamente em co-autor.(PRIMO, TRÄSEL; 2006: p. 2) [grifo nosso]Destacamos no texto acima o “usuário” como peça fundamental no processointrodutório do hipertexto digital. No meio digital, não mais um leitor, mas sim umusuário. Além dos hipertextos e da interatividade, outro elemento fundamentalpara o surgimento do mundo “não-linear” é o modelo comunicacional muitos-para-muitos. Em artigo para o 3º Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educaçãointitulado Mídias Sociais na Educação: inteligência coletiva entre docentes ediscentes, foi explicado,através dos conceitos de Lévy (1998), como funciona acomunicação muitos-para-muitos: O meio digital permite um alcance de nível global, mantendo, entretanto, as características pessoais de um diálogo, ou melhor, de um multílogo (Lévy, 1998). As mídias sociais podem ser compreendidas como espaços virtuais onde a troca de informações é caracterizada de maneira não hierárquica. Não existe um grande emissor que detém o poder das informações, nem existe um único meio de enviá-las. O repasse de informações ocorre de forma igual para todos, de maneira colaborativa, onde o homem é emissor e receptor ao mesmo. É a comunicação muitos-para-muitos. (SANTOS; NOGUEIRA, 2010, p. 6)Em Britto (2009), encontramos que na comunicação muitos-para-muitos areferência de emissor e receptor é atenuada, já que existe a troca, a interação, odiálogo, citando Lévy: “No ciberespaço, em troca, cada um é potencialmenteemissor e receptor num espaço qualitativamente diferenciado, não fixo, dispostopelos participantes, explorável” (LÉVY apud BRITTO, 2009, p. 145).O mundo “não-linear” (ou mundohiperlinkado) modificou profundamente o modocomo as pessoas adquirem informações. E se o jornalismo é, par excellence, umaatividade vinculada à aquisição, distribuição, consumo e produção deinformações, é lógico que esta atividade “sofrerá” grandes consequências. 20
  22. 22. 1.3 Cibercultura: contextualização“A cultura contemporânea, associada às tecnologias digitais (ciberespaço,simulação, tempo real, processos de virtualização etc.), vai criar uma novarelação entre a técnica e a vida social que chamaremos de cibercultura.” (LEMOS,2002: p. 15). Se o novo jornalista online não compreende os processos decomunidades virtuais, meritocracia, ética hacker, apenas para citar alguns pontosda cibercultura, ele não será capaz de extrair ao máximo as informações da rede.Após dois anos de estudos sobre o futuro do jornalismo, Sandra Ordonez16publicou um post17 no Media Shift, expondo quais seriam as principaisqualificações necessárias para os novos jornalistas. Segue a lista: 1. Ser multitarefa tendo várias responsabilidades e papéis, muitos dos quais podem não ter nada a ver com o jornalismo "tradicional". 2. Ter excelente conhecimento tecnológico, tendo pelo menos um conhecimento básico de programação, ferramentas web e cultura web. 3. Ser um gatekeeper em diferentes ritmos, direcionando os leitores para as notícias mais atuais e confiáveis, independentemente de quem a escreveu ou onde está alojado. 4. Ser um contador de histórias versátil (storytelling), que sabe como apresentar uma linha de história em vários formatos. 5. Ser um gerente de comunidades e de marcas, cultivando uma conversa constante e interativa com seus leitores.18Temos aí, portanto, diversos pontos propostos onde somente uma pessoacompletamente imersa na tecnologia e cibercultura poderá atingi-los.16 http://www.pbs.org/mediashift/sandra-ordonez-1/17 http://www.pbs.org/mediashift/2010/06/what-skills-will-future-journalists-need160.html18 Traduçãoprópria do original eminglês: “A multitasker, juggling various responsibilities and roles,many which may have nothing to do with "traditional" journalism. Technologically savvy, having atleast a basic understanding of programming, web tools, and web culture. A gatekeeper for aparticular beat, directing readers to the most current and trustworthy news, regardless of who wroteit or where its housed. A versatile storyteller, who knows how to present a story online in variousformats.Abrand and a community manager, who cultivates a constant and interactive conversationwith their readership. 21
  23. 23. Um conceito de cibercultura conhecido é o pensamento de Pierre Lévy (2005).Para Lévy, a essência da cibercultura está no universo sem totalidade, isto é, naampliação do ciberespaço e da inteligência coletiva: “Quanto mais o ciberespaço se amplia, mais ele se torna „universal‟, e menos o mundo informacional se torna totalizável. O universal da cibercultura não possui nem centro nem linha diretriz. É vazio, sem conteúdo particular. Ou antes, ele os aceita todos, pois se contenta em colocar em contato um ponto qualquer com qualquer outro, seja qual for a carga semântica das entidades relacionadas” (LÉVY, 2005, p. 111).Esse novo universal seria diferente das formas culturais que vieram antes dele,pois ele se constrói justamente na indeterminação de um sentido global qualquer.O ciberespaço seria a dimensão que possibilita a conexão de todas as qualidadessubjetivas, que permite que os bilhões de cérebros sejam considerados comoneurônios de um grande cérebro universal. “O ciberespaço é uma espécie de objetivação ou de simulação da consciência humana global que afeta realmente essa consciência, exatamente como fizeram o fogo, a linguagem, a técnica, a religião, a arte e a escrita, cada etapa integrando as precedentes e levando- as mais longe ao longo de uma progressão de dimensão exponencial.” (LÉVY apud BRITTO, 2009, p. 141).Para André Lemos, o ciberespaço pode ser entendido ainda a partir de duasperspectivas: [...] como o lugar onde estamos quando entramos num ambiente virtual (realidade virtual), e como o conjunto de redes de computadores, interligadas ou não, em todo o planeta (BBS, videotextos, Internet...). Estamos caminhando para uma interligação total dessas duas concepções do ciberespaço, pois as redes vão se interligar entre si e, ao mesmo tempo, permitir a interação por mundos virtuais em três dimensões. O ciberespaço é assim uma entidade real, parte vital da cibercultura planetária que está crescendo sob os nossos olhos. (Lemos apud Mielniczuk; 2003, p. 3).A questão das tecnologias indeterminantes é igualmente fundamental para acompreensão do potencial da internet no jornalismo online. Embora as novastecnologias tenham um papel importante na evolução do jornalismo (aqui 22
  24. 24. evolução como adaptação, não necessariamente uma melhoria), é mais corretoafirmar que as novas tecnologias são condicionantes, e não determinantes nosurgimento de novas práticas na redação: Dizer que a técnica condiciona significa dizer que abre algumas possibilidades, que algumas opções culturais ou sociais não poderiam ser pensadas a sério sem sua presença. Mas muitas possibilidades são abertas, e nem todas são aproveitadas [...] A prensa de Gutenberg não determinou a crise da Reforma, nem o desenvolvimento da moderna ciência europeia, tampouco o crescimento dos ideais iluministas e a força crescente da opinião pública no século XVIII – apenas condicionou-as. Contentou-se em fornecer uma parte indispensável do ambiente global no qual essas formas culturais surgiram. (LÉVY, 2005: p. 26-27)O resgate às informações passadas permite uma ampliação sem limites dosportais de notícias. Pegue o melhor e mais completo jornal de domingo da suacidade. Quantas informações estão presentes nele? Agora visite um modestoportal de notícias da sua região. Pode até mesmo ser um portal sobre o seubairro. Inevitavelmente ele conterá muito mais informações acessíveis naqueleinstante. Naquele instante. Um jornal online possui mais acesso à informaçãodevido ao seu mecanismo de estoque, de banco de dados, de memória 19.Grandes jornais como a Folha e o Globo possuem muitas informaçõesarmazenadas em suas milhares de edições anteriores. Mas esta não é umainformação acessível instantaneamente, como o jornalismo online permite. Talvezessa seja uma das questões mais importantes da influência da cibercultura nojornalismo online. Não há limites (incluímos aí também imagens, vídeos,comentários, comunidade e uma infinidade de outros elementos dinâmicos.).Compreender que a técnica condiciona é perceber que as novas tecnologiasdigitais permitem um grande número de novas possibilidades no jornalismoonline.19 Palacios (1999) argumenta que a acumulação de informações é mais viável técnica eeconomicamente na Web do que em outras mídias. Desta maneira, o volume de informaçãoanteriormente produzida e directamente disponível ao Utente e ao Produtor da notícia épotencialmente muito maior no jornalismo online, o que produz efeitos quanto à produção erecepção da informação jornalística, como veremos adiante. (PALACIOS, 2002: p. 4). 23
  25. 25. Como demonstraremos mais à frente neste TCC, o Twitter20, por exemplo,permitiu importantes pautas para o jornalismo online alagoano. Nas páginas deFacebook21, sugestões de pautas são realizadas pelo leitores, que se sentemmuito mais confortáveis em realizar a denúncia num ambiente conhecido por eles.As novas técnicas (tecnologias) dão novas condições para o jornalismocontemporâneo, permitindo a realização de novas práticas: A prática jornalística tem sido, historicamente, dependente da tecnologia, como afirma Deuze (2006, p. 17): “A profissão conta com a tecnologia para a recolha, edição, produção e disseminação da informação.” É a tecnologia, segundo o autor, que tem permitido ao jornalismo se organizar a partir de um principio básico: transmitir informações de maneira rápida. Para ele, a história da tecnologia na comunicação social permite associar a imprensa escrita ao século XIX, o rádio e a TV ao século XX e as plataformas multimídias e digitais ao século XXI. (RODRIGUES, 2009: p. 15).O jornalismo contemporâneo está intrinsecamente ligado às novas tecnologias deinformação e comunicação. O jornalismo deve acompanhar a velocidade em queos consumidores adquirem novos hábitos, conforme adquirem novas tecnologias.Um grande exemplo dessa transformação atual está no boom de vendas dostablets22. No Brasil, o Estadão foi o primeiro jornal online a ter uma versãoexclusiva para tablets através de uma assinatura de R$29,90 por mês.Cadaedição avulsa do Estadão para este dispositivo custa US$ 1,99, e pode serbaixada na App Store23.A diferença do Estadão em relação aos modelosexistentes no País é que toda a concepção teve como foco o ponto de vista dousuário de iPad24 e suas necessidades. Uma das mudanças, por exemplo, é apossibilidade de leitura sem dependência da web. Ou seja, depois de baixar aedição, o usuário não terá de se manter conectado à internet 3G ou Wi-Fi paranavegar ou ler as matérias. E, ainda assim, tem um botão no aplicativo casodeseje se conectar para ver mais novidades no portal do jornal.20 É uma plataforma de “microblogging”, isto é, uma plataforma de blogs que apenas permite publicaçõescurtas, em até 140 caracteres. O conceito será estudado no decorrer do trabalho.21 Plataforma de Rede Social. O conceito será estudado no decorrer do trabalho.22 É um dispositivo pessoal em formato de prancheta que pode ser usado para acesso à Internet,organização pessoal, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimentocom jogos.23 Loja virtual para venda de produtos comercializados pela empresa Apple24 Tablet fabricado pela Apple, considerado um divisor de águas na era da computação pessoal móvel. 24
  26. 26. 1.4 Era da InformaçãoConsiderar que a sociedade informacional é um fenômeno positivo ou negativonão é de interesse deste trabalho. Mas de afirmar que o culto ao número, àpadronização e à globalização mudaram de forma permanente o percurso dojornalismo nos séculos XX e XXI.“É fato que o homem sempre teve vontade,interesse e aptidão para saber o que se passa. Informar e informar-se constituiu orequisito básico da sociabilidade.” (MELO, p. 19: 2003). Portanto, não é de hojeque o homem tem vontade de viver num ambiente completamente informacional,mas a vontade nunca esteve tão próxima da realidade como visualizamos nosúltimos anos. Serão feitas breves discussões sobre sociedade informacional, masnão da sociedade informacional.25O desenvolvimento da tecnologia da informação motivou o surgimento doinformacionalismo como a base para a nova sociedade informacional. Noinformacionalismo, a geração de riqueza, o exercício do poder e a criação desímbolos culturais passaram a depender da capacidade tecnológica dassociedades e dos indivíduos, sendo a tecnologia da informação um dos elementosprincipais dessa capacidade.A tecnologia da informação tornou-se ferramenta indispensável para aimplantação efetiva dos processos de reestruturação social e econômica. Seupapel permitiu a formação de redes de modo dinâmico e auto-expansível. A vendade informações (independente de seu formato) se tornou um dos principaisnegócios no século XXI. Cabe lembrar, entretanto, que a informação, per se, emmuitos casos, não é diretamente lucrativa. A publicidade e a propagandaaparecem de forma simbiótica na aquisição de informações, estas sim,responsáveis pelo lucro.O excesso de informações dispostas na internet gera um novo paradigma nojornalismo. Primeiro: Se a informação é abundante, para que a necessidade de25 Um entendimento mais completo sobre a noção pode ser obtida no livro“História da sociedade dainformação”, de Armand Mattelart (2006). 25
  27. 27. jornalistas? Segundo: como os jornais poderiam sobreviver online com tantainformação em diversos locais?Começamos a reposta às perguntas com as afirmações do jornalista e sociólogoespanhol Ignácio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique. Segundo Ramanet"Hoje a informação é superabundante e, por isso, não tem mais valor em si, égratuita. [...] Por isso, há qualidades do jornalismo tradicional, no tratamento dainformação, que não podem ser eliminadas e contribuem para qualificar o uso dasnovas tecnologias".Para a segunda pergunta, voltaremos à 1984, quando o jornalista Steven Levypublicou Hackers: Heroes of the computer Revolution, relatando a vida dasubcultura digital dos hackers e da comunidade virtual da internet. Ele relacionou,durante seu trabalho, sete princípios da “ética dos hackers”. Entre os sete, o maisfamoso é o número 3: “Toda a informação deve ser grátis”. Em seu livro Free,Chris Anderson (2009), procura remontar a origem dessa frase. Para o autor, foiStewart Brand, criador do livro Whole Earth Catalog, que [...] reelaborou a regra número 3 de uma forma que viria a definir a era digital que despontava na época [1984]. Ele disse: “Por um lado, a informação quer ser cara, por ser tão valiosa. A informação certa no lugar certo muda a sua vida. Por outro lado, a informação quer ser grátis, porque o custo de acessá-la está sempre caindo. Então você tem essas duas forças lutando uma com a outra” (ANDERSON, 2009: p. 97).Para o autor, o melhor modo de entender a frase de Brand seria: “A informaçãocommoditizada (todo mundo recebe a mesma versão) quer ser grátis. Ainformação customizada (você recebe algo único e que faz sentido para você)quer ser cara. [...] Mas essa forma de dizer também não está totalmente correta[...] vamos tentar novamente: A informação abundante quer ser grátis. Ainformação escassa quer ser cara.” (ANDERSON, 2009: p. 98).Então não é toda informação que é grátis. Quando questionado sobre o futuro dojornalismo durante a quinta Bienal Internacional do Livro de Alagoas, o jornalista eescritor Fernando Morais respondeu que o jornal impresso deveria sobreviveratravés do vinculação de fatos exclusivos, do jornalismo investigativo, dainformação em primeira mão. Isto é: ele falava da informação escassa. 26
  28. 28. Mas, enquanto o jornalismo impresso não tenta mudar a sua redação, Andersondemonstra como alguns jornais estão sobrevivendo à era da informação grátisatravés de outros métodos: Os jornais perceberam que a geração do Google podia não adotar o hábito dos pais de pagar diariamente por um jornal impresso, de forma que lançaram jornais gratuitos direcionados a jovens adultos e começaram a distribuí-los em esquinas e estações de metrô. Outros jornais mantiveram o preço, mas incorporaram brindes, de prataria à [CDs e DVDs de] música. Enquanto o restante da indústria dos jornais decaía, os jornais gratuitos continuaram como uma solitária luz de esperança, crescendo 20% ao ano (em sua maioria, na Europa) e respondendo por 7% da circulação total de jornais em 2007. (ANDERSON, 2009: p. 142).Para além da mídia tradicional, novos veículos (em especial os blogs) já estãoadaptando seus formatos de financiamento. Os portais gratuitos são umarealidade (embora muitos ainda insistam em cobrar uma mensalidade de seususuários). Mas os modelos publicitários não vão muito além dos linkspatrocinados (Google Adsense26) ou dos banners. Fred Wilson, venturecapitalist27 de Nova York, acredita que... a maioria das aplicações da Web será monetizada com algum tipo de modelo de mídia. Não pense em anúncios em banners quando eu digo isso. Pense em todas as várias formas como um público que está prestando atenção a seu serviço pode ser pago por empresas e pessoas que querem um pouco dessa atenção.(ANDERSON, 2009, p. 145).De fato, tweets28 e posts29 patrocinados no Facebook já se tornaram rotina paraprofissionais de conteúdo que não têm vínculo com a mídia tradicional. Em algunscasos, são criadas verdadeiras matérias pagas (posts publicitários) e sessõescom nomes de empresas (branded channels30). Empresas tradicionais de26 Formato de anúncio publicitário que “lê” a página para retornar anúncios textuais relevantes.27 Investidor de risco28 Tweet é uma postagem feita no Twitter.29 Postagem. Atualização. Colocar algo em alguma plataforma de conteúdo.30 Formato publicitário em que uma parte do site é completamente modificada para se adequar a umanunciante. 27
  29. 29. comunicação ainda não perceberam o potencial da mídia muito além dosbanners31.Marcos Palacios, em artigo intitulado “Jornalismo online, Informação e Memória:apontamentos para debate” (2002), cita Dominique Wolton para demonstrar anecessidade dos jornalistas na era da informação: Comunicação direta, sem mediações, como uma mera performance técnica. Isso apela para sonhos de liberdade individual, mas é ilusório. A Rede pode dar acesso a uma massa de informações, mas ninguém é um cidadão do mundo, querendo saber tudo, sobre tudo, no mundo inteiro. Quanto mais informação há, maior é a necessidade de intermediários- jornalistas, arquivistas, editores etc- que filtrem, organizem, priorizem. Ninguém quer assumir o papel de editor chefe a cada manhã. A igualdade de acesso à informação não cria igualdade de uso da informação. Confundir uma coisa com a outra é tecno-ideologia. (WOLTON,1999, p 85 apud PALACIOS, 2002, p. 4).32Palácios sugere que o jornalismo não irá desaparecer com o crescimento damassa de informações disponíveis aos cidadãos. Ao contrário: “torna-se aindamais fundamental o papel desempenhado por profissionais que exercem funçõesde „filtragem e ordenamento‟ desse material, seja a nível jornalístico, académico,lúdico etc.” (PALÁCIOS, 2002: p. 5).Em uma busca pelo “problema do conteúdo” nas instituições jornalísticas,Rodrigues (2009) busca apoio em Castillho, encontrando características daprofissão que não estariam relacionadas apenas ao uso de ferramentas e dastransformações tecnológicas trazidas pela Internet: Castilho, quando afirma que o “jornalismo on-line está empurrando a profissão para sua maior transformação desde o surgimento dos jornais, há quase 350 anos” (2005, p. 234), está se referindo ao fato de que as NTICs [Novas tecnologias de informação e comunicação] estão alterando profundamente o modo de produção de notícias. Essas transformações, é importante observar, não afetariam apenas aqueles que se dedicam à prática do webjornalismo, mas todos os profissionais do jornalismo. (RODRIGUES, 2009, p. 19)31 Típico formato de anúncio publicitário em que uma parte do site é cedida para anunciantes.32 http://www.facom.ufba.br/jol/pdf/2002_palacios_informacaomemoria.pdf(Acessado em22/11/2011 ) 28
  30. 30. Para Castilho, entre as principais mudanças, está justamente o fato dosjornalistas estarem “perdendo” o controle da informação, já que o leitor podebuscar informações em outras fontes da imensa Internet (blogs, wikis, redessociais etc.). Outra mudança é que “o ambiente web traz um novo conceito denotícia, transformada „num processo contínuo de informação‟” (RODRIGUES,2009: P. 19). Essa ideia é importantíssima para compreendermos o jornalismo emtempo real. Este já é praticado com eficiência através das rádios e das emissorasde televisão, mas na web ganha um novo conceito, já que o usuário tem maiscontrole sobre suas escolhas e sobre a construção do conteúdo. Em tempo realtambém são os tweets quando determinado evento acontece, ou os comentáriosem páginas de Facebook. Tempo real também quer dizer “o tempo real do leitor”.Isto é, a informação aparece para o leitor no tempo em que ele quiser, não tendonecessariamente que se submeter ao tempo que a televisão ou a rádio levampara trazer a informação ao espectador.1.5 Breves considerações necessárias sobre digital e virtualCompreender o jornalismo digital requer o conhecimento das novas tecnologiasde comunicação. A cada nova tecnologia de comunicação, o jornalismo seadapta. Para finalizarmos os conceitos teóricos sobre a internet, vamos verificarbrevemente questões como o digital, o virtual e as atualidades da cibercultura.A terminologia “comunicação digital” deve acabar na próxima década. Não porqueas mídias digitais vão desaparecer, mas porque a tendência é que as mídias maisutilizadas pelo homem “se tornem” digitais. Portanto, utilizar o termo“comunicação digital” (que hoje diferencia basicamente a comunicação de massasda comunicação via computadores, internet e dispositivos móveis) no futuro seráo mesmo que utilizar o termo “comunicação”, propriamente dito. A TV já deu umgrande passo para a digitalização, e até 2016 todas as televisões brasileirasdeverão abandonar o formato analógicos, quer seja através da compra de novosaparelhos ou através da compra de adaptadores para o formato digital.Da mesma forma surge a rádio digital, a tecnologia de rádio que utiliza sinaisdigitais para transmissão da informação através do método de modulação digital. 29
  31. 31. As principais vantagens do rádio digital estão na melhoria da qualidade do som(rádio AM com qualidade de FM e rádio FM com qualidade de CD) e em maisopções para o ouvinte, através da interatividade, por exemplo. O Ministério dasComunicações no Brasil já está testando e avaliando sistemas de rádio digital eabriu chamada pública para envio das avaliações dos sistemas atualmenteexistentes.Um sistema digital é um conjunto de dispositivos de transmissão, processamentoou armazenamento de sinais digitais que usam valores descontínuos (zeros euns). Em contraste, os sistemas analógicos usam um intervalo contínuo devalores para representarem informação. A informação digital quandorepresentada pode ser discreta, como números, letras, ou icones, ou contínua,como sons, imagens etc. Os circuitos digitais são circuitos eletrônicos quebaseiam o seu funcionamento na lógica binária, em que toda a informação éguardada e processada sob a forma de zero (0) e um (1). Esta representação éconseguida usando dois níveis discretos de Tensão elétrica.Desse modo,praticamente todas as novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs)são digitais. Entretanto, tem-se feito uma verdadeira confusão entre os termosdigital e virtual, que são, em essência, muito distintos.O virtual, muitas vezes tratado simplesmente como ausência de existência e derealidade é, possui, na verdade, um sentido muito mais amplo. Sua concepção,inclusive, é muito mais antiga que a era computacional, remetendo à filosofiagrega. Para Lévy (1998), o virtual é o que existe como problemático e não em ato.É o que está disponível, mas que não foi realizado (ainda): “Em termosrigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real, mas ao atual: virtualidadee atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes.” (LÉVY, 1998: p. 15). Ovirtual é aquilo que existe enquanto potencia, mas que ainda não foi realizado(embora isso não signifique que de fato um dia seja realizado): “Virtual, no caso,quer dizer integralmente vivo: o mundo pode crescer por aqui ou por ali, namedida em que a atenção se coloca aqui ou ali. O mundo é uma imensa reservade virtualidades porque nutrimos temores e projetos, porque imaginamos edesejamos.” (LÉVY apud BRITTO, 2009: p. 142). Portanto, o virtual é algo que éapenas potencial ainda não realizado. É uma categoria tão verdadeira como a 30
  32. 32. real, sendo oposto, em fato, da atualidade, porque o virtual carrega uma potênciade ser, enquanto o atual já é (ser). 31
  33. 33. 2. Jornalismo e Internet2.1 Ao Jornalismo ContemporâneoNunca tantas tecnologias de informação e comunicaçãonovas foram introduzidasao homem num espaço tão curto de tempo como nas últimas décadas. Ojornalismo, uma profissão que necessita de informações para se desenvolver, viu-se diante de profundas mudanças em um curto período de tempo. Nenhumadelas, entretanto, tão profunda como a que a Rede propôs. Isso porque, como foiexplicado, a internet não é uma tecnologia de cunho único, isto é, assim como aeletricidade, muito mais importante não é o que ela é, mas sim o que elapossibilita. A internet não cabe em si, transborda.Emails33, chats34, Instant messengers35, comunidades virtuais, blogs, Fotologs,vlogs36, microblogs, redes sociais, favoritos, Questions & Answers37, LiveStreaming38, ecommerce39, social commerce40, crowdsourcing41, Wikis,Buscadores, Podcasts42, Fóruns, Redes de nichos, Sistemas de comentários,Sistemas de reputação, geolocalização, Sharing43, taggings44 e mundos virtuais.Só para citar alguns dos serviços criados pela internet. Todos podem serperfeitamente utilizados pelos jornalistas.Embora o surgimento da Internet remonte à década de 60, foi somente na décadade 80 que seu uso passou a ser de “domínio público”, e apenas na década de 90que se tornou comercialmente importante, graças à Web.As primeiras experiências de jornalismo online datam da década 80, nos EstadosUnidos, a partir de sistemas de videotexto produzidos por empresas como a Time,33 Sistema de correspondência online.34 Salas de bate papo online.35 Sistemas de comunicação instantânea via internet.36 Formato de blog em vídeo.37 Plataformas que permitem a construção e resposta de perguntas.38 Sistemas que permitem a transmissão ao vivo de áudio ou vídeo.39 Comércio eletrônico (geralmente via web sites).40 Comércio eletrônico com foco em mídias sociais41 Plataformas que permitem a participação de colaboradores na resolução de problemas.42 Gravações em áudio, geralmente no formato de programa de rádio, que podem ser baixados e escutadosa qualquer momento.43 Sistemas de compartilhamento de informações.44 Sistemas de etiquetagem. Permitem que os usuários possam definir certos elementos na web. 32
  34. 34. Times-Mirror e a Knight-Ridder. No final da década de 80, com a ainda incipienteexpansão da Internet, jornais digitais eram mantidos por empresas de serviçosonline, como a American Online e a Prodigy. Em 1993, existiam apenas 20 jornaisonline, todos eles norte-americanos. A maioria dos sites jornalísticos surgiram como meros reprodutores do conteúdo publicado em papel. Apenas numa etapa posterior é que começaram a surgir veículos realmente interativos e personalizados. O pioneiro foi o norte-americano The Wall Street Journal, que em março de 1995 lançou o Personal journal, veículo entendido pela mídia como sendo o “primeiro jornal com tiragem de um exemplar.” (FERRARI, 2009: p. 23)O primeiro site jornalístico brasileiro apareceria no mesmo ano. Em 1995 otradicional Jornal do Brasil, entraria na versão online. Curiosamente, após umaprofunda crise, em julho de 2010, anunciou o fim da edição impressa do jornalque, a partir de 1 de setembro do mesmo ano, existiria somente em versão online,com alguns conteúdos restritos a assinantes através do JB Premium. Hoje o JBagora autodenomina-se "O Primeiro jornal 100% digital do País!". Mas seriaapenas em 1997 que o termo “portal” seria adotado com o significado de “portalde entrada”, ou seja, o primeiro site a ser acessado quando se entra na internet.2.2 Nomenclaturas: por que jornalismo online?Hoje o uso da internet para fins jornalísticos não é mais nenhuma novidade eexistem centenas de portais e milhares de blogs jornalísticos espalhados pelopaís. Entretanto, numa busca rápida por artigos sobre jornalismo e internet,encontraremos diversas nomenclaturas sobre o assunto. Aqui é demonstrado oporquê da escolhado termo “online” ao trabalhar o jornalismo com redes sociais.Para Helder Bastos (2000) após realização de um levantamento bibliográficocontendo a opinião de diversos autores, termo jornalismo eletrônico serve paraenglobar duas vertentes de jornalismo: o online e o digital. Segundo o autor, aspráticas do jornalismo assistido por computador estão integradas com a pesquisaonline, a qual ele denomina de jornalismo online. O jornalismo online seria, então,a pesquisa realizada através da internet em tempo real e cujo objetivo é a 33
  35. 35. apuração jornalística (pesquisa de conteúdos, recolha de informações e contatocom fontes). As possibilidades referentes à disponibilização de informaçõesjornalísticas na rede são denominadas, pelo autor, de jornalismo digital. Para oautor, fazer apuração é jornalismo online; desenvolver e disponibilizar produtos,jornalismo digital.Outro autor, Elias Machado (2000), pensando na questão do suporte, prefere adenominação jornalismo digital a jornalismo online. Segundo o autor, o conceitode digital está alinhado com o novo suporte e o termo online seria mais restrito doque digital, referindo-se a apenas a uma característica do meio, nãocontemplando todas as especificidades da nova realidade, por isso seria melhorutilizar o termo jornalismo digital: Jornalismo digital é todo produto discursivo que constrói a realidade por meio da singularidade dos eventos, que tem como suporte as redes telemáticas ou qualquer outro tipo de tecnologia por onde se transmitam sinais numéricos e que incorpore a interação com os usuários ao longo do processo produtivo. É uma das atividades que se desenvolve no ciberespaço (MACHADO, 2000, p.19).Já Luciana Mielniczuk propõe uma sistematização que privilegia os meiostecnológicos, através dos quais as informações são trabalhadas, como fatordeterminante para elaborar a denominação do tipo de prática jornalística, tanto naprodução, como na disseminação de informações jornalísticas. Para a autora,existem os âmbitos eletrônico, digital, ciber, online e web.O âmbito eletrônico: [...] seria o mais abrangente de todos, visto que a aparelhagem tecnológica que se utiliza no jornalismo é, em sua maioria, de natureza eletrônica, seja ela analógica ou digital. Assim, ao utilizar aparelhagem eletrônica seja para a captura de informações, seja para a disseminação das mesmas, estaria-se exercendo o jornalismo eletrônico. (MIELNICZUK, 2003, p. 2).Dentro do espectro eletrônico, existe, como dito anteriormente, a tecnologiadigital, que ocupa um espaço maior a cada dia que passa, uma vez que diversosmeios eletrônicos estão deixando de serem analógicos e passando a se tornaremdigitais. Esse crescimento acontece tanto na captura, processamento oudisseminação das informações. Ainda segundo a autora, o jornalismo digital 34
  36. 36. também seria denominado de jornalismo multimídia, pois implica na possibilidadeda manipulação conjunta de dados digitalizados de diferentes naturezas, comotexto, som e imagem.Já o prefixo ciber remete à palavra cibernética, cibercultura, ciberespaço.Portanto, o ciberjornalismo: [...] vai remeter ao jornalismo realizado com o auxílio de possibilidades tecnológicas oferecidas pela cibernética ou ao jornalismo praticado no - ou com o auxílio do - ciberespaço. A utilização do computador para gerenciar um banco de dados na hora da elaboração de uma matéria é um exemplo da prática do ciberjornalismo. (MIELNICZUK, 2003, p. 3).Continuando, o termo online reporta à idéia de conexão em tempo real, ou seja,fluxo de informação contínuo e praticamente instantâneo. As possibilidades deacesso e transferência de dados online utilizam-se, na maioria dos casos, detecnologia digital. Porém, nem tudo o que é digital é online, e nem tudo que estáno ciberespaço está necessariamente online.Por fim, temos o Webjornalismo. Ele refere-se a uma parte específica da Internet,que disponibiliza interfaces gráficas de uma forma bastante amigável, a Web. AInternet envolve recursos e processos que são mais amplos do que a web,embora esta seja, sem sombra de dúvidas, a maior aplicação da Internet. Oquadro a seguir, produzido por Mielniczuk (2003), apresenta, de forma resumida,as delimitações terminológicas elaboradas: 35
  37. 37. Nomenclatura Definição Jornalismo eletrônico utiliza de equipamentos e recursos eletrônicos Jornalismo digital ou emprega tecnologia digital, todo e qualquer Jornalismo procedimento que implica no tratamento de dados em multimídia forma de bits Ciberjornalismo envolve tecnologias que utilizam o ciberespaço Jornalismo online é desenvolvido utilizando tecnologias de transmissão de dados em rede e em tempo real Webjornalismo diz respeito à utilização de uma parte específica da Internet, que é a webTabela 1 – Resumo das definições de nomenclaturas sobre práticas de produçãoe disseminação de informação no jornalismo contemporâneo.Fonte: Mielniczuk (2003, p. 4)Cada uma das definições apresentadas encontram-se dentro de esferas, deacordo com a sua abrangência. Mielniczuk (2003) produziu também a ilustraçãoabaixo, onde ela relativiza o posicionamento dos tipos de jornalismo de acordocom as novas tecnologias: 36
  38. 38. FIGURA 1 – Esferas que ilustram a delimitação das terminologias.Fonte:Mielniczuk (2003, p. 5)Na rotina de um jornalista contemporâneo estão presentes atividades que seenquadram em todas essas nomenclaturas. Para exemplificar: durante o dianuma redação, não raro os jornalistas utilizam o rádio e a TV, meios eletrônicos,para adquirir novas informações (jornalismo eletrônico); usam o computador pararedigir suas matérias (jornalismo digital); consultam informações produzidas emwikis e em comunidades virtuais (ciberjornalismo); enviamemails para fontes efazem entrevistas (jornalismo online); e finalmente visitam e leemsites noticiososdisponibilizados na web (webjornalismo).E o material veiculado final pode se enquadrar também em cada uma dessasáreas e, para nós, é isso que vai identificar o tipo de jornalismo em questão. Ora,o jornalista pode se valer de diversas técnicas para adquirir informaçõessuficientes para sua produção, mas é o meio no qual a matéria será veiculada quedeterminará o tipo de jornalismo. 37
  39. 39. Usamos a nomenclatura Jornalismo Online por acreditarmos que serve melhor aonosso trabalho. Outras nomenclaturas como jornalismo eletrônico e jornalismodigital foram logo descartadas principalmente pelo fato de que, no futuro, toda amídia eletrônica será digital. Isso é uma tendência. Pode-se trabalhar comciberjornalismo também, mas a premissa do “tempo real” é fundamental para estetrabalho. Por fim, o webjornalismo é descartado neste trabalho por restringir ojornalismo às plataformas web. Isso não significa que não falaremos sobrewebjornalismo, pelo contrário. Quando falamos de redes sociais e de plataformasmóveis, já estamos saindo do campo do webjornalismo. A web, por sinal, estáperdendo força no ambiente online.Emartigopara a revista Wired, Chris Anderson e Michael Wolff 45sentenciaram:“The Web is dead. Long live the Internet.” As frases tiveram grade repercussão nomundo inteiro. Com base em diversos estudos, entre eles uma importante análisedos dados trafegados através de sistemas CISCO nos Estados Unidos, elesobservaram que o uso da web nos últimos anos vem diminuindo quandocomparado com outras atividades na internet. Para eles, hoje é possível passar odia todo usando a internet sem acessar um site sequer através de navegadores eda Web. Podemos ler jornais, acessar e-mails e mandar mensagens instantâneasatravés de aplicativos específicos. Com o domínio dos smartphones46 e tablets edos apps especializados produzidos para estes gadgets47, estamos utilizandocada vez menos a web no dia a dia.45 http://www.wired.com/magazine/2010/08/ff_webrip/all/1(Acessado em 22/11/2011 )46 Smartphone (em português: telefone inteligente) é um telefone celular com funcionalidades avançadasque podem ser estendidas por meio de programas executados por seu sistema operacional.47 Gadget (emportuguês: geringonça, dispositivo) é um equipamento que tem um propósito e uma funçãoespecífica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamados de gadgets dispositivos eletrônicosportáteis como PDAs, celulares, smartphones, leitores de mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma"geringonça" eletrônica. 38
  40. 40. Gráfico 1 – O crescimento do tráfego via web até meados dos anos 2000. Nadécada atual esse volume de informações caiu consideravelmente.Fonte:http://www.wired.com/magazine/2010/08/ff_webrip/all/1(Acessado em 13de Outubro de 2011).Outra análise muito interessante pode ser feita através da ferramenta GoogleTrends48. O Google Trends é uma ferramenta da Google que mostra os maispopulares termos buscados em um passado recente. A ferramenta apresentagráficos com a freqüência em que um termo particular é procurado em váriasregiões do mundo, e em vários idiomas. O eixo horizontal do gráfico representatempo (a partir de algum tempo em 2004), e o vertical mostra em que freqüênciaum termo é buscado globalmente. Também permite o usuário comparar o volumede procuras entre duas ou mais condições. Notícias relacionadas aos termosbuscados são mostradas ao lado e relacionadas com o gráfico, apresentandopossíveis motivos para um aumento ou diminuição do volume de buscas.Utilizamos essa ferramenta para verificar o percentual de buscas contendo apalavra “web” no mundo inteiro, o resultado aparece no gráfico seguinte:48 http://www.google.com/trends?q=web&ctab=0&geo=all&date=all&sort=0(Acessado em22/11/2011 ) 39
  41. 41. Gráfico 3 – Índice de volume de buscas pra a palavra “web” vem caindo desde2005.Fonte: Google TrendsSe buscarmos, entretanto, a palavra “online”, perceberemos que seu uso vemcrescendo a cada ano:Gráfico 4 – O índice de volume de buscas para a palavra “online” cresceubastante entre os anos de 2007 e 2010.Fonte: Google TrendsOutras questões que nos levam a não utilizar o termo webjornalismo é justamenteo crescimento do uso de plataformas móveis para adquirir informações. Nessescasos, os usuários geralmente utilizam aplicativos específicos para obterinformações. Leitores de feeds, apps de redes sociais, sistemas de mensagensinstantâneas etc. não são necessariamente acessados de um navegador web. 40
  42. 42. 2.3 Jornalismo OnlineEm 2000, Cabrera Gonzalez49 identificou quatro fases da evolução do jornalismonos primeiros anos de formação em Portugal. Apesar do modelo ter sidodesenvolvido em outro país, podemos perceber que no Brasil não foi diferente.Para o autor, a primeirafase denominada Fac-simile, corresponde à reproduçãode páginas da versão impressa, quer através da sua digitalização em HTML ouem PDF, sem nenhum recurso de interação. Asegunda fase, chamada de“modelo adaptado”. Os conteúdos da web ainda são iguais aos das versõesescritas dos jornais, mas a informação é apresentada num layout próprio. Nestafase começam a aparecer também os links nos textos. Na terceira fase - modeloDigital – os jornais têm um layout pensado e desenvolvido para o meio online. Autilização do hipertexto e a possibilidade de comentar se tornam presençapraticamente obrigatória e as notícias de última hora se tornam um grandediferencial em relação às versões imprensas, aproximando-se muito mais do rádioe da televisão em termos de instantaneidade. Ao final do século XX, surge oquarto modelo, o Multimídia, uma fase em que as publicações tiramaproveitamento máximo das características do meio, principalmente dainteratividade e da possibilidade de integrar de som, vídeo e animações nasnotícias.No Brasil, em 2002, Silva Jr.50discorreu sobre a relação das interfaces enquantomediadoras de conteúdo do jornalismo na internet, e estabelecer três principaisestágios de desenvolvimento dos sites de jornais. Não muito diferente deGonzalez, Silva Jr. Propôs os seguintes estágios de desenvolvimento. O primeiroseria otranspositivo, como modelo eminentemente presente nos primeirosjornais online onde a formatação e organização seguia diretamente o modelo doimpresso. “Trata-se de um uso mais hermético e fiel da idéia da metáfora,seguindo muito de perto o referente pré-existente como forma de manancialsimbólico disponível.” (SILVA JR., 2002, p.4).49 http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-jornalismo-online-webjornalismo.pdf(Acessado em22/11/2011 )50 http://www.compos.org.br/data/biblioteca_711.pdf 41
  43. 43. O perceptivo seria um segundo nível de desenvolvimento, onde há uma maioragregação de recursos possibilitados pelas tecnologias da rede em relação aojornalismo online: Nesse estágio, permanece o caráter transpositivo, posto que, por rotinas de automação da produção interna do conteúdo do jornal, há uma potencialização em relação aos textos produzidos para o impresso. Gerando o reaproveitamento para a versão online. No entanto há a percepção por parte desses veículos, de elementos pertinentes à uma organização da notícia na rede. (Silva Jr., 2002, p.4)Depois viria o hipermidiático, onde é possível constatar que há demonstraçõesde uso hipermidiático por alguns veículos online:“o uso de recursos maisintensificado hipertextuais, a convergência entre suportes diferentes(multimodalidade) e a disseminação de um mesmo produto em várias plataformase/ou serviços informativos”. (SILVA JR., 2002, p.5).Entretanto essas fases cobrem apenas a primeira década do jornalismo online.Na segunda e mais recente década, o jornalismo (impresso e online) sofreuoutras mudanças, principalmente por conta da chamada web 2.0, da banda largae das mídias sociais. Carla Schwingel chega a afirmar inclusive que “Do nossoponto de vista, o ciberespaço é plural e pode ser somente usado como suporte oumesmo para a elaboração e divulgação de produtos híbridos. Porém, apreocupação aqui apresentada é para com aqueles processos característicos daterceira fase do Jornalismo Digital. E vamos além, afirmando que somente nela éque o termo concretiza-se.” (SCHWINGEL, 2005: p. 2).Com base no trabalho de Mielniczuk e na categorização de Silva Jr., SuzanaBarbosa (2007), durante o período correspondente ao ano de publicação de suaTese Jornalismo Digital em Banco de Dados, afirmou que estaria ocorrendo umafase de transição do 3º estágio (o Hipermidiático) para um 4º estágio (ainda semnomenclatura). Segundo Barbosa, essa etapa intermediária estaria movendo asegunda década de jornalismo digital online através do emprego das tecnologiasde base de dados, de participação e de interação, conforme a autora ilustra: 42
  44. 44. Quadro1 – JDBD: novo paradigma surge entre a 3ª e a 4ª geração.Fonte:Barbosa (2007)A autora, entretanto, não entra em detalhes sobre o que seria esta 4ª fase dojornalismo digital online, mas afirma que a fase de transição ocorre em função dacomplexificação dos processos para a implementação de produtos jornalísticos nociberespaço. É curioso notar que uma das exigências para esta nova fase seria aevolução no nível de exigências do consumidor final, o usuário. É nessa mesmaépoca que começa a ocorrer uma grande mudança no padrão dos acessos àinternet no país. Segundo dados do Centro de Estudos sobre as Tecnologias daInformação e da Comunicação (CETIC), de 200551 à 200752, o crescimento naproporção de indivíduos que já acessaram a internet entre as classes B e C foitremendo, como podemos observar na tabela abaixo:51 http://www.cetic.br/usuarios/tic/2005/rel-int-04.htm(Acessado em 23/11/2011 )52 http://www.cetic.br/usuarios/tic/2007/rel-int-01.htm(Acessado em 23/11/2011 ) 43
  45. 45. Classe 2005 2006 2007 social A 85,57% 95,08% 94,00% B 63,31% 72,29% 73,00% C 27,40% 38,85% 47,00% D-E 7,65% 12,23% 17,00%Tabela 2 - proporção de indivíduos que já acessaram a internet - Percentualsobre o total da população.Fonte: Adaptação de dados constantes em http://www.cetic.br/Dados mais recentes, referentes ao ano de 201053, apontam que mais da metadeda Classe C já se acessou a internet. Aproximadamente uma a cada quatro dasclasses D e E já acessaram também. A internet cresceu rapidamente nesta fasede transição entre as gerações do jornalismo digital online. Os produtosjornalísticos neste ambiente precisaram (e ainda precisam) adequar melhor seusformatos para tornarem cada vez mais autêntica, envolvente e participativa aexperiência dos usuários. Isso significa também que os produtores de notíciasonline deverão modificar a estratégia econômica de seus produtos. Barbosaafirma ainda que: Os avanços na tecnologia de base de dados as tornaram a solução para compatibilizar a incorporação de recursos novos e linguagens de programação para dar forma a produtos dinâmicos e melhor elaborados, a partir do desenvolvimento de sistemas de gestão de conteúdos, visando: aperfeiçoar os sistemas de produção, assegurar maior agilidade, qualidade e descomplicar o trabalho dos jornalistas, entregando sistemas mais fáceis de operar e compatíveis com as características do jornalismo no suporte digital: hipertextualidade, interatividade, multimidialidade, personalização54, memória/arquivo, atualização contínua55. (BARBOSA; 2007: p. 151).53 http://www.cetic.br/usuarios/tic/2010/rel-int-01.htm(Acessado em 23/11/2011 )54 Também denominada individualização, a personalização ou customização consiste na opçãooferecida ao Utente para configurar os produtos jornalísticos de acordo com os seus interessesindividuais. Há sites noticiosos que permitem a pré-selecção dos assuntos, bem como a suahierarquização e escolha de formato de apresentação visual (diagramação). Assim, quando o site 44
  46. 46. Pollyana Ferrari aponta que o público com maior domínio das ferramentas onlineé não somente ativo - como também proativo. Isso significa que esse públicopossui maior controle das próprias escolhas e ações frente às situações impostaspelos meios. São comportamentos que vão além do básico, em que o usuáriobusca espontaneamente por mais informações que possam preencher a suacuriosidade: Diversas pesquisas apontam ainda que o público on-line tende a ser mais ativo do que o de veículos impressos e mesmo do que um espectador de TV, optando por buscar mais informações em vez de aceitar passivamente o que lhe é apresentado. É importante também, de acordo com Dube, pensar quais são os objetivos do seu público. “Como o seu leitor está acessando as notícias on-line, há mais chances de ele se interessar por matérias relacionadas à Internet do que leitores de jornais ou espectadores de TV”, afirmou. “Por isso, faz sentido dar mais ênfase a esses assuntos.” (FERRARI, 2009: p. 47)2.4 A Web 2.0, interação e a quarta geração do jornalismo digital onlineO período que vivemos atualmente reflete uma quarta fase de jornalismo online.Durante os últimos anos vários pesquisadores apontaram diferentes direçõessobre o qual seria a característica dominante desta fase. Outro ponto é queparece ter acontecido um certo “esfriamento” sobre a questão. Não há artigosrecentes (2010-2011) sobre a “quarta” fase do jornalismo online56, ou até mesmosobre uma “quinta” fase. Nossa hipótese é a de que o jornalismo online e ainternet evoluíram tão rapidamente após a proclamação da “web 2.0” que fazpouco sentido tentar etiquetar algo que vai mudar nos próximos meses. Nessesentido, procuramos uma definição abrangente para o período atual do jornalismoonline, de forma que não se torne obsoleta pelo menos nos próximos dois anos.é acessado, a página de abertura é carregada na máquina do Utente atendendo a padrõespreviamente estabelecidos, de sua preferência. (PALACIOS, 2002: p. 3-4).55 A rapidez do acesso, combinada com a facilidade de produção e de disponibilização,propiciadas pela digitalização da informação e pelas tecnologias telemáticas, permitem umaextrema agilidade de actualização do material nos jornais da Web. Isso possibilita oacompanhamento contínuo em torno do desenvolvimento dos assuntos jornalísticos de maiorinteresse. (PALACIOS, 2002: P.4)56 Como indicamos, as nomenclaturas jornalismo online, web jornalismo, jornalismo digital eciberjornalismo estão presentes em muitos artigos como sinônimos. Em nosso trabalho,utilizaremos jornalismo online para designar as questões referentes às fases brasileiras. 45
  47. 47. O termo “web 2.0” surgiu em 2004, embora só viesse a tomar forma no final de2005, no artigo de Tim O‟Reilly, O que é Web 2.0. Para o autor, a web teria setornado uma plataforma: “A Web como plataforma - Como muitos conceitosimportantes, o de Web 2.0 não tem fronteiras rígidas, mas, pelo contrário, umcentro gravitacional. Pode-se visualizar a Web 2.0 como um conjunto deprincípios e práticas que interligam um verdadeiro sistema solar de sites quedemonstram alguns ou todos esses princípios e que estão a distâncias variadasdo centro.” (O‟REILLY; 2005: p. 2)57 No outro ano58, O‟Reilly conceituarianovamente a web 2.0: “Web 2.0 é a revolução de negócios na indústria decomputadores causada pela mudança da internet para plataforma, e umatentativa de entender as regras para o sucesso nessa nova plataforma. Entrevárias regras, a principal é esta: construir aplicações para aproveitar os efeitos darede para se tornarem melhores conforme mais pessoas o utilizem. (Isto é o queeu tenho chamado de „aproveitamento da inteligência coletiva‟).” 59 (O‟REILLY;2006: online). Desde então, esta definição se tornou padrão em diversos outrosartigos e resumiu bem a era da web 2.0. Alex Primo (2007, p.1-2)60, entretanto,vai além, apontando que a web 2.0 não é apenas uma combinação de técnicasinformáticas. Tem repercussões sociais importantes: A Web 2.0 é a segunda geração de serviços online e caracteriza-se por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, além de ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. A Web 2.0 refere-se não apenas a uma combinação de técnicas informáticas (serviços Web, linguagem Ajax, Web syndication etc.), mas também a um determinado período tecnológico, a um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador. [...] A Web 2.0 tem repercussões sociais importantes, que potencializam processos de trabalho coletivo, de troca afetiva, de produção e circulação de informações, de construção social de conhecimento apoiada pela informática. São essas formas interativas, mais do que os conteúdos produzidos57 http://www.cipedya.com/doc/102010(Acessado em 23/11/2011 )58 http://radar.oreilly.com/2006/12/web-20-compact-definition-tryi.html(Acessado em 23/11/2011 )59 Tradução literal nossapara: “Web 2.0 is the business revolution in the computer industry causedby the move to the internet as platform, and an attempt to understand the rules for success on thatnew platform. Chief among those rules is this: Build applications that harness network effects to getbetter the more people use them. (This is what Ive elsewhere called „harnessing collectiveintelligence.‟)”60 http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/web2.pdf(Acessado em 24/11/2011 ) 46

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