Aula de Campo

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Aula de Campo

  1. 1. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática Marilene Dilem da Silva
  2. 2. Este trabalho teve como finalidade utilizar aula de campo no ensino/aprendizagem de Ciências do Ensino Básico, tendo sido direcionado para as áreas: Praia dos Castelhanos e rio/manguezal Benevente, no Município de Anchieta-ES. Para tanto, foi necessário estudar e conhecer as dinâmicas de uma aula de campo como estratégias do ensino de ciências de forma a desenvolver no indivíduo o conhecimento sobre os fenômenos da natureza, a afetividade, os valores e as atitudes em relação ao meio ambiente.
  3. 3. Para a realização da pesquisa, foram delimitados três ecossistemas que, de certa forma, estão interligados: rio, manguezal e praia. A pesquisa foi baseada em conhecimentos prévios e vivências de professores que atuam nos ensinos fundamental e médio locais e em relatos dos residentes do município de Anchieta-ES. Os ambientes foram caracterizados quanto à localização, aos aspectos históricos, de biodiversidade e importância para o turismo ambiental. Para viabilizar e socializar a pesquisa, foi organizado um b log ( www.auladecampo.wordpress.com ) com informações direcionadas aos docentes, estudantes e ambientalistas, visando subsidiar o planejamento e a execução de um trabalho extraclasse no rio/manguezal Benevente, do Município de Anchieta-ES.
  4. 4. A pesquisa foi desenvolvida considerando-se suporte teórico de autores renomados na área da pesquisa e da educação – CAVALCANTI, 2002; COMPIANI, 1991; GIL, 2006; GRÜN, 1996;;KRASILCHIK, 1986, MATURANA, 1995; MENEZES, 2000; MOCHCOVITCH,1990; MORIN, 1997, 2000, 2001, 2004; PERRENOUD, 1999, entre outros.
  5. 5. <ul><ul><li>Objetivo Geral </li></ul></ul><ul><ul><li>Produzir um blog contendo roteiro e informações para realização de aula de campo por professores de ciências do ensino básico, nas regiões Praia dos Castelhanos e rio/manguezal Benevente, no município de Anchieta-ES. </li></ul></ul>
  6. 6. <ul><ul><li>Objetivos Específicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Caracterizar os ecossistemas Praia dos Castelhanos e rio/manguezal Benevente do município de Anchieta-ES, destacando localização, história, biodiversidade e aspectos ambientais e sociais. </li></ul></ul><ul><li>Apresentar estratégias metodológicas para ensino/aprendizagem dos ecossistemas Praia dos Castelhanos e rio/manguezal Benevente, no município de Anchieta-ES. </li></ul><ul><li>Entrevistar docentes que realizam visitas técnicas na região visando conhecer as facilidades e/ou dificuldades na realização de uma aula de campo. </li></ul><ul><li>Entrevistar residentes que desenvolvam atividades profissionais na região da Praia dos Castelhanos e rio/manguezal Benevente, no município de Anchieta-ES, visando conhecer as principais ações antrópicas desenvolvidas nas regiões estudadas. </li></ul>
  7. 7. <ul><ul><li>O Ensino de Ciências nas Escolas de Ensino Básico </li></ul></ul><ul><ul><li>O ensino precisa acenar tanto para as certezas quanto para as interrogações, o que permitirá o desenvolvimento de mecanismos para o aprimoramento do senso crítico dos estudantes quanto à postura de vida. (MORIN, 2004). </li></ul></ul><ul><li>De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o ensino das ciências naturais nos permite desenvolver a investigação, a comunicação e o debate de fatos e idéias. </li></ul><ul><li>De acordo com os PCNs do ensino fundamental, os alunos deverão ser capazes de: “Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente”. </li></ul><ul><li>Uma das competências necessárias apresentadas pelos PCNs para o ensino de ciências naturais no ensino fundamental e que deverá ser apreendida pelos alunos é a de “compreender a natureza como um todo dinâmico e o ser humano, em sociedade, como agente de transformações do mundo em que vive em relação essencial com os demais seres vivos e outros componentes do ambiente”. </li></ul>REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
  8. 8. <ul><ul><li>A metodologia do trabalho de campo </li></ul></ul><ul><li>De acordo com SENICIATO (2007), estudos têm constatado que as aulas de ciências em ambientes naturais são apontadas como metodologia eficaz tanto por envolverem e motivarem crianças e jovens para as atividades educativas, quanto por constituírem um instrumento de superação da fragmentação do conhecimento, imposta pelos livros didáticos. </li></ul><ul><li>As atividades de campo permitem ao aluno sair das limitações do livro didático para observar as paisagens e os contextos socioambientais como forma de sensibilização, contribuindo para aumentar a curiosidade e o prazer pelas descobertas de novos saberes. A observação depende de requisitos de um bom observador. A seleção de elementos observados dá-se com base em instrumentos conceituais e na sensibilidade de quem observa (CAVALCANTI, 2002). </li></ul><ul><li>Durante o trabalho de campo, o aluno tem oportunidade de problematizar os fenômenos observados e estabelecer hipóteses para a investigação científica. Segundo CASTROGIOVANNI et. al. (2003), ao elaborar um roteiro de trabalho no campo, o professor deverá definir uma série de atividades preliminares, como: </li></ul><ul><li>Definir claramente os objetivos que pretende alcançar sejam eles cognitivos, comportamentais ou afetivos; </li></ul><ul><li>Estudar a área e definir os cuidados necessários à eficácia das atividades a serem realizadas, inclusive os aspectos relacionados à segurança dos participantes; </li></ul><ul><li>Mapear toda a trajetória e estabelecer contatos com o local de visita, com os familiares e com toda a comunidade educativa. </li></ul>
  9. 9. De acordo com COMPINANI (1999), os trabalhos de campo e as práticas investigativas devem direcionar o aluno para um conhecimento globalizado de determinada área de estudo e possibilitar uma visão mais abrangente sobre os estudos das ciências. Segundo KRASILCHIK (1986), as relações entre alunos e professores fora do formalismo da sala de aula acabam sofrendo modificações que perduram depois da volta à escola, criando um companheirismo oriundo de uma experiência comum e de uma convivência muito agradável e produtiva. Segundo MATURANA (1995), o conhecimento é um sistema de “informação” sobre o mundo ambiente, e o processo de viver é, portanto, um conhecimento sobre como ”adaptar-se” a este mundo adquirindo, constantemente, mais e mais “informações” sobre sua natureza .
  10. 10. <ul><ul><ul><ul><li>Localização </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O Espírito Santo localiza-se na Região Sudeste e ocupa uma área de 45.597 km², que corresponde a 0,53% do território nacional e está inserido no domínio ecológico tropical da mata atlântica e em áreas litorâneas de clima quente e úmido (IMMES, 1994). </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>CARACTERIZAÇÃO DA REGIÃO </li></ul></ul>
  11. 12. Trajeto Cachoeiro de Itapemirim a Anchieta (Estado do Espírito Santo)
  12. 20. A pesquisa foi realizada no município de Anchieta-ES, nos ecossistemas praia e manguezal, incluiu pesquisa de campo, que teve como objetivo conseguir informações ou conhecimentos acerca de um problema para o qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese que se queira comprovar, ou ainda descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. (MARCONI & LAKATOS, 1999) A pesquisa utilizada nesta área está relacionada ao uso de métodos “quali-quantitativos”, tendo início com a pesquisa bibliográfica sobre assuntos como, por exemplo, trabalho de campo e ecossistemas. Segundo GIL (2006), a análise qualitativa é menos formal do que a quantitativa, sendo que, nesta, os passos podem ser definidos de maneira relativamente simples. Já aquela depende de muitos fatores, tais como a natureza dos dados coletados, a extensão da amostra, os instrumentos de pesquisa e os pressupostos teóricos que nortearam a investigação. METODOLOGIA
  13. 21. <ul><ul><li>Entrevistas com docentes e residentes </li></ul></ul><ul><li>As entrevistas estruturadas, orientadas por um questionário (roteiro de entrevista), (apêndice II) previamente definido (MARTINS & LINTZ), foram realizadas com 10 (dez) professores licenciados em Biologia que atuam no ensino básico nas redes pública e particular de ensino no município. Esses professores desenvolvem atividades práticas de campo com seus alunos, nos ensinos fundamental e médio do ensino básico. </li></ul><ul><li>Foram entrevistados 20 (vinte) residentes da região, sendo 10 (dez) moradores da área da praia dos Castelhanos, que sobrevivem do turismo da região, e 10 (dez) pescadores, que sobrevivem da pesca e da cata do caranguejo no manguezal de Anchieta-ES. Os entrevistados relataram suas atividades profissionais, inclusive a pesqueira, e discorreram sobre a importância da preservação da área de praia e manguezal como forma de manutenção da vida do ambiente natural e, conseqüentemente, garantia de suas atividades de subsistência, acarretando a preservação da cultura local. </li></ul>
  14. 22. <ul><ul><ul><li>Produto Final – Blog </li></ul></ul></ul><ul><li>O Blog foi organizado para atender a profissionais que desenvolvem atividades de campo no município de Anchieta-ES, especialmente na Praia dos Castelhanos e no rio/manguezal, região do Espírito Santo para estudar e analisar a fauna e flora local, bem como apresentar estratégias de estudo nos locais como forma de orientação quanto à preservação da biodiversidade e das paisagens da região. As paisagens dos ecossistemas praia rio manguezal representam grande potencial turístico e cultural, o que torna um local de estudo rico para o desenvolvimento de aulas de ciências. </li></ul><ul><li>O Blog (www.auladecampo.wordpress.com) apresenta informações sobre a área de estudo, tais como: </li></ul><ul><li>Página Principal: “Uso de Aula de Campo como Estratégia de Ensino Aprendizagem”, objetivos gerais e específicos, modelo de autorização para viagem de estudo e recomendações aos alunos; </li></ul><ul><li>Informações Gerais; </li></ul><ul><li>Localização; </li></ul><ul><li>Perfil: Marilene Dilem da Silva; </li></ul><ul><li>Planejamento de aula de campo; </li></ul><ul><li>Praia dos Castelhanos de Anchieta-ES; </li></ul><ul><li>Rio Benevente/Manguezal de Anchieta-ES; </li></ul><ul><li>Roteiro de Estudo. </li></ul>
  15. 23. <ul><li>Para a realização do trabalho de campo, o professor precisa obter informações que possam subsidiá-lo quanto: </li></ul><ul><li>À decisão na escolha do local a ser visitado; </li></ul><ul><li>À disponibilidade e à participação da comunidade escolar; </li></ul><ul><li>Aos recursos que darão suporte ao estudo; </li></ul><ul><li>À participação dos alunos, grandes interessados no sucesso do estudo; </li></ul><ul><li>À eficiência do planejamento, com estratégias claras e bem definidas, ou seja, procedimentos que serão adotados antes, durante e depois. </li></ul>RESULTADOS E DISCUSSÕES
  16. 24. <ul><ul><li>Etapas a serem seguidas durante o planejamento e execução </li></ul></ul>Antes: 1. Organização: Definição do local a ser estudado; Levantamento de dados com informações sobre a área a ser estudada. Exemplo: Ecossistemas praia, rio/manguezal etc.; Organização de um pré-projeto; Identificação: escola, local da visita, dia/hora, público-alvo, custo, responsáveis pela viagem; Justificativa; Objetivos; Metodologia; Recursos; Indumentária; Cronograma; Relatório final.
  17. 25. 2. Providências: Elaboração de comunicado para os pais com ficha de autorização (disponibilizar modelo); Elaboração de comunicado aos pais; Documentação de autorização dos pais ou responsáveis; Documentação para requerer autorização do juiz (disponibilizar modelo); Organização de um croqui para reconhecimento da área; Mapas e fotografias do local de visita; Reunião com pais e alunos para definição de regras e combinados; Normas de segurança; Contato com o local da visita; Organização de questionário-sondagem para os alunos; Leitura e análise de textos informativos sobre os locais a serem visitados; Organização do roteiro de campo; Responsabilidades individuais – documentos, remédios, roupa, calçado, alimentação e objetos pessoais;
  18. 26. Durante: I. Visitação: Chegada ao local da visita; Acomodação; Orientações gerais com reconhecimento da área; Formação dos grupos de trabalho; Entrega dos croquis/mapas de orientação; Entrega do roteiro de estudo; Realização da visita com orientação dos professores e/ou guias; Realização de dinâmicas educativas para retomada dos conhecimentos. Sugerem-se jogos educativos. Depois: I. Retorno à Escola: Escolha de uma equipe para compatibilizar os trabalhos desenvolvidos; Organização um jornal com informações sobre a viagem de estudo; Montagem um mural com fotografias; Organização um vídeo sobre a viagem; Avaliação da viagem com destaque para os aspectos positivos e negativos; Avaliação da viagem com destaque para as informações não programadas e que causaram encantamento aos alunos; Sistematização final de conhecimentos, com a apresentação de seminários, relatórios ou outras formas de conclusão que poderão compor as avaliações individual e grupal (PCNs, 1998).
  19. 27. <ul><ul><li>Roteiro de trabalho de campo para ser desenvolvido nos ecossistemas Praia dos Castelhanos, rio/manguezal Benevente. </li></ul></ul>Aluno: Série/turma: Ecossistema: Dia/horário: <ul><li>Equipe 2 : </li></ul><ul><li>Tarefas: </li></ul><ul><li>Observar e fotografar os ecossistemas durante a atividade de campo e coletar informações com os moradores e pescadores da região acerca dos tipos de animais encontrados nesses locais. </li></ul><ul><li>2 – Descrever aspectos da mata ciliar, destacando as espécimes endêmicas e a relação de dispersão das plantas. </li></ul><ul><li>3 – Apresentar os resultados utilizando uma metodologia própria para o ensino médio. </li></ul><ul><li>Equipe 3: </li></ul><ul><li>Tarefa: </li></ul><ul><li>Observar os impactos antrópicos que ocorrem na área de estudo e relaciona-los aos temas estudados na disciplina Ecologia. </li></ul><ul><li>2 – Descrever aspectos da paisagem. </li></ul><ul><li>3 - Apresentar os resultados utilizando uma metodologia própria para o ensino fun-damental. </li></ul><ul><li>Equipe 4 : </li></ul><ul><li>Tarefa: </li></ul><ul><li>Observar os impactos antrópicos que ocorrem na área de estudo e relaciona-los aos temas estudados na disciplina Ecologia. </li></ul><ul><li>2 – Esquematizar a paisagem indicando os impactos antrópicos e sugerir formas de recuperação para as áreas degradadas. </li></ul><ul><li>3 – Apresentar os resultados. </li></ul>
  20. 28. Equipe 5 : Tarefa: 1 - Observar a vegetação local e caracterizá-la, relacionando isso aos impactos an-trópicos na região. 2 – Esquematizar a paisagem indicando os impactos antrópicos e sugerir formas de recuperação para as áreas degradadas. 3 – Apresentar os resultados. Equipe 6 : Tarefa: 1- Observar as artes de pesca utilizadas na aula prática e relacioná-las com o esforço de pesca. 2 - Identificar os peixes coletados, analisando a diversidade do grupo entre as coletas noturnas e diurnas. 3 - Apresentar os resultados Equipe 7 : Tarefa: 1- Observar as artes de pesca utilizadas na aula prática e relacioná-las com o esforço de pesca. 2 – Analisar os peixes coletados quanto à sua alimentação e aspectos reprodutivos. 3 – Montar uma cadeia alimentar dos animais observados durante a subida ao rio Benevente.
  21. 29. <ul><ul><li>O estudo nos permitiu organizar estratégias didático-metodológicas apropriadas à aplicação de uma metodologia funcional no trabalho de campo desenvolvido nos ecossistemas Praia dos Castelhanos e rio/manguezal Benevente. Foram realizadas entrevistas com 10 (dez) residentes na Praia dos Castelhanos, 10 (dez) pescadores e catadores de caranguejo no rio/manguezal Benevente e 10 (dez) professores de Ciências do ensino básico de escolas públicas e particulares da região sul do Espírito Santo, que conhecem os ecossistemas e já desenvolveram estudos na área. </li></ul></ul><ul><li>Do total de professores entrevistados, um tem mais de 10 (dez) anos de experiência no magistério e atua no ensino de Ciências e Biologia; 04 (quatro) têm mais de cinco anos de atuação; 05 (cinco) têm até cinco anos de experiência. Entre eles, 05 (cinco) estão cursando licenciatura plena em Ciências Biológicas e os demais são licenciados em Biologia, com pós-graduação na área das Ciências Biológicas. </li></ul><ul><li>As entrevistas foram realizadas em local apropriado, com duração aproximada de 15 (quinze) minutos. Durante a entrevista, alguns professores interrogaram o entrevistador para sanar dúvidas pertinentes à sua prática. Após as entrevistas, as respostas foram analisadas e categorizadas, considerando-se os níveis dos relatos obtidos. </li></ul><ul><li>De acordo com BARDIN (1977), segundo OLIVEIRA; OBARA; RODRIGUES, (2007), a análise dos resultados, posterior à transcrição das entrevistas, baseia-se na junção de um grupo de técnicas de análises dos relatos em que são utilizados, como indicadores de verificação de informações referentes às condições de produção e à recepção de mensagens, procedimentos sistemáticos e objetivos sobre o conteúdo de tais mensagens. Para tanto, utiliza-se não somente a palavra, mas também os conteúdos que estão implícitos, buscando-se a compreensão total das comunicações. </li></ul><ul><ul><li>Resultado da Entrevista Realizada com 10 Professores de Ciências e Biologia do Ensino Básico: </li></ul></ul>
  22. 30. “ Promover a vivência e conhecimento de causa sobre o conteúdo desenvolvido na aula; visualizar os conteúdos trabalhados; reforçar o conteúdo aprendido em sala de aula; entrosamento da turma; maior contato com a natureza”. Relatos dos Professores: “ Todos possíveis a serem visualizados; postura ecologicamente correta?; conteúdos relacionados à fauna e à flora do lugar; de preferência os conteúdos ministrados em sala de aula” . “ Na forma de relatórios e exercícios; exposição de opinião; forma de debate; através de roteiro ”. “ Eles esperam atividades dinâmicas; ficam surpresos quanto às coisas que não são do cotidiano; ficam empolgados e interessados em ter aula extraclasse; outros consideram como passeio; os olhos brilham diante de fatos vistos. ” “ Maior participação dos alunos; relação dos conteúdos com os fatos reais; maior integração; objeto de estudo de fácil acesso; maior entrosamento; maior atenção dos alunos ”. “ Questões financeiras para deslocamentos; tumulto dos alunos durante a organização; cuidados quanto à segurança; falta de transporte; liberação dos alunos pelos pais e pela escola; dificuldade de acesso ao local.”
  23. 31. <ul><li>Obtenção da autorização dos pais e da direção da escola; </li></ul><ul><li>Resistência dos professores de outras disciplinas não envolvidas no processo e que não querem ceder o seu tempo de aula; </li></ul><ul><li>Distâncias do local a ser estudado e ter que pernoitar; </li></ul><ul><li>Insegurança com o meio de transporte; </li></ul><ul><li>Falta de domínio dos professores de alguns conteúdos que serão estudados no campo. </li></ul>Dificuldades encontradas pelos professores:
  24. 32. <ul><ul><li>Foram selecionados dois ambientes para serem visitados: Praia dos Castelhanos e rio/manguezal Benevente. Na praia, foram entrevistados 10 (dez) residentes, sendo 2 (dois) proprietários de quiosque, 6 (seis) antigos moradores e 2 (dois) comerciantes, sendo um deles dono de um hotel. No rio/manguezal, foram entrevistados 10 (dez) pescadores, 2 (dois) proprietários de barraca de peixe, 5 (cinco) donos de barcos de pesca e 3 (três) catadores de caranguejo. Para a entrevista, a abordagem era feita no ambiente onde eles se encontravam: praça, barracas, quiosques, residências, mercado de peixe e barcos . </li></ul></ul><ul><ul><li>As respostas dos residentes acerca de como eram a praia e o manguezal foram divididas em 5 (cinco) categorias (Gráfico 7): pior condição humana, melhor condição humana, pior condição ambiental, melhor condição ambiental e nada mudou. As respostas dos residentes em relação às 5 (cinco) categorias demonstraram uma preocupação em relação ao conforto do homem nesses espaços, sem grandes preocupações com o meio ambiente. Por exemplo, a preocupação em relação à condição humana, à praia e ao manguezal está relacionada à falta de infra-estrutura (praia) diminuição do peixe e do caranguejo, ao assoreamento do rio (manguezal) etc. </li></ul></ul><ul><ul><li>Resultado da Pesquisa com os Residentes da Praia dos Castelhanos, Rio/ Manguezal Benevente </li></ul></ul>
  25. 33. “ Não tinha mercearia; a praia era mais rústica; as barracas eram de palha; o fluxo de turista era pequeno.” Residente da Praia dos Castelhanos Eis alguns relatos: “ O rio era mais fundo, dava muito mais caranguejo, muitas ostras; o rio tinha mais água”. Pescador do manguezal “ Havia poucas casas na praia; a restinga cobria quase toda a areia; as marés eram mais calmas.” Residentes da praia “ Tinha mais peixe, mais animais como capivara; o rio era mais limpo, tinha mais caranguejo; o rio tinha mais água”. Pescadores “ Está bem melhor; está mais urbanizada; a praia está mais extensa, pois não tem mais a mata; aumentou a população; boa. Tem limpeza diária; o comércio melhorou com expectativa da chegada de empresas para a região.” Residentes da Praia dos Castelhanos “ O rio está assoreado, o controle ambiental fica a desejar; há muitos bancos de areia; o rio está mais seco; diminuiu a quantidade de peixe; os barcos têm dificuldades de passar pelo rio; tem muita pesca predatória”. Pescadores do manguezal “ A iluminação, água potável, o transporte diário; muito organizados, mais turistas; chegada de empresas; limpeza; o comércio”. Residentes da Praia dos Castelhanos
  26. 34. “ Campanhas feitas pelas ONGs; instalação do mercado de peixe; a ponte de cimento; os projetos para melhorar o manguezal; nada”. Pescadores do rio/manguezal “ Nada, só está melhorando; a falta de segurança, os roubos; o medo com o aumento populacional; não piorou”. Residentes da Praia dos Castelhanos “ Aparecimento de bancos de areia; invasão na área de manguezal; chegada de pessoas estranhas; a poluição; esgoto jogado no mar; a falta de conscientização”. Pescadores do rio/manguezal “ Maior segurança para os moradores; maior segurança nas praias; construção de rede de esgoto; ter salva-vidas; calçamento na rua principal; maior segurança; construção de postos de saúde; padronização dos quiosques; construção de banheiros públicos; melhorar informações para os turistas”. Residentes da Praia dos Castelhano “ Dragagem dos canais; construção de rede de esgoto; fazer mais obra; continuar a fiscalização; sistema de educação ambiental para os pescadores; proibição de entrada de turista em áreas proibidas; pescar apenas os peixes adultos; colocar em prática as leis de conservação dos animais que habitam o manguezal”. Pescadores do rio/manguezal
  27. 35. Ao entrevistar os professores sobre sua prática de sala de aula tivemos a oportunidade de obter, por meio destes, relatos de alunos que conheceram os ecossistemas Praia dos Castelhanos e rio Benevente/ Manguezal de Anchieta através de sua participação em aula de campo nesses ambientes. A pedagoga do Centro Educacional São Camilo-Espírito Santo apresentou o planejamento da aula de campo, a programação do Seminário Temático que foi desenvolvido pelos alunos após a viagem e a notícia que foi veiculada no jornal ONLINE. Apêndice 5, 6, e 7. Segue os depoimentos dos alunos do 6ª Ano: <ul><ul><ul><li>Relato de Experiência de um Trabalho de Campo Realizado por uma Turma de 6ª Série </li></ul></ul></ul>“ Na viagem de estudo no Município de Anchieta o que mais eu gostei foi de andar de barco no rio Benevente. No rio indo para o local marcado pela professora passamos por mangues e vimos nele garças e caranguejos. Foi muito divertido o passeio da minha turma”. Criança 1
  28. 36. Ao entrevistar os professores sobre sua prática de sala de aula tivemos a oportunidade de obter, por meio destes, relatos de alunos que conheceram os ecossistemas Praia dos Castelhanos e rio Benevente/ Manguezal de Anchieta através de sua participação em aula de campo nesses ambientes. A pedagoga do Centro Educacional São Camilo – Espírito Santo apresentou o planejamento da aula de campo, a programação do Seminário Temático que foi desenvolvido pelos alunos após a viagem e a notícia que foi veiculada no jornal ONLINE. Apêndice 5, 6, e 7. Segue os depoimentos dos alunos do 6ª Ano: “ Na viagem de estudo no Município de Anchieta o que mais eu gostei foi de andar de barco no rio Benevente. No rio indo para o local marcado pela professora passamos por mangues e vimos nele garças e caranguejos. Foi muito divertido o passeio da minha turma”. Criança 1 A criança demonstra preocupação com o assoreamento do rio durante todo o trajeto da viagem de barco. Um dos depoimentos relacionados à criança 2 foi o relato de sua mãe: “ Minha filha juntamente com sua turma participou da viagem de estudo com roteiro Cachoeiro-Anchieta-Guarapari-ES. Segundo depoimento dela o que mais chamou sua atenção foi o passeio pelo rio Benevente. Ela visualizou o manguezal, que segundo informação na viagem é o maior do Espírito Santo. Descreveu ainda a paisagem local e relatou sobre o assoreamento. Como mãe relato a importância da viagem como uma aula ‘in locus’”.
  29. 37. É interessante ressaltar o relato da Professora que organizou a aula de campo: “ Gostaria de destacar a importância” dos recursos hídricos para a sociedade, por isso vejo com muita alegria os alunos participarem de viagens de estudos, principalmente a realizada neste ano de 2007 pelos alunos do 6° Ano para conhecer a história e a importância de um dos rios de maior destaque em nosso estado – o rio Benevente. O rio Benevente apresenta inúmeras espécies vegetais e animais formando um verdadeiro santuário ecológico, onde se destaca a cata do caranguejo como uma atividade econômica e ambiental de grande importância para nosso estado. Professora
  30. 38. <ul><li>Para desenvolver atividades de campo, o professor pode, por exemplo, planejar trilhas, reflorestamento de áreas degradadas, plantio de hortas, visitas para reconhecimento de ecossistemas para identificação da fauna, da flora e de paisagens. Todas essas atividades podem ser valoradas no sentido de aprendizagem, mudanças de hábitos e ou/comportamentos individuais e coletivos em relação ao conhecimento adquirido e à preservação ambiental. Seguem alguns procedimentos pertinentes à efetivação dessas atividades: </li></ul><ul><li>Conhecimento do local da visita de estudo e realização de estudos preliminares da área; </li></ul><ul><li>Mapeamento da trajetória e estabelecimento de contatos com os guias e/ou responsáveis pela área; </li></ul><ul><li>Organização de um mapa ou croqui do local para melhorar o nível de informações; </li></ul><ul><li>Socialização das informações com alunos e familiares; </li></ul><ul><li>Demonstração dos aspectos de segurança para familiares ou responsáveis; </li></ul><ul><li>Preparação dos alunos quanto à importância de se utilizarem todos os sentidos para a observação da paisagem ao vivenciarem o meio e preserva-lo; </li></ul><ul><li>Contratação de transporte; </li></ul><ul><li>Estabelecimento de normas de convivência com o grupo com o intuito de melhorar as relações afetivas durante as atividades extraclasse; </li></ul>CONSIDERAÇÕES FINAIS
  31. 39. <ul><li>Definição dos objetivos que se pretende alcançar, sejam eles cognitivos, comportamentais ou afetivos; </li></ul><ul><li>Organização de reuniões com os pais dos alunos para informações sobre o filho(a) quanto a hábitos , bem-estar, saúde etc. </li></ul><ul><li>Sistematização de um roteiro interdisciplinar com orientação quanto à observação, à descrição como capacidade para selecionar, ordenar e organizar informações; </li></ul><ul><li>Registros das informações, com criatividade e utilizando a verbalização ou a produção textual, elaboração de desenhos, croquis, montagem de fotos e figuras; </li></ul><ul><li>Relação dos cuidados necessários para a eficácia das atividades a serem realizadas, inclusive a segurança dos participantes. </li></ul><ul><li>Enfim, as aulas de Ciências bem planejadas e desenvolvidas em ambientes naturais são apontadas como uma das metodologias mais eficazes porque possibilitam mais envolvimento dos alunos nos processos de ensino e aprendizagem. Constituem-se como instrumento de superação da fragmentação dos conteúdos e promovem novas concepções didático-pedagógicas contribuindo para a formação de valores e mudanças de comportamento dos jovens em relação à natureza. </li></ul>

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