Instituto Superior de Saúde do Alto Ave Licenciatura em Enfermagem 4º Ano – 1º Semestre Princípios de Administração Docent...
Teoria Estruturalista
Objectivos : <ul><li>Realizar uma breve descrição dos antecedentes históricos da administração; </li></ul><ul><li>Descreve...
Visão Histórica da Administração <ul><li>A teoria administrativa tem pouco mais de cem anos; </li></ul><ul><li>Os sumérios...
Visão Histórica da Administração <ul><li>Somente em 1903, Taylor escreveu o primeiro livro sobre administração, inaugurand...
Visão Histórica da Administração <ul><li>Era Industrial Clássica: </li></ul><ul><li>1900 – 1950 </li></ul><ul><li>Início d...
Visão Histórica da Administração <ul><li>Era Industrial Neoclássica: </li></ul><ul><li>1950 – 1990 </li></ul><ul><li>Desen...
Visão Histórica da Administração <ul><li>Era da Informação: </li></ul><ul><li>Após 1990 </li></ul><ul><li>Tecnologia da In...
Visão Histórica da Administração <ul><li>Ênfase na: </li></ul><ul><ul><li>Produtividade </li></ul></ul><ul><ul><li>Qualida...
Percursores da Teoria Estruturalista Teoria Clássica Teoria Burocrática Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Teoria Clássica: </li></ul><ul><li>  Proposta por Taylor e Faylor, deu ênfase...
Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Teoria das Relações Humanas: </li></ul><ul><li>Proposta inicialmente por Mayo...
Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Ao sobrevalorizar os aspectos informais e emocionais da organização, dentro d...
Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Teoria da Burocracia: </li></ul><ul><li>Pretendeu dar bases de um modelo idea...
Origem da Teoria Estruturalista <ul><li>Necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social complexa na qual ...
Teoria Estruturalista <ul><li>Estruturalismo é um método analítico e comparativo que estuda os elementos ou fenómenos com ...
Estrutura <ul><li>“ O todo não é de nenhuma maneira a soma das partes… Para que haja estrutura é necessário que existam en...
Estrutura <ul><li>“ (…)quando os elementos são reunidos na totalidade e quando as propriedades dos elementos dependem inte...
As Organizações <ul><ul><li>As organizações são concebidas como “unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmen...
As Organizações <ul><ul><li>Assim, uma organização é uma unidade social dentro da qual as pessoas alcançam relações estáve...
As Organizações <ul><ul><li>Os estruturalistas estudam as organizações através de uma análise organizacional de forma bast...
O Homem Organizacional <ul><li>Flexibilidade </li></ul><ul><li>Tolerância às frustrações </li></ul><ul><li>Capacidade de a...
Análise das Organizações Teoria Burocrática Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
Abordagem Múltipla: Organização formal e informal Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Formal Informal
Abordagem Múltipla: Recompensas materiais e sociais <ul><li>Os estruturalistas conciliaram a teoria clássica com a teoria ...
Abordagem Múltipla: Diferentes enfoques da organização <ul><li>As organizações podem ter origem a partir de dois modelos: ...
Abordagem Múltipla: Os níveis da organização <ul><li>As organizações caracterizam-se por uma hierarquia de autoridades, is...
Abordagem Múltipla: A diversidade das organizações <ul><li>Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da o...
Abordagem Múltipla: Análise inter-organizacional <ul><li>Os estruturalistas baseiam-se numa abordagem de sistema aberto e ...
Tipologia das Organizações <ul><li>Os autores Estruturalistas desenvolveram a tipologia de organizações tentando classific...
Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Etzioni </li></ul><ul><ul><li>As organizações são unidades sociais com fin...
Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Etzioni </li></ul><ul><li>As organizações classificam-se tendo em conta o ...
Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Etzioni </li></ul><ul><li>É uma tipologia muito simples e unidimensional, ...
Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Blau e Scott </li></ul><ul><ul><li>As organizações deverão ser classificad...
Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Blau e Scott </li></ul><ul><ul><li>Esta tipologia tal como a de Etzioni é ...
Objectivos  Organizacionais <ul><li>Um objectivo organizacional é uma situação desejada que a organização tenta atingir. <...
Objectivos  Organizacionais <ul><ul><li>Existem cinco categorias de objectivos organizacionais: </li></ul></ul><ul><li>●  ...
Objectivos  Organizacionais <ul><ul><li>Para os estruturalistas há uma íntima relação entre os objectivos organizacionais ...
Conflitos Organizacionais <ul><li>Existência de ideias, sentimentos, atitudes ou interesses antagónicos. </li></ul><ul><li...
Conflitos Organizacionais <ul><ul><li>Tipos de conflito: </li></ul></ul><ul><li>●  Conflito entre a Autoridade do Especial...
Sátiras à organização <ul><li>O ponto de vista dos estruturalistas sobre as organizações é eminentemente crítico .   </li>...
Sátiras à organização <ul><ul><li>Estes autores pecam pelo exagero e por não proporem qualquer tipo de solução. </li></ul>...
Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos positivos: </li></ul><ul><ul><li>O estruturalismo facilita uma abord...
Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos positivos: </li></ul><ul><ul><li>Estimula o interesse no estudo de o...
Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos negativos: </li></ul><ul><ul><li>Os estruturalistas deixam de se pre...
Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos negativos: </li></ul><ul><ul><li>As tipologias organizacionais do Es...
Aplicação à Enfermagem <ul><li>A Teoria Estruturalista aplica-se à Enfermagem na medida em que: </li></ul><ul><ul><li>Dent...
Bibliografia <ul><li>CHIAVENATO, Idalberto (1983).  Introdução à Teoria Geral da Administração . São Paulo: Makron Book. <...
<ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul><ul><li>Catarina Bastos </li></ul><ul><li>Daniela Magalhães </li></ul><ul><li>In...
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  • O início da industrialização deu-se com a revolução industrial. Nesta época ocorreu o distanciamento entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Apesar das duas guerras mundiais, predominou nesta era, um ambiente empresarial estável, previsível, tranquilo, exigindo uma postura de permanência e de definição das organizações. A era industrial clássica dominou a primeira metade do séc. XX e engatou a primeira marcha no motor das mudanças que haveriam de ocorrer no restante do século. Nessa ocasião, a teoria administrativa estava lançando as suas bases fundamentais, preocupando-se com os aspectos prescritivos e normativos para se administrar as organizações.
  • Esta era ocorreu no período de 1950 até 1990 e significou uma etapa de forte transição no mundo dos negócios. O final da 2ª Guerra Mundial liberou as organizações para os seus produtos e serviços originais, e o desenvolvimento tecnológico proporcionou as condições básicas para que as organizações da época produzissem, em enormes escalas de produção, uma variedade de produtos e serviços realmente inovadores.
  • A tecnologia é transformada na ferramenta ao serviço do homem e não mais na variável independente e dominadora que impunha condições e características tanto à estrutura como ao comportamento das organizações, como ocorria nas duas eras industriais anteriores.
  • A necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social complexa na qual interagem grupos sociais” que compartilham alguns dos objectivos da organização, mas podem opor-se a outros. O seu maior dialogo foi com a teoria das Relações Humanas. A influência do estruturalismo nas ciências sociais e a sua repercussão no estudo das organizações. O estruturalismo influenciou a Filosofia, a Psicologia, a Antropologia, a Matemática, a Linguística, chegando até á teoria das Organizações de Thompson, Etzioni e Blau. Na teoria administrativa, o estruturalismo concentra-se nas organizações sociais. Novo conceito de estrutura. O conceito de estrutura é antigo. A estrutura é um conjunto formal de dois ou mais elementos e que permanece inalterado quer na mudança, quer na diversidade de conteúdos. A mesma estrutura pode ser apontada em diferentes áreas e a compreensão das estruturas fundamentais em alguns campos de actividade permite o reconhecimento das mesmas estruturas em campos diferentes.
  • “ O todo não é de nenhuma maneira a soma das partes… Para que haja estrutura é necessário que existam entre as partes outras relações que não a simples justaposição e que cada uma das partes manifeste propriedades que resultam da sua dependência à totalidade.” Há estrutura no seu aspecto mais geral, para Jean Viet
  • “ quando os elementos são reunidos na totalidade e quando as propriedades dos elementos dependem inteira e parcialmente desses caracteres da totalidade”.
  • A teoria estruturalista destaca o homem organizacional, que assume diferentes “papéis”, em diversas organizações e para alcançar o mérito necessita das seguintes características como refere Chiavenato (2004): flexibilidade - em face das constantes mudanças que ocorrem na vida moderna e da diversidade de papeis desempenhados nas organizações. tolerância às frustrações - para evitar o desgaste emocional decorrente do conflito entre necessidades organizacionais e necessidades individuais cuja a mediação é feita através de normas racionais, escritas e exaustivas. capacidade de adiar as recompensas – e poder compensar o trabalho rotineiro na organização em detrimento de preferências pessoais. permanente desejo de realização – para garantir cooperação e conformidade com as normas organizacionais para obter recompensas sociais e materiais. Estas características de personalidade permitem ao homem adaptar-se à organização para subsistir.
  • O estudo das organizações requer uma análise organizacional ampla pois, os estruturalistas pretendem conciliara Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas baseando-se na Teoria Burocrática. A análise das organizações é feita a partir de uma abordagem múltipla que leva em conta os fundamentos da Teoria Clássica, da Teoria das Relações Humanas e da Teoria Burocrática
  • Os estruturalista estudam o relacionamento entre a organização formal e a informal dentro de uma abordagem múltipla. O estruturalismo é uma síntese da Teoria Clássica (formal)e da Teoria das Relações Humanas (informal) Os estruturalistas tentam encontrar um equilíbrio entre os elementos racionais e não racionais do comportamento humano que constitui o ponto principal da vida em sociedade.
  • Os estruturalistas conciliaram a teoria clássica com a teoria das relações humanas, defendendo que é necessário um equilíbrio mútuo entre elas, através de recompensas materiais e sociais, a fim de aumentar a motivação dos funcionários da organização.
  • De acordo com a teoria Estruturalista, as organizações podem ter origem a partir de dois modelos: Modelo Racional - como sistema fechado, baseado na natureza e na previsibilidade, dando ênfase ao controlo e planeamento, tem como objectivo maximizar os lucros e todos os componentes da organização são seleccionados em função da sua contribuição aos objectivos. Modelo Natural , como sistema aberto, onde existe interdependências entre o sistema e um ambiente mais amplo, havendo expectativa de incerteza e imprevisibilidade. O objectivo básico é a sobrevivência do sistema. Em todas as organizações podem ser vistos elementos de vários os sistemas
  • As organizações caracterizam-se por uma hierarquia de autoridades, isto é, pela diferença de poder: As organizações são divididas em três níveis: nível institucional , que abrange o mais alto grau de responsabilidade e de decisões, que interagem com o meio externo e delineiam as estratégias da organização; nível gerencial , que transforma as decisões tomadas pelos superiores hierárquicos em planos e programas para que o nível técnico execute. nível técnico é o que executa. Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da organização de forma a incluir diversas organizações.
  • Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da organização de forma a incluir diversas organizações – enquanto as teorias anteriores focalizaram as fábricas, os estruturalistas incluem várias organizações, desde pequenas a grandes empresas, privadas e publicas e empresas dos mais diversos tipos (organizações militares, religiosas, politicas etc.)
  • Para os estruturalistas os fenómenos internos, são melhor compreendidos quando se conhecem os fenómenos externos que os provocam. Assim, os estruturalistas baseiam-se numa abordagem de sistema aberto e utilizam o modelo natural de organização, como base do seu estudo, criando uma abordagem múltipla através da análise de factores internos e externos.
  • Entre as várias organizações existentes existe grande variabilidade, contudo há características que permitem uma análise comparativa das mesmas.
  • ● Organizações coercivas, características de prisões e instituições penais; ● Organizações utilitárias como por exemplo o comercio e as corporações trabalhistas; ● Organizações normativas que incluem a igreja, as universidades, os hospitais e outras organizações politicas e sociais.
  • Segundo estes autores as organizações deverão ser classificadas tendo em conta quem beneficia com a organização existindo assim quatro categorias, aquelas em que os beneficiários principais são: Os próprios membros da organização; Os proprietários ou dirigentes da mesma; Os seus clientes; O público em geral. Deste modo, tendo em conta os principais beneficiários, existem quatro tipos básicos de organização: ● Associações de benefícios mútuos, como cooperativas, sindicatos e consórcios; ● Organizações de interesses comerciais, tais como empresas privadas, sociedades anónimas ou sociedades de responsabilidade limitada; ● Organizações de serviços como hospitais, universidades, escolas, organizações religiosas e agencias sociais; ● Organização de estados como de que são exemplo os correios, as instituições jurídicas e penais, de segurança pública e saneamento básico.
  • As funções dos objectivos organizacionais são indicar uma orientação que a organização deve seguir; justificar a sua existência e as suas actividades; avaliar a eficiência e rendimento da empresa; e verificar e comparar a produtividade da organização.
  • Existem cinco categorias de objectivos organizacionais: ● Objectivos da sociedade, que procuram preencher as necessidades da sociedade; ● Objectivos de produção que são definidos em função das necessidades do consumidor; ● Objectivos de sistemas que são traçados para os participantes da organização; ● Objectivos de produtos que se prendem com a qualidade e êxito dos produtos; ● Objectivos derivados que se relacionam com a variedade e inovação de produtos.
  • As fontes de conflito podem ir desde uma colisão frontal de interesses a uma completa incompatibilidade.
  • Destacam-se os autores: ● Parkinson (Lei de Parkinson); ● Peter (Princípio de Peter); ● Thompson (Dramaturgia Administrativa de Thompson); ● Maquiavel (Maquiavelismo nas Organizações).
  • Porque é a convergência das varias teorias O estruturalismo demarca duas grandes tendências teóricas muito importantes: a de conflito e a integrativa . A escolha da utilização de cada uma destas abordagens prende-se com o tipo de organização em estudo. Não existem dois tipos de organizações iguais, estas apresentam uma enorme variabilidade. Contudo estas apresentam certas características que permitem classificá-las em diversos grupos ou tipos.
  • Instituições como escolas, hospitais, prisões, sindicatos….isto significa uma consciencialização da inadequação dos conceitos administrativos derivados exclusivamente de empresas industriais Este centra-se principalmente nas chamadas organizações complexas e volta-se para o estudo e análise de organizações formais. Antes de ser uma teoria o Estruturalismo é um método trazido da linguística por Lévy-Strauss que foi introduzido noutros áreas com grande êxito, chegando muito rapidamente à Administração.
  • Para facilitar essa análise comparativa das organizações, uma grande parte dos autores estruturalistas desenvolveu tipologias de organizações, tentando classificá-las de acordo com certas características distintivas. Estas tipologias são pouco específicas classificando as organizações em grupos, cujas características, são muito gerais e pouco discriminatórias. Estes factores tornam tanto a sua aplicabilidade assim como a sua validade discutível. Hospitais e universidades são um bom exemplo desse tipo de instituições.
  • Na maioria das unidades hospitalares a hierarquia verifica-se por exemplo, pela existência de Enf. Supervisor, Director, Chefe (de cada serviço), Especialista, Graduado, de Cuidados Gerais. O respeito a esta hierarquia é o que permite que a instituição funcione na sua plenitude. O bom desempenho das funções de cada enfermeiro depende da qualidade laboral do seu superior, só assim se consegue um bom funcionamento da estrutura organizacional.
  • Principios De AdministraçãO

    1. 1. Instituto Superior de Saúde do Alto Ave Licenciatura em Enfermagem 4º Ano – 1º Semestre Princípios de Administração Docente: Almerindo Domingues
    2. 2. Teoria Estruturalista
    3. 3. Objectivos : <ul><li>Realizar uma breve descrição dos antecedentes históricos da administração; </li></ul><ul><li>Descrever as principais características da Teoria Estruturalista; </li></ul><ul><li>Explicitar os percursores da Teoria Estruturalista; </li></ul><ul><li>Explicar qual a ênfase da Teoria Estruturalista; </li></ul><ul><li>Referir quais os aspectos positivos e negativos da Teoria Estruturalista; </li></ul><ul><li>Explicar a funcionalidade da Teoria Estruturalista na Enfermagem. </li></ul>
    4. 4. Visão Histórica da Administração <ul><li>A teoria administrativa tem pouco mais de cem anos; </li></ul><ul><li>Os sumérios (5000 a.C) já utilizavam registos escritos a respeito das suas actividades comerciais e governamentais; </li></ul><ul><li>No séc. XVIII, a Revolução Industrial mudou profundamente a configuração do mundo: </li></ul><ul><ul><li>Substituição das oficinas artesanais pelas fábricas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Transferência do centro de negócios da agricultura para a indústria; </li></ul></ul>
    5. 5. Visão Histórica da Administração <ul><li>Somente em 1903, Taylor escreveu o primeiro livro sobre administração, inaugurando a teoria administrativa ; </li></ul><ul><li>O desenvolvimento desta pode ser explicado através de três etapas distintas pelas quais passou o mundo organizacional no decorrer do séc. XX: a era industrial clássica, a era industrial neoclássica e a era da informação. </li></ul>
    6. 6. Visão Histórica da Administração <ul><li>Era Industrial Clássica: </li></ul><ul><li>1900 – 1950 </li></ul><ul><li>Início da Industrialização </li></ul><ul><li>Pouca mudança </li></ul><ul><li>Previsibilidade </li></ul><ul><li>Estabilidade e certeza </li></ul><ul><li>Três abordagens tradicionais de administração: </li></ul><ul><ul><li>Administração Científica (ênfase nas tarefas ao nível do operário) </li></ul></ul><ul><ul><li>Teoria Clássica e Modelo Burocrático (ênfase na estrutura organizacional) </li></ul></ul><ul><ul><li>Teoria das Relações Humanas (ressalta o papel das pessoas nas organizações) </li></ul></ul>
    7. 7. Visão Histórica da Administração <ul><li>Era Industrial Neoclássica: </li></ul><ul><li>1950 – 1990 </li></ul><ul><li>Desenvolvimento Industrial </li></ul><ul><li>Aumento da mudança </li></ul><ul><li>Fim da previsibilidade </li></ul><ul><li>Inovação </li></ul><ul><li>Provocou a substituição dos antigos conceitos prescritivos e normativos por conceitos descritivos e explicativos na teoria administrativa. </li></ul>
    8. 8. Visão Histórica da Administração <ul><li>Era da Informação: </li></ul><ul><li>Após 1990 </li></ul><ul><li>Tecnologia da Informação </li></ul><ul><li>Serviços </li></ul><ul><li>Aceleração da Mudança </li></ul><ul><li>Imprevisibilidade </li></ul><ul><li>Instabilidade e Incerteza </li></ul>
    9. 9. Visão Histórica da Administração <ul><li>Ênfase na: </li></ul><ul><ul><li>Produtividade </li></ul></ul><ul><ul><li>Qualidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Competitividade </li></ul></ul><ul><ul><li>Cliente </li></ul></ul><ul><ul><li>Globalização </li></ul></ul>
    10. 10. Percursores da Teoria Estruturalista Teoria Clássica Teoria Burocrática Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
    11. 11. Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Teoria Clássica: </li></ul><ul><li> Proposta por Taylor e Faylor, deu ênfase às tarefas e à estrutura organizacional, proporcionando uma abordagem rígida e mecanicista que considerava o homem como um apêndice da máquina, ou como um mero ocupante de um cargo dentro de uma hierarquia estritamente centralizada. </li></ul><ul><li>A eficiência foi o objecto básico perseguido por esta teoria. O que importava era unicamente a organização formal da indústria. </li></ul><ul><li>Esta teoria mostrou-se incompleta e parcial. </li></ul>
    12. 12. Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Teoria das Relações Humanas: </li></ul><ul><li>Proposta inicialmente por Mayo, a partir da experiência de Hawthorne, foi uma reacção de oposição ao tradicionalismo da Abordagem Clássica; </li></ul><ul><li>Deu ênfase ao homem e ao clima psicológico de trabalho; </li></ul><ul><li>As expectativas dos empregados, as suas necessidades psicológicas, a organização informal e a rede não convencional de comunicações passam a ser os componentes principais dos estudos da Administração. A liderança passa a substituir a autoridade hierárquica formal; </li></ul>
    13. 13. Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Ao sobrevalorizar os aspectos informais e emocionais da organização, dentro de uma visão romântica e ingénua do trabalho, esta teoria também se mostrou incompleta e parcial, reforçando apenas exactamente aqueles aspectos organizacionais omitidos ou rejeitados pela teoria clássica. </li></ul>
    14. 14. Percursores da Teoria Estruturalista <ul><li>Teoria da Burocracia: </li></ul><ul><li>Pretendeu dar bases de um modelo ideal e racional de organização que pudesse ser aplicado às empresas, qualquer que fosse o seu ramo de actividade; </li></ul><ul><li>Weber descreveu as características mais importantes da organização burocrática ou racional. Porém, outros seguidores comprovaram uma série de distorções, disfunções e tensões dentro da burocracia, o que tornava crítica a sua aplicação às empresas. Apesar de representar um passo à frente da organização formal proposta pela Abordagem Clássica, a organização burocrática mostrou-se carente da flexibilidade e inovação necessárias e imprescindíveis a uma moderna em processo de contínua e acelerada mudança. </li></ul>
    15. 15. Origem da Teoria Estruturalista <ul><li>Necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social complexa na qual interagem grupos sociais”; </li></ul><ul><li>Influência do estruturalismo nas ciências sociais e a sua repercussão no estudo das organizações; </li></ul><ul><li>Novo conceito de estrutura. </li></ul>
    16. 16. Teoria Estruturalista <ul><li>Estruturalismo é um método analítico e comparativo que estuda os elementos ou fenómenos com relação a uma totalidade, salientando o seu valor de posição. </li></ul><ul><li>O conceito de estrutura significa a análise interna de uma totalidade nos seus elementos constitutivos, sua disposição, suas inter-relações, permitindo uma comparação, pois pode ser aplicado a coisas diferentes entre si. Além do seu aspecto totalizante, o estruturalismo é fundamentalmente comparativo. Assim sendo, esta teoria preocupa-se com o todo e com o relacionamento das partes na constituição, desse mesmo todo. </li></ul>
    17. 17. Estrutura <ul><li>“ O todo não é de nenhuma maneira a soma das partes… Para que haja estrutura é necessário que existam entre as partes outras relações que não a simples justaposição e que cada uma das partes manifeste propriedades que resultam da sua dependência à totalidade.” </li></ul><ul><li>Jean Viet, Métodos Estruturalistas nas Ciências Sociais, op. Cit., p.8. </li></ul>
    18. 18. Estrutura <ul><li>“ (…)quando os elementos são reunidos na totalidade e quando as propriedades dos elementos dependem inteira e parcialmente desses caracteres da totalidade”. Assim, “toda a modificação de um elemento acarreta a modificação dos outros elementos e relações”. </li></ul><ul><li>Jean Viet, Métodos Estruturalistas nas Ciências Sociais, op. Cit., p.8. </li></ul>
    19. 19. As Organizações <ul><ul><li>As organizações são concebidas como “unidades sociais (ou agrupamentos humanos) intencionalmente construídas e reconstruídas, a fim de atingir objectivos específicos. Incluem-se nesse conceito as corporações, os exércitos, as escolas, os hospitais, as igrejas e as prisões; excluem-se as tribos, as classes, os grupos étnicos, os grupos de amigos e as famílias.” As organizações são caracterizadas por um “ conjunto de relações sociais estáveis deliberadamente criadas, com a explícita intenção de alcançar objectivos ou propósitos”. </li></ul></ul>
    20. 20. As Organizações <ul><ul><li>Assim, uma organização é uma unidade social dentro da qual as pessoas alcançam relações estáveis (não necessariamente face a face) entre si, no sentido de facilitar o alcance de um conjunto de objectivos ou metas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Deste modo, para os estruturalistas, a sociedade moderna e industrializada é uma sociedade de organizações, das quais o homem passa a depender para nascer, viver e morrer. Sendo estas altamente diferenciadas, requerem dos seus participantes determinadas características de personalidade. </li></ul></ul>
    21. 21. As Organizações <ul><ul><li>Os estruturalistas estudam as organizações através de uma análise organizacional de forma bastante ampla, conciliando a teoria clássica, a teoria das relações humanas e a teoria da burocracia. </li></ul></ul>
    22. 22. O Homem Organizacional <ul><li>Flexibilidade </li></ul><ul><li>Tolerância às frustrações </li></ul><ul><li>Capacidade de adiar as recompensas </li></ul><ul><li>Permanente desejo de realização </li></ul>
    23. 23. Análise das Organizações Teoria Burocrática Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Teoria Estruturalista
    24. 24. Abordagem Múltipla: Organização formal e informal Teoria Clássica Teoria das Relações Humanas Formal Informal
    25. 25. Abordagem Múltipla: Recompensas materiais e sociais <ul><li>Os estruturalistas conciliaram a teoria clássica com a teoria das relações humanas, defendendo que é necessário um equilíbrio mútuo entre elas, através de recompensas materiais e sociais, a fim de aumentar a motivação dos funcionários da organização. </li></ul>
    26. 26. Abordagem Múltipla: Diferentes enfoques da organização <ul><li>As organizações podem ter origem a partir de dois modelos: </li></ul><ul><ul><li>Modelo racional da organização; </li></ul></ul><ul><ul><li>Modelo natural da organização. </li></ul></ul>
    27. 27. Abordagem Múltipla: Os níveis da organização <ul><li>As organizações caracterizam-se por uma hierarquia de autoridades, isto é, pela diferença de poder: </li></ul><ul><ul><li>Nível institucional; </li></ul></ul><ul><ul><li>Nível gerencial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Nível técnico. </li></ul></ul>
    28. 28. Abordagem Múltipla: A diversidade das organizações <ul><li>Com esta metodologia pretendem aumentar o campo de análise da organização de forma a incluir diversas organizações. </li></ul>
    29. 29. Abordagem Múltipla: Análise inter-organizacional <ul><li>Os estruturalistas baseiam-se numa abordagem de sistema aberto e utilizam o modelo natural de organização, como base do seu estudo, criando uma abordagem múltipla através da análise de factores internos e externos. </li></ul>
    30. 30. Tipologia das Organizações <ul><li>Os autores Estruturalistas desenvolveram a tipologia de organizações tentando classificá-las de acordo com características distintivas. </li></ul>
    31. 31. Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Etzioni </li></ul><ul><ul><li>As organizações são unidades sociais com finalidade específica que revêem constante e auto-conscientemente as suas acções reestruturando-as mediante os resultados. </li></ul></ul><ul><ul><li>As organizações atribuem recompensas e sanções que garantem a obediência às suas normas, regras e regulamentos </li></ul></ul>
    32. 32. Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Etzioni </li></ul><ul><li>As organizações classificam-se tendo em conta o uso e significado da obediência segundo: </li></ul><ul><ul><li>● Organizações coercivas </li></ul></ul><ul><ul><li>● Organizações utilitárias </li></ul></ul><ul><ul><li>● Organizações normativas </li></ul></ul>
    33. 33. Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Etzioni </li></ul><ul><li>É uma tipologia muito simples e unidimensional, baseada unicamente nos tipos de controlo. </li></ul>
    34. 34. Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Blau e Scott </li></ul><ul><ul><li>As organizações deverão ser classificadas tendo em conta quem beneficia com a as mesmas. </li></ul></ul><ul><li>Existem quatro tipos básicos de organização: </li></ul><ul><ul><li>● Associações de benefícios mútuos </li></ul></ul><ul><ul><li>● Organizações de interesses comerciais </li></ul></ul><ul><ul><li>● Organizações de serviços </li></ul></ul><ul><ul><li>● Organização de estados </li></ul></ul>
    35. 35. Tipologia das Organizações <ul><li>Tipologia de Blau e Scott </li></ul><ul><ul><li>Esta tipologia tal como a de Etzioni é simples e unidireccional. </li></ul></ul>
    36. 36. Objectivos Organizacionais <ul><li>Um objectivo organizacional é uma situação desejada que a organização tenta atingir. </li></ul><ul><li>O sucesso das organizações relaciona-se com o atingimento ou não dos seus objectivos. </li></ul>
    37. 37. Objectivos Organizacionais <ul><ul><li>Existem cinco categorias de objectivos organizacionais: </li></ul></ul><ul><li>● Objectivos da sociedade </li></ul><ul><li>● Objectivos de produção </li></ul><ul><li>● Objectivos de sistemas </li></ul><ul><li>● Objectivos de produtos </li></ul><ul><li>● Objectivos derivados. </li></ul>
    38. 38. Objectivos Organizacionais <ul><ul><li>Para os estruturalistas há uma íntima relação entre os objectivos organizacionais e o meio. </li></ul></ul><ul><ul><li>Defendem que uma organização deve ter um conjunto de objectivos que não devem ser estáticos. </li></ul></ul>
    39. 39. Conflitos Organizacionais <ul><li>Existência de ideias, sentimentos, atitudes ou interesses antagónicos. </li></ul><ul><li>Segundo os estruturalistas não há harmonia de interesses entre patrões e empregados. Estes indicam as numerosas funções sociais do conflito e não concordam com qualquer repressão artificial do mesmo. </li></ul>
    40. 40. Conflitos Organizacionais <ul><ul><li>Tipos de conflito: </li></ul></ul><ul><li>● Conflito entre a Autoridade do Especialista (conhecimento) e a Autoridade Administrativa (hierarquia); </li></ul><ul><li>● Dilemas de organização segundo Blau e Scott; </li></ul><ul><li>● Conflitos entre linha e assessoria (“staff”). </li></ul>
    41. 41. Sátiras à organização <ul><li>O ponto de vista dos estruturalistas sobre as organizações é eminentemente crítico . </li></ul><ul><li>Alguns autores apontam as falhas e incongruências no processo aparentemente racional da organização. </li></ul>
    42. 42. Sátiras à organização <ul><ul><li>Estes autores pecam pelo exagero e por não proporem qualquer tipo de solução. </li></ul></ul><ul><ul><li>Popularizam uma visão eminentemente critica e negativa do funcionamento das organizações. </li></ul></ul>
    43. 43. Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos positivos: </li></ul><ul><ul><li>O estruturalismo facilita uma abordagem múltipla na análise das organizações; </li></ul></ul><ul><ul><li>A organização é vista como uma unidade social grande e complexa; </li></ul></ul><ul><ul><li>Conduz a uma ampla visão da organização, referindo os conflitos e antagonismos não só interpessoais mas também como parte da estrutura organizacional; </li></ul></ul>
    44. 44. Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos positivos: </li></ul><ul><ul><li>Estimula o interesse no estudo de organizações não-industriais e não-lucrativas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Há quem também chame à Teoria Estruturalista “Teoria de Crise” uma vez que deixa de lado a “normalidade” das organizações preocupando-se em descobrir a origem dos problemas das mesmas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Contribuiu consideravelmente para a evolução das Teorias Administrativas; </li></ul></ul><ul><ul><li>É uma teoria de transição e mudança cujo campo está em grande crescimento e desenvolvimento. </li></ul></ul>
    45. 45. Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos negativos: </li></ul><ul><ul><li>Os estruturalistas deixam de se preocupar com a forma como o individuo percebe a organização e o seu meio ambiente. </li></ul></ul><ul><ul><li>O Estruturalismo não constitui uma teoria própria e perfeitamente distinta na teoria geral de administração. </li></ul></ul>
    46. 46. Apreciação Crítica do Estruturalismo <ul><li>Aspectos negativos: </li></ul><ul><ul><li>As tipologias organizacionais do Estruturalismo, baseiam-se apenas num princípio ou aspecto básico ou que torna limitadas na sua aplicação prática. </li></ul></ul><ul><ul><li>As tipologias estruturalistas são simples e unidimensionais, reduzindo as organizações a uma única dimensão para tentar compará-las. </li></ul></ul><ul><ul><li>Faltam ainda estudos e definições em certas áreas, o que é uma queixa constante dos estruturalistas </li></ul></ul>
    47. 47. Aplicação à Enfermagem <ul><li>A Teoria Estruturalista aplica-se à Enfermagem na medida em que: </li></ul><ul><ul><li>Dentro das instituições hospitalares existe uma hierarquia organizacional; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cada enfermeiro tem funções bem definidas na estrutura organizacional em que se insere; </li></ul></ul><ul><ul><li>O sucesso da instituição depende da coesão funcional dos seus membros. </li></ul></ul>
    48. 48. Bibliografia <ul><li>CHIAVENATO, Idalberto (1983). Introdução à Teoria Geral da Administração . São Paulo: Makron Book. </li></ul><ul><li>CHIAVENATO, Idalberto (1999). Administração nos novos tempos . Rio de Janeiro: Editora Campus. </li></ul><ul><li>CHIAVENATO, Idalberto (2004). Introdução à Teoria Geral da Administração . Rio de Janeiro: Editora Campus. </li></ul><ul><li>FREDERICO, Manuela; LEITÃO, Maria (1999). Princípios de Administração para Enfermeiros . Coimbra: Formasau. </li></ul>
    49. 49. <ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul><ul><li>Catarina Bastos </li></ul><ul><li>Daniela Magalhães </li></ul><ul><li>Inês Morais </li></ul><ul><li>Liliana Barbosa </li></ul><ul><li>Maria João Fernandes </li></ul><ul><li>Marina Pires </li></ul><ul><li>Paula Lobo </li></ul><ul><li>Sérgio Sousa </li></ul>
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