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Ações Conscientes E Desvios Nutricionais Na Infancia
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Ações Conscientes E Desvios Nutricionais Na Infancia

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  • 1. AÇÕES CONSCIENTES E DESVIOS NUTRICIONAIS NA INFÂNCIA O FOME ZERO E O CONSUMO CONSCIENTE INSTITUTO AKATU São Paulo, 29 de agosto de 2003 I - TRANSIÇÃO NUTRICIONAL II - AÇÕES CONSCIENTES NO CONTROLE DOS DESVIOS NUTRICIONAIS ASSOCIADOS AO CONSUMO INSUFICIENTE DE ALIMENTOS III - AÇÕES CONSCIENTES NO CONTROLE DOS DESVIOS NUTRICIONAIS ASSOCIADOS AO CONSUMO EXCESSIVO DE ALIMENTOS JOSÉ A A C TADDEI DISCIPLINA DE NUTRIÇÃO E METABOLISMO DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA
  • 2. TRANSIÇÃO NUTRICIONAL E INCLUSÃO SOCIAL
    • A transição nutricional faz parte de uma série de transições inter-relacionadas em tecnologia, economia, demografia e saúde, que juntas ajudaram a definir o desenvolvimento industrial no século vinte.
    • No Brasil, que encontra-se em estágio intermediário dessa transição, a população incluída no mercado de consumo apresenta doenças associadas aos excessos alimentares enquanto que, os ainda excluídos desse mercado, continuam a apresentar doenças devidas a ingestão insuficiente de alimentos .
  • 3. TRANSIÇÃO NUTRICIONAL E URBANIZAÇÃO
    • A urbanização e a industrialização promovem mudanças importantes nos hábitos e costumes da população que levam à obesidade e ao sobrepeso.
    • Assistir televisão e jogar videogames, associados à disponibilidade de veículos, elevadores e eletrodomésticos, promovem sedentarismo e associam-se a maior consumo de alimentos de preparo mais fácil e rápido.
  • 4. TRANSIÇÃO NUTRICIONAL E ACESSO AOS ALIMENTOS
    • As indústrias de alimentos crescem para satisfazer tal demanda, moldando-a aos seus interesses comerciais, oferecendo alimentos mais saborosos, com maiores conteúdos de gordura, sal, açúcar e pouca fibra.
    • Por outro lado, em economias emergentes com distribuição desigual de bens e serviços, importante contigente populacional não tem acesso a alimentos em quantidade e qualidade suficientes para manter a saúde
  • 5. CONSUMO DEFICIENTE / EXCESSIVO DE ALIMENTOS E DOENÇAS ASSOCIADAS
    • Indivíduos com distúrbios nutricionais, tanto por falta como por excesso alimentar, são mais susceptíveis a doenças. Ambos apresentam redução nas suas expectativas de vida.
    • Desnutrição energético-protéica, falta de vitaminas e minerais promovem problemas de saúde preponderantemente na infância, excessos alimentares se fazem sentir mais intensamente na maturidade.
  • 6. Milhões de crianças brasileiras menores de 5 anos MILHÕES DE CRIANÇAS BRASILEIRAS MENORES DE CINCO ANOS COM DISTÚRBIOS NUTRICIONAIS
  • 7.  
  • 8. AÇÕES CONSCIENTES E DESVIOS NUTRICIONAIS NA INFÂNCIA O FOME ZERO E O CONSUMO CONSCIENTE INSTITUTO AKATU São Paulo, 29 de agosto de 2003 I - TRANSIÇÃO NUTRICIONAL II - AÇÕES CONSCIENTES NO CONTROLE DOS DESVIOS NUTRICIONAIS ASSOCIADOS AO CONSUMO INSUFICIENTE DE ALIMENTOS III - AÇÕES CONSCIENTES NO CONTROLE DOS DESVIOS NUTRICIONAIS ASSOCIADOS AO CONSUMO EXCESSIVO DE ALIMENTOS
  • 9. UTILIZAÇÃO CONSCIENTE DOS RECURSOS CUSTOS DE DIFERENTES INTERVENÇÕES NUTRICIONAIS (US$/CRIANÇA/ANO)
  • 10. GERENCIAMENTO CONSCIENTE DOS RECURSOS PERVERSÕES E IMPERFEIÇÕES DOS PROGRAMAS DE PROMOÇÃO NUTRICIONAL DIRIGIDOS ÀS CRIANÇAS - Brasil 1975-2002
    • Os recursos dos programas acabam sendo utilizados pelas elites federais, estaduais e municipais para aumentar seus ganhos financeiros ou influência política. Os objetivos principais, controlar os distúrbios nutricionais, ficam relegados a segundo plano.
    • Inexistência de recursos para:
      • treinamento de recursos humanos,
      • atividades de avaliação e supervisão continuadas .
  • 11. UTILIZAÇÃO CONSCIENTE DOS BENEFÍCIOS
    • Os gerentes e corpo técnico responsável pela operacionalização devem se conscientizar de que trata-se de atividade que utiliza recursos da população brasileira para diminuir injustiças e sofrimento humano.
    • Devem conhecer e repassar para os beneficiários :
      • os objetivos do programa
      • a população alvo a ser atendida
      • os detalhes operacionais referentes ao armazenamento, distribuição e forma de utilização dos alimentos/medicamentos.
  • 12. UTILIZAÇÃO CONSCIENTE DOS BENEFÍCIOS
    • Os beneficiários devem ser devidamente informados sobre a proposta e objetivos do programa para que:
      • Se sintam parte do esforço da sociedade para diminuir as injustiças e sofrimentos associados à fome e desnutrição,
      • Evitem perdas ou contaminação dos alimentos,
      • Evitem diluição dos alimentos entre membros da família que não fazem parte do grupo alvo,
      • Não redirecionem recursos da família destinados à produção ou compra de alimentos para outros fins, o que diminuiria os efeitos esperados do programa,
      • Participem das ações de educação nutricional e de promoção da saúde integradas ao programa.
  • 13. AÇÕES CONSCIENTES E DESVIOS NUTRICIONAIS NA INFÂNCIA O FOME ZERO E O CONSUMO CONSCIENTE INSTITUTO AKATU São Paulo, 29 de agosto de 2003 I - TRANSIÇÃO NUTRICIONAL II - AÇÕES CONSCIENTES NO CONTROLE DOS DESVIOS NUTRICIONAIS ASSOCIADOS AO CONSUMO INSUFICIENTE DE ALIMENTOS III - AÇÕES CONSCIENTES NO CONTROLE DOS DESVIOS NUTRICIONAIS ASSOCIADOS AO CONSUMO EXCESSIVO DE ALIMENTOS
  • 14. PROBABILIDADE DE SE TORNAR UM ADULTO OBESO SEGUNDO DIFERENTES RISCOS NA INFÂNCIA % Obesidade no Adulto EPSTEIN ET.AL 1985/INAN-PNSN-1989
  • 15. ANOS POTENCIAIS DE VIDA SAUDÁVEL PERDIDOS (APVSP) QUE PODERIAM SER EVITADOS COM MUDANÇAS NOS ESTILOS DE VIDA. MASON 1998
  • 16. CUSTOS DA OBESIDADE NOS EEUU Por outro lado, as empresas que comercializam alimentos industrializados, gastam 10 bilhões de dólares/ano para promover aumento do consumo
  • 17. OBESIDADE, SEDENTARISMO CLASSE SOCIAL
    • Os mais pobres e menos informados apresentam piores hábitos alimentares e de atividade física.
    • Nos Estados Unidos os hispânicos e africanos tem taxas de obesidade 50% maior que as dos brancos.
    • Os melhores hábitos irão se espalhar das elites para toda sociedade ou a obesidade se tornará mais uma doença dos pobres em todo mundo?
  • 18. OBESIDADE, SEDENTARISMO E MORBI-MORTALIDADE
    • A crescente onda de doenças crônicas deve acometer de forma intensa as populações em desenvolvimento nas próximas décadas.
    • O número de diabéticos no mundo deve duplicar em 2025 atingindo 300 milhões de indivíduos, 75% desse crescimento ocorrendo em países em desenvolvimento.
    • Nos países desenvolvidos a mortalidade proporcional por câncer deve se manter estável, em torno de 18%. Tais taxas devem duplicar nos países em desenvolvimento, atingindo 14% em 2015 .
  • 19. CUSTOS DA OBESIDADE PARA O SUS
    • R$1,2 bilhão gastos anualmente no Sistema Único de Saúde, podem ser atribuídos ao sobrepeso e obesidade que aumentam consumo de medicamentos, procedimentos diagnósticos e internações por:
      • obesidade mórbida
      • hipertensão
      • acidente vascular cerebral
      • infarto do miocardio
      • diabetes
      • cancer de colon
      • colelitíase Sichieri, Vianna & Coutinho 2003
  • 20. SUSCEPTIBILIDADE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES A NOVOS PRODUTOS
    • Empresas produtoras de guloseimas, assim como as produtoras
    • de cigarros, focalizam seus esforços de divulgação nos jovens e crianças.
    • Além de receptivos para novos produtos, esses indivíduos estão
    • formando seus padrões de consumo, e, uma vez conquistados,
    • se transformam em consumidores pelo resto de suas vidas.
    • Acesso nunca visto a alimentos saborosos, de alto valor
    • calórico e que são intensamente promovidos por
    • campanhas que os associam à beleza, ao prazer e à felicidade.
  • 21. NORMATIZAÇÃO DA MÍDIA
    • Na Bélgica e Noruega estão proibidas propagandas de alimentos dirigidos a menores de 12 anos.
    • No Brasil existem:
      • um projeto em tramitação no Senado que restringe a propaganda de alimentos,
      • uma ação do Ministério Público do Estado que pede a proibição da propaganda de refrigerantes em programas e publicações voltadas ao público infantil,
      • leis municipais que proíbem a comercialização de alimentos obesogênicos nas escolas.
  • 22. “ As evidências de que obesidade infantil é prevenível ou tratável são de nível 4 - opinião de especialistas REILLY (2002) - REVISÃO SISTEMÁTICA CRIANÇAS OBESAS QUE VOLTARAM AO PESO NORMAL E PERMANECEM DESTE MODO NA IDADE ADULTA COORTES % HAASE-HOSENFEL (1956) 20 MOLLINS (1957) 25 LLOYD (1961) 20 LODI (1970) 18 HAMANAR (1971) 28 BONNET (1974) 15
  • 23. Impacto de 45 aulas de educação nutricional e de estímulo a atividade física entre 437 escolares da rede pública de Vila Mariana - São Paulo 2000 Taddei, Bracco & Colugnati 2001 Gasto Energético em Kcal medidas pelo SOFIT Guloseimas - mais que duas ao dia por quatro ou mais dias na semana Obesidade - prevalência % ZPE>2
  • 24. Estimativas de obesidade (em milhões) entre crianças e adolescentes brasileiros Estimativas populacionais da IBGE 2000. Prevalências estimadas de obesidade de 10% para os três grupamentos etários.
  • 25. Estimativas (em milhares) de crianças e adolescentes obesos brasileiros que procurarão atendimento, que deixarão de ser obesos na idade adulta e que permanecerão obesos na idade adulta. 20% procurarão atendimento 4% deixarão de ser obesos na idade adulta OBESOS Permanecerão obesos na idade adulta
  • 26. AÇÕES CONSCIENTES
    • Áreas urbanas:
      • Criar mais espaços para pedestres
      • Ciclovias seguras
      •  Utilização de carros
      • Centros recreativos e parques
      • (  atividade física, práticas esportivas)
    • Envolvimento toda sociedade (família, escola, órgãos governamentais, mídia, indústria de alimentos, empresas em geral)
    • Modificar o ambiente “patológico” que favorece instalação da obesidade em indivíduos geneticamente predispostos
  • 27.
    • Legislação:
      • Rotulagem de produtos alimentícios (valor energético, composição)
      • Limitar propaganda de alimentos nos horários de programação infantil na tv
      • Subsídios para produtos com baixa densidade energética
    • Mídia:
      • Programas educativos para promoção estilo de vida saudável
    • Serviços de Saúde, Escolas, Serviços Públicos, Empresas :
      • Programas de monitoramento do peso visando ações de prevenção da obesidade a partir da orientação nutricional e do estímulo a atividade física
    AÇÕES CONSCIENTES