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RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL D E S E N V O LV I M E N T O S U S T E N T Á V E L E O S     RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO C...
UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA•   Curso: Engenharia Ambiental•   Disciplina: Tratamento e Disposição de Resíduos Sólidos•  ...
DESENVOLVIMENTO  SUSTENTÁVEL
Desde a culminação da revolução industrial até os dias atuais, omodelo de desenvolvimento implantado pelas nações sempre f...
Ao se pensar em um modelo de desenvolvimento que não repita osmales e práticas ainda existentes e que possa amenizar os da...
RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO          CIVIL
RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL               • São os provenientes de                 construções, reformas, reparos e      ...
As causas da geração destes resíduos são diversas, mas podem-se destacar (LEITE, 2001):• A falta de qualidade dos bens e s...
• Estruturas de concreto mal concebidas que ocasionam a  redução de sua vida útil e necessitam de manutenção corretiva,  g...
CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE RESÍDUOS            SÓLIDOSOs resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a origem,tip...
De acordo com o TIPO: • “Resíduo Reciclável”: papel,   plástico, metal, alumínio, vidro, etc. • “Resíduo Não Reciclável” o...
De acordo com a COMPOSIÇÃO QUÍMICA: • Orgânicos: restos de alimentos, folhas, grama, animais mortos,   esterco, papel, mad...
De acordo com a PERICULOSIDADE:Essa classificação foi definida pela ABNT na norma NBR10004:2004 da seguinte forma:• Resídu...
• Resíduos Não Perigosos (Classe II): não apresentam  nenhuma das características acima, podem ainda ser  classificados em...
QUADRO 1 - CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL PELA RESOLUÇÃO 307                                 DO CONAMA.
• Tipos de resíduosOs tipos de resíduos sólidos da construção civil podem variar deacordo com o tipo de construção realiza...
Abaixo segue alguns tipos resíduos:• Blocos de concreto, blocos cerâmicos, argamassas, outros  componentes cerâmicos, conc...
NORMAS TÉCNICAS/ASPECTOS LEGAISAs normas técnicas foram elaboradas pelos ComitêsTécnicos e publicadas pela ABNT em 2004, c...
Norma                         TítuloNBR 15112 (ABNT, 2004b)   Resíduos da construção civil e resíduos                     ...
• Legislação Ambiental referente aos resíduos de construção  e demolição;• Lei Federal Nº 12.305/2010 – PNRS.
PERDAS E DESPERDÍCIOSOs desperdícios da Construção Civil não ocorrem apenasno momento da execução de uma obra. São decorrê...
RESÍDUO DA CONSTRUÇÃOOs resíduos de construção são considerados todo e qualquerresíduo oriundo das atividades de construçã...
TIPOS DE RCC• Limpeza de terreno: solos, rochas e vegetação;• Montagem do canteiro: blocos cerâmicos, concreto, areia,  br...
• Instalações Elétricas: blocos cerâmicos,          conduites,  mangueira, fio de cobre;• Reboco Interno/Externo: argamass...
ÍNDICES MÉDIOS DE PERDA DOS     MATERIAIS NAS EDIFICAÇÕES___________________________________Materiais                 Perd...
FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A     GERAÇÃO DE RESÍDUOS• Layout do canteiro de obras;• Falha na construção e retrabalho;• Fa...
IMPACTOS AMBIENTAISA destinação inadequada dos resíduos de construção civil, emterrenos baldios, áreas de preservação perm...
IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS       PELOS RESÍDUOS            Proliferação de vetores de doençasRCC misturados com resíduos...
Entupimento de galerias e bueirosDisposição irregular de RCC obstruindo rede de drenagem
Assoreamento de córregos e riosDisposição irregular as margens do córrego
Degradação da vegetaçãoGrande volume de RCC depositado causando degradação da vegetação
Obstrução de vias   Poluição visual
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO RCCGERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVILConforme a resolução nº. 307/02 do Conama (Brasi...
CARACTERIZAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOSPara a caracterização e quantificação dos RCC, é necessário classificar...
MINIMIZAÇÃO DOS RESÍDUOSA estratégia de minimização de resíduos deve ter como prioridade a redução da geração doresíduo na...
Para uma boa minimização dos resíduos podemos utilizar as seguintesrecomendações:                                   •   Si...
SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOSÉ o ato de isolar e separar os resíduos sólidos por classe e tipo. Asegregação deve ser segregada na...
ACONDICIONAMENTO/ARMAZENAMENTOÉ o local de disposição temporária adequada para cada classe/tipo de resíduo de forma a gara...
TRANSPORTEÉ o deslocamento que o resíduo percorre até a o seu acondicionamento final. Para alguns resíduos comoo perigoso ...
DESTINAÇÃO DE RESÍDUOSA destinação final dos resíduos só poderá ser realizada para os que não podem serreutilizados no pro...
REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOSA reutilização de resíduos caracteriza-se por envolver ações que visam oaproveitamento sem a neces...
CONCLUSÃOConsiderando que os resíduos da construção civil tem grande participação nosresíduos sólidos de forma em geral, d...
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  1. 1. RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL D E S E N V O LV I M E N T O S U S T E N T Á V E L E O S RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
  2. 2. UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA• Curso: Engenharia Ambiental• Disciplina: Tratamento e Disposição de Resíduos Sólidos• Professora: Yara Tarragó Vargas• Alunos(as): Adécio Rodrigues; Carolina Fernandes; Thaís Bomfim.
  3. 3. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
  4. 4. Desde a culminação da revolução industrial até os dias atuais, omodelo de desenvolvimento implantado pelas nações sempre foiidealizado sem se levar em conta o respeito à natureza, àqualidade de vida da humanidade e do impacto causado por estesobre a realidade e as condições sociais das populaçõesenvolvidas, levando o nosso planeta a atual situação dedegradação e devastação ambiental, pobreza e miséria,espalhando assim um imenso caos, principalmente nos paísessubdesenvolvidos, que ao longo da história foram exploradospor tecnologias ambientalmente poluentes e desastrosas,pensadas e testadas pelos países exploradores nessas naçõespobres, que diante das suas restrições, foram utilizadas como"cobaias" durante todo este século que agora se encerra.
  5. 5. Ao se pensar em um modelo de desenvolvimento que não repita osmales e práticas ainda existentes e que possa amenizar os danoscausados ao planeta terra no decorrer da história, temos que colocaracima de tudo e principalmente, o ser humano, o ambiente e asociedade, pois só assim poderemos atingir os outros aspectos quepermeiam todos estes (o social, ambiental, econômico, político,institucional, tecnológico e o cultural), utilizando-os comoreferenciais e pontos de partida, já que são as ferramentas e elementosnecessários que devem ser considerados na construção de qualquermodelo de desenvolvimento sustentável que sirva para todas asgerações, não deixando que apenas as gerações atuais usufruam dosseus frutos, mas que estes também sejam garantidos aos que aindaestão por vir, possibilitando a continuidade dos recursos naturaisdisponíveis e consequentemente da vida em nosso planeta.
  6. 6. RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL
  7. 7. RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL • São os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos. • São eles: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc. (Resolução 307/CONAMA)
  8. 8. As causas da geração destes resíduos são diversas, mas podem-se destacar (LEITE, 2001):• A falta de qualidade dos bens e serviços, podendo isto dar origem às perdas de materiais, que saem das obras na forma de entulho;• A urbanização desordenada que faz com que as construções passem por adaptações e modificações gerando mais resíduos;• O aumento do poder aquisitivo da população e as facilidades econômicas que impulsionam o desenvolvimento de novas construções e reformas;
  9. 9. • Estruturas de concreto mal concebidas que ocasionam a redução de sua vida útil e necessitam de manutenção corretiva, gerando grandes volumes de resíduos;• Desastres naturais, como avalanches, terremotos e tsunamis;• Desastres provocados pelo homem, como guerras e bombardeios.
  10. 10. CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE RESÍDUOS SÓLIDOSOs resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a origem,tipo de resíduo, composição química e periculosidade conforme abaixo:De acordo com a ORIGEM:• “Resíduo Industrial”: são originados dos processos industriais. Possuem composição bastante diversificada e uma grande quantidade desses rejeitos é considerada perigosa. Podem ser constituídos por escórias (impurezas resultantes da fundição do ferro), cinzas, lodos, óleos, plásticos, papel, borrachas, etc.• “Entulho”: resultante da construção civil e reformas. Quase 100% destes resíduos podem ser reaproveitados embora isso não ocorra na maioria das situações por falta de informação. Os entulhos são compostos por: restos de demolição (madeiras, tijolos, cimento, rebocos, metais, etc.), de obras e solos de escavações diversas.
  11. 11. De acordo com o TIPO: • “Resíduo Reciclável”: papel, plástico, metal, alumínio, vidro, etc. • “Resíduo Não Reciclável” ou “Rejeito”: resíduos que não são recicláveis, ou resíduos recicláveis contaminados;
  12. 12. De acordo com a COMPOSIÇÃO QUÍMICA: • Orgânicos: restos de alimentos, folhas, grama, animais mortos, esterco, papel, madeira, etc.. Muita gente não sabe, mas alguns compostos orgânicos podem ser tóxicos. São os chamados “Poluentes Orgânicos Persistentes” (POP) e “Poluentes Orgânicos Não Persistentes”. • - “Poluentes Orgânicos Persistentes” (POP): hidrocarbonetos de elevado peso molecular, clorados e aromáticos, alguns pesticidas (Ex.: DDT, DDE, Lindane, Hexaclorobenzeno e PCB`s). Estes compostos orgânicos são tão perigosos que foi criada uma norma internacional para seu controle denominada “Convenção de Estocolmo”. • - “Poluentes Orgânicos Não Persistentes”: óleos e óleos usados, solventes de baixo peso molecular, alguns pesticidas biodegradáveis e a maioria dos detergentes (Ex.: organosfosforados e carbamatos). • Inorgânicos: vidros, plásticos, borrachas, etc.
  13. 13. De acordo com a PERICULOSIDADE:Essa classificação foi definida pela ABNT na norma NBR10004:2004 da seguinte forma:• Resíduos Perigosos (Classe I): são aqueles que por suas características podem apresentar riscos para a sociedade ou para o meio ambiente. São considerados perigosos também os que apresentem uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e/ou patogenicidade. Na norma estão definidos os critérios que devem ser observados em ensaios de laboratório para a determinação destes itens. Os resíduos que recebem esta classificação requerem cuidados especiais de destinação.
  14. 14. • Resíduos Não Perigosos (Classe II): não apresentam nenhuma das características acima, podem ainda ser classificados em dois subtipos:• - Classe II A – não inertes: são aqueles que não se enquadram no item anterior, Classe I, nem no próximo item, Classe II B. Geralmente apresenta alguma dessas características: biodegradabilidade, combustibilidade e solubilidade em água.• - Classe II B – inertes: quando submetidos ao contato com água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água, com exceção da cor, turbidez, dureza e sabor.
  15. 15. QUADRO 1 - CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL PELA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA.
  16. 16. • Tipos de resíduosOs tipos de resíduos sólidos da construção civil podem variar deacordo com o tipo de construção realizada. Essa identificaçãodos RCC é essencial para analisar qual deverá ser oacondicionamento inicial, transporte e a destinação final quedeve ser dada a cada tipo de resíduo de maneira ambientalmentecorreta. A identificação prévia e caracterização dos resíduos aserem gerados são fundamentais no processo dereaproveitamento dos RCC, pois esse conhecimento leva a sepensar maneiras mais racionais de se reutilizar e/ou reciclar omaterial.
  17. 17. Abaixo segue alguns tipos resíduos:• Blocos de concreto, blocos cerâmicos, argamassas, outros componentes cerâmicos, concreto, tijolos e assemelhados;• Madeira;• Plásticos (sacarias de embalagens e aparas de tubulações);• Papelão (sacos e caixas de embalagens dos insumos utilizados durante a obra) e papéis (escritório);• Metal (ferro, aço, fiação revestida, arame etc.);• Serragem;• Gesso de revestimento, placas acartonadas e artefatos;• Solos;• Telas de fachada e de proteção;• EPS (Poliestireno expandido) – exemplo: isopor.
  18. 18. NORMAS TÉCNICAS/ASPECTOS LEGAISAs normas técnicas foram elaboradas pelos ComitêsTécnicos e publicadas pela ABNT em 2004, conformesintetizado no Quadro 2.Estas normas envolvem as diretrizes para implantaçãode áreas de transbordo e triagem, de aterros de inertes ede reciclagem dos RCD, além de procedimentos para aexecução da pavimentação com agregados reciclados ede concreto sem função estrutural.
  19. 19. Norma TítuloNBR 15112 (ABNT, 2004b) Resíduos da construção civil e resíduos volumosos _ Áreas de transbordo e triagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação;NBR15113 (ABNT, 2004c) Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes – Aterros – Diretrizes para projeto, implantação e operação;NBR 15114 (ABNT, 2004d) Resíduos sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem- Diretrizes para projeto, implantação e operação;NBR 15115 (ABNT, 2004e) Agreagados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Execução de camadas de pavimentação – Procedimentos;NBR 15116 (ABNT, 2004f) Agragados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos.
  20. 20. • Legislação Ambiental referente aos resíduos de construção e demolição;• Lei Federal Nº 12.305/2010 – PNRS.
  21. 21. PERDAS E DESPERDÍCIOSOs desperdícios da Construção Civil não ocorrem apenasno momento da execução de uma obra. São decorrência deum processo formado de várias etapas que são:planejamento, projeto, fabricação de materiais ecomponentes, execução e uso e manutenção.O conceito de desperdício, geralmente é associado aoconceito de perdas na construção civil, porém deve-seentender como perda à ineficiência causada no uso deequipamentos, materiais, mão-de-obra e capital(BOGADO, 1998, p. 18).
  22. 22. RESÍDUO DA CONSTRUÇÃOOs resíduos de construção são considerados todo e qualquerresíduo oriundo das atividades de construção, sejam eles denovas construções, reformas, ampliações, demolições, queenvolvam atividades de obras de arte e limpeza de terrenos compresença de solos ou vegetação. (ÂNGULO, 2005, p.27 )
  23. 23. TIPOS DE RCC• Limpeza de terreno: solos, rochas e vegetação;• Montagem do canteiro: blocos cerâmicos, concreto, areia, brita, madeira;• Fundação: solos, rochas;• Estrutura: concreto, areia, brita, madeira, ferro;• Alvenaria: blocos cerâmicos, blocos de concreto, argamassa, papel, plástico.
  24. 24. • Instalações Elétricas: blocos cerâmicos, conduites, mangueira, fio de cobre;• Reboco Interno/Externo: argamassa;• Revestimentos : pisos e azulejos cerâmicos, piso de madeira, papel, papelão, plástico;• Forro de Gesso: placas de gesso;• Pinturas: tintas, seladoras, vernizes, texturas;• Coberturas: madeiras, telhas.
  25. 25. ÍNDICES MÉDIOS DE PERDA DOS MATERIAIS NAS EDIFICAÇÕES___________________________________Materiais Perdas (%)Areia 39Cimento 33Concreto 01Aço 26Tijolos/Blocos 27Argamassas 91___________________________________Fonte: Adaptado de Pinto, 1995.
  26. 26. FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A GERAÇÃO DE RESÍDUOS• Layout do canteiro de obras;• Falha na construção e retrabalho;• Falta de planejamento;• Baixa qualidade dos materiais adotados;• Transporte ou armazenamento inadequado dos materiais.
  27. 27. IMPACTOS AMBIENTAISA destinação inadequada dos resíduos de construção civil, emterrenos baldios, áreas de preservação permanente, vias elogradouros públicos, causam impactos, que podem trazer danosao meio ambiente e a qualidade de vida da população.A expressão impacto ambiental, segundo a Resolução n 001do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 23 de setembrode 1986 (CONAMA) é definida como: Qualquer alteraçãodas propriedades físicas, químicas e biológicas do meioambiente, causada por qualquer forma de matéria ouenergia resultante das atividades humanas que, direta ouindiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem estar dapopulação, as atividades sociais e econômicas; a biota; ascondições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e aqualidade dos recursos ambientais. (CONAMA, 1986)
  28. 28. IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELOS RESÍDUOS Proliferação de vetores de doençasRCC misturados com resíduos domésticos em áreas irregulares
  29. 29. Entupimento de galerias e bueirosDisposição irregular de RCC obstruindo rede de drenagem
  30. 30. Assoreamento de córregos e riosDisposição irregular as margens do córrego
  31. 31. Degradação da vegetaçãoGrande volume de RCC depositado causando degradação da vegetação
  32. 32. Obstrução de vias Poluição visual
  33. 33. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO RCCGERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVILConforme a resolução nº. 307/02 do Conama (Brasil, 2002), define-se gerenciamento deresíduos como o sistema de gestão que visa reduzir, reutilizar ou reciclar resíduos,incluindo planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos e recursos paradesenvolver e implantar as ações necessárias ao cumprimento das etapas previstas emprogramas e planos (Brasil, 2002).Etapas do Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil:a) Caracterização e quantificação dos resíduos sólidos;b) Minimização dos resíduos;c) Segregação dos resíduos;d) Acondicionamento/armazenamento;e) Transporte;f) Destinação dos resíduos.
  34. 34. CARACTERIZAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOSPara a caracterização e quantificação dos RCC, é necessário classificar ostipos de resíduos sólidos produzidos pelo empreendimento, adotando aclassificação da Resolução CONAMA 307/02 e 348/04, inclusive os resíduosde característica doméstica. IDENTIFICAÇÃO DOS RCC POR ETAPAS DA OBRA Fase da obra Tipos de Resíduos Possivelmente Gerado Limpeza de terrenos Solos Rocha, Vegetação e Galhos Montagem do canteiro Blocos Cerâmicos, Concreto, areia e brita Madeiras Fundações Solos e Rochas Concreto(areia e brita) Superestruturas Madeiras Sucata de Ferro e Formas Plásticas Blocos Cerâmicos, Blocos de Concreto e Alvenaria Argamassa Papel e Plástico Instalações Hidrosanitárias Blocos Cerâmicos PVC e PPR Instalações Elétricas Blocos Cerâmicos Conduítes, Madeiras e Fios de cobre Reboco Interno/Externo Argamassa Pisos e Azulejos Cerâmicos Revestimentos Piso Laminado de madeira, papel Papelão e plástico Forro de Gesso Placas de Gesso Acartonado Pinturas Tintas, Seladoras, Vernizes, Texturas Coberturas Madeiras Cacos de telhas de fibrocimento
  35. 35. MINIMIZAÇÃO DOS RESÍDUOSA estratégia de minimização de resíduos deve ter como prioridade a redução da geração doresíduo na fonte e o seu reaproveitamento ou reciclagem posterior.A CIRIA (1999) considera como minimização qualquer técnica, processo ou atividade quepossa evitar, eliminar ou reduzir o volume de resíduo na sua origem ou permitir o reuso oureciclagem do resíduo para outras finalidades.EEA (1999) trabalha a definição de minimização de resíduo através dos seguintes elementos,organizados por ordem de prioridade:A EEA conceitua a minimização do entulho através da seguinte hierarquia:
  36. 36. Para uma boa minimização dos resíduos podemos utilizar as seguintesrecomendações: • Siga as recomendações dos fabricantes(embalagens, folders ou catalogos); • Descarregar o material com muito cuidado; • Utilize o carrinho paleteiro ou grua no caso de paletização; • Prever a utilização de peças modulares; • Armazenar e utilizar os materiais com cuidado, para não romper peças desnecessariamente; • Adquirir peças nas medidas. Caso contrario selecionar e coletar as sobras em locais a própria dos no canteiro.
  37. 37. SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOSÉ o ato de isolar e separar os resíduos sólidos por classe e tipo. Asegregação deve ser segregada na origem ou próxima.Diante da possibilidade de reciclagem do resíduos, deve-secomprometer em efetivar a separação desse tipo de resíduo durante aexecução da obra e em buscar sua adequada destinação.Abaixo segue alguns procedimentos a serem adotados:• Separar sacos de cimento e de argamassas de outras embalagens;• Separar as embalagens plásticas contaminadas das não contaminadas;• Aproveitar todas as alternativas possíveis para a recuperação dos metais, separe-os por tipos, bitolas, acabamento.
  38. 38. ACONDICIONAMENTO/ARMAZENAMENTOÉ o local de disposição temporária adequada para cada classe/tipo de resíduo de forma a garantir aintegridade dos materiais, até que sejam transportadas para seus acondicionamentos finais edepois para a sua destinação final.Deverá acontecer o mais próximo possível dos locais de geração dos resíduos, dispondo-os deforma compatível com seu volume e preservando a boa organização dos espaços nos diversossetores da obra.Os dispositivos de armazenamento mais utilizados na atualidade são as bombonas (figura 1), bags,baias e caçambas estacionárias, que deverão ser devidamente sinalizados informando o tipo deresíduo que cada um acondiciona visando a organização da obra e preservação da qualidade doRCC.
  39. 39. TRANSPORTEÉ o deslocamento que o resíduo percorre até a o seu acondicionamento final. Para alguns resíduos comoo perigoso esse transporte deve ser realizada de forma segura para que não venha a ocorrer possíveisvazamentos e consequentemente contaminação do solo.O transporte interno dos RCC entre o acondicionamento inicial e final pode utilizar os meiosconvencionais e disponíveis: o transporte horizontal pode ser geralmente realizado por carrinhos ougiricos, transporte manual ou transportes verticais como elevadores de carga, gruas e guinchos.Já o transporte externo não poderá ser realizado sem um determinado controlado de transporte deresíduo, que deverá ser emitido um documento onde contém a identificação do gerador, do(s)responsável(is) pela execução da coleta e do transporte dos resíduos gerados no empreendimento, bemcomo da unidade de destinação final. Identificar a empresa licenciada para a realização do transporte dosRCC, os tipos de veículos e equipamentos a serem utilizados, bem como os horários de coleta, frequênciae itinerário.
  40. 40. DESTINAÇÃO DE RESÍDUOSA destinação final dos resíduos só poderá ser realizada para os que não podem serreutilizados no processo. As soluções para a destinação dos resíduos devem combinarcompromisso ambiental e viabilidade econômica, garantindo a sustentabilidade e ascondições para a reprodução da metodologia pelos construtores.Os fatores determinantes na designação de soluções para a destinação dos resíduos sãoos seguintes:I - possibilidade de reutilização ou reciclagem dos resíduos nos próprios canteiros;II - proximidade dos destinatários para minimizar custos de deslocamento;III - conveniência do uso de áreas especializadas para a concentração de pequenosvolumes de resíduos mais problemáticos, visando à maior eficiência na destinação.
  41. 41. REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOSA reutilização de resíduos caracteriza-se por envolver ações que visam oaproveitamento sem a necessidade de descarte. De maneira geral, para que os objetivosda gestão de resíduos sejam alcançados, é necessária a aplicação de técnicas dereutilização no canteiro de obra.Abaixo segue alguns tipos de reutilização• Resíduos de concreto: podem ser reutilizados para preenchimentos não estruturais,principalmente para regularização de nível de blocos de fundação;• Resíduos de argamassa: foram reutilizados para preenchimento não estrutural,elaboração de argamassa para revestimentos (chapisco, reboco, emboço);• Resíduos de brita, areia, saibro, fibrocimento, tinta, impermeabilizante: as sobraspassíveis de posterior utilização foram encaminhadas ao depósito da empresa. Osresíduos que não podiam ser reaproveitados foram ser destinados de acordo comespecificações da Resolução CONAMA n º 307/02;• Resíduos de cerâmica: foram reutilizados para preenchimento não-estrutural,principalmente como aterro em áreas a serem aterradas e regularização de pisos.
  42. 42. CONCLUSÃOConsiderando que os resíduos da construção civil tem grande participação nosresíduos sólidos de forma em geral, devemos dar total importância sobre adisposição desses RCC. Com os assuntos que foram abordados nesse trabalho, podemos concluir que épossível existir uma relação harmônica entre o desenvolvimento sustentável e osresíduos sólidos da construção civil. A partir da implantação de programas que permitem a redução, o controle areutilização desse material e, por fim, a reciclagem, para que possa servir dematéria-prima a indústria, diminuindo assim o desperdício. Esses programas podem trazer benefícios econômicos para as construtoras comona forma de redução de custos, ambientais como construções que minimizam ageração desses resíduos que tem grande interferência nos impactos ambientais:poluição da agua, do ar e da agua, e social como na redução de proliferação devetores e da poluição visual, oriundos da má disposição desses resíduos.
  43. 43. FIM
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