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Manuel Bandeira   Vou Me Embora Pra PasáRgada
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Manuel Bandeira Vou Me Embora Pra PasáRgada

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  • 1. Avançar
  • 2. Na literatura brasileira, Manuel Bandeira (1886-1968), consagrou o nome Pasárgada como um lugar ironicamente ideal, em Vou-me embora pra Pasárgada Avançar
  • 3. Em Pasárgada, o Paraíso é uma projeção, um objeto de desejo do sujeito- enunciador, que se vale dos atributos paradisíacos por ainda não ser experienciado, vivenciado. Por ter vida, e sobretudo sentido, apenas no imaginário do sujeito-enunciador e por não ter sido ainda confrontada com a realidade é que podemos considerar Pasárgada um lugar perfeito, como nos mostra os tempos verbais no futuro em trechos como “na cama que escolherei”. Justamente por só ter representação dentro do universo onírico e ser constituída também a partir desses elementos é que não há a possibilidade de frustrar-se. A frustração só se configura no momento que esse objeto de desejo passa a existir também no plano real, ou seja, a partir do momento que o Paraíso pode ser experimentado. (por Hugo Maior) Avançar
  • 4. Rosa: mulata que serviu de ama-seca a Manuel Bandeira e a seus irmãos quando meninos. alcalóide: substância química encontrada nas plantas que, entre outros fins, serve para a fabricação de drogas. É o próprio Bandeira quem explica: “Vou-me embora pra Pasárgada” foi o poema de mais longa gestação em toda minha obra. Vi pela primeira vez esse nome de Pasárgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego. [...] Esse nome de Pasárgada, que significa “campo dos persas”, suscitou na minha imaginação uma paisagem fabulosa, um país de delícias [...]. Mais de vinte anos depois, quando eu morava só na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo desânimo, da mais aguda doença, saltou-me de súbito do subconsciente esse grito estapafúrdio: “Vou-me embora pra Pasárgada!”. Senti na redondilha a primeira célula de um Avançar poema [...]. (Estrela da vida inteira, cit., p. 127-8.)
  • 5. Pasárgada era uma cidade da antiga Pérsia e é atualmente um sítio arqueológico na província de Fars, no Irã, situado 87 km a nordeste de Persépolis. Foi a primeira capital da Pérsia Aqueménida, no tempo de Ciro II da Pérsia, e coexistiu com as demais, dado que era costume persa manter várias capitais em simultâneo, em função da vastidão do seu império: Persépolis, Echátana, Susa ou Sardes. É hoje um Patrimônio Mundial da UNESCO. Avançar
  • 6. Avançar
  • 7. Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro Vou-me embora pra Pasárgada De impedir a concepção Vou-me embora pra Pasárgada Tem telefone automático Aqui eu não sou feliz Tem alcalóide à vontade Lá a existência é uma aventura Tem prostitutas bonitas De tal modo inconseqüente Para a gente namorar Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente E quando eu estiver mais triste Da nora que nunca tive Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar E como farei ginástica — Lá sou amigo do rei — Andarei de bicicleta Terei a mulher que eu quero Montarei em burro brabo Na cama que escolherei Subirei no pau-de-sebo Vou-me embora pra Pasárgada. Tomarei banhos de mar! E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d'água Pra me contar as histórias Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Que no tempo de eu menino Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Rosa vinha me contar Janeiro, 1986, pág. 90 (crédito da poesia) Vou-me embora pra Pasárgada Avançar
  • 8. Avançar
  • 9. Fechar

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