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Métodos estudo Métodos estudo Document Transcript

  • PersistênciaO essencial para alcançar o sucesso é o empenho do jovem, e não apenas a ajuda dos pais ou professores.Se o curso foi bem escolhido e os métodos de trabalho são correctos, é necessário persistir, não cedendo àsprimeiras dificuldades.Pensar no futuroÉ bom que os jovens adquiram o hábito de pensar no futuro, encarando assim o estudo como forma derealização pessoal e profissional. Assim, o jovem não estudará apenas em função dos prémios ou castigosimediatos, mas terá consciência de estar a construir o seu próprio futuro.A Gestão do tempo de estudoO estudante deve conciliar as suas actividades desportivas, de convívio, etc, com o tempo dedicado aosestudos. É necessário que estabeleça uma escala de prioridades, fazendo uma gestão racional do tempo,dedicando a cada tarefa o tempo necessário.No entanto, um jovem com metas ambiciosas terá sempre que dedicar mais tempo ao estudo do que aoutras ocupações.É desejável que se dedique ao estudo individual, em média, um mínimo de 10 horas semanais.Horas mais rentáveisPara a maior parte das pessoas, o rendimento intelectual da manhã é superior ao da tarde e noite. Aoprincípio da tarde há sempre uma quebra de vivacidade mental, mas o fim da tarde parece igualmente eficaz.As horas mais rentáveis deverão ser dedicadas ao trabalho mais difícil. Antes de dormir deverão realizar-seapenas trabalhos de casa e revisões ligeiras.Pausas no trabalhoQuando o estudante começa a sentir cansaço, é conveniente fazer uma pausa ou mudar de assunto.Quanto à duração do trabalho, o ideal poderá ser realizar “pequenas etapas” pequenos períodos de esforçointenso e concentrado. Por exemplo, 3 horas com 2 intervalos renderão mais do que 3 horas seguidas. Aregra poderá ser: 10 minutos de intervalo por cada hora de estudo. Nos intervalos, deverão ser evitadasactividades que distraiam excessivamente (ver televisão, por exemplo).Para evitar a saturação, o estudante poderá também mudar de assunto, mas não é conveniente mudar parauma disciplina semelhante (Inglês e Francês, por exemplo), já que isto poderá provocar confusões.A eficácia de um horárioÉ importante elaborar um horário semanal para o estudo. Este deverá ser realista e ajustar-se àsnecessidades individuais. Deverá também ser flexível e ter em conta os compromissos relativos às váriasdisciplinas (testes e trabalhos, por exemplo, que poderão ser registados numa agenda).O horário deverá funcionar como um guia que poderá levar o aluno a trabalhar com regularidade.Exercício de autodisciplinaO cumprimento de um horário favorece a aquisição de autodisciplina, sendo que esta é um trunfofundamental para o sucesso nos estudos e na vida.O trabalho regular e planificado implica alguma dose de sacrifício, mas traz enormes recompensas: previne afadiga, as confusões e a ansiedade de quem guarda o estudo para a última hora.Ocupações extra-escolaresUm bom estudante deve dar prioridade ao trabalho escolar. Mas isso não significa que se torne um “escravodo dever”.Na escolha das suas actividades extra-escolares, deverá ter em conta os seguintes critérios: A saúde física e psicológica (leitura, desporto); O convívio; O contacto com o mundo do trabalho (que abre novos horizontes e pode ajudar na escolha de uma vocação profissional.O local de estudoUm dos factores que afectam a falta de atenção e concentração no estudo é o ambiente de trabalho.O ideal é que exista um local destinado apenas ao estudo. Mas em muitos casos, isso não é possível. Deveentão partir-se das condições existentes, identificando, em conjunto com o jovem quais os estímulos domeio ambiente que podem contribuir para perturbar a sua atenção e, em seguida, a imaginarestratégias para os eliminar ou evitar.O jovem deverá ser incentivado a organizar o seu local de estudo tendo em conta os seguintes aspectos: Se possível, ter um local exclusivamente dedicado ao estudo. Estudar num local confortável e com boa iluminação. Ter todo o material necessário nesse local (para evitar interrupções). Pôr fora do local de trabalho (ou desligar) tudo aquilo que puder servir de distracção (TV, rádio, jogos de computador, etc.).
  • Evitar ser interrompido por outras pessoas (colocando, por exemplo, um aviso na porta).A Leitura ActivaApesar de vivermos na época do audiovisual e dos computadores, o livro continua a ser o principalinstrumento de estudo.No entanto, muitos alunos confundem o saber estudar com um tipo de leitura superficial que não conduz àcompreensão das ideias principais e à respectiva assimilação.Uma leitura orientada para o estudo deverá fazer-se de acordo com as regras seguintes.Etapas da leitura activaAs duas etapas da leitura são:Ler “por alto”:Nesta fase, é aconselhável dar uma rápida vista de olhos pelo conteúdo, para obter uma “visão panorâmica”do assunto a explorar. Poderá passar pela leitura de um ou outro parágrafo do início, do meio ou do fim; peloexame de títulos e subtítulos, esquemas, ilustrações e frases destacadas.O que importa é que, nesta fase, o estudante descubra a ideia principal do capítulo ou texto, orientando otrabalho para os aspectos mais importantes.Ler “em profundidade”:Nesta fase, o estudante deverá explorar e captar o essencial. Deverá passar pela leitura integral do texto, deforma aprofundada, tantas vezes quantas forem necessárias, até conseguir respostas para questões comoestas: Que diz o autor? Que ideias pretende transmitir? Os factos e argumentos apresentados são fundamentados? Concordo com as opiniões do autor? Que novidades há no texto? Há no texto informações úteis? Posso aplicá-las na prática? Que relação tem o assunto com aquilo que já sei?O bom leitor manifesta espírito crítico perante aquilo que lê. A leitura “em profundidade” é feita com ainteligência e não só com os olhos.Processos de Leitura ActivaConsultar o DicionárioSó podemos captar as ideias de um texto se compreendermos as palavras usadas pelo autor. Por isso émuito importante a utilização de um dicionário sempre que encontramos palavras ou expressõesdesconhecidas ou de sentido duvidoso. O dicionário é uma fonte rápida e segura para tirar dúvidas edevemos tê-lo sempre à mão (um dicionário geral e, se necessário um dicionário especializado). Se nãotivermos um dicionário, deveremos anotar as palavras cujo significado desconhecemos, para esclarecimentoposterior. Através da consulta do dicionário, adquire-se também maior competência na comunicação oral eescrita.SublinharÉ uma forma de prestar mais atenção e captar melhor o que se lê. Quem sublinha lê duas vezes. Um bomsublinhado permite também tirar bons apontamentos e fazer revisões rápidas.Para sublinhar bem é preciso saber descobrir o essencial que, normalmente, é assinalado nos títulos esubtítulos ou através da insistência em determinadas ideias.As 3 regras fundamentais para sublinhar bem são: Dar prioridade a definições, fórmulas, esquemas, termos técnicos e outros elementos que sejam a chave da ideia principal. Não abusar dos traços e cores. Normalmente, basta destacar, por parágrafo, uma ou duas frases. Sublinhar tudo é o mesmo que não sublinhar nada.Fazer anotaçõesAs anotações à margem provam o espírito crítico do leitor. São reacções ou comentários pessoais ao que selê e podem expressar-se de várias formas: Pontos de exclamação (surpresa ou entusiasmo), pontos deinterrogação (dúvida ou discordância), palavras que resumam o essencial de um parágrafo, referências aoutras ideias sobre o assunto, do mesmo autor ou de autores diferentes.Tirar apontamentosOs apontamentos facilitam a captação e retenção da matéria, a elaboração de trabalhos de casa e a revisãoanterior às provas de avaliação. Escrevendo, aprende-se melhor e guarda-se a informação por mais tempo.Os apontamentos podem ser de 3 tipos:TranscriçõesTranscrever é copiar por extenso um texto ou parte dele. Não é o melhor processo para estudar um assunto.Mais eficaz é elaborar esquemas ou resumos. Mas são indispensáveis quando recolhemos informação paraum trabalho escrito e queremos recorrer a citações. As regras a respeitar nas transcrições são: Não copiar textos demasiadamente longos. Seleccionar as partes mais importantes. Pôr entre aspas os textos transcritos.
  • Indicar, com precisão, a fonte – nome do autor, título do livro ou revista, editor, nº e local de edição, data e página.EsquemasOs esquemas são enunciados de palavras-chave, em torno das quais é possível arrumar grandes quantidadesde conhecimentos. Permitem destacar e visualizar o essencial e a sua elaboração desenvolve a criatividade eo espírito crítico. Podem assumir a forma de índices, quadros, gráficos, desenhos ou mapas. Os esquemaspodem perder o sentido com o tempo. Por isso, o mais aconselhável, é fazer resumos.ResumosResumir exige a capacidade de seleccionar e reformular as ideias principais, usando frases bem articuladas.A metodologia aconselhável para resumir (sobretudo para estudantes pouco experientes nesta matéria) é: Compreender o texto, na globalidade. Descobrir a ideia-chave de cada parágrafo. Registar as ideias-chave numa folha de rascunho. Reconstruir o texto, de uma forma pessoal, respeitando o pensamento do autor.Um bom resumo (tal como um bom esquema) deve ter as seguintes características: Brevidade – um bom resumo não deve ultrapassar um quarto do original. Clareza – ideias apresentadas sem confusão ou ambiguidade. Rigor – reprodução das ideias sem erros ou deformações. Originalidade – utilização de linguagem original, própria de cada leitor, mas transmitindo o ponto de vista do autor – resumir não é comentar.Aprender a resumir é fundamental para comunicar o que sabemos, com rapidez e eficiência (nomeadamenteem provas de avaliação).A Elaboração de um TrabalhoFazer trabalhos escritos é um bom método para treinar as capacidades de compreensão e expressão. Há 3fases na elaboração de um trabalho escrito:Escolha do temaA escolha do tema do trabalho deverá ser feita com cuidado. Se o tema for proposto pelo professor, o alunodeverá esclarecer bem junto daquele os objectivos pretendidos. Se a escolha for livre, o aluno deverá ter emconta: A sua capacidade individual, para não se propor tarefas superiores às suas forças. As fontes de consulta, assegurando-se de que estas existem e são acessíveis. O tempo disponível, para poder delimitar as fronteiras da investigação.Recolha de informaçõesAs fontes de informação são diversas e poderão ser encontradas na biblioteca da escola ou em bibliotecaspúblicas. Os tipos essenciais de fontes são: Os dicionários – esclarecem o sentido das palavras. As enciclopédias – dão uma visão geral dos assuntos. Os livros especializados – desenvolvem os temas. Documentos em vídeo. Páginas da Internet. CD-ROM. Entrevistas com pessoas ou entidades.Para encontrar livros numa biblioteca o estudante deverá consultar, se necessário com ajuda do responsável,os respectivos ficheiros, que estão organizados por assuntos, por títulos ou por autores.Não convém que o estudante se baseie numa única fonte: as fontes deverão ser variadas e merecedoras decrédito.É aconselhável começar o trabalho pela consulta de uma obra de informação geral sobre o tema (manual,enciclopédia).Para registar as informações recolhidas recomenda-se a utilização de fichas ou folhas soltas, de tamanhouniformizado. Não devem misturar-se ideias ou factos diversos numa mesma folha, para que o material sejadepois mais fácil de consultar e manusear.As informações podem ser registadas como transcrições literais (neste caso, entre aspas e com indicação doautor, título da obra e página) ou como resumo pessoal.O PlanoDepois da recolha das informações, o aluno deve elaborar um plano ou esquema orientador, que deverá sermostrado ao professor.O plano oferece uma ajuda preciosa para a fase da escrita e, eventualmente, para uma intervenção oral arealizar sobre o tema.Para elaborar um plano há duas operações necessárias:
  • A filtragemÉ a selecção do material recolhido, em função dos objectivos que se pretende atingir. O estudante deveeliminar as informações supérfluas, duvidosas ou confusas, sem cair no erro de querer “dizer tudo”.A ordenaçãoÉ a arrumação das informações segundo uma ordem lógica. As informações devem ser organizadas numasequência lógica e bem articulada. Para realizar este trabalho, o estudante pode começar por escrever, numafolha, um índice esquemático, uma lista de ideias-chave, precedidas de números ou letras. Com base nestalista, é mais fácil redigir de forma clara, sem perder o “fio condutor” das ideias.A redacçãoUm bom plano facilita a redacção mas esta é sempre um processo que passa por várias tentativas e exigeesforço e persistência. As questões a ter em conta são:As partes do textoO trabalho deve ser dividido em 3 partes:A introdução – serve para mostrar, brevemente, o interesse do tema e a forma como vai ser desenvolvido.Apresenta o problema e marca os limites do trabalho.O desenvolvimento – “corpo do trabalho”, onde o tema é explicado, desenvolvido, ponto por ponto, aolongo de diversos capítulos, com títulos e subtítulos. Cada capítulo deve ter uma extensão adequada àimportância do assunto abordado.A conclusão – Resume o essencial do que se disse ao longo do trabalho, podendo também servir para tomarposição e indicar pistas de investigação futuras.BibliografiaNo final do trabalho, deve-se apresentar sempre uma lista bibliográfica. Ela deve ser organizada por ordemalfabética e deve integrar as obras consultadas. Pode ainda recomendar outras obras com interesse para otema estudado.Na bibliografia devem mencionar-se os seguintes elementos, separados por vírgulas: apelido e nome do autor (ou autores, ou organizador se a obra for colectiva); título e subtítulo (sublinhados) nº da edição utilizada; local de edição (se não constar, escreve-se s.l. – sem local); editor data de edição (se não constar, escreve-se s.d. – sem data).Apresentação do TrabalhoÉ muito importante cuidar da apresentação exterior do trabalho, que deve ser agradável e limpa,manifestando o respeito do estudante por si próprio e pelo destinatário do trabalho.Para uma apresentação cuidada, o estudante deve: Usar folhas brancas, de formato comum; Escrever apenas de um lado das folhas; Reservar a 1ª página para a identificação pessoal, título do trabalho, nome da disciplina, escola e data; Fazer um índice, na 2ª página; Salientar convenientemente os títulos e subtítulos; Sublinhar palavras e expressões mais importantes; Abrir espaços entre os parágrafos; Deixar margens que permitam anotações e a encadernação do trabalho; Escrever em computador ou, quando tal não for possível, fazer caligrafia legível; Não entregar folhas riscadas ou emendadas; Numerar as páginas; Sempre que possível, colocar capa no trabalho. O trabalho pode ainda ser enriquecido com desenhos, fotos, esquemas, mapas, etc.Atitude na sala de aulaO material de trabalhoÉ muito importante levar sempre para as aulas o material necessário. Se o não fizer, mostra pouco brio e,certamente, não consegue trabalhar bem, nem deixa trabalhar os colegas. Se tiver o material necessário,pelo contrário, poderá seguir as explicações do professor tirando apontamentos, ou sublinhando o manual.Os assuntos da liçãoSe tiver conhecimento do assunto que irá ser tratado na próxima lição, o aluno terá toda a vantagem empreparar-se com antecedência.Com este tipo de preparação prévia da aula, o aluno consegue:
  • Captar de forma mais rápida e profunda a matéria dada; Participar de forma mais eficiente na aula, dando contributos ou colocando dúvidas; Registar apontamentos com maior facilidade.O tempo gasto neste tipo de actividade (cerca de 15 minutos serão suficientes), é bem compensado pelasvantagens conseguidas.Saber escutarA atençãoA atenção é um factor essencial. Prestar atenção implica evitar brincadeiras, conversas ou ocupaçõesdespropositadas (realizar trabalhos de outra disciplina, por exemplo).Os alunos atentos concentram-se nas aulas, contribuindo para a motivação dos professores, captando oessencial das matérias, tirando bons apontamentos e poupando horas de trabalho posterior.Para melhorar a atenção é importante escolher, sempre que possível, um lugar à frente e próximo doprofessor.A descoberta do essencialQuando existe um manual adoptado, é mais fácil descobrir o essencial das matérias, que aparecemorganizadas no manual. Mas quando não existe manual, é muito mais importante tirar bons apontamentos,conhecer o método do professor, interpretar bem as palavras e ouvir até ao fim o que é dito na aula.É muito importante a interpretação das palavras usadas pelo professor. Quando alguma palavra ouexpressão suscitar dúvidas, o aluno deverá solicitar o esclarecimento do seu exacto sentido.O aluno deve também escutar até ao fim as explicações do professor, mesmo que a matéria não lhe agradeou não concorde com o que está a ser dito.O espírito críticoO aluno deve reflectir e avaliar aquilo que escuta. Isto significa que as coisas não devem ser aceites nemrejeitadas sem reflexão.A reflexão crítica é um processo activo de aprendizagem e uma condição indispensável para uma boaparticipação nas aulas.O que é desejável é que os alunos não se limitem a assistir e a escutar, mas participem activamente nasaulas. Os alunos participativos aprendem mais e estimulam os professores. O alunos podem participarfazendo perguntas e intervindo nos debates.ParticipaçãoFazer perguntasFazer perguntas é um bom processo de participação nas aulas. Mas elas devem ser interessadas, concretas eoportunas.Intervir nos debatesIntervir nos debates facilita a assimilação da matéria, já que a memória guarda melhor aquilo de que se falado que aquilo que apenas se escuta ou lê. Serve também de treino para a comunicação com os outros e dáautoconfiança.Tirar apontamentosO normal é fixarmos cerca de 20% do que apenas ouvimos. A única técnica que permite não perder o que seescuta é escrever apontamentos. É muito importante possuir nas aulas um caderno onde estesapontamentos possam ser registados. O bom aluno tem orgulho nos seus apontamentos e conhece asvantagens dos apontamentos bem organizados, sobretudo na altura das avaliações.SeleccionarÉ fundamental saber seleccionar o que é mais importante. Tirar mais ou menos notas depende da matéria,do método do professor e da existência ou não de um manual.Se existe um manual que contém o essencial da matéria, bastará anotar aquilo que completa ou clarifica oque está escrito. Para tal podem fazer-se anotações no próprio manual (isto implica, evidentemente, saberantecipadamente o que lá está escrito). Se não existir um manual, torna-se importante escrever o maispossível, centrando a atenção nas ideias, e não nas palavras do professor.Existindo ou não um manual, o aluno não deve deixar nunca de anotar: Esquemas (quadros, gráficos, desenhos que resumem o essencial). Definições, fórmulas, sínteses e comentários feitos pelo professor (estes elementos dão pistas sobre os elementos mais valorizados nos testes , por exemplo). Indicações bibliográficas.Trabalho em GrupoEscolha dos colegasUm grupo equilibrado não deverá ultrapassar os cinco elementos, de forma que todos possam participaractivamente nas discussões e decisões. Há quem sugira os três elementos como número ideal para acomposição de um grupo de trabalho.A realização do trabalhoDefinir objectivos
  • Para que o trabalho possa ser realizado com êxito é necessário que o grupo estabeleça objectivos claros, quesejam compreendidos e aceites por todos os elementos. Se necessário, esta clarificação de objectivos deveráser feita com o auxílio do professor.Distribuir tarefasAs tarefas podem ser distribuídas de diversas formas: Cada elemento selecciona um aspecto de trabalho que deseja realizar; Os elementos discutem e decidem, por consenso, a divisão do trabalho; O grupo decide aceitar as orientações do líder.Estabelecer regrasO equilíbrio do grupo exige regras. Estas deverão constar sobretudo do modo de funcionamento e dos prazosa cumprir, não devendo tolerar-se a fuga às regras estabelecidas por consenso.Relações HumanasÉ muito importante cuidar das relações humanas, na aula ou fora dela, já que as boas relações interpessoaisfavorecem a confiança mútua, a cooperação e a produtividade do trabalho.No grupo, o diálogo é a única forma correcta de ultrapassar conflitos. As principais regras para a convivênciasão: Escutar os outros, sem os interromper desnecessariamente; Ter auto domínio, controlando os impulsos momentâneos; Ser tolerante, compreendendo as limitações alheias; Corrigir sem ofender, manifestando as nossas divergências com tacto e delicadeza; Oferecer elogios, salientando os aspectos positivos do trabalho dos outros; Usar o bom humor, acalmando e descontraindo o ambiente, nos momentos de tensão.O êxito dos gruposOs grupos bem sucedidos favorecem o rendimento intelectual, já que este é favorecido pelos acordos decooperação entre pessoas, que se estimulam mutuamente. O simples debate de ideias e a reflexão em grupofazem progredir melhor a aprendizagem.O trabalho em grupo favorece também a formação da personalidade, já que a colaboração solidária previne oindividualismo e o excesso de competitividade. Além disso, o trabalho em grupo é cada vez mais importantepara a vida profissional, já que os grandes projectos e realizações (mesmo no domínio da investigação) sãolevados a cabo por equipas multidisciplinares.A preparação para as provas de avaliaçãoHabitualmente podemos distinguir dois tipos principais de atitude no que respeita à preparação para ostestes e outras formas de avaliação: o aluno que planeia e o aluno que não organiza o estudo ao longo dotempo.O aluno que não faz uma adequada planificação do seu estudo é habitualmente aquele se prepara apenas navéspera das provas. O estudo “à última hora” apesar de resultar em algumas situações, não é de todoaconselhável uma vez que a informação apenas fica registada na memória a curto prazo, e por pouco tempo.Impede o seu utilizador de desenvolver as suas capacidades de relacionar, compreender e aplicar conceitos econhecimentos de forma inteligente. Diversas disciplinas, entre as quais Matemática, Português, Ciências daTerra e da Vida, Ciências Físico-Químicas, Inglês, Francês, não se compadecem com uma atitude deste tipo.Nesta situação, além do mais, a ansiedade e a fadiga aumentam impedindo o aluno de estar tão predispostopara aprender quanto deveria.Outra tendência habitual de quem concentra o estudo na véspera dos testes ou provas de avaliação é a defazer um esforço intenso sem cumprir pausas de descanso - estudar até tarde ou no próprio dia, levantar-sede madrugada.Na verdade, no dia anterior à prova, deve descansar-se mais, pois o sono regular é indispensável àconcentração e à capacidade de raciocinar com clareza. Um aluno cansado, tem tendência a precipitar-se, adar respostas imediatas sem uma leitura adequada das questões, encontra-se mais irritável e menos lúcido.A preparação para os testesÉ do senso comum, que a melhor forma de o aluno se preparar, é estudar de forma organizada eprogramada ao longo do tempo, esclarecendo as dúvidas, recorrendo a fontes de ajuda e de informaçãovariadas, realizando esquemas, fazendo revisões periódicas. Para a véspera da prova deve ser deixadaapenas uma revisão final. Até porque é frequente a concentração de avaliações na mesma semana.Quem estudou ao longo do tempo, pode agora permitir-se fazer uma leitura cuidadosa dos sublinhados doslivros, das notas pessoais e dos apontamentos, esquemas e resumos que anteriormente realizou. Essa leituraserá suficiente para reavivar os elementos principais.O intervalo que decorre entre a revisão final e a prova deve ser o menor possível, de modo a minimizar asinterferências, evitando o esquecimento.Outro conselho útil pode ser rever a matéria antes de dormir, uma vez que durante o sono as interferênciasna memória serão menores. Isto, caso a prova ocorra de manhã; caso ocorra durante a tarde ou à noite, éaconselhável rever novamente a matéria no dia seguinte.Factores essenciais a ter em conta na preparação para os testes: estudar com antecedência
  • identificar os pontos importantes da matéria utilizar estratégias aprendidas (sublinhar, resumir, parafrasear,etc.) ler os resumos elaborados elaborar listas de perguntas sobre a matéria, incluindo exemplos práticos, factos, datas,etc. anotar as dúvidas voltando a rever a matéria clarificar as dúvidas com o professor ou outros resolver testes ou exames antigos responder a questões sobre a matéria resolver problemas e efectuar exercícios de aplicação variados evoluindo no grau de dificuldadeRealizar provas de avaliaçãoA leitura do enunciado é extremamente importante. Primeiro o estudante deve ler todo o enunciado erespectivas instruções, assumindo uma atitude atenta e confiante. Ao obter uma visão global da prova, ser-lhe-á mais fácil distribuir o tempo e organizar as respostas.As perguntas devem ser lidas com atenção. Muitas vezes o insucesso num teste deve-se ao facto de o alunonão responder exactamente àquilo que lhe é pedido. Assim, é necessário que o aluno saiba exactamente oque significam expressões como: analisar, averiguar, comparar, avaliar, definir, estabelecer, explicar,interpretar, justificar, descrever, enumerar, resumir, ilustrar, caracterizar, entre outras.Para dar uma boa resposta, o aluno deve identificar com clareza aquilo que lhe é solicitado e responder semfugir ao tema. Uma boa prova não é necessariamente uma prova grande. Na avaliação é geralmentevalorizado o essencial, não o acessório ou os pormenores.A distribuição do tempo é também crucial. Cada um deve aprender a gerir o tempo de acordo com o seuritmo de trabalho e as dificuldades da prova. Tal só se consegue treinando e melhorando o auto-conhecimento do ritmo de realização individual.Finalmente, o aluno deve reservar algum tempo para reler a prova, de modo a corrigir eventuais erros,verificar se respondeu a todas as questões.Regras mais importantes a ter em conta durante um teste: ler o teste ou prova atenta e integralmente seguir correctamente todas as instruções do teste planificar bem o tempo disponível decidir a ordem pela qual vai responder às perguntas responder com lógica e precisão às perguntas responder com clareza e com uma letra legível procurar não deixar respostas em branco reler as respostas para verificar a existência de possíveis erros rever a pontuação aprender com a correcção dos errosPara obter um bom desempenho nas provas de avaliação além dos aspectos já referidos importa salientar osseguintes: Estudar de forma planeada, não deixando o estudo para a véspera Proceder a uma cuidadosa revisão da matéria Treinar respostas, resolver testes anteriores Encarar a avaliação com confiança Reflectir antes de responder, procurando captar o sentido exacto da pergunta Responder de forma clara e segura Evitar falar daquilo que não se domina bem Não dar opiniões pessoais caso não tenham sido pedidas Assumir as responsabilidades perante uma nota negativa Aproveitar o aviso, caso as notas estejam baixas, para modificar os métodos de trabalho Condições materiais Antes de iniciares o estudo, deves reunir todo o material necessário, tal como: livros, cadernos, dicionários, canetas, lápis, réguas, borracha,…
  • Desta forma evitas estar constantemente a interromper o estudo para ires buscar material. Condições fisiológicas Um estilo de vida saudável fornece um bom rendimento académico. Deves portanto ter:Uma alimentação saudável;Dormir pelo menos 8 horas diárias;Praticar desporto;Conviver e distrair-te. Espaço físico Necessitas de uma mesa e de uma cadeira. Não deves escolher uma cadeira muito confortável, pois o objectivo não é descansar, mas sim trabalhar. Evita estudar na cama, pois corres o risco de passado 5 minutos, já estares a sonhar com a matéria! Se possível, estuda sempre no mesmo local, desta forma crias um hábito, que te pode ajudar na organização do estudo. Temperatura Deves estudar num sítio onde a temperatura seja agradável e amena. Não estejas num sítio demasiado quente, pois mais facilmente provoca sonolência. Se a temperatura é muito elevada ou pelo contrário é muito baixa, a tua capacidade de concentração e atenção vai ser prejudicada. Luminosidade Sempre que possível deves utilizar a luz natural. Quando recorreres à luz artificial e se usares um candeeiro de mesa, este deve estar colocado no lado contrário à mão com a qual escreves. Distractores Deves eliminar os distractores, ou seja, todos os elementos susceptíveis de te poder distrair durante o estudo. Deves portanto:Desligar a TVDesligar o rádioRetirar fotos e postersColocar fora do teu alcance revistas.
  • A musica e o estudo Relativamente à questão da não utilização da música, aquando do estudo, esta questão tem levantado controvérsias. No entanto está provado que temos tendência a trautear ou acompanhar as músicas preferidas ou mais em voga, daí que a existência da música no local de estudo poder ser considerada um distractor. Por outro lado quando queres colocar música, o conselho que nós te damos é que escolhas um tipo de música calma, instrumental, que te pode ajudar a iniciar o estudo, na medida em que cria um certo ambiente. Este é um ponto importantíssimo para qualquer estudante, já que o objectivo é sempre o mesmo, estudar o máximo no menor tempo possível.Como estudar É certo e sabido que aquando da chegada dos exames e das frequências,começa o "corre, corre" atrás dos cadernos, apontamentos, fotocópias, textos,artigos,… Ainda que no início do ano tenhamos feito a promessa de que esteano vai ser diferente, todos os anos acontece a mesma coisa, noitadas, estudarna véspera, etc. etc. Um Horário de Estudo deve conter: Horário das aulas; Actividades de lazer fixas (desporto, ensaio da tuna,…); Período de refeições; Tempo gasto nos transportes; Tempo dedicado à realização de trabalhos; Tempo gasto a dormir . Organização do Horário Depois de incluíres estas informações, deves incluir 1 a 2 disciplinas, paraestudares por dia, tendo em conta que: Deves começar por estudar as disciplinas mais difíceis, pois nas primeiras horas o trabalho é mais rentável; Deves alternar o estudo de disciplinas diferentes; Estabelecer momentos de estudo com tempos similares; Deves contemplar tempo para intervalos, pois são importantíssimos, depois de acabares de estudar um tema, uma matéria, deves fazer uma pausa, mas atenção, não prolongues a pausa, procura cumprir o horário.
  • Utilização do horário Após a elaboração do horário deves: Colocá-lo num sítio visível; Analisar o horário diariamente; Ajustar o horário à época do ano ( exemplo: se estás em exames, retiras as aulas e aumentas o tempo de estudo diário).No final de cada semana faz uma avaliação e analisa do teu comportamento dasemana, se cumpriste o horário, se não cumpriste, tenta aferir os motivos peloqual não fizeste, e se for necessário reajusta o horário.Qual a melhor hora para estudar? Esta é uma questão difícil de responder, porque pode variar de indivíduo paraindivíduo. No entanto, para a maior parte dos estudantes o período mais rentável é operíodo da manhã, dado que está cientificamente provado que estudar depoisde um esforço físico diminui a capacidade de concentração. Na faculdade é muito comum estudar durante a noite, acaba por rendermais, porque na manhã seguintes faltas às aulas e dormes até às 2 da tarde.Fazeres isto sistematicamente, faz com que te sintas cada dia que passa maiscansado. Alguns especialistas referem que estudar durante a noite, acumulageralmente o cansaço do dia, o esforço de várias horas, além de alterar o ritmobiológico. Se utilizas este método, estudar à noite, deves pelo menos seguir as nossasdicas referentes às condições fisiológicas e tentar levar, na medida do possível,um estilo de vida saudável.Você tem memória? Abordamos aqui uma das funções do trabalho intelectual que, menos se conhece emais se receia: Muitas pessoas afirmam ter problemas de memória e desejariam «aumentá-la». Erigem-se em modelos e finalidades – a nosso ver sem razão – certos fenómenos da memória, autênticos superdotados, capazes, segundo determinadas publicidade, de reter e recitar qualquer lista de números, datas, etc.; acaso não se diz amiúde que a memória é uma questão de dom? Todos nós tememos a famosa «falha de memória», sempre inoportuna. Regra geral, sobrevalorizamos a memória a ponto de fazer dela um dos indicadores
  • privilegiados: Da inteligência: pois não é verdade que se diz de uma criança, a braços com dificuldades escolares, «que ela não fixa nada!»; Do êxito: «melhor a sua memória e será uma líder!» , anunciam alguns folhetos. Da senilidade: « Estou a envelhecer: já não me lembro de nada!» As condições gerais de entrada das informações na memória: Convém determinar as condições segundo as quais algumas informações têm mais hipóteses de ser conservadas na nossa memória: A implicação pessoal: Investir numa situação, ou seja, ter uma relação forte e estreita com o que se passa ou o que é dito, leva a que de tal nos lembremos melhor: ver um desafio na televisão, assistir a ele nas bancadas e vivê-lo no terreno suscita recordações mais ou menos intensa e precisa. O mesmo acontece com alguém que revê um curso a partir de múltiplos documentos reunidos por si próprio, e de uma velha sebenta ou de notas pedidas emprestadas. Uma mobilização máxima depende de dois factores: A motivação que se tem para assimilar este ou aquele texto de curso, quer, mais geralmente, para empreender um aperfeiçoamento: recordamo-nos melhor de uma leitura, de uma aprendizagem e de uma tarefa feitas com prazer ou vividas agradavelmente. Desenvolver a memória é então, por exemplo: Descobrir centros de interesse; Fixar a si próprio objectivos realistas e na mesma linha ( uma certa parte do programa assimilada antes de uma saída de fim-de-semana, tirar proveito de um evento da actualidade para trabalhar uma dada questão...); Procurara as correspondências possíveis enter as noções a aprender e a nossa vida pessoal ou privada: a compra de uma casa, uma sucessão, um litígio, etc., de que nos ocupamos pessoalmente, permitem em geral memorizar melhor os mecanismos financeiros e jurídicos que estas situações implicam. A atenção e a concentração Ouvir distraidamente um discurso ou reler um documento pensando noutra coisa, nada disto permite certamente uma boa memorização. Em tal caso a quantidade bruta de informações retidas é menos afectada do que a qualidade da memorização: um aluno desatento, capaz de repetir integralmente a ultima frase da professora, não se acha muitas vezes apto a responder à mais pequena pergunta, e, de qualquer modo, só uma lembrança precária será memorizada. A compreensão Retém-se melhor, e sobretudo mais duradouramente, o fundo de um texto e não tanto a sua forma. Numa palavra, compreender é já reter um pouco, quer dizer, as ideias e noções que ele contém.
  • Tirar apontamentos Os apontamentos são notas escritas que os alunos vão tirando à medida que o professorexpõe um tema numa aula. Tirar apontamentos é uma técnica muito útil na medida em queajuda a recordar o que foi explicado sem confiar apenas na memória, que muitas vezes falha. Saber tirar bons apontamentos é algo que requer treino. Salientam-se de seguida algumasregras para tirar bons apontamentos: Convém ter consciência que não se pode transcrever textualmente o que está a ser ouvido. Por isso é conveniente ouvir primeiro, tentando compreender, e depois anotar, com mais clareza possível aquilo que é mais esclarecedor e importante. É preciso também ter em conta que os apontamentos são uma elaboração pessoal e também a forma de os tirar. Nesse sentido, podemos comprovar que os apontamentos tirados por outra pessoa raramente nos são úteis. Efectivamente, cada um recebe e compreende dentro do seu próprio registo, e utiliza sinais, símbolos, abreviaturas, etc, que são seus e que têm significado apenas para si. É preciso lembrar que é muito útil reler os apontamentos algumas horas depois, quando as ideias ou conceitos que nos foram transmitidos ainda estiverem frescos. Convém esclarecer aquilo que foi anotado desordenadamente, ou então assinalar as dúvidas que ficaram, as noções incompletas, para poder recorrer ordenadamente ao professor. Neste processo devemos aproveitar a técnica que consiste em sublinhar o texto, dado que os bons apontamentos remetem-nos para a necessidade de escrever basicamente as ideias principais e deixar de lado aquilo que é acessório. Como qualquer outra técnica, requer o seu tempo antes de poder ser dominada adequadamente. Mas a agilidade mental adquirida compensa o esforço. Um apontamento é um instrumento útil quando ao relê-lo o entendemos, nos ajuda a evocar o que foi dito e nos permite esclarecer questões; caso contrário pode confundir ainda mais. Daí a importância de saber tirar e utilizar devidamente os apontamentos.Esquema Trata-se da expressão escrita das ideias fundamentais de um texto por meio de um diagramaque apresenta uma estrutura lógica. No esquema não deve haver frases completas, mas antesconceitos ou palavras-chave, de tal modo que com um único olhar de possa apreender oconteúdo geral do tema de estudo. O esquema deve conter basicamente: Um título Ideias principais
  • Ideias secundárias de cada ideia principal Pormenores das ideias secundárias Tudo isto escrito em palavras-chave e utilizando marcas para realçar, tais como sinaisgráficos, traços, setas, tamanhos diferentes de letra, diversas cores, etc. Para além das marcasgráficas para realçar, também são úteis os diagramas de desenvolvimento que organizam umtema por meio de numeração. Para esse efeito, o método mais eficaz consiste em basear-se no texto sublinhadocorrectamente, que já salienta as ideias principais e as palavras-chave.Resumo Consiste em apresentar uma informação sobre um texto de forma condensada. Isto é:resumir é expressar as ideias principais de forma breve e concisa. Pressupõe uma elaboraçãopessoal, e isto ajuda a aprofundar a compreensão do texto. Na realização de um resumo, não se devem copiar as ideias centrais, é preciso antesreelaborá-las com palavras próprias. O resumo também não se pode limitar a uma simplesenumeração de ideias; estas devem estar relacionadas entre si. Não deve incluir ideias pessoais caso contrário não seria um resumo, mas sim uma síntesepessoal. Efectuar um resumo é mais fácil, se previamente se utilizar as técnicas queconsistem em sublinhar o texto. Um bom resumo não deverá ultrapassar 20% a 25% dotexto original.Passos a seguir para elaborar um trabalho: Saber qual é o tema a desenvolver; Compreender para que é que se vai investigar; Delimitar o trabalho e evitar as confusões; Quando se tem de escrever um trabalho o melhor a fazer é começar pelo índice epela introdução, pois estes serão os elementos que nos indicarão o que vamos fazer. Depois de delimitar o problema e de desenhar um hipotético esquema do trabalho,estará apto a reunir a informação necessária.As fases de elaboração serão fundamentalmente estas: Recolha da informação;
  • Organização e sistematização da mesma; Exposição por escrito do trabalho;Recolha da informação: Conforme o tipo de problema a recolha da informação far-se-á por meio da consultabibliográfica ou da observação directa, da pesquisa ou da experimentação, ou então dacombinação de ambas. Entre as fontes bibliográficas é importante conhecer a utilidade das obras decarácter geral, que ajudam a introduzir o tema e proporcionam uma visão geral domesmo. Entre estas fontes temos as enciclopédias, os dicionários e os livros de texto.Em segundo lugar, podemos recorrer aos manuais, obras que apresentam um tema deforma completa e sintética. É também possível consultar os livros especializados emonografias, que permitem aprofundar o tema. Finalmente, as revistas especializadosproporcionam uma visão mais actual sobre o trabalho a realizar.Organização do material e sistematização dos dados: O material obtido a partir de fontes bibliográficas tem de ser devidamente trabalhado. O primeiro passo consiste em sublinhar o texto, em descobrir as ideias principais eem separá-las das secundárias. Ou seja , trata-se de efectuar uma leitura compreensivaque permite ao mesmo tempo tirar notas que devidamente processadas, deverão darorigem a esquemas, quer de temas, quer de textos. Paralelamente poder-se-ão realizar fichas de documentação ou bibliográficas,resumindo as partes ou as ideias que se consideram mais esclarecedoras e importantes. Este processo leva a precisar muito mais o tema tratado e possibilita a realização doesquema definitivo do trabalho, ou então leva a rectificar o primeiro projecto de saída,formulado com pouca clareza no inicio do processo. Tem de se procurar por todos osmeios que este esquema seja claro, que permita estabelecer uma ligação entre asdiferentes secções e que tenha uma coerência interna. Esse esquema tem de contemplar três grandes partes: Uma introdução onde se expõe o tema de estudo, a apresentação do problema, como se vai desenvolver e o seu objectivo; O corpo central do trabalho ou desenvolvimento do tema, em que os aspectos fundamentais são resumidamente expostos; As conclusões às quais se chegou; Os apêndices, se for necessário, e a bibliografia consultada; Haverá assim coerência e eficácia.
  • Quanto aos trabalhos que se realizaram utilizando métodos observacionais eexperimentais, é preciso acrescentar os resultados ou avaliações das amostras,pesquisas, entrevistas, inventários, escalas, relatórios de registo da informação, etc. Aanálise dos dados é feita por meio de um tratamento estatístico que dá significado àobservação e/ou manipulação realizada.Elaboração escrita do trabalho: Depois de executar os passos anteriores é necessário proceder à redacção do texto.Essa redacção costuma ser feita por três partes: Uma primeira redacção seguindo o esquema preparado, restringindo-se aos conteúdos propostos e deixando espaços em branco para quadros, gráficos, citações, etc; Se for possível, é importante realizar a redacção de modo continuo, para conseguir uma uniformidade de estilo; Uma leitura critica e objectiva da primeira redacção, para esclarecer o que pode ainda estar confuso, suprimir o supérfluo, etc; A redacção definitiva do texto, passando a limpo tudo o que foi corrigido. Esta redacção tem de cumprir as normas de apresentação e realizar-se-á, se possível, com a ajuda de um computador ou então com uma máquina de escrever;A estrutura formal do trabalho: As qualidades formais de qualquer trabalho escrito são fundamentalmente a clareza, aordem interna, a propriedade no uso das palavras e a correcção gramatical. Aorganização corresponde ao seguinte esquema: Índice geral. Deve ser o mais pormenorizado possível, com o objectivo de dar uma visão geral dos enunciados do trabalho, indicando o número de página onde se encontra cada capítulo; Introdução. Define-se o problema, enuncia-se brevemente o tema que é objecto de trabalho; Desenvolvimento. Ordenam-se logicamente as ideias principais e secundárias relacionadas com o tema. Juntam-se provas, no caso de serem necessárias, de modo a fundamentar a tese proposta; Conclusão. Regressa-se à tese inicial, apresentada na introdução, e demonstra-se a sua validade; Apêndices ou anexos. Se o tratamento do tema assim o requerer; Bibliografia. Toda a bibliografia consultada deve aparecer por ordem alfabética. No fim da lista incluem-se as obras que não têm um autor mas que foram produzidas por um organismo ou instituição;Sugestões: É muito importante Ter em conta a ordem causal. Quando falamos de coisas que não acontecem ao longo do tempo, mas que são antes causas umas das outras, temos de usar a ordem da causa e efeito, ou então ir do efeito à causa;
  • As ideias que defendemos podem ser afirmações gerais ou particulares. As ideias do geral para o particular, e vice-versa, é um método prático e ilustrativo; Recordemos que argumentar é apresentar razões, é apoiar com raciocínios um determinado ponto de vista. Mas há assuntos sobre os quais não há argumentação cientifica, mas sim opiniões, por exemplo, a vida inteligente noutros planetas, a qualidade de um sistema político, etc. O facto de se ter uma opinião sobre estes temas não significa que essa opinião seja válida. Como é óbvio, a opinião de quem apresenta argumentos sólidos para a apoiar será sempre mais válida;Capacidades desenvolvidas pela tarefa de investigação: Durante o exercício da tarefa investigadora são desenvolvidas muitas capacidades: Capacidade de discernir o importante do acessório; Espírito crítico para distinguir o verdadeiro do falso, o provável do impossível; Sentido de estrutura: relação do todo com as partes, e vice-versa; Percepção do sentido de mudança e dinamismo da realidade; Precisar ideias e expressá-las correctamente; Proporcionar um método de raciocínio e igualmente a criação de hábitos mentais; Estimular a capacidade criadora.Flexibilidade de leitura Por vezes, não se lê suficientemente depressa, outras vezes seria preferível ler mais afundo, utilizando todos os meios para assimilar completamente o pensamento do autor. O bom leitor sabe a velocidade com que deve ler em cada situação de leitura. Avelocidade de leitura deve estar relacionada com os objectivos a que o leitor se propôs: Captar a ideia principal Ter uma visão geral do tema Compreender o texto em toda a sua amplitude e complexidade Analisá-lo com vista a um trabalho posterior Estudá-lo para passar um exame Consultar alguns pormenores Realizar uma leitura agradável A velocidade de leitura tem de se adequar em função destes objectivos. Se o texto for de compreensão difícil, a leitura deverá ser mais lenta. Surge umasituação semelhante quando se lêem fotocópias ou textos de arquivos, que nãocostumam estar muito nítidos.
  • Quando o tema é fácil ou familiar ao leitor ou quando se trata de divulgação, então avelocidade de leitura pode ser muito maior, obtendo igualmente óptimos resultados.Como ler? O método ideal de leitura depende do texto, do leitor, dos objectivos, das condições,etc. Antes de examinar as diferentes práticas, lembremos que, se desejarmos compreenderbem, teremos, de qualquer modo, que detectar o essencial: Descobrir as ideias essenciais, as palavras ou as frases chave. São elas, de facto, quecontêm a maior parte das informações. Podemos isolá-las fazendo incidirsistematicamente a atenção sobre: As introduções ou conclusões de capítulos ou de parágrafos; As palavras abstractas, os «conceitos»; As palavras sublinhadas ou impressas em caracteres a negro; Os títulos, etc; Os encadeamentos e relações entre ideias – força; Separar as ideias principais de tudo o que é explicações, redundâncias ou repetições,reformulações, desenvolvimentos através de exemplos, parêntesis, digressões, etc.; Apoiar-se nos suportes visuais existentes, tendo o cuidado de ler simultaneamentecom a passagem que eles ilustram, ou até mesmo delineá-los numa folha branca,sintetizando os principais fenómenos explicados no texto lido.Sublinhar é marcar com um traço a ideia ou a palavra que se quer salientarnum texto. Se se sublinhar com o método correcto, ao reler o que sesublinhou o sentido do texto é compreendido e recordado. Como é evidente,para sublinhar de forma adequada o leitor deve dominar a leituracompreensiva. Qual é a posterior utilidade do texto sublinhado? Um livro cujo conteúdo foiassinalado desta maneira é uma ferramenta útil para quem o utiliza, dado quepermite evocar os conteúdos com facilidade. Por outro lado, como veremosdepois, o texto correctamente sublinhado facilita as técnicas de esquema e deresumo. O que é que se deve sublinhar? Apesar de existirem vários critérios,indicamos o mais simples: sublinhar as ideias principais ou as palavras-chaveque sejam carregadas de significado. Se se sublinhar tudo, a técnica perde asua eficácia. Alguns autores denominam-na a “técnica do telegrama”, porqueo supérfluo é suprimido, permitindo ao mesmo tempo a compreensão daquilo
  • que é mais importante. O texto sublinhado pode ser acompanhado de algumasnotas na margem ou de notas de rodapé, se o leitor o considerar necessário. Em relação aos métodos para sublinhar, embora não exista nenhuma normaestabelecida, alguns autores declaram que pode ser útil obedecer a trêsformas de marcação: Ideia principal; Pormenores fundamentais; Pormenores acessórios; Muitos professores costumam utilizar cores: A cor vermelha para as ideias fundamentais; A cor azul para os pormenores importantes; A cor verde para outros elementos acessórios. Contudo, queremos insistir no facto de que o código usado deve ser estabelecidopor cada leitor.Para um bom desempenho escolar, a tua atitude é um elemento fundamental! Tens deaprender a gostar da escola, a interessar-te por novas coisas, aliar-te ao professor, terperseverança, confiança e... muita auto-estima!Vais ver que a escola se torna muito mais fácil e divertida!!