Your SlideShare is downloading. ×
0
Bit-Torrent em redes locais Ricardo Jurczyk Pinheiro Solução para transferir imagens de instalação
Objetivo da palestra <ul><li>Altamente experimental. </li><ul><li>Cuidado! Se sacudir, explode!
Nada de perguntas escabrosas! </li></ul><li>Será que funciona mesmo?
Motivação – Arrumar uma maneira mais eficiente de compartilhar arquivos grandes numa rede esparsa, de forma eficiente e pr...
E quem é esse chato? <ul><li>Professor: </li><ul><li>FAETEC (desde 1999).
Faculdades (UERJ, UniverCidade, Paraíso). </li></ul><li>Matemático e professor de matemática, pela UFRJ.
Mestre em Ciência da Computação, pela UFF.
Unix desde 1991, Linux desde 1998. </li></ul>
Esse cara entende de Linux? <ul><li>Entusiasta do software livre: </li><ul><li>Conectiva, Red Hat, Fedora, Ubuntu, Gentoo,...
Membro do colegiado do curso de Tecnologia em Redes da UniverCidade.
Colunista ( polêmico ) do site Guanabara.info. </li></ul>
Protocolo Bittorrent <ul><li>Criado por Bram Cohen, em 2003. </li><ul><li>Objetivo original: distribuir imagem ISO de dist...
Objetivo: Replicar um arquivo grande por vários clientes. </li></ul>
Download - forma “tradicional” <ul><li>Um servidor fornece o arquivo.
Vários clientes recebem esse arquivo. </li><ul><li>Desempenho máximo limitado pelo número de clientes - “gargalo”.
Perda de robustez – se o servidor “cai”, perde-se o acesso ao arquivo. </li></ul></ul>
Download em redes P2P <ul><li>Usa um programa para achar quem fornece o arquivo desejado.
Resolve (em parte) o problema da robustez, e diminui o “gargalo”. </li><ul><li>Se só um cliente fornecer o arquivo desejad...
Como funciona? (Sim, tem gente que não sabe...) <ul><li>O  arquivo  é logicamente dividido em pedaços de 256 Kb, em média.
Uso de arquivos .torrent como apontadores.
O tracker (num servidor) aponta outros clientes (seeders e leechers) que baixam o mesmo arquivo.
O leecher baixa diferentes partes, de diferentes origens, e envia o que já recebeu para outros leechers. </li></ul>
Vantagens <ul><li>Sem filas de envio.
Otimiza o desempenho geral da rede.
Quanto mais usuários, mais largura de banda disponível.
Segurança – só fornece os arquivos que estão indicados no arquivo .torrent.
Sem sobrecarga no servidor central – pode até deixar de fornecer o arquivo. </li></ul>
Desvantagens <ul><li>Falta de anonimato – melhora se usar criptografia, mas o desempenho cai.
Leechers que “abandonam o barco” - Pessoas que baixam o arquivo e não continuam fornecendo-o – a longo prazo o arquivo dei...
Glossário <ul><li>Hash – Código verificador de cada bloco - garante a integridade do arquivo.
Tracker – daemon que roda num servidor, fazendo o papel de “ponteiro” para os clientes.
Leecher – cliente que está baixando o arquivo.
Seeder – cliente que já baixou todo o arquivo e continua fornecendo-o. </li></ul>
Crescimento <ul><li>2001: Primeiros rascunhos do protocolo.
2003: Primeiro cliente, em Python.
2005: 30% do tráfego da Internet. </li><ul><li>60% - vídeos: 46% - filmes e TV.  </li></ul><li>2010: 55% do tráfego de Int...
Tráfego mundial por mês: 1 Exabyte = 2 60  bytes. </li></ul></ul>
Mitos sobre o Torrent <ul><li>“ O Torrent está acabando com o cinema.” </li><ul><li>Crescimento no faturamento dos cinemas...
Problema (o local) <ul><li>Escola Técnica Estadual República. </li><ul><li>Rede FAETEC (Rio de Janeiro)
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Bit-Torrent em redes locais: Solução para transferir imagens de instalação

1,911

Published on

Se usamos Bit-Torrent para transferir, pela Internet, imagens de DVDs de Linux e outros conteúdos, por que não usarmos esse protocolo para transferir grandes massas de dados entre vários computadores numa rede local? Essa é a proposta desse trabalho, apresentado no 11o Fórum Internacional de Software Livre (FISL), entre os dias 21 e 24 de julho de 2010.

Published in: Technology
0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
1,911
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
17
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "Bit-Torrent em redes locais: Solução para transferir imagens de instalação"

  1. 1. Bit-Torrent em redes locais Ricardo Jurczyk Pinheiro Solução para transferir imagens de instalação
  2. 2. Objetivo da palestra <ul><li>Altamente experimental. </li><ul><li>Cuidado! Se sacudir, explode!
  3. 3. Nada de perguntas escabrosas! </li></ul><li>Será que funciona mesmo?
  4. 4. Motivação – Arrumar uma maneira mais eficiente de compartilhar arquivos grandes numa rede esparsa, de forma eficiente e principalmente... Rápida. </li></ul>
  5. 5. E quem é esse chato? <ul><li>Professor: </li><ul><li>FAETEC (desde 1999).
  6. 6. Faculdades (UERJ, UniverCidade, Paraíso). </li></ul><li>Matemático e professor de matemática, pela UFRJ.
  7. 7. Mestre em Ciência da Computação, pela UFF.
  8. 8. Unix desde 1991, Linux desde 1998. </li></ul>
  9. 9. Esse cara entende de Linux? <ul><li>Entusiasta do software livre: </li><ul><li>Conectiva, Red Hat, Fedora, Ubuntu, Gentoo, OpenWRT, Debian, CentOS... Tem prompt, estamos chegando junto! </li></ul><li>Palestrante no 5o Fórum de SL do RJ (2007) e no 6o CONISLI (2008).
  10. 10. Membro do colegiado do curso de Tecnologia em Redes da UniverCidade.
  11. 11. Colunista ( polêmico ) do site Guanabara.info. </li></ul>
  12. 12. Protocolo Bittorrent <ul><li>Criado por Bram Cohen, em 2003. </li><ul><li>Objetivo original: distribuir imagem ISO de distros Linux. </li></ul><li>Maximiza a velocidade de transferência dividindo um arquivo grande em pedaços, e cada parte pode ser recebida a partir de diferentes clientes.
  13. 13. Objetivo: Replicar um arquivo grande por vários clientes. </li></ul>
  14. 14. Download - forma “tradicional” <ul><li>Um servidor fornece o arquivo.
  15. 15. Vários clientes recebem esse arquivo. </li><ul><li>Desempenho máximo limitado pelo número de clientes - “gargalo”.
  16. 16. Perda de robustez – se o servidor “cai”, perde-se o acesso ao arquivo. </li></ul></ul>
  17. 17. Download em redes P2P <ul><li>Usa um programa para achar quem fornece o arquivo desejado.
  18. 18. Resolve (em parte) o problema da robustez, e diminui o “gargalo”. </li><ul><li>Se só um cliente fornecer o arquivo desejado, o problema continua. </li></ul></ul>
  19. 19. Como funciona? (Sim, tem gente que não sabe...) <ul><li>O arquivo é logicamente dividido em pedaços de 256 Kb, em média.
  20. 20. Uso de arquivos .torrent como apontadores.
  21. 21. O tracker (num servidor) aponta outros clientes (seeders e leechers) que baixam o mesmo arquivo.
  22. 22. O leecher baixa diferentes partes, de diferentes origens, e envia o que já recebeu para outros leechers. </li></ul>
  23. 23. Vantagens <ul><li>Sem filas de envio.
  24. 24. Otimiza o desempenho geral da rede.
  25. 25. Quanto mais usuários, mais largura de banda disponível.
  26. 26. Segurança – só fornece os arquivos que estão indicados no arquivo .torrent.
  27. 27. Sem sobrecarga no servidor central – pode até deixar de fornecer o arquivo. </li></ul>
  28. 28. Desvantagens <ul><li>Falta de anonimato – melhora se usar criptografia, mas o desempenho cai.
  29. 29. Leechers que “abandonam o barco” - Pessoas que baixam o arquivo e não continuam fornecendo-o – a longo prazo o arquivo deixa de estar disponível. </li><ul><li>Em termos de downloads, arquivos .torrent tem vida curta. </li></ul></ul>
  30. 30. Glossário <ul><li>Hash – Código verificador de cada bloco - garante a integridade do arquivo.
  31. 31. Tracker – daemon que roda num servidor, fazendo o papel de “ponteiro” para os clientes.
  32. 32. Leecher – cliente que está baixando o arquivo.
  33. 33. Seeder – cliente que já baixou todo o arquivo e continua fornecendo-o. </li></ul>
  34. 34. Crescimento <ul><li>2001: Primeiros rascunhos do protocolo.
  35. 35. 2003: Primeiro cliente, em Python.
  36. 36. 2005: 30% do tráfego da Internet. </li><ul><li>60% - vídeos: 46% - filmes e TV. </li></ul><li>2010: 55% do tráfego de Internet (estimativa). </li><ul><li>Tráfego médio por usuário: 25 Gb/mês.
  37. 37. Tráfego mundial por mês: 1 Exabyte = 2 60 bytes. </li></ul></ul>
  38. 38. Mitos sobre o Torrent <ul><li>“ O Torrent está acabando com o cinema.” </li><ul><li>Crescimento no faturamento dos cinemas em 5 anos: De US$ 23,1 bi para US$ 29,9 bi. </li></ul><li>“ O Bittorrent é rastreado, você pode ser preso por isso.” </li><ul><li>É possível achar o IP, data, horário do download e informações do provedor usado pelo usuário. Mas só quando o arquivo é muito grande. </li></ul></ul>
  39. 39. Problema (o local) <ul><li>Escola Técnica Estadual República. </li><ul><li>Rede FAETEC (Rio de Janeiro)
  40. 40. Mais de 4000 alunos, em 6 cursos técnicos.
  41. 41. Cerca de 250 computadores.
  42. 42. 130 computadores em 10 laboratórios de informática e 1 laboratório de montagem e manutenção.
  43. 43. Windows e Linux em (quase) todos os desktops, e Linux nos servidores. </li></ul></ul>
  44. 44. Problema (a imagem de instalação) <ul><li>Uso nas máquinas da escola. </li><ul><li>8 imagens diferentes.
  45. 45. 4 imagens de instalação de laboratório. </li><ul><li>Exatos 9,4 Gb (386 partes de 25 Mb cada).
  46. 46. Windows (XP SP3) e Linux (Ubuntu 10.04).
  47. 47. Mais de 40 programas para uso em aula, de diferentes licenças (sim, tem pirataria). </li></ul></ul></ul>
  48. 48. Problema (estrutura de rede) <ul><li>10 laboratórios de informática interligados entre si – Gigabit Ethernet.
  49. 49. 13 máquinas por laboratório – Fast Ethernet.
  50. 50. Em condições normais: </li><ul><li>13 máquinas descem e restauram a imagem em 30 minutos, em média.
  51. 51. 10 laboratórios prontos em 6 horas, em média. </li></ul></ul>
  52. 52. Solução padrão <ul><li>Uso de FTP.
  53. 53. 4 servidores fornecem as imagens.
  54. 54. Script escolhe o servidor (round-robin), e baixa a imagem. </li></ul>
  55. 55. Telas do script
  56. 56. Critérios do teste <ul><li>Máquinas usadas: 3 (três) </li><ul><li>2 desktops, 1 netbook. </li></ul><li>Rede: Fast Ethernet </li><ul><li>Roteador: Linksys WRT54GL com OpenWRT 8.09 (Kamikaze) </li></ul><li>Arquivos: </li><ul><li>1024 arquivos gerados com /dev/urandom (total de 1 Gb).
  57. 57. 1 arquivo com 1 Gb. </li></ul></ul>
  58. 58. Critérios do teste (cont.) <ul><li>Testes: </li><ul><li>2 tipos de arquivos.
  59. 59. 1 máquina ou as 3, simultaneamente. </li><ul><li>Transferência via FTP (vsftpd e ncftpget)
  60. 60. Transferência via bittorrent (Bti-Tracker e ctorrent) </li></ul></ul><li>Cada teste foi executado 5 vezes.
  61. 61. Tomada de tempo obtida com o comando time. </li></ul>
  62. 62. Gráficos – FTP – 1 máquina
  63. 63. Gráficos – FTP – 1 máquina
  64. 64. Gráficos – FTP – 3 máquinas
  65. 65. Gráficos – FTP – 3 máquinas
  66. 66. Sobre o torrent <ul><li>Ferramentas usadas: </li><ul><li>Tracker: btitracker.
  67. 67. Criação do torrent: mktorrent.
  68. 68. Cliente torrent: ctorrent.
  69. 69. Medição de tempo: time. </li></ul><li>Arquivos torrent: </li><ul><li>4096 hashes.
  70. 70. Divisão em pedaços de 256 Kb cada. </li></ul></ul>
  71. 71. Gráficos – torrent – 1 máquina
  72. 72. Gráficos – torrent – 1 máquina
  73. 73. Gráficos – torrent – 3 máquinas
  74. 74. Gráficos – torrent – 3 máquinas
  75. 75. Comparativo – FTP e torrent – 1 máquina
  76. 76. Comparativo – FTP e torrent – 1 máquina
  77. 77. Comparativo – FTP e torrent – 3 máquinas
  78. 78. Comparativo – FTP e torrent – 3 máquinas
  79. 79. Comparativo – FTP e torrent - médias
  80. 80. Comparativo – FTP e torrent - médias
  81. 81. Conclusões <ul><li>1 máquina: Desempenho pouco pior do que o FTP (perto de 10% mais lento).
  82. 82. 3 máquinas simultâneas: Desempenho melhor (algo como 35% mais rápido).
  83. 83. Tendência de melhora com o uso de mais máquinas (o quanto vai cair o tempo?).
  84. 84. Facilidade com o uso da linha de comando, “ que é o maior barato ” (Estúdio Livre). </li></ul>
  85. 85. Perspectivas <ul><li>Mais testes com mais máquinas.
  86. 86. Implementação no sistema em uso no trabalho </li><ul><li>Script de geração e restauração implementado dentro de uma versão customizada do System Rescue CD. </li></ul><li>Pensar sobre o uso de torrents trackerless. </li></ul>Dominação mundial (ops, isso ainda não!).
  87. 87. Dúvidas? [email_address] Momento jabá: http://retrocomputaria.blogspot.com
  88. 88. Fim! Por enquanto... Maiores novidades para breve! Questão legal: <ul><li>Esta apresentação é distribuída segundo a licença Creative Commons ShareAlike 2.5 (http://u.nu/97ied) , logo: </li><ul><li>Pode copiar, distribuir, exibir, etc., e criar derivações.
  89. 89. É obrigatório dar crédito ao autor original (ou seja, eu).
  90. 90. Não é possível usá-la comercialmente.
  91. 91. A licença é viral, se mantém para trabalhos derivados.
  92. 92. Procure por uma cópia dessa apresentação futuramente em http://www.slideshare.net. </li></ul></ul>
  1. A particular slide catching your eye?

    Clipping is a handy way to collect important slides you want to go back to later.

×