Apresentação Fórum Fantástico

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Apresentação Fórum Fantástico

  1. 1. Existe ainda futuro no verbo ler ? Fórum Fantástico Lisboa, Outubro 2008
  2. 2. A definição <ul><li>Livro: </li></ul><ul><li>«Folhas impressas ou manuscritas reunidas num volume encadernado e transportável, formando uma publicação unitária e individualizada» </li></ul>
  3. 3. Olhar para o Passado <ul><li>Séculos VII – XIII </li></ul><ul><li>Produzidos pontualmente de forma manual </li></ul><ul><li>Fins religiosos </li></ul><ul><li>Arquivo em mosteiros </li></ul><ul><li>Pobre indexação </li></ul>
  4. 4. Olhar para o Passado <ul><li>Séculos VII – XIII </li></ul><ul><li>Produzidos pontualmente de forma manual </li></ul><ul><li>Fins religiosos </li></ul><ul><li>Arquivo em mosteiros </li></ul><ul><li>Pobre indexação </li></ul><ul><li>Séculos XIII - XV </li></ul><ul><li>Aumento da procura </li></ul><ul><li>Produção manual organizada </li></ul><ul><li>Fins seculares </li></ul><ul><li>Disseminação do estudo </li></ul><ul><li>Faculdades </li></ul>
  5. 5. Olhar para o Passado <ul><li>Séculos VII – XIII </li></ul><ul><li>Produzidos pontualmente de forma manual </li></ul><ul><li>Fins religiosos </li></ul><ul><li>Arquivo em mosteiros </li></ul><ul><li>Pobre indexação </li></ul><ul><li>Séculos XIII - XV </li></ul><ul><li>Aumento da procura </li></ul><ul><li>Produção manual organizada </li></ul><ul><li>Fins seculares </li></ul><ul><li>Disseminação do estudo </li></ul><ul><li>Faculdades </li></ul><ul><li>Séculos XV - XVI </li></ul><ul><li>Invenção da tipografia </li></ul><ul><li>Aumento significativo da produção </li></ul><ul><li>Textos religiosos (Bíblia, livros de oração, calendários) </li></ul>
  6. 6. Olhar para o Passado <ul><li>Séculos VII – XIII </li></ul><ul><li>Produzidos pontualmente de forma manual </li></ul><ul><li>Fins religiosos </li></ul><ul><li>Arquivo em mosteiros </li></ul><ul><li>Pobre indexação </li></ul><ul><li>Séculos XIII - XV </li></ul><ul><li>Aumento da procura </li></ul><ul><li>Produção manual organizada </li></ul><ul><li>Fins seculares </li></ul><ul><li>Disseminação do estudo </li></ul><ul><li>Faculdades </li></ul><ul><li>Séculos XV - XVI </li></ul><ul><li>Invenção da tipografia </li></ul><ul><li>Aumento significativo da produção </li></ul><ul><li>Textos religiosos (Bíblia, livros de oração, calendários) </li></ul><ul><li>Séculos XVI - XVII </li></ul><ul><li>Massificação da produção </li></ul><ul><li>Aumento da importância do livro na vida da Europa </li></ul><ul><li>Diversificação de temas </li></ul>
  7. 7. Surge a edição... <ul><li>Gutenberg, 1455 </li></ul><ul><li>Junção de tecnologias existentes: </li></ul><ul><ul><li>Prensa (vinho, azeite) </li></ul></ul><ul><ul><li>Papel </li></ul></ul><ul><ul><li>Molde para impressão </li></ul></ul><ul><li>Inovação: </li></ul><ul><ul><li>Tipos móveis </li></ul></ul><ul><ul><li>Tintas </li></ul></ul>
  8. 8. Surge a edição... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Sistema de distribuição ineficiente </li></ul></ul>
  9. 9. Surge a edição... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Sistema de distribuição ineficiente </li></ul></ul>Acesso
  10. 10. Surge a edição... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Sistema de distribuição ineficiente </li></ul></ul><ul><ul><li>Analfabetismo </li></ul></ul>Acesso
  11. 11. Surge a edição... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Sistema de distribuição ineficiente </li></ul></ul><ul><ul><li>Analfabetismo </li></ul></ul>Acesso Plataforma técnica
  12. 12. Surge a edição... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Sistema de distribuição ineficiente </li></ul></ul><ul><ul><li>Analfabetismo </li></ul></ul><ul><ul><li>Mentalidade conservadora limitava o conteúdo a temas religiosos </li></ul></ul>Acesso Plataforma técnica
  13. 13. Surge a edição... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Sistema de distribuição ineficiente </li></ul></ul><ul><ul><li>Analfabetismo </li></ul></ul><ul><ul><li>Mentalidade conservadora limitava o conteúdo a temas religiosos </li></ul></ul>Acesso Plataforma técnica Modelo de negócio inadequado
  14. 14. Surge a edição... <ul><li>Soluções </li></ul><ul><ul><li>Feiras e mercadores – processo lento </li></ul></ul><ul><ul><li>Leituras públicas / Obras visuais / Educação </li></ul></ul><ul><ul><li>Diversificação (romance, mapas, ...) </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de linguagem corrente (vs. latim) </li></ul></ul>Acesso Plataforma técnica Modelo de negócio inadequado
  15. 15. Crescimento Exponencial... <ul><li>Inícios de Séc. XVI: </li></ul><ul><ul><li>1000 tipografias na Europa </li></ul></ul><ul><ul><li>35 000 títulos </li></ul></ul><ul><ul><li>20 milhões de exemplares </li></ul></ul>
  16. 16. Efeitos secundários... <ul><li>Crítica pelos “editores” tradicionais (clero) </li></ul><ul><ul><li>Inquisição reactivada para controlar a edição </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Índice dos livros proibidos” </li></ul></ul><ul><li>Adesão massiva à nova tecnologia </li></ul><ul><ul><li>Iniciativa privada e particular </li></ul></ul><ul><li>Forte competitividade </li></ul><ul><ul><li>Obras apressadas e de menor qualidade </li></ul></ul><ul><li>Pirataria </li></ul><ul><ul><li>Direito de autor: séc. XVIII </li></ul></ul>
  17. 17. Os novos tornam-se nos velhos... Evolução da indústria Força motriz a vapor Composição mecânica Novos métodos de reproduzir ilustrações Novas encadernações Produção massiva de papel Livros de bolso Clubes de leitura Internet RESISTÊNCIA À MUDANÇA
  18. 18. Internet? <ul><li>De que falamos quando falamos de Internet? </li></ul><ul><ul><li>Uniformidade de experiência </li></ul></ul><ul><ul><li>Normas e padrões técnicos comuns </li></ul></ul><ul><ul><li>Aprendizagem rápida </li></ul></ul><ul><ul><li>Globalização dos recursos </li></ul></ul><ul><ul><li>Baixos custos de comunicação e produção </li></ul></ul><ul><ul><li>Ferramentas especializadas de uso facilitado </li></ul></ul>
  19. 19. Em que medida muda o livro? <ul><li>Folhas impressas ou manuscritas </li></ul><ul><li>reunidas num volume </li></ul><ul><li>encadernado e transportável, </li></ul><ul><li>formando uma publicação unitária e individualizada </li></ul>
  20. 20. Folhas impressas ou manuscritas <ul><li>Formato(s) electrónico(s) </li></ul><ul><ul><li>Edição e impressão de texto </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Word, Texto, PDF’s </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Leitura de texto (E-books) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Microsoft Reader, Adobe Digital, Mobipocket </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Formato áudio </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Leitura automática </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Podcasts, podbooks </li></ul></ul></ul>
  21. 21. Reunidas num volume <ul><li>Plataformas interactivas ou integradas de leitura </li></ul><ul><ul><li>Computador </li></ul></ul><ul><ul><li>Telemóvel </li></ul></ul><ul><ul><li>Kindle </li></ul></ul><ul><ul><li>Sony Reader </li></ul></ul><ul><ul><li>E-paper </li></ul></ul><ul><ul><li>iPod </li></ul></ul><ul><ul><li>… </li></ul></ul>
  22. 22. Encadernado e transportável <ul><li>Ficheiros adquiridos online, descarregados directamente e transferidos entre dispositivos sem jamais terem existência física </li></ul><ul><li>Informação enviada e replicada mediante correio electrónico e referenciação por links e entradas em blogues </li></ul><ul><li>Obras consultadas directamente na internet em bibliotecas digitais ou sites de autor </li></ul>
  23. 23. Publicação unitária e individualizada <ul><li>Conteúdo faseado ou em crescimento: </li></ul><ul><ul><li>“ Entradas” ou “capítulos” – blogues, newsletters </li></ul></ul><ul><ul><li>Acompanhamento do processo de escrita </li></ul></ul><ul><ul><li>Actualização progressiva (manuais, enciclopédias) </li></ul></ul><ul><ul><li>Completar com outros formatos (áudio, vídeo) </li></ul></ul><ul><li>Comunidades </li></ul><ul><ul><li>Ficção – SLEV (Brasil), Ficlets (EUA) </li></ul></ul><ul><ul><li>Técnicas – Slashdot, TechRepublic </li></ul></ul><ul><ul><li>Culturais – Wikipedia, Gutenberg </li></ul></ul>
  24. 24. Um novo paradigma... <ul><li>Para além do texto… </li></ul><ul><ul><li>Hiperligações dentro do e-book para conteúdo online e bibliografia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ligações “embebidas” para soluções de comércio online; </li></ul></ul><ul><ul><li>Enredos divergentes, por interacção e decisão do leitor; </li></ul></ul><ul><ul><li>Interacção com outros dispositivos de e-books; </li></ul></ul><ul><ul><li>Escrita colaborativa, actividades de índole social (jogos); </li></ul></ul>
  25. 25. Um novo paradigma... <ul><li>Para além do texto… </li></ul><ul><ul><li>Conteúdo actualizado automatica e periodicamente; </li></ul></ul><ul><ul><li>Capacidades de multimédia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Bases de dados com registos de hábitos de leitura, compra, interacção com outros leitores, e decisões baseadas no enredo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Conversão automática em formato áudio e tradução automática; </li></ul></ul><ul><ul><li>Capacidade de pesquisa e cruzamento de fontes; </li></ul></ul><ul><ul><li>ETC... </li></ul></ul>
  26. 26. Onde estão? <ul><li>Crescimento de 500% do volume de vendas entre 2002 e 2008 (apenas mercado não-retalhista) </li></ul>US Trade Wholesale Electronic Book Sales
  27. 27. Onde estão? <ul><li>Volume de vendas anual: </li></ul><ul><ul><li>E-books: 40 milhões USD </li></ul></ul><ul><ul><li>Livro impresso: 35 mil milhões USD </li></ul></ul><ul><ul><li>O livro electrónico representa 0,1% do volume de vendas da indústria editorial dos EUA </li></ul></ul>
  28. 28. Efeitos secundários... <ul><li>Crítica pelos editores tradicionais </li></ul><ul><ul><li>DRM – Digital Rights Management </li></ul></ul><ul><li>Adesão massiva à nova tecnologia </li></ul><ul><ul><li>Iniciativa privada e particular </li></ul></ul><ul><li>Forte competitividade </li></ul><ul><ul><li>Obras apressadas e de menor qualidade </li></ul></ul><ul><li>Pirataria </li></ul>
  29. 29. Dificuldades... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Existência da obra em formato electrónico </li></ul></ul><ul><ul><li>Necessidade de dispor do dispositivo adequado </li></ul></ul><ul><ul><li>Versão electrónica não difere da versão física a nível de conteúdo </li></ul></ul>
  30. 30. Dificuldades... <ul><li>Desafios </li></ul><ul><ul><li>Existência da obra em formato electrónico </li></ul></ul><ul><ul><li>Necessidade de dispor do dispositivo adequado </li></ul></ul><ul><ul><li>Versão electrónica não difere da versão física a nível de conteúdo </li></ul></ul>Acesso Plataforma técnica Modelo de negócio inadequado
  31. 31. O futuro... <ul><li>Soluções </li></ul><ul><ul><li>? </li></ul></ul>Acesso Plataforma técnica Modelo de negócio inadequado
  32. 32. O futuro... <ul><li>«Num futuro próximo, “Caixas Multibanco de Produção de Livros” existirão por todo o planeta capazes de imprimir a pedido (POD) qualquer obra de um catálogo com milhares ou milhões de títulos . » </li></ul>
  33. 33. O futuro... <ul><li>«Devíamos aceitar que as ferramentas não são o que importa – voz, escrita, áudio – mas sim a narrativa. (…) Existem muitas pessoas que abraçam jogos de computador de aventuras, complicados e emocionantes mas que não iriam abraçar o mesmo material na forma impressa.» </li></ul>
  34. 34. O futuro... <ul><li>«Os dispositivos actuais leitores de e-books tentam minimizar a necessidade de mudança cultural ao tentarem replicar a experiência da imprensa numa experiência electrónica. Na sua maioria são concebidos para apelar aos leitores como substitutos do livro impresso. [Mas, por exemplo,] as enciclopédias electrónicas não tentam replicar os formatos impressos antigos, e sim representam uma mudança dramática do conteúdo num livro para um domínio interactivo áudio-visual. » </li></ul>
  35. 35. O futuro... <ul><li>«Ler devia ser entendida como uma actividade que não decorre de um dispositivo em particular, mas conduzida com o dispositivo que estiver mais à mão . » </li></ul>
  36. 36. O futuro... <ul><li>«A leitura de um livro acontece normalmente num contexto físico diferente, e num espaço mental diferente, que o de outros materiais de leitura. No seu melhor, são portas que o transportam para outro mundo, de preferência longe da troca frenética de informação que é a internet . » </li></ul>
  37. 37. O futuro... <ul><li>«As colecções de livros impressos funcionam bem em colaboração com a pesquisa digital, O material impresso não possui capacidades de pesquisa e os recursos apresentados em ecrãs não possuem persistência. Utilizados em conjunto tendem a compensar as deficiências mútuas. Mas o uso de tal híbrido não se encontra completamente desenvolvido . » </li></ul>
  38. 38. O futuro... <ul><li>«[O autor] vê no podcasting a possibilidade de provocar uma mudança do paradigma vigente. Nas suas palavras, “espera fortemente que consigamos acabar com a actual estrutura de edição, na qual um pequeno grupo de pessoas tem poder de decisão sobre o que é boa ficção e o que não é boa ficção , controlando o que fica disponível para o público final.” » </li></ul>
  39. 39. O futuro... <ul><li>«Um mundo no qual as pessoas poderão experimentar centenas de autores, sem custos, para encontrar aqueles de que gostarão. É da incumbência do autor apresentar ao leitor algo por que este sinta valor em pagar – não é da incumbência dos leitores darem simplesmente dinheiro aos autores. Não é um dever. Primeiro temos de merecê-lo.» </li></ul>
  40. 40. O futuro... <ul><li>«O problema ao ler no ecrã não está na resolução, fadiga ocular ou compatibilidade com ler na banheira, mas sim que os computadores são objectos sedutores que nos tentam a fazer outras coisas, tornando muito difícil manter a concentração em formatos extensos . » </li></ul>
  41. 41. O futuro... <ul><li>«Não gosta de ler textos longos num ecrã de computador. Entendo perfeitamente — nos dez minutos desde ter escrito a primeira palavra do parágrafo anterior verifiquei o meu correio electrónico, apaguei duas mensagens de spam, consultei uma comunidade de partilha de fotografias que aprecio, descarreguei um vídeo do YouTube do Stephen Colbert a queixar-se do iPhone (tive de parar o meu leitor de MP3 para isso), limpei o meu leitor de RSS, e depois voltei para acabar de escrever este parágrafo. » </li></ul>
  42. 42. O futuro... <ul><li>«Libertar os textos electrónicos dos livros aumenta a venda das edições impressas. O maior problema do autor de FC é obscuridade, não a pirataria. De todas as pessoas que escolheram não gastar hoje nem tempo nem dinheiro nas obras deste autor, a grande maioria não o fez por desconhecimento das mesmas, e não porque alguém lhes enviou uma versão gratuita em formato electrónico . » </li></ul>
  43. 43. O futuro... <ul><li>«A ficção científica é a única literatura que as pessoas apreciam o suficiente para as piratear na internet» </li></ul>

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