Pesquisas qualitativa e quantitativa

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Pesquisas qualitativa e quantitativa

  1. 1. Pesquisas Qualitativa e Quantitativa Taïs Bressane
  2. 2. Pesquisas Qualitativa e Quantitativa • Qual a base histórica das duas abordagens? • Quais as principais características de cada uma? • Quais as principais diferenças entre elas? • As duas abordagens podem ser integradas?
  3. 3. Pesquisa Quantitativa
  4. 4. Pesquisas Qualitativa e Quantitativa Um pouco de história • A pesquisa quantitativa é fruto do desenvolvimento do método científico das ciências físicas e naturais - baseado na lógica simbólica e na matemática. • ia de unidade das ciências e, com isso, defendiam o uso do todo científico reas.
  5. 5. quantitativa Características gerais • Busca explicar e compreender fenômenos por meio da análise de seus significados e do estabelecimento de leis causais. • Tem como objetivo mensurar e testar hipóteses. • Obtém dados descritivos através de métodos estatísticos que buscam a objetividade e a exatidão.
  6. 6. quantitativa Quando usar? • Para medir opiniões, atitudes, preferências e comportamentos. • Para compor grandes perfis populacionais ou indicadores macroeconômicos e sociais que permitem generalizações.
  7. 7. quantitativa Instrumentos de coleta • Utiliza amostras representativas de um determinado universo para buscar resultados que possam ser generalizados e projetados para aquele universo. • Utiliza diversas técnicas de entrevistas: – Entrevistas pessoais, por telefone ou pela internet – Questionários estruturados com perguntas fechadas
  8. 8. quantitativa Instrumentos de coleta
  9. 9. quantitativa Tratamento e análise dos dados • Quantificação de uniformidades e regularidades nos fenômenos analisados. • As análises são realizadas sobre dados numéricos primários que são corelacionados e geram dados secundários.
  10. 10. quantitativa Resultados • Apresentados em tabelas e percentuais gráficos. • Podem gerar índices regulares que são usados para formar perfis e acompanhar comportamentos. • Permitem a construção de grandes painéis de comportamento.
  11. 11. quantitativa Resultados
  12. 12. quantitativa Resultados
  13. 13. quantitativa Resultados
  14. 14. quantitativa Resultados
  15. 15. quantitativa Posição do pesquisador • Maior engajamento ocorre durante a elaboração de instrumentos de coleta e de análise dos dados. • Separação entre pesquisador e objeto da pesquisa • Distância do contexto
  16. 16. Pesquisa Qualitativa
  17. 17. Pesquisas Qualitativa e Quantitativa Um pouco de história • A pesquisa qualitativa começa a se desenvolver em meados do séc XIX. • gicos para contemplar a especificidade e a complexidade das ciências sociais e humanas.
  18. 18. Características gerais • Busca compreender a complexidade de fenômenos, fatos e processos particulares e específicos. • Tem como objetivo observar, aprofundar, explorar, descrever e explicar o objeto em estudo.
  19. 19. Características gerais Utiliza uma diversidade de métodos e técnicas baseados em inferências. Pesquisa bibliográfica Pesquisa documental Pesquisa experimental Pesquisa ex-post facto Levantamento Estudo de caso Pesquisa ação Pesquisa participante
  20. 20. Quando usar? • Para compreender fenômenos específicos e delimitáveis. • Para aprofundar aspectos e compreender possíveis razões para atitudes, representações, crenças, comportamentos, etc. Investigar se o uso de recursos tecnológicos alterou o desempenho de alunos do Ensino Médio na aprendizagem de matemática.
  21. 21. Instrumentos de coleta • Os instrumentos são selecionados em função dos objetivos, adaptáveis a elementos e circunstâncias não previstos ou à evolução das hipóteses. • Os dados são coletados a partir de interações autênticas entre pessoas, e entre pessoas e sistemas. • As interações entre pesquisador e participantes são gravadas e posteriormente analisadas.
  22. 22. Instrumentos de coleta • Em geral, trabalha-se com grupos pequenos de entrevistados, já que não há a preocupação de generalizar informações. • O material da investigação qualitativa é a linguagem (verbal e não verbal) expressada na fala cotidiana, nos gestos, nas posturas corporais, tons de voz, etc. Também é necessário o registro detalhado de dados do contexto.
  23. 23. Instrumentos de coleta Principais instrumentos de coleta: – documentos, diários, filmes, gravações; – entrevistas não direcionadas e semiestruturadas; – entrevistas em profundidade com roteiros ou perguntas abertas; – observação; – observação participante; – grupos focais.
  24. 24. Tratamento e análise dos dados Constante cotejamento dos dados com o contexto de cultura e de situação em que foram coletados. O contexto de cultura abrange hábitos, costumes, crenças, valores de agrupamentos sociais e instituições envolvidas numa interação. O contexto de situação abrange todos os participantes envolvidos, os meios de comunicação utilizados e os temas abordados numa interação.
  25. 25. Tratamento e análise dos dados Etapas de análise • Pré-análise: fase de organização, seleção e leitura do material para posterior categorização, elaboração de indicadores e levantamento de hipóteses emergentes.
  26. 26. Tratamento e análise dos dados Etapas de análise • Exploração do material: fase de preparação do material (recorte de notícias, edição de textos, transcrições, decupagem de vídeos, etc.). • As amostras do material utilizado devem seguir os princípios de exaustividade, representatividade, homogene idade e adequação.
  27. 27. Tratamento e análise dos dados Etapas de análise • Codificação dos dados: fase de recorte e escolha de unidades (texto, segmentos de texto, frase, palavra e seu contexto), enumeração, classificação e agrupamento dos dados.
  28. 28. Tratamento e análise dos dados Possíveis codificações: Etapas de análise • Presença ou ausência de determinados elementos • Frequência de ocorrência • Engajamento do participante (tempos verbais, advérbios de modo, adjetivos, etc.) • Avaliativos: critérios de preferência (favorável/desfavorável), de estética (bonito/feio), de tamanho (grande/pequeno), etc. • Ordem de aparição das unidades • Co-ocorrência (associação, equivalência e oposição de unidades)
  29. 29. Tratamento e análise dos dados Categorização: Etapas de análise • As categorias reúnem um grupo de unidades de registro e devem ser mutuamente excludentes. • Podem ser estabelecidas a priori - modelo fechado; no decorrer da análise - modelo aberto; ou podem sofrer modificações durante a análise - modelo misto.
  30. 30. Tratamento e análise dos dados Existem diversos softwares de análise de discurso para criar categorias, codificar, filtrar, fazer buscas e questionar os dados. • • • Wordsmith Tools TEXTPACK NVIVO
  31. 31. Tratamento e análise dos dados Interpretação: Etapas de análise Estatística descritiva Análises estatísticas complexas Provas de validação estatísticas Provas de interpretação (triangulação de resultados) - Validação - Síntese de resultados (tabelas, diagramas, modelos) -
  32. 32. Posição do pesquisador • O pesquisador mantém relação direta com os participantes e com o contexto. • Mantém relação de proximidade entre sujeito e objeto. • Sujeito e objeto podem ser agentes dos processos analisados.
  33. 33. As duas abordagens podem ser integradas?
  34. 34. Pesquisas Qualitativa e Quantitativa Integração Pesquisas quantitativas • podem gerar resultados qualitativos ou hipóteses para pesquisas qualitativas Pesquisas qualitativas • podem acompanhar e aprofundar aspectos levantados por estudos quantitativos. • podem levantar problemas e variáveis que levem a novos enfoques quantitativos.
  35. 35. Pesquisas Qualitativa e Quantitativa Atividade Assista ao vídeo a seguir e depois responda: Relação, tempo e criatividade Qual a abordagem da pesquisa? Como os dados foram coletados? Qual o envolvimento do pesquisador? Os resultados podem ser generalizados? O que é possível considerar a partir dos resultados?
  36. 36. Pesquisas Qualitativa e Quantitativa Referências Bibliográficas IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Acessado em 10/02/2012, URL: http://www.ibge.gov.br IBOPE. Acessado em 10/02/2012, URL: http://www.ibope.com.br LAVILLE, C. & DIONNE, J. Análise de conteúdo. In: A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Trad. H. Monteiro e F. Settineri. Porto Alegre: ArtMed, 1999. p. 214-235. LAKATOS, E. M. & MARCONI, M. Fundamentos de Metodologia Científica. Atlas, SP, 2005. RICHARDSON, R. J. Análise de conteúdo. In: Pesquisa social: métodos e técnicas. 3ª ed. ver. ampl. São Paulo: Editora Atlas, 1999. p. 220-244. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2001. TRIVIÑOS, A. N. Método de análise de conteúdo. In: Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. p. 158-166.

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