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Sociologia do imaginário Presentation Transcript

  • 1. Sociologia do ImaginárioPatrick Legros; Frédéric Monneyron; Jean-Bruno Renard ePatrick Tacussel Bruna Silveira Fernando Biffignandi Larissa Azubel Tauana Jeffman
  • 2. Os autores:• LEGROS, Patrick: mestre de conferências em Sociologia na Universidade de Tours. Os fundadores da Sociologia do Imaginário Especializado em Metodologias do Imaginário e em Sociologia das Crenças Populares, da Morte e do Sonho.• MONNEYRON, Frédéric: professor de Literatura Geral e Comparada na Universidade de Perpignan. Suas pesquisas tratam da sexualidade e das relações entre os sexos, da vestimenta e da moda, de um lado; e, de outro, sobre a Europa, a ideia de nação O de raça. e a ideia• RENARD, Jean-Bruno: professor de Sociologia na Universidade de Montpellier III. Responsável pelo mestrado na linha de pesquisa “Indivíduo e Sociedade”. Seus trabalhos tratam, principalmente, das formas contemporâneas do sobrenatural: literatura fantástica, crenças da paranormalidade e mitologias modernas.• TACUSSEL, Patrick: professor de Sociologia na Universidade de Montpellier III, em que dirige o Instituto de Pesquisas Sociológicas e Antropológicas – Centro de Pesquisas sobre o Imaginário. Especializado nos campos da História da Sociologia e do Pensamento Social no Século XIX.
  • 3. O porquê deste livro Os fundadores da Sociologia do Imaginário“O interesse pelo imaginário explodiu, mesmo, durante as últimas décadas. Se oadjetivo ‘imaginário é conhecido, em francês desde século XVI, já osubstantivo é de uso recente” (Legros et al., 2007, p. 257).O ano de 1960 marca o início de uma forte corrente de interesse pelo imaginário Ocom o surgimento da obra de Durand (1960). Naturalmente, este grupo nominal vaicobrir acepções fortemente diferentes segundo os autores: uma instancia psíquicaem Lacan, uma dimensão da criatividade humana em Caillois, uma mentalidadecoletiva entre os historiadores. (Legros et al., 2007, p. 258).A [...] afloração do uso do termo “imaginário” nos estudos de letras e ciênciashumanas contrasta com o pequeno número de obras teóricas e metodológicasconsagradas a essa problemática. A ambição desta obra era preencher essalacuna no seio da disciplina que era a do fundador da antropologia doimaginário, Gilbert Durand: a sociologia. (Legros et al., 2007, p. 258).
  • 4. Recenseamento cronológico e analítico dos principais autores
  • 5. O imaginário na tradição sociológica Os fundadores da Sociologia do ImaginárioA Sociologia do Imaginário é um ponto de vista sobre o social: se interessa pela dimensãode todas as atividades humanas. É por isso que essa sociologia cerca transversalmente asociedade: vida cotidiana, política, religiosa, ciência, literatura. É uma sociologia particular, Ouma ciência complexa, uma sociologia das profundezas (Legros et al., 2007, p. 9).O imaginário alimenta e faz o homem agir. É um fenômeno coletivo, social, histórico. Umasociologia sem o imaginário é uma sociologia mutilada, desencarnada (Legros et al., 2007, p.10).
  • 6. As relações entre o Imaginário e o real revelam a complexidade da condição humana. Os fundadores da Sociologia do Imaginário“Das lembranças da infância aos desejos da idade adulta, das angústias reprimidas às projeções dofuturo, tudo isso sublinha que as condições fisiológicas e materiais, a partir das quais a vida seestende – permanecem insuficientes para compreender as formas da experiência vivida” (Legros etal., 2007, p. 17).A atividade onírica do indivíduo testemunha com força os elos que unem os mecanismos do Oinconsciente e da personalidade.“Se trocarmos de escala e pensarmos em uma tribo, em um grupo, em uma nação veremos queprocuram sempre assentar sua estabilidade e seu equilíbrio se confrontando com seus limitesnaturais, de modo que a definição do interesse comum suponha uma economia geral no centro daqual as necessidades calculadas estejam de acordo com as representações mais vastas que semisturam à ideia do destino e ao apego ao passado” (Legros et al., 2007, p. 17).“A arborescência inconsciente de cada pessoa é irrigada por sua biografia, mas o lençolfreático no qual ela se nutre é escavado sob o fardo das sedimentações culturais e dahistória” (Legros et al., 2007, p. 20).
  • 7. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioFreud apud Legros et al., 2007, p. 21:O“A separação abrupta entre uma realidade presumidaconsistente e o imaginário, reino do improvável e dasfantasias, perdeu crédito no momento em que aexploração científica do inconsciente revela a influênciado psiquismo sobre o conjunto da vida”.
  • 8. O imaginário em representação Os fundadores da Sociologia do Imaginário“Do imaginal ao imaginado, das estruturas mentais às situações os objetos trocam de formato.Eles podem se perder, a despeito de sua originalidade, na precessão dos estereótipos e dossimulacros e se tornarem os protagonistas de uma comédia caricatural que torna aleatória toda adistância indispensável ao digno exercício da responsabilidade......As imagens apresentam delirantes performances, confiadas aos cuidados de hábeis Oilusionistas como Albert Speer, encarregado de grandiosas demonstrações oficiais do regimehitleriano. Sem elas, a autoridade se priva de uma eficácia demiúrgica da qual um príncipe, fosse elereticente à noção de Maquiavel, não renuncia jamais...... Entre o ser e o parecer a fixação de sentido se desvia da dificuldade ao se abrigar atrás de umadesconfiança popular ou da malícia estratégica quando ela não cede à ingenuidade” (Legros et al.,2007, pp. 25-26).Nessa encruzilhada, em que as consciências se encontram, nada é simplesmente apresentado,tudo é representado; essa experiência desemboca tanto sobre o consenso [...] quanto sobre osconflitos cuja crueldade é inaudita quando eles crescem a partir de uma raiz mítica geo-étnica(Legros et al., 2007, p. 27).
  • 9. O imaginário entre os fundadores da Sociologia Os fundadores da Sociologia do ImaginárioAs metáforas da história: Marxs e EngelsO ordenamento do mundo: Tocqueville OA massa imaginada: Le Bon e TardeResíduos e derivações míticas: ParetoAs representações coletivas: DurkheimO ideal social: WeberO imaginário no cotidiano: Simmel
  • 10. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioOs fundadores da Sociologia do ImaginárioIdeologia e Utopia: MannheimOSegundo Legros (et al., 2007, p. 78), com a obra Ideologia eUtopia, lançada no ano de 1929, Mannheim pode ser considerado oteórico que publicou “as primeiras introduções a umasociologia do imaginário”.
  • 11. OsLegros (et al., 2007, p. Sociologia do Imaginário fundadores da 79) esclarece-nos que quando pensamos utopicamente, nossa mentalidade está em desacordo com a realidade, sendo que nosso pensamento deseja romper com “a Ocoerência do instituído”, deseja agir para transformar a ordem existente. Por outro lado, as ideologias conservam a ordem existente. Na concepção de Mannheim (1929), o nosso comportamento não resulta de um racionalismo, ou de uma “apreciação consciente”, mas sim, de uma “representação imaginativa do mundo mundano” (LEGROS et. al., 2007, p. 79, grifo do autor).
  • 12. A comunhão simbólica: MaussOs fundadores da Sociologia do ImaginárioEm 1924, durante uma conferência, Mauss explicou “que adimensão simbólica é um dos traços distintivos do Ofato social” (LEGROS et al., 2007, p. 82).As formas e os conteúdos, segundo as concepções de Mauss, podemser elucidadas pelo “domínio dos símbolos”, até mesmo quandoestas formas e conteúdos são “exteriorizadas nos mitos, nas crenças, naalucinação religiosa, nas mentiras convencionais ou nos delírios coletivos”(LEGROS et al., 2007, p. 82).
  • 13. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioNesta perspectiva, entendemos que os símbolos permitemarticular a pesquisa sociológica no “fundo psíquico dahumanidade”.OMauss (apud LEGROS et al., 2007, p. 83) acredita que as técnicas e asciências “possuem relações genealógicas com amagia”. Segundo o autor, “os mágicos alimentaram ossábios”.
  • 14. O Colégio de SociologiaOs fundadores da Sociologia do ImaginárioEntre seus membros, podemos citar: Bataille (personalidade centraldo grupo), Caillois, Klosswski, Leiris e Monnerot. O“Três problemas principais retém a atenção de seus membros: opoder, o sagrado e os mitos” (LEGROS et al., 2007, p. 84).Os pensadores desse grupo “concordam, unanimemente, emconsiderar que o sagrado é o fundamento absoluto davida social” (LEGROS et al., 2007, p. 88).
  • 15. Imaginários e conhecimento: Castoriadis Os fundadores da Sociologia do ImaginárioL’instituicion imaginaire de La société (1975). OCastoriadis parte da seguinte premissa: “tudo o que seapresenta a nós, no mundo sócio-histórico, estáindissociavelmente tecido no simbólico” (CASTORIADISapud LEGROS et al., 2007, p. 95).
  • 16. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioCastoriadis (apud LEGROS et al., 2007, p. 96) compreende que, “falar emsignificações imaginárias sociais quer dizer também queessas significações são presentificadas e figuradas na e pela Oefetividade dos indivíduos, dos atos e dos objetos que elas formam”.Sendo que, essas significações são imaginárias, porqueultrapassam nossas referências reais e sociais. Nossa sociedade, deacordo com sua época, determina o que é e o que não é real, naconcepção de Castoriadis.
  • 17. Imaginários e conhecimento: Morin Os fundadores da Sociologia do ImaginárioLegros (et. al., 2007, p. 96) afirma que Morin, no estudo do “imaginário e doconhecimento”, revelou-se um “explorador de territórios maldecifrados do imaginário social: os contos, as atitudes Ofundamentais diante da morte, o cinema e as estrela”.De acordo com o Legros (et. al., 2007, p. 95), em sua obra O homem ouo cinema imaginário (1970), Morin já mostra esboços de umasociologia do imaginário, pois indica que “a única realidade da qualnós estamos certos é a representação, ou seja, a imagem, ou seja, arealidade, já que a imagem remete a uma realidade desconhecida” (MORIN
  • 18. Os fundadores da SociologiaA ditadura do Imaginário: Baudrillard do ImaginárioPara Baudrillad, não são os dispositivos de circulação ou de produção das Omercadorias que resumem a sociedade de consumo. Talsociedade é caracterizada, anteriormente a esta circulação e produção,“por um pensamento na qual a vida corrente é fundada sobre a crençatoda poderosa dos signos, dos objetos simulacros” (LEGROS etal., 2007, p. 98).
  • 19. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioDe acordo com Legros (et. al., 2007, p. 98-99), em Baudrillard, “osimulacro não passa da aparência daquilo que se pretende ser; a Onatureza única do prestígio que lhe é dado só é obtida enquanto qualidadede instrumento de sugestão, ela mesma sempre superior à sensaçãoexperimentada ao contato com o objeto sugerido”.O real passa a ser então, um hiper-real.
  • 20. O imaginário da vida cotidiana: MaffesoliAtualmente encontramos estudos acerca da sociologia doimaginário principalmente nas obras de Maffesoli, que segundoLegros (et al., 2007, p. 101), “se impôs como o principal teóricoda sociologia do imaginário, situando-a na dimensãoprospectiva e na atualidade da tradição dosfundadores da disciplina”.
  • 21. “O imaginário partilhado é “a matéria subterrânea dascoisas, que assegura a coerência secreta do natural e docultural, do espaço social e do sentimento estético” (LEGROSet al., 2007, p. 101).“O fantasma e a fantasia fazem parte, sempre, das associaçõeshumanas duráveis ou efêmeras, tais quais as tribos pós-modernas flexíveis, as articulações surpreendentes doarcaico e da inovação” (LEGROS et al., 2007, p. 101).
  • 22. Bases epistemológica e metodológica.
  • 23. Epistemologia e metodologia do imaginário A especificidade do imaginário, nesse nível de comparação, ultrapassaria a simplesreprodução concebida pela representação em uma imagem criadora. O imaginário é, assim, uma “representação acrescentada”(p.107). [...] o imaginário é uma relação com o mundo; a ideologia é uma relação com de forças sociais (p.107). [...] nós observamos poucos estudos sociológicos do imaginário sobre o discursocotidiano contemporâneo como se a voz da criação estivesse reservada a uma eliteartística e a voz da análise fosse propriedade da psicanálise e da psicologia (p.109).
  • 24. Interpretações do imaginário A interpretação do imaginário pressupõe que seja preciso descobrir alguma coisa “escondida” na “aparência” (p.110). A percepção do imaginário é, talvez, considerada como uma representação caleidoscópica, como uma pintura impressionista; porém, ela se funde com a existência social irrigando-a de uma substância comum (p.110).É preciso que estejamos imbuídos de uma fatuidade paroxística para pretender ter “o” conhecimento quando só se tem uma impressão dele, no imaginário (p.110). É imaginando que o homem evolui.
  • 25. O pensamentosimbólicoO símbolo seria, produto de uma construção mental autônoma, como sublinha, porexemplo, Eliade, que dá ao símbolo uma autonomia própria na existência (p.113).O pensamento simbólico não é domínio exclusivo da criança, do poeta e dodesequilíbrio: ele é consubstancial ao ser humano, precede a linguagem e a razãodiscursiva. O símbolo revela certos aspectos da realidade – os mais profundos-que desafia qualquer meio de conhecimento. As imagens, os símbolos, os mitos,não são criações irresponsáveis da psique” ( p. 113).
  • 26. As funções dos símbolos imaginários“Traduzir uma imagem em uma terminologia concreta, reduzindo-a apenas um de seussentidos de referência, é pior que mutilá-la, é anulá-la como instrumento deconhecimento”. (Eliade, 1952) (p. 114) Através de diferentes pesquisas sobre a simbólica imaginária, nós podemos distinguirquatro formas de interpretação: a interpretação dos detalhes, a interpretação porcampos de estudo, a interpretação original e, enfim, a interpretação da exclusão (osímbolo tem um duplo sentido que é preciso revelar para compreender sua unidade).(p.115) Todas elas têm em comum o fato de que, graças a elas, nós acrescentamos o termoimaginário, ou seja, um sentido, uma realidade, uma ação [...]. O símbolo imaginário nãoé aleatório, ele possui uma direção e, sobretudo, uma consciência inconsciente (p.115).
  • 27. O processo de eufemização e os monstros imaginários Nós encontramos as grandes figuras do museu imaginário dos símbolos ao longo dahistória. 116 Contudo, nós não poderemos jamais encontrar um único símbolo imaginário [...]suscetível de nos ser identificado, pois o símbolo conserva sempre, ao menos, umaoriginalidade. 116 Essa bipolaridade dos sentimentos remete ao que Maffesoli escreve sobre acoagulação dos diversos elementos do social, integrando as noções do “bem” e do“mal”, tão importantes no imaginário, que constituem uma obra na qual asombra e a luz são igualmente necessárias (1985, p. 96-97) 117[...] nós oscilamos, sem cessar, entre o desejo de crer no museu imaginário e essavontade de denegri-lo. 117
  • 28. Durand (1984) mostra que a morte é, então, negada, “eufemizada ao extremo em umavida eterna, no seio das pulsões e das resignações que inclinam as imagens em direção àrepresentação da morte” (p. 117). Logo, um estudo dos personagens heróicos mostra bem que sua eficácia simbólica édependente de sua história iniciática, composta por três motivos narrativos: a separaçãode seu meio, a aprendizagem de um segundo e o anúncio de um novo ciclo. Essesmotivos traduzem bem os três estados da evolução na criação imaginária [...] (p.119). A imagem imaginária fragiliza a angústia, dá lugar à criação recíproca de uma imagemimaginária que afronta essa primeira imagem (p.119).Combater a morte   A morte associada ao acaso é, sem qualquer dúvida, a mais destruidora ( p.119)
  • 29. Os fundadores da Sociologia do Imaginário ARQUETIPOLOGIA E MITOLOGIAO simbolismo forma-se pela interação do trajetoantropológico – lugar de criação de imagens simbólicas.O Arquétipos: (sistema de símbolos) 3 reflexos dominantes postural nutricional copulativo
  • 30. Os fundadores da Sociologia do Imaginário- Imagens abstratas concretizam-se nos Arquétipos(símbolos fundamentais e estáveis).Os símbolos são as especificações culturais dos ArquétiposODiferentes sentidos conforme sua integração na dinâmica do imaginário.Essa construção imaginária, se faz por meio dos MITOS –sistemas dinâmicos de símbolos dos Arquétipos e secompõem como narrativa – schémes.
  • 31. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioTrajeto antropológico – lugar de criação de imagenssimbólicas O Arquétipos Mitos Imagens são mediações que oportunizam o equilíbrio.
  • 32. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioMitologia  Durand: Ressurgência dos mitos no século XX O Aproximação de temas clássicos: Logos - Lógica/razão/entendimento Mythos – o mito/o irracional/ficção Conduta epistemológica.
  • 33. Os fundadores da Sociologia do Imaginário  Durand reforma esse conceito na sociologia, onde amitologia vem da lógica do reenquadramento – lógica decontradição.OO conceito não é um produto simples da realidade – é a facedo sentido e do ser.
  • 34. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioTrabalho de conceitualização do mundo O que faz do mito o elo entre sociedades e culturas? Mitologia permite compreender os encontros imaginários Opermanentes que une sabedoria e religação em outro absoluto. Capital imaginário – mitos inconscientes. Dois lados: Arquétipos – produções que institucionalizam-seem sistema único – ascensão do mito.
  • 35. Conceito da Bacia SemânticaOs fundadores da Sociologia do Imaginário  Escoamentos: diversas correntes – formam-se em umdeterminado meio cultural; Divisão de águas: escoamentos fragmentam-se – começa a Ovaloração; Confluências: necessidade de reconhecimento; O nome do rio: mito reforçado por lenda – encarna a baciasemântica como um todo; Organização dos Rios: exageros das características; Esgotamento dos deltas: meandros e derivações
  • 36. Os fundadores da Sociologia do Imaginário Imaginação e representaçãoRepresentaçãoO Representações sociais – universo de trocas próprias de um grupo cultural e de objetos do ambiente do qual os indivíduos dependem. Conjunto de elementos cognitivos relativos a um objeto social.
  • 37. DurkheimOs fundadores da Sociologia do Imaginário Representação Coletiva = Consciência Coletiva, espíritosocial – comanda as representações individuais.O - Normas e valores sociais em representação; - Representação é um ato de comunicação;
  • 38. Os fundadores da Sociologia do Imaginário - A crença estabelece oposição à realização normativa da representação;- Dinâmica das representações sociais.O Variação das representações sociais está presente na história do objeto representado – em função de um grupo e de um mesmo indivíduo.
  • 39. Os fundadores da Sociologia do Imaginário Imaginário DurandProdução imaginária é uma válvula de segurança para que aOideologia não invada o ser social. - Criação Imaginária: princípios particulares que é preciso distinguir da simples representação; - O trabalho do imaginário amplifica a simbolização;
  • 40. Os fundadores da Sociologia do Imaginário -Quanto menos reconhecido o símbolo imaginário, mais terá necessidade de outros símbolos para representar e ativar ahistória imaginária;O - Imaginário é binário: Duas categorias simbólicas.
  • 41. Teorias e métodos aplicados
  • 42. Imaginário e vida cotidianaA sociologia do imaginário identifica as imagens que movem subterraneamente o Os fundadores da Sociologia do Imagináriosocial e determinam os comportamentos coletivos.Boatos e lendas contemporâneas: Breves narrativas anônimas esurpreendentes, que apresentam múltiplas variáveis, contadas como verdades erecentes no meio social que exprime, simbolicamente, medos e aspirações. O“O terrorista compassivo”“É uma história que aconteceu a uma paciente do consultório de fisioterapia daminha avó”, conta a enfermeira Émilie, de 23 anos. “Certo dia, uma senhora vê umhomem que parecia ser árabe deixar cair, por descuido, sua carteira. Gentilmente,ela a recolhe, alcança-o e a entrega para ele. Tocado por esse gesto, o homem sedesmancha em agradecimentos e lhe diz antes de partir: Não vá ao Polígono no dia15 de dezembro’. Um pouco inquieta, a senhora procura o comissariado de políciapara relatar o fato. Ela faz um retrato-falado do indivíduo. Os policiais o reconhecemcomo sendo um extremista da rede Al Qaida” (La Gazete de Montpellier, nº 759, 13-19 de dezembro de 2002, p. 5).
  • 43. Conclusão dos autores (Legros et al., 2007, p. 207):Assim Os acreditamos nos boatos e lendas contemporâneos por quatro motivos nós fundadores da Sociologia do Imagináriofundamentais:-O boato ou lenda revelam uma informação ou uma situação surpreendente.Comumente, trata-se de uma advertência que diz respeito a um perigo. O-O boato ou a lenda evocam, indiretamente, um problema social real e atual. Osboatos que circulam melhor são aqueles que evocam, simultaneamente, váriosproblemas sociais.-O boato passa uma mensagem moral, permitindo distinguir os bons e os maus. Elecoloca em cena uma justiça imanente.- O boato ou lenda reativa temas folclóricos antigos. Ela aparece como a formamoderna das narrativas lendárias de antigamente. As lendas modernas obterãotanto ou mais sucesso como os contos e lendas do passado, se tiverem umaestrutura narrativa simples e uma carga simbólica forte.
  • 44. Os mitos na história e na política [...] pensamento mítico [...] Do quê e sobre o quê fala o mito, e quais os grandes temas sobre os quais se articula o pensamento mítico? (p.208)   Toda a fundação da cidade, do reino ou do império chama um fundamento mítico (p.211).  [...] desmembrada de seus fundamentos míticos e simbólicos, o individualismo que funda a modernidade ocidental e que, por comodidade, pode fixar o momento essencial do século XVIII apresenta uma dificuldade totalmente diferente (p. 211).[...] o próprio mito, enquanto instrumento e coesão social e ideológica, pode, da mesma forma, permanecer (p.212).
  • 45. Antes de concordarmos com Lévi-Strauss, segundo o qual “nada se parecemais com o pensamento mítico do que as ideologias políticas” (1958, p. 239) ou que “o que os mitos fazem pelas sociedades sem escrita é o papel da nossa civilização dá à história” (1980), e de postularmos uma equivalência de função, resultado de uma ruptura. “historiadores são os mitólogos das nações modernas”. (Sironneau,1995)   Justificativa epistemológica para os estudos sobre o imaginário político.Estes se desenvolvem em quatro domínios que interferem entre si: (p. 213 )   1. as categorias do imaginário político; 2. os mitos fundadores das nações; 3. as heroizações histórico-lendárias; 4. o imaginário das ideologias políticas.
  • 46. Religião e“Religiões seculares” (Aron, 1946) = grandes ideologias políticas dos séc. XIX e XX, imaginário “Religiões políticas” (Sironneau 1982) = jacobinismo “robespierrista”, o comunismo “lenino-stalinianio” e o nacional-socialismo. Essas doutrinas são milenarismos cujos chefes carismáticos ( Robespierre, Stalin, Hitler) encarnam o grupo eleito – povo, classe ou raça que, pela violência, instaura uma nova ordem mundial. Existe religiosidade secular quando em um domínio profano se encontram três traços característicos, segundo Piette : 1. a representação de uma transcendência; 2. a sacralização de pessoas, de ideias ou de objetos; 3. um conjunto mítico-ritual específico.   Religioso secular: heroização, iconografia, relíquias, manifestações de efervescência coletiva, processos de identificação e projeção (MORIN, p.224).
  • 47. Ciência e ImaginárioOs fundadores daimaginários opostos:Imaginário Internet – Realça dois Sociologia do Internet libertária – livre acesso de todos, à todas as informações, liberdade de expressão, programas gratuitos – Comunidades Virtuais. O Internet Totalitária – monopólio da informação, via de desinformação, ferramentas de vigilância e controle, estupro da vida privada – Mitos Dinâmicos. Mitos dinâmicos: podem ser percebidos de forma indireta, nas lendas tradicionais ou modernas, nos planos de desenvolvimento da pesquisa científica, na publicidade, na prospecção futurológica e nas histórias de ficção científica.
  • 48. Sonho e devaneioOs fundadores da Sociologia do ImaginárioProduções do ImaginárioOSonho: parte de uma função de regulação humana diante daincompreensibilidade.Devaneio: função antropofisiológica.
  • 49. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioLiteratura e imaginário social As grandes noções de sociologia já se encontram na obra Acomédia da vida, de Balzac.O A literatura constitui, de modo geral, um campo de investigação importante para a sociologia do imaginário. Parece igualmente desejável, para estudar os mitos da literatura, partir de definições mais amplas que exercem a literatura, e incluindo- a (LEGROS, et. al, 2007, p. 243).
  • 50. Os fundadores da Sociologia do ImaginárioOs seres fantásticosDurand insiste sobre o fato de que a “função fantástica” não émenor; não é acessória, algo que suplementa uma falta deOexplicação momentânea; não é o estado secundário apresentado pelopositivismo.O ser fantástico é, na primeira época, revelador de um signo socialpara o ser humano.As produções fantásticas eram um meio de projeção de nossosfantasmas (LEGROS, et. al, 2007, p. 245-247).
  • 51. Obrigado