TP5- Unidades 17 e 18

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TP5- Unidades 17 e 18

  1. 1. LÍNGUA PORTUGUESA Ministério da Educação
  2. 2. GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS CADERNO DE TEORIA E PRÁTICA TP5
  3. 3. UNIDADE 17 Estilística
  4. 4. Quantas vezes você já ouviu ou proferiu a palavra estilo? 1. Comumente pode ser o modo pessoal de fazer algo; 2. o conjunto de características de um objeto, de uma época; 3. Elegância no jeito de se comportar ou se vestir. “estilo de vida”, “estilo moderno”, “ter ou não estilo”.
  5. 5. No domínio da linguagem, o entendimento do que seja estilo não é tão simples. Muitas são as tentativas de explicar ou definir estilo.
  6. 6. · O estilo é o resultado de uma escolha dos meios de expressão realizada pelo falante; nesse caso, é a expressão de uma experiência individual; · O estilo liga-se às intenções do falante, ao efeito de sentido que ele quer produzir; · A emoção e a afetividade estão presentes no estilo.
  7. 7. “E a Gramática?” “O que tem a ver com Estilística?”
  8. 8. Estilística não se confunde com Gramática. Em um ato de fala, o falante tem a sua disposição o material organizado, isto é, a língua, e sua própria expressão, ou seja, a linguagem.
  9. 9. A língua não é uma criação individual, subjetiva, mas a linguagem permite um grau de liberdade que se manifesta no estilo, no idioleto, isto é, na língua de cada indivíduo, com o conjunto de marcas pessoais que constituem sua fala. A Gramática estuda os elementos da língua, enquanto a Estilística estuda a linguagem que se cria com esses elementos.
  10. 10. O uso de estilos é consciente?O uso de estilos é consciente?
  11. 11. SEÇÃO 1 A noção de estilo e o objetivo da Estilística Objetivo da seção: Compreender a noção de estilo no domínio da linguagem e o objetivo da Estilística.
  12. 12. Atividade 1Atividade 1 Qual a diferença entre estilo e variante lingüística? Ou melhor: Qual a diferença entre estilo e dialeto, se ambos são marcados por traços diferenciadores no universo da linguagem?
  13. 13. Segundo alguns teóricos, a diferença está na intenção do indivíduo no momento da fala. Se esta contém uma carga de expressividade, porque o falante deseja manifestar ou transmitir emoção naquele ato de fala específico, esse fato é matéria da Estilística.
  14. 14. A língua apresenta variações, conforme os grupos que a usem. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo apresenta regularidades, recursos normais para aquele grupo, que constituem o dialeto. Há vários tipos de dialeto: o etário, o regional, o de gênero, o social, o profissional.
  15. 15. O idioleto é o conjunto de marcas pessoais da língua de cada indivíduo, como resultante do cruzamento dos vários dialetos (etário, regional, profissional, de gênero, social) que constituem a sua fala.
  16. 16. A Estilística estuda os valores ligados à sonoridade, à significação e formação das palavras, à constituição da frase e do discurso.
  17. 17. SEÇÃO 2 A Estilística do som e da palavra Objetivo da seção: Reconhecer alguns recursos expressivos ligados ao som e à palavra.
  18. 18. Você já percebeu que algumas brincadeiras com palavras são o resultado da combinação de sons? Tente repetir em voz alta, sem “engasgar”, esta seqüência: Três pratos de trigo para três tristes pobres tigres.
  19. 19. Num ninho de mafagafos, Seis mafagafinhos há; Quem os desmafagafizar Bom desmafagafizador será.
  20. 20. Os sons da língua podem provocar sensações ou sugerir impressões. Não só os poetas e escritores lançam mão desse recurso em suas obras, mas também nós, usando no dia-a-dia a linguagem comum, recorremos aos sons da língua para expressarmos nossa emoção e afetividade.
  21. 21. Alguns recursos Estilísticos Aliteração Assonância Rima Ritmo Métrica Onomatopéia Repetição
  22. 22. O trabalho com a sonoridade de partes do texto busca dar ao leitor a impressão de um determinado ruído ou ritmo.
  23. 23. Atividade 5Atividade 5
  24. 24. O trabalho com a sonoridade de partes do texto busca dar ao leitor a impressão de um determinado ruído ou ritmo.
  25. 25. Atividade 7 (c)Atividade 7 (c)
  26. 26. Atividade 8 O jornal, a TV e a propaganda estão entre os meios de comunicação de massa que mais inovam na linguagem. Os jornalistas, autores de novelas e programas de auditório criam palavras e expressões que, rapidamente, são incorporadas pelo público. Observe estes exemplos, em que se criam palavras compostas, e dê o sentido delas:
  27. 27. a) A moça chegou com o namorido. b) Há muitos showmícios em época de eleição. c) Vamos bebemorar a vitória do meu time! d) Com pneus novos, você terá tranquilômetros em sua viagem. e) Você gosta de literatura ou lixeratura?
  28. 28. SEÇÃO 3 A Estilística da frase e da enunciação Objetivo da seção: Relacionar os discursos direto, indireto e indireto livre a alguns recursos expressivos da frase e da enunciação.
  29. 29. A frase é a unidade do texto que, no contexto em que aparece, apresenta uma unidade de sentido. Na linguagem oral, a entoação permite transformar uma palavra em frase. Na escrita, a pontuação indica as pausas, a entoação, a melodia da frase, assim como a sua expressividade.
  30. 30. Enunciação é um ato de produção de significados, isto é, de entendimento na interação comunicativa, que envolve interlocutor falante - interlocutor ouvinte. A enunciação produz o enunciado, que traz as marcas da situação, do contexto sócio- histórico, do locutor, do receptor, do referente envolvidos no ato de comunicação verbal.
  31. 31. Na loja de tecidos, o cliente perguntou: -Quanto custa o metro deste tecido? -Nesse momento estamos numa promoção, disse o vendedor, pegando a bobina de tecido. Quanto mais o senhor levar, mais barato fica... - Então vai desenrolando até ficar de graça!...
  32. 32. Na loja de tecidos, o cliente perguntou quanto custava o metro de um tecido. O vendedor, pegando a bobina de tecido, disse que naquele momento estavam numa promoção e que quanto mais o cliente levasse, mais barato ficaria. O cliente então pediu que o vendedor fosse desenrolando a bobina até ficar de graça.
  33. 33. Na passagem do discurso direto para o indireto, são necessárias várias alterações, como: * Eliminação de dois pontos e travessão ou outros sinais de pontuação; * Inclusão de palavras que estabelecem relações no próprio contexto lingüístico: de um tecido, em vez de daquele tecido; * Substituição da 1ª pessoa pela 3ª; * Substituição das expressões de tempo (e de lugar) correspondentes ao ato de enunciação, como nesse momento por naquele momento; * Alteração dos tempos e modos verbais para se adequar ao contexto lingüístico, como custa / custasse, estamos / estavam, levar / levasse....
  34. 34. UNIDADE 18 Coerência textual
  35. 35. SEÇÃO 1 Continuidade de sentidos Objetivo da seção: Caracterizar a coerência na inter-relação entre textos verbais e não verbais.
  36. 36. Nenhuma enunciação surge do nada: toda troca de informações lingüísticas surge de uma necessidade desencadeada pela situação ou por outra enunciação anterior. Por isso dizemos que toda enunciação estabelece um elo significativo com o que já foi dito, com o contexto dos interlocutores e com todas as formas de conhecimento que a precederam.
  37. 37. No texto coerente, não há nenhuma parte que não se relacione com as demais. Todos os elementos do texto devem ser coerentes.
  38. 38. “Lá dentro havia uma fumaça formada pela maconha e essa fumaça não deixava que nós víssemos qualquer pessoa, pois ela era muito intensa. Meu colega foi à cozinha me deixando sozinho, fiquei encostado na parede sala e fiquei observando as pessoas que lá estavam. Na festa havia pessoas de todos os tipos: ruivas, brancas, pretas, amarelas, altas, baixas, etc.” Prof. Diana Luz Pessoa de Barros. In: Platão & Fiorin – Para entender o texto.
  39. 39. É a articulação harmônica das figuras do texto, com base na relação de significado que mantêm entre si. As várias figuras que ocorrem num texto devem articular-se de maneira coerente para constituir um único bloco temático.
  40. 40. Todas as figuras que pertencem ao mesmo tema devem pertencer ao mesmo universo de significado.
  41. 41. Atividade 2Atividade 2 Maurício – Que horas são? Daniel – Calma! O ônibus ainda não passou. Maurício – Mas o céu parece estrelado... Daniel – É assim toda sexta-feira! 1.Por que a conversa parece absurda? 2.2. O que seria, por exemplo, uma resposta coerente para a primeira pergunta? 3.Imagine uma situação em que essa conversa não fosse tão absurda.
  42. 42. Nenhuma enunciação surge do nada: toda troca de informações lingüísticas surge de uma necessidade desencadeada pela situação ou por outra enunciação anterior. Por isso dizemos que toda enunciação estabelece um elo significativo com o que já foi dito, com o contexto dos interlocutores e com todas as formas de conhecimento que a precederam.
  43. 43. Atividade 6
  44. 44. SEÇÃO 2 A construção da coerência textual Objetivo da seção: Verificar como se constrói a coerência nos textos.
  45. 45. O conhecimento de mundo do leitor se articula com o contexto lingüístico para identificar como as informações do texto se organizam em função de fatores diversos e recorrem a modos diversificados de organização textual.
  46. 46. A coerência textual tem a ver com a “boa” formação de um texto, ou seja, com a possibilidade de articular as informações trazidas pelo texto com o conhecimento que os interlocutores já têm da situação e do assunto. Se essa articulação for muito difícil ou mesmo impossível, a coerência fica prejudicada ou não se estabelece.
  47. 47. A coerência de um texto não depende apenas da realidade das coisas e do mundo; coerência é uma característica que pode ser construída também na imaginação, nas possibilidades de “recriar”, por meio de imagens, um princípio de interpretabilidade, um fio condutor para a leitura e a interpretação do texto.
  48. 48. Para o estabelecimento da coerência textual contribuem fatores não estritamente lingüísticos, tais como o contexto situacional, os interlocutores em si, suas crenças e intenções comunicativas, o relacionamento social entre eles, além da função comunicativa do texto.
  49. 49. A situação sócio-comunicativa – que define gêneros textuais – fornece critérios relevantes para as decisões sobre a coerência de um texto. Por isso, a coerência também depende do gênero de um texto.
  50. 50. Atividade 11
  51. 51. Atividade 12 Leia as seguintes frases soltas para atribuir-lhes coerência. · Evite comprar frutas e legumes embalados. · Compre produtos que tenham refil. · Compre produtos de limpeza concentrados, que podem ser diluídos em água. · Compre produtos cujas embalagens podem ser reutilizadas. · No supermercado, coloque o máximo de produtos num mesmo saco e não embale duas vezes. · Não compre sacos de lixo; reutilize sacolas plásticas de supermercado. · Evite usar produtos descartáveis. · Compre cartuchos de tinta reciclados para sua impressora. · Procure comprar baterias e pilhas recarregáveis. · Prefira lâmpadas fluorescentes a incandescentes; elas são mais baratas e duram mais.
  52. 52. Avançando na prática Escolha um texto publicitário que mescle linguagem verbal e não verbal para analisar com seus alunos. Mostre que a profundidade da coerência desse texto depende muito do que “vemos” nele.
  53. 53. SEÇÃO 3 As partes do todo Objetivo da seção: Analisar como se estabelece a unidade de sentidos em um texto.
  54. 54. Vamos ver agora como, entre tão variados fatores (lingüísticos, sociais, culturais e interpessoais), desenvolvemos nossas habilidades na leitura e interpretação de textos, atribuindo-lhes coerência.
  55. 55. Quando lemos um texto, vamos construindo expectativas a respeito do que virá, em seguida, compondo as imagens que fazemos, como leitores, do mundo textual que esse texto nos propõe.
  56. 56. “É a partir dos conhecimentos que temos que vamos construir um modelo de mundo representado em cada texto – é o mundo textual. Tal mundo, é claro, nunca vai ser uma cópia fiel do mundo real, já que o produtor do texto recria o mundo sob uma ótica ou ponto de vista, dependendo de seus objetivos, crenças, convicções e propósitos.” Koch, I. & Travaglia, L.C. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1990. p. 63
  57. 57. O equilíbrio entre as informações que já são de conhecimento prévio do leitor e as informações novas que o texto pretende trazer é muito importante para a inteligibilidade do texto.
  58. 58. Se as informações forem predominantemente novas, o leitor terá dificuldade em combiná-las com o que já sabe sobre o tema. Se as informações forem predominantemente conhecidas, o texto poderá não ter razão de ser por excesso de redundância.

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