TCC - Marta Fidelis Ribeiro

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Trabalho de Conclusão de Curso na Escola de Educa

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TCC - Marta Fidelis Ribeiro

  1. 1. 6 Instituto Nacional de colonização e Reforma Agrária. Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. Universidade Federal de Santa Catarina.Instituto Federal de Santa Catarina – Campus de Videira. Curso Agropecuário Agroecológica. Escola de Educação Básica 25 de Maio. Marta Fidelis Ribeiro. ACOMPANHAMENTO DO BENEFICIAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO DO FEIJÃO ( Phaseolus vulgaris). FRAIBURGO-SC 2011.
  2. 2. Marta Fidelis RibeiroACOMPANHAMENTO DO BENEFICIAMENTO ECOMERCIALIZAÇÃO DO FEIJÃO (Phaseolus vulgaris). Trabalho apresentado à Escola de Educação Básica 25 de Maio e ao Instituto Federal de Santa Catarina - Campus de Videira, como pré requisito para obtenção de título de Técnico Agropecuária Agroecológica. Orientador: Ariel Stefaniak. FRAIBURGO-SC 2011.
  3. 3. Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus por sempre estar comigo nos momentos difíceise nos bons. Também ao Engenheiro Agrônomo Ariel Stefaniak que me orientou narealização do meu trabalho, a Coopercontestado e aos técnicos que contribuíram naminha aprendizagem me ajudando e fornecendo materiais. Os meus pais quesempre me ajudaram e contribuindo para que eu sempre seguisse em frente e nuncadesiste-se por encontrar pequenas barreiras no decorrer do curso. A Escola agrícola 25 de maio como um todo, desde educadores que fizeram omelhor para nosso desempenho, até meus colegas que devido a um grande diálogotrocamos grandes experiências. Agradeço também os coordenadores do curso, que sempre estiveram dispostos acontribuir com o desenvolvimento de cada educando.
  4. 4. Resumo O presente trabalho teve como objetivo analisar como é feito o beneficiamentodo feijão, sua certificação e a comercialização, analisando todos os processos que ofeijão passa após entrar na sala de beneficiamento até seu destino. Sua certificaçãoatravés da Rede Ecovida de Agroecologia. Sendo usado como metodologia o pré-projeto, que me auxiliou na hora do acompanhamento na sala de beneficiamento.Como conclusão este trabalho tem uma visão ampla de como o feijão deve ficardepois de secado, limpo, classificado e empacotado de como funciona cadaprocesso para depois seguir até as mãos do consumidor. A Coopercontestado é umacooperativa que tem por objetivo ajudar os produtores da região comprando seusprodutos. Através de convênios com o governo e CONAB (Companhia Nacional deAbastecimento) ajudando comunidades carentes da região. E através do PNAE(Programa Nacional de Alimentação Escolar) fornecer alimentos para escolas.
  5. 5. SUMÁRIO1 Introdução ........................................................................................................ 13 1.1 Caracterização ............................................................................................. 14 1.1.1 Coopercontestado ............................................................................... 14 1.1.2 CONAB ................................................................................................ 14 1.1.3 PNAE................................................................................................... 15 1.1.4 Feijão ................................................................................................... 15 1.2 OBJETIVOS ................................................................................................. 17 1.2.1 Objetivos gerais ................................................................................... 17 1.2.2 Objetivos específico............................................................................. 17 1.3 Metodologia.................................................................................................. 17 1.3.1 Fluxograma.......................................................................................... 18 1.4 ........................................................................................................................ 18 1.5 ........................................................................................................................ 18 1.6 ........................................................................................................................ 18 1.7 ........................................................................................................................ 18 1.8 ........................................................................................................................ 18 1.9 ........................................................................................................................ 18 1.10 ...................................................................................................................... 18 1.11....................................................................................................................... 18 1.12 ...................................................................................................................... 18 1.13 ...................................................................................................................... 182 Análises e Resultados ...................................................................................... 19 2.1 Colheita ........................................................................................................ 19 2.1.1 Manualmente ....................................................................................... 19 2.1.2 Semi mecanizado ............................................................................... 19 2.1.3 Mecanizada ......................................................................................... 19 2.2 Comercialização........................................................................................... 20 2.3 Transporte .................................................................................................... 20 2.4 Secagem ...................................................................................................... 20 2.5 pré-limpeza .................................................................................................. 21 2.6 Embalagem .................................................................................................. 22 2.7 Armazenamento........................................................................................... 23 2.8 Certificação pela Rede Ecovida ................................................................... 243 Conclusão ........................................................................................................ 26Referencias Bibliográficas ....................................................................................... 27ANEXO ..................................................................................................................... 29
  6. 6. Lista de abreviaturas CONAB: Companhia Nacional de Abastecimento. PAA: Programa de Aquisição de Alimentos. PNAE: Programa Nacional de Alimentação Escolar. PDSI: Programa de Desenvolvimento Sustentável Integrado. INCRA: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. FNDE: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. MAPA: Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.
  7. 7. Lista de figurasFigura 01: Secador de feijão..............................................................................................21Figura 02: Máquina pré-limpeza. .......................................................................................22Figura 03: Balança e empacotamento de feijão................................................................23Figura 04: Armazenamento de feijão. ................................................................................24
  8. 8. 131 INTRODUÇÃO A cadeia produtiva de grãos é uma das linhas organizadas pelaCoopercontestado, além das cadeias de produção de leite e hortaliças, e é parte dosobjetivos do PDSI, projeto coordenado pela superintendência regional do INCRA deSanta Catarina em parceria com diversas organizações públicas e não governamentais,que visa garantir o desenvolvimento econômico e social das famílias assentadas. O Brasil é o maior produtor e consumidor de feijão. A maior parte é produzidaem dez estados, PR, MG, BA, SP, GO, SC, RS, CE, PE e PA, responsável por 85%atingindo anualmente cerca de 3,0 milhões de toneladas, em três safras, águas, secas einverno. Uma atividade que esta associada ao pequeno produtor e ao emprego de baixonível tecnológico (SEAGRI, 2009). Segundo Jacqueline (2009), o feijão orgânico é voltado mais para pequenosprodutores pelo fato de que em pequena quantidade pode ser melhor cuidado com umaadubação adequado, pois é um produto pouco produzido e muito procurado no mercado O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram em fevereirode 2011 que Santa Catarina esta em destaque na produção de feijão, que pode crescer10,7% nessa safra atual. A expectativa é de colher 1,2 mil toneladas na região. A áreaplantada foi de 2,5 milhões de hectare neste ano não chegou perto do Nordeste que temaumento previsto para 162,5%, já que a safra de 2009/2010 não obteve bons resultadosdevido à seca. Na região do contestado essa safra 2010/2011 teve um bom resultado pra quemplantou e colheu mais tarde, pois quem planto cedo teve um prejuízo devido as chuvasem excesso levando a perda de quase toda a produção. A cooperativa não só tem uma procura para compra do feijão, mas também sópara a secagem, limpeza e classificação.
  9. 9. 141.1 CARACTERIZAÇÃO1.1.1 Coopercontestado A Cooperativa dos Assentados da Região do contestado surgiu em 30 deoutubro de 1997. Após a conquista da terra, os assentados identificaram a necessidadede fornecer os produtos e dominar os processos de beneficiamento e comercialização. Possuindo três objetivos: Construção de galpão e aquisição de maquinas para o empacotamento de feijão em Fraiburgo; Construção de laticínio e aquisição de maquinas para a fabricação de queijos, pasteurização e empacotamento de leite em Campus Novo; Construção de câmera fria para o armazenamento de frutas de caroço em Fraiburgo; Foram financiados em 1998, R$50.000,00 para a realização desses projetos.A cooperativa, esta desde 2008 trabalhando com a produção de feijão orgânico,certificada pela rede Ecovida. Uma produção não muito grande cerca de 30 toneladasem média por ano. Produção agroecológica que traz diversos benefícios para asociedade em geral. A Coopercontestado possui mais de 400 famílias sócias. Tendo em vista queabrange toda a região do contestado. Fornece alimentos para a CONAB e PNAE.1.1.2 CONAB Uma empresa pública vinculada com Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento (MAPA) criado por decreto nacional e autorizado pela lei 8.029, de 23 deabril de 1990, iniciando em primeiro de janeiro de 1991. É uma agência oficial doGoverno Federal encarregada de gerir políticas agrícolas e de abastecimento,atendendo as necessidades básicas da sociedade. O PAA tem por objetivo incentivar aagricultura familiar na distribuição agropecuária para pessoas com insegurança
  10. 10. 15alimentar. Ou com pouca verba para compra de alimentos. Cabe a ela formar e administrar os estoques públicos de alimentos. Também,como ela compra os produtos dos pequenos agricultores, ela tem um papel fundamentalnos momentos em que os preços caem e colocam em risco a renda do produtor rural. Ela atua como órgão executor do PAA, que tem como principais característicasa desburocratização das transações e as negociações diretas com o pequeno produtorrural e sua cooperativa. Segundo dados levantados pelo INCRA em dezembro de 2010 aCoopercontestado entregou a CONAB cerca de 60 mil quilos de feijão, repassando paratrês entidades do município de Fraiburgo, dois bairros carentes e as escolas da redemunicipal.1.1.3 PNAE De acordo com o ministério da educação em agosto de 2006 PNAE, garantiu atransferência de recursos financeiros para a alimentação de estudantes de toda aeducação básica, garantindo a alimentação enquanto o aluno estiva em sala de aula. Oobjetivo do PNAE é que os alunos tenham uma alimentação saudável, por meio de umaação nutricional satisfazendo a necessidade alimentar do aluno durante o ano letivo. Segundo FNDE em 2010 o orçamento previsto para 2011 é de R$3,1 bilhões,beneficiando 4,5 milhões estudantes na educação básica de jovens e adultos, com a lei11.947, de 16/06/2009, 30% do orçamento da alimentação é previsto para a compra dealimentos da agricultura familiar priorizando assentamentos da Reforma Agraria,comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas.1.1.4 Feijão A safra nacional de grãos 2010/2011 deve chegar a 153 milhões de toneladas. Aestimativa representa aumento de 2,6% sobre a safra passada, que foi de 149,2 milhõesde toneladas. Com relação ao último levantamento, realizado em janeiro, a produçãocresceu 2,4%, o equivalente a 3,6 milhões de toneladas. (CONAB, 2011). O cultivo de feijão é de suma importância por ser um alimento de baixo custo e
  11. 11. 16essencial para a alimentação de milhões de pessoas, contendo proteínas, vitaminas eminerais, com elevado conteúdo energéticos. Com a preocupação elevada dos recursos naturais, as práticas agrícolasmodernas são vistas como fatores que contribuem para a degradação do solo, poluiçãodas águas e alimentos. Para o sistema orgânico como um todo o principal necessidadeé a escolha correta da variedade e uma adubação equilibrada. No caso do feijão, asvariedades escolhidas apresentam ótimo desempenho e se mostram aptas ao manejoorgânico. O Brasil é um grande produtor de feijão. Essa leguminosa, quando de cultivoorgânico ao contrario do convencional tem uma grande procura no mercado e um valorde mercado mais alto que o convencional. A produção nacional de feijão, considerandoas três safras do produto, está avaliada em 3.693.909 toneladas, 0,3% superior que aobservada no mês anterior. Frente aos dados de março as variações da produçãodessas safras foram, respectivamente, -0,2%, 0,4% e 2,6%. A redução na produção dofeijão 1ª safra, neste levantamento de abril, teve origem, notadamente, no Nordeste doPaís, onde as condições climáticas desfavoráveis provocaram reduções nas estimativasde produção do Piauí (9,7%) e Pernambuco (5,0%). A segunda safra do produtoapresenta pequeno acréscimo na produção devida, principalmente, às reavaliações nosdados de alguns estados produtores da região Nordeste, destacando-se, entretanto, quena maioria deles se trate de dados de intenção de plantio (IBGE Maio 2011).
  12. 12. 171.2 OBJETIVOS1.2.1 Objetivos gerais Acompanhar o processo de beneficiamento, armazenamento e comercializaçãodo feijão pela Coopercontestado, visando melhorias no processo produtivo.1.2.2 Objetivos específico • Analisar como é realizada a certificação das lavouras de feijão; • Acompanhar e descrever como é feito a secagem, pré-limpeza, empacotamento e o armazenamento do feijão; • Acompanhar as negociações da compra do feijão com o produtor; • Propor três métodos para otimizar e melhorar o beneficiamento do feijão.1.3 METODOLOGIA O meu trabalho foi realizado através de um estudo de caso, naCOOPERCONESTADO localizado no munícipio de Fraiburgo-SC. Para realização domeu trabalho primeiramente fiz um pré-projeto seguido do estágio de 30 dias, que sedeu através do acompanhamento na sala de beneficiamento, desde quando o feijãochega a sala e passa pela secagem, pré-limpeza, empacotamento e o armazenamento.Utilizando também, leituras, pesquisas e conversas informais com quem trabalha nasala de beneficiamento e os técnicos da Cooperativa. Devido alguns problemas que é o incomodo por alguns roedores devem-se encontraralguns métodos de controle. Na sala de empacotamento há algumas dificuldades devido o tamanho da esteiraque a na maquina de fechamento dos pacotes, pois é preciso sair da balança até aoutra maquina, fazendo com que o empacotador canse e venha a diminuir a quantia defeijão empacotado, também depois de fechado os pacotes caem ao chão dificultando nahora de junta-los, se prejudicando e diminuindo a quantidade de feijão a ser enfardado.
  13. 13. 181.3.1 Fluxograma CLHEITA COMERCIALIZAÇÃOCOMERCIALIZAÇÃO ARMAZENAMENTO TRANSPORTE ENFARDAMENTO RECECEPÇÃO BALANÇA E SECAGEM EMPACTAMENTO MOEGA SILO PRÉ-LIMPEZA ELEVADOR BOLSAS
  14. 14. 192 ANÁLISES E RESULTADOS2.1 COLHEITA Na região do Contestado o feijão é colhido manualmente e depois amontoadona lavoura batido com batedor e trator depois o feijão cai direto nas bolsas, éarmazenado até a compra, porém há outros tipos de colheita, tais como:2.1.1 Manualmente As plantas são arrancadas com 2% das vargens maduras. Para evitar perdasrecomenda-se arrancá-lo pela manhã e após dois dias deve ser levada parra um terreiroonde será submetido à bateção com varas flexíveis e passado por peneiras manuaisretirando restos vegetais, pedras e terra (EMBRAPA 2005).2.1.2 Semi mecanizado A colheita é feito manualmente, porém a bateção mecanizada. È juntado embandeiras, montes ou em leiras logo após de seco batido com o batedor de grãos, quefunciona junto a um trator, recolhido em bolsas (EMBRAPA 2005).2.1.3 Mecanizada Pode ser feito com dois tipos de maquinas diferente, ceifadora enleiradora ou comuma única maquina automotriz. Para não haver perdas deve ser feito regulaçãoadequada na maquina, e levar em consideração o alto custo dessas maquinas(EMBRAPA 2005).
  15. 15. 202.2 COMERCIALIZAÇÃO A compra de feijão orgânico é feita através de contratos com os produtores, sendoque a COOPERCONTESTADO fornece adubo, semente e um preço que valorize oproduto. Depois de colhido o feijão, o produtor deve entrega-lo para aCOOPERCONTESTADO, sendo descontado o que foi fornecido, e levado a sala debeneficiamento. Os produtores de feijão orgânico da Coopercontestado nessa safra de 2010/2011estão recebendo R$100,00 a saca de 60 kg enquanto que os produtores convencionaisrecebem em média R$60,00 a saca de 60 kg. O feijão orgânico tem um custo de produção mais alto, devido ao custo paramanter a certificação do produto, mas vendo por outro lado sua procura é crescentedevido a ser um produto diferenciado e a demanda ser maior que a oferta, écomercializada a preços acima dos produtos convencionais que gira em torna de 30% oque gera um incentivo para os produtores.2.3 TRANSPORTE Segundo a Embrapa 2005, depois de colhido o feijão deve ficar o menor tempopossível no campo, evitando qualquer tipo de deterioração ou perdas pordesenvolvimento de insetos como o caruncho, ou ainda pelo excesso de umidade vir amofar. Na Coopercontestado o transporte do feijão é feito com caminhão em bolsas, épesado depois de chegar no barracão junto com produtor ou até mesmo na propriedadeantes de carregar o feijão.2.4 SECAGEM A secagem é um dos papéis fundamentais na conservação do produtoreduzindo o seu teor de umidade. O teor elevado aumenta a temperatura da massa dogrão, favorecendo maior atividade do micro organismos (fungos e insetos) efermentação do produto. Quanto maior for à umidade do feijão maior deverá ser o tempode secagem, a média é de 50° até que os grãos fiquem com 13% de umidade. Na C,
  16. 16. 21Coopercontestado é deixado com um pouco mais de umidade, 15% para facilitar o seucozimento. O secador da Coopercontestado funciona a gás, um bom método detrabalho, por não ser tão caro e não prejudicar o feijão e nem o meio ambiente(EMBRAPA 2005).Figura 01: Secador de feijão.2.5 PRÉ-LIMPEZA O feijão passa pelo seu primeiro passo de beneficiamento, a pré-limpezaremovendo os torrões, pedras, terra, talos e folhas. Esta operação não só eliminaimpurezas como facilita a redução de umidade. É necessário que todos osequipamentos estejam limpos evitando que o feijão convencional venha se misturar comorgânico. Por isso cada vez que passa o convencional ou o feijão carioca é feito alimpeza da maquina e dos elevadores. (EMBRAPA 2005)
  17. 17. 22Figura 02: Máquina pré-limpeza.2.6 EMBALAGEM O produto limpo e com umidade permitida, é embalado em pacote de 1 Kg earmazenado em fardos com 30 pacotes, e comercializado pela Coopercontestado nomunicípio e Fraiburgo. Segundo a legislação (lei n°161 de 24 de julho de 1987) do feijão a embalagemdeve ter: • Número do lote; • Grupo; • Classe; • Tipo; • Safra de produção; • Peso líquido; • Razão social e endereço do empacotador;
  18. 18. 23 Para a sala de empacotamento uma solução seria arrumar algo como uma mesapara que os pacotes ficassem encima fazendo com que aumente o desempenho doempacotador e da própria máquina.Figura 03: Balança e empacotamento de feijão.2.7 ARMAZENAMENTO O feijão com prazo mais alto de validade tem seu teor de umidade menor,demorado mais para cozinhar. Assim devemos ter vários cuidados para manter o grãoem bom estado, evitando que o produto fique em local de altas temperaturas e altaumidade, armazenando em local bem fechado, livre de umidade, bem ventilado e quenão contenha lugar para os insetos se alojarem. Na Coopercontestado o feijão tem seuprazo de validade de apenas 6 meses, e é armazenado em fardos com trinta pacotes de1 kg. Para controle dos roedores no armazenamento devemos afastar as bolsas daparede em 30 cm deixando corredores para circulação e ventilação evitando a umidadeda parede no feijão. Ergue-las em 20 cm do chão. Colocar armadilhas como ratoeiras,com alimentos atrativos como: frutas, salame, queijo, etc., em locais como cantos embaixo das bolsas na sala de armazenamento. Se tiver algum buraco tampar para não terlugar por onde os ratos entrem.
  19. 19. 24Figura 04: Armazenamento de feijão.2.8 CERTIFICAÇÃO PELA REDE ECOVIDA A Rede se concretiza a partir de uma identidade e reconhecimento histórico entreas iniciativas de Ong´s e organizações de agricultores. A certificação das lavouras é feitoatravés de análises e registros de como a propriedade do produtor está, e se ela podeproduzir colheitas agroecológicas para serem comercializadas. Recebendo visitasdurante produção e analisando como está sendo feito (ECOVIDA 2007). Pessoas organizadas em grupo, entidades de assessorias, consumidoresenvolvidos com a produção, processamento, comercialização e consumo de alimentosecológicos. Contando com a participação de agricultores familiares ecológicos,consumidores, processadores e comerciantes (ECOVIDA 2007). A certificação auditada é uma imposição do mercado, como uma garantia deque o produto é ecológico. Deve ser feita por alguém que não conhece a propriedade eo produtor e o mesmo acaba se tornando dependente da certificadora. A certificação participativa tem uma ótima relação de ética e confiança com o
  20. 20. 25consumidor. São os próprios agricultores e consumidores que fazem as certificações,porém o mais importante é ter uma marca que os identifica, e que serve para mostrarqual é a proposta. Tem previsto pelo menos duas visitas por ano com participaçãomínima de dois representantes da rede em cada núcleo, sugerindo que as reuniões nossejam própria grupos, cooperativas, associações. Elaboração de normas do núcleo,desde que se respeitem as normas da Rede Ecovida de Agroecologia. O selo Ecovida éobtido através de uma série de discussões desenvolvidas em cadastro de núcleoregional. Onde ocorre a verificação do Conselho de Ética e a troca de experiências. A certificação das lavouras é eito através de análises e registros de como apropriedade está, e se ela pode produzir agroecológico pra serem comercializados.Recebendo visitas durante a produção e analisando como está sendo conduzidas asatividades. A certificação serve para garanti-la a compra de um produto de qualidadeagroecológica e para a valorização das culturas locais.
  21. 21. 263 CONCLUSÃO O realizar esse trabalho posso concluir que o feijão percorre um longo trajeto demão-de-obra braçal e mecanizada até chegar ao mercado e nas mãos do consumidor.Para obtermos um feijão de qualidade deve-se ter um grande cuidado a cada processopara que ao empacotar ele esteja com o teor de umidade adequado no seu prazo devalidade que é a empresa que define o teor de umidade e garante o tempo adequadoque o feijão pode permanecer no mercado. É feito a limpeza das máquinas cada vez que passa o feijão convencional, paranão haver nem um tipo de contaminação no feijão orgânico. A COOPERCONTESTADO tem 60 famílias cadastradas para a entrega de feijãoorgânico, porém não são todos que plantam e vende para a cooperativa. No contrato éoferecido um preço mais alto, como uma forma de incentivo e para poder manter acertificação do produto. Esse período de estágio adquiri grandes conhecimentos que poderão estarpresentes no meu futuro profissional e que posso utilizar na propriedade de meus pais,vendo como é a rotina de um técnico no seu dia-a-dia.
  22. 22. 27REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICASCONAB, Companhia Nacional de Abastecimento. Agricultura e Abastecimentoalimentar: políticas públicas e mercado agrícola - Brasília, 2009.EMBRAPA, Disponível em:< http:// WWW.eEmbrapa.com.br/cultivo-de-feijao-pdf-a. 17869. html>.Acesso em 28 de abril de 2011.ECOVIDA, REDE DE AGROECOLOGIA. Uma Identidade que se constrói em rede.Caderno de Formação. Lapa/PR, Julho de 2007. FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento. Programa Nacional de AlimentaçãoEscolar. Disponível em: <http://WWW.fnde.gov.br/.../programas-alimentacao-escoolar>.Acesso em 23 de março de 2011.IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponívelem:http://www.agrolink.com.br/.../em-abril-ibge-preve-safra-de-gran....Aceso em 22 demaio de 2011.IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponívelem:<http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/.../default. jsp ?.... Acesso em 20 demaio de 2011.INCRA, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Ajuda-lista de feeds doGoverno. Disponível em: //HTTP//146.164.34.74/i3. Govnotícias /Noticias/Noticias.do?Step...> Acesso em 20 de maio de 2011.JAQUELINE, Feijão Orgânico: excelente desempenho em sistema sustentável.Disponível em: http://www.sna.agr.br/atigos/674/ALAV674-art-feijãorg.pdf. Acesso em 20de maio de 2011.LAVOURA, A. Feijão orgânico: excelente desempenho em sistema sustentável. São
  23. 23. Paulo/SP, outubro de 2009. MERENDA ESCOLAR, Lei n°11.9472009 e resolução número 38.MINISTÉRIO, da AGRICULTURALegislação vigente pro feijão Disponívelem<http://WWW.engetcno.com.br/.../legislacao/cereais_feijao.htm>Acesso em 24 deabril de 2011.SEAGRI. Disponível em: http://www.seagri.ba.gov.br/feijão.htm. Acesso em 29 de abrilde 2011.
  24. 24. ANEXOS
  25. 25. Alguns dados da rede Atualmente, a Rede Ecovida conta com 23 núcleos regionais, abrangendo emtorno de 170 municípios. Seu trabalho congrega, aproximadamente, 200 grupos deagricultores, 20 Ongs10 cooperativas de consumidores. Em toda a área de atuação daEcovida, são mais de 100 feiras livres ecológicas e outras formas de comercialização.
  26. 26. Figura. Silo orgânico e convencional.
  27. 27. Figura: costuradeira de pacotes de feijão.Figura: máquina automática de empacotar feijão.

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