ARTES DO                  POVOA   ARTE   É   DE   TODOS
S U M Á R I O                  1 CRIAÇÃO DE BONECOS, MÁSCARAS, OBJETOS, BRINQUEDOS, PINTURA, ESCULTURA, BORDADOS, RENDA......
CRIAÇÃO DE BONECOS, MÁSCARAS,OBJETOS, BRINQUEDOS, PINTURAS,ESCULTURAS, BORDADOS, RENDAS...“Ah! Eu não tenho jeito pra isso...
VIVA A CULTURA E A ARTE DOPOVO BRASILEIRO!                              A cultura brasileira é formada por muitas culturas...
manifestações da culturaerudita e as “traduz” em sualinguagem – umacontecimento da área daciência e tecnologia, como acheg...
um objeto utilitário é também    Arte realista e arteFALANDO                          um objeto artístico?                ...
Arte imagináriaou incomumO outro grupo temático é aarte imaginária ou incomum.O artista que se dedica a essetipo de produç...
CONVOCANDO OS ARTISTAS/ARTESÃOSSe você quiser conquistar outras pessoas da escola e da comunidade para atuar como“Amigos d...
• Jogos, brincadeiras,  superstições – Há pessoas  idosas (ou nem tanto), que  saibam contar sobre  folguedos e brinquedos...
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Execução:ARTESANANDO                                                       Primeira Parte                                 ...
Segunda Parte                     Terceira Parte                     personagens. Desafie as• Dê a cada participante um   ...
aqueles que cruzam o seu        • Peça que preencham oBONECOS DE                       caminho; a da Mãe-d’Água,         i...
• Os participantes irão        • O próximo passo é  reproduzir o contorno que      introduzir o bastão de  está no papel e...
MOSAICO DE PANOS OU PAINEL COM APLICAÇÃOObjetivos: A partir de            Já o painel de aplicação pode   • Alerte os grup...
FANTOCHE OU MARIONETE DE PAPEL MACHÊObjetivo: Construir fantoche         Execução:                         cruz de varetin...
• Passe duas camadas de             30 cm de comprimento.       • Amarre as tiras ao longo  tiras curtas de jornal sobre  ...
PALCO-BIOMBOObjetivo: Transformaruma caixa de papelãoem um palco-biombopara teatro de bonecos.Material: Caixa depapelão (a...
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• Outra alternativa é compor   • Acompanhe a execução                                  cada peça juntando             das ...
EXPRESSÕES DA CULTURAPOPULAR REGIONALObjetivo: Conhecer as              Execução:                       • Dê um tempo (cin...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS                           A ARTE É DE TODOSAGUILAR, Nelson (Org.)/Fundação Bienal de São       ...
RealizaçãoApoioFilatelia e Apoio Técnico                            Material desenvolvido pelo                            ...
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Livro que apresenta uma série de propostas a serem desenvolvidas no âmbito educacional.

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Artes do Povo

  1. 1. ARTES DO POVOA ARTE É DE TODOS
  2. 2. S U M Á R I O 1 CRIAÇÃO DE BONECOS, MÁSCARAS, OBJETOS, BRINQUEDOS, PINTURA, ESCULTURA, BORDADOS, RENDA... 2 VIVA A CULTURA E A ARTE DO POVO BRASILEIRO 6CONVOCANDO OS ARTISTAS/ARTESÃOS 8 ORGANIZANDO UMA OFICINA COM ARTISTAS DO POVO 10 ARTESANANDO
  3. 3. CRIAÇÃO DE BONECOS, MÁSCARAS,OBJETOS, BRINQUEDOS, PINTURAS,ESCULTURAS, BORDADOS, RENDAS...“Ah! Eu não tenho jeito pra isso.” – É assim que a maioria Capítulo 1: Viva a Cultura ereage quando o assunto é fazer Arte. Essa fala, muito a Arte do Povo Brasileiro! – Saiba por que a culturafreqüente, não revela apenas modéstia. Indica, também, popular, que brota em toda aa crença de que só pessoas muito especiais conseguem parte, é tão importantedemonstrar o seu lado criativo. Na verdade, todo mundo, quanto a cultura erudita,ao expressar seu jeito de ser, sentir e pensar, está criando. ligada à escola, àÉ o que acontece quando bordamos um pano de prato, universidade, aos livros...costuramos uma colcha de retalhos, construímos um Confira alguns exemplos de manifestações da criatividadepapagaio (ou pipa, ou raia), pintamos uma bicicleta com popular em nosso país.nossas cores e padrões preferidos, modelamos um pote... Capítulo 2: Convocando osCoisas tão cotidianas que acabamos nem percebendo que Artistas/Artesãos –também são arte. Sugestões de como identificarEste caderno trata das artes que todo mundo faz. Dá as pessoas que fazem arte/exemplos do quanto é maravilhosa e diversa a cultura artesanato popular na escola e na comunidade e convidá-las apopular brasileira e aponta caminhos para que você, mostrar/ensinar o que fazem.Amigo(a) da Escola, torne mais forte a presença de Capítulo 3 : Organizando umaartistas/artesãos na escola e na comunidade. Oficina com Artistas do PovoAbaixo, os assuntos que serão tratados nas páginas – Algumas orientações bemseguintes. Veja quais capítulos mais o(a) interessam e práticas para fazer das oficinas de arte/artesanatocomece por eles a sua leitura! momentos de grande aprendizagem, onde as pessoas, experimentando as mais variadas linguagens artísticas, possam criar, deixar fluir a fantasia, aguçar os sentidos, emocionar-se e construir novos significados, chegando sempre a produtos concretos. Capítulo 4: Artesanando – Aprenda a fazer e a ensinar o passo-a-passo da construção de máscaras, bonecos de pano, colchas de retalho, fantoches e muito mais. 1
  4. 4. VIVA A CULTURA E A ARTE DOPOVO BRASILEIRO! A cultura brasileira é formada por muitas culturas. Não é E lembre-se: única e sim diversa. Não é singular e sim plural. Alfredo Quando lhe faltarem as Bosi, professor de Literatura da Universidade de São palavras, fale por meio Paulo, explica essa questão, argumentando que, se cultura da arte! Como explica o é o conjunto de modos de ser, pensar, falar e fazer poeta mato-grossense (inclusive arte) de um determinado segmento social – e Manoel de Barros, existem diferentes segmentos sociais no País –, cada um onde a ciência falha, deles terá a sua cultura. Há culturas indígenas, africanas, a Arte salva: asiáticas e européias convivendo no Brasil. Há uma cultura “A ciência pode erudita ou universitária, centralizada no sistema classificar e nomear os educacional e principalmente nas universidades, e uma órgãos de um sabiá, cultura popular, correspondendo aos costumes e formas de mas não pode medir expressão das pessoas simples, com pouca escolaridade e seus encantos...” pouco acesso aos livros (Dialética da Colonização, São Paulo, Companhia das Letras, 1999). Exemplos de manifestações metal, bandeiras do Divino, da cultura erudita em nosso moringas esculpidas, flores país são obras literárias de de papel, procissões, pastoris, escritores como José de congadas, cavalhadas e Alencar, Machado de Assis e bumbas-meu-boi, folhetos de Guimarães Rosa; pinturas e cordel – tudo isso e muito esculturas como as de Victor mais são exemplos das artes Meirelles, Portinari, Tarsila que o povo faz, expressando do Amaral, Aleijadinho, Victor o seu jeito de ser, pensar, Brecheret; músicas como as fazer e sentir, ou seja, a sua de Carlos Gomes e Villa- cultura. Lobos; obras de arquitetura Bosi explica que existe um como as de Oscar Niemeyer; intenso diálogo entre a realizações em diversos cultura erudita e a cultura domínios científicos. Mas a popular. Os criadores eruditos cultura brasileira vai além e se inspiram na cultura e na adquire milhares de outras arte do povo. Guimarães formas. Carros alegóricos do Rosa, por exemplo, só pôde Carnaval carioca, roupas dos escrever Grandes Sertões: palhaços de circo, bonecos do Veredas por estar em contato Carnaval de Olinda, cestos de direto com a criatividade dos buriti, toalhas de renda de homens e mulheres do bilro, bonecas de pano, interior de Minas. E o povo, miniaturas de ônibus feitas de por sua vez, se apropria das2
  5. 5. manifestações da culturaerudita e as “traduz” em sualinguagem – umacontecimento da área daciência e tecnologia, como achegada do homem à Lua,pode ser transformado emenredo de escola de samba.O conjunto de manifestaçõesda cultura popular tradicionalde um país é chamado defolclore. Folklore é umvocábulo anglo-saxão em quefolk significa povo e lore,conhecimento tradicional. NoBrasil, o campo do folcloreinclui: literatura oral (contos,mitos e lendas que vãopassando de pai para filho,enigmas, adivinhas, trava-línguas, cordel...);brincadeiras infantis (rondas,como a Ciranda, cirandinha;jogos como passa-anel, pula-carniça, amarelinha, gude...); festejos e diversões (jogos de ocasião de colheita, capoeira e maculelê, pastoril, nascimento, casamento ou folias de Reis e do Divino, morte; romarias, promessas, reisados, cheganças, procissões para pedir chuva; cavalhadas, congadas, bumba- rinhas de galo...); linguagem meu-boi, teatro de (apelidos, gírias, frases feitas mamulengo, festas como “comer o pão que o tradicionais como São João, diabo amassou” ou “tirar o Carnaval, Círio de Nazaré...); cavalo da chuva”); artes e crendices e superstições técnicas (pintura, escultura, (lobisomem, mula-sem- confecção de objetos cabeça...); música vocal e utilitários e brinquedos, instrumental (com rendas e bordados; decoração instrumentos típicos como doméstica; adornos pessoais; pífano, rabeca, viola de cocho; vestimentas típicas – como cantos de trabalho...); usos e baiana, vaqueiro, gaúcho... –, costumes (modos de fazer técnicas de construção). doces, aguardentes e pratos Vamos agora conhecer mais tradicionais; rezas e de perto esse vasto universo benzimentos; rituais por das artes do povo. 3
  6. 6. um objeto utilitário é também Arte realista e arteFALANDO um objeto artístico? religiosaSOBRE ARTES Talvez não precisemos ser tão rigorosos com essas Podemos classificar em doisE TÉCNICAS demarcações. Transformar grupos temáticos as materiais usando as mãos, a realizações dos pintores ePOPULARES cabeça e o coração é o que determina a qualidade da escultores populares. A arte realista ou figurativa retrata experiência. Os antigos cenas presenciadas no dia-a- gregos faziam vasos de argilaObjetos utilitários para guardar água, vinho, óleo dia – uma família jantando, um médico consultando,ou artísticos? e grãos e ornamentavam os cenas clássicas como a dos objetos, pintando-os com retirantes fugindo da seca,Madeira, pedra, argila, papel, animais, cenas familiares oupapelão, plástico, pano, vime, figurações de festejos. Na lendárias. Pablo Picasso, o escultura com argila, Mestresbambu, palha, arame são espanhol que revolucionou amateriais com os quais é Vitalino, Adalton e Antonio de forma de fazer arte no século Oliveira apresentam grandepossível construir “coisas” XX, inspirando-se no povonovas, criar. Reciclar produção desse cotidiano grego, fez um prato de argila social. Passeando pela feiramateriais e utilizar os e pintou-o. Arte ourecursos da região podem ser de Caruaru, já podemos ver, artesanato? modelados nas cerâmicas, atémotivos para mobilizar acomunidade, integrá-la à Esse exemplo indica que não profissionais digitando emescola, como também para é tão simples classificar um computadores.possibilitar às crianças e objeto só como objeto de artejovens uma aprendizagem ou só como objeto utilitário.saudável e crítica em relação Artesanato, arte popular,ao meio ambiente. Os qualquer que seja o nomeprodutos podem ser dado, essas qualificações,brinquedos, objetos necessariamente, nãoutilitários, ornamentos etc. diminuem a importância deÉ possível que surja a dúvida: produções por meio das quais as pessoas dizem o que querem dizer, vivem os seus sonhos. Nas representações plásticas brasileiras está configurada a realidade vivida pelo povo. Tais representações são A religião é outro tema muito diversificadas em seus bastante presente na produção aspectos culturais e brasileira: imagens de santos regionais. Os recursos em barro ou madeira, a arte naturais, materiais, as humilde dos cemitérios, influências de povos que ali presépios, os objetos usados viveram ou vivem, os nas procissões, ex-votos, símbolos ancestrais passagens bíblicas, religiões determinam a variedade e africanas e seu sincretismo a riqueza de todas essas com a tradição católica e manifestações. muito mais.4
  7. 7. Arte imagináriaou incomumO outro grupo temático é aarte imaginária ou incomum.O artista que se dedica a essetipo de produção cria seuuniverso singular, centrando-se em uma temática subjetivaou irreal, de forteexpressividade.As carrancas dos barcos dorio São Francisco são umexemplo disso. Dentre asobras-primas desse gênero,destacam-se as do MestreBiquiba Guarany. Deixouensinamentos a seu discípuloAgnaldo Manoel dos Santos:“Na figura, tudo que está deum lado deve estar do outro, etudo o que está por cima deveser diferente do que fica porbaixo. A figura deve ter umolhar para um ponto queninguém sabe o que é, nemonde está. A boca deve olharpara quem aprecia... Acarranca bem feita é aquelaque, quando é vista no espelhodas águas, se mexe como coisaviva.” 5
  8. 8. CONVOCANDO OS ARTISTAS/ARTESÃOSSe você quiser conquistar outras pessoas da escola e da comunidade para atuar como“Amigos da Escola”, difundindo a nossa cultura popular, aqui está uma estratégia em trêsmovimentos : “aquecimento”, pesquisa de campo e convite. Confira! • Casas comerciais – Há“Aquecimento” Pesquisa de campo paredes pintadas porForme um pequeno grupo e registro das pintores da cidade, emcom crianças e jovens bares e padarias? (Eminteressados e converse com observações geral, são pinturas deeles sobre as diferentes Depois dessa sensibilização, cores fortes, com motivosexpressões da cultura e da convide os membros do grupo florais, religiosos ouarte populares. Se possível, a pesquisar em diferentes outros.) Há ditos popularespromova uma sessão de vídeo locais, para identificar quais ou recados irônicos sobrecom o filme Central do Brasil, são as manifestações comprar fiado?mostrando festejos e artísticas presentes na • Festejos e celebrações –costumes do interior do comunidade e quem são as Quais são as festasnosso país. pessoas que as produzem. realizadas na comunidade?Você e esse grupo inicial O roteiro abaixo pode ajudar: São religiosas ou profanas?podem procurar, na biblioteca, • Escola e residência – Quem são as bordadeiras ejornais antigos, almanaques, Nesses dois locais, é costureiras que fazem oupublicações, documentos, preciso observar: Quais faziam as roupas,com informações sobre as são os objetos artesanais? estandartes, máscaras paramanifestações locais de arte e Como foram obtidos? as festas da comunidade,folclore. Uma entrevista com Alguém da escola ou da os músicos e fazedores deo Secretário da Cultura do família os produziu? De instrumentos, os artistasMunicípio ou com alguém de que material são feitos? anônimos que participamsua equipe poderá ajudar. Há quem saiba fazer um dos eventos, mas que não prato, doce ou bebida fazem de seu ofícioSe em sua cidade houver típicos da região? Há quem profissão?faculdade de História,Sociologia, Antropologia, conheça ervas, rezas econvide professores ou saiba “benzer”?estudantes das áreas para • Feira ou mercado – Qual éconversar com o grupo sobre o artesanato característicocultura popular brasileira. da região? Quem faz esseSolicite materiais artesanato? Quais fatoresemprestados, tais como locais ou regionaisfilmes, livros... determinam os recursos materiais e a temática do artista? Quais as ferramentas de trabalho?6
  9. 9. • Jogos, brincadeiras, superstições – Há pessoas idosas (ou nem tanto), que saibam contar sobre folguedos e brinquedos da infância, as histórias que gostavam de ouvir, as festas de rua, as coisas proibidas, as coleções que faziam, as crenças, as promessas, as assombrações temidas...? Oriente os participantes a registrar suas observações por meio de anotações, desenhos, fotos, gravações, filmes (a forma de registro depende dos recursos disponíveis). É muito importante que, ao final, você tenha uma lista com os nomes e endereços das pessoas que vão ser convidadas a se tornar Amigas da Escola, ensinando o que sabem e fazem às crianças e jovens da escola e da comunidade.Convite eplanejamentoDe posse dessa lista, convidetodos para uma reunião, ondevocê irá explicar por que éum(a) Amigo(a) da Escola e“seduzi-los” a juntar-se avocê. A próxima etapa seráplanejar as oficinas e cursosque cada um poderá dar naescola. 7
  10. 10. ORGANIZANDO UMA OFICINACOM ARTISTAS DO POVODepois de localizados e convidados os artistas/artesãos dacomunidade, muitas coisas podem acontecer. Pode ser que,logo ao primeiro chamado, vários atendam: uma senhora queborda panos de prato, outra que sabe fazer doces e licorestípicos, um moço que sabe construir caminhõezinhos demadeira, um outro que modela potes de barro, um professorda escola que constrói pipas (ou papagaios de papel) comoninguém, uma mãe de aluno que faz bonecas de pano, umapessoa da equipe operacional que conhece montes de cantigasde roda e brincadeiras tradicionais. Mas pode ser quecompareçam apenas uma ou duas pessoas... De qualquer forma,quem aceitar o desafio de ser um(a) Amigo(a) da Escola vai terde pensar num jeito eficaz de compartilhar o seu saber com ascrianças e jovens. Organizar oficinas pode ser uma ótimaoportunidade de transformar os encontros entre artista/artesãoe o grupo de interessados em experiências vivas de criação. Asorientações abaixo podem ajudar o coordenador de cada oficina:• Verifique com cartazes e avisos • Combine regras para a antecedência com a distribuídos com utilização do espaço e do direção da escola o local antecedência, sobre o tipo material junto com as onde será realizada a e quantidade de materiais crianças e jovens; eleja oficina e o número de que devem trazer para a responsáveis para tarefas, crianças, jovens e adultos primeira oficina. a fim de que todos tenham inscritos. Planeje a • Organize os materiais, seus direitos garantidos e utilização do espaço de separe-os de acordo com saibam com clareza quais acordo com as atividades critérios que considerar são os seus deveres. Essa que serão desenvolvidas. melhor para cada atividade atitude favorece a A movimentação – por forma, cor, tamanho –, aprendizagem de valores, espontânea dos de tal maneira que se como responsabilidade e participantes pode tornem facilmente respeito mútuo, e também contribuir para um clima acessíveis aos ajuda a preservar o espaço agradável de trabalho. participantes. A e os materiais. (Se quiser• Providencie os materiais organização pode facilitar a aprofundar esse tema, leia necessários para a pesquisa e a escolha dos o volume 8 dos Parâmetros realização da oficina, ou materiais. Essa atitude Curriculares Nacionais: informe as pessoas que se ajuda o aprendiz a Apresentação dos Temas inscreveram, por meio de perceber a importância da Transversais e Ética). atividade organizada.8
  11. 11. • Sempre que começar a • Tire fotografias dos oficina, faça uma roda de trabalhos que resultarem conversa e/ou jogo com o das oficinas e vá objetivo de promover organizando um álbum situações favoráveis à para que fiquem comunicação, à criação e à registrados. Será o acervo socialização. Contar casos, de memórias do grupo. histórias reais ou fictícias, • Faça exposições cantar, brincar, resolver temporárias com os problemas do cotidiano... trabalhos produzidos nas são experiências oficinas. Ajude-os a criar enriquecedoras. Ao final, os convites e organizar a repita a roda para avaliar divulgação. com o grupo o que deu certo, o que não funcionou Mãos à obra! Como já dizia o e deve ser mudado e o que poeta, “Quem sabe faz a hora nunca mais deve ser não espera acontecer”. Ou, repetido. como diz o provérbio popular, “Quem não arrisca não petisca”. 9
  12. 12. Execução:ARTESANANDO Primeira Parte • Os participantes devemCada artista/artesão que se dispuser a trabalhar com as estar sentados, em roda.crianças, jovens e adultos da escola já vai chegar trazendo • Coloque no meio da rodana mochila os seus saberes e seu jeito muito próprio de uma folha de papel grande,fazer as coisas. É esse repertório que irá compartilhar pincéis, potes de tintadurante as oficinas. As atividades que sugerimos abaixo são guache, cola e retalhos.apenas algumas dentre milhares de possibilidades. A • Desenhe nesse papel umatécnica – o passo-a-passo – de cada uma delas também linha dando forma a umpode ser diferente, de acordo com o estilo de cada artista/ contorno de rosto bem grande.artesão. • Chame os participantes, Ao vestirmos uma máscara – um de cada vez, para queMÁSCARAS como acontece tantas vezes continuem o trabalho, no Carnaval –, transformamo- dando sua contribuiçãoObjetivo: Com sacos nos em outro personagem. para criar a “cara” dode papel, criar máscaras Isso nos autoriza a viver personagem.representando váriospersonagens, conhecendo outras histórias. Escondidos • Cada pessoa irá nas máscaras, estamos acrescentar elementos aoassim as expressões faciais mais libertos para viver rosto, usando desenho,que representam diferentes amplamente o que somos pintura ou colagem.emoções (alegria, tristeza, de verdade.rancor). • Quando o personagem forMaterial: Folhas grandes de aparecendo, vale tudo: épapel branco ou pardo, giz de hora de inventar, decera, sacos de papel que observar, sorrir, rir oucaibam na cabeça, retalhos de gargalhar. O resultadopapel, retalhos de pano, aparas pode ser uma figurade madeira, fios, linhas, palha, engraçada, monstruosa...cola, tesoura, tintas coloridas ou nada disso.(guache) e pincéis. Sepossível, providencie umespelho grande.Preparação:Lembre aos participantes queas máscaras surgiram emantigas civilizações e erampeças fundamentais paracelebrações e rituais mágicose religiosos. Gregos, romanose povos orientais usavam-nasno teatro. No Brasil, tanto osíndios quanto os negros quevieram da África também asutilizavam em seus rituais.10
  13. 13. Segunda Parte Terceira Parte personagens. Desafie as• Dê a cada participante um • Proponha aos participantes duplas a, em cinco saco de papel para fazer a que vistam as máscaras. É minutos, desenvolver um sua máscara. um momento interessante episódio com começo, para que se olhem no meio e fim.• Peça que vistam o saco na espelho. Como se sentem • Cada dupla irá encenar o cabeça, marquem o lugar dos olhos e o retirem da usando essa máscara? seu episódio para os cabeça. Como percebem os demais. As histórias outros? podem ser registradas, • Peça que cada um fale gravadas em fita cassete. sobre o personagem que É uma boa oportunidade representou em sua de se exercitar para máscara. Estimule a começar a escrever peças imaginação perguntando, teatrais. por exemplo: Quem é o seu personagem? Quais são seus poderes? Interferem no Atenção! cotidiano das pessoas? Essas máscaras Fazem milagres? também podem ser Transformam a natureza? feitas com pratos de• Os participantes irão Os homens? Descreva um recortar o local dos olhos. episódio enfrentado por ele. papelão, caixas de sapato, cartolinas,• Pintando com giz de cera e • Sugira ao grupo que se papel cartão recortados guache, colando retalhos divida em duplas usando e outros tantos de papel, de pano, aparas as máscaras para criar de madeira, fios, linhas e um diálogo entre os dois materiais e técnicas. palha, cada um irá delimitar olhos, nariz, boca, orelhas e cabelo do personagem e criar a sua máscara de saco de papel. É hora de olhar, mexer, sentir, experimentar os materiais.• Avise para que não coloquem materiais que pesem demais. Auxilie nos acabamentos. 11
  14. 14. aqueles que cruzam o seu • Peça que preencham oBONECOS DE caminho; a da Mãe-d’Água, interior do contorno com metade mulher, metade desenhos e cores.PANO peixe, que costuma atrair • Cada um inventa um nome homens com seu canto e para o seu bicho eObjetivos: Construir bonecos puxá-los para o fundo das apresenta para os colegas.de pano com temática águas, onde habita. (Previna- “— Esse é o Broncolipo.surrealista; conhecer as se com livros que contenham A função dele é...”lendas e mitos de nosso essas lendas, de preferênciafolclore; expressar desejos e ilustrados, da biblioteca datemores, criando as próprias escola ou da cidade. Selendas e mitos. ninguém tiver “causos” paraMaterial: Folhas de papel do contar, você poderá fazê-lo.)mesmo tamanho de pedaços Execução:de pano de cor lisa, medindoem torno de 30 cm x 40 cm – Primeira Partesacos de farinha são ótimos. • Depois da sessão deLápis grafite, lápis de cor, histórias, distribua umcordas, barbante, sisal, pedaço de papel grandepedaços de linhas coloridas, para cada participante.lantejoulas, botões, peças de Segunda Parterelógio em desuso, agulhaspara costurar, varas de bambu • Ofereça a cada participanteou madeira para segurar os dois pedaços de panobonecos, material de grandes, do mesmoenchimento (meias velhas, tamanho, de cor lisa.espuma, paina, papel picadoetc.).Preparação:Comente com o grupo que aslendas e mitos fazem parte doimaginário dos povos. É umaforma poética de explicar • Oriente para quecertos fenômenos. Pergunte desenhem – a lápis eaos participantes quem utilizando apenas umaconhece e pode contar lendas linha no papel – o contornodo folclore brasileiro, como a de um bicho fantástico.do Boitatá, cobra de fogoprotetora da natureza, quemata aqueles que queimam oscampos sem necessidade; ado Curupira, anão cabeludo ede pés virados para trás, Surrealismoprotetor das matas; a do É um dos movimentos artísticos do começo do séculoLobisomem, mito universal XX que elege o sonho como matriz de toda a criação eque é um homem que se faz da desfiguração das formas e da expressão o seutransforma em lobo nas modo de subverter a racionalidade do mundo real.noites de lua cheia e ataca12
  15. 15. • Os participantes irão • O próximo passo é reproduzir o contorno que introduzir o bastão de está no papel em um dos bambu ou madeira na Enquanto os panos. abertura por onde se fez o participantes costuram, enchimento deixando uma parte para fora. É preciso converse sobre a costurar em volta, de divisão das atividades forma que fique bem firme. consideradas femininas Ensine como costurar e e masculinas pelo arrematar, peça para os grupo social. Por que sabem ajudarem os exemplo, em alguns que ainda não sabem. grupos, “cozinhar e costurar cabem à mulher”. Será que• Deverão colocar o pedaço ainda existe esse de pano com o contorno preconceito em sua sobre o outro pano, localidade? Crenças e seguindo o contorno e costumes variam deixando uma abertura conforme a época e para introduzir o material de enchimento. os lugares. Terceira Parte • Depois de confeccionados os bichos fantásticos, cada um irá inventar uma lenda sobre ele: Quando é que aparece? É protetor? • Depois que o corpo do Anuncia acontecimentos? bicho estiver montado, Como se diverte? O que incentive a ornamentação. adora comer? Interfere nos• Peça que recheiem o Para fazer olhos, focinho, sonhos das pessoas? Como é boneco com meias velhas, escamas, asas, patas, o seu nome? Onde vive? espuma, papel picado ou garras ou tromba do bicho, Como nasceu?... outros materiais podem ser costurados ou colados cordas, barbante, • Fotografe todos os disponíveis e bons para sisal, pedaços de linhas trabalhos. essa finalidade. coloridas, lantejoulas, • Peça que cada um escreva botões, peças de relógio a lenda do seu bicho. Junte quebrado, pequenos todas as histórias e você objetos de metal, clipes, terá um livro: “Biografia espiral de cadernos, tocos dos bichos sobrenaturais”. de lápis, pedrinhas, As fotos de cada bicho vão retalhos... tudo vale. servir de ilustração. 13
  16. 16. MOSAICO DE PANOS OU PAINEL COM APLICAÇÃOObjetivos: A partir de Já o painel de aplicação pode • Alerte os grupos pararetalhos coloridos, criar um ser geométrico ou figurativo. aproveitarem amosaico de panos ou painel Os retalhos são aplicados ou oportunidade ecom aplicações; exercitar as costurados sobre um pano de exercitarem ahabilidades de dialogar, ouvir fundo, formando figuras aprendizagem do conviver,e respeitar a opinião alheia e abstratas ou representando trocando idéias,tomar decisões em conjunto. seres da natureza. Fazer um concedendo, negociandoMaterial: Pedaços de pano painel abordando uma interesses, sem tentargrandes de cor lisa para servir temática é muito submeter ou humilhar ode fundo; retalhos de cores interessante. outro. A opinião de todoslisas, estampados, rendados, deve ser ouvida e seráde tamanhos e texturas preciso negociar paravariados, brilhantes e opacos, chegar a decisões como:finos e grossos; agulhas, fios, Que tipo de pano usarlãs, cordas, sisal, barbante, aqui? Que cor combinalinhas, tesoura. melhor com essa? Como cortar? Como costurar?Preparação: O que acrescentar? O queConverse com o grupo modificar?destacando que panos • Exponha o produto final daornamentados fazem parte atividade: panos grandes,das vestimentas usadas nas ornamentados, quedanças, nas festas religiosas, servem para enfeitar ano Carnaval, no circo, nas Execução: parede e também podemtoalhas de mesa das casas... • Organize grupos de quatro ser usados como mantasSe possível, mostre fotos e para cobrir sofás ou mesas, pessoas. É um número queilustrações ou mesmo cortinas para separar os propicia a participação detrabalhos já prontos que bastidores do palco ou todos. Cada grupo discutesejam bons exemplos dessa ornamentos para e escolhe entre fazer oforma de arte. representações. mosaico de panos ou oExplique que o mosaico de painel de aplicação. Empanos é uma combinação de seguida, juntos, escolhemretalhos, cortados em os materiais. Atenção!tamanhos aproximadamente • Chame a atenção para as Procure conhecer asiguais, costurados um ao lado qualidades dos tecidos, costureiras do local edo outro, sem espaços vazios valorizando suas convide-as para queentre eles. Serve para os que características. Por participem da atividade.querem explorar mais as exemplo, panos finos e Solicite que façam umformas. moles podem ser acabamento nas bordas amontoados. Mostre que dos panos e que os outros materiais podem preparem para que ser acrescentados ou pendurados: raízes, flores possam ser pendurados secas etc. como cortinas.14
  17. 17. FANTOCHE OU MARIONETE DE PAPEL MACHÊObjetivo: Construir fantoche Execução: cruz de varetinhas será(marionete) com papel Ofereça com calma as colada no lado de dentromachê. instruções aos participantes, desse pescoço).Material: Jornal, fita crepe, dando tempo para quecola branca diluída em água, executem cada passo, anteslixa fina, tinta branca, tinta de dar a orientação seguinte.preta, tintas coloridas, Primeira Partepincéis, uma vareta com cercade 40 cm de comprimento, • Verifique se todo obarbante fino, cola forte, material necessário nessaverniz transparente, restos etapa está a seu alcance:de tecido cortados em tiras, várias páginas duplas delinhas, agulhas. jornal, fita crepe, uma tigela ou lata com colaPreparação: branca diluída em água.Conte aos participantes umahistória popular de que você • Rasgue tiras de jornais e,goste, cheia de personagensinteressantes e aventuras*. uma a uma, ensope-as naPode ser uma história de cola branca diluída. Cubra acordel, um mito de alguma cabeça da marionete comnação indígena, uma lenda ou quatro camadas de tirasum conto de fadas. Depois molhadas. Cuide para queconvide cada participante a não fiquem pontasescolher o personagem que descoladas.mais o(a) fascinou. Desafie o • Faça as formas do rostogrupo a representar esses (olhos, nariz, boca,personagens construindo orelhas) espremendofantoches ou marionetes, tirinhas de jornaltambém chamados de ensopadas de cola atébonecos-vara. virarem bolinhas e colando-as no lugar.* Dica: O livro Contos Tradicionais do Brasil (Ed. Global, 2001), de Luís da Câmara Cascudo, o maior especialista brasileiro em cultura popular e folclore, traz histórias que refletem as • Para fazer a cabeça da influências européias, indígenas e africanas, e, marionete, amasse uma segundo o crítico Leo Gilson página dupla de jornal, Ribeiro, mostram “a graça da fazendo uma bola. Depois inventividade brasileira, de norte a sul”. cubra a bola com fita crepe, esculpindo-a na forma desejada. Não se esqueça de dar um pescoço ao boneco (uma 15
  18. 18. • Passe duas camadas de 30 cm de comprimento. • Amarre as tiras ao longo tiras curtas de jornal sobre Coloque a varetinha menor da varetinha transversal olhos, nariz e boca da sobre a maior formando para formar os braços do marionete. uma cruz e amarre. boneco.• Deixe a cabeça secar por aproximadamente um dia.Segunda Parte• Confira se os materiais dos quais vai precisar agora estão disponíveis: lixa fina, tinta branca, tinta preta, tintas coloridas, pincéis, uma vareta com cerca de 40 cm de comprimento, barbante fino, cola forte, verniz transparente, restos de tecido cortados em tiras, linhas, agulhas.• Pegue a cabeça do • Faça um orifício no • Se quiser, envolva em fantoche e alise-a de leve pescoço da marionete e tecido o pescoço da com uma lixa fina. cole a vareta. marionete, para esconder• Pinte a cabeça com duas os pontos em que ele se demãos de tinta branca. junta à vareta. As tiras de• Quando a tinta estiver pano podem ser seca, desenhe as formas estampadas ou de cores do rosto da marionete e lisas, para serem enfeite a cabeça com tintas ornamentadas. coloridas. É possível Terceira Parte acrescentar detalhes com a • Divida os participantes em tinta preta ou usá-la para grupos de dois ou três e dar contorno com um peça que, usando os pincel bem fino. fantoches, criem histórias• Novamente deixe secar. para serem encenadas. Recubra-a com duas • Promova apresentações de demãos de verniz marionetes para crianças transparente para dar da comunidade, para os brilho. pais... Vai ser preciso um• Pegue a vareta de 40 cm e palco. Vocês podem quebre-a em dois pedaços: construí-lo usando uma um com 10 cm e outro com velha caixa de geladeira (veja como, na atividade • Corte tiras de tecido com seguinte). cerca de 3 cm de largura, compridas o suficiente para esconderem as varetinhas.16
  19. 19. PALCO-BIOMBOObjetivo: Transformaruma caixa de papelãoem um palco-biombopara teatro de bonecos.Material: Caixa depapelão (a de geladeiraé ótima), serra demadeira, tintas,pincéis, cola,papéis coloridos.Execução:• Serrando a caixa, ajude os • Converse com os participantes a deixá-la participantes para que com apenas três faces. planejem a ornamentação Isso se consegue do palco-biombo. Deixe eliminando as faces surgirem as idéias e depois superior, inferior e uma coordene as escolhas e a das faces maiores; obtém- distribuição dos desenhos, se assim um retângulo pinturas, colagens... Há em forma de U. mil possibilidades.• Na face central, marque o Lembre-os de que a tamanho e o local da ornamentação não deve janela, para que seja ser excessiva, a ponto de cortada. Verifique a altura ”poluir” o visual dos ideal de acordo com o bonecos. Esses precisam tamanho médio da turma. ficar ressaltados. 17
  20. 20. fotografem cenas que acharem interessantes – crianças, jovens, velhos. Depois disso, poderão escolher uma das cenas que registraram, para esculpir na argila. Execução: Primeira Parte • Distribua um bloco de argila para cada participante. • Convide-os a explorar o material e, ao mesmo tempo, preparar a argilaCENA DO COTIDIANO EM ARGILA para ser usada, amassando-a bem até que cotidiano: seus hábitos, o que fique macia. A argila deve gostam de fazer, como é seu estar suficientemente descanso em casa, como úmida – assim é possível comem... Motive-os a amassar, esticar, observar as cenas do dia-a- comprimir, sentindo e dia, pensando em representá- dando forma ao material. las usando bonecos de argila. • Com o desenho ou a Para melhor inspirar a turma, fotografia da cena que se passeie com eles pelas ruas, vai representar do lado, lojas, praças, bares, para que cada participante irá tentar observem, desenhem ou modelar no barro os personagens que a compõem.Objetivos: Estimular aobservação crítica darealidade local; modelar comargila uma cena do cotidiano.Material: Argila, facas,palitos, tinta branca, tintascoloridas, pincéis.Preparação:Se possível, mostre emlivros, vídeos e museus obrasque retratam cenas docotidiano.Puxe conversa com osparticipantes, fazendoperguntas sobre o seu18
  21. 21. • Outra alternativa é compor • Acompanhe a execução cada peça juntando das cenas em argila, pedaços em forma de orientando os placas ou rolos. participantes, sugerindo, incentivando. Segunda Parte • Depois de prontos, os trabalhos devem ficar secando por dois dias. (A argila que restou da atividade precisa ser envolvida em plástico muito bem fechado, sem nenhum furinho, para ser guardada e não secar.) • Estando secos, os trabalhos poderão ser• Para fazer os bonequinhos levados a fornos especiais de argila, oriente os de temperatura muito participantes a, partindo elevada, para a argila se de um bloco de argila, ir transformar em cerâmica. acrescentando mais barro Terceira Parte ou esvaziando (tirando • Outra possibilidade ainda é fazer placas de argila, • Prontas e secas e/ou barro do interior de um bloco) com o auxílio de sobre as quais é possível queimadas, as peças facas ou palitos (existem desenhar, esculpir ou podem ser pintadas com instrumentos especiais acrescentar elementos. tintas brancas e coloridas. para trabalhar com argila – • Deixe secar de novo e uns pauzinhos com arames organize uma exposição de diferentes formatos no dos trabalhos e um debate topo, chamados estecas). a respeito deles. Que cenas foram representadas? Expressam ações/valores positivos ou negativos? Por quê? 19
  22. 22. EXPRESSÕES DA CULTURAPOPULAR REGIONALObjetivo: Conhecer as Execução: • Dê um tempo (cinco a dezprincipais manifestações da Primeira Parte dias) para que cada equipecultura das diferentes regiões colete materiais, tais comodo País. • Convide os participantes a gravações das músicas observar o mapa e a folclóricas, receitasMaterial: Mapa do Brasil identificar as váriasilustrado (anexo a este culinárias, fotografias, regiões do Brasil. vídeos, poesias, bem comoconjunto de publicações), com Pergunte quais estadossuas regiões demarcadas, contate pessoas que eles já conhecem e, se possam ensinar, porcontendo informações e possível, organize gruposilustrações das principais exemplo, alguma dança ou que já moraram ou a confecção dedanças e folguedos da nossa visitaram os mesmoscultura popular. vestimentas típicas. lugares.Preparação: Peça para que as equipes • Peça para quem já viveu colecionem selosComentar com os em determinada região referentes a artistas e aparticipantes que as que observe o desenho da manifestações artísticasmanifestações estão manifestação popular e culturais de cadaclassificadas por regiões selecionada para ilustrar o região.geográficas apenas por uma mapa. Por exemplo, oquestão didática, para facilitar Pastoril, no Nordeste. Terceira Partea sua apreensão e • Pergunte a esse grupinho • Reserve um dia para cadavisualização no território se teve oportunidade de região, quando a equipebrasileiro. Na realidade, as participar dessa responsável fará acoisas não são nem um pouco brincadeira. exposição do materialrígidas. Não se pode dizer coletado e a apresentação(conforme normalmente se • Pergunte a pessoas de das músicas e danças.afirma) que o Bumba-meu- outras regiões se já • Os selos coletados serãoBoi seja um folguedo “típico” ouviram falar ou participaram do Pastoril. colados em um mapa dodas regiões Norte e Nordeste, Brasil em branco, apenaspois manifestações que Segunda Parte com as divisões porapresentam a figura do boi • Divida os participantes em Estado (cada selo nasão realizadas em região que representa). cinco grupos e cada um irápraticamente todo o territóriobrasileiro, com nomes e escolher uma região sobre • Convide todo mundo da a qual gostaria de escola e da comunidadeestruturas diferentes, em pesquisar. para participar do evento.épocas também distintas. • Organize com osE não existem regiões “mais grupinhos um roteiro quericas” ou “mais pobres de possibilite conhecerfolclore”. O que há são “...O artesão articula o músicas, danças, artesregiões onde o folclore é mais passado (conhecimento), visuais, artesanato,conhecido e divulgado. presente (necessidades) comidas, tradições. e futuro (projetos)...” ANTONIO ARANTES20
  23. 23. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A ARTE É DE TODOSAGUILAR, Nelson (Org.)/Fundação Bienal de São AMIGOS DA E SCOLA Paulo. Catálogos da Mostra do Redescobrimento. São Paulo: Associação Brasil Realização 500 Anos Artes Visuais, 2000. Um projeto Rede GloboBANK JENSEN, Thea. Artesanato para crianças. Diretoria de Projetos Sociais São Paulo: Melhoramentos, 1979. Central Globo de ComunicaçãoBOSI, Alfredo. Reflexões sobre Arte. São Paulo: Ática, 1986.BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é folclore? São Elaboração Paulo: Brasiliense, 1982.BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília: MEC, 1996.CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Educação, Cultura e Ação Comunitária. Guia de Cultura e Ação Comunitária ações complementares à escola para crianças e Direção-presidência Maria Alice Setubal adolescentes. São Paulo: Cenpec, 1998. Coordenação Geral Maria do Carmo Brant deCLÉRO, Claude. As atividades plásticas na escola e Carvalho no lazer. São Paulo: Cultrix, 1974. Coordenação Técnica Isa Maria F. R. GuaráJACKSON, Paul, A´COURT, Angela. Origami e Coordenação de Projeto Alice Lanalice artesanato em papel. Porto Alegre: Edelbra, Comitê Editorial Jorge Miguel Marinho 1996. Sônia MadiMACHADO, Alvaro (Coord.).Catálogo da Oficina de Consultoria em Cultura Alberto T. Ikeda arte popular brasileira realizada no SESC Popular Belenzinho de São Paulo, em agosto de 2000, Consultoria Pedagógica Madza Ednir com os participantes do Programa de Artesanato e Edição (CECIP – Centro de Criação e Geração de Renda do Conselho da de Imagem Popular,RJ) Comunidade Solidária. Mestres-Artesãos. Textos Originais Com vocês: As Artes Sônia Madi Artes da palavra Jorge Miguel Marinho Artes da luz Maria Terezinha T. Guerra Artes do som Marisa Trench O. Fonterrada Artes da representação Alexandre Luiz Mate Artes do festejar e brincar Iveta Maria B. Á. Fernandes Artes do povo Tônia B. Frochtengarten Revisão Sandra Aparecida Miguel Edição de Arte Eva P. de Arruda Câmara José Ramos Néto Camilo de Arruda C. Ramos Ilustração Michele Iacocca CENPEC Rua Dante Carraro, 68 Pinheiros 05422-060 São Paulo SP Fax: 11 3816 0666 e-mail: info@cenpec.org.br http: //www.cenpec.org.br
  24. 24. RealizaçãoApoioFilatelia e Apoio Técnico Material desenvolvido pelo CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO CULTURA E AÇÃO COMUNITÁRIA

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