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Os Benefícios da Ginástica Laboral Realizado pelo Terapeuta Ocupacional no Local de Trabalho
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Os Benefícios da Ginástica Laboral Realizado pelo Terapeuta Ocupacional no Local de Trabalho Document Transcript

  • 1. Marcela Rezende Carvalho Taina Mota de Mesquita OS BENEFÍCIOS DA GINÁSTICA LABORAL REALIZADO PELO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO LOCAL DE TRABALHO Universidade Católica de Goiás Goiânia, 2006
  • 2. Marcela Rezende Carvalho Taina Mota de Mesquita OS BENEFÍCIOS DA GINÁSTICA LABORAL REALIZADO PELO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO LOCAL DE TRABALHO Trabalho de conclusão de curso, apresentado à Banca Examinadora da Universidade Católica de Goiás, curso de Terapia Ocupacional, como exigência acadêmica para a obtenção do título de Terapeuta Ocupacional. Prof.ª Orientadora: Magali Helene Sozo Goiânia, 2006
  • 3. Marcela Rezende Carvalho Taina Mota de Mesquita OS BENEFÍCIOS DA GINÁSTICA LABORAL REALIZADO PELO TERAPEUTA OCUPACIONAL NO LOCAL DE TRABALHO Goiânia-Go, ______/______/_______. Magali Helene Sozo ________________________________________ UCG ___________ (Orientadora) Assinatura Nota Rosa Irlene Maria Serafim ___________________________________ UCG ___________ (Examinadora) Assinatura Nota Luciano Tavares de Noronha Tavernaro ________________________ UCG ___________ (Examinador) Assinatura Nota
  • 4. Dedicamos este trabalho aos nossos pais: Odeir e Genilda, Divino e Neuza. Aos nossos irmãos: Wesley e Fernanda, Aline e Eber. A todas as pessoas que nos ajudaram na realização deste trabalho. E principalmente a nós.
  • 5. AGRADECIMENTO Agradecemos primeiramente a Deus, por nos instruir e proteger durante todos estes anos, e por ter dado aos nossos pais, a condição de nos manter dentro desta universidade. Aos nossos pais, por nos proporcionarem a oportunidade de sermos o que somos hoje, por nos apoiar e incentivar nesta jornada, não nada fácil, e por dedicar suas vidas pela nossa vida e sonhos. Enfim, papai e mamãe agradecemos a Deus por vocês serem nossos pais, e muito obrigada por todo amor, carinho e dedicação que tem para conosco. Deus abençoe suas vidas, pois são à base da nossa. Amamos vocês! Aos nossos irmãos, familiares, amigos e a todas as pessoas, que direto ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho. A nossa professora e orientadora Magali, por nos suportar durante todo este tempo que estivemos juntas, e por nos fazer acreditar que seríamos capazes de vencer essa etapa. Obrigada a todos! Amamos vocês!
  • 6. SUMÁRIO DEDICATORIA................................................................................................................. 4 AGRADECIMETNO......................................................................................................... 5 INTRODUÇÃO.................................................................................................................. 8 CAPÍTULO I GINÁSTICA LABORAL.................................................................................................. 9 1.1 Histórico..................................................................................................................... 9 1.2 Conceito..................................................................................................................... 10 1.3 Objetivos Gerais da Ginástica Laboral...................................................................... 10 1.4 Tipos de Ginástica Laboral........................................................................................ 11 1.5 Classificação da Ginástica Laboral Conforme Horário e Objetivo de Execução...... 11 1.5.1 Ginástica laboral preparatória (GLP).................................................................. 11 1.5.2 Ginástica laboral compensatória (GLC) ou ginástica de pausa.......................... 11 1.5.3 Ginástica laboral relaxante (GLR)...................................................................... 12 1.6 Onde Pode Ser Realizada........................................................................................... 12 1.7 Benefícios da Ginástica Laboral................................................................................ 12 CAPÍTULO II A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL...................................................................................... 15 2.1 História....................................................................................................................... 15 2.2 Fatores de Risco no Ambiente de Trabalho............................................................... 18 2.2.1 Estresse............................................................................................................... 18 2.2.2 Sedentarismo....................................................................................................... 21 2.3 Atividade Humana..................................................................................................... 23 CAPÍTULO III TERAPIA OCUPACIONAL............................................................................................ 24 3.1 Intervenção da Terapia Ocupacional no Local de Trabalho........................................ 24
  • 7. 3.1.1 Exercícios Realizados na GLP................................................................................ 24 3.1.2 Exercícios Realizados na GLC............................................................................... 35 3.1.3 Exercícios Realizados na GLR............................................................................... 43 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................ 51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................. 52
  • 8. INTRODUÇÃO Observa-se no mundo atual que a tecnologia apesar de ter facilitado em muito a vida das pessoas, também tornou-as mais sedentárias. Apesar desta mudança em seu padrão de comportamento, o homem é um ser ativo que necessita do movimento para seu bem-estar geral. O presente trabalho tem por objetivo mostrar a importância do programa de Ginástica Laboral dentro da empresa, valorizando a prática de atividade física como instrução da saúde e de prevenções de lesões. O primeiro capítulo resgata a história da Ginástica Laboral; sua origem, conceito e objetivos gerais. Apresentam também os tipos da Ginástica Laboral, suas classificações conforme horário e objetivos de execução. O segundo capítulo apresenta a história da Revolução Industrial e o impacto que ela causou na vida e rotina dos trabalhadores, levando ao aparecimento dos fatores de risco no ambiente de trabalho, o estresse e o sedentarismo. O último capítulo, fala sobre a intervenção da Terapia Ocupacional no local de trabalho, ilustrando e detalhando a forma de realizar os exercícios em cada classificação da Ginástica Laboral.
  • 9. CAPÍTULO I GINÁSTICA LABORAL (GL) 1.1 Histórico A primeira manifestação da atividade esportiva no âmbito interno de empresa no Brasil ocorreu na fábrica de tecidos Bangu, sediada no Rio de Janeiro, em 1901. Neste ano, os trabalhadores dessa indústria têxtil, de capital e gestão inglesa, já se reuniam em torno de um campo de futebol para praticar atividades físicas (LIMA, 2003). A adoção de programa de atividades físicas dentro das empresas, com a denominação de GL, já vem sendo efetuada em nosso país por alguns empresários mais esclarecidos e com idéias inovadoras. O primeiro registro de GL data de 1925, na Polônia, onde é chamada de ginástica de pausa e é destinada aos operários. Após alguns anos foram realizadas experiências também na Holanda. A GL teve origem no Japão onde, desde 1928, os funcionários dos correios participavam de sessões de ginástica diariamente, visando à descontração e o cultivo a saúde. Após a II Guerra Mundial o Japão iniciou a prática de GL no local de trabalho, o que ajudou a promover, com o engajamento consciente de seus empregados, o enorme crescimento de sua economia, sendo até hoje um dos exemplos mais importantes ao incentivo desta atividade. No Brasil as empresas estão abrindo suas portas para a GL. No Rio Grande do Sul, por exemplo, houve uma experiência pioneira iniciada em 1973, quando foi implantado um projeto experimental em cinco empresas do Vale do Sinos. O projeto foi elaborado pela federação de estabelecimentos de Ensino Superior (Feevale) e implantado em parceria com o Sesi. Em uma das empresas participantes do projeto, a Metalgrin, de novo Hamburgo, o diretor Luis Grin afirmou que “seus efeitos foram quase que imediatos, com uma série de vantagens e que em alguns setores o índice de acidentes praticamente zerou. Em outro setor, onde o índice era de 25 a 30 ocorrências por mês, hoje e de uma ou duas. Na estamparia, por exemplo, há mais de dois anos não ocorre nenhum acidente”(GOULART E BECKER, 1999). Os estudos sobre a GL iniciaram-se em outubro de 1995, analisando a importância da reeducação postural, o alívio do estresse e do método de ginástica no local de trabalho,
  • 10. com a finalidade de valorizar a prática de atividade física como instrução da saúde e da prevenção de lesões como as LER – Lesões por Esforços Repetitivos – e os DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LIMA, 2003). 1.2 Conceito Embora as primeiras manifestações de atividades físicas em empresas datem de mais de 100 anos, a GL é um ramo relativamente novo para a maioria das empresas. A GL começou a ser compreendida como um grande instrumento na melhoria da saúde física do trabalhador, reduzindo e prevenindo problemas ocupacionais, através de exercícios específicos que são realizados no próprio local de trabalho (ALMEIDA, 2006). “Ginástica Laboral é um conjunto de práticas físicas, elaborada a partir da atividade profissional exercida durante o expediente, que visa compensar as estruturas mais utilizadas no trabalho e ativar as que não são requeridas, relaxando-as e tonificando-as (LIMA, 2003, p. 07).” Busca criar um espaço, no qual os trabalhadores exercem várias atividades e exercícios físicos, que são muito mais do que um condicionamento mecanicista, repetitivo e autônomo. Deve ser muito bem planejada e variada, já que é uma pausa ativa no trabalho e serve para quebrar o ritmo da tarefa que o trabalhador desempenha, funcionando como uma ruptura da monotonia. 1.3 Objetivo s Ger ais da Ginást ica Laboral (GL) Segundo VERDERI, 2005, os objetivos são os seguintes:  Promover saúde e bem estar;  Prevenção do DORT;  Reeducar a postura corporal dos trabalhadores;  Aumentar o condicionamento físico geral dos trabalhadores;  Aumentar a motivação e disposição para o trabalho;  Aumentar a produtividade;  Reduzir o número de acidentes no trabalho.
  • 11. 1.4 Tipos de Ginástica Laboral (GL) Um método de distinção dos tipos de GL deve ser empregado para que seja elaborado um programa de exercícios, planejados de acordo com a atividade exercida e as necessidades apresentadas pela empresa (LIMA, 2003). A GL pode ser classificada quanto ao horário de execução e quanto ao objetivo que possui. A primeira classificação divide o expediente de trabalho em três momentos: o preparatório (no começo do expediente de trabalho), o compensatório (no meio do expediente) e o relaxante (no fim do expediente) (MENDES E LEITE, 2004). 1.5 Classificação da Ginástica Laboral Conforme Horário e Objetivos de Execução 1.5.1 Ginástica laboral preparatória (GLP) A GLP faz parte de um conjunto de medidas preventivas contra acidentes do trabalho, preparando-o e adaptando-o ao seu posto de serviço e compensando os efeitos negativos da organização no mesmo. Ocorre antes da jornada de trabalho, ou seja, no início do turno da manhã, da tarde ou da noite, com duração aproximada de 5 a10 minutos. Tem como objetivo principal, preparar os funcionários para suas tarefas, aquecendo os grupos musculares que irão ser solicitados em seus trabalhos laborais, despertando-os para uma maior disposição ao iniciá-las (LIMA, 2003). 1.5.2 Ginástica laboral compensatória (GLC) ou ginástica de pausa O termo GL de pausa faz referência à ginástica que interrompe a tarefa que está sendo executada; é aplicada no meio do expediente ou no horário de pico de fadiga. Visa impedir que se instalem os vícios posturais das atividades de vida diária (AVD’s) e de vida prática (AVP’s). Com duração aproximada de 10 minutos, ela interrompe a monotonia operacional, aproveitando as pausas para executar exercícios específicos de compensação para esforços repetitivos, estruturas sobrecarregadas e posturas solicitadas nos postos de trabalho (LIMA, 2003).
  • 12. “A ginástica laboral compensatória tem como característica básica a pausa ativa, para proporcionar a compensação e conseqüente equilíbrio funcional, obtendo-se a diminuição da fadiga periférica e central, queda do número de acidentes do trabalho e aumento da produtividade. Ocorre durante a jornada de trabalho (JÚNIOR, 2006, http://www.craneum.com.br/condicionamento.htm).” 1.5.3 Ginástica laboral relaxante (GLR) A GLR contém as mesmas características da ginástica compensatória, ocorrendo ao término da jornada de trabalho e com uma maior ênfase para os exercícios de relaxamento, com duração aproximada de 10 minutos. A GLR é baseada em exercícios de alongamento e relaxamento muscular, com os objetivos de oxigenar as estruturas musculares envolvidas na tarefa diária, massagear todo o corpo e extravasar as tensões acumuladas nas regiões dorsal, cervical, lombar, plantar dos pés e nos ombros (MENDES E LEITE, 2004). 1.6 Onde Pode Ser Realizado O local das inserções de GL deve ser o próprio setor de trabalho, ou o mais próximo possível e de maneira agradável, a fim de que os funcionários sejam bem recebidos para as aulas. O profissional que conduzirá o programa deverá estar sempre organizado, com boa aparência, uniformizado e com materiais definidos para realizar uma aula cada dia mais especial que a outra. Sendo assim, utilizar o próprio espaço do local de trabalho tem vários pontos positivos: 1. Não locomover os funcionários para grandes distâncias, diminuindo o tempo de ausência em suas atividades; 2. Facilita a reunião de um maior número de pessoas; 3. Facilita a seleção de exercícios de acordo com as atividades laborais do local (LIMA, 2003). 1.7 Benefícios da Ginástica Laboral Existem duas formas de benefícios, sendo a primeira para o trabalhador que visa reduzir e prevenir problemas ocupacionais, e segundo para a empresa que visa diminuir gasto com as indenizações.
  • 13. Segu ndo MOTA, 200 2, os benefí cos da GL para o trabalhador são: a) Fisiológicos  Redução dos fatores de riscos coronarianos;  Melhoria da resistência muscular localizada;  Melhoria no sistema cardio-respiratório;  Redução de traumas, inflamações e tensão muscular;  Melhoria da qualidade do sono;  Possibilita uma melhor utilização das estruturas osteo-mio-articulares, com maior eficiência e menor gasto energético por movimento especifico;  Promove o combate e prevenção das doenças profissionais;  Promove o combate e prevenção do sedentarismo, estresse, depressão, ansiedade...  Melhoria da flexibilidade, força, coordenação, ritmo, agilidade e a resistência, promovendo uma maior mobilidade e melhor postura;  Promove a sensação de disposição e bem estar para a jornada de trabalho;  Redução da sensação de fadiga no final da jornada;  Contribui para a promoção da saúde e da qualidade de vida do trabalhador;  Propicia através da realização dos exercícios características preparatórias; compensatórias e relaxantes no corpo humano. b) Psicológicos  Motivação para a rotina de trabalho;  Melhoria do equilíbrio biopsicológico;  Melhoria da auto-estima e da auto-imagem;  Desenvolvimento da consciência corporal;  Combate às tensões emocionais;  Melhoria da atenção e concentração as atividades desempenhadas. c) Sociais  Favorece o relacionamento social e o trabalho em equipe;  Melhoria das relações interpessoais. Segundo VERDERI, 2005 os benefícios da GL para a empresa são:  Redução dos custos de assistência médica;  Aumento da produtividade;  Melhoria do ambiente de trabalho;
  • 14.  Diminuição da rotatividade de empregados;  Maior proteção legal à empresa contra possíveis processos de empregados por ocasião de DORT ou similares;  Diminuição no número de acidentes no trabalho;  Melhoria da imagem da empresa;  Melhoria da integração no trabalho;  Elevação da moral da empresa por parte dos empregados;  Redução dos afastamentos por DORT.
  • 15. CAPÍTULO II A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 2.1 História A Revolução industrial iniciou na Inglaterra em meados do século XVIII. Por volta de 1810 chegou à França e, em seguida à Alemanha, modificando costumes milenares de viver, e mudando para sempre a face do planeta. Existiram três fatores essenciais para o surgimento da Revolução Industrial, sendo: a existência de mão-de-obra disponível; a acumulação de meios financeiros (capital) e o fácil acesso a recursos naturais (DOBB, 1983). Com a industrialização o movimento humano modificou, de uma atividade corporal ampla passou para uma restrita. Logo, o ser humano alterou sua movimentação no dia a dia de forma, muitas vezes, contrária ao processo normal da organização do trabalho, causando uma regressão no movimento corporal (MENDES E LEITE, 2004). “A partir da Revolução Industrial, as invenções e as inovações tecnológicas evoluíram cada vez mais rápido em todas as partes do mundo, o que causou a mecanização e, consequentemente, a automação dos locais de trabalho. Nesse período, o esforço humano contribuía com 30% da energia utilizada nas fábricas e nas atividades agrícolas. Atualmente, nos países desenvolvidos, calcula-se que esse valor represente apenas 1% do total da energia gasta nessas operações (MENDES E LEITE, 2004, p.86).” No começo do século XVIII ainda predominava na Inglaterra o sistema doméstico, uma forma de produção familiar ligada sobretudo à atividade têxtil. A família funcionava como uma pequena unidade industrial, onde cada membro tinha uma função – uns fiavam, outros cardavam, outros teciam – eles eram proprietários da produção, dos instrumentos de trabalho que utilizava e das matérias-primas que transformava; a casa e o terreno adjacente, também eram seus, onde podiam plantar alimentos para seu sustento. Tecidas as peças, o chefe da família colocava - às numa carroça, para vendê-las na cidade mais próxima. A expansão do mercado consumidor foi modificando aos poucos essa situação. O comerciante, que já fornecia as matérias-primas às famílias de tecelões, tornou-se então intermediário entre o produtor (família) e o consumidor (mercado). Ele comprava a
  • 16. matéria-prima e distribuía entre diversas famílias, que passavam a receber um salário pela tarefa executada. Nesse período surgiram algumas inovações na técnica de fabricação, como a divisão do trabalho mais minuciosa e a produção em série. Na indústria da lã, por exemplo, cada categoria de trabalhadores se especializava em uma fase do processo: lavagem, desengorduramento, batedura, cardadura, penteadura, fiação, tecelagem. Essa divisão permitia mais agilidade e regularidade nas operações, onde se produzia mais e o custo dos produtos baixava. Esse sistema foi constantemente aperfeiçoado, surgindo assim, a produção em série (DOBB, 1983). “No processo da divisão e organização do trabalho e na história do modo de produção capitalista, surgiram quatro momentos bem característicos: a cooperação simples, a manufatura, a maquinaria e a automação. As quatro fases foram sucessivas, de acordo com a evolução tecnológica da época, e ocorreram com o objetivo de aumentar a produtividade na classe trabalhadora para suprir a necessidade de consumo da população e para gerar mais capital para a classe dominante (MENDES E LEITE, 2004, p.87).” A primeira geração de operários das fábricas era formada por: ex-camponeses que o progresso técnico expulsou dos campos levando a procurar emprego nas cidades; ex- artesãos arruinados pela concorrência do trabalho manual; e toda a sorte de pobres de diversas idades e ambos os sexos, obrigados a se submeter às condições subumanas de trabalho por baixíssimos salários. Na fábrica, os turnos variavam de doze a dezesseis horas de trabalho por dia; os ambientes eram inadequados à saúde; e o controle era muito severo. A casa era apenas um dormitório onde a família toda se revezava na utilização das poucas camas. Segundo um relatório de 1883 sobre as condições de vida da população operária inglesa, assim era um dia de trabalho normal de um operário adulto, sadio e com família para sustentar:  4-5 horas: acordar; uma xícara de chá.  6 horas: início do trabalho na fábrica.  8 horas: 30 minutos para uma pequena refeição, composta de uma xícara de chá e um naco de pão, feita enquanto controlavam as máquinas.
  • 17.  12-13 horas: descanso para o almoço, que era trazido de casa, normalmente apenas algumas batatas cozidas; os operários mais bem remunerados podiam se permitir um pedaço de carne de porco.  13/20-21 horas: trabalho contínuo, interrompido apenas por 20 minutos para “pão e chá”, durante a pausa, as máquinas deviam ser mantidas sob controle. O relatório afirma: “Os operários trabalham numa sala cheia, com temperatura elevada, de modo que ao serem dispensados estão exaustos”.  22-23 horas: retorno à casa da família operária (pai, mãe, filhos, já que todos trabalham em fábrica). O jantar era composto de mingau ou sopa de aveia ou qualquer outro cereal, e batatas cozidas em água e sal. Após o jantar, cama, porque às 4 ou 5 horas deviam estar de pé para trabalhar. O único dia de folga, na semana, era o domingo; as férias limitavam-se a quatro ou cinco dias por ano (DOBB, 1983). “Nesse tipo de organização de trabalho, as pessoas deixaram de trabalhar em casa e passaram a ir até as fábricas; logo os inventos foram privilegiados em detrimento dos trabalhadores. Foi um período de muita tensão social e de más condições de trabalho (MENDES E LEITE, 2004, p.88).” No trabalho desenvolvido nas fábricas, a tecnologia facilitou o manuseio das máquinas, porém impediu o movimento corporal durante a vigilância do funcionamento das mesmas, causando uma monotonia e ocasionando direta ou indiretamente o sedentarismo no trabalhador (MENDES E LEITE, 2004). Uma das mais importantes conseqüências da Revolução Industrial foi o surgimento da classe operária, submetida às condições de vida extremamente duras. A migração de indeterminados números de camponeses atraídos pelas fábricas ocasionou o rápido desenvolvimento das cidades. O crescimento repentino da população levou a cidade a expandir-se desordenadamente. Em meados do século XIX, na cidade de Liverpool (Inglaterra), por exemplo, a sexta parte da população morava em porões. Os quartos eram mal arejados, às vezes sem nenhuma abertura para o exterior, facilitavam a transmissão de doenças; a imundície, os ratos, a ausência de esgotos, a infiltração de excrementos nos poços locais, tudo contribuía para a propagação de moléstias. A falta de água afastava por completo a possibilidade de limpeza doméstica e higiene pessoal.
  • 18. Ao concentrar no mesmo espaço físico milhares de trabalhadores, a cidade industrial foi um dos fatores que contribuíram para a formação da consciência operária, pois devido às péssimas condições de vida, pelos baixos salários e pelo pesadelo das doenças e do desemprego, os trabalhadores foram percebendo que pertenciam todos a um grupo social unido pelos mesmos interesses. Essa tomada de consciência foi o ponto de partida para os movimentos sociais em favor dos direitos operários que agitaram o século XIX (DOBB, 1983). A primeira forma de protesto e de luta foi o chamado luddismo, ou seja, a revolta contra as máquinas. Aparentemente, a intenção dos operários era lógica, já que a máquina, funcionando 24 horas por dia, com precisão e a baixo custo, fora responsável pela destruição das antigas profissões. De qualquer modo, o luddismo não iria resolver o problema dos operários. Se, por um lado, as máquinas tinham transformado duramente as condições dos trabalhadores, por outro, produziam artigos a baixo custo e em quantidades nunca antes registradas. Além disso, era a expressão de um progresso técnico que já não podia retroceder. Percebendo a inutilidade do luddismo, os trabalhadores procuraram novas formas de organização. Surgiram, assim, as primeiras “caixas de socorro mútuo”. Cada sócio doava uma parcela de seu salário a um fundo destinado a sustentar doentes, acidentados e desempregados; em alguns casos pagava-se uma pequena pensão aos trabalhadores idosos ou inválidos. Olhando ao certo a produção fabril verifica-se que é o homem que aliena sua força de trabalho para gerar riquezas privadas. Nesse tipo de atividade o homem se torna infeliz, não desenvolve sua potencialidade, sente-se como algo externo a si mesmo "e só se sente ele próprio quando fora do trabalho"; no trabalho, sente-se "fora de si mesmo"(DOBB, 1983). 2.2 Fatores de Risco no Ambiente de Trabalho 2.2.1 Estresse O estresse é uma reação fisiológica associada ao estilo de vida atual, mas ela não é uma característica nova e exclusiva dos tempos modernos, pois sempre esteve presente no ser humano como uma forma de garantir a sobrevivência. O que se tem de novo é um
  • 19. maior conhecimento sobre o assunto, o reconhecimento que a reação existe e a consciência geral de sua expressão. As pesquisas na área têm divulgado os efeitos prejudiciais que o estresse pode ocasionar no dia-a-dia das pessoas e no ambiente de trabalho (MENDES E LEITE, 2004). Hoje o estresse corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio. Trata-se, portanto, de uma agressão e reação, de uma interação entre a agressão e a resposta, como propôs o médico canadense Hans Selye, o criador da moderna conceituação de estresse. O estresse fisiológico é uma adaptação normal; quando a resposta é patológica, em indivíduo mal-adaptado, registra-se uma disfunção que leva à distúrbios transitórios ou a doenças graves, mas no mínimo agrava as já existentes e pode desencadear aquelas para as quais a pessoa é geneticamente predisposta. Aí se torna um caso médico por excelência. Nestas circunstâncias desenvolve-se a famosa síndrome de adaptação, ou a luta-e-fuga (fight or flight), na expressão do próprio Selye. (BERNIK, 2006) “A palavra estresse tem sido associada ao significado de pressão e insistência e estar estressado ao de estar sob pressão ou sob ação de estímulos insistente. As respostas ao agente estressor têm um componente individual e dependem da relação que o organismo tem com o ambiente (MENDES E LEITE, 2003).” Ele pode participar de todas as nossas manifestações doentias, desde um simples mal-estar até um câncer. Causa sofrimento, deterioração e envelhecimento do nosso organismo, produz sintomas, precipita doenças que estavam em um estado e agrava doenças existentes (LIMA, 2003). O organismo sofre de forma crônica com a necessidade de viver um ritmo de contínua adaptação. Em conseqüência, aparecem sinais e sintomas de doenças como hipertensão, infarto agudo do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais, enxaqueca, distúrbios gástricos e intestinais, ansiedade e depressão (MENDES E LEITE, 2003). O estresse relacionado ao trabalho custa para a empresa milhões de despesas todos os anos, seja na forma de falta dos funcionários, seja no mau desempenho dos mesmos ou ambos. Todas as pessoas podem e devem controlar o estresse profissional. Conhecer os principais sinais desse distúrbio favorece a ação rápida e eficaz para proteger a si mesmo, aos colegas, aos subordinados e aos demais funcionários de uma empresa. No ambiente de trabalho e em outros locais do cotidiano, os indivíduos estão continuamente exposto a
  • 20. situações com diversos graus de estresse, o que exige adaptação contínua para manter o equilíbrio. O grau de estresse avança porque muitas vezes não se tem como hábito a prática da procura ativa de saúde, felicidade e qualidade de vida. Espera-se que as coisas boas aconteçam por acaso, ou que sejam propiciadas pelo outro, e tal realidade não se difere nas organizações (LIMA, 2003). Assim, reconhece-se que o estresse tem três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:  A fase aguda É a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.  A fase de resistência Se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer às primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, sudoreses frios, dores musculares ou dores de cabeça freqüentes são os sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse, e a síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa:  A fase de exaustão É a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas (BERNIK, 2006). Os sinais físicos do estresse podem ser observados nos trabalhadores, mas constantemente devemos observar também nossas alterações; afinal, nosso esforço e carga são de grande existência. Sinais Físicos  Dores de cabeça constantes;  Dores no pescoço, ombro e costas;  Ansiedade  Indigestão, náuseas;  Dores articulares. Sinais Mentais
  • 21.  Perda da capacidade de concentração durante qualquer intervalo de tempo;  Sensação de isolamento;  Conversa negativa “consigo mesmo”. Efeitos sobre o Comportamento  Andar de um lado para a outro de forma inquieta;  Tiques nervosos, como esfregar as mãos;  Falar demasiadamente rápido e ir apressado para todo lado (mesmo quando não está atrasado);  Incapacidade de relaxar;  Fadiga constante;  Insônia;  Comer mais e engordar;  Fumar e beber mais. 2.2.2 Sedentarismo O sedentarismo vem sendo considerado a doença do novo milênio, que é definida como a falta ou a grande diminuição da atividade física, a qual está por sua vez relacionada com o estilo de vida do indivíduo, tendo como conseqüência uma regressão dos sistemas funcionais, ou seja, no caso dos músculos esqueléticos, uma atrofia nas fibras musculares, perda parcial da flexibilidade articular e também um comprometimento de alguns órgãos vitais (FARINATTI, 2005). “A mecanização da indústria, revolução tecnológica e a informatização dos serviços, resultaram nas diversas facilidades da chamada vida moderna e refletiram diretamente na maneira de viver das pessoas, fazendo com que modificassem todo seu comportamento, principalmente no que tange a execução das tarefas do cotidiano e consequentemente ao longo de toda a sua vida (LIMA, 2003, p. 07).” A condição de sedentarismo se prende ao nível de condicionamento físico baixo, e não à idade avançada e/ou a um percentual de gordura elevado. A pessoa sedentária ou fisicamente inativa é aquela que não realiza habitualmente atividade física com intensidade suficiente, volume adequado e freqüência compatível para desenvolvimento de aptidão física.
  • 22. Para se afirmar que uma pessoa é sedentária, deve se avaliar o quanto ela gasta de energia durante a atividade executada no trabalho e no lazer. Um indivíduo para ser considerado sedentário deve possuir um gasto calórico em atividades físicas, no trabalho e no lazer inferior a mil kcal por semana. A inatividade física tem sido considerada um dos fatores responsáveis pelo progressivo aumento da mortalidade, devido principalmente à cardiopatia coronariana aterosclerótica. Atualmente as companhias seguradoras têm fornecido dados mostrando que 40% dos óbitos são devido a problemas cardíacos. Em contrapartida, os trabalhadores de profissões ricas em movimento corporal, como os entregadores de carta, apresentaram aproximadamente 22% de mortes devido a esses problemas (MENDES E LEITE, 2004). O sedentarismo é considerado um importante fator de risco alterável para as doenças cardiovasculares (DCV). Para isso, basta às pessoas praticarem atividades físicas e aeróbicas regularmente, para diminuir o risco de sedentarismo e outros fatores de risco de DCV como o estresse, a hipertensão, a obesidade e o aumento do colesterol (MENDES E LEITE, 2004). 2.3 Atividade Humana As atividades humanas são constituídas por um conjunto de ações que apresentam qualidades, demandam capacidades, materialidade e estabelecem mecanismos internos para sua realização. Elas podem ser desdobradas em etapas, configurando um processo na experiência da vida real do sujeito. A linguagem da ação é um dos muitos modos, o mundo, o espaço e o tempo em que vivemos, e a nossa cultura. Ela se apresenta como uma experiência organizada em estruturas definidas cujas bases referem-se à realidade do homem como ser social e ao seu relacionamento com seu mundo material (DE CARLO E BARTALOTTI, 2001). Por Atividade Humana, Vazquez defende aquela que só se verifica quando os atos dirigidos e um objeto para transformá-lo se inicia com um ideal e termina com um resultado real. Em Terapia Ocupacional, muitas vezes se fala em atividade humana, deixando implícito o que é e o que não é. As atividades humanas são atividades próprias do ser humano: o trabalho, o lazer, a arte, a ciência, o esporte, etc. As Atividades Inumanas, Desumanas ou Sub-Humanas são as atividades como: o trabalho forçado, o trabalho do
  • 23. menor, o trabalho fragmentado, as atividades em condições que produzem doenças ocupacionais como ruídos, calor, poluição, etc., e as demais atividades que geram prejuízo ao ser humano (MACHADO, 2000).
  • 24. CAPÍTULO III TERAPIA OCUPACIONAL Terapia Ocupacional é a arte e a ciência de orientar o homem para execução de determinadas tarefas, com o objetivo de restaurar, reforçar e melhorar o seu desempenho, facilitar o aprendizado de ofício e funções essenciais a sua adaptação ao meio e sua produtividade, diminuir ou corrigir tendências patológicas, melhorar e conservar a saúde (SÁ, 2006). 3.1 Intervenção da Terapia Ocupacional no Local de Trabalho 3.1.1 Exercícios realizados na GLP. Afinal, quem nunca chegou ao trabalho cansado, com sono, ou preocupado com os problemas familiares? A GLP tem por objetivo despertar, espreguiçar, sorrir, aquecer o corpo e aliviar as tensões acumuladas, renovando suas energias, para o início do trabalho. Segue agora, uma seqüência se exercícios realizados na GLP: 1. Alinhar a coluna: cruzar o braço esquerdo sobre o direito, posicionar a palma da mão direita com a esquerda, erguer o braço, prolongando-o para cima até um limite confortável. Manter a posição por 30 segundos e descer lentamente, relaxando. Inverter a posição dos braços, e realizar novamente o exercício.
  • 25. 2. Alongamento longitudinal dos músculos da coluna vertebral: apoiar a mão direita na cintura e prolonga o braço esquerdo acima da cabeça, o máximo possível. Manter a posição por 30 segundos, voltar devagar e relaxar. Inverter os braços e repetir o exercício. 3. Alongamento dos músculos posteriores da região cervical: flexionar a coluna vertebral, aproximar o queixo no peito, apoiar as mãos na nuca e soltar o peso dos braços lentamente até um limite confortável, aproximando os cotovelos e apontando-os para baixo. Voltar devagar e relaxar.
  • 26. 4. Alongamento dos músculos laterais da região do pescoço; flexionar lateral a cabeças para o lado direito, apoiar a mão direita na lateral esquerda da cabeça e realizar uma pequena tração. Manter a posição por 30 segundos e voltar devagar. Realizar o exercício do outro lado. 5. Alongar os músculos abdutores do braço: cruzar o braço direito à frente do peito com a palma da mão voltada para trás e, com a mão esquerda apoiada no antebraço direito, realize uma tração levemente para próximo do peito. Manter a posição por 30 segundos e voltar lentamente, relaxando. Repetir o exercício do outro lado
  • 27. 6. Alongar tríceps: levantar o braço direito, fletir a articulação do cotovelo e com a mão esquerda puxar levemente o braço direito em direção à região posterior da cabeça. Sustentar a posição por 30 segundos e voltar lentamente, relaxando. Realizar o mesmo exercício com o outro braço. 7. Alongar os músculos tríceps deltóides (porção clavicular): erguer o braço direito, fletir a articulação do cotovelo levando ao máximo a mão para trás em direção à coluna – estendendo o braço. Fletir a articulação do cotovelo, elevar a mão esquerda atrás do tronco em direção à cabeça e tentar aproximar as mãos, sustentar a posição por alguns segundos e voltar levemente. Realizar o exercício invertendo a posição dos braços.
  • 28. 8. Alongar os músculos abdutores do braço: aduzir (cruzar) os braços; com o direito à frente do peito, fletir articulação do cotovelo, levando a mão direita para trás da cabeça, apoiar a mão esquerda no cotovelo e empurrá-lo levemente para trás. Manter a posição por 30 segundos, voltar lentamente e realizar para o outro lado. 9. Alongar os músculos do peitoral e deltóide (porção clavicular): posicionar os braços atrás do tronco, cruzar os dedos com a palma da mão voltada para o corpo e elevar os braços até um limite em que não sinta dor(confortável). Sustentar a posição por 30 segundos e voltar lentamente relaxando.
  • 29. 10. Alongar flexores dos dedos e do punho: aduzir o braço, fletir o cotovelo e o antebraço em supinação, aproximar o membro direito no tronco, alongar dedo por dedo mantendo a extensão de punho. Terminando de alongar todos os dedos, relaxar o braço e realizar o exercício com o outro lado. 11. Alongar os músculos extensores curto e longo do polegar: sustentar o braço direito ao lado do corpo, fletir a articulação do cotovelo e do punho, e com a mão esquerda “empurrar” o polegar em direção ao antebraço. Sustentar a posição por 30 segundos até um limite que não sinta dor (confortável) e voltar lentamente, relaxando. Realizar o exercício com o outro lado.
  • 30. 12. Alongar flexores dos dedos e do punho: sustentar o braço direito com extensão de punho e dedos a 90º (abaixo do ombro), e estender cotovelo. Apoiar a palma e os dedos da mão esquerda na palma e dedos da mão direita, puxando levemente os dedos da mão direita em direção ao antebraço. Manter a posição por 30 segundos e voltar lentamente, relaxando. Repetir o exercício com outro braço. 13. Alongar extensor de punho: sustentar o braço direito com flexão a 90º, estender o cotovelo, antebraço em pronação (palma da mão para baixo) e o punho em flexão. Apoiar a palma da mão esquerda no dorso da mão direita e puxar levemente em direção ao braço, não esquecendo de incluir o polegar. Sustentar a posição e repetir o exercício.
  • 31. 14. Alongar os músculos flexores dos dedos: entrelaçar os dedos, direcionar as palmas das mãos para cima, próximo ao peito, e tentar aproximar os cotovelos até um limite confortável. Sustentar a posição por 30 segundos e voltar lentamente, relaxando. 15. Alongar a musculatura anterior da coxa (quadríceps): em pé (se necessário, apóie-se na parede), fletir a articulação do joelho da perna direita e tentar com a mão do mesmo lado do segmento inferior ou o inverso segurar a ponta do pé. Sustentar o joelho da perna de apoio em semiflexão segurar a posição por 30 segundos e voltar devagar, relaxando. Realizar o exercício com o outro lado.
  • 32. 16. Alongar a musculatura anterior da coxa: de pé, em posição ortostática, fletir a articulação do joelho direito, posicionar a perna à frente da coxa esquerda, e com a mão esquerda segurar no pé direito e puxá-lo para cima. Se necessário apóie-se na parede para equilibrar-se: sustentar a posição por 30 segundos e voltar lentamente, relaxando. Realizar o exercício com o outro segmento. 17. Alongar musculatura adutora das pernas: com as pernas afastadas e joelhos semiflexionados, estender o joelho esquerdo e fazer a dorso flexão do pé, mantendo apoio no calcanhar. Realizar flexão de tronco lentamente, com mãos apoiadas no chão (ou nas coxas e nas pernas) até um limite confortável. Sustentar a posição por alguns segundos e voltar lentamente, realizar o exercício para o outro lado.
  • 33. 18. Alongar posterior de coxa e de perna: coloque a perna direita à frente, mantendo o joelho estendido e, lentamente, realizar flexão de tronco com as mãos apoiadas na perna e no hálux até um limite confortável. Sustentar o joelho da perna de apoio em semiflexão, e as costas eretas. Voltar lentamente, relaxar as pernas e realizar o exercício com o outro segmento. 19. Alongar o músculo tríceps sural: com as pernas unidas e com os joelhos semiflexionados, descer o tronco lentamente, flexionando-o até um limite confortável. Estender apenas o joelho esquerdo e realizar a dorso flexão do pé esquerdo. Se conseguir, puxar a ponta do pé para cima e manter a posição por 30 segundos. Apoiar totalmente o pé esquerdo, fletir o joelho e realizar o exercício com a perna direita. Após realizar o exercício com a perna direita, fletir os joelhos, mantendo as mãos apoiadas nas pernas e coxas, e subir lentamente, sendo a cabeça a última a chegar.
  • 34. 20. Alongar os músculos posteriores da coxa: cruzar a perna direita à frente da esquerda, manter os joelhos semiflexionados e fletir o tronco lentamente até um limite confortável. Deixar as mãos apoiadas no chão, na coxa ou na perna, e estender o joelho esquerdo, voltar lentamente com as mãos apoiadas na perna e coxa, sendo a cabeça a última a chegar. Relaxar e repetir o exercício invertendo a posição das pernas. 21. Alongar região lombar e músculos posteriores da coxa: deixar as pernas unidas e os joelhos semiflexionados, fletir o tronco até um limite confortável com as mãos apoiadas no chão, nas coxas ou nas pernas. Após sustentar a posição por alguns segundos, estender levemente os dois joelhos. Sustentar a posição por 30 segundos, flexionar os joelhos e voltar lentamente, sempre com as mãos apoiadas nas pernas e nas coxas, sendo a cabeças a última a chegar (PICOLI E GUASTELLI, 2002).
  • 35. 3.1.2 Exercícios realizados na GLC. Durante o expediente de trabalho, quem nunca teve vontade de parar, deitar, relaxar e aliviar o stress acumulado? A GLC é uma pausa realizada no meio do expediente de trabalho, que promove um alívio do cansaço, um relaxamento das musculaturas envolvidas no trabalho, tornando o retorno para o restante do expediente mais eficiente. Segue agora uma seqüência de exercícios realizados na GLC: 1. Sentado em um banco ou cadeira, o trabalhador coloca as duas mãos no abdome, faz a inspiração pelo nariz e leva o ar para a região abdominal, ao mesmo tempo em que executa a abdução dos ombros (abertura) com cotovelos semifletidos. Em seguida expira o ar pela boca, realizando a adução dos ombros (fechar). Repetir o exercício dez vezes.
  • 36. 2. Em pé, fletir o tronco à frente, estender o membro inferior esquerdo para trás e realizar um abdução dos ombros, como um formato de avião. Manter a posição por quinze segundos. Realizar o mesmo exercício, estendendo o membro inferior direito. 3. Três balões, um para cada mão e um para o pé direito. Movimentar os balões simultaneamente com as mãos e com o pé direito. Realizar novamente o exercício como balão no pé esquerdo.
  • 37. 4. Duas pessoas abraçadas lateralmente, com o braço esquerdo da pessoa A por trás do corpo da pessoa B e o braço direito da pessoa B por trás do corpo da pessoa A. Como se fossem apenas uma, a pessoa A passa o balão com a mão direita para a mão esquerda da pessoa B. Alterar as posições e realizar o exercício novamente. 5. Em ortostatísmo (em pé), fazer uma flexão lateral direita da região cervical e permanecer na posição por vinte segundos. Realizar o mesmo movimento para o lado esquerdo e mantendo a posição por vinte segundos.
  • 38. 6. Em ortostatísmo, iniciar o movimento com elevação e depressão do ombro esquerdo. Posteriormente, realizar com o lado direito. Executar duas vezes de cada lado. 7. Em ortostatísmo, fazer o movimento coma projeção simultânea dos ombros para frente, no plano sagital e depois para trás.
  • 39. 8. Em ortostatísmo, fazer uma flexão horizontal do ombro, cruzar e alongar o braço esquerdo na altura do trórax com o cotovelo estendido. Em seguida tracionar o cotovelo do mesmo braço com a mão direita. Permanecer na posição do exercício por vinte segundos. Realizar o mesmo exercício com o braço direito. 9. Em ortostatísmo, abduzir o ombro direito a 180°, fletir o cotovelo e colocar a palma da mão direita aberta nas costas. Com a ajuda da outra mão, puxar o cotovelo em direção à linha média do corpo. Manter o exercício na posição máxima de alongamento, por vinte segundos. Realizar o mesmo movimento com o membro superior esquerdo.
  • 40. 10. Em ortostatísmo, realizar uma hiperextensão do ombro e cruzar os dedos das mãos atrás do corpo. Movimentar os membros superiores para trás (espreguiçar-se ao máximo). Manter a posição alongada ao máximo durante vinte segundos. Realizar o exercício três vezes. 11. Em ortostatísmo, na posição anatômica, iniciar o exercício fazendo simultaneamente flexão dos dois cotovelos, do quadril e joelho do membro inferior direito. Voltar à posição inicial estendendo os cotovelos e o membro inferior direito. Em seguida, novamente fletir os dois cotovelos juntamente com membro inferior esquerdo. Repetir o exercício dez vezes para cada lado.
  • 41. 12. Alongamento das musculaturas dos membros inferiores: trabalhadores em ortostatísmo, dois a dois, um frente ao outro. Com as mãos apoiadas nos ombros do colega, membro inferior direito estendido para trás e membro inferior esquerdo fletido à frente. Manter a posição por vinte segundo. Em seguida, trocar o lado a ser alongado. 13. Em ortostatísmo, joelhos semifletidos e pés afastados na largura dos ombros, iniciar o alongamento com flexão bilateral de ombro a 90°. Com os dedos das mãos cruzados e a cabeça fletida para baixo, manter em posição alongada ao máxima por quinze segundos. Realizar o exercício três vezes.
  • 42. 14. Em ortostatísmo, com os joelhos semiflexionados e pernas afastadas na largura dos ombros, utilizar uma bolinha de borracha, para realizar uma automassagem no braço e no antebraço. Realizar o exercício dez vezes em cada braço. 15. Atividade realizada em grupo com balões, promovendo uma atividade recreativa e descontraída, onde o grupo de trabalhadores se mistura no espaço, tendo que manter os balões no ar, sem deixá-los cair ao chão (MENDES E LEITE, 2004).
  • 43. 3.1.3 Exercícios realizados na GLR. No fim do expediente de trabalhador, qual trabalhador não se sente exausto e coma musculatura do corpo tencionada? A GLR tem por finalidade, relaxar e descansar a musculatura envolvida nas tarefas diárias, além de promover uma melhor oxigenação das mesmas, promovendo assim um descanso maior para o trabalhador. Segue abaixo uma seqüência de exercícios realizados na GLR: 1. Alongar o músculo longitudinal do tronco: erguer o braço direito acima da cabeça ao máximo, descer devagar o braço, relaxar e trocar os braços e repetir o exercício.
  • 44. 2. Alongar o músculo tríceps: erguer os braços, fletir os cotovelos e apóias as mãos nos cotovelos, cruzando os antebraços. O braço direito traciona o esquerdo, puxando-o para o lado direito. Manter a posição por 30 segundos e voltar à linha mediana. Realizar o exercício do outro lado. 3. Alongar o músculo deltóide: com o braço direito à frente do tronco, apoiando as mãos nos cotovelos e cruzando os antebraços, estende-lo, sendo este tracionado pelo braço esquerdo, aproximando o braço direito do peito. Manter a posição por 30 segundos e voltar lentamente. Realizar o exercício para o outro lado.
  • 45. 4. Alongar o músculo posterior do tronco: cruzar os dedos, estender os cotovelos, fletir os braços a 90º, manter as pernas afastadas com os joelhos semifletidos e prolongar, até um limite confortável, os braços à frente, realizando pequena acentuação da curvatura cifótica, e direcionar à lateral direita. Manter a posição por alguns segundos e realizar o exercício pro lado esquerdo. 5. Alongar os músculos abdutores dos braços: aduzir os braços à frente do tronco, cruzando-os e sobrepondo-os, levando as mãos ao máximo para trás do ombro; manter a posição por 30 segundos, voltar lentamente, relaxar e inverter a posição dos braços e realizar o exercício novamente.
  • 46. 6. Alongar os músculos extensores do punho: fletir os cotovelos e o punho direito e, com a palma da mão esquerda, empurrar o dorso da mão direita. Manter a posição por 30 segundos, relaxar e trocar as mãos de posição para repetir o exercício. 7. Alongar os músculos flexores do punho e dos dedos: posicionar o braço direito com uma flexão de 45º, estender o cotovelo, com a palma da mão voltada para frente e estender o punho com os dedos voltados para baixo. Com os dedos da mão esquerda apoiados na mão direita, puxá-los em direção ao antebraço até um limite confortável. Trocar as mãos e repetir o exercício.
  • 47. 8. Alongar o músculo abdutor da coxa: em pé, com o joelho da perna esquerda em semiflexão, erguer o joelho direito, realizando uma flexão de quadril com adução da coxa, mantendo o joelho direito fletido. Permanecer nessa posição por 30 segundos e voltar lentamente, relaxando. Realizar o exercício com a outra perna. 9. Alongar a musculatura glútea e compensar a região lombar: em posição ortostática, elevar a perna direita, com o joelho flexionado e o pé relaxado. Apoiar as mãos no joelho e puxar na direção do peito até um limite confortável. Não deixar o tronco descer, mantê-lo sempre ereto e, após 30 segundos, voltar devagar. Realizar o exercício com a outra perna.
  • 48. 10. Alongar o músculo quadríceps: em posição ortostática, fletir o joelho direito e com a mão esquerda, segurar a ponta do pé, se possível for. Levar o joelho para traz, sem encostar o calcanhar na região glútea. Manter aposição por 30 segundos e voltar lentamente, relaxando. Realizar o exercício com a outra perna. 11. Alongar a região posterior da perna: afastamento ântero-posterior das pernas, posicionar a perna direita atrás, manter o joelho estendido e a perna esquerda à frente como joelho semifletido. Com o tronco alinhado e ereto, manter a posição por 30 segundos e trocar as pernas e repetir o exercício.
  • 49. 12. Alongar o músculo posterior dos membros inferiores: com as pernas em afastasmento ântero-posterior e joelhos semifletidos, realizar flexão de tronco até um limite confortável e descer sempre com as mãos apoiadas no chão. Entender os joelhos levemente, manter a posição por 30 segundos, fletir os joelhos e voltar lentamente o tronco, alinhando-o, levantando a cabeça por último. Inverter o lado e realizar o exercício novamente. 13. Alongar a musculatura adutora da coxa: com as pernas afastadas, fletir o joelho direito, estender o joelho esquerdo e posicionar a ponta do pé para cima. Realizar flexão de tronco sobre a perna esquerda até um limite confortável, apoiando as moa no pé e no chão, manter a posição por 30 segundos e voltar lentamente. Trocar o lado e repetir o exercício.
  • 50. 14. Alongar a região lombar e os músculos posteriores da coxa: manter as pernas afastadas, os joelhos semifletidos, e realizar flexão de tronco deslizando as mãos pelas coxas e pernas, até um limite confortável. Manter nessa posição por alguns segundos e depois estender lentamente os joelhos. Permanecer na posição por 30 segundos, em seguida flexionar os joelhos e subir lentamente o tronco apoiando as mãos nas pernas e coxas, sendo a cabeça à última a levantar. 15. Alongar a região lombar: com as pernas afastadas e os joelhos semifletidos, flexionar o tronco descendo com as mãos apoiadas nas coxas e pernas. Relaxar os braços e o tronco até um limite confortável por 30 segundos e voltar lentamente, sempre mantendo as mãos apoiadas, sendo a cabeças a última a levantar, e por fim alinhando o tronco (PICOLI E GUASTELLI, 2002)
  • 51. CONSIDERAÇÕES FINAIS As inovações tecnológicas trazidas pela Revolução Industrial, além de proporcionar um grande aumento no capital do país, levou os trabalhadores a uma repetitividade exacerbada dos movimentos corporais, requeridos em suas funções. Conseqüentemente essa inovação tecnológica, provocou vários problemas para a saúde dos trabalhadores, como: LER/DORT, estresse e sedentarismo, como apresentado no respectivo trabalho. A verdade é que todos nós encontramos dificuldades para introduzir em nosso cotidiano o hábito de exercícios, o que pode levar a alguns prejuízos para nossa saúde, motivo este que alguns trabalhadores, acabam sendo escravos do trabalho, na maioria das vezes impostos pelas empresas, pois o que ainda hoje conta é a produção em grande escala e muitas vezes o homem fica em segundo plano não tendo tempo para si mesmo. Foi por acreditar que o homem ainda que sobrecarregado nas empresas, poderá alcançar de forma saudável, o seu bem estar físico e mental, por isso nós Terapeutas Ocupacionais conhecedores da saúde, temos como objetivo junto à empresa proporcionar uma jornada de trabalho mais prazeroso e que vise à qualidade de vida do trabalhador, prevenindo lesões e sendo um grande contribuídor para a redução de custos monetários, com menos indenizações e processos judiciais contra a empresa.
  • 52. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Elizabete. A importância da Ginástica Laboral no trabalho. Disponível em: http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/prevencao/ginastica_laboral.asp. Acesso: 11 ago. 2006. BERNIK, Vladimir. Estresse, o assassino silencioso. Cérebro & Mente. [S.I.: s.n.]. Ago./nov. 1997. DE CARLOS, Marysia Mara Rodrigues do Prado e BARTALOTTI, Celina Camargo. Terapia Ocupacional no Brasil: São Paulo: Plexus, 2001. 181 p. DOBB, Maurice. A Evolução do Capitalismo. 9. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1983. FARINATTI, Paulo de Tarso Veras. Educação Física Versus Mal do Século. Rev. E.F., [S.I.: s.n.]. v. 16, p. 15, jun. 2005. GOULART, Adriano; BECKER, Madalena. Ginástica laboral. Revista Proteção, Porto Alegre, v. 2, [s.n.], p. 48 – 49, abr. 1999. JÚNIOR, Liderval Ferreira de Santana. Ginástica Laboral e Condicionamento Físico para Profissionais Liberais. Disponível em: http://www.craneum.com.br/condicionamento.htm. Acesso: 11 ago. 2006. LIMA, Valquíria de. Ginástica Laboral: atividade física no ambiente de trabalho. São Paulo: Phorte, 2003. 240 p. MACHADO, Marilia Caniglia. Terapia Ocupacional, saúde práxica e pós-modernidade: Belo horizonte: Guatiara, 2000. 46 p. MENDES, Ricardo Alves; LEITE, Neiva. Ginástica Laboral: princípios e aplicações práticas. Barueri: Manole, 2004. 208 p.
  • 53. MOTA, Márcio Rabelo. Musculação e ginástica laboral na melhoria da saúde e qualidade de vida. Vida & Saúde. [S.I.], v. 1, [s.n.], n. 3, p. 32 – 33, dez. 2002. PICOLI, Elaine Borges; GUASTELLI, Claudia Regina. Ginástica Laboral: para cirurgiões-dentistas. São Paulo: Phorte, 2002. 47 p. SÁ, Patrícia Maria Michielon Vieira. O que é Terapia Ocupacional. Disponível em: http://www.drgate.com.br/index.php?option=com_content&Itemid=67&task=view&id=16 9. Acesso: 21 nov. 2006. VERDERÍ, Érica Beatriz. Programa de Educação Postural. 2. ed. São Paulo: [s.n.]. 2005.