2 portfólio

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2 portfólio

  1. 1. O USO DO PORTFÓLIO NA FORMAÇÃO DE ALFABETIZADORES... POSSIBILIDADES E LIMITES...
  2. 2. Escrever deve ser relevante para a vida [...] uma necessidade intrínseca [...] o ato de escrever deveria estar incorporado a uma tarefa que se mostrasse necessária e relevante [...]. Apenas assim podemos estar certos de que ela se desenvolverá não como uma questão de hábitos manuais, mas como uma forma de discurso, realmente nova e complexa. Vygotsky
  3. 3. O quê? Portfólio, portfolio ou portefólio, portafólio é uma lista de produções de um profissional/ aprendiz ou de uma instituição registrados em um mesmo suporte. É uma coleção dos trabalhos que foram elaborados em um processo relacionado com o alcance dos objetivos propostos.
  4. 4. O quê? O Portfólio, segundo Seldin (1991), é um documento personalizado que representa os objetivos e trabalhos específicos de seu autor”. O Portfólio deverá ser uma compilação de documentos, instrumentos, dados, etc... Que um professor escolhe na sua atividade de ensino, arquiva e usa para avaliar a qualidade do seu trabalho.
  5. 5. O quê? Hernández (1998) define portfólio como sendo um “continente de diferentes classes de documentos (notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controle de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc) que proporciona evidências do conhecimento que foi construído, das estratégias utilizadas e da disposição de quem o elabora em continuar aprendendo” (p. 100).
  6. 6. O quê? Machado (1998) dá a seguinte definição com base em pressupostos backtinianos (Diário de Leituras): “O termo pode referir-se a um portador de textos específico, o caderno diário, que contém um conjunto de textos que se escreve periodicamente, ou cotidianamente, [...] abrangendo textos de variadas formas e conteúdos, que podem se basear em gêneros totalmente diferentes.”
  7. 7. O quê? O portfólio é compreendido como instrumento facilitador dos processos de auto e heteroavaliação, nas funções simultâneas de estruturação e revelação dos processos de desenvolvimento profissional
  8. 8. O uso do portfólio como instrumento de avaliação e, ao mesmo tempo, estratégia de formação tem acontecido na última década (SÁCHAVES, 2004, 2005; CURTIS, 2000; NUNES, 2000). Uma das razões para a defesa de seu uso reside no fato de se atribuir a ele uma dimensão reflexiva e processual.
  9. 9. Segundo pesquisas, a partir de 1990, mais de 500 faculdades e universidades dos EUA começaram a usar os portfólios de ensino para avaliação tanto formativa como somativa. No Brasil, na última década, professores de Educação Básica passaram a usar a técnica do Portfólio para acompanhamento do desempenho dos alunos, mas não necessariamente para a melhoria das atividades docentes,
  10. 10. TODOS QUE DESEJAM...
  11. 11. “O momento é mais para inovar em avaliação do que reproduzir tradicionais modelos [...] que não respondem mais à proliferação de questões complexas [...] que a educação têm apresentado. (Penna Firme, 1998)
  12. 12. Traz a possibilidade efetiva de tornar visível o que normalmente é invisível A natureza predominantemente narrativa do portfólio reflexivo evidencia não apenas o dizível, mas, também o indizível, viabilizando o contato com significados e sentidos que em situações ordinárias de formação não seriam possíveis de serem capturados. Isso se torna possível, sobretudo, pelos níveis de criatividade e originalidade de cada portfólio e pelo modo como seus autores constroem essas narrativas.
  13. 13. Por quê?
  14. 14. Por quê? A reflexão sistemática das práticas desenvolvidas, por meio do portfólio, possibilita ao professor conscientizar-se do conhecimento que emerge do cotidiano, configurando-se em instrumento tanto organizador como revelador da aprendizagem, além de desenvolver os níveis de originalidade e criatividade profissionais.
  15. 15. É muito importante que o educador seja um profissional reflexivo, que é condição sine qua non para a compreensão do valor dos portfólios, pois segundo Zeichner (1993) quem não reflete sobre o que faz, acomodase, repete erros e não se desenvolve profissionalmente.
  16. 16. Para permitir a lógica dialética entre processo e produto e a unidade entre forma e conteúdo A produção do portfólio representa para os educadores a possibilidade de, ao produzir o seu portfólio, produzir-se, num processo semelhante ao que se dá com a narrativa na qual, “o narrador, narrando, se narra.” (SÁ-CHAVES, 2000, p.24). A produção do portfólio não deveria estar condicionada à atribuição de conceito avaliativo. Daí sua produção ser motivada pelo (re)conhecimento de seu valor enquanto instrumento formativo.
  17. 17. IMPORTANTE: O portfólio um importante elemento de avaliação. A elaboração de um portfólio já é, em si, uma aprendizagem que, acompanhada pelo professor, torna evidente os parâmetros de avaliação necessários: desenvolve a leitura e a escrita, a reflexão, o senso crítico, mostra o que foi apreendido e o que não foi etc. A leitura de um portfólio expõe a caminhada percorrida, o crescimento, fraquezas e as vitórias de cada um.
  18. 18. A produção de portfólios reflexivos possibilita a ocorrência de um “processo de consciencialização, que permite relativizar as convicções e conhecimentos próprios, ampliando o quadro de referências e abrindo novos espaços de compreensão contextualizada e de ação futura” (SÁ-CHAVES, 2005, p.8).
  19. 19. OBJETIVOS DO PORTFÓLIO (Wilkox) a)Instituir um espaço para oportunizar a constituição das subjetividades: quem utiliza portfólio na sua aprendizagem desenvolve uma grande compreensão de si, do outro e, sobretudo, das diferenças individuais. b)Oferecer oportunidade de documentar a história: são caminhos de desvendamento da realidade e de interação. É um meio de se aprofundar, de se interrogar, de se tocar no fundo de si mesmo, sobretudo de se tentar saber quem se é. (Morgenster, 1993, p.195). c) Capacitar o aprendiz para elaborar e concretizar metas para sua aprendizagem: Os alunos mostraram-se mis responsáveis e interessados por seus respectivos estudo. d) Preparar o aprendiz para assumir responsabilidades por sua aprendizagem: A aprendizagem é compartilhada com todos e o conhecimento socializado
  20. 20. O uso do Portfólio ajuda a avaliar o próprio trabalho, com relação às habilidades, competências e valores que sejam coerentes com o objetivo proposto.
  21. 21. Como? Leontiev - “Linguagem e Razão Humana”,: “é precisamente o uso da linguagem que determina o pensamento teórico do homem e isso é válido tanto para o homem adulto como para a criança” (LEONTIEV, s/d, p.36).
  22. 22. Como? “a linguagem constitui o material básico de que dispõe o homem para planejar a sua atividade, e que nisso se manifesta a capacidade ou função da linguagem como instrumento do pensar”. (LEONTIEV, s/d, p.57,).
  23. 23. Como? Essa discussão perpassa a natureza filosófica do portfólio reflexivo cuja produção fundamenta-se no uso da linguagem. A produção do portfólio tem sua gênese na interação com os outros, na ação externa, o que não dispensa o processo de autoimplicação de quem o produz. Ou seja, na produção do portfólio reflexivo, dá-se a relação dialética entre o inter e o intrapessoal.
  24. 24. Como? os portfolios como instrumentos portadores de linguagens, ao congregarem as experiências significativas, fundamentadas nas atividades práticas, possibilitam ascender ao pensamento teórico à medida que assumem “uma função simultaneamente estruturante, organizadora da coerência e uma função reveladora, desocultadora e estimulante nos processos de desenvolvimento pessoal e profissional” (SÁ-CHAVES, 2004, p.16).
  25. 25. Como? A reflexão, a avaliação e o uso do portfólio estão intimamente relacionados, pois o emprego do portfólio em avaliação requer que os professores não só coletem informações e itens para inclusão num arquivo, mas também pensem, analisem, comparem e façam comentários, por escrito, sobre o
  26. 26. REFERÊNCIAS LEONTIEV, A. Actividad, Consciencia, Personalidad. Habana: Editorial Pueblo y Educación, 1983. ______ Linguagem e Razão Humana. Portugal: Editorial Presença, s/d. MACHADO, Anna Rachel (1998) O diário de leituras: a introdução de um novo instrumento na escola. São Paulo: Martins Fontes. SÁ-CHAVES, I. (Org.) Os “Portfolios” Reflexivos (também) trazem gente dentro. Porto: Porto Editora, 2005. ______. Portfolios Reflexivos. Estratégia de formação e de Supervisão. Aveiro: Unidade de Investigação Didáctica e tecnologia na Formação de Formadores, 2004. ______.(Org.) Percursos de formação e desenvolvimento profissional. Porto: Porto Editora, 1997. VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1991. _______________ A Formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998. WILCOX, Carol. (1993) Portfolio: finding a focus. New Hampshire: University of New Hampshire. (Papers in Literacy, 1).

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