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O hipertexto digital instrucional
 

O hipertexto digital instrucional

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Apresentação sobre hipertexto digital instruccional na XXII Jornada Nacional de Estudos Lingüísticos - GELNE, Maceió, Alagoas, setembro de 2008.

Apresentação sobre hipertexto digital instruccional na XXII Jornada Nacional de Estudos Lingüísticos - GELNE, Maceió, Alagoas, setembro de 2008.

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  • Algumas pessoas quando observam o título deste trabalho, imediatamente pensam que existe algum erro no título, pois entendem que todo hipertexto é digital, mas por outro lado, poderiamos pensar que também existem textos impressos que são hipertextos. Como meu foco era o texto digital achei bom fazer esta diferenciação na minha apresentação.
    Para saber mais sobre esse assunto sugiro ler este artigo: RIBEIRO, Ana Elisa. Texto e leitura hipertextual: novos produtos, velhos processos. Linguagem & Ensino, v. 9, n. 2, p. 15-32. jul/dez. 2006. http://rle.ucpel.tche.br/php/edicoes/v9n2/01Ribeiro.pdf
    Obrigado pela compreensão.
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    O hipertexto digital instrucional O hipertexto digital instrucional Presentation Transcript

    • O Hipertexto Digital Instrucional.Características e desafios Prof. Gonzalo Abio (UFAL) gonzalo.abio@gmail.comSessão Coordenada: Algumas reflexões sobre a estrutura e construção de sentido em gêneros digitais GELNE 2008 Maceió, setembro de 2008
    • TÓPICOS- Letramento digital – Conceito em construção- Leitura na tela do computador – Uma leitura diferente? E a leitura para estudo?- O hipertexto digital instrucional- Leiturabilidade e legibilidade - Layout e organização gráfica - Organização textual- Análise de alguns hipertextos digitais instrucionais. - Livro virtual - Curso virtual - Blog de curso- Comentários finais
    • Letramento digital – Conceito em construção Novas formas de letramento (“new literacies”) que exigem habilidades para ler e escrever tanto em formato papel quanto no digital. Amplia-se a definição de letramento para incluir “as aptidões, estratégias e habilidades necessárias para poder usar com sucesso e se adaptar às rápidas mudanças nos contextos e tecnologias da informação e da comunicação que continuamente emergem em nosso mundo e influenciam todas as áreas das nossas vidas pessoais e profissionais. Esses novos letramentos nos permitem usar a Internet e as outras TICs para identificar perguntas importantes, encontrar informações, avaliar criticamente a utilidade dessas informações e poder resumi-las para responder essas perguntas e depois, comunicar as respostas aos outros” (LEU et al., 2004, p. 1572).
    • Letramento digital – Conceito em construção (Cont.) O letramento é um processo de aprendizagem social e histórica da leitura e escrita em contextos informacionais e para usos utilitários, por isso é um conjunto de práticas [...] Distribui-se em graus de domínio que vão de um patamar mínimo ao máximo (MARCUSCHI, 2001, p. 21). Aquisição de letramento eletrônico = Aquisição de segundas línguas (SELFE, 1989) Não é possível proporcionar uma definição mais exata de letramento, pois ele muda regularmente. Na medida em que aparecem novas tecnologias da informação e da comunicação, também aparecem novos letramentos (LEU et al., 2004, p. 1572). Para Soares (2002), o momento atual oferece uma oportunidade extremamente favorável para refinar e tornar mais clara a definição de letramento (p. 146).
    • Leitura na tela do computador Novos suportes – Novas leituras e novos letramentos? Sim, mas as mudanças são graduais
    • Leitura na tela do computadorEu olhei e não sabia o quefazer. Sabe quando você temuma barreira na frente? É tantaopção! e é estranho, derepente, você não conseguirler, é se sentir um analfabetomesmo. Sabe, eu nãoconseguia ler, tanto é que tinhao texto aqui (aponta para atela) e eu li e não entendi. “caso Tereza" (BUZATO, 2001). Foto tomada por Gonzalo Abio, Maceió-AL, 2007.
    • E como lemos na tela? Estratégias de leitura na tela do computador (MCALEESE, 1993, p. 30 apud BURGOS, 2007): -Pesquisar (searching). Leitura para buscar uma visão geral do conteúdo. - Procurar (scanning). Busca de uma determinada informação, já previamente escolhida. - Conduzir (browsing): O utilizador imagina um objetivo e direciona a leitura seguindo etapas pré- estabelecidas. Muito utilizado em conteúdos de aprendizagem que utilizam índices ou glossários. - Explorar (exploring): Identificação de todo o conteúdo do sítio virtual apenas explorando o conteúdo eletrônico, sem ter nenhuma temática prévia de leitura. - Vaguear (wandering): o leitor percorre de forma aleatória e superficial o ambiente hipertextual eletrônico, sem nenhum objetivo exclusivo de leitura.
    • E como lemos na tela? (Cont). Foto tomada por Gonzalo Abio, Maceió-AL, 2006.A(s) estratégia(s) utilizada(s) pelo leitor serão determinadaspelo objetivo da leitura, pela familiaridade com o suporte sítiovirtual e internet; pelo nível de compreensão estabelecidoentre a estrutura hierárquica e semântica dos hiperlinks, epor seu repertório pessoal (BURGOS, 2007).
    • Hipertexto digital instrucional Existirão diferenças entre um texto didático impresso e um hipertexto digital instrucional?
    • Hipertexto digital instrucionalDez princípios gerais para a criação de interfaces de ensino a distância (MOORE e KIRNSLEY, 2007, p. 134-5). 1- Boa estrutura: a organização do curso e seus componentes precisam ser bem definidos e compreensíveis para o aluno; deve existir coerência interna entre as diferentes partes do curso; os alunos devem sempre saber aquilo que precisam aprender o que se espera que realizem e quando tiverem cumprido a meta; 2- Objetivos claros: somente quando um curso tem objetivos de aprendizado - afirmativos sem ambigüidade daquilo que o aluno deve mostrar como prova de haver aprendido -, os profissionais que criam a instrução podem identificar as experiências de aprendizado mais adequadas, fazer boas seleções de tecnologia e mídia e criar instrumentos apropriados de avaliação; 3- Unidades pequenas: o conteúdo do curso deve ser desmembrado e apresentado em unidades pequenas, cada uma das quais pode corresponder a um único objetivo de aprendizado
    • Dez princípios gerais (cont). 4- Participação planejada: um erro fundamental cometido por educadores inexperientes que se envolvem em educação a distância é supor que os alunos participarão. A participação e a interação têm de ser estruturadas. Perguntas e tarefas precisam ser preparadas para assegurar que cada aluno interaja com o instrutor, com outros alunos e com a própria disciplina. Não é suficiente indagar “Alguma pergunta?” 5- Integralidade: Os materiais do curso constituem mais do que um livro didático ou web site informativo e devem conter comentários sobre o conteúdo, atividades e ilustrações similares à que são oferecidas, muitas vezes de modo extemporâneo, em um ambiente tradicional de sala de aula. 6- Repetição: Ao contrário de outras aplicações da mídia, no ensino é aceitável que o texto, o áudio, o vídeo ou o sistema baseado na informática, às vezes repitam idéias e informações importantes (por exemplo, resumos de finalização on-line) para oferecer reforço e compensar distrações e limitações de memória.
    • Dez princípios gerais (cont). 7- Síntese: As idéias importantes expressas nos materiais ou fornecidas pelos alunos devem ser interligadas (especialmente nos resumos). As pessoas não aprendem tão bem quando recebem os ensinamentos como quando fazem suas próprias descobertas e então são auxiliadas a fazer uma síntese ou a organizar aquilo que aprenderam. 8- Simulação e variedade: Por meio da atualização de formatos, conteúdo ou convidados, os materiais do curso precisam captar e manter a atenção dos alunos. As informações devem ser apresentadas em alguns formatos distintos e por mídias diferentes. 9- Modularidade: Tarefas, exemplos e problemas devem ser, sempre que possível modulares, a fim de permitir que os alunos adaptem o conteúdo a seus próprios interesses ou situações. 10- Feedback e avaliação: os alunos devem receber feedback constante de suas tarefas e do progresso geral no curso.
    • Eventos de Instrução de Gagné (GAGNÉ, 1965 apud WAAAL e TELLES, 2004, LEFFA, 2008, p. 32-3).PREPARAÇÃO 1- Garanta atenção 2- Informe os objetivos 3- Acione o conhecimento prévioDESEMPENHO 4- Apresente o conteúdo (mostre os pontos mais importantes, use técnicas variadas para manter a atenção, use fotos, gráficos, textos, simulações etc.). 5- ~Facilite a aprendizagem (ajude os alunos a seguir no processo de aprendizagem, orientando, esclarecendo, dando exemplos, material complementar, etc.). 6- Solicite desempenho (criando situações e oferecendo condições para a aplicação do novo conhecimento). 7- Forneça feedbackTRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO 8- Avalie o desempenho. 9- Ajude na retenção e transferência.
    • Guias de estilo para a criação de interfaces hipermídia (BURGOS, 2008, baseada em Lynch e Horton (2002, p. 187) e Nielsen (1999, p. 37)). 1- Use bem os espaços em branco. 2- Elimine palavras. Escreva o texto da forma mais sucinta possível; 3- Mantenha os parágrafos curtos; 4- Mantenha as sentenças curtas. 5- Use fragmentos. Por exemplo, nas perguntas formuladas freqüentemente, não repita palavras da pergunta na resposta. 6- Utilize as palavras dos usuários. 7- Use listas com realce para separar o texto 8- Use listas numeradas para os passos em procedimento. (Cont.)
    • Guias de estilo para a criação de interfaces hipermídia (BURGOS, 2008, baseada em Lynch e Horton (2002, p. 187) e Nielsen (1999, p. 37)). (Cont.) 9- Use tabelas. A tabela é um meio visual de representar uma série de sentenças; 10- Forneça exemplos. Os usuários possuem uma forte atração para os exemplos e, na maioria das vezes, vão direto aos exemplos em vez de ler o texto; 11- Atenda às expectativas dos usuários quanto ao modo como a informação é mostrada. Por exemplo, se você estiver informando um endereço, escreva-o em linhas separadas como se faz comumente em uma descrição de dados pessoais; 12- Use ícones ou pequenas ilustrações para ressaltar as palavras; 13- Inclua imagens e elementos gráficos para ilustrar ou ampliar as informações.
    • Leiturabilidade e legibilidade LEITURABILIDADE (readability) Facilidade com que o texto é compreendido por seus leitores. O grau que determinado grupo de pessoas considera determinada leitura estimulante e compreensível LEGIBILIDADE (legibility) A eficiência e velocidade com a qual um grupo de caracteres em um texto pode ser reconhecido (MCLAUGHLIN, 1968).
    • Hipertextos digitais instrucionais – Livro virtual (ANDERSON, 2008)
    • Hipertextos digitais instrucionais – Livro virtual (ANDERSON, 2008)
    • Hipertextos digitais instrucionais – Livro virtual (ANDERSON, 2008) Material com texto claro e layout adequado. Que faltaria para melhorar a compreensão e facilitar o estudo?
    • Hipertextos digitais instrucionais – Apostila virtual (ABIO, 2007) Quando você precisa estudar um texto, prefere fazer a leitura na tela do computador ou em papel?
    • Hipertextos digitais instrucionais – Apostila virtual (ABIO, 2007)
    • Hipertextos digitais instrucionais – Apostila virtual (ABIO, 2007)
    • Hipertextos digitais instrucionais – Apostila virtual (ABIO, 2007)Fragmento de lista de comprovação de conhecimentos e habilidades nofinal de uma etapa
    • Fragmento de questionário interativo (com feedback automático) paracomprovação de conhecimentos e avaliação formativa no final de um módulo
    • Hipertextos digitais instrucionais – Site do curso (ABIO, 2007)
    • Hipertextos digitais instrucionais – Site do curso (ABIO, 2007)
    • Hipertextos digitais instrucionais – Blog com curso para formação de professores de espanhol (ABIO, 2008)Ícones, textos com diversas cores e imagens no hipertexto instrucional visandoorientar o processo de aquisição de algumas das competências necessárias
    • Hipertextos digitais instrucionais – Blog com curso para formação de professores de espanhol (ABIO, 2008)
    • Comentários finais- É imprescindível que na preparação das tarefas pedagógicas e hipertextos digitais instrucionais, sejam tomados os cuidados necessários para evitar a sobrecarga de informação, assim como facilitar a funcionalidade e usabilidade do sistema e a legibilidade e leiturabilidade dos textos.- O uso de uma linguagem coloquial e direta, esquemas de cores no texto (não muitos!), frases como “Dica”, “Ajuda”, “Atividade”, “Cuidado”, etc. e/ou ícones correspondentes, junto com um layout e fontes adequadas, facilitam a compreensão da informação apresentada, assim como do percurso de aprendizagem e trabalho proposto.
    • Comentários finais (Cont.)- A preparação de cursos e materiais instrucionais que atendam a todas essas características necessárias é um processo demorado e complexo. Devem ser previstas, como mínimo, seis horas de trabalho de preparação por cada hora de aula do aluno.- A preparação desses materiais e cursos não deve ser um trabalho individual. O professor deve estar aberto a discussões com outros professores e preparado para realizar um trabalho em equipe.- Testes pilotos prévios podem e devem ser feitos com as primeiras versões dos materiais preparados e layout geral do curso, assim como uma constante discussão e reflexão sobre as possibilidades de melhoria dos materiais e programas de cursos já montados (avaliação antes, durante e depois do
    • Comentários finais (Cont.)- Independentemente do nível de letramento digital dos alunos e as plataformas usadas, os materiais criados devem prever as ajudas necessárias para as dúvidas que possam aparecer (implementação de FAQ, organização de um sistema para proporcionar a resposta da forma mais rápida possível para os pedidos de ajuda, etc.).- Os treinamentos rápidos para formação dos professores que atuam ou atuarão na EaD normalmente se concentram em mostrar, apenas, as diversas ferramentas e possibilidades dos AVAs que serão utilizados. Nas atividades formativas desse tipo, uma vez concluída a etapa inicial, deveriam ser incluídos esforços visando o conhecimento de elementos básicos de design instrucional por parte dos professores, e orientando-os no processo de preparação de seus cursos.
    • ReferênciasABIO, Gonzalo. Navegar fazendo ou algumas experiências com blogs e tarefasnuma abordagem por competências para a formação digital de professores deespanhol. 2o Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação, Recife: UFPE,2008.ABIO, Gonzalo. Educação e Novas Tecnologias da Informação e daComunicação. [curso Virtual e material impresso para módulo de curso adistância], Maceió: CEDU-UFAL/UAB, 2007.ANDERSON, Terry. The Theory and Practice of Online Learning. Atabasca: UBCPress, 2008. Disponível em: http://cde.athabascau.ca/online_book/index.htmlBURGOS, Taciana de Lima. A interface hipermídia de ensino a distância comoespaço de letramento digital. In: Encontro Nacional de Letramento, 2008, JoãoPessoa. Encontro Nacional de Letramento-Letramento em pauta. João Pessoa:Idéia Editora, 2008.BURGOS, Taciana de Lima. Internet, hipertexto e aprendizagem: a leitura enavegação no sítio virtual. Hipertextus - Revista Digital, v. 1, p. 03, 2007.BUZATO, Marcelo. O letramento eletrônico e o uso do computador no ensino delíngua estrangeira: o caso Tereza. 11º Intercâmbio de Pesquisa em LingüísticaAplicada, São Paulo, em 05/05/2001.
    • FILATRO, Andréa. Design instrucional na prática. São Paulo: Pearson Educationdo Brasil, 2008.LEFFA, Vilson J. Como produzir materiais para o ensino de línguas. In: LEFFA,Vilson J. (Org.). Produção de materiais de ensino: prática e prática. 2. ed. Pelotas:EDUCAT, 2008, p. 15-41.LEU Jr., Donald J.; et al. Toward a Theory of New Literacies Emerging From theInternet and Other Information and Communication Technologies. In R.B.RUDDELL & N.J. UNRAU (Eds.). Theoretical Models and Processes of Reading,Newark, DE: International Reading Association, 2004, p. 1570-1613.MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização.São Paulo: Cortez, 2001.MCALEESE, R. Navigation and browsing in hypertext. In: MCALLESE, R.Hypertext: Theory into Practice, Oxford: Intellect, 1993.MOORE, Michael; KEARSLEY, Greg. Educação a Distância: uma visão integrada.São Paulo: Thomson Learning, 2007.MORGAD, Lina. Estilos de navegação no hipertexto: aspectos da construção donúmero na criança em Jean Piaget. In: Actas del II Congreso Ibero-americano deInformática Educativa, Lisboa, 1994.
    • RODRÍGUEZ, Isabel. Teoria x EAD x Tempos Velozes. Revista Brasileira deAprendizagem Aberta e a Distância, São Paulo, Janeiro, 2005.RAMOS, Wilsa Maria. A compreensão leitora e a ação docente na produção dotexto para o ensino a distância Linguagem & Ensino, Vol. 9, No. 1, 2006, p.215-242.WAAAL Paula de; TELLES, Marcos. As idéias de Robert Gagné. Dynamic LabGazette, 12-04-2004.
    • MUITO OBRIGADO Esta apresentação esta disponível em:http://www.cedu.ufal.br/professor/ga