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  • 1. ANO 17 NO 164 janeiro 2011 produÇÃo em série Petrobras dá início ao processo de construção de oito plataformas – todas réplicas de um só projeto – que vão operar no pré-sal da Bacia de Santos a partir de 2014 Técnicos trabalham na montagem da plataforma P-50 no Estaleiro Mauá-Jurong, em Niterói (RJ): encomendas da Petrobras estão revitalizando a indústria naval do país
  • 2. arquiVo pessoal rogério reis Banco de imagens petroBras ENTREVISTA CAPA EDUCAÇÃO RETRANCA Com o mesmo vigor com que encara Começa em março, no polo naval A Petrobras fecha parceria com ANP, altas ondas mundo afora, o surfista de Rio Grande (RS), a construção dos universidades e escolas técnicas para Rico de Souza assume o papel de cascos de oito plataformas que vão a formação de mão de obra qualificada “embaixador” do surfe brasileiro, operar no pré-sal da Bacia de Santos destinada a atuar no pré-sal: é o organizando o mais importante a partir de 2014. Feitas com base Programa Petrobras de Recursos campeonato do esporte no país, em um só projeto, as plataformas Humanos, que concede bolsas do com patrocínio da Petrobras. vão produzir, juntas, 1,2 milhão ensino técnico à pós-graduação. de barris por dia. pág. 4 pág. 10 pág. 18 geraldo FalcÃo GESTÃO Compartilhar o conhecimento é o principal objetivo do Projeto Mentor, já 22 em curso nas áreas de Exploração e Produção (E&P) e Abastecimento. pág.diVulgaÇÃo transpetro QUALIFICAÇÃO Um jogo de perguntas e respostas vem mobilizando os empregados da Transpetro em busca de atualização profissional: é o Desafio PQGN. pág. 24 ismar ingBer CULTURA Todas as regiões do país tiveram projetos aprovados pelo Programa Petrobras Cultural 2010. pág. 28E mais... 6 Petrorama 8 Força de Trabalho 32 Fique por Dentro 7 Mural do Leitor 26 Gente 36 Máquina do Tempo | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 Revista Petrobras 164 • ano 17 • Janeiro de 2011 Av. República do Chile, 65, sala 1.202 • Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20035-900 E-mail: revistapetrobras@petrobras.com.br Gerente Executivo de Comunicação Institucional Wilson Santarosa • Gerente de Relacionamento Gilberto Puig • Gerente de Relacionamento com o Público Interno Luiz Otávio Dornellas • Comitê Editorial Ana Luísa Feijó Abreu (Financeiro), Cláudia Del Souza (E & P), Abílio Mendes Soares Filho (Transpetro), Maurício Lopes Ferreira (RH), Elizete Vazquez (Serviços Compartilhados), Débora Luiza Coutinho do Nascimento (Abastecimento), Giana Grazziotin (SMES), Marcelo Siqueira Campos (Petrobras Distribuidora), José Carlos Cidade (Internacional), Georgia Valverde Leão (Jurídico), Wanderley Bezerra (Gás e Energia), Carmen Vilar Prudente (Engenharia) • Editor Responsável Alexandre Medeiros (Ofício de Letras), Mtb 16.757 • Editor de Fotografia Geraldo Falcão • Editoras Nádia Ferreira e Patrícia Alves • Editora assistente Claudia Lima • Produtor Executivo Albano Auri • Diagramação e Infografia Azul Publicidade • Colaboradores Celia Abend, Fernanda Pedrosa, Francisco Luiz Noel, Julia Viegas, Luciana Conti e Márcia Leoni •Bruno Veiga Copidesque Bella Stal 3
  • 3. 2 Rico se prepara para carioca Rico de Souza, 58 anos, é um dos sím­ Como empresário bem­sucedido do surfe, entrar no tubo na praia O bolos do surfe nacional. Campeão brasileiro por acha que o Brasil dá valor ao esporte? de Lances Left, noENTREVISTA ENTREVISTA arquipélago de Mentawai, seis vezes e ganhador de diversos prêmios interna­ Sim. Nós, brasileiros, temos consciência do quan­ paraíso do surfe na Indonésia, em 2005 cionais, especialmente na categoria longboard, transformou to é importante a formação de ídolos no esporte. seu nome em marca e aproveitou o status de lenda mun­ Gustavo Kuerten e Ayrton Senna, por exemplo, dial para liderar a batalha pela revitalização do esporte desempenharam papéis importantes no passado. no Brasil, recebendo o título de “embaixador do surfe”. Hoje, a natação e o vôlei têm papel destacado Criador da primeira escola para o esporte no país, Rico é devido ao alto desempenho dos atletas. Acho, responsável pela promoção do Circuito Petrobras de Long­ inclusive, que estamos preparados para realizar board Classic, realizado com o apoio da empresa desde eventos de grande porte como a Copa do Mundo 2002. A 10a edição do campeonato será realizada nos dias e as Olimpíadas. Nossos maiores desafios são as 29 e 30 de abril e 1o de maio, em Salvador, e 18, 19 e 20 de carências no setor de infraestrutura, em especial 5 7 novembro, no Rio de Janeiro, e terá a participação de cerca nas áreas de transportes e de serviços. De que forma estar associado a uma empresa Além de Phil Rajzman, algum outro atleta de 100 atletas. como a Petrobras, que tem forte preocupação conhecido frequentou a Escola de Surf? 3 A prática do surfe está crescendo no Brasil? ambiental, ajuda a manter essa saudável rela­ O carioca André Luiz, o Deka, morador da co­ 1 Qual a importância de patrocínios como o da Acho que está indo em boas direções. Tanto a ção entre o surfista e a natureza? munidade do Terreirão, no Recreio dos Bandei­ Petrobras no Campeonato Brasileiro de Surf? Abrasp (Associação Brasileira de Surfistas Profis­ Sem sombra de dúvida, o surfe é um dos espor­ rantes, foi iniciado no surfe por mim há 17 anos, Eles são fundamentais para o desenvolvimento sionais) quanto a CBS (Confederação Brasilei­ tes que mais interagem com a natureza. A re­ por meio do projeto social que desenvolvo na do surfe no Brasil. A Petrobras é hoje a maior ra de Surf), que cuida do surfe amador, estão lação do surfista com o mar é direta e essencial. Escola de Surf Rico. Inicialmente, meu objeti­ patrocinadora do surfe brasileiro, financiando desenvolvendo bons trabalhos e aprendendo a Costumo dizer que somos sentinelas do mar. vo era trazer pra ele uma oportunidade de vida três modalidades: Longboard, Surfe Feminino administrar cada vez melhor o esporte. Preci­ Aprendemos a preservar a natureza cuidando melhor através do esporte, mas, aos poucos, ele e Surfe Profissional. Esse tipo de suporte faz com samos centrar esforços para aumentar a cota de da praia, que é a nossa casa. Por isso, acredito mostrou talento e dedicação, ganhando títulos que nossos atletas tenham melhores condições patrocínios, vital para o esporte. que, ao investir nessa atividade, a Petrobras aju­ importantes, como o Campeonato Brasileiro de de treinamento e mais visibilidade na mídia. da a manter uma relação saudável entre o es­ Longboard Profissional de 2010 e o Campeonato 4 Quando será a próxima edição do Petrobras porte e a população, com preservação ambien­ Sul­Americano de Longboard Profissional de Longboard Classic? tal e desenvolvimento sustentável. 2009. O Deka foi o maior troféu que eu já con­ A primeira etapa ocorrerá em Salvador entre os quistei em toda a minha vida. O esporte tem o 6 dias 29 de abril e 1o de maio. Já a última etapa Além da questão ambiental, o esporte tam­ poder de transformar meros cidadãos em gran­ será realizada entre os dias 18 e 20 de novembro bém desempenha papel fundamental na for­ des campeões. na Praia da Macumba, no Rio de Janeiro. Serão mação dos atletas. De que ma neiras o surfe 8 aproximadamente 100 participantes das catego­ pode ser utilizado em programas de responsa­ Quais são os planos e sonhos do surfista Rico rias Profissional Masculina, Profissional Femi­ bilidade social? para 2011? nina e Super Legends, categoria dedicada so­ O surfe é uma ótima ferramenta de inclusão Um deles é criar uma organização que apoie mente aos pioneiros do esporte no Brasil, para social. É um esporte que tem uma grande rela­ todas as escolas de surfe no Brasil. Dessa forma, fortalecer e resgatar a história do surfe brasileiro. ção com o meio ambiente e que traz educação, teríamos a mesma metodologia em todas essas Rico de Souza, Atletas de nível internacional, como Phil Rajzman, hábitos saudáveis e novas culturas, sendo um escolas e alcançaríamos resultados surpreenden­ surfista Danilo Rodrigo “Mullinha”, Carlos Bahia, Eduar­ ótimo exemplo na formação de atletas e das pes­ tes na formação de atletas de regiões carentes do Bagé, Roger Barros, Marcelo Freitas e André soas em geral. E pode ser utilizado de diversas e de novos campeões. Outro sonho é criar um Luiz “Deka”, iniciaram suas carreiras neste circui­ formas. As escolas de surfe, por exemplo, ajudam Museu do Surfe do Rio de Janeiro, juntamente to. O ano de 2007 ficou marcado como histórico a fomentar a base do esporte. Em 1982, formei a com um espaço social que valorize a cultura no circuito mundial de longboard, pois entre os primeira escola de surfe do Brasil, no Arpoador de praia, que é tão forte na vida do carioca. dez melhores surfistas do mundo, seis eram atletas (RJ), e hoje já existem mais de 300 escolas no Tenho um acervo de 150 pranchas, camisetas brasileiros, incluindo Phil Rajzman, que foi cam­ país. Por meio delas, podemos educar as pessoas de todos os eventos da Petrobras, fotografias Fotos: arquiVo pessoal peão mundial e teve sua carreira iniciada na Es­ e formar bons atletas de comunidades carentes. e pôsteres que narram a história do surfe bra­ cola de Surf Rico (pioneira no Brasil), junto com a São escolas que atuam não só na formação de atle­ sileiro e que tem sido exibido em exposições | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 criação do Circuito Petrobras Longboard Classic. tas, mas também na construção da cidadania. itinerantes. 4 O ‘embaixador’ do surfe brasileiro 5 “A relação do surfista com o mar é direta e essencial. Costumo dizer que somos sentinelas do mar”
  • 4. MURAL DO LEITOR BATE-BOLA ESTRELAS DA CASA A árvore da vidaPETRORAMA Em busca de oportunidades RETRANCA geraldo FalcÃo A engenheira de produção Lucia­ o FEL1 (Front End Loading) do pro­ No terreno da Estação de Bombeamento de Atibaia, em japonês Hiroshi Ono, falecido há cinco anos. Sua paixão pela na Mattar acompanha um dos Feeds jeto de instalação de uma unidade de São Paulo, uma bela árvore chama a atenção na paisagem árvore foi respeitada pela mulher e pelos filhos, que cumpriram (Front End Engineering and Design) processamento e liquefação para os árida. O cuidado com a planta de espécie desconhecida está a vontade de Hiroshi ao garantir a sobrevivência da planta do projeto de construção da planta de campos de gás do Peru. garantido no contrato de compra do terreno, assinado pela mesmo depois de se desfazerem da propriedade. O projeto liquefação de gás natural embarcada família que era proprietária antes de a estação ser construída original de obras foi alterado, já que a estrada de acesso (GNLE). Projeto inédito no mundo, a No final de 2009, foi convidada pela pela Implementação de Empreendimentos de Terminais da passaria sobre as raízes da árvore – hoje protegidas por unidade flutuante operará nos blocos Gerência de Projetos e Ativos de GNL, Engenharia. A preservação é uma homenagem ao floricultor uma contenção de terra, bem ao lado da Estação. do polo pré­sal da Bacia de Santos. do G&E, a participar do acompa­ nhamento de um dos três Feeds para Origem construção de uma unidade de lique­ São Fidélis, RJ. fação de gás natural embarcada, des­ tinada a viabilizar o transporte do gás Esquadra Mentor que será produzido no pré­sal. Essa “Meus pais, que foram sempre muito unidade será instalada perto das uni­ no mar dedicados, incentivadores, e me ensi­ dades flutuantes de produção, esto­ naram o valor do trabalho e a impor­ cagem e escoamento (FPSOs) de óleo No caminho sem volta de bus- tância da ética”. e gás e receberá até 14 milhões de me­ car petróleo em regiões cada vez tros cúbicos de gás associado por dia. mais profundas do mar, a Petrobras Principais projetos acaba de dar um passo de gigante Formada em Engenharia de Produ­ Tempo de empresa para o desenvolvimento das reser- ção pela Universidade Federal Flumi­ Sete anos. vas do pré-sal. De uma só tacada, na nense (UFF), com especialização em maior encomenda do gênero já fei- Engenharia Econômica e Financeira, Onde está hoje ta na história da indústria petrolífe- Gestão de Projetos e mestrado em Consultora da Inter­TEC/EPD/IP ce­ ra mundial, assinou os contratos para Engenharia de Produção, entrou pa­ dida à Diretoria de G&E, está lotada a construção de oito navios-plata- ra a Petrobras em 2004, como enge­ em Paris, no escritório da Technip, forma baseados em um mesmo pro- nheira júnior. empresa contratada para desenvol­ jeto, que vão operar, a partir de 2014, Após o curso de formação, foi selecio­ vimento dos Feeds relativos à uni­ nos blocos exploratórios BMS-09 e nada pela Área Internacional, em dade de liquefação. BMS-11, na Bacia de Santos. 2005, para trabalhar na recém­cria­ A construção dos oito cascos da Gerência de Suporte Técnico à Conselho pessoal das plataformas começa em mar- Área de Desenvolvimento de Negó­ “Acredite sempre que é capaz e faça ço, no Estaleiro Rio Grande, com cios de Gás e Energia Internacional, sempre o que é correto e o que gosta­ conteúdo nacional mínimo de 70%. a Inter­TEC/GE, sendo a primeira in­ ria que fizessem por você, mesmo que, “Meu marido gostava muito de árvore, porque para ele tegrante da equipe. num primeiro momento, isto lhe pa­ Fotos: Banco de imagens petroBras Do polo naval do município gaúcho significava vida. Quando comprou o terreno, há mais ou me- de Rio Grande vão partir em série Entre os projetos de maior destaque reça pessoalmente desvantajoso”. nos 20 anos, ela já existia. É uma planta nativa e não sabe- as plataformas que darão sustenta- estão o Mariscal Sucre, junto com a mos qual é a espécie. O terreno fica a 45 minutos de onde Luciana estuda ção à produção em larga escala do PDVSA, a estatal venezuelana de pe­ alternativas a gente morava. A intenção dele era construir uma casa e pré-sal: a primeira será a P-66, em tróleo, para avaliar a oportunida­ de transporte, depois morar lá, mas o sonho acabou não sendo realizado. processamento 2014, e a última, a P-73, em 2017. de de construção de uma unidade de e liquefação Para ele, a árvore tinha um grande sentido, fazia parte da Cada uma vai acrescentar 150.000 processamento e liquefação de gás de gás natural casa. Meu marido gostava tanto que me pediu para cuidar | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 arquiVo pessoal ||REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 barris diários à produção da com- natural na Venezuela; o projeto de da árvore mesmo se a gente vendesse o sítio”. panhia, totalizando 1,2 milhão de construção de um terminal de rega­ barris quando a encomenda for con- seificação no Uruguai; e o Grupo de Sakae Tanio Ono, viúva de Hiroshi Ono cluída. Os detalhes dessa odisseia Trabalho de análise de oportunida­ nos mares estão em nossa matéria des de E&P e GNL no Sudeste da A Revista Petrobras está em permanente processo de aperfeiçoamento para ser, cada vez mais, uma publicação imprescin- de capa, que começa na página 10. Ásia e na Oceania. dível à força de trabalho. Para isso contamos com a sua colaboração. Sugestões, críticas, elogios – tudo será recebido com Coordenou, em 2008, pela Inter­ carinho por nossa equipe. Para participar é fácil: por carta, Av. República do Chile, 65, sala 1.202, Rio de Janeiro – RJ – 20035-900; por fax, (21) 2220-8761; ou por e-mail: revistapetrobras@petrobras.com.br 6 TEC/EPD/IP (antiga Inter­TEC­GE), 7
  • 5. FORÇA DE TRABALHO IDEIAS FORÇA DE TRABALHO compartilhadas TRANSPETRO INOVA COM UM PROGRAMA DE ESTíMULO à CRIAÇÃO E à ADOÇÃO DE SOLUÇõES SUGERIDAS POR SUA FORÇA DE TRABALHO. AS MELHORES PROPOSTAS CONCORREM A PRêMIOS F azer algo como não era fei­ inventar. Às vezes, é usar uma ideia O Inovar foi criado em 2004 com ” to antes”. Esta definição do existente em outra aplicação, inovar o apoio da presidência, estimulou o iVan storti dicionário é a melhor para o processo. O mais importante é dis­ desenvolvimento do programa. De lá a palavra Inovar – nome do progra­ seminar a cultura da inovação na para cá, o programa foi aperfeiçoado: Equipe do Creduto, de Garulhos (SP), que criou o teleférico, tendo à direita o gerente Mucio: experiência premiada ma de incentivo à participação da companhia através da nossa força de cadastro informatizado, clareza nos força de trabalho da Transpetro na trabalho”, define Sergio Machado, critérios de premiação e divulgação rado ao gás. Depois de quatro meses Fred Baloni criação de soluções para os problemas presidente da Transpetro. Para ele, é ativa foram mudanças cruciais que per­ de experiência, o resultado foi a reten­ do dia a dia. Ideias que melhorem o fundamental valorizar o conhecimen­ mitiram atingir a meta anual de parti­ ção eficiente das impurezas, que pro­ ambiente de trabalho, reduzam riscos, to e a habilidade de cada um, que po­ cipação de 2% da força de trabalho vocavam o mau funcionamento dos aperfeiçoem processos de qualidade dem ser potencializados no trabalho antes mesmo do término de 2010. pilotos das válvulas de controle de ou gerem economia são cadastradas em equipe. Até o momento, o Programa Ino­ pressão (PCVs) e falhas nos pontos pelos autores num sistema informatiza­ “A gente quer que todas as pessoas var premiou 24 ideias de 40 traba­ de entrega de gás natural. do, acessível aos cerca de 9.000 traba­ se sintam valorizadas: o marítimo, o lhadores, e também vem estimulan­ “O importante não é apenas o lhadores da empresa. Além de serem engenheiro, o auxiliar de escritório, a do o registro de patentes. Depois de prêmio, mas o reconhecimento do tra­ reconhecidas, as melhores propos­ auxiliar de limpeza. Todos podem ter analisadas previamente por um co­ balho”, afirma Leandro. A inovação tas recebem garantia de implantação e uma ideia boa para melhorar algum mitê multissetorial, as ideias cadas­ deverá ser adotada inicialmente em concorrem a prêmios em dinheiro. processo da companhia”, completa tradas são submetidas à avaliação de 40 pontos de entrega, com investimen­ Os resultados são animadores. En­ Isaías Quaresma Masetti, gerente­ge­ técnicos da companhia para verifica­ to de R$ 160 mil e economia anual de tre janeiro e dezembro de 2010, 290 ral de Desenvolvimento e Inovação ção da viabilidade ou não da sua im­ R$ 400 mil, e depois poderá ser esten­ participantes cadastraram 321 pro­ Tecnológica da Transpetro (Gedit), plantação. As propostas, aprovadas dida aos demais 103 pontos, aumen­ jetos. “Inovar não é necessariamente responsável pela gestão do programa. pelas avaliações técnicas e das poten­ tado a confiabilidade da malha. O dispositivo para instalar braçadeiras foi outra ideia inovadora dos técnicos do Creduto ciais áreas beneficiadas, ficam dispo­ No Centro Nacional de Reparo iVan storti níveis para consulta e são candidatas de Dutos da Petrobras (Creduto), em acidentes e agilizar os serviços, já nais distantes, quando é explicada a aos prêmios. Guarulhos (SP), o prêmio foi para que reduz o número de pessoas en­ definição que a palavra inovação tem Os profissionais recebem a premia­ uma solução criada pela equipe for­ volvidas. A ideia foi inscrita no pro­ para a Transpetro, e a força de traba­ ção do presidente da empresa, Sergio mada por Francisco Ferreira dos San­ grama pelo gerente Mucio Eduardo lho é incentivada a pensar em solu­ Machado, numa cerimônia transmi­ tos, Samuel Martins da Silva, Daniel Amarante Costa Pinto. “A equipe é ções para suas dificuldades operacio­ tida por videoconferência e com am­ José dos Santos, Thiago Soares dos de pessoas com muita experiência, nais. A análise mensal dos resultados, pla divulgação. Foi o caso de Leandro Santos e Benedito Romão: o “Telefé­ que já passaram por várias dificul­ discriminada por regiões, direciona | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 Soares da Veiga, engenheiro de Auto­ rico para Transporte de Equipamen­ dades em campo”, afirma, ressaltando as ações de incentivo da companhia. mação da Gerência Técnica e Opera­ tos e Materiais”. os resultados tão importantes de uma Os participantes receberão reconhe­ cional da Diretoria de Gás Natural O teleférico foi criado para ser solução simples e com grande poten­ cimento na sua ficha profissional. (DGN), premiado pelo projeto do utilizado em locais de difícil acesso, cial de expansão. A ideia será adotada Com foco na abrangência do Pro­ “Filtro Coalescedor para Pilotos das como rampas inclinadas, vales e cur­ inicialmente em 18 locais no Brasil. grama Inovar, a proposta é ampliar PCVs”. A inovação foi utilizar um sos d’água, e para áreas remotas, Sempre procurando atrair profis­ cada vez mais a interação com a força filtro de outro equipamento para a como florestas. O trabalho foi premia­ sionais, os gestores promovem o Ino­ de trabalho, transformando a ino­ 8 As cerimônias de premiação do Inovar são transmitidas por videoconferência filtragem de óleo lubrificante mistu­ do por diminuir a possibilidade de var Itinerante. São visitas aos termi­ vação em desafio pessoal. 9
  • 6. UM Só PROJETO, UM Só DESTINO:CAPA CAPA O polo gaúcho de Rio Grande, onde foi construída a P-53 (na foto de 2008, em fase final de montagem), é hoje uma referência para a indústria naval do país produzir OITO PLATAFORMAS, CONSTRUíDAS A PARTIR DA MESMA CONCEPÇÃO PARA OPERAR NO PRé-SAL DA BACIA DE SANTOS, PODERÃO ELEVAR A CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DA PETROBRAS EM 1,2 MILHÃO DE BARRIS POR DIA geraldo FalcÃo | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 10 11
  • 7. primeira, em 2014, será a por dia à capacidade da companhia, sar seis milhões de metros cúbicos de cificamente para processar óleo mais A P­66, seguida, em quatro anos, de mais sete pratica­ correspondentes a mais da metade do volume produzido hoje no país. gás por dia. leve que o da Bacia de Campos. A opção pelo tipo FPSO vai permi­ mente iguais, até a P­73 – uma por A arrancada para a fabricação das Nova geração tir à Petrobras iniciar no menor tempoCAPA CAPA semestre, agregando a cada entrega unidades – navios­plataformas do ti­ Os FPSOs formam a primeira leva possível as operações em escala comer­ a capacidade de 150.000 barris diá­ po FPSO, que produzem, armazenam da nova geração de plataformas da Pe­ cial nas reservas gigantes do pré­sal da rios à produção da Petrobras. A cons­ e transferem óleo e gás – foi dada em trobras, concebidas de acordo com cri­ Bacia de Santos. Na escolha, foi de­ trução das primeiras oito plataformas novembro passado. No dia 11, a Pe­ térios técnico­operacionais que prio­ terminante a flexibilidade operacional para as operações em larga escala no trobras e as afiliadas brasileiras da in­ rizam a simplificação de projetos e a desses sistemas de produção, graças à pré­sal da Bacia de Santos entrou em glesa BG Group, da portuguesa Galp padronização de equipamentos. A fa­ possibilidade de armazenar o petró­ contagem regressiva, na maior enco­ Energia e da espanhola Repsol assi­ bricação seriada proporcionará mais leo, depois transferido para navios­ menda simultânea do gênero na his­ naram com a brasileira Engevix En­ rapidez aos trabalhos de construção, tanques, que farão o transporte até o tória mundial do petróleo. Com o genharia os contratos de construção gerando ganhos de escala e consequen­ continente. “Vamos antecipar a pro­ início da fabricação a partir de mar­ dos oito cascos, no valor de US$ 3,46 te redução dos custos. A empreitada dução sem ter que esperar a instalação ço, os novos sistemas de produção bilhões. Na sequência desse primei­ dos oito FPSOs tem importância estra­ de infraestrutura de escoamento de estarão todos em operação em 2017 ro passo, a companhia já prepara a tégica para o cumprimento das metas óleo, necessitando apenas da insta­ nos campos dos blocos exploratórios aquisição dos módulos e equipamen­ fixadas para o Polo Pré­Sal da Bacia lação de infraestrutura para o gás”, BMS­09 e BMS­11 do pré­sal da Ba­ tos que farão parte dos FPSOs, tra­ de Santos pelo Plano de Negócios da explica o coordenador de Desenvol­ cia de Santos, incluindo os campos tados como série por serem réplicas companhia. As plataformas, que serão vimento de Projeto do E&P Pré­Sal, de Lula, Cernambi, Guará e Carioca, de um só projeto, que, além do pe­ ancoradas em lâminas d’água de até Leonardo Vieira Ferreira. “Outro tipo acrescentando 1,2 milhão de barris tróleo, terão capacidade para proces­ 2.100 metros, foram projetadas espe­ de plataforma requisita­ Um projeto, oito plataformas em série Peso leve do casco: Capacidade de armazenamento: 46.000 toneladas 1,67 milhão de barris O navio-plataforma Cidade de São Vicente, geraldo FalcÃo sem os módulos que já opera no Campo de Lula, em breve terá 71.000 toneladas a companhia de novas unidades do tipo FPSO com os módulos na Bacia de Santos ria oleoduto até o continente ou uni­ cascos com o mesmo arranjo estrutu­ 25 anos Capacidade diária de produção dade de estocagem interligada.” Para a padronização dos equipa­ ral para encaixar em todos eles os módulos da plataforma, que tam­ de vida útil (gás e petróleo): mentos, a decisão de fabricar cascos bém terão fabricação em série. 150.000 bpd de óleo novos projetados especialmente para Outra vantagem da produção se­ Altura do casco: 6 milhões de metros a plataforma foi indispensável, como alternativa à conversão de petroleiros, riada são os ganhos na manutenção. “Com diversas plataformas usando 31,5 metros cúbicos de gás feita pela Petrobras na fabricação de equipamentos iguais, vamos reduzir (em construção naval, outros FPSOs. “A construção seriada custos com sobressalentes, armaze­ chama-se “pontal”) de oito unidades viabilizou a utiliza­ namento de peças e treinamento de | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 Comprimento total do casco: ção de cascos novos, pois é a repeti­ pessoas”, adianta Ibsen. A empreita­ Largura do casco: 306 metros ção do projeto que vai gerar o grande ganho de escala”, destaca o gerente­ da das oito replicantes é, por isso, um exemplo que a Petrobras pretende se­ Calado máximo 54 metros do casco: Acomodações: geral de Instalações e Processos de Pro­ guir em sua estratégia para as opera­ (em construção naval, chama-se “boca”) 23,2 metros 110 pessoas + dução do E&P, Ibsen Flores Lima. Para garantir a repetibilidade, a con­ ções no pré­sal. “Sempre que houver demanda para várias unidades e as 12 50 temporárias versão exigiria que a Petrobras vascu­ lhasse o mercado mundial atrás de oito características dos reservatórios per­ mitirem, poderá ser considerada a 13
  • 8. “com diversas construção seriada, que traz ganhos para a Petrobras, para as empresas mado com BG (25%) e Galp (10%). As outras duas unidades vão produzir e renderá os esperados dividendos em escala, produtividade e tempo, este um plataformas usando contratadas e os trabalhadores”, afir­ em Guará e Carioca, no bloco BM­S­9, quesito vital para a largada da pro­ ma o gerente­geral de Instalações e Pro­ onde a companhia também é opera­ dução comercial nas novas reservas.CAPA CAPA equipamentos cessos de Produção. dora, com 45% na parceria com a BG O fato de o número previsto de (30%) e a Repsol (25%). contratadas ser o mesmo de platafor­ iguais, vamos Fábrica de plataformas Na maior encomenda de platafor­ mas não significa que cada empresa Com costado duplo, por medida mas da história, o desafio lançado pela vai construir um FPSO, explica o ge­ reduzir custos com de segurança ambiental, e conteúdo Petrobras é acompanhado com aten­ rente da Iepsa, Márcio Ferreira Alen­ sobressalentes, nacional previsto de no mínimo 70%, os oito cascos serão construídos no ção por outras grandes empresas do mercado global de óleo e gás, a co­ car. “A estratégia é que cada empresa irá repetir o seu trabalho oito vezes”, armazenamento Estaleiro Rio Grande (ERG), no polo meçar pelas parceiras nos consórcios. destaca, ilustrando com a construção naval desse município gaúcho. Os car­ Tendo como conceito básico a repe­ de todos os cascos, que ocorrerá ex­ de peças e regamentos de aço aportam no local tibilidade dos processos e equipamen­ clusivamente no ERG. Das outras fu­ desde o início de fevereiro para que as tos, a Engenharia projetou um com­ turas contratadas, quatro fornecerão treinamento obras comecem em março, a fim de plexo sistema de linha de montagem os módulos das plataformas e três, que os dois primeiros cascos sejam que envolverá oito empresas contra­ incluída uma das moduleiras, farão a de pessoas.” entregues em 2013. Seis FPSOs serão tadas, sob o comando da recém­criada montagem dos sistemas modulares ibsen Flores lima, gerente-geral ancorados nos campos de Lula e Cer­ Gerência de Implementação de Em­ nos cascos e a integração entre eles, andré Valentim de instalações e processos nambi, no bloco BM­S­11 da Bacia de preendimentos de Plataformas para o além do quinto conjunto de módulos. de produção do e&p Santos, operado pela Petrobras, que Pré­Sal (Iepsa). A empreitada permiti­ No caso dos moduleiros, a cada fabri­ participa com 65% no consórcio for­ rá a construção seriada dos FPSOs cante caberá construir oito conjuntos Os oito cascos das novas plataformas serão construídos no Estaleiro Rio Grande geraldo FalcÃo o domínio sobre Tecnologia em evolução permanente a conversão de com os Fpsos do pré-sal, a petrobras atinge novo de campos. construída em cingapura, seu projeto foi ad- patamar na evolução de suas plataformas. o início da pro- petroleiros permitiu dução na Bacia de campos, em 1977, deu partida a essa quirido da empresa sueca gVa e adaptado pelo centro de pesquisas e desenvolvimento leopoldo américo mi- a construção da p-50, escalada, com sucessivos ganhos em eficiência, custo e tempo de fabricação. o acervo tecnológico que dá reco- guez de mello (cenpes). a aquisição incluiu a transferência de tecnologia, vital para a companhia acumular conheci- que, em 2006, virou nhecimento internacional à companhia pelas operações mento sobre a fabricação de potentes e modernos siste- em águas ultraprofundas foi construído em pouco mais de mas de produção marítima. símbolo da conquista quatro décadas. em 1968, foi preciso importar uma pla- outro divisor de águas foi, para os campos de Barra- taforma fixa, tipo jaqueta, para ativar o primeiro campo cuda e caratinga, a fabricação da p-43 e da p-48. Fpsos da autossuficiência offshore do país, guaricema, em sergipe, a apenas 15 idênticos, com capacidade diária de 150.000 barris, foram brasileira em petróleo metros de profundidade d´água. simples, leves e fixas, outras pequenas plataformas entregues em 2003 e 2004, para que a petrobras chegas- se à marca de um milhão de barris por dia. na p-48, pela compradas fora, no mar do norte, ampliaram a incipiente primeira vez foi convertido um casco no país, abrindo produção no mar. À medida que as operações avança- nova fronteira para a indústria naval nacional. o domínio vam para profundidades maiores, os modelos fixos deram da conversão de petroleiros permitiu a construção da p-50, lugar aos semissubmersíveis e aos Fpsos. cada vez mais que, em 2006, virou símbolo da conquista da autossufici- complexas e pesadas, as unidades foram subindo de pre- ência brasileira em petróleo. | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 ço e passaram a demandar mais tempo de fabricação, a “em todo esse processo de construção de platafor- ponto de se tornarem antieconômicas para certos cam- mas, pudemos aprender, sofisticamos um pouco e agora pos, pois o retorno comercial não compensava os custos. entramos num caminho de retorno à simplificação, bus- o marco do início da fabricação das grandes semis- cando uma disciplina de controle de alterações de um submersíveis da petrobras foi a p-18, que produz 100.000 projeto para outro”, salienta, na engenharia, o gerente da barris diários desde 1993 no campo de marlim, na Bacia iepsa, márcio Ferreira alencar. 14 15
  • 9. Mar de inovações na UO-Rio muitas das inovações tecnológicas adota- sul, p-55 e p-62 (180.000 barris cada), para 2012CAPA CAPA das no projeto das primeiras plataformas para o e 2013, em roncador. pré-sal foram testadas e aprovadas pela uni- a exemplo das oito plataformas encomenda- dade de operações de e&p do rio de Janeiro das para o pré-sal, os novos sistemas de produ- P-52 FPSO FRADE P-62 (uo-rio), nos últimos 10 anos, na Bacia de cam- ção da uo-rio atendem aos critérios de simpli- (2013) FPSO BRASIL pos. especializada na produção em águas ul- ficação e padronização adotados pela petrobras traprofundas, a unidade responde por mais de desde meados da década passada. a p-56, se- FPSO CIDADE DE MACAé um milhão de barris diários – metade da oferta missubmersível, tem o mesmo projeto da p-51 P-54 P-55 (2012) nacional da petrobras –, produzidos nos gran- e, por isso, tempo de fabricação 25% menor. na Campos dos Goytacazes RONCADOR des campos de roncador, albacora leste, mar- p-55, do mesmo tipo, as medidas de simplifi- lim leste e sul, Frade, Barracuda e caratinga, cação resultaram na diminuição de 4.000 tone- P-50 situados entre 95 e 128 quilômetros da costa ladas de aço, 360 equipamentos e 2.000 vál- Lagoa Feia PRA-1 São Tomé dos municípios fluminenses de macaé e cam- vulas. economia semelhante – respectivamente, ALBACORA LESTE pos dos goytacazes. 3.700 toneladas mais leve, 200 equipamentos e Quissamã 3.700 válvulas a menos – foi adotada na p-62, Carapebus Eficiência operacional do tipo Fpso. a uo-rio, criada em novembro de 2000, res- na época da criação da uo-rio, nenhuma Estação de ponde por 15 plataformas – 12 de produção e de suas plataformas existia. as primeiras foram Cabiúnas MARLIM LESTE três de armazenamento e escoamento –, anco- p-38, p-40, p-43 e p-48, construídas enquanto P-53 radas em lâminas dágua que variam de 800 a unidade estudava o desenvolvimento de seus Macaé BARRACUDA P-38 metros, em Barracuda, a 1.800 metros, em ron- campos, que cobrem 2.744 quilômetros quadra- P-43 FPSO cador. cinco grandes sistemas de produção são dos. uma a uma, a entrada das plataformas em CIDAD E DE NITERÓI destaque, cada um com capacidade para pro- operação alimentou uma escalada de conquis- FPSO MLS duzir 180.000 barris por dia – p-50, em albacora tas em águas ultraprofundas. a uo-rio nasceu P-40 P-48 leste, p-51, em marlim sul, p-52 e p-54, em com o desafio de inovar para produzir, em perí- CARATINGA P-56 roncador, e p-53, em marlim leste. mais três odo curto, um milhão de barris diários de petró- P-51 (2011) estão a caminho – p-56 (100.000 barris diários), leo. o patamar foi atingido em maio de 2009, com Bacia de Campos MARLIM SUL com operação prevista para este ano em marlim altos índices de eficiência operacional. uo-rio idênticos, aprimorando cada vez mais gem atenção especial da Iepsa: a in­ res serão empregados pelas contra­ de tocha e remoção de gás carbônico, meiras plataformas do pré­sal. “Que­ seu processo de produção. terface simultânea com várias con­ tadas e 11.000 vagas serão abertas a Petrobras incentiva ao máximo a in­ remos estimular uma nacionalização “Queremos fazer uma fábrica de tratadas, a que se junta a atenção indiretamente. Para o mercado de dústria instalada no Brasil. “O tama­ crescente, mas realista, com preços FPSOs, que vai entregar plataformas aos parceiros BG, Galp e Repsol, e a trabalho em setores como metalur­ nho da encomenda nos dá poder de competitivos no mercado interna­ de seis em seis meses”, sintetiza Már­ dispersão geográfica do processo de gia, fabricação de equipamentos, for­ barganha para forçar o conteúdo na­ cional, para que sobreviva à nossa en­ cio Ferreira Alencar. A missão da Iepsa construção dos FPSOs. Do estaleiro necimento de materiais e prestação de cional”, salienta o gerente da Iepsa, comenda e seja perenizada”, afirma é uma das maiores já encaradas pela em Rio Grande, cada casco será des­ serviços de apoio, a “fábrica de FP­ acrescentando que o custo total dos Márcio Ferreira Alencar. A base ins­ Engenharia. Da contratação da enco­ pachado para outro local da costa bra­ SOs” tem a vantagem de assegurar a oito FPSOs supera US$ 10 bilhões. talada dessa indústria, ele prevê, po­ menda dos FPSOs à entrega nos pra­ sileira, onde serão feitas a montagem manutenção da mão de obra contra­ Fornecedores internacionais dos gran­ derá, depois, produzir para petro­ zos, passando pelo planejamento e e a integração dos módulos, que tam­ tada. “Quando os trabalhadores de des equipamentos começam a bus­ leiras de outros países, além de forne­ controle do trabalho das contrata­ bém chegarão de outros lugares, re­ uma especialidade estiverem acaban­ car e a certificar subfornecedores bra­ cer para outros projetos da Petrobras. rogério reis das, a Iepsa adotou três princípios metidos por seus fabricantes. do o trabalho em um casco, já será ho­ sileiros. Fabricantes estrangeiros de Os fornecedores estrangeiros de pe­ | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 básicos da indústria moderna: gestão ra de começar outro. Vamos conseguir porte vêm adquirindo áreas no país ças e componentes também vêm se integrada, visão de fábrica e foco no Impacto na economia manter a mobilização de todas as ca­ e se associando a empresas brasi­ movi mentando em busca produto final. “Não é só fazer a mes­ A fabricação dos cascos vai abrir tegorias e funções durante anos”, ob­ leiras para disputar os contratos de de parceiros no Bra­ ma coisa oito vezes, mas repetir cada 5.000 postos de trabalho no ERG e serva Márcio Ferreira Alencar. construção dos módulos, montagem sil, como forma de vez melhor”, destaca o gerente. Além garantir outros 15.000 empregos de Nos estudos para a aquisição dos e integração. garantir o fluxo dos desafios técnicos da construção forma indireta. Na fase de montagem equipamentos das plataformas, como O propósito da Petrobras é susten­ de suprimento das plataformas, duas características e integração dos módulos das plata­ guindastes, turbogeradores, compres­ tar um resultado de nacionalização à “fábrica de 16 do modelo seriado de fabricação exi­ formas, mais 4.500 mil trabalhado­ sores, permutadores de calor, sistema que vá além da entrega das oito pri­ FPSOs”.
  • 10. EDUCAÇÃO EDUCAÇÃO RETRANCA Fotos: Banco de imagens petroBras NA ERA DO PRé-SAL, A PETROBRAS ESTABELECE PARCERIA COM A ANP, UNIVERSIDADES E ESCOLAS TéCNICAS A FIM DE ESTIMULAR A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA A INDúSTRIA DE PETRÓLEO E GÁS A preparação de novos profissionais é fundamental para a superação dos desafios no desenvolvimento das reservas do pré-sal mercado brasileiro de ener­ “É um projeto importantíssimo ção de mão de obra qualificada a fim Em janeiro de 2010, foram assi­ manos da Universidade Petrobras, a dida em que houver disponibilidade de O gia passa por uma verdadeira revolução, impulsionada pela para a cadeia de valor do segmento onde a companhia atua, bem como de sustentar o ritmo do crescimento da indústria nacional.” nados convênios com duas institui­ ções de ensino técnico de nível médio previsão é conceder bolsas de estu­ do a 841 alunos do ensino superior profissionais qualificados para aten­ der a cadeia produtiva do setor”. descoberta da camada pré­sal. Esse para as instituições de ensino que con­ O programa possibilita a capaci­ – o Instituto Federal Fluminense (IFF) e a 6.184 do nível técnico. “Já fo­ Os princípios para a escolha dos crescimento, cada vez mais acelerado, templam cursos relevantes para a in­ tação de estudantes na área de petró­ e o Instituto Federal do Rio Grande ram disponibilizadas 1.605 bolsas e alunos contemplados são de inteira exige também maior oferta de mão dústria de energia”, diz o gerente exe­ leo, gás e biocombustíveis em todo o do Norte (IFRN) – e uma de nível su­ 5.277 novas bolsas já estão previstas responsabilidade das entidades conve­ de obra especializada. Por outro lado, cutivo de Recursos Humanos, Diego território nacional por meio de bol­ perior – a Universidade Federal do Rio para serem concedidas até 2016”, niadas. Muitas delas utilizam critérios há uma grande quantidade de jovens Hernandes. “O Brasil cresce a taxas sas­auxílio. São contemplados desde Grande do Norte (UFRN). Em outu­ relata a gerente. socioeconômicos. As instituições de | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 em busca de emprego e dispostos a elevadas, e os investimentos da Petro­ estudantes do ensino técnico de nível bro, outros 30 convênios foram fir­ “Estimamos que grande parte ensino devem obedecer ao Plano de aprender. Com foco nesse cenário, a bras previstos em seu Plano de Negó­ médio até doutorandos. O programa mados com 18 universidades e três dos contemplados vá atuar no setor Trabalho que faz parte do convênio a área de Recursos Humanos da Petro­ cios, com a exigência de conteúdo na­ também proporciona às instituições escolas técnicas. Somados todos os de petróleo e gás ou desenvolver uma ser seguido. E o pagamento mensal bras lançou em 2010, em parceria cional mínimo, impulsionam a econo­ parceiras a aquisição de equipamentos contratos assinados até agora, serão carreira acadêmica voltada para áreas dos benefícios depende de autorização com a Agência Nacional do Petróleo, mia brasileira e a geração de emprego e programas de computador, assina­ repassados, no período de 2010 a de conhecimento importantes para expressa da Petrobras e da ANP, bem Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e renda. O Programa Petrobras de tura de periódicos, melhorias na in­ 2016, cerca de R$ 77 milhões. a Petrobras”, explica o coordenador como a compra de máquinas, equipa­ o Programa Petrobras de Formação Formação de Recursos Humanos se fraestrutura e participação em even­ Segundo Maria Oliveira, gerente do programa, Rodrigo Horta. “A Pe­ mentos e melhorias em infraestrutura. 18 de Recursos Humanos. junta ao esforço do país para forma­ tos científicos e acadêmicos. de Desenvolvimento de Recursos Hu­ trobras obterá o seu retorno na me­ Além disso, a cada seis meses as insti­ 19
  • 11. “ Furg Nesses pou- Fotos: unesp Na onda da inovaçãoEDUCAÇÃO EDUCAÇÃO Ferramenta cos meses como bolsista do progra- contra a evasão para o professor e coordenador do programa de recursos Hu- ma, a principal mu- escolar manos para o setor de petróleo, gás natural e Biocombustíveis na dança que percebi no meu trabalho foi a garantia de viabili- universidade tecnológica Federal do paraná (utFpr), Flávio neves Junior, a iniciativa da petrobras tem uma importância estratégica. zação do projeto que estou desenvol- o auxílio financeiro proporcio- “cria-se um ambiente social e de apoio na universidade, onde as vendo. Agora posso ter certeza de que nado pelas bolsas de estudo tem energias estão voltadas para o setor no qual a empresa atua”, explica. terei recursos para desenvolver ple- como objetivo reduzir a taxa de para o professor, esse esforço da petrobras favorece o conhecimento namente minha proposta de pesquisa. evasão escolar, estimular as car- mais aprofundado da companhia, que dissemina na comunidade o in- Também vale destacar o prestígio de reiras técnicas e de engenharia e teresse pelo setor. estar vinculado à Petrobras, uma vez permitir que estudantes tenham “em muitos casos, as universidades já têm grande interação com a que reconheço que carrego o nome sua atenção voltada para uma das empresa por causa de projetos de pesquisa e desenvolvimento. o en- desta empresa em meu trabalho.” cadeias produtivas com maior po- volvimento dos bolsistas nesses projetos permite uma formação con- Flávio Henrique Rodrigues, tencial de geração de emprego no sistente e continuada, integrada com a pesquisa e o desenvolvimento engenheiro ambiental, país. este é um dos pontos mais cada vez mais sólido”. e conclui: “surge um ciclo virtuoso de formação, mestrando em Geociências e Meio importantes do programa petro- pesquisa e desenvolvimento, com forte vínculo empresarial e com te- Ambiente na Universidade Estadual bras de Formação de recursos mas atuais e estratégicos. este ciclo permite que o meio universitário Paulista (Unesp) “ Humanos. “Vamos conseguir al- Alunos do programa participaram de um encontro promovido pela ANP em 2010 cançar escolas e universidades participe dessa onda de inovação”. Minha experiên- em regiões carentes do Brasil, on- tuições deverão prestar contas dos re­ O programa tem ligação direta cia está sendo exce- de a maioria dos estudantes tem cursos utilizados. com outras duas iniciativas da área de lente. Como preten- dificuldades financeiras para con- Um desafio citado por Rodrigo Serviços da companhia que utilizam do seguir a carreira cluir seus cursos”, salienta die- Horta é o fato de as instituições se­ recursos da Participação Especial: as O modelo de relacionamento do senvolvimento. Os institutos federais no setor de petróleo go Hernandes. rem obrigadas a se ajustar ao pa­ chamadas Redes Temáticas, sob res­ Programa Petrobras de Formação de de educação e as universidades são e gás, ser bolsista do o período de concessão das drão de exigência e de transparência ponsabilidade do Centro de Pesquisas Recursos Humanos foi concebido pre­ os executores do programa. As insti­ programa é de enorme relevância pa- bolsas varia conforme o nível es- da Petrobras. e Desenvolvimento Leopoldo Améri­ vendo a atuação de agentes internos e tuições de ciência e tecnologia par­ ra meu currículo. É muito importante colar, e os bolsistas não podem “Somos muito rigorosos com a co Miguez de Mello (Cenpes), e o Pro­ externos à companhia. As áreas de ceiras da Petrobras, a cadeia de for­ a viabilização dessas bolsas por parte ter vínculos empregatícios nem prestação de contas e as aprovações grama de Mobilização da Indústria Negócio definem os temas de interesse necedores da companhia e o setor de da Petrobras, já que serve como incen- estar receben do qualquer ou- na utilização dos recursos”, afirma. Nacional de Petróleo e Gás Natural da empresa. Ao RH cabe a gestão do petróleo, gás, energia e biocombus­ tivo para os alunos e para as universi- tro tipo de bolsa. no doutorado, (Prominp), ação do governo federal programa e a busca pelas melhores tíveis são os receptores dos trabalha­ dades, dando condições para a forma- por exemplo, pode chegar a 36 Participação Especial iniciada em 2003, sob responsabilida­ instituições do país que tenham cursos dores formados e qualificados. ção de mão de obra de qualidade.” meses. Os recursos para o programa de­ de da Engenharia. sobre esses temas. O Cenpes fica res­ Felipe Ferreira Gorla, o programa também traz gran- senvolvido pelo RH por meio da Uni­ ponsável pela administração da rubri­ Veja mais aluno do curso de graduação em des benefícios para as instituições versidade Petrobras têm origem na Modelo de relacionamento ca de investimentos em pesquisa e de­ http://www.unesp.br Geologia do Petróleo da Unesp “ de ensino. “os investimentos em Participação Especial, como obriga­ Maria Oliveira explica como é o infraestrutura viabilizam que as ção contratual da cláusula “Investi­ processo de estruturação dos convê­ Furg É uma oportuni- escolas e universidades tenham mento em Pesquisa e Desenvolvimen­ nios: “Há uma equipe multidisciplinar dade para poucos, e os recursos físicos necessários. to (P&D)” existente nos contratos de responsável por executar desde a ne­ por isso me orgulho estes recursos são vitais para o concessão estabelecidos entre a ANP gociação inicial com as entidades, para e me dedico para aumento da qualidade da forma- e os concessionários (Resolução ANP a elaboração de um plano de trabalho, desenvolver um bom ção profissional”, destaca o ge- no 33/55). A cláusula determina que até a análise da prestação de contas do projeto na área em rente executivo. as empresas que têm um contrato de uso dos recursos”. É feito contato di­ que tenho interesse. concessão invistam em P&D até 1% reto com a cúpula acadêmico­admi­ | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 Trabalhar em um projeto na área do Valores das bolsas da receita bruta da produção dos cam­ nistrativa da instituição de ensino, nível técnico r$ 350,00 petróleo é uma experiência desafiado- pos onde é devida a Participação Es­ com a qual são discutidas as necessi­ graduação r$ 450,00 ra por ser um assunto pouco estuda- pecial. Pelo menos metade desse valor dades das áreas de Negócio e traçados mestrado r$ 1.248,60 do nas matérias de graduação.” doutorado i r$ 1.840,50 deve ser referente a despesas reali­ os Planos de Trabalho. Estes definem Letícia Cornachini Bronzoni, doutorado ii r$ 2.278,20 zadas em projetos ou programas em as quantidades e os tipos de bolsas de aluna do curso de graduação em coordenação r$ 1.254,00 universidades e institutos de pesqui­ estudo que serão destinadas à institui­ Geologia do Petróleo da Unesp pesquisador visitante até r$ 5.200,00 sa e desenvolvimento previamente ção, além de prever como serão utili­ 20 credenciados pela ANP. zados os recursos. Bolsistas reunidos no IV Congresso Brasileiro de Oceanografia 21
  • 12. com as atividades desempenhadas, o Há 26 anos na Petrobras, o enge­ grau de experiência e a maturidade nheiro de petróleo Hélio Chagas Lei­RETRANCA RETRANCA profissional necessária para o proces­ tão, 49 anos, da UO­RNCE, come­GESTÃO GESTÃO so de mentoria. mora a oportunidade de fazer um A área de Recursos Humanos planejamento de longo prazo e com a acompanhará o andamento do proje­ garantia de mais tempo para ser dedi­ to, fazendo os ajustes necessários em cado à transferência do conhecimento. tHelma Vidales conjunto com as áreas para garantir o “É muito importante o comprometi­ alinhamento aos objetivos estratégicos mento gerencial que está sendo dado de RH: “promover o conhecimento ao projeto, pois só assim a realização necessário às estratégias da empresa” poderá ocorrer conforme o planejado. e “ter empregados identificados com Outra vantagem é a discussão adicio­ os valores Petrobras”. “O comparti­ nal que haverá sobre missão, valores e lhamento do conhecimento permite redes de relacionamento”, comenta. uma troca riquíssima, mesclando as Ele pretende transmitir a experiência ideias e questionamentos dos que es­ que adquiriu na execução de inúmeros tão chegando com a experiência de Estudos de Reservatórios com Simula­ quem trouxe a Petrobras para o pata­ ção Numérica, sobretudo dicas e su­ mar em que estamos. A integração gestões para contornar a etapa mais deve ocorrer em toda a companhia, demorada do processo, que é o ajuste mas o foco do projeto é para as áreas de histórico. com conhecimentos críticos”, afirma Outro que celebra o projeto é o INTEGRAçãO ENTRE o gerente de Recursos Gerenciais, Re­ engenheiro de petróleo Luis Améri­ ginaldo Lutaif, que definirá o alinha­ co Silva de Lima, 36 anos, também mento corporativo em conjunto com da UO­RNCE. “O projeto represen­ as gerações os RHs de cada área. ta uma ferramenta vital para a con­ Reginaldo comenta os primeiros tinuidade da excelência técnica que eventos de capacitação dos mento­ a Petrobras apresenta no cenário res. “Eles demonstraram comprome­ mundial”, enfatiza. Lima diz que pe­ timento com a iniciativa. Vamos agora riodicamente já procurava os profis­ repassar as lições aprendidas para as sionais mais experientes em busca de próximas turmas e acompanhar o uma opinião técnica sobre as ativi­ processo de mentoria”, ressalta, acres­ dades que desempenha. Para ele, o centando que o RH Corporativo já es­ mais valioso é conhecer quem são os PROJETO MENTOR PROMOVE A TROCA DE ExPERIêNCIAS ENTRE EMPREGADOS NA COMPANHIA, trutura outras ações visando à Ges­ melhores na sua área de atuação. VISANDO AO COMPARTILHAMENTO DO CONHECIMENTO O COMPARTILHAMENTO DO CONHECIMENTO tão do Conhecimento. “Quando tenho dúvida, recebo um norte para encontrar a solução. As dicas contribuem para dar mais ve­ “é grande a satisfação de podermos N uma época em que as pes­ setembro passado, a implantação do de serviço. O projeto consiste no com­ locidade e qualidade às atividades soas são multifuncionais e Projeto Mentor, que, além de contri­ partilhamento do conhecimento de do meu dia a dia”, conclui. diferentes gerações convi­ buir para a retenção do conhecimento, forma estruturada entre os emprega­ participar desse projeto mentor. Na área de Abastecimento, o pro­ vem no ambiente de trabalho, com­ oferece a oportunidade de desenvol­ dos mais experientes, referências em jeto também vem sendo muito bem partilhar experiências, valores, cultu­ vimento pessoal e profissional. suas áreas de atuação, denominados é bom saber que o nosso trabalho recebido. “É grande a satisfação de ra e, principalmente, conhecimento A iniciativa é essencial e priori­ mentores, e os profissionais que tra­ podermos participar desse Projeto torna­se um desafio para todas as tária porque, durante um período balham na companhia há menos tem­ e a experiência profissional são Mentor. É bom saber que o nosso tra­ | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 áreas da Petrobras. E foi com o ob­ de dez anos, foram realizadas ape­ po, os mentorados. balho e a experiência profissional são jetivo de acelerar o compartilha­ nas admissões pontuais na compa­ Até o momento foram identifica­ reconhecidos e serão aproveitados para reconhecidos e serão aproveitados mento do conhecimento Petrobras, ou seja, competências técnicas, cul­ nhia. Com isso, formou­se um “vale” no perfil dos empregados em relação dos 48 mentores das áreas de Explora­ ção e Produção (E&P) e Abastecimen­ a formação das futuras gerações para a formação das futuras gerações dentro do Sistema Petrobras”, diz Mau­ tura, valores, experiências e rede de à distribuição por tempo de compa­ to, com a formação de duas turmas de dentro do sistema petrobras.” ricio Hoansan Tan, engenheiro de relacionamento entre as “gerações nhia e que praticamente os separa em capacitação, tornando­os aptos a ini­ processamento da Gerência de Oti­ mauricio Hoansan tan, engenheiro de processamento Petrobras” que a área de Recursos dois grupos: cerca de 50% com até ciar o processo de mentoria. Mentor e da gerência de otimização de processos mização de Processos da Refinaria de 22 Humanos (RH) iniciou, no final de dez anos e 47% com mais de 20 anos mentorado são indicados de acordo da refinaria de capuava (recap) Capuava (Recap). 23
  • 13. UM PRêMIO nologia, pessoas de diferentes locali­QUALIFICAÇÃO QUALIFICAÇÃO dades podem exercitar, em conjunto, o conhecimento adquirido. É uma brincadeira interessante, útil e ligada à qualificação na área de Gás Natural. Com alegria, vamos garantir a quali­ à qualidade dade do nosso trabalho”. O gerente da malha vencedora ressalta a constante preocupação da Petrobras e da Transpetro com o trei­ namento dos empregados: “Não há nada pior do que ocorrer um aciden­ te, com perdas materiais e pessoais, e depois se descobrir que a causa foi o despreparo do pessoal”. O Programa DESAFIO PQGN MOBILIzA EQUIPES DA TRANSPETRO EM TODO O PAíS NUM JOGO DE PERGUNTAS E de Qualificação Profissional em Trans­ RESPOSTAS QUE TEM O OBJETIVO DE AFERIR O CONHECIMENTO DOS EMPREGADOS porte de Gás Natural foi iniciado em 2010, com o objetivo de capacitar e Integrantes da equipe vencedora, da Malha Nordeste Meridional, posam com o troféu qualificar a mão de obra para a área, ma forma divertida de aferir trional (NES), Norte (NO), Nordeste que vem crescendo muito, e garantir “por meio da tecnologia, pessoas U o conhecimento e de estimu­ lar os empregados próprios da Meridional (NEM), Espírito Santo (ES) e Sudeste­Sul (SES). Responsá­ a confiabilidade máxima dos proces­ sos e instalações, utilizando tecno­ Transpetro a se dedicarem aos cursos vel pela equipe vencedora, Francisco logia de forma apropriada para dis­ de diferentes do Programa de Qualificação Profis­ Lemos, gerente da Malha NEM, re­ seminar e massificar o conhecimento sional em Transporte de Gás Natural vela o segredo da conquista do tro­ em grande escala e curto espaço de localidades podem (PQGN). Assim pode ser definido o féu PQGN, com 87% da pontuação: tempo. “Cerca de 65% da força de Desafio PQGN, um jogo de pergun­ “A estratégia foi o estudo. Os empre­ trabalho de nossa equipe é formada exercitar, em tas com respostas de múltipla esco­ gados se prepararam, se dedicaram e por novos empregados, que entraram lha, disputado via videoconferência se esforçaram”. na companhia a partir de 2007”, in­ conjunto, o por equipes representantes das malhas O Desafio PQGN foi idealizado forma a coordenadora do programa. conhecimento de todo o Brasil – Nordeste Seten­ por Marcelo Rennó, diretor de Gás Todos os instrutores do PQGN são empregados da Transpetro e da adquirido. é uma Petrobras com experiência operacio­ nal. “O mais valioso foi que o PQGN brincadeira trouxe as aulas teóricas para o local de trabalho, com a Internet, e as aulas interessante, práticas para o nosso próprio campo útil e ligada à Com 87% de acerto na pontuação geral, equipe da Malha NEM festeja o 1o lugar operacional”, elogia Francisco Lemos. Para Vicente Campitelli, gerente qualificação de Logística de Gás Natural da Trans­ Natural da Transpetro, e operacio­ conferência. “Cada malha escolhe petro, o esforço para a qualificação da na área de nalizado pela engenheira Lu­ dois representantes para responder às força de trabalho tem trazido bons ciane Gonçalves Thomaz. De questões, mas outros colegas que fi­ resultados. “O objetivo do primeiro gás natural.” acordo com Rosangela Mo­ zeram treinamento também podem módulo do PQGN é nivelar e apro­ raes Cezar, coordenadora participar, torcendo e contribuindo fundar os conhecimentos técnicos nas | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 marcelo rennó, diretor de gás natural do PQGN, o jogo tem duas com informações. As respostas são atividades de gás natural, incluindo da transpetro etapas, cada uma delas com dadas por meio do Sametime, ferra­ a manutenção, a integridade e a se­ três perguntas com respostas menta de comunicação instantânea gurança. A meta original, que era a de múltipla escolha, elabora­ do Sistema Petrobras.” formação de 240 empregados no ni­ das pelos instrutores do pro­ Presente durante toda a ativida­ velamento até agosto de 2010, foi su­ Francisco Lemos, da grama. As perguntas sobre os de, Marcelo Rennó destaca a mobi­ perada, e 301 pessoas concluíram Malha Nordeste Meridional (à esquerda), recebe o troféu temas tratados no treinamento lidade do formato escolhido para a todas as 23 disciplinas do primeiro 24 PQGN de Marcelo Rennó são feitas por meio de video­ realização do jogo: “Por meio da tec­ módulo”, comemora. 25 Fotos: diVulgaÇÃo transpetro
  • 14. GENTE Voluntário pela ética Haja fôlego! Apaixonado por política, Rodrigo Marcovich Rossoni, téc- transparência capixaBa Bruno Cabral Goes, técnico de manutenção da P-12, mostrou ter nico de manutenção da P-34, encontrou em 2008, na ONG uma vontade de ferro ao se preparar para as provas do Ironman Transparência Capixaba, uma razão para dedicar parte de em 2009. Ele venceu vários obstáculos, como uma bursite e seu tempo à defesa da ética na gestão pública. “Como me escoriações escoriações e luxações decorrentes de um grave acidente de identifiquei com o trabalho da Transparência Capixaba, que bicicleta, para estar entre os 1.649 competidores da prova achei sério e realmente voltado para o fortalecimento da de- realizada em maio, em Florianópolis, na qual os atletas ti- mocracia e para o interesse público, resolvi ser um voluntário nham que cumprir um circuito de 3,8 quilômetros de nata- e contribuir financeiramente para sua manutenção”, conta. ção, 180 de ciclismo e 42 de corrida. A preparação co- Empolgado, sugeriu que a ONG criasse um núcleo jovem, e meçou em 2004, quando Bruno leu uma matéria sobre a competição ganhou como missão coordenar o grupo que desenvolve mundial de triatlon, no Havaí. “Fiquei impressionado com as distâncias ações para combater a corrupção e promover a ética. Uma da prova e fascinado pela possibilidade de me deslocar 226 quilôme- delas foi premiada, em dezembro de 2010, pela Controlado- tros em uma única competição”, lembra Bruno. Logo em seguida, ria Geral da União, enchendo Rodrigo e seus colegas de or- começou a treinar e, com a supervisão de um técnico, fez um pla- gulho. “Ficamos em terceiro lugar na categoria curta-metra- Rodrigo exibe o prêmio conquistado em 2010 por seu vídeo nejamento de longo prazo para participar de seu primeiro Ironman gem, com um vídeo de um minuto que trata da importância do “O matuto antenado” Brasil, em 2009, e do internacional, em 2010. Em 2009, terminou as controle social após o voto. Estive em Brasília para receber o provas com o tempo de 9 horas, 31 minutos e 13 segundos. Mas no prêmio, durante a cerimônia que marcou o Dia Mundial de rístico Comédia 027 dessem vida à conversa de um matuto ano passado, treinando pouco para um triatleta, desistiu de participar Combate à Corrupção”, conta. O vídeo “O matuto antenado” consciente do poder da cidadania com um homem da cida- da prova internacional e voltou a Florianópolis, cumprindo o circuito tem argumento e roteiro de Rodrigo e foi realizado na filosofia de”, diz ele. O esforço valeu o prêmio, que foi doado à Trans- brasileiro em 9 horas e 40 minutos. Novamente dedicado aos trei- de voluntariado que mantém a ONG. “Consegui que uma parência Capixaba. Conheça o trabalho do grupo em www. nos, que não são interrompidos nem mesmo nos dias de embarque produtora fizesse o vídeo e que dois atores do grupo humo- transparenciacapixaba.org.br/jovem. na P-12, Bruno já faz planos para este ano. Ele se prepara para cor- rer em novembro o Ironman Cozumel, no México, e tentar uma clas- sificação para participar, em outubro de 2012, do Ironman interna- Trabalho em equipe no mar cional, no Havaí. “Nesse intervalo, que- ro fazer ainda um Meio Ironman, em Cintia Guido nasceu em São Paulo, treinos eram um prazer e levaram Cin- arquiVo pessoal Bruno esbanja energia nas provas de corrida e ciclismo (foto ao lado) e vem intensificando os treinos para competir Caioba, e, em maio de 2012, o Ironman longe do mar, mas quando se mudou da tia a conhecer paisagens belíssimas e no Havaí Brasil”, explica Bruno. capital para Santos, a fim de assumir o entrar em contato com a natureza. “Du- cargo de técnica de Administração e rante os treinos, íamos beirando o litoral Controle na Gerência de Recursos Hu- e parando em várias praias para des- manos da Refinaria Presidente Bernar- cansar. Eram momentos em que ficáva- Os segredos do casamento des – Cubatão (RPBC), descobriu sua mos em silêncio, refletindo e contem- vocação aquática e começou a praticar plando a natureza”, conta. A equipe se Um casamento de 22 anos, dois filhos são as cinco perguntas. Se Getulio sabe canoa havaiana. O esporte a conquistou desfez por indisponibilidade de algumas e muita reflexão sobre a arte da convivên- ou não as respostas, cabe aos seus lei- de imediato, e sua dedicação lhe ga- atletas, mas Cintia não abandonou o es- cia são as credenciais que Getulio Manoel, tores decidir. Mas é fato que ele sabe rantiu lugar na primeira equipe feminina porte e buscou novos parceiros para a técnico químico da Refinaria Gabriel Pas- compartilhar a vida, seja com a esposa ou da modalidade formada na região. Os atividade. “Quando remamos, trabalha- arquiVo pessoal sos (Regap), apresenta às vésperas do com os amigos e colegas de empresa. O ... e a determinação como segredos do esporte Fotos: arquiVo pessoal Casado há 22 lançamento do livro Cinco questões para o livro, uma produção independente, é um anos, Getulio escreveu um livro casamento, previsto para março. “Quan- exemplo da união de esforços. A obra, mos em equipe. Cada um tem uma fun- sobre os desafios do alguém me diz que vai casar, pergunto sua primeira experiência editorial, é ilus- ção, que influencia diretamente o de-| REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 da vida a dois sempre se já se fez as cinco perguntas trada por Thiago Geraldo da Silva, no es- sempenho do grupo. Já existe o interes- fundamentais para tomar tal decisão. tilo mangá, e revisado por Márcio César se de empresas em proporcionar essa Resolvi escrever este livro para propor uma Pereira dos Santos, ambos técnicos da atividade a seus funcionários, justamen- reflexão sobre estas questões. Quis to- Regap. Getulio, que antes só publicara te por ela despertar o espírito de traba- car nos tópicos que vão fazer o casa- poemas em edições coletivas, já faz pla- lho em equipe, a liderança e a superação mento dar errado, e não escrever um li- nos para novos livros, além de dar con- de desafios”, explica, lembrando que, vro de receitas para fazer o casamento tinuidade ao seu viés musical: ele é sa- além de tudo, o esporte favorece novos26 ser duradouro”, alerta, sem revelar quais xofonista, compositor e arranjador. Cintia (segunda da esquerda para a direita) destaca o trabalho em equipe... laços de amizade. 27
  • 15. DIvERSIDADECULTURA CULTURA regional e étnica SEGUNDA FASE DA SELEÇÃO PúBLICA DO PROGRAMA PETROBRAS CULTURAL (PPC) 2010 CONTEMPLA 149 PROJETOS DE 18 ESTADOS DO PAíS anorama da riqueza da cul­ atuação do programa. Foram destina­ P tura brasileira, os resultados da edição 2010 do Programa dos R$ 52,9 milhões para patrocínio. Na edição 2010, três áreas tive­ Petrobras Cultural têm uma caracte­ ram cronogramas diferenciados (fes­ rística que está presente em todas as tivais de música, festivais de cinema edições: a diversidade regional e ét­ e difusão de longa­metragem em sa­ nica. “Essa é, inclusive, uma das ra­ las de cinema), tendo suas seleções zões de ser do PPC, que selecio­ públicas concluídas no início do ano. Distribuição regional nou este ano vários projetos voltados Dos 3.446 projetos inscritos, 2.037 para culturas indígenas e comuni­ são do Rio de Janeiro e de São Pau­ dos resultados dades quilombolas remanescentes”, lo, e 1.678 dos demais estados. destaca Eliane Costa, gerente de Pa­ Nesta sétima edição, foram con­ 13% 6% trocínio Cultural, da Comunicação templados 149 projetos nos segmen­ 5% Felipe goiFman Institucional. tos de artes cênicas, audiovisual, 18% Outra característica do PPC é a mú sica, educação para as artes, li­ desconcentração regional. Para des­ teratura, cultura digital e preserva­ centralizar a distribuição e democra­ ção e memória. tizar o acesso à verba do patrocínio Entre os projetos selecionados, 34 da Petrobras, são realizadas seleções são do Rio de Janeiro, 46 de São Pau­ públicas, abertas à sociedade, anun­ lo, 12 de Minas Gerais, 11 da Bahia, 11 58% ciadas nacionalmente, com inscrições do Rio Grande do Sul, oito de Pernam­ pelo site da companhia. buco, cinco do Ceará, quatro de San­ “Na distribuição entre as regiões, ta Catarina, quatro do Distrito Federal, 77% dos resultados estavam concen­ quatro da Paraíba, dois do Paraná e trados na Região Sudeste em 2003. dois do Mato Grosso. Amapá, Pará, Depois de sete edições, temos 58% Tocantins, Maranhão, Rio Grande do resultado no Sudeste e o restante do Norte e Mato Grosso do Sul tive­ distribuído entre as demais regiões: ram um projeto selecionado cada. 6% na Região Norte, 18% no Nordes­ Os incentivos incluíram desde ini­ | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 te, 5% no Centro­Oeste e 13% na ciativas de pesquisa artística até pro­ Região Sul, graças aos bons projetos jetos de distribuição de bens culturais. enviados por essas regiões, que estão cada vez mais bem representadas”, O patrocínio contemplou projetos de apoio a museus, arquivos e bibliote­ R$ 52,9 milhões de patrocínio comemora Eliane. cas; educação para as artes; manuten­ O resultado da segunda fase do ção de grupos e companhias de tea­ PPC, anunciado em dezembro, abran­ tro, dança, circo e trupes circenses; 28 geu 16 áreas, dentro das três linhas de produção de filmes de longa e curta­ 29
  • 16. CULTURA CULTURA José luiz pederneiras geraldo FalcÃo ismar ingBer agência petroBras de notícias metragem em 35 milímetros e digitais; e ambiental. O Programa Petrobras Bagaceira de Teatro, de Fortaleza, da obra de Teixeirinha – cantor cultura digital; literatura; apoio à ma­ Cultural lança a cada ano novas se­ com o projeto de intercâmbio de gaúcho com 72 discos gravados, nutenção de websites culturais; grava­ leções públicas de projetos para diver­ quatro grupos teatrais do interior compositor de mais de 1.200 le­ ção de CDs, turnês de shows e concer­ sas áreas, com divulgação nacional. cearense, seguido de montagem do tras, radialista, cineasta de 12 lon­ tos e gravação e circulação de música Desde a década de 1980, quando espetáculo, e o projeto De Ilusão a gas­metragens – formando um banco com disponibilização na Internet. deu início às ações de patrocínio cul­ Círculos Que Não Se Fecham – um de dados que será disponibilizado tural, a Petrobras já investiu na cultu­ processo de consolidação, de Reci­ na sede da Fundação Vitor Mateus Maior patrocinadora de cultura ra brasileira R$ 1,5 bilhão, dos quais fe, de formação de jovens educado­ Teixeira – Teixeirinha e no websi­ A Petrobras já destinou R$ 311 R$ 500 milhões correspondem a re­ res e artistas circenses da Escola Per­ te da instituição. milhões às seleções públicas do PPC cursos próprios da companhia, sem nambucana de Circo. desde a primeira edição, em 2003. incentivo fiscal. Organização e disponibilização do Cerca de 1.300 projetos receberam O projeto Antonio Nóbrega Cia. Arquivo documental da arquiteta patrocínio por meio do programa, Pérolas do PPC 2010 de Dança, de São Paulo, dá conti­ Lina Bo Bardi, de São Paulo, par­ que teve mais de 26.000 projetos ins­ Na área de Música, tiveram desta­ nuidade à pesquisa do músico, ator te de um programa mais amplo de critos nas sete edições, avaliados por que o projeto de gravação do CD Eliane Costa destaca e dançarino pernambucano Antô­ reestruturação da Casa de Vidro a desconcentração 356 especialistas integrantes das co­ Villa­Lobos, Vozes do Brasil – obra regional como uma das nio Nóbrega, com a produção de – Instituto Lina Bo e Pietro Maria missões de seleção. coral profana, do Rio de Janeiro, bases do Programa um novo espetáculo de dança, ha­ Bardi, que abriga as coleções e os Petrobras Cultural A comissão de seleção do PPC, parte da composição para coro a ca­ bilitando jovens bailarinos a uma arquivos da arquiteta, fundamen­ que este ano contou com 98 especia­ pela, muito pouco divulgada, grava­ linguagem de dança organizada a tais para a história da arquitetura listas, é formada por grupos de pro­ da por um dos melhores conjuntos partir de matrizes corporais oriun­ moderna e dos museus no Brasil. fissionais que atuam diretamente nos corais do país, o Calíope, sob a di­ das do vasto imaginário brasileiro, setores da cultura contemplados pelo reção do maestro Julio Moretzsohn. que para Rotas Musicais – Móveis Criador de uma obra original e pou­ presente em inúmeras manifestações Na categoria Documentário, o lon­ programa, incluindo diretores, pes­ Coloniais de Acaju, de Brasília, uma co difundida, o compositor baiano populares. ga­metragem digital de Daniela Broi­ quisadores, jornalistas, críticos, cu­ O projeto Samba de Nicinha, Raí­ das principais bandas alternativas Elomar Figueira Mello propõe um tman, Marcelo Yuka no caminho radores, acadêmicos e editores, entre zes de Santo Amaro, de gravação do país. trabalho de temática popular em Na categoria de Websites, destaque das setas, de São Paulo, mostra a outros. Essas comissões são renova­ para disponibilização gratuita pela formato de ópera antiga. A série para o Centro Multimídia Fora do transformação na vida do ex­bate­ das a cada ano, e sua composição bus­ Internet, utiliza o audiovisual para Também do Distrito Federal, Arri­ de concertos “Galope Estradeiro Eixo, de Mato Grosso, de intercâm­ rista e fundador da banda O Rappa, ca incluir a maior diversidade possí­ difusão da memória do samba­chula go Barnabé através do Brasil, sele­ 2009 – II Galope Estradeiro” fo­ bio de tecnologias aplicadas à ca­ vítima da violência no Rio de Janei­ | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 vel de perfis para o julgamento dos ou samba de roda, estilo musical tra­ cionado pela importância da obra caliza o cenário regional baiano deia produtiva da cultura, formado ro, e sua luta pela justiça social. projetos, selecionados por seus mé­ dicional do Recôncavo Baiano, reco­ de um dos nomes mais expressivos em uma turnê pelo interior dos es­ por coletivos autônomos articula­ ritos qualitativos. nhecido como Patrimônio Imaterial da música experimental brasileira, o tados da Bahia, do Ceará e de Mi­ dos em rede de alcance nacional, A política de patrocínios da Pe­ do Brasil pelo Iphan e Patrimônio compositor e cantor Arrigo Barna­ nas Gerais. utilizando novas ferramentas ba­ trobras está estruturada em progra­ Imaterial Mundial pela Unesco. bé, paraense radicado em São Pau­ seadas em softwares livres. Saiba mais mas contínuos, que definem as es­ lo, que fará apresentações do seu Na categoria de Artes Cênicas, Ma­ para ver a lista completa dos tratégias e as prioridades de atuação Na parte de turnês de shows e con­ repertório de vanguarda em sete ci­ nutenção de Grupos e Companhias De Porto Alegre, a digitalização e projetos selecionados, acesse 30 da empresa nas áreas cultural, social certos de música brasileira, desta­ dades de quatro regiões brasileiras. de Teatro, Dança e Circo, o Grupo organização do Acervo da vida e www.hotsitespetrobras.com.br/ppc 31
  • 17. FIQUE POR DENTRO Lançada a plataforma de serviço geraldo FalcÃo BOA LEITURA ENERGÉTICAS Petrobras é a terceira O Guia Criativo do Via­ Cidade de Arraial do Cabo Serra do Mar jante Independente (Edi- entre as maiores empresas A Petrobras firmou parceria, em 11 tora Trilhos e Montanhas), de janeiro, com a Secretaria Estadual organizado por Zizo As- de energia do mundo Batizada em homenagem a uma das utilizada para a revitalização das unida- do Meio Ambiente de São Paulo pa- nis, é como um caderno cidades da costa fluminense na área de des marítimas da Bacia de Campos. A ra colaboração na gestão de áreas de dicas do seu melhor Com um valor de mercado esti- lugar na primeira edição do ranking, abrangência da Petrobras na Bacia de UMS possui um sistema de posiciona- no Parque Estadual da Serra do Mar amigo. Dois livros – Europa e Améri­ mado em US$ 228,9 bilhões (em de- em 1999, para a terceira colocação Campos, a Unidade de Manutenção e mento dinâmico que permite mobilida- (PESM). A empresa vai investir R$ ca do Sul – reúnem preciosas infor- zembro de 2010), a Petrobras avançou em pouco mais de uma década. Se- Segurança (UMS) Cidade de Arraial do de simultânea com a unidade à qual 25,7 milhões, e, entre outras ações, mações para pessoas que gostam mais uma posição e passou do quarto gundo a consultoria, o valor de merca- Cabo foi lançada oficialmente ao mar estiver atracada, podendo, dessa for- a parceria prevê a criação do Plano de desbravar a cidade que escolheu para o terceiro lugar no ranking PFC do da companhia, que era de US$ 13,5 em 11 de janeiro, na Baía de Guanaba- ma, ligar-se a qualquer tipo de plata- de Manejo do Parque. A duração do para passar as férias. Os livros não Energy 50, divulgado em 24 de janei- bilhões em 1999, cresceu a uma ta- ra. Considerada um “estaleiro móvel”, forma, fixa ou flutuante. A unidade de convênio é de 1.800 dias. tra zem informações detalhadas so- ro. A companhia ficou à frente da Shell xa composta de 27% ao ano. A PFC ela é uma plataforma de serviço e será serviço, que iniciará suas atividades pe- bre museus e obras de arte, mas ofe- e da Chevron, quarta e quinta coloca- Energy atua junto a empresas e go- la plataforma Cherne 1, tem oficinas me- re cem muitas dicas para ajudar o das, e atrás apenas da líder ExxonMo- vernos em todo o mundo há mais de cânicas e elétricas, áreas de pintura e Sejam bem-vindos! leitor a escolher um roteiro e conhe- bil e da PetroChina, que ficou com o 20 anos. Ela publica anualmente o caldeiraria, além de alojamento para 350 O embaixador britânico no Brasil, cer as cidades. Contexto histórico, da- segundo posto. A consul to ria PFC ranking das 50 maiores companhias profissionais. A nova UMS dá continui- Alan Charlton, e a cônsul-geral no Rio tas festivas, comidas típicas, compras, Energy destacou a constante ascen- de energia com ações em Bolsa e tem dade ao esforço iniciado pela companhia de Janeiro, Paula Walsh, foram rece- hospedagem, transporte público, mu- são da Petrobras, que passou de 27o como principal critério o desempenho em 2006, quando foi lançada a plata- bidos pelo presidente da Petrobras, seus e baladas fazem parte da co- no mercado de capitais. forma de serviço Cidade de Armação José Sergio Gabrielli de Azevedo, em letânea de informações. dos Búzios, para ampliar a estrutura de visita à sede da empresa, no dia 17 O ranking está disponível no site A nova UMS prestará serviços na Bacia apoio logístico às unidades de produ- de janeiro. No encontro, o embaixa- Maria Augusta Seixas, www.pfcenergy.com/pfc50.aspx de Campos, a começar por Cherne 1 ção offshore. dor des tacou o sucesso das par- Comunicação Empresarial do Jurídico ce rias exis tentes entre empresas brasileiras e britânicas e convidou a Petrobras a participar de eventos vencedor do Prêmio Pu- Projetos de biocombustíveis são Futebol e cidadania no clube para fomentar as relações comer- lit zer, o livro O Petróleo ­ ciais entre os dois países. Uma História Mundial de destaque na Campus Party 2011 mais antigo do país Fotos: diVulgaÇÃo Conquistas, Poder e Dinhei­ Fotos: agência petroBras de notícias ro ( tora Paz e Terra) tra- (Edi Realizada em janeiro, em São Paulo, formou no maior evento mundial que Utilizar o futebol como ferramenta atletas. Além do foco no futebol, o pro- ça a abrangente história do a Campus Party 2011 abriu espaço para integra tecnologia, conteúdo digital e en- para minimizar os problemas de ex- jeto prevê o resgate e a difusão das po- combustível mais importante do mun- que a Petrobras mostrasse aos partici- tretenimento em rede. Os participantes clusão social de crianças e adoles- tencialidades da região sul do esta- do. Colocando-o no centro das de- pantes alguns de seus principais pro- se mudam com seus computadores, centes de baixa renda da cidade de do gaúcho, divulgando o turismo, a cisões fundamentais do século XX, o jetos no segmento de energias renová- malas e barracas para uma arena, onde Rio Grande (RS) é o foco do projeto cultura e a história do clube, bem co- especialista Daniel Yergin, referência veis. No dia 18 de janeiro, ao falar sobre se conectam a uma rede superveloz e Escola de Formação Sport Club Rio mo sua cidade de origem. internacional no assunto, mostra de a relação entre energia e sustentabili- convivem em oficinas, palestras, com- Grande – Formando Atletas e Cida- que maneira o petróleo influenciou dade, o gerente de Gestão Tecnológica petições e atividades de lazer. Em sua dãos. Desenvolvido pela Fundação So- guerras, provocou transformações tec- da subsidiária Petrobras Biocombustível, quarta edição no Brasil, a Campus Party ciocultural e Esportiva do Rio Grande Obras na Refap nológicas e gerou as maiores rique- Norberto Noschang, citou projetos co- se consolidou como ponto de encontro (Funserg), o projeto recebeu em 20 de A Petrobras assinou, em 12 de janei- zas do planeta. Nesta edição revista, mo o desenvolvimento da produção de físico das redes sociais da Internet, pro- janeiro o apoio da Petrobras, por meio ro, contrato para a construção da ampliada e ilustrada, povoada de no- biodiesel a partir de microalgas e o eta- porcionando aos visitantes a troca livre do qual o número de beneficiados nova Unidade de Hidrotratamento de mes como Churchill, Hitler, Stalin e nol de segunda geração, produzido com de conteúdos. será ampliado de 200 para 480, com Diesel (HDT II) e da nova Unidade de Saddam Hussein, o leitor brasileiro po- o bagaço da cana-de-açúcar. A compa- escolinha de futebol em diferentes ca- Geração de Hidrogênio (UGH II), na| REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 | REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 derá encontrar também um epílogo nhia também apresentou outras inicia- tegorias, organizadas em turno inver- Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Fotos: agência petroBras de notícias com informações essenciais sobre o tivas, como o desenvolvimento de pes- so ao da escola. Também estão pre- em Canoas (RS). A HDT II terá capa- contexto brasileiro e o pré-sal. quisas com o objetivo de au men tar o vistas obras de melhoria na sede do cidade para tratar 6.000 metros cú- aproveitamento das oleaginosas para Sport Club Rio Grande (reconhecido bicos por dia de diesel com baixo Anderson Paulo da Silveira, a produção de biodiesel e os desafios como o clube de futebol mais antigo teor de enxofre (10 ppm). Há ex- SMS da Regional Sudeste dos para viabilizar a produção de biocom- do Brasil), confecção de novos uni- pectativa de geração de 3.000 pos- Serviços Compartilhados bustível para aviação. Criada na Espa- Apresentação da Petrobras: biodiesel formes e programas de formação de tos de trabalho no pico das obras.32 nha em 1997, a Campus Party se trans- e etanol atraíram o interesse do público 33
  • 18. FIQUE POR DENTRO ENERGÉTICAS P-57 contribui para recorde de Combustíveis em alta produção de petróleo no país Em dezembro úl- timo, a Petrobras A entrada em operação da platafor- me ficou 6,8% acima da produção de bateu recordes históricos de venda ma P-57, no Campo de Jubarte, na por- dezembro de 2009. A produção total – de gasolina e querosene de aviação ção capixaba da Bacia de Campos, petróleo e gás – da Petrobras no Brasil, (QAv). O volume de gasolina comer- aliada ao Teste de Longa Duração (TLD) em barris de óleo equivalente por dia cializado foi de 1.966.000 metros de Guará, na Bacia de Santos, e à liga- (boed), chegou a 2.491.087 barris em cúbicos, superando em 50.000 me- ção de novos poços nos campos de dezembro, registrando, além de recorde tros cúbicos o recorde anterior, de Cachalote/Baleia-Franca e Barracuda/ mensal, um aumento de 7,9% sobre o março de 2010. Já as vendas de QAv Caratinga, ambos na Bacia de Campos, volume produzido em dezembro de em dezembro totalizaram 585.450 foi determinante para mais um recorde 2009. A produção de gás natural dos metros cúbicos, com um aumento de produção da Petrobras. Em dezem- campos nacionais em dezembro apre- de 4,9% em relação ao recorde an- bro passado, a produção média de pe- sentou um aumento de 15% em relação terior, registrado em julho de 2010. tróleo da companhia no país atingiu o ao mesmo mês de 2009, chegando a volume de 2.121.584 barris por dia, ul- 58,746 milhões de metros cúbicos. A trapassando em 89.000 barris o recorde produção de petróleo em 2010 também Fórum Mundial anterior, de 2.032.260 barris por dia, foi recorde anual, registrando a média O presidente José Sergio Gabrielli alcançado em abril de 2010. Esse volu- de 2.004.172 barris diários. de Azevedo e o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Almir Bar- bassa, representaram a Petrobras no Fórum Econômico Mundial, rea- lizado de 26 a 30 de janeiro em Da- vos, na Suíça. O evento reuniu líde- res empresariais e governamentais, acadêmicos e representantes da so ciedade civil de todo o mundo. Petrobras celebra em Tiradentes SOS Guanabara marco de 500 filmes patrocinados Foi realizado em 17 de janeiro, no Rio, o seminário SOS Guanabara, A Mostra de Cinema de Tiradentes solina, que serviram de suporte para a com patrocínio da Petrobras, para (MG), que conta com patrocínio da Pe- projeção de cenas de alguns dos filmes debater projetos e ações de despo- trobras desde 2001, foi o palco da cele- patrocinados pela Petrobras, como “Ci- luição da Baía de Guanabara, no Rio. bração de um marco da cultura brasilei- dade de Deus”, “Carandiru”, “Cazuza”, O gerente de Articulação e Contin- ra: na abertura, em 21 de janeiro, um “O homem que copiava” e “Carlota Joa- gência da Região Sudeste da Petro- desfile de criações do estilista Ronal- quina”. A gerente de Patrocínios da Co- bras, Ronaldo Torres, falou sobre o do Fraga homenageou os mais de 500 municação Institucional, Eliane Costa, Programa de Revitalização, Urbani- longas-metragens patrocinados pela em- compareceu ao evento. “A Petrobras zação e Recuperação Ambiental do presa. Foram 26 modelos inspirados no está presente não só na produção de ci- Canal do Fundão e seu entorno. macacão dos frentistas de postos de ga- nema; trabalha também difusão, circula- ção, formação e reflexão. Dentro da pro-| REVISTA PETROBRAS | janeiro 2011 dução, temos mais de 500 longas, que é um número muito expressivo. Além dis- Fotos: agência petroBras de notícias so, o momento em que a Petrobras es- tabeleceu essa parceria com o cinema foi muito importante, pois marcou a reto- mada da produção nacional”, contou O Festival de Tiradentes celebrou o Eliane. A parceria começou em 1994,34 apoio da Petrobras ao cinema nacional com “Carlota Joaquina”.
  • 19. MÁQUINA DO TEMPO Oscar da indústria do petróleo Bruno VeigaBanco de imagens petroBras Premiada três vezes por sua excelência em tecnologia offsho- mínio da tecnologia de exploração e produção de petróleo em re, a Petrobras é uma das líderes mundiais em exploração e pro- águas profundas no Campo de Roncador, na Bacia de Campos, dução em águas profundas e ultraprofundas. No início dos anos que levou à quebra do recorde mundial de produção em águas 1990, época em que se operava em lâmina d’água de 384 metros, profundas, chegando a 1.877 metros de profundidade. a companhia se destacou como a maior produtora em águas Em 2007, o engenheiro Marcos Assayag, na época geren- profundas do mundo, com 65% da área de seus blocos explora- te-geral de Engenharia Básica do Centro de Pesquisas da Petro- tórios offshore em lâmina d’água de mais de 400 metros. bras (Cenpes), recebeu o reconhecimento máximo individual da A conquista levou ao primeiro OTC Distinguished Achieve- instituição, o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for ment Award for Organizations (prêmio de distinção a empresas) Individuals, pela importância do trabalho que realizou durante 13 –, o mais importante da indústria mundial do petróleo, concedido anos como coordenador do Procap – principal celeiro das inova- pela organização internacional Offshore Technology Conference ções tecnológicas em águas profundas do mundo (foto maior). (OTC), em 1992, pelo pioneirismo da companhia na implementa- Evento internacional mais importante do setor de óleo e gás, a ção de novas tecnologias de produção em águas profundas no Conferência de Tecnologia Offshore é realizada na cidade de Hous- Campo de Marlim, na Bacia de Campos, e por sua notável con- ton (Texas, EUA) desde 1968. Anualmente, durante quatro dias tribuição para o avanço da indústria de petróleo offshore mundial do mês de maio, a OTC apresenta as mais novas tecnologias do (foto menor). mundo em exploração e produção de petróleo em alto-mar. Na O segundo OTC Distinguished Achievement Award for Orga- edição de 2010, a OTC recebeu 70.000 pessoas do mundo inteiro. nizations foi dado à Petrobras em 2001, pela excelência no do- Este ano, a conferência será realizada de 2 a 5 de maio.