Gestão de sala de aula 2

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Gestão de sala de aula 2

  1. 1. A PERGUNTA MAIS IMPORTANTE: Como devo ORGANIZAR o ensino para garantir a aprendizagem? PLANEJAMENTO Planeje-se para conhecer seus alunos!
  2. 2. <ul><li>O professor, além de ensinar, precisa aprender o que seu aluno já construiu até o momento. </li></ul><ul><li>Fernando Becker </li></ul>Para tal, precisamos pensar na TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA
  3. 3. Planejamento   O ato de planejar faz parte da história do ser humano, pois o desejo de transformar sonhos em realidade objetiva é uma preocupação marcante de toda pessoa. Em nosso dia-a-dia, sempre estamos enfrentando situações que necessitam de planejamento, mas nem sempre as nossas atividades diárias são delineadas em etapas concretas da ação, uma vez que já pertencem ao contexto de nossa rotina. Entretanto, para a realização de atividades que não estão inseridas em nosso cotidiano, usamos os processos racionais para alcançar o que desejamos.
  4. 4. PLANEJAMENTO É ... processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações (PADILHA, 2001, p. 30).
  5. 5. PLANEJAR É ... um processo que &quot;visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro&quot;, mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja. (idem, 2001, p. 63). Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos dadas.
  6. 6. PLANEJAR É ... um processo que &quot;visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro&quot;, mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja. (idem, 2001, p. 63). Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos dadas.
  7. 7. Planejamento Educacional é &quot;processo contínuo que se preocupa com o 'para onde ir' e 'quais as maneiras adequadas para chegar lá', tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades da sociedade, quanto as do indivíduo&quot; (PARRA apud SANT'ANNA et al, 1995, p. 14).
  8. 8. Para Vasconcellos (1995, p. 53), &quot;o planejamento do Sistema de Educação é o de maior abrangência (entre os níveis do planejamento na educação escolar), correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual e municipal&quot;, incorporando as políticas educacionais.
  9. 9. Planejamento Curricular é o &quot;processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno&quot;. Portanto, essa modalidade de planejar constitui um instrumento que orienta a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral das experiências de aprendizagem que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos componentes curriculares (VASCONCELLOS, 1995, p. 56).
  10. 10. Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre atuação concreta dos professores, no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações, em constante interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos (PADILHA, 2001, p. 33). Na opinião de Sant'Anna et al (1995, p. 19), esse nível de planejamento trata do &quot;processo de tomada de decisões bem informadas que visem à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação de ensino-aprendizagem&quot;.
  11. 11. Planejamento Escolar é o planejamento global da escola, envolvendo o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição. &quot;É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social&quot; (LIBÂNEO, 1992, p. 221).
  12. 12. Planejamento Político-Social tem como preocupação fundamental responder as questões &quot;para quê&quot;, &quot;para quem&quot; e também com &quot;o quê&quot;. A preocupação central é definir fins, buscar conceber visões globalizantes e de eficácia; serve para situações de crise e em que a proposta é de transformação, em médio prazo e/ou longo prazo. &quot;Tem o plano e o programa como expressão maior&quot; (GANDIN, 1994, p. 55).
  13. 13. No Planejamento Operacional , a preocupação é responder as perguntas &quot;o quê&quot;, &quot;como&quot; e &quot;com quê&quot;, tratando prioritariamente dos meios. Abarca cada aspecto isoladamente e enfatiza a técnica, os instrumentos, centralizando-se na eficiência e na busca da manutenção do funcionamento. Tem sua expressão nos programas e, mais especificamente, nos projetos, sendo sobretudo tarefa de administradores, onde a ênfase é o presente, momento de execução para solucionar problemas (idem.).
  14. 14. PLANO É   ... um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer, com quem fazer. Para existir plano é necessária a discussão sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode responder as questões indicadas acima.     
  15. 15. PLANO É      a &quot;apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar&quot; (FERREIRA apud PADILHA, 2001, p. 36). Plano tem a conotação de produto do planejamento .      
  16. 16. PLANO É       ...um guia e tem a função de orientar a prática, partindo da própria prática e, portanto, não pode ser um documento rígido e absoluto. Ele é a formalização dos diferentes momentos do processo de planejar que, por sua vez, envolve desafios e contradições (FUSARI, op. cit.).
  17. 17. Plano Nacional de Educação é &quot;onde se reflete toda a política educacional de um povo, inserido no contexto histórico, que é desenvolvida a longo, médio ou curto prazo&quot; (MEEGOLLA; SANT'ANNA, 1993, p. 48).
  18. 18. Plano Escolar é onde são registrados os resultados do planejamento da educação escolar. &quot;É o documento mais global; expressa orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos&quot; (LIBÂNEO, 1993, p. 225).
  19. 19. Plano de Curso é a organização de um conjunto de matérias que vão ser ensinadas e desenvolvidas em uma instituição educacional, durante o período de duração de um curso. Segundo Vasconcellos (1995, p. 117), esse tipo de plano é a &quot;sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela determinada disciplina ou área de estudo, numa dada realidade&quot;.
  20. 20. Plano de Ensino &quot;é o plano de disciplinas, de unidades e experiências propostas pela escola, professores, alunos ou pela comunidade&quot;. Situa-se no nível bem mais específico e concreto em relação aos outros planos, pois define e operacionaliza toda a ação escolar existente no plano curricular da escola. (SANT'ANNA, 1993, p. 49).
  21. 21. Para planejar o trabalho pedagógico de uma disciplina, visualiza-se:
  22. 22. Os conteúdos e a metodologia, portanto, são o caminho a ser trilhado com base no que se estabeleceu como meta.
  23. 23. A avaliação educacional <ul><li>Muitas vezes, numa prática ameaçadora e autoritária. </li></ul><ul><li>É preciso substituir a &quot;Pedagogia da Avaliação&quot; pela &quot;Pedagogia do Ensino-Aprendizado“. </li></ul>
  24. 24. Avaliação da aprendizagem Processo pedagógico Diagnóstico do processo ensino/aprendizagem
  25. 25. Principais equívocos na autoavaliação Autoavaliação <ul><li>Deixar o aluno dar a sua própria nota; </li></ul><ul><li>Fazer perguntas genéricas; </li></ul><ul><li>Dizer os resultados sem comentar; </li></ul><ul><li>Deixar tudo para o fim do bimestre. </li></ul>
  26. 26. O que um planejamento com técnicas de ensino na aula requer? <ul><li>Articulação com os momentos didáticos propostos </li></ul><ul><li>Previsão das atividades discentes: qual o envolvimento do aluno na técnica? </li></ul><ul><li>Interações na produção dos materiais didáticos </li></ul><ul><li>Organização do espaço da sala de aula </li></ul><ul><li>Apresentação da proposta da aula de forma clara (objetivos) </li></ul><ul><li>Definição de lideranças (papéis) </li></ul><ul><li>Abertura para avaliação cooperativa do trabalho vivenciado </li></ul>
  27. 27. Organização social da sala de aula: planejando diferentes espaços O espaço físico da sala de aula deve ser planejado em função dos objetivos didáticos.
  28. 28. TÉCNICAS DE ENSINO PORTFÓLIO “ é a coleção de trabalhos e atividades produzidos pelos alunos, adequadamente organizada, que revela, com o passar do tempo, os diversos aspectos do crescimento e do desenvolvimento de cada um em particular” (Ribas, 2007, p.158) “ permite aos professores considerarem o trabalho de forma processual, superando a visão pontual das provas e testes, integrando-o no contexto do ensino como uma atividade complexa baseada em elementos de aprendizagem significativa e relacional”. (Alves, 2006, p.106)
  29. 29. PROJETO DE AÇÃO DIDÁTICA “ Ensinar, aprender, pesquisar e avaliar por meio do projeto de ação didática centrada em problemas desenvolvidos por grupos de alunos, orientados por professores, introduz uma dinâmica nova na sala de aula. O projeto de ação didática desenvolve capacidades de pesquisa na medida que incita a observar, a recorrer às técnicas diversificadas - entrevista, questionário, trabalho em grupo, exposição dialogada, observação visitas, [...] para levantar indagações, desenvolver estratégias, descobrir, inventar...” Ilma Veiga, 2006, p. 76
  30. 30. <ul><li>MOMENTOS DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO DO PROJETO DE AÇÃO DIDÁTICA (Veiga, 2006) </li></ul><ul><li>IDENTIFICAÇÃO OU PROBLEMATIZAÇÃO </li></ul><ul><li>2) DESENVOLVIMENTO OU TRABALHO DE CAMPO </li></ul><ul><li>3) GLOBALIZAÇÃO, AVALIAÇÃO FINAL OU SÍNTESE </li></ul>
  31. 31. AULA EXPOSITIVA DIALOGADA
  32. 32. AULA EXPOSITIVA DIALOGADA <ul><li>pode contribuir na apresentação de uma nova Unidade, ou na explicação de conteúdos, podendo ser dinamizada com outras Técnicas; </li></ul><ul><li>observar os momentos didáticos da aula: introdução, desenvolvimento e síntese integradora; </li></ul><ul><li>exposição dialogada, provocativa, destacando a importância das perguntas em aula (Vasconcellos); </li></ul><ul><li>vivenciar as Habilidades didáticas de ensino observando o tempo da exposição. (Cunha, 1989), </li></ul>
  33. 33. PAINEL INTEGRADO <ul><li>Propõe-se um tema para estudo em grupos (A,B,C) </li></ul><ul><li>Cada aluno recebe um número (1,2,3) e estuda o tema no grupo </li></ul><ul><li>Trocam-se os grupos para o painel integrado (todos os alunos número 1 formam novo grupo). Cada aluno é responsável em apresentar aos novos colegas o que estudou no grupo de origem. </li></ul><ul><li>Vantagens: não há “ panelas” e não há um representante de cada grupo, pois todos são responsáveis. </li></ul>
  34. 34. ESTUDO DE CASO <ul><li>é a análise minuciosa e objetiva de uma situação real que necessita ser investigada e é desafiadora para os envolvidos; </li></ul><ul><li>professor expõe o caso a ser estudado (que pode ser um caso para cada grupo ou o mesmo caso para diversos grupos); </li></ul><ul><li>o grupo analisar o caso, expondo seus pontos de vista; </li></ul><ul><li>o professor retoma os pontos principais, fazendo a síntese. </li></ul><ul><li>(Anastasiou, 2006) </li></ul>
  35. 35. ESTUDO DIRIGIDO <ul><li>Momentos </li></ul><ul><li>mobilização para o estudo </li></ul><ul><li>apresentação do roteiro dirigido/ proposta com questões </li></ul><ul><li>estudo individual ou grupal </li></ul><ul><li>apresentação e intervenção final </li></ul>
  36. 36. LISTA DE DISCUSSÃO POR MEIOS INFORMATIZADOS “ é a oportunidade de um grupo de pessoas poder debater, à distância, um tema sobre o qual sejam especialistas ou tenham realizado um estudo prévio, ou queiram aprofundá-lo por meio eletrônico” (Anastasiou, 2006, p. 85) Ex: Comunidade Aprendizes de Didática http://itn.abril.com.br/
  37. 37. <ul><li>GV-GO : Grupo de Verbalização e Grupo de Observação </li></ul><ul><li>propõe-se um tema para estudo e debate; </li></ul><ul><li>divide-se a turma em dois grupos enquanto um grupo é o GV (grupo de verbalização) o outro grupo apenas observa e registra para posterior discussão </li></ul><ul><li>invertem-se as posições: G.V passa a ser G.O e vice-versa; </li></ul><ul><li>o professor atua como mediador nos grupos (um aluno pode ser o relator no quadro de giz); </li></ul><ul><li>intervenções finais no grande grupo. </li></ul>
  38. 38. SEMINÁRIO <ul><li>visa instaurar o diálogo crítico, estimulando a </li></ul><ul><li>produção do conhecimento de forma cooperativa; </li></ul><ul><li>observar o cuidado de não substituir o monólogo do professor pelo do aluno ... (Balzan 1980); </li></ul><ul><li>orientar os alunos para evitar a extrema divisão </li></ul><ul><li>do trabalho “em partes”. </li></ul>

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