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Sugestões metodológicas de Orientação Educacional
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Sugestões metodológicas de Orientação Educacional

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  • 1. GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE ARAGUATINS COORDENAÇÃO REGIONAL DE GESTÃO PEDAGÓGICA ARAGUATINS - TO 2010 Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 2. GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA DIRETORIA REGIONAL DE ENSINO DE ARAGUATINS COORDENAÇÃO DE GESTÃO EDUCACIONAL CARLOS HENRIQUE AMORIM Governador do Estado SUZANA SALAZAR DE FREITAS MORAES Secretária de Educação e Cultura NORANEY DE FÁTIMA FERNANDES DE CASTRO Subsecretária MARIA EUNICE COSTA RODRIGUES Diretora de Gestão Pedagógica LUCIENE ALVES PEREIRA Coordenadora de Gestão Educacional ISMENI LIMA DE MOURA Orientadora Educacional - SEDUC MARIA JOSINETE ARAÚJO COSTA Diretora Regional de Ensino de Araguatins KELBER DE ALENCAR MORAIS Coordenador de Gestão Pedagógica FAELY DA SILVA FERREIRA Orientadora Educacional Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 3. APRESENTAÇÃO O presente trabalho tem o objetivo oferecer sugestões para o trabalho do Serviço de Orientação Educacional nas Unidades Escolares que possuem um profissional devidamente lotado para o exercício da função de Orientador Educacional, bem como para aquelas que esta função é exercida pelos Coordenadores Pedagógicos e Diretores de Unidade. Estas sugestões é uma iniciativa da Coordenação de Gestão Pedagógica e do Serviço de Orientação Educacional da Diretoria Regional de Ensino de Araguatins, a partir das reflexões realizadas no Encontro de Formação Continuada com os Orientadores Educacionais para apoiar o planejamento e a produção de materiais metodológicos educativos que subsidiem o cumprimento de uma educação com mais efetividade. Pretendemos aqui oferecer atividades práticas para trabalhar questões que auxiliem no processo de construção de novas relações entre os seres humanos e melhorem sua capacidade de se comunicar, de conviver, de respeitar as diferenças individuais e culturais e amenizarmos questões cada dia mais frequentes no cotidiano de nossas escolas. Assim, estas questões estão distribuídas em quatro partes, das quais faremos uma breve descrição: A Primeira Parte é composta por uma coletânea de textos reflexivos para se trabalhar os quatro pilares da Orientação Educacional: autoestima, auto- conceito, autoimagem e cidadania, podendo ser trabalhado com alunos, pais e professores. Na Segunda Parte serão encontradas sugestões para trabalhar algumas problemáticas enfrentadas por nossas escolas, como bullying, sexualidade, violência e indisciplina. Para realizar este trabalho, segue a sugestão de um trabalho com dinâmicas, filmes, palestras, etc. Na Terceira Parte será abordada a resolução de conflitos no ambiente escolar entre alunos e alunos, alunos e professores e demais servidores. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 4. Já a Quarta Parte tratará da importância de a família acompanhar a educação dos filhos, imporem-lhes limites e resgatar valores, procurando responder certas dúvidas relacionadas sobre até que ponto é possível modificar o rendimento escolar de um filho, e fazer com que ele tenha limites recebendo amor. Estas atividades podem ser aplicadas por todos aqueles que acreditam na possibilidade de fazer uma educação de qualidade, destacando que é necessária preparação prévia, fundamentação teórica e um trabalho em parceria com a equipe da escola. Ressaltamos ainda que não temos a pretensão de esgotar as questões apresentadas. Trata-se mais de uma partilha de sugestões de experiências e que esperamos que a partir delas possam criar e recriar novas possibilidades de fazer. O importante é buscar conhecer o grupo, seus valores, suas relações, para que suas necessidades sejam compreendidas e a comunicação se estabeleça de forma clara e objetiva. Professora Faely da Silva Ferreira Orientadora Educacional – DRE Araguatins Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 5. Sugestões de Textos Daquilo que eu sei Nem tudo me deu clareza Nem tudo foi permitido Nem tudo me deu certeza. (Ivan Lins) Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 6. PPOR QUE TRABALHAR COM TEXTOS E DINÂMICAS Devido a sua versatilidade, os textos e as dinâmicas podem transitar entre uma dimensão e outra e serem utilizadas em momentos diferenciados conforme o interesse do grupo ou de quem está animando. Isto significa também que todas as pessoas podem encontrar neste subsídio inspiração para um trabalho criativo e participativo. As dinâmicas possibilitam vivências, que ao serem refletidas e partilhadas gestam um aprendizado pessoal e grupal libertador, possibilitando, dentre outras coisas: Auto-conhecimento como ser único e social; Experiência de abertura ao outro e participação grupal; Percepção do todo e das partes, tanto da vida como da realidade que nos cerca; Desenvolvimento da consciência crítica; Confronto e avaliação da vida e da prática; Tomada de decisão de modo consciente e crítico; Sistematização de conteúdos, sentimentos e experiências; Construção coletiva do saber. PRA QUEM VAI ORIENTAR A DINÂMICA É fundamental: Conhecer todos os passos da dinâmica para aplicá-la com segurança; Ter clareza de onde se quer chegar, qual o objetivo e a função da dinâmica dentro do processo a ser desenvolvido, entendendo-a como um instrumento; Possibilitar um clima de espontaneidade em que os participantes sintam-se livres à vontade para a partilha da experiência feita; Perceber o nível de relações e entendimento do grupo, pois nem toda dinâmica se adapta bem a qualquer grupo. Ela pode ser um instrumento enriquecedor se for bem utilizada e se o grupo estiver em condições de vivenciá-la; Observar as experiências corporais, sobretudo as experiências faciais dos participantes no decorrer da dinâmica, para valorizar os sentimentos e reações de cada um; Qualquer que seja o resultado alcançado com uma dinâmica, ela é o objeto da reflexão e da aprendizagem, pois dinâmica não tem resultado errado; As dinâmicas podem ser adaptadas de acordo com a realidade e o tamanho do grupo. E não se esqueça de a preparação da dinâmica já é uma dinâmica a ser refletida e avaliada. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 7. 1 - AUTOIMAGEM Para que você possa compreender o que se passa no universo das outras pessoas, ou mesmo aceitá-las sem compreender inteiramente o que se passa no seu interior, sua opinião sobre você mesmo precisa ser boa. Quanto mais você estiver satisfeito com você mesmo, mais fácil será aceitar as outras pessoas. O problema crucial é depender exclusivamente da opinião e da aprovação das pessoas que você considera importante para gostar de si mesmo. Assim estará numa enrascada, já que um ciclo vicioso que nunca poderá se completar acaba de ser feito. Se você depende das pessoas para gostar de você, para só então compreender as pessoas, cada vez mais agirá em função dessa aprovação, que nunca é alcançada seja porque o as pessoas não irão compreendê-lo inteiramente, seja porque a sociedade atual torna virtualmente impossível a perfeição absoluta. Uma maneira de se evitar essa situação é procurar compreender e aplicar o que foi dito tópico anterior, lembrando-se sempre que todas as pessoas - inclusive as que lhe são mais caras - tem falhas e dificuldades pessoais, como você. Outro modo é compartilhar a suas falhas. Se você estiver vendendo uma imagem de perfeição, experimente mostrar seu lado humano, comentando alguma coisa, ainda que pequena, sobre sua pessoa. Não é reclamar do salário, ou de como a sua situação econômica está difícil. É falar da sua pessoa. Mostre-se imperfeito, uma pessoa que não é só ―qualidades‖, e que sabe disso. O resultado é extraordinário. Mesmo que no início os outros estranhem, você começara a experimentar um grande alívio, já que agora você e sua imagem estão menos vulnerável à opinião alheia. Além de melhorar seu amor próprio, e passar a determinar seus dias menos escravos das raízes do passado, é preciso parar para pensar no quanto o sonho é irreal, no quanto a perfeição que se busca simplesmente é impossível de ser encontrada nos nossos dias. Você tem seu caminho a percorrer e nossos filhos têm suas próprias vidas, seus caminhos com percalços a percorrer também, já que é só assim que se aprende. Lembre-se o caminho é deles e não seu! Eles agradecem! Retirado parcialmente do livro: A hora da Virada - enfrentando os desafios da vida com equilíbrio e serenidade. Ed. Saraiva. 4a. edição - Cyro Masci , se sentir capaz de Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 8. 2 - AUTOIMAGEM Olhe para si e pergunte: Eu estou satisfeito com meu desempenho até o momento? Você se considera uma pessoa bem-sucedida? Que imagem você tem de si mesmo? Será que não é a imagem de um azarado, fracassado, pobre e perdedor? A situação atual de sua vida nada mais é que o fruto de seus pensamentos do passado. Se você quer saúde, concentre sua mente na saúde. Se você que ser uma pessoa vencedora, imagina sempre grandiosos sucessos. Mas você não deve pensar somente no que quer. Crie uma auto-imagem que você já tem que você já é. Tenha uma auto-imagem clara e definida "Sou um vencedor, sou capaz". Se te imaginares um ser triste e sombrio, assim se tornarás. Porém, se te imaginares um ser brilhante e poderoso, assim tu serás, pois a mente é criadora onipotente. Lembre-se: "A riqueza de cada pessoa é soma dos pensamentos grandiosos que ela conseguiu reter na sua mente. Podemos dizer então que a riqueza de cada um é uma projeção da mente". Acredite: Você é um vencedor! Repita para você mesmo: ―Ninguém pode vencer por mim!". -(((adiaram os outros nos olhos por muito tem - c((Autor desconhecido) e tendo acidentes (especialmente de carro); - t(( Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 9. 3 - FORÇA E CORAGEM Você se considera uma pessoa de coragem? E, se tem coragem, também tem força o bastante para suportar os desafios da caminhada? Em muitas ocasiões da vida, não sabemos avaliar o que realmente necessitamos: se de força ou de coragem. E há momentos em que precisamos das duas virtudes conjugadas. Há situações que nos exigem muita força, mas há horas em que a coragem se faz mais necessária Eis aqui alguns exemplos: É preciso ter força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil. É preciso ter força para se defender, mas é preciso coragem para não revidar. É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render. É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro. É preciso ter força para manter-se em forma, mas é preciso coragem para ficar de pé. É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores. É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los. É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para fazê-lo parar. É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio. É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece, mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas. É preciso força para buscar o conhecimento, mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância. É preciso força para lutar contra a desonestidade, mas é preciso coragem para Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 10. resistir às suas investidas. É preciso força para enfrentar as tentações, e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas. É preciso ter força para gritar contra a injustiça, mas é preciso muita coragem para ser justo. É preciso força para pregar a verdade, mas é preciso coragem para ser verdadeiro. É preciso força para levantar a bandeira da paz, mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade. É preciso ter força para falar, mas é preciso coragem para se calar. É preciso força para lutar contra a insensatez, mas é preciso coragem para ser sensato. É preciso ter força para defender os bens materiais, mas é preciso coragem para preservar o patrimônio moral. É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado. É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para aprender a viver. Enfim, é preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, mas é preciso muita coragem moral, para vencer-se a si mesmo. Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias. E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições. *** A coragem de vencer-se antes que pretender vencer o próximo, de desculpar antes que esperar ser desculpado e de amar apesar das decepções e desencantos, revela o verdadeiro cristão, o legítimo homem de valor. Por essa razão a coragem é calma, segura, fonte geradora de equilíbrio que alimenta a vida e eleva o ser aos altos cumes da glória e da felicidade total. (Autor desconhecido) 4 - A PARTE QUE NOS CABE Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 11. Certa vez ouvi uma fábula que me fez refletir acerca dos ensinamentos que continha. Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta. Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele. Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo. Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta. Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes. Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude. Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo: Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento. A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinho, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance. E, se cada um de nós, moradores da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem. A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha. Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções. Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena. É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados. De certa forma, é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução. No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral. Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior. Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 12. organizados, honestos e justos. Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade. Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz. 5 - IMAGEM, VALORES E IDENTIDADE Na dinâmica mental, precisamos saber alguma coisa sobre como e por que funciona a mente. Na dinâmica mental, é urgente se saber alguma coisa sobre o como e o porquê das diversas funções da mente. Necessitamos de um sistema realista se é que de verdade queremos conhecer o potencial da mente humana. Precisamos melhorar a qualidade dos valores, da imagem e da identidade de nós mesmos. Penso que uma mudança de valores, de imagem e de identidade é fundamental. O animal intelectual equivocadamente chamado homem foi educado para negar a sua autêntica identidade, valores e imagem. Aceitar a cultura negativa, instalada subjetivamente em nossa mente, em nosso interior, seguindo no caminho do menor esforço, é um absurdo. Precisamos de uma cultura objetiva. Aceitar assim porque sim, seguindo na linha do menor esforço, a cultura subjetiva desta época decadente é inquestionavelmente absurdo. Precisamos passar por uma revolução total e por uma mudança definitiva nesta questão de imagem, valores e identidade. A imagem exterior do homem e as diversas circunstâncias que o rodeiam são o resultado exato de sua imagem interior e de seus processos psicológicos. Autoimagem é diferente, é o K.H. (Kosmos-Homem) Íntimo, o homem cósmico, o kosmos-homem, nosso protótipo divino, o Real Ser. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 13. Imagem, valores e identidade devem ser mudados radicalmente. Isto é revolução integral. Necessitamos de identidade do Ser, valores do Ser e imagem do Ser. Se descobrirmos as reservas de inteligência contidas na mente, poderemos libertá-las. As reservas de inteligência são as diversas partes do Ser que nos orientam no trabalho relacionado com a desintegração do Ego e com a liberação da mente. As reservas de inteligência contidas na mente nos orientam no trabalho relacionado com a liberação da mente. Os valores do Ser constituem esta inteligência. As reservas de inteligência são as diversas partes do Ser que nos guiam e nos orientam no trabalho psicológico relacionado com a aniquilação do Ego e com a libertação da mente. Façamos sempre uma diferenciação entre mente e Ser. Quando alguém aceita que a mente está engarrafada no Ego, isso indica que começou a amadurecer. Nesta questão da dissolução do Ego, é preciso que combinemos a análise estrutural e a transacional. Apenas os valores da inteligência poderão liberar a mente através da desintegração dos elementos psíquicos indesejáveis. Fonte: A Revolução da Dialética 6 - AUTOAVALIAÇÃO, AUTOESTIMA E AUTOIMAGEM Autoavaliação, autoestima, autoimagem e autoconfiança são assuntos temáticos muito abordados em livros de autoajuda e material que versa sobre o ―conheça-te a ti mesmo‖, ―domine seus impulsos‖, ―psicologia e psicanálise‖ — além de debates que abordam o comportamento humano. Basicamente, os conceitos trabalhados são os seguintes: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 14. Autoestima: são as convicções, crenças e sentimentos que um ser humano tem a respeito de si mesmo. Relaciona-se também com a noção que ele constrói a respeito da opinião dos outros sobre si. A autoestima serve para definir quem ele é, quem são os outros e como ele vai lidar com tudo isto. Significa também amor- próprio e autoapreciação, porque amor e estima são necessidades essenciais do ser humano. Autoimagem: é o modo como a pessoa vê a si própria, como imagina seu corpo, suas ações, seus movimentos, suas atitudes, sua relação com os outros e com o mundo — é como a pessoa se vê por inteiro. Como a autoestima, relaciona-se também com o modo como a pessoa imagina que os outros a imaginam, por exemplo: a pessoa portadora de anorexia nervosa se vê extremamente gorda, mesmo estando magérrima — e minha preferência pelo uso das palavras femininas é porque esta patologia acomete essencialmente o sexo feminino. Esta ―autovisão‖ distorcida do corpo como gordo e não atrativo pode levar ao leito de morte. Quem já teve uma pessoa de sua família acometida por essa patologia ou envolveu-se na recuperação de anoréxicos sabe o quanto podem ser renitentes as falsas crenças presentes na autoimagem de alguém. Autoestima e autoimagem estão integradas à estrutura psíquica e suas manifestações são observáveis tanto através da comunicação verbal como da não-verbal — nas atitudes e posturas, na mímica e na expressão corporal. Por exemplo, a pessoa tímida ou com fobia social se autoavalia negativamente e apresenta problemas significativos com sua autoestima, autoimagem e autoconfiança. Essa timidez, entretanto, é geralmente denunciada pelo rubor facial, uma manifestação fisiológica involuntária comum que pode ocorrer em meio a uma conversa, por exemplo, e que é abominada por quem a sente, devido ao desconforto e à impressão que causa aos outros. Um exemplo extremo de timidez, a fobia social (um transtorno grave cuja incidência populacional é superada apenas pela depressão e os transtornos causados por drogas ou uso de bebidas alcoólicas), causa intenso sofrimento psicológico, pois a pessoa sente um medo persistente e exagerado de ser avaliada negativamente em situações sociais que demandem um determinado Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 15. desempenho — quando se encontra só e longe de observadores, no entanto, a aflição desaparece. O medo de falar em público, de estar em evidência, de começar ou manter uma conversa, paquerar, dançar, ir a uma festa ou até mesmo a um restaurante é evitado por meio de inúmeras desculpas. O temor infundado de ter ―um branco‖ na cabeça, tremer, gaguejar, perder a voz, engasgar ou vomitar à vista dos outros — em festas, restaurantes ou reuniões — causa enormes prejuízos sociais, profissionais e de aprendizado. O temor de parecer ridículo, inadequado ou de ser humilhado, torna os fóbicos sociais vítimas do absenteísmo e inflige sérios danos ao crescimento profissional e ao aprendizado geral. A fobia social acarreta uma condição social típica: as pessoas acometidas por essa patologia são freqüentemente solitárias, solteiras ou divorciadas. Preso nas torres de sua casa e longe do contato social, o fóbico social sofre de um mal ainda pouco diagnosticado que pode devastar a vida de uma pessoa desde a infância — ou adolescência — e causar graves prejuízos à sua vida acadêmica, profissional e emocional. A falta de informação a respeito dos avanços nos tratamentos e das melhoras obtidas através de terapia psicológica e medicamentosa só colabora para agravar ainda mais o quadro geral. Um homem muito machista sempre fora extremamente preocupado com seu jeito de balançar os braços e o corpo ao caminhar, pois temia que isto pudesse denunciá-lo como homossexual. Dentro de si havia uma grande tensão entre a imagem de um homem forte, dominador e agressivo e uma imagem feminina, gentil, terna e de movimentos suaves. Esta desintegração interna o manteve fóbico em relação a festas, danças ou movimentos de expressão corporal. Um trabalho psicoterapêutico foi então necessário para libertar este homem de um longo sofrimento psíquico e social. As crenças, os sentimentos, a autoapreciação e a autoimagem positiva ou negativa é que definirão a autoavaliação do indivíduo. Dessa forma, a pessoa pode ter a seguinte autoavaliação: Sou bonito (a); sou atraente; sou inteligente; sou criativo (a); sou desembaraçado (a); sou confiável; sou forte; sou habilidoso (a); sou importante; tenho valor; tenho Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 16. algo a oferecer. A pessoa pode avaliar-se positivamente mesmo que esteja vivendo uma situação difícil — triste, com pouco dinheiro, tendo perdido no jogo etc. — sua autoestima, autoimagem e autoconfiança se mantêm positivas. O resultado, entretanto, pode ser diferente para alguém que se avalia como: Feio (a); burro (a); desajeitado (a); chato (a); deprimido (a); sem valor; rejeitado (a); egoísta; indigno(a) de amor. E isso mesmo a pessoa tendo dinheiro, sendo bonita, tendo ganhado no jogo e tendo sido avaliada positivamente. Pode-se também tirar conclusões sobre os outros de uma forma generalizada, do tipo: Os homens são sempre dominadores. Homens só querem sexo. Mulheres nunca pensam. Empregados não são confiáveis. Os políticos são todos corruptos. Ninguém entende o amor. Todos os adolescentes são abusados. Se nos avaliamos — e avaliamos os outros — de forma positiva, ainda que reconhecendo os defeitos, significa que acreditamos em nosso potencial e no das outras pessoas de aprender, crescer e fazer as coisas direito. Dessa forma, nos libertamos e ganhamos autonomia. Se, pelo contrário, nos avaliamos de forma preconceituosa, com generalizações, distorções e eliminações, provavelmente não reconheceremos a existência de aspectos positivos em nós mesmos e, conseqüentemente, duvidaremos de qualquer possibilidade de mudança. Manoel de Maria Teixeira * Este artigo é um extrato do livro ―Testando Nós: segredos e revelações na comunicação humana‖ 7 – AUTOESTIMA Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 17. Cada pessoa pensa sente, fala e se movimenta da maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que faz de si mesma. Essa auto-imagem sempre tem aspectos físicos, sociais ou intelectuais. Nem sempre, porém, ela reflete essa dimensão múltipla. Com freqüência, misturam-se todas as sensações num pacote único, perdendo-se a amplitude da personalidade, o que acaba por traduzir uma auto-estima sem muita estima. Autoestima significa gostar de si mesmo. O primeiro passo para isso, portanto, é se conhecer. Não posso amar nem dar valor ao que não conheço, pois corro o risco de fazer uma análise ruim da minha pessoa, se a base vem de valores que não são meus, mas dos outros: são do mundo e esse mundo adora pendurar os valores em lugares tão altos, que nunca são alcançados. E como é fácil para as pessoas caírem nas armadilhas do "eu não valho nada!" Se não possuo o corpo perfeito, se não sou tão inteligente como fulana, se não causo uma impressão em todos os homens da festa quando entro, então não devo ser grande coisa. Não vale a pena gostar de mim e nem investir na vida e nas relações. Quando a auto-estima é negativa, baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos até de arriscar coisas novas, de sonhar. Por isso, diz-se que a auto-estima é um valor de sobrevivência. Se nessa auto-consideração, ao contrário, se consegue ter sentimentos de aceitação e aprovação a respeito da própria aparência, pensamentos e capacidades, a predisposição para ser bem aceita e recebida será maior. Ao estabelecer contatos, esses sentimentos farão parte da nossa atitude. E a nossa crença sobre nós mesmos é o que passamos aos outros. Se eu sei que sei, começo a acreditar nisso e crio confiança para agir conforme a minha verdade e vou em frente! E da autoconfiança para o auto-respeito é um passo. A pessoa com auto-estima elevada é comumente considerada egoísta. Parece que, infelizmente, na nossa língua, ter amor-próprio significa excesso de vaidade Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 18. e arrogância, quando deveria ser o mesmo que gostar corretamente... Gosto de uma definição, do psicólogo Carl Rogers: pessoa significativa, que conhece o seu próprio significado e SABE que significa muito. Saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis, pois nos tornamos mais abertos e mais claros. Evita-se também assim aqueles com "baixa estima", que rodeiam a vida, e a intoxicam em vez de alimentar. Muita gente querem encontrar a "pessoa certa". Só podemos encontrar a pessoa, a vida e a atitude certas quando acharmos que nós somos a pessoa certa! Lembre-se: Ame-se primeiro e muito! Se dê colo, força, apoio, faça mimos a você se dê conforto e bem estar!Você merece! Tenha certeza que assim, será impossível alguém não amar você! Com mais amor ainda, vocês irão somar e não dividir! Afinal, amor nunca é demais! 8 – O QUE IMPORTA NA VIDA. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 19. 9 – EU TENHO VALOR Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 20. 10 – 0RAÇÃO DA PÉTALA Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 21. 11 – O HOMEM Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 22. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 23. 12 – SINTONIA DO SIM E DO NÃO Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 24. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 25. 13 – MANDAMENTOS DAS RELAÇÕES HUMANAS Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 26. 14 – RELAÇÕES NO TRABALHO Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 27. 15 - A AUTO-MOTIVAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA NA VIDA. Estrutura Curricular Componente Tema Nível de Ensino Curricular Indicadores de qualidade Ensino Fundamental Final Saúde de vida e saúde Qualidade de vida das Ensino Médio Biologia populações humanas Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Conceituar motivação e auto-motivação; Discutir a importância da auto-motivação ao longo da vida, seja na vida acadêmica, profissional ou pessoal. Duração das atividades Aproximadamente 100 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidades que conhecimentos prévios sejam trabalhados pelo professor com os alunos para a realização da aula. Estratégias e recursos da aula As estratégias utilizadas serão: Aula interativa; Uso do Laboratório de Informática. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 28. Motivação: Para iniciar a aula, sugerimos que o professor apresente o vídeo - ―Viver a vida‖ Marcos Rossi ―superação, completo‖ (Fig. 1), com duração de 3 minutos e 52 segundos, conforme postado abaixo. Link do vídeo '"Viver a vida" Marcos Rossi "superação, completo": http://www.youtube.com/watch?v=cQRAObtm87E (Acessado em: 12 de Agosto de 2010). Figura 1 – Imagem do vídeo '―Viver a vida‖ Marcos Rossi ―Superação, completo‖'. Após assistirem ao vídeo, o professor deverá promover uma conversa com os alunos sobre o conteúdo deste (vídeo). Para isto, sugerimos que o professor faça as seguintes perguntas aos alunos: Marcos Rossi teve uma infância e adolescência fácil? Marcos Rossi sempre teve o apoio das pessoas em sua volta? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 29. Ele desistiu de seus sonhos ou de ter uma carreira profissional devido às adversidades? O que levou Marcos Rossi a superar as dificuldades? O que leva uma pessoa a não desistir de seus sonhos e desejos? Nesse momento, o professor deverá ressaltar aos alunos que os assuntos a serem trabalhados nessa aula são: "a motivação e a auto-motivação". Atividade 1: Dando continuidade à aula, com o intuito de conceituar e debater a motivação e o que leva uma pessoa a estar motivada, o professor deverá organizar os alunos em grupos de quatro componentes e pedir para que leiam e discutam o texto (Fig. 2), conforme link postado abaixo. Link do texto "História de um garoto e seu pai": http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/o-que-e motivacao/11360/ (Acessado em: 02 de Julho de 2010). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 30. Figura 2 – Imagem do texto ―História de um garoto e seu pai‖ Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 31. Para nortear a leitura e discussão do texto "História de um garoto e seu pai", os alunos deverão responder em uma folha, para posteriormente apresentá-las aos demais colegas da sala, as questões do roteiro postado abaixo. Roteiro para Discussão: O que vocês entenderam sobre o texto? Qual é a mensagem que o texto passa? Quais são os personagens do texto? O que levou o personagem da história a continuar fazendo parte do time de futebol, já que ele não jogava por tantos anos? O que é motivação para vocês? Após a morte do pai, o jovem pediu ao treinador para que jogasse para que seu pai pudesse vê-lo jogando. Isso foi o que o motivou a se esforçar para jogar bem. Para vocês, a motivação é importante? Por quê? Para que um projeto ou uma ação dê certo, é preciso que a pessoa esteja motivada? Por quê? Onde a pessoa deve procurar a motivação? Por quê? Após as discussões em grupos, sob a supervisão do professor, cada grupo deverá compartilhar com os demais as respostas dadas às perguntas do roteiro. É importante que nesse momento os alunos tenham a oportunidade de trocar informações e pontos de vista, bem como esclarecer dúvidas. Atividade 2: Dando continuidade a aula, com os alunos ainda em grupos, tendo como objetivo discutir a auto-motivação, sugerimos que o professor pergunte aos alunos como fazem para se motivar. Após ouvir a opinião dos alunos acerca do assunto, o professor deverá fazer as seguintes perguntas a serem discutidas em grupo: Baseado no texto que foi lido na atividade anterior, o jovem foi motivado pelo pai ou ele estava motivado por seus desejos e vontades? Existe uma maneira de estar sempre motivado? Como? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 32. Baseado no vídeo apresentado no início da aula, o que ou quem motivou Marcos a lutar e superar suas dificuldades? O que é auto-motivação? Existe diferença entre motivação e auto-motivação? Qual? Terminada a discussão em grupos, o professor - com a ajuda e sugestões dos alunos - escreverá na lousa a definição de auto-motivação. Atividade 3: Finalizando a aula, com o intuito de socializar os conceitos de motivação e auto- motivação, os alunos, ainda em grupos, deverão produzir vídeos motivacionais, baseados nos debates e pesquisas propostos nas atividades anteriores (sobre motivação e auto-motivação). O professor deverá sortear um tema motivacional para cada grupo, como, por exemplo: Futuro Profissional; Futuro Educacional; Superação de dificuldades; Realização de sonhos. Sugerimos que os alunos, sob a supervisão do professor, gravem cenas ou procurem imagens na internet para a confecção do vídeo. Para a gravação dos vídeos poderão ser usados equipamentos como câmeras filmadoras, câmeras fotográficas ou celulares. Dando seqüência, os vídeos serão editados. Uma das ferramentas que pode ser utilizada para tanto é o Windows Movie Maker. Orientações sobre como usar o Windows Movie Maker podem ser acessadas em: Tutorial Windows Movie Maker Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 33. Disponível em: http://www.tutomania.com.br/tutorial/tutorial-avancado-de- windows-movie-maker (Acessado em: 19 de Agosto de 2010). Para finalizar as atividades destas aulas, os vídeos produzidos pelos alunos serão postados em um videolog da turma. Videolog é um site que possui estrutura que permite atualização rápida e frequente, semelhante aos blogs, e cujo conteúdo principal consiste em vídeos. Os vídeos são exibidos diretamente nesta página, sem necessidade de salvar algum arquivo. Criando um Videolog – Sites: http://criarblogbr.blogspot.com/2010/02/criando-um-videoblog.html http://videolog.uol.com.br/ (Fig. 3) http://vimeo.com/ http://vids.myspace.com/ Figura 3 – Imagem do Recurso O objetivo da criação do videolog é incentivar a interação dos alunos com pessoas fora do contexto da escola para que possam ampliar sua perspectiva Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 34. acerca do tema a partir do contraste de opiniões, favorecendo, também, a familiarização com as Novas Tecnologias. Ao final deste momento, todos os alunos terão a oportunidade de assistir e comentar, em aula aberta, os vídeos criados pelos colegas, podendo tirar suas conclusões finais a respeito da temática em questão. SUGESTÃO: 1) Com o objetivo de conceituar a auto-motivação, o professor deverá orientar os alunos para que se sentem em círculo, e, assim, entregar o texto ―Auto- motivação, quando estamos encantados‖ de Lucia Guimarães Monteiro (Fig. 4) para cada aluno. Sugerimos que o professor leia o texto junto com os alunos. Terminada a leitura, o professor deverá sanar quaisquer dúvidas que porventura surjam neste momento e, então, pedir que os alunos discuta o texto, de acordo com o roteiro postado abaixo, expressando suas opiniões.C:Documents and SettingsseducConfigurações locaisTempRar$EX00.422imagens0000008255.jpg Figura 4 – Imagem do Texto ―Auto-motivação, quando estamos encantados!‖ Fonte: http://www.guiarh.com.br/p58.htm (Acessado em: 01 de Agosto de 2010). Roteiro para Discussão: De acordo com a autora, ninguém motiva ninguém, podendo ser apenas uma fonte de inspiração; ela afirma que o indivíduo é motivado por si próprio. Você concorda com essa afirmação? A autora afirma que a verdadeira motivação só ocorre quando o indivíduo descobre quais são seus motivos, necessidades e desejos. Ainda, afirma que para auto-motivar-se, o indivíduo deve se encantar. O que você acha dessa afirmação? Por quê? A autora afirma que quando se estiver motivado, não se deixar abater com torcidas contrárias. Você concorda com essa afirmação? Por quê? De acordo com o texto, como se deve perceber a estratégia utilizada para se motivar? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 35. O que você achou do texto? Acrescentaria ou tiraria alguma coisa? O que? Por quê? Pensando no seu dia-a-dia, Você se motiva para realizar tarefas que lhe são necessárias ou necessita ser motivado por outro? Recursos Complementares: Sítio eletrônico do Brasil Escola, onde o professor poderá ler sobre as teorias da Motivação para estudar sobre o assunto. Disponível: http://www.brasilescola.com/psicologia/motivacao-psicologica.htm (Acessado em: 01 de Agosto de 2010). Avaliação: A avaliação deverá ocorrer em todos os momentos. É importante que o professor perceba ao final das aulas se os alunos entenderam os conceitos envolvidos na Motivação e Auto-Motivação. Além disso, é importante que seja avaliada a participação e envolvimento dos alunos durante as atividades. 16 - A COMUNIDADE E O PAPEL DO CIDADÃO Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Movimentos sociais / Ensino Médio Sociologia direitos / cidadania Ensino Médio História Cidadania Dados da Aula Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 36. O que o aluno poderá aprender com esta aula: Reconhecer a importância do cidadão participativo e atuante na comunidade em que está inserido. Duração das atividades: 2 horas Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno: O conhecimento necessário para esta aula são os conteúdos já desenvolvidos nas aulas de História do Ensino Fundamental, ou seja, temas como: Processo de constituição do território, da nação e do Estado brasileiro; confrontos, lutas, guerras e revoluções; a cidadania em Atenas e em Roma; a cidadania nas comunidades medievais; os ideais iluministas; práticas de cidadania durante a Revolução Francesa; e outros. Estratégias e recursos da aula Atividade 1: Os alunos poderão atingir os objetivos propostos através de um trabalho cooperativo e interativo, que deverá ser realizado em atividades de grupo, com no máximo 6 alunos. Ex: Em uma turma com 36 alunos, o professor poderá formar 6 grupos com 6 anos que irão participar desse estudo. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 37. Após o grupo formado, o professor deverá explicar aos alunos como funcionará o estudo, fazendo uma explanação dos objetivos a serem alcançados. Objetivos: ao formar o grupo, mostrar aos alunos a importância da participação coletiva. Uma comunidade vai bem quando seus integrantes participam em conjunto, buscando sempre o bem comum. Os alunos devem entender que são sujeitos ativos e não meros componentes do grupo. Será importante envolver os alunos em todo o processo, conscientizando-os de que a participação ativa de todos nessa aula será um exemplo de como deve ser a participação dentro da comunidade. Esse envolvimento acontecerá a partir da distribuição de tarefas para todos, levando-se em consideração que nenhum aluno poderá ficar sem atividade. Constituição dos grupos: Cada grupo deverá escolher um coordenador. Essa escolha poderá ser feita por indicação ou até mesmo votação entre os componentes do grupo. O professor deverá disponibilizar para os alunos a Constituição Federal de 1988, ou cópia do Art. 5º da mesma. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 38. Serão trabalhados os seguintes incisos Constitucionais do Artigo 5º, divididos entre os grupos, conforme quadro abaixo: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 39. GRUPOS INCISOS DO ARTIGO 5º Grupo I I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; Grupo II II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; Grupo III III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; Grupo IV IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; Grupo V VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; Grupo VI X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; A importância de estudarmos nesta aula os incisos supracitados devem-se a: Conscientizar aos alunos da importância de nossa Carta Magna para garantir dos direitos de cada cidadão; Conhecer a Constituição Federal e saber que é assegurado todos os direitos do cidadão; Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 40. Discutir sobre a igualdade de direitos do homem e da mulher (inciso I); Refletir sobre a importância de todo cidadão conhecer também seus deveres, que em sua maioria vêm dispostos em lei. Temos direitos, mas também somos obrigados a cumprir nossos deveres (inciso II); Discutir sobre a violência que atualmente vivemos e que deve ser combatida com a paz e não com mais violência, a tortura e o uso de tratamentos desumanos só irão aumentar ainda mais a violência, é preciso saber e compreender que tais atos são repudiados e proíbidos pela Lei Maior (inciso III); Compreender que todos são livres para expressar seus pensamentos. É importante que toda comunidade participe das ações políticas, sugerindo, criticando, dando opiniões e contradizendo fatos contrários aos interesses públicos. O direito de expressão pertence a todos, não é restrito a apenas um grupo de pessoas que se consideram os intelectuais donos da verdade.(inciso IV); Reconhecer que todos são livres para escolher o exercício de culto que querem praticar. A participação ativa e coletiva de uma comunidade só será bem sucedida, quando seus membros se respeitarem. O credo de cada membro da sociedade deve ser valorizado de formar igualitária. No grupo de estudos, os alunos devem entender e respeitar o colega que não faz parte do mesmo credo, ou aquele que segue uma doutrina diferente dos demais colegas (inciso VI); Compreender que um dos problemas que impede os membros de uma comunidade de conviverem harmoniosamente é a invasão da privacidade. No grupo de estudo, essa também é uma questão que deve ser trabalhada (inciso X). Conscientizar-se de que um cidadão participativo é aquele que é bem informado, participa dos assuntos de interesse da comunidade, acompanha a política de sua cidade. O direito à informação pertence a todos, impedí-lo é caminhar contrário ao dispositivo constitucional (inciso XIV); Compreender que reuniões, encontros e outros, são formas de unir ainda mais a comunidade. É direito de todos e deve ser valorizado e utilizado. É importante que o grupo se reúna na escola, por exemplo, na biblioteca, na Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 41. sala de estudos, livremente, entendendo e fazendo valer seus direitos (inciso XVI). Como conseguir a Constituição Federal? Caso a escola tenha laboratório de informática, é importante que o professor oriente os alunos a acessar o sítio do Senado Federal: www.senado.gov.br, procurar o link legislação e fazer o download atualizado do Constituição Federal de 1988 ou do artigo específico do estudo. O professor pode também orientar os alunos a acessarem o sítio da Câmara dos Deputados Federais, Biblioteca Digital, para que cada grupo possa baixar em áudio o inciso que irá estudar, criando mais uma opção de estudo. Basta acessar: http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/1708 Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 42. Atividade 2: Com os grupos formados, apresente casos para que sejam discutidos pelos alunos, à luz da Constituição, tomando como base os incisos analisados pelo grupo. Exemplos de casos: Caso de violência contra a mulher: Marido que matou filha costumava agredir esposa http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2010/04/23/marido- que-matou-filha-costumava-agredir-esposa-219939.php Caso de Tortura e tratamentos desumanos: Tratamento desumano. http://osm.org.br/osm/tratamento-desumano/ Caso de Abandono do poder executivo, em relação aos direitos do cidadão: População reclama cobra novas atitudes dos vereadores .http://www.mgsulnews.com.br/index.php/politica/282-populacao-cobra-novas- atitudes-dos-vereadores Caso de Participação da comunidade: Conselho Municipal da Juventude recebe http://www.itauna.mg.gov.br/mat_vis.aspx?cd=9869. Atividade 3: Outros casos podem ser encontrados em jornais ( local, regional, estadual ou nacional). Leva para sala antecipadamente, um número razoável de jornais e revistas ou se preferir e for possível, faça a atividade no laboratório de informática da escola. Solicite a cada grupo que pesquise casos que se enquadram perfeitamente nos incisos estudados pelo grupo. Sugestão de sites de notícias: g1.globo.com; www.terra.com.br; noticias.uol.com.br; www.folha.uol.com.br. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 43. . Após a pesquisa, fazer uma correlação dessas notícias, sempre voltada para a valorização da participação do cidadão no desenvolvimento da comunidade, mostrando aos alunos que na maioria das vezes a violência, descaso das autoridades e a desconsideração dos direitos, acontecem devido ao afastamento da comunidade e da inatividade dos cidadãos. É importante que os alunos utilizem o computador (no caso dessa aula sugerimos que seja em trios) para fazerem suas pesquisas em sítios de notícias, como os citados abaixo, buscando informações que mostrem a participação do cidadão na melhoria e defesa dos interesses da comunidade em que está inserido. Cada grupo ficará responsável pela pesquisa em um sítio, conforme o quadro que se segue: Sugestões: GRUPOS SÍTIO Grupo I Ação rural movimenta comunidade de Cachoeirinha. http://www.itauna.mg.gov.br/mat_vis.aspx?cd=9632 Grupo II População participa de Mutirão de Combate à Dengue. http://www.fatosenoticias.com/populacao-participa-de-mutirao-de- combate-a-dengue Grupo III População de Araguaína participa de caminhada contra o câncer. conexaoto.com.br/noticia/populacao...participa.../4088 Grupo IV População de Duas Barras decide rumos do município. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 44. www.friweb.com.br/.../noticia1372- população+de+duas+barras+decide+rumos+do+município.html Grupo V Manifestação popular bloqueia ponte da amizade. http://www.parana- online.com.br/editoria/cidades/news/362988/?noticia=MANIFESTACA O+POPULAR+BLOQUEIA+PONTE+DA+AMIZADE Grupo VI Manifestação popular inicia campanha ―Um Braço pela Vida‖ em São José dos Campos http://www.amisrael.org.il/pt/?p=1910 Estes três vídeos podem ser trabalhados da seguinte forma: O professor poderá apresentá-los em sala de aula, para que toda turma assista aos três vídeos. Escola e inclusão social: parte 1 [Fazendo escola] Escola e inclusão social: parte 2 [Fazendo escola] Escola e inclusão social: parte 3 [Fazendo escola] Após assistirem, serão formados três grupos maiores, conforme quadro a seguir: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 45. Grupos Discussões Tempo para cada ação Grupo A Inclusão Social dentro da 7 minutos Escola Grupo B Inclusão Social dentro da 7 minutos comunidade Grupo C Inquirir os dois grupos 7 minutos sobre as discussões apresentadas O professor participará como mediador e observador orientando a todos os grupos, principalmente ao grupo C que será responsável pela inquirição dos demais. Os alunos deverão registrar a que conclusão chegaram após o debate entre os grupos. A forma de registro poderá ser em forma de relatório. Recursos Educacionais Nome Tipo Escola e inclusão social: parte 1 [Fazendo escola] Vídeo Escola e inclusão social: parte 3 [Fazendo escola] Vídeo Escola e inclusão social: parte 2 [Fazendo escola] Vídeo Escola e inclusão social: parte 2 [Fazendo escola] Vídeo Escola e inclusão social: parte 3 [Fazendo escola] Vídeo Escola e inclusão social: parte 1 [Fazendo escola] Vídeo Recursos Complementares: Os alunos poderão pesquisar notícias sobre a participação da comunidade nestes sites: http://portalcapoeira.com/Noticias-Atualidades/cultura-e-tradicao-capoeira-muda- a-vida-de-criancas-em-fortaleza Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 46. http://www.itauna.mg.gov.br/mat_vis.aspx?cd=9421 - Prefeitura de Itaúna, atendendo aos pedidos da comunidade através do orçamento participativo, construiu a sala de computação e vestuário. www.portalcapoeira.com/Cidadania/terra-roxa-capoeira-cidadania-e-comunidade http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/1708 www.senado.gov.br. http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/04/11/moradores-fazem-manifestacao- fecham-pista-em-sao-francisco-em-niteroi-916314707.asp http://www.paraiba.com.br/118544/cidades/moradores-do-renascer-ii-protestam- contra-pedofilia.htm http://www.avozdacidade.com/portal/Cidades/htm000023179.asp Avaliação Os alunos deverão realizar um debate sobre os estudos trabalhados, abrindo uma discussão entre os grupos, de forma que a participação ativa seja trabalhada e notada por todos, como um exemplo para os trabalhos na comunidade. O professor deverá trabalhar como observador e colaborador, de forma que ao final das apresentações, ele possa avaliar a participação dos alunos, ou seja, comprometimento, coletividade e criatividade. É importante que o professor anote todos os pontos positivos e negativos desse estudo, sempre com uma avaliação voltada para a participação ativa dos alunos. Após a apresentação dos trabalhos os professores devem passar para os alunos os pontos que ele anotou tanto os positivos e os negativos Os alunos deverão debater e argumentar de acordo com o que estudaram, fazendo socialização dos resultados. A forma dinâmica e interessante de usar a Constituição deve ser destacada. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 47. Os alunos deverão discutir todos os pontos, apresentando sugestões de mudanças, para que os pontos negativos sejam reconhecidos, e que cada aluno consiga enxergar a necessidade de mudança, na forma de agir, para que a construção da cidadania seja uma realidade. 17 - AUTO-CONCEITO: ESCOLHAS E INICIATIVAS EDUCAÇÃO FÍSICA/ ENSINO ESPECIAL Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Educação Física Conhecimentos sobre o Inicial corpo Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula O aluno poderá desenvolver a conscientização de suas escolhas. Duração das atividades Aproximadamente 50 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não será necessário conhecimento prévio. Estratégias e recursos da aula As estratégias utilizadas serão: Uso do laboratório de informática; Túnel, colchonetes, cordas; Mais materiais que forem necessários. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 48. Figura 1: Disponível em http://www.universohq.com/quadrinhos/images/mico_legal_ilust.jpg (acesso em: 28.01.10). Atividade 1: Feitiço contra o feiticeiro Formação: dois grupos. Descrição da Atividade: O Professor dividirá a turma em dois grupos.Cada grupo deverá escolher dois tipos de mico para que o outro grupo execute como também deverá eleger um líder, que será quem falará em voz alta os micos combinados pelo grupo. Depois de terminado a divulgação de cada grupo, o professor falará o nome da brincadeira que até então não terá sido citada em nenhum momento. Ao compreender o que significa ―O Feitiço virou contra o feiticeiro‖ os alunos perceberão o que deverão fazer, e assim o professor pedirá para que cada grupo faça o mico que escolheu para o outro grupo, auxiliando-os na busca de uma melhor adaptação à realidade corpórea que ele possui e à sociedade na qual está inserido. Atividade 2: Não deixe que me toque Formação: a vontade no espaço. Descrição da Atividade: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 49. O professor escolherá um dos alunos para ser o pegador, enquanto todas as outras crianças espalhadas pela quadra tentam fugir do pegador. Assim que o professor gritar o nome de outro participante da brincadeira, os demais colegas deverão achá-lo e rapidamente formar um circulo ao redor deste, impedindo que o pegador toque nesta criança. Só será trocado o pegador quando a criança conseguir tocar alguém que o professor chamar. Interessante trabalhar com estratégias de acolhida concorda professor? Notou que: Esta atividade oportuniza vivências que possibilitam ao aluno, seja ele DI ou não, tomar iniciativas em relação à aceitação do outro, a perceber no outro consideração e respeito; desenvolver a autodefesa, entre outros aspectos importantes para sua formação e desenvolvimento. Por isso professor: Atente-se a sua postura diante destas situações, a fim de fazer com que o momento seja efetivo na incorporação de valores e auto-segurança; Mostre aos alunos com Deficiente intelectual (DI) ou não que atender as pessoas de maneira produtiva, alimenta sua própria vida e colabora com a formação do outro; E acredite! ―quem pensa de maneira diferente normalmente desenvolve a sensibilidade, produz arte, produz com suas próprias mãos!‖ Atividade 3: Passando pelo Túnel Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 50. Figura 2: http://img2.mlstatic.com/jm/img?s=MLB&f=87814754_2125.jpg (acesso em: 28.01.10). Formação: em fila. Material: Túnel ou arcos e barbante. Descrição da Atividade: O Professor pedirá para que os alunos formem uma fila, e esperem para que um a um possam passar pelo túnel (este poderá ser feito de pano ou com arcos que poderão ser amarrados com um barbante dando um pequeno espaço para que não fiquem soltos). O túnel deverá ser segurado em cada extremidade pelo professor e a outra por um aluno no qual poderá ser trocado no decorrer da atividade. Ao final do túnel será colocado um colchonete e os alunos deverão dar cambalhotas, rolar, executar alguma destreza e depois retornar à fila. Dicas: Poderá colocar mais obstáculos antes ou depois de passarem pelo colchonete, como saltar uma corda. Poderá sugerir a passagem pelo túnel em duplas, em duas mãos, isto é, em sentido contrário. Percebo professor que: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 51. Você acredita na inclusão, por isso não superproteja o aluno DI, deixe com que ele faça ou tente fazer sozinho o que puder; que escolha sua direção a seguir, o colega a atravessar junto ou em sentido contrário a ele. Você acredita que é imprescindível que as escolas estejam preparadas para lidar, no seu interior com as muitas diferenças, mas que sua participação também é imprescindível para que isso se efetive. Você acredita que o espaço da Educação Física é lugar propício para possibilitar a compreensão das limitações e capacidades dos alunos com DI, auxiliando-os na busca de uma melhor adaptação a realidade corpórea que ele possui e a sociedade na qual está inserido. Recursos Complementares Antes que o professor inicie a aula ele poderá fazer um jogo de Quiz com seus alunos. O jogo apresenta questões referentes ao assunto trabalhando assim o desenvolvimento de conscientização sobre a importância da água, e assim ele poderá abordar a conscientização que devem ter com tudo em nossa vida, assim como as pessoas com deficiência. Para iniciar o jogo que deverá ser feito na sala de informática, o Objeto de Aprendizagem (OA), solicita algumas informações onde o Professor deverá indicar a escolaridade e a idade dos alunos na qual irá ser feito o Quiz. Poderá organizar em um único grupo ou dividir os alunos. Toda vez que terminar a pergunta, antes do aluno respondê-la deverá clicar no tempo indicado na tela em cima à direita, onde marca 5 segundos e este será o tempo disponível para que respondam a opção. Todos se divertirão!!! Objeto disponível em: http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/handle/mec/12644. (Acesso dia 28.01.10). Avaliação A avaliação deverá ser feita com uma observação das atividades concluídas pelos alunos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 52. Bullying Sexualidade e Drogas Indisciplina e Violência E de repente o resumo de tudo é uma chave. A chave de uma porta que não abre para o interior desabitado no solo que inexiste, mas a chave existe. (Carlos Drummond de Andrade) Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 53. 1 - TEMA: BULLYING: A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS. Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Produção, leitura, análise Ensino Médio Língua Portuguesa e reflexão sobre linguagens Ensino Fundamental Análise lingüística: léxico Língua Portuguesa Final e redes semânticas Educação de Jovens e Linguagem escrita: leitura Língua Portuguesa Adultos - 2º ciclo e produção de textos Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Objetivos: Refletir sobre Bullying e suas consequências na vida dos estudantes; Sistematizar as características do gênero reportagem. Duração das atividades Duração: 4 aulas Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Habilidade de leitura e conhecimento sobre o gênero reportagem. Estratégias e recursos da aula ETAPA 1: PROFESSOR: Antes de iniciar as atividades, pergunte aos seus alunos: • É do seu conhecimento a existência de algum tipo de violência dentro da escola? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 54. • Vocês já presenciaram alguma cena de violência dentro da escola? • Vocês já foram vítimas de algum tipo de violência na escola? • A violência ocorre somente quando há agressão ―física‖ ou também se pode ―agredir com palavras‖? ETAPA 2: Assistir ao vídeo com a turma e, em seguida, responder oralmente as seguintes questões: 1) O que aconteceu com o boneco verde? 2) Qual foi a sua reação? 3) O que aconteceu com o boneco amarelo? 4) De acordo com o vídeo, quais são as consequências do bullying? 5) De acordo com as imagens, construa um significado para o termo bullying. Para assistir ao vídeo, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=yDzZ4Eucv-0 ETAPA 3: Leia o fragmento de texto abaixo: Comportamento: Bullying, um crime nas escolas Crianças e adolescentes isolam, insultam, agridem colegas e expõem uma realidade alarmante: pais e colégios não sabem como lidar com agressões que começam cada vez mais cedo. O termo é estranho, mas o significado é bem conhecido. A palavra bullying se refere às agressões e humilhações praticadas por um grupo de estudantes contra um colega, algo até comum no dia-a-dia escolar, mas que está longe de ser considerado normal. São xingamentos, ofensas, constrangimentos ou agressões físicas que geram angústia, sofrimento e podem causar danos psicológicos imensuráveis nas vítimas. Essas agressões, que costumavam aparecer na adolescência, estão sendo detectadas entre crianças, cada vez mais cedo. Tanto nas escolas públicas quanto nas particulares, onde os altos muros que as Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 55. separam do mundo externo, em vez de protegê-las dos perigos ―de fora‖, muitas vezes alimentam atos ainda mais violentos cometidos do lado ―de dentro‖, uma vez que os pais não costumam levar as ocorrências às delegacias. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia) revela que 28% das crianças brasileiras já foram vítimas de bullying nas escolas e 15% sofriam agressões todas as semanas. Dados do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar, que acompanha pesquisas em ao menos oito cidades do País, revela que 45% dos estudantes de ensino fundamental do País já foram vítimas, agressores ou ambos. Nos Estados Unidos, segundo levantamento da instituição Health and Human Services, 30% das crianças entre seis e dez anos sofrem bullying a cada ano. No ano passado, um grupo de 30 pesquisadores europeus lançou um documento de alerta para autoridades e cientistas, apontando que atualmente 200 milhões de crianças e jovens são vítimas da prática em todo o mundo. A expressão, que significa tiranizar, amedrontar e brutalizar, nasceu do termo inglês ‗Bull‘ (valentão tirano e brigão). Pode começar com uma tapa na orelha, um xingamento ou uma piada de mau gosto, e partir para tapas, socos na barriga, pontapés e todo o repertório de agressões comuns às gangues de bairro. O fenômeno, típico das escolas americanas, se tornou uma realidade no Brasil a partir da década de 90 no ensino privado. A prática, considerada por muitos diretores de escola como ―briguinha de criança‖ expõe a crueldade precoce dos menores e a omissão dos dirigentes da instituição, professores e pais no trato com o problema. A escola finge não ver para preservar a imagem dos alunos, das famílias ou o nome do colégio. A falta de informação colabora com a perpetua ação das ―pequenas‖ crueldades. Normalmente, os pais são os últimos, a saber, que o filho está sendo agredido na escola, local onde ele deveria estar seguro. Muitas escolas particulares abafam os casos por medo de perder clientes. Outro aspecto preocupante é que muitas instituições de classe, ao sugerir apoio psicológico, tentam reforçar a tese de que crianças agredidas podem ter uma propensão a isso – como se o problema estivesse na vítima e não na instituição. É um mecanismo sutil de os colégios se distanciarem do problema. ―As escolas Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 56. tendem transferir a culpa para a família e vice-versa. Não adianta os pais colocarem a culpa nas más companhias e o colégio dizer que é o aluno que não sabe se defender e que a culpa é dos pais‖, pondera a psicopedagoga Maria Irene. Mesmo que a prática seja coibida nas escolas, os danos podem ser irreversíveis à criança. ―O trauma permanece e gera uma baixa auto-estima no menor, que leva cerca de três anos para se recuperar. Algumas nem se recuperam‖, alerta Maria Irene. Entre as conseqüências do pós-bullying, estão danos à capacidade de aprendizado, que pode se tornar superficial, dificuldades de concentração nas tarefas escolares – a criança pode ficar preocupada com a abordagem de agressores a qualquer momento – e um permanente complexo de perseguição, que pode se expandir para todas as áreas da sua vida. A omissão das escolas na solução dos problemas torna os casos cada vez mais graves. E, quando eles explodem, são erupções vulcânicas que causam um efeito perturbador em toda a instituição. Abalam as famílias das vítimas e também dos agressores. Com as novas tecnologias, outra modalidade de bullying está se popularizando. Os agressores mandam torpedos e e-mails ofensivos para a vítima, fazem trotes, colocam vídeos no YouTube com imagens dela sendo espancada na escola e lançam calúnias no Orkut e em blogs. Como não é fácil serem identificados, os agressores se sentem livres para praticar a crueldade online. Em novembro do ano passado, o YouTube ganhou o Beatbullying, um canal de combate à prática. A página tem vídeos de celebridades, jovens e escolas que falam sobre o assunto. Nos Estados Unidos, um projeto de lei da Califórnia prevê a expulsão dos alunos que praticarem o cyberbullying contra os colegas. Assim como o bullying tradicional, o cyber também deve ser denunciado às autoridades nas delegacias tradicionais ou nas especializadas em crimes eletrônicos. Com autorização judicial, os agressores podem ser identificados. É preciso dar um basta para que os agressores juvenis de hoje não se tornem os criminosos de amanhã. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 57. FONTE: RABELO, Carina. Bulliyng, um crime nas escolas. Isto é independente, n. 2026. Set. 2008. Disponível em: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2026/imprime100431.htm (Acesso em: 1 set 2009.) ETAPA 4: As questões abaixo devem ser respondidas por escrito no caderno: 1) Explique, com suas palavras, o que é bullying. 2) De acordo com o texto, o que a prática do bullying traz como consequência para as vítimas? 3) Por que as escolas fingem não ver a prática do bullying? E no caso das escolas particulares? 4) Releia a frase abaixo: "Mesmo que a prática seja coibida nas escolas, os danos podem ser irreversíveis à criança." Substitua o termo grifado por outro, sem alterar o sentido da frase. Se precisar, consulte um dicionário. 5) Explique, com suas palavras, o que é cyberbullying? 6) Como é o combate ao cyberbullying na Califórnia? 7) Explique o que é e como funciona o Beatbullying. 8) No último parágrafo, a autora defende sua opinião sobre o tema. Transcreva esse trecho. 9) Segundo o texto, como o bullying e o cyberbullying devem ser combatidos? ETAPA 5: Leia o texto abaixo: Brincadeira sem graça Apelidos e implicâncias entre colegas fazem parte da vida escolar. O que preocupa os especialistas é quando esse tipo de atitude descamba para a agressão física e moral, com um bode expiatório definido e por longo período. A Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 58. essa prática dá-se o nome de bullying, palavra importada do inglês que designa um fenômeno bastante presente em escolas dos Estados Unidos. No Brasil, a pesquisa mais recente sobre o assunto foi feita pela Abrapia – associação voltada para estudos sobre a infância e a adolescência – em escolas do Rio de Janeiro. O trabalho concluiu que 40% dos entrevistados praticam ou sofrem bullying no ambiente escolar. Entre os colégios ouvidos por VEJA, alguns já têm programas para enfrentar o problema. No Neo Planos, do Recife, os professores recebem treinamento para lidar com casos de bullying. No Colégio Porto Seguro, em São Paulo, pais e alunos participam de palestras informativas sobre o tema. A especialista Cleo Fante, autora do livro Fenômeno Bullying, formulou um manual que reúne os sinais observados com maior freqüência nas vítimas desse tipo de prática. Eis alguns: O estudante prefere ficar trancado no quarto a sair com os amigos; Ele raramente é convidado para uma festa da escola: Seu desempenho escolar apresenta piora; Pede aos pais que o troquem de escola sem uma razão convincente; Antes de ir ao colégio, sua muito e tem dores de barriga ou de cabeça; Ele manifesta o desejo de mudar algo em sua aparência. O cyberbullying Esse é o nome dado ao tipo de agressão praticado por meio de artefatos tecnológicos, como blogs na internet e mensagens no celular. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos chegou a um número impressionante sobre o assunto: 20% dos estudantes americanos de ensino fundamental são vítimas do cyberbullying. Outra pesquisa, essa realizada na Inglaterra, quantificou o número de meninas que são alvo de agressões via celular. Isso ocorre com 25% das inglesas. Eles eram alvo de implicância: MAÍLSON DA NÓBREGA, economista Apelido na escola: Mané Perua (pela atribuída semelhança com um senhor, notório pela feiúra, que residia em sua cidade natal) Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 59. Como reagia ao ser importunado: ficava calado. "A brincadeira deixava de ter graça" FERNANDO MELIGENI, tenista Apelido na escola: Móbile (por sua magreza) Como reagia ao ser importunado: discutia com os colegas, embora não surtisse nenhum efeito. "Isso me fez desenvolver um espírito de autodefesa" EDUARDO PAES, deputado federal Apelido na escola: Cabeça de Ovo Como reagia ao ser importunado: ouvia em silêncio. "Aprendi a desprezar as críticas desimportantes" ANA HICKMANN, modelo Apelido na escola: Ana Banana Como reagia ao ser importunada: ficava triste e permanecia calada. "Entendi com o tempo que a chacota não tinha o menor valor" FONTE: WEIBERG, Monica. Como ajudar na rotina escolar. Veja n. 1942, 8 fev 2006. Disponível em: http://veja.abril.com.br/080206/p_098.html (Acesso em: 1 set 2009). ETAPA 6: Responda às seguintes questões, por escrito, em seu caderno: 1) Em quantas partes o texto está dividido? 2) As partes do texto estão interligadas pelo assunto, mas cada uma desempenha uma função diferente. Escreva, com suas palavras: a) função da primeira parte: b) função da segunda parte: c) função da terceira parte: 3) Relacione o título ―Brincadeira sem graça‖ ao conteúdo do texto. 4) Descreva a imagem que ilustra a primeira parte do texto. Com que intenção ela foi usada? 5) O que a pesquisa realizada pela Abrapia concluiu? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 60. 6) De acordo com o texto, há escolas em São Paulo que têm programas para lidar com o bullying. Como é a prevenção: a) no colégio Neo Planos: b) no colégio Porto Seguro: 7) Explique a imagem que ilustra a segunda parte do texto. 8) Releia os depoimentos usados na terceira parte do texto: a) qual das celebridades se sentia mais afetado com o apelido escolar? b) qual a palavra que ele utiliza para demonstrar tal sentimento: ( ) triste ( ) contente ( )indiferente ( ) eufórica c) você concorda com a maneira como Fernando Meligeni reagia às agressões? Justifique. 9) A reportagem apresenta alguns sinais observados com maior freqüência nas vítimas de bullying. Para quem essas dicas são úteis? Por quê? PROFESSOR: Esta é uma ótima oportunidade para sistematizar no quadro as características do gênero Reportagem: Desenvolve, de maneira mais aprofundada, fatos de interesse do público- alvo da revista; Contém amplos recursos, como fotografias, dados estatísticos, boxes informativos, etc; Apresenta versões e opiniões diferentes de um mesmo fato; Demonstra, no que se refere à linguagem utilizada, uma preocupação com a impessoalidade, embora seja possível frequentemente, perceber a opinião do repórter. Expressa-se por meio de uma linguagem clara, objetiva, de acordo com a variedade padrão da língua. Avaliação Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 61. Avaliação: Produção de texto Com base nos conhecimentos adquiridos na aula sobre bullying e cyberbullying, peça aos alunos para criar um pequeno texto narrativo abordando a rotina de uma vítima de agressões dessa natureza. 2 - DROGAS: Tô fora! Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Educação Escolar Ciências Corpo humano e a saúde Indígena Ensino Fundamental Ciências Naturais Ser humano e saúde Final Qualidade de vida das Ensino Médio Biologia populações humanas Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula O aluno poderá aprender sobre as drogas, tendo a oportunidade de refletir acerca dos danos físicos e emocionais que elas geram, e da importância de dizer não às mesmas. Além disso, estas aulas podem ser profícuas para se trabalhar a oralidade, a escrita e o senso crítico dos alunos. Duração das atividades Aproximadamente 100 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidade de conhecimentos prévios. Estratégias e recursos da aula As estratégias utilizadas serão: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 62. Aula interativa; Uso do Laboratório de Informática e/ou Sala de Vídeo, pois o recurso poderá ser salvo em DVD e transmitido em aparelho de DVD! Motivação Para iniciar a aula o professor poderá passar um vídeo (Fig. 1), de 8 minutos e 5 segundos, aos alunos intitulado ―Episódio 4 drogas Cocaína‖. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=pjly_G9PQE8. (Acesso em 24 set. 2009). Figura 1- Imagem do vídeo- Episódio 4 drogas cocaína Após a apresentação do vídeo o professor discutirá com os alunos a opinião destes quanto aos aspectos tratados no mesmo. Para tanto poderá empregar algumas perguntas, tais como: • Que droga o texto abrange? • De onde está droga é extraída? • A cocaína já foi usada como? • O uso medicinal da cocaína é recomendado? • O que acontece com o cérebro de quem usa a cocaína? • O que a cocaína traz ao organismo? • Ela é perigosa? Por quê? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 63. • Ela vicia? • Como saber que uma pessoa está tendo overdose? Atividade1: Após o diálogo e manifestação dos alunos, o professor solicitará que eles formem grupos de 3 pessoas. Cada integrante dos grupos receberá tiras de papel e canetas coloridas para a realização de uma atividade, cujo intuito é estimular a reflexão dos alunos sobre os motivos que levam uma pessoa a usar drogas. Assim, cada grupo deverá identificar o maior número de motivos que as pessoas empregam para fazer uso das drogas sem censura, e que escreva cada um deles em uma tira de papel em letra legível e bem grande. Quando todos os grupos tiverem finalizado o professor solicitará que eles colem estas tiras em cartolinas, as quais serão afixadas na lousa. Feito isso, o professor deverá ler estes motivos tirando os repetidos, solicitando que os alunos expliquem o porquê de suas escolhas. Concluído isso, o professor indagará os alunos se concordam ou não com os motivos que foram elencados, e o porquê. Visa-se neste momento estimular a participação, o diálogo, a crítica, e, sobretudo, a reflexão dos motivos apresentados. Em seguida, sugerimos que o professor distribua o texto ―Em busca dos porquês‖ (Fig. 2), disponível em: http://www.abennacional.org.br/revista/cap6.5.html(Acesso em 24 Set. 2009). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 64. Figura 2- Em busca dos porquês Cada grupo deverá discutir o texto, e com base nele deverão responder a algumas questões por escrito: Como as drogas entram na vida do adolescente? Por que alguns adolescentes começam a usar drogas? O que você acha da descriminalização do usuário de drogas? Como você vê o usuário de drogas e o traficante? Que relação existe entre eles e como a sociedade os trata? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 65. Qual a melhor maneira de se desviar das drogas quando existe a pressão do grupo? Após todos os grupos responderem estas questões, o professor solicitará que formem um círculo a fim de que possam apresentar suas respostas e opiniões aos demais grupos. O intuito desta atividade é instigar a troca, o bate-papo dos alunos, de maneira que possam refletir sobre a importância de dizer não as drogas. Atividade2: A seguir, o professor entregará cartões aos grupos contendo algumas respostas e outras perguntas, cartões estes disponíveis em: http://www.abennacional.org.br/revista/cap6.5.html. (Acesso em 25 Set. 2009). Cada grupo deverá procurar o grupo que tem a ficha que complete seu cartão (Pergunta-Resposta). O professor atuará como mediador, dando dicas aos alunos quanto aos cartões. Assim que todos os cartões correspondentes forem encontrados, os grupos deverão ler oralmente a pergunta e a resposta dos mesmos, em ordem crescente, ou seja, da pergunta 1 a 16. CARTÕES: PERGUNTAS E RESPOSTAS O que são drogas? R _ São produtos que o homem vem utilizando no decorrer da história para produzir alteração do seu humor, da sua mente e das suas sensações Que fatores interferem na qualidade e na intensidade das alterações psicológicas que as drogas causam? R _ As alterações psicológicas variam de acordo com o tipo e a quantidade de droga, as características de quem as ingere, as expectativas que se tem sobre seus efeitos e o momento em que são ingeridas. Que tipo de drogas existem? R _ Existem as drogas lícitas (álcool, tabaco, chás, alguns Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 66. medicamentos,...) e as ilícitas (maconha, cocaína, LSD, plantas alucinógenas...). Em que grupos classificam-se as drogas? R _ Em estimulantes, depressoras e perturbadoras. Quais são os tipos de usuários de drogas? R _ Usuário experimentador, eventual, habitual e o dependente químico. O que caracteriza um usuário experimentador? R _ É aquele que experimenta a droga e não se interessa em manter o uso. O que caracteriza um usuário eventual? R _ É aquele que faz uso da droga ocasionalmente. Continua sua vida, com suas atividades e de vez em quando faz uso da droga. O que caracteriza um usuário habitual? R _ É aquele que organiza suas atividades em torno do hábito de usar drogas. O que caracteriza um usuário dependente? R _ É aquele que usa a droga compulsivamente, sem controle psicossocial. A droga eleita passa a ser o eixo de sua vida. O que causa a dependência química? R _ A dependência química se instala pelo encontro de 3 fatores básicos: a personalidade da pessoa, o produto (droga) que a pessoa usa e o contexto social/familiar que ela está inserida. Se as drogas fazem mal, por que as pessoas consomem? R _ Os motivos variam de pessoa a pessoa: curiosidade, para esquecer problemas, frustrações ou insatisfação, insegurança e busca de prazer. Porém, alguns dos que iniciam o uso poderão se comprometer gravemente. Quais são os fatores de risco para uso ou abuso de drogas? R _ A desinformação, a saúde deficiente, insatisfação com a qualidade de vida, personalidade vulnerável e o fácil acesso às drogas. O que significa Prevenção Primária? R _ Define-se como prevenção dirigida ao início do processo, informando e educando sobre as questões relacionadas com o uso de drogas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 67. O que significa Prevenção Secundária? R _ Significa a prevenção que trata de desenvolver ações que possam impedir a transição do uso ocasional ao uso habitual. O que significa Prevenção Terciária? R _ É um trabalho individual ou coletivo com o usuário no sentido de recuperá-lo e de integrá-lo ao meio social. De que forma os jovens podem participar de uma Prevenção ao uso indevido de drogas? Atividade3: Neste momento, o professor explicará que eles terão de realizar outra atividade objetivando sintetizar os aspectos trabalhos na aula. Para tanto, os grupos receberão papéis contendo as seguintes palavras: escola, família e sociedade. Além disso, receberão a letra da música de Alexandre Pires intitulada ―Diga não às drogas‖ (Fig. 3), disponível em: http://letras.terra.com.br/alexandre- pires/113703/. (Acesso em 24 Set. 2009). Eles deverão ler a letra desta música, e baseado nela, e nos papéis que receberão, deverão montar encenações teatrais que ilustrem a relação das drogas nestas instâncias sociais, frisando a importância de dizer não às drogas. Os grupos apresentarão estas encenações em sala de aula. Com o aval dos grupos, o professor poderá agendar com o diretor da escola uma data em que estas encenações poderão ser apresentadas para toda a escola, de maneira a socializar as informações trabalhadas em aula. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 68. Figura 3- Letra da Música- Diga não às drogas Avaliação A avaliação poderá ser feita em todos os momentos das atividades propostas, sendo considerado a participação e o envolvimento dos alunos nos debates e na realização das atividades solicitadas. Além disso, o professor nesta avaliação poderá se pautar pela produção dos alunos, ou seja, a participação nos debates e a produção escrita. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 69. 3 - NÃO AS DROGAS: EFEITOS DA UTILIZAÇÃO INDISCRIMINADA DOS ESTERÓIDES ANABOLIZANTES NA ADOLESCÊNCIA. Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Esporte: Projetos de Ensino Médio Educação Física formação dos alunos Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Conhecer sobre a definição do tema anabolizante; Debater e refletir sobre os malefícios da utilização dos esteróides anabólicos; Organizar um trabalho informativo para a comunidade escolar sobre a utilização dos esteróides anabólicos e suas conseqüências negativas à saúde e ao convívio social. Duração das atividades 50 min. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há a necessidade de conhecimentos prévios para esta atividade. Estratégias e recursos da aula Caro Professor, este é um tema dos mais significativos para debate com os alunos no ensino médio. A imagem corporal, a autoafirmação no seu grupo social através de uma imagem positiva através de um corpo trabalhado, desenvolvido faz com que adolescentes venham buscando alternativas maléficas para alcançarem resultados imediatos no ganho de massa muscular e definição Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 70. muscular, portanto, uma afirmação junto ao seu grupo social através da sua imagem corporal. Porém, isso pode ter consequências desastrosas para um jovem, inclusive com a perda da vida como acompanhamos na mídia em diversas ocasiões. Em todo o nosso país observamos a dificuldade da escola com a comunidade escolar sobre o tema das DROGAS. Essa estratégia de debater e sensibilizar os jovens nas questões das drogas através de um produto que vem sendo muito consumido pelos jovens, pode em nossa escola ser um momento de levantar essa questão para toda a escola: professores, alunos, funcionários e, a direção da escola. Existem políticas de combate as drogas, mas notamos a dificuldade da sua implementação e, o debate e a conscientização através deste tema pode ser um bom início. Professor, essa é uma proposta que já foi aplicada no CAP UFRJ e, notamos um interesse dos nossos alunos, em especial, do ensino médio que se materializou numa apresentação em nossa Semana de Arte, Ciência e Cultura (SACC) sendo um dos trabalhos mais procurados pela comunidade escolar. Trago como proposta de organização desta aula, em especial, que os professores de educação física, química, biologia e sociologia da escola possam travar um diálogo e preparar um material que atenda a todas as partes, buscando valorizar o saber e, sobretudo, informar aos alunos do grande perigo que é para a sua saúde a utilização, de forma indiscriminada, sem acompanhamento médico (quando necessário) dos esteróides anabólicos(anabolizantes). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 71. Fonte: http://www.arturmonteiro.com.br/wp-content/uploads/2009/06/steroids.jpg Frequentemente assistimos na televisão, nos noticiários o óbito de jovens que buscam uma imagem totalmente distorcida e atingem de forma bruta a sua saúde. Professor, esta aula deverá ser desenvolvida para trazer à tona um debate necessário na escola, onde os professores com sensibilidade e conhecimento têm o dever de informar aos seus alunos que esse não deve ser o caminho mais correto e saudável a ser seguido. Esta aula deverá ser ministrada na sala de vídeo utilizando um aparelho de DVD ou um notebook. Atividade 1: Professor defina ESTERÓIDES ANABÓLICOS para os seus alunos. Na seqüência apresente o vídeo sobre a definição médica sobre anabolizantes: http://www.youtube.com/watch?v=MhpSjc-hiYo Dica I - Observe aos alunos que existem formas para a prática da atividade física de forma saudável através da alimentação e dos exercícios orientados. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 72. Fonte: http://007blog.net/fotos/2007/11/efeitos-dos-anabolizantes.jpg Atividade 2: Neste momento inicie o debate com os alunos oferecendo um tempo para que eles falem sobre o tema e sobre imagem corporal para o jovem. Busque mediar o debate dando possibilidades democráticas na participação dos alunos. Atividade 3: Apresente o 2º vídeo sobre intoxicação através de anabolizantes http://www.youtube .com/watch?v=Uxy68T9wPqs Atividade 4: Nesta parte faça um levantamento com os alunos do conhecimento da função dos seguintes órgãos do corpo humano, anote no quadro esse levantamento: Fígado Pâncreas Coração Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 73. Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/rlae/v13nspe/a17t1.gif Atividade 5: Apresente o 3º vídeo sobre orientações gerais sobre anabolizantes, inclusive com críticas sobre a sua utilização por usuários : http://www.youtube.com/watch?v=soU5ZGEHa3c Atividade 6: Pesquisa na escola: Professor finalize a sua aula possibilitando aos alunos que encerrem a aula opinando sobre o tema da aula de hoje: Esteróides anabólicos e seu uso indiscriminado, em especial, pelos jovens. Programe com os alunos um material de investigação/pesquisa que será realizada na comunidade escolar. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 74. Dica II: Oriente os seus alunos que realizem esse levantamento a partir de alunos do 8º ano do ensino fundamental. Dica III: Sugiro que divida a turma em grupos de três alunos e cada grupo deverá organizar um total de 10 perguntas que será aplicado na comunidade escolar com alunos a partir do 8º ano do EF e ensino médio; funcionários e professores. Cada grupo deverá entrevistar 20 alunos; 5 funcionários e 5 professores. Dica IV - Sugiro três perguntas para a pesquisa: 1- Você sabe o que é anabolizante? 2- Você utilizaria anabolizante para ficar mais forte? 3- Você sabe os males da utilização dos anabolizantes, de forma indiscriminada, para o corpo humano? OBSERVAÇÃO: Professor ofereça uma semana para que os alunos façam esse levantamento; resgate esses dados e apresente-os em uma próxima aula para finalizar a discussão. Dica V: Professor, esse tema, Anabolizantes/imagem corporal e saúde pode ser apresentado na Feira de Ciências da sua escola;em apresentação de jornadas científicas do ensino básico, basta estimular e sensibilizar os alunos na preparação deste trabalho, auxiliá-los na organização e isso possibilita resultados muito significativos para a comunidade escolar. Recursos Complementares Os recursos complementares desta aula (vídeos) estão citados acima (estratégias e recursos da aula), já que fazem parte integrante do processo de discussão do tema. Avaliação A avaliação desta aula será através de um trabalho que os alunos deverão apresentar em duplas: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 75. O que são ANABOLIZANTES? Quais os malefícios que a sua utilização sem acompanhamento médico pode acarretar? Como praticar atividades físicas de forma saudável? 4 - DISCUTINDO A DIVERSIDADE SEXUAL DA ESCOLA PARA A VIDA Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Orientação Sexual Relações de gênero Final Direitos humanos, direitos Ensino Fundamental Pluralidade Cultural de cidadania e Final pluralidade Educação de Jovens e Cidadania e cultura História Adultos - 2º ciclo contemporânea Ensino Fundamental Corpo: matriz da Orientação Sexual Final sexualidade Ensino Fundamental Cidadania e cultura no História Final mundo contemporâneo Ensino Médio Biologia Diversidade da vida Identidade dos seres Ensino Médio Biologia vivos Ensino Fundamental Ciências Naturais Vida e ambiente Final Dados da Aula Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 76. O que o aluno poderá aprender com esta aula Ter compreensão e o respeito pelo diferente e pela diversidade sexual e entendê-las como dimensões fundamentais no processo educativo; Compreender que os espaços sociais, e assim a escola, são importantes para o reconhecimento da diversidade sexual e para a desestabilização da mentalidade e dos mecanismos de opressão; Reconhecimento da diversidade sexual como mecanismo viabilizador de uma educação inclusiva, de qualidade e construtora de um modelo democrático de sociedade; Identificar novas possibilidades de desenvolvimento da cultura do respeito e do reconhecimento não só da diversidade sexual, como também das outras. Duração das atividades De 2 a 3 aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidade de conhecimentos prévios sejam trabalhados para a efetuação destas aulas. Estratégias e recursos da aula Estratégias utilizadas: Aula interativa. Socialização das produções dos/as alunos/as. Uso do laboratório de informática ou sala de vídeo. Atividade 1: Professor, como atividade inicial das aulas, e como motivação, sugerimos que apresente um vídeo, com duração de três minutos e trinta e três segundos, intitulada ―Bullying‖ do Projeto-Bem-Me-Quer. Após a apresentação do vídeo, o/a professor/a deverá indagar os/as alunos/as do que acharam deste, levantando algumas problematizações, tais como: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 77. Alguém já ouviu falar sobre o Bullying? Quais comportamentos e/ou atitudes no ambiente escolar que podemos considerar como formas de Bullying? O aluno que é considerado diferente na escola recebe quais tipos de maus- tratos? Por que em nossa sociedade é tão difícil a aceitação e o respeito do outro? Como podemos relacionar a nossa temática das aulas, diversidade sexual, com o que foi retratado no vídeo? As constantes zoações, ameaças e exclusões que Fábio (personagem do vídeo) recebia no time de futebol da escola é um fenômeno comum no ambiente escolar quando a pessoa não segue o padrão exigido? O vídeo mostra que o nosso corpo, além de um conjunto de órgãos, possui também quais atributos? Qual a mensagem que o vídeo nos passa quando se refere que Fábio ―Para tentar se parecer com o que lhe diziam que era para ser‖? Podemos imaginar que o time de futebol de Fábio representaria quais instituições sociais? E quem associaria à banda que entra cantando na quadra? Pensando na instituição escolar, ou em qualquer outra, vocês concordam que elas poderiam representar tanto o time de futebol, quando a banda? Com a finalidade de desenvolvimento da cultura do respeito e do reconhecimento não só da diversidade sexual, como também das outras, quem melhor representaria a escola? O time de futebol? Ou a banda? Atividade 2: Explorando os materiais didáticos: estereótipos, preconceitos e a invisibilidade da diversidade sexual Professor essa atividade poderá ser realizada e compartilhada com outras áreas do saber tais como: Ciências, Literatura, História, Geografia, Língua Portuguesa etc. Esta atividade tem o objetivo de discutir as questões de estereótipos, Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 78. preconceitos e a invisibilidade da diversidade sexual no contexto escolar, principalmente no que tange a materiais didáticos e livros de literatura. Material necessário: • Livros didáticos utilizados pela turma ou livros da biblioteca escolar; • Roteiro para avaliação do livro ou outro material didático disponibilizado. Inicialmente o professor solicitará que os alunos ainda em grupo escolha um dos livros didáticos que utilizam. Orientá-los na diversificação das escolhas, elencando todos os livros utilizados, ou seja, cada grupo escolher um livro diferente (assunto e/ou disciplina). Em seguida, distribuir um roteiro de avaliação para cada grupo fazer a análise da obra. Exemplo de Roteiro: 1. Título da obra: 2. Assunto tratado ou disciplina: 3. Editora e ano de publicação: 4. Nome dos autores/as: 5. Na obra analisada é reiterada a ausência de conteúdos e imagens diretamente relacionados às idéias de diversidade sexual? 6. Encontre alguns adjetivos utilizados para descrever: • Heterossexual: • Homossexual: 7. Existe alguma prática discriminatória ou verbetes contra a diversidade sexual? Quais? 8. Existem seções especiais que tratem unicamente da diversidade sexual? Caso sim, como é abordado a temática? 9. Em alguma passagem da obra, a temática ―Diversidade Sexual‖ é abordada 10. Na obra analisada podemos dizer que a temática em questão tem uma visibilidade ou invisibilidade? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 79. Com o término da realização de todo o roteiro, o professor pedirá que cada grupo faça a exposição dos resultados para os demais. Em seguida, peça que no caderno, cada aluno, registre a opinião sobre: • Diga se a obra analisada deve ou não ser adotada e por quê? • A obra que analisou apresenta linguagem e idéias preconceituosas, estigmatizantes ou ignora o que tange a diversidade sexual? • Quais as sugestões para os autores do livro em relação a estereótipos, preconceitos e a invisibilidade da diversidade sexual? Dica importante: Extraído de Parâmetros Curriculares Nacionais (Orientação Sexual), guia do Ministério da Educação. Professor explicite que os materiais didáticos ao silenciar a diversidade sexual, eles podem contribuir para o preconceito já que só uma realidade é apresentada aos alunos. O papel de problematizador e orientador do debate, que cabe ao educador, é essencial para que os adolescentes aprendam a refletir e tomar decisões coerentes com seus valores, no que diz respeito à sua própria sexualidade, ao outro e ao coletivo, conscientes de sua inserção em uma sociedade que incorpora a diversidade. Atividade 3: Show de televisão: divulgando a diversidade sexual – adaptado do site sobre proposta de atividades sobre Sexualidade e Corpo. Professo, a atividade sugerida a seguir serve para sintetizar, aprofundar e equalizar informações a respeito do tema. O professor diz ao grupo que todos participam da produção de um programa de televisão que vai tratar da temática ―Diversidade Sexual na escola‖. Então, o professor solicitará que os alunos façam grupos de até 5 componentes. A tarefa de cada grupo será elaborar três perguntas para que sejam respondidas por especialistas. A pergunta deve ser feita por escrito em uma tira de papel e deve conter o número do grupo. Em seguida, o professor atribuirá um número para cada grupo e dizer que o programa Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 80. vai começar. Sortear um número e uma pergunta e avisar que o grupo que for sorteado fará o papel de especialistas que responde a questão. O professor é o apresentador: lê a questão, distribui a palavra, é o mediador e, conforme o caso pode intervir trazendo informação (mas não faça isso desde o começo, deixem acumular algumas perguntas para verificar as omissões, falhas de conteúdo e temas recorrentes). O grupo autor da pergunta é o responsável pelo comentário da resposta: se entendeu se existem ainda dúvidas, discordâncias. Abra a palavra para todos perguntando se alguém quer completar, comentar, refutar ou discutir a temática levantada. Proceder da mesma forma com todos os grupos e todas as perguntas. Essa técnica permite a participação de todos, é lúdica e ajuda a perceber as questões recorrentes que preocupam ou interessam a maioria. Ajuda o grupo a perceber que eles têm bastante informação e também que não as têm. Propicia o efetivo trabalho em grupo, estimulando trocas de experiências e conhecimentos. Professor, abaixo sugerimos algumas problematizações acerca da temática que poderão subsidiar as discussões, tais como: É possível falar de diversidade sexual nas escolas? Como a sociedade lida com isso? Em outros espaços sociais a diversidade sexual é respeitada? Existe um único padrão que possibilite definir o envolvimento afetivo e sexual de um indivíduo em relação ao outro? Como a diversidade sexual é tratada e/ou representada no espaço escolar? Cite alguns espaços de exclusões do jovem que se apresenta diferente? Quais as palavras que podemos usá-las como mecanismo de respeito à diversidade sexual? A intolerância à diferença sexual pode ser um dos desencadeadores da homofobia? A escola apresenta projetos de promoção da diversidade e enfrentamento da homofobia? Poderíamos fazer uma proposição? Qual a importância ou não de tais projetos no cotidiano escolar? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 81. Professor sugerimos que assista um vídeo educativo que pode auxiliá-lo nos momentos de discussões das atividades propostas nessas aulas. O vídeo intitulado ―Escola sem Homofobia: construindo para diversidade‖. Atenção: Professor deixe bem claro, durante essas discussões, que a escola é um espaço de socialização importante para que os alunos possam expressar dúvidas, angústias e descobertas. Trata-se de um ambiente privilegiado na construção de referências para os alunos. É importante que se tenha sempre em mente que a escola não deve ser um espaço hostil e de reprodução de comportamentos marcados pela discriminação e estereótipos culturalmente construídos. Observação: A técnica ―Show de televisão‖ pode ser aplicada como aquecimento para a introdução do tema, ser a atividade principal ou também utilizada no fechamento da discussão sobre um tema, como sugerido em nossas aulas. O que varia é a profundidade das questões e respostas, dependendo do momento em que a atividade for realizada. Recursos Complementares Sugestões de outras aulas, que abordam a temática, publicadas no portal do professor/MEC: Diversidade sexual na escola: reconhecê-la e superar os preconceitos; Diga não à homofobia: Igualdade para viver e diversidade para conviver; Homofobia na escola: um início de reflexão; Pra que time ele joga? Respeitar é combater a intolerância. Reportagem sobre: Estudo da FE mostra que livro didático não prima pela diversidade sexual. Dica de leitura: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 82. Professor o livro indicado abaixo é uma ferramenta valiosa para ajudar a tornar realidade à escola sem homofobia. Ao fornecer elementos para reflexão, atuação política e subsídios para uma ação pedagógica promotora da diversidade e da cidadania. O livro traz reflexões sobre a produção e a reprodução da homofobia na educação, em especial no contexto escolar, evidenciando o fato como grave problema social cujo enfrentamento não pode ser mais adiado. A compreensão e o respeito pelo diferente e pela diversidade são dimensões fundamentais do processo educativo. Vale a pena conhecê-lo: Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Webibliografia: Ecos – Comunicação em sexualidade CLAM – Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos. GTPOS – Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual – com informações sobre sexualidade e orientações para professores/as trabalharem com a temática em sala de aula. EducarRede – Portal educativo, totalmente gratuito e aberto, dirigido a educadores e a alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da rede pública e a outras instituições educativas. Parâmetros Curriculares Nacionais – Orientação Sexual. Avaliação O aluno deverá redigir uma (simulação de) carta aos gestores da escola sobre a importância do respeito à diversidade sexual na escola, apresentando argumentos que justifiquem essa preocupação. É importante que se tenha sempre em mente que a escola não deve ser um espaço hostil e de reprodução de comportamentos marcados pela discriminação. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 83. 5 - INICIAÇÃO SEXUAL - PRIMEIRA VEZ Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Corpo: matriz da Orientação Sexual Final sexualidade Ensino Fundamental Saúde Cuidado do corpo Final Ensino Fundamental Ciências Naturais Ser humano e saúde Final Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Identificar as mudanças sofridas pelo corpo e mente na adolescência. Identificar os cuidados necessários para saúde e vida sexual ativa. Refletir sobre o momento certo de iniciação sexual. Duração das atividades 5 aulas Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Sistema reprodutor feminino e masculino. Estratégias e recursos da aula AULA 1 Qual a importância da primeira vez? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 84. Há muitas primeiras vezes na nossa vida, o primeiro beijo, o primeiro namorado, a primeira transa... Para cada pessoa esses momentos têm um valor diferente e faz parte da sexualidade. O que os alunos entendem por sexualidade? Quando ela começa? Qual a importância das primeiras vezes para eles? Inicie um primeiro bate-papo sobre o tema, abrindo espaço para as dúvidas dos alunos. Para isto, leve para sala de aula uma caixa para os alunos colocarem suas questões de maneira anônima no tocante à sexualidade. Assim o professor poderá ler as questões em outro momento e se preparar para as dúvidas mais frequentes dos alunos. Leia com os alunos uma das reportagens sugeridas abaixo. http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=136090 Pulseiras do sexo (acessado dia 02/04/10). E "Pulseiras do sexo causam polêmica e preocupam a polícia", disponível em: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1245989-7823- PULSEIRAS+DO+SEXO+CAUSAM+POLEMICA+E+PREOCUPAM+A+POLICIA,0 0.html (acessado dia 17/04/10). Roteiro de questões para os textos: Por que a brincadeira das pulseiras se tornou tão popular? Quais os riscos que os adolescentes correm ao brincar desta maneira? Como fica o respeito pelo próprio corpo e pelo próximo com esta prática? Os adultos estão corretos em proibir a brincadeira? Por quê? Como entrar em um consenso quanto a esta moda? De que maneira esta prática afeta a iniciação sexual dos adolescentes? Chega a ser prejudicial? Promova um debate sobre as questões acima com os alunos. Levante pontos importantes como a repercussão de uma iniciação sexual precoce (não só o ato Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 85. em si, mas tudo que envolve) tem no corpo, na saúde e no emocional dos adolescentes. E também como se dá esta iniciação, a importância psicológica de estar preparado para o sexo e ter um envolvimento emocional com o parceiro. AULA 2 A sexualidade envolve toda a forma de prazer que a pessoa busca. Ela envolve a maneira de como nos vestimos até a relação com o outro do olhar à relação sexual. Neste contexto, um dos marcos na vida dos adolescentes é o primeiro beijo. Apresente a eles o texto de Clarice Lispector, o Primeiro Beijo: O primeiro beijo – Clarice Lispector – Disponível em: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/04/13/clarice-lispector-e-o-primeiro- beijo/ (acessado dia 02/04/10). Questões sobre o texto: O primeiro beijo contado no texto é válido? Por quê? As lembranças daquele dia para o menino estavam vívidas. E entre os alunos, eles se lembram bem de como foi o primeiro beijo? De que maneira este beijo mudou o menino? AULA 3 No laboratório de informática, acesse o vídeo Sexo y Alcohol do Portal do Professor. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 86. Sexo y alcohol http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=13988 (acessado dia 03/04/10). Roteiro de trabalho: O que motiva os jovens a beber e sair com estranhos? Quais as consequências de ter relação sexual estando bêbados? Que riscos correm as pessoas que se relacionam sexualmente com mais de um parceiro, ou com parceiros desconhecidos? Agora analise a letra da música do grupo Skank, Formato mínimo. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=nZjhoxmx4ik (acessado dia 02/04/10). Promova um debate sobre o tema, abordando os aspectos psicológicos da iniciação sexual em meninos e meninas. Resgate as perguntas feitas pelos alunos na primeira aula e as leia em voz alta. Se os alunos não souberem responder, o professor poderá se posicionar respondendo. DICA: Professor tenha cautela ao trabalhar as atividades destas aulas. Você deve demonstrar bastante segurança e naturalidade no tratamento dos temas para não provocar constrangimento na turma. Ganhe a confiança dos alunos, porém tenha cuidado para que a aula não se perca em conversas paralelas. Por isso, o objetivo deve ser resgatado a todo o momento, para que o tema não se desvirtue. AULA 4 Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 87. Agora os alunos deverão sintetizar tudo o que aprenderam e sua postura frente ao que é sexualidade, como ela podem ser vivenciada, sobre a iniciação sexual vivida com consciência e respeito pelo próprio corpo e com o cuidado com a saúde sexual. Para isto eles deverão elaborar uma esquete de até 3 minutos (poderá ser por meio de fantoches, dança, mímica ou encenação teatral) e em grupos de até 4 integrantes. Esta esquete deverá passar a mensagem do que eles aprenderam durante as aulas. O professor poderá selecionar alguns grupos que se destacarem para fazer uma nova apresentação para outras classes ou para a comunidade escolar. AULA 5 Buscar profissionais da área da saúde que possam ajudar a responder as dúvidas dos alunos ou até fazer uma palestra sobre o tema com eles. Conseguir algum Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 88. material com a secretaria de saúde para que os alunos, em grupos, possam repassar as informações para outras turmas da escola. Recursos Complementares PARA SABER MAIS... Sexualidade. Disponível em: http://www.alunosonline.com.br/sexualidade/primeira-transa/ (acessado dia 10/04/10). Spiner - O Portal dos jovens. A primeira vez.Disponível em: http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1169 (acessado dia 11/04/10). Feminice. A primeira vez.Disponível em: http://feminice.virgula.uol.com.br/minhas- paixoes/a-primeira-vez/1600 (acessado dia 10/04/10). Dr. Jairo Bouer. Disponível em: http://doutorjairo.uol.com.br/default.asp (acessado dia 17/04/10). SEXUALIDADE Brasil Escola. Sexualidade.Disponível em: http://www.brasilescola.com/sexualidade/ (acessado dia 10/04/10). Infoescola. O que é sexualidade. Disponível em: http://www.infoescola.com/sexualidade/o-que-e-sexualidade/ (acessado dia 10/04/10). Portal da Sexualidade. Disponível em: http://www.portaldasexualidade.com.br/Interna.aspx?id_conteudo=305&id_secao= 125&id_item_secao=10 (acessado dia 10/04/10). MAIS AULAS SOBRE O TEMA... Questões sobre sexualidade. Disponível em: http://antigo.revistaescola.abril.com.br/online/planosdeaula/ensino- fundamental1/PlanoAula_276922.shtml (acessado dia 10/04/10). Sexualidade. Disponível em: http://aulaspelanaoviolencia.blogspot.com/2008/09/9- ano-sexualidade.html (acessado dia 10/04/10). Idades do prazer. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ensino- medio/idades-prazer-427026.shtmlhttp://revistaescola.abril.com.br/ensino- medio/idades-prazer-427026.shtml (acessado dia 10/04/10). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 89. Avaliação A avaliação dos alunos nas aulas poderá ser feita pela participação e produção dos mesmos. É importante tanto para o professor como para os alunos que os critérios de avaliação sejam claros e explicados com antecedência. Principalmente no que se refere à participação que é um quesito subjetivo e no que será avaliado dentro das produções artísticas deles. Uma ferramenta interessante para este fim é a rubrica. Sobre rubrica... Representam uma forma de avaliação autêntica, pois vai além da simples mensuração de notas. O professor estabelece critérios que cada atividade proposta deverá ter, passa estes critérios com antecedência para a turma e conforme os alunos cumpram estes critérios, atribui-se um nível com um valor correspondente. Constrói-se uma tabela que apresenta as atividades, descrevendo níveis de desempenho, de competências, na realização de tarefas específicas, ou de um produto específico, a serem associados a uma escala de valores. As rubricas determinam expectativas de desempenho, possibilitando ao estudante uma reflexão auto-avaliativa do seu desempenho. Como dito anteriormente o mais importante são os critérios. Para estas aulas, apresentamos um exemplo de rubrica, abaixo. DEBATE PONTOS 1 PONTOS 2 PONTOS 3 PONTOS 5 PREPARAÇÃO Nenhum nível Preparação Nível de Excelente de preparação mínima. preparação preparação aparente. aceitável demonstrou demonstrou argumentos conhecimento fortes e do tema. discutiu fortemente sobre o tema. Argumentos Pontos: 1 Pontos: 2 Pontos: 3 Pontos: 5 Sem Poucos Argumentos Argumentos argumentos argumentos fracos ou fora consistentes e ou não fora de de contexto. dentro do participou. contexto. contexto. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 90. USO DE Pontos: 1 Pontos: 2 Um Pontos: 3 Usou Pontos: 5 REFERÊNCIAS Nenhuma referencial dois Grande referência ou utilizado. referenciais. número de não referenciais e participou. muito bem utilizados. PARTICIPAÇÃO Pontos: 1 Não Pontos: 2 Pontos: 3 Pontos: 5 participou. Raras Participou Contribuições participações ocasionalmente relevantes Mas faltou que contribuições. mobilizaram o debate. PRODUÇÕES ARTÍSTICAS Aqui deixo alguns critérios que podem ajudar na avaliação destes trabalhos. A criatividade, a organização, a apresentação oral, postura do grupo frente ao público, conteúdo da apresentação, entre outros. 6 - VIOLÊNCIA NA ESCOLA! DIGA NÃO! Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Ética Justiça Inicial Direitos humanos, direitos Ensino Fundamental Final Pluralidade Cultural de cidadania e pluralidade Pluralidade cultural e a Ensino Fundamental Final Pluralidade Cultural vida dos adolescentes no Brasil Ensino Fundamental Ética Respeito mútuo Inicial Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 91. Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Nesta aula será discutido e refletido com os alunos sobre a violência no contexto escolar, bem como sobre a violência contra o professor e com os colegas em sala de aula. Além disso, esta aula pode contribuir para aprimorar as capacidades crítica, analítica e argumentativa dos alunos relacionadas à temática da aula. Duração das atividades Aproximadamente 100 minutos, duas (2) aulas. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidades que conhecimentos prévios sejam trabalhados pelo professor com os alunos para o desenvolvimento da aula. Estratégias e recursos da aula As estratégias utilizadas serão: Aula interativa; Sala de vídeo; Utilização do laboratório de Informática. Motivação O professor deverá iniciar a aula levando os alunos para o laboratório de informática e pedindo que se organizem em duplas, de forma a utilizarem um computador por dupla. Em seguida, o professor deverá mostrar a imagem (Fig.1), conforme postada abaixo, para os alunos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 92. Figura 1: Tirinha sobre Violência em sala de aula Disponível em: http://www.nanihumor.com/2009/08/tiras-violencia-nas- escolas.html (Acessado em: 31/05/ 2010). Observação: Ressaltamos que a imagem poderá ser apresentada em transparência (retroprojetor ou Data Show), ou ser impressa em número suficiente aos alunos. Em seguida, o professor deverá, por meio do roteiro postado abaixo, fazer os seguintes questionamentos: Roteiro de Discussão: O que vocês observaram na imagem? Qual assunto é abordado na Tirinha? O que acontece quando o professor faz a chamada? Vocês acham que isso realmente acontece na sala de aula? Em nossa escola vocês já viram algum ato de violência contra um colega ou professor? É fundamental que neste momento todos aqueles que se sentirem à vontade, possam expressar suas opiniões! Atividade 1: Dando prosseguimento a atividade anterior, o professor deverá pedir para que as duplas procurem no dicionário impresso ou digital (na Internet, por exemplo) o significado da palavra “Violência”. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 93. Violência: 1. Qualidade de violento. 2. Qualidade do que atua com força ou grande impulso; força, ímpeto, impetuosidade. 3. Ação violenta. 4. Opressão, tirania. 5. Intensidade. 6. Veemência. 7. Irascibilidade. 8. Qualquer força empregada contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa. 9. Direito: Constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem; coação. Fonte: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues- portugues&palavra=viol%EAncia (Acessado em: 16 Jun. 2010). Em seguida, o professor deverá pedir para que aqueles que se sentirem à vontade, exponha para os demais o significado da palavra em questão. É importante que o professor medie uma conversa entre todos, de forma que os alunos possam compreender que a violência é uma ação de força, opressão, contra a vontade, liberdade ou resistência física, moral e ou psicológica de uma pessoa que por ela é afetada. Além disso, o professor poderá questionar os alunos em quais ambientes a ocorrência da violência é freqüentemente observada (exemplos: família, escola etc.). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 94. Desta forma, buscando abordar o tema ―Violência na Escola‖, o professor deverá iniciar uma discussão por meio das questões disponíveis no roteiro abaixo: Roteiro de Discussão: O que vocês acham da Violência no contexto escolar? A violência está presente no contexto escolar? Como? Em que ações ela pode ser vista? O que vocês acham da Violência na escola? Por quê? Atividade 2: Neste momento, o professor deverá pedir para que cada dupla pesquise em sites da internet, de acordo com o roteiro postado abaixo, em sites da internet reportagens que abordem o assunto de Violência no Contexto Escolar. Roteiro de Pesquisa: Título do artigo Qual e como foi o ato de violência? Qual o motivo da agressão? Qual (is) a(s) justificativa(s) do agressor? Qual (is) a(s) Idade(s) do(s) agressor (es)? Qual (is) foi (foram) a(s) pessoa(s) agredida(s)? Abaixo sugerimos alguns links de sites para a realização da pesquisa. Sugestões de links para a pesquisa http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u737571.shtml http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u735505.shtml http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u693065.shtml http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u462101.shtml http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u540054.shtml Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 95. http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u656609.shtml (Fig.2) Figura 2: Reportagem do jornal ―São Paulo Agora‖ Quando todas as duplas finalizarem suas pesquisas, o professor deverá pedir que cada dupla apresente aos demais alunos, o resultado destas, de acordo com as questões do roteiro. É importante que, neste momento, o professor pergunte aos alunos suas impressões sobre a violência relatada pelas duplas: o que pensam disso; se concordam ou não com o ato agressivo cometido e por quê; sobre os motivos que levam uma pessoa a praticar violência contra outra; se os motivos justificam o ato violento etc. Atividade 3: Dando prosseguindo à aula, o professor deverá apresentar para os alunos o vídeo ―Bullying‖ (Fig.3), com duração de 02 minutos e 07 segundos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 96. Link do vídeo “Bullying”: http://www.youtube.com/watch?v=6SMkM066Aec&feature=related (Acessado em 01 Junho 2010). Figura 3: Imagem do vídeo ―Bullying‖ Sugestão: O professor, se preferir, poderá gravar os vídeos em DVD e apresentá-lo aos alunos na Sala de Vídeo da escola, de forma que todos possam assisti-lo ao mesmo tempo. Em seguida, o professor deverá iniciar uma discussão sobre o conteúdo abordado pelo vídeo. Para isto, sugerimos o roteiro abaixo. Roteiro de Discussão sobre o Vídeo: O que vocês acharam do vídeo? Sobre o que foi tratado no vídeo? O que entenderam do que foi abordado neste? Vocês conhecem alguém que já foi ou é vítima de Bullying? E você, já foi vítima de Bullying? Se sim, como se sentiu? Vocês já ouviram falar, em jornais, revistas entre outros, sobre violência contra o professor? O que vocês acham quando alguém, por exemplo, um colega de sala, é mal educado com você mesmo, ou com o professor? Como você se sente quando isto acontece? E o professor, como deverá se sentir? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 97. Observamos que este é um importante momento, pois além de socializar as informações, pontos de vista, possibilita que dúvidas sejam esclarecidas, bem como que conceitos errôneos e ou preconceituoso possam ser trabalhados (corrigidos), além de estar trabalhando a oralidade, o senso crítico e argumentativo dos alunos. Atividade 4: Finalizando a aula, o professor deverá mostrar para a classe a imagem (Fig. 4) abaixo. Figura 4: Tirinha sobre violência contra o professor Disponível: http://www.nanihumor.com/2009/08/tiras-violencia-nas-escolas.html (Acessado em: 31,Maio, 2010). Observação: Ressaltamos que a imagem poderá ser apresentada em transparência (retroprojetor ou Data Show), ou ser impressa em número suficiente aos alunos. Em seguida, o professor deverá mediar um diálogo entre os grupos sobre a tirinha em questão, de forma que os alunos possam perceber que, atualmente, muito professores, bem como alunos, estão sendo vítimas de agressão no contexto escolar. Além disso, é importante ser discutido com os alunos o que eles pensam disso e como solucionar tais problemas no âmbito escolar. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 98. Neste sentido, sugerimos que os alunos sejam convidados a fazerem cartazes sobre a violência no contexto escolar: o que é, formas de ocorrência, e as soluções que eles propõem para esta problemática. Sugestão de Atividade: Atividade 1: O professor poderá iniciar a atividade perguntando aos alunos se eles já ouviram, em algum momento, o termo ―Bullying‖. Desta forma, quando todos tiverem manifestado as suas opiniões, o professor deverá pedir para que os alunos em duplas leiam a reportagem (Fig. 5) abaixo: Link da reportagem “Bullying”: Disponível em: http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm (Acessado em: 08 Jun 2010). Figura 5: Imagem do site Brasil escola Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 99. Atividade 2: Sugerimos que o professor imprima a reportagem e distribua a mesma para cada dupla, de forma que os alunos possam realizar a atividade com maior autonomia. Em seguida, quando todas as duplas finalizarem a leitura, o professor deverá iniciar uma discussão por meio do roteiro abaixo: Roteiro de Discussão: O que significa a palavra ―Bullying‖? Quais os locais onde o Bullying pode ocorrer? O que significa o Bullying direto? O que significa o Bullying indireto? Cite alguns exemplos de Bullying. Após a discussão o professor deverá pedir para que cada dupla apresente oralmente o que compreendeu sobre o conceito de ―Bullying‖ e como o mesmo pode ser praticado. Recursos Complementares Os links abaixo se referem ao conceito de Violência na escola: http://www.scribd.com/doc/504439/Agressividade-ou-falta-de-limites http://www.educador.brasilescola.com/sugestoes-pais-professores/agressoes-na- sala-aula.htm http://www.nevusp.org/portugues/index.php?option=com_content&task=view&id=1 761&Itemid=155 Avaliação A avaliação deverá ocorrer em todos os momentos da aula. É importante que o professor perceba ao final das aulas se os alunos compreenderam o que é e como pode ocorrer a violência no contexto escolar, bem como o que é Bullying (um tipo de violência comum no ambiente escolar) e formas de resolver esta problemática. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 100. 7 - PAI, EU? MÃE, EU? GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Final Saúde Doenças transmissíveis Prevenção às doenças Ensino Fundamental Final Orientação Sexual sexualmente transmissíveis/AIDS Qualidade de vida das Ensino Médio Biologia populações humanas Corpo: matriz da Ensino Fundamental Final Orientação Sexual sexualidade Educação de Jovens e Ciências Naturais Visões de mundo Adultos - 2º ciclo Ensino Fundamental Final Saúde Cuidado do corpo Educação de Jovens e Estudo da Sociedade e da Corpo humano e suas Adultos - 1º ciclo Natureza necessidades Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Discutir sobre as responsabilidades da mulher e do homem na decisão sobre uma gravidez. Discutir a importância de, ao iniciar sua vida sexual, se ter a consciência de que a possibilidade de uma gravidez está presente a cada relação sexual, se não for utilizado nenhum método contraceptivo. Compreender as diferentes formas de ser mãe e as expectativas sociais e culturais relacionadas à maternidade. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 101. Refletir sobre os sentimentos, como o de desconfiança dos homens jovens (negação da paternidade) e rejeição à gravidez. Duração das atividades De 2 a 3 aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidade de conhecimentos prévios para a efetuação destas aulas. Estratégias e recursos da aula Estratégias utilizadas: Aula interativa. Socialização das produções dos alunos. Uso da sala de vídeo e/ou de informática. Atividade 1: Aprendendo sobre Maternidade, paternidade e contracepção em “Minha vida de João”. Guia de discussão disponível em: http://www.promundo.org.br/wp- content/uploads/2010/03/H-Guia-Joao-PORT.pdf Este é um desenho animado que conta a história de João, um garoto que, como tantos outros, vivem numa sociedade machista, que se pauta por padrões rígidos de gênero. Com frequência, a violência intra-familiar, a violência entre homens, a homofobia, a desinformação sobre doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez não planejada estão relacionadas a estes padrões tradicionais de masculinidade. O vídeo apresenta três partes, enfocando-se os temas: socialização de gênero (infância), primeiros planos e experiências (adolescência) e conflito e buscas de resolução. Para as nossas aulas sugerimos a exibição das partes II e III. (Figuras 1 e 2). Disponível em: http://www.promundo.org.br/audiovisuais/para-jovens-e-adultos/dvd-minha-vida- de-joao/ Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 102. Figura 1: Minha vida de João - Parte II O vídeo Minha vida de João integra a ―Série Trabalhando com Homens Jovens‖, Foi elaborado pelas ONGs Instituto Promundo (Rio de Janeiro), Instituto PAPAI (Recife), ECOS (São Paulo) e Salud y Género (México) desenvolveram esta proposta de intervenção a partir da sistematização de oficinas com grupos de homens jovens em comunidades de baixa renda. Se você quiser explorar o vídeo em atividades educativas, aproveite! Ele atrai a audiência, facilita a introdução do assunto, motiva e estimula para o conhecimento, aproxima o tema do cotidiano das pessoas e informa, entretendo. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 103. Figura 2: Minha vida de João - Parte III Como introduzir o vídeo: 1. Comente com os/as participantes apenas que assistirão ao desenho animado Minha Vida de João, com duração de 21 minutos, que conta a história de vida de um rapaz chamado João. Porém assistirão apenas, as partes II e III, que contemplam os objetivos das aulas. 2. Evite expor seus julgamentos ou a sua interpretação. 3. É muito importante que cada participante expresse sua própria opinião. Somente ao final informe o tema central e os objetivos, dando margem para novas discussões. Dicas gerais para a discussão: 1. Pergunte ao grupo que temas apareceram no vídeo. Escreva-os em um quadro ou em um pedaço de papel. 2. Se for necessário, passe o vídeo mais uma vez para a melhor compreensão do conteúdo. 3. Se não tiver tempo suficiente ou considerar que é mais rico aprofundar algum tema específico, selecione cenas específicas ou um conjunto delas. Discussão em grupo: Parte II: Os primeiros planos e experiências 1. Que expectativa João tem quanto ao seu futuro? E os homens jovens de hoje, que projetos eles têm para o futuro? É diferente para os rapazes e as meninas? 2. O que sente um rapaz quando ama pela primeira vez? O que ele sente? Como ele se comporta? É comum falar sobre esse sentimento com seus amigos? O que eles costumam falar sobre esses sentimentos? E sobre as mulheres? E sobre os homens? 3. Quais as expectativas e os medos que um jovem têm em relação a sua primeira relação sexual? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 104. 4. Por que, muitas vezes, eles não usam a camisinha? Por que a camisinha é importante? 5. Vocês concordam que a contracepção é assunto só de mulher? Parte III: Conflitos e a busca de soluções 1. Por que João, mesmo gostando de sua namorada, sai e transa com outras garotas? O que as garotas devem/podem fazer? 2. Quem transmitiu DST para João: a namorada ou a garota que ele conheceu na lanchonete? Por quê? (Nota: a ideia é problematizar essa questão e não culpar uma ou outra) 3. O que vocês sabem sobre a AIDS? Tem cura? 4. O que sentiu João quando sua namorada disse que estava grávida? O que ele fez? 5. Vocês acham que a maternidade é assunto só de mulher? 6. Como é que o homem lida com a paternidade? 7. Quando o homem está preparado para ser pai? 8. O que leva um adolescente a beber demasiadamente? O que ele procura na bebida? Encontra? 9. O que acontece com João quando está jogando bola e ele vê o seu filho na arquibancada? Atividade 2: As expectativas sociais de ser mãe - Dinâmica adaptada do manual ―Trabalhando com mulheres jovens: empoderamento, cidadania e saúde. Disponível em: http://www.promundo.org.br/wpcontent/uploads/2010/03/trabalhando-com- mulheres-jovens.pdf (Acessado em 20 de maio de 2010) Professor essa atividade tem como objetivo refletir sobre as diferentes formas de ser mãe e as expectativas sociais e culturais relacionadas à maternidade. Materiais necessários: Papéis e canetas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 105. Procedimentos: 1. Divida os participantes em dois grupos. 2. Peça a cada grupo que construa a história de uma mãe. Enfatize que a única informação que receberão é de que a personagem é mãe. Todo o resto sobre a vida da personagem deve ser criado e discutido pelo grupo. Distribua as seguintes questões para ajudar na discussão: • Qual é o nome? E a idade? • Onde ela mora? • Com quem ela parece? • O que ela gosta de fazer? • Ela planejava ser mãe? • Ela tem outros filhos? • Ela estuda ou trabalha fora? • Ela mora com um companheiro? • O que ela fará nos próximos 5 anos? E em 20 anos? • O que ela sente sendo mãe? 3. Peça a cada grupo que apresente a história para o outro grupo. Eles podem escrevê-la e ler em voz alta ou representá-la. 4. Após a apresentação das histórias, use as questões abaixo para facilitar a discussão. Perguntas para discussão: 1. As mães das histórias são mães ideais ou existem na realidade? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 106. 2. Quais são as similaridades ou diferenças entre as histórias dos dois grupos? 3. Toda mulher deveria ser mãe? Por quê? 4. Qual a reação das pessoas em relação às mulheres que não querem ter filhos? 5. Os homens deveriam estar envolvidos nas decisões sobre maternidade? Como? 6. Quando uma mulher se torna mãe, o que a sociedade espera dela? 7. Como a comunidade vê uma mulher que não tem filhos? É diferente quando é por decisão ou dificuldade de engravidar? 8. As expectativas sobre como as mães devem ser hoje em dia são iguais ou diferentes das do passado? Em que sentido? 9. As expectativas sobre o que é ser mãe são diferentes do que se espera sobre o que é ser pai? Como? O que você pensa sobre isso? 10. Como podemos aceitar ou apoiar as decisões das mulheres em relação à maternidade? 11. O que você aprendeu com esta atividade? 12. Você aprendeu alguma coisa que poderia ser aplicada em sua própria vida? Atividade 3: Trabalhando com relatos acerca da Gravidez na adolescência Professor, como atividade final das aulas, sugerimos que apresente um vídeo, com duração de cinco minutos e trinta e três segundos, intitulado ―Gravidez na adolescência‖ (Figura 3). Disponível em: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=193035. A autoria dessa produção bem como os parceiros está presentes mencionados ao longo do vídeo. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 107. Figura 3: Vídeo Gravidez na Adolescência Após a apresentação do vídeo, o professor solicitará que os alunos façam um texto dissertativo como temática ―Gravidez na Adolescência, abordando as seguintes problematizações: Homens e mulheres conversam sobre o planejamento de gravidez? Quais opções uma mulher jovem tem diante de uma gravidez não desejada? Como podemos ajudar a reduzir o número de gravidezes não planejadas entre os jovens? O que passa pela cabeça de uma mulher jovem quando ela descobre que está grávida? Como uma gravidez não planejada poderia mudar a vida da mulher? Lembrar os alunos que devem construir um título para o texto bem criativo, esta atividade poderá ser realizada em conjunto com a área de Português da escola, ficando o professor de Língua Portuguesa responsável para explicar como estruturar e escrever um texto dissertativo. Após as correções feitas pelos professores, os alunos poderão fazer a socialização (exposição oral) de suas produções com a turma. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 108. Recursos Complementares Manual H O manual traz cerca de 70 atividades participativas para serem desenvolvidas em grupos de homens jovens, estimulando uma reflexão crítica sobre ―o que significa ser homem‖. Seus principais temas são: Sexualidade e Saúde Reprodutiva, Paternidade e Cuidado, Da Violência para Convivência, Razões e Emoções, e Prevenindo e Vivendo com HIV/AIDS. Sexualidade e Saúde Reprodutiva - Disponível em: http://www.promundo.org.br/wpcontent/uploads/2010/04/SexualidadeeSaudeRep. pdf Paternidade e cuidado - Disponível em: http://www.promundo.org.br/wp- content/uploads/2010/04/PaternidadeeCuidado.pdf Da violência para a convivência - Disponível em: http://www.promundo.org.br/wpcontent/uploads/2010/04/DaViolenciaparaConvive ncia.pdf Razões e emoções - Disponível em: http://www.promundo.org.br/wp- content/uploads/2010/04/RazoeseEmocoes1.pdf Prevenindo e vivendo com AIDS/HIV - Disponível em: http://www.promundo.org.br/wpcontent/uploads/2010/04/PrevenindoeVivendocom HIVAIDS.pdf Manual M O Programa M promove o empoderamento e a saúde de mulheres jovens de 15 e 24 anos por meio do engajamento em reflexões críticas a respeito do seu processo de socialização. Isso significa discutir como o desenvolvimento afetivo e social e a saúde das mulheres são influenciados pelas ―normas de gênero‖, ou seja, mensagens da sociedade que ditam o que é apropriado ou previsto para homens e mulheres. Esse projeto é feito por meio de oficinas educativas e de Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 109. campanhas comunitárias que estimulam a autonomia das mulheres jovens nas relações pessoais, familiares e profissionais. Os materiais educativos do Programa M incluem um vídeo e um manual. Também foi elaborada uma Escala de Eqüidade de Gênero para Mulheres. Esta ferramenta serve para avaliar o impacto das ações do Programa M nas atitudes femininas no que diz respeito à saúde, auto-estima e autonomia. As atividades do Programa M foram elaboradas e validadas no Brasil, Jamaica, México e Nicarágua. Adaptações já foram feitas na Índia e na Tanzânia. Disponível em: http://www.promundo.org.br/wp- content/uploads/2010/03/trabalhando-com-mulheres-jovens.pdf Minha Vida de João O desenho animado ―Minha vida de João‖ foi criado para gerar questionamento entre homens jovens sobre a forma como foram socializados e sobre os papéis de gênero que foram levados a assumir. O filme acompanha a história de João e ilustra sua educação no contexto familiar, retratando situações como violência doméstica, primeira experiência sexual, gravidez da namorada e primeiro emprego. Disponível em: http://www.promundo.org.br/ Avaliação Professor para avaliação deverá ser considerado os seguintes critérios: A avaliação também será realizada no decorrer das atividades, inicialmente observando a formação de conceitos dos estudantes, analisando seus questionamentos e intervenções, procurando, através do diálogo, perceber se houve apropriação dos conteúdos propostos e uma mudança de postura frente às questões apresentadas. Então o professor acompanhará e avaliará a participação e envolvimento de seus alunos, bem como os as produções escritas e conhecimentos construídos por eles, sugerindo as intervenções necessárias, incentivando leituras e a retomada de conteúdos, se necessário. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 110. 8 - INSCREVENDO A SEXUALIDADE, DE MANEIRA RESPONSÁVEL, EM NOSSO CORPO Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Educação de Jovens e Ciências Naturais Visões de mundo Adultos - 2º ciclo Educação de Jovens e Estudo da Sociedade e Corpo humano e suas Adultos - 1º ciclo da Natureza necessidades Ensino Fundamental Corpo: matriz da Orientação Sexual Final sexualidade Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1. Compreender que o corpo não aprende somente conteúdos, atitudes e habilidades de todas as áreas de conhecimento, mas que em interação com outros corpos aprendem manifestações da sexualidade. 2. Reconhecer que as concepções e o entendimento de sexualidade inscrevem marcas em nosso corpo. 3. Refletir que a sexualidade é importante no desenvolvimento e na vida psíquica das pessoas, e, dessa forma a sua potencialidade será garantida por meio do cuidado e da responsabilidade com o nosso corpo. 4. Identificar que por meio da sexualidade, os seres humanos se comunicam, estabelecem laços, dão e recebem afeto e prazer, experimentando sensações com todo o corpo. Duração das atividades De 2 a 3 aulas de 50 minutos Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 111. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidade de conhecimentos prévios para a efetuação destas aulas. Estratégias e recursos da aula Estratégias utilizadas: Aula interativa. Socialização das produções dos alunos. Uso da sala de vídeo. Para início de uma conversa... Professor estamos partindo do pressuposto que a sexualidade no espaço escolar não aparece apenas nas inscrições em portas de banheiros, muros e paredes. Ela invade a escola por meio das atitudes dos alunos em sala de aula e fora dela. Além disso, o corpo está sempre presente na escola. Não apenas o corpo que aprende conteúdos, atitudes e habilidades de todas as áreas de conhecimento, mas um corpo que interage com outros, que manifesta a sexualidade. A sexualidade se expressa em uma base material que é exatamente o corpo humano. Não estamos falando apenas de células, pois entendemos o corpo de forma ampla, isto é, tanto na esfera biológica, como psíquica, comportamental, histórica e social. Desse modo, o papel da escola não se reduz ao trabalho com conteúdos curriculares de Ciências ou Biologia. A abordagem da sexualidade e, em particular, do corpo, supõe sim informações científicas, mas vai além, uma vez que objetiva os comportamentos. Disponível em: http://www.educarede.org.br/ Atividade 1: Entendendo nosso corpo: diversidade de expressões Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 112. Esta atividade tem como objetivo tomar consciência das diversas manifestações do corpo, sendo assim os alunos observarão a diversidade de expressões que surgem no grupo, apontando para as diferentes possibilidades e linguagens corporais existentes entre as pessoas. O professor convida os alunos a fazerem experiências: ―Já que vamos falar de corpo, vamos mexer com ele, movimentá-lo?‖. Em roda, solicitar que façam expressões corporais e, em outro momento, expressões faciais de medo, tristeza, susto, vergonha, raiva, alegria, dor, decepção, frio e calor. Outra possibilidade para facilitar a execução de tal atividade é sugerir situações como: 1. ―O momento em que você reencontra alguém querido que não vê há muito tempo‖, 2. ―A hora em que você tem de ter uma conversa difícil com alguém‖, 3. ―o jeito que você fica quando vai fazer uma prova e sabe que não estudou o suficiente‖. 4. ―O momento que irá fazer uma viagem esperada de férias‖. 5. ―Ao passar em uma rua de encontrar um cachorro, e, ele começa correr atrás de você‖. 6. ―O dia está muito frio‖. 7. ―O dia está muito quente‖. O educador explica que durante a atividade não se pode utilizar linguagem verbal. Caso os alunos tenham dificuldades de entrar nessas atividades, pode-se recorrer a outras formas de relaxamento, como caminhar, fazer movimento de espreguiçar-se etc. Ao finalizar a atividade, sugerimos alguns pontos para discussão com a turma: 1. Quais os diferentes tipos de linguagens corporais apresentadas pelo grupo? 2. De que forma as linguagens corporais expressam nossos sentimentos de medo, tristeza, susto, vergonha e etc? 3. As expressões corporais representam algum tipo de linguagem? Essas expressões permitem nossa comunicação com o próximo? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 113. 4. Quais dos sentimentos foram mais difíceis de expressar facialmente? E os mais fáceis? 5. As expressões faciais de medo foram representadas pela mesma forma por todos os alunos do grupo? E o de alegria? 6. Como podemos associar as diversidades de expressões faciais com as nossas linguagens corporais? Nosso corpo consegue expressar algo? Professor deixar claro para os alunos que os corpos possuem diferentes formas de comunicação e estas vão sendo significadas culturalmente. Atividade 2: A VISITA DO ET – Técnica extraída do manual, ―Pelo fim da exploração sexual. O que os homens podem fazer?‖, para sensibilização de adolescentes entre 10 a 14 anos. Disponível em: http://www.promundo.org.br/ Professor, essa atividade tem como objetivo refletir sobre a dificuldade que temos em falar sobre a sexualidade, e, como a concepção, desta, influencia e exerce marcas em nossos corpos. Material necessário: Cartolinas; pincéis e fita crepe. Procedimento: 1. Peça que todos caminhem pela sala. 2. Avise que chegaram ETs na Terra e que gostariam muito de saber sobre a sexualidade dos humanos. 3. Comente que apareceram 4 jornalistas (ou menos, dependendo do número de participantes) e coloquem crachás, feitos com as cartolinas, com a inscrição ―imprensa‖ em 4 participantes. 4. Peça que se forme 4 grupos de ETs com 1 jornalista em cada grupo. 5. Os jornalistas devem registrar as perguntas que os ETs fizeram sobre a sexualidade dos terráqueos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 114. 6. Dê para cada grupo uma cartolina e um pincel atômico para que o jornalista anote as partes mais interessantes das perguntas dos ETs e tente respondê-las. 7. Antes de finalizar, pergunte se as expectativas dos ETs foram atendidas e peça aos jornalistas para afixarem a matéria da reportagem (as cartolinas) na parede. 8. Leia as perguntas e estimule que o grupo responda. Diga também que é um ―consultor enviado da escola‖ para ajudar os jornalistas a responderem as questões dos ETs e complemente as respostas com informações que sentir necessário. 9. Estimule a discussão com as questões abaixo. Perguntas para discussão: 1. Como é falar sobre sexualidade? É fácil? Por que sim ou por que não? 2. Quais são as principais dificuldades e facilidades? 3. Existe diferença entre as pessoas, ou seja, falar sobre sexualidade é fácil para algumas pessoas, mas não para outras? 4. Com quem os/as adolescentes sentem mais à vontade para falar sobre sexualidade? 5. Como, em geral, os homens adolescentes aprendem sobre sexo e relacionamentos? E as mulheres? 6. A maneira como aprendemos sobre sexualidade por ter alguma influência em nossos corpos? 7. Como o nosso corpo responde ao falarmos de sexualidade? 8. Por que quando nos referimos aos nossos órgãos sexuais ficamos com receio e/ou vergonha? 9. Por que algumas pessoas consideram as questões ligadas à sexualidade como pecaminosas? 10. Quando conhecemos melhor sobre nossa sexualidade, estamos também conhecendo maneiras de lidar com o nosso corpo? Professor tente deixar claro que o corpo sente prazer e dor, expressa alegria e tristeza, gosta e desgosta. Por isso, esse sub-tema da área da sexualidade é tão Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 115. importante, e, não pode ser esquecido. Abordar a questão do corpo é fundamental para a discussão da sexualidade. Afinal, ela se expressa em uma base material que é exatamente o corpo humano. Atividade 3: Sexualidade: responsabilidade e cuidado com o nosso corpo Como finalização das aulas, sugerimos que o professor apresente o vídeo intitulado ―Sexualidade‖ (Figura 1), disponível em: http://videos.sapo.pt/PntTiviJTtTBEZ1hBVO7 Figura 1: Sexualidade Essa atividade tem como objetivo enfatizar que a sexualidade trata-se de um conjunto de descobertas, crenças, práticas, escolhas, fantasias e experiências, porém, deve-se exercê-la com respeito, cuidado e responsabilidade com o corpo. Após a apresentação do vídeo o professor discutirá com os alunos a opinião destes quanto aos aspectos tratados no mesmo, tais como: 1. Quais os cuidados e responsabilidades que devemos ter com o nosso corpo para a sexualidade ser exercida como forma de bem estar? 2. Quais os desdobramentos consequentes da vivência da sexualidade de forma irresponsável e não cuidadosa? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 116. 3. O que muda em termos de projeto de vida? Após o término do debate, sugerimos que o professor solicite aos alunos preparem uma frase e/ou um texto que procure sensibilizar as pessoas a terem cuidado e responsabilidade com o seu corpo. Recursos Complementares Fontes para consulta: Fala Educadora! Fala Educador! - material didático realizado pelo Laboratório Organon, com o apoio do Programa DST/AIDS da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; GTPOS e NEPAIDS. Pode ser conseguido gratuitamente pelos professores junto aos laboratórios Organon. Disponível em: http://blog.falaeducador.com/ Sexualidade, prazer em conhecer. Livro do professor. – material didático realizado pela Fundação Roberto Marinho, apoio Schering, Concepção do Projeto e Autoria ECOS. Este livro pode ser conseguido gratuitamente pelos professores junto à Fundação Roberto Marinho. Informações em: http://www.ecos.org.br/index2.asp Avaliação A avaliação será realizada no decorrer das atividades, inicialmente observando a aprendizagem dos alunos, analisando seus questionamentos e intervenções, procurando, por meio do diálogo, perceber se houve apropriação dos conteúdos propostos e uma mudança de postura frente aos problemas levantados. O professor acompanhará a leitura das produções dos alunos, fazendo as intervenções necessárias, retomando os temas, conforme a necessidade. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 117. LEITURAS COMPLEMENTARES O QUE É BULLYING? O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima. Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de BULLYING possíveis, a seguir, citamos algumas ações que podem estar presentes: Colocar apelidos, Ofender, Zoar, Gozar, Encarnar, Sacanear, Humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, Ignorar, Intimidar, perseguir, Assediar, Aterrorizar, Amedrontar, Tiranizar, Dominar, Agredir, Bater, Chutar, Empurrar, Ferir, Roubar, Quebrar pertences. ONDE OCORRE? O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo. DE QUE MANEIRA OS ALUNOS SE ENVOLVEM COM O BULLYING? Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papeis que venham a representar: Alvos de Bullying - são os alunos que só sofrem BULLYING; Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 118. Alvos/autores de Bullying - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING; Autores de Bullying - são os alunos que só praticam BULLYING; Testemunhas de Bullying - são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre. Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas. Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as consequências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. São, geralmente, pouco sociáveis. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas sem esperança quanto às possibilidades de se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que estrema depressão acabam tentando ou cometendo o suicídio. As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas". Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 119. incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente. BULLYING ENVOLVE MUITA GENTE? A pesquisa mais extensa sobre BULLYING, realizada na Grã Bretanha, registra que 37% dos alunos do primeiro grau e 10% do segundo grau admitem ter sofrido BULLYING, pelo menos, uma vez por semana. O levantamento realizado pela ABRAPIA, em 2002, envolvendo 5875 estudantes de 5a a 8a séries, de onze escolas localizadas no município do Rio de Janeiro, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em atos de Bullying, naquele ano, sendo 16,9% alvos, 10,9% alvos/autores e 12,7% autores de Bullying. Os meninos, com uma freqüência muito maior, estão mais envolvidos com o Bullying, tanto como autores quanto como alvos. Já entre as meninas, embora com menor freqüência, o BULLYING também ocorre e se caracteriza, principalmente, como prática de exclusão ou difamação. QUAIS SÃO AS CONSEQÜÊNCIAS DO BULLYING SOBRE O AMBIENTE ESCOLAR? Quando não há intervenções efetivas contra o BULLYING, o ambiente escolar torna-se totalmente contaminado. Todas as crianças, sem exceção, são afetadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos, que testemunham as situações de BULLYING, quando percebem que o comportamento agressivo não trás nenhuma conseqüência a quem o pratica, poderão achar por bem adotá-lo. Alguns dos casos citados na imprensa, como o ocorrido na cidade de Taiúva, interior de São Paulo, no início de 2003, nos quais um ou mais alunos entraram armados na escola, atirando contra quem estivesse a sua frente, retratavam reações de crianças vítimas de BULLYING. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 120. Merecem destaque algumas reflexões sobre isso: - depois de muito sofrerem, esses alunos utilizaram a arma como instrumento de "superação‖ do poder que os subjugava. - seus alvos, em praticamente todos os casos, não eram os alunos que os agrediam ou intimidavam. Quando resolveram reagir, o fizeram contra todos da escola, pois todos teriam se omitido e ignorado seus sentimentos e sofrimento. As medidas adotadas pela escola para o controle do BULLYING, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de uma cultura de não violência na sociedade. QUAIS SÃO AS CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS PARA OS ALVOS? As crianças que sofrem BULLYING, dependendo de suas características individuais e de suas relações com os meios em que vivem, em especial as famílias, poderão não superar, parcial ou totalmente, os traumas sofridos na escola. Poderão crescer com sentimentos negativos, especialmente com baixa auto-estima, tornando-se adultos com sérios problemas de relacionamento. Poderão assumir, também, um comportamento agressivo. Mais tarde poderão vir a sofrer ou a praticar o BULLYING no trabalho (Workplace BULLYING). Em casos extremos, alguns deles poderão tentar ou a cometer suicídio. E PARA OS AUTORES? Aqueles que praticam Bullying contra seus colegas poderão levar para a vida adulta o mesmo comportamento anti-social, adotando atitudes agressivas no seio familiar (violência doméstica) ou no ambiente de trabalho. Estudos realizados em diversos países já sinalizam para a possibilidade de que autores de Bullying na época da escola venham a se envolver, mais tarde, em atos de delinqüência ou criminosos. E QUANTO ÀS TESTEMUNHAS? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 121. As testemunhas também se vêem afetadas por esse ambiente de tensão, tornando-se inseguras e temerosas de que possam vir a se tornar as próximas vítimas. PROGRAMAS PROPOSTOS: Atualmente, diversas pesquisas e programas de intervenção anti-bullying vêm se desenvolvendo na Europa e na América do Norte. Recentemente um projeto internacional europeu, intitulado ―Training and Mobility of Research (TMR) Network Project : Nature and Prevention of Bullying‖, mantido pela Comissão Européia, teve a sua conclusão em 2001. Este projeto, que englobava Campanhas do Reino Unido, Portugal, Itália, Alemanha, Grécia e Espanha, teve os seguintes objetivos: Diagnosticar as causas e naturezas do BULLYING e da exclusão social nas escolas; Verificar as causas desses problemas em diferentes sociedades e culturas; Verificar as conseqüências em longo prazo, até a vida adulta; Avaliar os programas de intervenção prósperos; Identificar modos de prevenção desses problemas, por meio da integração de diferentes metodologias de estudo. ALGUNS ASPECTOS OBSERVADOS NESTES PROGRAMAS FORAM: a) A maior parte dos alunos entrevistados diz nunca ter sofrido situações de BULLYING na escola; b) A maioria dos agressores encontra-se na própria sala das vítimas, principalmente nas séries iniciais; c) Os meninos tendem a ser agredidos principalmente por meninos, enquanto que as meninas por ambos os sexos. Os meninos também admitem agredir mais do que as meninas; Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 122. d) As agressões ocorrem principalmente durante os recreios e na sala de aula; e) A metade dos alunos entrevistados espera que o professor intervenha nas situações de agressão na sala de aula. f) Entre os alunos que se dizem agredidos, 50% admitem que não informam o ocorrido nem aos professores e nem a seus responsáveis. Diversas discussões com os representantes das escolas participantes no programa foram desenvolvidas para obtenção de alguns princípios básicos na política de intervenção. Dentre as ações implementadas deve ser destacado o envolvimento de professores, pais, autoridades educacionais e alunos, buscando definir com clareza o fenômeno do BULLYING, e estabelecer as diretrizes necessárias para o desenvolvimento de estratégias que possam ser executadas por todos. O objetivo principal era o de sensibilizar toda a comunidade escolar para apoiar os alunos alvos de BULLYING, fazendo com que se sentissem seguros para falar sobre a violência que vinham sofrendo. O Programa entendia as escolas como sistemas dinâmicos e complexos e que não poderiam ser tratadas de maneira uniforme, pois a realidade de cada uma delas é baseada nas experiências de seus alunos, de seus professores e da comunidade. Conseqüentemente, as estratégias e ações aplicadas deveriam ser definidas individualmente. Estabeleceu-se que, em cada unidade de ensino, seria criado um Conselho, formado por representantes da comunidade escolar, capaz de definir e priorizar as ações, de acordo com os contextos sociais e políticos locais, buscando-se, assim, as soluções mais factíveis para a resolução dos problemas relacionados ao BULLYING. Dois aspectos de grande relevância, identificados em todos esses Programas, mereceram destaque: o número expressivo de crianças envolvidas em práticas Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 123. agressivas seja como alvos, autores ou testemunhas, e a constatação de que o número de alvos é sempre superior ao número de autores. A partir desses trabalhos, vários estudos foram realizados com a finalidade de verificar o fenômeno sob diversos aspectos. Hoje é reconhecido que o BULLYING, como fenômeno social, pode surgir em diversos contextos, como parte de problemas de relações pessoais entre adultos, jovens e crianças em diferentes locais, como: trabalho (workplace BULLYING), prisões, asilos de idosos, ambiente familiar, clubes e playgrounds, entre outros. No Brasil, como reflexo dos trabalhos europeus, encontramos alguns estudos sobre BULLYING no ambiente escolar, realizadas recentemente. ESTRATÉGIAS SUGERIDAS PELO PROGRAMA DE REDUÇÃO DO BULLYING NAS ESCOLAS Quais são as estratégias mais adequadas para a redução do Bullying nas escolas? Quais são as etapas a serem cumpridas, para se implantar um programa anti-Bullying? Pesquisando a realidade; Em busca de parcerias; Formando um grupo de trabalho; Ouvindo opiniões; Definindo os compromissos; Divulgando o tema; Informando aos pais. QUAIS SÃO AS ESTRATÉGIAS MAIS ADEQUADAS PARA A REDUÇÃO DO BULLYING NAS ESCOLAS? Não existem soluções simples para se combater o BULLYING. Trata-se de um problema complexo e de causas múltiplas. Portanto, cada escola deve desenvolver sua própria estratégia para reduzi-lo. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 124. A escola deve agir precocemente contra o BULLYING. Quanto mais cedo o BULLYING cessar, melhor será o resultado para todos os alunos. Intervir imediatamente, tão logo seja identificada a existência de BULLYING na escola e manter atenção permanente sobre isso é a estratégia ideal. A única maneira de se combater o BULLYING é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais. QUAIS SÃO AS ETAPAS A SEREM CUMPRIDAS PARA SE IMPLANTAR UM PROGRAMA ANTI-BULLYING? Primeira etapa: PESQUISANDO A REALIDADE Este é o primeiro passo a ser dado e resume-se na aplicação de um questionário de pesquisa com a participação de todos os alunos da escola, antes de receberem qualquer tipo de informação sobre o BULLYING. Apenas um pequeno texto, apresentado no momento da aplicação, tenta situar os estudantes dentro de conceitos sobre os quais se deseja obter opiniões. Os resultados dessa aplicação vão determinar a prevalência, incidência e conseqüências do BULLYING em cada escola. Seus dados caracterizam a percepção espontânea dos alunos sobre a existência de BULLYING e seus sentimentos sobre isso. Nem mesmo os professores devem estar cientes sobre o tema. No momento da aplicação do instrumento, deve-se entregar a cada um deles uma carta, explicando o objetivo da pesquisa e fornecendo algumas orientações sobre a metodologia utilizada. O questionário deve ser aplicado simultaneamente em todas as turmas de um mesmo turno, evitando-se a troca de informações nos corredores, ou a possível intimidação de alguns alunos-alvos de Bullying. Segunda etapa: EM BUSCA DE PARCERIAS Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 125. Uma vez analisados os resultados, todo o corpo docente deve ser informado e incentivado a discutir suas implicações, definindo que estratégias devem ser utilizadas durante o processo de divulgação e sensibilização dos alunos. Terceira etapa: FORMANDO UM GRUPO DE TRABALHO Esse grupo deve ser composto por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar, incluindo professores, funcionários, alunos e pais. Com base na realidade percebida por seus membros e com o auxílio dos dados da pesquisa, serão definidas coletivamente as ações a serem priorizadas e as táticas a serem adotadas. Quarta etapa: OUVINDO OPINIÕES As propostas definidas pelo Grupo de Trabalho poderão ser submetidas a todos os alunos e funcionários, permitindo-se que sejam dadas sugestões sobre os compromissos e ações que a comunidade escolar deverá adotar para a prevenção e o controle do BULLYING. Quinta etapa: DEFININDO OS COMPROMISSOS A definição da relação final dos compromissos e prioridades poderá ser feita em assembléia geral contando com todos os alunos, professores e funcionários ou, apenas, pelo Grupo de Trabalho. Sexta etapa: DIVULGANDO O TEMA Os compromissos e prioridades deverão ser amplamente divulgados. Diversas cópias serão afixadas em vários locais da escola. Sétima etapa: INFORMANDO AOS PAIS Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 126. Os pais serão informados sobre os objetivos do projeto por meio de carta ou utilizando-se espaços dentro de reuniões organizadas pelas escolas. INDICADORES DE ESTAR SENDO ALVO DE BULLYING Demonstrar falta de vontade de ir à escola. Sentir-se mal perto da hora de sair de casa. Pedir para trocar de escola. Revelar medo de ir ou voltar da escola. Pedir sempre para ser levado à escola. Mudar freqüentemente o trajeto entre a casa e a escola. Apresentar baixo rendimento escolar. Voltar da escola, repetidamente, com roupas ou livros rasgados. Chegar muitas vezes em casa com machucados inexplicáveis. Tornar-se uma pessoa fechada, arredia. Parecer angustiado, ansioso, deprimido. Apresentar manifestações de baixa auto-estima. Ter pesadelos freqüentes, chegando a gritar "socorro" ou "me deixa" durante o sono. "Perder", repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro. Pedir sempre mais dinheiro ou começar a tirar dinheiro da família. Evitar falar sobre o que está acontecendo, ou dar desculpas pouco convincentes para tudo. Tentar ou cometer suicídio. Se seu filho apresenta alguns dos sinais descritos acima, pode ser que ele esteja sendo alvo de Bullying. Tente conversar com ele sobre o assunto e, caso ele confirme sua suspeita, procure o professor e/ou a direção da escola para ajudarem a solucionar o problema. Não exija dele o que ele não se sinta capaz de realizar! Não o culpe pelo que está acontecendo! Elogie sua atitude de relatar o que o está atormentando! Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 127. QUANDO A AGRESSIVIDADE PASSA A SER BULLYING? É comum que as crianças passem por situações na vida, em que se sintam fragilizadas e em decorrência disso tornem-se temporariamente agressivas. Assim, o nascimento de um novo bebê na família, a separação dos pais ou a perda de algum parente próximo podem ser motivo para a mudança repentina no comportamento da criança. No entanto, normalmente, essa ―tempestade‖ aos poucos vai passando e volta a ―calmaria‖. Mas, há casos em que se observa algo diferente: algumas crianças apresentam uma agressividade não apenas transitória, mas permanente. Parecem estar sempre provocando situações de briga. Eis alguns motivos para que essas crianças se tornem agressores crônicos, possíveis autores de Bullying. Porque foram mal acostumadas e por isso esperam que todo mundo faça todas as suas vontades e atenda sempre às suas ordens. Gostam de experimentar a sensação de poder. Não se sentem bem com outras crianças, tendo dificuldade de relacionamento. - Sentem-se inseguras e inadequadas. Sofrem intimidações ou são tratados como bodes expiatórios em suas casas. - Já foram vítimas de algum tipo de abuso. São freqüentemente humilhadas pelos adultos. Vivem sob constante e intensa pressão para que tenham sucesso em suas atividades. Evidentemente, essas crianças precisam de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente dar assistência a elas, para que se possa interromper esse ciclo de violência que vai se instalando em suas vidas. AGRESSORES PRECISAM DE VÍTIMAS. E QUEM SÃO AS VÍTIMAS? Geralmente, os autores de Bullying, procuram pessoas que tenham alguma característica que sirva de foco para suas agressões. Assim, é comum eles abordarem pessoas que apresentem algumas diferenças em relação ao grupo no Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 128. qual estão inseridas, como por exemplo: obesidade, baixa estatura, deficiência física, ou outros aspectos culturais, étnicos ou religiosos. O que se verifica é que essas crianças são alvos mais visados e tornam-se mais vulneráveis ao Bullying, por possuírem algumas dessas características específicas. Mas, o fato de sofrer Bullying não é culpa da vítima, pois ninguém pode ser responsabilizado por ser diferente!... Na verdade, a diferença é apenas o pretexto para que o agressor satisfaça uma necessidade que é dele mesmo: a de agredir. Tanto os pais, quanto as escolas, devem ajudar as crianças a lidarem com as diferenças, procurando questionar e trabalhar seus preconceitos. E uma das boas maneiras de se lidar com isso é promovendo debates, nos quais os jovens possam tomar consciência dessas questões e confrontar suas idéias com a de outros jovens. AOS PAIS Se você for informado de que seu filho é um autor de Bullying, converse com ele e: Saiba que ele está precisando de ajuda. Não tente ignorar a situação, nem procure fazer de conta que está tudo bem. Procure manter a calma e controlar sua própria agressividade ao falar com ele. Mostre que a violência deve ser sempre evitada. Não o agrida, nem o intimide; isso só iria tornar a situação ainda pior. Mostre que você sabe o que está acontecendo, mas procure demonstrar que você o ama, apesar de não aprovar esse seu comportamento. Converse com ele: procure saber porque ele está agindo assim e o que poderia ser feito para ajudá-lo. Garanta a ele que você quer ajudá-lo e que vai buscar alguma maneira de fazer isso. Tente identificar algum problema atual que possa estar desencadeando esse tipo de comportamento. Nesse caso, ajude-o a sair disso. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 129. Com o consentimento dele, entre em contato com a escola; converse com professores, funcionários e amigos que possam ajudá-lo a compreender a situação. Dê orientações e limites firmes, capazes de ajudá-lo a controlar seu comportamento. Procure auxiliá-lo a encontrar meios não agressivos para expressar suas insatisfações. Encoraje-o a pedir desculpas ao colega que ele agrediu, seja pessoalmente ou por carta. Tente descobrir alguma coisa positiva em que ele se destaque e que venha a melhorar sua auto-estima. Procure criar situações em que ele possa se sair bem, elogiando-o sempre que isso ocorrer. AOS DIRETORES, COORDENADORES E PROFESSORES DAS ESCOLAS Se vocês desejam reduzir o Bullying dentro das escolas, aqui vão alguns conselhos para lidar com isso. Desde o primeiro dia de aula, avisem aos alunos que não será tolerado; Bullying nas dependências da escola. Todos devem se comprometer com isso: não o praticando e avisando à direção sempre que ocorrer um fato dessa natureza. Promovam debates sobre Bullying nas classes, fazendo com que o assunto seja bastante divulgado e assimilado pelos alunos. Estimulem os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema na escola, para saber o que alunos, professores e funcionários pensam sobre o Bullying e como acham que se deve lidar com esse assunto. Convoquem assembléias, promovam reuniões ou fixem cartazes, para que os resultados da pesquisa possam ser apresentados a todos os alunos. Facultem a oportunidade de que os próprios alunos criem regras de disciplina para suas próprias classes. Essas regras, depois, devem ser Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 130. comparadas com as regras gerais da escola, para que não haja incoerências. Da mesma maneira, permitam que os alunos busquem soluções capazes de modificar o comportamento e o ambiente. Sempre que ocorrer alguma situação de Bullying, procurem lidar com ela diretamente, investigando os fatos, conversando com autores e alvos. Quando ocorrerem situações relacionadas a uma causa específica, tentem trabalhar objetivamente essa questão, talvez por meio de algum projeto que aborde o tema. Evitem, no entanto, focalizar alguma criança em particular. Nos casos de ocorrência de Bullying, conversem com os alunos envolvidos e digam-lhes que seus pais serão chamados para que tomem ciência do ocorrido e participem junto com a escola da busca de soluções. Interfiram diretamente nos grupos, sempre que isso for necessário para quebrar a dinâmica de Bullying. Façam os alunos se sentarem em lugares previamente indicados, mantendo afastados possíveis autores de Bullying, de seus alvos. Conversem com a turma sobre o assunto, discutindo sobre a necessidade de se respeitarem as diferenças de cada um. Reflita com eles sobre como deveria ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados. Fonte: ABRAPIA Rua Fonseca Teles, 121 / 2o andar – São Cristóvão – CEP: 20940-200 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil Tel: (55-021) 2589-5656 – Fax: (55-021) 2580-8057 Home Page: www.abrapia.org.br http://www.bullying.com.br E-mail: abrapia@openlink.com.br / bullying@globo.com Coordenação Técnico-Científica: Aramis Antonio Lopes Neto, Israel da Silva Figueira, Lucia Helena Saavedra, Secretário Executivo da ABRAPIA: Lauro Monteiro Filho Coordenação Administrativo-Financeira: Carlos Alberto Marzullo Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 131. AUSÊNCIA DE VALORES GERA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS Em todos os ambientes onde pessoas se encontram sejam eles: trabalho, família, igreja, tribos, estabelecimentos comerciais, hospitais e demais lugares, acontecem relações interpessoais. Nas instituições escolares elas também se evidenciam e originam, muitas vezes, certos dissabores entre seus agentes. Acontece que nestas relações há sempre um mais forte - ou que pelo menos demonstra ser assim - e nessa ânsia pelo poder, o suposto mais forte, busca sua ou suas vítimas, através das quais seu domínio será exercido. Uma vez escolhida a vítima, o agressor irá maltratá-la, visando ridicularizá-la perante os demais colegas. Algumas pessoas acham por bem assistir a tudo como se nada estivesse ocorrendo - são os chamados espectadores. Neste contexto se estabelece o Bullying, que tem como protagonistas a vítima, o agressor, o espectador e seu círculo vicioso. A vítima é sempre humilhada, "perde" seus pertences constantemente, falta às aulas sem motivo, apresenta baixo rendimento escolar, demonstra insegurança ao se manifestar em público, apresenta manchas e arranhões pelo corpo - nem sempre as consegue justificar - prefere se manter afastado dos demais colegas. O agressor é temido pelos demais, manipula seus espectadores - que o auxiliam em suas práticas- anda sempre em grupos, não suporta ser contrariado, apresenta atitudes agressivas por qualquer motivo, seu tom de voz é grosseiro, aparece com pertences, lanches de suas vítimas - alegando ter sido presenteado por elas. O espectador assiste a tudo na maioria das vezes sem se manifestar, em alguns casos participa como cúmplice das agressões temendo contrariar o agressor, que por sua vez se voltará contra ele. As formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são: agressões físicas e verbais; ameaças; brigas; chantagens; apelidos; trotes; roubo; racismo; xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades - intimidações; piadinhas; assédios; xingamentos; alienações; abusos; discriminações e várias outras formas de se ridicularizar uma pessoa. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 132. Na maioria das vezes a vítima aceita todo o seu sofrimento sem dizer nada a ninguém, porém se transforma em uma pessoa triste, constantemente deprimida e sem perspectivas de lutar pelos seus direitos - nesse caso, ela poderá até optar pelo suicídio. Talvez guarde essa mágoa durante anos e de repente, em um momento de explosão, invada sua escola atire nos colegas e em quem atravessar seu caminho, passando da condição de vítima para agressor - todavia sempre que a vítima opta por matar, ela pratica o suicídio em seguida . Pode ser também que a vítima não consiga reproduzir seus maus tratos ao seu agressor, mas o fará assim que encontrar uma pessoa mais fraca do que ela, estabelecendo assim o tão temido círculo vicioso do Bullying. É importante ressaltar que o Bullying, não é praticado apenas por alunos e entre alunos. Conforme foi dito anteriormente, ele se traduz em todas as relações desiguais de poder em que um dos agentes sejam ridicularizados ou sofram qualquer tipo de agressão. Portanto, no ambiente escolar, pode acontecer também entre alunos e professores - inclusive alguns alunos, além de agredir física e verbalmente seus professores na escola - criam perfis em sites de relacionamentos visando ridicularizá-los ainda mais. Em contra partida alguns professores utilizam o recurso avaliação para punir e alienar seus alunos; abusam de seus conhecimentos e "poder" para humilhá-los . A partir do momento em que o Bullying começa a ser praticado - independentemente de quem sejam seus protagonistas - ele gera situações de violência que podem se estender por toda a sociedade. É necessário que todos os envolvidos no processo educacional estejam atentos a este vilão que permeia a educação do século XXI e elaborem planos de ação em que valores como o respeito, amor, companheirismo e cidadania sejam constantemente abordados. Consequentemente os ambientes escolares que investirem nesses valores tão esquecidos em tempos atuais, estarão contribuindo para que a prática do Bullying venha a se extinguir de nossas escolas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 133. O PAPEL DO PROFESSOR Quando nos referimos a problemas que ocorrem no âmbito escolar, em especial na sala de aula, fica evidente o papel do professor, ainda mais se este problema envolver seus alunos e seu desempenho escolar. O bullying está presente na maioria das salas de aula e casos de agressões físicas e verbais, como já foi discutido no capítulo anterior, ocorrem nas salas de aula, muitas vezes na presença do professor. Mas porque essas agressões ocorreram na presença do professor? O professor simplesmente não interferiu ou sua atitude perante a sala não bastou para que os alunos entendessem que o respeito deve haver em um ambiente escolar. O professor que critica constantemente o seu aluno, o compara com outros, o ignora, está expondo esse aluno a ser mais uma das vítimas do bullying e de certa forma está agindo com desrespeito ao espaço pedagógico. A critica injusta é uma das formas de má comunicação, que provoca ressentimento, hostilidade e deterioração de desempenho, seja em que idade for. (LOBO, 1997, p.91). Atitudes indiretamente relacionadas ao aluno, também o influenciam, como por exemplo, quando o professor se remete a alguém de forma desrespeitosa. O aluno que tem a tendência a desrespeitar o próximo certamente se baseará nas atitudes desse docente. Não podemos, no entanto, atribuir ao professor toda responsabilidade da ocorrência de bullying na sala de aula. Os alunos podem certamente cometer o bullying sem se basear nas atitudes do professor. Porém, atitudes do professor para com os alunos, assim como foi dito anteriormente, podem sim, gerar chances para que estes cometam bullying na sala de aula. No entanto, se o professor transmitir aos alunos a importância do respeito e ter conhecimentos sobre os direitos das crianças, ser o mediador de um ambiente de 21 amizade e Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 134. companheirismo, interferir de maneira coesa nas chamadas brincadeiras de mal gosto, casos de bullying poderão não acontecer no interior da sala de aula. Para que o bullying não aconteça no cotidiano pedagógico é necessário tanto a participação do professor quanto dos alunos. O professor de um lado tem o dever de transmitir o papel ético, que envolve a importância do respeito mútuo, do diálogo, da justiça e da solidariedade e os alunos o papel de entender e cooperar com as ações do professor. Os Parâmetros Curriculares Nacionais: Apresentação dos Temas Transversais e Ética (BRASIL, 1998), pode ser utilizado de maneira positiva pelos professores no que diz respeito à prevenção do bullying na sala de aula. Traz questões relevantes, que se o professor souber aplicar em seu cotidiano pedagógico estará contribuindo para que o ambiente escolar seja um ambiente favorável a aprendizagem para todos os alunos. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais: Apresentação dos Temas Transversais e Ética (BRASIL, 1998), o professor deverá trabalhar em seu cotidiano pedagógico os conteúdos de ética, onde se prioriza o convívio escolar. Os conteúdos foram divididos por blocos, nos quais a seguir serão apresentados um a um em quadros, para que aja uma melhor compreensão dos seus objetivos e adequação desses objetivos com os objetivos da pesquisa em si. Os blocos são os seguintes:  Respeito Mútuo  Justiça  Diálogo  Solidariedade Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 135. TEMA CONTEÚDOS A SEREM TRABALHADOS A diferença entre as pessoas O respeito a todo ser humano independente de sua origem social, etnia, religião, sexo, opinião e cultura. RESPEITO MÚTUO O respeito às manifestações culturais, étnicas e religiosas O respeito mútuo como condição necessária para o convívio social democrático: respeito ao outro e exigência de igual respeito para si. Ao analisarmos o conteúdo do quadro acima verificamos a importância do professor articular esses conteúdos em todo o seu cotidiano pedagógico. Ao trabalhar, por exemplo, a diferença entre as pessoas este certamente estará prevenindo a ocorrência de bullying em sua sala de aula. TEMA CONTEÚDOS A SEREM TRABALHADOS O reconhecimento de situações em que a igualdade represente justiça. A identificação de situações em que a injustiça se faz presente. JUSTIÇA O conhecimento da importância e da função da constituição brasileira Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 136. A compreensão da necessidade de leis que definem direitos e deveres O conhecimento dos próprios direitos de aluno e os respectivos deveres A identificação de formas de ação diante de situações em que os direitos do aluno não estiveram sendo respeitados. O professor que articula esses conteúdos em seu cotidiano pedagógico trará para seus alunos a consciência crítica sobre seus direitos e deveres como alunos e como cidadãos. Porém, apenas bons exemplos por parte do professor não são necessários para educar moralmente os alunos, mas certamente é de um grande incentivo para que esses alunos não cometam atitudes de bullying contra seus colegas de sala. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 137. SUGESTÕES DE FILMES PARA TRABALHAR COM BULLYING Meninas Malvadas - uma garota criada na selva africana só conhece uma escola aos 16 anos. Ela começa a andar com um grupo de patricinhas que adoram esnobar os outros. Para vingar-se, a adolescente passa a agir da mesma forma. Ponte para Terabítia - Enquanto na escola, Jess Aarons não tem amigos, é perseguido pelos valentões da sala, e vive uma paixão platônica pela professora de artes, em casa, seus pais estão com problemas financeiros e quando dão atenção para os filhos, é para alguma das quatro irmãs do garoto. Desenhista, ele passa seu tempo criando suas ilustrações ou treinando para ser o mais rápido na corrida da escola. Então surge a novata Leslie Burke, que logo em seu primeiro dia ganha de Jess e do resto dos garotos na disputa. Leslie, filha de escritores, Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 138. também é vista como uma estranha, assim como Jess. Aos poucos, a má impressão da corrida vai passando e cria-se entre eles uma grande amizade. Leslie, com seu talento para criar histórias, e Jess, com suas habilidades nos desenhos, cria um mundo mágico chamado Terabítia. Um reino encantado, numa floresta perto da casa deles. Quando um acidente acontece, Jess segue os conselhos de Leslie de manter a mente sempre aberta, e decide construir uma Ponte para Terabítia. Tiros em Columbine - o polêmico diretor e escritor Michael Moore levou ao cinema a história dos jovens Eric Harris e Dylan Klebold, que estudavam na escola Columbine High School e mataram seus colegas. Nunca fui beijada - a jornalista Josie Geller recebe a difícil missão de fazer uma reportagem sobre o comportamento dos adolescentes na escola. Só que a moça nunca foi beijada e não era das mais populares na época de colégio. O filme mostra como a protagonista vira motivo de chacota para seus colegas. De repente 30 - Jenna é uma garota divertida, mas impopular. Quando as coisas dão erradas em sua festa de aniversário de 13 anos, ela deseja ter 30 anos, ser bem sucedida e possuir um namorado. Quando acorda no dia seguinte tudo é realizado, mas ela logo perceberá que na realidade sempre teve o que quis até tentar ser popular. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 139. Um Grande Garoto - Nesta comédia dramática, Hugh Grant é Will, um londrino metido a galã que resolve inventar que tem um filho só para poder ir a reuniões de pais solteiros. Lá, ele conhece uma série de mães solteiras e sempre apela para o mesmo esquema: viver um rápido romance e pular fora assim que surgir a palavra compromisso. Essa situação muda quando ele conhece Marcus (Nicholas Hoult), um garoto de 12 anos com muitos problemas na escola e em casa. A princípio, um é praticamente o oposto do outro. Porém, com o tempo, Marcus e Will descobrirão que têm muito a aprender um com o outro. Forrest Gump - Forrest Gump (Tom Hanks) é um jovem problemático, de QI bem inferior ao resto da população. Forrest Gump é um homem muito especial. Considerado estúpido por todos que o conhecem, ele é na verdade apenas uma pessoa ingênua que vê o mundo por uma perspectiva diferente. Gump acidentalmente participa de alguns dos momentos mais importantes da história recente dos Estados Unidos - Guerra do Vietnã, Caso Wategate, entre outros - enquanto tenta ir atrás do grande amor de Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 140. sua vida. Sua história é contada com drama e bom humor em iguais proporções, surpreendendo o espectador a cada cena. Um filme pra ser visto e revisto, uma obra de arte que cada um interpreta a sua maneira e com uma trilha sonora que passa por quase todas as vertentes do rockn'roll, em suma só sendo idiota pra não ver, e como diria o Forrest "Idiotas são os que fazem idiotices!" ou "Posso não ser inteligente, mas sei o que é amar...‖ Querido Frankie - é uma comovente e reconfortante história sobre a vida de um rapaz de 9 anos, surdo e mudo, que sofre perseguições Frankie, e a sua mãe, Lizzie. Desde muito pequeno que Frankie se lembra de andar sempre a mudar de casa, na companhia da mãe, e nunca ter visto o pai. Para proteger o filho da verdade, Lizzie inventou uma história para satisfazer a sua curiosidade... Regularmente, escreve-lhe cartas fazendo-se passar por um suposto pai a trabalhar num navio, que anda por terras distantes e exóticas. SUGESTÕES DE FILMES DIVERSOS FILME TEMA PÚBLICO Kids Sexualidade e Drogas Ensino Médio Diário de um adolescente Drogas Adolescentes Eu, Christiane F: 13 anos, Sexualidade e Drogas Ensino Médio drogada e prostituída Filadelphia Sexualidade e Drogas Ensino médio Cazuza Sexualidade, Drogas e Acima de 18 anos Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 141. Família Jogo da verdade Trabalha perdas Adultos e Adolescentes Quando um homem e uma Alcoolismo Adultos e mulher Adolescentes Beleza roubada Adolescência, HIV Adultos e Adolescentes Colcha de retalhos. Relacionamento, gênero Adultos e Adolescentes E a vida continua Documentário sobre a Adultos e história da epidemia de adolescentes HIV Meu querido companheiro AIDS nos 80 15 anos em diante Nada é para sempre Eutanásia Adultos e Adolescentes Mulher até o fim Perdas Adultos Nada é para sempre Eutanásia Adultos e Adolescentes A cura AIDS e crianças Fundamental e Médio O preço de uma escolha Aborto Adultos e Adolescentes Prisioneiro do silêncio Deficiência mental Adultos, adolescentes e crianças Servindo em silêncio Preconceito, sexualidade Adultos e Adolescentes Somente elas Mulher e AIDS Adultos e Adolescentes Tudo pela vida Autoestima Adultos e Adolescentes O rei Leão Perdas Crianças Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 142. Bambi Perdas Crianças A última festa AIDS Adultos e Adolescentes Por uma noite apenas Relacionamento, AIDS Adultos. O fenômeno Valorização da vida Adultos e Adolescentes Cidade da Esperança Solidariedade, Adultos e autoestima Adolescentes Cidade dos anjos Perdas 16 anos em diante Jamaica abaixo de zero Autoestima, trabalho 10 anos em diante coletivo Corações apaixonados AIDS, solidariedade, Adultos e relacionamento Adolescentes Tarzan Trabalhar as diferenças Crianças Gasparzinho, o fantasma Socialização Crianças camarada Garotos não choram Sexualidade Adultos Mulan Questões de gênero e Crianças, jovens e amizade. adultos A Era do Gelo Amizade e paternidade Infantil Monstros S/A Medo e cuidado Infantil Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 143. Resolução de Conflitos no Cotidiano Escolar Não tenho caminho novo. O que tenho de novo é o jeito de caminhar. (Thiago de Melo) Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 144. 1 - A ARTE DE RESOLVER CONFLITOS O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera. Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô. O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira. Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo. Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo. Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê. O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arrancá-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava. O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou. O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos. Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô "é a arte da reconciliação. Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo. Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados. Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo. O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira. Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras! O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 145. Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente. Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar. Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei! O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos. Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos... Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar. Venha aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão. O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: por que diabos vou conversar com você? O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado. Saquê rosnou de volta o operário e não é da sua conta! Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro. Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre. Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também gosto de caqui... São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa. Não, falou o operário. Minha esposa morreu. Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar. Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 146. Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor para se viver, sentindo- se, de repente, o pior dos homens. O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos. Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando... O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos. (Autor desconhecido) 2 – CONFLITOS Conflitos no trabalho: Existem muitos conflitos no seu local de trabalho? Não sabe o que fazer quando estes surgem? Se gostares de conhecer os vários tipos de conflitos que podem surgir na sua empresa, leia o artigo e esclareça todas as dúvidas. A administração de conflitos no trabalho tem uma característica muito interessante: não é ensinada na escola. No entanto, esta é capaz de ser uma habilidade básica para a sobrevivência profissional e tem que ser amplamente praticada. Os conflitos no trabalho ocorrem quando uma pessoa está sujeita a pressões ou expectativas muito elevadas ou inconsistentes ou ainda quando há um choque de personalidades. Quem é que ainda não teve o seu conflitozinho? Quase todos os profissionais já tiveram. Para por fim a conflitos é necessário ter uma forte capacidade de negociar, de discutir a natureza do problema e não dos sentimentos envolvidos. Até é bom ter de quando em quando algum tipo de conflito. São estes tipos de divergências que trazem também a inovação, a melhoria, a vantagem competitiva e o debate de ideias. Assim, eliminar por completo os conflitos não deve ser o objetivo final. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 147. Devia fazer parte do arsenal de qualquer profissional saber lidar com conflitos. Qualquer profissional deve desenvolver a sua capacidade de entender a natureza dos conflitos e rapidamente estabelecer uma estratégia de solução, de maneira a que não fiquem ressentimentos, nenhuma sensação de derrota e muito menos um mau ambiente de trabalho. Quando surge um conflito no trabalho, muito possivelmente, ele enquadra-se numa das seguintes categorias: Conflitos Pessoais: Este é o tipo de conflito que diz respeito unicamente a uma pessoa. Pode ser o nosso chefe, um colega ou outro membro da empresa. Neste caso, é melhor não se envolver, cada um com os seus problemas. Conflitos Interpessoais: Este é o tipo de conflito que envolve várias pessoas de dentro da empresa. É o tipo de mais banal nas organizações e acontece frequentemente. Conflitos com outros trabalhos: Este tipo de conflito surge quando existem outros trabalhos ou tarefas dentro ou fora da organização, que não possibilitam que o trabalho seja efetuado devidamente. Decerto que já lhe aconteceu e ficou bastante aborrecido com isso. Tenha calma, tudo se há-de resolver. Conflitos entre necessidades e valores: Este conflito surge quando aquilo que necessita para cumprir o objetivo do seu trabalho entra em conflito com a sua personalidade e os valores que mais preza. É bastante desagradável, mas acontece ocasionalmente. Resolver conflitos: Quando se trata de resolver um conflito, existem diversas maneiras de abordá-lo e de geri-lo. Conheçam algumas. Evite-os: Tente evitar a existência de conflitos. Dê razão à outra parte, mesmo que esta não a tenha, só para que esse conflito não surja. É mas fácil dizer do que fazer, mas faça um esforço para evitá-los. Contorne-os, dê-lhes a volta. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 148. Controle-se: Mantenha-se calmo. Não entre em discussões histéricas sobre o assunto em questão. Não se esqueça que a calma é o meio para se conseguir o fim. Colabore: Tente chegar a um acordo comum entre as pessoas envolvidas no conflito e minimizar ao máximo as perdas para cada lado. Resolver conflitos significa adaptar uma postura imediata de tentar entender as causas do conflito e conduzir ações para se chegar a um ponto de acordo, aceite por ambas as partes. Se não os conseguir evitar, encare-os de frente, não finja que não existem ou que não o afeta. 2 - BATEU LEVOU?! RESOLVENDO CONFLITOS INTERPESSOAIS NA ESCOLA Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Exercitar a tolerância nas relações com colegas na escola. Lidar com conflitos interpessoais. Buscar estratégias pacíficas para resolução de conflitos. Duração das atividades 2 aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Nenhum Estratégias e recursos da aula COMENTÁRIOS INTRODUTÓRIOS AO PROFESSOR Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 149. Professor verifica-se que com o crescente aumento da violência na atualidade brasileira e a deficiência de medidas punitivas para os responsáveis, atos lastimáveis têm se tornado cada vez mais comuns, sendo considerados com naturalidade pela maioria da população. O país tem vivido uma crise no âmbito da segurança, interferindo na qualidade de vida, fragilizando pessoas de diversas idades, refletindo nas relações estabelecidas, inclusive, no âmbito da escola. Nesse sentido, é comum os professores se depararem com situações de conflitos interpessoais e agressões entre alunos em sala e em diferentes espaços da escola. Dessa forma, professora, essa aula tem como propósito auxiliá-lo na mediação de conflitos apresentados pelos alunos, colaborando ainda com as crianças que apresentam resistência ao cumprimento de regras de boa convivência, dificuldades no relacionamento interpessoal ou comportamentos considerados por vocês como agressivos, dentre outros. Professora você poderá utilizar a aula intitulada ―BOAS MANEIRAS NA CONVIVÊNCIA EM GRUPO‖ para complementar essa aula. 1º momento: Contar a história: “O escorpião e a rã” do autor Rubem Alves suprimindo-se o final. ALVES, R. O escorpião e a rã. Editora Loyola: São Paulo, 1999. O Escorpião e a Rã - (texto resumido) Um dia a floresta pegou fogo. E incêndio não tem medo de rabo de escorpião. Só havia um jeito de fugir da morte: era atravessando o rio, para o outro lado. Os bichos que sabiam nadar pulavam na água, levando seus amigos nas costas. Mas o escorpião nem tinha amigos, nem sabia nadar. E não havia ninguém que se arriscasse a oferecer-lhe carona. O escorpião, então, valentia e coragem sumidas ante o fogo que se aproximava, foi forçado a se humilhar. Dirigiu-se com voz mansa à rã, que se preparava para a travessia. -Por favor, me leve nas suas costas - ele disse. -Eu não sou louca. Sei muito bem o que você faz a todos que se aproximam de você - replicou a rã. -Mas, veja- argumentou o escorpião- eu Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 150. não posso picá-la com o meu ferrão. Se o fizesse, você morreria, afundaria, e eu junto, pois não sei nadar. A rã ponderou que o raciocínio estava certo. Podia ser que o escorpião fosse muito feroz, mas não podia ser burro. Todo mundo ama a vida. O escorpião não podia ser diferente. Ele não iria matar, sabendo que assim se mataria... E, como tinha bom coração, resolveu fazer esta boa ação. -Muito bem. -disse a rã ao escorpião. -Suba nas minhas costas. Vou salvar sua vida... O escorpião se encheu de alegria, subiu nas costas lisas da rã e começaram a travessia. Que coisa -ele pensou- é a primeira vez que me encosto-me a alguém de corpo inteiro. Antes era só o ferrão... E até que não é ruim. O corpo da rã é bem maciozinho... Enquanto isso, a rã ia dando suas braçadas tranqüilas nadam de peito, deslizando sobre a superfície. -E como é gostoso navegar- continuou o escorpião, nos seus pensamentos. - estes borrifos de água, como são gostosos. É bom ter a rã como amiga... Estavam bem no meio do rio. O escorpião olhou para trás e viu a floresta em chamas. -Se não fosse a rã, eu estaria morto neste momento. E um estranho sentimento, desconhecido, encheu seu coração: gratidão. Nem sempre veneno e ferrão é a melhor solução. A vida estava com a rã, macia e inofensiva que não inspirava medo em ninguém... Sentiu seu corpo descontrair-se. Achou que a vida era boa... Era bom poder baixar a guarda e descansar. Voltou-se de novo para trás, para olhar a floresta incendiada. Mas, ao fazer isto, viu-se refletido, corpo inteiro, na água do rio que brilhava à luz do fogo. E o que viu o horrorizou: seu rabo, dantes ereto, agora dobrado, desarmado. Escorpião de rabo mol e... Todos ririam dele. E sentiu um ódio profundo da rã. -Espelho, espelho meu, existe bicho mais terrível que eu? A resposta estava naquele rabo mole, refletido no espelho da água. E a única culpada era a rã... Sem outro pensamento, enrijeceu o rabo e o enfiou nas costas da rã. A rã morreu. E, com ela, o escorpião. 2º momento: Solicitar aos alunos que criem um final para a mesma a partir da seguinte situação problema: ―Está acontecendo um incêndio na floresta e todos os animais estão ansiosos para se salvar. Alguns pensaram em fugir pelo céu, outros por Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 151. terra e outros pelo mar. O escorpião não consegue vislumbrar nenhuma saída para o seu caso: não sabe voar, não sabe nadar e não se vê em condições de caminhar por terra. Todos temem o escorpião. Uma rã decidiu parar para ouvir a dificuldade do escorpião, mas não sabe se poderá ajudá-lo. Como essa situação se resolverá?‖ Professor sugere-se que você confeccione ou adquira os animais/personagens da história (fantoches de dedo feitos em pano, fantoches de vara produzidos em cartolina, dentre outros) que poderão aparecer à medida que a história for contada. A sugestão de se suprimir o final da história e pedir aos alunos que criem um final para a mesma tem o propósito de investigar as estratégias escolhidas pelas crianças para resolver uma situação de conflito. 3º momento: Cada aluno deverá fazer a leitura do final de sua história para todo o grupo e o professor registrará no quadro as principais informações contidas no relato das crianças. Após essa etapa, caberá ao professor montar categorias de análise dos finais sugeridos/criados pelos alunos, como por exemplo: 1) A rã levou o escorpião nas costas pelo mar e os dois se afogaram; 2) Todos os animais se queimaram; 3) Todos os animais se salvaram; 4) Ninguém ajudou o escorpião e ele morreu; dentre outros. 4º momento: O professor deverá selecionar três finais que mais apareceram e proceder com uma votação onde os alunos escolherão o final que represente o grupo. 5º momento: Cabe ao professor, nesse momento, juntamente com o grupo, analisar os finais produzidos pelos alunos, observando: em que medida as propostas feitas pelos Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 152. alunos para a resolução da situação problema revelou estratégias pacíficas como utilização do diálogo, comportamento de solidariedade, atitude de respeito, dentre outros Atividade 1: 1º momento: Assistir ao Vídeo “Resolvendo conflitos pessoais”, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=uswpOhYqZkc&feature=related Questionar os alunos: Por que vocês acham que os personagens do vídeo estavam brigando? Que armas foram usadas pelos personagens? O que aconteceu no final? 2º momento: Assistir ao vídeo ―Tolerância‖, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=WwGwNeUxBPs&feature=related Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 153. Em seguida, questionar os alunos: O que conseguiram observar no vídeo? Na sua percepção, qual motivo levou os dados a se desentenderem? Como os dados resolveram seus conflitos? 3ºmomento: Dividir a turma em subgrupos de cinco crianças para que discutam e respondam: Vocês já viveram situações de conflitos semelhantes na escola? Em caso afirmativo, relatem essas situações aos/as colegas e procurem avaliar se a forma como resolveram a situação beneficiou a relação entre os envolvidos. Após essa etapa, os alunos deverão registrar em cartazes maneiras pacíficas para se resolver uma situação de conflito. 4º momento: O professor poderá propor uma atividade de Caça-palavras onde os alunos deverão procurar no diagrama palavras que lhes remetam a VALORES ou SENTIMENTOS de uma pessoa preocupada em resolver conflitos interpessoais de forma pacífica: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 154. KFKJALKFLROGLKFMKJGCOMPREENSÃOOJOPJOPSJOMGLROSMALOM KJJOPJAKNFKZHIFIJFAMÇSOLIDARIEDADEFMOEJFMCMÇALJFPIUFPOJ MRESPEITOLMAOUPAOJNZVMZÇLCMAJFAJSJVZLMZÇKFJIIGIUGOGKP MVMBFJSPOGAAMIZADELOSAJKDÇLVMMVNVDSJGOPJMLPILJKHFIEIW UIGLEALDADEFUIAGCJHBHJCVHADYUYDHCJVIGCYUAFYUFAIYCVHJZ 5º momento: Solicitar aos alunos que construam, individualmente, frases contendo tais palavras. Essas frases deverão ser escritas em fichas de cartolina (de 5 cm de largura por 20cm de comprimento) para serem expostas em diferentes espaços da sala posteriormente. Avaliação Professor observe se os alunos conseguiram propor finais construtivos e pacíficos para a história contada. Procure observar, ainda, as expressões dos alunos ao apresentar suas idéias sobre como resolver um conflito interpessoal de forma harmoniosa e as reações dos demais. Busque identificar se os alunos conseguiram manifestar suas opiniões sem provocar novos conflitos interpessoais e se usaram argumentos coerentes e respeitosos para convencer os colegas sobre qual seria a melhor maneira para resolver um conflito interpessoal. Verifique se houve mudança de postura e/ou opiniões dos alunos quando se reuniram em grupo para discutir estratégias para resolução de conflitos. Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia 2008/09 Brasil - Ministério da Educação - Todos os direitos reservados. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 155. 3 - O CONFLITO NOS RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Inicial Ética Respeito mútuo Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1. Reconhecer os conflitos como um fenômeno inerente às relações humanas e que podem contribuir para a aprendizagem da convivência. 2. Identificar experiências de vida em que os conflitos estiveram presentes e as conseqüências favoráveis ou prejudiciais para as relações. 3. Perceber que as diferenças individuais podem enriquecer as relações entre as pessoas. Duração das atividades Aula de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não são necessários conhecimentos prévios. Comentários para o professor: Caro professor, nesta aula vamos abordar o tema do conflito a partir de uma história que possibilita o pensar sobre esta questão. Nosso propósito é sensibilizar os alunos para reconhecer, nos conflitos, a possibilidade de desenvolver como seres humanos; de aprender a relacionar com os outros, apesar das diferenças. Nesse sentido, pretendemos desconstruir a idéia de que todo conflito é nocivo, um mal a ser eliminado. O conflito é universal, um fenômeno inerente à vida psíquica e à natureza social do homem. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 156. Momentos da aula: 1° Momento: O professor inicia a aula convidando os alunos a buscar uma posição confortável para ouvir a história que será lida em voz alta: Sim! Mas que seja rainha Houve há muitos, muitíssimos séculos, nos tempos felizes dos cavaleiros de capa e espada, uma cidade muito famosa. Estava construída no fundo de um vale e, como seus habitantes eram homens corajosos e trabalhadores, em pouco tempo a cidade se expandiu enormemente. Os viajantes a enxergavam de longe e ficavam deslumbrados com o brilho dos seus mármores e dos seus bronzes. Era uma cidade muito rica, onde todos viviam em paz. Porém, num dia não muito bom, seus habitantes resolveram escolher um rei. As trombetas dos arautos reuniram a todos diante do palácio da cidade. Não faltou ninguém. Pobres e ricos, jovens e velhos observavam-se e faziam comentários em voz baixa. Quando o toque longo e estridente de um clarim de prata conseguiu impor silêncio à multidão, avançou um personagem baixinho, bem gordo e muito bem vestido. Era o homem mais rico da cidade. Ergueu a mão cheia de anéis e disse: - Cidadãos! Somos já imensamente ricos. O dinheiro não nos faz falta. O nosso rei deverá ser um homem nobre, um conde, um marquês, um príncipe, para que todos o respeitem pela sua elevada estirpe. - Nããããão! Fora! Cale-se! – gritaram os pobres. – Queremos para rei um homem rico e generoso, que ajude nas nossas necessidades. Ao mesmo tempo, os soldados ergueram aos ombros um gigantão de enorme estatura e gritaram, agitando no ar as suas espadas: - Este será o nosso rei! O mais valente! Ninguém se entendia ali. Ouviam-se gritos, ameaças, aplausos, o bater das armas dos guerreiros. Aquilo ameaçava converter-se em uma guerra. Soou de novo o clarim. Pouco a pouco foi se calando a multidão e um velho, calmo e prudente, aconselhou, dizendo: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 157. - Amigos, não cometam a loucura de se baterem por um rei que não existe. Procurem uma criança inocente e que ela escolha o rei entre nós. Trouxeram a criança e, na presença de todo o povo, perguntou-lhe o ancião: - Quem você quer que seja o rei desta cidade tão grande? O pequeno passeou os olhos por todos, mordeu a unha do polegar e respondeu: - Os reis são muito feios. Eu não quero um rei. Quero que seja uma rainha: a minha mãe. 2º Momento: Ao término da leitura, o professor pergunta se os alunos gostaram da história, a parte de que mais gostaram, do que não gostaram. Em seguida, propõe algumas questões para os alunos refletirem e dizerem o que pensam: Na história que vocês acabaram de ouvir, a escolha de um rei quase se converteu em uma guerra. Na opinião de vocês, situações de escolha podem trazer conflitos para as relações? Vocês já viveram experiências semelhantes a esta? Como se sentiram? Vocês identificam outras situações em que os conflitos ocorrem em suas vidas? O que acontece quando pensamos e manifestamos desejos e opiniões diferentes dos de outras pessoas? E quando agimos de forma muito diferente dos outros? Temos conflitos em casa, com a nossa família? Em quais situações? Temos conflitos na escola, nos nossos grupos de convivência? Que estratégias temos utilizado para lidar com os conflitos? O conflito é sempre ruim? Ele pode contribuir para a convivência grupal? De que forma? 3° Momento: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 158. O professor divide a lousa em duas partes. De um lado coloca a seguinte questão: Em que situações o conflito prejudica as pessoas e as relações? Do outro lado da lousa, a outra questão: Quando é que o conflito possibilita o nosso desenvolvimento, o nosso crescimento pessoal? Os alunos, juntamente com o professor, deverão responder a estas questões, buscando elementos na história, nas reflexões e debates realizados. O professor faz o registro das respostas na lousa. Após esse momento, o professor sintetiza as idéias do grupo, destacando a importância de reconhecer que os conflitos estão presentes na convivência com os outros e de que precisamos buscar formas criativas de lidar com eles na perspectiva de negociação das idéias, solidariedade e respeito à diversidade humana. Recursos Complementares Referência Bibliográfica: FRANCIA, A. Educar com Fábulas. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2000, p.161- 163. Sugestão de leitura complementar para o professor: DEVRIES, R.; ZAN, B. O Conflito e sua resolução. In: _______ A Ética na Educação Infantil: o ambiente sócio-moral na escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. Cap.5. Avaliação A avaliação deverá ser contínua, processual, diagnóstica. Ao professor cabe perceber como tem lidado com os conflitos em sua vida pessoal e nas relações com os seus pares e com os alunos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 159. Auto-avaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos momentos de discussão. Avaliação dos alunos pelo professor: Envolvimento e participação dos alunos nos debates e no relato de experiências. Respeito aos momentos de fala e escuta e às opiniões dos colegas. 4 - AFETIVIDADE E APRENDIZAGEM NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Inicial Ética Solidariedade Ensino Fundamental Inicial Ética Diálogo Ensino Fundamental Inicial Ética Respeito mútuo Ensino Fundamental Inicial Ética Justiça Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula a) Identificar situações de aprendizagem já vividas em que a afetividade estava presente. b) Valorizar situações em que existe um bom vínculo do professor com seus alunos. c) Argumentar com professores sobre questões relacionadas ao vínculo professor e aluno quando perceber dificuldades presentes em tal relação. d) Perceber que um bom vínculo entre professores e alunos contribui para que a aprendizagem aconteça. e) Compreender que numa relação favorável para a aprendizagem estão implícitos alguns valores, a saber: confiança, respeito, admiração, persistência. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 160. Duração das atividades 2 aulas Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Professor, solicitar aos alunos que consultem no dicionário os termos democracia e/ou democrático. A partir da consulta, discuta alguns exemplos em que se aplicam a democracia, como Escola Democrática. Estratégias e recursos da aula Comentários ao professor: Professor, para se compreender melhor o processo de aprendizagem é preciso que sejam considerados tanto os aspectos cognitivos, quanto os afetivos envolvidos em tal contexto. Apesar de algumas concepções divergirem entre si no que diz respeito a esses aspectos, é inegável a relação entre os fatores afetivos e os atos inteligentes. No trabalho educativo cotidiano não existe uma aprendizagem meramente cognitiva ou racional. Sabemos que a aprendizagem está relacionada à atribuição de significado àquilo que é aprendido. Sendo assim, uma criança somente aprenderá realmente um conteúdo, uma norma, um conceito, quando lhe trouxer um significado. A capacidade de construir significados no processo de aprendizagem depende da condição do aprendiz de estabelecer relações entre o que está aprendendo e aquilo que já conhece. Muitas dificuldades apresentadas pelo aluno no processo de atribuir significado àquilo que é aprendido podem estar relacionadas ao vínculo e afeto estabelecidos na relação entre professores e alunos. Nesse sentido, professor, torna-se fundamental construir um bom vínculo com seus alunos com vistas a buscar elementos que favoreçam a aprendizagem e a construção do conhecimento propriamente dito. Atividade 1: 50 minutos Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 161. 1º Momento: Propor aos alunos que assistam ao vídeo: “Aprender a aprender”, disponível emhttp://www.youtube.com/watch?v=Pz4vQM_EmzI&feature=related 2º Momento: Perguntar aos alunos: O que vocês perceberam no vídeo? Para vocês, qual é a imagem que o vídeo retrata? Vocês conseguem fazer uma ponte com o tema: "Afetividade e aprendizagem na relação professor-aluno" Que sentimentos lhe despertaram ao ver o vídeo? 3º Momento: Cada aluno deverá recordar de um professor que tenha deixado boas lembranças e outro que tenha deixado recordações ou marcas negativas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 162. 4º Momento: Escrever dois pequenos textos a partir das seguintes frases: a) Tenho saudades do meu professor (tal) porque... b) Prefiro não me lembrar do professor (tal) porque... Professor sugere-se que o aluno não identifique o professor referente à experiência negativa por uma questão ética. Caso o aluno sinta necessidade de identificá-lo, faz-se necessário que haja bastante cuidado na condução preservando a relação entre ambos. 5º momento: Os alunos deverão sentar-se em uma grande roda e socializar as experiências vividas e registradas por eles. Professor sugere-se que você explore com os alunos alguns pontos importantes relacionados à afetividade e aprendizagem, a saber: A aprendizagem ocorre a partir da interação social, ou seja, por meio da relação com o outro e, por isso, envolve aspectos afetivos. A qualidade do vínculo entre professor e aluno vai interferir diretamente na qualidade da aprendizagem. A afetividade presente na relação professor-aluno constitui-se como elemento inseparável da construção de conhecimento. Afetividade não significa ausência de raiva, medo, ansiedade, tristeza, pelo contrário, os fenômenos afetivos envolvem todos os sentimentos. Porém quando há uma relação de confiança e respeito, haverá maior possibilidade de cuidar desses sentimentos quando surgirem na relação professor-aluno. Construir uma boa relação entre professores e alunos não dependerá apenas de um ou de outro, mas do envolvimento e disponibilidade de ambos. Ser afetivo não significa, necessariamente, beijar e/ou abraçar os seus alunos, ou mesmo elogiá-los sempre. O próprio vídeo retrata uma relação Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 163. de aprendizagem em que prevalece a comunicação não-verbal, sem beijos ou abraços e, ao mesmo tempo, carregada de afeto. Atividade 2: 2 Aulas 1º Momento: Retomar o que foi trabalhado na aula anterior e propor a continuidade da discussão sobre o tema. 2º Momento: Propor aos alunos que assistam ao Vídeo: “Escolas democráticas”, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Rumvh3QnL38&feature=related 3º momento: Inicialmente perguntar aos alunos: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 164. Vocês sabem o que é uma escola democrática? Vocês acham que a escola retratada no vídeo é democrática? Você considera a sua escola democrática? Por quê? O que tem de positivo em uma escola democrática? 4º momento: Dividir a turma em 5 sub-grupos e pedir aos alunos que registrem em um cartaz, de um lado, o que acreditam que são pontos favoráveis em uma escola democrática, principalmente no que se refere à relação professor-aluno e, de outro lado, pontos desfavoráveis e retratados no vídeo que prejudicam uma boa relação afetiva entre professores e alunos. 5º Momento: Expor as produções dos alunos na lousa e abrir para a discussão. Perguntar aos alunos: Se vocês fossem alunos dessa escola como se sentiriam? Qual a expressão manifestada pelos professores do vídeo: alegria, tristeza, raiva etc? Para você, existe semelhança entre os professores retratados no vídeo e os professores que você conhece? Vocês identificam situações semelhantes àquelas focadas no vídeo em seu ambiente escolar? Que sugestões vocês dariam à escola retratada no vídeo ou aos professores para que eles se transformassem? Atividade 3: 1º Momento: Mostrar a imagem a seguir Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 165. Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_ihqw2u7Ujts/SAVLHLNiwwI/AAAAAAAAAM0/lfmC q1h1Yh0/s320/untitled.bmp 2º Momento: Orientar os alunos para que, inspirados em tal gravura, imaginem-se como alunos dessa professora. Trata-se de uma professora muito querida que está afastada do trabalho por alguma razão (viagem, atestado médico, licença gestação etc) e de quem você tem sentido muitas saudades. Escreva uma carta para essa professora, registrando seus sentimentos de saudades e o que tem planejado fazer na sua companhia quando a mesma retornar ao trabalho. Sugestão ao professor: Caso você julgue conveniente, poderá pedir aos alunos que tentem se lembrar de um professor com quem tenha bons vínculos e que a carta seja dirigida a ele. 3º Momento: Após a redação da carta, colocar no envelope e endereçá-la ao professor fictício ou real. Pode deixar a critério de o aluno encaminhar a carta ao destinatário, caso ele exista de fato. Socializar algumas cartas buscando destacar conteúdos afetivos expressos nos registros dos alunos. Sugestão ao professor: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 166. Professor sugere-se que nesse momento discuta-se com os alunos o quanto é importante dizer o que sente, uma vez que isso fortalece a relação entre professor e aluno. Além disso, pensar s obre os próprios sentimentos auxilia-os a construir valores positivos. Em caso de expressão de sentimentos dolorosos como raiva, rancor, decepção, dentre outros, é muito importante dialogar e esclarecer a situação desencadeadora. Não se esqueça que, como adulto, você dispõe de mais recursos para lidar com a frustração de não ser correspondido em um determinado sentimento, ou não ser compreendido em alguma atitude adotada. Por fim, refletir sobre o quanto um ambiente confiante, em que há espaço para expressão de sentimentos, torna-se um ambiente fecundo para a aprendizagem. Recursos Complementares Sugestões de Leituras Complementares aos professores: ARANTES, S. A. A afetividade no Cenário da Educação. In OLIVEIRA, M K. et.al (Org). Psicologia, Educação e as temáticas na vida Contemporânea. São Paulo: Moderna, 2002. TOGNETTA, L. R. P. A construção da solidariedade e a educação do sentimento na escola: uma proposta de trabalho com as virtudes numa visão construtivista. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2003. Avaliação Professor procure observar se os alunos conseguiram se envolver com as atividades. Procure identificar se as manifestações dos alunos em torno do tema foram sinceras, ou se as crianças expressaram descaso ou ironia, por exemplo, o que pode revelar problemas na relação professor e aluno. Pergunte aos alunos se já haviam pensado o quanto a afetividade interfere na aprendizagem e se tem confirmação disso na prática. Procure analisar o respeito dos alunos pela fala do outro, bem como a sua condição em expressar seus sentimentos aos colegas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 167. 5 - O DIÁLOGO NA RELAÇÃO COM COLEGAS E PROFESSORES Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Inicial Ética Diálogo Ensino Fundamental Inicial Ética Respeito mútuo Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1. Refletir sobre o significado e a importância do diálogo nas relações interpessoais. 2. Reconhecer as interferências internas e externas que ocorrem no diálogo entre colegas e professores. 3. Compreender a importância de se ouvir o outro, de prestar atenção ao que é falado e de respeitar as diferentes opiniões. 4. Identificar e analisar situações escolares que favoreceram ou não o estabelecimento do diálogo em sala de aula. 5. Elaborar uma síntese coletiva contendo os aspectos favoráveis e os desfavoráveis ao estabelecer e manter o diálogo entre colegas, professores e outros profissionais da escola. Duração das atividades Duas aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Professor, para o desenvolvimento desta aula, você poderá trabalhar com os alunos o conceito de ruídos/interferências na comunicação. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 168. Estratégias e recursos da aula Comentários para o professor: De acordo com Freire (1997), os sujeitos que dialogam aprendem e crescem na diferença. Assim, temos que respeitar e aceitar, de verdade, o outro, o diferente, o que significa reconhecê-lo como outro, conviver com essa diferença. O outro é aquele com quem, por meio do diálogo, podemos compartilhar um mundo mais diversificado. Em consonância com estas idéias, Kohan (2000), afirma que o diálogo não é uma situação ideal em que todos os seres humanos em uso pleno de sua razão e de uma linguagem perfeita, chegariam a um consenso sobre o modo de viver em sociedade. Ele é uma prática trabalhosa que se afirma sobre algumas situações ―imperfeitas‖ de fala, como o desconhecimento, o mal-entendido e o desacordo. Existe uma versão do diálogo, segundo a qual o mesmo levaria à supressão dos desacordos. Trata-se de uma situação de diálogo ideal, abstrata e irreal. Afirmamos o valor do desacordo. Entendemos o diálogo como o espaço de explicitação e compreensão dos desacordos. Nada melhor do que explicitar os desacordos, nada mais importante do que saber que não pensamos da mesma forma. Desse modo, o diálogo é uma forma de esclarecer, explicitar e compreender essas diferenças e não dissolvê-las. Nesse contexto, não se pretende instruir as crianças em nossa forma de entender o mundo, mas em propiciar um espaço de liberdade para que elas pensem o mundo, com auxílio do diálogo crítico, filosófico. (Referências bibliográficas: FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997. KOHAN, Walter Omar; LEAL, Bernardina; RIBEIRO, Álvaro (Orgs). Filosofia na escola pública. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000). Atividade 1: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 169. O professor inicia a aula com a seguinte proposta: solicita aos alunos que se organizem em pequenos grupos. Em seguida, deverá apresentar algumas imagens, uma de cada vez, pedindo que as observem com atenção, sem verbalizar: a) Imagem 1: Fonte: http://www.brasilescola.com/upload/e/professor%20aluno.jpg b) Imagem 2: Fonte: http://releitura.files.wordpress.com/2008/01/dialogo.jpg Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 170. c) Imagem 3: Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/hcsm/v16n1/13f3.gif d) Imagem 4: Fonte: http://sites.google.com/site/lenaprofessora/aulas.gif e) Imagem 5: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 171. Fonte: http://www.scielo.br/img/revistas/hcsm/v16n1/13f2.gif f) Imagem 6: Fonte: http://rf-nunes.zip.net/images/professor.jpg g) Imagem 7: Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/foto/0,,14016154-EX,00.jpg Após observar as imagens apresentadas, cada grupo deverá escolher uma delas como forma de representar o significado de diálogo, discutindo e justificando a escolha por escrito. Em seguida, cada grupo deverá socializar a imagem escolhida e sua justificativa. (Professor é importante colaborar com a discussão no sentido de ressaltar pontos tais como: definição da palavra diálogo - é uma conversação entre duas ou mais pessoas, mediante a qual trocam informações e Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 172. se comunicam pensamentos, sentimentos e desejos. Pode ser oral ou escrito; importância do diálogo para a aprendizagem e para as relações interpessoais; aspectos que caracterizam um diálogo a partir das imagens (ex: interação entre duas ou mais pessoas; professor/a e alunos trocam idéias, conhecimentos; fala não monopolizada etc). Reafirmar, ainda, outras características do diálogo: respeitar a fala do outro, falar em tom adequado, não falar todos de uma vez, saber escutar antes de responder, pensar no que os outros dizem, respeitar as opiniões dos demais etc. Quanto às imagens não escolhidas também é interessante discutir os motivos da não escolha (ex: O monólogo disfarçado de diálogo, professor fala e alunos só ouvem; alunos passivos, não participam, não opinam, mostram-se alheios ao que está sendo explicado pelo professor, dentre outros). Atividade 2: Dinâmica: Fala simultânea Alunos em círculo. O professor pede para que cada aluno pense em uma palavra, sem verbalizá-la neste momento. Solicita-se, então, que todos, a um sinal do professor, falem alto a sua palavra, ao mesmo tempo. Em seguida, pede-se aos alunos que repitam a palavra dita pelos colegas. Abrir espaço para que os alunos compartilhem o que sentiram e perceberam durante a atividade (Professor, geralmente, os alunos ressaltam a impossibilidade de ouvir o colega em função da fala simultânea, ou seja, o fato de todos falarem ao mesmo tempo dificulta ou impossibilita ouvir o que o outro diz). Na sequência, o professor problematiza perguntando: O que esta atividade tem a ver com o tema diálogo? Caso os alunos não expressem todas as idéias, o professor deverá complementar com as noções de que, no diálogo, é importante: ouvir o outro e também ser ouvido, ou seja, um fala e o outro é escutado pelos demais; prestar atenção ao que o outro fala; esperar a sua vez de falar... Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 173. Dando continuidade, o professor deverá lançar a seguinte questão: Será que é possível estabelecer e manter um diálogo quando não se ouve e não se presta atenção ao que o outro está dizendo? Para enriquecer as discussões acerca desta questão, o professor convida os alunos para assistir a três vídeos de curta-metragem que abordam situações de diálogo http://www.youtube.com/watch?v=9QuhKQ7Jbsk&feature=related - Vídeo porteiro Zé 1: http://www.youtube.com/watch?v=OdjeskA5Yqg&feature=related - Vídeo porteiro Zé 2: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 174. http://www.youtube.com/watch?v=a_qW3gDIUZQ&feature=related - Vídeo porteiro Zé 3: Ao término dos vídeos, o professor solicita aos alunos que digam o que observaram em relação às três situações apresentadas: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 175. Foi estabelecido um diálogo entre as pessoas? A comunicação foi clara, objetiva? Quais fatores dificultaram, interferiram nas situações de diálogo? Professor, caso alguns ruídos/interferências ocorridas durante os diálogos não forem mencionadas pelos alunos, você deverá comentá-las, tais como: não ouvir e nem compreender o que o outro fala; nem sempre perguntar quando não se compreende o que foi falado; não esclarecer os mal-entendidos, os desacordos; ―distorção‖ de informações; falas confusas e incompletas etc. Além destas interferências, no terceiro vídeo ―O alarme‖, aparece também os ruídos externos que dificultam o diálogo como o barulho do alarme, gritos... Atividade 3: O professor solicita aos alunos que identifiquem situações escolares que têm favorecido ou não o diálogo entre professores e alunos em sala de aula. Em seguida, deverão socializá-las para que sejam debatidas por todo o grupo (Professor, além das interferências já citadas anteriormente, outras podem ser analisadas em relação às situações de diálogo em sala de aula, como as conversas e brincadeiras fora de hora, o tom alto de voz, arrastar carteiras, barulhos diversos internos e externos e outras. Além disso, pode-se exemplificar dizendo que há ruídos intrasubjetivos muito freqüentes nas relações grupais, que também dificultam o diálogo: o excesso de competição entre as pessoas, a inveja, o desrespeito às falas e opiniões do outro, a necessidade de que a própria opinião prevaleça sobre as demais etc). Ao final do debate, o professor deverá propor a elaboração de uma síntese coletiva contendo os aspectos favoráveis e os desfavoráveis ao estabelecimento do diálogo entre colegas, professores e outros profissionais da escola, sendo que cada aluno deverá registrá-la no caderno e retomá-la sempre que necessário. Recursos Complementares Professor, para enriquecer as discussões acerca do tema, você poderá acessar o sítio: http://www.entrelinhas.unisinos.br/index.php?e=7&s=9&a=47"a=47 onde Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 176. encontrará o artigo intitulado “É possível o diálogo entre professor e aluno?”e, acessando o sítio: http://pt.shvoong.com/social-sciences/education/1966637- di%C3%A1logo-um-m%C3%A9todo-reflexao-conjunta/ localizará o artigo “Diálogo: um método de reflexão conjunta e observação compartilhada”. Avaliação A avaliação deverá ser contínua, processual, diagnóstica. Auto-avaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos diferentes momentos da aula. Avaliação dos alunos pelo professor: Respeito aos momentos de fala e de escuta e às opiniões dos colegas. Envolvimento e participação dos alunos durante as atividades. O professor deverá verificar se os alunos conseguiram: refletir de forma crítica sobre o significado e a importância do diálogo nas relações grupais; reconhecer as interferências internas e externas presentes nos momentos de diálogo; compreender a importância de se ouvir e prestar atenção ao que o outro fala, respeitando as diferentes opiniões; identificar e analisar situações de diálogo ocorridas em sala de aula; participar da elaboração da síntese coletiva. 6 - RESOLUÇÃO CONJUNTA: UMA MANEIRA DE RESOLVER IMPASSES E CONFLITOS GRUPAIS Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Inicial Ética Diálogo Ensino Fundamental Inicial Ética Justiça Ensino Fundamental Inicial Ética Solidariedade Ensino Fundamental Inicial Ética Respeito mútuo Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 177. Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1. Compreender o que significa resolução conjunta frente a impasses e conflitos no relacionamento grupal. 2. Reconhecer que a resolução conjunta possibilita encontrar soluções que satisfaçam as necessidades das pessoas envolvidas na situação. 3. Desenvolver atitude de respeito pelas próprias necessidades e pelas necessidades do outro. 4. Avaliar situações vivenciadas em sala de aula e em outros espaços escolares em que foi possível ou não resolver os impasses e conflitos de forma conjunta. Duração das atividades Duas ou mais aulas de 50 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidade de conhecimentos prévios. Estratégias e recursos da aula Comentários para o professor: Segundo Maldonado (1991), o manejo por resolução conjunta para resolver impasses e conflitos do relacionamento consiste em encontrar uma solução que satisfaça as necessidades das pessoas envolvidas. Pode assumir várias formas, de acordo com a idade da criança: pode ser um simples acordo sugerido (―vamos fazer uma coisa: você guarda esse brinquedo e eu guardo aquele, está bem?‖); pode ser uma substituição de atividades ou de objetos (―pode rabiscar nestas folhas, mas não naquelas‖); pode assumir a forma de fazer uma ―mesa-redonda‖ para decidir assuntos importantes ou mais complexos (por exemplo, como Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 178. resolver brigas, como estabelecer horários de estudo e lazer, como distribuir tarefas). Quando a criança participa ativamente do processo de decisão e resolução, sente-se tratada com mais consideração e igualdade. Isto aumenta o senso de responsabilidade e compromisso. Assim, pode se fazer uma espécie de ―contrato‖ ou acordo a ser cumprido. Por exemplo: os pais concordam em não controlar os deveres da escola quando a criança escolhe o horário para fazê-los e se responsabiliza por cumprir sua parte. Isto permite que quando alguém não esteja cumprindo o ―contrato‖, possa ser ―cobrado‖. (Referência bibliográfica: MALDONADO, Maria Tereza. Comunicação entre pais e filhos – a linguagem do sentir. Petrópolis: Vozes, 1991, p. 143-149). Atividade 1: O professor deverá organizar os alunos em grupos. Em seguida, entregará a cada grupo uma cópia do conto de Ricardo Azevedo intitulado ―Aquilo‖, que deverá ser lido e discutido pelos grupos (Professor, este conto é muito interessante para trabalhar com o respeito aos diferentes pontos de vista, a importância de consensos grupais, a tomada de decisões, a negociação de idéias, o potencial criativo dentre outros). AQUILO (Ricardo Azevedo) Quando aquilo apareceu na cidade, teve gente que levou um susto. Teve gente que caiu na risada. Teve gente que tremeu de medo. E gente que achou uma delícia. E gente arrancando os cabelos. E gente soltando rojões. E gente mordendo a língua, perdendo o sono, gritando viva, roendo as unhas, batendo palma, fugindo apavorada e ainda gente ficando muito, muito, muito feliz. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 179. Uns tinham certeza de que aquilo não podia ser de jeito nenhum. Outros também tinham certeza. Disseram: — Viva! Que bom! Até que enfim! Muitos ficaram preocupados. Exigiram que aquilo fosse proibido. Garantiram que aquilo era impossível. Que aquilo era errado. Que aquilo podia ser muito perigoso. Outros tranquilos, festejaram, deram risada, comemoraram e, abraçados, saíram pelas ruas, cantando e dançando felizes da vida. Alguns, inconformados, resolveram perseguir aquilo. Disseram que aquilo não valia nada. Disseram que era preciso acabar logo com aquilo ou, pelo menos, pegar e mandar aquilo para bem longe. Muitos defenderam e elogiaram aquilo. Juraram que aquilo era bom. Que aquilo ia ser melhor para todos. Que esperavam aquilo faz tempo. Que aquilo era importante, bonito e precioso. Alguém decidiu acabar com aquilo de qualquer jeito. Mas outro alguém disse não! E foi correndo esconder aquilo devagarinho no fundo do coração. (Professor, você poderá acessar o sítio http://yeda- nunes.blogspot.com/2008/04/aquilo.html onde encontrará o conto “Aquilo”, de Ricardo Azevedo). Após a leitura do conto, cada grupo deverá discutir e resolver conjuntamente: O que é aquilo? Como é aquilo? O que aquilo faz? De onde aquilo veio? Para onde aquilo vai? etc. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 180. Em seguida, os participantes de cada grupo representarão o que significa ―Aquilo‖ para eles, utilizando sucatas, papéis diversos, cola, tesoura, lápis de cor, giz de cera, canetinhas coloridas dentre outros materiais. Com a produção concluída, cada grupo deverá fazer mímicas, utilizar diferentes expressões corporais para que a turma tente descobrir a representação do grupo sobre o que significa ―Aquilo‖. Em seguida, deverá socializar a produção feita. Na sequência, os alunos farão comentários acerca da experiência vivida no grupo, focalizando, sobretudo, o processo de tomada de decisão, a forma como resolveram os impasses e como decidiram o que era ―aquilo‖: se chegaram a um consenso grupal, se consideraram as diferentes opiniões, enfim, se resolveram de forma conjunta ou não. Prosseguindo, o professor deverá perguntar: Após vivenciarem esta atividade, o que significa para vocês o termo ―resolução conjunta‖? O professor deverá anotar na lousa as opiniões dos alunos, complementando com informações importantes que ampliem o entendimento acerca desta forma de comunicação, tais como: busca de solução que satisfaça as necessidades das pessoas envolvidas e que seja aceita por elas, para que possam entrar em negociação; respeito pelas próprias necessidades e pelas necessidades do outro; expressão de sentimentos, senso de responsabilidade e compromisso dentre outras. Atividade 2: O professor deverá entregar uma folha a cada aluno contendo a seguinte situação a ser lida e, em seguida, discutida e analisada coletivamente: ―Um professor conta as consequências dos três tipos de atitudes que utilizou com sua turma. No início permitia tudo: marcava datas para entrega de trabalhos, mas os prazos nunca eram cumpridos – os alunos atrasavam e davam mil desculpas, tais como falta de tempo, acúmulo de trabalhos de outras disciplinas etc. O professor se via atrapalhado e irritado com isso. Decidiu, então, mudar de tática e Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 181. passou a ser extremamente autoritário: quem não entregasse os trabalhos rigorosamente dentro do prazo ficava com zero, independente do motivo. Por fim, o professor percebeu que estava usando o poder de modo muito arbitrário, desconsiderando os problemas dos alunos. Decidiu lidar com o conflito por resolução conjunta: expôs a situação para a turma e passaram a buscar soluções que pudessem ser aceitáveis para ambas as partes. Surgiram algumas soluções que foram adotadas: em caso de atraso, alguns alunos preferiam ficar só com a metade da nota e outros preferiam fazer dois trabalhos para compensar o atraso‖. (Professor, esta situação foi retirada e adaptada do texto “Resolução conjunta”, de Maria Tereza Maldonado, do livro Comunicação entre pais e filhos – a linguagem do sentir, p. 148-149). Dando continuidade, o professor deverá solicitar aos alunos que identifiquem e avaliem situações vividas em sala de aula em que foi possível ou não resolver os impasses e os conflitos por meio de resolução conjunta. Em seguida, os alunos deverão se organizar em pequenos grupos. O professor solicitará a cada grupo que selecione uma das situações relatadas anteriormente, em que não foi resolvida por meio de resolução conjunta, registrando-a em uma folha. O grupo deverá ler e discutir esta situação escolhida e redigir soluções para a mesma, de forma que caracterizem uma resolução conjunta, contando com a mediação do professor. Os grupos poderão também ilustrá-las e organizá-las em um painel a ser colocado na sala de aula ou em outro espaço da escola. Atividade 3: Professor e alunos deverão propor aos professores de Educação Física a realização de uma atividade integrada, tendo como referência o tema "Resolução conjunta" desenvolvido em sala de aula. A atividade proposta poderá ser intitulada "Torneio de vôlei e futebol", em que os jogos acontecerão entre turmas da escola. Para isto, os professores e alunos envolvidos no Torneio deverão decidir conjuntamente o local, dias e horários dos jogos e as regras referentes a este evento, destacando a importância de tomar decisões de forma conjunta. Poderão Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 182. ainda buscar informações relativas às modalidades de esporte que farão parte do torneio, a fim de ampliar os conhecimentos acerca de cada uma delas. Os professores das outras áreas de conhecimento da escola poderão ser convidados a participar, de forma a desenvolver em suas aulas atividades relacionada ao evento proposto e também participar das discussões coletivas referentes às situações vividas nos jogos. Durante a realização dos jogos, é importante que os professores estejam atentos à forma como os alunos resolvem os impasses e conflitos surgidos na situação de jogo. Posteriormente, os professores deverão organizar momentos de avaliação com os times, para que discutam e analisem como foi o jogo, se surgiram conflitos e como foram resolvidos (retomar o significado e a importância da resolução conjunta frente a impasses e conflitos grupais). Recursos Complementares Professor, você poderá propor aos alunos, distribuídos em pequenos grupos, o Jogo: "Palitos Racha Cuca", em que terão que resolver os desafios de forma conjunta, disponível no sítio http://arquivinho.com/racha-cuca-2/ (Clicar em "Palitos"). Sugerimos, também, um texto para a sua leitura: "O jogo cooperativo na resolução de conflitos nas aulas de Educação Física", acessando o sítio http://www.labrinjo.ufc.br/phocadownload/ojogocooperativonaresoluodeconflitosna saulasdeeducaaofsica.pdf Avaliação Avaliação contínua, processual e diagnóstica: acompanhar e avaliar os alunos nas diferentes etapas do processo de aprendizagem, compreender as estratégias utilizadas por eles na construção do conhecimento e organizar formas de intervenção adequadas às reais necessidades dos alunos e que possibilitem avanços cognitivos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 183. Auto-avaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos diferentes momentos da aula. Em que a aula contribuiu para compreender a importância de se utilizar a resolução conjunta para resolver conflitos grupais. Avaliação dos alunos pelo professor: Tendo como base a participação e envolvimento dos alunos em todas as atividades propostas na aula, o professor deverá verificar se eles conseguiram: respeitar os momentos de fala e de escuta e as opiniões dos colegas; compreender o que se entende por resolução conjunta; analisar de forma crítica a situação de comunicação apresentada; identificar e avaliar situações de conflitos vivenciados em sala de aula; propor soluções para situações em que não foram resolvidas por meio de resolução conjunta; participar de forma ativa na organização do "Torneio". 7 - VIVER BEM COM OS OUTROS Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Língua escrita: gêneros Língua Portuguesa Inicial discursivos Ensino Fundamental Língua oral: usos e Língua Portuguesa Inicial formas Ensino Fundamental Língua escrita: prática de Língua Portuguesa Inicial produção de textos Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 184. Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Reconhecer os direitos e os respectivos deveres na convivência com o outro, através de discussão oral. Desenvolver a leitura de um texto que apresente algumas dicas para se viver bem com os outros. Trabalhar a interpretação do texto lido. Elaborar um cartaz listando os direitos e respectivos deveres dos alunos na escola. Duração das atividades Aproximadamente 3 aulas de 50 minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno É importante que os alunos tenham algum conhecimento sobre os seus direitos e deveres na escola. Estratégias e recursos da aula 1. Entregar aos alunos o seguinte texto: O CAMPEÃO (Carmen Lúcia Campos) Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 185. Danilo adora bola. Só que ele não consegue jogar futebol. Suas pernas são fracas e seus pés são virados para dentro. Suas mãos longas e sem muita força gostam de se encontrar na frente do corpo. Mesmo assim, Danilo não é uma criança triste. O carinho do pai e da mãe faz sua vida feliz. Marina, sua irmã, sempre inventa uma brincadeira divertida para eles dois. No começo do ano, uma mudança. Danilo vai estudar numa escola nova, com crianças diferentes dele. No primeiro dia de aula, ele fica assustado com tanta gente desconhecida. Percebe que ninguém tem as pernas e os pés como os dele. "Será que vão gostar de mim?" - pensa Danilo, com tristeza. Na hora do recreio, Pedro convida: - Vamos brincar de pega-pega? É legal! Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 186. A professora Alice olha para Danilo e vai sugerir outra brincadeira, quando tem uma surpresa. Lá vai Danilo atrás da turma! Às vezes, parece que vai tropeçar nos próprios pés e cair, mas não desiste. E, finalmente, ele consegue tocar em uma garota de trancinhas. Danilo fica todo feliz, mas, de repente, tem uma grande dúvida: "Será que ela deixou de propósito?" No outro dia, Lucas faz um desafio: - Professora, a gente pode apostar corrida? Eu ganho de todo mundo, quer ver? Tatiana dá uma ideia: - O Danilo não pode correr como a gente, mas a gente pode correr como ele! Ninguém entende nada e a garota explica: - É só todo mundo correr com as pernas juntas e os pés assim... Aquilo parece meio maluco, mas as crianças começam a experimentar o novo jeito de correr. A turma, então, se prepara para a largada e, quando a professora diz "Já", é a maior confusão. É criança para todo lado, andando devagarinho... e mesmo assim, tropeçando, dando trombada, errando o caminho. Enquanto isso, alguém se aproxima da linha de chegada, para bater o seu próprio recorde. É Danilo, quem experimenta o gosto de ser um verdadeiro campeão. 2. Pedir aos alunos que leiam o texto silenciosamente. Depois, convidá-los a ler em voz alta. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 187. 3. Promover o reconto da história, de forma a relembrar os acontecimentos. 4. Realizar uma discussão oral sobre os direitos do Danilo na nova escola. Salientar que, apesar de Danilo ser um menino diferente fisicamente, os seus direitos como criança e como aluno são os mesmos de qualquer criança/aluno. Perguntar: E você, quais os direitos que tem enquanto aluno? (ouvir opiniões) E quais são os seus deveres? (ouvir opiniões) Escrever as opiniões no quadro, dividindo-o ao meio: escrever de um lado DIREITOS, de outros DEVERES. 5. Após a discussão oral, realizar a interpretação do texto O campeão. a) Leia as frases e numere-as de acordo com a sequência dos fatos da história. ( ) Pedro convida Danilo para brincar de pega-pega. ( ) Danilo percebe que os colegas não têm as pernas e os pés como os dele. ( ) Danilo toca em uma garota de trancinhas. ( ) Alice sugere outra brincadeira. ( ) Danilo cruza a linha de chegada. Agora, reescreva a história, seguindo a ordem dos fatos. b) Leia o quadro abaixo e circule as características de Danilo. triste corajoso animado feliz ciumento bravo c) Explique a frase abaixo de acordo com a história: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 188. Às vezes, as coisas parecem... mas não são. d) Responda de acordo com acontecimentos da história. No primeiro dia de aula, Danilo ficou triste, pensando se os colegas gostariam dele. Mas o que aconteceu? A professora Alice achava que Danilo não conseguiria brincar de pega- pega. Mas qual foi a surpresa de Alice? Lucas achava que venceria todos com facilidade na corrida, mas quem foi o campeão? e) Releia o final da história: "É Danilo, quem experimenta o gosto de ser um verdadeiro campeão." Em sua opinião, o que a autora do texto quis dizer com a palavra destacada? f) Agora, observe o cartaz. O que o cartaz quer dizer? Em que Danilo é diferente da menina do cartaz? E para você: o que é ser diferente? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 189. 6. Dividir a turma em pequenos grupos de 4 alunos. Cada grupo deverá listar em uma folha os direitos e os deveres para viver bem com os outros. Exemplo: Direitos Deveres Expressar as minhas opiniões Ouvir a opinião dos outros Ter horas para brincar Ser esforçado nos estudos Ser como sou sem prejudicar os outros Respeitar as diferenças dos outros 7. Após terminar a atividade, o professor deverá recolher as folhas para fazer a compilação das ideias dos alunos. 8. Cada grupo receberá uma cartolina, que será dividida em quatro partes, para que cada um dos componentes do grupo registre um direito com seu respectivo dever. A seguir, deverá ilustrar o cartaz com desenhos. Sugestão: O livro Eu e os outros - melhorando as relações, de Liliana e Michele Iacocca apresenta situações do dia a dia que nos leva a refletir sobre as nossas relações com o outro. É um ótimo livro para ser trabalhado em sala de aula. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 190. Recursos Complementares Livro:Não tem dois iguais, de Carmen Lúcia Campos. Editora Escala Educacional. Avaliação Ao final da atividade o professor deverá avaliar se o aluno: Reconheceu os direitos e os respectivos deveres na convivência com o outro, através de discussão oral; Desenvolveu a leitura de um texto que apresenta algumas dicas para se viver bem com os outros; Trabalhou a interpretação do texto lido; Elaborou um cartaz listando os direitos e os respectivos deveres dos alunos na escola. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 191. 8 - A JUSTIÇA NA SALA DE AULA Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Inicial Ética Justiça Ensino Fundamental Inicial Ética Respeito mútuo Ensino Fundamental Inicial Ética Solidariedade Ensino Fundamental Inicial Ética Diálogo Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1) Respeitar os direitos de cada aluno na sala de aula, promovendo a justiça nesse ambiente. 2) Cumprir os deveres destinados a cada aluno. 3) Discutir sobre a construção de regras e normas na escola e na sala de aula numa perspectiva ética, justa e responsável. Duração das atividades Duas ou mais aulas de cinquenta minutos Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Professor, você poderá utilizar as aulas publicadas no Portal do Professor e intituladas: “A JUSTIÇA NA COMUNIDADE”, disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/verAula.html?aula=21775 e “INJUSTIÇA: TÔ FORA”, disponível em Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 192. http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=21806 para iniciar e/ou complementar a sua aula. Estratégias e recursos da aula Comentários introdutórios ao professor: Constata-se que a função da escola está cada vez mais ampliada, não podendo restringir-se ao ensino de conteúdos formais. Nesse sentido, tem se trabalhado no âmbito escolar uma diversidade de temas (temas transversais previstos pelos documentos legais) numa perspectiva de colaborar com a formação integral do aluno. Daí a importância de um trabalho voltado para a formação de valores dos alunos, apesar de considerar que tal atribuição representa mais um desafio para o professor que tem procurado, dentre tantas outras atribuições, cumprir sua função de ensinar os conteúdos de sua área de conhecimento. Tendo em vista a violência na atualidade e a dificuldade da população agir de forma solidária e justa, referendamos a veemência de se trabalhar os conteúdos curriculares relacionados ao tema Ética, que envolve a aprendizagem de valores como respeito mútuo, solidariedade, diálogo e justiça. Nesse sentido, essa aula tem o propósito de auxiliar o aluno a compreender o tema justiça numa perspectiva de justiça social, reconhecendo que todos têm direitos e devem ser respeitados. Atividade 1: 1º Momento: Professor convide os alunos para se sentarem em círculo, e pergunte a eles o que entendem por direitos e deveres. Anote na lousa as idéias iniciais apresentadas por eles. Auxiliar os alunos no esclarecimento de que as leis e regras da sociedade existem para que as pessoas cumpram os seus deveres e tenham os seus direitos preservados. Ressaltar que na escola, assim como em todo e qualquer espaço social, também existem regras para garantir que as pessoas possam usufruir de tal espaço segundo o princípio da equidade e da justiça. 2º Momento: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 193. Disponibilizar o seguinte texto aos alunos para que leiam: Leis, regulamentos e costumes Os direitos e deveres de uma sociedade são organizados através das leis, dos regulamentos e dos costumes. As leis são normas (ou regras) elaboradas, discutidas e votadas pelo Poder Legislativo. Geralmente, as leis surgem a partir das necessidades impostas pela evolução da vida em conjunto. Por exemplo: há séculos, nenhum povo tinha necessidade de um código de trânsito, pois não havia veículos automotores e nem havia risco de vida para os pedestres. A lei sempre será resultado da necessidade de se organizar melhor a vida das pessoas. Os regulamentos são também regras, mas que não precisam ser votadas pelo Poder Legislativo. Os regulamentos, muitas vezes, são explicações da aplicação das leis e têm como objetivo garantir certa igualdade e uniformidade no comportamento das pessoas que são afetadas pelas leis. Por exemplo, o regulamento de um condomínio orienta os moradores sobre como se comportar nas dependências comuns do edifício. Os regulamentos podem ser diferentes de um grupo para o outro. É por isso que alguns condomínios aceitam cachorros e outros não. Trata-se, certamente, de um acordo, um contrato, uma combinação entre as pessoas. Não podemos nos esquecer dos costumes de uma determinada sociedade. Os costumes são regras de comportamento combinadas entre as pessoas e acertadas em uma espécie de contrato verbal que indica o modo de se comportar diante de um determinado caso. Por exemplo, é costume do nosso povo dar mais atenção e cuidado aos idosos. Os costumes não são leis, no sentido tradicional, mas são tão fortes quanto elas. Tanto leis quanto regulamentos e costumes são resultados de acordo, de pacto, de combinação, de contrato entre as pessoas de um grupo. Quando esses acordos são desrespeitados, rompendo a harmonia entre as pessoas, o grupo entra em crise e tem de discutir novamente suas leis, seus regulamentos e seus costumes para mudá-los, ajustando-os aos novos tempos e às novas necessidades. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 194. Texto extraído do livro: GARCIA, E. G. Vivendo juntos de olho nos direitos e deveres: temas transversais. São Paulo: FTD, 2001. 3º Momento: Divida o grupo em trios para que respondam às seguintes questões: 1) Você acredita que para um grupo de pessoas conviver bem é necessário que existam regras comuns? Justifique sua resposta. 2) O texto aponta a existência de regulamentos para orientar o comportamento das pessoas que convivem em um mesmo espaço, citando o exemplo dos condomínios. Em sua casa, há regras ou combinados a cumprir? Em caso afirmativo, cite aquelas que considera principais. 3) Você costuma respeitar todas as regras impostas pela escola ou apenas aquelas com as quais concorda? 4º momento: Os alunos deverão socializar as respostas referentes às perguntas e refletir sobre as mesmas. Após esse momento, orientar os alunos para que, com base nas discussões tecidas, respondam individualmente à pergunta: ―O que devo fazer para agir com justiça e lealdade com as pessoas com quem convivo na escola?‖ Atividade 2: 1º Momento: Convide os alunos para assistirem aos seguintes vídeos: Assembléias escolares 1, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=_zmOP2cvpN0&feature=related Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 195. Assembléias escolares 2, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=SxOD_pClM0c&feature=related 2º momento: Discutir os vídeos a partir das seguintes questões: Vocês acham que as assembléias escolares auxiliam no cumprimento dos deveres na escola? Vocês consideram que quando cumprem seus deveres estão agindo de forma justa? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 196. 3º Momento: Professor solicite aos alunos que retomem as regras da escola e da sala de aula e, com base nelas, listem os direitos e deveres dos alunos e professores da escola. Para facilitar, construa uma tabela na lousa, dividindo-a em quatro partes, conforme exemplo a seguir: DIREITOS DIREITOS DESRESPEITADOS DEVERES DEVERES DESCUMPRIDOS POR QUE NÃO ESTÃO SENDO CUMPRIDOS? O QUE FAZER PARA QUE SEJAM CUMPRIDOS? 4º momento: De acordo com o que os alunos apresentarem, pergunte a eles os motivos pelos quais os direitos não têm sido respeitados, nem os deveres cumpridos. Registre- os na lousa ou em um painel para posterior consulta. 5º Momento: Divida o grupo em trios e solicite que discutam maneiras de viabilizar que os direitos e deveres dos alunos e professores sejam respeitados de forma que na sala de aula e na escola impere um clima de equidade e justiça. Atividade 3: 1º Momento: Apresentar a seguinte imagem aos alunos Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 197. http://www.sejuc.se.gov.br/noticias/balanca1.jpg28_09_09.jpg 2º momento: Explorar a imagem com os alunos: Vocês sabem o que representa essa imagem? Na sua percepção, o que podemos fazer com tal objeto? Imaginem que essa balança fosse capaz de pesar os direitos e deveres dos alunos na escola, que direitos e deveres você selecionaria para colocar na balança de forma que a mesma ficasse equilibrada? 3º Momento: Cada dupla deverá desenhar uma balança, sendo que em um dos lados registrará os direitos e no outro os deveres. Após esse momento, os alunos deverão apresentar a sua produção justificando o motivo de terem elencado tais direitos e deveres. Reforçar com os alunos que a balança simboliza a eqüidade, o equilíbrio, a ponderação, a igualdade das decisões aplicadas pela lei. Recursos Complementares GARCIA, E. G. Vivendo juntos de olho nos direitos e deveres: temas transversais. São Paulo: FTD, 2001. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 198. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais, ética/Secretaria da Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997, disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf Artigo eletrônico: A importância dos valores humanos na convivência escolar, disponível em: http://www.catedra.ucb.br/sites/100/122/00000065.pdf Avaliação Professor procure analisar se os alunos compreenderam a importância de se respeitar os direitos e de se cumprir os deveres de cada aluno na sala de aula e na escola como um todo, promovendo a justiça nesse ambiente. Pergunte aos alunos se essa aula contribuiu para que percebessem que as regras e normas da escola e da sala devem ser revistas periodicamente para que se respeite o princípio da ética e da justiça. Solicite aos alunos que façam uma proposta de assembléia de classe para ser realizada em sua sala com o objetivo de se discutir sobre os direitos e deveres dos alunos e professores de sua escola. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 199. Trabalhando com os pais: Educação, Amor e Limites ―Exercer a função de pai ou de mãe é algo que deve ser feito com amor e entusiasmo, mas requer preparo‖. (Laurence Steinberg) Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 200. PALAVRA AOS PAIS Este material foi elaborado para servir de orientação ao trabalho de educadores com as famílias dos alunos e tratará de uma série de discussões relacionadas à participação dos pais na educação dos seus filhos, na transmissão de valores e limites. Antes de começarmos a falar especificamente sobre o que nos propusemos PE preciso dizer que educar filhos hoje em dia é algo muito mais complexo do que no tempo dos nossos pais ou avós. Hoje tudo está mais complexo e há pedra por todos os lados. Vários fatores contribuíram para isso. O mundo mudou radicalmente do inicio da década de 90 até os dias atuais, e todos nós, crianças, adolescentes e adultos, vivemos as consequências dessa mudança. Essa nova ordem mundial afetou sensivelmente as pessoas tanto física quanto psicologicamente, provocando uma profunda alteração nos processos psicofísicos do crescimento, como tem observado várias pesquisas sobre as relações entre pais e filhos. Apesar das profundas mutações que os tempos modernos vêm promovendo na vida das pessoas, crianças e jovens encaram todas essas mudanças com muita naturalidade. A curiosidade que possuem é um componente fundamental nessa história e contribui muito para a adaptação cada dia mais rápida. Já os pais... Quanta diferença. A maneira de enxergar o mundo, de raciocinar e processar as informações e o resultado dessa equação é surpreendente: os pais estão com medo dos filhos. Medo por não saber o que se passa na mente deles. Medo de que uma palavra mal colocada os traumatize a ponto de prejudicar seu futuro. Medo de que os filhos os vejam como autoritários. Medo de não compreendê-los. Parecem estar diante da figura mitológica da Esfinge que fiz em tom ameaçador “Decifra-me ou te devoro”. E boa parte deles acaba mesmo sendo devorada. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 201. Mas podemos ajudar a fazer da educação dos filhos uma aventura prazerosa e enriquecedora. Isso só será possível se esse processo for entendido como uma via de duas mãos. De um lado, os filhos aprendendo com os pais, pois ninguém melhor que os pais devem ser os educadores de seus filhos nem mesmo ninguém melhor do que eles para transmitir seus valores e princípios e como enfrentar o mundo; de outro os pais aprendendo com os filhos. Embora esse tema pareça extremamente complexo para muitos pais, veremos que tudo pode ser resolvido e superado com medidas, gestos e atitudes simples. Educar filhos e alunos dá trabalho, é verdade, mas não é nenhum fantasma do outro mundo. Se o bom senso prevalecer, pais e filhos viverão uma fantástica aventura: a do relacionamento que se constrói com amor e compreensão. Faely da Silva Ferreira Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 202. 1 - PALESTRA MINISTRADA PELO MÉDICO PSIQUIATRA DR. IÇAMI TIBA, EM CURITIBA, 23/07/09. O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior. Em pesquisa realizada em março de 2006, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional. 1º Sigmund Freud; 2º Gustav Jung; 3º Içami Tiba. 1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre. 2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc... 3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados. 4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas. 5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona. 6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 203. determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. 7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer. 8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender. 9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0. 10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente. 11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual. 12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'. 13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita. 14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo. 15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo. 16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade. 17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 204. 18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também. 19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida. 20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão. 21. Pais e mães não podem se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe. 22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo. 23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família. 24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final. 25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar. Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia" 2 – PARCERIA PAIS E ESCOLA A escola percebe na criança facilidades, dificuldades e outras facetas que em casa não são observadas, muito menos avaliadas . Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 205. A voz da experiência da escola, bem ouvida, pode ser bastante útil num momento em que a família esta totalmente perdida sobre a maneira como deve proceder com o filhinho. PAIS & ESCOLA: BELA PARCERIA Se a parceria entre família e escola se formar desde os primeiros passos da criança, todos terão muito a lucrar. A criança que estiver bem vai melhorar e aquela que tiver problemas recebera a ajuda tanto da escola quanto dos pais para superá-los. Quando a escola, o pai e a mãe falam a mesma língua e têm valores semelhantes, a criança aprende sem grandes conflitos e não quer jogar a escola contra os pais e vice-versa. Entretanto, quando ha conflito, os adolescentes tendem a tirar vantagens pessoais e as crianças acompanham quem mais lhes agradar. Assim, quando os pais não concordam com a escola, e com ela que devem resolver as discordâncias. E desde modo, a criança não se apoiar nos pais para se insurgir contra a escola. QUAL É A MELHOR ESCOLA? Já que a parceria entre família e escola deve ser estabelecida desde o principio, e fundamental que a mãe e o pai escolham uma instituição afinada com os valores familiares. Convém prestar atenção nestes aspectos: Instalações físicas: espaço interno (sala de aula, banheiros, bebedouros etc.) e externo (pátio aberto ou coberto, gramado ou cimentado, com ou sem brinquedos adequados etc.). Recursos como biblioteca e computadores; Corpo de funcionários: a importante não só conversar com a diretora ou a orientadora, mas também com professores. E com descobrir que as como as crianças os vem no dia-a-dia. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 206. Alunos: observar o comportamento dos alunos que frequentam a escola e conversar com eles para saber o que acham da escola, se gostam ou não de estudar lá etc. Localização geográfica: a proximidade e um fator que deve pesar na escolha da escola, mas de maneira nenhuma deve ser determinante. Os pais, quando tem mais de um filho, devem observar a escola com lentes diferentes para cada um deles. E muito cômodo que os filhos estudem na mesma escola, mas, como as personalidades são diferentes, uma escola que pode ser boa para um talvez não seja adequada para outro. Mesmo a seleção tendo sido criteriosa, ha alguns pais ou mães que dificultam a adaptação do filho à vida escolar, pois ficam mais angustiados que ele. E natural o pequenino manifestar dificuldade de separar-se da mãe — quanto menor for maior a dificuldade. A tranquilidade e a segurança dos pais favorecem a separação transitória. Portanto, eles devem estar tranquilos de que a decisão tomada foi correta. He mães que não chegam a chorar, mas seus olhos imploram fique comigo!", embora as palavras o incentivem a ir com a professora. E a famosa mensagem com duplo sentido. Já vi crianças chorarem escandalosamente na frente da mãe, resistindo a entrar na escola, mas, uma vez dentro da sala, mudam completamente e ficam felizes ao lado dos coleguinhas. Os pais devem preparar a ida para a escola corn observações como: "Você vai brincar, fazer coisas que não faz em casa, ter amiguinhos, pintar, ir ao parquinho. Depois, você conta tudo pra mamãe (ou pro papai)?‖. ESTUDAR É OBRIGAÇÃO O saber é essencial, portanto estudo não se negocia. O filho tem de estudar e ponto. Como vai estudar? Ai cabe a possibilidade de conversar e negociar horários, caso ele próprio não os escolha. Em ambientes em que o estudo tem valor, a cultura 6 privilegiada, os pais valorizam o aprendizado, compram livros e revistas interessantes e lêem jornal, e raro a criança não querer estudar. E privilegio de quem estuda uma língua aproveitar bem uma viagem que abra horizontes. O melhor estimulo para aprender é a curiosidade. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 207. Pode-se estimular a curiosidade do filho perguntando a ele como funciona um brinquedo, as regras de um jogo de que ele gosta o que achou do enredo do filme a que assistiu etc. Criança gosta de demonstrar conhecimentos bem como de exibir suas habilidades manuais. Educação é também qualidade de vida e saúde social. Em banheiros públicos, os que têm mais educação consomem menos papel-toalha e limpam a pia corn o próprio papel que usaram antes de jogá-lo no lixo (mesmo que a lixeira fique longe). Pessoas com cultura e pouca educação gastam mais papel-toalha, não limpam a pia e, caso a lixeira não fique perto, jogam no chão os papeis usados. Quer dizer: quem tem cultura e educação tem mais de social. E paupérrimo aquele que não tem educação nem cultura. PEQUENO MANUAL DE PAI & MAE PRECEITOS GERAIS Pai e mãe devem falar a mesma língua. Quando o pai diz ―vinho‖ e a mãe diz ―água‖, o filho ―desanda‖. Troquem ideias em família antes de tomar decisões importantes, para contar com o compromisso de todos. Alguns pontos são fundamentais, como por exemplo, impor limites saudáveis e possíveis de respeitar. Ausência, incoerência ou inconstância de limites provocam ansiedade, falta de controle e insegurança, levando à diminuição da auto-estima das crianças. Os pais devem prometer somente aquilo que pode ser cumprido. Muitos pais prometem o que (de antemão já) sabem que não conseguirão cumprir: talvez seja mais cômodo prometer que enfrentar realmente o que precisa ser feito. E não existe nada pior para os filhos que perder a confiança nos pais. Lembrem-se: quem promete pode esquecer, mas o credor da promessa jamais a esquece. Pais e mães devem sempre pedir aos filhos que contem o que fizeram em casa, o que aprenderam na escola, o que viram em seus Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 208. passeios... E que saibam também ouvir. Assim, estarão ensinando a ouvir, alem de participar da vida deles, mesmo que estejam ausentes fisicamente. As crianças escutam também corn os olhos; portanto, quando quiserem realmente ser ouvidos, falam olhando dentro dos olhinhos delas. Quando em contato com os filhos, os pais devem utilizar os cinco passos que levam a educação integral da criança: 1. PAREM o que estiverem fazendo e limpe a cabeça de pensamentos preconcebidos, como se fossem atender o filho pela primeira vez. 2. OUÇAM ate o fim a fala do filho (estimula o comportamento racional- humano). 3. OLHEM, pois o olhar e instintivo e capta tudo instantaneamente (estimula o comportamento instintivo-animal). 4. PENSEM na melhor resposta para atender as necessidade e alimentar a independência e a auto-estima. 5. AJAM conforme a linha educativa que pretendem. Fonte: Conversas com Içami Tiba, vol. 1 3 - DAR LIMITES É... Ensinar que os direitos são iguais para todos; Ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo; Fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros; Dizer "sim" sempre que possível e "não" sempre que necessário; Só dizer "não" aos filhos quando houver uma razão concreta; Mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas; Fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam); Ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da - vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade (a Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 209. criança que hoje aprendeu a esperar sua vez de ser servida a mesa amanhã não considerará um insulto pessoal esperar a vez na fila do cinema ou aguardar três ou quatro dias até que um chefe de um parecer sobre sua promoção); Desenvolver a capacidade de adiar satisfação (se não conseguir emprego hoje, continuará a lutar sem desistir ou, caso não tenha desenvolvido esta habilidade, agirá de forma insensata e desequilibrada, partindo, por exemplo, para a marginalidade, o alcoolismo ou a depressão); Evitar que seu filho cresça achando que todos no mundo têm de satisfazer seus mínimos desejos e, se tal não ocorrer (o que é o mais provável), não conseguir lidar bem corn a menor contrariedade, tornando-se, ai sim, frustrado, amargo ou, pior, desequilibrado emocionalmente; Saber discernir entre o que a uma necessidade dos filhos e o que é apenas desejo; Compreender que direito a privacidade não significa falta de cuidado, descaso, falta de acompanhamento e supervisão as atividades e atitudes dos filhos, dentro e fora de casa; Ensinar que a cada direito corresponde um dever e, principalmente... Dar o exemplo (quem quer ter filhos que respeitem a lei e os homens tem de viver seu dia-a-dia dentro desses mesmos princípios — ainda que a sociedade não tenha apenas indivíduos que agem dessa forma)!!!! Só falta refletirmos sobre um aspecto que é tão importante quanto os que trabalhamos até agora... Para dar limites, os pais têm também eles, que TER LIMITES. Ninguém pode dar o que não tem não é mesmo? Então, vale lembrar algumas regrinhas básicas, que não podem, em hipótese alguma, ser esquecidas e que constituem nossos próprios limites, sem os quais não teremos o respeito de nossos filhos, seu afeto e, especialmente, jamais seremos exemplos para eles. Ou seremos péssimos exemplos, não é mesmo? Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 210. LIMITES DOS PAIS Jamais aplique limites a seu filho visando ao seu próprio interesse ou prazer pessoal. Quer dizer, não vale estabelecer um horário para a criança ir dormir todos os dias, exigir isso, lutar por isso, mas num belo dia (uma sexta-feira, sábado ou domingo), tendo em vista que este sem baba e quer ir passear, arrastar a criança com você, burlando sua própria norma. Os limites são estabelecidos para que a criança, a curto, médio e longo prazos seja a beneficiaria (lembra os problemas que a falta de limites pode acarretar aos nossos filhos? E por isso que se dão limites, para que eles cresçam sadios afetiva e socialmente). Claro, pode ocorrer que, eventualmente, as regras precisem ser suspensas, mas não sistematicamente para atender ao seu prazer — e sim a uma necessidade. Vale para nós também... Por exemplo: é diferente você levar a criança, mesmo na hora de dormir, ao aniversário da vovó, a um casamento que você não pode deixar de ir. O que não pode é a regra valer nos dias em que você quer paz e sossego e aí, quando a criança já está com seu sono organizado e aprendendo aquela norma, você chega e muda as regras. A pretexto de usar! Limites, não espere que seu filho compreenda, aceite e se comporte além do que as NECESSIDADES da idade permitem. Lembra daquela regrinha? Se você não quer que seu filho de 3 ou 4 anos tenha um "piti" no restaurante, no comercio, na rua, não o leve para lá as 10:00 da noite, esperando que ele fique muito feliz por ter de dormir com a cabeça apoiada nos braços cruzados sobre a mesa ou que ache super legal ouvir o papo de quatro adultos tomando chope por três horas seguidas... É preciso que nos conscientizemos do que eles conseguem e do que eles conseguem fazer. Essa é a medida. Não significa que quem este com filhos em casa nunca mais pode sair, certo? Mas que os programas terão que ser mais espaçados ou ajustados as possibilidades, terão... Bem, a não ser que você prefira ver seu filho correndo e derrubando cadeiras, pessoas, carnes e garfos pelo restaurante, choramingando Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 211. horas a fio ou dormindo no colo do seu amigo, que, constrangido, inadvertidamente cometeu a imprudência de sentar-se ao lado dele... Lembre-se: quem não tem filhos geralmente não tem obrigação de cuidar dos filhos dos outros no sábado a noite, certo? Existem muitas maneiras de conciliar as coisas, de forma que você e seu filho possam fazer o que gostam... Use sua criatividade. Mude um pouco o tipo de programa ou alterne com alguns amigos. Enfim, lembre-se: você é o adulto e ele, a criança. Não viole regras; Isso também é falta de limites. Lembre-se: seu filho está permanentemente aprendendo com vote. Estava eu comprando ingressos para o teatro outro dia quando ouvi um senhor, com a filha de cerca de 13 anos, insistindo na bilheteria, ao ser informado de que a peca era proibida a menores de 18 anos: "Mas se ela vier comigo, entra?" No caso, o tema era totalmente inapropriado, mas o que importava para esse pai era ELE poder ir, embora fosse contra a necessidade educacional da filha. O que estava ele ensinando? Que a lei é valida só para os outros. Amanhã, se a filha estiver burlando a lei, o que poderá ele dizer? E, se disser terá condição de ser ouvido ou obedecido? A lei tem de valer para um e para todos. Nenhum cidadão pode ficar acima da lei. E muito menos passar esse modelo pan os filhos. Isto e, se desejam criar cidadãos... Não exacerbe seus direitos. Como vimos, a palavra final, em variadas situações, deve ser a dos pais, mas espera-se deles que sejam equilibrados e saibam discernir em que situações eles tem esse direito — aquelas em que estão efetivamente defendendo, protegendo, dando segurança aos filhos. Por isso, nada de escolher a namorada, a carreira, a roupa dos filhos já adultos, o com de cabelo etc. Controle é uma coisa, limite é outra, bem diferente. E, especialmente, ao usar seus direitos, não esqueça dos direitos dos seus filhos: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 212.  Amor  Segurança  Respeito  Igualdade de tratamento  Justiça  Disponibilidade de tempo dos pais. Fonte: Limites sem traumas. Tania Zagury, 2000. 4- FAMÍLIA: TUDO IGUAL? Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Arte, patrimônio e Educação Escolar Indígena Artes identidade Ser humano como Ensino Fundamental Final Pluralidade Cultural agente social e produtor de cultura Interação entre os Ensino Médio Biologia seres vivos O que o aluno poderá aprender com esta aula Os alunos aprenderão sobre a importância da família. Além disso, esta aula pode ser profícua para trabalhar a oralidade, a escrita, a criatividade e o trabalho em grupo. Duração das atividades Aproximadamente 100 minutos; 2 aulas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 213. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Não há necessidade de conhecimentos prévios sejam trabalhados para o desenvolvimento destas aulas. Estratégias e recursos da aula As estratégias utilizadas serão: Aula interativa; Uso do Laboratório de Informática ou Sala de Vídeo. Sugestão: Um dia antes desta aula o professor deverá pedir para os alunos indagar seus pais acerca de sua família, ou seja, como seus pais e avós se conheceram, onde nasceram, enfim, o intuito é que eles possam ter conhecimento acerca de sua história familiar. Além disso, poderá solicitar, ainda, uma foto da família para mostrar aos colegas de sala de aula. Motivação: O professor deverá escrever na lousa a palavra FAMÍLIA e perguntar para os alunos o que entendem por este assunto. Após a manifestação destes, o professor deverá explicar que o intuito da aula é discorrer sobre esta importante Instância Social. Finalizada esta primeira exploração, o professor deverá mostrar um vídeo, de 4 minutos e 3 segundo, denominado ―Palavra cantada-EU‖ (Fig. 1), disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=2cqcWHs7a_E. (Acesso em 22 Out. 2009). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 214. Figura 1- Imagem do vídeo ―Palavra cantada-Eu‖ Antes da apresentação do vídeo sugerimos que o professor entregue aos alunos a letra da música ―EU‖, a fim de que possam acompanhar. Observamos que a letra da referida música está disponível em: http://vagalume.uol.com.br/palavra- cantada/eu.html. (Acesso em 22 Out. 2009). Letra da música: Eu (Composição: Paulo Tatit) Perguntei pra minha mãe: "Mãe, onde é que ocê nasceu?" Ela então me respondeu que nasceu em Curitiba Mas que sua mãe que é minha avó Era filha de um gaúcho que gostava de churrasco E andava de bombacho e trabalhava no rancho E um dia bem cedinho foi caçar atrás do morro Quando ouviu alguém gritando: "Socorro, socorro!" Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 215. Era uma voz de mulher Então o meu bisavô, um gaúcho destemido Foi correndo, galopando, imaginando o inimigo E chegando no ranchinho, já entrou de supetão Derrubando tudo em volta, com o seu facão na mão Para alívio da donzela, que apontava estupefata, Para o saco de batata, onde havia uma barata E ele então se apaixonou E marcaram casamento com churrasco e chimarrão E tiveram seus três filhos, minha avó e seus irmãos E eu fico imaginando, fico mesmo intrigado Se não fosse uma barata ninguém teria gritado Meu bisavô nada ouviria e seguiria na caçada Eu não teria bisavô, bisavó, avô, avó, pai, mãe, não teria nada Nem sequer existiria Perguntei para o meu pai: "Pai, onde é que ocê nasceu?" Ele então me respondeu que nasceu lá em Recife Mas seu pai que é o meu avô Era filho de um baiano que viajava no sertão E vendia coisas como roupa, panela e sabão E que um dia foi caçado pelo bando do Lampião Que achavam que ele era da polícia um espião E se fez a confusão E amarraram ele num pau pra matar depois do almoço E ele então desesperado gritava: "Socorro!" Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 216. E uma moça apareceu bem no último instante E gritou pra aquele bando: "Esse rapaz é comerciante!" E com muita habilidade ela desfez a confusão E ele então deu um presente, um vestido de algodão E ela então se apaixonou Se aquela moça esperta não tivesse ali passado Ou se não se apaixonasse por aquele condenado Eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó, nem pai pra casar com a minha mãe Então eu não contaria essa história familiar Pois eu nem existiria pra poder cantar Nem pra tocar violão Ao término do vídeo o professor poderá indagar os alunos se os conheciam (o vídeo e a música), se gostaram, o que acharam do que viram e ouviram, entre outros. Ele poderá acrescentar e dizer que todos têm uma história, a qual está atrelada a família na qual nascemos. Uma vez que isto nos diz respeito é um assunto interessante de ser explorado. Atividade 1: O professor solicitará que os alunos sentem em círculos. Feito isso, cada um deles deverá apresentar sua história familiar à classe. Neste momento eles poderão mostrar a foto de família (Fig. 2). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 217. Figura 2- Família http://sites.google.com/site/salvatorebaggio/fotos-de-familia. (Acesso em 2 Nov. 2009). Os alunos que não trouxeram a história de suas famílias poderão falar um pouco sobre o que sabem da mesma. Assim que os alunos terminarem de apresentar suas histórias, o professor deverá fazer um fechamento desta atividade, auxiliando para os alunos apontem as diferenças entre elas, lembrando que cada uma tem sua importância. Atividade 2: O professor mostrará para os alunos a árvore genealógica da família Simpson (Fig. 3), e explicará a eles que ela representa o histórico da família contendo todos os seus componentes: pai, mãe, avós, irmãos, primos, tios, entre outros. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 218. Figura 3 - Árvore genealógica Disponível em: http://itallo.files.wordpress.com/2009/01/simpsons-tree1.jpg. (Acesso em 22 Out. 2009). Após estas explicações, o professor entregará a cada aluno o xerox de uma figura (de uma árvore) a qual representa a árvore genealógica (Fig. 4). Neste momento ele deverá solicitará que eles preencham os espaços em branco nesta árvore com os nomes dos componentes de sua família, tais como: pai, mãe, avós e bisavós paternos e maternos. É importante o professor dizer que os alunos podem colocar nomes de pessoas próximas que faz o papel de pai, mãe, avó, entre outros, porquanto alguns deles podem não conhecer os pais, ou ainda não saber dizer os nomes dos avós, por falta de contato com estes, ou por outros motivos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 219. Figura 4 - Árvore genealógica http://farm4.static.flickr.com/3133/2677731298_e15dc93c64.jpg. (Acesso em 22 Out. 2009) Assim que todos os alunos preencherem os espaços em branco da árvore, eles deverão expor oralmente os nomes dos componentes da família. Atividade 3: O professor apresentará aos alunos figuras contendo modelos familiares diferentes (Figs. 5 e 6). Ele solicitará que eles apontam as diferenças e as semelhanças nestas famílias, bem como, que em duplas façam um pequeno texto sobre a família, texto este que pode abranger diferentes assuntos. Concluída esta atividade, eles deverão ler este texto para os demais colegas. Seria interessante que o professor comentasse com os alunos que atualmente há diferentes tipos de família, como filhos que são criados somente pela mãe, ou ainda só pelo pai; outras em que os avós que criam os netos, entre outros tipos. É importante deixar claro, neste momento, que isso é normal na sociedade. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 220. Figura 5 - Família pequena http://www.plenarinho.gov.br/cida dania/imagens/d estaque-viva-a-familia/vi va-a - familia02.jpg. (Acesso em 22 Out. 2009). Figura 6- Família numerosa http://blog.cancaonova.com/conquista/files/2009/09/famlia1.gif. (Acesso em 2 Nov. 2009) Atividade 4: O professor solicitará que os alunos formem trios. Cada trio terá como atividade analisar a letra da música ―Família‖, tentando apontar os aspectos principais tratados. Assim sendo, numa folha de caderno apontarão as palavras chave, tais como: Família; membros da família (vovó, vovô, sobrinha, filha, mãe, pai); animais Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 221. de estimação, entre outros. A letra desta música está disponível em: http://vagalume.uol.com.br/titas/familia.html (Acesso em 28 Out. 2009). - Letra da Música: Família (Composição: Arnaldo Antunes; Toni Bellotto) Família, família Papai, mamãe, titia, Família, família Almoça junto todo dia, Nunca perde essa mania Mas quando a filha quer fugir de casa Precisa descolar um ganha-pão Filha de família se não casa Papai, mamãe, não dão nenhum tostão Família ê Família á Família, Família, família Vovô, vovó, sobrinha Família, família Janta junto todo dia, Nunca perde essa mania Mas quando o nenê fica doente Procura uma farmácia de plantão O choro do nenê é estrident E Assim não dá pra ver televisão Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 222. Família ê Família á Família, Família, família, Cachorro, gato, galinha Família, família, Vive junto todo dia, Nunca perde essa mania A mãe morre de medo de barata O pai vive com medo de ladrão Jogaram inseticida pela casa Botaram um cadeado no portão Família ê Família á Família Feito isso, cada trio deverão dizer em voz alta as palavras chaves que elencaram. É importante o professor resgatar que as famílias são distintas, porém, independente se os membros moram juntos ou não constituem ou já constituíram uma família. Avaliação A avaliação dos alunos pode ser feita em todos os momentos das atividades propostas, sendo considerada a contribuição individual nas discussões e demais atividades em grupo, assim como, o envolvimento dos alunos nas atividades solicitadas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 223. 5 - INTERAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA: OPORTUNIZANDO ENCONTROS Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Organização dos grupos e Educação Infantil Natureza e sociedade seu modo de ser, viver e trabalhar Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Adaptar-se mais rapidamente com o ambiente escolar; Sentir-se seguro e acolhido ao ver a produção de alguém de sua família em sua sala; Registrar momentos marcantes vividos na escola junto com sua família; Duração das atividades 3 horas Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Para o professor é importante ter leituras sobre como aproximar a família da escola. Estratégias e recursos da aula Objetivos da aula: Aproximar as famílias das crianças ao cotidiano escolar enfatizando a importância da união entre família e escola para um bom aproveitamento escolar. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 224. 1º Momento: No início do ano letivo, quando o professor convida os pais para apresentar a proposta pedagógica da escola e se apresentar, constrói com eles uma "Árvore dos desejos". Nessa "árvore" os pais colocarão os desejos que tem para o filho naquele período letivo e nas novas relações que serão construídas. Antes da reunião a árvore em que os desejos serão colocados deve ser confeccionada com as crianças, utilizando papel kraft e carimbo com tinta das mãozinhas, representando as folhas da árvore. 2º Momento: Proponha uma atividade para socializar os desejos das famílias com as crianças. Pode-se fazer a brincadeira da "Batata que passa, passa", quem queimar o professor mostra o desejo na árvore e lê a escrita da família daquela criança. A árvore ficará na sala de aula por bastante tempo. 3º Momento: Durante o ano letivo, vá tirando fotos dos diferentes momentos e atividades desenvolvidas. 4º Momento: Selecione as fotos das crianças e monte um clipe com fotos e músicas trabalhadas durante o ano. O clipe pode ser produzido em diferentes programas como Windows Movie Maker, o Proshow Producer 3.0., adobe premiere. Caso o professor não tenha o programa em casa pode baixar o software gratuitamente pelo site http://www.eitapiula.net/internet/download-gratis- programa-para-criar-video-a-partir-de-fotos Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 225. Depois do clipe pronto, convide às famílias para assistirem ao vídeo-clipe junto com as crianças em uma tarde de confraternização. Ao final da atividade convide-os a produzirem um registro com tinta aquarela do momento mais marcante para a criança naquele ano. Recursos Complementares Máquina fotográfica, televisão, cds, computador, papéis, tinta aquarela, pincéis. Avaliação Professor observe a relação da família com a escola. A criança adaptou-se rapidamente na escola? Os pais são presentes na vida escolar dos filhos? Como é a relação da família com a criança? A família dá importância para as atividades escolares da criança? Houve uma aproximação da família com a escola? 6 - O PAPEL DOS LIMITES NA APRENDIZAGEM ESCOLAR. Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Ética Respeito mútuo Inicial Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1. Identificar a relação entre limite e aprendizagem. 2. Analisar o que dificulta e o que facilita esta relação. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 226. 3. Perceber o papel do limite na aprendizagem escolar. Duração das atividades Duas aulas de 50 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Para o desenvolvimento desta aula, é importante que os alunos já tenham conhecimento do conceito de limite nas relações interpessoais. Estratégias e recursos da aula Atividade 1: O professor iniciará a aula pedindo aos alunos que se organizem em grupos. Cada grupo deverá analisar uma situação do cotidiano de sala de aula, em que a falta de limites sociais tem prejudicado, dificultado ou até mesmo impedido a própria aprendizagem e a dos colegas. Os grupos deverão registrar, por escrito, a situação de análise e as reflexões realizadas, podendo exemplificar com experiências vividas por eles no interior da sala de aula. Possíveis situações de análise: Interrupções inoportunas dos alunos nos vários momentos de explicação do conteúdo escolar pelo professor; conflitos entre alunos e entre professores e alunos que perturbam o ambiente da sala de aula; desrespeito às falas, opiniões e idéias dos colegas prejudicando os trabalhos em grupo; indisciplina em sala de aula - brigas, agressões, roubos, etc. -, desviando o foco de atenção e dificultando a concentração dos alunos; perda de aula por atraso, retirada de sala por indisciplina ou, ainda, suspensões disciplinares, gerando descontinuidade na construção de determinados conhecimentos; não cumprimento de tarefas escolares, não participação em atividades fora do horário regulamentar que auxiliariam na aprendizagem de conteúdos programáticos e outros. (Fonte: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=684 adaptação do texto de Maria Lúcia Weiss, intitulado ―Indisciplina ou problema de aprendizagem?‖). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 227. Em seguida, cada grupo será convidado a realizar a leitura de seus registros, compartilhando-os com a turma. Dando continuidade, o professor e os alunos deverão elaborar uma síntese coletiva sobre os aspectos que facilitam e os que dificultam a aprendizagem na própria sala de aula, relacionando-os às atitudes de respeito e desrespeito às regras combinadas, aos limites colocados, às normas sociais. Atividade 2: Neste momento, o professor deverá propor uma atividade para ampliar a percepção dos alunos acerca do papel do limite na aprendizagem escolar. Para isto, os alunos deverão entrevistar os colegas de outras salas de aula, seguindo um roteiro mais ―aberto‖ de entrevista, ou seja, algumas questões poderão surgir durante o encontro com os entrevistados – alunos de outras salas. Sugerimos algumas questões para compor o roteiro semi-estruturado de entrevista: Em sua opinião, a falta de limites dos alunos prejudica a aprendizagem? Quais comportamentos dos alunos relacionados à falta de limites são mais frequentes em sua sala de aula? (ex: discussões desrespeitosas, brigas, agressões verbais, agressões físicas, desrespeito às opiniões e idéias dos colegas, apelidos pejorativos, interrupções inoportunas nos momentos de explicação da matéria e outros). Quais as consequências destas atitudes dos alunos para o processo de aprendizagem? (ex: notas baixas, dificuldades em relação a alguns conteúdos, não perguntar, não tirar dúvidas com o professor, desviar o foco da atenção, dispersar, não se interessar pela matéria, não conseguir se concentrar, não participar das atividades propostas e outros). Com os dados da entrevista em mãos, alunos e professor deverão organizar as respostas obtidas, acrescentando-as à síntese coletiva elaborada anteriormente. Neste sentido, o trabalho adquire uma identidade mais coletiva, dando visibilidade à relação entre limite e aprendizagem no contexto escolar. Atividade 3: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 228. O professor deverá propor aos alunos a realização de um ―Encontro entre escola e família‖ para socializar o trabalho desenvolvido acerca do papel dos limites na aprendizagem escolar. Pretende-se neste encontro, que família e escola criem alternativas conjuntas, possíveis de serem concretizadas, para lidar com a questão dos limites na educação dos filhos e dos alunos, a fim de favorecer o processo de construção do conhecimento. Os alunos deverão elaborar convites individuais para as famílias e também criar cartazes com frases criativas, que despertem o interesse da comunidade escolar em participar do evento. Os cartazes deverão ser colocados em pontos estratégicos, nos diferentes espaços da escola. Para esta atividade, o professor deverá colocar à disposição dos alunos: cartolinas de cores variadas, pincel atômico, canetas hidrocor, lápis de cor, gravuras diversas para ilustrar os cartazes, tubos de cola e outros, dependendo da criatividade do grupo. Professor e alunos deverão definir os papéis de cada um no dia do encontro: aqueles que farão a explicação de todo o processo desenvolvido para a realização do trabalho e os que ficarão responsáveis pela apresentação da síntese coletiva elaborada pelo grupo de alunos com a colaboração do professor. No decorrer do evento, alguns alunos deverão anotar as proposições da família e da escola para lidar com os limites, de modo a possibilitar a aprendizagem de todos na escola. No momento final, os participantes poderão registrar a sua opinião sobre o evento realizado e fazer novas sugestões para os próximos encontros, fortalecendo assim o vínculo e as relações entre escola e família. Recursos Complementares Professor, como possibilidade de ampliar os seus conhecimentos acerca da relação entre limite e aprendizagem, sugeriu a leitura do texto: ―Limites também geram educação‖, disponível no sítio http://www.webartigos.com/articles/4592/1/Limites-Tambem-Gera Educacao/pagina1.html Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 229. Avaliação A avaliação deverá ser contínua, processual e diagnóstica - acompanhar e avaliar os alunos nas diferentes etapas do processo de aprendizagem, compreender as estratégias utilizadas por eles na construção do conhecimento e organizar formas de intervenção adequadas às reais necessidades dos alunos e que possibilitem avanços na aprendizagem. Auto-avaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos momentos da aula propostos pelo professor. Avaliação dos alunos pelo professor: Respeito aos momentos de fala e de escuta e às opiniões dos colegas. Envolvimento e participação dos alunos nas atividades propostas. O professor deverá verificar se os alunos conseguiram analisar os comportamentos em que a falta de limites sociais prejudica a própria aprendizagem e a de seus colegas e se foram capazes de perceber a relação entre limite e aprendizagem escolar. 7 - RESPEITAR E TRANSGREDIR LIMITES NA VIDA E NA ESCOLA. Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Ética Respeito mútuo Inicial Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1. Expressar os próprios sentimentos em relação à colocação de limites por outras pessoas. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 230. 2. Reconhecer que alguns comportamentos apresentados pelos alunos em sala de aula revelam a dificuldade em aceitar a colocação de limites para as próprias ações. 3. Identificar as estratégias de transgressão utilizadas por si mesmo e pelos colegas para lidar com o limite. 4. Compreender que razão e emoção estão presentes na vivência do limite. Duração das atividades Duas ou mais aulas de 50 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Caro Professor! Para o desenvolvimento desta aula, é necessário trabalhar com os alunos os conceitos de limite, respeito e transgressão. Para isto, produzimos este pequeno texto que poderá subsidiar os momentos de reflexão com os alunos, nas atividades propostas. De acordo com o Dicionário Aurélio, Limite é ―linha de demarcação, raia, divisa, fronteira, ponto que não se deve ou não se pode ultrapassar (...)‖. Também entendemos que limite significa aprender a respeitar a si mesmo e ao outro, aprender a conviver com as regras sociais, aprender a viver em grupo, aprender os valores morais e éticos de uma cultura, aprender a lidar com a frustração, aprender a exercitar a liberdade e a criatividade com responsabilidade, aprender as lições de cidadania! A aprendizagem do limite é um processo contínuo e necessário ao desenvolvimento psicossocial saudável de todas as pessoas. Novamente, de acordo com o ―Aurélio‖, Respeitar é ―tratar com reverência ou acatamento, venerar, honrar, considerar, atender a (...)‖. Muitas vezes nossas atitudes de respeito visam o bem-comum, a ética, a cidadania, os valores, a moral... e isso nos faz sentir muito bem! Outras vezes, respeitamos para obter prestígio e benefícios. Respeitamos por medo de perder o amor do outro, por medo da autoridade e das consequências advindas de comportamentos que rompem com os limites. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 231. Ainda segundo o Dicionário Aurélio, Transgredir significa ―passar além de, atravessar‖, mas também ―desobedecer a, deixar de cumprir, infringir regras (...)‖. Neste sentido, o termo transgressão revela diferentes dimensões, às vezes até contraditórias. De certa forma, todos nós já transgredimos alguma regra, algum limite, num determinado tempo e lugar. Assim, não devemos nos assustar quando percebemos e reconhecemos os comportamentos de transgressão dos alunos. Devemos educá-los para que tomem consciência de seus atos e assumam a responsabilidade e as consequências de suas escolhas! Transgredimos para romper com a ordem estabelecida, para possibilitar fluir o novo, a novidade. Nesse sentido, a transgressão gera mudanças. Mudanças pessoais, sociais, políticas, educacionais... mudanças no campo das artes, da religião, da moda, da cultura em geral. A transgressão também pode produzir efeitos desastrosos na vida das pessoas, de seus grupos de convivência e na sociedade em geral. Exemplo disso é quando ultrapassamos os limites de velocidade colocando em risco a nossa vida e a vida de outras pessoas, quando não respeitamos as proibições de censura, e outros. Estratégias e recursos da aula Atividade 1: O professor deverá iniciar a aula propondo aos alunos um ―aquecimento‖ sobre o tema Limite: O que sentem quando as pessoas proíbem vocês de fazer alguma coisa? De comprar algo? De comer o que desejam? De ir a algum lugar que gostariam muito? De estar com algum amigo? É fácil, é ―gostoso‖ acatar a regra, o limite colocado pelo outro? Professor, outras questões formuladas por você poderão enriquecer este momento de reflexão com os alunos. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 232. Após ouvir atentamente os alunos, o professor deverá organizá-los em círculo. No centro da roda, colocará revistas variadas, gravuras diversas, papel craft, giz de cera, lápis de cor, tesouras, tubos de cola e outros. A tarefa dos alunos será a de representar, através de imagens e/ou desenhos, os sentimentos relacionados à colocação de limites pelos outros. Em seguida, por proximidade, os alunos deverão formar duplas para conversar sobre as suas produções - os sentimentos associados aos limites representados por imagens ou desenhos. As duplas poderão socializar as suas produções [Professor, neste momento é importante trabalhar com os alunos os aspectos da razão e da emoção presentes na vivência dos limites, como por exemplo: Quero muito tomar um sorvete. Fico com raiva quando colocam o limite, dizendo que estou gripado, com dor de garganta e que, por isso, não devo tomá-lo. Apesar da raiva e de ainda desejar o sorvete (emoção), compreendo que nesse momento é melhor deixar de fazê-lo para me curar (razão)]. Os trabalhos produzidos pelos alunos poderão ser expostos em um painel da sala de aula. Atividade 2: Em seguida, cada aluno receberá um texto para fazer a leitura silenciosa e completar as lacunas com palavras escritas na lousa pelo professor: pais, avós, amigos, professores. Texto: Só sei que o papel de __________ é deseducar. Aos ___________ cabe ser chatos. Impor regras. Definir Limites. Dar castigos. Proibir tudo o que é gostoso. Obrigar a comer verduras. Fazer estudar. Não deixar brincar com os amigos. Aos _____________ também cabe ser chatos. Não deixar falar enquanto o outro fala. Obrigar a ficar quieto. Fazer se comportar educadamente. Fazer perguntas e questionar. Fazer pensar. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 233. Aos _____________ cabe o sabor da vida. Levar para tomar banho de chuva. Fazer boneco de lama. Deixar se lambuzar de bala e sorvete. Contar histórias. Aos______________ cabe incentivar a transgressão. Matar aula para jogar. Roubar frutas do vizinho. Ouvir música alta. Não fazer o trabalho escolar. Fonte: http://www.luamansa.com/morrodobacobaco/?tag=transgressao (Texto adaptado). Prosseguindo, o professor solicitará aos alunos que façam a leitura em voz alta de seus textos. Após a leitura, poderão conversar sobre as semelhanças e diferenças relacionadas às palavras escolhidas por eles para preencher as lacunas do texto. O professor poderá incentivá-los a rememorar e a relatar fatos, histórias e experiências vividas pelos alunos, relacionadas ao respeito e à transgressão de limites na escola e fora dela (Professor, este é um momento rico que permite aos alunos ampliar a percepção acerca da influência do papel de cada pessoa na construção de sua identidade. Também possibilita compreender que o respeito e a transgressão dos limites podem ocorrer devido a modelos que são imitados, a comportamentos aprendidos no processo de socialização de cada um, nos encontros e na convivência social com os outros). Atividade 3: O professor deverá convidar os alunos para assistir ao vídeo da fábula Festa no Céu acessando os sítios http://www.youtube.com/watch?v=stLkFXtAhcE&feature=related Festa no Céu – parte 1 Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 234. http://www.youtube.com/watch?v=GLA7TD8pRYM&feature=fvsr Festa no Céu - parte 2. Em seguida, abrirá um debate sobre a transgressão de regras e de limites, colocando algumas questões para desafiar o pensamento dos alunos, partindo da seguinte afirmação: ―A festa no céu é só para bicho que voa e o sapo, que não tem asas para voar, foi para a festa na viola do urubu‖. O que vocês pensam Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 235. acerca desse comportamento do sapo? O que o motivou a agir dessa forma? Quais foram as consequências desse ato? (Professor, de acordo com esta fábula, toda transgressão leva a uma punição, a um castigo. Dessa forma, a transgressão é vista somente sob um aspecto – o de manter a ordem das coisas. Você deverá, então, trabalhar o outro lado da questão, incluindo o aspecto desejável da transgressão, por exemplo, o da criatividade e ousadia). Para isto, você poderá formular outras questões para os alunos: Seria possível pensar que a atitude do sapo foi criativa ao ir para a festa na viola do urubu? Vocês se lembram de algum comportamento - em casa ou na escola -, em que também transgrediram os limites? O que os levou a se comportar assim? O que aconteceu com vocês? Como se sentiram? Ao final do debate, o professor poderá fazer uma síntese oral das principais idéias do grupo. Recursos Complementares Professor, como recurso complementar para esta aula, sugerimos a leitura do texto de Rosely Sayão ―Falta de limites na educação familiar afeta ambiente escolar‖ disponível no sítio http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=11763 Ao acessar o sítio http://www.anped.org.br/reunioes/32ra/arquivos/posteres/GT07- 5334--Int.pdf você encontrará o texto de Elaine de Paula – UFSC, intitulado ―Conformação ou transgressão: as relações das crianças no interior da creche‖ que poderá contribuir para a reflexão sobre o tema da aula. Avaliação A avaliação deverá ser contínua, processual, diagnóstica. Auto-avaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos momentos da aula propostos pelo professor. Avaliação dos alunos pelo professor: Respeito aos momentos de fala e de escuta e às opiniões dos colegas. Envolvimento e participação dos alunos nas atividades propostas. O professor deverá verificar se os alunos conseguiram: expressar de Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 236. forma criativa os próprios sentimentos em relação à colocação de limites pelos outros; identificar as estratégias de transgressão utilizadas para lidar com o limite; compreender que razão e emoção estão presentes na vivência do limite. 8 - É POSSÍVEL VIVER SEM LIMITES? Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Ensino Fundamental Ética Respeito mútuo Inicial Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula 1. Experienciar situações que possibilitem a vivência da falta total de limites e as possíveis consequências daí decorrentes. 2. Perceber o ―caos‖ provocado pela experiência de viver sem limites. 3. Compreender que a colocação de limites pelo outro é um ato de cuidado e proteção. 4. Refletir criticamente sobre a expressão ―Quando o céu é o limite!‖. Duração das atividades Duas ou mais aulas de 50 minutos. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno Caro professor! Para o desenvolvimento desta aula, consideramos importante trabalhar o conceito de ―limite‖ com os alunos. De acordo com o Dicionário Aurélio, Limite é ―linha de demarcação, raia, divisa, fronteira, ponto que não se deve ou não se pode ultrapassar (...)‖. Também entendemos que limite significa aprender a respeitar a si mesmo e ao outro, aprender a conviver com as regras Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 237. sociais, aprender a viver em grupo, aprender os valores morais e éticos de uma cultura, aprender a lidar com a frustração, aprender a exercitar a liberdade e a criatividade com responsabilidade, aprender as lições de cidadania! A aprendizagem do limite é um processo contínuo e necessário ao desenvolvimento psicossocial saudável de todas as pessoas. Estratégias e recursos da aula Atividade 1: O professor iniciará o trabalho do dia, propondo aos alunos um momento de sensibilização do tema. Para isto, deverá convidá-los a assistir ao vídeo sobre uma reportagem da Rede Globo (24 de novembro de 2009) que retrata cenas de vandalismo nas escolas públicas do país, acessando o sítio http://www.youtube.com/watch?v=KbwnjKpIq-Y Após o vídeo, abrirá espaço para que os alunos expressem os seus sentimentos, as suas percepções e os seus pensamentos sobre o que acabaram de assistir. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 238. Atividade 2: Em seguida, o professor solicitará aos alunos que formem grupos para uma atividade de dramatização. A tarefa do grupo será a de criar e representar uma situação imaginária qualquer relacionada à falta total de limites, ocorrida em um dos contextos sociais: espaço da escola (biblioteca, cantina, laboratórios, anfiteatro, sala de aula e outros), da família, da rua (situação no trânsito), do clube, do shopping, da fila do cinema, da feira livre e outros. Os grupos terão um tempo, a ser combinado previamente com o professor, para preparar as apresentações: escolha da situação a ser dramatizada e definição dos papéis de cada aluno do grupo: narrador, atores, sonoplastas dentre outros. Nesse momento do trabalho, espera-se do professor um papel ativo, de mediador das idéias dos alunos. Na sequência, cada grupo fará a dramatização da cena para os colegas e o professor. Terminadas as apresentações pelos grupos, será formada uma grande roda de conversa para os alunos falarem sobre a experiência vivida. Após ouvir os alunos, o professor poderá trazer algumas questões para ampliar a conversa e possibilitar uma reflexão crítica sobre o tema ―limite‖: Para vocês, como seria viver numa sociedade sem limites? Quais as possíveis consequências decorrentes da falta de limites? Como as pessoas se relacionariam? Como seria viver em uma sociedade em que o que vale é a lei do mais forte? Seria possível viver com liberdade total? Para que servem os limites? Conseguem identificar situações em que a colocação de limites pelo outro representou uma forma de amor, cuidado e proteção na vida de vocês? As idéias do grupo referentes a ―limites‖ deverão ser organizadas pelos alunos com a colaboração do professor, para possibilitar a produção de um texto síntese Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 239. que deverá ser escrito na lousa pelo professor e registrado no caderno pelos alunos. Atividade 3: Neste momento da aula o professor deverá trabalhar com os alunos outra concepção de ―Limite‖ ampliando, assim, a reflexão sobre o tema. Esta concepção está relacionada ao movimento que fazemos pela vida para transpor limites (Professor, no desenvolvimento humano, observa-se o esforço de cada pessoa para superar as próprias limitações, para transpor os obstáculos, as barreiras e os limites. Este aspecto relacionado ao limite revela, paradoxalmente, uma nova acepção do termo... e é bom que os alunos aprendam os vários significados das palavras e seus usos sociais historicamente construídos. Dessa forma, poderão exercitar a flexibilidade do pensamento!). Para possibilitar o debate sobre esse outro sentido da palavra, o professor deverá perguntar aos alunos o que entendem acerca da expressão “Quando o céu é o limite!”. Caberá ao professor mediar as opiniões dos alunos, complementando com idéias relacionadas à superação de limites, transposição de obstáculos, conquista de algo que parecia impossível e outras, para possibilitar a reflexão crítica acerca do tema. Como culminância da atividade, o professor deverá apresentar um vídeo- depoimento que mostra as ações de superação de limites de um jovem que teve a mão esquerda destruída por fogos de artifício, acessando o sítio http://www.youtube.com/watch?v=Zf3wzBvpTBw&feature=related Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 240. Recursos Complementares Professor, como recurso complementar para esta aula, sugerimos a leitura do texto ―Sem Limites‖ disponível no sítio http://www.cmisp.com.br/textos- pais/Limites/Sem%20Limites.pdf e também a leitura do texto de Armando Correa de Siqueira Neto, ―Educação sem Limites‖, disponível no sítio http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=895 Indicamos ainda um vídeo Mini documentário ―Crianças sem Limites‖, disponível no sítio http://www.youtube.com/watch?v=Eylq4INh9q4 Avaliação A avaliação deverá ser contínua, processual, diagnóstica. Auto-avaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos momentos da aula propostos pelo professor. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 241. Avaliação dos alunos pelo professor: Respeito aos momentos de fala e de escuta e às opiniões dos colegas. Envolvimento, participação e criatividade dos alunos nas atividades propostas. O professor deverá verificar se os alunos conseguiram: perceber, no momento da dramatização, o ―caos‖ provocado pela experiência de viver sem limites; compreender que o limite colocado pelo outro é um ato de cuidado e proteção; refletir criticamente sobre a expressão ―Quando o céu é o limite!‖, ampliando a compreensão sobre o tema. 9 - BOAS MANEIRAS Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Tema Curricular Ensino Fundamental Inicial Pluralidade Cultural Pluralidade e direitos Arte Visual: Produção do Ensino Fundamental Inicial Artes aluno em arte visual Ensino Fundamental Inicial Pluralidade Cultural Cidadania Relações sociais, Ensino Fundamental Inicial Saúde acordos e limites Papel da interação entre Ensino Fundamental Inicial Alfabetização alunos Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Identificar os direitos e deveres de cada cidadão Compreender as relações sociais, as diferenças e individualidades Analisar situações-problema com relação a indisciplina Avaliar atitudes, comportamentos e decisões tomadas nas situações- problema Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 242. Duração das atividades 01 aula de 50 min. Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno O professor poderá trabalhar com os alunos os direitos e deveres e o regimento escolar. Sugerimos também as aulas: Bullying não é brincadeira! Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=2147 Brincadeira entre colegas tem limite? Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=5308 Estratégias e recursos da aula Problematização O objetivo da aula é fazer com que os alunos reflitam sobre suas atitudes e comportamentos em relação aos colegas, as diferenças entre brincadeira e violência na escola, seus direitos e deveres tanto na escola quanto na sociedade e de que forma ele pode colaborar para viver em harmonia na sociedade atual. O professor deverá questionar a turma sobre o que significa: ―Boas maneiras‖? Exemplos de boas maneiras? Como agir em situações de conflitos com os colegas? Como utilizar ―as boas maneiras‖ no dia a dia e na escola? Atenção Professor! Em Referências e Recursos Complementares indicamos alguns textos para reflexão do professor sobre o tema. Sugerimos também o áudio: Direitos e deveres, que aborda a história de uma professora de São Paulo que resolveu o problema de indisciplina na escola. Caso seja, a realidade na escola, o professor poderá experimentar o mesmo método. Direitos e deveres . Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 243. Instrumentalização Aula 01: Atenção Professor! Organize a sala de aula de forma que os alunos possam formar um círculo no centro da sala e assistir um vídeo de forma confortável, ou seja, espalhe almofadas, colchonetes, pufs, etc. O número de assentos deve ser a metade do número de alunos, para que eles sentem aos pares. É importante que os alunos não estejam presentes quando o professor estiver organizando a sala, para que o professor possa verificar a reação dos alunos no espaço. Reserve cartolina, pincel atômico e fita crepe. Após organizar a sala de aula o professor deverá convidar os alunos para conhecer o espaço. Ao chegar na sala de aula, é provável que os alunos criem tumultos por não haver lugares suficientes a todos, sendo assim sugira que eles sentem em duplas e observe a reação da turma. Após a acomodação de todos, questione os alunos sobre o termo: ―Boas maneiras‖ – o que significa? Solicite que eles falem alguns exemplos. Durante a fala dos alunos, comente o modo como eles adentraram no recinto, como se comportaram na divisão do espaço, a reação deles, etc. À medida que o professor está narrando a cena os alunos deverão informar se as atitudes tomadas estão certas ou erradas. Para contextualizar o tema o professor poderá utilizar o vídeo: “Turma da Mônica em: Boas maneiras” Youtube. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=YHS34tkXdR8 (Acesso em 06 de Out. de 2009). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 244. Após o vídeo questione os alunos: Alguém se identificou com os personagens? Qual personagem? Alguém já vivenciou alguma situação semelhante O que acharam sobre o comportamento dos personagens: Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha, Senhorita Biju? Após a discussão sobre o vídeo, solicite aos alunos que em duplas escrevam nas cartolinas sobre o comportamento: o que é certo e errado, isto é, quais as boas maneiras a serem utilizadas para se viver em harmonia na sociedade atual. Após a atividade monte um mural com os cartazes dos alunos e comentar as situações e resoluções propostas. Atenção professor! Caso a turma esteja em fase de alfabetização os alunos podem utilizar desenhos, recortes de revista e jornais, entre outros. Catarse O professor deverá auxiliar os alunos a elaborar um cartaz sobre as boas maneiras na escola, isto é, os direitos e deveres dos alunos durante as aulas e Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 245. principalmente na hora do recreio, momento onde eles estão mais ativos e podem interagir mais com os colegas. Nesse momento é importante que os alunos citem o que gostam e não gostam nas brincadeiras, os respeito as individualidades, as opiniões, etc. O cartaz deve ficar exposto na sala de aula para que todos possam consultar, e se necessário alterar. Prática social final do conteúdo Os alunos deverão se reunir em pequenos grupos e encenar para escola a lista de ―direitos e deveres‖, contextualizando com situações do cotidiano, ou seja, fatos que ocorrem na sala de aula e no intervalo. Cada grupo ficará responsável por apresentar um aspecto positivo e um negativo. Ao final das apresentações o professor deverá questionar o público presente sobre: O que eles aprenderam? E como aplicar esses exemplos na sociedade? Referências Portal do Professor. Direitos e deveres. Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=1000> (Acesso em 06 de Out. de 2009). Nova Escola. A indisciplina como aliada. Edição 149 – 01/2002. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e- adolescente/comportamento/indisciplina-como-aliada-431399.shtml> (Acesso em 06 de Out. de 2009). Nova Escola. A beira do caos. Edição 218 – 11/2008. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e adolescente/comportamento/beira-caos-431444.shtml>(Acesso em 06 de Out. de 2009). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 246. Recursos Educacionais Nome Tipo Direitos e deveres Áudio Recursos Complementares Turma da Mônica em: Boas maneiras. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=YHS34tkXdR8 (Acesso em 06 de Out. de 2009). Avaliação O professor deverá definir em conjunto com a turma o formato da avaliação e seus critérios. É importante que os alunos façam uma autoavaliação do seu processo de aprendizagem, apontando suas dificuldades e reflexões. Sugerimos alguns critérios de avaliação: Participação nas discussões e atividades Comprometimento com o trabalho Comprometimento com o grupo Organização do grupo Responsabilidade com as tarefas recebidas Respeito pelos colegas Harmonia do grupo Prazo de entrega Criatividade Capricho Organização individual Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 247. 10 - DIREITOS E DEVERES: QUE BICHO É ESSE? CONSTRUINDO NOÇÕES DE DIREITOS E DEVERES COM AS CRIANÇAS. Estrutura Curricular Nível de Ensino Componente Curricular Tema Natureza e sociedade Organização dos grupos Educação Infantil e e seu modo de ser, viver Fundamental e trabalhar Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Com esta aula propõe-se: Explorar brevemente os direitos das crianças; Construir conjuntamente com as crianças a noção de justiça; Incentivar as crianças a perceberem-se como sujeitos de direitos e deveres; Consolidar combinados referentes às regras de convivência do grupo. Duração das atividades 6 aulas Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno As crianças em idade pré-escolar assimilam em sua rotina escolar e familiar a vivência de regras, como necessárias à sua segurança e bem estar; e têm a oportunidade de vivenciar diferentes situações de aprendizagem e lazer. Nesta aula, vê-se o momento propício para explorar o real significado para suas vidas dos deveres, assim como dos direitos que lhes são reservados. É importante que o grupo tenha vivenciado situações que tenham despertado um olhar para as diferentes condições sociais que regem a infância em nosso país, destacando o trabalho infantil. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 248. Estratégias e recursos da aula 1º Momento: Em uma rodinha de conversa, convidar às crianças a pensarem sobre sua rotina em casa e na escola, destacando os deveres que lhes são atribuídos nestes diferentes espaços de convivência. Questioná-las sobre o porquê da existência desses deveres. O professor pode ir questionando as crianças sobre as ações apropriadas para os diferentes espaços que ocupam na escola; destacando as possibilidades de exploração desses. O trabalho deve ser desenvolvido utilizando fotografias das crianças em diferentes espaços na escola. Propor uma pesquisa para casa sobre os significados da palavra ―dever‖, utilizando o dicionário para fundamentar a mesma. PESQUISA: Olá crianças! Estamos vivenciando em nosso grupo um momento muito importante: a construção das regras de convivência. E assim, despertamos nossa curiosidade para a compreensão dos significados da palavra ―DEVER". Agora, com a ajuda de um adulto, pesquise em um dicionário da Língua Portuguesa quais são os significados desta palavra. O registro deverá ser feito pelo adulto, preferencialmente em letra de imprensa. Ao final da pesquisa, procure em revistas as letras necessárias para escrever a palavra ―DEVER" e cole-as no espaço abaixo formulando a escrita da mesma. 2° Momento: Em rodinha, socializar o resultado da pesquisa, destacando os significados pertinentes aos objetivos do trabalho. Já com as fotografias em mãos, o professor socializará as mesmas com o grupo instigando as crianças a pensarem sobre algumas das ações comportamentos possíveis quando estão nos diferentes espaços do ambiente escolar. O resultado pode ser um cartaz com as fotos ilustrando a ocupação dos diversos espaços pelas crianças, placas construídas por elas, com desenhos ou figuras que orientem a utilização dos diferentes espaços (salas de aula, parque, banheiro, corredor, refeitório, etc). Para finalizar, Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 249. o grupo deve realizar alguns combinados que reflitam sua compreensão diante das regras de convivência, sendo destacado que estes permearão toda a trajetória da turma ao longo do ano. 3° Momento: Promover uma contação de história a partir do livro: Os direitos das crianças segundo Ruth Rocha. O livro traz uma leitura dos direitos e deveres das crianças fazendo uso de uma linguagem bem próxima ao universo infantil. Assim, contempla em sua narrativa as brincadeiras e emoções próprias das crianças baseada nas idéias de igualdade universal Caso o professor disponha de fantoches pode utilizar como narradores para despertar o interesse das crianças, ou mesmo criar um personagem e protagonizá-lo. Após a leitura, questionar as crianças sobre o conteúdo do livro: O que contava este livro? Por que a autora resolveu escrever este livro? O que seriam esses direitos? Pra que servem esses direitos? Pode ser proposta uma pesquisa para casa sobre os significados da palavra direito, utilizando para este fim o dicionário da Língua Portuguesa. PESQUISA: Olá turminha! Ao longo dos últimos encontros temos aprendido muito sobre os deveres e direitos das crianças na plenitude de suas vivências. Hoje, vamos pesquisar sobre os significados da palavra ―DIREITO". Para isso, é necessário contar com a ajuda de um adulto; esta pessoa realizará o registro escrito dos significados encontrados. Ao final, procure em revistas as letras necessárias para escrever a palavra "DIREITO" e cole-as no espaço abaixo formulando a escrita da mesma. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 250. 4° Momento: Em rodinha, as crianças irão socializar o resultado da pesquisa. O professor pode promover ainda, um momento para que as crianças possam comparar a escrita das duas palavras pesquisadas: dever e direito, destacando semelhanças e diferenças referentes às grafias das mesmas. É importante ainda, que o professor oportunize um momento para relacionar o contexto dos direitos às situações de trabalho infantil (é necessário que este tema tenha sido explorado previamente). A partir da fala das crianças propor que o grupo explore o texto sobre o direito das crianças. A turma deverá ser organizada em pequenos grupos, de modo que cada um destes possam trabalhar com uma parte do texto. As crianças irão ilustrar o texto procurando em revistas figuras condizentes às falas e/ou desenhando de acordo com a mensagem de cada direito garantido. O resultado deve ser apresentado à toda a comunidade escolar de maneira que o trabalho fique exposto para apreciação. Para finalizar, conversar com as crianças sobre a aprendizagem dos últimos dias, destacando que a nossa convivência é orientada de acordo não apenas com os deveres de cada um, mas também, com base nos direitos assegurados às pessoas. 5° Momento: Convidar as crianças a elaborarem um texto coletivo que relate o movimento vivenciado pelo grupo na discussão sobre os direitos e deveres que lhes são reservados, remetendo-se às suas vivências, destacando aquilo que mais gostam de fazer e que acreditam que todas as crianças deveriam ter a oportunidade de vivenciar. (Este momento é opcional, devendo o professor avaliar se seria interessante às crianças esta atividade. É importante que o tema não se torne exaustivo, por isso a sugestão em caráter opcional) Recursos: Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 251. Livro: ―Os direitos das crianças‖, de Ruth Rocha; Editora Cia das Letrinhas; Cartolina ou papel kraft; Canetinha, lápis de cor, giz de cera; Fantoche (se houver na escola). Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 252. Recursos Complementares Não há necessidade de recursos complementares Avaliação O professor realizará as seguintes observações: A criança demonstrou interesse pelo tema em questão; A criança interagiu com o assunto trabalhado; A criança foi capaz de expressar sua opinião na discussão do tema; A criança conseguiu relatar fatos de sua vida ao descrever sua rotina; A criança demonstrou assimilar os deveres a ela atribuídos; A criança foi capaz de perceber-se como sujeito de desejos, caracterizando-os como direitos a uma vivência feliz. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 253. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao partilharmos esse trabalho é importante lembrar que cada educador deve analisar, refletir, ampliar o que expomos, acrescentando, inclusive, novas observações, a partir de sua própria experiência em sala de aula. O importante é buscar conhecer o grupo, seus valores, sua história e referências, para que suas necessidades sejam compreendidas e o objetivo deste trabalho seja alcançado. É fundamental que compreendamos que cada grupo, seja de aluno, professores ou famílias seguem um processo próprio, portanto, têm características próprias, diferem entre sim, não há grupos melhores ou piores. Há formas diversas de ver o mundo e estar nele. A partir deste diagnóstico do grupo de suas necessidades, você pode fazer o seu planejamento, calcado nas temáticas básicas. Lembre-se, de que o planejamento está sujeito continuamente a modificações e revisões. Lembramos ainda a importância do planejamento conjunto, discutido previamente pela equipe, para que haja consenso, assimilação dos objetivos e efetividade do trabalho. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 254. REFERENCIAS HAYNES, J.M & MARODIN, M.. Fundamentos da mediação familiar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. SCHNITMAN, D.F.. Novos paradigmas na resolução de conflitos. In: Schnitman, D.F. & Littlejohn, S. (org.) Novos paradigmas em mediação. Porto Alegre: Artmed Editora, 1999. STEINBERG, Laurence. 10 princípios básicos para educar os filhos. Rio de Janeiro: Sextante, 2005. TIBA, Içami. Conversas com Içami Tiba: volume 1. São Paulo: Integrare, 2008. ZAGURY, Tania. Limites sem trauma. Rio de Janeiro: Recordista, 2006. WARAT, L.A.. O ofício do mediador. Florianópolis: Habitus, 2001. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins
  • 255. Serviço de Orientação Educacional – Diretoria Regional de Ensino de Araguatins

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