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Teologia Sistemática 2 O Que Cremos Acerca de Jesus Cristo C – Expiação de Jesus Prof. Felippe Carneiro Leão Designer Instrucional Prof. Milton JB Sobreiro
John Wesley disse que a expiação é um enfoque ardente da fé cristã, que é o todo do cristianismo e acrescentou que não há nada melhor no cristianismo que ter um conceito adequado sobre a expiação.
Expiação refere-se à restauração do relacio-namento pessoal com uma reconciliação. O termo propiciação tem raiz  pagã. Paulo deixa em Romanos que não foi o ser humano quem tomou a iniciativa, mas o próprio Deus, contrário aos ritos pagãos.
Deus ama o pecador, porém, odeia o pecado. Esta verdade está na cruz de Cristo, que é verdadeira propiciação pelos nossos pecados.   A propiciação está dirigida à natureza divina, enquanto a expiação à lei divina.
O significado de Redenção é comprar de novo, no sentido de se recuperar algo perdido, comprando-o. Comprar algo ou alguém, tirando do lugar onde estava, libertando.
Três Elementos comuns da Redenção: A posição de escravidão do ser humano; O preço a ser pago pelo redentor; O resultado para o crente: liberdade.
Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: Expiação é o único método para resolver problema do pecado. Resposta de Deus para a queda da raça humana.
Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: 2.   A expiação foi projetada com infinita sabedoria, motivada pelo infinito amor de Deus, dotada de poder infinito, portanto, oferece infinitos recursos para resolver todos os aspectos do pecado.
Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: Princípio da Dupla Revelação:        Caráter e Natureza de Deus;         Santidade e Amor de Deus. Na cruz Deus falou do ódio do pecado e do seu amor para com o pecador.
Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: 4.    Um conceito adequado de expiação deve conter a concepção da dimensão do problema e encontrar uma solução completa. É necessário visualizar o propósito de um Deus Santo.
Teorias da Expiação na História: As primeiras teorias surgiram no período que está entre a Igreja Primitiva e seu caminhar pelos três primeiros séculos, com pensamentos dispersos de várias pessoas, como o caso de Irineu, Orígenes e Tertuliano.
Teorias da Expiação na História: Irineu (130(?) d.C. – 200 (?) d.C.) – Ásia. Da mesma maneira que Adão foi o primeiro representante da raça humana, Cristo teria sido o segundo. Adão foi exposto ao inimigo e caiu... Cristo foi exposto ao inimigo e triunfou.
Teorias da Expiação na História: Irineu (130(?) d.C. – 200 (?) d.C.) – Ásia. Enquanto representantes da raça humana, da mesma forma que a desobediência do primeiro a fez cair, a vitória na cruz do segundo a resgatou.
Teorias da Expiação na História: Orígenes (185(?) d.C. – 253 (?) d.C.) – Alexandria – Egito / Tiro Postula que a raça humana teria sido escravizada por Satanás, então Cristo paga o resgate, mas não a Deus, e sim ao próprio Satanás.
Teorias da Expiação na História: Alguns levaram ao extremo, ao ponto de afirmar que Satanás havia sido enganado, porque não levou em conta a ressurreição. O valor da teoria de Orígenes está no fato de que aponta para a necessidade de propiciação, o erro está a quem o pagamento foi oferecido.
Teorias da Expiação na História: Anastásio de Alexandria reconhece o erro de seu predecessor e faz a devida correção, colocando que a dívida havia sido paga para com Deus.
Teorias da Expiação na História: Avançando na cronologia histórica, temos o enclausura mento do Império Romano em feudos, dados às invasões bárbaras ocorridas na Europa por volta do séc. IV. Dadas às condições de isolamento impostas à Igreja, muitas teorias foram desenvolvidas sem que pudessem ser trabalhadas teologicamente com mais rigor.
Teorias da Expiação na História: O Período Medieval é marcado por uma profunda valorização da honra, e, por isso, Deus teria que punir o pecado para satisfazer a própria honra. Se a honra não fosse obtida, o homem seria eternamente punido, restando, como única alternativa, dar satisfação para obter a honra necessária, conquistada com o sacrifício de Jesus Cristo. E como Ele não precisava ter mérito, este fora transferido ao ser humano, purificando-o do pecado.
Teorias da Expiação na História: Anselmo, nascido em Aosta, hoje uma região da Itália, em 1033, é tido como um dos iniciadores da tradição escolástica. Apresenta a Teoria da Satisfação e coloca Deus como soberano absoluto, governador do Universo que, para mantê-lo em ordem, estabelece leis. O pecado passa a ser concebido como uma rebelião contra o supremo governo, tratando-se de uma ofensa contra a honra de Deus.
Teorias da Expiação na História: Anselmo, nascido em Aosta, hoje uma região da Itália, em 1033, é tido como um dos iniciadores da tradição escolástica. Apresenta a Teoria da Satisfação e coloca Deus como soberano absoluto, governador do Universo que, para mantê-lo em ordem, estabelece leis. O pecado passa a ser concebido como uma rebelião contra o supremo governo, tratando-se de uma ofensa contra a honra de Deus.
Teorias da Expiação na História: Pedro Abelardo (1079-1142) - França Um dos mais ilustres teólogos e filósofos da época. Teoria da Influência Moral:  o sofrimento de Jesus Cristo não fora para satisfazer a lei ou a natureza de Deus, teria sido destinada à natureza psicológica do homem. Demonstração do amor divino objetivando quebrantar o coração do homem e aplacar sua rebeldia.
Teorias da Expiação na História: Pedro Abelardo (1079-1142) – França Não é teologicamente uma teoria adequada, senão por introduzir o conceito de amor e não temor com respeito ao amor de Deus. O que ocorreu na cruz foi mais que uma demonstração de amor.
Teorias da Expiação na História: A História não para e, saindo do período medieval, entramos na Idade Moderna, marcada pelo Iluminismo,  baseado no pensamento cientificista, exacerbação do método. Momento de contestação e novas formulações do pensamento.
Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Teólogo pré-cartesiano, considerado um dos precursores da língua francesa. Propõe a Teoria da Satisfação Penal: Cristo recebe o castigo por nossos pecados e o utilizou para punir o pecador.
Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Teoria da Satisfação Penal: 1º O pecado merece ser castigado por aquilo que é em si mesmo; 2º A natureza de Deus é santa, por isso exige o castigo do pecado.
Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Teoria da Satisfação Penal: Esta teoria o levou ao erro da expiação limitada, onde Jesus Cristo pagou o preço dos eleitos, porque se pagasse por todos, teria sido injusto.
Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Isto coloca uma questão: Por quem Cristo morreu? Se não morreu por todos nós, então a expiação é limitada, e esta posição leva ao antinomianismo, porque se a justiça de Cristo é somente para o eleito, o pecador não deve obedecer.
Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Os Países Baixos receberam protestantes de todas as regiões da Europa, fugitivos da Inquisição, e que teve no Calvinismo a sua expressão de início, através da Igreja Reformada da Holanda.
Teorias da Expiação na História: Hugo Grócio (1583 – 1645) – Países Baixos Teoria Governamental (1583) Deus como governante supremo do Universo tem a responsabilidade de manter o domínio do seu governo. A morte de Jesus Cristo deixa de ser castigo por nossos pecados e passa a ser castigo para manutenção do domínio de seu governo.
Teorias da Expiação na História: Dr. Augustus Hopkins Strong (1836 – 1921) – Países Baixos Ministro batista e teólogo norte-americano, postula a Teoria Ética, centrada no caráter de Deus.
Teorias da Expiação na História: Dr. Augustus Hopkins Strong (1836 – 1921) – Países Baixos Teoria Ética – Dois Temas Principais A Santidade de Deus A Humanidade de Cristo
Teorias da Expiação na História: Dr. Augustus Hopkins Strong (1836 – 1921) – Países Baixos Teoria Ética – Dois Temas Principais A expiação foi destinada a atender buscas da natureza divina por meio da substituição do sofrimento de Cristo, mas deve ser identificada com a humanidade. Baseada na Santidade de Deus e no Amor de Cristo.
Teorias da Expiação na História: Olin Alfred Curtis (1850 – 1918) – EUA Teoria Racial O objetivo da expiação é a nova humanidade, permitida pela morte de Cristo, ficando no centro desta nova raça.
Teorias da Expiação na História: GustafHildebrandAulen Emanuel (1879 – 1977) – Suécia Foi bispo de Strängnäs na Igreja da Suécia, teólogo e autor de “Christus Victor”, trabalho que influencia o pensamento teológico contemporâneo sobre a Expiação, conhecido por Teoria Clássica.
Teorias da Expiação na História: GustafHildebrandAulen Emanuel (1879 – 1977) – Suécia Teoria Clássica. Propõe que havia um conflito cósmico entre as forças da justiça e os poderes do mal, onde a expiação representa o conflito e a vitória de Cristo na luta contra os poderes do mal.
Teorias da Expiação na História: Estudadas as várias teorias da expiação, vamos trabalhar o tema sob perspectiva wesleyana, base da Doutrina de Santidade, centro da visão da Igreja do Nazareno.
Teorias da Expiação na História: Wesley não desenvolveu uma teologia sistemática sobre a expiação, mas vê dificuldades de interpretação na Satisfação Penal, assim como para relacioná-la à outras doutrinas da salvação, então enumera algumas debilidades percebidas:
Teorias da Expiação na História: 1. Eata teoria enfoca a justiça divina como essência básica da natureza de Deus; 2. Na Satisfação Penal, o pecado está separado do pecador, para Wesley pecado e pecador são indissociáveis;
Teorias da Expiação na História: 3. Transita por dois eixos falsos: 3.1. O Universalismo -  toda a raça humana é livre, e a expiação limitada, Cristo não morreu por todos, por decreto de Deus; 3.2.  No Calvinismo a graça é o resultado do arrependimento, este da regeneração. Para Wesley o arrependimento precede a graça regeneradora, trabalhada pela graça preveniente.
Teorias da Expiação na História: 4. A Satisfação Penal torna desnecessária a santificação. O amor de Deus é sujeito à sua vontade, assim escolhe amar e não amar a uns ou a outros. Wesley vê o amor de Deus como manifestação de Sua natureza e não sujeito à sua vontade.
Teorias da Expiação na História: Sustentação da Perspectiva Wesleyana Três funções do ofício de Jesus dizem respeito às nossas necessidades básicas: 1. Necessidade de conhecer a Deus, suprida pelo ofício de Jesus enquanto profeta;
Teorias da Expiação na História: Sustentação da Perspectiva Wesleyana 2. Necessidade de reconciliação com Deus, completada pelo ofício de Jesus como sacerdote; 3. Necessidade de liberdade da escravidão do pecado, dada pelo ofício de Jesus como Rei.
Teorias da Expiação na História: Sustentação da Perspectiva Wesleyana Cada um com um aspecto objetivo e outro subjetivo: Objetivo por Jesus... Subjetivo enquanto dependente da resposta do ser humano.
Jesus assume vários papéis concomitantes junto a nós Profeta Revela as verdades divinas em seus ensinamentos e em sua pessoa; Clímax do movimento profético iniciado por Moisés; A perfeição da revelação divina fechando o cânon;   Perfeição da Lei e do Evangelho; Reflete a natureza humana;
Jesus assume vários papéis concomitantes junto a nós Profeta Nele estão o bem e a felicidade; Manifestação perfeita de Deus e do homem; Jesus reflete a fragilidade da Lei ao colocar o pecado no coração humano; Pregar a Cristo envolve pregar a Lei e o Evangelho, o amor de Deus e os mandamentos.
Jesus assume vários papéis concomitantes junto a nós Sacerdote Mais ligado à questão da expiação, afinal, uma das funções do sacerdote era a de fazer sacrifício pelo povo além da intercessão. É o construtor de pontes, conceito envolvido na reconciliação, com a necessidade de transpor o abismo criado entre nós e Deus pelo pecado.
Deus tem problema com o pecado, quando o pecado acha solução,   então é mais sujeito à ira de Deus, o que leva a mudar a relação entre Deus e o homem. Como conciliar pecado com Deus santo?
O Novo Testamento não fala que Jesus fora castigado, mas sim de seu sofrimento. A obra de Jesus afeta nossa salvação de duas maneiras: ,[object Object]
Por RepresentaçãoConceitos importantes na perspectivas wesleyanas.
Jesus se identificou com o pecador intimamente e pode representá-lo. O pecador se identifica com seu representante e usa a expressão com Cristo, no NT.
Os herdeiros das alianças eram os que se identificavam com seu representante, deveriam ter revalidado a aliança ou afirmar sua aliança com o representante. Alianças foram realizadas com representantes: Noé; Abraão; Isaque; Jacó...
Outro exemplo é o que se vê nas cerimônias levíticas, quando o sacerdote põe as mãos sobre o sacrifício para identificarem-se.
Jesus é identificado com o pecador Na Encarnação; Na Circuncisão; No Batismo; Na Morte; Com a finalidade de representá-lo.
Irineu diz que Adão nos representou, mas representou mal, e Jesus, como segundo Adão, nos representa com perfeição. Assim, da mesma maneira  que recebemos as consequências do pecado adâmico, temos os benefícios da vitória de Cristo.
Jesus morreu na cruz pelos nossos pecados, porém não no sentido de receber uma punição, mas, sim, em nosso benefício. É diferente receber um castigo ou sofrer como nosso representante. A base da relação se dá com aqueles que se identificam com Cristo, sacerdote perfeito que ofereceu sacrifício perfeito.
Temos uma aliança superior pela perfeição do sacerdote e perfeição do sacrifício, moral e voluntário. O homem se identificava com o sacrifício, simbolicamente sem defeitos, que se oferecia a Deus;
Definitivo e eficaz; O sacrifício já se ofereceu; O pecador já se identificou com ele. A expiação é obra da graça porque Deus tomou a iniciativa. Temporário e ritualístico; Pecador identificado com o sacrifício, no momento de sua entrega a Deus;
Dr. H. R. Dunning, primeiro nazareno a postular a Doutrina da Expiação, coloca que os conceitos de identificação e representação se harmonizam melhor com a salvação.
Dr. H. R. Dunning - Doutrina da Expiação Jesus inicia seu ofício após a ressurreição. Não tem a ver com sua posição na trindade, mas sim, em relação ao seu reino e para a sua expansão. Seu ofício foi prefigurado na aliança de Deus com o reinado de Davi, quando os inimigos do povo de Deus foram derrotados. As promessas de Deus para seu povo se realizaram por meio do Rei Jesus, e por seu intermédio seus inimigos foram derrotados.
Dr. H. R. Dunning - Doutrina da Expiação A História, segundo o NT pode ser dividida em duas partes: ,[object Object]
O Reino de Deus.Esta mudança foi iniciada com a morte de Jesus, porém, o triunfo do Reino de Deus não está completa, pois, ambos os reinos existem paralelamente, mas pela Graça de Cristo é possível o domínio sobre o pecado.

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STNB - TS2 - M2 - C - Expiação de Jesus Cristo

  • 1. Teologia Sistemática 2 O Que Cremos Acerca de Jesus Cristo C – Expiação de Jesus Prof. Felippe Carneiro Leão Designer Instrucional Prof. Milton JB Sobreiro
  • 2. John Wesley disse que a expiação é um enfoque ardente da fé cristã, que é o todo do cristianismo e acrescentou que não há nada melhor no cristianismo que ter um conceito adequado sobre a expiação.
  • 3. Expiação refere-se à restauração do relacio-namento pessoal com uma reconciliação. O termo propiciação tem raiz  pagã. Paulo deixa em Romanos que não foi o ser humano quem tomou a iniciativa, mas o próprio Deus, contrário aos ritos pagãos.
  • 4. Deus ama o pecador, porém, odeia o pecado. Esta verdade está na cruz de Cristo, que é verdadeira propiciação pelos nossos pecados.   A propiciação está dirigida à natureza divina, enquanto a expiação à lei divina.
  • 5. O significado de Redenção é comprar de novo, no sentido de se recuperar algo perdido, comprando-o. Comprar algo ou alguém, tirando do lugar onde estava, libertando.
  • 6. Três Elementos comuns da Redenção: A posição de escravidão do ser humano; O preço a ser pago pelo redentor; O resultado para o crente: liberdade.
  • 7. Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: Expiação é o único método para resolver problema do pecado. Resposta de Deus para a queda da raça humana.
  • 8. Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: 2. A expiação foi projetada com infinita sabedoria, motivada pelo infinito amor de Deus, dotada de poder infinito, portanto, oferece infinitos recursos para resolver todos os aspectos do pecado.
  • 9. Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: Princípio da Dupla Revelação: Caráter e Natureza de Deus; Santidade e Amor de Deus. Na cruz Deus falou do ódio do pecado e do seu amor para com o pecador.
  • 10. Princípios aplicáveis às Teorias da Expiação: 4. Um conceito adequado de expiação deve conter a concepção da dimensão do problema e encontrar uma solução completa. É necessário visualizar o propósito de um Deus Santo.
  • 11. Teorias da Expiação na História: As primeiras teorias surgiram no período que está entre a Igreja Primitiva e seu caminhar pelos três primeiros séculos, com pensamentos dispersos de várias pessoas, como o caso de Irineu, Orígenes e Tertuliano.
  • 12. Teorias da Expiação na História: Irineu (130(?) d.C. – 200 (?) d.C.) – Ásia. Da mesma maneira que Adão foi o primeiro representante da raça humana, Cristo teria sido o segundo. Adão foi exposto ao inimigo e caiu... Cristo foi exposto ao inimigo e triunfou.
  • 13. Teorias da Expiação na História: Irineu (130(?) d.C. – 200 (?) d.C.) – Ásia. Enquanto representantes da raça humana, da mesma forma que a desobediência do primeiro a fez cair, a vitória na cruz do segundo a resgatou.
  • 14. Teorias da Expiação na História: Orígenes (185(?) d.C. – 253 (?) d.C.) – Alexandria – Egito / Tiro Postula que a raça humana teria sido escravizada por Satanás, então Cristo paga o resgate, mas não a Deus, e sim ao próprio Satanás.
  • 15. Teorias da Expiação na História: Alguns levaram ao extremo, ao ponto de afirmar que Satanás havia sido enganado, porque não levou em conta a ressurreição. O valor da teoria de Orígenes está no fato de que aponta para a necessidade de propiciação, o erro está a quem o pagamento foi oferecido.
  • 16. Teorias da Expiação na História: Anastásio de Alexandria reconhece o erro de seu predecessor e faz a devida correção, colocando que a dívida havia sido paga para com Deus.
  • 17. Teorias da Expiação na História: Avançando na cronologia histórica, temos o enclausura mento do Império Romano em feudos, dados às invasões bárbaras ocorridas na Europa por volta do séc. IV. Dadas às condições de isolamento impostas à Igreja, muitas teorias foram desenvolvidas sem que pudessem ser trabalhadas teologicamente com mais rigor.
  • 18. Teorias da Expiação na História: O Período Medieval é marcado por uma profunda valorização da honra, e, por isso, Deus teria que punir o pecado para satisfazer a própria honra. Se a honra não fosse obtida, o homem seria eternamente punido, restando, como única alternativa, dar satisfação para obter a honra necessária, conquistada com o sacrifício de Jesus Cristo. E como Ele não precisava ter mérito, este fora transferido ao ser humano, purificando-o do pecado.
  • 19. Teorias da Expiação na História: Anselmo, nascido em Aosta, hoje uma região da Itália, em 1033, é tido como um dos iniciadores da tradição escolástica. Apresenta a Teoria da Satisfação e coloca Deus como soberano absoluto, governador do Universo que, para mantê-lo em ordem, estabelece leis. O pecado passa a ser concebido como uma rebelião contra o supremo governo, tratando-se de uma ofensa contra a honra de Deus.
  • 20. Teorias da Expiação na História: Anselmo, nascido em Aosta, hoje uma região da Itália, em 1033, é tido como um dos iniciadores da tradição escolástica. Apresenta a Teoria da Satisfação e coloca Deus como soberano absoluto, governador do Universo que, para mantê-lo em ordem, estabelece leis. O pecado passa a ser concebido como uma rebelião contra o supremo governo, tratando-se de uma ofensa contra a honra de Deus.
  • 21. Teorias da Expiação na História: Pedro Abelardo (1079-1142) - França Um dos mais ilustres teólogos e filósofos da época. Teoria da Influência Moral:  o sofrimento de Jesus Cristo não fora para satisfazer a lei ou a natureza de Deus, teria sido destinada à natureza psicológica do homem. Demonstração do amor divino objetivando quebrantar o coração do homem e aplacar sua rebeldia.
  • 22. Teorias da Expiação na História: Pedro Abelardo (1079-1142) – França Não é teologicamente uma teoria adequada, senão por introduzir o conceito de amor e não temor com respeito ao amor de Deus. O que ocorreu na cruz foi mais que uma demonstração de amor.
  • 23. Teorias da Expiação na História: A História não para e, saindo do período medieval, entramos na Idade Moderna, marcada pelo Iluminismo, baseado no pensamento cientificista, exacerbação do método. Momento de contestação e novas formulações do pensamento.
  • 24. Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Teólogo pré-cartesiano, considerado um dos precursores da língua francesa. Propõe a Teoria da Satisfação Penal: Cristo recebe o castigo por nossos pecados e o utilizou para punir o pecador.
  • 25. Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Teoria da Satisfação Penal: 1º O pecado merece ser castigado por aquilo que é em si mesmo; 2º A natureza de Deus é santa, por isso exige o castigo do pecado.
  • 26. Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Teoria da Satisfação Penal: Esta teoria o levou ao erro da expiação limitada, onde Jesus Cristo pagou o preço dos eleitos, porque se pagasse por todos, teria sido injusto.
  • 27. Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Isto coloca uma questão: Por quem Cristo morreu? Se não morreu por todos nós, então a expiação é limitada, e esta posição leva ao antinomianismo, porque se a justiça de Cristo é somente para o eleito, o pecador não deve obedecer.
  • 28. Teorias da Expiação na História: João Calvino (1509 – 1564) – França Os Países Baixos receberam protestantes de todas as regiões da Europa, fugitivos da Inquisição, e que teve no Calvinismo a sua expressão de início, através da Igreja Reformada da Holanda.
  • 29. Teorias da Expiação na História: Hugo Grócio (1583 – 1645) – Países Baixos Teoria Governamental (1583) Deus como governante supremo do Universo tem a responsabilidade de manter o domínio do seu governo. A morte de Jesus Cristo deixa de ser castigo por nossos pecados e passa a ser castigo para manutenção do domínio de seu governo.
  • 30. Teorias da Expiação na História: Dr. Augustus Hopkins Strong (1836 – 1921) – Países Baixos Ministro batista e teólogo norte-americano, postula a Teoria Ética, centrada no caráter de Deus.
  • 31. Teorias da Expiação na História: Dr. Augustus Hopkins Strong (1836 – 1921) – Países Baixos Teoria Ética – Dois Temas Principais A Santidade de Deus A Humanidade de Cristo
  • 32. Teorias da Expiação na História: Dr. Augustus Hopkins Strong (1836 – 1921) – Países Baixos Teoria Ética – Dois Temas Principais A expiação foi destinada a atender buscas da natureza divina por meio da substituição do sofrimento de Cristo, mas deve ser identificada com a humanidade. Baseada na Santidade de Deus e no Amor de Cristo.
  • 33. Teorias da Expiação na História: Olin Alfred Curtis (1850 – 1918) – EUA Teoria Racial O objetivo da expiação é a nova humanidade, permitida pela morte de Cristo, ficando no centro desta nova raça.
  • 34. Teorias da Expiação na História: GustafHildebrandAulen Emanuel (1879 – 1977) – Suécia Foi bispo de Strängnäs na Igreja da Suécia, teólogo e autor de “Christus Victor”, trabalho que influencia o pensamento teológico contemporâneo sobre a Expiação, conhecido por Teoria Clássica.
  • 35. Teorias da Expiação na História: GustafHildebrandAulen Emanuel (1879 – 1977) – Suécia Teoria Clássica. Propõe que havia um conflito cósmico entre as forças da justiça e os poderes do mal, onde a expiação representa o conflito e a vitória de Cristo na luta contra os poderes do mal.
  • 36. Teorias da Expiação na História: Estudadas as várias teorias da expiação, vamos trabalhar o tema sob perspectiva wesleyana, base da Doutrina de Santidade, centro da visão da Igreja do Nazareno.
  • 37. Teorias da Expiação na História: Wesley não desenvolveu uma teologia sistemática sobre a expiação, mas vê dificuldades de interpretação na Satisfação Penal, assim como para relacioná-la à outras doutrinas da salvação, então enumera algumas debilidades percebidas:
  • 38. Teorias da Expiação na História: 1. Eata teoria enfoca a justiça divina como essência básica da natureza de Deus; 2. Na Satisfação Penal, o pecado está separado do pecador, para Wesley pecado e pecador são indissociáveis;
  • 39. Teorias da Expiação na História: 3. Transita por dois eixos falsos: 3.1. O Universalismo - toda a raça humana é livre, e a expiação limitada, Cristo não morreu por todos, por decreto de Deus; 3.2. No Calvinismo a graça é o resultado do arrependimento, este da regeneração. Para Wesley o arrependimento precede a graça regeneradora, trabalhada pela graça preveniente.
  • 40. Teorias da Expiação na História: 4. A Satisfação Penal torna desnecessária a santificação. O amor de Deus é sujeito à sua vontade, assim escolhe amar e não amar a uns ou a outros. Wesley vê o amor de Deus como manifestação de Sua natureza e não sujeito à sua vontade.
  • 41. Teorias da Expiação na História: Sustentação da Perspectiva Wesleyana Três funções do ofício de Jesus dizem respeito às nossas necessidades básicas: 1. Necessidade de conhecer a Deus, suprida pelo ofício de Jesus enquanto profeta;
  • 42. Teorias da Expiação na História: Sustentação da Perspectiva Wesleyana 2. Necessidade de reconciliação com Deus, completada pelo ofício de Jesus como sacerdote; 3. Necessidade de liberdade da escravidão do pecado, dada pelo ofício de Jesus como Rei.
  • 43. Teorias da Expiação na História: Sustentação da Perspectiva Wesleyana Cada um com um aspecto objetivo e outro subjetivo: Objetivo por Jesus... Subjetivo enquanto dependente da resposta do ser humano.
  • 44. Jesus assume vários papéis concomitantes junto a nós Profeta Revela as verdades divinas em seus ensinamentos e em sua pessoa; Clímax do movimento profético iniciado por Moisés; A perfeição da revelação divina fechando o cânon;   Perfeição da Lei e do Evangelho; Reflete a natureza humana;
  • 45. Jesus assume vários papéis concomitantes junto a nós Profeta Nele estão o bem e a felicidade; Manifestação perfeita de Deus e do homem; Jesus reflete a fragilidade da Lei ao colocar o pecado no coração humano; Pregar a Cristo envolve pregar a Lei e o Evangelho, o amor de Deus e os mandamentos.
  • 46. Jesus assume vários papéis concomitantes junto a nós Sacerdote Mais ligado à questão da expiação, afinal, uma das funções do sacerdote era a de fazer sacrifício pelo povo além da intercessão. É o construtor de pontes, conceito envolvido na reconciliação, com a necessidade de transpor o abismo criado entre nós e Deus pelo pecado.
  • 47. Deus tem problema com o pecado, quando o pecado acha solução,   então é mais sujeito à ira de Deus, o que leva a mudar a relação entre Deus e o homem. Como conciliar pecado com Deus santo?
  • 48.
  • 49. Por RepresentaçãoConceitos importantes na perspectivas wesleyanas.
  • 50. Jesus se identificou com o pecador intimamente e pode representá-lo. O pecador se identifica com seu representante e usa a expressão com Cristo, no NT.
  • 51. Os herdeiros das alianças eram os que se identificavam com seu representante, deveriam ter revalidado a aliança ou afirmar sua aliança com o representante. Alianças foram realizadas com representantes: Noé; Abraão; Isaque; Jacó...
  • 52. Outro exemplo é o que se vê nas cerimônias levíticas, quando o sacerdote põe as mãos sobre o sacrifício para identificarem-se.
  • 53. Jesus é identificado com o pecador Na Encarnação; Na Circuncisão; No Batismo; Na Morte; Com a finalidade de representá-lo.
  • 54. Irineu diz que Adão nos representou, mas representou mal, e Jesus, como segundo Adão, nos representa com perfeição. Assim, da mesma maneira que recebemos as consequências do pecado adâmico, temos os benefícios da vitória de Cristo.
  • 55. Jesus morreu na cruz pelos nossos pecados, porém não no sentido de receber uma punição, mas, sim, em nosso benefício. É diferente receber um castigo ou sofrer como nosso representante. A base da relação se dá com aqueles que se identificam com Cristo, sacerdote perfeito que ofereceu sacrifício perfeito.
  • 56. Temos uma aliança superior pela perfeição do sacerdote e perfeição do sacrifício, moral e voluntário. O homem se identificava com o sacrifício, simbolicamente sem defeitos, que se oferecia a Deus;
  • 57. Definitivo e eficaz; O sacrifício já se ofereceu; O pecador já se identificou com ele. A expiação é obra da graça porque Deus tomou a iniciativa. Temporário e ritualístico; Pecador identificado com o sacrifício, no momento de sua entrega a Deus;
  • 58. Dr. H. R. Dunning, primeiro nazareno a postular a Doutrina da Expiação, coloca que os conceitos de identificação e representação se harmonizam melhor com a salvação.
  • 59. Dr. H. R. Dunning - Doutrina da Expiação Jesus inicia seu ofício após a ressurreição. Não tem a ver com sua posição na trindade, mas sim, em relação ao seu reino e para a sua expansão. Seu ofício foi prefigurado na aliança de Deus com o reinado de Davi, quando os inimigos do povo de Deus foram derrotados. As promessas de Deus para seu povo se realizaram por meio do Rei Jesus, e por seu intermédio seus inimigos foram derrotados.
  • 60.
  • 61. O Reino de Deus.Esta mudança foi iniciada com a morte de Jesus, porém, o triunfo do Reino de Deus não está completa, pois, ambos os reinos existem paralelamente, mas pela Graça de Cristo é possível o domínio sobre o pecado.
  • 62. O triunfo de Jesus na cruz é a base da Doutrina da Inteira Santificação. Na cruz Ele tratou o problema da culpa e do poder, consequentemente, do pecado, dando a nossa santificação e glorificação, respectivamente. Alguns dizem que o Reino de Deus está completo e outros que virá mais tarde, os dispensacionalistas o identificam com o nacionalismo judaico, porém, a melhor posição é a que diz que já foi inaugurado, mas será consumado no futuro.
  • 63. E aquele que não se identifica com Cristo? A Bíblia diz que não há salvação, mas separação. Calvino disse que havia dupla predestinação: uma para salvação, outra para perdição.   John Wesley postula que a salvação é provisoriamente para todos e depende da identificação do ser humano com Cristo, para obter salvação ou a condenação. Embora pessoal, a relação entre o homem e Deus tem implicações comunitárias.