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Timor leste. Timor leste. Presentation Transcript

  • Dados Principais: O Área: 14.609 km² Capital: Díli População: 1.066.582 (Censo 2010) Nome Oficial: República democrática de Timor-Leste Nacionalidade: Timorense Governo: República Parlamentarista Divisão administrativa: 13 distritos
  • INTRODUÇÃO No século XVI, os portugueses estabeleceram relações comerciais com a ilha de Timor e, em seguida, colonizaram-na. Em 28 de novembro de 1975, Timor Leste declarou sua independência de Portugal, mas foi invadido pela Indonésia. Em 1976, o país foi integrado à Indonésia como a província de Timor Timur. Em 1999, sob um referendo apoiado pelas Nações Unidas, boa parte da população de Timor Leste optou por ser independente da Indonésia. Isso gerou grande violência e, em 2002, Timor Leste tornou-se um país reconhecido mundialmente. Em 2006, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fundou a UNMIT (Missão Integrada das Nações Unidas em Timor Leste), que estabeleceu a presença da polícia no país. Em 2007, foram realizadas as primeiras eleições presidenciais e parlamentares pacíficas.
  • História do Timor Leste O De acordo com alguns antropólogos, um pequeno grupo de caçadores e agricultores já habitava a ilha de Timor por volta de 12 mil anos a.C. Há documentos que comprovam a existência de um comércio esporádico entre Timor e a China a partir do século VII.
  • O Esse comércio se baseava-se principalmente na venda de escravos, cera de abelha e sândalo (madeira nobre utilizada na fabricação de móveis de luxo e na perfumaria), que cobria praticamente toda a ilha. Por volta do século XIV, os habitantes de Timor pagavam tributo ao reino de Java.
  • O O nome Timor provem do nome dado pelos Malaios à Ilha onde está situado o país, Timur, que significa Leste. O O primeiro contato europeu com a ilha foi feito pelos portugueses quando estes lá chegaram em 1512 em busca do sândalo. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha.
  • O Díli, a capital do Timor Português, apenas nos anos 1960 começou a dispor de luz elétrica, e na década seguinte, água, esgoto, escolas e hospitais. O resto do país, principalmente em zonas rurais, continuava atrasado. O Até agosto de 1975 Portugal liderou o processo de autodeterminação de Timor-Leste, promovendo a formação de partidos políticos tendo em vista a independência do território.
  • O A proclamação da independência por um partido de tendência Marxista levou a que a Indonésia invadisse Timor Leste. Em 7 de dezembro, os militares indonésios desembarcavam em Díli, ocupando brevemente toda a parte oriental de Timor, apesar do repúdio da Assembleia- Geral e do Conselho de Segurança da ONU, que reconheceram Portugal como potência administrante do território.
  • O A ocupação militar da Indonésia em Timor- Leste fez com que o território se tornasse a 27.ª província indonésia, chamada "Timor Timur". Uma política de genocídio resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram destruídas pelos bombardeios do exército da Indonésia, sendo que foram utilizadas toneladas de napalm contra a resistência timorense (chamada de Falintil).
  • O O uso do produto queimou boa parte das florestas do país, limitando o refúgio dos guerrilheiros na densa vegetação local. O Entretanto, a visita do Papa João Paulo II a Timor-Leste, em outubro de 1989, foi marcada por manifestações pró-independência que foram duramente reprimidas. O No dia 12 de novembro de 1991, o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em Díli.
  • O O Chefe de Estado de Timor-Leste é o Presidente do mesmo, que é eleito pelo voto popular para um mandato de cinco anos. Embora o papel seja largamente simbólico, o presidente não tem poder de veto sobre certos tipos de legislação. Após as eleições, o presidente designa o líder do maior partido ou coligação maioritária como o Primeiro- Ministro de Timor-Leste. Como chefe do governo, o primeiro-ministro preside o Conselho de Estado ou de governo.
  • O O parlamento de câmara única é o Parlamento Nacional, cujos membros são eleitos pelo voto popular para um mandato de cinco anos. O número de bancos pode variar entre um mínimo de 52 a um máximo de 65, embora excepcionalmente tenha 88 membros, atualmente, devido a este ser o seu primeiro mandato. A Constituição timorense foi decalcada da de Portugal. O país ainda está no processo de construção da sua administração e instituições governamentais.
  • BANDEIRA DO TIMOR LESTE
  • HINO O O hino nacional da República Democrática de Timor-Leste. Com letra de Francisco Borja da Costa e música de Afonso Redentor Araújo, foi composto em 1975 e usado pela primeira vez no dia 28 de dezembro do mesmo ano, quando Timor-Leste declarou-se independente de Portugal.
  • O Francisco Borja da Costa morreu juntamente com outros líderes da independência durante a ocupação de Timor Leste pela Indonésia e no dia 28 de dezembro de 1975, dia da independência só foi cantado o refrão, pois a letra foi origem de muita polémica na altura. Pátria foi novamente adotado como hino nacional em 20 de maio de 2002, dia em que os timorenses comemoram a Restauração da Independência.
  • O Neste dia, a bandeira timorense foi hasteada e o hino foi entoado pela primeira vez após 24 anos. O O poema Pátria nunca foi "oficialmente" traduzido para Tétum, portanto a única versão oficial é o original em língua portuguesa.
  • GEOGRAFIA: O Localização geográfica: região sudeste da Ásia O Cidades Principais: Díli, Dare, Baucau, Maliana, Ermera. O Clima: equatorial O Densidade Demográfica: 75,3 hab./km² DADOS CULTURAIS E SOCIAIS: O Composição da População: descendentes de portugueses, indonésios, outros. O Idioma: Português e Tétum O Religião: cristianismo (84,2%), islamismo (3,2%), crenças tradicionais (11,1%), outras (1,5%). O IDH: 0,502 (2010) – médio O Taxa de analfabetismo: 49% O Expectativa de vida: 61 anos
  • O Timor-Leste é um país do continente asiático localizado a leste da Ilha Timor. É um dos mais jovens países do mundo, sua independência aconteceu em 2002. O território dessa nação abrange uma área de 14 874 km², onde vivem cerca de 1,1 milhão de habitantes. O Antiga colônia portuguesa, invadida por tropas da Indonésia em 1975, é o primeiro novo país independente a surgir no século XXI.
  • O O seu território corresponde à metade oriental da ilha de Timor, situada no vasto arquipélago in donésio, nas proximidades da Austrália.
  • ECONOMIA: O PIB (Produto Interno Bruto): US$ 3,3 bilhões (2011) PIB per capita: US$ 3.100 (2011) Força de trabalho: 418.000 (2011) Moeda: dólar americano Principais atividades econômicas: agricultura, comércio e exploração de petróleo.
  • O Indústrias: estampagem, manufatura de sabão, artesanato, tecidos. O Índice de desemprego: estimativa de 50%. Nota – o desemprego em áreas urbanas chegou a 20%; os dados não incluem o subemprego (2001). O População abaixo da linha de pobreza: 42% (2003). O Exportação: café, sândalo, mármore. Nota – potencial para exportações de óleo e baunilha. O Importação: alimentos, gasolina, querosene, máquinas.
  • O O investimento secular de Portugal na sua colônia timorense não foi suficiente para a desenvolver adequadamente, tendo esta permanecido pobre atualmente. Foram, no entanto, construídas algumas infraestruturas de saúde,ensino e transportes depois da Segunda Grande Guerra. O comércio de sândalo (uma das principais mercadorias do território), perdeu importância e a sua única fonte de rendimento passou a ser uma modesta produção de café.
  • O O país enfrenta grandes desafios para continuar a reconstrução da infraestrutura e o fortalecimento da administração civil. Um projeto de longo prazo promissora é o desenvolvimento conjunto com a Austrália de petróleo e gás natural em águas sul oriental do Timor, um local que se tornou conhecido como o Timor Gap, após a assinatura pela Austrália e Indonésia do "Tratado do Timor Gap" quando Timor Leste ainda estava sob ocupação indonésia.
  • O Esperanças de um futuro melhor estão depositadas no desenvolvimento da exploração de reservas de petróleo no oceano que já rende ao governo mais de US$ 40 milhões anuais de renda, e o sucesso na exportação de produtos da agricultura. O De acordo com os resultados da revisão econômica tri anual do Banco Asiático de Desenvolvimento a 14 nações do Pacífico, cujo relatório foi agora divulgado em Manila, Timor Leste regista um crescimento econômico mais forte do que o esperado, impulsionado pelo aumento contínuo da despesa pública e pela melhoria da produção agrícola.
  • O Timor-Leste é o segundo país asiático com maior crescimento econômico em 2013 e único da sub- região do Pacífico com uma taxa de crescimento de dois dígitos, segundo as estimativas do Banco Asiático de Desenvolvimento.
  • Timor Leste Economia Perfil 2012 O Produto Interno Bruto (PIB) $3.366 bilhões (2011 est.) $3.162 bilhões (2010 est.) $2.958 bilhões (2009 est.) note: data are in 2011 US dólares O Produto Interno Bruto (PIB) - Taxa de Crescimento Real 7,3% (2011 est.) 6,1% (2010 est.) 12,9% (2009 est.)
  • O Produto Interno Bruto (PIB) per capita $3,100 (2011 est.) $2,900 (2010 est.) $2,800 (2009 est.) O População abaixo do nível de pobreza 41% (2009 est.) O Renda o consumo da unidade familiar por porcentagem 10% mais pobre: 4% 10% mais rico: 27% (2007)
  • O Taxa de inflação (preços ao consumidor) 13,5% (2011 est.) 6,9% (2010 est.) O Força laboral 418.200 (2009) O Taxa de desemprego 18,4% (2010 est.) 20% (2006 est.)
  • O Orçamento Rendimentos: $2,6 bilhões Despesas: $1,3 bilhões (2011 est.) O Taxa de crescimento da produção industrial 8,5% (2004 est.) O Eletricidade – produção 131,7 milhões kWh (2008 est.) O Eletricidade - produção pela fonte Combustíveis fóssil: 100% Hidro: 0% Nuclear: 0% Outros: 0% (2001)
  • O Eletricidade – consumo 67,59 milhões kWh (2008 est.) O Eletricidade – exportações 0 kWh (2009 est.) O Eletricidade – importações 0 kWh (2009 est.)
  • O Petróleo – produção 87,500 barris/dia (2010 est.) O Petróleo – consumo 2,600 barris/dia (2010 est.) O Petróleo – exportações 86,000 barris/dia (2009 est.) O Petróleo - reservas provadas 553,8 milhões barris (Janeiro 2011 est.)
  • O Gás natural – produção 0 metros cúbicos (2009 est.) O Gás natural – consumo 0 metros cúbicos (2009 est.) O Gás natural – exportações 0 metros cúbicos (2009 est.) O Gás natural – importações 0 metros cúbicos (2009 est.) O Gás natural - reservas provadas 200 bilhões metros cúbicos (Janeiro 2006 est.)
  • O Saldo de conta corrente $2.375 bilhões (2011 est.) $1.161 bilhões (2007 est.) O Exportações $18 milhões (2011 est.) $9,2 milhões (2009 est.) Importações $689 milhões (2011 est.) $384,9 milhões (2009 est.)
  • IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO
  • DIALETOS O De acordo com a Constituição do país, o tétum é "língua nacional" de Timor-Leste, de origem malaio-polinésia com profunda influência da língua portuguesa, com a qual partilha o estatuto de "língua oficial". Existem mais quinze "línguas nacionais" em Timor-Leste: ataurense, baiqueno, becais, búnaque, ca uaimina, fataluco, galóli, habo, idalaca, lo vaia, macalero, macassai, mambai, quéma que e tocodede.
  • O À língua indonésia e ao inglês é reconhecido apenas o estatuto de "línguas de trabalho em uso na administração pública a par das línguas oficiais, enquanto tal se mostrar necessário", segundo reza o artigo 159.º da Constituição da República Democrática de Timor-Leste. O Mercê de fluxos migratórios de população chinesa, o mandarim, o cantonês e, principalmente, o hakka são também falados por pequenas comunidades.
  • O Atualmente, o tétum é a língua com maior expressão em Timor-Leste, devido à sua utilização enquanto língua franca. Esta realidade é fruto do percurso do próprio país. O tétum é uma língua da família austronésica, ou malaio-polinésia, que parece originária da Formosa e talvez também do sul da China continental.
  • O O primeiro tétum, o tétum-térique, já se havia estabelecido como língua franca antes da chegada dos portugueses, aparentemente em consequência da conquista da parte oriental da ilha pelo império dos Belos e da necessidade de um instrumento de comunicação comum para as trocas comerciais. Com a chegada dos portugueses à ilha, o tétum apodera-se de vocábulos portugueses e malaios e integra-os no seu léxico, tornando-se uma língua crioula e simplificada – nasce o tétum-praça.
  • O Apesar do tétum-praça possuir variações regionais e sociais, hoje o seu uso é alargado porque é compreendido por quase toda a população timorense. É este tétum-praça que foi adoptado como "língua oficial" com a designação de Tétum Oficial.
  • A língua Tétum em Timor Leste O A língua tétum é falada pelo povo de Timor desde tempos remotos. Nos últimos anos ela tem sido motivo de muito debate no campo linguístico devido ao fato de ter sido adotada como língua do povo timorense ou maubere. Essa língua não sofreu grandes transformações morfológicas e fonéticas desde a época da colonização portuguesa, a despeito de sua pobreza em estruturas gramaticais que, a despeito de ter sido mencionada pela antropóloga Margareth Mead como uma das línguas mais faladas da Austronésia, nunca foi investigada a fundo.
  • A língua tétum O Há cerca de 35 dialetos em Timor Leste, falados por 35 grupos étnicos, cada um deles com características bem diferentes uns dos outros. Timor Leste, além de ser pluricultural, é também plurilíngue. Durante a colonização portuguesa, que perdurou por volta de 450 anos, o povo de Timor usava o tétum como meio de comunicação e comércio entre vizinhos e até mesmo como meio de expressão de pensamentos de cultura.
  • O Durante a ocupação indonésia (1975- 1999), a língua tétum continuou dominando como meio de comunicação, mesmo sob a repressão da Indonésia. Hoje, a língua mais falada na ilha é a língua indonésia ou bahasa indonésia, que foi introduzida durante o período da ocupação (25 anos), sendo falada por cerca de 90% da população. Mesmo assim, os dialetos locais continuam sendo utilizados como instrumento de comunicação, principalmente por expressarem experiências vivenciadas pelo coletivo ou grupos étnicos da ilha.
  • O Além do tétum, que é bastante flexível, existem também outras famílias linguísticas como o mambai, kemak, tokodede, makasai, naue ti, galoli, bunak e outras. Atualmente, após a independência que se deu em 1999, a língua tétum vem sendo uma das mais cogitadas para introdução como instrumento de comunicação e educação do povo de Timor Leste, ao lado da língua portuguesa como meio de comunicação burocrática.
  • Língua geral ou vulgar O Como em todos os casos de colonização europeia, os colonizadores não se preocuparam em registrar textos desta língua. Pelo contrário, o que se tem são alguns alvarás, estimulando o uso da língua portuguesa em detrimento da língua geral, apesar de o tétum ser a língua franca timorense e meio de intercomunicação entre colonizadores e indígenas. A língua tétum se tornou mais popular ainda devido à força centrípeta dos missionários na evangelização da ilha e, sobretudo, às orações diárias e a celebração da santa missa, como está acontecendo em Timor Leste. No momento atual, dos poucos padres que ainda restam em Timor Leste, uns celebram a santa missa em português, outros em bahasa indonésia e outros em tétum.
  • O Mesmo assim, esse procedimento varia de região para região, devido à influência dos dialetos falados no local (área fronteiriça com a Indonésia, Soibada e outras de que no momento não me lembro exatamente). Porém, estou certo de que há diferenças. A conjugação de que estou falando é a do tétum falado ou tétum praça. O Nem todos os timorenses falam o tétum como ele é, mas sim como o ouvem no convívio do dia-a-dia. Antes da saída de Portugal da ilha em 1975, apenas 40% falavam o tétum, 50% falavam os vários dialetos existentes em Timor Leste e 10% tinham conhecimento da língua portuguesa.
  • O Durante a dominação da Indonésia na ilha, a língua portuguesa e o tétum passaram a ser proibidos em todos os domínios da vida social. Atualmente, cerca de 80% falam o tétum, mas um tétum complementado, quer dizer, um tétum pobre de vocábulos, que busca o auxílio de palavras de origem portuguesa ou indonésia.
  • Textos escritos em tétum O É muito difícil encontrar textos escritos em tétum porque durante a época da colonização a única língua que prevalecia era a portuguesa, enquanto que as línguas indígenas se sucumbiam. O pouco que existe, escrito pelos missionários, era de interesse da história da divulgação da religião cristã. O fato é que hoje podemos encontrar alguns textos escritos na língua tétum, graças ao esforço desses missionários que atuaram no âmbito da evangelização cristã em Timor bem como ao de poucos timorenses que trabalharam em busca de uma identidade nacional de sua terra, tentando escrever sobre o valor de sua língua com o pouco que sabem. Atualmente, o tétum vem sendo considerado como uma das primeiras preocupações para o desenvolvimento da educação de todo o povo timorense.
  • Tipos de tétum Há três tipos de tétum falados em Timor Leste: O Tétum praça: É o tétum falado especialmente na cidades e nas áreas de maior concentração de pessoas como mercados, bazares, lojas e demais pontos de encontro. Esse tipo de tétum é bastante vulgar, com inúmeras improvisações de palavras portuguesas devido ao pouco desenvolvimento do próprio tétum. Exemplo: hau kole maka hau tenki deskansa „como estou cansado tenho que descansar‟.
  • O Tétum vulgar: É o tétum falado pelos timorenses no interior da ilha, em regiões em que a língua portuguesa tem pouca influência. Nessa variedade, utilizam-se muitas palavras tomadas de empréstimo dos dialetos. O Tétum terik: É um tétum fino (puro) e falado sem influência da língua portuguesa ou de dialetos. Esse tipo de tétum é falado por uma minoria do povo timorense, na parte central de Timor Leste, chamada Soibada e Laklubar, além da região fronteiriça com a Indonésia, chamada Atambua. Esse tétum é mais bem estruturado e rico em vocábulos próprios. Exemplo: lakauk „saber‟, hamerak „turvar‟. No tétum praça, usa-se para esses conceitos “hatene” (ou “conhecimento”) e “halo merak”, respectivamente.
  • POLÍTICA O A estrutura política e administrativa tradicional de Timor-Leste baseia-se num conjunto hierarquizado de reinos que têm por base a família. Um pequeno grupo de famílias compõe uma povoação, na sua maioria dispersas pelo território, vulgarmente conhecidas por cnuas. O chefe de povoação constitui a escala mais baixa da nobreza timorense.
  • O Ao conjunto de várias cnuas chama- se suco, administrado pelo chefe de suco, e, ainda que alguns possam ser independentes, a sua maioria agrupa-se em reinos ou regulados, regidos por liurais, os reis ou régulos. O Antigamente, os reinos pertenciam a dois impérios, o dos Belos, que dominavam a metade oriental da ilha, e o dos Baiquenos, império da metade ocidental de Timor.
  • O Os recentes conflitos sobre a soberania da ilha de Timor têm raízes ancestrais. A sucessão do poder administrativo e político timorense possui um carácter hereditário, no entanto, não obrigatoriamente direto, pois a sucessão pode recair sobre um segundo filho ou mesmo sobrinho. O conceito de sucessão e de vassalagem é, assim, semelhante ao da estrutura europeia ocidental feudal, compreendendo-se, desta forma, a fácil assimilação da organização administrativa e social portuguesa depois do século XVI.
  • Governo Tipo: república. O Sistema legal: o sistema legal esboçado pelas Nações Unidas, baseado no direito indonésio, continua em vigor, mas será substituído pelos códigos penal e civil baseados no direito português; eles foram aprovados, mas não promulgados; não aceitou jurisdição compulsória da ICJ. O Feriado nacional: Dia da Independência (28 de novembro de 1975). O Constituição: 22 de março de 2002 (com base no modelo português).
  • EDUCAÇÃO Quatro Períodos Distintivos: O Fase Colonial Portuguesa ate 1975 – Introdução de língua Portuguesa e currículo ocidental, educação elite – não educação publica de massa O Ocupação Indonésia (1975-1999) - em 1975, 90% da população analfabeto. O Indonésia investiu substancialmente na educação publica. Mesmo assim em 1999 Timor ainda estava muito atrás de outras províncias da Indonésia em termos de nível da matricula de estudantes e de requisitos nacionais de educação básica obrigatória de 9 anos para crianças de idade 7 a 15 anos.
  • O Período da UNTAET (United Nations Transitional Administration for East- Timor) 1999-2002- sistema educação totalmente destruída. 90% das escolas não funcionavam. 80% dos professores (não- timorenses) de todos os níveis deixaram o território. Só em 2001 a maioria das escolas voltaram a normalidade com professores voluntários.
  • O Entretanto o nível da educação em Timor Leste é muito baixo em termos de padrões regionais e internacionais. O Algumas estatísticas: – 25-30% das crianças de idade escolar não tem acesso a escolas – 60% população adulta sem educação básica – 23% frequentou educação primaria – 18% frequentou educação secundaria – 1,4% frequentou pós-secundario ou terciário. O Implicações incluem mais de metade da população adulta não podem ler ou escrever, em termos de alfabetismo e numeração.
  • O Sustentabilidade do financiamento da educação (cursos técnicos são mais caros que cursos não técnicos) O Falta de enquadramento legal: (ate hoje não temos ainda Lei Básica de Educação Nacional e outros leis subsequentes) O Ate hoje temos : – 800 escolas primárias (104 são privadas) – 133 escolas pré-secundárias (40 privadas) – 61 escolas secundárias (24 privadas) – 10 escolas técnicas profissionais públicas e 4 privadas – 1 Universidade Pública e 17 Universidades e Instituições de Ensino Superior Privadas.
  • CARACTERISTICAS DA EDUCAÇÃO Ensino Primário de 6 anos e Ensino Pré secundário como parte de educação básica e ciclo de educação obrigatória – base acadêmica sólida - especialização ocupacional • Diversificação de Ensino Médio (mais programas orientadas ao trabalho no nível médio) – mais atenção e suporte as escolas/institutos tecnológicos • Sistema educação flexível com diversas opções de aprendizagem para as pessoas experimentarem e desenvolverem suas potencialidades .
  • O Acesso ao ensino mais alto (direta ou através de articulação) O Pré-introdução e intensificar o ensino Politécnico de 1 a 2 anos para formação de „Para-Profissionais’ O Padrões de ensino técnico Profissional a serem baseados em internacional benchmark O Introdução do programa Bacharelato – 3 anos O Licenciatura – 1 ano
  • O Ensino Terciário com ênfase em ciências e engenharia (programas de bolsas de estudos) O Ensino Terciário – orientada ao desenvolvimento de críticas, criatividade, aplicação do conhecimento no dia a dia, capaz de processar informações, tomar decisões, gerir conflito e trabalhar em equipes.
  • O Programas de certificado de nível 1 a 4 com currículos rigorosas para formação Professional a serem implementadas por instituições acreditadas – com articulação a Politécnica O Programas de Ensino Não-Formal com ênfase na alfabetização e numeração O As pessoas que já trabalham podem chegar e concluir estudos universitários (nível mais alto) através de equivalências de certificação e articulação das instituições acreditadas.
  • O A competitividade das empresas, em particular as empresas pequenas e medias, depende ultimamente na capacidade do sector da educação e formação em responder as necessidades nos termos das habilidade e competências necessárias. O Numa sociedade caracterizada pela globalização de mercado como Timor Leste e internacionalização de culturas e valores, a melhor via para competir é beneficiar o máximo possível das oportunidades do crescimento global e tomar grande consciência da importância do desenvolvimento do capital humano.
  • O Neste contexto um sistema de educação e formação (quer formal e não formal) de qualidade bem definida no seu todo, virado as exigências do trabalho em todos os níveis, e flexível com possibilidades de articulação ao nível mais alto seria a política que melhor garante as necessidades e qualidades do mercado de trabalho de hoje que, ao mesmo tempo, traz expectativas a um futuro melhor dum pais em transição como Timor Leste.
  • Meio ambiente O Porcentagem de área terrestre coberta por florestas: 53,7% (2005). O Emissão de dióxido de carbono (em milhares de toneladas métricas de CO2): 175 (2004). O Proporção total da população que utiliza água tratada: 62% (2006). O Proporção total da população que utiliza serviços de saneamento: 41% (2006).
  • Clima O Timor possui um clima de características equatoriais, com duas estações anuais determinadas pelo regime de monções. A fraca amplitude térmica anual é comum a todo o território e só o regime pluviométrico tem alguma variabilidade regional. Podem considerar se três zonas climáticas: a situada mais a norte é a menos chuvosa (menos de 1500 mm anuais) e a mais acidentada, com um a estação seca que dura cerca de cinco meses.
  • O A montanhosa zona central regista muita precipitação e um período seco de quatro meses. Por fim, a zona menos acidentada do Sul, com planícies de grande extensão expostas aos ventos australianos, é bastante mais chuvosa do que o Norte da ilha e tem um período seco de apenas três meses.
  • O O clima é quente e úmido, com a temperatura média a oscilar entre os 19ºC e os 30ºC. A estação seca é entre Maio e Setembro e a época das chuvas ocorre habitualmente entre os meses de Outubro e Abril. Timor-Leste pertence ao fuso horário GMT + 8 (Verão) ou + 9 (Inverno).
  • Cultura O O líder da resistência timorense, José Alexandre Gusmão, mais conhecido como Xanana Gusmão, é também o maior nome da poesia do país. Em 1973, antes mesmo da Revolução dos Cravos, Xanana Gusmão já se destacava na literatura, chegando a receber o Prémio Revelação da Poesia Ultramarina. Contudo, foi a Guerra Civil Timorense, iniciada em 1975, que despertou em Gusmão a necessidade de expressar-se através da escrita. Entre 1977 e 1979, ele publicou dois livros: “Pátria e Revolução” (cujo título tornar-se-ia o lema da luta no país), e “Guerra, Temática Fundamental do Nosso Tempo”, no qual ensaia todas as características das chamadas Guerras Populares, descrevendo o papel de um líder carismático na condução de seu povo.
  • O O livro “Mar Meu”, de 1998, reuniu vários poemas de Xanana escritos no período de 1994 e 1996. Os seus poemas conquistaram a crítica literária em língua portuguesa, sendo que a obra do revolucionário foi bastante difundida em países como Angola, Guiné- Bissau, Moçambique e Portugal. O poema “Pátria” tornou-se um verdadeiro hino da causa timorense.
  • O Xanana Gusmão é também um forte expoente da pintura timorense, tendo desenvolvido essa atividade principalmente enquanto esteve preso. As suas telas retratam essencialmente as paisagens de Timor, enfocando as suas tradições, o jeito simples do seu povo, a sua felicidade. A sua pintura mais conhecida é “Aldeia Típica de Timor”.
  • O Outros escritores importantes de Timor são: Luís Cardoso, Fernando Sylvan, Jorge Lauten, Francisco Borja da Costa, Jorge Barros Duarte, João Aparício, Ponte Pedrinha - pseudónimo de Henrique Borges, Fitun Fuik e Afonso Busa Metan. Poemas, contos e crónicas de alguns desses autores encontram-se reunidos no livro “Timor Leste - Este País Quer Ser Livre”, organizado por Sílvio Sant‟Anna, da Editora Martin Claret. Um escritor português que viveu alguns anos em Timor e que produziu obras de grande qualidade foi Ruy Cinatti, poeta, antropólogo e botânico.
  • CULINÁRIA E GASTRONOMIA O A culinária timorense, apesar de beber dos métodos e sabores asiáticos, conseguiu, tal como o seu povo, manter, a muito custo, uma identidade própria, que tem tanto de simples como de exótico e fascinante. A gastronomia timorense é muito mais do que uma síntese de influências estrangeiras mais ou menos impostas; pelo contrário, os timorenses foram exímios na arte de selecionar o que de melhor os contributos culinários estrangeiros poderiam trazer para a sua culinária.
  • O Aspectos da culinária portuguesa, chinesa, indiana, africana, todos eles podem ser encontrados na gastronomia timorense, mas todos têm um tratamento e uma utilização muito peculiares. Feita que ficou uma pequena introdução, resta apenas dizer que, para compreender a culinária timorense, não chega ler uma pequena resenha como esta; é fundamental prová- la, saboreá-la, através de pratos como o Singa de Kurita ou de Camarão, o Nasi Goreng, o"Modo-Fila", a Flor de Papaia com Balichão, o Tukir de Cabrito, o Sassate, o Vau- Tan ou ainda o Saboco Peixe... Quanto aos doces, temos doces "Mano Ten" com banana, doce de ananás e ainda arroz de Jagra.
  • PRATOS E DERIVADOS O Sadoko de Camarao 
  • O Pisang Goreng
  • O Tukir de Cabrito
  • Condições de segurança: O Estáveis. A situação de segurança no país é calma e estável, não havendo indícios que apontem para uma alteração significativa a curto prazo. O Os cidadãos portugueses que desejem permanecer em território timorense deverão abster-se de participar em qualquer atividade que revista, direta ou indiretamente, natureza política.
  • O Apesar dos índices de criminalidade serem baixos, recomenda-se especial prudência com bens pessoais – carteiras, computadores, tele móveis, máquinas fotográficas -, prevenindo- se contra eventuais delinquentes que atuam em locais isolados e praias. Recentemente, verificou-se um aumento de roubos praticados por esticão.
  • Transportes Transporte aéreo O O principal ponto de entrada no país é o Aeroporto Internacional Nicolau Lobato. Timor- Leste tem ligação por via áerea com a Indonésia, através de um voo diário de e para a Ilha de Bali e para o Norte da Austrália, em Darwin, e com Singapura, para onde existem atualmente três voos semanais (Terça- feira, Quinta e Sábado).
  • Transporte rodoviário O As infraestruturas rodoviárias são precárias, pelo que as ligações por estrada são demoradas. O A rede viária está em recuperação, apresentando alguns troços algo degradados. Aconselha-se o recurso a viaturas de todo o terreno para deslocações fora das principais localidades e, sempre que possível, aconselha-se que as deslocações sejam feitas em caravana. Também a ausência de uma boa sinalização afeta as condições de condução.
  • O As ligações entre os distritos são feitas por pequenos autocarros, a que se dá o nome de Angunas, que operam diariamente para todos os distritos. As condições da estrada desaconselham, no entanto, este tipo de transporte.
  • Segurança rodoviária O A circulação e condução deve ser feita com especial prudência uma vez que, e tendo em conta que é um país eminentemente rural e de pastorícia, os animais circulam livremente nas estradas, e atravessam-nas dispersa e pontualmente. Existe, também, um elevado número de veículos de duas rodas, e muita circulação pedonal, que exigem cuidados redobrados. O Recomenda-se, sempre que possível, a contratação de um motorista de nacionalidade timorense, que nas deslocações aos distritos poderá também servir de intérprete nos contatos com as populações locais que não falem português.
  • Transporte marítimo O Existe um terminal de “ferry-boat” no Porto de Díli, do qual são asseguradas ligações marítimas aos distritos de Oe-cusse e Ataúro. As ligações ao distrito de Oe-cusse são bi-semanais (segundas e quintas-feiras, com regresso a Díli às terças e sextas-feiras), durando a viagem cerca de 12 horas. A ligação a Ataúro é efetuada uma vez por semana (sábados), numa viagem que dura cerca de 2 horas 30 minutos.
  • TURISMO O Possui uma beleza natural. Com praias paradisíacas e grandes florestas tropicais que abrigam cadeias de montanhas. Onde favorece as atividades de ecoturismo.
  • Subdivisões de Timor Leste O Timor-Leste está subdividido em 13 distritos administrativos, cada um com uma capital, e que mantêm, com poucas diferenças, os limites dos 13 concelhos existentes durante os últimos anos do Timor Português. O país também formado por 67 subdistritos, variando o seu número entre três e sete subdistritos por distrito. Os subdistritos são divididos em 498 sucos, compostos por uma localidade sede e subdivisões administrativas, e que variam entre dois e dezoito sucos por subdistrito.
  • MASSACRE DE SANTA CRUZ
  • 12 de novembro de 1991 O A luta, de mais de duas décadas, daqueles que pereceram e de bastantes que sobreviveram cumpriu os objetivos de libertar o país do jugo dos militares assassinos indonésios.
  • O Com as oscilações naturais de um país em formação, Timor-Leste vai cumprindo o seu ideal de país livre. Falta imenso para cumprir o prometido pelos lideres, a sua democracia e a justiça são muito deficitárias, os cuidados de saúde ainda não chegam convenientemente a todos os timorenses.
  • O Existem bastantes casos de carências alimentares, muito desemprego, escassas infraestruturas, falta ainda conseguir um mundo de condições condignas para uma vasta maioria de timorenses e é nas suas mãos, na sua contínua luta que reside a possibilidade de Timor-Leste ser um país melhor, digno, como digno é o seu povo.
  • O A homenagem, a romaria, contendo muitos milhares de timorenses, sobrelota o cemitério de Santa Cruz, em Díli no dia de hoje. Assiste- se a choros contidos, de familiares e amigos das centenas de timorenses que em 12 de Novembro de 1991 foram assassinados naquele mesmo local pelos militares e policias da Indonésia, uma amalgama de sentimentos farão hoje parte das saudades e mágoas dos sobreviventes ao genocídio indonésio. Hoje mais que noutros dias, talvez. Resta o sabor da vitória e de olharem e viverem num país que é o seu, é Timor-Leste.
  • Curiosidades
  • A LENDA DO TIMOR LESTE O Timor Leste é um país lindo e cheio de lendas, uma delas conta-nos sobre a formação do „nascimento‟ de Timor. A antiga lenda narra que certo dia um menino viu um crocodilo tentando atravessar um faixa de água razoavelmente extensa, como se via em dificuldades o menino decidiu ajuda-lo a atravessar. O menino carregou então em seus braços o crocodilo até a outra margem das águas. O crocodilo tornou-se muito grato e disse ao menino que todas as vezes que ele estivesse perto do rio ou do mar, que chama-se pelo crocodilo que este apareceria para ajuda-lo. Depois de um tempo o menino lembrou-se da promessa do crocodilo e decidiu ir procura-lo, chegou a beira mar e gritou pelo crocodilo 3 vezes.
  • O Todos responderam que ele jamais poderia comer o menino porque um dia o menino foi bom com ele, os animais diziam que ele deveria ser eternamente grato ao menino. O crocodilo então desistiu desta ideia e durante muitos anos viveram lado a lado, o menino e o crocodilo a viajar pelo mundo.
  • O Quando o crocodilo apareceu, o menino sentou em suas costas e durante muitos anos o menino conheceu muitas terras acompanhado pelo crocodilo. Embora o crocodilo fosse grato ao menino, ele sentia uma vontade irresistível de come-lo. Como isso incomodava muito o crocodilo, ele decidiu perguntar para outros animais o que eles achavam sobre isso.
  • O Quando o crocodilo sentiu que já estava muito velho e que iria morrer, disse ao menino: – „Em breve eu morrerei e já não mais estarei ao seu lado. Entretanto sobre mim se formará uma linda terra para você e todos os seus descendentes. O Então o crocodilo morreu e tornou-se a Ilha de Timor que tem um formato muito parecido com um crocodilo. O rapaz teve muitos filhos e daí nasceu a nação Timorense, um povo bom, amigo simpático e com senso de justiça; e que chamam o crocodilo de avô.
  • O Há um ritual engraçado quando o povo timorense cruza o mar ou um rio, eles gritam: – Crocodilo, não me coma! Eu sou seu neto!! Segundo a lenda nem um crocodilo nem nada de mal lhes acontecerá porque estão debaixo da proteção do avô crocodilo. O Por tudo isso vocês podem ver que Timor é um lindo lugar para se visitar!
  • O Os lenços do pescoço ou as faixas de tais timorenses são célebres e tão representativos do país como o keffieh dos palestinianos. No tempo da guerra de libertação, os resistentes usavam muitas vezes os lenços de tais como um símbolo. Tal como acontece com as tapeçarias europeias da época clássica, cada região de Timor tem o seu estilo e os peritos identificam-nos facilmente.
  • ESPORTE O Quanto ao esporte, a paixão timorense é o futebol, terreno no qual existe grande admiração pelos feitos e jogadores brasileiros.
  • MÚSICA E DANÇA O O Timorense é dotado de um sentido de sociabilidade muito profundo. Gosta de conviver, de ser prestável e amigo. Como vive em aglomerações dispersas, faz por nunca perder as ocasiões que encontra para se reunir com os outros, seja para trabalho, seja para festas. O As danças tradicionais, que são sempre uma parte das cerimónias, são expressão de vários sentimentos, como o agradecimento, a alegria ou a tristeza. A cada sentimento correspondem diferentes formas de cânticos. Outras vezes, as danças assemelham-se aos movimentos dos animais, como por exemplo o tebe samea (dança da cobra) que tem a sua origem no Suai.
  • Olo-boi O Expressão de tristeza, quando uma pessoa morre, a comunidade dedica esta dança às almas do Matebian, a montanha sagrada considerada mansão dos mortos, ou à alma da pessoa falecida.
  • O Sama hare É uma forma de cantar e dançar que, literalmente, quer dizer pisar arroz, ou seja, debulhá-lo, pisando-o com os pés, dançando e cantando a um ritmo determinado, por vezes, ao longo de toda a noite. Esta dança chama-se sama hare porque costumava ser realizada na altura das colheitas. É então uma dança de trabalho, executada em círculo, ao ritmo dos pés que vão pisando e separando o grão das espigas de arroz. Juntando o útil ao agradável, o Timorense vai sentido o trabalho mais leve e não poucas vezes agradável.
  • O Suru boek O Dança com origem em Manatuto, inicialmente, era só um cântico dos pescadores que todas as noites se faziam ao mar para recolher peixe para fazer o balsaun, uma comida característica do distrito. É, a par com o tebe, uma das danças mais populares. Imita os gestos dos pescadores de camarão, quando estes mergulham as redes na água. A cada arcada inicial do violino, os homens elaboram passos e param frente a uma fila de senhoras, solicitando-as e volteando a compasso marcado pelos pés. Podem ser também as mulheres a solicitar os homens, com um lenço branco entre as mãos que se apertam, obedecendo a praxes estabelecidas.
  • O Liku Dança de roda, lenta, a compasso de cânticos, que se alternam entre os homens e as mulheres. Acompanhado por gongos, todos se encontram voltados para o centro e abraçados, lado a lado, pelas costas. Dando passo em frente, passo atrás, aceleram o ritmo saltando de vez em quando.
  • O Tebe O Um grupo de pessoas canta e dança em círculo de mãos dadas, batendo o ritmo com os pés no chão. Talvez seja o estilo musical e a dança mais popular entre os timorenses. Os seus temas vão desde as piadas até ao trabalho, da sexualidade, à crítica às autoridades. Habitualmente é uma canção cantada à noite, à roda de uma fogueira nas montanhas, ou simplesmente ao luar nas regiões mais quentes. Também conhecido por tebedai ou tebe-tebe, hoje é dançado nas cerimónias religiosas ou quando se recebem hóspedes ou estrangeiros. É dançado ao ritmo do babadok (pequeno tambor de forma afunilada, com cerca de 30 a 40 cm), e o dadir (disco metálico, ou gongo, em forma de prato, com um diâmetro não inferior a 20 cm e não superior a 40 cm).
  • Makikit O Ou a dança da águia. É animada por gongos, dadir, tambores e flauta de bambu, tocados a um ritmo poderosamente rápido. Originalmente, ilustrava a águia em voo de reconhecimento, mas quando após quinze anos de tentativas, conseguiu, finalmente, ser recriada fielmente no exílio por José Pires, Francisco Tilman e Albina da Costa, esta dança, adquiriu um significado de poder e liberdade profundos.
  • Bidu O É uma dança em linha. As mulheres tocam um tambor pequeno, o babadok, preso por baixo dos seus braços. Enquanto os homens dançam o Lore.
  • O Lore O É uma dança que envolve um complicado movimento de pés, executado pelos homens que oscilam, acima das suas cabeças, as espadas, a um ritmo muito particular. O Outras danças de Timor são o tari lenso, dança que utiliza o lenço de mulher, o danca dahur e o tari manu- abe, de Maliana.
  • Conclusão O Timor Leste, com a assistência da ONU e em cooperação com os parceiros de desenvolvimento de países amigos, tem vindo a dinamizar um esforço generalizado de desenvolvimento com o objetivo geral de melhorar as condições de vida da população e de estabilizar e amadurecer o próprio processo de reestruturação do seu sistema político. O turismo encontra-se entre os sete sectores considerados estratégicos e prioritários para o crescimento económico do país.
  • O Este trabalho mostra que já existe alguma procura turística efetiva em Timor Leste mas evidencia, sobretudo, que o país tem muitos recursos e locais com potencial turístico que deverá desenvolver de uma forma sustentada. A beleza natural do território, a predominância de um clima tropical, muito sol, praias, biodiversidade marítima, paisagens de montanhas e consequente diferenciação atmosférica são os recursos principais nos quais o desenvolvimento do turismo poderá assentar. Ainda relativamente aos recursos naturais, a planta de Sândalo, como uma das plantas mais valiosas e únicas do país e do mundo, integrada numa política que permita a sua proteção e exploração controlada, poderá permitir o desenvolvimento de um Parque Nacional de Sândalo, constituindo um dos produtos e atrativos turísticos potenciais no âmbito de ecoturismo.
  • O O ambiente natural ainda se encontra inexplorado com níveis de poluição quase inexistentes. A imensa fauna natural terrestre (principalmente, crocodilos, veados, javalis, cav alos e aves) pode também potenciar o desenvolvimento turístico desde que devidamente protegida em reservas ou parques naturais. O país tem ainda todo um ambiente subaquático em estado selvagem que poderá constituir um importante atrativo turístico.
  • O Neste contexto, o turismo rural e o ecoturismo apresentam-se como tipologias de turismo com particular interesse, na medida em que permitem promover a vida social, económica e cultural dos habitantes locais, preservando a sustentabilidade ambiental. Estas formas de turismo poderão tirar partido das condições naturais do território mas também do seu rico e variado património cultural, incluindo a atitude acolhedora das comunidades locais.
  • O Paralelamente, Timor tem todo um património cultural e histórico muito ligado ao seu passado de guerra e de luta pela independência que pode motivar antigos militares portugueses, indonésios e australianos, bem como ex-funcionários das Nações Unidas, a revisitar o país, agora que este se encontra num contexto de paz que se espera que permaneça no futuro. Todos estes estrangeiros que já permaneceram em Timor Leste, bem como os seus familiares, são turistas potenciais, podendo atuar como rede de contato e como alvo da promoção do mercado turístico.
  • O Timor Leste tem no petróleo uma fonte muito relevante de riqueza econômica. Seria importante que parte dessa riqueza fosse canalizada para colmatar as muitas insuficiências ao nível da oferta turística. É fundamental que sejam feitos alguns investimentos na melhoria das infraestruturas gerais conexas ao turismo (estradas, água, eletricidade, saneamento, serviç os de saúde, segurança, sinal ética) e nas infraestruturas específicas do turismo (serviços de alojamento e de restauração).
  • O É igualmente importante uma melhoria da formação técnica de pessoal, dos níveis de informação turística e promoção de Timor enquanto destino, especialmente junto destas pessoas que já permaneceram no país, numa missão da guerra ou na manutenção a paz, ou que têm relações com este país por serem descendentes dos que, no passado, neste território tiveram que prestar algum tipo de serviço.