Deontologia e princípios Éticos                  Princípios fundamentais da Ética                         INTRODUÇÃONa seq...
Deontologia e princípios éticosPrincípios fundamentais da éticaNo contexto dos princípios éticos e morais, proponho a anál...
Por outro lado, e explorando mais exaustivamente o referido dilema, gostariade salientar que o mesmo defensor de uma moral...
Ora sendo o deontologista um seguidor da ética cristã, que aceita os “Dezmandamentos” acredita que não se pode matar uma p...
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Portugal, deu assim um passo importante quanto a umposicionamento intercultural, contrariamente a outros Países Europeus q...
Há a referir que este acordo, que deveria ser planetário, não abrangetodos os Países, uma vez que alguns ainda não partici...
Bibliografia      - Dicionário breve de filosofia, Alberto Antunes, António Estanqueira,Mário Vidigal, Editorial Presença,...
Netgrafia- http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina- http://www.setubalnarede.pt/content/index.php            ?action=article...
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  1. 1. Deontologia e princípios Éticos Princípios fundamentais da Ética INTRODUÇÃONa sequência da formação modular de curta duração de cidadania eprofissionalidade, o tema geral proposto para este trabalho consiste emabordar os temas da deontologia e os princípios éticos.Começamos assim por iniciar este trabalho definindo da melhor maneirapossível, as noções essenciais de ética,moral,deontologia e doutrina.Assim, a ética, enquanto disciplina filosófica, tem por objectivo oestabelecimento de princípios ou critérios que possibilitem a fundamentação oujustificação racional das acções e normas morais, investigando ocomportamento adequado numa determinada época e na presença de umasociedade concreta.Por sua vez a moral consiste num conjunto de regras ou códigos que gerem oscomportamentos dos indivíduos de maneira a serem conforme ao que éconsiderado correcto, tido como dever ou como bem, na sociedade em quevivemos.Se por um lado a moral diz respeito ao agir e á prática de comportamentos queadvêm da vivência quotidiana, cabe á ética a reflexão filosófica acerca destesmesmos comportamentos.A deontologia poderá definir-se como sendo o conhecimento dos deveres,tendo por base os juízos de aprovação ou não, do correcto ou incorrecto oucondenável, do bem ou do mal, tendo em conta o ajuizamento ou críticas reaispor parte da sociedade, a então chamada de ética vigente.A doutrina pode ser definida como sendo o conjunto de princípios éticos enormas jurídicas que servem como base de regulação ao exercício de umaprofissão, de um sistema religioso,político,militar,entre outros. Pág. 3
  2. 2. Deontologia e princípios éticosPrincípios fundamentais da éticaNo contexto dos princípios éticos e morais, proponho a análise do seguintedilema moral, em que mais adiante, veremos qual a reacção ou solução dadana óptica de um Utilitarista e de uma perspectiva deontológica da moral:“João é sargento do exército e participa numa missão de guerra num paísestrangeiro. A sua unidade, comandada por um tenente, tem como objectivoentrar numa cidade para acabar com um foco de resistência. João foi escolhidopara comandar um carro de combate. Ao chegar á cidade alvo, os carrosdispersam-se para melhor localizar os resistentes; ao avançar João podecomprovar que não há resistência e que a população, composta na sua maioriapor mulheres, crianças e idosos, não mostra sinais de hostilidade. Emdeterminado momento recebe por via rádio a ordem do seu tenente paradisparar sobre um edifício que se encontra ao seu alcance e que, segundoinformações recebidas, serve de esconderijo a um grupo de soldados inimigos.João pode constatar que se trata de uma escola em cujo pátio estão muitascrianças. Logo comunica ao tenente para que rectifique a ordem, mas aocontrário do que João espera, o tenente confirma a ordem para disparar.” “José Cantillo Carmona e tal, Dilemas Morales”Ora vejamos, tendo em conta este dilema moral e depois de analisado,podemos dizer que perante o mesmo, o utilitarista ou melhor, um defensor damoral utilitarista, que se identifica com a perspectiva teleológica, á partida nãoacataria a ordem do seu tenente, pois de facto, tendo em conta as possíveisconsequências daquela acção, disparar sobre o edifício, torna-se óbvia aescolha pela vida daquela população em detrimento de uma ordem queaparentemente não traz vantagens para ninguém, a não ser para o próprioJoão, pois uma ordem vinda de um superior hierárquico não acatada, poderáacarretar consequências. Pág. 4
  3. 3. Por outro lado, e explorando mais exaustivamente o referido dilema, gostariade salientar que o mesmo defensor de uma moral utilitarista, e partindo parauma situação mais extrema, se pensasse que tudo aquilo seria uma fachada eque a escola, por exemplo era de facto um esconderijo para as forças inimigase que a sua eliminação traria vantagens para o rumo da sua “Guerra “evitandoassim mais mortes na população, penso que aí talvez o João optasse poracatar a tal ordem.Senão vejamos, o utilitarista faz depender a validade dassuas acções da sua finalidade, ou seja das vantagens ou consequências queas mesmas podem trazer ao Homem.O defensor da moral utilitarista sabe que nem sempre as melhores opções sãoaquelas que acabam por ter efectivamente as melhores consequências, masantes aquelas que apresentam a maior utilidade esperada.Numa perspectiva de uma ética deontológica, considerando aqui a éticaKantiana, o sentido do dever de garantir e defender a vida daquelas pessoas ésuperior ao sentido do dever de respeitar e cumprir a ordem do seu tenente;torna-se pois claro que o João não acataria a ordem do seu superiorhierárquico.Para o deontologista, as consequências dos actos não são tudo o quedevemos ter em conta quando pretendemos saber como agir; para ele, certostipos de actos são intrinsecamente errados, independentemente das suasconsequências, ou seja não devemos realizá-los mesmo quando a suarealização produz os melhores resultados; logo aqui a procura do maior bempara o maior número de pessoas está sujeita a certas restrições que nãopodem ser violadas. Pág. 5
  4. 4. Ora sendo o deontologista um seguidor da ética cristã, que aceita os “Dezmandamentos” acredita que não se pode matar uma pessoa, mesmo que issosirva para evitar que outros matem várias pessoas. Ele agirá sempre por purorespeito pela lei moral e não conforme ao dever, pois para um deontologista amoralidade de uma acção não se confunde com a legalidade que ela podeimplicar; uma norma ou acção como “não matarás” assume aqui um valorabsoluto quando obedece á forma do imperativo categórico, ou lei moral equalquer acção moral que a respeite será sempre válida; daí agirá sempre demodo a que a máxima da sua acção se possa universalizar e aqui, perante estedilema, acatar a ordem do seu superior hierárquico, sabendo que ela éclaramente injusta, não é desejável nem universalizável.Segundo o principio fundamental de uma ética Kantiana “age de tal maneiraque uses a tua humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualqueroutro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio.”Em relação ao meu comportamento perante este dilema julgo que seria muitosemelhante ao de um defensor de uma ética Kantiana e muito provavelmentenão acataria a ordem do meu superior hierárquico, independentemente dasconsequências que daí resultassem; embora reconheça que noutras situaçõesou dilemas talvez optasse por um comportamento mais próximo de uma éticautilitarista. Pág. 6
  5. 5. Deontologia e princípios éticosPrincípios fundamentais da éticaCódigo de éticaIremos aqui falar um pouco acerca de Códigos de ética, nomeadamente ecomo exemplo, iremos ver os princípios fundamentais de um código de ética deuma determinada empresa “Quimiparque” em que se apresenta num conjuntode valores e atitudes que são traduzidos na prática e no dia-a-dia por normasde conduta que ajudam a clarificar as relações entre a empresa, os seuscolaboradores e o meio exterior.De realçar que este tipo de documentos não pretendem nem podem substituir alegislação em vigor mas sim funcionar como uma “consciência” da empresa nosentido de uma contribuição para a actualização e modernização, que não énem deve ser só tecnológica. Seguidamente vamos enumerar os principaisprincípios básicos orientadores deste código de ética em questão:Dentro da esfera dos valores fundamentais destacamos os seguintes: Respeitopelos Direitos Humanos e igualdade de oportunidades, respeito pelos direitosdos trabalhadores, responsabilidade na protecção e defesa do meio ambiente,luta contra todas as formas de corrupção, contra todas as formas deexploração incluindo trabalho forcado e trabalho infantil, entre outros.No âmbito das atitudes fundamentais salientamos:Integridade,seriedade,rigorcredibilidade responsabilidade e procura permanente da qualidade.No que diz respeito aos compromissos da empresa e seus colaboradores paracom os seus clientes/fornecedores e entidades oficiais, valorizam: Ocumprimento rigoroso de todos os acordos estabelecidos, na sua actividade Pág. 7
  6. 6. empresarial a empresa desenvolverá uma prática concorrencial forte massempre leal e dentro dos princípios éticos, entre outrosPor fim, em relação aos compromissos entre a empresa e os seuscolaboradores, ou seja conduta no ambiente de trabalho, salientamos: oscolaboradores deverão proteger o património da mesma, assegurando o seuuso eficiente, e dentro das regras estabelecidas por esta, os colaboradorescomprometem-se a não exercer qualquer actividade profissional extra queinterfira com as suas atribuições ou com as actividades da empresa, esta e osseus colaboradores não efectuarão em nome da empresa contribuiçõesmonetárias ou de outro tipo a partidos políticos, entre outros. Pág. 8
  7. 7. Códigos de ética e padrões deontológicosEm relação ao tema códigos de ética e padrões deontológicos, começamos porreferir a relação entre a ética pessoal e deontologia profissional.A ética pessoal ou individual é a que aplica a inteligência na procura daverdade e a vontade na busca do bem, em detrimento do mal, sempre comliberdade em todas as circunstâncias. Esta permite que os indivíduosreconheçam uma boa acção de uma má acção.Sendo assim é evidente que a ética individual está relacionada com umaconstrução pessoal que reflecte os valores de uma sociedade. Ela deverá serum modelo analítico que o ser Humano usa de forma contínua e consciente emtodos os nossos processos de decisão. Logo será sempre uma construçãoinacabada devido ao facto de a mesma estar constantemente influenciada pelasociedade que rodeia o individuo, como a família, profissão, escola, igreja, etc.Mas será que existe ou não conflito entre a ética individual e ética corporativa?Podemos afirmar que sim, senão vejamos, se um individuo pretender ingressarnuma determinada empresa é evidente que deva conhecer de perto os valoresda mesma de modo a que possa comparar os valores desta com os seuspróprios valores.A verdade é que a maioria das empresas tentam ter uma ética empresarialbaseada nos conceitos básicos de ética dos seus colaboradores ou sejaencontrar na personalidade dos seus trabalhadores a identidade da empresa,sem que ambas as partes percam a sua própria identidade.Mas a questão do conflito entre estas duas éticas parece, nos dias que corremuma utopia, pois uma vez que, os trabalhadores, face á crescente falta deemprego, concordam muitas das vezes em trabalhar em empresas cujo códigode ética não é compatível com o seu. Pág. 9
  8. 8. Se por um lado a ética é sobretudo uma questão de liberdade e exige por issocriatividade por parte do individuo, devemos distinguir normas morais, normasjurídicas, hábitos e costumes culturais.As normas morais são á partida regras de comportamento adoptadas emsociedade e que visam a aplicação de valores como os de bem, justiçadignidade, liberdade e que permitem aos indivíduos distinguir uma boa acçãode uma má acção e só terá validade se o autor moral tenha a intenção e ajaconscientemente, por puro dever moral.Se analisarmos, facilmente concluímos que as normas morais são ideais umavez que valorizam a dignidade da pessoa. Mas não têm poder coercitivo oupunitivo pois as sociedades não dispõem de castigos institucionais para asfazer cumprir. Mas outras são muitas das vezes coincidentes com outros tiposde normas vigentes na sociedade: Por exemplo, não roubar, é uma normamoral mas ao mesmo tempo jurídica, pois perante a lei o roubo é consideradocrime.A partir de certa altura, as normas morais separam-se das normas jurídicas,fazendo estas, parte de legislação de cada País. O incumprimento das normasjurídicas leva á punição pois estas, ao contrário das normas morais, dispõemde autoridade.Mas, também contrariamente às normas jurídicas, os costumes sociais ehábitos carecem de suporte escrito e punição legal, embora neste caso é aprópria sociedade que dispõe de mecanismos de “castigar” os “faltosos”; temoscomo formas mais usuais por exemplo, a critica, o riso, o sarcasmo, a ironia,tratar com indiferença que leva a pessoa em questão a sentir-se embaraçadaou constrangida. Pág. 10
  9. 9. As normas de conduta profissional no âmbito de uma deontologia de umaprofissão são inúmeras e devemos respeitá-las pois elas não são burocraciassem utilidade, mas servem para direccionar a nossa conduta profissional paraum melhor desempenho dentro dos critérios da empresa da qual fazemosparte.A lista de normas organizacionais é extensa, mas gostaria de realçar as maispertinentes: Responsabilidade, bom relacionamento interpessoal,aperfeiçoamento e mérito profissional, sigilo e confidencialidade profissional,comunicação, relações com os fornecedores, relações com entidadesreguladoras, entre outras.Ainda na relação entre normas deontológicas e normas corporativas de umgrupo de trabalho, gostaria de relembrar que cada vez mais os profissionaisestão sujeitos á utilização de meios de comunicação, nomeadamente á internete do correio electrónico corporativo como ferramentas de trabalho, porem, nemtodos os colaboradores têm consciência disso e cometem equívocos quepodem levar, em casos extremos á demissão.Uma das soluções é o bloqueamento, por parte da empresa, a sites nãodesejados, mas ainda assim existem empresas que monitorizam as tentativasde acesso a esses sites bloqueados, como uma conduta que visa burlar apolítica de segurança da informação da empresa.Há que realçar aqui a relação entre responsabilidade profissional e osdiferentes contextos sociais; devemos sempre optar por uma postura discreta,ser sempre pontual, e até ter em conta a roupa que vestimos, o cuidado com ahigiene pessoal também é importante; todas estas posturas têm comofinalidade de transparecer um bom sentido de responsabilidade, tantointernamente com externamente, no caso de a pessoa contactar de perto comclientes ou até fornecedores. Pág. 11
  10. 10. Uma das situações que também não é recomendável é o de relaçõesamorosas no local de trabalho; neste campo as pessoas devem saber distinguirbem as coisas.Ou seja, na maioria das empresas e profissões, ditas liberais são adoptadoscódigos de ética comportamental, princípios básicos fundamentais que devemser sempre respeitados por ambas as partes; na minha óptica, a maior partedas vezes estes princípios não são respeitados em muitos aspectos; por vezesdeparamo-nos com situações em que só são aplicados quando há interesse enão como princípios fundamentais absolutos.Para terminar esta análise, falaremos um pouco da dinâmica a ter dentrodestes contextos sociais.Com a globalização, as empresas tentaram instituir o culto da polivalência notrabalho; para uma empresa, ter vários funcionários que executam váriasfunções é extraordinário, mas tem-se visto ao longo desse tempo deimplementação que esta política não é perfeita nem mesmo desejável.Podemos dar aqui exemplos de países da Europa do norte, que ao invés deoptarem por esta política preferem apostar cada vez mais na especializaçãopois só assim se consegue alcançar a “perfeição” e consequentemente aprodutividade; há um ditado antigo que encaixa neste quadro perfeitamente:“Cada macaco no seu galho”Por estes motivos é fácil de ver que a polivalência só serve o interesse dasempresas. Pág. 12
  11. 11. Ética e desenvolvimento InstitucionalAqui iremos falar do relacionamento entre a ética e o desenvolvimentoinstitucional.Já aqui foi falado da ética como um conjunto de princípios ou critérios quejustificam racionalmente a moral. Mas por outro lado sabemos que esta estáassociada às instituições/organizações.Estas são entidades com cariz social e portanto inseridas nos costumessociais, tendo por objectivo principal a promoção dos indivíduos, quer no planoprofissional quer no plano social e pessoal.Entre as diversas esferas institucionais, comecemos pela economia, queprocura sempre regular a produção, distribuição e consumo de produtos eserviços na sociedade. É certo que aqui podemos incluir entre outras asempresas, as associações profissionais, industria, comercio, etc.A relação entre estas instituições e os indivíduos é clara, pois estas têm comoobjectivos satisfazer as necessidades e procuras da sociedade. É entãodesejável que o seu funcionamento seja o mais organizado possível até porqueabrangem quase todas as áreas fundamentais da organização social.Estas instituições estão quase sempre em sintonia com a vida moral,exercendo até uma acção moderadora, como é o caso da família, que paramuitos é a base da socialização primária.O Homem em si é uma “liberdade”, “um poder ser” isto ou aquilo, e a decisãode acatar ou seguir as normas morais será sempre um acto de liberdade, poiscom seres Humanos usufruímos de livre arbítrio que nos conduz para umaimprevisibilidade.Já o filósofo Jean Paul Sartre afirmava que “ o Homem está condenado a serlivre “. Pág. 13
  12. 12. A ética individual nem sempre segue os padrões instituídos, e isso prova-se nodia á dia entre os conflitos, atitudes comportamentais e no inconformismo.Ainda na contínua relação entre ética individual e os padrões da éticainstitucionais, dissequemos aqui um pouco os princípios fundamentais ou éticaa seguir, direccionada para os empresários gestores. Logo bem destacado eexplícito no seu preâmbulo lemos que: “O Homem é o fundamento, o sujeito eo fim de todas as instituições em que se expressa a vida social”.Em todas as estruturas existentes o Homem é o princípio ético fundamental;cabe pois a cada um na sua singularidade contribuir para a construção de umasociedade cada vez mais justa e equilibrada, tendo sempre como bandeira obem para todos.As instituições/empresas pretendem ser uma comunidade Humana orientadapara finalidades comuns, virada par a cooperação e não para gerar conflitos;nesse sentido é importante a responsabilidade de cada um, contribuindo comas suas atitudes e comportamentos que irão reflectir-se nos outros.Mas também é verdade que cabe às instituições/empresa, informar os seuscolaboradores de uma forma adequada e honesta., sobre a vida da mesma.Deve, esta, respeitar e promover o projecto de vida do trabalhador seja a nívelpessoal seja a nível familiar, oferecer condições de trabalho dignas,estabelecer uma renumeração justa, cumprir e respeitar as leis do País onde aempresa está inserida, etc…Já na esfera das relações interpessoais, concluímos que o convívio pessoalsempre foi um desafio para a Humanidade, devido a certas condutasrelacionadas com a individualidade, á centralização de poderes e á valorizaçãodos produtos em detrimento às pessoas.Mas com o aumento da facilidade de acesso á informação e aumento dosníveis de educação, vamos encontrar algumas mudanças; com os cidadãosmais exigentes e conscientes, fizeram com que não se pense só na qualidadedos produtos mas se dê importância a quem os produz. Pág. 14
  13. 13. Ao longo dos tempos, as empresas foram percebendo que o seu sucesso seencontra sobretudo no investimento do factor Humano, e este desenvolve-seatravés de vários factores como a gerência partilhada, o trabalho Humanizado,o desenvolvimento das pessoas e dinâmicas de grupo; esta ultima é hoje umconceito que muitas empresas privilegiam e constitui uma ideologia interessadanas formas de organização e na direcção de grupos através da importânciaatribuída á liderança democrática.Princípios éticos e deontológicos institucionais na mediação de conflitosSendo que a ética está sempre presente, falemos um pouco do papel dosmediadores de conflitos individuais e colectivos.Como sabemos o conflito é uma situação de tensão em que pessoas ou gruposde pessoas estão envolvidas, num processo de incompatibilidade.Estamos errados se pensarmos que as sociedades se compõem de conjuntosharmoniosos e equilibrados. Estas sim desenvolvem-se á custa deincompatibilidades de valores e de ideologias, tal como na nossa vida pessoalque também evolui á custa de conflitos.Mas tudo isto é necessário e benéfico, pois sem ele, conflito, não haveria lugarpara a evolução e mudança.Assim sendo é pertinente dizer que o conflito tem aspectos negativos mastambém é um processo positivo na evolução global.A questão aqui é saber lidar e gerir de forma construtiva o conflito; para issonão devemos colocar de parte o espaço para o debate de ideias e apresentarsempre argumentos validos, pois se estivermos atentos facilmente concluímosque o conflito é inevitável e necessário para o desenvolvimento dahumanidade. Pág. 15
  14. 14. Ora assim chegamos á necessidade de encontrar estratégias para resoluçãodos mesmos conflitos. Para isso iremos ver alguns princípios básicosimplementados para uma instituição que serve para mediar e cooperar, nosentido de se atingir um objectivo ou acordo comum que agrade a ambas aspartes. Temos como exemplo o código de ética e deontologia dos mediadoresde conflitos, em que no seu preâmbulo sobressai a verdadeira essência destedocumento: “O presente código estabelece os princípios e as normas queorientam a mediação e a acção do mediador, quer nas relações deste compessoas singulares ou colectivas (os mediados) que recorrem aos seusserviços, quer entre mediadores e outros profissionais, estipulando os direitos edeveres relativos ao mediador”.Mais profundamente, nos seus artigos podemos ver que a actividade domediador baseia-se no respeito absoluto pela dignidade e direitos da pessoaHumana.Sendo um profissional independente e imparcial, deve sigilo absoluto e tertodas as competências para facilitar o diálogo entre as partes, não tomandopartido de uma mas ajudando a encontrar um acordo que satisfaça as partesmutuamente.A saber, ao longo da história temos vários exemplos de mediadores queficaram conhecidos Mundialmente, precisamente por mediarem conflitos a nívelglobal. Temos o caso nos anos 70 em que Henry Kissinger ministro americanodesenvolveu uma série de encontros entre Árabes e israelitas que resultoufavoravelmente durante algum tempo. Igualmente Jimmy Carter fez o papel demediador entre o presidente do Egipto Anwar Sadat e o primeiro-ministroisraelita. Foi conseguido um acordo que na época terminou com uma guerraque existia desde 1948. Temos actualmente as nações unidas que se esforçampor amenizar conflitos a nível mundial.Para terminar esta temática, gostaria de fazer o seguinte reparo, o problemaaqui não reside no facto de haver conflitos, até porque estes como jáafirmamos existirão sempre, como factor de desenvolvimento da Humanidade, Pág. 16
  15. 15. o problema é não estarmos disponíveis para reunir condições para asua resolução.Comunidade Global1-A globalizaçãoPodemos começar por dizer que a globalização resulta de um estreitamento daintegração e relação dos diversos Países do Mundo, nomeadamente no que serefere ao aumento do comércio e dos movimentos de capital, ou seja com aeliminação de várias barreiras, e abertura das fronteiras para que as trocascomerciais e monetárias se efectuem. Verificou-se uma conjectura dasrelações e interdependências que se mostra a nível Mundial no campoeconómico, cultural social, etc..Para o início deste ciclo imparável, muito contribuiu o desenvolvimento dosmeios de transporte e comunicações, fazendo chegar produtos e informações aqualquer parte do Mundo.Ela, globalização, está presente diariamente nas nossas vidas, seja porexemplo através da televisão, internet ou mesmo de uma ida a um restauranteou loja de um País com culturas e hábitos diferentes.Contudo este processo, que praticamente teve início na idade média, com osdescobrimentos com as colonizações de Países até aqui desconhecidos pelosEuropeus.Mais tarde, reforçou-se este fenómeno quando os Países começaram a trocarmatérias-primas e produtos, serviços e até pessoas, como no caso dosescravos. Este período ficou conhecido como a Mundialização da economia.Com a transferência de capitais e empresas entre Países atingiu-se a fase datransnacionalização da economia.Por volta do século XVIII a projecção político-económica ganhou força com arevolução iniciada pelo Reino Unido, ao utilizar o carvão e o vapor comoenergias aplicadas às máquinas de então. Esta fase da história ficou conhecidapor revolução industrial. Pág. 17
  16. 16. Esta fez com que houvesse grandes mudanças, nomeadamente nodesenvolvimento dos transportes, comunicações e consequentemente naprodutividade.O passo seguinte neste processo foi o do fornecimento de matérias-primas porparte das colónias, aos Países industrializados, fornecedores de produtosindustriais e de capital.A fim de poderem explorar recursos naturais, empresas Europeias eamericanas estabeleceram-se noutros continentes, nomeadamente em África.O passo seguinte foi o da aplicação das novas energias, electricidade epetróleo, que por sua vez desenvolveram a utilização das comunicações e dosmotores a explosão. Foi uma fase de grande crescimento tecnológico e queoriginou uma grande concentração de empresas.Estas empresas passaram a ter necessidade de investir, de recorrer á banca eesta competitividade ocorreu entre empresas de grandes dimensões, aschamadas de multinacionais, em busca de um monopólio.A uma determinada altura os Estados Unidos tinham- se transformado numagrande potência económica, concorrendo agora com os mercados mais fortes,como a Europa.Com o início da primeira guerra Mundial a Europa perde terreno para osEstados Unidos, que foram os grandes beneficiários dessa situação.Terminada a guerra os Estados Unidos tinham- se tornado na primeira potênciaeconómica Mundial.A etapa seguinte, também chamada de terceira revolução industrial, foi aintrodução dos primeiros computadores e o advento da informática, que seaplicou na ajuda às finanças, produção e investigação científica.O aparecimento da internet, facilitou o acesso imediato a informações por partedos bolsistas que lhes facilitou e facilita a tomada de decisões.Ao mesmo tempo as empresas começaram a deslocarem-se para outrospaíses, as multinacionais, que são empresas ou grupo delas juridicamente Pág. 18
  17. 17. ligadas, e cujo a empresa mãe ou sede se mantem no País deorigem.No final da segunda guerra Mundial houve novamente mais tentativas paraliberalizar o comércio a nível Mundial.Vários Países procuram regular o comércio internacional e em 1947 foi mesmocriado um acordo geral sobre comércio e tarifas (GATT), em que tinha porobjectivo reduzir as barreiras aduaneiras, permitindo deste modo a livrecirculação de mercadorias entre Países.Mais tarde esta organização é substituída pela (OMC),organização Mundial docomercio. Existem ainda outras organizações Mundiais e regionais, todas elascom um objectivo comum, o da livre circulação de mercadorias.Estas pretendem formas de integração através de uma união aduaneira queconsiste numa zona de livre comércio com terceiros.O comércio vai-se intensificando entre organizações de Países-membros, umexemplo é o da União Europeia, que através de regras fazem circularlivremente os produtos entre os Países membros sem pagar impostos.Hoje em dia os Estados Unidos, Europa e Japão passaram a partilhar ahegemonia económica.Podemos concluir que a sociedade actual caracteriza-se por uma aceleraçãodas trocas de bens e serviços a nível Mundial e um crescente aumento defluxos internacionais de pessoas e de capitais. Na origem desta globalizaçãoestão factores como: o fim da guerra fria, o fim dos regimes comunistas, oaumento da economia de mercado, globalização democrática, o incrementode mecanismos internacionais, regimes de governo, entre outros. Pág. 19
  18. 18. 2-Identidade Nacional e Globalização/Regionalismo e inserção global; -Alguns problemas éticos/ecológicos colocados pela Globalização; -Perspectivas opostas acerca da Globalização.Cada vez mais se assiste ao aparecimento de entidades político-económicastransnacionais como é o caso das ONGs, a União Europeia, o Mercosul, oNAFTA, entre outros.Estas, pela sua essência, poem em causa a ideologia do nacionalismo ligado aum território, idioma ou etnia, pois o seu objectivo ultrapassa a esfera nacional.Por este motivo assiste-se hoje a um choque de interesses entre a soberaniainterna das nações e as pretensões das redes transnacionais.É claro que desta forma as grandes potências vêm os seus ideais nacionalistasameaçados.O debate em relação ao tema do que é o nacionalismo ou identidade nacionaladvêm de pequenos grupos marginalizados, cujas identidades foramsuprimidas sobre Estados-Nação já estabelecidos.Uma das principais fontes de identidade cultural é a ligação que o individuo temcom o meio onde está inserido e focalizado.Esta identidade cultural define-se por um conjunto de crenças e representaçõessimbólicas que conferem um significado ao conceito de cidadania.Como o próprio nome diz, identidade nacional, visa acabar com as diferençasque existem no interior de uma nação, tentando sempre que a cultura internaseja a mais homogenia possível. Pág. 20
  19. 19. Ora por aqui se se vê que criar um estado apenas politicamente semter em conta as esferas sociais, económicas, culturais, religiosas e atécircunstanciais é um desastre.Por outro lado a globalização pode eliminar barreiras ou fronteiras no que dizrespeito às finanças, mobilidade de pessoas e pelo crescente desafio eresponsabilidade, a relação entre o local e global apela para uma reflexão maisefectiva sobre a tomada de decisões que são colocadas as comunidadeslocais, nomeadamente no que diz respeito á gestão de recursos, á preservaçãoda sua identidade e á união interna.Se isto nos parece positivo, por outro lado a globalização também trás riscosno que diz respeito á preservação da natureza e saúde Humana, através deagressões á natureza e ao ambiente, que contribui fortemente para oaquecimento global, esgotando os recursos naturais e levando á extinção deespécies animais e vegetais.A globalização nos dias de hoje pode ser dividida em três perspectivas: oshiperglobalizadores, os cépticos e os transformistas.Os primeiros defendem que a globalização é inevitável e que marca uma novaera da Humanidade, implicando a internacionalização dos fluxos de produtos eo conceito de Estado-Nação, em que os governos nacionais deixam de podercontrolar as questões globais.Os cépticos por outro lado acham que se têm dado excessiva importância áglobalização e que esta só se interessa pelos aspectos económicos, pondo departe logo aqui os Países menos desenvolvidos.Também não tem trazido benefícios para uma cultura global, pois apesar deum enorme fluxo de pessoas, bens e informação, continua a haver umafragmentação cultural.Por ultimo os transformistas consideram que estas mudanças feitas pelaglobalização não levam a uma convergência global ou ao nascimento de umasociedade global, antes pelo contrario, afirmam que a globalização dá origem avárias formas de estratificação, e assim sendo, favorece os indivíduos,comunidades, Países, regiões que se encontram integrados em redes globais Pág. 21
  20. 20. de poder e de prosperidade em detrimento de Países mais pobres emenos desenvolvidos que ficam á partida excluídos.Mas apesar de tudo acham que o poder dos estados não é diminuído devido anovas formas de governo, que surgem a nível nacional, regional e global; opoder militar e económico dos estados com poder continuam a desempenharum papel preponderante.3 - Dimensão ética no que respeita às desigualdades económicas, sociais noâmbito da globalização. - As ambivalências da globalização.A globalização está a desenvolver-se de forma diferente nas diversas partes doMundo.Já vimos que a globalização trouxe coisas muito benéficas mas também trouxecoisas bastante negativas em todas as esferas de acção, social, cultural,ecológico, etc..De facto ela trouxe, entre outras coisas, o aumento do desemprego, aprecariedade de trabalho e respectivos contratos, uma opressão mais efectivaaos sindicatos, exclusão social, desequilíbrios ambientais, etc..Estes aspectos negativos, em relação á globalização, fazem com que asameaças á paz Mundial esteja cada vez mais presente.Aqui o papel de algumas organizações que praticam o cooperativismo éfundamental, elas fomentam através da solidariedade e incentivos a expansãoda cidadania e capital social; têm também influência no apoio a polos globais elocais, contribuindo assim para o desenvolvimento, integridade e valorizaçãoHumana de maneira sustentável.A grande riqueza económica está essencialmente concentrada nos Paísesdesenvolvidos e industrializados, enquanto os Países menos desenvolvidos e Pág. 22
  21. 21. desfavorecidos lutam contra uma pobreza generalizada, seja pormotivos de sobrepopulação, sistemas de saúda e educação deficientes, sejapor enormes dívidas externas.O pior é que esta discrepância entre Países desenvolvidos e nãodesenvolvidos tem aumentado em grande escala. Para termos uma noçãodesta desigualdade damos conta de um relatório de desenvolvimento Humanode1999 das Nações Unidas, que revela que o rendimento médio da populaçãoMundial que vive nos Países mais ricos é sete vezes mais que o rendimentomédio de um quinto da população Mundial dos Países pobres, ou ainda, osbens dos três Homens mais ricos do Mundo ultrapassam a soma dos produtosinternos brutos (PIB) de todos os países menos desenvolvidos.O desenvolvimento da globalização tem dois polos dissociáveis; se por um ladoesse desenvolvimento nos trás e faz ganhar muitas coisas por outro faz-nosperder, perdem-se valores como laços na família Humana, solidariedade,qualidade dos produtos e alimentos que consumimos, qualidade de vida, entreoutros.Por outro lado traz a melhoria nas áreas de transportes, saúde, novos produtose outras facilidades…Mas fica aqui esta pergunta pertinente: O que é mais importante, aquilo queganhamos ou aquilo que perdemos? É necessário uma profunda reflexão sobreesta questão.Veja-se o caso de alguns Países em que as pessoas que trabalhavam a terraforam expulsas ou viram as suas terras expropriadas pela agriculturamecanizada/industrializada e tiveram que procurar trabalho nos grandescentros urbanos, sem sucesso, vivem agora na miséria que é um conceitodiferente de pobreza; as pessoas podem ser pobres mas vão trabalhando esobrevivendo, mas na miséria as pessoas perdem a sua dignidade, tornam-sedependentes e quase sempre humilhadas.Esta temática, juntamente com os acontecimentos recentes devem fazer-nosreflectir acerca do Mundo que temos e do Mundo que queremos ter. Pág. 23
  22. 22. As ambiguidades dos acontecimentos recentes, como por exemplo oda organização terrorista “AL-QAEDA” que foi ajudada e favorecida pelospróprios Americanos, que preferiram apoiar um grupo de radicais fanáticos emdetrimento do apoio á sociedade civil Afegã, aquando da invasão doAfeganistão por parte da então União Soviética.Outro exemplo recente foi o da intervenção militar no Iraque com o intuito dereduzir o terrorismo, o resultado foi precisamente o contrário. Verificou-se aquiuma alteração/influência do meio, seja social, político ou religioso.O pensador Edgar Morin numa palestra em 2007 explanou estes pontos devista e aconselha que quando defendemos uma causa ou ideia, devemossempre reflectir se em algum determinado momento o sentido e a intençãodaquilo que fizermos vai continuar no caminho desejado ou vai provocar umefeito contrárioDevemos reflectir acerca das ambiguidades ou ambivalências da globalizaçãoe á que ter em atenção que nos dias que correm e devido a este fenómeno,existem organizações extremistas e terroristas que têm mais poder emobilidade do que instituições como o estado, partidos políticos, empresastradicionais ou transnacionais.4- Ética na competitividade.A ética em termos gerais está sempre presente em qualquer organização; elarepresenta a integração do Homem na sua essência e guia o mesmo numa Pág. 24
  23. 23. melhor gestão dos seus talentos, capacidades e atitudes a ter dentrode uma organização.A ética, como um conjunto de valores, crenças e atitudes comportamentaisdentro de uma sociedade, está directamente ligada ao mercado competitivo; ouseja, a qualidade das relações interpessoais têm influência fulcral para asempresas. Logo é correcto afirmar que quanto maior for a distância entre ocomportamento/atitude e a ética maior é o nível de stress, uma vez que estaimplica sempre uma integração com a nossa consciência.Daí é necessário ter uma grande maturidade, consciência e porque nãocoragem, para escolher a opção ética que nos conduzirá a condições desucessoAgir eticamente é ser competitivo no sentido de um compromisso consigomesmo, ou seja se usarmos a ética em todas estas situações, ela mostrar-se-ácomo uma “bússola” orientadora e ajudando-nos a agir correctamente em todasas situações. Resultado disso; levar-nos-á a viver muito mais tranquilos, commenos stress, logo com maior realização pessoal e profissional.Ora por tudo isto, é fácil de constatar que, a ética é fundamental no querespeita á nossa postura perante os negócios ou trabalho profissional. Paramelhor entendermos podemos aqui referir alguns dos critérios básicos que aética na competitividade deverá respeitar, tais como: Garantia de qualidade(tem com objectivo garantir padrões de qualidade na fabricação e controle dosprodutos); os fornecedores das empresas deverão ser escolhidos a partir daqualidade dos seus produtos e serviços; empresa e colaboradores deverãocombater todas as formas de corrupção e verificar que em todos os processosestejam em conformidade com as leis que combatem as restrições á livreconcorrência; quanto aos colaboradores setes deverão ser sempre respeitadospela empresa no que diz respeito aos direitos Humanos e às liberdadesindividuais. O ambiente de trabalho deverá implicar sempre respeito, harmonia,dignidade e ausência de discriminação ou coerção; qualquer infracção deverá Pág. 25
  24. 24. ser dada a conhecer ao respectivo comité de ética da empresa.Também o património da empresa deverá ser respeitado de forma absoluta. Aprivacidade deverá ser garantida referente, por exemplo, aos dados pessoaisdos trabalhadores. A comunicação externa com o público deverá ser realizadade forma transparente e digna de crédito. A confidencialidade é outro conceitoa ter em conta no que respeita aos processos de produção, projectos,contratos, etc.A filantropia deverá ser praticada, por exemplo, na doação de bens e serviçosem caso de catástrofes naturais ou pessoas carenciadas, E finalmente noâmbito da biosfera e atmosfera as empresas deverão proteger o meioambiente, cumprindo todas as leis e tendo em conta a consciência moral.5 - A construção de uma cidadania Mundial inclusiva; - Ética para a igualdade/inclusão; - A importância de plataformas de convergência e desenvolvimento com vista a uma integração económica.Falar de uma cidadania Mundial inclusiva implica dissecar um pouco a nova leida Nacionalidade, que foi aprovada recentemente na assembleia da Repúblicasem qualquer voto contra.Todos ficaram conscientes e esperançados que com esta nova lei a legalizaçãodos imigrantes tornar-se-á mais célere e diminuirá os procedimentosadministrativos a que estavam sujeitos. Pág. 26
  25. 25. Portugal, deu assim um passo importante quanto a umposicionamento intercultural, contrariamente a outros Países Europeus queainda apostam numa mentalidade anti-imigração.Esta nova política por parte de Portugal em relação a este aspecto, permitemelhores condições de acolhimento aos imigrantes.Em relação aos descendentes de imigrantes que nasceram em Portugal,abrem-se várias opções de acesso á nacionalidade; de forma imediata para osdescendentes de terceira geração; por efeito de vontade para a segundageração com pelo menos um dos progenitores com cinco anos de residêncialegal no nosso País; para as crianças nascidas em Portugal e que completem oprimeiro ciclo básico (qualquer que seja o estatuto legal dos pais); ainda sepode pedir a naturalização de um dos progenitores que complete cinco anos deresidência legal; também os prazos para pedido de naturalização aumentarame deixa de se ter em conta a condição financeira, entre outras.Todas estas medidas por parte da política Portuguesa contribuíram para umamaior abertura á cidadania inclusiva.Mas por outro lado, Portugal impôs e espera destes novos cidadãos deveres,para além dos direitos já adquiridos; assim como o respeito pelo nossopatrimónio, cultural, linguístico e civilizacional.Num ponto acho que todos concordamos, com esta multiculturalidade, Portugaltorna-se uma nação mais rica e diversificada e que coloca as pessoas numaposição de experimentarem uma série de mudanças.Quando se fala em integração económica esta deverá ter sempre em conta anão discriminação entre Países que dela participam ou não.Um dos exemplos é o “GATT” de que já falamos e que se traduz num acordoque visa a diminuição de barreiras alfandegárias, facilitando deste modo a livrecirculação de produtos. Pág. 27
  26. 26. Há a referir que este acordo, que deveria ser planetário, não abrangetodos os Países, uma vez que alguns ainda não participam deste acordo.A integração económica internacional pode definir-se em vários aspectos, taiscomo a existência de zonas de comércio livre; possibilidade de cada Paísdefinir a sua política económica face a outros Países, unificação das barreirasalfandegárias, como já foi referido; a existência de uma política comercialexterna, o mercado comum, que possibilita a circulação de mão-de-obra; aunião económica onde existe a cooperação das políticas mais importantes, aunião monetária, entre outras.Todos estes exemplos expostos fazem parte do caso recente e no qualestamos inseridos actualmente que é a União Europeia, que associa a uniãonão só económica mas também monetária, como é o caso da moeda única.Um dos aspectos positivos de uma integração económica é a existência deacordos supranacionais que trazem mais-valias aos Países membros.Mas, como já vimos ao longo deste trabalho, o conceito de integraçãoeconómica internacional trás ambiguidades e muitas injustiças, ao excluir ápartida os Países mais pobres e menos desenvolvidos e até os Países nãoparticipantes, criando desta forma enormes desequilíbrios económicos esociais. Pág. 28
  27. 27. Bibliografia - Dicionário breve de filosofia, Alberto Antunes, António Estanqueira,Mário Vidigal, Editorial Presença, Lisboa, 1995 - A arte de pensar – Filosofia 10º Ano, Aires Almeida, Desidério Murcho [e outros], Didáctica editora, Lisboa, 2003 - Filosofia 10º Ano, Alberto Nunes, António Estanqueira, Mário Vidigal,Editorial Presença, Lisboa, 1993 - Ética para um jovem, Fernando Savatero, Editorial Presença, Lisboa,1993 - Um outro olhar sobre o mundo, introdução à filosofia 10º Ano, EdiçõesAsa, Porto, 2003 - Contextos Filosofia 10º Ano, Marta Paiva, Orlanda Tavares, JoséFerreira Borges, Porto Editora, Lisboa - Psicologia A 11º Ano, Angelina Costa, João Geraldes, Porto Editora,Porto - Psicologia, Manuela Monteiro, Milia Ribeiro dos Santos, Porto Editora,Porto Pág. 29
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