RESERVAS BRASILEIRAS DE PETROLEO

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RESERVAS BRASILEIRAS DE PETROLEO

  1. 1. Universidade Federal de Mato Grosso Instituto de Ciências Exatas e da Terra/DGG RESERVAS PETROLÍFERAS NO BRASIL Cuiabá-MT 2013 3
  2. 2. Universidade Federal de Mato Grosso Instituto de Ciências Exatas e da Terra/DGG RESERVAS PETROLÍFERAS NO BRASIL Clara Bruna Pereira Souza Katy Nara Micaela de Souza Oliveira Sebastião Vinicius Neves Silva Sergio Raffael Silva Iocca TRABALHO SOLICITADO PELA PROFESSORA FATIMA ALVES – DEPARTAMENTO DE QUIMICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO PARA COMPOR A NOTA DA DISCIPLINA DE QUIMICA ORGANICA DO CURSO DE GEOLOGIA NO PERIODO DE 2013/1. Cuiabá-MT 2013 4
  3. 3. SUMARIO 1. INTRODUÇÃO 03 2. OBJETIVO 03 3. DESENVOLVIMENTO 03 3.1 PETROLEO 03 3.1.1 Constituintes da destilação do petróleo 03 3.1.2 Sistemas de extração e purificação 05 3.1.3 Localização das ursinas petrolíferas no Brasil 07 3.2 SISTEMAS PETROLIFEROS ATIVOS 08 3.2.1 Exploração: requisitos geológicos nas bacias sedimentares 3.2.2 Localização das reservas naturais petrolíferas a) Bacia Sedimentar de Campos 11 11 b) Bacia Sedimentar Tucano, Recôncavo, Camamu-Almada e Jequitinhonha 12 c) Bacia Sedimentar Potiguar 15 d) Bacia Sedimentar Solimões 15 e) Bacia Sedimentar Sergipe-Alagoas 16 f) Bacia Sedimentar Espírito Santo 16 g) Bacia Sedimentar de Santos 17 3.3 A EXTRACAO DO PETROLEO DA CAMADA PRE-SAL 18 3.3.1 O que e a camada pré- sal 18 3.3.2 Bacias sedimentares que a compõem 20 3.3.3 Estados que constituem bacias sedimentares do pré-sal 21 3.3.4 Poços exploratórios 22 3.3.5 Produção diária e expectativas futuras 22 4. CONCLUSÃO 23 5. REFERENCIAS 23 5
  4. 4. 1. INTRODUÇÃO O petróleo é uma substancia oleosa, inflável de coloração escura e cheiro característico, composto de combinação de H e C. Esse fluído é de suma importância econômica, devido a sua complexidade da vida atual no planeta, porém é um recurso natural não renovável e com caro custo de extração, pesquisa e sondagem. No Brasil, a primeira sondagem de petróleo foi em BofeteSP em 1992. O Oriente Médio possui uma das maiores reservas do mundo. O petróleo atualmente é uma fonte de energia de grande necessidade humana, pois gera combustíveis como: gasolina, óleo diesel e querosene de aviação. O petróleo é também a base de diversos produtos industrializados, que vão da parafina e da nafta petroquímica aos tecidos e plásticos (THOMAS, 2001). 2. OBJETIVO O objetivo deste trabalho é discorrer sobre o petróleo, sua constituição, extração, rendimento, uso e lucro. Bem como sua localização e importância econômica. Levantando questões sobre o pré-sal e a distribuição dos royalties. 3. DESENVOLVIMENTO 3.1 PETROLEO 3.1.1 Constituintes da Destilação Do Petróleo Nas refinarias de petróleo da Petrobras, o principal tipo fracionamento é a destilação atmosférica, que consiste em um processo de destilação fracionada (figura 1) em unidades, que é muito eficaz para a separação de hidrocarbonetos que compõem o petróleo e que é executada com menos impactos ambientais que outros tipos de destilação. A separação só é viável pois ela faz com que haja uma transformação química, diferenciando cada hidrocarboneto pela sua diferença de volatilidade. Para explicar esse processo apresenta-se as 6 (seis) principais unidades da destilação atmosférica: 6
  5. 5. 1. Unidade de Coqueamento Retardado – Consiste em uma quebra de moléculas por aquecimento a altas temperaturas sem agente catalítico, ou seja, sem nenhuma substancia química que aumente a velocidade da reação química. Na parte inferior da torre de destilação do petróleo fica um liquido pesado e denso, denominado de resíduo atmosférico, o objetivo dessa unidade é tirar desse resíduo uma quantidade adicional de hidrocarbonetos mais leves e valiosos como a nafta, o GLP (gás de petróleo liquefeito), a gasolina, o querosene e o diesel. 2. Unidade de Geração de Hidrogênio – Unidade em que produz o hidrogênio para o hidrotratamento do diesel e da nafta. O hidrogênio será produzido pelo processo de reforma catalítica a vapor, sendo esse o principal processo industrial de conversão de gás natural e outros hidrocarbonetos em gás síntese (Rostrup – Nielsen, 1984), e esse hidrogênio formado terá um grau de pureza de 99,9%. 3. Unidade de Hidrotratamento do Diesel – Está etapa é onde ocorre a remoção do enxofre e a adição de hidrogênio nas insaturações dos ácidos graxos insaturados (hidrogenação), esse tratamento melhora a qualidade do diesel, o que o torna mais estável e menos nocivo ao meio ambiente. 4. Unidade de Hidrotratamento de Nafta – O hidrotratamento da nafta é similar ao do diesel, pois ele remove o enxofre contido nela. Desse processo resulta ainda dois tipos de nafta, a leve e a pesada. A leve é utilizada para a produção de hidrogênio na própria refinaria e também para a venda para áreas de estudo petroquímico, já a pesada é misturada ao diesel. 5. Unidade de Tratamento de com Metil Dietanol Amina (MDEA) e Unidades de tratamento Cáustico Regenerativo de GLP – O tratamento com MDEA tem como objetivo remover gás sulfídrico e gás carbônico dos hidrocarbonetos gasosos, que no caso seria o GLP e o gás de refinaria, mais conhecido como gás combustível e a gasolina. 7
  6. 6. 6. Unidades de Manejo de Resíduos – Essas unidades usam os resíduos para a fabricação de asfalto e cuidam do produto toxico da destilação atmosférica, e são direcionadas de acordo com o seu conteúdo, sendo eles: unidade de recuperação do enxofre; unidade de tratamento de gás residual; unidade de tratamento de águas ácidas; unidade de conversão de amônia; Estação de tratamento de água bruta e uma estação de tratamento de afluentes. Figura 1: Modelo simplificado de destilação atmosférica fracionada. Fonte: (WMNETT, 20013) 3.1.2 Sistemas de Extração e Purificação A extração do petróleo consiste em três etapas: 8
  7. 7. 1. Prospecção – É a localização de bacias sedimentares através de análise detalhada do solo e do subsolo. Os geólogos, em geral, têm várias ferramentas para determinar a probabilidade de uma ocorrência de reservatório petrolífero, algumas delas estão citadas abaixo: Gravímetro: Detecta pequenas variações na gravidade, o que indica fluxo subterrâneo do petróleo; Magnetômetros: Mede minúsculas mudanças no campo magnético, o que também é causado pelo fluxo de petróleo; Sniffers: ―Narizes‖ eletrônicos que detectam a presença de hidrocarbonetos; Sismólogos: Aparelhos que criam ondas de choque que passam pelas rochas e depois são refletidas para a superfície, essas ondas podem ser feitas por canhões de ar comprimido, que disparam pulsos de ar na água e por meio de hidrofones captam as ondas refletidas. 2. Perfuração – Quando são descobertas as jazidas de petróleo, é marcado as coordenadas do ponto sobre a água do mar e se for na terra, realiza-se a perfuração do solo de um primeiro poço e somente se existir petróleo outros poços são perfurados e analisa-se o valor econômico da reserva. Essa perfuração, que atinge até 6.000 (seis mil) metros de profundidade é feita por sondas de perfuração e no mar com plataformas marítimas. As torres de perfuração contém brocas com diamantes industriais ou brocas com um trio de brocas interligadoas com dentes de aço. 3. Extração – Na terra, o petróleo é encontrado acima de água salgada e embaixo de uma camada gasosa em alta pressão. Assim, quando o poço é perfurado, o petróleo pode jorrar espontaneamente até a superfície em razão da pressão do gás. Quando essa pressão diminui é necessário o uso de equipamentos que bombardeiam o petróleo para a superfície. Se o petróleo for muito denso é preciso injetar vapor de água aquecido sobre pressão por meio de um segundo poço cavado no reservatório. O calor do vapor diminui a viscosidade do petróleo e a pressão ajuda a empurrá-lo para o topo do poço. No mar a extração é mais difícil, sendo feita com a utilização de equipamentos especiais de perfuração e extração por meio de bombas em plataformas e navios-sonda. 9
  8. 8. O petróleo bruto é composto por 84% de carbono, 14% de hidrogênio, 1 a 3% de enxofre, menos de 1% de nitrogênio, menos de 1% de oxigênio, menos de 1% de metais (ferro, vanádio, níquel, cobre e arsênio) e menos de 1% de sais (cloreto de sódio, cloreto de magnésio e cloreto de cálcio). Os processos para purificar o petróleo consistem em tirar partículas sedimentares em suspensão (como a argila e a areia) e os elementos que não são economicamente importantes para a indústria petroquímica. Esse processo é um tanto quanto simples, levando em conta os outros que o petróleo sofre para chegar ao mercado consumidor. A purificação do petróleo fica a cargo da decantação, que é um método de separação entre uma fase mais densa de outra menos densa, no caso em questão seria o carbono mais denso que os outros componentes do petróleo. 3.1.3 Localização das Ursinas Petrolíferas no Brasil As refinarias de petróleo no Brasil estão dispostas como mostra a figura 2. Figura 2 – Disposição das refinarias de Petróleo no Brasil. Fonte: (SILVIOTSJ, 2013). 10
  9. 9. 3.2 SISTEMAS PETROLIFEROS ATIVOS 3.2.1 Exploração: Requisitos Geológicos nas Bacias Sedimentares Grandes estudos mostraram que para que haja um número significativo de petróleo em um local, é necessário que os processos de criação desse fluido sejam postulados nos requisitos adequados, onde a formação e acumulação desse fluido sejam simultaneamente ocorridos em tal bacia sedimentar. Grandes estudos levaram o consenso dessas características, com o objetivo de diminuir os erros de perfuração, que possui um valor alto, dando o conceito de: Sistema petrolífero ativo (MAGOON & DOW, 1994). Esse sistema (figura 3) tem como base a compreensão do funcionamento de quatro requisitos de suma importância; Rochas geradoras, rochas-reservatório, rochas selantes e trapas (armadilha), dependendo também da migração e sincronismo. 11
  10. 10. Figura 3: Diagrama mostrando condições para acumulação de petróleo em bacias sedimentares (Passos, 1998). Segue requisitos geológicos nas bacias sedimentares: Rochas Geradoras: O principal requisito para ocorrência de petróleo segundo Milani et al 2001, em uma bacia sedimentar é a grande proporção de matéria orgânica adequada, seguida de uma deposição de material muito fino, argila, devidamente de folhelhos ou calcilutitos, sendo de deposição calma e proeminente de vida microscópica ou plantas. Esse material é diluído junto aos sedimentos (lama) e então submetida a pressão e temperatura 12
  11. 11. especifica, além disso deve haver a preservação do seu elemento natural da estrutura, H e C, para que isso aconteça o material precisa ficar livre de oxigênio e oxidantes. Particularmente rochas sedimentares possuem menos de 1% de matéria orgânica (Carbono) em sua composição, porém, o requisito para se achar petróleo precisamente é necessário haver pelos menos um teor maior que esse, podendo chegar até 24%. Dependendo da origem da matéria orgânica e da temperatura situada forma-se óleo se muita ultrapassada, gás. O petróleo é convertido a 600ºc. Migração: Assim que possui o seu estado natural, petróleo, o espaço no qual foi aprisionado fica pequeno e a pressão do mesmo acaba fraturando a rocha geradora, a percolação desse liquido para um lugar mais adequado (poroso, selado e aprisionado) e com menos pressão é chamado de Migração, Milani et al 2001. Trapa ou Armadilha: Segundo Milani et al 2001, Uma vez levado a zonas de pressão mais baixas em estruturas que não permite o escape como; flancos, domos salinos ou ápice de dobras, o petróleo fica armazenado. Porém, algumas vezes o petróleo não é segurado assim, podendo ser de barreiras com permeabilidade boa ou diagenética, ficando em uma estrutura não notável (caráter estratigráfico). Rochas-reservatório: De ambientes sedimentares com alta agitação, a granulometria é composta de areia a seixo, bem poroso onde localiza-se o petróleo que foi transportado e agora armazenado, sendo geralmente em arenitos, calcarenitos e conglomerados, Milani et al 2001. Os arenitos são rochas de ocorrência alta e podem ter deposição de dunas, rios, praias e deltas. A porosidade dessas rochas varia de 5% a 35%. Rochas Selantes (Capeadoras): Assim que levado para um ―trapa ou armadilha‖, o fluido se submete a uma impermeabilização, onde ele não escapa. Essas rochas ficam encima das rochas-reservatório, sendo composta de granulometria fina muitas vezes sendo de folhelhos, siltitios ou calcilutitos( ou qualquer outra com baixa permeabilidade), Milani et al 200. Sincronismo: Nada mais é que um fenômeno onde as rochas geradoras, migração, reservatório, trapas, selantes desenvolvem-se em uma escalda de 13
  12. 12. tempo onde seja adequado com a formação do petróleo. O sincronismo deve ser perfeito, caso contrario é uma grande perda. 3.2.2 Localização Das Reservas Naturais Petrolíferas A figura 4 mostra a localização das reservas naturais. A seguir classificaremos as bacias a qual elas pertencem de acordo com localização, área, limites, grupos explorados e produção diária, cujos dados foram extraídos do site da empresa Petrobras, a responsável pela exploração. Figura 4 – Mapa das Reservas Naturais Petrolíferas Brasileiras(circuladas em vermelho no mapa) (CECAC, 2013). a) BACIA DE SEDIMENTAR DE CAMPOS 14
  13. 13. A principal bacia sedimentar explorada na costa brasileira, a Bacia de Campos opera com tecnologia offshore que é a produção feita em mar, por ser uma bacia continental. Localização Estende-se desde a cidade de Vitória – ES até Arraial do Cabo, no litoral do RJ. Área Aproximadamente 100.000Km² Limites Para norte, a bacia é parcialmente isolada da Bacia do Espírito Santo, na região de águas rasas, pelo Alto de Vitória, um bloco elevado de embasamento que coincide com a terminação oeste da Cadeia de Vitória–Trindade, importante lineamento oceânico daquela área (Cainelli e Mohriak, 1998). Poços Explorados Garoupa Namorado Enchova Albacora Marlin Roncador Barracuda Caratinga A Bacia de Campo possui 45 plataformas instaladas, divindade em plataformas flutuantes e plataformas fixas. Produção Diária Superior á 1.250.000 bbl/d. b) BACIA SEDIMENTAR TUCANO, RECÔNCAVO, CAMAMU-ALMADA e JEQUITINHONHA As Bacias sedimentares de Tucano e Recôncavo são bacias terrestres que utilizam a tecnologia onshore. Já as Bacias sedimentares de Camamu-Almada e Jequitinhonha são bacias marítimas. Ambas localizadas no estado da Bahia. Essa área se estende por 135.400Km². 15
  14. 14. BACIA SEDIMENTAR RECÔCAVO Localização Estado da Bahia Área Aproximadamente 11.000Km² Limites Limita-se pelo Alto de Aporá NO, seguida pela Bacia Tucano a N Grupos Explorados Principais Dom João Água Grande Candeias Produção Diária 41.428 bbl/d. BACIA SEDIMENTAR TUCANO A Bacia Tucano é a continuação da Bacia do Recôncavo. É divida em sub-bacias Tucano Sul, Central e Norte. Área Aproximadamente 7.340Km² Limites Seguida pela Bacia Recôncavo a N, além de Alto de Aporá. Poços Explorados Principais Dom João Água Grande Candeias Produção Diária 13.000bbl/d. BACIA SEDIMENTAR CAMUMU-ALMADA Localização 16
  15. 15. Situa-se na porção central do litoral do estado da Bahia Área Aproximadamente 16.500Km² - Bacia Camumu Aproximadamente 6.400Km² - Bacia da Almada Limites Bacia de Camamu, planície costeira, limitando-se ao N com as Bacias de Jacuípe e Recôncavo, por zonas de transferências de Itapoã e Barra.Limitando-se S com a Bacia de Almada, que ocorre próximo ao alto de Itacaré. A Bacia de Almada, limitase ao S com a Bacia de Jequitinhonha, através do Alto de Olivença. Poços Explorados Campo Terrestre Jiribatuba Campo Marítimo 1-BAS-64 Produção Diária Dados Petrobrás Julho de 2010. Não foram encontrados dados atualizados. Total de 47.261bbl/d entre extraídos de campo terrestre e marítimo. BACIA SEDIMENTAR JEQUITINHONHA Localização Localizada na porção nordeste da margem leste brasileira, litoral sul do estado da Bahia, em frente à foz do rio Jequitinhonha. Área Aproximadamente 10.100Km² Terra cerca de 600Km² Mar cerca de 9500Km² Limites Litando-se a N com a Bacia de Camumu-Almada, através de Alto de Olivença e a S com a Bacia de Cumuruxatiba Poços Explorados Urucutuca Grupo Barra Nova Mariricu 17
  16. 16. Grupo Rio Pardo Principal exploração Bloco BM-J-3 Produção Diária Dados Petrobrás Julho de 2010. Não foram encontrados dados atualizados. Total de 47.261bbl/d entre extraídos de campo terrestre e marítimo. c) BACIA SEDIMENTAR POTIGUAR A maior produtora de petróleo Onshore do Brasil. Localização A Bacia Potiguar localiza-se á extremo leste da Margem Continental Brasileira, sendo uma parte emersa e outra submersa, que ocupa grande parte do Estado do Rio Grande do Norte e uma pequena porção do Estado do Ceará. Área Aproximadamente 119.295Km² Emersos 33.200Km² Submersos 86.095Km² Limites Emersa, embasamento a S,L e O. Submersa Alto de Fortaleza a O e Alto de Touros, a L. Poços Explorados Principais poços: Canto do Amaro Estreito Alto do Rodrigues Faz. Pocinho Faz. Belém Produção Diária 110.000bbl/d. d) BACIA SEDIMENTAR SOLIMÕES Reserva Brasileira que produz óleo leve com a melhor qualidade do mercado. 18
  17. 17. Localização Encontra-se a 650Km a Sudoeste de Manaus – AM. Área Aproximadamente 600.000Km² Limites Limita-se a O com a Bacia do Acre, pelo Arco de Iquitos, a L com a Bacia do Amazonas pelo Alto de Purus. Poços Explorados Urucu Produção Diária 1.400 bbl/d. e) BACIA SEDIMENTAR SERGIPE-ALAGOAS Localizaçao Margem continental no Nordeste Brasileiro. Área 44.370 km² 12.620 km² sendo em porção terrestre Limites Limite N - Alto de Alto de Maragogi MaragogiBacia Pernambuco Pernambuco— Paraíba. Limite S - Falha de Vaza - Barris Bacia de Jacuípe. (Matos,1999) Poços Explorados Piranema Carmópolis Paru Produção Diária 23.000 bbl/d. f) BACIA SEDIMENTAR DO ESPIRITO SANTO Localização Localizada ao longo do litoral centro-norte do estado de ES e Sul do estado da BA. Área 19
  18. 18. Aproximadamente 123.130Km² Limites Limitando-se a sula feição geológica conhecida como Alto de Vitória, que a separa da Bacia de Campos, enquanto a limite norte, com a Bacia de Cumuruxatiba. POÇOS EXPLORADOS Camarupim Golfinho Cação Produção Diária Dados Petrobrás Julho de 2010. Não foram encontrados dados atualizados. Total de 184.017bbl/d entre extraídos de campo terrestre e marítimo. g) BACIA SEDIMENTAR DE SANTOS Localização Localizada a sudeste da margem continental brasileira, em frente aos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Área Aproximadamente 352.260Km² Limites Limita-se a S, pelo Alto de Florianópolis, que a separa da Bacia de Pelotas; enquanto a N é limitada pelo Alto de Cabo Frio, que a separa da Bacia de Campos. Poços Explorados Pólos de produção no mar: Tubarão Coral Estrela do Mar Caravela Caravela Sul Pólos de produção Pré-Sal já identificados: Tupi Júpiter Iara Carioca 20
  19. 19. Bem-Te-Vi Guará Parati Caramba Azulão. Produção Diária 80.000 á 100.000 bbl/d. 3.3 A EXTRACAO DO PETROLEO DA CAMADA PRE-SAL 3.3.1 O que é a Camada Pré-Sal Houve um tempo em que ter energia era um luxo, hoje é uma necessidade. Logo, tem que ser produzida em grande escala para atender a demanda. Grande parte dessa energia e proveniente da queima de combustíveis fósseis (restos de plantas e animais que ficaram expostos, sobre a terra ou o fundo do mar, a pressões e temperaturas elevadas durante milhões de anos, processo chamado de fossilização). Combustíveis fósseis são compostos carbônicos usados para incitar a combustão e gerar energia. Os de uso mais comuns são: Petróleo, carvão e gás, ambos, naturais. Foi descoberta então uma camada de rochas ―salinas‖. Essas rochas de sal petrificado situadas em fundo oceânico aprisionavam grande quantidade de petróleo. Apresenta formação laminar e é uma das mais antigas e, logo, profundas camadas oceânicas, denominada camada pré-sal (figura 5). Que estão acima das reservas de hidrocarbonetos (BARBI & SILVA, 2008). 21
  20. 20. Figura 5: Camada pré-sal. Sobposta a ela a camada salina e posteriormente a camada pós-sal (onde também eram perfurados poços e extraído petróleo) onde fica a Arvore de natal( conjunto de válvulas instaladas na entrada de cada poço).Na lamina de água de ate dois mil metros temos o Risers são dutos flexíveis que resistem a pressão e conduzem o petróleo ate a superfície. Os cabos de ancoras tem cerca de 2,5 km de comprimento e ajudam a firmar os Risers. E por fim a plataforma que e o navio que processa e armazena o petróleo (REVISTA ABRIL, 2013). O petróleo, antes extraídos das reservas situadas nas camadas acima de camada de sal (figura 3), era mais facilmente retirado e esse fato associado a necessidade de energia fez com que esse recurso fosse largamente explorado. E por ser um recurso não renovável, há obviamente a preocupação de que ele um dia 22
  21. 21. ira acabar. A descoberta do pré-sal trouxe um novo fôlego aos pesquisadores já que os reservatórios do pré-sal estão todos ‗a espera‘ de exploração. Há inclusive indicações de que varias delas encontram-se em território brasileiro (BARBI & SILVA, 2008). Figura 3: Parâmetro de profundidade dos poços das camadas pós-sal e pré-sal (BR- PETROBRAS, 2013). 3.3.2 Bacias Sedimentares que a Compõem Segundo a Petrobras, empresa especialista responsável pela exploração do recurso, já foram descobertos pré-sal nas bacias de campos, Tucano, Potiguar, Recôncavo, Solimões, Sergipe-alagoas, Espírito Santo, Ceara e Santos (Figura 4). Entre estas quatro principais bacias ganham destaque: Bacias de Santos, Campos, Espírito Santo e Recôncavo. A espessura da camada de sal na porção centro-sul da Bacia de Santos é de aproximadamente 2.000 metros, enquanto na porção norte da bacia de Campos está em torno de 200 metros. A Bacia de campos e responsável por 80% da produção de petróleo, enquanto a de santos é notória por sua abundancia em óleo leve e gás natural. A bacia sedimentar mais recentemente descoberta e a do Espírito santo que tem reservatórios com petróleo de espessura total em torno de 200 metros e estão a aproximadamente 3.679 metros e é 23
  22. 22. abundante em óleo leve de ótima qualidade. Já a Bacia do Recôncavo foi uma das primeiras a serem exploradas. Tem aproximadamente 11.500 km2 e pode ser localizada ao nordeste do Brasil. Ganha destaque por seu alto volume de produção (BR – PETROBRAS, 2013). Figura 4: Mapa das bacias sedimentares Brasileiras que compõe o pré-sal (BR- PETROBRAS, 2013). 3.3.3 Estados que Constituem Bacias Sedimentares do Pré-Sal O petróleo do pré-sal situa-se numa faixa marítima de 800 km de extensão por 200 km de largura, que abrange apenas os estados entre Rio Grande do norte e Santa Catarina, ou seja, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Depois da descoberta desse ouro brasileiro ouve uma especulação muito grande em torno de um assunto especifico: Temos o petróleo, nos tornamos o quarto mais detentor deste recurso, mas a quem pertence o lucro? Os estados, onde os poços estão situados defenderam que os royalties pertencessem a eles. O Rio Grande do Sul foi a primeira unidade da federação a se posicionar, através de audiência pública realizada pela sua assembléia legislativa, em maio de 2009, sobre Impactos da Exploração da Camada 24
  23. 23. Pré-Sal. E defender a idéia de que já que a exploração afeta a todos, os lucros deveriam ser divididos. A Associação dos Engenheiros da Petrobras se manifestou favorável a idéia, desde que os recursos sejam aplicados em investimentos sociais. Outra proposta, divulgada em 15 de setembro de 2009, destina 30% dos recursos obtidos aos estados produtores, 40% aos demais estados e os 30% restantes a um fundo a ser criado e que aplicaria o dinheiro em investimentos nas áreas de Educação e Saúde (SIQUEIRA, 2009). 3.3.4 Poços Exploratórios Segundo divulgação da Petrobras (através de seu sitio), são explorados 19 poços no pré-sal, distribuídos em um total de sete plataformas. 3.3.5 Produção Diária e Expectativas Futuras Segundo a Petrobras, empresa responsável pela exploração, desde que começou-se a produzir, em 2008, já se ultrapassou o numero de 100 milhões de barris de petróleo. Diariamente são produzidos mais de 310 mil barris, nas bacias de Santos e de Campos. Em 2017, estima-se alcançar um milhão de barris por dia. E os investimentos poderão chegar a US$ 52,2 bilhões até 2017, de acordo com o Plano de Negócios (Figura 5) (BR – PETROBRAS, 2013). Figura 5: Investimentos da Petrobras – Poços, refinarias, terminais e oleodutos, termoelétricas, biodiesel, etanol e gasoduto sal (BR- PETROBRAS, 2013). 25
  24. 24. 4. CONCLUSÃO Foi possível observar o tramite pelo qual passa a principal matriz energética do mundo, que é o petróleo, desde sua prospecção, à retirada dos seus derivados por meio da destilação fracionada até os cuidados ecológicos com o despejo controlado e correto de materiais tóxicos (enxofre e metais pesados, por exemplo) e relatar de forma concisa a disposição dessas reservas em nosso país e como elas são manipuladas aqui. Destacou-se também a importância da camada pré-sal, a maior descoberta da industria petrolífera brasileira, no passado, no presente e seu potencial futuro. Bem como os atuais resultados da sua exploração e a certeza, baseada em dados, que o investimento é sim viável e além de lucros já traz grandes investimentos para o nosso país. 5. REFERENCIAS ARAÚJO FILHO, M.C. DE (et all) 2006. Refinaria do Nordeste – Abreu Lima. Relatório de Impacto Ambiental, Petrobras, 9-15. BACOCCOLI, G., COSTA I. G & BRANDÃO, J.A.S.L., 1989. O processo da descoberta de bacias petrolíferas no Brasil, ed. Petrobras/Depex, I Seminário de Interpretação Exploratória, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, p. 383/390. BARBI F. C. & SILVA, A. L. P. 2008. O petróleo do Pre-Sal: Os desafios e as possibilidades de uma nova política industrial no Brasil. PERQUISA & DEBATE, SP, volume19, numero 2 (34) PP. 255-271. BR – PETROBRAS. In sitio: http://www.petrobras.com.br/pt/. Acessado em 04 de setembro de 2013. BRANDÃO, J.A.S., 1990. Revisão e atualização estratigráfica das bacias da Foz do Amazonas e Pará-Maranhão, Petrobras (Rel. Int.), 79 pp. BRANDÃO, J.A.S.L. & FEIJÓ, F.J., 1994a. Bacia da Foz do Amazonas. Boletim de Geociências da Petrobras 8(1), 91-99. BRANDÃO, J.A.S.L. & FEIJÓ, F.J., 1994b. Bacia do Pará-Maranhão. Boletim de Geociências da Petrobras 8(1), 101-102. CECAC, 2013. In sitio: http://www.cecac.org.br/MATERIAS/PETROBRAS_ago06.htm. Acessado em 03/09/1013. MAGOON, L. B., & DOW, W. G., 1994. The Petroleum System, in Magoon, L. B., and Dow, W. G., eds., The petroleum system - From source to trap: American Association of Petroleum Geologists Memoir 60, p. 3-24. MILANI, E. J., 1985. Tectônica cisalhante na evolução do rift do Recôncavo-TucanoJatobá.Revista Brasileira de Geociências 15(4): 287-292. 26
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