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Aula 2 redacao_2011
 

Aula 2 redacao_2011

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    Aula 2 redacao_2011 Aula 2 redacao_2011 Presentation Transcript

    • Modalidades textuais (tipos de texto)
      • 1) TEXTO NARRATIVO
      • 2) TEXTO DESCRITIVO
      • 3) TEXTO ARGUMENTATIVO
    • TEXTO DESCRITIVO
      • Descrição
      • A descrição é um texto que procura caracterizar uma pessoa, um objeto, um ambiente. É uma espécie de fotografia feita por palavras.
      • Na maioria das vezes, a descrição aparece misturada a outras modalidades de texto (narração ou dissertação), caracterizando uma personagem, ressaltando um pormenor, descrevendo um objeto ou um cenário.
      • Características:
      • ausência de progressão temporal;
      • presença de adjetivos e locuções adjetivas;
      • predomínio de verbos de estado;
      • emprego de figuras de linguagem: metáfora,
      • prosopopéia, sinestesia, antítese etc.;
      • uso de elementos sensoriais: visão, audição,
      • olfato, paladar, tato;
      • emprego de frases nominais (sem verbo).
      • Descrição objetiva: A descrição pode ser objetiva, quando é uma fiel reprodução da realidade, mostrando de forma concreta como é, por exemplo, um objeto. As palavras buscam a exatidão, sem sentimentalismos, para que a idéia precisa seja passada.
      • Descrição subjetiva: Na descrição subjetiva, o texto procura sensibilizar o leitor através da percepção e da interpretação do observador-redator. A redação fica mais poética, mais lírica.
      • “ Não podia tirar os olhos daquela criatura de quatorze anos, alta forte e cheia, apertada em um vestido de chita, meio desbotado. Os cabelos grossos, feitos em duas tranças, com as pontas atadas uma à outra, à moda do tempo, desciam-lhe pelas costas. Morena, olhos claros e grandes, nariz reto e comprido, tinha a boca fina e o queixo largo. As mãos, a despeito de alguns ofícios rudes, eram curadas com amor; não cheiravam a sabões finos nem águas de toucador, mas com água do poço e sabão comum trazia-as limpas e sem mácula. Calçava sapatos de duraque, rasos e velhos, a que ela mesma dera alguns pontos.” (pg 36).”
      • Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada." Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
      • Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.
    • Fatos: acontecimentos que são relatados, constituindo o enredo. Personagens: pessoas que vivem o(s) fato(s) narrado(s), podendo ter uma importância principal ou secundária. Ambiente / Espaço: lugar ou cenário onde acontecem os fatos. Tempo: representa o espaço cronológico,ou seja, o período ou a época em que a história se passa. O tempo pode ser também psicológico. Narrador: o fato pode ser contado em 1ª pessoa (o narrador participa dos acontecimentos) ou em 3ª pessoa ( o narrador observa as ações dos personagens de fora, como narrador onisciente). TESSITURA NARRATIVA
      • ENREDO
      • Conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação
      • de um texto narrativo.
      O ENREDO SITUAÇÃO INICIAL: personagens, tempo e espaço são apresentados. ESTABELECIMENTO DE UM CONFLITO: um acontecimento modifica a situação inicial, fazendo surgir um conflito. DESENVOLVIMENTO: os personagens buscam a solução do conflito. CLÍMAX: a narrativa chega a seu ponto de maior tensão. DESFECHO: o conflito é solucionado.
      • ALGUMAS PERGUNTAS QUE PODEM AJUDAR NA CONSTRUÇÃO DA NARRATIVA:
      • O QUÊ?
      • QUEM CONTA?
      • QUEM PARTICIPA?
      • ONDE?
      • QUANDO? –
      • COMO ERA?
      • O QUE MUDOU? Conflito
      • COMO FICOU?
      • Tragédia brasileira (Manuel Bandeira)
      • Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade. Conheceu Maria Elvira na Lapa – prostituída, com sífilis, Demite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura...Dava tudo quanto ela queria. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim. Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa. Os amantes moravam no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bom Sucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos... Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.
    • PROPOSTA DE REDAÇÃO: TEXTO NARRATIVO SONETO DE SEPARAÇÃO (Vinícius de Morais) De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma E das bocas unidas fez-se a espuma E das mãos espalmadas fez-se o espanto. De repente da calma fez-se o vento Que dos olhos desfez a última chama E da paixão fez-se o pressentimento E do momento imóvel fez o drama. De repente, não mais que de repente Fez-se de triste o que se fez amante E de sozinho o que se fez contente Fez-se do amigo próximo o distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente. Tendo como base o Soneto de separação de Vinicius de Moraes, escreva um texto narrativo desenvolvendo a ideia central do poema. Sua história poderá ser narrada em 1ª ou 3ª pessoas.