Reflexões sobre a relação família escola

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Reflexões sobre a relação família escola

  1. 1. REFLEXÕES SOBRE A RELAÇÃO FAMÍLIA-ESCOLA Palestra Profª Ms. Sonia Piaya Porangaba- Agosto/2011 www.soniapiaya.com.br
  2. 2. CONCEITO DE FAMÍLIA
  3. 3. FAMÍLIA PENSADA • É a família pensada (Szymanski, 1995), o modelo de família ideal oferecido por nossa sociedade. Pensada porque permanece subjacente ao projeto de construção de uma família, apresenta-se como parâmetro para avaliação e promete constituir-se em passaporte para a felicidade.
  4. 4. FAMÍLIA VIVIDA • Um grupo de pessoas que convivem, reconhecendo-se como família, propondo-se a ter entre si uma ligação afetiva duradoura, incluindo o compromisso de uma relação de cuidado contínuo entre os adultos e deles com as crianças, jovens e idosos. ( Symansky, 2004)
  5. 5. • Não existe uma família ideal ou um modelo pré-determinado de família, existem famílias reais. Independente de sua configuração, a família continua sendo a instituição social responsável pelos cuidados, proteção, afeto e educação das crianças pequenas, ou seja, é o primeiro e importante canal de iniciação dos afetos, da socialização, das relações de aprendizagem.
  6. 6. 8 DIVERSIDADE ESTRUTURAL MAIS COMUM FAMÍLIAS TRADICIONAIS FAMÍLIAS MONOPARENTAIS FAMÍLIAS RECASADAS FAMÍLIAS AMPLIADAS FAMÍLIAS NÃO CONVENCIONAIS FAMÍLIA HOJE
  7. 7. MUDANÇA DE PARADIGMAS
  8. 8. POR QUE TRABALHAR ESTA RELAÇÃO?
  9. 9. BASE LEGAL Constituição federal: • Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
  10. 10. BASE LEGAL Lei 9394/96- LDB • Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: (...) VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;
  11. 11. BASE LEGAL Lei 9395/96- LDB • Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade
  12. 12. BASE LEGAL ECA- Lei 8069/90 Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: (...) Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. • Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino
  13. 13. BASE LEGAL RESOLUÇÃO Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009 • Art. 7º Na observância destas Diretrizes, a proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve garantir que elas cumpram plenamente sua função sociopolítica e pedagógica: (...) II -assumindo a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e cuidado das crianças com as famílias;
  14. 14. BASE LEGAL Art. 8º A proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve ter como objetivo garantir à criança acesso a processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à convivência e à interação com outras crianças. § 1º Na efetivação desse objetivo, as propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil deverão prever condições para o trabalho coletivo e para a organização de materiais, espaços e tempos que assegurem: (...) III- a participação, o diálogo e a escuta cotidiana das famílias, o respeito e a valorização de suas formas de organização;
  15. 15. BASE LEGAL RESOLUÇÃO Nº 7, DE 14 DE DEZEMBRODE 2010 • Art. 7º De acordo com esses princípios, e em conformidade com o art. 22 e o art. 32 da Lei nº 9.394/96 (LDB), as propostas Curriculares do Ensino Fundamental visarão desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores, mediante os objetivos previstos para esta etapa da escolarização, a saber: • IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
  16. 16. BASE TEÓRICA • A escola, tanto ou mais do que a família, tem um papel preponderante na constituição identitária das pessoas em sua inserção futura na sociedade e quanto maior a sincronia entre escola e família, tanto melhor para o desenvolvimento de crianças e jovens. • Está se tornando uma questão ética informar as famílias das classes economicamente desfavorecidas sobre o processo de exclusão de seus filhos e começar a construir, com elas, práticas educativas que possibilitem uma continuidade do seu processo socializador para a escola e para o mundo do trabalho. Symansky,2004
  17. 17. BASE TEÓRICA RCNEI (p.75) • Assumir um trabalho de acolhimento às diferentes expressões e manifestações das crianças e suas famílias significa valorizar e respeitar a diversidade, não implicando a adesão incondicional aos valores do outro. Cada família e suas crianças são portadoras de um vasto repertório que se constitui em material rico e farto para o exercício do diálogo, aprendizagem com a diferença, a não discriminação e as atitudes não preconceituosas.
  18. 18. PAPEL DA ESCOLA • Apoiar os pais ou responsáveis para desempenhar a importante função educativa que lhes foi designada pela sociedade; • Livrar-se do mito do “dom” feminino para educar crianças. • Compreender a família como um fenômeno social e histórico, em que há uma igualdade biológica para a relação de cuidado com o filho. Maternidade ( paternidade) é relação de cuidado e não uma tarefa associada ao sexo.
  19. 19. • Compreender a família como contexto de desenvolvimento , de forma complexa, cuja compreensão é dificultada pelo número de condições envolvidas, internas e externas a ela, interdependentes, e que apresentam efeitos cumulativos ao longo do tempo. • Aprofundar o conhecimento do ambiente de desenvolvimento que as famílias oferecem e buscar a compreensão dos fatores constitutivos do processo educativo. • Buscar informações necessárias para a aplicação de programas de atenção a famílias que passem por privações sócio-econômicas
  20. 20. • Considerar as diferenças entre os ambientes educativos, conscientizar as famílias de baixa renda das condições esperadas pela escola, incorporar suas contribuições na educação formal, respeitar suas opções educacionais, apontar para danos que certas práticas educativas, em especial as que envolvem violência física e psicológica, podem trazer para o desenvolvimento dos filhos e apresentar a possibilidade de uma prática educativa dialógica.
  21. 21. O EFEITO FAMÍLIA • Um estudo realizado pelo Convênio Andrés Bello - acordo internacional que reúne 12 países das Américas - chamado A Eficácia Escolar Ibero-Americana, de 2006, estimou que o "efeito família" é responsável por 70% do sucesso escolar. • "O papel do pai e da mãe é estimular o comportamento de estudante nos filhos, mostrando interesse pelo seu desenvolvimento, pelo que eles aprendem e incentivando a pesquisa e a leitura", diz Antônio Carlos Gomes da Costa, pedagogo mineiro e um dos redatores do ECA. • Para isso, o papel da escola é orientar os pais e subsidiá-los com informações sobre o processo de ensino e de aprendizagem, colocá-los a par dos objetivos da escola e dos projetos desenvolvidos e criar momentos em que essa colaboração possa se efetivar.
  22. 22. BASE TEÓRICA Symansky, 2004: Necessidade de se considerar a família como objeto de atenção psicoeducacional, no sentido de um apoio para o desempenho da função educativa que lhe foi expressamente delegada pela sociedade.
  23. 23. MUDAR PARADIGMAS
  24. 24. SUGESTÃO DE AÇÕES PARA AMPLIAR A PARCERIA FAMÍLIA- ESCOLA
  25. 25. APRESENTAR A ESCOLA E FUNCIONÁRIOS PARA A FAMÍLIA
  26. 26. ENTREVISTAR OS PAIS E OS ALUNOS
  27. 27. CONVIDÁ-LOS A PARTICIPAR DA ELABORAÇÃO DO CURRÍCULO E DOS PROJETOS
  28. 28. FAZER UMA REUNIÃO FOCADA NO DESENVOLVIMEN TO E APRENDIZAGEM DOS ALUNOS
  29. 29. MARCAR ENCONTROS EM HORÁRIOS CONVENIENTES AOS PAIS
  30. 30. EXPOR A PRODUÇÃO DOS ALUNOS
  31. 31. INFORMAR A COMUNIDADE SOBRE O DESEMPENHO DA ESCOLA
  32. 32. EXPLICAR O FUNCIONAMEN TO E IMPORTÂNCIA DOS COLEGIADOS ESCOLARES E INSTITUIÇÕES AUXILIARES DA ESCOLA
  33. 33. CRIAR UMA ESCOLA DE PAIS COM PALESTRAS, DEBATES E GRUPOS DE DISCUSSÃO E ESTUDO SOBRE EDUCAÇÃO
  34. 34. VISITAR AS FAMÍLIAS EM CASA
  35. 35. PROMOVER FESTAS E COMEMORA ÇÕES
  36. 36. RELAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA

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