Orientacoes pedagogicassaerjinho
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Orientacoes pedagogicassaerjinho Orientacoes pedagogicassaerjinho Document Transcript

  • GOVERNO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃOOrientaçõesPedagógicas - SAERJINHO - REFORÇO ESCOLAR JUNHO – 2011 1
  • SUMÁRIOINTRODUÇÃO 7- 9CADERNO DE MATEMÁTICA 10 -69Apresentação 11Capítulo 1: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 5° ANO TÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS:  H24 – Ler horas em relógios de ponteiros ou digital......................................................13  H29 – Resolver problema envolvendo trocas entre cédulas e moedas do sistema monetário, em função de seus valores.............................................................................15 TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES:  H34 – Reconhecer e utilizar características do sistema de numeração decimal, tais como agrupamentos e trocas na base 10 e princípio do valor posicional..................................19  H37 – Reconhecer a escrita por extenso dos numerais...................................................22 TÓPICO IV – TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO:  H82 – Ler informações e dados apresentados em tabelas...............................................23Capítulo 2: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 9° ANO TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES:  H36 — Identificar a localização de números reais na reta numérica ........................... 28  H39 — Identificar a localização de números inteiros na reta numérica ....................... 29  H42 — Identificar a localização de números racionais na reta numérica...................... 30  H65 — Efetuar cálculos simples com valores aproximados de radicais........................ 32 TÓPICO IV – TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO:  H115 — Resolver problemas envolvendo o cálculo de Média Aritmética simples e ponderada.........................................................................................................................33 2
  • Capítulo 3: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA A 1° SÉRIE DO ENSINO MÉDIO TÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS:  H32 — Resolver problema envolvendo o cálculo de perímetro de figuras planas, com ou sem malhas quadriculadas .........................................................................................36  H33 — Resolver problema envolvendo o cálculo de área de figuras planas, com ou sem malhas..............................................................................................................................41 TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES:  H111 — Identificar uma equação do 2° grau que expressa um problema ....................43  H50 — Analisar crescimento/decrescimento, zeros de funções reais apresentadas em gráficos ...........................................................................................................................46  H103 — Resolver problemas com números reais envolvendo as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ).............................................................48Capítulo 4: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 2° SÉRIE DO ENSINO MÉDIO TÓPICO I – ESPAÇO E FORMA  H90- Resolver problemas envolvendo a lei dos cossenos ou a lei dos senos ............ 51 TÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS  H26 - Resolver problema utilizando relações entre diferentes unidades de medida..... 52 TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES:  H56 — Reconhecer o gráfico de uma função polinomial de 1º grau por meio de seus coeficientes......................................................................................................................54  H59 — Reconhecer a representação algébrica de uma função do 1º grau dado o seu gráfico .............................................................................................................................55  H67 — Identificar a representação algébrica e/ou gráfica de uma função logarítmica, reconhecendo-a como inversa da função exponencial....................................................57Capítulo 5: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 3° SÉRIE DO ENSINO MÉDIO TÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS:  H31 — Resolver problemas envolvendo noções de volume ........................................60 TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES:  H43 — Resolver problemas envolvendo equações do 2° grau. ...............................61  H54 — Resolver problema envolvendo P.A/P.G dada a fórmula do termo geral .......63  H75 — Resolver problema de contagem utilizando o principio multiplicativo ou noções de permutação simples, arranjos simples e/ou combinações..........................................64 TÓPICO IV – TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO:  H116 — Resolver problemas envolvendo o cálculo da média aritmética ou mediana ou moda ...............................................................................................................................65 3
  • Capítulo 6: REFERÊNCIAS VIRTUAIS............................................................................67CADERNO DE LÍNGUA PORTUGUESA / LITERATURA 70 - 142Apresentação 71Capítulo 1: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 5° ANO TÓPICO I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA:  H01 – Localizar informações explícitas em um texto.....................................................73  H02 – Inferir o sentido de palavra ou expressão.............................................................75 TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUAL:  H07 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros........................................77 TÓPICO IV – PROCESSAMENTO DO TEXTO  H23 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios etc ...............................................................................................79 TÓPICO V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDO:  H25 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados...................................81Capítulo 2: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 9° ANO TÓPICO I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA:  H02 — Inferir o sentido de palavra ou expressão ..........................................................83 TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUAL:  H08 — Identificar o gênero de diversos gêneros ...........................................................85 . TÓPICO IV – PROCESSAMENTO DO TEXTO:  H16 — Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto...................................88  H20 — Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto......................... 93 4
  •  H23 — Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc...............................................................................................95Capítulo 3: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA A 1° SÉRIE DO ENSINO MÉDIO TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUAL:  H08 — Identificar o gênero de diversos gêneros............................................................98  H09 – Reconhecer os elementos da comunicação.......................................................101 TÓPICO IV – PROCESSAMENTO DO TEXTO:  H16 — Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto....................................104  H23 — Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções, advérbios, etc.............................................................................................107  H24 — Estabelecer relações de concordância nominal e verbal.................................. 111Capítulo 4: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 2° SÉRIE DO ENSINO MÉDIO TÓPICO I – PROCEDIMENTOS DE LEITURA:  H05 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato..............................................115 TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUAL:  H11 – Reconhecer os modos de organização das diferentes tipologias textuais ..........118  H15 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema..................................................................................................121 TÓPICO III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS:  H22 – Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.......123  H29 – Reconhecer efeitos provocados pelo emprego de recursos estilísticos.............126Capítulo 5: ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O 3° SÉRIE DO ENSINO MÉDIO TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUAL:  H10 – Identificar as funções da linguagem...................................................................128  H12 – Reconhecer características do texto poético ......................................................130 TÓPICO III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOS:  H14 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido .....................................................................................132  H21 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem textos narrativos.......................................................................................................................134  H26 – Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.........................................................................................................................137Capítulo 6: REFERÊNCIAS VIRTUAIS..........................................................................140 5
  • 6
  • INTRODUÇÃO Este caderno foi confeccionado por um grupo de professores regentes da rede estadual,sob a orientação de uma equipe de profissionais do CAEd – Centro de Políticas Públicas eAvaliação da Educação, da Universidade Federal de Juiz de Fora, a mesma instituiçãoresponsável pela elaboração e condução das avaliações bimestrais na rede estadual(Saerjinho). Ele se propõe a oferecer um conjunto de sugestões e esclarecimentos acerca dealgumas das habilidades que foram testadas no Saerjinho do 1º bimestre de 2011 e que foramidentificadas, mediante a análise dos resultados dos alunos, como importantes para receberemuma atenção especial dos professores e alunos, no sentido de retomarem o estudo dessashabilidades, nos bimestres subsequentes, em revisões ou aulas de reforço, com intuito demelhorarem o domínio e obterem melhores resultados nas próximas avaliações. Certamente, encorajamos que os professores façam eles mesmos a avaliação dashabilidades críticas (aquelas que tiveram os piores índices de acerto) a partir da avaliação dosresultados específicos de suas turmas, a fim de concentrarem suas práticas no reforço dashabilidades mais necessárias para aquele grupo determinado de alunos. Recomendamos, paraisso, que os professores acessem os resultados de suas turmas no sitewww.saerjinho.caedufjf.net, com o auxílio do diretor de sua escola. No entanto, oferecemosaqui uma amostra, com cerca de 5 habilidades para cada ano ou série testado no Saerjinho, emLíngua Portuguesa/Literatura e em Matemática, que esclarece e ilustra algumas possibilidadesde trabalho pedagógico, buscando não só o desenvolvimento da habilidade testada naavaliação, mas também uma maior interação entre turma e professor por meio de atividadesdinâmicas. Deseja-se também proporcionar um melhor entendimento a respeito das matrizes dereferência dos Exames Externos aos quais os alunos são submetidos, sejam os de âmbitoEstadual ou Nacional, em especial, o Saerjinho. Por isso, cabem aqui nesta apresentaçãoalguns esclarecimentos acerca da própria proposta do Saerjinho, especialmente em contrastecom outro instumento bimestral da SEEDUC, o Currículo Mínimo: • O SAERJINHO é uma avaliação externa que permite que o professor e a escola acompanhem a evolução do aprendizado dos alunos bimestralmente, até a testagem final, no SAERJ, o que possibilita as adequações no plano de curso do professor, a fim de corrigir as deficiências mais apontadas em cada bimestre. • O SAERJINHO não foi concebido para verificar o cumprimento do Currículo Mínimo pelo professor, mas está alinhado a este em muitas habilidades. Para avaliar as competências e habilidades propostas no Currículo Mínimo junto aos seus alunos, o professor deve valer-se de todo o conjunto de instrumentos de avaliações de que dispõe, inclusive o Saerjinho, que pode ser aproveitado para o cálculo da nota bimestral dos seus alunos com o valor e as características que o professor julgar mais adequadas. • O SAERJINHO não testa apenas as habilidades que devem ser trabalhadas naquele bimestre, mas um conjunto de habilidades que os alunos devem acumular ao longo da 7
  • sua formação e que são testadas nas demais avaliações externas (SAERJ e SAEB ou Prova Brasil).• O SAERJINHO possui uma MATRIZ DE REFERÊNCIA própria, que explicita quais são as habilidades que estarão sendo testadas a cada ano e bimestre. A matriz do Saerjinho encontra-se disponível para consulta e download nos sites: www.conexaoprofessor.rj.gov.br e http://www.rj.gov.br• Apesar de ambos conterem listagem de habilidades que devem ser desenvolvidas pelos alunos, Currículo Mínimo e Matriz de Referência do Saerjinho diferem em seus objetivos. Para melhor esclarecer essas diferenças, esquematizamos o quadro a seguir: CURRÍCULO MÍNIMO MATRIZ DE REFERÊNCIA SAERJINHODefine as competências e habilidades Define as habilidades que são testadasque devem compor formação básica no SAERJINHO.―ideal‖ para o educando.As competências e habilidades listadas As habilidades listadas referem-sereferem-se àquelas que não podem àquelas que os alunos devem terdeixar de ser desenvolvidas nas aulas acumulado ao longo da sua formação,da rede estadual, numa organização além daquelas desenvolvidas nobimestral que leva em conta a carga bimestre específico da testagem,horária da disciplina na matriz conforme previsto no Currículo Mínimo.curricular, e considera que o professor,em seu plano de curso, fará os ajustes ecomplementações necessárias para obom aproveitamento do processo deensino-aprendizagem.Apresenta todas as competências e Apresenta aquelas habilidades passíveishabilidades básicas e necessárias aos de serem avaliadas em um teste deobjetivos da Educação Básica: múltipla escolha, importantes para aformação cidadã para o mundo da formação básica e recorrentes nas decultura, do trabalho e/ou para estudos avaliações externas nacionais e estaduaisposteriores. às quais os alunos são submetidos.Reflete as seguintes referências: LDB, Reflete as seguintes referências: matrizDiretrizes Curriculares Nacionais, do SAERJ, matriz da Prova Brasil ouPCNs, matrizes de Referência SAERJ, SAEB e habilidades selecionadas doProva Brasil / SAEB e ENEM, temas e Currículo Mínimo.conteúdos relevantes na tradição e nasevoluções do ensino nas diferentesáreas de conhecimento científico. 8
  • Orienta o planejamento de curso dos Orienta a construção de um diagnóstico, professores, de maneira ampla. É pelo professor, das habilidades desenvolvido de acordo com a importantes que seus alunos devem realidade de condições e alunado da ainda desenvolver para que tenham um rede estadual e em consonância com as bom desempenho nas avaliações exigências legais, as diretrizes externas. nacionais e as avaliações externas a que nossos alunos são submetidos. Esperamos que essas Orientações auxiliem num entendimento cada vez mais amplo detodos os profissionais da rede estadual acerca das avaliações externas e do alinhamento da suaprática diária às necessidades que o processo de ensino-aprendizagem se nos impõe. Nãotemos a pretensão de estabelecer aqui metodologias completas de reforço nem de suprir, commateriais didáticos, todas as necessidades do ensino que os professores identificarão, masacreditamos, através do roteiro que se segue, poder contribuir ao professor para oplanejamento das suas aulas e para a elaboração de exercícios e ou atividades de reforço,tomando como ponto de partida os pré-requisitos referentes a cada descritor contido noSAERJINHO do 1º bimestre. 9
  • CADERNO DEMATEMÁTICA 10
  • APRESENTAÇÃOCaro Professor, Este caderno visa a fornecer algumas Orientações Pedagógicas de Matemática, quepodem servir ao planejamento e execução de atividades de reforço escolar, referentes ao 1ºBimestre de 2011 da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Este conjunto de orientações apresentasugestões para auxiliar os professores no ensino de algumas habilidades críticas, testadas noSaerjinho do 1º bimestre, que eventualmente não tenham tido um bom aproveitamento juntoao seu grupo de alunos, de acordo com o resultado desta avaliação. Deseja-se também proporcionar um melhor entendimento a respeito das matrizes dereferência dos Exames Externos aos quais os alunos são submetidos, sejam os de âmbitoEstadual ou Nacional. Para isso, optamos por apresentar as orientações relacionadasdiretamente aos descritores (habilidades) relativos a cada ano/série. Estas habilidadesencontram-se, portanto, detalhadas e estão separadas por tópicos, que determinam diferentescampos conceituais da matemática. São eles:  TÓPICO I – Espaço e Forma  TÓPICO II – Grandezas e Medidas  TÓPICO III – Números e Operações / Álgebra e Funções  TÓPICO IV – Tratamento da Informação Algumas habilidades, apesar de serem abordadas apenas em um dos capítulos a seguir,referem-se a mais de um ano/série na matriz de referência do SAERJINHO, conformeilustrado na tabela abaixo, de forma que os professores não precisam se deter apenas aoscapítulos referentes ao ano/série que leciona para obter ideias e sugestões para o trabalho comuma diversidade de habilidades junto a suas turmas. Habilidades 9°ano 1° Série 2° Série 3°Série H31 H32 H33 H36 H43 H50 H59 Para auxiliar na elaboração das aulas, no capítulo 6 disponibilizamos algumasreferências de sites na internet, onde o professor poderá obter objetos de aprendizagem, outrasorientações pedagógicas, roteiros de aulas e diversas sugestões de atividades, relativos a essashabilidades apresentadas, além do outras habilidades do ensino de Matemática. Com essasreferências, o professor pode ainda obter recursos didáticos que possibilitarão o ensino daMatemática usando diferentes metodologias, tais como o uso de softwares, vídeos, entreoutros. Não temos a pretensão de estabelecer aqui metodologias completas de reforço, masacreditamos, através do roteiro que se segue, poder contribuir ao professor no o planejamento 11
  • das suas aulas e na elaboração de exercícios e ou atividades de reforço, tomando como pontode partida os pré-requisitos referentes a cada descritor contido no SAERJINHO do 1ºbimestre. A partir destes, sugerimos algumas atividades que o professor pode vir adesenvolver para que o aluno compreenda o conteúdo de forma gradativa. Nosso desejo étornar o ensino da Matemática mais eficiente na medida em que focamos as dificuldades maisrecorrentes no desenvolvimento de cada habilidade e apresentamos sugestões variadas para otrabalho pedagógico com as mesmas. Raquel Costa da Silva Nascimento Coordenadora de Matemática da SeeducProfessores Elaboradores Ana Paula dos Santos Gargano – C. E. Professor Joel de Oliveira / C. E. Rodrigo OtávioFilho André Luiz Souza Silva – Ciep 441 – Mané Garrincha Arides Rodrigues de Almeida Júnior – C. E. Álvaro Alvim Edson de Souza Carneiro Fialho – C. E. Profª Sandra Maria dos Santos Sousa / Ciep 135 –Afonso Henrique de Lima Barreto Elaine da Silva Marinho – C. E. Padre Anchieta Herivelto Nunes Paiva – C. E. Pandoá Calógeras Janete Candido ds Silva Barros Colégio Estadual Pinto Lima Laerte Candido dos Santos – C. E. Frederico Eyer / C.E. Stella Matutina Luiz Carlos dos Santos – C. E. Profª Maria Terezinha de C Machado Marilsa Maria da Conceição Marcelino Paulo Cesar dos Santos Gargano – Ciep 323- Maria Werneck de Castro / C. E. ProfªSônia Scudese Rachel de Seixas Lemos Carvalho – C. E. Pedro Álvares Cabral Reginaldo Vandré Menezes da Mota – C. E. Nilo Peçanha Therezinha de Azevedo Souza Bacci – C.E. Dr. Rodolpho Siqueira / C.E. ComendadorValentim dos Santos Diniz - NATA Weverton Magno Ferreira de Castro – C. E. Lauro CorreaCoordenaçãoRaquel Costa da Silva NascimentoCoordenadora de Matemática da SEEDUC 12
  • 1 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTALTÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS: H24 — LER HORAS EM RELÓGIOS DE PONTEIROS OU DIGITAL  Item da habilidade H24 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para resolver problemas envolvendo a leitura de relógios de ponteiros, os alunosdeverão ter desenvolvido algumas habilidades consideradas básicas e essenciais, entre elas, teratribuído significado à quantificação e ordenação de números, como:  Ordenar ou seriar acontecimentos, nomeando, por exemplo, o que vem antes e o que vem depois;  Relacionar velocidade com o tempo, observando que ao andar mais rápido ele gastará menos tempo;  Definir a idade das pessoas (mais nova, mais velha, etc); 13
  •  Estabelecer relação entre unidades de medidas de tempo (hora/minuto); A Matemática não deve ser apresentada como algo fora da realidade, é preciso que acriança participe da construção de determinados conceitos para que ela dê significados aossímbolos, às expressões e aos desenhos desse campo de conhecimento.PROPOSTA METODOLÓGICA: Nesse descritor os enunciados dos itens da avaliação precisam ter linguagem adequadapara a faixa etária dos alunos e serem claros e mínimos, envolvendo contextos integrados àsituação matemática envolvida. Os desenhos e esquemas apresentados em cada item devemser necessários para a resolução do mesmo. O professor pode trabalhar com confecção de material concreto, manipulação dediversos instrumentos de medidas de tempo que facilitarão a compreensão do conceito detempo. Pode também propor situações de leitura de horas. Pode ainda solicitar ao aluno queestime o horário de encerramento de um evento dado o seu horário de início.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:ATIVIDADE 1:— Objetivo: Realizar estimativas do tempo de duração de um evento, a partir do horário deinício e de término.— Material: Um relógio de ponteiros, jogos de tabuleiro como dama, xadrez.— Metodologia: Faça uma rodada de vários jogos de tabuleiro com os alunos em dupla, de tal formaque eles calculem estimativas do tempo de duração do jogo. Devem ser exploradas as relaçõesentre a hora e partes da hora em relógios.ATIVIDADE 2:— Objetivo: Calcular estimativas do tempo de duração.— Material: Exercícios contextualizados (em folhas avulsas ou no quadro).— Metodologia: As atividades escolares deverão ser vinculadas no dia a dia vivido pela criança.Solicitar que o aluno estime o horário de encerramento de um evento dado o seu horário deinício. 14
  • Veja exemplo:Quando Renata colocou uma torta para assar, o relógio marcava:A torta ficou pronta em 35 minutos. Que horário o relógio estava marcando quando a tortaficou pronta?ATIVIDADE 3:— Objetivo: Ler horas.— Material: Papel pardo e hidrocor.— Metodologia: Faça no papel pardo um relógio sem ponteiros marcando o centro com um ponto. Emseguida peça a um aluno que se coloque no centro do relógio para ela servir de ponteiro. Oseu braço esquerdo vai ser o ponteiro grande, e a sua perna direita, o seu ponteiro pequeno.Converse com eles sobre a representação da hora; fale dos ponteiros e da posição dele norelógio e a seguir peça que marque as horas. A criança marca as horas com o próprio corpo.ATIVIDADE 4:— Objetivo: Confeccionar um relógio.— Material: Cartolina, colchete de metal, hidrocor e pedaço de borracha (ou isopor).— Metodologia: Fazer com os alunos um disco de cartolina, com duas tiras finas de tamanhosdiferentes presa ao centro com colchete, preso no verso pela borracha ou isopor. Cada aluno deverá confeccionar o seu próprio relógio. H29 — RESOLVER PROBLEMA ENVOLVENDO TROCAS ENTRE CÉDULAS E MOEDAS DO SISTEMA MONETÁRIO BRASILEIRO, EM FUNÇÃO DE SEUS VALORES.  Itens da habilidade H29 utilizados no teste Saerjinho – 1° Bimestre: 15
  • PRÉ-REQUISITOS: Os problemas apresentados acima mostram a importância do sistema monetário no dia-a-dia das pessoas. Uma das grandezas com que as crianças têm contato logo cedo é o dinheiro. Essagrandeza relaciona os números e medidas, incentiva à contagem, ao cálculo mental e aocálculo estimativo. O uso de cédulas e moedas, verdadeiras ou imitações, constitui-se em umaestratégia didático-pedagógica muito farta, propiciando atividades didáticas do tipo: fazertrocas, comparar valores, fazer operações, resolver problemas, trabalhar com os númerosnaturais, etc. Tomamos como base as seguintes habilidades, consideradas básicas e essenciais:  Reconhecer a representação das diferentes moedas legais em circulação, compreendendo que a função da moeda é mensuração (ato ou efeito de medir o valor das mercadorias);  Compreender os diferentes valores das cédulas e moedas;  Utilizar o sistema monetário;  Conhecer o sistema de trocas equivalentes.Ideias para ensino dos decimais Resolver problemas utilizando a escrita decimal das cédulas ou moedas do sistemamonetário brasileiro Os sistemas monetários costumam ter uma unidade monetária dividida em cem partesiguais, cada uma das quais é um centavo. Apresentando os números com vírgula, relacionados com o real e os centavos de real,o professor favorece o aprendizado das crianças. 16
  • Veja por que:  Desde o 3º ano, os alunos podem se familiarizar com os números com vírgula escrevendo quantias em dinheiro.  As quantias em dinheiro ajudam a entender adições e subtrações.  Os centavos também ajudam a compreender certas multiplicações. Exemplo: Roberto comprou uma bola por R$ 9,80. Ele deu uma nota de R$ 20,00. Quanto recebeu de troco?PROPOSTA METODOLÓGICA: Esta habilidade pode ser desenvolvida com a proposição de problemas simplesenvolvendo os valores das cédulas e moedas, em que o estudante é solicitado a realizar a trocade uma ou mais cédulas por outras cédulas menores ou por moedas, considerando-se seusvalores. Pretende-se, dessa forma, fazer com que o professor propicie aos seus alunoscondições de:  Trabalhar a importância da Matemática para solucionar problemas que envolvam somar, subtrair, multiplicar e dividir.  Ler e registrar quantias.  Realizar troco em situações reais, usando os processos aditivo e subtrativo, em situações-problema; por escrito e oralmente.  Efetuar operações cujos termos são quantias em dinheiro.  Reconhecer o valor social das unidades de medidas padronizadas e utilizá-las adequadamente. O professor pode propor que os alunos calculem o troco considerando o valor da compra eo valor dado para pagamento. Para cada objetivo, diferentes estratégias poderão ser aplicadaspara auxiliar as crianças na composição e decomposição de valores. Não deixe de explorá-lascom os alunos:  Escrita de números em ordem crescente e decrescente;  Utilização do número (aspecto funcional) em situações do cotidiano;  Incentivo à criação de novos procedimentos pessoais de cálculo;  Utilização do livro didático com suas atividades;  Exercícios no quadro e atividades em folhas avulsas.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:ATIVIDADE 1:— Objetivo: construir o sistema de trocas. 17
  • — Material necessário: notas e moedas de brinquedo do sistema monetário atual.— Metodologia:  Separar a turma em duplas;  Distribuir para cada dupla um pouco de notas e moedas;  Deixar os alunos manuseando o material por alguns minutos;  Propor-lhes desafios do tipo: a) Quem consegue montar R$ 5,00 utilizando duas notas e quatro moedas? b) De quantas maneiras diferentes, posso montar R$ 1,00 com moedas iguais? c) Quem consegue montar R$ 50,00 com sete notas? d) Usando notas e moedas, demonstre pelo menos quatro maneiras diferentes de representar R$ 100,00.ATIVIDADE 2:— Objetivo: Inserir o aluno no ambiente sócio-econômico atual exercitando cálculos docotidiano.— Material necessário: Folhetos de supermercados, tesoura, cola, notas e moedas debrinquedo.— Metodologia:  Dividir a turma em grupos;  Distribuir para cada grupo os materiais;  Pedir aos alunos que façam uma lista de compras. Não se esquecendo do máximo que podem gastar.Dicas:Diversifique a lista da seguinte maneira:  Produtos de higiene pessoal;  Produtos de limpeza;  Alimentos para lanche;  Outros.Diversifique também o valor em dinheiro.ATIVIDADE 3:— Objetivo: Montar uma cesta básica.— Material: Folhetos de diversos mercados e notas e moedas de brinquedos. 18
  • — Metodologia:  Pesquisar os produtos recomendados para uma cesta básica recomendados pelo ministério da saúde.  Verificar a quantidade de cada produto de acordo com o número de pessoas da família.  Procurar os melhores preços da região, utilizando os folhetos dos mercados.  Montar uma cesta básica conforme indicação do Ministério da Saúde com o menor preço da região.TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES: H34 — RECONHECER E UTILIZAR CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL, TAIS COMO AGRUPAMENTOS E TROCAS NA BASE 10 E PRINCÍPIO DO VALOR POSICIONAL.  Itens da habilidade H34 utilizados no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para construir o conceito de sistema de numeração decimal, é necessário que os alunostenham os seguintes conhecimentos: 19
  •  Conhecer o número natural;  Utilizar diferentes estratégias para quantificar os elementos de uma coleção;  Ordenar conjuntos de objetos pela quantidade de elementos;  Identificar os aspectos cardinal e ordinal do número;  Realizar agrupamentos de 1ª, 2ª, 3ª ou mais ordens;  Ler, interpretar e produzir escritas numéricas com base no Princípio Posicional;  Ter a compreensão da utilização social do número.PROPOSTA METODOLÓGICA: Sabemos que o processo para aquisição de um sistema de numeração foi longo etrabalhoso. Não podemos exigir das crianças que só através da representação simbólica dosnúmeros, ela consiga entender e analisar a necessidade de um sistema posicional. Faz-senecessário um longo trabalho com material de contagem para que ela possa fazer seusagrupamentos identificando os diferentes valores que um algarismo pode ter, dependendo daposição que ele ocupa nesse número.SUGESTÕES DE ATIVIDADES: O professor pode propor estratégias de jogos para testar ou comprovar se ashabilidades estão sendo desenvolvidas.ATIVIDADE 1: ―Dez Não Pode‖─ Objetivo: Desenvolver raciocínio lógico, a estimativa, arredondamento e o cálculo mental.─ Material: Um dado, caderno e lápis para anotações. Uma caixa de Material de madeira ou confeccioná-lo em cartolina da seguinte maneira: - três quadrados de 10x10 centímetros. - um retângulo de 15x10 centímetros. 20
  • Com o lápis, divida cada figura em quadradinhos de 1x1 centímetro. Faça cópias desse material dependendo do número de alunos da classe e distribua um material para cada aluno. Peça que deixem dois quadrados 10x10 centímetros (placas) inteiros. Eles representarão as centenas. Recorte em quadradinhos o outro quadrado (placa). O quadrado formará um conjunto de 100 quadradinhos de 1x1cm. Eles representarão as unidades. Agora, recorte o retângulo de 15x10 centímetros, em barrinhas de 10 quadradinhos em cada uma. As 15 barrinhas representarão as dezenas. Peça para os alunos guardarem esse material em saquinhos plásticos ou caixinhas. Desenhe o material em uma cartolina para deixá-lo exposto no mural.─ Metodologia: Peça aos alunos para pegarem uma barrinha (dezena) e cubram com quadradinhos (unidades). Depois, cobrir o quadrado (centena) com barrinhas (dezenas). Eles irão perceber que 10 quadradinhos equivalem a uma barrinha e 10 barrinhas, equivalem a um quadrado. Isto é, 1 dezena = 10 unidades e 1 centena = 10 dezenas. Peça-lhes para registrarem a descoberta no caderno. Em duplas, as crianças pegam um dado para o jogo e o material dourado. Um de cada vez jogará o dado e terá de pegar tantos quadradinhos quantos forem os pontos do dado. Quando juntar ―dez quadradinhos‖ ele deve trocá-los pois, ―Dez não pode‖. Deverá trocá-los por ―uma barrinha‖ e ganha a vez de jogar novamente. Se sobrarem quadradinhos, ele terá que ir jogando até juntar 10, e trocá-los novamente. Vence o jogo quem chegar primeiro ao número combinado ou ao término do tempo determinado. Se ultrapassar a 10 barrinhas, trocá-las por um quadrado (centena). Uma outra maneira de treiná-los na escrita dos números é registrar no caderno a quantidade de pontos em cada jogada. Duração da atividade: 60 minutos.ATIVIDADE 2:— Objetivo: compor e decompor números.— Material: notas de 1, 10 e 100 de brinquedo.— Metodologia: Perguntar aos alunos, pedindo que indiquem com as notas: ―usando notas de 1, 10 e100 reais como posso pagar:‖  um livro que custa 24 reais;  um brinquedo de 63 reais;  uma bicicleta de 146 reais;  um armário de 312 reais. 21
  • H37 — RECONHECER A ESCRITA POR EXTENSO DOS NUMERAIS.  Item da habilidade H37 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para reconhecer a escrita por extenso dos numerais o aluno deve:  Saber ler corretamente;  Reconhecer os algarismos e números escritos no sistema posicional de base dez.PROPOSTA METODOLÓGICA: Esta habilidade avalia especificamente se o aluno é capaz de ler e associar o numeralescrito por extenso. Neste descritor é importante que o professor reconheça a diferença entrenúmero e numeral. O professor pode trabalhar situações do cotidiano envolvendo a escrita dos numerais,ou propor atividades em sala que possibilitem o desenvolvimento dessa habilidade de formadiferenciada.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:ATIVIDADE 1: Bingo de Numerais— Objetivo: Ler numerais por extenso— Material:  Tiras de papel com numerais por extenso em uma sacola;  Cartelas contendo vários números. ( Formato de uma cartela normal de Bingo )— Metodologia: O professor sorteará os numerais escritos nas tiras de papel, e escreverá o número noquadro. O aluno que tiver este valor na sua cartela marcará a célula na qual o número seencontra. Quem preencher todas as células das cartela primeiro vence o jogo. 22
  • TÓPICO IV – TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: H82 — LER INFORMAÇÕES E DADOS APRESENTADOS EM TABELAS.  Item da habilidade H82 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para compreender bem essa habilidade o aluno precisa saber associar as diferentescolunas das tabelas entre si, para isso é necessário:  Possuir noções de quantidade;  Reconhecer os numerais;  Compreender a estrutura de tabelas;  Relacionar as diferentes colunas apresentadas na tabela.PROPOSTA METODOLÓGICA:  Trabalhar com os alunos noções iniciais de tabelas, distinguindo linhas e colunas.  Apresentar tabelas e pedir que os alunos identifiquem elementos na mesma.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:ATIVIDADE 1: Jogo da Batalha Naval— Objetivo: Identificar elementos em uma tabela 23
  • — Material:  Construa duas tabelas conforme abaixo— Metodologia:  Divida a turma em duplas;  Em cada dupla um aluno desenha em sua tabela um navio.  O outro aluno deve a partir das coordenadas ( número e letra ) dizer qual parte quer atacar.  Vence o aluno que acertar as coordenadas onde o navio está localizado.ATIVIDADE 2: Jogo Memória— Objetivo: Identificar elementos em uma tabela.— Material:  Construa 8 pares de figuras iguais, totalizando 16 figuras. Embaralhe as figuras e sobreponha-as na malha quadriculada conforme modelo abaixo: 24
  • — Metodologia:  O professor embaralha as cartas e as arruma na tabela viradas ao inverso.  Os alunos começam indicando duas cartas de acordo com as coordenadas. Exemplo: 3B e 4D. Caso obtenha figuras iguais, o aluno ganha ponto, caso contrário, viram-se as cartas novamente e outro aluno joga.ATIVIDADE 3:— Objetivo: Compreender e traduzir o significado de gráficos e tabelas, através do processode amostragem.— Material: Cartolina— Metodologia: O professor fará um grande painel de tal forma que o aluno a entenda o processo degráfico. O professor fará um questionamento à turma:1) Quantas crianças vêm de transporte coletivo? 25
  • 2) Quantas vêm a pé?3) Quantas vêm de carro? Colocar no painel o quantitativo de cada modo e diferenciar com cores diferentes.Fazer com que o aluno interprete visualmente os dados apresentados na tabela. A construção de gráficos será a partir das tabelas preenchida.Veja:a) Como você vem para a escola? A pé De ônibus De carrob) Qual a merenda que você gosta? Arroz com feijão Macarrão com carne Sopa de legumes As atividades deverão conduzir ao conceito de quantidade e ao estabelecimento decomparações.OUTRAS SUGESTÕES DE ATIVIDADES: Imagine um tema do interesse de seus alunos, que sirva de motivo para levantamentode dados e construção de um gráfico. A pesquisa será feita no ambiente da escola, família eoutros setores da comunidade a que sua turma tenha acesso.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  GRAVINA, Maria Alice. O quanto precisamos de tabelas na construção de gráficos de funções? Revista do Professor de Matemática, v. 17. São Paulo: SBM, 1986.  Pro-Letramento: Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries do Ensino Fundamental: Matemática. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educaçao Básica, 2008.  IMENES, Luis Marcio e LELLIS, Marcelo. Conversa de professor: Matemática. Brasília, Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância, 1996. Cadernos da TV Escola.  JURANDILHA, Daniela e SPLENDORE, Leila. Matemática já não é problema!. - 3ª Edição - São Paulo: Cortez, 2008. 26
  •  Guia Curricular de Matemática: ciclo Básico de alfabetização, ensino fundamental / Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais; Coordenação de Wanda Maria de Castro Alves; elaboração - Sonia Fiuza da Rocha Castilho, Stella Maris Fernandes Fialho de Martins Flores e Wanda Maria de Castro Alves. Belo Horizonte, SEE/MG, l997.  Funtevê _ Ministério da Educação_ Qualificação Profissional para o Magistério: Matemática. Conteúdo e Metodologia. 2ª ed. Rio de Janeiro,1986.LEITURAS RECOMENDADAS:  Revista do Professor de Avaliação da Educação: Saerj. RIO DE JANEIRO. Secretaria de Estado da Educação. / Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, CAED. v.1- 5º ano do Ensino Fundamental - , Juiz de Fora, 2008 - Anual  Pró Letramento: Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental : Matemática.- ed.rev. e ampl. Incluindo SAEB/Prova Brasil e matriz de referência / Secretaria de Educação Básica – Brasília: Ministério da Educação,Secretaria de Educação Básica, 2008. 308p. 27
  • 2 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTALTÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES: H36 — IDENTIFICAR A LOCALIZAÇÃO DE NÚMEROS REAIS NA RETA NUMÉRICA  Item da habilidade H36 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para resolver itens que se refiram a cálculos com radicais, são necessários os conceitos:  Radiciação;  Números irracionais;  Números reais;  Localização de números reais na reta numérica;  Aproximação de um radical através de um número decimal.PROPOSTA METODOLÓGICA: Essa habilidade tem por objetivo verificar se o aluno consegue compreender adisposição dos números reais, tanto positivos quanto negativos, na reta numerada. O professor 28
  • pode avaliá-la por meio de situações-problema contextualizadas, nas quais podem serexploradas as representações fracionárias e decimais dos números racionais. Mostrar aos alunos que há números que não têm raízes exatas, ou, para ser mais precisoque há números cujas raízes quadradas possuem infinitas casas decimais. É interessante que oprofessor explique para o aluno exemplos de números que não pertencem ao conjunto dosnúmeros reais.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Sobre números irracionais: compreender a diferença entre números racionais e irracionais. Mostrar que há números que não têm raiz quadrada ( ou de qualquer outro índice) exata. Ex.: 16 = 4; pois 4² = 4 . 4 = 16; entretanto, 20 não é exata, ou seja, não existe qualquer número que elevado ao quadrado, ou multiplicado por si mesmo, resulte em 20.  Sobre números reais: esclarecer que os números reais são a união entre os números racionais e os irracionais.  Sobre a localização de números na reta real: ver H39, a seguir.  Sobre a aproximação de um número irracional através de um número decimal: Pode-se mostrar aos alunos uma desigualdade; se quiséssemos, digamos, estimar a raiz quadrada de 7, faríamos o seguinte: 4 < 7 < 9; extraindo as raízes, vem: 2 < 7 < 3; então concluímos que a raiz quadrada de 7 pertence ao intervalo entre 2 e 3 (observando que propositalmente utiliza-se como limites os números 4 e 9, por serem quadrados perfeitos).  A seguir, nos comentários a respeito da H65, há o método usado para aumentar a precisão da aproximação, ou seja, aproximar 7 com mais casas decimais corretas. H39 — IDENTIFICAR A LOCALIZAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS NA RETA NUMÉRICA.  Item da habilidade H39 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre: 29
  • PRÉ-REQUISITOS: Com relação a itens como este, são necessários os seguintes conhecimentos prévios:  Reconhecimento de números inteiros no cotidiano  Localização de números inteiros na reta numérica  Subtração de números inteirosPROPOSTA METODOLÓGICA: A identificação de números inteiros é uma habilidade inicialmente desenvolvida no7°ano e abordada em praticamente todas os anos/séries subsequentes. Frequentemente éavaliada correlacionada a outras habilidades. No entanto, parece oportuno que se reveja mais uma vez a questão da localização denúmeros inteiros na reta numérica, sendo positivos à direita do zero e negativos à esquerda dozero. O estudante precisa perceber que há um padrão em relação à distância entre pontos:Note que pontos igualmente espaçados estão à mesma distância.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Propor situações-problema simples e que levem o aluno a raciocinar sobre comparação de inteiros. Como por exemplo: (a) Em um certo país europeu, o dia amanheceu com temperatura de 5°C, porém, com a chegada de uma frente fria, a temperatura ambiente caiu 8°C. Qual passou a ser a temperatura neste país?  Desenhar um termômetro com temperaturas abaixo e acima de zero e induzir seu aluno a localizar determinadas temperaturas nele, sendo estas temperaturas pré- estabelecidas.  Propor a seguinte situação-problema aos alunos: um elevador estava no décimo andar e foi para o sétimo andar. Represente essa sentença usando números inteiros e indique quantos andares o elevador desceu. H42 — IDENTIFICAR A LOCALIZAÇÃO DE NÚMEROS RACIONAIS NA RETA NUMÉRICA .  Item da habilidade H42 utilizado no teste Saerjinho – 1ºBimestre: 30
  • PRÉ-REQUISITOS: Compreender os conceitos abaixo:  Números racionais  Transformação de números racionais fracionários em decimais  Localização de um número racional na reta numéricaPROPOSTA METODOLÓGICA: Mostrar aos alunos como transformar uma fração em um número decimal, usando paraisso frações próprias e impróprias e o algoritmo da divisão. Pode-se, ainda, usar :  figuras como um retângulo dividido em partes iguais, representando uma barra de chocolate;  um círculo, dividido em pedaços de mesmo ângulo, representando uma pizza, etc.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Escrever quatro frações e pedir para que os alunos as coloquem em ordem crescente. Para isso, deverão transformá-las em números decimais e então comparar os resultados.  Para colocar as frações em ordem crescente, pode-se, também, usar material concreto – figuras como discos divididos em partes iguais com algumas partes pintadas. Exemplos: Escreva frações que representem os exemplos abaixo: 31
  •  Os desenhos estão em ordem decrescente de frações. Parece interessante levar o aluno a fazer uma comparação entre as representações geométrica e algébrica, e, depois de fazer essa comparação, determinar o número decimal que equivale às frações e localizá-los na reta numérica. H65 — EFETUAR CÁLCULOS SIMPLES COM VALORES APROXIMADOS DE RADICAIS.  Item da habilidade H65 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para resolver itens que se refiram a cálculos com radicais, são necessários os conceitos:  Potenciação;  Radiciação;  Números irracionais;  Números reais;  Localização de pontos na reta numérica e aproximação de um radical através de um número decimal.PROPOSTA METODOLÓGICA: Essa habilidade é avaliada por meio de situações-problema contextualizadas, onde oaluno use, por exemplo, 2 1,41 e 3 1,73, ou seja, o aluno opera com aproximações deirracionais algébricos. 32
  • Mostrar aos alunos que há números que não têm raízes exatas, ou, para ser mais precisoque há números cujas raízes quadradas possuem infinitas casas decimais. É possível, que osalunos se confundam com a ideia prática de cortar o radical quando o expoente do radicandoé igual ao índice do radical, por exemplo, 52 = 5, porém este raciocínio, se aplicado àquestão, está incorreto porque não há expoente algum no radicando. A proposta para odesenvolvimento dessa habilidade é explicar como efetuar os cálculos aproximados dosradicais isoladamente, para em seguida realizar operações.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Trabalhar a localização dos radicais na reta numérica: pode-se mostrar aos estudantes uma desigualdade; se quiséssemos, digamos, estimar a raiz quadrada de 2, faríamos o seguinte: 1< 2< 4; extraindo as raízes quadradas, vem em ambos os membros, temos: 1< 2 < 2; então concluímos que a raiz quadrada de 2 pertence ao intervalo entre 1 e 2.  Propor exercícios diretos sobre como calcular valores aproximados para os radicais: observe o exemplo: 1 < 2 < 2; concluímos que a raiz quadrada de 2 pertence ao intervalo entre 1 e 2. Para encontrar uma aproximação um pouco mais precisa, deveríamos elevar ao quadrado dois valores entre 1 e 2; por exemplo: 1,2 e 1,5: (1,2)2 = 1,44 e (1,5)2 = 2,25. Então, como um desses valores é superior a 2 e o outro é inferior, a raiz quadrada de 2 está no intervalo entre 1,2 e 1,5: 1,2< 2 < 1,5. Repetindo o processo, verificaremos que (1,4)2 = 1,96 e (1,5)2 = 2,25. Então, 1,4 < 2 < 1,5. Como o número 2 está mais próximo na reta numérica do número 1,96 do que do número 2,25, a raiz quadrada do número 2 está mais próxima de 1,4 do que de 1,5.  Calcular valores aproximados para os radicais com duas casas decimais: Calculando 1,412 = 1,9881 e 1,422 = 2,0164, concluímos que 1,41< 2 < 1,42. Então, uma aproximação para 2 com duas casas decimais é 1,41. Como nosso objetivo é estimar o valor de uma operação com valores aproximados de radicais, o que fizemos anteriormente poderia ser repetido com o outro número envolvido no cálculo. Por exemplo, a questão perguntava qual era o valor aproximado de 5 - 3. Seria preciso, então, estimar o valor de 5 e depois estimar o valor de 3, para então efetuar a subtração.TÓPICO IV – TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: H115 — RESOLVER PROBLEMAS ENVOLVENDO O CÁLCULO DE MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES E PONDERADA 33
  •  Item da habilidade H115 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para que o estudante consiga resolver este tipo de problemas, anteriormente deverá tercompreendido as ideias de:  Soma;  Multiplicação;  Divisão;  Identificação de dados relevantes a partir de uma tabela.PROPOSTA METODOLÓGICA: Essa habilidade avalia se o aluno sabe transformar um conjunto de números diversos emum único valor, a fim de que se possa ter uma visão global sobre os dados. Uma vez que os pré-requisitos são elementares, não é necessário revisá-los; os conceitosde média aritmética simples e média ponderada devem ser reforçados com o uso de exemplosde fácil compreensão dentro do contexto dos estudantes. Uma ideia bastante factível é a confecção de tabelas e gráficos pelos própriosestudantes. Esse tipo de cálculo é muito utilizado em campeonatos de futebol no intuito dedeterminar a média de gols da rodada; nas escolas, calculando a média final dos alunos;também é utilizado nas pesquisas estatísticas, pois a média dos resultados determina odirecionamento das idéias expressas pelas pessoas pesquisadas.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Usar alguma das ideias a seguir, para ensinar média aritmética: média de gols; média de pontos no basquete; média de notas do aluno, etc. 34
  •  Estimular a reflexão dos alunos a respeito do conceito estatístico de renda percapita: a ideia é realista? Por exemplo, se num grupo de três pessoas duas nãotrabalham e uma ganha salário de R$ 9.000,00 por mês, a renda per capita é de R$3.000,00 por mês. Essa ideia faz sentido, na prática? Propor a seguinte situação-problema:Em uma escola, os estudantes fazem, a cada bimestre, uma prova e um teste, cada umvalendo de 0 a 10. Se um estudante tirou 3 no teste e 7 na prova, qual foi a médiadele nesse bimestre? (a) 4 (b) 5 (c) 7 (d) 10 Para ensinar média ponderada, pode-se usar situações-problema envolvendoavaliações com pesos diferenciados, ou cálculos de média de gastos, etc. Exemplosde algumas situações-problema trabalhando média ponderada: a) Numa escola, a avaliação se baseia na aplicação de um teste e uma prova,que valem de 0 a 10. Porém, o teste tem peso 2 e a prova tem peso 3. Qual seria amédia bimestral de um estudante que tirou 10 no teste e 5 na prova? (a) 2,5 (b)3,0 ( c) 7,0 (d) 7,5 b) Trinta amigos foram juntos a um show. Seis deles ficaram no camarote, egastaram R$ 800,00 cada um; 15 ficaram na área vip e pagaram R$ 600,00; 9 pessoasficaram na plateia e pagaram R$ 300,00 cada. Qual a média de gastos por pessoa? 35
  • 3 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA 1º SÉRIE DO ENSINO MÉDIOTÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS: H32 — RESOLVER PROBLEMA ENVOLVENDO O CÁLCULO DE PERÍMETRO DE FIGURAS PLANAS, COM OU SEM MALHAS QUADRICULADAS.  Item da habilidade H32 utilizado no teste Saerjinho – 1° BimestrePRÉ-REQUISITOS: Esses itens levam os alunos a possíveis erros conceituais como o de utilizar a soma,subtração ou divisão dos dados ao invés de cálculo do perímetro. Para resolver itens referentesa esta habilidade e problemas correlatos é necessário que o aluno reconheça:  a forma do polígono;  as propriedades desse polígono (lados opostos paralelos de mesma medida);  o perímetro como a medida do contorno de uma figura plana;  e tenha habilidades de cálculo com as operações de adição, subtração e divisão.PROPOSTA METODOLÓGICA: O Professor pode utilizar materiais concretos, instrumentos de medição como régua,trena, fitas métricas, barbantes e outros na resolução de problemas. Também pode utilizarsoftwares disponíveis livremente na internet, como o Geogebra e o Régua e Compasso, comatividades de geometria dinâmica. Quando possível, é interessante que os conceitos de unidade de medida, área, volume eo de proporcionalidade sejam trabalhados em conjunto com o de perímetro. E, também, que oprofessor procure delimitá-los a fim de evitar que os alunos os se confundam. 36
  • Geralmente esta habilidade se apresenta inserida em situações-problemacontextualizadas, ou seja, relacionando conhecimentos e métodos matemáticos com outrasáreas do conhecimento ligadas às situações reais e solicitando a utilização dessesconhecimentos para análise e intervenção nessas situações.SUGESTÕES DE ATIVIDADES: 1. Trabalhando com a Forma: Caso o professor verifique que os alunos ainda não reconhecem corretamente ospolígonos, alguns quebra-cabeças podem auxiliar na apreensão desta habilidade. Veja umasugestão na Atividade 1.ATIVIDADE 1: Polígonos com Tangram— Objetivo: Reconhecer diferentes polígonos e suas caracterizações.— Material: Tangram. Figura 1 – Tangram— Metodologia: Com a justaposição das sete peças do Tangram é possível formar muitas figurasgeométricas, e em particular diferentes retângulos, quadrados, paralelogramos e trapézios. Aidentificação das formas pode ser feita de muitas maneiras. Vejamos um exemplo: Peça que os alunos identifiquem qual das figuras abaixo tem mesma propriedade que o paralelogramo 37
  • Paralelogramo Adicionalmente, se for conveniente, o professor pode já solicitar que identifiquem qual dessas figuras tem maior contorno. Fazendo esta opção, é interessante que oriente-os a encontrar uma forma de escrever as medidas destes perímetros. Peça que construam figuras que, em seu contorno, têm as mesmas propriedades que a figura abaixo. Em conjunto, caracterize-a e faça cada um registrar as propriedades e a nomenclatura deste polígono.ATIVIDADE 2: Quebra - cabeça de quadriláteros O quebra-cabeça da figura 2 abaixo é formado apenas por quadriláteros. O professorpode utilizá-lo para que sejam identificados paralelogramos, trapézios, quadrados,quadriláteros não-convexos e outros. Veja a seguir a sugestão de atividade para explorarmosas potencialidades deste quebra-cabeça. Figura 2 – Quebra - cabeça de quadriláteros 38
  • — Objetivo: Reconhecer quadriláteros.— Material: Quebra-cabeça, Papel Quadriculado, Régua, Esquadros.— Metodologia: Peça para os alunos montarem o quebra-cabeça utilizando uma folha de gabarito com o contorno do quadrado final e as seguintes dicas: (1) Os lados da peça que é um quadrado não são paralelos aos lados do quadrado final, e encostados em dois de seus lados consecutivos estão uma pipa e um trapézio que encostam também nos lados do quadrado final; (2) Se a peça é um trapézio, então tem um de seus lados encostados sob o lado do quadrado final Distribua junto do quebra-cabeça tirinhas com a caracterização dos trapézios e do quadrilátero em forma de pipa (de cor amarela no quebra-cabeça) Para iniciar a atividade peça à turma para em conjunto registrar os nomes e caracterizações dos quadriláteros que são conhecidos. Registre no quadro a caracterização de todos os que foram lembrados e também os que foram esquecidos. Peça para identificar todas as peças do quebra-cabeça. Faça com que investiguem as propriedades sobre o paralelismo e as medidas dos lados utilizando régua e esquadros. Durante a atividade refira-se aos quadriláteros por nome. Finalize pedindo que construam o seu próprio quebra-cabeça formado somente por quadriláteros em uma malha quadriculada de pontos. Como regra para todos, pelo menos uma das peças deve ser um losango. Use-os para desafios entre grupos. Figura 3 – O quebra cabeça da Atividade 2 construído sob uma malha de pontos 2. Trabalhando com o Perímetro: Uma possibilidade que pode ser interessante é a de fazer com que o cálculo doperímetro seja utilizado em situações que envolvam ambientes ou objetos presentes nocotidiano dos alunos como, por exemplo, a sala de aula, um cômodo de suas casas, a carteirado colégio e outros. É possível que nestas situações, diante da necessidade de compra derodapés ou sancas haja o trabalho com o perímetro. 39
  • ATIVIDADE 3: Perímetro no cotidiano— Objetivo: Resolver uma situação-problema que envolva o conceito de perímetro.— Material: Trenas ou Fitas Métricas.— Metodologia: Peça-os para considerar as seguintes situações-problema: A escola vai trocar o rodapé das salas de aula. Quantos metros de rodapé serão necessários para cada sala de aula? Em sua casa seus pais querem colocar novas sancas na sala. Quantos metros de sanca serão necessários? Para todas as situações, peça que os alunos façam uma planta da sala indicando as medidas lineares de cada parede. Por fim, explore as soluções apresentadas trazendo outras situações representadas geometricamente. Outras possibilidades podem surgir com o uso do papel quadriculado ou da malhaquadriculada em um software de geometria dinâmica (Geogebra, Régua e Compasso).ATIVIDADE 4: Perímetro na malha— Objetivo: Desenvolver o conceito de perímetro.— Material: Folha de Papel quadriculado— Metodologia: Com o papel quadriculado, peça aos alunos que criem retângulos com lados sobre as linhas da folha. Defina que cada lado do quadrado formado pela malha é a unidade de medida de comprimento. Peça para que calculem o perímetro de cada retângulo desenhado. Repita estas etapas para hexágonos, octógonos e outros polígonos com quantidade par de lados. Para os retângulos questione-os sobre as medidas dos lados opostos. 40
  • Observação: Nesta atividade o professor também pode explorar o conceito de área, convexidade eaté alguns conceitos aritméticos (paridade). Pense no que nos motivou a solicitar que asfiguras representadas no papel quadriculado fossem apenas com um número par de lados.Desafie-os a explicar isso. H33 — RESOLVER PROBLEMA ENVOLVENDO O CÁLCULO DE ÁREA DE FIGURAS PLANAS, COM OU SEM MALHAS.  Item da habilidade H33 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS:Para resolver problemas dessa natureza é necessário que o aluno reconheça  a forma do polígono;  o conceito de área;  e tenha habilidades de cálculo com as operações de multiplicação e divisão de números decimais.PROPOSTA METODOLÓGICA: O Professor pode utilizar materiais concretos, instrumentos de medição como régua,trena, fitas métricas, barbantes e outros na resolução de problemas. Também pode utilizarsoftwares de geometria dinâmica como o Geogebra e o Régua e Compasso. 41
  • Quando possível, é interessante que os conceitos de unidade de medida, perímetro,volume e também o de proporcionalidade sejam trabalhados em conjunto com o de área. E,também que o professor procure delimitá-los a fim de evitar que os alunos os confundam.SUGESTÕES DE ATIVIDADES: Nessa seção sugerimos algumas atividades de caráter visual para que o alunodesenvolva tal habilidade:ATIVIDADE 5: Área de paralelogramos e triângulos— Objetivo: Trabalhar o conceito de área.— Material: Folha de Papel quadriculado / Software Geogebra.— Metodologia: Em uma folha, distribua pares de paralelogramos e retângulos e solicite que estes sejam recortados e agrupados aos pares. Mostre que a justaposição dos polígonos obtidos da divisão de um paralelogramo por um corte perpendicular a um dos pares de lados paralelos pode se sobrepor ao retângulo. Faça com que reproduzam a sobreposição acima para os demais pares de figuras e pergunte-os sobre o que podemos dizer da medida da superfície destes polígonos Faça-os registrar os elementos utilizados para o cálculo das respectivas áreas. Repita os passos anteriores utilizando uma folha com paralelogramos e triângulos. Faça construírem paralelogramo a partir de dois triângulos congruentes. Faça com que registrem que a área de um triângulo é metade da área de um paralelogramo de mesma base e altura, ou que é igual a metade da área de um retângulo de mesma base e altura. Trabalhe exemplos numéricos ao final da atividade. 42
  • Desafios com nível um pouco maior de dificuldade também podem auxiliar aapreensão do conceito de área. A atividade 6 é uma sugestão assim.ATIVIDADE 6: Área sob a malha— Objetivo: Trabalhar o conceito de área de diferentes figuras.— Material: Folha de Papel quadriculado / Software Geogebra.— Metodologia: Peça que os alunos considerem na figura abaixo: (a) o quadrado da malha como unidade de área; (b) as curvas como arcos de circunferência; (c) M e N pontos médios na malha; (d) M um ponto da reta TU e N um ponto da reta VS; (e) a distância do ponto Q ao segmento MN igual a 5/3; (f) os segmentos ST, VU e MN paralelos e com medidas 4/3, 2/3 e 1 respectivamente; (g) a distância do ponto U ao segmento ST iguala a 40/9. Peça que calculem a área da palavra Fácil. A resposta é 641/18 + 2 .TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES: H111 — IDENTIFICAR UMA EQUAÇÃO DO 2º GRAU QUE EXPRESSA UM PROBLEMA.  Item da habilidade H111 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre: 43
  • PRÉ-REQUISITOS: Para resolver problema dessa natureza é necessário ao aluno:  interpretar textos em diferentes linguagens;  transcrever algebricamente um situação-problema (linguagem verbal para linguagem simbólica);  e ter domínio das operações fundamentais e de suas propriedades (distributividade).PROPOSTA METODOLÓGICA: O professor pode recorrer a algumas sistuações-problema escritas em linguagemverbal para que o aluno as escreva em linguagem simbólica ou matemática. Da mesma forma,pode recorrer a livros de diversões matemáticas. Outra possibilidade é utilizar o uso da história da matemática como recurso para otrabalho, reproduzindo em sala de aula antigas charadas e probleminhas matemáticos, assimcomo e métodos geométricos de solução de equações.SUGESTÕES DE ATIVIDADES: Segundo Perelman, Isaac Newton escreveu no seu manual de Álgebra intituladoAritmética Universal o seguinte texto: “Para resolver um problema referente a números ou relações abstratas entre quantidades basta traduzir tal problema, do inglês ou de outra língua qualquer, para a linguagem algébrica” PERLMAN, Y. I. A ciência ao alcance de todos. p.46Naquele manual, Newton deixou o seguinte exemplo:Um comerciante tinha uma determinada xquantia em dinheiroNo primeiro ano gastou 100 libras. x – 100Acrescentou ao restante um terço deste. (x – 100) + (x – 100)/3 = (4x – 400)/3No ano seguinte tornou a gastar 10 libras (4x – 400)/3 – 100 = (4x – 700)/3 44
  • E aumentou a importância em um terço (4x – 700)/3 + (4x – 700)/9 = (16x –dela. 3700)/9No terceiro ano gastou de novo 100 libras. (16x – 2800)/9 – 100 = (16x – 3700)/9Depois de ter acrescido ao que ficou a sua (16x – 3700)/9 + (16x – 3700)/27 = (64x –terça parte 14800)/27Ficou com um capital duplo do inicial (64x – 14800)/27 = 2x O professor pode se apropriar das palavras de Newton para trabalhar a linguagemalgébrica com equações do segundo grau. A atividade 7 a seguir sugere essa apropriação.ATIVIDADE 7: Reconhecendo equações com charadas— Objetivo: Trabalhar a linguagem algébrica e a transposição de outras linguagens para aalgébrica. Algumas charadas imediatas: 1. Quando multiplico metade das figurinhas que eu tenho com um terço dessa metade já tenho duas figurinhas a mais que suas 10 figurinhas. Juntos, quantas figurinhas temos? 2. A diferença entre os números da minha casa e de meu vizinho é 1. Sabendo que a quarta parte do número da casa de meu vizinho mutiplicada pelo triplo do número de minha é 108, descubra qual é o número da minha casa. 3. Em uma sequência de três jogos, Ronaldinho Gaúcho marcou, a cada novo jogo, dois gols a mais que havia marcado no jogo anterior. Multiplicando os gols do primeiro e terceiro jogo e retirando dois gols, obtemos a quantidade de gols marcados pelo Ronaldinho no segundo jogo. Escreva uma equação que expressa essa situação. Determine quantos gols Ronaldinho marcou neste três jogos. Outra possibilidade é trabalhar com figuras geométricas: (A) (B) Na figura (B) temos que x(x+1) = 8 [4 – (x+1)](x – 2) = (x – 2)(x +1) 45
  • H50 — ANALISAR CRESCIMENTO/DECRESCIMENTO, ZEROS DE FUNÇÕES REAIS APRESENTADAS EM GRÁFICOS.  Item da habilidade H50 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS:  Conceito de função  Identificar uma função a partir de sua representação algébrica ou gráfica;  Reconhecimento dos intervalos de crescimento e decrescimento da função em seu domínio.PROPOSTA METODOLÓGICA: Este descritor avalia apenas o conhecimento sobre intervalos de crescimento/decrescimento e zeros de funções, qualquer outra observação referente a análise de gráficosnão está sendo avaliada por este descritor. Quando possível, essa habilidade é avaliada pormeio de situações-problema contextualizadas, obtidas tomando-se gráficos em jornais,revistas, Internet, etc. O Professor pode recorrer a situações de modelagem e resolução de problemas paraconstruir o conceito de função. Fazer o aluno utilizar simultaneamente diferentesrepresentações (gráficos, tabelas, expressões algébricas) para uma função. O uso de softwares também pode ser um recurso muito útil para a construção doconceito de função e suas propriedades. No que se refere ao conceito de crescimento e/ou 46
  • decrescimento pode-se fazer o aluno avaliar a variação do valor de uma função a partir domovimento de um ponto sobre seu gráfico.SUGESTÕES DE ATIVIDADES: Explore com os alunos o registro (em tabela e gráfico) e análise dos dados de situaçõescotidianas como:  O custo e a quantidade de pães;  O preço e o volume de gasolina;  A velocidade do carro e o tempo do percurso; O registro gráfico de situações de movimentos podem ser interessantes para análise degráficos. Observe as sugestões de atividades a seguir:ATIVIDADE 8:Objetivo: Trabalhar a análise e interpretação de gráficos. Simule o movimento de uma pessoa em uma roda gigante que gira a velocidadeconstante. Partindo do ponto mais baixo da roda gigante no sentido anti-horário podemosobservar que a altura varia de dois modos: crescendo até que atinja o ponto mais alto (alturamáxima), e decrescendo quando volta a até atingir o ponto mais baixo. Procure fazer uma tabela com pelo menos quatro pares de valores (distância, altura)ATIVIDADE 9:— Objetivo: Trabalhar a análise e interpretação de gráficos. A seguinte situação também pode ser explorada: ―Suponha que um ciclista sai de casa pela manhã com velocidade constante. Viaja por 10 minutos e é obrigado a parar por dois minutos em determinado 47
  • ponto onde há uma retenção no trânsito. A seguir segue seu trajeto viajando agora com maior velocidade para completar o percurso em 15 minutos.‖ Para esta situação, crie variações e inicialmente peça que os alunos escolham entrequatro gráficos aquele que melhor representa a situação. Nas variações, peça para eles mesmos esboçarem um gráfico que traduza tal situação. As funções de proporcionalidade e afins, com variação constante, são sempre bonsexemplos iniciais. H103 — RESOLVER PROBLEMAS COM NÚMEROS REAIS ENVOLVENDO AS OPERAÇÕES (ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, POTENCIAÇÃO).  Item da habilidade H103 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre: Nesta questão, a operacionalidade depende quase que exclusivamente doconhecimento das regras de potenciação. 48
  • PRÉ-REQUISITOS:  Notação na forma de potência;  Propriedades operatórias da potenciação;  Números racionais e operações com os mesmos;PROPOSTA METODOLÓGICA: O professor pode utilizar com frequência expressões que utilizem a notação em formade potência. Pode trabalhar textos interdisciplinares com informações que apareçam na formade notação científica. E, além disso, sempre que necessário, pode utilizar exercíciosespecíficos direcionados à memorização das regras de operações com potências. Tome cuidado para não exagerar com manipulações excessivas. Os livros didáticossão repletos de exercícios com esse fim. Prefira situações onde haja significação,especialmente com as potências. Iniciar as regras em conjunto com a notação científica podeser bastante interessante.SUGESTÕES DE ATIVIDADE: Tendo em vista que essa habilidade está inserida no contexto de outras habilidades,faz-se esta muito importante. Sendo assim, iremos propor algumas atividades relacionadas aalgumas situações-problema. Observe:ATIVIDADE 10:— Objetivo: Resolver problemas com números reais envolvendo a operação de potenciação.— Situação-problema: Em um recipiente, a pressão exercida por um líquido em um mesmo local só dependeda altura do líquido sobre este local. Esta pressão é calculada por gh, onde é uma constanteque depende da massa específica do líquido, g = 9,8 m/s2 é a aceleração da gravidade e h é aaltura do líquido.  Em uma piscina, de 10 m de profundidade, totalmente cheia d’água, qual é a pressão, no fundo, devida apenas ao peso da água?  Em um lago um mergulhador atinge com aparelhos aos 180m de profundidade, considerando-se que a pressão atmosférica local, no sistema S.I. é a=1,01 × 105, qual a pressão total no fundo da piscina? 49
  • ATIVIDADE 11:— Objetivo: Resolver problemas com números reais envolvendo a operação de potenciação.— Situação-problema: Considere no mapa abaixo que a região em forma de trapézio é aproximadamente aregião que precisa de especial atenção em infra-estrutura após catástrofes climáticasacontecidas na região. Estima-se a necessidade, nesta região, de um investimento mínimo deR$ 100,00 por metro quadrado na próxima década. Considerando que o trapézio tem os lados paralelos medindo 8,7 × 103m e 5,6 × 103me distantes 6,75 × 103m. Determine a área total desta região e o investimento, em reais,estimado para a próxima década nesta região.Observação. A manipulação com números escritos na forma de potência requer que porvezes seja conveniente escrever 288 = 25 32, ou que simplifiquemos expressões numéricascomo [(1/2) 5(1/2) (1/2) ]/23. Os problemas que envolvem progressões geométricas, porexemplo, ilustram tais situações.Outra possibilidade para trabalhar com a identificação dos polígonos é fazer um quiz compremiações aos vencedores. Veja um exemplo na atividade 2 a seguir. 50
  • 4 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA 2º SÉRIE DO ENSINO MÉDIOTÓPICO I – ESPAÇO E FORMA: H90 — RESOLVER PROBLEMAS ENVOLVENDO A LEI DOS COSSENOS OU A LEI DOS SENOS.  Item da habilidade H90 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: A lei dos cossenos permite calcular o comprimento de um lado de qualquer triânguloconhecendo o comprimento dos demais lados e a medida do ângulo entre estes. O alunodeverá ter as competências seguintes:  Classificar o triângulo quanto aos ângulos;  Representar o cosseno de um arco qualquer no ciclo trigonométrico;  Aplicar a lei dos cossenos. 51
  • O mesmo caso ocorre para a lei dos Senos, porém esta se relaciona de forma direta àcircunferência na qual o triângulo está inscrito. Nesse caso, a habilidade aborda um grau dedificuldade maior à medida que interage com outros pré-conceitos.PROPOSTA METODOLÓGICA: O professor deve chamar a atenção do aluno para a classificação dos triângulos quantoaos ângulos e utilizar de forma mais apropriada a lei dos senos e a lei dos cossenos pararesolver problemas. Deve propor principalmente problemas nos quais os dados não estão explícitos, devidoao fato de questões contextualizadas não fornecerem todas as informações imediatas.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Trabalhar transformações de arcos, já que, para resolver as questões envolvendo a lei dos cossenos, se exige do aluno o cálculo do valor de seno e/ou cossenos de arcos diferentes dos notáveis.  Revisar com o aluno a classificação dos triângulos para que o aluno não aplique erroneamente o teorema de Pitágoras em um triângulo não retângulo.  Resolver problemas de aplicação prática sobre o assunto acima citado. Trabalhar com o aluno a extração de dados de um problema é um exercício interessante para o aluno desenvolver tal habilidade.TÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS:H26 — RESOLVER PROBLEMA UTILIZANDO RELAÇÕES ENTRE DIFERENTES UNIDADESDE MEDIDA.  Item da habilidade H26 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre: 52
  • PRÉ-REQUISITOS: Para resolver o problema utilizando relações entre diferentes unidades de medida faz-se necessário o aluno ter conhecimento dos seguintes conteúdos:  Reconhecer unidades de medidas padronizadas (comprimento, superfície, volume e capacidade);  Relacionar a unidade padrão das medidas com seus múltiplos e submúltiplos;  Operar com números decimais.PROPOSTA METODOLÓGICA: Essa habilidade é desenvolvida no sexto ano do ensino fundamental e abordada nosanos subsequentes. Podemos trabalhar essa habilidade relacionada aos seguintes assuntos:perímetros, áreas e volumes de figuras geométricas. Nessas atividades é importante que se discutam as idéias básicas do processo de medir,a escolha da unidade conveniente e as transformações de unidades. Situações concretas sãofáceis de serem adaptadas no desenvolvimento desta habilidade.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Discutir aspectos históricos relacionados aos problemas de medida, como por exemplo, as dificuldades de comunicação dos povos antigos causadas pelo uso de padrões de medida diferentes. A discussão em torno dos exemplos históricos e das 53
  • dificuldades geradas pelo uso de unidades que dependiam do tamanho do pé ou do dedo de um rei, por exemplo, certamente contribuirão para que os alunos se convençam da necessidade da escolha de uma unidade ―padrão‖ universal. A contextualização histórica da escolha do metro como unidade padrão para as medidas de comprimento é uma ótima oportunidade para que os alunos percebam que o estudo da matemática não está desconectado de necessidades reais.  Revisar com exercícios os diversos sistemas de medidas.  Medir o perímetro de uma sala de aula utilizando uma trena.TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES: H56 — RECONHECER O GRÁFICO DE UMA FUNÇÃO POLINOMIAL DE 1º GRAU PORMEIO DE SEUS COEFICIENTES.  Item da habilidade H56 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre: 54
  • PRÉ-REQUISITOS: O aluno deverá ter as seguintes habilidades para resolver tal problema:  Reconhecer que o gráfico da função polinomial do 1º grau é uma reta, bem como sua lei de formação y = ax + b;  Identificar o crescimento/decrescimento da função polinomial do 1º grau;  Identificar o coeficiente linear e o zero da função polinomial do 1º grau;  Saber representar pares ordenados no plano cartesiano;  Representar graficamente a função polinomial do 1º grau.PROPOSTA METODOLÓGICA: Depois de resolver alguns problemas envolvendo funções do primeiro grau y = ax + b,o professor deve comentar que essa equação representa, no plano cartesiano 0xy, uma reta quenão é paralela ao eixo y. E reciprocamente, os pontos de uma reta que não é paralela ao eixo ysão caracterizados por uma relação do tipo y = ax + b. Chamar a atenção para o fato de que para fazer o gráfico de uma função do tipo y = ax+ b é suficiente representar num plano cartesiano dois de seus pontos e depois apenas ligaresses pontos por uma reta. E que, uma função linear y = ax + b fica completamentedeterminada se são conhecidos dois de seus pontos. Após ter discutido o gráfico da função y = ax + b para a > 0 e para a < 0, o professordeve discutir o crescimento ou decrescimento dessa função em termos do sinal de a.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Utilizar malha quadriculada (ou papel milimetrado) para representar uma função polinomial do 1º grau graficamente a partir de sua lei de formação .  Representar, em um mesmo plano cartesiano, gráficos de duas ou mais funções polinomiais do 1º grau.  Fazer um estudo comparativo graficamente das funções polinomiais do 1º grau quanto ao crescimento (a > 0) e decrescimento (a < 0). H59 — RECONHECER A REPRESENTAÇÃO ALGÉBRICA DE UMA FUNÇÃO DO 1º GRAU DADO O SEU GRÁFICO.  Item da habilidade H59 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre: 55
  • PRÉ-REQUISITOS: O aluno deverá ter as seguintes habilidades para resolver tal problema:  Reconhecer os pontos de interseção do gráfico da função polinomial do 1º grau com os eixos cartesianos;  Identificar o crescimento/decrescimento da função polinomial do 1º grau;  Identificar o coeficiente linear e o zero da função polinomial do 1º grau;  Representar algebricamente a função do 1º grau.PROPOSTA METODOLÓGICA: O professor deverá chamar a atenção para declividade da reta, zero da função e ocoeficiente linear (b). A partir desses dados o professor pode trabalhar as diferentes formas deresolução de questão envolvendo esta habilidade, sejam elas por meio de sistemas lineares oupor propriedades. O uso de programas de plotagem de gráficos pode auxiliar o aluno a perceber de formaclara qual o significado dos coeficientes angulares e lineares. Desse modo, o professor podepedir que os alunos construam vários gráficos alternado ora o coeficiente angular, ora o lineare analisando o que ocorre com estes gráficos. 56
  • SUGESTÕES DE ATIVIDADES: Apesar dos fatos algébricos sobre funções do primeiro grau serem bastante simples egeralmente fáceis de serem apreendidos, o grande desafio para o professor é desenvolver aoalunado habilidade de resolver problemas e de reconhecer situações que possam seradequadamente modeladas por funções do primeiro grau. Isto significa que os alunos devemadquirir a habilidade de reconhecer e interpretar uma situação-problema que envolva variaçãoconstante e identificar adequadamente os parâmetros que descrevem a função. Neste sentido, o professor deve privilegiar variedades de situações ao invés de insistirna quantidade. Recomendamos ao professor:  Exercícios de identificação de gráficos com tabelas ou de montagem de tabelas a partir de gráficos, de modo que os alunos possam testar simplesmente por inspeção se uma função é ou não adequada para a modelagem que se pretende.  Construção de vários gráficos no mesmo plano cartesiano, a fim de observarmos as propriedades relacionadas aos coeficientes lineares e angulares. H67 — IDENTIFICAR A REPRESENTAÇÃO ALGÉBRICA E/OU GRÁFICA DE UMA FUNÇÃO LOGARÍTMICA, RECONHECENDO-A COMO INVERSA DA FUNÇÃO EXPONENCIAL.  Item da habilidade H67 utilizado no teste Saerjinho – 1º Bimestre: 57
  • PRÉ-REQUISITOS: O aluno, para resolver este problema, deverá possuir as seguintes habilidades:  Identificar e aplicar as propriedades de potenciação;  Reconhecer uma função exponencial através de sua lei de formação;  Representar graficamente a função exponencial; 58
  •  Obter a função inversa da função exponencial a partir da simetria da bissetriz dos quadrantes ímpares.PROPOSTA METODOLÓGICA: O professor deve salientar a definição da função logarítmica como sendo a funçãoinversa da função exponencial. É importante observar como as propriedades da exponencialimplicam em propriedades do logaritmo. Por exemplo, como b0 = 1 significa que logb(1) = 0.Além disso, vale observar que a função logaritmo está definida no conjunto dos númerospositivos. E, finalmente, relacionar o gráfico de uma função com o da sua inversa, observando asimetria com relação à bissetriz dos quadrantes ímpares do plano cartesiano.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Trabalhar situações do cotidiano: É importante lembrar ao professor que vários problemas do cotidiano ou do universo científico relacionam grandezas que crescem ou decrescem através do produto por taxas constantes: juros em aplicações financeiras, crescimento populacional, decaimento radioatativo, depreciação de um bem, etc. O estudo desses problemas exige o conhecimento das funções exponencial e logarítmica, com as quais economistas fazem projeções, geógrafos estudam populações, biólogos avaliam crescimento de culturas bacteriológicas ou químicos estimam o tempo de duração de substâncias radiotivas. Faz-se necessário ao professor chamar a atenção do aluno que a função exponencial é a função inversa da função logaritmo.  Uso de Softwares: O uso dos programas de plotagem de gráficos é uma ferramenta visual de grande auxílio para abordar as propriedades dos gráficos. O professor pode incluse a partir do gráfico da função exponencial compará-la com a sua função inversa.OBS: Sotfwares indicados: Winplot, Graphmatica, Crispy Plotter, entre outros. 59
  • 5 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE MATEMÁTICA 3º SÉRIE DO ENSINO MÉDIOTÓPICO II – GRANDEZAS E MEDIDAS: H31 — RESOLVER PROBLEMAS ENVOLVENDO NOÇÕES DE VOLUME.  Item da habilidade H31 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para resolver problemas envolvendo a noção de volume é importante que o alunoconsiga distinguir figuras planas de figuras espaciais. Para isso se faz necessário uma revisãosobre os conteúdos a seguir:  Noções de perspectiva;  Noções de área; 60
  •  Cálculo de volumes;  Operações com decimais;  Transformações no sistema métrico-decimal.PROPOSTA METODOLÓGICA: Com relação aos pré-requisitos o professor deve ter em mente que o aluno pode nãorecordar integralmente ou nunca ter compreendido, e isso pode estar dificultando oentendimento dessa habilidade, por isso faz-se necessário retomá-los, para isso sugerimos asseguintes revisões:  Noções de perspectiva : O professor pode trabalhar perspectiva de sólidos geométricos através de um trabalho interdisciplinar com Arte, sendo o fato deste ser um recurso utilizado por grandes artistas, como Leonardo da Vinci, por exemplo.  Cálculo de áreas e volumes: É sugerido que o professor trabalhe com situações reais, e em paralelo as compare com as suas representações no papel.  Transformações no sistema métrico-decimal: Acreditamos que essa revisão seja extremamente necessária, na medida em que esta habilidade é desenvolvida pelo aluno no 6°ano. Diante deste fato, fazem-se necessárias revisões de alguns conceitos e resoluções deexercícios antes de entrar diretamente no assunto. Procure observar e analisar o raciocíniofeito pelo aluno.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Construção de sólidos usando dobradura em papel, construção de poliedros com canudos e o uso de software de geometria dinâmica, como GeoGebra, C.a.R (Régua e compasso) e outros, disponíveis gratuitamente para download na Internet;  Utilização de recursos como tangran ou geoplano para o trabalho com áreas;  Utilização de material concreto para a noção do cálculo de volume, exemplos: caixas de sapato, latas de óleo e outros;  Exercícios básicos de operações com decimais, principalmente soma e produto;  Problemas de transformação no sistema métrico-decimal.  Mostre ao aluno que 1dm³ = 1l, utilizando material como 1 litro de água e uma caixa cúbica com 1dm de aresta ou fazer comparações com algo de seu cotidiano, como a caixa d’água de 1m de aresta com 1000l de água.TÓPICO III – NÚMEROS E OPERAÇÕES/ ÁLGEBRA E FUNÇÕES: H43 — RESOLVER PROBLEMA ENVOLVENDO EQUAÇÃO DO 2° GRAU  Item da habilidade H43 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre: 61
  • PRÉ-REQUISITOS: Para resolver problemas envolvendo equação do 2º grau se faz necessário uma revisãosobre determinadas habilidades:  Identificar os coeficientes de uma equação do 2º grau;  Determinar, analisar e interpretar as raízes de uma equação do 2º grau;  Extrair e simplificar raiz quadrada.PROPOSTA METODOLÓGICA: Na 3ª Série do ensino médio, quando abordamos esse descritor, ele pode apareceratrelado a outras habilidades. Na questão apresentada, ele está relacionado a funções do 2°grau. Nesta série, é extremamente necessário que o aluno saiba reconhecer e calcular asraízes de uma equação do 2° grau, assim como conhecer as propriedades da equação. Sendoassim, é essencial que o professor, ao perceber que o aluno não tenha essa habilidadedesenvolvida, faça uma revisão. Sugerimos ao professor elaborar exercícios diretos sobrecomo obter as raízes da equação do 2° grau.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Comparar a equação envolvida no problema com a equação do 2º grau na sua forma geral ( ax² + bx + c = 0).  Chamar a atenção do aluno para o fato de que em uma situação-problema se a equação apresenta duas raízes reais distintas, nem sempre ambas são soluções do problema.  Desenvolver problemas básicos envolvendo radiciação como: (a) Simplifique 45 . Solução: 45 = 3².5, logo 45 = 32.5 3 5. 62
  • H54 — RESOLVER PROBLEMA ENVOLVENDO P.A./P.G. DADA A FÓRMULA DOTERMO GERAL.  Item da habilidade H54 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para resolver problemas envolvendo P.A./P.G., dada a fórmula do termo geral, faz-senecessário uma revisão sobre os seguintes conceitos:  Sequência numérica;  Simplificação de frações;  Potenciação;  Distributividade da multiplicação em relação à adição.PROPOSTA METODOLÓGICA: O descritor em questão pode ser desenvolvido a partir da utilização de raciocíniológico na maior parte do tempo, o que prioriza o aspecto cognitivo do aluno, sem anecessidade da aplicação de fórmulas. É interessante ao professor ensinar ao aluno esses raciocínios para evitar o usodesnecessário das fórmulas, por exemplo, podemos estabelecer relações entre diferentestermos das progressões. Observe: a6 = a4 + 2.r a6 = a4 . q2 , isto porque entre os termos a4 e a6 existem 2 razões. Através do ensino de progressões é possível também trabalhar conceitos dematemática financeira.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Trabalhar situações-problema de Juros simples e Juros compostos usando respectivamente P.A. e P.G.;  Aplicar atividades de simplificações de frações, para determinação de frações irredutíveis; 63
  •  Ressaltar as propriedades de potências;  Aplicar em expressões numéricas simples a distributividade da multiplicação em relação à soma, como o exemplo abaixo: a) 2. (x + 3y) = 2.x + 2.3y = 2x + 6y. b) –4. (3x – 2) + 2. (4 – x) = –4.3x 4. (–2) + 2.4 + 2.(–x) = –12x + 8 + 8 – 2x = –14x + 16 H75 — RESOLVER PROBLEMA DE CONTAGEM UTILIZANDO O PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO OU NOÇÕES DE PERMUTAÇÃO SIMPLES, ARRANJOS SIMPLES E/OU COMBINAÇÕES SIMPLES.  Item da habilidade H75 utilizado no teste Saerjinho – 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para resolver problemas de contagem utilizando o princípio multiplicativo ou noçõesde permutações simples, arranjos simples e/ou combinações simples se faz necessário umarevisão sobre determinados conteúdos:  Fatorial de um número natural;  Redução de ordem de um fatorial;PROPOSTA METODOLÓGICA: Na 3ª Série do Ensino Médio, quando abordamos esse tópico, temos por hábitoatribuí-lo à teoria dos jogos, buscando uma metodologia bem próxima de situações cotidianas,como teoria das filas, combinações de senhas, problemas relacionados à logística, número decombinações possíveis em jogos lotéricos. Na abordagem do tópico em questão, deve serlevado em consideração o fato de os objetos serem distintos ou não, bem como, se suadisposição é ordenada. Pedir para que os alunos descrevam o raciocínio desenvolvido nos exercícios é umaimportante metodologia, tendo em vista que os cálculos são imediatos. 64
  • SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Conceituar com clareza o fatorial de um número;  Observar que as operações lineares não se conservam para o fatorial de um número natural. Ou seja: 2! + 3! ≠ 5! Observe que 2! + 3! = 2.1 + 3.2.1 = 2 + 6 = 8 e 5! = 5.4.3.2.1 = 120.  Explorar simplificações como: = = 7.6 = 42 = = n.(n – 1) = n² - n = = n(n – 1) + (n – 1) = n² – n + n – 1 = n² – 1TÓPICO IV – TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: H116 RESOLVER PROBLEMAS ENVOLVENDO O CÁLCULO DA MÉDIA ARITMÉTICA OU MEDIANA OU MODA.  Item da habilidade H116 utilizado no teste Saerjinho 1° Bimestre:PRÉ-REQUISITOS: Para resolver problemas envolvendo o cálculo da média aritmética ou moda oumediana, faz-se necessária uma revisão sobre determinados conceitos:  Noções de operações básicas, principalmente adição e divisão;  Identificar os conceitos de medidas de posição;  Noções de ordenação (crescente ou decrescente);  Noção de quantificadores e distinção dos diferentes tipos de média aritmética (simples e ponderada). 65
  • PROPOSTA METODOLÓGICA: Tendo em vista que o descritor em questão visa a determinar as medidas de tendênciascentrais (média, moda e mediana), que são medidas estatísticas necessárias para análise dedados, sugerimos ao professor determinar essas medidas a partir de situações cotidianas taiscomo:  média de aluno,  nota mediana de um grupo de alunos,  idade modal de um grupo de pessoas. É interessante, também, relacionar as três medidas como uma forma comparativa.SUGESTÕES DE ATIVIDADES:  Cálculos com expressões numéricas;  Localização de números racionais na reta;  Atividades de comparação entre dois ou mais números racionais;  Utilização de instrumentos do cotidiano do aluno como contas de energia elétrica, água ou gás para observar a média de consumo nos últimos meses. 66
  • 6 REFERÊNCIAS VIRTUAIS1. PORTAL DO PROFESSOR: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.htmlO Portal do Professor é um espaço para troca de experiências entre professores do ensinofundamental e médio. É um ambiente virtual com recursos educacionais que facilitam edinamizam o trabalho dos professores. O conteúdo do portal inclui sugestões de aulas deacordo com o currículo de cada disciplina e recursos como vídeos, fotos, mapas, áudio etextos. Nele, o professor poderá preparar a aula, ficará informado sobre os cursos decapacitação oferecidos em municípios e estados e na área federal e sobre a legislaçãoespecífica.2. PORTAL DOMÍNIO PÚBLICO:http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jspEste portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, apreservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o depromover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons,imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamenteautorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.3. CENTRO DE REFERÊNCIA VIRTUAL:http://crv.educacao.mg.gov.br/O CRV é um portal educacional da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Esseportal oferece recursos de apoio ao professor para o planejamento, execução e avaliação dassuas atividades de ensino na Educação Básica. O CRV oferece informações contextualizadassobre conteúdos e métodos de ensino das disciplinas da Educação Básica, assim comoferramentas para a troca de experiências pedagógicas e trabalho colaborativo através doFórum de Discussão e do Sistema de Troca de Recursos Educacionais (STR).4. DIA-A-DIA EDUCAÇÃO:http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/educadores/index.php?PHPSESSID=O Portal Dia-a-Dia Educação oferece ao professor: Banco de Artigos, Teses e Dissertações,Notícias Específicas das Disciplinas, Notícias Gerais sobre Educação, Catálogo de sítios,Catálogo de Museus, Mapas, Serviços de Download, Sugestões de Filmes, Vídeos,Entrevistas e Documentários, Simuladores e Animações, Calendário de Eventos, ObrasCompletas da Literatura, Literatura Narrada, Catálogo de Bibliotecas, Banco de Imagens,Sons: vozes, músicas e entrevistas, Veículos de Comunicação, Sugestão de Leitura, TVMultimídia.5. OLIMPÍADA BRASILEIRA DAS ESCOLAS PÚBLICAShttp://www.obmep.org.br/Este site apresenta todas as informações sobre a OBMEP, assim como provas anteriores comsoluções. 67
  • 6. CLUBE DO PROFESSORhttp://www.clubedoprofessor.com.br/atualizado/portais/Apresenta vários portais educacionais, tanto nacionais como internacionais, assim comooutros meios virtuais relacionados a educação.7. REVISTA EDUCAÇÃO PÚBLICAhttp://www.educacaopublica.rj.gov.br/Em suas edições semanais, a Revista Educação Pública possibilita o intercâmbio deconhecimento com educadores e entre eles, por meio de oficinas, fóruns de discussão,divulgação e produção de textos educativos, científicos ou literários. Uma das funçõescentrais da revista é contribuir para que o profissional de educação se reconheça e se valorizecomo produtor de conhecimento. O objetivo é fomentar a constituição de uma rede deeducadores que interajam e cooperem uns com os outros.8. EUREKA - A REVISTA DA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICAhttp://www.obm.org.br/opencms/revista_eureka/Estão disponibilizadas todas as revistas Eureka, as provas das Olimpíadas Brasileiras,curiosidades, bibliografia, além de uma relação de links interessantes.9. LABORATÓRIO DE ENSINO DE MATEMÁTICAhttp://www.ime.usp.br/lem/Integra o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP), e buscadesenvolver e difundir metodologias de ensino de Matemática utilizando o computador10. WEBEDUChttp://webeduc.mec.gov.br/Disponibiliza material de pesquisa, objetos de aprendizagem e outros conteúdos educacionaisde livre acesso.11. ARTE MATEMÁTICAhttp://www2.tvcultura.com.br/artematematica/home.htmlUm site muito interessante sobre diversos assuntos da matemática, totalmente interativo.12. EDUMATEC – Educação Matemática e Tecnologia Informática - UFRGShttp://www.edumatec.mat.ufrgs.br/softwares/softwares_index.phpAqui estão listados alguns softwares que consideramos interessantes para o ensino eaprendizagem de Matemática. Para ver sugestões de atividades utilizando estes softwares,visite a página de Atividades. Esclarecemos que os programas listados são ou de domíniopúblico ou são versões demo, sempre disponibilizadas por seus criadores. Informaçõesadicionais sobre os programas estão disponíveis nos sites de origem. Esta página visa, apenas,à divulgação para fins didáticos e procura facilitar o acesso aos programas, que no geral estãodisponíveis para download em sites de língua estrangeira.13. INEP - Enemhttp://www.inep.gov.br/basica/enem/provas_gabaritos/provas_gabaritos.htmEste site disponibiliza algumas provas anteriores do Enem e seus respectivos gabaritos. 68
  • 14. INEP – Prova Brasil e Saebhttp://provabrasil.inep.gov.br/index.php?option=com_wrapper&Itemid=187O site explica detalhes da Avaliação do Saeb e da Prova Brasil e disponibiliza as matrizes dereferências, assim como exemplos de questões.15. INTERMAT – UFV – Universidade Federal de Viçosahttp://www.ufv.br/dma/intermat/Softwares/softwares_matematicos.htmDiversos softwares de apoio referente à Matemática para download.OUTRAS REFERÊNCIAS1. SÓ MATEMÁTICAhttp://www.somatematica.com.brConteúdo de Matemática para o Ensino Fundamental, Médio e Superior, com pesquisas eseções de entretenimento, jogos, curiosidades, histórias.2. MATEMÁTICA ESSENCIALhttp://pessoal.sercomtel.com.br/matematicaNúmeros, operações, espaço e forma são alguns dos temas apresentados neste site.Encontram-se também testes matemáticos.3. BÚSSOLA ESCOLARhttp://www.bussolaescolar.com.br/matematica.htmUm site que aborda praticamente todos os conteúdos relacionados ao ensino fundamental emédio.4. MATEMÁTICA ON LINEhttp://www.matematicaonline.org/index.php?url=softwarelivreDiversos softwares de apoio referentes à Matemática para download, além de diversosmateriais de apoio.5. BRASIL ESCOLAhttp://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/matematica.htmO site apresenta diversos artigos interessantes sobre o aprendizado da Matemática e suasaplicações. 69
  • CADERNO DELÍNGUA PORTUGUESA / LITERATURA 70
  • APRESENTAÇÃOCaro Professor, As Orientações Pedagógicas de Língua Portuguesa/Literatura têm como objetivoauxiliar os professores da rede no processo de correção das deficiências de aprendizado dosalunos, detectadas no exame Saerjinho do 1° Bimestre. Para tanto, apresentamos, para cadasérie/ano, sugestões de trabalho viáveis para o desenvolvimento de cinco habilidades daMatriz de Referência de Língua Portuguesa do Saerjinho. A fim de cooperar com o seu trabalho, foram listados, neste documento, para cadahabilidade: Pré-requisitos essenciais para que o aluno desenvolva a habilidade em questão, de modo a permitir que o professor averigue se a dificuldade dos alunos se deve a deficiências de aprendizado anteriores e, assim, saná-las no processo de reforço; Proposta Metodológica, que aborda os principais aspectos linguístico-textuais a serem ressaltados pelo professor a fim de facilitar o processo de aprendizado do aluno; relaciona a habilidade da Matriz de Referência às habilidades do Currículo Mínimo da disciplina; e destaca referências bibliográficas e virtuais a que o professor pode recorrer caso deseje adquirir mais informações sobre o tema; Sugestões de Atividades viáveis, buscando não só o desenvolvimento da habilidade, mas também uma maior interação entre turma e professor por meio de atividades dinâmicas. As habilidades aqui detalhadas estão separadas por tópicos, conforme organizadas naMatriz de Referência do Saerjinho, que determinam diferentes campos conceituais da LínguaPortuguesa, a saber:  TÓPICO I – Procedimentos de Leitura  TÓPICO II – Implicações do Suporte e do Gênero Textual  TÓPICO III – Relação entre Textos  TÓPICO IV – Processamento do Texto  TÓPICO V – Relações entre Recursos Expressivos e Efeitos de Sentido Algumas habilidades, apesar de serem abordadas em apenas um dos capítulos a seguir,referem-se a mais de um ano/série, de forma que os professores não precisam se deter apenasaos capítulos referentes ao ano/série que leciona para obter ideias e sugestões para o trabalhocom uma diversidade de habilidades junto a suas turmas. Observe a tabela abaixo, em que sãoapresentadas as habilidades – descritas em um dos capítulos destas Orientações – que tambémforam avaliadas em outros anos/séries nesta primeira avaliação bimestral: 71
  • Habilidades 5º Ano 9°Ano 1° Série 2° Série 3°Série H01 H02 H07 H10 H14 H15 H16 H20 H21 H22 H23 H24 H25 H26 H29 É importante ressaltar que as propostas metodológicas aqui presentes representamapenas algumas dentre muitas possíveis abordagens ao tema. Esperamos, então, que oprofessor as utilize como inspiração no desenvolvimento de seu trabalho, adequando-as à suarealidade escolar e às necessidades de seus alunos. Adriana Tavares Maurício Lessa Coordenadora de Linguagens, Códigos e suas TecnologiasProfessores Elaboradores: Carla de Miranda Farinha – C. E. Vicente Jannuzzi Davimara da Rocha Setti – C. E. Erich Walter Heine Édina Moura Vianna – C. E. Sol Nascente Evanilda Marins Almeida – C. E. Marechal João Baptista de Mattos Elizabeth Katia Carneiro Moreiro – C. E. Pedro Fernandes Fabiana Silva de Souza – CIEP 303 Ayrton Senna Giselle Maria Sarti Leal Muniz Alves – C. E. Professora Norma Toop Uruguay Raquel Paulo Teixeira Monteiro – C. E. Marechal João Batista de Mattos Rosimere Magg – CIEP 259 - Prof Maria Amparo Rangel Souza Tânia Marques da Silva – CIEP 453 Dr. Milton Rodrigues Rocha / CIEP 415 Miguel de Cervantes Tânia Teixeira da Silva Nunes – E. E. Hilário Ribeiro / E. E. Francisco LimaCoordenação Adriana Tavares Maurício Lessa Coordenadora de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias da SEEDUC 72
  • 1 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA/ LITERATURA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL TÓPICO I – PROCEDIMENTOS DE LEITURAH01 – LOCALIZAR INFORMAÇÕES EXPLÍCITAS EM UM TEXTO  Item da habilidade H01 utilizada no teste: 73
  • 1. Pré-requisito: O aluno deverá ter o domínio da leitura, sendo capaz de realizá-la fluentemente. Faz-setambém necessário que aluno identifique as várias informações contidas em um texto. 2. Proposta Metodológica: O professor poderá trabalhar com pequenas narrativas, notícias, textos didáticos, buscandodesenvolver nos alunos a habilidade de encontrar informações explícitas. Para isso, éimportante orientá-los a capturar qual elemento textual (personagem, tempo, espaço, fato quecompõem o enredo) se relaciona à informação requisitada, de modo que o aluno consigaresgatá-lo por meio de uma leitura descendente, que não exige do aluno uma releitura atentade todo o texto. Para que esse processo de retomada dos elementos ocorra com maior fluidez, é importanteque o professor apresente ao aluno a estrutura básica de um texto (introdução/conflitogerador, desenvolvimento e conclusão/desfecho) e que ele consiga reconhecê-las no texto emquestão. Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.SIMON, M. A Construção do Texto, Coesão e Coerência Textuais, o Conceito de Tópico.Revista Philologus, Rio de Janeiro, v. 14, nº 40 (Supl.), mai/jun/jul/ago 2007. Disponívelem: <www.filologia.org.br/revista/40suple/a_construcao_de_texto.pdf>. Acesso em: 27 mai2011. 3. Sugestões de Atividades: Leitura de uma notícia ou de um texto didático e posterior reconhecimento da presença ou ausência de fatos, apresentados pelo professor em uma lista, no texto lido. Produção de pequenas histórias reais, vividas pelos próprios alunos, e posterior localização de informações explícitas relacionadas aos elementos da narrativa (como tempo, espaço e personagens principais). 74
  • Leitura de um livro infantil e posterior realização de um quiz, em que os próprios alunos devem indagar seus colegas sobre informações explícitas no texto.H02 – INFERIR O SENTIDO DE PALAVRA OU EXPRESSÃO  Item da habilidade H02 utilizado no teste: 1. Pré-requisitos: O aluno deverá ser capaz de perceber que as palavras, dependendo do contexto, podemassumir significados diferentes. Deve também conhecer a relação núcleo-determinante esujeito-predicado, assim como as desinências de tempo, número e gênero, a fim de buscarpistas textuais, intertextuais e contextuais para ler nas entrelinhas. 75
  • 2. Proposta Metodológica: Para trabalhar esta habilidade, o professor poderá utilizar variados gêneros textuais ricosem denotação e conotação, sinonímias e homonímias – como poemas, tiras, fábulas e letras demúsica. Por serem polissêmicos, esses textos permitem ao professor levar os alunos aperceber diferentes sentidos assumidos por uma palavra, dependendo do contexto em que elase encontra inserida. O professor deve sempre resgatar o conhecimento de mundo dos alunos, analisando osignificado inerente ao radical ou aos afixos da palavra que os alunos já conheçam edestacando a relação entre essa palavra e os outros elementos textuais. A observação dessarelação sintático-semântica facilita o processo de inferência, pois o aluno pode constatarreferências explícitas à palavra em questão que fornecerão pistas semânticas acerca daanimacidade/agentividade (caso seja um substantivo), da estatividade/dinamicidade (caso sejaum verbo) ou da objetividade/subjetividade (caso seja um adjetivo). Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.SIMON, M. A Construção do Texto, Coesão e Coerência Textuais, o Conceito de Tópico.Revista Philologus, Rio de Janeiro, v. 14, nº 40 (Supl.), mai/jun/jul/ago 2007. Disponívelem: <www.filologia.org.br/revista/40suple/a_construcao_de_texto.pdf>. Acesso em: 27 mai2011. 3. Sugestões de Atividades: Análise de um texto em que o professor tenha substituído alguma(s) palavra(s) conhecida(s) pelos alunos por palavras inventadas (que não existem), para que observem como é possível inferir o significado de uma palavra a partir do contexto. Realização de um jogo, a fim de exercitar a habilidade de inferir o sentido das palavras. Os alunos, divididos em grupos, deverão sortear fichas – previamente 76
  • preparadas pelo professor – em que cada palavra aparece em três frases ou trechos pequenos distintos. O grupo que descobrir o significado correto de mais palavras vence o jogo. Leitura de diferentes textos em que determinada palavra esteja empregada ora em seu sentido denotativo ora em seu sentido conotativo e posterior listagem dos significados assumidos pelo vocábulo. Depois, os alunos podem recorrer ao dicionário para checar essas e outras acepções das palavras. TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUALH07 – IDENTIFICAR A FINALIDADE DE TEXTOS DE DIFERENTES GÊNEROS  Item da habilidade H07 utilizado no teste: 1. Pré-requisitos:O aluno deve reconhecer a existência de diversos gêneros textuais. 77
  • 2. Proposta Metodológica: O professor deve trabalhar com textos de diversos gêneros, como poemas, canções,receitas, cartas, textos didáticos, propagandas e notícias. Para que o aluno identifique afinalidade desses textos, é importante ressaltar o teor das informações fornecidas no texto, olocutor e o interlocutor/público-alvo a que ele se dirige, auxiliando-o a reconhecer seuobjetivo social. Além disso, o aluno deve ser capaz de compreender a ideia geral da mensagemtransmitida pelo texto e relacioná-la à finalidade daquele gênero textual. Para saber mais:BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. SãoPaulo: Martins Fontes, 2003.CALDAS, L. Trabalhando Tipos/Gêneros Textuais em Sala de Aula: uma EstratégiaDidática na Perspectiva da Mediação Dialética. In: Congresso de Leitura do Brasil, 16.,Anais... Campinas: UNICAMP, 2007. Disponível em: <http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem03pdf/sm03ss16_09.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011.DIONISIO, A.; MACHADO, A.; BEZERRA, M. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro:Lucerna, 2005.MARCUSCHI, L. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: ROJO, A.; CORDEIRO,G. (Org.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.PEAD (PORTUGUÊS ENSINO A DISTÂNCIA) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIODE JANEIRO. Linguagem e suas Funções. Disponível em:<http://acd.ufrj.br/~pead/tema01/lingfuncoes.html>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades: Contação de piadas, coletadas pelos alunos, e posterior realização de uma enquete, perguntando à turma se o texto cumpriu sua finalidade, ou seja, fez as pessoas rirem. 78
  • Comparação entre uma propaganda e um texto didático sobre determinado assunto, a fim de relacionar o tema à finalidade do texto e saber diferenciar a finalidade de cada gênero. Realização de um jogo, em que os alunos serão divididos em grupo, com o objetivo de reconhecer a finalidade de cinco textos de gêneros diversos. O grupo que acabar primeiro, acertando a finalidade de cada texto, ganha o jogo. TÓPICO IV – PROCESSAMENTO DO TEXTOH23 - ESTABELECER RELAÇÕES LÓGICO-DISCURSIVAS PRESENTES NOTEXTO, MARCADAS POR CONJUNÇÕES, ADVÉRBIOS ETC  Item da habilidade H23 utilizado no teste: 1. Pré-requisitos:O aluno deverá conhecer as noções de tempo, lugar e comparação. 79
  • 2. Proposta Metodológica: O professor deverá realizar atividades de leitura e compreensão de variados gênerostextuais, como notícias, pequenas narrativas e fábulas, para que os alunos possam identificar eperceber as relações lógico-discursivas – especificamente as de tempo, lugar e comparação –estabelecidas pelos advérbios, pelas locuções adverbiais e pelas conjunções na progressão dotexto. É interessante, também, que o professor leve os alunos a perceber a importância dessasrelações lógico-discursivas para a manutenção da coerência textual.Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.KOCH, I. Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.FIORIN, J.; SAVIOLI, F. Para Entender o Texto: Leitura e Redação. 16ª ed. São Paulo:Ática, 1996.______. Lições de Texto: Leitura e Redação. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2000.GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. 3. Sugestões de Atividades:Ordenamento de uma pequena narrativa ou fábula – em que as relações de tempo sejambastante exploradas na sua progressão – apresentado em fichas, previamente preparadas peloprofessor, contendo diferentes partes do texto.Transformação de metáforas em comparações, a fim de evidenciar a relação lógico-discursivade comparação implícita na metáfora e destacar os elementos linguísticos que podem tornaressa relação explícita.Gravação de uma entrevista das crianças a uma pessoa idosa da comunidade sobre suainfância e posterior reconhecimento das marcas linguísticas de tempo, lugar e comparação emtrechos transcritos pela professora. 80
  • TÓPICO V – RELAÇÕES ENTRE RECURSOS EXPRESSIVOS E EFEITOS DE SENTIDOH25 – IDENTIFICAR EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM TEXTOS VARIADOS  Item da habilidade H25 utilizada no teste: 1. Pré-requisitos: O aluno deve ser capaz de identificar a polissemia, os verbos, os sinais de pontuação, asfrases, o uso de notações (caixa alta, negrito, itálico) como recursos expressivos. Além disso,deve saber interpretar recursos gráficos (expressões faciais, elementos da paisagem) e saberrelacionar informações intertextuais. 2. Proposta Metodológica: O professor pode trabalhar com anedotas, tiras, propagandas e narrativas curtas de teorhumorístico a fim de analisar os elementos textuais verbais e não verbais que contribuem para 81
  • a geração de humor. Dentre esses elementos, pode-se destacar o uso de palavras de duplosentido, a exploração de estereótipos e clichês sociais, assim como a quebra da expectativagerada pela situação linguística. Desenvolver esse trabalho a partir de práticas orais pode ser uma estratégia muitoproveitosa para esse ano de escolaridade, uma vez que a ironia e o humor parecem ser maisevidentes na fala que na escrita, pois se pode contar com o auxílio das expressões faciais, dosgestos, da entonação e dos trejeitos. Portanto, percebe-se, aí, um espaço para odesenvolvimento da oralidade dos alunos.Para saber mais:SILVA, D. Humor, Crítica e/ou Ironia nas Tiras de Bill Watterson? In: SeminárioLECOTEC de Comunicação e Ciência, 2., Anais... Bauru: São Paulo, 2009. Disponível em:<http://www2.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/eventos/lecomciencia2009/anais/148-166(Silva)Humor_critica.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011.PROPP, W. I. Comicidade e riso. BERNADINI, A.; ANDRADE, A. (Trad.). São Paulo:Ática, 1992. 3. Sugestões de Atividades: Contação de piadas, trazidas pelos próprios alunos, e posterior análise do fator gerador de humor. Produção textual a partir de um trecho inicial que retrate uma situação cotidiana, para a qual os alunos deverão sugerir que desfechos inusitados que gerem humor. Comparação entre um conto de fadas tradicional e uma paródia desse mesmo conto, a fim de analisar o modo como a relação entre a tradicional história e os hábitos da sociedade moderna é explorada para gerar humor. Exemplo: comparação do filme ―Deu a Louca na Chapeuzinho‖ com o conto de fadas ―A Chapeuzinho Vermelho‖. 82
  • 2 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA/ LITERATURA 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL TÓPICO I – PROCEDIMENTOS DE LEITURAH02 – INFERIR O SENTIDO DE PALAVRA OU EXPRESSÃO  Itens da habilidade H02 utilizados no teste: 83
  • 1. Pré-requisitos: É necessário que o aluno possua conhecimentos acerca de conotação e denotação,textualidade e coerência, classes gramaticais, especialmente a relação núcleo-determinante. 2. Proposta Metodológica: O professor deverá realizar atividades que explorem os diferentes sentidos de palavrasou expressões em variados gêneros textuais (tiras, notícias de jornal, artigos científicos,verbetes, etc). É importante explorar o sentido global do texto para se chegar ao sentido dapalavra naquele contexto. O professor deve sempre resgatar o conhecimento de mundo dos alunos, analisando osignificado inerente ao radical ou aos afixos da palavra que os alunos já conheçam edestacando a relação entre essa palavra e os outros elementos textuais. O trabalho com algunsgêneros ricos em informações imagéticas, como tirinha, também permite que a inferência desentido possa ser percebida através da leitura da linguagem não verbal. O Currículo Mínimo ressalta a importância da realização de um trabalho em que,dentre os vários sentidos possíveis de uma palavra, o aluno perceba aquele que foi utilizadopelo autor. Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.SIMON, M. A Construção do Texto, Coesão e Coerência Textuais, o Conceito de Tópico.Revista Philologus, Rio de Janeiro, v. 14, nº 40 (Supl.), mai/jun/jul/ago 2007. Disponívelem: <www.filologia.org.br/revista/40suple/a_construcao_de_texto.pdf>. Acesso em: 27 mai2011. 3. Sugestões de Atividades: Leitura e análise de diferentes gêneros textuais com o intuito de identificar palavras diferentes do seu vocabulário e posterior produção de um verbete para cada expressão. 84
  • Substituição de palavras selecionadas no texto por outras de sentido correspondente, utilizando dicionários. Análise de um texto em que algumas palavras foram inventadas, para que o aluno, através do processo de inferência – com base em seu conhecimento de mundo –, consiga substituí-las por expressões da língua sem que a coerência do texto seja prejudicada. TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUALH08 – IDENTIFICAR O GÊNERO DE DIVERSOS TEXTOS  Itens da habilidade H08 utilizados no teste: 85
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve ser capaz de interpretar a linguagem verbal e não verbal conjugadas, emvariados gêneros textuais e identificar os modos de organização textual, através das classesdos verbos, dos adjetivos, dos substantivos e dos advérbios. 2. Proposta Metodológica: O professor deverá promover atividades que forneçam aos alunos o contato comvariados gêneros textuais, para que percebam as diferenças existentes entre a estrutura e afinalidade de cada texto que circula com frequência na sociedade. Além disso, é necessário que o professor trabalhe os aspectos tipológicos gerais danarração, da descrição, da argumentação e da exposição, agrupando os gêneros de acordo comsuas especificidades, ressaltando os aspectos verbais pertinentes a cada modalidade. Atravésdas pistas oferecidas pelos elementos linguísticos também é possível estabelecer a função dalinguagem cumprida pelo texto. O desenvolvimento desta habilidade também requer que o aluno seja capaz deidentificar as marcas linguísticas de impessoalidade, de empregar palavras adequadas emfunção da finalidade e do nível de formalidade desejado. A análise dos gêneros propostosbimestralmente pelo Currículo Mínimo referente a cada ano de escolaridade deve serpriorizada. 86
  • Para saber mais:BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. SãoPaulo: Martins Fontes, 2003.CALDAS, L. Trabalhando Tipos/Gêneros Textuais em Sala de Aula: uma EstratégiaDidática na Perspectiva da Mediação Dialética. In: Congresso de Leitura do Brasil, 16.,Anais... Campinas: UNICAMP, 2007. Disponível em: <http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem03pdf/sm03ss16_09.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011.DIONISIO, A.; MACHADO, A.; BEZERRA, M. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro:Lucerna, 2005.LUPPI, S. O gênero Divulgação Científica para Crianças: alternativas para o ensino.Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/612-2.pdf?PHPSESSID=2009051808265233>. Acesso em: 27 mai 2011.MARCUSCHI, L. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: ROJO, A.; CORDEIRO,G. (Org.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.SIMÕES, A. Por uma Problematização do Conceito de Gênero Textual: Reflexões eDebates Necessários. In: Encontro Memorial – Nossas Letras na História da Educação, 2.,Anais... Ouro Preto: UFOP, 2009. Disponível em:<http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab2/l441.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades: Criação de um mural informativo a partir de uma coletânea de dados sobre a estrutura de um artigo científico adquirida através de exercícios interpretativos que explorem a estrutura do gênero. Produção, em grupo, de um pequeno artigo científico, no qual os alunos assumem o papel de ―pesquisadores‖ que acabaram de fazer uma descoberta importante para a 87
  • humanidade (inventada pelo aluno). O texto produzido deverá apresentar as características pertinentes ao gênero. Produção de um verbete enciclopédico acerca do nome da descoberta descrita no artigo científico produzido pelo próprio aluno. TÓPICO IV – PROCESSAMENTO DO TEXTOH16 – ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE PARTES DE UM TEXTO,IDENTIFICANDO REPETIÇÕES OU SUBSTITUIÇÕES QUE CONTRIBUEM PARAA CONTINUIDADE DE UM TEXTO  Itens da habilidade H16 utilizados no teste: 88
  • 89
  • 90
  • 91
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve identificar, dentro de um contexto, a classe, a função e o valor semânticodos advérbios e dos pronomes. 2. Proposta Metodológica: O professor deverá desenvolver atividades que propiciem o reconhecimento de retomadade elementos do texto por palavras ou expressões de diversas classes gramaticais quefavoreçam a coesão e a coerência textual, tais como substantivos, pronomes relativos,possessivos, oblíquos, demonstrativos, indefinidos, advérbios de tempo, de lugar. Nesseprocesso, o mais importante é ressaltar para o aluno a função anafórica (ou catafórica)exercida por esses elementos. Após o desenvolvimento da habilidade de reconhecer a retomada de elementos em umtexto desempenhada por esses elementos, o aluno pode exercitar a atividade de reescritura deparágrafos, estabelecendo novas conexões sem a perda da coesão e da coerência, abordada noeixo de Produção Textual do Currículo Mínimo. Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.KOCH, I. Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.PEAD (PORTUGUÊS ENSINO A DISTÂNCIA) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIODE JANEIRO. Coerência e Coesão como Mecanismos para a Construção do Texto.Disponível em: <http://acd.ufrj.br/~pead/>. Acesso em: 27 mai 2011. 92
  • SIMON, M. A Construção do Texto, Coesão e Coerência Textuais, o Conceito de Tópico.Revista Philologus, Rio de Janeiro, v. 14, nº 40 (Supl.), mai/jun/jul/ago 2007. Disponívelem: <www.filologia.org.br/revista/40suple/a_construcao_de_texto.pdf>. Acesso em: 27 mai2011. 3. Sugestões de Atividades: Análise de textos para identificação dos elementos de coesão, a fim de que os alunos percebam a progressividade de ideias presente no texto, e posterior produção de um texto dissertativo (que pode ser um artigo de divulgação científica sobre a temática presente nos textos analisados anteriormente) contendo elementos de coesão predeterminados pelo professor. Reescritura de fragmentos de texto a partir da substituição de advérbios e de pronomes, de modo a acarretar modificação semântica sem perda da coerência. Reescritura de um texto, em que determinado sintagma nominal apareça repetidamente, para que o aluno o substitua, utilizando o recurso da nominalização e da pronominalização.H20 – DIFERENCIAR AS PARTES PRINCIPAIS DAS SECUNDÁRIAS EM UMTEXTO  Item da habilidade H20 utilizado no teste: 93
  • 1. Pré-requisitos: O aluno precisa reconhecer a estrutura e a finalidade dos diversos gêneros textuais. 2. Proposta Metodológica: É importante que o professor elabore atividades em que o aluno seja capaz de identificar aideia principal e as partes secundárias do texto. Nesse processo, deve-se ressaltar que, em todotexto, há uma hierarquia de informações. Todo texto possui uma ideia principal, a partir daqual se deslindam informações adicionais, necessárias para a exemplificação do que estásendo exposto. Para que o aluno reconheça essa hierarquia, o professor deverá introduzir a noção detópico frasal e as diferentes formas de desenvolvimento do parágrafo, tendo em vista aidentificação da ideia central. Ao reconhecer as diferentes formas de estruturação doparágrafo/ tópico frasal, o aluno torna-se capaz de identificar a ideia central do texto, mesmoque ela não esteja explícita na sentença introdutória. 94
  • Para saber mais:FIORIN, J.; SAVIOLI, F. Para Entender o Texto: Leitura e Redação. 16ª ed. São Paulo:Ática, 1996.______. Lições de Texto: Leitura e Redação. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2000.GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.3. Sugestões de Atividades Identificação do tópico frasal em textos de diferentes gêneros, produzindo resumos e esquemas que contemplem a ideia principal do texto. Produção de um parágrafo argumentativo a partir de um tópico frasal predeterminado, ressaltando a importância das ideias secundárias para ilustrar a ideia central do texto. Ordenação de recortes de um texto, nos quais serão apresentados parágrafos separadamente, e posterior identificação da ideia central do texto, dos tópicos frasais e das ideias secundárias relacionadas a cada tópico frasal.H23 – ESTABELECER RELAÇÕES LÓGICO-DISCURSIVAS PRESENTES NOTEXTO, MARCADAS POR CONJUNÇÕES, ADVÉRBIOS, ETC  Itens da habilidade H23 utilizados no teste: 95
  • 1. Pré-requisitos: O aluno precisa reconhecer a classe dos advérbios, das locuções adverbiais e dosconectivos. 2. Proposta Metodológica: Partindo do trabalho de identificação dos recursos coesivos e de sua função textual, oprofessor deverá ressaltar o valor semântico estabelecido pelas locuções adverbiais e pelosconectivos, especialmente, as noções de comparação, concessão, tempo, condição, adição,oposição, explicação, lugar. Nesse processo, é importante demonstrar aos alunos que oreconhecimento dessas relações semânticas é essencial para o estabelecimento da progressãotextual.Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.KOCH, I. Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 96
  • FIORIN, J.; SAVIOLI, F. Para Entender o Texto: Leitura e Redação. 16ª ed. São Paulo:Ática, 1996.______. Lições de Texto: Leitura e Redação. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2000.GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.3. Sugestões de Atividades: Construção de parágrafos, em grupos, a partir da reunião de orações – pré- selecionadas pelo professor e apresentadas em recortes de papel – que se relacionam por meio do uso de conectivos que expressam a relação de condição, concessão, explicação etc. Inserção de elementos coesivos (advérbios, locuções adverbiais, conectivos), indicados pelo professor, que foram omitidos em um texto, de forma que a coerência textual seja mantida. Produção de um mural em que os alunos elenquem, a partir de diferentes trechos de textos, os conectivos e advérbios que estabelecem as relações lógico-discursivas de: explicação, comparação, concessão, conclusão e oposição. 97
  • 3 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA/ LITERATURA 1º SÉRIE DO ENSINO MÉDIOTÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUAL H08 – IDENTIFICAR O GÊNERO DE DIVERSOS TEXTOS  Item da habilidade H08 utilizado no teste 98
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve estar familiarizado com diferentes textos (orais e escritos) que circulam nasociedade, a fim de conhecer o formato e a linguagem verbal e não verbal, típicos de cadagênero textual. 2. Proposta Metodológica: O professor deve possibilitar aos estudantes a oportunidade de produzir e compreendertextos de maneira adequada a cada situação de interação comunicativa. A melhor alternativapara trabalhar o ensino de gêneros textuais é envolver os alunos em situações concretas de usoda língua, de modo que consigam, de forma criativa e consciente, escolher meios adequadosaos fins que se deseja alcançar. O professor deverá, a partir da exploração do conhecimento de mundo do aluno,trabalhar textos de diferentes gêneros, tais como textos jornalísticos, textos didáticos, artigoscientíficos, verbetes enciclopédicos, editoriais, entre outros, para comparação e análise desuas características e finalidades. Nesse trabalho, serão observados os aspectos que caracterizam e definem os gênerostextuais, como o discurso utilizado (direto, indireto e indireto livre), os modos de organizaçãoda linguagem (seleção vocabular, marcas da oralidade, pontuação, notações léxicas etc.), ouso da linguagem verbal e não-verbal e o veículo de divulgação dos textos analisados. Sendoassim, o desenvolvimento dessa habilidade decorre do trabalho com outras habilidadeselencadas no Currículo Mínimo, como a identificação das funções da linguagem, das marcas 99
  • linguísticas de impessoalidade e opinião, e da forma como os modos de organização dalinguagem e dos interlocutores se relacionam à intenção do locutor.Para saber mais:ALVES-FILHO, S.; SILVA, S. Algumas Contribuições de Bakhtin, Schneuwlye Adam para os Estudos sobre Gêneros. Revista Só Letras, Rio de Janeiro, v. 10, nº 20(Supl.), jul/dez, 2010. Disponível em: <http://www.filologia.org.br/soletras/20supl/02.pdf >.Acesso em: 27 mai 2011.BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. SãoPaulo: Martins Fontes, 2003.CALDAS, L. Trabalhando Tipos/Gêneros Textuais em Sala de Aula: uma EstratégiaDidática na Perspectiva da Mediação Dialética. In: Congresso de Leitura do Brasil, 16.,Anais... Campinas: UNICAMP, 2007. Disponível em: <http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem03pdf/ sm03ss16_09.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011.DIONISIO, A.; MACHADO, A.; BEZERRA, M. Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro:Lucerna, 2005.MARCUSCHI, L. Gêneros Textuais: Definição e Funcionalidade. In: ROJO, A.;CORDEIRO, G. (Org.). Gêneros orais e escritos na escola. Campinas, SP: Mercado dasLetras, 2004.SILVA, J. As Relações Dialógicas no Gênero Notícia. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/conteudo/artigos_teses/LinguaPortuguesa/asreladialogica.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011.SIMÕES, A. Por uma Problematização do Conceito de Gênero Textual: Reflexões eDebates Necessários. In: Encontro Memorial – Nossas Letras na História da Educação, 2.,Anais... Ouro Preto: UFOP, 2009. Disponível em:<http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab2/l441.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011. 100
  • 3. Sugestões de atividades: Análise de textos de diferentes gêneros sobre o mesmo tema para que os alunos observem as diferenças relacionadas à estrutura textual, sua finalidade e veículo de divulgação; Criação de um mural informativo a partir de uma coletânea de dados sobre a estrutura da notícia adquirida através de exercícios interpretativos que explorem a estrutura do gênero. Produção de um texto tomando como ponto de partida a leitura de textos de gêneros diferentes. Exemplo: Interpretação e análise da estrutura de uma notícia e/ou de um texto didático sobre questões ambientais para posterior produção de propagandas que busquem convencer os alunos da escola a tomar atitudes sustentáveis.H09 – RECONHECER OS ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO  Item da habilidade H09 utilizado no teste: 101
  • 1. Pré-requisitos O aluno deverá ser capaz de resgatar seus conhecimentos acerca de textos diversos (oraise escritos) em diferentes contextos, bem como a predominância da conotação ou da denotaçãonos textos analisados. 102
  • 2. Proposta Metodológica O professor deverá trabalhar com textos de diferentes gêneros – além de notícias e textosdidáticos – que abordem um mesmo tema para que os alunos identifiquem a que público otexto se destina e sua finalidade discursiva. Deverá, então, apresentar os elementos dacomunicação (locutor/emissor, interlocutor/receptor, referente/contexto, mensagem, código ecanal de comunicação) e observar o gênero do texto de acordo com o elemento dacomunicação em foco.Para saber mais:PEAD (PORTUGUÊS ENSINO A DISTÂNCIA) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIODE JANEIRO. Linguagem e suas Funções. Disponível em:<http://acd.ufrj.br/~pead/tema01/lingfuncoes.html>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de atividades Consulta a jornais, livros didáticos, revistas e sites na biblioteca ou no laboratório de Informática Educativa da escola, a fim de que os alunos localizem textos centrados em um elemento da comunicação predeterminado pelo professor, destacando as marcas linguísticas que o caracterizam dessa forma; Realização de atividades interdisciplinares que explorem textos estatísticos para análise dos dados e estabelecimento da relação entre esses dados e informações afetas a outras áreas do conhecimento (como Geografia, História, Biologia e Química), a fim de observar que o elemento da comunicação em foco nesse tipo de texto é a própria informação, ou seja, o referente; Produção de um texto, a partir da análise de outro texto (que pode ser um dos textos utilizados na atividade anterior), alterando o elemento da comunicação em foco. 103
  • TÓPICO IV – PROCESSAMENTO DO TEXTOH16 – ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE PARTES DE UM TEXTO,IDENTIFICANDO REPETIÇÕES OU SUBSTITUIÇÕES QUE CONTRIBUEM PARAA CONTINUIDADE DE UM TEXTO  Itens da habilidade H16 utilizados no teste: 104
  • 105
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deverá ser capaz de reconhecer as diferentes classes gramaticais da língua,identificando os elementos que dão coesão ao texto, em especial os pronomes e ossubstantivos/sintagmas nominais. 2. Proposta Metodológica: Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto, que podemosobservar quando lemos um texto e observamos que as palavras, frases e os parágrafos estãoentrelaçados. Para que os alunos desenvolvam a habilidade de estabelecer relações entrepartes de um texto, o professor deverá apresentar textos de diferentes gêneros, tais comonotícias, contos, anedotas e crônicas, para que sejam observados os elementos coesivos e aarticulação que esses elementos estabelecem entre as diferentes partes de um texto. É importante trabalhar as possibilidades de retomada de um termo presente no textoatravés do uso dos pronomes (pessoais, possessivos, indefinidos), de locuções adverbiais(especialmente as de tempo e lugar) e da sinonímia, evitando repetições desnecessárias. OCurrículo Mínimo prevê o desenvolvimento desta habilidade por meio da identificação doselementos que concorrem para a progressão temática e a organização textual. Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed.Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.KOCH, I. Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004. 106
  • PEAD (PORTUGUÊS ENSINO A DISTÂNCIA) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIODE JANEIRO. Coerência e Coesão como Mecanismos para a Construção do Texto.Disponível em: <http://acd.ufrj.br/~pead/>. Acesso em: 27 mai 2011.SIMON, M. A Construção do Texto, Coesão e Coerência Textuais, o Conceito de Tópico.Revista Philologus, Rio de Janeiro, v. 14, nº 40 (Supl.), mai/jun/jul/ago 2007. Disponívelem: <www.filologia.org.br/revista/40suple/a_construcao_de_texto.pdf>. Acesso em: 27 mai2011. 3. Sugestões de atividades: Identificação do(s) sintagma(s) nominal(is) a que determinados pronomes destacados em um texto (que pode ser uma notícia ou texto didático) fazem referência; Reescritura de um texto, em que determinado sintagma nominal apareça repetidamente, para que o aluno o substitua, utilizando o recurso da nominalização e da pronominalização. Análise de textos para identificação dos elementos de coesão, a fim de que os alunos percebam a progressividade de ideias presente no texto, e posterior produção de um texto dissertativo (que pode ser um artigo de divulgação científica sobre a temática presente nos textos analisados anteriormente) contendo elementos de coesão predeterminados pelo professor.H23 – ESTABELECER RELAÇÕES LÓGICO-DISCURSIVAS PRESENTES NOTEXTO, MARCADAS POR CONJUNÇÕES, ADVÉRBIOS ETC  Itens da habilidade H23 utilizados no teste: 107
  • 108
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deverá ser capaz de reconhecer as diferentes classes gramaticais da língua,principalmente, as preposições, conjunções, advérbios e pronomes relativos. 109
  • 2. Proposta Metodológica: A coesão textual é acarretada pela interação entre diversos elementos linguísticos demodo a gerar uma progressividade lógico-discursiva. Dentre esses elementos, podem sercitados as preposições, as conjunções, os advérbios e os pronomes relativos. Paradesenvolvimento da habilidade de reconhecer as relações lógico-discursivas, o professordeverá apresentar textos de diferentes gêneros, além de notícias e textos didáticos, a fim deobservar o uso de elementos coesivos. Após a identificação dos recursos coesivos e de suafunção textual, o professor deverá ressaltar o valor semântico estabelecido pelas locuçõesadverbiais e pelos conectivos, especialmente, as noções de comparação, concessão, tempo,condição, adição, oposição, explicação, lugar. O Currículo Mínimo focaliza odesenvolvimento da habilidade de identificar e empregar relações lógico-discursivas marcadaspor conectores coordenativos, que devem ser priorizados pelo professor neste momento, masabrange outras formas de se estabelecer a coesão textual por meio da identificação doselementos que concorrem para a progressão temática e a organização textual.Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.KOCH, I. Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.FIORIN, J.; SAVIOLI, F. Para Entender o Texto: Leitura e Redação. 16ª ed. São Paulo:Ática, 1996.______. Lições de Texto: Leitura e Redação. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2000.GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. 3. Sugestões de atividades: Reconhecer os elementos que, em determinado texto, estabelecem relações de tempo, lugar, adição, adversidade, conclusão, explicação etc. 110
  • Reconhecimento do valor semântico inerente a determinado conectivo em um contexto e da possível alteração de sentido promovida pela substituição de um conectivo por outro. O texto utilizado para essa análise poderá ser o mesmo utilizado na atividade anterior, assim os alunos poderão observar as alterações semânticas geradas de acordo com as escolhas de cada grupo. Construção de um parágrafo, em grupo, a partir da reunião (e transformação) de períodos simples soltos em períodos compostos que se relacionam por meio do uso de conectivos. Tanto os períodos simples quanto os conectivos devem ser predeterminados pelo professor, ressaltando-se as relações semânticas que podem ser estabelecidas.H24 – ESTABELECER RELAÇÕES DE CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL  Item da habilidade H24 utilizado no teste: 111
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deverá ser capaz de reconhecer o processo de concordância através da conjugaçãoverbal, bem como identificar as desinências número-pessoais e modo-temporais. Deverá,ainda, conhecer a relação núcleo-determinante entre elementos frasais. 2. Proposta Metodológica: Para que o aluno desenvolva a habilidade de estabelecer a relações de concordâncianominal e verbal, o professor deve destacar: (a) a relação entre o núcleo do sintagma nominale seus determinantes e (b) a relação entre o núcleo do sujeito e o verbo, demonstrando, assim,qual palavra determina a relação de concordância de número, gênero ou pessoa. Para facilitar o desenvolvimento dessa habilidade, o professor pode apresentar textoscomo anedotas, cordel, música, poesia, a fim de explorar as variedades linguísticas enquantodiscursos específicos que contemplam marcas da oralidade e da regionalidade, relacionando-as a fatores como idade dos interlocutores, situação de comunicação, nível de escolaridade,grupo social, entre outros. É interessante também ressaltar a típica ocorrência, no discurso oral informal, de nãoconcordância entre verbos e nomes em que a saliência fônica não seja tão evidente,percebendo que quanto maior a saliência fônica, ou seja, a oposição entre as formassingular/plural, maiores as chances de ocorrer a concordância. Por exemplo, no par de verbosestava (3ª pessoa do singular)/estavam (3ª pessoa do plural), há uma saliência fônica menordo que nos pares fez (3ª pessoa do singular) / fizeram (3ª pessoa do plural). No par desubstantivos ovo/ovos, há uma saliência fônica maior do que em peixe/peixes, devido àalteração fônica na vogal inicial ―o‖. 112
  • Outros fatores que contribuem para a não concordância verbal a serem destacados são: (a)a influência da posição do sujeito em relação ao verbo, já que sujeito anteposto propicia aconcordância e sujeito posposto favorece a não concordância; e (b) a distância entre o núcleodo sintagma nominal e o verbo, já que quanto mais distante o núcleo do sintagma nominalestiver do verbo, maior a probabilidade de não concordância. Dessa forma, o aluno podedistinguir as relações de concordância de acordo com a norma culta daquelas que ocorrem emoutras variedades/situações linguísticas.Para saber mais:BRANDÃO, S. Concordância Nominal em Duas Variedades do Português:Convergências e Divergências. Revista Veredas. Universidade Federal de Juiz de Fora. v.15, jan/jun. 2011. Disponível em: <http://www.ufjf.br/revistaveredas/files/2011/05/Artigo-19-Silvia-Brandão-Paginação.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011.BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.MANUAL DE REDAÇÃO DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIOGRANDE DO SUL. Concordância Verbal. Disponível em:<http://www.pucrs.br/manualred/verbal.php>. Acesso em: 27 mai 2011.RODRIGUES, E. Concordância Verbal com Construções Partitivas – uma Proposta deAnálise. Revista Veredas. Universidade Federal de Juiz de Fora. v. 15, jan/jun. 2011.Disponível em: <http://www.ufjf.br/revistaveredas/files/2011/05/ARTIGO-71.pdf>. Acessoem: 27 mai 2011.SCHERRE, M. Aspectos da Concordância de Número no Português do Brasil. RevistaInternacional de Língua Portuguesa (RILP) - Norma e Variação do Português. Associaçãodas Universidades de Língua Portuguesa. v. 12, dez, 1994. Disponível em:<http://www.ai.mit.edu/projects/dm/bp/scherre94-number.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011. 113
  • 3. Sugestões de atividades Gravação de entrevistas com pessoas de níveis de escolaridade diferentes, para que os alunos analisem as variações de concordância em relação à norma culta. Pesquisa de textos produzidos por falantes de diferentes níveis de escolaridades, como cartas pessoais, bilhetes, placas, cartazes, cartas formais, para que analisem as variações de concordância, relacionando-as à formalidade ou informalidade dos textos coletados, assim como à escolaridade dos produtores das mensagens; Análise da relação de concordância verbal, em textos orais e escritos, em que seja explorada a influência da posição do sujeito em relação ao verbo, da distância entre o núcleo do sujeito e verbo, bem como da saliência fônica. 114
  • 4 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA/ LITERATURA 2º SÉRIE DO ENSINO MÉDIO TÓPICO I – PROCEDIMENTOS DE LEITURAH05 – DISTINGUIR UM FATO DA OPINIÃO RELATIVA A ESSE FATO  Itens da habilidade H05 utilizados no teste: 115
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve identificar, dentro de um contexto, a classe dos verbos, dos adjetivos eadvérbios; os tipos textuais; e o discurso relatado. 116
  • 2. Proposta Metodológica: O professor deve desenvolver atividades de análise e produção textual, empregandoverbos de opinião e de ação, adjetivos objetivos e subjetivos e expressões adverbiais deafirmação, dúvida, intensidade, negação e modalidade. Além desses elementos, é importantetambém abordar os tipos de discurso relatado – direto, indireto e indireto livre – e a formacomo são dispostos no gênero resenha. Assim, o aluno poderá observar as diferenças entrefato e opinião relativa ao fato. É importante ressaltar que o desenvolvimento da habilidade de distinguir fato de opiniãoreferente ao fato requer que consideremos todos esses elementos como partes de um todo – otexto – e que, por isso, devem ser contemplados em conjunto, não separadamente. Énecessário atentar para a função comunicativa dessas marcas linguísticas, numa perspectivasemântico-discursiva. Por meio dos gêneros fichamento, resumo e resenha, o professor pode explorar essahabilidade ao trabalhar com os alunos o reconhecimento e utilização das marcas modais nosverbos, dos modalizadores discursivos e dos verbos de opinião – tópicos previstos peloCurrículo Mínimo.Para saber mais:LIMA, F. Metadiscursividade, Retórica e Marcas Sócio-Interacionais nas Entrevistascom Candidatos à Prefeitura de São Paulo. In: Encontro Nacional de Interação emLinguagem Verbal e Não-Verbal, 8., Anais... São Paulo: USP, 2007. Disponível em:<http://www.fflch.usp.br/dlcv/enil/pdf/104_Fabio_Fernando_L.pdf>. Acesso em: 27 mai2011.MURATA, E. Adjetivos: Fio Condutor da Narrativa. Revista Signótica. UniversidadeFederal de Goiás. v. 20, jul/dez. 2008. Disponível em: <http://www.revistas.ufg.br/index.php/sig/article/viewFile/6082/4789>. Acesso em: 27 mai2011. 117
  • SAMPAIO, M. O Metadiscurso na Escrita Escolar. In: Congresso Nacional de Linguísticae Filologia, 14., Anais... Rio de Janeiro: UERJ, 2007. Disponível em:<http://www.filologia.org.br/xiv_cnlf/tomo_2/1335-1346.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades Dramatização de uma cena de um filme, na qual o narrador (aluno) a introduz através de uma breve resenha descritiva produzida por ele mesmo e a finaliza com uma crítica. Realização, em grupo, de entrevistas, a partir das quais a turma reunirá diferentes opiniões sobre um mesmo tema (um evento na escola, na comunidade do entorno ou na cidade) para que os alunos possam distinguir fato de opinião em diferentes contextos. Comparação da sinopse de um conto, um filme ou uma peça com uma resenha ou texto crítico sobre a obra, a fim de que o aluno identifique as marcas de opinião presentes na resenha ou texto crítico, que podem ser expostas em um mural. TÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUALH11 – RECONHECER OS MODOS DE ORGANIZAÇÃO DAS DIFERENTESTIPOLOGIAS TEXTUAIS  Item da habilidade H11 utilizado no teste: 118
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve ter noções de tempo e modo verbal e reconhecer as classes dos verbos (deação e de opinião), dos adjetivos e advérbios. Além disso, deverá conhecer os tipos dediscurso (direto, indireto e indireto livre) e os sinais de pontuação. 2. Proposta Metodológica: O professor deve apresentar os diferentes tipos textuais, destacando que eles podem estarpresentes nas variadas propostas de comunicação cotidiana – os gêneros – priorizando aqueles 119
  • previstos pelo Currículo Mínimo. Marcas da narração, de descrição, da argumentação, dodiálogo e da injunção devem ser ressaltadas como modos em que esses gêneros sãoorganizados. Vale destacar, também, que num texto podem ser combinadas diversastipologias textuais, sendo uma a predominante, em função da intencionalidade do locutor.Para saber mais:GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006.SILVA, S. Gênero Textual e Tipologia Textual: Colocações sob Dois Enfoques Teóricos.Instituto de Estudos da Linguagem. Campinas: UNICAMP. Disponível em:<http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/g00003.htm>. Acesso em: 27 mai2011.TRAVAGLIA, L. Categorias de Texto como Objeto de Ensino. Revista Eletrônica do GTde Linguística de Texto e Análise da Conversação da ANPOLL. PUC-SP. Disponível em:<http://www.ileel.ufu.br/travaglia/artigos/artigo_categorias_de_texto_como_objeto_de_ensino.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades Reconhecimento das marcas linguísticas típicas de cada modo de organização textual presentes em um texto de determinado gênero lido pela turma, como um conto, notícia, resenha, receita etc. Produção de um texto, sobre um fato em determinado lugar e tempo, em que o aluno se utilize dos modos de organização descritivo e narrativo. Exemplo: Produção de um texto sobre a última aula de Língua Portuguesa. Transformação de um texto em que predomine determinado modo de organização em um texto de outro gênero, em que predomine outro modo de organização textual. Exemplo: Transformação de uma sinopse em uma resenha. 120
  • H15 – RECONHECER POSIÇÕES DISTINTAS ENTRE DUAS OU MAIS OPINIÕESRELATIVAS AO MESMO FATO OU AO MESMO TEMA  Item da habilidade H15 utilizado no teste: 121
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve identificar, dentro de um contexto, a classe dos verbos, dos adjetivos eadvérbios; os tipos textuais; e o discurso relatado. 2. Proposta Metodológica: O professor deve desenvolver atividades de análise textual, destacando os elementoslinguísticos utilizados para apresentar opiniões sobre determinado tema, fato ou pessoa, comoos verbos de opinião, os adjetivos subjetivos e expressões adverbiais modalizadoras dediscurso, além dos tipos de discurso relatado (direto, indireto e indireto livre). A partir do reconhecimento desses elementos – habilidade elencada no Currículo Mínimo–, o aluno poderá distinguir o narrador (ou autor do texto) dos autores das opiniõesapresentadas no corpo do texto, reconhecer os valores socioideológicos subjacentes a cadaopinião e identificar as estratégias de convencimento utilizadas para defender essa posição.Poderá também perceber a intertextualidade presente em diferentes textos sobre um mesmoassunto, identificando opiniões semelhantes, divergentes e complementares. Nesse processo, é intessante ressaltar a importância de se analisar as fontes dasinformações apresentadas, a fim de que o aluno aprenda a sempre avaliar a confiabilidade dotexto.Para saber mais:LIMA, F. Metadiscursividade, Retórica e Marcas Sócio-Interacionais nas Entrevistascom Candidatos à Prefeitura de São Paulo. In: Encontro Nacional de Interação emLinguagem Verbal e Não-Verbal, 8., Anais... São Paulo: USP, 2007. Disponível em:<http://www.fflch.usp.br/dlcv/enil/pdf/104_Fabio_Fernando_L.pdf>. Acesso em: 27 mai2011.MURATA, E. Adjetivos: Fio Condutor da Narrativa. Revista Signótica. UniversidadeFederal de Goiás. v. 20, jul/dez. 2008. Disponível em: < 122
  • http://www.revistas.ufg.br/index.php/sig/article/viewFile/6082/4789>. Acesso em: 27 mai2011.OLIVEIRA, D. Jornal Daqui: Linguagem e Ideologia Dirigidas à Camada Popular.Revista de Linguagens - Boca da Tribo, UFMT, v. 2, nº 3, ago, 2010. Disponível em:<http://cpd1.ufmt.br/bocadatribo/adm/artigos/denise_3.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011.SAMPAIO, M. O Metadiscurso na Escrita Escolar. In: Congresso Nacional de Linguísticae Filologia, 14., Anais... Rio de Janeiro: UERJ, 2007. Disponível em:<http://www.filologia.org.br/xiv_cnlf/tomo_2/1335-1346.pdf>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades: Debate, no qual dois grupos discutem determinado assunto (preferencialmente já abordado por textos trabalhados em sala), posicionando-se contrária ou favoravelmente. Os outros alunos votam no grupo mais convincente. Produção de resenha sobre um filme – apresentado, em sala – e posterior montagem de um mural apresentando a semelhança, divergência ou complementariedade das opiniões apresentadas. Produção de um fichamento sobre determinada reportagem, contendo o tema/fato e o principal argumento que caracteriza cada opinião exposta no texto. TÓPICO IV – PROCESSAMENTO DO TEXTOH22 – ESTABELECER RELAÇÃO CAUSA/CONSEQUÊNCIA ENTRE PARTES EELEMENTOS DO TEXTO  Item da habilidade H22 utilizado no teste: 123
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve conhecer as classes dos pronomes, conjunções, preposições e palavrasdenotativas. 2. Proposta Metodológica: O professor deve focar seu trabalho na coesão e coerência textuais. O Currículo Mínimoprevê o desenvolvimento dessa habilidade por meio do reconhecimento do emprego detempos verbais, advérbios e conectivos como mecanismos de coesão sequencial. A análise de textos dissertativo-argumentativos em que haja grande frequência de relaçõesde causa e consequência possibilita o reconhecimento de que a coerência, ou a interligação 124
  • entre as ideias do texto, pode ser: (a) explícita, a partir do uso de conectivos causais,consecutivos e explicativos, ou (b) implícita, quando essas marcas linguísticas não aparecem,mas é possível inferir nexos causais entre as partes do texto. Já em textos predominantementenarrativos, os marcadores de tempo (desinências modo-temporais e advérbios) devem serapontados como elementos característicos da coesão nesse tipo textual.Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.KOCH, I. Introdução à linguística textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.FIORIN, J.; SAVIOLI, F. Para Entender o Texto: Leitura e Redação. 16ª ed. São Paulo:Ática, 1996.______. Lições de Texto: Leitura e Redação. 4ª ed. São Paulo: Ática, 2000.GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. 3. Sugestões de atividades: Realização de seminários, em grupo, após pesquisa em jornais, revistas e artigos científicos, sobre as possíveis causas e consequências relacionadas a um problema social, predeterminado pelo professor. Por exemplo: o uso de drogas por adolescentes. As principais causas e consequências abordadas pela turma podem ser organizadas em forma de tabela e expostas em um mural. Elaboração de um quiz, no qual os alunos de outra turma deverão responder a perguntas sobre a causa e/ou consequência de determinado fato. Para essa atividade, os alunos podem recorrer a professores ou livros de outras disciplinas, como Física, Geografia, História, Química e Biologia. 125
  • Análise das relações de causa e consequência exploradas em um filme (por exemplo, ―A Dona da História‖) e posterior produção de um texto em que o aluno vislumbre outras desdobramentos possíveis para a história.H29 – RECONHECER EFEITOS PROVOCADOS PELO EMPREGO DERECURSOS ESTILÍSTICOS  Item da habilidade H29 utilizado no teste: 1. Pré-requisitos: O aluno deve reconhecer a estrutura do texto dissertativo em parágrafos, assim como arelação entre conotação e denotação. 126
  • 2. Proposta Metodológica: O professor deve trabalhar com textos literários e não literários, orais e escritos,verbais e não verbais, a fim de salientar o uso das figuras de linguagem (de sintaxe, depalavras e de pensamento) como recursos estilísticos na comunicação cotidiana. Para tanto, éimportante desenvolver atividades que privilegiem a leitura dos sentidos implícitos nos textos. Além desses recursos, deve-se também atentar para os modos de desenvolvimento doparágrafo nas atividades de leitura e produção textual, em especial de textos dissertativos.Diversos recursos estilísticos – como enumeração, confronto, comparação, exemplificação –são utilizados como estratégias de argumentação, devendo, portanto, ser contemplados nodesenvolvimento dessa habilidade.Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.GARCIA, A. Figuras de Linguagem e Ensino. In: Congresso Nacional de Linguística eFilologia, 8., Anais... Rio de Janeiro: UERJ, 2004. Disponível em:<http://www.filologia.org.br/viiisenefil/03.html>. Acesso em: 27 mai 2011.GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. 26ª ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. 3. Sugestões de Atividades: Produção de um painel apresentando algumas figuras de linguagem identificadas em textos literários, letras de música, tiras etc. Análise dos recursos estilísticos (enumeração, confronto, comparação, exemplificação) utilizados como estratégias de argumentação em resenhas ou textos jornalistícos. Produção de texto dissertativo sobre determinado tema, em diversas versões, cada uma utilizando um ou dois recursos estilísticos diferentes de paragrafação. Esses textos podem ser selecionados por uma banca de professores da escola, sendo, então, enviados a algum órgão de imprensa (por exemplo, a seção ―Eu-repórter‖, do jornal O Globo). 127
  • 5 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA/ LITERATURA 3º SÉRIE DO ENSINO MÉDIOTÓPICO II – IMPLICAÇÕES DO SUPORTE E DO GÊNERO TEXTUALH10 – IDENTIFICAR FUNÇÕES DA LINGUAGEM.  Item da habilidade H10 utilizado no teste: 128
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deverá ser capaz de reconhecer os elementos da comunicação e identificar afunção conotativa e denotativa da linguagem. 2. Proposta Metodológica: O professor deverá apresentar ao aluno textos de diferentes gêneros a fim de destacar arelação entre os elementos de comunicação (locutor/emissor, interlocutor/receptor,referente/contexto, mensagem, código e canal de comunicação) e as funções da linguagem(informativa/referencial, apelativa/conativa, emotiva/expressiva, fática, metalinguística epoética). A fim de explicitar essa relação, o professor deve promover a análise da linguagemutilizada pelo autor, destacando, por exemplo, as marcas linguísticas de impessoalidade ou deopinião, as estratégias de convencimento e o sentido denotativo ou conotativo das palavras. É importante ressaltar para o aluno que os textos podem utilizar a linguagem comdiversas funções. Todavia, pode-se identificar a função da linguagem predominante em cadatexto. Como a poesia e a prosa do Modernismo estão sendo estudadas neste momento, oprofessor pode explorar mais profundamente as funções emotiva, metalinguística e poética dalinguagem, em acordo com o Currículo Mínimo.Para saber mais:PEAD (PORTUGUÊS ENSINO A DISTÂNCIA) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIODE JANEIRO. Linguagem e suas Funções. Disponível em:<http://acd.ufrj.br/~pead/tema01/lingfuncoes.html>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades: Reconhecimento da função da linguagem predominante em textos de diferentes gêneros (especialmente do Modernismo), de modo que o aluno identifique o elemento da comunicação em foco. 129
  • Pesquisa de textos de diferentes gêneros e posterior análise, em aula, das marcas linguísticas que caracterizam o cumprimento de determinada função da linguagem. Transformação de um texto de determinado gênero em outro em que predomine outra função da linguagem, reconhecendo o elemento da comunicação que passa estar em foco. Por exemplo, transformação de notícia (função referencial) em propaganda (função conativa), de conto (função emotiva) em poesia (função poética) ou de sinopse (função referencial) em resenha (função emotiva).H12 – RECONHECER CARACTERÍSTICAS DO TEXTO POÉTICO  Item da habilidade H12 utilizado no teste: 130
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deverá ser capaz de identificar os sentidos denotativo e conotativo daspalavras, bem como as funções da linguagem poética e emotiva. 2. Proposta Metodológica: O professor deverá apresentar a estrutura formal do texto poético, acrescentandoconhecimentos de versificação para o aluno através do ritmo, da rima e destacando a presençade um eu-lírico. É importante ressaltar para os alunos como as características formais do textopoético se coadunam com a ideia trazida pelo autor.Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.SOARES, A. Gêneros literários, 6ª ed. São Paulo: Ática, 2006. 3. Sugestões de Atividades: Comparação entre poemas e textos de outros gêneros que dialogam, a fim de demonstrar as características que distinguem um texto poético (como a estrutura formal, explorando o ritmo e a rima, e o uso exacerbado das figuras de linguagem). Exemplos: Comparação entre o poema ―A Bomba Atômica‖, de Vinícius de Moraes, e um texto didático sobre os efeitos da bomba atômica. Análise da estrutura formal de um poema que tenha sido transformado em canção, a fim de demonstrar que o texto poético detém uma musicalidade. Reconhecimento do eu-lírico a partir de poemas do Modernismo. Exemplo: Análise do poema ―Eu sou trezentos...‖ de Mário de Andrade. 131
  • TÓPICO III – RELAÇÃO ENTRE TEXTOSH14 – RECONHECER DIFERENTES FORMAS DE TRATAR UMA INFORMAÇÃONA COMPARAÇÃO DE TEXTOS QUE TRATAM DO MESMO TEMA, EMFUNÇÃO DAS CONDIÇÕES EM QUE ELE FOI PRODUZIDO E DAQUELAS EMQUE SERÁ RECEBIDO  Itens da habilidade H14 utilizados no teste: 132
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deverá ser capaz de reconhecer o tema em diferentes gêneros textuais. 2. Proposta Metodológica: O professor deverá apresentar textos de gêneros diversos que dialoguem entre si:alusão, epígrafe, paródia, paráfrase, caracterizando a intertextualidade e a interdiscursividadea partir de um mesmo tema.Para saber mais:BARCELLOS, R. A Intertextualidade e o Ensino de Língua Portuguesa. In: CongressoNacional de Linguística e Filologia, 8., Anais... Rio de Janeiro: UERJ, 2004. Disponível em:<http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno09-02.html>. Acesso em: 27 mai 2011. 133
  • GUIA DE PRODUÇÃO TEXTUAL DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DORIO GRANDE DO SUL. Como Realizar a Intertextualidade. Disponível em:<http://www.pucrs.br/gpt/intertextualidade.php>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades: Agrupamento de diversos recortes de textos de jornais e revistas, pré-selecionados pelo professor, que estabeleçam intertextualidade. Produção de uma paródia ou paráfrase a partir de poemas do Modernismo (que podem ser exemplos de paródia ou paráfrase). Pesquisa de notícias, crônicas ou resenhas sobre o tema de determinado texto do Modernismo e posterior produção de um parágrafo dissertativo-argumentativo. Por exemplo, pesquisa de textos informativos sobre a realidade dos catadores de lixo após a leitura do texto ―O bicho‖, de Manuel Bandeira, e posterior produção textual sobre a relação entre o homem e o lixo.H21 – IDENTIFICAR O CONFLITO GERADOR DO ENREDO E OS ELEMENTOSQUE CONSTROEM TEXTOS NARRATIVOS  Itens da habilidade H21 utilizado no teste: 134
  • 135
  • 1. Pré-requisitos: Espera-se que o aluno tenha conhecimento prévio dos tipos de discurso: direto,indireto e indireto livre. 136
  • 2. Proposta Metodológica: O professor deverá especificar as características estruturais da narrativa ficcional,apresentando os elementos da narrativa (narrador, personagem, espaço, enredo e tempo) econflito gerador da narrativa.Para saber mais:SOARES, A. Gêneros literários, 6ª ed. São Paulo: Ática, 2006.DIVISÃO DE BIBLIOTECAS E DOCUMENTAÇÃO DA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADECATÓLICA DO RIO DE JANEIRO. Elementos da Narrativa. Disponível em: <http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0410891_06_cap_05.pdf>. Acesso em:27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades: Ordenação de um conto modernista apresentado em quatro partes – situação inicial, situação problema, conflito e situação final – em recortes de papel levados pelo professor. Identificação dos elementos da narrativa a partir de um conto, por exemplo, ―Desenredo‖, de João Guimarães Rosa. Reescritura da segunda parte de um conto (que pode ser o mesmo utilizado nas outras atividades), alterando o desfecho da narrativa.H26 – RECONHECER O EFEITO DE SENTIDO DECORRENTE DO USO DAPONTUAÇÃO E DE OUTRAS NOTAÇÕES  Item da habilidade H26 utilizada no teste: 137
  • 1. Pré-requisitos: O aluno deve ser capaz de depreender que o uso de diferentes sinais de pontuaçãoaltera o sentido do texto e empregar corretamente os sinais básicos de pontuação: ponto,vírgula, reticências, interrogação e exclamação. 2. Proposta Metodológica: O professor deverá enriquecer a leitura do aluno, enfocando a questão do usoestilístico da pontuação e sua influência na semântica de diferentes gêneros textuais – comopoema, história em quadrinhos, tira, charge, crônica e conto. 138
  • Nesse processo, é essencial que o aluno reconheça o uso hiperbólico dos sinais depontuação (por exemplo,‖O quê?!?!?!‖) e de notações léxicas, como a repetição de caracteres(por exemplo, ―Faaaaaaala garoto!‖), para ocasionar efeitos de sentido.Para saber mais:BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lucerna,2000.CAMARA, T. Pontuação: Operador da Textualidade. In: Congresso Nacional deLinguística e Filologia, 8., Anais... Rio de Janeiro: UERJ, 2004. Disponível em:<http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno05-17.html>. Acesso em: 27 mai 2011. 3. Sugestões de Atividades: Apresentação de um texto pequeno, sem qualquer pontuação, para que o aluno empregue corretamente os sinais de pontuação e reconheça sua importância para a interação do leitor-texto e leitor-interpretação do sentido. Identificação do uso expressivo dos sinais de pontuação e notações léxicas em poemas e tiras. Comparação de poemas em que determinado sinal de pontuação tenha inflexão estilística diferente para que o aluno reconheça os efeitos de sentido gerados por seu uso. Por exemplo, análise de textos em que as reticências transmitam ora continuidade do pensamento ora ironia. 139
  • 6 REFERÊNCIAS VIRTUAIS1. PORTAL DO PROFESSOR: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/index.htmlO Portal do Professor é um espaço para troca de experiências entre professores do ensinofundamental e médio. É um ambiente virtual com recursos educacionais que facilitam edinamizam o trabalho dos professores. O conteúdo do portal inclui sugestões de aulas deacordo com o currículo de cada disciplina e recursos como vídeos, fotos, mapas, áudio etextos. Nele, o professor poderá preparar a aula, ficará informado sobre os cursos decapacitação oferecidos em municípios e estados e na área federal e sobre a legislaçãoespecífica.2. PORTAL DOMINO PÚBLICO:http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jspEste portal constitui-se em um ambiente virtual que permite a coleta, a integração, apreservação e o compartilhamento de conhecimentos, sendo seu principal objetivo o depromover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons,imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamenteautorizada, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal.3. CENTRO DE REFERÊNCIA VIRTUAL:http://crv.educacao.mg.gov.br/O CRV é um portal educacional da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Esseportal oferece recursos de apoio ao professor para o planejamento, execução e avaliação dassuas atividades de ensino na Educação Básica. O CRV oferece informações contextualizadassobre conteúdos e métodos de ensino das disciplinas da Educação Básica, assim comoferramentas para a troca de experiências pedagógicas e trabalho colaborativo através doFórum de Discussão e do Sistema de Troca de Recursos Educacionais (STR).4. DIA-A-DIA EDUCAÇÃO:http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/educadores/index.php?PHPSESSID=O Portal Dia-a-Dia Educação oferece ao professor Banco de Artigos, Teses e Dissertações,Notícias Específicas das Disciplinas, Notícias Gerais sobre Educação, Catálogo de sítios,Catálogo de Museus, Mapas, Serviços de Download, Sugestões de Filmes, Vídeos,Entrevistas e Documentários, Simuladores e Animações, Calendário de Eventos, ObrasCompletas da Literatura, Literatura Narrada, Catálogo de Bibliotecas, Banco de Imagens, 140
  • Sons: vozes, músicas e entrevistas, Veículos de Comunicação, Sugestão de Leitura, TVMultimídia.5. OLIMPIADA DE LÍNGUA PORTUGUESAhttp://escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=article&id=18008:material-2010&catid=166:cadernos-do-professor&Itemid=792Este site apresenta a Coleção da Olimpíada de Língua Portuguesa, composta por cadernos deorientação ao professor, que propõem uma sequência didática para o ensino da leitura eprodução de texto; coletânea de textos e áudio para quatro diferentes gêneros textuaisavaliados no Saerjinho e propostos pelo Currículo Mínimo (poema, memórias, artigo deopinião e crônica).6. CLUBE DO PROFESSORhttp://www.clubedoprofessor.com.br/atualizado/portais/Apresenta vários portais educacionais, tanto nacionais como internacionais, assim comooutros meios virtuais relacionados a educação.7. REVISTA EDUCAÇÃO PÚBLICAhttp://www.educacaopublica.rj.gov.br/Em suas edições semanais, a Revista Educação Pública, possibilita o intercâmbio deconhecimento com educadores e entre eles, por meio de oficinas, fóruns de discussão,divulgação e produção de textos educativos, científicos ou literários. Uma das funçõescentrais da revista é contribuir para que o profissional de educação se reconheça e se valorizecomo produtor de conhecimento. O objetivo é fomentar a constituição de uma rede deeducadores que interajam e cooperem uns com os outros.8. REVISTA NA PONTA DO LÁPIShttp://escrevendo.cenpec.org.br/ecf/index.php?option=com_content&view=article&id=25680:revistas-na-ponta-do-lapis&catid=164:na-ponta-do-lapis&Itemid=788Apresenta diversas entrevistas, reportagens e curiosidades acerca da nossa língua portuguesa eseu ensino.9. GESTAR IIhttp://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13030&Itemid=642O Programa Gestão da Aprendizagem Escolar dispõe de seis Cadernos de Teoria e Prática deLíngua Portuguesa que abordam os tópicos consonantes não só com a Matriz de Referênciado Saerjinho, mas também o Currículo Mínimo, a saber: (1) Linguagem e Cultura (variaçãolingüística e intertextualidade); (2) Análise Linguística e Análise Literária; (3) Gêneros eTipos Textuais; (4) Leitura e Processos da Escrita I; (5) Estilo, Coerência e Coesão; e (6)Leitura e Processos da Escrita II. 141
  • 10. WEBEDUChttp://webeduc.mec.gov.br/Disponibiliza material de pesquisa, objetos de aprendizagem e outros conteúdos educacionaisde livre acesso.13. INEP - Enemhttp://www.inep.gov.br/basica/enem/provas_gabaritos/provas_gabaritos.htmEste site disponibiliza algumas provas anteriores do Enem e seus respectivos gabaritos.14. INEP – Prova Brasil e Saebhttp://provabrasil.inep.gov.br/index.php?option=com_wrapper&Itemid=187O site explica detalhes da Avaliação do Saeb e da Prova Brasil e disponibiliza as matrizes dereferências, assim como, exemplos de questões. 142