Relac conjugal e familiar 59

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Relac conjugal e familiar 59

  1. 1. RELACIONAMENTOCONJUGAL E FAMILIAR MANUAL DO PROFESSOR
  2. 2. RELACIONAMENTO CONJUGAL E FAMILIAR MANUAL DO PROFESSOR Publicado por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos DiasSalt Lake City, Utah Comments Comentários e Sugestões
  3. 3. Comentários e Sugestões Gostaríamos de receber os seus comentários e sugestões quanto a este guia de estudos. Por favor, envie-os para: Curriculum Planning 50 East North Temple Street, Floor 24 Salt Lake City, UT 84150-3200 EUA E-mail: cur-development@ldschurch.org Inclua o seu nome, endereço, ala e estaca. Não deixe de informar o nome do manual. Depois, faça os seus comentários e dê as suas sugestões falando dos pontos fortes do manual e dos pontos em que ele poderia ser melhorado. Copyright(c)2001 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitos reservados Impresso no Brasil Aprovação do inglês: 8/97 Aprovação da tradução: 8/97 Tradução de Marriage and Familly Relations: Instructor’s Manual Portuguese2
  4. 4. INSTRUÇÕES GERAIS Como o curso de Relacionamento Conjugal e Familiar deve ser utilizado? Este curso foi planejado para ajudar os membros da Igreja a fortalecerem o casamento e a família e a terem alegria no relacionamento familiar. O bispado ou a presidência do ramo é responsável por implementar o curso de modo eficiente. Como os membros da Igreja têm necessidades diferentes e como a situação da família de cada um é diferente, o curso divide-se em duas partes. A parte A, “O Fortalecimento do Casamento”, é útil principalmente para os casados e para os membros que se estejam preparando para o casamento. A parte B, “A Responsabilidade dos Pais quanto ao Fortalecimento da Família”, ajuda os pais e avós no trabalho de criar os filhos “na doutrina e admoestação do Senhor”. (Efésios 6:4) Os membros que participarem do curso devem compreender que têm a opção de assistir somente parte que atenda às suas necessidades individuais. Por exemplo, pode ser que um casal sem filhos queira participar da parte A, mas não da parte B. Os pais que criam os filhos sozinhos podem resolver assistir somente às lições da parte B. Os líderes da ala ou ramo devem ser flexíveis quanto à utilização do curso, seguindo a orientação do Espírito e atendendo às necessidades individuais dos membros. Eles devem considerar as seguintes idéias: • O bispado ou a presidência do ramo pode realizar o curso como uma classe da Escola Dominical. Conforme a orientação do Espírito, os líderes podem convidar membros específicos a freqüentarem essa aula. • A liderança do grupo de sumos sacerdotes, a presidência do quórum de élderes e a da Sociedade de Socorro, podem utilizar uma das lições deste curso no primeiro domingo de cada mês. Se for adequado, as lições podem ser utilizadas em serões e em outras aulas ou palestras ministradas durante a semana, à noite, ou aos sábados. • O bispado e a presidência do ramo podem utilizar uma das lições nas aulas a que o Sacerdócio de Melquisedeque e a Sociedade de Socorro assistem juntos no quinto domingo do mês. As lições também podem ser utilizadas em serões para os jovens. • Os consultores do Sacerdócio Aarônico e das Moças podem utilizar este manual como uma fonte de recursos para as noites de Mutual. Podem utilizar as lições para ensinar os rapazes e as moças em conjunto ou separadamente, em suas respectivas organizações. • As lições podem ser utilizadas para o estudo individual ou em casal. Quem deve receber o material do curso? Todos os membros da ala ou ramo citados na lista abaixo devem receber um exemplar de Relacionamento Conjugal e Familiar Manual do Professor e outro de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. O bispo ou presidente do ramo A presidente da Sociedade de Socorro O líder do grupo de sumos sacerdotes A presidente das Moças O presidente do quórum de élderes O professor do curso de Relacionamento O presidente dos Rapazes Conjugal e Familiar Cada aluno do curso deve receber um exemplar do guia de estudos. iii
  5. 5. SUMÁRIO Instruções Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . iii “A Família: Proclamação ao Mundo”. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . viii Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ix O Objetivo deste Curso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ix As Responsabilidades do Professor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ix Como Lidar com os Problemas Familiares Sérios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xi Os Materiais que Você Deveria Utilizar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xi Outros Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . xii PARTE A: FORTALECER O CASAMENTO 1. “A Família É Essencial ao Plano do Criador” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 Os profetas modernos proclamam que a importância da família e do casamento é eterna. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 O casamento eterno é capaz de proporcionar alegria e bênçãos grandiosas nesta vida e por toda a eternidade . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 O objetivo do curso de Relacionamento Conjugal e Familiar é ajudar-nos a ter alegria no relacionamento familiar. . . . . . . . . . . 6 O nosso lar pode ser “um pedacinho do céu” se o construirmos “sobre a rocha de nosso Redentor” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 2. Desenvolver União no Casamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 O Senhor ordenou que o marido e a mulher fossem unidos. . . . . . . . . . . . . 9 O marido e a mulher devem considerar-se como parceiros iguais . . . . . . . . 9 O marido e a mulher devem deixar que as características e habilidades individuais de um complementem as do outro e vice-versa . . 10 O marido e a mulher devem ser leais um ao outro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 3. Cultivar o Amor e a Amizade no Casamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 O marido e a mulher precisam cultivar o amor que sentem um pelo outro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 As demonstrações e palavras de amor e bondade mantêm o amor e a amizade vivos no casamento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 O contato físico digno no casamento é uma demonstração de amor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 Os casados devem empenhar-se em ter caridade, que é o puro amor de Cristo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 v
  6. 6. 4. Enfrentar as Dificuldades do Casamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Todos os casados passam por dificuldades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 O marido e a mulher podem vencer qualquer dificuldade se encararem o casamento como um relacionamento de convênio . . . . . . . . 18 Quando as dificuldades aparecem, podemos decidir enfrentá-las com paciência e amor em vez de fazê-lo com frustração e raiva . . . . . . . . . 19 5. Enfrentar as Dificuldades Sendo Positivos ao Comunicarem-se . . . . . . 23 Todos os casais têm divergências de opinião . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 O marido e a mulher devem procurar as qualidades positivas um no outro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 A atitude positiva na comunicação ajuda a evitar e resolver as dificuldades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 6. Fortalecer o Casamento por intermédio da Fé e da Oração. . . . . . . . . . 27 O marido e a mulher devem empenhar-se juntos para aumentar a fé que têm em Jesus Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 O marido e a mulher são abençoados quando oram juntos . . . . . . . . . . . . 28 7. O Poder de Cura do Perdão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Entre marido e mulher, o espírito de perdão contribui para que haja paz e um sentimento de confiança e segurança . . . . . . . . . . 31 O marido e a mulher deveriam pedir perdão um ao outro para as suas faltas e empenhar-se sinceramente em melhorar . . . . . . . . . . 32 O marido e a mulher deveriam empenhar-se em perdoar um ao outro . . . 33 8. A Administração Financeira da Família . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 A administração financeira adequada é essencial para a felicidade no casamento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 O marido e a mulher deveriam fazer um empenho conjunto para seguir os princípios básicos da administração financeira . . 36 PARTE B: AS RESPONSABILIDADES DOS PAIS QUANTO AO FORTALECIMENTO DA FAMÍLIA 9. “Os Filhos São Herança do Senhor” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 O Pai Celestial confia os Seus filhos espirituais a pais terrenos . . . . . . . . . . 43 Os pais devem empenhar-se em atender às necessidades individuais dos filhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 Os filhos têm o direito a um relacionamento carinhoso com os pais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 O abuso e os maus-tratos aos filhos é uma ofensa a Deus . . . . . . . . . . . . . . 46 Os filhos proporcionam muita alegria aos pais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 10. O Papel Sagrado dos Pais e Mães (Primeira Parte: O Papel do Pai) . . . . 49 O pai e a mãe devem empenhar-se juntos para proporcionar a cada um dos filhos o escudo da fé. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 O pai deve presidir com amor e retidão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 O pai é responsável por proteger a família e prover o necessário para atender às suas necessidades básicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . 52vi
  7. 7. 11. O Papel Sagrado dos Pais e Mães (Segunda Parte: O Papel da Mãe) . . . 54 A mãe participa da obra de Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 A responsabilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos . . . . . . . . . . . . . 55 O pai e a mãe devem ajudar-se mutuamente, como parceiros iguais . . . . . 5612. Ensinar os Filhos Verbalmente e por meio dos Exemplos . . . . . . . . . . . 58 Os pais têm a responsabilidade de ensinar os filhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 Os pais podem ser inspirados no que se refere a ensinar os filhos . . . . . . . 59 Os pais ensinam por meio de exemplos e palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6013. Ensinar os Princípios do Evangelho aos Filhos (Primeira Parte). . . . . . 63 Os ensinamentos dos pais podem ajudar os filhos a permanecer firmes na fé . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 Os pais devem ensinar os primeiros princípios e ordenanças do evangelho aos filhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Os pais devem ensinar “os filhos a orar e a andar em retidão perante o Senhor” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6514. Ensinar os Princípios do Evangelho aos Filhos (Segunda Parte) . . . . . . 67 Ensinar os filhos é uma demonstração de amor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 Os pais devem ensinar os filhos a ter compaixão e servir ao próximo . . . . 68 Os pais devem ensinar os filhos a serem honestos e respeitar o que é dos outros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 Os pais devem ensinar os filhos que o trabalho honesto é compensador. . 69 Os pais devem ensinar os filhos a serem moralmente puros. . . . . . . . . . . . 7015. Orientar os Filhos nos Momentos de Decisão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 Os filhos precisam de orientação nos momentos em que tomam decisões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73 Os pais podem ajudar os filhos a exercer o arbítrio com retidão . . . . . . . . 74 Os pais devem deixar que os filhos aprendam com as conseqüências das decisões insensatas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76 Os pais devem demonstrar amor incondicional aos filhos que se tenham desencaminhado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7716. Oração Familiar, Estudo das Escrituras em Família e Noite Familiar . . 79 As orações e o estudo das escrituras em família, bem como a noite familiar devem ser altamente prioritários para todas as famílias da Igreja . 79 A família recebe bênçãos grandiosas quando ora em conjunto . . . . . . . . . 80 O estudo das escrituras em família ajuda a família a achegar-se a Deus . . . 80 A noite familiar ajuda a família a tornar-se mais forte para resistir às influências do mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82 vii
  8. 8. A FAMÍLIA A PRIMEIRA PRESIDÊNCIA E O CONSELHO DOS DOZE APÓSTOLOS DE A IGREJA DE JESUS CRISTO DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS NÓS, A PRIMEIRA PRESIDÊNCIA e o Conselho do Senhor.” (Salmos 127:3) Os pais têm o sagrado de- dos Doze Apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos ver de criar os filhos com amor e retidão, atender a suas Santos dos Últimos Dias, solenemente proclamamos necessidades físicas e espirituais, ensiná-los a amar e que o casamento entre homem e mulher foi ordenado servir uns aos outros, guardar os mandamentos de por Deus e que a família é essencial ao plano do Cria- Deus e ser cidadãos cumpridores da lei, onde quer que dor para o destino eterno de Seus filhos. morem. O marido e a mulher—o pai e a mãe—serão considerados responsáveis perante Deus pelo cumpri- TODOS OS SERES HUMANOS—homem e mulher— mento dessas obrigações. foram criados à imagem de Deus. Cada indivíduo é um filho (ou filha) gerado em espírito por pais celestiais A FAMÍLIA foi ordenada por Deus. O casamento en- que o amam e, como tal, possui natureza e destino di- tre o homem e a mulher é essencial para Seu pla- vinos. O sexo (masculino ou feminino) é uma caracte- no eterno. Os filhos têm o direito de nascer dentro rística essencial da identidade e do propósito pré-mor- dos laços do matrimônio e de ser criados por pai e tal, mortal e eterno de cada um. mãe que honrem os votos matrimoniais com total fi- delidade. A felicidade na vida familiar é mais prová- NA ESFERA PRÉ-MORTAL, os filhos e filhas que fo- vel de ser alcançada quando fundamentada nos ensi- ram gerados em espírito conheciam e adoravam a Deus namentos do Senhor Jesus Cristo. O casamento e a fa- como seu Pai Eterno e aceitaram Seu plano, segundo o mília bem-sucedidos são estabelecidos e mantidos qual Seus filhos poderiam obter um corpo físico e ad- sob os princípios da fé, da oração, do arrependimen- quirir experiência terrena a fim de progredirem rumo à to, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e perfeição, terminando por alcançar seu destino divino de atividades recreativas salutares. Segundo o mode- como herdeiros da vida eterna. O plano divino de feli- lo divino, o pai deve presidir a família com amor e re- cidade permite que os relacionamentos familiares se- tidão, tendo a responsabilidade de atender às neces- jam perpetuados além da morte. As ordenanças e os sidades de seus familiares e de protegê-los. A respon- convênios sagrados dos templos santos permitem que sabilidade primordial da mãe é cuidar dos filhos. as pessoas retornem à presença de Deus e que as famí- Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm a obri- lias sejam unidas para sempre. gação de ajudar-se mutuamente, como parceiros O PRIMEIRO MANDAMENTO dado a Adão e Eva iguais. Enfermidades, falecimentos ou outras circuns- por Deus referia-se ao potencial de tornarem-se pais, tâncias podem exigir adaptações específicas. Outros na condição de marido e mulher. Declaramos que o parentes devem oferecer ajuda quando necessário. mandamento dado por Deus a Seus filhos, de multipli- ADVERTIMOS que as pessoas que violam os convê- carem-se e encherem a Terra, continua em vigor. Decla- nios de castidade, que maltratam o cônjuge ou os fi- ramos também que Deus ordenou que os poderes sa- lhos, ou que deixam de cumprir suas responsabilida- grados de procriação sejam empregados somente entre des familiares, deverão um dia responder perante homem e mulher, legalmente casados. Deus pelo cumprimento dessas obrigações. Adverti- DECLARAMOS que o meio pelo qual a vida mortal mos também que a desintegração da família fará re- é criada foi estabelecido por Deus. Afirmamos a san- cair sobre pessoas, comunidades e nações as calami- tidade da vida e sua importância no plano eterno de dades preditas pelos profetas antigos e modernos. Deus. CONCLAMAMOS os cidadãos e governantes respon- O MARIDO E A MULHER têm a solene responsabili- sáveis de todo o mundo a promoverem as medidas de- dade de amar-se mutuamente e amar os filhos, e de signadas para manter e fortalecer a família como a uni- cuidar um do outro e dos filhos. “Os filhos são herança dade fundamental da sociedade. Esta proclamação foi lida pelo Presidente Gordon B. Hinckley como parte de sua mensagem na Reunião Geral da Sociedade de Socorro, realizada em 23 de setembro de 1995 em Salt Lake City, Estado de Utah.viii
  9. 9. INTRODUÇÃOO ObjetivoDeste Curso O curso Relacionamento Conjugal e Familiar foi planejado para ajudar os membros da Igreja a fortalecerem o casamento e a família e a terem alegria no relacionamento familiar, e divide-se em duas partes. A parte A, “O Fortalecimento do Casamento”, é útil principalmente para os casados e para os membros que se estejam preparando para o casamento. A parte B, “A Responsabilidade dos Pais quanto ao Fortalecimento da Família”, ajuda os pais e avós no trabalho de criar os filhos “na doutrina e admoestação do Senhor”. (Efésios 6:4) O curso baseia-se nas doutrinas e princípios ensinados nas escrituras e pelos profetas e apóstolos atuais, e salienta bastante “A Família: Proclamação ao Mundo” que consta na página VIII.As Responsabilidadesdo Professor Ao ponderar a importância eterna do casamento e da família e o quanto é necessário fortalecê-los, você começará a compreender a imensa importância de seu chamado de professor deste curso. Dedicando-se e preparando-se em espírito de oração, você e sua família, bem como os participantes do curso, serão abençoados. Ao empenhar-se para magnificar o seu chamado, lembre-se dos princípios esboçados nesta página e nas páginas X–XI. Prepare-se para Ensinar Sua responsabilidade como professor deste curso é ensinar as doutrinas do evangelho por intermédio do poder do Espírito Santo. Não é necessário ser um profissional treinado em aconselhamento familiar, nem ser capaz de encontrar a solução para todos os tipos de problemas familiares. As discussões em classe devem levar os participantes a refletirem e orarem quanto à própria vida e a melhorar a própria família. Para ajuda quanto aos princípios básicos e essenciais do ensino do evangelho, como, por exemplo, a preparação individual, amar a quem servimos, e ensinar por intermédio do Espírito, ver os seguintes Materiais: • “Ensino e Liderança no Evangelho”, seção 16 do Manual de Instruções da Igreja, volume 2: Liderança do Sacerdócio e das Auxiliares. (35209 059 ou 35903 059) • Ensino, Não Há Maior Chamado. (36123 059) • Guia de Ensino. (34595 059) Lembre-se do quanto Este Curso É Abrangente Antes de dar a primeira aula, examine o curso como um todo. Isso o ajudará a perceber como as lições formam um conjunto para fortalecer o casamento e a família. Será útil examinar o “Sumário” (páginas v–vii), que contém um panorama geral do curso, quando você se estiver preparando para dar cada aula. ix
  10. 10. Recapitule o que já ensinou e aprendeu e pondere o papel que as doutrinas e princípios de cada lição têm no curso como um todo. Comece Logo a Preparar a Lição Você estará mais bem preparado se começar logo a estudar cada lição. Logo depois de uma aula, examine brevemente a próxima. Tendo uma idéia do que vai ensinar, você conseguirá ponderar a lição durante toda a semana, e isso o ajudará a estar mais alerta quanto aos princípios que deve salientar, aos métodos e às histórias verdadeiras que pode utilizar. Escolha as Partes da Lição que Melhor Atendam às Necessidades dos Alunos Estude atentamente as doutrinas e princípios de cada lição, empenhando-se em conseguir a orientação do Espírito para ajudá-lo a escolher as partes mais adequadas às necessidades dos alunos. Lembre-se de que “mede-se o sucesso de uma aula pela influência que ela exerce sobre os alunos”. [Ensino, Não Há Maior Chamado, 1999, p. 103] Decida como Dará as Aulas Além de decidir que partes de cada lição ensinará, é importante que você decida como o fará. Empenhe-se sempre em ensinar de modo a incentivar os alunos a colocar em prática as doutrinas e princípios que aprenderem. As lições deste curso devem ser dadas em forma de discussão, não de palestras. Ajude os alunos a discutirem de maneira proveitosa as doutrinas e princípios que você ensinar. Em Doutrina e Convênios 88:122 o Senhor dá o seguinte conselho quanto às discussões em classe: “Dentre vós designai um professor e não falem todos ao mesmo tempo; mas cada um fale a seu tempo e todos ouçam suas palavras, para que quando todos houverem falado, todos sejam edificados por todos, para que todos tenham privilégios iguais”. Para informações quanto a como conduzir as discussões em classe, ver as páginas 63–70 de Ensino, Não Há Maior Chamado. Utilize vários métodos adequados à situação para ajudar os alunos a aprenderem e compreenderem os princípios das lições. Por exemplo, utilize as oportunidades de escrever no quadro-negro, utilizar atividades práticas ou com objetos e gravuras. Para auxílio quanto à utilização desses e de outros métodos, ver as páginas 159–184 de Ensino, Não Há Maior Chamado. Peça aos Alunos que Apliquem o que Aprenderem Ao ensinar o evangelho, você não se deve dar por satisfeito apenas em transmitir as informações, mesmo que o faça de modo original e interessante. O seu objetivo é ajudar as outras pessoas a viverem de acordo com as doutrinas e princípios que aprenderem. O Presidente Harold B. Lee, 11º Presidente da Igreja, aconselhou: ”De certa maneira, todos os princípios e ordenanças do evangelho apenas nos convidam a aprendê-lo, praticando os seus ensinamentos. Ninguém conhece o princípio do dízimo antes de pagá-lo. Ninguém conhece o princípio da Palavra de Sabedoria antes de guardá-la. As crianças, ou os adultos, não importa, não se convertem ao dízimo, à Palavra de Sabedoria, à observância do Dia do Senhor ou à oração ouvindo alguém falar desses princípios. É vivendo de acordo com o evangelho que o aprendemos. (…) (…) Nunca ficamos conhecendo verdadeiramente qualquer coisa quanto aos ensinamentos do evangelho antes de termos experimentado as bênçãos que provêm de viver de acordo com cada princípio.” (Stand Ye in Holy Places, 1974, p. 215.)x
  11. 11. Introdução Muitas vezes, as revistas da Igreja contêm histórias inspiradoras que dão exemplos de bênçãos que os membros da Igreja tenham recebido por viverem de acordo com o evangelho. Você pode encontrar as histórias que ensinam uma determinada doutrina ou princípio examinando o índice da revista. Considere a idéia de contar algumas dessas histórias em classe. Ao concluir cada aula, peça aos alunos que coloquem em prática o que aprenderam. Assegure-se de deixar tempo suficiente no final para fazer o tipo de apelo que os inspirará a agir. Planeje a maneira de fazer esses apelos. Depois da lição 9 (“Os Filhos São Herança do Senhor”), por exemplo, você poderia recapitular os princípios fundamentais da lição e pedir aos alunos que se comprometam a passar algum tempo a sós com cada filho. Incentive os Alunos a Utilizarem o Guia de Estudos do Curso Como parte da preparação para a aula, você deveria examinar o material correspondente contido em Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante (36357 059). Planeje o que fará para incentivar os alunos a (1) colocar em prática ao menos uma das sugestões da seção “Sugestões da Aplicação” e (2) ler o artigo, ou os artigos, de cada lição. Saliente que os casais se beneficiariam muito lendo e discutindo juntos os artigos do guia de estudos. Os alunos devem levar sempre o guia de estudos para a aula. Atenda às Necessidades de Quem Não Tem uma Família Tradicional Esteja alerta e tenha tato quanto à situação de cada aluno. Alguns podem ser solteiros, viúvos, divorciados ou estar enfrentando alguma outra situação familiar difícil. Tenha sempre em mente a seguinte declaração do Presidente Spencer W. Kimball, que foi o 12º Presidente da Igreja: ”(…) Continuamos mantendo o ideal de como as famílias da Igreja deveriam ser. O fato de que algumas pessoas, neste momento, não têm o privilégio de ter uma família dessas não é motivo para deixarmos de falar do assunto. Entretanto, tratamos da vida familiar com tato, sabendo que muitos (…), atualmente, não têm o privilégio de pertencer a uma família assim e de contribuir com ela. Não podemos, porém, abandonar esse padrão; pois muitas outras coisas dependem dele.” (The Teachings of Spencer W. Kimball, Edward L. Kimball (org.), 1982, pp. 294–295.)Como Lidar comos ProblemasFamiliares Sérios Incentive a participação dos alunos, mas certifique-se de que eles compreendam que não devem contar os detalhes dos problemas sérios da família. Caso peçam conselhos quanto a algum problema sério, incentive-os com o máximo tato a ter uma conversa particular com o bispo, que é quem poderá aconselhá-los. É possível que ele recomende que procurem algum órgão de assistência da comunidade que tenha padrões compatíveis com os da Igreja.Os Materiais queVocê DeveriaUtilizar A Igreja produziu recursos suficientes para ajudá-lo a ensinar as doutrinas e os princípios verdadeiros relacionados ao casamento e à família. Abstenha-se de utilizar outros materiais, produzidos com fins comerciais, ao preparar-se ou ao ensinar. O seu principal recurso para dar as aulas deste curso são as escrituras, este manual e o Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. xi
  12. 12. Os materiais deste curso foram preparados com base em profunda reflexão e muitas orações.Outros Recursos Os seguintes recursos produzidos pela Igreja contêm mais informações quanto aos assuntos discutidos neste curso, e podem ser conseguidos por intermédio dos centros de distribuição da Igreja. Sugere-se que você incentive os alunos a utilizarem esses materiais com a própria família. (Eles encontram-se relacionados na página vi do Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante) Guia da Família (31180 059) Esse guia descreve a organização da família, contém informações quanto ao ensino do evangelho em casa e esboça o procedimento da realização das ordenanças e bênçãos do sacerdócio. • Artigos sobre o casamento e a família publicados nas revistas da Igreja. • Noite Familiar: Livro de Recursos (31106 059). Esse livro ajuda os pais e os filhos a prepararem as lições da noite familiar (páginas 3–160, 173–232); contém idéias para transformar a noite familiar em um sucesso (páginas 163–170); e inclui sugestões de como ensinar princípios e responsabilidades específicas aos filhos (páginas 235–262). Contém também idéias de atividades em família (páginas 265–339). • Ensino, Não Há Maior Chamado (36123 059). Esse recurso contém alguns princípios e sugestões práticas para ajudar os membros da Igreja a serem melhores professores do evangelho. A parte D, Ensino no Lar (páginas 125–148) é especialmente útil para os pais. • Guia de Ensino (34595 059). Esse guia contém sugestões para melhorar o ensino e o aprendizado do evangelho. • Para o Vigor da Juventude (34285 059). Esse folheto esboça os padrões da Igreja quanto ao namoro, vestuário e aparência, amizades, honestidade, linguajar, meios de comunicação, saúde física e mental, música e dança, pureza sexual, comportamento no domingo, arrependimento, dignidade e serviço. • Guia para os Pais (31125 059). Esse manual contém sugestões para ajudar os pais a ensinarem aos filhos as coisas referentes à sexualidade. • Pedra Angular de um Lar Feliz (33108 059). Esse folheto contém um discurso feito pelo Presidente Hinckley quando era o Segundo Conselheiro na Primeira Presidência. • Guia de Finanças da Família, A Liahona, abril de 2000, pp. 42–47. Esse artigo, escrito pelo Élder Marvin J. Ashton, do Quórum dos Doze Apóstolos, contém sugestões práticas quanto à administração das finanças da família.xii
  13. 13. PARTE AFORTALECER O CASAMENTO
  14. 14. “A FAMÍLIA É ESSENCIAL LiçãoAO PLANO DO CRIADOR” 1Objetivo Salientar a importância da família e ajudar os alunos a saberem o que têm de fazer para beneficiarem-se ao máximo do curso de Relacionamento Conjugal e Familiar.Preparação 1. Estude os princípios relacionados na seção “As Responsabilidades do Professor”. (Páginas ix–xi deste manual.) Procure meios de utilizar esses princípios ao preparar-se para ensinar. 2. Leia os subtítulos em negrito. Eles formam um esboço das doutrinas e princípios da lição. Pondere essas doutrinas e princípios durante a semana como parte de sua preparação, empenhando-se em conseguir a orientação do Espírito para decidir o que deve salientar para atender às necessidades dos alunos. 3. Em espírito de oração, estude “A Família: Proclamação ao Mundo”, que se encontra na página viii deste manual e na página iv do Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. 4. Consiga um exemplar de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante (36357 059) para cada aluno. Você deve conseguir esses exemplares com a presidência da Escola Dominical, com o secretário da ala ou com o assistente do secretário encarregado dos materiais. 5. Com antecedência, peça a um ou dois alunos que se preparem para falar do que sentiram ao se casarem no templo. Peça-lhes também que se preparem para falar da alegria e das bênçãos que tiveram nesta vida por terem sido selados para a eternidade ao marido ou à mulher. Busque a orientação do Espírito para escolher as pessoas a quem dará a designação. 6. Antes da aula, escreva no quadro-negro a seguinte citação (Stand Ye in Holy Places, 1974, p. 255): Na obra do Senhor, o trabalho mais importante que faremos, será entre as paredes de nosso próprio lar. Presidente Harold B. Lee 11º Presidente da IgrejaSugestões para oDesenvolvimentoda Lição Os profetas modernos proclamam a importância eterna do casamento e da família Conte esta história verdadeira: Certo homem perdera tudo em uma terrível inundação. Ele chorou, não pela perda de seus bens materiais, mas por não conseguir encontrar a mulher e os filhos que tanto amava. Era bastante provável que eles tivessem morrido afogados. Pouco depois, ele recebeu a notícia de que eles estavam bem e o esperavam em um abrigo próximo. Quando os membros da família se encontraram foi uma alegria! 3
  15. 15. Nesse momento de felicidade o homem disse: “Minha família está comigo novamente e ainda que eu não tenha mais nenhum bem em meu nome, sinto-me como se fosse milionário”. [Citado por Robert L. Simpson, Conference Report (Relatório da Conferência Geral), outubro de 1980, pp. 11–12; ou Ensign, novembro de 1980, p. 11.] Fale um pouco das coisas em que acredita e de seu testemunho acerca do casamento e da família. Caso seja adequado, fale do que sente por sua própria família. Depois, leia a seguinte declaração do Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze Apóstolos: “O verdadeiro âmago da Igreja não é a [sede da] estaca; não é a capela. (…) O lugar mais sagrado da Terra não é necessariamente o templo. A capela, a [sede da] estaca e o templo são sagrados, pois contribuem para a edificação da instituição mais sagrada que há na Igreja, o lar, e para abençoar o relacionamento mais sagrado que existe na Igreja, a família.” (“That All May be Edified”, 1982, pp. 234–235.) Dê a cada aluno um exemplar de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. Peça aos alunos que o abram na página iv. Diga que em 1995, a Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos publicou uma proclamação a todo o mundo a respeito do casamento e da família. Grande parte das doutrinas e princípios que a proclamação ensina serão abordados durante o curso. Leia a proclamação com os alunos. (Peça que cada um leia um parágrafo em voz alta.) • Citem algumas das doutrinas e princípios que a proclamação a respeito da família ensina. (Sugere-se que você anote as respostas dos alunos no quadro- negro.) Por que o mundo precisa desse conselho e advertência? O Presidente Gordon B. Hinckley, 15º Presidente da Igreja, explicou: “Por que a proclamação sobre a família foi feita em nossos dias? Porque a família está sob ataque. Em todo o mundo as famílias estão desintegrando-se. O lar é o lugar a partir do qual devemos começar a melhorar a sociedade. As crianças comportam-se, na maioria das vezes, da maneira como foram ensinadas a agir. Fortalecendo a família estaremos tornando o mundo melhor.” (Pensamentos Inspiradores, A Liahona, agosto de 1997, p. 5.) • Como vocês e sua família foram fortalecidos por seguir os conselhos dessa proclamação? O casamento eterno é capaz de proporcionar alegria e bênçãos grandiosas nesta vida e por toda a eternidade. Saliente que o casamento eterno é fundamental no grande plano de felicidade do Pai Celestial. Ele permite que a família tenha alegria verdadeira nesta vida e continue a progredir por toda a eternidade. • Que bênçãos as pessoas que se casam para a eternidade podem receber nesta vida? Peça aos alunos designados que falem um pouco do que sentiram quando se casaram no templo e da alegria e das bênçãos que tiveram nesta vida por terem sido selados ao marido ou mulher para a eternidade. (Ver “Preparação”, item 5.) Sugere-se que você leia, ou repita, uma ou mais das seguintes declarações:4
  16. 16. Lição 1: “A Família É Essencial ao Plano do Criador” O Presidente James E. Faust, da Primeira Presidência, ensinou: “Muitos convênios são indispensáveis para a felicidade nesta vida e na vindoura. Dentre os mais importantes estão os convênios do matrimônio feitos entre marido e mulher. Desses convênios fluem as maiores alegrias desta vida”. (A Liahona, julho de 1998, p. 17.) O Élder Boyd K. Packer disse que o “romance, amor, casamento, paternidade e maternidade” são “as mais puras, mais belas e atraentes experiências da vida”. (A Liahona, janeiro de 1994, p. 23.) O Élder Joseph B. Wirthlin, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: “O doce companheirismo do casamento eterno é uma das maiores bênçãos que Deus concedeu a Seus filhos. Sem dúvida, os muitos anos que compartilhei com minha bela companheira proporcionaram-me as maiores alegrias de minha vida. Desde o início dos tempos, o companheirismo conjugal entre marido e mulher é parte fundamental do grandioso plano de felicidade de nosso Pai Celestial. Nossa vida é influenciada para o bem e somos ambos edificados e enobrecidos quando desfrutamos as doces bênçãos da companhia de nossos queridos familiares”. (A Liahona, janeiro de 1998, p. 36.) No primeiro discurso que fez em uma reunião geral da Igreja como seu presidente, o Presidente Gordon B. Hinckley disse: “Expresso gratidão à minha [querida] esposa que, no final deste mês, terá me acompanhado há cinqüenta e oito anos. (…) Sou muitíssimo grato por essa preciosa mulher, que me acompanha na alegria e na tristeza. Não estamos mais tão eretos como antes, mas nosso amor um pelo outro não encolheu”. (A Liahona, julho de 1995, p. 75.)Diga que muitas pessoas acreditam que a vida conjugal e familiar se limitam àmortalidade. Os membros da Igreja, porém, sabem que os casais dignos podem irao templo e, por intermédio de uma ordenança sagrada do sacerdócio, seremselados como marido e mulher eternamente. Quando um homem e uma mulhercasam-se dessa forma, dão início a uma nova unidade familiar eterna.• Que bênçãos eternas são prometidas aos casais que forem selados no templo pelo poder do sacerdócio e, depois, permanecerem fiéis aos convênios que fizerem? (Ler Doutrina e Convênios 131:1–4, 132:19–24, 30–31 com os alunos. A lista a seguir contém algumas das respostas. Sugere-se que você as escreva no quadro-negro.) a. Serão exaltados no mais alto grau do reino celestial, com o Pai Celestial e Jesus Cristo. (D&C 131:1–3; 132:20–24) b. Permanecerão juntos “ nesta vida e por toda a eternidade”. (D&C 132:19) Os filhos também farão parte dessa família eterna. (Diga que o Santo Espírito da Promessa, mencionado em D&C 132:19, é o Espírito Santo. Dependendo de nossa fidelidade, o Espírito Santo confirmará que as ordenanças do sacerdócio que recebemos e os convênios que fazemos são aceitáveis à vista de Deus.) c. Herdarão “tronos, reinos, principados e poderes”. (D&C 132:19) d. Darão continuidade à sua posteridade, gerando filhos espirituais, por toda a eternidade. (D&C 132:19, 30–31; ver também D&C 131:4.)• Como saber que as famílias podem ser eternas os ajuda?Diga que há muitos membros fiéis da Igreja que não têm a oportunidade dereceber as bênçãos do casamento eterno nesta vida, sem terem qualquer culpadisso. Saliente que o Senhor prometeu que todos os membros fiéis da Igreja 5
  17. 17. receberão essas bênçãos um dia. Caso perceba que os alunos precisam de ajuda para compreender esse princípio, leia a seguinte declaração do Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos: ”Sabemos que muitos santos dos últimos dias dignos e maravilhosos não têm atualmente as oportunidades ideais e os requisitos essenciais para seu progresso: pessoas solteiras, sem filhos, ou que viram a morte ou o divórcio frustrarem seus ideais e adiarem o cumprimento das bênçãos prometidas. Além disso, algumas mulheres que desejariam ser mães e donas-de-casa de tempo integral foram literalmente forçadas a assumir um emprego de tempo integral. Mas tais frustrações são apenas temporárias. O Senhor prometeu que na eternidade nenhuma bênção será negada a Seus filhos que guardam os mandamentos, são fiéis a seus convênios e desejam fazer o que é certo. Muitas das maiores privações da mortalidade serão corrigidas no milênio, quando será completado tudo que estiver incompleto no grande plano de felicidade para todos os filhos dignos do Pai. Sabemos que isso acontecerá com respeito às ordenanças do templo. Acredito que o mesmo se dará com as relações e experiências familiares.” (A Liahona, janeiro de 1994, p. 81.)A leitura de uma ou das duas declarações contidas na seção “Recursos Complementares”, p. 8, pode ser útil para atender às necessidades de determinados alunos. O curso de Relacionamento Conjugal e Familiar tem o objetivo de ajudar- nos a ter alegria em nosso relacionamento familiar. Peça a um aluno que leia a seguinte declaração em voz alta: O Presidente Harold B. Lee, 11º Presidente da Igreja, disse: “Na obra do Senhor, o trabalho mais importante que faremos, será entre as paredes de nosso próprio lar”. (Stand Ye in Holy Places, p. 255.) • O que seria diferente no mundo se todos vivessem de acordo com essa declaração tão simples? Diga que o objetivo deste curso é ajudar-nos a fortalecer o casamento e a família e a ter alegria no relacionamento familiar. As lições baseiam-se nas doutrinas e princípios que as escrituras e os profetas modernos ensinam. Saliente que ao decidirem participar deste curso, os alunos demonstraram que desejam fortalecer a própria família. Há três coisas que eles terão de fazer para tirarem o maior proveito possível do curso: 1. Participarem ativamente em classe. Saliente que todos os participantes do curso podem aprender uns com os outros, não importa quanta experiência tenham com o casamento e a criação dos filhos. Peça aos alunos que prestem testemunho das verdades que discutirem e que contem experiências adequadas, relacionadas à aula. 2. Utilizar o Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. Peça aos alunos que abram o exemplar que receberam de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. Diga que o guia contém “Sugestões de Aplicação” em cada lição, que são idéias para ajudar os alunos a colocar em prática as doutrinas e os princípios que aprenderem. Além disso, cada lição vem com um ou dois artigos escritos pelas Autoridades Gerais da Igreja. Depois de cada aula, os alunos deveriam realizar ao menos uma das atividades sugeridas e estudar os artigos. Os casados podem beneficiar-se6
  18. 18. Lição 1: “A Família É Essencial ao Plano do Criador” muito lendo os artigos em conjunto e conversando a respeito deles. Veja as páginas 3–7 do guia de estudos. Incentive os alunos a recapitularem as doutrinas e princípios desta lição (1) seguindo ao menos uma das sugestões contidas em “Sugestões de Aplicação” e (2) estudando o artigo “Para Esta Vida e para Toda a Eternidade”, do Élder Boyd K. Packer. Incentive os alunos a terem sempre o guia de estudos com eles nas aulas.3. Empenhar-se em viver de acordo com as doutrinas e princípios das lições. Saliente que não basta meramente aprender o evangelho. Para que ele surta efeito em nossa vida, temos de viver de acordo com o que aprendemos. O Presidente Harold B. Lee afirmou: “Nunca ficamos conhecendo verdadeiramente qualquer coisa quanto aos ensinamentos do evangelho antes de termos experimentado as bênçãos que provêm de viver de acordo com cada princípio”. (Stand Ye in Holy Places, 1974, p. 215.)O nosso lar pode ser “um pedacinho do céu” se o construirmos “sobre arocha de nosso Redentor”.Saliente que no mundo de hoje, o lar é um dos poucos lugares em que é possívelter paz. Depois, leia a seguinte afirmação do Presidente Thomas S. Monson, daPrimeira Presidência:“Se realmente nos esforçarmos, nosso lar pode tornar-se um pedacinho do céuna Terra. Os pensamentos que pensamos, as coisas que fazemos, a vida quelevamos não só influenciam o sucesso de nossa jornada terrena, mas traçam ocaminho para nossas metas eternas.” (A Liahona, janeiro de 1989, p. 73.)• De que maneira nosso lar pode ser “um pedacinho do céu”?Depois que os alunos responderem, fale do que você acredita no que se refere acomo o lar pode ser um pedacinho do céu. Considere o que for mais adequado econte uma ou duas experiências pessoais como parte de seu testemunho.Leia, ou repita, a seguinte declaração do Presidente Spencer W. Kimball, 12ºPresidente da Igreja:“Muitas restrições sociais que no passado ajudaram a fortalecer e suster a famíliase estão dissolvendo e desaparecendo. Chegará o tempo em que somente os queacreditam firme e ativamente na família conseguirão preservar a sua, em meioaos crescentes males que nos cercam.” (Ver A Liahona, março de 1981, p. 5.)Leia Helamã 5:12 com os alunos. Depois, leia a seguinte afirmação do ÉlderJoseph B. Wirthlin, do Quórum dos Doze Apóstolos:“Se edificarem o lar na rocha de nosso Redentor e do evangelho, ele poderá serum santuário em que a sua família será protegida das violentas tempestades davida.” (A Liahona, julho de 1993, p. 74.)• O que significa construir o lar “na rocha de nosso Redentor”? Citem algumas coisas específicas que as famílias podem fazer para que o lar seja centralizado em Cristo. Saliente que este curso trata dos princípios que contribuem para o fortalecimento do casamento e da família. Devemos colocá-los em prática para conseguir achegar-nos ao Pai Celestial e a Jesus Cristo em casa. Devemos ter sempre em mente a Expiação infinita do Salvador, que torna possível permanecermos com nossa família para sempre. 7
  19. 19. Conclusão Demonstre entusiasmo quanto a este curso e diga aos alunos o que eles podem esperar de você em seu papel de professor. Você poderia, por exemplo, assegurar- lhes que se preparará espiritualmente para ensinar e que, assim como eles, aplicará os princípios de cada lição e utilizará o guia de estudos do aluno do curso Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. Incentive os alunos a comprometerem-se a participar ativamente em classe, utilizarem o guia de estudos e colocarem em prática as doutrinas e princípios que aprenderem. Seguindo a orientação do Espírito, preste testemunho da grande importância da família. Fale do quanto é grato por saber que sua família pode ser eterna.RecursosComplementares Declarações referentes às necessidades de quem não tem uma família tradicional Leia uma das seguintes declarações, ou as duas, para tratar da situação dos alunos cuja situação familiar não seja a tradicional: O Presidente Ezra Taft Benson, 13º Presidente da Igreja, disse o seguinte às irmãs solteiras da Igreja: “Nós as consideramos como parte vital da congregação total da Igreja. Oramos para que a ênfase que emprestamos naturalmente à família não as induza a sentirem-se menos necessárias ou valiosas para o Senhor ou Sua Igreja. Os sagrados vínculos de membros da Igreja vão muito além do estado civil, idade ou situação atual. O seu valor individual como filhas de Deus transcende a tudo”. (Ver A Liahona, janeiro de 1989, p. 103.) O Presidente Joseph Fielding Smith, 10º Presidente da Igreja, ensinou: “Se um homem ou mulher que foi selado no templo para o tempo e a eternidade pecar e perder o direito de ser exaltado no reino celestial, ele ou ela não poderá retardar o progresso do companheiro [injuriado] que se manteve fiel. Cada um será julgado de acordo com suas [próprias] obras, e não haveria justiça em condenar o inocente pelos pecados do culpado. [Doutrinas de Salvação, Bruce R. McConkie (org.), 1994, vol. 2, p. 176.]8
  20. 20. DESENVOLVER UNIÃO LiçãoNO CASAMENTO 2Objetivo Ajudar os alunos casados a ser mais unidos e os solteiros a prepararem-se para ter união no casamento.Preparação 1. Ao preparar-se para ensinar, procure meios de utilizar os princípios relacionados na seção “As Responsabilidades do Professor”. (Páginas ix–xi deste manual) 2. Leia os subtítulos em negrito. Eles formam um esboço das doutrinas e princípios da lição. Como parte de sua preparação, pense no que fará para ajudar os alunos a colocarem essas doutrinas e princípios em prática. Empenhe-se em conseguir a orientação do Espírito para decidir o que deve salientar para atender às necessidades dos alunos. 3. Caso Noite Familiar: Livro de Recursos (31106 059) esteja disponível, estude “Como Conseguir Unidade no Casamento”, página 239. Considere a possibilidade de mencionar esse artigo em aula. 4. Leve papel e lápis, ou caneta, para cada aluno.Sugestões para oDesenvolvimentoda Lição O Senhor ordenou que marido e mulher sejam unidos. Comece a aula escrevendo 1+1=1 no quadro-negro. • Como essa soma reflete o relacionamento conjugal? Depois que os alunos tiverem discutido essa pergunta, leia Gênesis 2:24 com eles. Saliente que Deus ordenou que marido e mulher sejam um. • O que significa o marido e a mulher serem um? Peça que os alunos leiam a seguinte declaração do Élder Henry B. Eyring, do Quórum dos Doze Apóstolos (página 8 de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante): “Quando o homem e a mulher foram criados, a união no casamento não lhes foi dada como uma esperança; era um mandamento! ‘Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.’ (Gênesis 2:24) Nosso Pai Celestial quer que sejamos unidos. No amor, essa união não é meramente ideal. É necessária.” (A Liahona, julho de 1998, p. 73.) Diga-lhes que esta lição trata de várias maneiras de marido e mulher alcançarem a união. Marido e mulher devem considerar um ao outro, como parceiros iguais. Diga que um princípio importante da união no casamento é que marido e mulher devem considerar um ao outro como parceiros iguais. Quando era Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência, o Presidente Gordon B. Hinckley disse: 9
  21. 21. “O casamento, em seu significado mais verdadeiro, é uma sociedade igualitária, onde um não exerce domínio sobre o outro, mas os dois se encorajam e auxiliam mutuamente em todas as responsabilidades e aspirações que venham a ter.” “Eu Creio”, tópico 6: “Creio que a Família É a Unidade Básica e Mais Importante da Sociedade”, A Liahona, março de 1993, p. 7. • Por que marido e mulher devem considerar um ao outro como parceiros iguais para serem unidos? • Citem algumas atitudes ou costumes que impedem que o marido e a mulher sejam parceiros iguais no casamento. O que marido e mulher podem fazer para superar essas dificuldades? O Élder Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Não é só a mulher que deve adaptar-se aos deveres que o marido ou os filhos têm como portadores do sacerdócio. É claro que ela deve apoiá-los e incentivá-los. Os portadores do sacerdócio, por sua vez, devem adaptar-se às necessidades e responsabilidades da mulher e mãe. O bem-estar físico, emocional, intelectual e cultural dela, bem como o seu desenvolvimento espiritual devem estar entre os mais importantes deveres do sacerdócio [que eles tenham]. Não há trabalho, por mais servil que seja, relacionado a cuidar de bebês, dos filhos ou da manutenção da casa que não seja igualmente obrigação [do marido].” (“A Tribute to Women”, Ensign, julho de 1989, p. 75.) O Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze Apóstolos, deu este conselho aos portadores do sacerdócio: “Como marido e portador digno do sacerdócio, você desejará imitar o exemplo do Salvador, cujo sacerdócio possui. O centro de sua vida será dedicar-se à mulher e aos filhos. Às vezes, acontece de o homem tentar controlar o destino de cada membro da família. Toma todas as decisões sozinho. A mulher fica sujeita aos caprichos dele. Não interessa se tradicionalmente as coisas sejam ou deixem de ser assim. Não é assim que o Senhor quer que sejam. Não é assim que um marido SUD deve tratar a mulher e a família”. (Receber as Bênçãos do Templo, A Liahona, julho de 1999, p. 30.) • Citem algumas coisas que o marido e a mulher fazem quando se consideram parceiros iguais. (Sugere-se que você resuma as respostas dos alunos no quadro-negro. Conforme o necessário, fale das idéias relacionadas abaixo e peça aos alunos que contem experiências relacionadas a elas.) a. Dividem a responsabilidade de dirigir a reunião familiar e de assegurar que a família ore e estude as escrituras em conjunto. b. Trabalham juntos no planejamento de como o dinheiro da família será utilizado. c. Consultam um ao outro e chegam a um acordo quanto às regras da casa e como disciplinar os filhos. Os filhos percebem que os pais são unidos nesse tipo de decisão. d. Planejam juntos as atividades familiares. e. Os dois se ajudam nas tarefas domésticas. f. Freqüentam a Igreja juntos. Marido e mulher devem deixar que as características e habilidades individuais de um complementem as do outro. Leia I Coríntios 11:11 com os alunos. Depois, leia, ou repita, a seguinte declaração do Élder Richard G. Scott:10
  22. 22. Lição 2: Desenvolver União no Casamento“No plano do Senhor, são precisos dois—um homem e uma mulher—paraformar um todo. (…) Para alcançar o máximo de felicidade e de produtividadena vida, ambos, marido e mulher, são necessários. Seus esforços conjugam-se ecomplementam-se. Cada um possui traços individuais que melhor se adaptamao papel que o Senhor definiu para a felicidade do homem ou da mulher.Quando utilizadas conforme o Senhor planejou, essas aptidões permitem a umcasal pensar, agir e regozijar-se como se fossem uma só pessoa, enfrentar juntosas dificuldades e juntos sobrepujá-las, crescer em amor e entendimento e, pormeio das ordenanças do templo, ser selados como um todo, eternamente. Esse éo plano.” (A Liahona, janeiro de 1997, pp. 78–79.)Faça a seguinte atividade para ilustrar o princípio que o Élder Scott ensinou:Dê papel e lápis, ou caneta, para cada aluno. Peça que todos os alunos casadosfaçam uma lista de algumas de suas próprias características e habilidades e dealgumas das características e habilidades do marido (ou mulher). Peça que todosos alunos solteiros pensem em um casal casado e façam uma lista de algumas dascaracterísticas do marido e da mulher. Depois de dar alguns minutos para osalunos escreverem, faça estas perguntas:• Como as características e habilidades que vocês relacionaram poderiam ajudar o casal a ser unido? (Peça aos alunos que dêem exemplos específicos.)• Dêem exemplos concretos de situações em que as diferentes características do marido e da mulher se tenham transformado em pontos fortes do relacionamento entre eles.Leia a seguinte declaração que a irmã Marjorie P. Hinckley, mulher do PresidenteGordon B. Hinckley, fez a respeito de seu primeiro ano de casada:“Amávamos um ao outro, não havia dúvidas disso, mas também tivemos deacostumarmo-nos um ao outro. Acho que em todos os casais um tem deacostumar-se ao outro. Logo percebi que seria melhor nos empenharmos maisem acostumar-nos um ao outro do que viver tentando modificar o outro.”(Church News, 26 de setembro de 1998, p. 4.)• Em que os resultados conseguidos pelos casais que se empenham em acostumar-se um ao outro podem ser diferentes dos resultados conseguidos pelos casais que vivem tentando modificar um ao outro?O marido e a mulher devem ser leais um ao outro.Leia, ou repita, o seguinte conselho do Presidente Gordon B. Hinckley, 15ºPresidente da Igreja:“Tomem a decisão de que não permitirão que nada se interponha entre vocês,que nada destrua seu casamento. Façam com que seu casamento seja bem-sucedido. Decidam que farão com que isso aconteça. Já há um número excessivode divórcios que magoam sentimentos e muitas vezes destroem vidas. Sejamardentemente fiéis um ao outro.” “As Obrigações da Vida”, A Liahona, maio de1999, pp. 4.)• Em sua opinião, o que significa a palavra lealdade? (Algumas das respostas possíveis são: fidelidade, sinceridade e ser digno de confiança em nosso relacionamento com os outros.)Diga que o Senhor salientou a necessidade de marido e mulher serem leais umao outro. Leia Doutrina e Convênios 42:22 com os alunos. Saliente que essemandamento se aplica tanto ao marido quanto à mulher. 11
  23. 23. • O que significa apegar-se à mulher (ou ao marido) e a nenhuma outra (ou outro)? O Presidente Spencer W. Kimball, 12º Presidente da Igreja, ensinou: “As palavras nenhuma outra eliminam tudo e todos. O cônjuge então se torna preeminente na vida do marido ou esposa e nem a vida social, nem profissional ou política, nem qualquer outro interesse, pessoa ou coisa jamais terá prioridade sobre (…) como companheiro ou companheira (…). (O Milagre do Perdão, 1999, p. 250.) • Como podemos evitar que os nossos compromissos sociais, profissionais e religiosos interfiram com nossa lealdade para com o marido ou mulher? • Citem algumas coisas específicas que os casados podem fazer para demonstrar que são leais ao cônjuge. (Caso os alunos tenham dificuldade de responder essa questão, mencione alguns exemplos, como os citados abaixo.) a. O marido pode adaptar seu horário de trabalho, lazer ou remarcar outros compromissos para ter tempo de comemorar o aniversário da mulher. b. A mulher pode orar todos os dias pedindo que o marido se saia bem nas tarefas do dia. c. Um pode escutar o que o outro tem a dizer, mesmo que não lhe convenha. d. Ao conversarem com os familiares e amigos, podem falar do outro com carinho e respeito. Conclusão Saliente que o Senhor e Seus profetas ordenaram que marido e mulher sejam unidos em amor e trabalhem como parceiros iguais. Marido e mulher podem demonstrar lealdade um ao outro diariamente, por meio do que pensam, dizem e fazem. Seguindo a orientação do Espírito, preste testemunho das verdades abordadas em aula. Indique as páginas 8–11 do guia de estudos do curso de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante e incentive os alunos a recapitularem os princípios e doutrinas desta lição (1) colocando em prática no mínimo uma das idéias da seção “Sugestões de Aplicação” e (2) lendo o artigo “Para que Sejamos Um”, escrito pelo Élder Henry B. Eyring. Saliente que os casados podem beneficiar-se muito lendo juntos os artigos do guia de estudo e conversando sobre eles. Lembre os alunos de trazerem o guia de estudos na próxima aula.12
  24. 24. CULTIVAR O AMOR E A LiçãoAMIZADE NO CASAMENTO 3Objetivo Ajudar os alunos a compreenderem melhor o princípio do amor e incentivar os casados a cultivar o amor no casamento.Preparação 1. Procure meios de utilizar os princípios relacionados na seção “Responsabilidades do Professor”. (Páginas ix–xi deste manual) 2. Pondere as doutrinas e princípios contidos nos subtítulos da lição em negrito. Durante a semana, pense em como poderia ensinar essas doutrinas e princípios. Empenhe-se em conseguir a orientação do Espírito para decidir o que deve salientar para atender às necessidades dos alunos. 3. Caso os seguintes materiais estejam disponíveis, prepare-se para utilizá-los durante a aula: a. Uma ou mais gravuras (ou fotos) de casamento. Sugere-se, por exemplo, que você mostre a gravura “Um Jovem Casal Indo ao Templo” Pacote de Gravuras do Evangelho (34740 059)–609] ou que leve algumas fotografias de seu casamento para a classe e peça aos alunos que levem uma foto do próprio casamento. b. Uma flor ou a figura de uma flor.Sugestões para oDesenvolvimentoda Lição O marido e a mulher precisam cultivar o amor que sentem um pelo outro. Mostre uma ou mais gravuras (ou fotografias) de casamento. (Ver “Preparação”, item 3a.) Fale do amor que marido e mulher têm um pelo outro no início do casamento. Mostre a flor, ou a gravura da flor. (Ver “Preparação”, item 3b.) Depois, peça que um aluno leia a seguinte declaração do Presidente Spencer W. Kimball, 12º Presidente da Igreja (Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante, p. 14): “O amor é como uma flor e, como o corpo, precisa ser alimentado sempre. O corpo mortal logo ficaria abatido e morreria se não fosse alimentado sempre. A flor viçosa, murcharia e morreria sem alimento e água. Da mesma forma, não podemos esperar que o amor seja eterno se não o alimentarmos sempre com porções de amor, manifestações de carinho, admiração, gratidão e de consideração abnegada.” (“Oneness in Marriage”, Ensign, março de 1977, p. 5.) Diga que esta lição trata do que marido e mulher podem fazer para cultivar o amor que têm um pelo outro de modo que ele se torne cada vez maior. As demonstrações de amor e bondade mantêm o amor e a amizade vivos no casamento. Peça aos alunos casados que pensem na época em que eram recém-casados. Peça-lhes que mencionem algumas coisas que faziam pelo marido ou mulher naquela época. 13
  25. 25. • Por que precisamos agir dessa maneira durante toda a nossa vida de casados? Diga que marido e mulher precisam continuar a cortejar um ao outro e a cultivar a amizade por toda a vida. Agindo assim, verão que o amor que têm um pelo outro se tornará cada vez maior. O Élder Marlin K. Jensen, dos Setenta, fez esta observação: “A amizade é (…) uma parte vital e maravilhosa do namoro e do casamento. Um relacionamento entre um homem e uma mulher que começa com amizade e, depois, transforma- se num romance e, finalmente, culmina com o casamento, muitas vezes transforma-se numa amizade duradoura e eterna. Nada é mais inspirador no mundo de hoje, no qual os casamentos se dissolvem tão facilmente, do que observar marido e mulher desfrutando tranqüilamente da amizade um do outro, ano após ano, enquanto recebem as bênçãos e passam pelas provações da mortalidade”. (A Liahona, julho de 1999, p. 75.) Quando servia como Setenta, o Élder James E. Faust disse que uma das coisas menos evidentes e mais importantes que levam ao divórcio é “(…) a falta de um enriquecimento constante do casamento. É a ausência daquele algo extra que o torna precioso, especial e maravilhoso, quando ele é enfadonho, difícil e insípido.” Ele aconselhou: “No enrequecimento de uma união, as grandes coisas são as pequenas coisas, a apreciação deve ser constante de um pelo outro, sempre demonstrando grata atenção. É preciso que haja mútuo encorajamento, para que ambos cresçam. O casamento é a busca comum do que é bom, belo e divino.” (Como Enriquecer o Casamento, A Liahona, fevereiro de 1978, pp. 12–13.) • Quais são alguns dos “detalhes” capazes de manter o amor e a amizade vivos no casamento? (Sugere-se que você escreva as respostas dos alunos no quadro- negro.) Vocês poderiam contar alguma história real ou exemplo que demonstre a importância de utilizar essas coisas para fazer com que o amor continue aumentando? Certa mulher, casada há mais de 35 anos, disse: “Adoro quando meu marido me traz lembrancinhas ao voltar tarde de um compromisso ou depois de se ausentar por um fim de semana. Não precisa ser nada demais; basta trazer-me um biscoito ou uma flor da reunião. Gosto principalmente quando ele me telefona do serviço, no meio do dia, só para perguntar como vão as coisas ou para contar alguma notícia interessante. Esses detalhes fazem com que eu sinta que ele me ama e tem carinho por mim”. Saliente que marido e mulher têm de fazer os planos necessários para passarem algum tempo juntos, só os dois. Peça aos alunos que leiam este conselho do Élder Joe J. Christensen, dos Setenta (Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante, p. 19): “Mantenham acesa a chama do namoro. Reservem tempo para estarem juntos— só os dois. Tão importante quanto estar com os filhos, em família, é ter um tempo juntos, a sós. Se fizerem isso, seus filhos saberão que consideram o casamento algo importante que requer cuidados. Para isso é necessário tomar uma decisão, planejar e reservar tempo”. (A Liahona, julho de 1995, pp. 69–70.) • O que pode fazer com que o marido e a mulher não tenham tempo para estar juntos? O que os casados podem fazer para manter acesa a chama do namoro? O contato físico digno no casamento é uma demonstração de amor. Diga que o Senhor aprova o contato físico digno no casamento. Esse contato proporciona grandes bênçãos aos casados, ajuda-os a tornarem-se14
  26. 26. Lição 3: Cultivar o Amor e a Amizade no Casamentoespiritualmente unidos e a aumentar o amor entre si. Sugere-se que você leia, ourepita, algumas das seguintes declarações, ou todas elas:O Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze Apóstolos, explicou o propósitodo contato físico no casamento: “Dentro do duradouro convênio do casamento,o Senhor permite ao marido e à mulher a expressão dos sagrados poderes deprocriação, em todo o seu encanto e beleza, dentro dos limites que Eleestabeleceu. Um dos propósitos dessa experiência particular, sagrada e íntima édar um corpo físico aos espíritos que o Pai Celestial quer que passem pelamortalidade. Outro propósito desses fortes e belos sentimentos é unir marido emulher em lealdade, fidelidade, consideração mútua e objetivo comum.” (ALiahona, outubro de 1999, p. 29.)O Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “O poder decriar a vida mortal é o mais elevado poder que Deus concedeu a Seus filhos. Seuuso foi ordenado no primeiro mandamento [dado a Adão e Eva], mas outroimportante mandamento nos proíbe utilizá-lo indevidamente. A ênfase dada àlei da castidade explica-se por nossa compreensão do propósito dos poderes deprocriação no cumprimento do plano de Deus. A expressão de nosso poder deprocriação é agradável a Deus, mas Ele nos ordenou que o restrinjamos aos laçosdo matrimônio”. (A Liahona, janeiro de 1994, p. 80.)O Presidente Spencer W. Kimball ensinou: “As relações sexuais são consideradascorretas e aprovadas por Deus quando praticadas entre marido e mulher,legalmente casados. Não há nada de errado ou degradante na sexualidade em si,pois é por seu intermédio que o homem e a mulher participam do processo decriação e expressam amor”. [The Teachings of Spencer W. Kimball, Edward L.Kimball (org.), 1982, p. 311.]O Élder Jeffrey R. Holland, do Quórum dos Doze Apóstolos ensinou: “A intimidadefísica é para casais casados, pois este é o símbolo supremo da união total, umaunião ordenada e definida por Deus. Desde o Jardim do Éden, o casamento foiinstituído com o objetivo de criar uma fusão completa entre o homem e a mulher,unindo corações, esperanças, vidas, amor, família, futuro, tudo. Adão disse a Evaque ela era osso dos seus ossos, carne da sua carne e que eles deveriam ser “umacarne” na sua vida juntos. Essa união é tão completa que usamos a palavra selarpara expressar sua promessa eterna. O Profeta Joseph Smith disse, certa vez, quepoderíamos descrever esse elo sagrado como uma espécie de “solda” que nos uneuns aos outros”. (A Liahona, janeiro de 1999, p. 91)O Presidente Howard W. Hunter, 14º Presidente da Igreja, aconselhou que até nocasamento a capacidade sagrada da procriação não deve ser mal empregada: “Acompaixão e o respeito—nunca o egoísmo—devem ser os princípiosorientadores no relacionamento íntimo entre marido e mulher. Ambos devemser atenciosos um com o outro e perceber as necessidades do cônjuge. Qualquercomportamento dominador, indecente ou incontrolável no relacionamentoconjugal é condenado pelo Senhor.” (A Liahona, janeiro de 1995, p. 55.)Leia Êxodo 20:14, 17 com os alunos. Depois, leia, ou repita, a seguintedeclaração do Presidente Gordon B. Hinckley, 15º Presidente da Igreja:“Cremos na castidade antes do casamento e fidelidade total após o casamento.Isso resume tudo. Esse é o caminho da felicidade na vida. Esse é o modo de se tersatisfação. Traz paz ao coração e paz ao lar.” (A Liahona, janeiro de 1997, p. 56.) 15
  27. 27. Saliente que o marido e a mulher devem ter o cuidado de não fazer nada que se assemelhe à infidelidade. Por exemplo, devem sempre respeitar e impor os limites emocionais e físicos em seu relacionamento com os colegas de trabalho do sexo oposto. • Por que a fidelidade total é de importância vital no casamento? • Em que sentido traímos a confiança do cônjuge ao utilizarmos materiais impróprios ou pornográficos? Como o flerte com alguém do sexo oposto coloca o casamento em perigo? Leia, ou repita, uma das seguintes declarações (ou as duas): O Presidente Howard W. Hunter aconselhou: “Sede fiéis aos convênios do casamento em pensamento, palavra e ação. Pornografia, flertes e fantasias perniciosas corroem o caráter e minam o alicerce de um casamento feliz. Dessa forma, a unidade e a confiança dentro do casamento são destruídas. (A Liahona, janeiro de 1995, p. 53.) O Presidente Ezra Taft Benson, 13º Presidente da Igreja, aconselhou: “Se forem casados, abstenham-se de qualquer tipo de flerte. (…) O que aparentemente é uma brincadeira inofensiva ou só um pouco de diversão com alguém do sexo oposto pode facilmente levar ao envolvimento mais sério e finalmente, à infidelidade. Esta seria uma boa pergunta para fazermos a nós mesmos: ‘Será que meu marido, ou mulher, ficaria contente se soubesse que estou fazendo isso? Será que a mulher ficaria contente sabendo que o marido almoça sozinho com a secretária? Será que o marido ficaria contente se visse a mulher flertando ou agindo de modo faceiro com outro homem? Queridos irmãos e irmãs, era isso que Paulo tinha em mente ao dizer: ‘Abstende-vos de toda a aparência do mal’. (I Tessalonicenses 5:22) (“The Law of Chastity”, Brigham Young University, 1987–1988 Devotional and Fireside Speeches, 1988, p. 52.) Os casados devem empenhar-se em ter caridade, que é o puro amor de Cristo. • Leia João 13:34–35 e Efésios 5:25 com os alunos. O que essas passagens ensinam a respeito de como marido e mulher devem tratar um ao outro? Saliente que apesar de, no casamento, o relacionamento físico do casal ser importante, não é o aspecto mais importante do amor entre marido e mulher. Leia ou repita a seguinte declaração do Presidente Spencer W. Kimball: “[O amor, no casamento, é profundo e abrangente. Não como o relacionamento que o mundo erroneamente chama de amor e que consiste principalmente de atração física. Quando o casamento é inteiramente baseado nisso, em pouco tempo um se cansa do outro (…) O amor de que o Senhor fala não é somente a atração física; é também a atração espiritual. É ter fé e confiar um no outro, e compreender um ao outro. É a parceria total. É o companheirismo com os mesmos ideias e padrões. É o altruísmo recíproco e a disposição de sacrificarem- se um pelo outro. É a pureza de pensamentos e ações e a fé em Deus e em Seus desígnios. É ser pais na mortalidade, tendo sempre em mente a futura condição de deuses, criadores e de pais espirituais. É vasto, universalmente abrangente e ilimitado. Esse tipo de amor nunca esmorece nem declina. Resiste às doenças e tristezas, à prosperidade e à pobreza, às realizações e às decepções, ao tempo e à eternidade.” (Faith Precedes the Miracle, 1972, pp. 130–131.) Diga que o amor de que o Presidente Kimball falou é a caridade, o puro amor de16
  28. 28. Lição 3: Cultivar o Amor e a Amizade no CasamentoCristo. Leia Morôni 7:45–48 com os alunos. Peça-lhes que identifiquem ascaracterísticas da caridade durante a leitura. Escreva as características no quadro-negro, como na relação abaixo: Caridade: É sofredora. É benigna. Não é invejosa. Não se ensoberbece (não é orgulhosa). Não busca seus próprios interesses. Não se irrita facilmente. Não suspeita mal. Não se regozija com a iniqüidade. Tudo sofre. Tudo crê. Tudo espera. Tudo suporta. Nunca falha. É a maior de todas. É o puro amor de Cristo. Permanece para sempre.Saliente que, exceto pelo compromisso de amar ao Pai Celestial e a Jesus Cristo eachegar-se a Eles, o compromisso do casamento (principalmente o do casamentoeterno) é o mais importante que há. Marido e mulher devem-se empenharcontinuamente em desenvolver a caridade recíproca.Para ajudar os alunos a aplicarem esse princípio, saliente as características dacaridade que você escreveu o quadro-negro. Peça-lhes que discutam como, nocasamento, podemos demonstrar características específicas, como, por exemplo,“não buscar seus próprios interesses” ou “não falhar”. Peça-lhes que falem decoisas que tenham visto e que exemplifiquem essas características.ConclusãoSaliente que marido e mulher devem cultivar o amor e a amizade recíprocos.Devem manter o amor vivo, por meio de gestos pequenos e constantes deafeição e bondade. Devem estar atentos às necessidades espirituais, físicas eemocionais um do outro ao passarem juntos pelas alegrias e dificuldades da vida.Devem tomar a decisão de nunca fazer nada que destrua o amor que é essencialao casamento e devem rogar “ao Pai, com toda a energia de [seu] coração, que[sejam] cheios [de caridade]”. (Morôni 7:48) Quando marido e mulher mantêm atotal dedicação um ao outro, seu amor aumenta com o passar dos anos, e elesdescobrem que o amor que estão desenvolvendo é verdadeiramente semelhanteao amor de Cristo.Indique as páginas 12–15 de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo doParticipante. Incentive os alunos a recapitularem as doutrinas e princípios destalição (1) seguindo pelo menos uma das sugestões da seção “Sugestões deAplicação” e (2) lendo o artigo “Harmonia no Casamento”, escrito peloPresidente Spencer W. Kimball. Saliente que os casados podem beneficiar-semuito lendo juntos os artigos do guia de estudos e conversando sobre eles. 17
  29. 29. Lição ENFRENTAR AS DIFICULDADES 4 DO CASAMENTOObjetivo Ajudar os alunos a aprenderem que marido e mulher devem empenhar-se juntos para enfrentar as dificuldades e que podem decidir reagir com paciência e amor em vez de fazê-lo com frustração e raiva.Preparação 1. Estude os princípios relacionados na seção “As Responsabilidades do Professor”. (Páginas ix–xi deste manual.) Procure meios de utilizar esses princípios ao preparar-se para ensinar. 2. Leia os subtítulos em negrito. Eles formam um esboço das doutrinas e princípios da lição. Pondere essas doutrinas e princípios durante a semana como parte de sua preparação, empenhando-se em conseguir a orientação do Espírito para decidir o que deve salientar para atender às necessidades dos alunos. 3. Estude as passagens de escritura indicadas na página 19 para estar preparado para dirigir a discussão a respeito delas. 4. Caso o manual Noite Familiar Livro de Recursos (31106 059) esteja disponível, estude a seção “Como Resolver os Conflitos de um Casamento”, páginas 240–241. Considere a idéia de utilizar essa seção em aula.Sugestões para oDesenvolvimentoda Lição Todos os casados passam por dificuldades. Leia ou repita esta história contada pelo Élder Bruce C. Hafen, dos Setenta: “[Uma] noiva suspirou de alegria no dia de seu casamento, dizendo: ‘Mãe, todos os meus problemas terminaram!’ ‘É o que você pensa’, respondeu a mãe, ‘eles estão só começando’”. (A Liahona, janeiro de 1997, p. 27.) • Quais são alguns dos problemas e dificuldades que os casados podem ter? (Sugere-se que você escreva as respostas dos alunos no quadro-negro. A lista abaixo contém algumas das respostas possíveis.) a. Divergências de opinião. h. A busca da sensação de realização b. Egoísmo depois de não haver mais filhos c. Mágoa morando em casa. d. Problemas de saúde i. A morte de entes queridos e. Impossibilidade de ter filhos j. Problemas financeiros f. Envelhecimento l. Filhos que se desviam g. Membros da família com m. Calamidades naturais deficiências físicas ou mentais Diga que algumas dificuldades são resultado de problemas no relacionamento conjugal; outras são parte natural da vida.18
  30. 30. O marido e a mulher podem vencer qualquer dificuldade se encararem ocasamento como um relacionamento de convênio.Diga que a reação de cada casal às dificuldades será diferente, dependendo decomo encarem o relacionamento conjugal. Escreva as palavras contrato e convêniono quadro-negro.Diga que os contratos são acordos por escrito entre duas pessoas ou grupos depessoas, que podem ser colocados em vigor pelas leis do país. Os convênios [doevangelho] são semelhantes aos contratos, mas são muito mais abrangentes. Apalavra convênio pode ser utilizada para referir-se um acordo entre duas ou maispessoas, mas, no contexto do evangelho, refere-se aos acordos que fazemos como Senhor. Nos convênios, o Senhor dita os termos e nós prometemos cumpri-los.(Ver Guia para Estudo das Escrituras, “Convênio”, pp. 43–44.) Sempre quecumprimos o que prometemos, o Senhor fica obrigado a cumprir o queprometeu. (Ver D&C 82:10.)Diga que, na sociedade de hoje, muitas pessoas encaram o casamento como ummero contrato. Peça aos alunos que reflitam sobre as seguintes perguntas, masnão as respondam em voz alta.• Quando marido e mulher encaram o casamento como um contrato, o que é possível que façam ao surgirem os problemas conjugais? O que eles farão caso encarem o casamento como um convênio? O Élder Bruce C. Hafen, dos Setenta, observou: “Quando surgem problemas, os parceiros de um contrato de casamento procuram a felicidade separando-se um do outro. Casaram-se visando benefícios e permanecerão juntos apenas enquanto receberem o que haviam combinado. Por outro lado, quando aparecem problemas em um casamento realizado sob o convênio, marido e mulher esforçam-se para superá-los. (…) Um companheiro de contrato dá 50 por cento. Um companheiro de convênio dá 100 por cento. O casamento é um convênio por natureza, não apenas um contrato que possa ser cancelado a bel-prazer”. (A Liahona, janeiro de 1997, p. 27.)Quando as dificuldades aparecem, podemos decidir enfrentá-las compaciência e amor em vez de fazê-lo com frustração ou raiva.Saliente que, apesar de haver certos problemas inevitáveis, marido e mulherpodem decidir como reagirão a eles. O Élder Lynn G. Robbins, dos Setenta,explicou: “Ninguém nos tira do sério. As pessoas não nos irritam. Não háquaisquer forças atuando. Ficar zangado é uma escolha consciente, uma decisão;portanto, podemos escolher não nos zangar. Nós escolhemos!”. (A Liahona, julhode 1998, p. 89.)Saliente que o Pai Celestial nos concedeu o arbítrio, o poder de escolhermos eagirmos por nós mesmos. Podemos utilizar o nosso arbítrio escolhendo serpacientes e carinhosos quando surgirem as dificuldades.Peça aos alunos que se revezem na leitura das seguintes escrituras em voz alta. Àmedida que cada escritura for lida, incentive os alunos a discutirem o quemarido e mulher poderiam fazer para aplicá-la ao reagirem às dificuldades docasamento e da vida quotidiana. 19
  31. 31. Mosias 18:21 2 Néfi 31:20 I João 4:18 Doutrina e Convênios 24:8 I Pedro 4:8 (Ver a Tradução de Joseph Alma 38:12 Smith, no Guia para Estudo das Escrituras.) 3 Néfi 11:29–30 João 13:34–35 Tiago 1:19–20 João 16:33 Mosias 3:19 • Quando percebemos que estamos ficando frustrados ou zangados o que podemos fazer para dominar nossos sentimentos? (A relação abaixo contém algumas das respostas possíveis.) a. Sair da situação em que nos encontramos até ficarmos mais calmos. b. Orar pedindo ajuda e orientação. c. Quando tivermos uma divergência, parar para pensar no que a outra pessoa esteja sentindo e no que a leva a agir ou pensar assim. d. Procurar a ajuda dos líderes locais da Igreja e, caso necessário, de conselheiros profissionais cujo ponto de vista e os métodos estejam de acordo com os ensinamentos da Igreja. Para demonstrar que marido e mulher são capazes de escolher como reagir aos problemas, leia a seguinte história. Diga que ela é um exemplo dos probleminhas diários que acontecem no casamento. ”Era um daqueles dias em que nada parece dar certo. Por mais que ela corresse o tempo todo, não conseguia atender às necessidades de sua família. A vizinha, que tinha mais filhos do que ela, parecia tão animada que Délia começou a duvidar de sua própria capacidade como mulher, esposa e mãe. Bento estava a caminho de casa com mais fome do que nunca. Tivera que dirigir 130 quilômetros a mais que o normal, porque fora necessário fazer uma entrega de equipamentos agrícolas, e agora estava cansado. A idéia de chegar em casa parecia melhor a cada instante. Paz. Comida. Descanso. Délia ouviu o barulho do carro de Bento e olhou para o relógio. Oh, não! Quase sete horas? E agora? Ela tentara fazer o jantar, mas (…) Ouviu a porta abrindo e, rapidamente, colocou o frango no forno. Bento entrou, encostou-se na parede e sorriu para Délia. Ela parecia tensa, e ele notou a mesa vazia. Fez uma pausa e respirou fundo.” Faça estas perguntas aos alunos: • Se Bento estivesse preocupado somente consigo mesmo, o que aconteceria? • Se Bento estivesse preocupado com a esposa, como reagiria? Depois de discutir a resposta a essas perguntas, continue a história: ”Bento respirou fundo, sorriu para Délia e disse: ‘Parece que cheguei bem em tempo de ajudar’. A tensão que ela sentia desapareceu. Aliviada, beijou-o e disse: ‘Que bom que você chegou, Bento. Sei que teve um dia exaustivo, e eu queria que o jantar estivesse pronto!’ Apontou para a mesa vazia. ’Vamos terminá-lo juntos’, disse ele, abraçando-a. Começaram a contar um ao outro as dificuldades que enfrentaram. Enquanto Bento arrumava a mesa, Délia cuidava do frango no forno, contando ao marido como ficara sobrecarregada o dia todo. Bento esqueceu-se da fome e começou a pensar no que poderia fazer20
  32. 32. Lição 4: Enfrentar as Dificuldades do Casamento para que os dias da mulher fossem menos pesados.” (Ver Noite Familiar: Livro de Recursos, 1983, p. 241.) Conclusão Indique as páginas 16–17 de Relacionamento Conjugal e Familiar Guia de Estudo do Participante. Incentive os alunos a recapitularem as doutrinas e princípios desta lição (1) seguindo pelo menos uma das sugestões da seção “Sugestões de Aplicação” e (2) lendo o artigo “Arbítrio e Ira”, escrito pelo Élder Lynn G. Robbins. Saliente que os casados podem beneficiar-se muito lendo juntos os artigos do guia de estudos e conversando sobre eles.RecursosComplementares Os maus-tratos ao cônjuge e o abuso ofendem a Deus Diga que, às vezes, quando estão com raiva ou se sentem frustrados, o marido e a mulher passam a comportar-se de modo ofensivo e destrutivo. Marido e mulher não devem maltratar um ao outro nunca, de forma alguma. Os maus-tratos e o abuso são uma violação dos mandamentos de Deus e vão contra as declarações enfáticas dos líderes da Igreja. O Presidente George Albert Smith, oitavo presidente da Igreja, declarou: “Ninguém nunca maltratou outra pessoa enquanto estivesse com o espírito do Senhor. Isso só acontece quando estamos com algum outro espírito”. [Conference Report (Relatório da Conferência Geral), outubro de 1950, p. 8.] Transmita a seguinte informação de modo breve: O abuso e os maus-tratos ao cônjuge podem ser de ordem psicológica, física ou sexual. Os maus-tratos psicológicos incluem atitudes como gritar, insultar, fazer comentários ofensivos ou depreciativos, agir de modo autoritário, humilhar o cônjuge diante dos filhos ou de outras pessoas, negar o apoio ou o afeto como forma de castigo e ignorar ou desdenhar os sentimentos do cônjuge. Os maus-tratos físicos incluem empurrar, agarrar, sacudir, bater, esbofetear, coagir e negar o sustento. O abuso sexual pode ser psicológico ou físico, e inclui o assédio sexual, infligir dor, utilizar a força ou a intimidação e, nos momentos de contato físico íntimo, insistir em fazer coisas que o outro considere desagradáveis. Diga que se algum aluno tiver outras dúvidas quanto ao que é considerado abuso ou maus-tratos, devem aconselhar-se com o bispo. Leia ou repita a seguinte declaração do Presidente Gordon B. Hinckley, 15º Presidente da Igreja. Saliente que apesar de o Presidente Hinckley ter feito esta advertência aos maridos que abusam ou maltratam a mulher, ela também se aplica às mulheres. Peça aos alunos para, em pensamento, avaliarem o próprio comportamento enquanto escutam este conselho: “Diante dos outros, alguns [homens] aparentam ser muito corretos durante o dia, mas quando chegam em casa, à noite, deixam de lado o autocontrole e, diante da mais leve provocação, ficam furiosos, expressando sua raiva em palavras e atos. Nenhum homem que se porta dessa maneira perversa e totalmente inadequada é digno do sacerdócio de Deus. Nenhum homem que age dessa forma é digno dos 21

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