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A Liahona 2011 março

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  • 1. A I G R E J A D E J E S U S C R I S T O D O S S A N T O S D O S Ú LT I M O S D I A S • M A R Ç O D E 2 0 11Ele Pode CurarTodos Nós, p. 18O Élder e a Irmã HollandFalam sobre a Sociedadede Socorro, p. 28Escolher o Caminho dosEscolhidos, p. 54Rosa Encontra uma Amiga, p. 66
  • 2. Segurar a Barra de Ferro, de Louise Parker Ao pintar uma mulher que segura fir- E vi também um caminho estreito e aper-memente a barra de ferro, esta artista da tado, que acompanhava a barra de ferro atéÁfrica do Sul nos lembra que fazemos parte a árvore onde eu estava; (…)de uma Igreja mundial unida por muitas E aconteceu que vi outros avançando comcoisas, inclusive nossa crença no Livro de esforço; e chegaram e conseguiram segurar aMórmon. extremidade da barra de ferro; e empurraram-se “E vi uma barra de ferro que se estendia através da névoa de escuridão, apegados à barrapela barranca do rio e ia até a árvore onde de ferro, até que chegaram e comeram do frutoeu estava. da árvore” (1 Néfi 8:19–20, 24).
  • 3. A Liahona, Março de 2011 8MENSAGENS 24 Uma Grande Comunidade 17 Falamos de Cristo: 4 Mensagem da Primeira de Santos Onde quer que morem os Para Curar os Contritos de Coração Presidência: Procurar o que É Bom membros da Igreja, o evangelho Georges A. Bonnet Presidente Dieter F. Uchtdorf lhes dá forças para enfrentar os desafios da vida. 32 Nosso Lar, Nossa Família: 7 Mensagem das Professoras Ensinar a Doutrina da Visitantes: Sob o Sacerdócio 28 “A Caridade Nunca Falha”: Família Julie B. Beck e Segundo o Padrão Uma Conversa a Respeito do Sacerdócio da Sociedade de Socorro Élder Jeffrey R. Holland e 38 Vozes da IgrejaARTIGOS Patricia T. Holland 74 Notícias da Igreja14 Separados por uma Enchente, O Élder e a irmã Holland fazem reflexões sobre o papel divino da 80 Até Voltarmos a Nos Unidos pela Oração Encontrar: Em Segurança Sociedade de Socorro. Melissa Merrill na Família da Ala Como a família Torres, da Costa Caroline Kingsley Rica, enfrentou uma tragédia SEÇÕES com fé. 8 Coisas Pequenas e Simples18 O Poder de Cura 10 Nossa Crença: Deus Revela a Élder Yoshihiko Kikuchi Verdade a Seus Profetas e a NA CAPA Primeira capa: Cristo, o Consolador, O Salvador pode curar feridas Nós de Carl Heinrich Bloch © IRI. Ao fundo: emocionais e desfazer o ódio se 12 Clássicos do Evangelho: ilustração fotográfica de David Stoker. confiarmos em Sua Expiação e deixarmos o Espírito Santo nos Não Sejam Enganados enternecer o coração. Presidente Joseph Fielding Smith Março de 2011 1
  • 4. JOVENS ADULTOS JOVENS CRIANÇAS 46 Direto ao Ponto 42 48 Pôster: Super! 49 Devo Ir ou Ficar? Rodolfo Giannini Quando chegou a época de eu ir para a missão, meu pai e minha 59 mãe foram hospitalizados. Eu não sabia se poderia deixá-los naquele estado. 50 Em Defesa da Fé Richard M. Romney 42 Mestres Familiares e Celva atua na defesa tanto nos 59 Testemunha Especial: Professoras Visitantes: campos de futebol como fora Como o Evangelho Me Um Trabalho de Ministração deles. Ajuda a Ser Feliz? Começando agora no ensino Élder David A. Bednar familiar ou no programa de 52 O que É a Tolerância? professoras visitantes? Estas Élder Russell M. Nelson 60 A Operação de Elias nove sugestões podem Haveria limites para o amor Jane McBride Choate ajudar. e a tolerância? Elias estava prestes a ser operado e precisava sentir paz. 54 O Caminho dos Escolhidos Élder Koichi Aoyagi 62 Conta as Bênçãos O batismo é apenas o início Presidente Henry B. Eyring de nossa jornada rumo à vida Podemos recordar nossas bên- Veja se conse- eterna. çãos seguindo estes conselhos. gue encontrar a Liahona 58 A Menina do Lindo Sorriso 64 Dar Vida à Primária: O Pai Michelle Glauser Celestial Nos Fala por Meio oculta nesta de Seus Profetas Eu não podia contro- edição. JoAnn Child e Cristina Franco lar minha situação, Dica: sob o arco-íris. mas podia controlar minha atitude. 66 A Resposta no Dia de Atividade Rebecca Barnum Eu ainda não tinha amigos em meu novo bairro e não que- ria ir ao dia de atividade da Primária. 68 Nossa Página 69 Pôster das Escrituras: Moisés 70 Para as Criancinhas 542 A Liahona
  • 5. Mais na InternetMARÇO DE 2011 VOL. 64 Nº 3A LIAHONA 09683 059Revista Oficial em Português de A Igreja deJesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Liahona.LDS.orgA Primeira Presidência: Thomas S. Monson,Henry B. Eyring e Dieter F. UchtdorfQuórum dos Doze Apóstolos: Boyd K. Packer,L. Tom Perry, Russell M. Nelson, Dallin H. Oaks, PARA OS ADULTOSM. Russell Ballard, Richard G. Scott, Robert D. Hales,Jeffrey R. Holland, David A. Bednar, Quentin L. Cook, O Élder e a irmã Holland trocam ideias sobreD. Todd Christofferson e Neil L. Andersen como a Sociedade de Socorro pode fortale-Editor: Paul B. PieperConsultores: Stanley G. Ellis, Christoffel Golden Jr., cer as pessoas, as famílias, as alas e os ramosYoshihiko Kikuchi (ver a página 28). Para aprender mais, acesseDiretor Administrativo: David L. FrischknechtDiretor Editorial: Vincent A. Vaughn www.reliefsociety.LDS.org (em inglês).Diretor Gráfico: Allan R. LoyborgGerente Editorial: R. Val Johnson O Élder Kikuchi presta testemunho do poderGerentes Editoriais Assistentes: Jenifer L. Greenwood,Adam C. Olson do Salvador de curar até mesmoEditor Associado: Ryan Carr as pessoas com preconceitos arraigados (ver a páginaEditora Adjunta: Susan BarrettEquipe Editorial: David A. Edwards, Matthew D. Flitton, 18). Para aprender mais sobre a missão do Salvador,LaRene Porter Gaunt, Larry Hiller, Carrie Kasten, JenniferMaddy, Melissa Merrill, Michael R. Morris, Sally J. Odekirk, acesse www.JesusChrist.LDS.org (em inglês).Joshua J. Perkey, Chad E. Phares, Jan Pinborough,Richard M. Romney, Janet Thomas, Paul VanDenBerghe,Julie Wardell PARA OS JOVENSSecretária Sênior: Laurel TeuscherDiretor Administrativo de Arte: J. Scott Knudsen Encontre vídeos, testemunhos e artigos, emDiretor de Arte: Scott Van Kampen inglês, sobre o evangelho e outros recursos emGerente de Produção: Jane Ann PetersEquipe de Diagramação e Produção: Cali R. Arroyo, www.youth.LDS.org.Collette Nebeker Aune, Howard G. Brown, Julie Burdett,Thomas S. Child, Reginald J. Christensen, Kim Fenstermaker,Kathleen Howard, Eric P. Johnsen, Denise Kirby, Scott M. PARA AS CRIANÇASMooy, Ginny J. NilsonPré-Impressão: Jeff L. MartinDiretor de Impressão: Craig K. SedgwickDiretor de Distribuição: Evan LarsenTradução: Edson LopesPara assinaturas e preços fora dos Estados Unidos e doCanadá, consulte o centro de distribuição local em seupaís ou o líder da ala ou do ramo.Envie manuscritos e perguntas para Liahona,Room 2420, 50 E. North Temple St., Salt Lake City, UT84150-0024, USA; ou mande e-mail para:liahona@LDSchurch.org. Há muitas atividades, em inglês, para as criançasA Liahona, termo do Livro de Mórmon que significa no site www.liahona.LDS.org.“bússola” ou “guia”, é publicada em albanês, alemão,armênio, bislama, búlgaro, cambojano, cebuano, chinês,coreano, croata, dinamarquês, esloveno, espanhol,estoniano, fijiano, finlandês, francês, grego, húngaro, EM SEU IDIOMAholandês, indonésio, inglês, islandês, italiano, japonês,letão, lituano, malgaxe, marshalês, mongol, norueguês, A revista A Liahona e outros materiais da Igreja estão disponíveispolonês, português, quiribati, romeno, russo, samoano,sueco, tagalo, tailandês, taitiano, tcheco, tonganês, em muitos idiomas em www.languages.LDS.org.ucraniano, urdu e vietnamita. (A periodicidade varia de umidioma para outro.)© 2011 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitosreservados. Impresso nos Estados Unidos da América. TÓPICOS DESTA EDIÇÃOO texto e o material visual encontrados na revista A Liahona Os números representam a primeira página do artigo.podem ser copiados para uso eventual, na Igreja ou no lar,não para uso comercial. O material visual não poderá ser Adversidade, 14 Exemplo, 40, 70, 72 Perseverança, 54copiado se houver qualquer restrição indicada nos créditos Amizade, 66, 80 Expiação, 17, 18 Profetas, 10, 64, 69constantes da obra. As perguntas sobre direitos autoraisdevem ser encaminhadas para Intellectual Property Office, Amor, 18, 52, 80 Família, 28, 32, 49 Retenção, 8050 E. North Temple St., Salt Lake City, UT 84150, USA; Atitude, 4, 58 Fé, 39, 41, 50, 60, 66 Revelação, 10e-mail: cor-intellectualproperty@LDSchurch.org. Batismo, 54, 68 Gratidão, 62 Sacerdócio, 7, 60For Readers in the United States and Canada:March 2011 Vol. 64 No. 3. LIAHONA (USPS 311-480) Bênçãos, 62 Honestidade, 40 Sacrifício, 39Portuguese (ISSN 1044-3347) is published monthly by TheChurch of Jesus Christ of Latter-day Saints, 50 E. North Conversão, 38, 54 Jesus Cristo, 17 Serviço, 28Temple St., Salt Lake City, UT 84150. USA subscription price Cura, 18 Líderes da Igreja, 9, 47 Sociedade de Socorro,is $10.00 per year; Canada, $12.00 plus applicable taxes.Periodicals Postage Paid at Salt Lake City, Utah. Sixty days’ Doutrina, 32 Obediência, 50 7, 28notice required for change of address. Include address Ensino, 32 Obra missionária, 39, 40, Templos, 46label from a recent issue; old and new addresses must beincluded. Send USA and Canadian subscriptions to Salt Lake Escrituras, 10, 13, 73 47, 48 Testemunho, 24Distribution Center at address below. Subscription helpline: 1-800-537-5971. Credit card orders (Visa, MasterCard, Esperança, 17 Oração, 14, 41, 66, 70 Tolerância, 52American Express) may be taken by phone. (Canada Poste Exaltação, 32 Perdão, 18 União, 24Information: Publication Agreement #40017431)POSTMASTER: Send address changes to Salt LakeDistribution Center, Church Magazines, PO Box 26368,Salt Lake City, UT 84126-0368. Março de 2011 3
  • 6. MARÇO DE 2011 VOL. 64 Nº 3 A LIAHONA 09683 059 Revista Oficial em Português de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias A Primeira Presidência: Thomas S. Monson, Henry B. Eyring e Dieter F. Uchtdorf Quórum dos Doze Apóstolos: Boyd K. Packer, L. Tom Perry, Russell M. Nelson, Dallin H. Oaks, M. Russell Ballard, Richard G. Scott, Robert D. Hales, Jeffrey R. Holland, David A. Bednar, Quentin L. Cook, D. Todd Christofferson e Neil L. Andersen Editor: Paul B. Pieper Consultores: Stanley G. Ellis, Christoffel Golden Jr., Yoshihiko Kikuchi Diretor Administrativo: David L. Frischknecht Diretor Editorial: Vincent A. Vaughn Diretor Gráfico: Allan R. Loyborg Gerente Editorial: R. Val Johnson Gerentes Editoriais Assistentes: Jenifer L. Greenwood, Adam C. Olson Editor Associado: Ryan Carr Editora Adjunta: Susan Barrett Equipe Editorial: David A. Edwards, Matthew D. Flitton, LaRene Porter Gaunt, Larry Hiller Carrie Kasten, Jennifer Maddy, Melissa Merrill, Michael R. Morris, Sally J. Odekirk, Joshua J. Perkey, Chad E. Phares, Jan Pinborough, Richard M. Romney, Janet Thomas, Paul VanDenBerghe, Julie Wardell Secretária Sênior: Laurel Teuscher Diretor Administrativo de Arte: J. Scott Knudsen Diretor de Arte: Scott Van Kampen Gerente de Produção: Jane Ann Peters Equipe de Diagramação e Produção: Cali R. Arroyo, Collette Nebeker Aune, Howard G. Brown, Julie Burdett, Thomas S. Child, Reginald J. Christensen, Kim Fenstermaker, Kathleen Howard, Eric P. Johnsen, Denise Kirby, Scott M. Mooy, Ginny J. Nilson Pré-Impressão: Jeff L. Martin Diretor de Impressão: Craig K. Sedgwick Diretor de Distribuição: Evan Larsen A Liahona: Diretor Responsável: André Buono Silveira Produção Gráfica: Eleonora Bahia Editor: Luiz Alberto A. Silva (Reg. 17.605) Tradução: Edson Lopes Assinaturas: Marco A. Vizaco © 2011 Intellectual Reserve, Inc. Todos os direitos reservados. Impresso no Brasil. O texto e o material visual encontrado na revista A Liahona podem ser copiados para uso eventual, na Igreja ou no lar, não para uso comercial. O material visual não poderá ser copiado se houver qualquer restrição indicada nos créditos constantes da obra. As perguntas sobre direitos autorais devem ser encaminhadas para Intellectual Property Office, 50 East North Temple Street, Salt Lake City, UT 84150, USA; e-mail: cor-intellectualproperty@LDSchurch.org. REGISTRO: Está assentado no cadastro da DIVISÃO DE CENSURA DE DIVERSÕES PÚBLICAS, do D.P.F., sob nº 1151-P209/73, de acordo com as normas em vigor. “A Liahona”, © 1977 de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, acha-se registrada sob o número 93 do Livro B, nº 1, de Matrículas e Oficinas Impressoras de Jornais e Periódicos, conforme o Decreto nº 4857, de 9-11-1930. Impressa no Brasil por Prol — Editora Gráfica — Avenida Papaiz, 581 — Jardim das Nações — Diadema — CEP 09931-610 – SP. ASSINATURAS: A assinatura deverá ser feita pelo telefone 0800-130331 (ligação gratuita); pelo e-mail distribuicao@ LDSchurch.org; pelo fax 0800-161441 (ligação gratuita); ou correspondência para a Caixa Postal 26023, CEP 05599-970 — São Paulo — SP. Preço da assinatura anual para o Brasil: R$ 6,30. Preço do exemplar avulso em nossas lojas: R$ 0,90. Para Portugal — Centro de Distribuição Portugal, Rua Ferreira de Castro, 10 — Miratejo, 2855-238 Corroios. Assinatura Anual: € 3,75; para o exterior: exemplar avulso: US$ 1.50; assinatura: US$ 10.00. As mudanças de endereço devem ser comunicadas indicando-se o endereço antigo e o novo. NOTÍCIAS DO BRASIL: envie para NoticiasLocais@LDSchurch.org. Envie manuscritos e perguntas para: Liahona, Room 2420, 50 East North Temple Street, Salt Lake City, UT 84150-0024, USA; ou mande e-mail para: Liahona@LDSchurch.org. A “Liahona”, termo do Livro de Mórmon que significa “bússola” ou “guia”, é publicada em albanês, alemão, armênio, bislama, búlgaro, cambojano, cebuano, chinês, coreano, croata, dinamarquês, esloveno, espanhol, estoniano, fijiano, finlandês, francês, grego, húngaro, holandês, indonésio, inglês, islandês, italiano, japonês, letão, lituano, malgaxe, marshallês, mongol, norueguês, polonês, português, quiribati, romeno, russo, samoano, sueco, tagalo, tailandês, taitiano, tcheco, tonganês, ucraniano, urdu e vietnamita. (A periodicidade varia de um idioma para outro.)4 A Liahona
  • 7. MENSAGEM DA PRIMEIR A PRESIDÊNCIA Presidente Dieter F. Uchtdorf Segundo Conselheiro na Primeira Presidência Procurar O QUE É BOM A o procurar uma nova casa, um jovem casal da na Igreja pessoas bondosas e compassivas — um povo Igreja conversou com vizinhos em potencial que ama o Senhor e deseja servi-Lo e abençoar a vida sobre o bairro e as escolas da região. de seus semelhantes. Mas também é verdade que quem Uma mulher com quem eles falaram disse o seguinte busca coisas ruins certamente encontrará coisas aquém sobre a escola que seus filhos frequentavam: “É uma do ideal. escola sensacional! O diretor é um bom homem, uma Infelizmente, às vezes, isso se dá até mesmo dentro pessoa maravilhosa; os professores são qualificados, gen- da Igreja. Não há limites para a criatividade, a engenho- tis e simpáticos. Estou muito feliz por meus filhos estuda- sidade e a tenacidade dos que buscam motivos para rem nessa excelente escola. Vocês vão adorar!” criticar. Eles parecem incapazes de vencer o rancor. Outra senhora fez a seguinte descrição da escola de Fazem mexericos e estão sempre à procura de defeitos seus filhos: “É um lugar horrível. O diretor é egocêntrico, nos outros. Alimentam mágoas durante décadas e não e os professores são despreparados, grosseiros e antipá- perdem a oportunidade de diminuir e desmerecer o pró- ticos. Se eu tivesse condições de me mudar para outro ximo. Isso não é do agrado do Senhor, “porque onde há bairro, não esperaria um segundo!” inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra O interessante é que ambas se referiam ao mesmo perversa” (Tiago 3:16). diretor, aos mesmos professores e ao mesmo O Presidente George Q. Cannon (1827–1901) conhecia estabelecimento. bem o Presidente Brigham Young (1801–1877) e traba- Já notaram que as pessoas tendem a achar aquilo que lhou a seu lado durante muitos anos, como membro do FOTOGRAFIA: MATTHEW REIER procuram? Se prestarmos bem atenção, vamos enxergar Quórum dos Doze Apóstolos e como conselheiro na tanto coisas boas quanto ruins em praticamente qualquer Primeira Presidência. Após a morte do Presidente Young, pessoa ou coisa. As pessoas têm agido da mesma forma o Presidente Cannon escreveu em seu diário: “Nunca em relação à Igreja de Jesus dos Santos dos Últimos critiquei a conduta de [Brigham Young] nem apontei Dias desde o início. Quem procura o que é bom achará erros em seus conselhos ou ensinamentos, em momento4 A Liahona
  • 8. ENSINAR USANDO ESTA MENSAGEM “Você talvez ache que não entende certo princípio que está preparando-se para ensi- nar”, observa o guia Ensino, Não Há Maior Chamado, 2009, p. 19. “Contudo, ao estu- dá-lo em espírito de oração, empenhar-se para vivê-lo e depois o transmitir às pessoas, seu próprio testemunho se fortalecerá e se aprofundará.” Ao procurar o que há de bom na vida e nas pessoas neste mês, você estará em melhores condições para ensinar esta mensagem e testi- ficar sua veracidade. Algumas pessoas olham para o copo e acham que está meio cheio. Já outras acham que está meio vazio. O modo que o vemos depende só de nós mesmos. do que eu, até podiam fazer muitas coisas sem sofrer as consequências adversas que prefiro não afrontar”.1 Esses conselhos incisivos do Presidente Cannon devem ser ponderados pelos membros da Igreja com todo o cuidado. A palavra de Deus exorta os seguidores de Cristo a serem de índole “pura, depois pacífica, mode- rada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia”. Para os que promovem a paz, “o fruto da justiça semeia-se na paz, para os quealgum, em meu coração, muito menos em minhas pala- exercitam a paz” (Tiago 3:17, 18).vras ou ações. Isso hoje me traz grande satisfação. O Temos escolha. Podemos procurar o que há de ruimpensamento que sempre me acompanhava era: Se eu nas pessoas ou promover a paz e empenhar-nos paracriticar, condenar ou julgar o irmão Brigham, até que oferecer aos outros a compreensão, a justiça e o per-ponto irei? Se eu começar, onde vou parar? Não confiava dão que tanto desejamos para nós mesmos. A escolha éem mim mesmo o bastante para enveredar por esse nossa; tudo o que buscarmos certamente acharemos. ◼caminho. Eu sabia que as pessoas que se entregavam a NOTAcríticas e julgamentos não raro caíam em apostasia. Já 1. George Q. Cannon, Diário, 17 de janeiro de 1878; ortografiaoutras, dotadas de mais força, sabedoria e experiência atualizada. Março de 2011 5
  • 9. JOVENS O Lado Bom de uma Mordida de Cachorro Tara Stringham N o meio do ano de 2009, fui mordida no rosto por um cachorro que era do meu amigo. Infelizmente, a mordida abriu meus lábios, e tive que levar pontos. sentia feliz naquele momento de tristeza. Logo percebi que as pessoas, ao pensarem em meu acidente, exerciam compaixão. Isso ajudou a formar meu caráter, e aprendi a não me Depois daquele acidente, entreguei-me ao desânimo. Per- preocupar tanto com o que os outros pensavam a meu res- miti que a adversidade dominasse meus pensamentos e senti peito. Também fui abençoada porque o acidente me ajudou que minha vida inteira estava arruinada. Fiquei complexada a perceber que eu devia pensar menos em mim mesma e por causa dos lábios e não queria ser vista em público. Tinha começar a me preocupar mais com os outros. Meu espírito se a impressão de que, devido ao ocorrido, meus projetos para fortaleceu muito naquele período. o piano, o voleibol, a Igreja, a natação e a escola tinham Aprendi que a adversidade faz parte do plano do Pai todos ido por água abaixo. Celestial para nós. Se procurarmos o que é bom e não o que Mas sempre que eu orava, recebia bênçãos do sacerdó- é ruim, podemos superar as provações e tornar-nos pessoas cio, conversava com meus pais ou era visitada por familiares melhores, permitindo que essas experiências pessoais fortale- e amigos, era como se levasse uma injeção de ânimo, e me çam nosso testemunho. CRIANÇAS Procure o que É Bom a Sua Volta É possível ver coisas boas a sua volta se você aprender a procurá-las. Uma maneira de apren- der a reconhecer as bênçãos é criar o hábito de Veja este desenho. Quantas coisas boas consegue achar? Reserve algum tempo hoje à noite para contar a enumerar, todas as noites, as coisas boas vistas um membro da família as coisas boas que viu em sua durante o dia. própria vida hoje. ILUSTRAÇÃO: ADAM KOFORD6 A Liahona
  • 10. M E N S AG E M DA S P R O F E S S O R A S V I S I TA N T E S Sob o Sacerdócio e Segundo Estude este material e, conforme julgar conveniente, discuta-o com as irmãs que você visitar. Use as pergun- o Padrão do Sacerdócio tas para ajudar no fortalecimento das irmãs e para fazer com que a Sociedade de Socorro seja parte ativa da vida delas. Fé • Família • Auxílio Q ueridas irmãs, como somos abençoadas! Somos membros não só da Igreja, mas também da Sociedade de Socorro — “a organização do Senhor O que Posso Fazer? De Nossa História Durante a construção do Templo de Nauvoo, um grupo de irmãs desejou organizar-se para para as mulheres”.1 A Sociedade de Socorro é uma 1. Como posso apoiar as obras. Eliza R. Snow elaborou estatu- ajudar as irmãs prova do amor de Deus por Suas filhas. tos para aquele novo grupo. Ao mostrá-los ao que visito a des- Não sentem o coração vibrar ao recordarem Profeta Joseph, ele respondeu: “Diga às irmãs frutar as bênçãos o fascinante início dessa sociedade? Em 17 de do trabalho que sua oferta foi aceita pelo Senhor e que Ele março de 1842, o Profeta Joseph Smith organizou sagrado da Socie- tem para elas algo melhor. (…) Organizarei as dade de Socorro? mulheres sob o sacerdócio, segundo o padrão as irmãs “sob o sacerdócio, segundo o padrão do do sacerdócio”.6 Pouco tempo depois, o Profeta sacerdócio”.2 2. O que farei disse à Sociedade de Socorro recém-organizada: O fato de serem organizadas “sob o sacerdó- este mês para “Agora, abro-lhes as portas em nome de Deus, e cio” proporcionou às irmãs autoridade e direção. aumentar minha capacidade de esta Sociedade se regozijará, e o conhecimento Eliza R. Snow, segunda presidente geral da Socie- e a inteligência aqui fluirão a partir de agora”.7 receber revelação dade de Socorro, ensinou que a Sociedade de pessoal? Esperava-se das irmãs que atingissem um novo Socorro “não pode existir sem o sacerdócio, pois patamar de santidade e se preparassem para as dele recebe toda a sua autoridade e influência”.3 O ordenanças do sacerdócio que logo seriam admi- Élder Dallin H. Oaks, do Quórum dos Doze Após- Das Escrituras nistradas no templo. tolos, explicou: “A autoridade a ser exercida pelas I Coríntios 11:11; NOTAS líderes e professoras da Sociedade de Socorro (…) Doutrina e 1. Spencer W. Kimball, “Relief Society—Its Promise and Potential”, Ensign, março de 1976, p. 4. era a autoridade decorrente de sua ligação institu- Convênios 25:3; 2. Joseph Smith, citado por Sarah Granger Kimball cional com A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos 121:36–46 em “Auto-biography”, Woman’s Exponent, 1º de setembro de 1883, p. 51. Últimos Dias e de sua designação individual pelas 3. Eliza R. Snow, “Female Relief Society”, Deseret News, mãos dos líderes do sacerdócio que as chamaram”.4 22 de abril de 1868, p. 81. O fato de estarem organizadas “segundo o 4. Dallin H. Oaks, “The Relief Society and the Church”, Ensign, maio de 1992, p. 36. padrão do sacerdócio” conferiu às irmãs responsa- 5. Julie B. Beck, “Sociedade de Socorro — Um Trabalho bilidades sagradas. Julie B. Beck, presidente geral Sagrado”, A Liahona, novembro de 2009, p. 110. 6. Joseph Smith, citado por Kimball em “Auto- da Sociedade de Socorro, ensinou: “Trabalhamos biography”, p. 51. à maneira do sacerdócio — isto é, buscamos e 7. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, p. 471. recebemos revelação e agimos sob inspiração; tomamos decisões em conselhos; e nos preocupa- Acesse www.reliefsociety.LDS.org para mais informações. mos com o cuidado das pessoas, individualmente. Temos o mesmo objetivo do sacerdócio: de nos preparar para as bênçãos da vida eterna, fazendo e cumprindo convênios. Portanto, assim como nossos irmãos portadores do sacerdócio, o nosso trabalho também é de salvação, de serviço e de santificação das pessoas”.5 Barbara Thompson, segunda conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro.ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: BRANDON FLINT Março de 2011 7
  • 11. Coisas Pequenas e Simples “É por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas” (Alma 37:6). HISTÓRIA DA IGREJA NO MUNDO NO CALENDÁRIO Países Baixos Reunião Geral das Moças N este mês, há 50 anos, foi organizada em Haia a primeira atende a cinco estacas e um distrito nos Países Baixos, na Bélgica e em T odas as jovens de doze a dezoito anos, as respectivas mães e as líderes das Moças estão estaca dos Países Baixos, a Estaca parte da França. convidadas a participar da reu- Holanda. Foi a primeira estaca da nião geral das Moças no dia 26 de Igreja de língua não inglesa. Cem março. O evento incluirá discursos anos antes, em agosto de 1861, proferidos por um membro da Paul Augustus Schettler e A. Wie- Primeira Presidência e pela pre- gers van der Woude tinham sido os sidência geral das Moças. O tema primeiros missionários a pregar o da reunião deste ano é “Cremos” evangelho na Holanda. No decorrer (Regras de Fé 1:13). dos 100 anos seguintes, mais de Onde for possível, as moças, as 14.000 pessoas foram batizadas respectivas mães e as líderes são nos Países Baixos, muitas das quais incentivadas a reunirem-se nas emigraram para os Estados Unidos. capelas para assistir à transmissão Hoje, quase 9.000 membros da via satélite. Consulte seu líder Igreja vivem nos Países Baixos. do sacerdócio ou o site www Em 8 de setembro de 2002, o Templo de Haia Países Baixos .broadcast.LDS.org para obter mais FOTOGRAFIA DO TEMPLO DE HAIA PAÍSES BAIXOS: CHARLES BAIRD © IRI; MAPA: THOMAS S. CHILD; FOTOGRAFIA DE AVIÃO Presidente Gordon B. Hinckley informações sobre horários e locais (1910–2008) dedicou o Templo de transmissão. de Haia Países Baixos, que GENTILMENTE CEDIDA PELO PRESIDENTE BOYD K. PACKER; OUTRAS FOTOGRAFIAS © GETTY IMAGES S O I X A Amsterdã B A IGREJA NOS PAÍSES BAIXOS Haia E S Número de membros 8.909 Missões 1, partilhada Í S Roterdã com a Bélgica P A Estacas 3 Alas e Ramos 33 Templos 18 A Liahona
  • 12. Até que Ponto Você ConheceNossos Líderes da Igreja?A conferência geral ocorrerá no pró- ximo mês, e entre os muitos oradoresestarão membros da Primeira Presidência consegue fazer a correspondência entre eles e certos acontecimentos ou outros detalhes da vida deles.e do Quórum dos Doze Apóstolos. Veja seA. Quando jovem, gostava de jogar vanbol, H. Jogava damas com o filho mais novo 1. Presidente Thomas S. Monson uma versão modificada de voleibol. quase todas as noites. Seu filho recorda:B. Este líder tem o mesmo nome que o “Ele jogava três partidas de damas. Deixa- pai e é conhecido entre os familiares e 2. Presidente Henry B. Eyring va-me ganhar uma, depois me derrotava amigos mais próximos como Hal. na seguinte e em seguida disputávamosC. Quando este apóstolo era diácono, seu 3. Presidente Dieter F. Uchtdorf uma partida para valer, em que qualquer pai, que era artista, levou-o ao Bosque um poderia vencer”. Sagrado. Ao voltarem para casa, o pai I. Serviu seu país como piloto na Segunda pintou um quadro do Bosque Sagrado 4. Presidente Boyd K. Packer Guerra Mundial com pouco mais de vinte para ele. Desde aquela época, este após- anos de idade. tolo mantém esse quadro pendurado em 5. Élder L. Tom Perry J. Para ganhar dinheiro para a sua sala como lem- faculdade, trabalhou num barco de brança daquela visita pescadores de ostras. Os colegas 6. Élder Russell M. Nelson especial. o ridicularizavam por se recusar aD. Quando ele tinha ingerir bebidas alcoólicas, até o dia cinco anos, sua 7. Élder Dallin H. Oaks em que um homem caiu no mar; família mudou-se este apóstolo, devido a seu compro- para uma fazenda 8. Élder M. Russell Ballard misso de abstinência, estava sóbrio que produzia laticínios e foi escolhido para resgatar o em Pocatello, Idaho, EUA. Lá cuidava de homem em apuros. coelhos, andava a cavalo e brincava nos 9. Élder Richard G. Scott K. Quando era estudante universitá- campos com os irmãos. rio, trabalhava como locutor de rádio.E. É o único membro da Primeira Presidên- 10. Élder Robert D. Hales L. Antes de ser chamado para o Quórum dos cia ou do Quórum dos Doze Apóstolos Doze Apóstolos, foi reitor da Faculdade que nasceu fora dos Estados Unidos. Ricks e ajudou a instituição na transição 11. Élder Jeffrey R. HollandF. Na escola secundária, foi presidente de para a Universidade Brigham Young– classe no último ano e gostava de partici- Idaho. par de debates. 12. Élder David A. Bednar M. Fez uma cirurgia de coração aberto noG. Atleta nato, destacou-se na escola no Presidente Spencer W. Kimball (1895– futebol americano, no basquetebol, 13. Élder Quentin L. Cook 1985) pouco tempo antes de o Presidente na corrida e no beisebol, Kimball tornar-se presidente da Igreja. sendo integrante de equi- N. O Élder Scott foi o presidente de missão pes de futebol ameri- 14. Élder D. Todd Christofferson deste apóstolo na Argentina. cano e basquetebol O. Antes de ser chamado como Autoridade em campeonatos 15. Élder Neil L. Andersen Geral, tal como seu pai, ele trabalhava no estaduais. ramo automobilístico. Para mais informações biográficas sobre K. 7; L. 12; M. 6; N. 14; O. 8 os líderes da Igreja, ver www.newsroom E. 3; F. 13; G. 11; H. 1; I. 4; J. 9; .LDS.org. Respostas: A. 5; B. 2; C. 10; D. 15; Março de 2011 9
  • 13. NOSSA CRENÇA DEUS REVELA A VERDADE A SEUS PROFETAS E A NÓS U m profeta é uma testemu- na Terra hoje. Os dois conselheiros nha especial de Jesus Cristo do Presidente Monson, o Presidente e presta testemunho de Sua Henry B. Eyring e o Presidente Die- divindade. Deus chama um profeta ter F. Uchtdorf, também são profetas. para ser Seu representante na Terra. Outros doze homens — o Quórum Um profeta ensina a verdade, inter- dos Doze Apóstolos — também são preta a palavra de Deus e segue todas chamados profetas. as orientações Dele para abençoar Como filhos de um Pai Celestial nossa vida. Quando um profeta fala amoroso, também podemos em nome de Deus, é como se Ele receber revelações Dele para estivesse falando (ver D&C 1:38). Há nossa vida pessoal. Embora profetas na Terra atualmente assim a revelação às vezes possa como havia no passado. vir por meio de visões, As revelações para toda a Igreja sonhos ou visitas de anjos, o são concedidas por meio do Presi- modo mais comum de Deus dente da Igreja de Jesus Cristo dos comunicar-Se conosco é Santos dos Últimos Dias, Thomas S. por meio dos sussurros do Monson. Ele é um profeta de Deus. Espírito Santo. Por meio da Quando os membros da Igreja falam revelação pessoal podemos do “profeta”, referem-se ao Presidente receber força e respostas da Igreja. Contudo, há outros profetas para nossas orações. Cde fato abertos, por estar na estarem “ omo somos gratos pelos céusTerra hoje o evangelho de Jesus Cristo e por estar a Igreja alicerçada sobre a rocha da revelação! Somos um povo abençoado com apóstolos e profetas na Terra hoje em dia.” Presidente Thomas S. Monson, “Comentários Finais”, A Liahona, novembro de 2009, pp. 109–110.10 A L i a h o n a
  • 14. Onde podemos ler ensi- 4. Todos os membros da namentos inspirados dos Primeira Presidência e do profetas modernos? 2. Uma mensagem do 3. “A Família: Proclamação Quórum dos Doze Após- 1. Doutrina e Convênios Presidente da Igreja ou de ao Mundo” e “O Cristo Vivo: tolos discursam a cada seis é um conjunto de reve- um de seus conselheiros é O Testemunho dos Apósto- meses na conferência geral lações concedidas aos publicada mensalmente na los” são declarações profé- da Igreja. Leia o texto ou profetas modernos. Pode revista A Liahona (disponí- ticas de verdades sobre a assista ao vídeo de seus ser encontrado on-line em vel em alguns idiomas em família e o Salvador. Ambas pronunciamentos em www www.scriptures.LDS.org. LDS.org). estão em LDS.org. .conference.LDS.org. 1. Jejue, pondere e ore 2. Leia as escrituras. Elas são 3. Vá à Igreja todos os 4. Guarde os mandamentos para receber orientação. um meio pelo qual o Pai domingos e, se possível, a fim de ser digno de rece- Celestial pode responder a frequente o templo. ber inspiração do Espírito nossas orações e dar-nos Santo. ◼ Como podemos orientação à medida que o receber revelação Espírito Santo nos ajuda a pessoal? compreender o que lemos. “Eis que eu te falarei em tua mente Para mais informações, ver Dallin H. Oaks, “Duas Linhas de Comunicação”, A Liahona, e em teu coração, pelo Espírito Santo novembro de 2010, p. 83; Princípios do que virá sobre ti e que habitará emILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: DAVID STOKER Evangelho, 2009, “Os Profetas de Deus”, pp. 39–44; e Sempre Fiéis, 2004, “Revelação”, teu coração. pp. 155–159. (…) Ora, eis que este é o espírito de revelação” (D&C 8:2–3). Março de 2011 11
  • 15. C L Á SS I CO S D O E VA N G EL H O Não Sejam Enganados Joseph Fielding Smith, o décimo presidente da Igreja, nasceu em 19 de julho de 1876. Foi ordenado apóstolo em 7 de abril de 1910 e apoiado como presidente da Igreja em 23 de janeiro de 1970. Neste discurso, proferido em 1953, o Presidente Smith ensinou aos jovens como não serem ludibriados pelas teorias falsas do mundo. Presidente Joseph Fielding Smith (1876–1972) V ivemos num mundo para adequá-las a essas teorias muito conturbado, e e ideias que, em sua essência, Enquanto falarei de modo bem estão desprovidas de Deus. algumas pes- direto: Vivemos num mundo Não podemos nos permitir soas estão que descartou Deus ou cami- essas coisas. (…) passagem. Usem-na como tema nha a passos largos para isso. “A luz brilha nas trevas e as — não há outro melhor — mas modificando Vivemos num mundo em que trevas não a compreendem; leiam a revelação inteira. Ou seus padrões ministros cristãos de várias contudo, dia virá em que com- melhor! Leiam o livro inteiro. para seguir denominações se deixaram preendereis até o próprio Deus, O Senhor ordenou na primeira os modismos influenciar pelas filosofias sendo vivificados nele e por ele. seção de Doutrina e Convê- do mundo, dos homens e, assim, por não Então sabereis que me vistes, nios, que constitui o prefácio precisamos terem o Espírito do Senhor, que eu sou e que sou a verda- desse livro, o prefácio do permanecer tentam modificar as escrituras, deira luz que está em vós e que Senhor: firmes nas ou o significado delas, a fim vós estais em mim; caso con- “Examinai estes mandamen- escrituras e de harmonizá-las com as fal- trário, não poderíeis prosperar” tos, porque são verdadeiros e nas verdades sas doutrinas tão difundidas (D&C 88:49–50). fiéis; e as profecias e as pro- reveladas do no mundo atual. Essas teorias Essa revelação é maravi- messas neles contidas serão estão em total conflito com a lhosa. Trata de inúmeras coisas todas cumpridas” (D&C 1:37). evangelho. revelação divina, mas pessoas de vital importância para todos “Examinai estes mandamentos.” atemorizadas e dominadas pela os membros da Igreja. Quantos Quão grande é nosso amor influência de falsas filosofias, de nós já leram a seção 88? pelo Senhor? Qual é o maior tentam modificar as doutrinas Não se contentem em ler essa de todos os mandamentos? O12 A L i a h o n a
  • 16. de hoje. Caso façam isso, caso Examinem tenham no coração a orienta- as escritu- ção do Espírito do Senhor que ras a fim de todo membro da Igreja tem não serem o direito de ter, a companhia enganados do Espírito Santo, vocês não pelas falsas serão desencaminhados pelas teorias e teorias dos homens, pois o práticas Espírito do Senhor lhes dirá tão genera- que são falsas, e vocês terão o espírito de discernimento para lizadas no compreenderem. (…) mundo de Caso entendam o evangelho hoje. de Jesus Cristo, ele os libertará. Se sua prática de softbol, volei- Senhor nos deu a resposta na e servi-Lo em nome de Jesus bol, basquetebol, corrida, dança seção 59 de Doutrina e Convê- Cristo. Ele ordenou que tomás- e outras formas de diversão nios, no tocante aos membros semos conhecimento dessas for desprovida do Espírito do da Igreja de Jesus Cristo dos verdades que nos foram revela- Senhor, não terá valor algum Santos dos Últimos Dias nesta das na dispensação da plenitude para vocês. Que tudo seja feito dispensação da plenitude dos dos tempos. em espírito de oração e fé. Acho tempos: Quantos de nós já fizeram que já é o caso — talvez então “Portanto dou-lhes [aos isso? Digo a vocês e, aliás, a eu nem precise dizê-lo — mas membros da Igreja] um manda- todos os membros da Igreja, que assim seja. Façam tudo com mento que diz assim: Amarás o que não permitam que seu os olhos fitos na glória de Deus Senhor teu Deus de todo o teu entendimento se baseie num e ensinemos de modo a edificarILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: FRANK HELMRICH coração, de todo o teu poder, único versículo [D&C 88:86, o e fortalecer a nós mesmos e A mente e força; e em nome de tema da Mutual deste ano], que Igreja de Jesus Cristo dos Santos Jesus Cristo servi-lo-ás” (D&C é um tema deveras excelente, dos Últimos Dias. ◼ 59:5). (…) mas examinem as escrituras a Extraído de “Entangle Not Yourselves in Assim, o primeiro de todos fim de não serem enganados Sin”, Improvement Era, setembro de 1953, pp. 646–647, 671–672, 674, 676–678; o os mandamentos é amar a pelas falsas teorias e práticas uso de iniciais maiúsculas e da pontuação Deus com toda a nossa alma tão generalizadas no mundo foi atualizado. Março de 2011 13
  • 17. Separados por uma Enchente, Unidos pela Oração Confinados em quartos, bloqueados por móveis e agarrados a galhos de árvores, os membros da família Torres fizeram a única coisa que poderia salvá-los. Melissa Merrill segundos, a água entrou pelas jane- de novo na casa. Achou Erick de pé ILUSTRAÇÕES: BJORN THORKELSON O Revistas da Igreja las. (A família soube depois que um sobre uma pilha de entulho: uma dia 25 de setembro de 2005 deslizamento de terra provocara a parede caída, alguns móveis, lixo começou como um domingo enchente repentina.) Aos gritos, o e vários galhos que a água tinha calmo e sossegado para irmão Torres orientou a família a empurrado contra uma porta fechada. Victor Manuel Torres Quiros, sua correr para o quintal, onde havia Juntos, foram até a cozinha, onde o mulher, Yamileth Monge Ureña, e a algumas árvores, e o terreno era mais irmão Torres colocou Erick num local família. Tinham voltado da Igreja e elevado. As três filhas adolescentes, alto e seguro. O irmão Torres desco- estavam descansando, lendo e desfru- Sofia, Korina e Monica, saíram de casa briu então que a água tinha enrolado tando uma tarde serena e chuvosa em imediatamente. um fio de náilon em suas pernas, casa, nas montanhas da Costa Rica. Mas a irmã Torres não conseguiu. o que dificultava seus movi- Vinha chovendo a maior parte do Assim, ela correu com Elizabeth, mentos. Mesmo assim, con- fim de semana, o que não era nada uma criança pequena que estava seguiu deslocar a geladeira e incomum para a região e a estação do aos cuidados da família naquele fim alguns móveis, o que impediu ano. Por volta das 17 horas, o irmão de semana, para o quarto. Rapida- que a porta se fechasse e o Torres observou que o nível do rio mente pularam na cama, que, por deixasse isolado com o filho. que passava perto da propriedade da incrível que pareça, estava boiando. Da cozinha, Erick e o irmão família tinha subido mais que o nor- Nenhuma delas tinha a menor ideia Torres conseguiam ver as meninas mal e estava chegando cada vez mais do paradeiro ou do estado dos no quintal, mas não sabiam como perto da casa. Com calma, alertou a outros. A pequena Elizabeth reconfor- estavam a irmã Torres e Elizabeth. família e, como precaução, começou tou a irmã Torres: “Não chore. Lembre O irmão Torres sugeriu que juntos com o filho Erick, de onze anos, a que nosso Deus nos ama”. Então pedissem ajuda ao Pai Celestial. colocar cobertores nas portas para começaram a orar. Enquanto isso, lá fora, no alto de impedir a entrada da água. O irmão Torres seguira suas filhas uma goiabeira, as meninas também Momentos depois, o rio trans- até o lado de fora quando percebeu estavam orando. Sofia, Korina e bordou a ponto de cobrir um metro que não sabia onde estava Erick. Monica viam a água invadir a casa. e meio da casa. Dentro de poucos Lutando contra a corrente, entrou Tudo indicava que14 A L i a h o n a
  • 18. Março de 2011 15
  • 19. era impossível alguém lá dentro sobreviver. ressalta que eles Preocupadas com a família e sentindo frio e “sentiam gratidão por medo, as meninas cantaram hinos e oraram terem visto as janelas juntas. do céu se abrirem” para “Pedimos ao Pai Celestial que fizesse a eles, tanto pelo fato de sua vida ter sido água baixar”, conta Sofia. “Sabíamos que preservada como em virtude das bênçãos precisávamos ter fé; caso contrário, o milagre que vieram depois. seria impossível. O momento mais feliz foi Muitas delas por causa da generosidade quando abrimos os olhos e vimos que o nível dos membros da Igreja de toda a Costa Rica. Já na quinta-feira a família estava recebendo Olhando do da água de fato baixara.” E continuou a baixar. Pouco depois, o pai camas e outros móveis, alimentos, roupas e quintal, onde saiu da casa para perguntar se elas estavam outros artigos de primeira necessidade envia- estavam as bem. Já tinha escurecido, por isso entramos dos por membros de várias estacas da região filhas da famí- em casa, achamos uma vela e, usando gaso- de San José. Quatro dias depois, a família lia Torres, pare- lina, fizemos uma tocha para mostrar aos achou outro lugar para morar. cia impossível vizinhos que estávamos lá. “Aprendemos que Deus mostra Seu amor que alguém Um vizinho viu a tocha e foi socorrê-los. por nós por intermédio de outras pessoas”, Ajudou as meninas a desceram das árvores conta a irmã Torres. “Foram muitas pessoas, dentro da casa e, com o irmão Torres, deslocou objetos que muitos irmãos que nos ajudaram naquele estivesse vivo. estavam obstruindo a porta do quarto onde momento. Sentimos muito amor. Não senti- Preocupadas e estavam a irmã Torres e Elizabeth. Naquela mos necessidade de perguntar: ‘Por que isso com medo, as noite, a família foi hospedada por um aconteceu justamente conosco?’ meninas can- parente. Foi um milagre termos todos sobrevivido”, taram hinos e Como estava escuro quando eles saíram, a declara o irmão Torres. “Certamente, a fé família Torres não tinha ideia do grau de des- que nossa família tem aumentou. Sei sem a oraram juntas. truição da casa. Segunda-feira pela manhã, menor dúvida que Deus vive e nos ama.” voltaram e constataram que tinham perdido A irmã Torres acrescenta: “Faz tempo que tudo. temos um lema na família: ‘Deus está até Contudo, não se queixaram. “Sabemos que nos mínimos detalhes de nossa vida’. Depois o Senhor dá e o Senhor tira”, disse o irmão do que nos aconteceu, temos plena certeza Torres (ver Jó 1:21). Embora a casa e os per- disso. O Pai Celestial nos conhece. Ele res- tences tivessem sido destruídos, a irmã Torres ponde a nossas orações.” ◼16 A L i a h o n a
  • 20. FA L A M O S D E C R I S TO PARA CURAR OS CONTRITOS DE CORAÇÃO Georges A. Bonnet N a década de 1990, meu emprego da Igreja levou nossa família para a África, onde recebi a designação de ajudar em projetos humanitários no Burundi, em Ruanda e na Somália. Isso aconteceu Todos nós pode- muitas vezes quando nos aproximávamos de um durante um período devastador de fome, mos ter a espe- barraco, os moradores nos pediam: “Podem orar brutalidade e guerra, e o sofrimento era rança segura conosco?” As pessoas pareciam achar felicidade e avassalador. paz ao dirigirem súplicas ao Senhor. de que, por Havia milhares de pessoas em campos de É claro que não devemos procurar os efeitos refugiados. Centenas de crianças órfãs viviam meio da Expia- da Expiação somente nesta vida. Eles também se em abrigos improvisados que elas mesmas ção de Cristo, manifestam na vindoura. Sei que há redenção para tinham construído. A cólera, a febre tifoide e nosso coração os mortos e ressurreição para todos por causa do a subnutrição estavam sempre presentes. O pode ser curado Salvador. A dor que sentimos nesta vida — por fétido odor da desolação e da morte aumenta- e ficar são. maior que seja — será removida e curada por vam o desespero. meio da Expiação. Senti-me compelido a oferecer toda a ajuda Mórmon e Morôni, que viveram em épocas de que pude dar. A Igreja trabalhava com o grande carnificina e morte, escreveram sobre a Comitê Internacional da Cruz Vermelha e outras organiza- importância de ancorarmos a esperança num Deus amo- ções, mas às vezes eu me perguntava se nosso empenho roso cuja misericórdia e justiça transcendem todo enten- estava fazendo qualquer diferença diante de tamanha dimento (ver, por exemplo, Morôni 7:41–42). O estudo atrocidade e tragédia. Era difícil não se deixar levar pelo dessas declarações proféticas reforçou minha própria desespero e o desânimo, e muitas vezes eu chorava ao me fé. Quando eu me questionava se nosso trabalho estava recolher à noite. tendo alguma repercussão, tive a certeza de que a graça Foi naquela época desalentadora que uma escritura do Salvador é o poder redentor supremo. Mesmo que conhecida assumiu uma dimensão ainda mais profunda demos o melhor de nós, nossos esforços são limitados, para mim. Citando Isaías, ela nos diz que o Salvador foi mas os Dele são infinitos e eternos. “ungido para curar os contritos de coração, proclamar Sem dúvidas, as condições do mundo podem criar mui- liberdade aos cativos e a abertura da prisão aos presos” tas formas de desespero, mas nenhuma foge ao alcanceÓ MEU PAI, DE SIMON DEWEY (D&C 138:42). da cura do Redentor. Todos nós podemos ter a esperança Eu vira muitas pessoas que estavam “contritas” da pior segura de que, por meio da Expiação de Cristo, nosso maneira possível e conversara com elas. Tinham perdido coração pode ser curado e ficar são. Com esse conheci- entes queridos, a casa e uma vida tranquila. Mas muitas mento, pude dar continuidade a meu trabalho, ciente de delas davam sinais de terem sido “curadas”. Por exemplo, que os esforços Dele sempre têm êxito. ◼ Março de 2011 17
  • 21. OO Salvador pode curar coraçõesmagoados, a incompreensão eo ódio, caso nos voltemos paraSua palavra e para a Expiação.E m agosto de 1978, recebi a designação de assistir a uma conferência de estaca emSeul, Coreia do Sul. Após a reuniãode liderança do sacerdócio, eu estavano corredor quando uma irmã decerca de 60 anos de idade sussurrou emjaponês em meu ouvido: “Não gosto dejaponeses”. Fiquei chocado e surpreso. Virei-mee respondi em japonês: “Lamento que asenhora sinta isso”. Fiquei curioso parasaber o que ela poderia ter passado navida para ter aqueles sentimentos. Quemal meu povo fizera ao dela? Em meu discurso na sessãonoturna da conferência daestaca, falei da Expiação doSalvador e de Seu grandesacrifício. Contei aosmembros daestaca a his-tória de Néfi
  • 22. Élder Yoshihiko Kikuchi Dos SetentaPoder de Cura e de como o Espírito do Senhor o Eles nos visitavam e meus irmãos e conduzira a uma montanha ele- eu também íamos à casa deles. Eu vada. Lá ele viu a árvore da vida, comia pratos da culinária coreana que seu pai, Leí, tinha visto, e viu e aprendi músicas coreanas. Minha também o menino Jesus (ver 1 Néfi tia casou-se com um maravilhoso 11:1–20). Então um anjo lhe per- homem coreano. Eles criaram os guntou se ele sabia o significado filhos no Japão, na mesma cidade da árvore que seu pai tinha visto. onde me criei. Néfi respondeu: “Sim, é o amor No meio de meu discurso, pedi de Deus, que se derrama no coração dos a alguém que tocasse piano enquanto eu filhos dos homens; é, portanto, a mais dese- cantava uma canção folclórica coreana com jável de todas as coisas”. O anjo acrescentou: o Presidente Ho Nam Rhee, o primeiro presi- “Sim, e a maior alegria para a alma” (1 Néfi dente de estaca da Coreia do Sul. Em seguida, 11:22–23). pedi ao Presidente Rhee que me ajudasse a O amor de Deus pode nos ajudar a superar cantar o hino nacional coreano, embora eu todo preconceito e incompreensão. Somos não o tivesse cantado desde a infância. Fazia verdadeiramente filhos de Deus e podemos muito tempo que eu aprendera o hino com levar Seu amor em nossa alma se assim o meu tio coreano, mas a letra me voltou à desejarmos. memória. Então pedi à congregação que can- Salvador, eu quero amar-te, tasse comigo. Todos se levantaram e cantaram Em tua senda quero andar, seu belo hino nacional. Muitos choraram, e Socorrer o irmão aflito, foi difícil para mim cantar. Reinou um espírito Minha força em ti buscar.1 doce e maravilhoso. Eu disse aos membros da estaca que, assim Não Me Entrego a Julgamentos como eu amava meus primos coreanos, tam- Sem ter planejado, comecei a falar de bém os amava, porque somos todos filhos de minha ligação com o povo coreano. Deus, porque somos todos irmãos no evange- Contei à congregação que eu fora lho, e por causa do amor de Deus (ver 1 Néfi criado com nove primos coreanos. 11:22, 25). Todos sentimos esse amor eterno, CRISTO, O CONSOLADOR, DE CARL HEINRICH BLOCH; CRISTO CURANDO UM CEGO, DE SAM LAWLOR Março de 2011 19
  • 23. e quase todos na congregação choraram. durante muito tempo alimentei ódio no Eu lhes disse: “Amo vocês como irmãos no coração”. Em seguida, ela disse: “Você evangelho”. nos contou que seu pai também foi morto Após o fim da sessão noturna, os mem- durante a guerra, mas depois você aceitou o bros da estaca fizeram uma longa fila para evangelho, o que mudou sua vida. E agora me cumprimentar. A última pessoa da fila era nos diz que nos ama. Estou com vergonha aquela irmã coreana de 60 anos, que veio de mim mesma. Embora eu tenha nascido falar comigo com lágrimas nos olhos e pediu na Igreja, senti ódio por seu povo até SER VERDADEIROS perdão. O Espírito do Senhor estava forte. hoje. Mas sua mensagem mudou DISCÍPULOS As asas curadoras do Salvador transportaram meu modo de pensar”. “Foi-me dito que todos nós, e o espírito da paz falou à con- Tive diversas experiên- às vezes se ouvem gregação. Senti-me como um deles. cias parecidas e conheci comentários e insul- muitas pessoas; e, graças ao tos racistas em nosso Não me entrego a julgamentos, meio. Lembro a vocês evangelho, podemos amar Imperfeito sou também que nenhuma pessoa e compreender uns aos Nos recônditos da alma, que faça comentários outros. Dores há que não se veem. depreciativos a res- peito de outras raças Sua Mensagem Mudou Todo o Meu Sentimento de Culpa Se Foi pode considerar-se um Meu Modo de Pensar Alguns anos depois, num serão realizado verdadeiro discípulo de Fui chamado membro dos Setenta em após uma visita a Adão-ondi-Amã, o super- Cristo; nem tampouco 1977. Desde aquela época, tive o privilégio visor dos missionários de serviço da área pode achar que está de visitar centenas de estacas. Ao fim de pediu-me que relatasse a história de minha agindo de acordo com uma reunião de liderança do sacerdócio conversão. Atendi ao pedido e agradeci os ensinamentos da em Taylorsville, Utah, um homem corpu- aos casais presentes por terem preparado Igreja de Cristo. (…) lento aproximou-se de mim e sussurrou que os filhos para servir missão e, Somos membros da seu irmão fora morto na Segunda Guerra por assim dizer, terem-nos Igreja de nosso Senhor. Mundial e que por isso ele odiava o povo enviado à minha porta. Temos uma obrigação japonês. Contudo, depois da conferência, o Ao apertar a mão dos para com Ele assim mesmo homem me procurou com lágrimas irmãos e preparar-me como para com nós mesmos e para com os nos olhos. Chorando de alegria, deu-me um para ir embora, o supervi- outros.” abraço, porque contei a história de minha sor pronunciou-se. “Antes de conversão e declarei meu amor pela América, encerrarmos esta reunião”, disse Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008), “A Necessidade e isso o emocionou. ele, “tenho uma confissão pes- de Mais Bondade”, A Liahona, maio de 2006, p. 58. Em outra ocasião, numa conferência de soal a fazer”. Não me lembro estaca em Geórgia, EUA, uma irmã veio das palavras exatas, mas ele contar-me que perdera o pai na Segunda disse, em essência: Guerra Mundial. Mas depois da reunião, “Como sabem, servi meu país ela me disse: “Preciso pedir-lhe desculpas. como fuzileiro naval dos Estados Como meu pai foi morto por japoneses, Unidos quando jovem. Em minhas20 A L i a h o n a DETALHE DE MOISÉS E A SERPENTE DE METAL, DE SÉBASTIEN BOURDON; ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA DE DAVID STOKER
  • 24. atividades, matei muitos soldados japoneses.Eu acreditava ter servido fielmente ao meupaís, mas por muitos anos, sempre que viaorientais, particularmente japoneses, sen-tia-me profundamente deprimido. Às vezesnem conseguia realizar as atividades cotidia-nas. Conversei com autoridades da Igreja efalei de meus sentimentos com terapeutasprofissionais. “Hoje, quando vi o Élder e a irmã Kikuchie o filho deles, algumas lembranças vieramà tona. Mas depois ouvi o Élder Kikuchi Ele nos cura exata-prestar testemunho, contar a história de sua mente como curou osconversão e falar de seu amor pelo Senhor, israelitas das mordi-pelo evangelho e por todos nós. Ele contou das de serpente. É aque antes odiava os americanos e os solda- “agradável palavrados americanos, mas o evangelho transfor- de Deus, (…) quemara sua vida por meio do poder de cura cura a alma ferida”do Senhor. Ao ouvir isso, parecia que eu e é “pelas suas pisa-escutava também a voz do Senhor dizendo: duras [que] fomos‘Acabou. Tudo está bem’.” sarados”. Ele estendeu as mãos, ergueu-as e disse,com lágrimas nos olhos: “Todo o meusentimento de culpa se foi. Meu fardo foiretirado!” Ele foi até onde eu estava e me abraçou.Em seguida, minha mulher e a dele se apro-ximaram e todos nos abraçamos e choramos. Aprendi que o Salvador pode curar cora-ções magoados, a incompreensão e o ódio, caso nos voltemos para Sua palavra e para a Expiação. Ele nos cura exatamente como curou os israelitas das mordidas de serpente (ver Números 21:8–9;1 Néfi 17:41; Alma 33:19–21). É a “agradá-vel palavra de Deus, (…) que cura a almaferida” ( Jacó 2:8), e é “pelas suas pisaduras[que] fomos sarados” (Isaías 53:5; ver tam-bém Mosias 14:5). Março de 2011 21
  • 25. Cuidarei do irmão que sofre, Em seguida, disse uma coisa um tanto presun- Sua dor consolarei çosa: “Se eu for curado, quero retribuir-Lhe”. E ao fraco e ferido Na época em que eu morava na casa de Meu auxílio estenderei. meu tio, dois estrangeiros bateram à porta certa noite. Eram missionários da Igreja de Vou Dar-lhes Dez Minutos Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Um Nasci numa pequena comunidade na ilha deles, o Élder Law, que era o missionário de Hokkaido, no norte do Japão. Quando eu sênior, tinha sido criado numa fazenda em St. AMAI-VOS UNS tinha cinco anos de idade, meu pai foi morto Anthony, Idaho, EUA; o outro, o Élder Porter, AOS OUTROS por um ataque de um submarino americano. vinha de Salt Lake City. Fazia frio, chovia e já “Madre Tereza, a Quando criança, sentia rancor contra os ame- quase havia anoitecido, e eles estavam prestes freira católica que tra- ricanos. Cresci assim, sem saber exatamente o a ir para casa. Mas por algum motivo persisti- balhou a maior parte que provocara a guerra. ram e continuaram fazendo contatos porta a da vida com os pobres na Índia, expressou Quando terminei o ensino fundamental, porta. esta profunda ver- minha família era pobre. Minha mãe não tinha Quando chegaram a minha casa, eu estava dade: ‘Se você julgar condições de mandar-me para o curso médio, sozinho. Abri a porta e disse logo: “Não, as pessoas, não terá por isso decidi trabalhar a fim de poder con- obrigado”. tempo de amá-las’. O tinuar a estudar. Não havia trabalho em nossa Os rapazes foram humildes e persisten- Salvador admoestou- cidadezinha, mas achei um emprego para tes, mas repeti: “Não, obrigado”. Em seguida, nos: ‘O meu manda- produzir tofu (queijo de soja) a nove horas de acrescentei: “Vocês mataram meu pai”. Eu mento é este: Que vos distância de casa, em Muroran, onde minha ainda guardava rancor. ameis uns aos outros, mãe se criara. Sem se deixar abater, o élder assim como eu vos Todos os dias em Muroran eu me levan- de Idaho perguntou minha idade. amei’. Pergunto-lhes: tava antes das 4h30, fazia tofu até o meio- Eu disse: “O que minha idade Podemos amar-nos dia e depois fazia entregas em várias lojas tem a ver com isso? Por favor, uns aos outros, como até as 18 horas. Depois do trabalho, tomava vão embora”. o Salvador determi- banho, trocava de roupa e corria para a Ele replicou: “Quero contar- nou, se julgarmos escola noturna. Voltava para casa por volta lhe a história de um menino uns aos outros? E das 22h30 e pulava na cama às 23 horas. Por de sua idade que viu seu Pai respondo — ecoando causa da rotina exaustiva, logo perdi toda a Celestial e seu Salvador, Jesus Madre Tereza: ‘Não, não podemos’.” energia e adoeci. Cristo. Queremos relatar essa Eu morava na casa de um comerciante de história”. Presidente Thomas S. Monson, “A Caridade Nunca tofu, mas pedi demissão e fui morar com meu Retruquei: “Vou dar-lhes Falha”, A Liahona, novembro de 2010, p. 122. tio para poder terminar meu primeiro ano do dez minutos”. curso médio. Mesmo tomando remédios, con- Aqueles dez minutos toca- tinuava doente. Não sabia mais o que fazer. ram profundamente meu Fiquei desesperado e achei que estava mor- coração e mudaram minha rendo. Orei com fervor, dizendo: “Se houver vida. A história contada um Deus, abençoa-me para eu me recuperar”. pelos missionários era22 A L i a h o n a DETALHE DE A CRUCIFICAÇÃO, DE CARL HEINRICH BLOCH, USADO COM PERMISSÃO DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL DO CASTELO DE FREDERIKSBORG, EM HILLERØD, DINAMARCA; ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA DE DAVID STOKER
  • 26. profunda e bela. Aprendi que eu era um filhode Deus e que estivera com Ele. Os missio-nários vinham todos os dias, pois eu estavaenfermo. Durante nossos encontros, os missionáriosme ensinaram o belo evangelho da Restau-ração. O evangelho me deu esperança evontade de viver. Algumas semanas depoisde os missionários baterem à minha porta,fui batizado. Quero amar meu semelhante, O poder de cura de Como tu amaste a mim Deus é magnífico, Dá-me forças, ó meu Mestre, Para ser teu servo enfim. profundo e belo. Quero amar meu semelhante Agradeço a Ele por Sim, eu te seguirei. Sua misericórdia, Seu amor e Sua mila- O poder de cura de Deus é magnífico, grosa cura celeste.profundo e belo. Agradeço a Ele por Suamisericórdia, Seu amor e Sua milagrosa curaceleste. Agradeço a Ele pela realidade daExpiação do Salvador, que, por Sua Graça,“provê o poder de limpar os pecados, decurar e de conceder vida eterna”.2 Testifico que as palavras de Alma paraZeezrom no Livro de Mórmon são verdadei- ras: “Se crês na redenção de Cristo, podes ser curado” (Alma 15:8). ◼ NOTAS 1. “Sim, Eu Te Seguirei”, Hinos, nº 134. 2. L. Tom Perry, “Trazei Almas a Mim”, A Liahona, maio de 2009, p. 109. Março de 2011 23
  • 27. UMA GRANDE Comunidade de Santos O s membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estão espalhados por vários países, desempenham as mais variadas profissões e os mais diversos chamados e enfrentam muitos desafios diferentes. Mas o Salvador e Seu evangelho trazem soluções para nossos problemas, unem-nos em amor e propósitos comuns e unificam- nos como comunidade mundial. Quer nos reunamos com treze pessoas num pequeno ramo da Ucrânia ou com 200 numa ala do México, fazemos parte de algo muito maior. A fé no Salvador que nos une faz literalmente com que não sejamos mais “estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus” (Efésios 2:19). Ao travarem conhecimento com alguns de seus vizinhos de todo o mundo neste artigo (e em cada edição da revista A Liahona), esperamos que cheguem à certeza de que o evangelho de Jesus Cristo oferece tudo aquilo de que precisamos para enfrentar nossos próprios desafios.24 A L i a h o n a
  • 28. Vi‘iga Faatoia, Samoa Lucia Leonardo, Guatemala 60 anos 23 anos Prefeito Estudante Primeiro conselheiro no bispado Segunda conselheira na presidência das Moças O tsunami que atingiu Samoa em setembro de 2009 levou meu neto e o filho de minha irmã. Perdi minha casa, dois carros e quase tudo o que tinha. Quase todos O s problemas que enfrento são os mes- mos vividos por todos da minha idade. O que devo fazer da vida? O que devo estu- os habitantes de nosso povoado estão de mudança para dar? Com quem devo me casar? Como lidar as colinas, para não passarem de novo pela mesma com a pressão exercida por amigos não situação. membros para que eu rebaixe meus padrões? Sei que Deus ama os sobreviventes porque, Às vezes é fácil sentir desânimo, tristeza ou por meio da Igreja, Ele nos deu novas apreensão. casas, alimentos e água. Sei que ama O evangelho tem guiado minha vida em os que não sobreviveram porque, todos os aspectos. Embora eu ainda precise por meio de Seu poder, pode- ajustar alguns detalhes, sei o que quero e sei mos estar juntos de novo. para onde vou por causa do evangelho. Sou Fomos abençoados. grata por isso. Isso me deixa feliz. Ajuda-me a permanecer firme e auxiliar os outros, pois sei que quando preciso de ajuda posso orar ao Pai Celestial. Valerina M., Utah, EUA 10 anos S er a irmã mais velha nem sempre é fácil. Às vezes é frustrante. Mas aprendi a ser uma boa amiga de minha irmã e de meu irmão mais novos ao observar minha mãe e o relacionamento que ela tem com suas irmãs. Ela me ensina a dar um exemplo cristão para as pessoas a nossa volta. Posso fazer essas coisas para mostrar o quanto sou grata pelo amor do Pai Celestial e de Jesus Cristo, assim como pelo amor de minha mãe e de meu pai.ILUSTRAÇÕES: STEVE KROPP Março de 2011 25
  • 29. Elizabeth Kangethe, Harrison Lumbama, Zâmbia Quênia 46 anos 27 anos Líder numa organização huma- Jornalista freelancer nitária não governamental Presidente da Sociedade Presidente de distrito de Socorro da ala A ntes de conhecer o evangelho, meu mundo era sombrio. Eu tinha dificul- dade para perdoar e guardava rancor contra A luta pela sobrevivência tem sido uma das maiores provações de minha vida. O custo de vida é alto em relação a minha qualquer pessoa que me tivesse ofendido. renda. Todos os dias, fico preocupado com a Estava desiludida com o casamento, ao ver a data de vencimento do aluguel, a comida que minha volta maridos alcoólatras e mulheres está acabando, os gastos escolares dos filhos agredidas. e assim por diante. Aceitar o evangelho de Jesus Cristo me O evangelho que agora conheço me aju- transformou. Era maravilhoso ir à Igreja e dou muito a manter minha sanidade men- ver famílias reunidas para aprender sobre o tal, a despeito dos desafios. Ao guardar os amor, o respeito mútuo e a compreensão. mandamentos e meus convênios, de alguma Surpreendi a mim mesma abandonando tra- forma as coisas parecem suportáveis. Por dições que destoavam do evangelho. guardarmos a lei do dízimo, o Pai Celestial Senti-me compelida a fazer as pazes com vem nos abençoando para que nunca pas- uma pessoa que eu considerava inimiga. semos fome e, por Sua graça, conseguimos Agora mantemos contato frequente. Conheci transpor os obstáculos da vida. O evangelho um ex-missionário maravilhoso e em breve tornou-se um precioso bálsamo para os peri- me casarei no templo. gos da vida. Dá-nos esperança de um futuro Estou convencida de que estou no lugar melhor, se formos obedientes e fiéis. certo. O amor e a preocupação que os mem- Em todas as provações que enfrentei, o bros têm uns pelos outros me ajudam a me evangelho sempre me trouxe respostas. Sem sentir parte do grupo. Minha vida tornou-se ele, minha vida careceria totalmente de rumo mais significativa. Sei que é essencial per- e propósito. manecer fiel até o fim evitando olhar para trás e pensar na escuridão e no remorso do passado.26 A L i a h o n a
  • 30. Varvara Bak, Rússia, Chhoeun Monirac, Camboja 25 anos 18 anos Estudante Primeiro conselheiro na Professora do Seminário presidência dos Rapazes, professor do SeminárioQ uero ser mais cristã. Não que eu queira ser perfeita, mas quero me lembrarde quem sou e ser melhor hoje do que T odos passamos por problemas inespe- rados na vida. Depois que nossa família voltou da viagem ao Templo de Hong Kongfui ontem. Isso pode ser difícil, vendo os China, onde fomos selados, e logo antes dapadrões do mundo tão baixos. Seria fácil partida de uma de minhas irmãs para a mis-tropeçar. são de tempo integral, meu irmão e minha Mas, de certo modo, não é tão difícil man- irmã mais velhos perderam o emprego, e oter os padrões da Igreja. Acho que as pessoas salário de meu pai foi reduzido pela metade.gostam de quem tem padrões elevados. Foi um período difícil para nossa famíliaSempre admirei quem não fuma nem bebe de onze pessoas que morava numa casae tem boa moral. Quando conheci a Igreja, pequena, mas nos apegamos às promessaseu já vivia muitos padrões do evangelho e, feitas no templo.por guardar esses mandamentos, recebi um Naquela ocasião, o Espírito Santo fez-metestemunho deles muito rapidamente. recordar uma escritura: “Mas antes de buscar- des riquezas, buscai o reino de Deus” ( Jacó 2:18). Isso me trouxe esperança. Eu confiava em Deus e sabia que Ele abençoaria a mim e a minha família. Algum tempo depois, meu irmão e minha irmã acharam novos empregos que hoje garantem o sustento da família, e fui cha- mado para várias entrevistas promissoras. Foi um milagre que aumentou nossa fé em Cristo. Sei que o Senhor nos ama e nos conhece. Ele sabe de nossas necessidades. Se guardarmos Seus mandamentos, prosperare- mos na terra (ver Mosias 2:22). ◼
  • 31. Sociedade “A CARIDADE NUNCA FALHA”: UMA CONVERSA A RESPEITO DA de Socorro O Élder Jeffrey R. Holland, do Quórum dos Doze Apóstolos, e sua esposa, Patricia T. Holland, fazem reflexões sobre o papel da Sociedade de Socorro. “ N ão consigo imaginar a vida sem a Sociedade de recebem graças ao trabalho conjunto dos líderes do sacer- Socorro”, diz Patricia T. Holland, numa entrevista dócio e da Sociedade de Socorro. concedida a uma equipe das revistas da Igreja, sobre a importância da Sociedade de Socorro. “É porque Qual é o papel da Sociedade de Socorro não consigo imaginar a vida sem o evangelho, e aqui na no fortalecimento da fé e da família? Sociedade de Socorro, pessoalmente, aprendi muito sobre Irmã Holland: A Sociedade de Socorro é hoje mais o evangelho.” necessária do que nunca por causa dos desafios que enfren- Tanto a irmã Holland quanto seu marido, o Élder tamos no mundo atual. As mulheres da Igreja têm maior Jeffrey R. Holland, reconhecem o poder do evangelho em necessidade de serem justas, de viverem em sintonia com sua vida. Também são gratos pela influência da Sociedade o Espírito e de serem fiéis. E as mulheres também precisam de Socorro na edificação de um lar forte. “A Sociedade de umas das outras, a fim de manterem e susterem sua fé. Socorro sempre foi um esteio para a Igreja”, diz o Élder Élder Holland: O que a Sociedade de Socorro faz é aju- Holland. “Sempre ajudou a suprir necessidades em cada dar a ensinar o evangelho de modo singularmente eficaz, fase do desenvolvimento da Igreja. Hoje sua contribuição com a especial voz feminina. A Sociedade de Socorro é torna-se ainda mais crucial por causa dos tempos difíceis um dos instrumentos que leva as doutrinas e os valores do em que vivemos. Não é apenas um programa. É o evan- evangelho à vida das mulheres. Recordemos, porém, que gelho — o evangelho em ação na vida de nossas extraor- os princípios do evangelho não se restringem aos homens dinárias mulheres. Em circunstâncias difíceis, percebemos ou às mulheres. O amor, a caridade e a compaixão, bem que ela oferece às irmãs, e portanto para a Igreja inteira, como a força, a liderança e a determinação são todas exatamente aquilo de que precisamos no momento.” virtudes do evangelho. Todos devemos cultivar o maior O Élder e a irmã Holland fazem reflexões sobre a número possível dessas qualidades, quer sejamos homens Sociedade de Socorro e a força que famílias, alas e ramos ou mulheres.28 A L i a h o n a
  • 32. Cada um de nós que trilha o caminho do evangelho é elas. Eu tinha vontade de ser como elas. Elas me contavam uma pessoa — um filho ou uma filha de Deus. Individual- histórias de minha bisavó Elizabeth Schmutz Barlocker, que mente, como membros, devemos ser resolutamente firmes. serviu como presidente da Sociedade de Socorro durante 40 Nenhuma organização pode ser mais forte que seus inte- anos. Ela dava tudo o que tinha, até mesmo seus próprios grantes e nenhum lar mais forte que seu alicerce. alimentos e roupas, às irmãs no evangelho. Tinha fé em Irmã Holland: Quando penso em todas as bên- Deus e sabia que Ele a protegeria e abençoaria nesse ser- çãos que nós, santos dos últimos dias, desfrutamos no viço, como de fato o fez. O exemplo daquelas três mulheres templo, em nossa ala ou nosso ramo, no casamento e e de seu serviço na Sociedade de Socorro ainda hoje me na família, percebo que tudo isso depende de como serve de inspiração. o sacerdócio e a Sociedade de Socorro — homens e Élder Holland: Nunca frequentei a Sociedade de Socorro, mulheres — trabalham juntos no lar e mas minha criação e minha vida foram na Igreja. moldadas por ela. Minha mãe serviu na “Devido aos desafios enfrentados pelas mulhe- res e famílias, nenhuma outra organização do mundo será mais útil no futuro do que a Sociedade de Socorro.” Patricia T. Holland Élder Holland: Ao saírem da Sociedade presidência da Sociedade de Socorro deÀ ESQUERDA: FOTOGRAFIA DE WELDEN C. ANDERSEN © IRI; ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: MATTHEW REIER E CRAIG DIMOND de Socorro todas as semanas, as mulhe- nossa ala na maior parte de minha adoles- res contam o que aprenderam ao marido cência. Foi algo excelente para um rapaz e aos filhos, em casa. Da mesma forma, minha mulher e acompanhar. Certamente essas bênçãos podem nos advir minhas filhas foram abençoadas ao longo dos anos pelos de nossos antepassados e abençoar nossos filhos e netos. ensinamentos do sacerdócio que eu e meus filhos recebe- Mas meu testemunho da Sociedade de Socorro também mos e partilhamos. se deve a minha mulher. Tenho orgulho de ser casado com Irmã Holland: Acho que podemos dizer que, devido aos uma ex-presidente da Sociedade de Socorro. Fui aben- desafios enfrentados pelas mulheres e famílias, nenhuma çoado diretamente por causa de sua devoção. Quando me outra organização do mundo será mais útil no futuro do que casei com Patricia Terry, eu sabia que tipo de mulher ela a Sociedade de Socorro. Precisamos mobilizar as mulheres era, pois já a vira a serviço do Senhor. Ela aceitara servir e da Igreja em seu chamado como líderes e “capitãs” do bem- assumira plenamente sua responsabilidade no reino. Para estar dos filhos, principalmente agora que presenciamos a mim, ela era fenomenal. Agora esses valores e essas virtu- desintegração de tantas famílias. Precisamos marchar juntos, des abençoam nosso casamento e nossos filhos. E então, a de mãos dadas, a fim de realizar o trabalho que é necessário. Sociedade de Socorro me abençoou? Claro que sim! Como a Sociedade de Socorro fortaleceu Como os líderes do sacerdócio e das auxiliares podem vocês e sua família? trabalhar juntos para fortalecer a ala ou o ramo? Irmã Holland: A influência que a Sociedade de Socorro Irmã Holland: A Sociedade de Socorro foi organizada teve em minha vida começou antes mesmo de meu nasci- segundo o modelo do sacerdócio. Isso mostra um belo mento, pois minha mãe e minha avó serviram na Sociedade paralelo entre o sacerdócio e a Sociedade de Socorro, e de Socorro. Quando eu era criança, aprendi muito com reforça a ideia de que os homens e as mulheres fortalecem Março de 2011 29
  • 33. a retidão existente nos dois grupos. Os homens precisam inteira, não só dos membros individualmente. Esse é um das bênçãos das mulheres, e as mulheres precisam das recurso excelente que pode ser de grande utilidade no bênçãos dos homens. Aprendemos isso de modo mar- conselho da ala. cante no templo. As alas e os ramos serão mais fortes se os líderes do sacerdócio e das auxiliares trabalharem Como a Sociedade de Socorro pode ajudar a Igreja juntos. Testemunhamos o poder das reuniões de conselho a enfrentar os desafios do século XXI? de ala em todos os lugares em que moramos. Élder Holland: A crise econômica atual que atinge o Os homens e as mulheres são todos membros do corpo planeta inteiro redefiniu financeiramente a face do mundo. de Cristo, e como isso é grandioso! No entanto, o ensino dos princípios de Aprendemos nas escrituras: “Se não sois solidariedade e frugalidade sempre fez um, não sois meus” (D&C 38:27). Apren- “As mesmas habilidades parte da Sociedade de Socorro. O mundo demos também: “O olho não pode dizer e ideias defendidas pela talvez ache antiquado fazer conservas Sociedade de Socorro desde o início contêm muitas respostas para os desa- fios que hoje enfrentamos no mundo. ‘A Caridade Nunca Falha’ é um estan- darte ao redor do qual toda a família humana à mão: Não tenho necessidade de ti; de frutas ou confeccionar colchas em nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho pode se unir.” pleno século XXI. Contudo, neste exato necessidade de vós” (I Coríntios 12:21). Élder Jeffrey R. Holland momento há pessoas com fome e frio. Élder Holland: Por conta dos comple- Para elas, um pouco de fruta em conserva xos problemas da atualidade, os líderes e um cobertor quente são literalmente da ala e do ramo precisam trabalhar em conjunto. O bispo dádivas divinas. O viver previdente nunca sairá de moda. é quem possui as chaves do sacerdócio para dirigir a ala. Não se trata de um retrocesso ao século XIX, mas, sim, do A reunião de conselho da ala ou do ramo é a ocasião caminho que precisamos seguir ao longo do século XXI. em que se faz a coordenação necessária. Quanto melhor As mesmas habilidades e ideias defendidas pela Sociedade trabalhar o conselho, melhor funcionará a Igreja. Isso se de Socorro desde o início contêm muitas respostas para os aplica a todas as alas e ramos. desafios que hoje enfrentamos no mundo. O bispo pode usar a reunião de conselho da ala como “A Caridade Nunca Falha” é um estandarte ao redor do uma oportunidade para que ele e os demais líderes ana- qual toda a família humana pode se unir. Não é um pro- lisem as necessidades da unidade. Há membros que pre- grama — é um apelo eloquente do evangelho para todos cisem de ajuda de bem-estar material? Há algum rapaz (ver I Coríntios 14:8–10). O evangelho nunca falhará, por- se preparando para a missão? Há casais que se preparam tanto o lema “A Caridade Nunca Falha” é muito adequado para ir ao templo? O que o conselho da ala pode fazer para a Sociedade de Socorro (ver I Coríntios 13:8). Isso para ajudar? realça o fato de que os homens e as mulheres da Igreja Lembrem que as preocupações de uma mãe são indis- trabalham para atingir a mesma meta — empenham-se em sociáveis das necessidades dos filhos e do marido. Por tornar-se discípulos de Cristo. meio das professoras visitantes, a presidente da Socie- E se soprarem os ventos, que soprem. Se vierem tem- dade de Socorro toma ciência das necessidades da família pestades, que venham. O evangelho é sempre a resposta,30 A L i a h o n a
  • 34. seja qual for a pergunta. Ele sempre amar-nos uns aos outros. Jesus Cristo éprevalecerá. Estamos edificados sobre a a luz que nunca falha — a luz resplan-rocha que é Jesus Cristo, e é Seu evan- CONSELHOS DE ALA: decente que atravessa as trevas.gelho sólido e imutável que nos susterá ONDE OS LÍDERES Élder Holland: Mateus 7:16 diz:nos momentos difíceis. TRABALHAM JUNTOS “Por seus frutos os conhecereis”. Um O “ conselhosecretário da ala, o Irmã Holland: Creio que há no da ala inclui o bis- exemplo disso: Mesmo quando eramcoração das mulheres o desejo de pado, o pequenos, nossos filhos reconheciamservir aos necessitados, quer elas sejam secretário executivo da ala, o líder a dedicação da mãe ao evangelho e ojovens ou idosas, casadas ou solteiras. A de grupo de sumos sacerdotes, o papel que as mulheres desempenhamSociedade de Socorro lhes proporciona presidente do quórum de élderes, nele. Eles frequentemente a acompa-a oportunidade perfeita de servir, pois o líder da missão da ala, a presi- nhavam enquanto ela servia às irmãssempre há pessoas em dificuldades. dente da Sociedade de Socorro, a da Sociedade de Socorro. Às vezesDa mesma forma, todas as mulheres das Moças e a da Primária e o pre- eles tinham que orar para o motor deprecisarão, em um momento ou outro, sidente dos Rapazes e o da Escola nosso carro velho pegar. Eles a viamque alguém lhes preste algum serviço. Dominical. (…) vestida com um velho casaco enfren-“A Caridade Nunca Falha” é certamente Os membros do conselho são tando a neve para cuidar das irmãsum princípio eterno que traz consigo incentivados a expressar-se com da Sociedade de Socorro na Novauma mensagem vigorosa que pode sinceridade. (…) Tanto homens Inglaterra. Eram bem pequenos, masservir de guia para a vida de todos. quanto mulheres devem sentir que nunca se esqueceram disso. Viram Élder Holland: Vale lembrar que o seus comentários são valorizados o sacrifício e a fidelidade da mãe, eserviço prestado pela Sociedade de como participantes plenos. (…) o resultado é que nossa filha é umaSocorro não se restringe ao auxílio dis- O ponto de vista das mulheres mulher da Igreja profundamente com-pensado aos membros da Igreja. Todos às vezes é diferente do ponto de prometida com o serviço, e nossostentam cuidar dos seus, mas a grande vista dos homens e acrescenta uma filhos homens têm enorme respeito eirmandade da Sociedade de Socorro — perspectiva essencial. (…) admiração pelo comprometimento ee especificamente o serviço de soli- As reuniões do conselho da ala pela dedicação de nossas noras. Gra-dariedade — não conhece fronteiras. devem enfocar os assuntos que ças ao exemplo da mãe, nossos filhosIsso nos ajuda a travar contato com a fortalecerão as pessoas e famí- compreendem claramente o papelfamília vizinha que não é membro da lias” (Manual 2: Administração da crucial e sublime das mulheres na vidaIgreja, a participar de uma atividade Igreja, 2010, 4.4; 4.6.1). deles e no reino de Deus.de ajuda a uma escola da periferia ou Da mesma forma, outras pessoasa ajudar nosso bairro e nossa comuni- se espelharão nos “frutos” da vidadade a se manterem limpos e seguros. dos membros da Igreja — os frutos resultantes de nosso empenho emQue papel a Sociedade de Socorro desempenhará tornar-nos discípulos do Deus vivo. Esse é o esplendorno futuro? que nunca pode ser obscurecido. O futuro da Sociedade Irmã Holland: É óbvio que a Sociedade de Socorro terá de Socorro é brilhante porque o evangelho também o é. Aum papel essencial no futuro. Quanto mais o mundo se luz do reino de Deus nunca se extinguirá. E à medida quecobrir de trevas, mais brilhante será a luz do evangelho. aumentarem as necessidades da humanidade, o apelo doA Sociedade de Socorro é fundamental para o ensino das evangelho soará com ainda mais força e verdade. Na linhadoutrinas do evangelho a nossas irmãs. Um desses ensina- de frente dos que proclamam essa mensagem e fazem suamentos de suma importância é que Deus, nosso Pai Celes- contribuição caridosa estarão dignos homens do sacerdó-tial, enviou ao mundo Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo. cio e mulheres da Sociedade de Socorro da Igreja. ◼A Expiação, a Ressurreição e o exemplo Dele nos ensi- Esta entrevista foi realizada por LaRene Gaunt e Joshua Perkey,nam a ter fé Nele, a arrepender-nos, a fazer convênios e a das revistas da Igreja. Março de 2011 31
  • 35. NOSSO L A R , NOSSA FA MÍLIA Julie B. Beck Presidente Geral da Sociedade de Socorro ENSINAR A FAMÍLIA DOUTRINA DA A o entrar em contato com jovens A Teologia da Família Esta geração pre- adultos solteiros de todo o mundo, Na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últi- cisará defender a pergunto-lhes: “Por que a Pri- mos Dias, temos uma teologia da família que meira Presidência se preocupa tanto com se baseia na Criação, na Queda e na Expiação. doutrina da famí- vocês e lhes destina tantos recursos?” Eis A Criação da Terra proporcionou um local para lia como nunca algumas respostas que ouço: “Somos os as famílias morarem. Deus criou um homem e antes. Se essa gera- futuros líderes da Igreja”. “Precisamos de uma mulher que eram as duas metades essen- treinamento para ficarmos firmes.” “Nosso ciais de uma família. Estava previsto no plano ção não conhe- testemunho se fortalece nas aulas do semi- do Pai Celestial que Adão e Eva fossem selados cer a doutrina, nário e instituto.” “Precisamos conhecer e constituíssem uma família eterna. não poderá outros jovens fiéis da Igreja.” “Somos a A Queda permitiu que a família crescesse. esperança do futuro.” Raras vezes escuto Adão e Eva eram chefes de família que deci- defendê-la. algo do tipo: “Para que um dia eu venha a diram ter uma experiência mortal. A Queda me tornar um pai ou uma mãe melhor”. As lhes permitiu ter filhos. respostas costumam girar em torno deles A Expiação permite que a família seja mesmos, algo típico da fase da vida em selada para a eternidade. Dá-lhe a oportuni- que estão. dade de ter crescimento e perfeição eternos. Contudo, os pais, professores e líderes O plano de felicidade, também chamado de dos jovens precisam ensinar a doutrina da plano de salvação, foi um plano criado para família para a nova geração. É algo essen- as famílias. A nova geração precisa entender cial para ajudá-los a alcançar a vida eterna que os principais pilares de nossa teologia se (ver Moisés 1:39). Eles precisam saber que a concentram na família. teologia da família se baseia na Criação, na Quando falamos sobre ser dignos das Queda e na Expiação. Têm de compreen- bênçãos da vida eterna, referimo-nos a der as ameaças que pairam sobre a família ser dignos das bênçãos de uma famí- a fim de saberem o que estão combatendo lia eterna. Essa era a doutrina de e poderem se preparar. Precisam entender Cristo e foi restaurada por meio com clareza que a plenitude do evangelho do Profeta Joseph Smith. Está culmina nas ordenanças e nos convênios do registrada em Doutrina e templo. Convênios 2:1–3: ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: STEVE BUNDERSON;32 A L i a h o n a FOTOGRAFIA DA IRMÃ BECK
  • 36. À ESQUERDA: DETALHE DE UNIVERSO, DE SIDNEY KING; DETALHE DE DEIXANDO O JARDIM DO ÉDEN, DE JOSEPH BRICKEY; DETALHE DE NÃO SE FAÇA A MINHA VONTADE, MAS A TUA, DE HARRY ANDERSON, CORTESIA DA PACIFIC PRESS PUBLISHING ASSOCIATION, INC.; ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS DE WESTON C. COLTON E CRAIG DIMOND. Temos uma teologia da família que se baseia na Criação, na Queda e na Expiação. “Eis que vos revelarei o Sacerdócio Vemos índices de natalidade mais bai- certeza de que vão conseguir guar- pela mão de Elias, o profeta, antes xos. Vemos relacionamentos desiguais dar os convênios. da vinda do grande e terrível dia do entre homens e mulheres, e há cultu- Inúmeros jovens também não Senhor. ras que ainda perpetram maus-tratos desenvolveram a contento sua capaci- E ele plantará no coração dos no círculo familiar. Muitas vezes a dade de se relacionarem socialmente, filhos as promessas feitas aos pais e carreira profissional tem precedência o que constitui obstáculo para a for- o coração dos filhos voltar-se-á para sobre a família. mação de uma família eterna. Estão seus pais. Muitos de nossos jovens estão cada vez mais propensos a manter Se assim não fosse, toda a Terra perdendo a confiança na instituição contato com alguém a dezenas de seria completamente destruída na sua da família. Estão dando cada vez quilômetros de distância e menos vinda.” mais valor aos estudos e menos aptos a conversar com pessoas que Essa passagem trata das bênçãos importância à formação de uma estão no mesmo recinto. Isso dificulta do templo — ordenanças e convênios família eterna. Muitos não enca- a criação de vínculos sociais. sem os quais “toda a Terra seria com- ram o empenho para constituir Também temos o problema des- pletamente destruída”. família como algo decorrente da crito no livro de Efésios 6:12: “Por- “A Família: Proclamação ao fé. Para eles, é um mero processo que não temos que lutar contra a Mundo” foi escrita para ressaltar que seletivo, como fazer compras. Mui- carne e o sangue, mas, sim, contra a família é essencial para o plano do tos também perdem a confiança os principados, contra as potesta- Criador.1 Sem a família, não há plano; em sua própria força e na de seus des, contra os príncipes das trevas não há propósito para a vida mortal. semelhantes. Como as tentações deste século, contra as hostes são avassaladoras, muitos não têm espirituais da maldade, nos Ameaças à Família lugares celestiais”. Todos os Além de compreendermos a teo- Uma das ameaças à família é o dias, estão sendo adotadas logia da família, precisamos todos políticas contrárias à família, divórcio, que está em alta. entender as ameaças à família. Caso e a definição de família está contrário, não poderemos nos prepa- sofrendo alterações jurídicas rar para a batalha. Há evidências por no mundo inteiro. A pornogra- toda parte de que a família está per- fia prolifera desenfreadamente. dendo a importância. O número de Para os criadores de pornogra- casamentos está diminuindo, a idade fia, o mais novo público-alvo de casamento está aumentando e as são as moças. Os pais estão sendo taxas de divórcio estão crescendo. O tachados de ineptos e fora da reali- número de nascimentos fora do casa- dade. Há mensagens contra a famí- mento está aumentando. O aborto lia nos meios de comunicação, em está-se tornando mais frequente toda parte. Os jovens estão sendo e sendo cada vez mais legalizado. levados a perder a sensibilidade34 A L i a h o n a
  • 37. A FAMÍLIAsobre a necessidade de formar uma de seus pais, como fizeram as pessoas É ETERNAfamília eterna. descritas em Mosias 26, se não com- “A família não é um Vemos como isso pode aconte- preenderem sua parte no plano, eles mero acidente decer quando lemos as palavras de podem ser desencaminhados. percurso na morta-Corior, um anticristo: “E assim lhes lidade. Existiu comopregava, desviando o coração de Ensinar a Nova Geração unidade organizacional nos céusmuitos, fazendo com que levantas- O que esperamos que esta nova antes da criação do mundo; histo-sem a cabeça em sua iniquidade; sim, geração compreenda e faça em vir- ricamente, começou na Terra cominduzindo muitas mulheres e também tude do que lhes ensinarmos? As Adão e Eva, conforme registradohomens a cometerem devassidão” respostas a essa pergunta, bem como em Gênesis. Adão e Eva foram(Alma 30:18). Satanás sabe que nunca os elementos-chave da doutrina da casados e selados para o tempo eterá um corpo. Nunca terá uma famí- família, encontram-se na proclamação toda a eternidade pelo Senhor e,lia. Por isso, ele visa as moças, que da família. O Presidente Gordon B. por causa disso, sua família existirávão criar o corpo das gerações futuras. Hinckley (1910–2008) disse que essa eternamente.” Corior era um anticristo. Ser anti- proclamação era “uma declaração e Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, “The Family: A Proclamation to thecristo é ser antifamília. Toda dou- reafirmação dos padrões, doutrinas e World”, em Dawn Hall Anderson, ed., Clothed with Charity: Talks from the 1996 Women’strina ou princípio que nossos jovens práticas” que a Igreja sempre teve.2 Conference , 1997, p. 134.ouvirem no mundo que seja contraa família também é contra Cristo. Os pais, bem como os líderesÉ simples assim. Se nossos jovens e professores da Igreja, devempararem de crer nas tradições justas ensinar a doutrina da família à nova geração conforme aparece O Presidente Ezra Taft Benson nas escrituras e na proclamação (1899–1994) declarou: “Esta ordem (…) de governo familiar em que um da família. homem e uma mulher fazem convê- nio com Deus — assim como Adão e Eva — de serem selados para toda a eternidade e de levantarem poste- ridade (…) é o único meio pelo qual um dia poderemos ver a face de Deus e viver”.3 A nova geração precisa compreen- der que continua em vigor o manda- mento: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gênesis 1:28; Moisés 2:28). Ter filhos é um ato de fé. O Presidente Spencer W. Kimball (1895–1985) ensinou: “É um ato de extremo egoísmo um casal recusar-se a ter filhos quando é capaz de gerá-los”.4 A maternidade e a paterni- dade são papéis eternos. Cada um de nós tem a responsabilidade de levar a efeito a parte do plano correspondente ao homem e à mulher. A juventude é a época de nos prepararmos para esses Março de 2011 35
  • 38. PARA OS PROFESSORES detentora do direito reservado às A história de Isaque e Rebeca “Seu principal mães. exemplifica o homem, que possui as interesse, seu dever As histórias de Abraão e Sara e chaves, e a mulher, que tem a influên- essencial e quase Isaque e Rebeca encontram-se em cia, mas que trabalham juntos para que exclusivo é o Gênesis. Abraão e Sara só tiveram um garantir o cumprimento das bênçãos de ensinar o evangelho do Senhor filho, Isaque. Já que Abraão estava reservadas para ambos. A história Jesus Cristo como revelado na destinado a tornar-se o “pai de muitas deles é crucial. As bênçãos da casa de época atual. Para ensinar esse evan- nações”, qual era a importância da Israel dependiam de um homem e gelho vocês devem empregar como esposa de Isaque, Rebeca? Era tão uma mulher que compreendessem fonte e considerar autoridades no crucial que ele mandou seu servo seu lugar no plano e suas responsa- assunto as obras-padrão da Igreja e percorrer centenas de quilômetros bilidades de constituir uma família as palavras das pessoas chamadas para achar a jovem certa — uma eterna, ter filhos e ensiná-los. por Deus para liderar Seu povo na jovem que guardasse seus convênios Em nossos dias, temos a responsa- época atual.” e compreendesse o significado de bilidade de fazer com que de nosso Presidente J. Reuben Clark Jr. (1871–1961), Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência, constituir uma família eterna. lar e de nossas salas de aula saiam O Curso Traçado para a Igreja nos Assuntos Em Gênesis 24:60, Rebeca é jovens que serão um “Isaque” e uma Educacionais, ed. rev., 1994, p. 10; ver também Ensinar o Evangelho: Um Manual para Profes- abençoada para ser “a mãe de “Rebeca”. Todos os rapazes e sores e Líderes do SEI , 2001, p. 4. milhares de milhares”. Onde todas as moças devem enten- achamos esse tipo de bênçãos? der seu papel nessa parceria Elas são recebidas no templo. grandiosa — que cada um papéis e responsabilidades eternos. Estamos preparando Os pais, professores e líderes nossos jovens para o podem ajudar os jovens a se prepa- templo e para a famí- rarem para as bênçãos de Abraão. lia eterna. Quais são essas bênçãos? Abraão nos responde em Abraão 1:2. Ele diz: “busquei (…) o direito ao qual eu deveria ser ordenado para [ministrar]; (…) desejando também ser possuidor de grande conhecimento (…); e ser pai de muitas nações, um príncipe da paz, e desejando receber instruções e guardar os mandamentos de Deus, tornei-me um herdeiro legítimo, um Sumo Sacerdote, portando o direito que pertencia aos pais”. Onde estão essas bênçãos rece- bidas por Abraão? Elas só são rece- bidas por aqueles que passam pelo selamento e casamento no templo. Um homem não pode tornar-se um “pai de muitas nações” sem ser selado à esposa. Da mesma forma, Abraão não poderia usu- fruir o direito reservado aos pais sem ter uma esposa36 A L i a h o n a
  • 39. USAR “A FAMÍLIA: PROCLAMAÇÃO AO MUNDO” • Pendure um exemplar da procla- mação em sua casa ou na sala de aula. • Incentive os jovens a deixarem um exemplar da proclamação em suas escrituras. • Associe trechos-chave da pro- clamação a lições ensinadas nas escrituras. • Estude e cite a proclamação da família na reunião familiar. deles é um “Isaque” ou uma “Rebeca”. Muitas ameaças os cercam e podem Então eles saberão com clareza o que desanimá-los e dissuadi-los de for- têm de fazer. mar uma família eterna. Nosso papel é ensiná-los para que não fiquem Viver a Esperança da Vida Eterna confusos. Precisamos ser bem claros Pais, professores e líderes: Vivam sobre os aspectos mais importantes no lar, na família e no casamento de da doutrina, que lemos em “A Família: individualismo egoísta. Sabemos que modo a ajudar os jovens a desen- Proclamação ao Mundo”. a família é eterna.” 5 volver esperança na vida eterna ao Esta geração terá de defender O evangelho de Jesus Cristo é observarem o exemplo deixado por a doutrina da família como nunca verdadeiro. Foi restaurado por meio vocês. Vivam e ensinem com uma antes. Se eles não a conhecerem, do Profeta Joseph Smith. Temos a clareza tal que seus ensinamentos não poderão defendê-la. Eles pre- plenitude do evangelho em nossos sobressaiam em meio a todo o ruído cisam compreender os templos e o dias. Somos filhos de pais celestiais, ouvido pelos jovens, de modo a tocá- sacerdócio. que nos mandaram para passar por los e a penetrar-lhes o coração. O Presidente Kimball ensinou: esta experiência terrena a fim de nos Vivam em casa de modo a se des- “Muitas das restrições sociais que prepararmos para a bênção da família tacarem nos princípios básicos, a fim no passado ajudaram a reforçar e eterna. Presto-lhes meu testemunho de cumprirem seu papel e suas res- amparar a família estão se dissol- de nosso Salvador, Jesus Cristo. Testi-NAUVOO ILLINOIS E ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA DE JOHN LUKE © IRI; FOTOGRAFIA DE PÉS © GETTY IMAGES ponsabilidades na família de maneira vendo e desaparecendo. Tempo virá fico que, por meio de Sua Expiação,À ESQUERDA: ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA DE CHRISTINA SMITH; À DIREITA: FOTOGRAFIA DO TEMPLO DE consciente. Pensem em termos de em que somente aqueles que acredi- podemos tornar-nos perfeitos e estar precisão e não de perfeição. Se vocês tam realmente na família serão capa- à altura de nossas responsabilidades tiverem metas e forem meticulosos zes de preservá-la em meio ao mal em nossa família terrena e que, por quanto ao modo de alcançá-las no crescente entre nós. (…) meio de Sua Expiação, temos a pro- lar, os jovens aprenderão com vocês. (…) Há pessoas que definem a messa da vida eterna em família. ◼ Aprenderão ao verem vocês orarem, família de maneiras tão pouco tra- Extraído de um discurso proferido numa trans- estudarem as escrituras juntos, reali- dicionais que é como se ela não missão via satélite para professores do seminário e instituto em 4 de agosto de 2009. zarem a reunião familiar, fazerem do existisse. (…) horário das refeições uma prioridade Irmãos, nós, mais do que nin- NOTAS e falarem do cônjuge de modo res- guém, não devemos ser enganados 1. Ver “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, novembro de 2010, p. 129. peitoso. Assim, com seu exemplo, pelos falsos argumentos de que a 2. Gordon B. Hinckley, “Stand Strong against a nova geração ganhará grande unidade familiar está de alguma the Wiles of the World”, Ensign, novembro de 1995, p. 100. esperança. forma ligada a determinada fase do 3. Ezra Taft Benson, “What I Hope You Will desenvolvimento de uma sociedade Teach Your Children about the Temple”, Ensign, agosto de 1985, p. 6. Isso Eu Sei moral. Somos livres para resistir 4. Spencer W. Kimball, “Fortify Your Homes against Evil”, Ensign, maio de 1979, p. 6. Estamos preparando nossos jovens a essas investidas que menospre- 5. Spencer W. Kimball, “Families Can Be para o templo e para a família eterna. zam a família e que enaltecem o Eternal”, Ensign, novembro de 1980, p. 4. Março de 2011 37
  • 40. VOZES DA IGREJA FINALMENTE ENCONTREI A IGREJA N a maior parte de minha vida, senti um vazio interior e ansiava por algo sólido para me agarrar. Por telefone da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na região de Milão. Telefonei e falei com alguns Como eu estava atarefadíssima naquela época, quando os mis- sionários me ligaram para marcar desconfiar que o que eu buscava membros na sede da estaca, que uma visita perguntei se poderiam talvez se encontrasse numa igreja, repassaram minha referência aos voltar a telefonar algumas semanas desde muito nova pesquisei várias missionários. depois, quando as coisas estariam religiões e filosofias. Muitas delas mais calmas. Eles concordaram e me eram boas e estavam cheias de óti- passaram o número de telefone da mas pessoas. Algumas eram estra- presidente da Sociedade de Socorro nhas e não ofereciam nada do que local, que telefonou e me convidou eu procurava. para ir à Igreja domingo. Fui, e ado- Após muitos anos de busca, rei tudo lá: as aulas, as pessoas, o fiquei desmotivada e desani- ambiente. Saí de lá sentindo muita mada, o que me levou a desis- felicidade. tir. Resolvi criar meu próprio Fui à Igreja todos os domingos relacionamento com Deus e nos dois meses seguintes. Então, manter distância da religião em outubro de 2008, fui batizada. organizada. Minha busca não apenas termi- Algum tempo depois de nara, mas se completara. Eu não tomar essa decisão, assisti sentia mais a sede e a ansie- a um programa de tele- dade que tanto me incomoda- visão cujo enfoque era a vam antes. espiritualidade. O apresen- Sinto-me imensamente grata tador estava entrevistando por ter achado a verdade, mas uma família da Igreja. Ao de certa forma me entristeço por ouvir aquela família, senti ter demorado tanto para encon- o amor e a fé segura que trar o evangelho de Jesus Cristo. tanto procurava. Também Contudo, sinto gratidão pelas fiquei impressionada ao experiências pessoais que saber que os santos tive durante minha busca. dos últimos dias dão Por ter procurado em extrema importância tantos outros lugares, à família. Talvez eu sinto uma satisfação devesse pesqui- toda especial por sar só mais uma religião. Na parte de E u tinha resolvido manter distância da religião organizada. Mas algum tempo depois de tomar essa decisão, vi saber que encon- trei o lugar certo — o lugar onde baixo da tela uma família da Igreja ser entrevistada devo estar. ◼ aparecia um na televisão. Barbara De Giglio, número de Lombardia, Itália38 A L i a h o n a
  • 41. E MINHA CARREIRA? T udo estava começando a entrar nos eixos. Eu me formara na Universidade de Oxford em Música e começara a trabalhar para uma orquestra profissional em Edinburgh, Escócia. Minha carreira estava indo de vento em popa, e eu estava fazendo muitas amizades. Durante os estudos, eu decidira adiar o serviço missionário de tempo integral. Então, a ideia de servir nem me passava mais pela cabeça. O medo de muitas coisas, principal- mente de prejudicar meus planos profissionais, me levou a achar que eu era uma exceção e que não preci- D epois de uma série de entrevistas malsucedidas, percebi que os dois anos passados fora de minha sava servir. Os sacrifícios envolvidos área de atuação afugentavam os pareciam grandes demais. empregadores em potencial. Contudo, bons amigos e experiên- cias agradáveis com o Espírito come- çaram a mudar meu coração. O amor de um bispo atencioso e vigilante abnegado ao próximo me trouxe habilidades exigidas para o tipo de me ajudou a ganhar um testemunho mais alegria do que eu jamais sentira. trabalho em questão. Além disso, os mais forte e profundo do evangelho Depois de voltar para casa, passei candidatos precisavam falar francês restaurado. Eu logo soube que preci- a ver o mundo com a perspectiva de fluentemente! A missão abriu-me as sava aceitar o chamado de servir. Não novas prioridades e valores e pro- portas para aquela oportunidade. Três fazia ideia de como retomaria minha curei manter minha vida centralizada entrevistas depois, o emprego era carreira num ambiente competitivo no evangelho de Jesus Cristo. Ime- meu. Minha carreira foi ainda mais depois de uma pausa de dois anos, diatamente procurei emprego, mas longe do que poderia ter ido sem a mas confiava que o Senhor me aben- as oportunidades eram reduzidas. missão. Senti a misericórdia e o amor çoaria por minha decisão. Deixei meu Depois de uma série de entrevistas do Senhor. Sei que Ele nos prepara emprego sem saber o que o futuro malsucedidas, percebi que os dois bênçãos quando fazemos nossa parte. me reservaria. anos passados fora de minha área de O que o Profeta Joseph Smith Fui chamado para servir na Missão atuação afugentavam os empregado- ensinou é verdade: “Portanto, amados Índias Ocidentais, onde se fala fran- res em potencial. Será que a missão irmãos, façamos alegremente todas asILUSTRAÇÕES: ROBERT A. MCKAY cês. Os desafios foram muitos, mas pusera minha carreira a perder? coisas que estiverem a nosso alcance; adorei servir às pessoas e ver sua vida Felizmente a resposta foi negativa. e depois aguardemos, com extrema mudar. Durante aqueles dois anos, Quase três meses depois, vi o anún- segurança, para ver a salvação de concentrei-me apenas em buscar a cio de uma vaga que parecia perfeita Deus” (D&C 123:17). ◼ vontade do Pai Celestial. O serviço para mim. Eu tinha exatamente as David Hooson, Londres, Inglaterra Março de 2011 39
  • 42. VOZES DA IGREJA NÃO CEDI À PRESSÃO DOS COLEGAS C erta manhã no trabalho, os donos da fábrica anunciaram a todos os empregados que, além de nosso salário por hora, começaríamos a receber uma gratificação por peça produzida. Quanto mais produzísse- mos, mais ganharíamos. Isso aconte- ceu quatro meses antes de eu ir para a missão, assim eu poderia ganhar muito mais para ajudar a financiá-la. A produção aumentou de modo significativo, assim como nosso orde- nado. Eu trabalhava numa prensa vulcanizadora de borracha operada por três homens, e a cada vez que eu via uma peça sair do incubador e acionar o contador automático, já imaginava o saldo de minha conta bancária aumentar. A nova gratificação, porém, gerou incentivos para a desonestidade. Sorrateiramente, um colega ia várias vezes até o contador automático, acio- nava a alavanca para simular a saída de uma nova peça e voltava para a estação de trabalho. Eu sorria ao ver isso, balançava a cabeça e continuava a trabalhar. Por não ser eu quem estava burlando o sistema, achava que minha integridade permanecia intacta. Mas logo percebi que, como eu recebia o mesmo valor que os demais integrantes da equipe, na verdade não importava quem adulterava o contador. Eu era tão culpado de roubo quanto os contracheque não era fabulosa. “Está de brincadeira?” perguntou outros. Será que eu ia financiar minha Muitos achavam que não valia a pena Bob (os nomes foram alterados), o missão com dinheiro roubado? se preocupar, mas eu estava com a integrante sênior da equipe. “Todos Fiquei angustiado, sem saber o consciência pesada. Sabia que preci- trapaceiam. Até mesmo a gerência. É que fazer. A quantia a mais em nosso sava falar com os colegas. algo que eles até esperam.”40 A L i a h o n a
  • 43. Eu ouvia muitos colegas de outras minha equipe desejava meu retorno. prensas dizerem que gostariam de Fiquei surpreso. Eu disse a Bob que trabalhar em nossa equipe. até voltaria, contanto que não hou- “Eu poderia trocar de lugar com o vesse mais desonestidade. Ele concor- Jack na outra prensa”, sugeri a Bob. dou. Minha antiga equipe me acolheu “Acho que você está sendo tolo”, de braços abertos, e as práticas deso- disse-me ele, “mas posso trabalhar nestas cessaram. com o Jack”. Eu esperava ser testado antes Depois que eu e Jack fizemos a de ir para a missão, mas nem tinha troca, Bob sempre me lembrava que ideia de que minha honestidade estava ganhando muito mais que eu. A e minha coragem seriam postas à letra de “Que Firme Alicerce” me vinha prova. Sinto gratidão porque, ao à mente: “Se Deus é convosco, a quem precisar de forças para fazer o que é temereis?” Essas palavras me ajudavam certo, o Senhor me susteve com Sua a ignorar as provocações de Bob. “mão poderosa”.1 ◼ Pouco tempo depois, Bob foi falar Kenneth Hurst, Alabama, EUA comigo. Disse-me que não estava NOTA dando certo trabalhar com Jack, e 1. “Que Firme Alicerce”, Hinos, nº 42. RECORREMOS À ORAÇÃO C erto domingo, nossa estaca rece- beu a notícia maravilhosa de que o Élder Carlos H. Amado, dos Setenta, chegar à sala dela, antes mesmo de conseguir falar, ela me perguntou se eu me importaria de começar minha iria discursar para os membros na aula de terça-feira duas horas antes noite de terça-feira. Eu e minha famí- do normal. Com isso, a aula termina- lia vibramos, mas me preocupei por ria duas horas antes. não saber como seria possível compa- Foi uma grande bênção para nós. recer à reunião. Chegamos à reunião com bastanteA nova gratificação gerou incentivos para a desonestidade.Sorrateiramente, um colega ia várias Como eu era professor numa escola do curso médio, tinha que dar aula terça-feira à noite. Infelizmente, antecedência e sentimos o Espírito na presença de um dos discípulos do Senhor. Nosso filho de cincovezes até o contador automático e as folgas eram raras. Sem saber exata- anos até teve o privilégio maravi-acionava a alavanca para simular a mente o que fazer, mas determinado lhoso de dar um abraço no Éldersaída de uma nova peça. a ouvir o discurso do Élder Amado, Amado antes do início da reunião e eu e minha família recorremos à ora- de trocar algumas palavras com ele. ção, na esperança de que o Senhor Juntamente com o restante da con- preparasse o caminho. gregação, desfrutamos o Espírito em Ele não via a menor necessidade Na véspera da conferência, sen- abundância. Além disso, ganhamos de mudar. O que mais eu poderia ti-me compelido a falar com a dire- em família o testemunho de que o fazer? Mesmo sem inflarmos nossos tora do colégio e pedir autorização Pai Celestial conhece nossos desejos números de produção, nossa prensa para sair vinte minutos mais cedo e ouve nossas orações. ◼ era a mais produtiva de nosso turno. para ir ao serão com a família. Ao Miguel Troncoso, Santa Cruz, Argentina Março de 2011 41
  • 44. MESTRES FAMILIARES E Ministração PROFESSORAS VISITANTES: UM TRABALHO DE Começando agora no ensino fami- liar ou no programa de professoras visitantes? Leve em conta estas nove sugestões: “S ei que estamos no fim do mês e lamento • Conheça as pessoas que você tem a atri- muito não ter tido a oportunidade de dei- buição de visitar, e conheça também seu xar a Mensagem das Professoras Visitantes”, companheiro ou sua companheira. Os desculpou-se a professora visitante da irmã Julie B. líderes do sacerdócio ou da Sociedade de Beck. Mas enquanto dizia isso, estava saindo da Socorro da ala ou do ramo devem passar-lhe casa da presidente geral da Sociedade de Socorro o nome e as informações de contato de cada com uma cesta cheia de roupas para passar e família ou pessoa sob sua responsabilidade. depois entregar à irmã Beck. “Acha que isto Apresente-se a seu companheiro e às pessoas conta?” perguntou ela com relutância à irmã Beck. que você visita e comece a cultivar um bom Quando a irmã Beck relata esse episódio, lágri- relacionamento. mas lhe vêm aos olhos ao perguntar: “Como aquela • Faça as visitas. Vá à casa da pessoa quando amiga querida e professora visitante dedicada podia possível. Se isso não for praticável, cogite sentir que eu não recebera a visita de professoras reunir-se no local de trabalho, caminhar com visitantes e que deixara de ser servida? Aquela não ela ou marcar um encontro na capela antes ou era a primeira vez no mês que ela passara para depois das reuniões de domingo. Ensine e ins- atender a uma necessidade. Como é que ela não pire de modo interativo — começando talvez percebia que estava constantemente ministrando a com a Mensagem da Primeira Presidência ou mim e abençoando minha família? Os cuidados e das Professoras Visitantes. Preste testemunho. a preocupação dela comigo são a mais perfeita tra- Contem uns aos outros o que está aconte- dução do programa de professoras visitantes. Claro cendo na vida de cada um. Desenvolva amor que ela poderia relatar que me visitara!” demonstrando simpatia e atenção. Ouça com Como mostra a experiência pessoal da irmã sinceridade. Mantenha em sigilo as confidên- Beck, o trabalho inspirado dos mestres familiares cias feitas. Continue a ser amigo, pois o tempo e das professoras visitantes é mais do que uma tende a aumentar a confiança. visita formal e nunca está concluído. Ambos os • Ore pelas pessoas a quem ensina e tam- programas têm mais a ver com o serviço prestado bém com elas. Convém perguntar ao fim da a pessoas do que com a conclusão de processos visita: “Podemos orar com vocês?” O chefe e, quando executados corretamente, representam da família deve escolher alguém para fazer a o ato de apascentar e não de meramente contar oração. No intervalo entre as visitas, continue visitas feitas. Essas atribuições incluem dispensar a orar pelas pessoas que você visita como cuidados e ministrar uns aos outros, assim como o mestre familiar ou professora visitante. Peça ao fez o Salvador. Eis algumas ideias que podem ser Pai Celestial que o ajude a saber como cuidar proveitosas: dessas pessoas e amá-las.42 A L i a h o n a
  • 45. JOVENS ADULTOS SUA FÉ AUMENTARÁ Recebi um pediram que ela se arrependesse telefonema de e optasse por trilhar o caminho uma mãe aflita que o Senhor traçara para ela que estava a e que lhe fora ensinado por milhares de seus pais. Ao ouvi-los, ela se quilômetros deu conta de que somente por de distância. revelação divina eles poderiam Disse-me que sua filha solteira saber tanto sobre a vida dela. A tinha-se mudado de cidade, oração de uma mãe chegara ao bem longe de casa. Com o Pai Celestial, e o Espírito Santo pouco contato que tivera com tinha sido enviado aos mestres a filha, percebera que algo familiares com uma missão estava terrivelmente errado. importante. A mãe temia pela segurança “Sua fé aumentará ao servir moral da filha. Suplicou que eu ao Senhor, cuidando dos filhos a ajudasse. do Pai Celestial como um pro- Descobri quem era o mestre fessor do Senhor, que ensina o familiar da jovem. Telefonei para caminho do lar. Suas orações ele. Ele era jovem. Contudo, serão respondidas. Passarão a tanto ele quanto seu compa- saber por si mesmos que Ele nheiro tinham acordado no vive, que nos ama e que inspira meio da noite, não só preocupa- aqueles que têm ainda que dos com a moça, mas também seja só um princípio de fé Nele com a impressão de que ela e o desejo de servi-Lo em Sua estava prestes a fazer escolhas Igreja.” que trariam tristeza e infelici- Presidente Henry B. Eyring, Primeiro dade. Guiados unicamente pela Conselheiro na Primeira Presidência, inspiração do Espírito, foram “Dons do Espírito para Momentos Difí- ceis” (Serão do Sistema Educacional da visitá-la. Inicialmente, ela nãoILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: ROBERT CASEY, CRAIG DIMOND, JOHN LUKE E JERRY GARNS Igreja para jovens adultos, 10 de setembro quis abrir-se com eles. Eles de 2006), LDS.org/broadcast. Março de 2011 43
  • 46. • Ministre. Observe e preveja necessidades. Por exemplo, se uma irmã que você visitar estiver prestes a fazer um teste na faculdade, talvez você possa preparar o jantar para ela em algum momento da semana a fim de dei- xar-lhe mais tempo para estudar. Se o irmão que você visita como mestre familiar estiver procurando emprego, apresente-o a pessoas Bênçãos do Programa que possam ajudar. de Professoras Visitantes • Faça perguntas proveitosas. As perguntas Silvia H. Allred podem criar oportunidades de consolar, parti- Segunda Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro lhar princípios relevantes do evangelho e pres- tar serviço significativo. Você pode perguntar: “O que o preocupa ou inquieta?” “Que dúvidas N a condição de irmã adulta na Igreja, você tem a opor- tunidade e a responsabilidade de • Ser uma influência para o bem e fortalecer as irmãs. • Ter a oportunidade de ofere- você tem sobre o evangelho?” Ou pode ser específico: “Podemos ajudá-los em alguma tarefa doméstica?” “Precisa de carona para fazer servir como professora visitante. cer e prestar auxílio quando compras ou ir a uma consulta médica?” Uma Nesse encargo, você tem o necessário. pergunta direcionada costuma dar melhores potencial de fazer muitas coisas • Sentir o Espírito guiar seu resultados do que simplesmente dizer: “Tele- boas. Ao visitar as irmãs que lhe trabalho. fone para nós se precisar de algo”. foram designadas, você vai: • Sentir alegria ao servir. • Busque inspiração. O Espírito pode ajudá-lo • Conhecer e amar as irmãs • Crescer espiritualmente como a saber como auxiliar as pessoas designadas a que você visita e fazer novas filha do convênio de Deus. seus cuidados. Você pode ser instado a abordar amigas. certos assuntos ou prestar determinado tipo de • Ter a oportunidade de ensi- auxílio. Ao conhecê-las melhor, você pode até nar doutrinas do evangelho e ser compelido a incentivá-las a receber mais prestar testemunho delas. ordenanças e convênios do evangelho ou a participar mais ativamente de todas as bênçãos proporcionadas pelo evangelho. • Faça uma prestação de contas criteriosa. ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: CRAIG DIMOND, MATTHEW REIER, DANNY SOLETA, WELDEN C. ANDERSEN Faça um relato do bem-estar material e espiritual das pessoas que você visita, de qualquer serviço prestado e das necessidades que porventura houver. Repasse questões confidenciais direta- mente à presidente da Sociedade de Socorro ou E JERRY GARNS; FOTOGRAFIA DA IRMÃ ALLRED: BUSATH PHOTOGRAPHY ao presidente do quórum de élderes. • Trabalhe em conjunto com o companheiro. Dividam entre os dois as designações para fazer contato e prestar serviço, conforme a necessi- dade. Talvez seja necessário um revezamento nas visitas, no serviço e no relato do bem-estar das pessoas sob sua responsabilidade. • Lembre-se do que é importante. Mantenha um registro de acontecimentos relevantes da vida das pessoas visitadas, como aniversários e até mesmo eventos do dia a dia que sejam importantes para elas. ◼44 A L i a h o n a
  • 47. JOVENS ADULTOSA Alegria de Ensinaro EvangelhoE u e meu compa- nheiro no ensinofamiliar visitávamos um apresentamos reacende- ram a chama. O Espírito ardeu forte em meu cora- circunstâncias, preci- samos ser fortalecidos pelo Espírito. O apelo do Sem Barreiras de Idade Q uando recebi a desig- nação de visitar umacasal idoso. Eu voltara ção. Eu não conseguia mundo é forte, e ensinar irmã idosa, não sabia seda missão havia poucas parar de sorrir e tentava o evangelho restaurado teríamos algo em comum,semanas, mas já estava conter as lágrimas. é uma das melhores devido à diferença decomeçando a esquecer o O ensino familiar é maneiras de não enve- idade. Contudo, percebisentimento de ensinar o importante para os jovens redarmos por caminhos com o tempo que o Senhorevangelho. No entanto, adultos porque todos nós, perigosos. sabia que eu e minha com-aquela visita e a lição que sejam quais forem nossas Ramon Kaspers, Países Baixos panheira éramos as pes- soas mais indicadas para visitar aquela irmã, que elaA Alegria do Senhor precisava de alguém comE nfrento muitos desafios e, quando as coisas nãoocorrem como o esperado, quem conversar e que tam- bém pudesse ouvi-la. Notei que eu poderiaé fácil reclamar. Mas minha ser um instrumento nasperspectiva mudou quando mãos do Senhor para servireu e meu companheiro àquela irmã. Tambémrecebemos a designação descobri que tinha muitode visitar uma família que a aprender com ela. Nossanão ia à Igreja havia muito convivência trouxe felici-tempo. dade à vida de nós duas. Durante uma visita, Teboho Ndaba, África do Sulpercebi que as dificulda-des daquela família faziammeus problemas parecereminsignificantes. Era poucoprovável que eles voltassema frequentar a Igreja, maseu e meu companheirocontinuamos a visitá-los. Certa manhã de Amigas de Amanhãdomingo, antes da reu-nião sacramental, senti-meinspirado a ficar perto da D epois que saí de casa para estudar no exte- rior, na França, o programa tocada pelo Espírito Santo em momentos específicos para orar e às vezes jejuar eram jovens mães recém- casadas; outras, solteiras. Nossas visitas nos permi-porta. Para minha grande de professoras visitantes por elas ou telefonar, con- tiram enxergar além desurpresa, vi aquela famí- assumiu um novo signi- solar, ouvir, escrever, visitar nossas diferenças.lia entrar na capela! Nem ficado. As irmãs que me ou simplesmente abraçá-las. Recentemente mudei detenho palavras para expli- foram designadas pode- Esses pequenos gestos fize- cidade. Meu coração jubiloucar a alegria que senti. riam ter continuado como ram diferença na vida delas, quando recebi a designaçãoMinhas próprias dificulda- simples nomes aos quais mas também na minha. de visitar algumas irmãs.des foram sobrepujadas eu mal conseguia associar Todas as irmãs eram Hoje elas são apenas nomes.pela alegria do Senhor (ver um rosto, mas na verdade diferentes. Algumas eram Amanhã serão amigas.Alma 31:38). tornaram-se amigas muito de minha idade; outras, Nirina J-Randriamiharisoa,Rati Mogotsi, África do Sul queridas. Diversas vezes fui mais velhas. Algumas Madagascar Março de 2011 45
  • 48. Direto ao Ponto Alguns amigos não membros vieram me P rimeiro: não deixe que as perguntas de seus amigos menos sagradas. O que importa é que continuemos a considerá- coisas falar sobre incomodem você. As ordenan- las sagradas e que demonstre- que ocorrem ças e os símbolos do templo mos nosso comprometimento no interior do chegaram ao conhecimento com o Senhor. templo. Como é que do público de várias maneiras com o passar dos anos, prin- Segundo: se alguém per- guntar-lhe sobre as cerimônias eles sabem dessas coisas, e o cipalmente por intermédio de do templo, você deve dizer que devo dizer-lhes a esse pessoas que saíram da com sinceridade que não as respeito? Igreja. Mas o fato de conhece a fundo, porque ainda essas coisas serem não passou por elas. Contudo, conhecidas por para evitar mal-entendidos, pessoas de você pode explicar-lhe que nós fora da Igreja vamos ao templo para fazer não as torna convênios com o Pai Celestial, e que isso “ajuda-nos a focalizar mais no Salvador, em Seu papel no plano de nosso Pai Celestial e no nosso compromisso de segui-Lo” (Sempre Fiéis, 2004, p. 183). As cerimônias e os sím- bolos do templo são sagrados e não devem ser discutidos em público, nem podem ser devida- mente compreendidos ou apre- ciados fora do contexto do templo. Para saber mais, você pode ler os seguintes recursos, ambos disponíveis em alguns idiomas no site LDS.org: • Livreto Preparação para Entrar no Templo Sagrado, 2004. • Verbete “Templos” no livro Sempre Fiéis, páginas 182–186. ◼46 A L i a h o n a
  • 49. JOVENS recordar que, ainda que rapazes que serão élderes, sejam nossos amigos, repito o que os profetas há no contexto da Igreja muito têm ensinado — todo devemos honrar seus rapaz digno e capaz deve pre- chamados e demonstrar parar-se para servir missão. O respeito, referindo-nos serviço missionário é um dever a eles como “irmão” ou do sacerdócio — uma obrigação “irmã”. ◼ que o Senhor espera de nós, que tanto recebemos Dele ”.1 Receber o sacerdócio O Presidente envolve, em parte, tomar sobre É correto Monson frisou que nós as responsabilidades e os chamar os o serviço deveres que disso decorrem. líderes da missio- Como ocorre com qualquer Igreja pelo nário de dom concedido pelo Pai Celes- tial, Ele espera que usemos o primeiro nome? tempo inte- sacerdócio para abençoar o gral é uma próximo. “Porque a quem muito Àmos de nossos líderes, que responsabi- s vezes, ficamos tão próxi- é dado, muito é exigido” (D&C 82:3). somos tentados a ser informais demais em nosso relaciona- lidade do Os portadores do Sacerdócio Aarônico devem “admoestar, mento com eles. Embora a sacerdócio. explicar, exortar e ensinar e proximidade seja algo positivo, O que isso significa? convidar todos a virem a Cristo” também é importante mostrar (D&C 20:59). Como o Presidente o devido respeito por eles e N a última conferência geral, Monson ensinou, servir missãoA PARTIR DA ESQUERDA: ILUSTRAÇÕES FOTOGRÁFICAS: DAVID STOKER, STEVE BUNDERSON E ROBERT CASEY por seu chamado. Na Igreja é o Presidente Thomas S. de tempo integral é um dever de praxe nos dirigirmos aos Monson disse: “Aos rapazes do dos portadores do sacerdócio. adultos como “irmão” ou “irmã”, Sacerdócio Aarônico e a vocês, Na missão, você dedicará toda um tratamento que tanto mostra sua energia, seu tempo e sua respeito quanto nos ajuda a atenção ao dever de servir, recordar que somos filhos do pregar o evangelho e convidar Pai Celestial. Outros títulos mais todos a virem a Cristo. Claro que formais, como élder, bispo ou o cumprimento do dever sempre presidente também são usados traz bênçãos. Sua missão será como sinal de respeito. Os mis- uma época de grande alegria e sionários de tempo integral dão crescimento espiritual. ◼ um bom exemplo disso ao se NOTA 1. Thomas S. Monson, “Ao Voltarmos a chamarem de “Élder” ou “Síster” Nos Encontrar”, A Liahona, novem- entre si. bro de 2010, p. 5; grifo do autor. É importante ser respei- toso com os líderes da Igreja e Março de 2011 47
  • 50. SUPER! ESCOLHA SER UM HERÓI. Siga o profeta. Prepare-se para servir missão. (Ver D&C 15:6.) FOTOGRAFIA: ROBERT CASEY48 A L i a h o n a
  • 51. DEVO JOVENS IR OU FICAR? Dias antes de eu sair em missão, meus pais foram hospitalizados. Eu não sabia se poderia deixá-los naquele estado. Rodolfo Giannini E u tivera a sorte de conhecer A Nenhum tratamento médico parecia felizes. Eu pensava constantemente Igreja de Jesus Cristo dos Santos surtir efeito. Meu pai sofria de cirrose em meus pais. Por fim, com a autori- dos Últimos Dias por meio de hepática, e os médicos diziam que a zação do presidente do CTM, telefo- um amigo. Fui ensinado pelos mis- recuperação seria difícil. nei para saber como eles estavam. sionários e chamado por Deus para Naquela noite, ajoelhei-me e orei Com grande alegria, minha mãe levar a luz do evangelho ao mundo. ao Pai Celestial, dizendo: “Pai, aju- me disse que ela e meu pai tinham Dois anos depois de meu batismo, fui da-me. Minha família adoeceu e não recebido um milagre do Senhor — chamado para servir na Missão Itália posso deixá-los nessas circunstâncias. palavras que eu jamais esperaria Milão. Antes de partir, tive uma expe- Peço-Te, Pai, que me ajudes a saber o ouvir de uma mulher sem muita fé. riência espiritual profunda. que é certo: ir ou ficar”. Ela contou que, depois de minha Meus pais, que não eram mem- Refleti sobre a situação por alguns partida, a saúde deles melhorara, e bros da Igreja, não partilhavam minutos. Foi então que senti uma voz os médicos não tinham explicação minha alegria no tocante àquela sutil, porém penetrante, que dizia: para isso. Meus pais estavam saudá- oportunidade missionária. Tivemos “Exerce fé e tudo correrá da melhor veis e felizes. Minha alegria estava discussões terríveis que me fizeram maneira possível”. completa. sofrer muito. Apesar da tristeza de ver minha Com essa experiência pessoal, Dois dias antes de eu sair em família com a saúde debilitada, decidi meu testemunho do poder da fé,ILUSTRAÇÃO: DAN BURR missão, meu pai e minha mãe adoe- pegar o avião que me levaria a Roma da oração e da obediência cresceu. ceram repentina e seriamente. Minha e depois aos Estados Unidos, para o Sou grato porque o Senhor cuidou mãe teve um grave problema de centro de treinamento missionário. de minha família durante minha saúde e precisou ser hospitalizada. Minhas noites no CTM não foram missão. ◼ Março de 2011 49
  • 52. EM DEFESA DA FÉ Kubangila Kasanza Celva, de Kinshasa, República Democrática do Congo, é um ótimo jogador em várias equipes. sei que é importante dar um bom exemplo aos irmãos, pois é bem provável que eles também Richard M. Romney ordens do Senhor”. Assim como Néfi, façam o que faço.” Revistas da Igreja Celva confia no Senhor. “Ele nunca O atacante da equipe adversária me pedirá algo sem antes preparar Permanecer Firme está driblando a passos lar- um caminho para que eu cumpra a Celva sabe que é importante se gos rumo ao gol. Ele parece ordem. Ele vai me fortalecer e mandar empenhar ao máximo, tanto nos ter certeza de marcar o gol. Mas então outras pessoas para me ajudar.” esportes quanto no evangelho. Celva consegue alcançá-lo, fica lado a lado, chuta a bola para longe e corre Ir e Fazer na direção contrária. “É importante escutar o que nos O QUE HÁ POR “Jogo na defesa, sou zagueiro”, ensinam sobre o evangelho”, diz TRÁS DE UM explica Celva, de doze anos de idade. Celva. “Mas também é importante NOME? “É meu dever impedir que os adver- fazer o que nos é ensinado.” Ele se Celva é um nome com sários façam gols.” lembra de seu batismo e procura significado. É uma Celva é o tipo de jogador que todos os dias usar o dom do Espírito mistura do nome do qualquer um adora ter ao lado. Ele para fazer escolhas sábias. Acaba pai de Celva, Celestin, é calado, mas decidido. Está sempre de receber o Sacerdócio Aarônico, com o da mãe, Valerie. “Isso me ajuda disposto a dar o máximo de si e adora aguarda com ansiedade o dia em a lembrar o quanto eles queriam ficar ver todos da equipe terem sucesso. que poderá ir ao templo para fazer juntos e criar uma família feliz”, Essas são as qualidades que fazem mais convênios com o Senhor e pla- diz Celva. dele um excelente integrante de neja servir missão de tempo integral. O nome de seus irmãos também outras equipes — a Igreja e a família. Ele quer dar um bom exemplo para tem significado. Nathan, de sete Sem falar em sua disposição de defen- seus irmãos e servir a sua mãe e a der a verdade. seu pai. anos, recebeu o nome de um sábio da “Honro minha mãe e meu pai Bíblia. Beni, de quatro anos, significa Celva e Néfi fazendo o que me pedem e guar- “abençoado”. E embora o nome do A escritura predileta de Celva é dando os mandamentos do Pai Celes- caçula de dois anos seja Celestin 1 Néfi 3:7: “Eu irei e cumprirei as tial”, diz ele. “Como filho mais velho, Júnior, por causa do pai, por ora todos o chamam Le Petit (“o pequenino”).50 A L i a h o n a
  • 53. MAIS NA INTERNET P ara ver um mapa de Kinshasa e assistir a um JOVENS vídeo de Celva cantando um hino e prestando testemunho, visite www.liahona.LDS.org. A oração familiar e pessoal, o estudo das escrituras indi- vidual e em família, a reunião familiar — tudo isso faz parte de sua rotina. Ele tem um testemunho da Palavra de Sabedoria e sabe que algumas coisas são boas para comer, ao passo que outras não. “Atletas não tomam cerveja”, diz ele com ênfase. Um Verdadeiro Defensor À medida que a Igreja avança rumo ao futuro, é bom saber que há rapazes fortes como Celva, ávidos por fazer o que é certo. “Sei que meu Pai Celestial vive, que Jesus Cristo é real e que Joseph Smith foi o profeta que restaurou o evangelho na Terra”, testifica Celva. “Tenho esse testemu- nho e sempre defenderei a Igreja de todas as formas.” ◼FOTOGRAFIAS: RICHARD M. ROMNEY
  • 54. O que É a O Salvador nos ensinou que não precisamos tolerar o mal. “E entrou Jesus no templo de Deus (…) e derribou as mesas dos cambistas.” A tolerância é uma virtude muito necessária neste nosso mundo conturbado. Mas precisamos reconhecer que há uma diferença entre tolerância e tolerar. A tolerân- cia cortês que você tem para com uma pessoa não dá a ela licença para cometer erros, assim como sua tole- rância não o obriga a tolerar os erros dela. Essa distinção é fundamental para compreender essa virtude vital. Dois Grandes Mandamentos Nossas maiores prioridades na vida são amar a Deus e amar o próximo.1 Esse mandamento abrangente inclui as pessoas de nossa própria família, comunidade, nação e do mundo inteiro. A obediência ao segundo mandamento facilita a observância do primeiro. “Quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus” (Mosias 2:17). Para o Batismo Não Interessa a Origem Em todos os continentes e nas ilhas do mar, os fiéis estão sendo coligados na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. As dife- renças de nível cultural, de idioma, sexo e traços faciais perdem toda a importância quando os membros entregam-se a si mesmos a serviço de seu Salvador amado. Somente a compreensão do cará- ter paterno de Deus pode nos levar a apreciar plenamente o verdadeiro elo fraternal entre os homens. Esse entendimento suscita o desejo de erguer pontes de cooperação em vez de paredes de segregação.52 A L i a h o n a
  • 55. Tolerância? JOVENS A intolerância gera contendas, a tolerância subjugada e partilhada com ação de gra- as suplanta. A tolerância é a chave que abre as ças.2 Cada um de nós pode ajudar a tornar portas para a compreensão mútua e o amor. a vida neste mundo uma experiência mais agradável. Riscos da Tolerância Sem Limites A Primeira Presidência e o Quórum dos Agora, gostaria de fazer uma advertência Doze Apóstolos fizeram uma declaração importante. É um erro achar que, se uma pública que eu gostaria de citar: pequena dose de algo é bom, automati- “É moralmente errado para qualquer camente, uma grande dose só pode ser pessoa ou grupo negar a alguém sua digni-CRISTO PURIFICA O TEMPLO, DE CARL HEINRICH BLOCH, USADO COM PERMISSÃO DO MUSEU HISTÓRICO NACIONAL DE FREDERIKSBORG, EM HILLERØD, DINAMARCA. melhor. Não é verdade! Doses exageradas de dade inalienável com base na infeliz e odiosa Élder um remédio necessário podem ser fatais. A teoria da superioridade racial ou cultural. Russell M. Nelson misericórdia sem limites pode contrapor-se à Exortamos todas as pessoas em todo o Do Quórum dos Doze Apóstolos justiça. Assim, a tolerância sem limites pode mundo a reassumirem o compromisso de levar a uma permissividade desenfreada. respeitar os ideais consagrados da tolerância O Senhor traçou limites para definir o grau e do respeito mútuo. Cremos sinceramente aceitável de tolerância. Os perigos aumentam que, se tivermos consideração e compaixão quando esses limites divinos são desrespei- uns pelos outros, descobriremos que todos tados. Assim como os pais ensinam os filhos podem coexistir pacificamente, a despeito de pequenos a não correrem nem brincarem na nossas diferenças mais profundas.” 3 rua, o Salvador nos ensinou que não precisa- Juntos podemos permanecer intolerantes mos tolerar o mal. “E entrou Jesus no templo à transgressão, mas tolerantes com vizinhos de Deus (…) e derribou as mesas dos cambis- cujas diferenças lhes são sagradas. Nossos tas” (Mateus 21:12; ver também Marcos 11:15). amados irmãos de todo o mundo são todos Embora ame o pecador, o Senhor salientou filhos de Deus. Ele é nosso Pai. Seu Filho, que “não [pode] encarar o pecado com o Jesus, é o Cristo. Sua Igreja foi restaurada na mínimo grau de tolerância” (D&C 1:31). Terra nestes últimos dias para abençoar todos O verdadeiro amor pelo pecador pode os filhos de Deus. ◼ exigir um confronto corajoso — não aquies- Extraído de um discurso da conferência geral de cência! O verdadeiro amor não apoia com- abril de 1994. portamentos autodestrutivos. NOTAS 1. Ver Mateus 22:36–40; João 13:34–35; 15:12, 17; Romanos 13:8; I Tessalonicenses 3:12; 4:9; I Pedro Tolerância e Respeito Mútuo 1:22; I João 3:11, 23; 4:7, 11–12; II João 1:5. Nosso comprometimento com o Salvador 2. Ver Gênesis 1:28; D&C 59:15–21; Moisés 2:28; Abraão 4:28. nos leva a desprezar o pecado e seguir Seu 3. Declaração da Primeira Presidência e do Quórum dos Doze Apóstolos, 18 de outubro de 1992; con- mandamento de amar o próximo. Vivemos forme citado em “Church Exhorts Ethnic, Religious juntos nesta Terra, que deve ser trabalhada, Tolerance”, Church News, 24 de outubro de 1992, p. 4. Março de 2011 53
  • 56. Q uando eu era adolescente em Mat- eles me convidaram a aprender mais. Aceitei, sumoto, Japão, tinha muito interesse e eles me apresentaram as lições missioná- Élder Koichi em aprender inglês. Aos dezessete rias. Naquela época, eu não compreendia Aoyagi anos de idade, entrei para o clube de inglês nem reconhecia plenamente a importância Dos Setenta do curso médio da minha escola. No início do que estava aprendendo, mas senti o Espí- do ano escolar, o clube decidiu procurar um rito e entendi que os princípios ensinados falante nativo de inglês para praticarmos con- pelos missionários eram bons. Quando me versação. Procuramos muito, mas os instruto- convidaram para ser batizado, aceitei. res de inglês com quem falamos cobravam, e Contudo, antes de entrar para a Igreja, eu o clube não tinha condições de pagar. Desa- precisava receber a autorização de meus pais. nimados, quase desistimos. No início, eles se mostraram muito hostis à Então, certo dia, ao ir de bicicleta para a ideia — os ensinamentos cristãos lhes eram escola, vi rapazes americanos de terno distri- estranhos e bizarros. Mas eu não me conten- buindo folhetos. Peguei um e pus no bolso. taria em desistir. Pedi aos missionários que Depois das aulas, examinei o folheto e des- fossem a minha casa e explicassem sobre a cobri que era um convite para uma aula de Igreja a meus pais, sobre o que vinham me conversação em inglês. No folheto aparecia o ensinando e o que se esperaria de mim. O nome “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos AMINHO DOS O C Últimos Dias”. Eu nunca ouvira falar daquela Espírito abrandou o coração de meus pais e então recebi permissão para ser batizado. igreja, mas fiquei animado; eu resolvera o Afastamento problema do clube de inglês! Depois de batizado e confirmado, fre- No dia da aula seguinte, cerca de 30 mem- quentei o pequeno Ramo de Matsumoto, bros do clube me acompanharam. Os missio- que tinha de doze a quinze membros ativos. nários deram a aula, e todos gostamos muito. Fiz amizades e era um prazer frequentar as Desde o primeiro dia, notei que havia algo reuniões semanalmente. Cerca de um ano diferente nos missionários. Seu calor, amor, depois, concluí o curso médio e me mudei sua atitude positiva e alegria me impressio- para Yokohama a fim de ir à universidade. naram profundamente. Eles pareciam irradiar O ramo mais próximo era o Ramo Central luz — eu nunca conhecera antes ninguém de Tóquio, que tinha mais de 150 membros como eles. ativos. Ao frequentar aquele novo ramo, Depois de várias semanas, comecei a fazer sentia-me como um menino da roça perdido perguntas aos missionários sobre sua igreja, e na cidade grande. Tive dificuldade para fazer54 A L i a h o n a
  • 57. JOVENS amigos. Certo domingo, fiquei em casa em orar. Se eu não sentisse nada, poderia esque- vez de ir à Igreja. Logo parei de frequentar cer totalmente a Igreja e os mandamentos de vez. Comecei a fazer amizade com meus e nunca mais poria os pés lá. Contudo, se colegas de classe não membros, e a Igreja recebesse resposta, como prometera Morôni, começou a ficar cada vez mais distante de precisaria me arrepender, aceitar o evange- meus pensamentos. lho de todo o coração, voltar para a Igreja Isso durou vários meses. Então recebi e fazer tudo a meu alcance para seguir os certo dia uma carta de uma irmã do Ramo mandamentos. de Matsumoto. “Ouvi dizer que você parou de ir à Igreja”, escreveu ela. Fiquei surpreso. Parecia que alguém de meu novo ramo lhe S contara que eu não estava mais frequen- tando a Igreja! Aquela irmã continuou a carta O citando Doutrina e Convênios 121:34: “Eis que muito são chamados, mas poucos são ID escolhidos”. Em seguida, escreveu: “Koichi, ESCO LH Ao ajoelhar-me e orar naquela manhã, Uma coisa é ser batizado. Outra é perse- supliquei ao Pai Celestial que me respon- verar até você foi batizado como membro da Igreja. desse. “Se existes, se és real”, orei, “por o fim. Foi chamado, mas não está mais entre os favor, mostra-me”. Orei para saber se Jesus escolhidos”. Cristo era meu Salvador e se a Igreja era Ao ler aquelas palavras, fiquei cheio de verdadeira. Ao terminar, de repente senti arrependimento. Eu sabia que, de alguma algo. Fui envolvido por um sentimento forma, precisava mudar. Percebi que não cálido e meu coração se encheu de alegria. tinha um testemunho firme. Não tinha cer- Compreendi a verdade: Deus de fato vive teza da existência de Deus e não sabia se e Jesus é meu Salvador. A Igreja do Senhor Jesus Cristo era meu Salvador. Por vários realmente foi restaurada pelo Profeta Joseph dias, sentia ansiedade ao pensar na men- Smith e o Livro de Mórmon é a palavra de sagem da carta. Não sabia o que fazer. Foi Deus. então que, certa manhã, recordei algo que Nem é preciso dizer que orei pedindoILUSTRAÇÕES: SCOTT GREER os missionários tinham me ensinado. Eles perdão no mesmo dia e tomei a resolução de haviam pedido que eu lesse Morôni 10:3–5 guardar os mandamentos. Voltei para a Igreja e prometido que eu poderia saber a verdade e prometi ao Senhor que faria tudo o que por mim mesmo. Decidi que era preciso fosse necessário para permanecer fiel. Março de 2011 55
  • 58. Pouco tempo depois, a Igreja iniciou planos para cons- truir uma capela em Yokohama. Naquela época, os membros do ramo precisaram fazer contri- buições financeiras e doar horas de trabalho para a construção da capela. Quando o presidente QUATRO METAS da missão desafiou os membros do ramo a contribuírem com tudo o que pudessem, lem- 1. Ir o mais longe brei-me de meu compromisso possível no ensino de fazer tudo o que o Senhor superior. me pedisse. Assim, todos os dias durante quase um ano, eu 2. Servir uma ajudava na obra depois das aulas na universidade. missão de tempo integral. Alcançar Quatro Metas Mais ou menos na mesma época, o Élder 3. Casar-se no Spencer W. Kimball (1895–1985), que era conselhos dos servos do Senhor. Comprome- membro do Quórum dos Doze Apóstolos, ti-me a fazer tudo a meu alcance para seguir templo. visitou o Japão e incentivou os jovens da os conselhos do Élder Kimball e me dedicar Igreja a atingirem quatro metas: (1) ir o mais com afinco para edificar a Igreja. 4. Adquirir capaci- longe possível no ensino superior, (2) servir Nos anos seguintes, continuei a me empe- tação profissional a uma missão de tempo integral, principal- nhar por minhas quatro metas. Servi como mente os rapazes, (3) casar-se no templo e missionário de construção durante dois anos fim de sustentar a (4) adquirir capacitação profissional a fim de e ajudei a construir duas capelas em meu família. sustentar a família. Até aquele momento, eu país natal. Em seguida, fui chamado para nunca traçara planos para alcançar aqueles servir numa missão de proselitismo de tempo quatro objetivos. Mas depois me ajoelhei e integral. Pouco depois de voltar para casa, orei: “Pai Celestial, quero atingir essas quatro casei-me no templo com a jovem do Ramo metas. Por favor, ajuda-me”. de Matsumoto que me escrevera aquela Eu sabia que, para permanecer no cami- carta. Tempos depois, consegui o emprego nho dos escolhidos, precisava seguir os de meus sonhos numa firma de comércio56 A L i a h o n a
  • 59. JOVENSexterior. Ao seguir a palavra do Senhor e Decidam agora que farão tudo o que foros conselhos dos profetas, senti que estava necessário para permanecerem fiéis. Tomemnovamente no caminho dos escolhidos. E até a resolução de perseverar até o fim seguindohoje me esforço para permanecer nele. os mandamentos de Deus. Tracem metas justas e dignas para si mesmos. Instruam-se,Dar Ouvidos à Voz Dele sirvam missão, casem-se no templo e susten- Meus jovens irmãos, o Salvador nos tem sua família tanto espiritual quanto mate-chama continuamente, instando-nos a rialmente. Caso ainda não tenham adquiridosegui-Lo. O Salvador ensinou: “As minhas um testemunho, peço encarecidamente queovelhas ouvem a minha voz (…) e elas me se ajoelhem e peçam ao Pai Celestial queseguem” ( João 10:27). Vocês ouviram a voz lhes conceda um conhecimento da verdade.do Senhor; seguiram-No ao serem batizados Então, quando vier a resposta, comprome-em Sua Igreja. Não restam dúvidas: foram tam-se de todo o coração com a obra dochamados. Contudo, ser escolhido é algo Senhor. Façam tudo o que for preciso parabem diferente. trilhar o caminho dos escolhidos. ◼ Março de 2011 57
  • 60. ILUSTRAÇÃO: JENNIFER TOLMAN A Menina do Lindo Sorriso Eu estava com medo, mas descobri uma arma secreta para superar meus temores. Michelle Glauser P or vários meses, eu tinha me dúvidas de que ela queria deixá-los à apresentação com firmeza na voz, preparado para aquele dia com vontade. fazendo algumas pausas para sorrir minha professora de piano. Eu Em seguida, olhei a sala à direita. para ela. Ao fim de minha exposição, estava inscrita na Excelência Musical, Havia outra professora de piano, de agradeci-lhe pela atenção. Ela não uma competição anual que avalia os mais idade, e fiquei com as mãos frias me dava mais medo. Ao sair da sala, estudantes de música nos mais varia- ao ver seu olhar severo. Quanto mais sentia-me aliviada e feliz. dos aspectos — do conhecimento eu a via interagir com os alunos, mais Alguns meses depois, minha pro- teórico à dinâmica numa obra memo- nervosa ficava. Tudo o que me vinha fessora de piano leu para mim os rizada. Por fim, chegara o dia e com à mente era: “Espero pegar a primeira comentários do júri. Ao ler a última ele o nervosismo. jurada”. observação, ela disse: “Nossa, você Na parte mais aterradora da com- Li e reli minha apresentação. Ao impressionou mesmo esta jurada. petição era preciso tocar músicas para chegar ao início da fila, esperava que a Ela escreveu: ‘Michelle, a menina do o júri. Eu dominava minhas obras, pessoa à esquerda terminasse primeiro. lindo sorriso’”. Eu nem precisava per- mas minhas mãos tremeram ao tocar. Para meu desespero, foi o aluno à guntar quem escrevera aquilo. A tão temida apresentação che- direita que se dirigiu à porta. Eu achava Mudar minha atitude me ajudou gara ao fim. Eu poderia relaxar, pois que jamais conseguiria entrar lá. Então a dar o melhor de mim. Sempre que só faltava fazer minha apresentação me ocorreu a seguinte ideia: “Simples- uma missão difícil me aguarda, em oral sobre um compositor. Achei o mente abra um largo sorriso”. vez de mostrar indisposição, opto local certo e fiquei esperando numa Entrei saltitante e com o maior por torná-la gratificante e agradável. fila entre duas portas. Curiosa, olhei sorriso que já mostrara. Como disse Sei que minha atitude afeta minhas a porta à esquerda. Uma professora alguém, ao agirmos como se estivés- experiências. Ao procurar sempre simpática incentivava os alunos à semos felizes, sentimos felicidade. manter uma atitude positiva, tenho medida que entravam nervosamente Eu estava radiante ao apertar a mão aprendido a encarar com prazer e se cumprimentavam. Não havia da jurada. Em seguida, li minha meus desafios. ◼ 58 A L i a h o n a
  • 61. Testemunha Especial COMO O CRIANÇ ASILUSTRAÇÕES: BRYAN BEACH EVANGELHO ME AJUDA A SER O Élder David A. Bednar, do Quórum dos FELIZ? Extraído de um discurso proferido num devocional realizado na Universidade Brigham Young–Idaho, Doze Apóstolos, expõe em 23 de agosto de 2002. algumas ideias sobre o assunto. A fonte e a causa da verdadeira O plano de felicidade são a felicidade do Pai verdade do evange- Celestial foi conce- Nesta vida passamos lho e a obediência às bido para orientar Seus por experiências com o leis eternas. filhos, ajudá-los a alcançar carinho, o amor, a bondade, a felicidade e levá-los em felicidade, a tristeza, a decepção, segurança de volta à a dor e até mesmo limitações físicas presença Dele. a fim de nos prepararmos para viver de novo com o Pai Celestial. Há lições que precisamos aprender e expe- riências que precisamos viver Sabemos o na Terra. que é certo e errado e temos a responsabili- dade de aprender por nós mesmos “pelo estudo e tam- bém pela fé” (D&C 88:118) A obediência as coisas que devemos e aos princípios do evan- não devemos fazer. gelho permite a companhia constante do Espírito Santo. Para sua própria felicidade O Espírito Santo nos ajuda a e proteção, convido-os a conhecer, compreender e estudar e viver com mais diligência viver os ensinamentos o evangelho do Salvador. Deve- de Jesus Cristo. mos não só viver o evangelho, mas amar viver o evangelho. Ao agirmos assim, receberemos bênçãos incontáveis, maior força e verdadeira felicidade. 59
  • 62. A Operação de Elias “Todos os que recebem este sacerdócio a mim me recebem, diz o Senhor” (D&C 84:35). Jane McBride Choate Inspirado numa história verídica E lias olhou a quantidade de idade, um osso de sua perna escolar, o pai de Elias dera-lhe enorme de lição de casa que se infeccionou. A infecção piorou uma bênção. seu amigo lhe trouxera ao tanto que o médico decidiu retirar “É uma ótima ideia”, disse sair da escola. Elias perdera outra parte do osso, caso contrário Joseph o pai. semana de aulas por causa de uma poderia perder a perna ou até A mãe de Elias cruzou os braços infecção no ouvido. mesmo morrer. e abaixou a cabeça. Elias sentiu Naquela noite, os pais de Elias Na época de Joseph Smith, os as mãos do pai sobre sua cabeça. entraram em seu quarto. A mãe sen- médicos davam bebidas alcoólicas Com confiança cada vez maior na tou-se na beira da cama de Elias e para ajudar a diminuir a dor durante voz, o pai abençoou Elias para que segurou-lhe a mão. “Elias, o médico a operação, mas Joseph recusou-se não sentisse medo e se recuperasse acha que você precisa ser operado”, a ingerir a bebida sugerida pelo totalmente. disse ela. médico. E recusou-se a ser amar- Ao fim da bênção, Elias não “Que tipo de operação?” rado à cama. Garantiu que, se o pai sentia mais medo. “Agora posso ser “Ele quer pôr tubos em seus o segurasse, não se mexeria. O pai operado”, disse ele. ouvidos para evitar infecções no de Joseph segurou-o firmemente Três dias depois, foi internado e futuro”, explicou a mãe. “Não vai nos braços durante a dolorosa cirur- voltou para casa no dia seguinte. doer, e você vai receber alta no gia. A operação foi um sucesso, e As otites logo pararam, e Elias não dia seguinte.” Ela apertou a mão Joseph se recuperou. demorou para recuperar o tempo dele. Elias pensou na coragem de perdido fora da escola. ILUSTRAÇÕES: DILLEEN MARSH Elias confiava nos pais. Mas a Joseph e na fé que tinha em seu Elias sentiu gratidão por ser ideia de ser operado o amedron- pai. “Pode me dar uma bênção, membro da Igreja de Jesus Cristo tava. Pensou na história que ouvira pai?” perguntou. Elias sabia que dos Santos dos Últimos Dias e por na Primária sobre Joseph Smith. uma bênção do sacerdócio pode- poder ser abençoado por meio do Quando Joseph tinha sete anos ria ajudá-lo. No início do ano sacerdócio. ◼60 A L i a h o n a
  • 63. CRIANÇ ASO “ sacerdócio (…) é [uma] oportunidade para abençoar a vida das pessoas.” Presidente Thomas S. Monson, “O Poder do Sacer- dócio”, A Liahona, janeiro de 2000, p. 59. Março de 2011 61
  • 64. Presidente Henry B. Eyring Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência Conta as Bênçãos E squecer-se de Deus tem sido um problema entre Seus filhos desde o começo do mundo. Pensemos na época de Moisés, quando Deus enviava maná do céu e conduzia e protegia Seus filhos usando meios miraculosos e visíveis. Ainda assim, o profeta advertia o povo: “Tão-somente guarda-te a ti mesmo (…) que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto” (Deuteronômio 4:9). Ache maneiras de reconhecer e recordar a bondade de Deus. Isso vai fortalecer seu testemunho. Deve estar lembrado daquele hino que canta- mos às vezes: “Conta as bênçãos (…), uma a uma, dize-as de uma vez e verás, surpreso, o quanto Deus já fez” (“Conta as Bênçãos”, Hinos, nº 57). Quando nossos filhos eram pequenos, comecei a fazer anotações todos os dias sobre acontecimentos do cotidiano. Eu não falhava um único dia sequer, por mais cansado que estivesse ou por mais cedo que precisasse me levantar no dia seguinte. Antes de escrever, eu refletia sobre a seguinte pergunta: “Hoje vi a mão de Deus estendida para tocar a nós, a nossos filhos ou a nossa família?” Ao pensar no dia, identificava evidências do que Deus fizera por algum de nós e que eu não reco- nhecera no momento, por estar atarefado. Percebi que o esforço para recordar permitira que Deus me mostrasse o que Ele fizera. O Espírito Santo nos ajuda a ver o que Deus tem feito por nós. Testifico que Deus nos ama e nos abençoa mais do que a maioria de nós reconhece. Sei que isso é verdade, e recordá-Lo me traz alegria. ◼ Extraído de um discurso proferido na conferência geral de outubro de 2007.62 A L i a h o n a
  • 65. CRIANÇ ASE VERÁS SURPRESO COMO O SENHOR ABENÇOOUV ocê pode aprender a dar-se conta das bênçãos que o Pai Celestial lheconcede da mesma forma que o Presi- OS FILHOS DE ISRAEL O livro de Êxodo no Velho Testamento conta como o Senhor ajudou seu povo escolhido quando eles tiveram problemas. Faça a correspondência de cada problema com umadente Eyring — anotando-as. bênção que o Senhor mandou para ajudar Seu povo.1 Deixe um caderno ou diário e um lápis ou uma caneta ao lado da cama. PROBLEMAS BÊNÇÃOS2 Todas as noites, antes de orar e dormir, anote: • A data. 1. O povo escolhido do Senhor estava A. O Senhor mandou muitas pragas ao Egito, e o faraó escravizado no acabou por libertar o povo. • Duas ou três coisas boas que acon- Egito. teceram no dia. • Como você acha que essas coisas boas são bênçãos do Pai Celestial. 2. O faraó, rei do B. O Senhor deu a Moisés os Dez3 Ao orar, não deixe de agradecer ao Pai Celestial pelas coisas boas que lem-brou. Também pode relatar aos familiares Egito, não permitia que eles fossem Mandamentos. Ele permitiu que todo o povo ouvisse Sua voz e embora. mostrou-Se a alguns deles.as bênçãos identificadas! 3. O faraó deixou o C. O Senhor mandou Moisés povo partir, mas depois bater numa rocha com seu seu exército correu cajado, e dela jorrou água. atrás deles para tentar levá-los de volta. 4. O povo sentiu sede D. O Senhor mandou Moisés no deserto. conduzir o povo para fora do Egito rumo à terra prometida. 5. A comida acabou, E. O Senhor abriu o e eles sentiram Mar Vermelho para que fome. o povo fugisse. 6. O povo precisava F. O Senhor mandou para o povo de ajuda para um alimento que tinha gosto de seguir o Senhor. pão e mel. Chamava-se maná e aparecia no chão todas as manhãs. ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA DE WESTON COLTON; ILUSTRAÇÕES DE KEITH CHRISTENSEN 63 Respostas: 1. D; 2. A; 3. E; 4. C; 5. F; 6. B. Março de 2011
  • 66. DAR VIDA À PRIMÁRIA Pode-se usar esta lição e atividade para aprender mais sobre o tema da Primária deste mês. O Pai Celestial Nos Fala por Meio de Seus Profetas JoAnn Child e Cristina Franco Atividade “O que eu, o Senhor, disse está dito; Recorte as tiras de papel com as (…) seja pela minha própria voz ou fotografias da Primeira Presidência pela voz de meus servos, é o mesmo” e do Quórum dos Doze Apóstolos. S (D&C 1:38). Cole a extremidade de cada tira no e você precisasse de alguém começo da tira seguinte. Dobre o para transmitir uma mensa- papel nas linhas de modo a fazer gem importante às pessoas um livreto. que você ama, que tipo de pessoa Usando a lista abaixo, escreva escolheria? É provável que esco- o nome de cada autoridade geral lhesse alguém honesto, responsável embaixo da respectiva fotografia. e confiável. Ouça os discursos deles da con- O Pai Celestial envia Suas men- ferência geral e use o livreto para sagens a Seus filhos na Terra por fazer anotações. Exponha suas meio de profetas. Ele sabe que Seus ideias sobre a conferência geral profetas são honestos, responsáveis, numa refeição com a família ou na confiáveis e justos. à leitura do Livro de Mórmon: “E reunião familiar. ◼ Nas escrituras lemos as palavras quando receberdes estas coisas, eu de muitos profetas que registraram vos exorto a perguntardes a Deus, mensagens inspiradas concedidas o Pai Eterno, em nome de Cristo, se Thomas S. Monson pelo Pai Celestial a Seus filhos. estas coisas não são verdadeiras; e Henry B. Eyring Vamos aprender sobre alguns dos se perguntardes com um coração Dieter F. Uchtdorf ensinamentos dos profetas nas sincero e com real intenção, tendo Boyd K. Packer escrituras. fé em Cristo, ele vos manifestará a L. Tom Perry Russell M. Nelson Malaquias transmitiu ao povo a verdade delas pelo poder do Espí- Dallin H. Oaks mensagem do Senhor relativa ao rito Santo” (Morôni 10:4). M. Russell Ballard pagamento do dízimo e das ofertas Joseph Smith recebeu uma men- Richard G. Scott (ver Malaquias 3:8–10). sagem especial do Pai Celestial e Robert D. Hales Alma, filho de Alma, deixou seu Jesus Cristo (ver Joseph Smith—His- Jeffrey R. Holland cargo de juiz supremo para ser mis- tória 1:11–20). Joseph Smith passou David A. Bednar sionário em todo o país (ver Alma a vida proclamando essa mensagem Quentin L. Cook 4:15–20). Levou a mensagem de a todos. D. Todd Christofferson Deus a muitos. Somos abençoados por termos Neil L. Andersen Morôni transmitiu a mensagem um profeta hoje. Podemos ouvir do Pai Celestial a todos nós ao mensagens do Pai Celestial ao deixar-nos a promessa relacionada escutarmos o profeta.64 A L i a h o n a
  • 67. CRIANÇ AS Anotações da Conferência Geral ILUSTRAÇÃO: JAMES JOHNSON
  • 68. Rebecca Barnum Inspirado numa história verídica A Resposta no Dia de Atividade “Não recebeis testemunho senão depois da prova de vossa fé” (Éter 12:6). Q ue dia horrível! Hoje na escola não conversei com ninguém, não brinquei com ninguém no recreio e me sentei sozinha na hora do almoço. Minha família já mora nesta nova cidade há duas sema- nas e ainda não tenho amigos! Ao ir para minha nova casa, vi minha irmã mais nova brincando na rua com a menina que mora em frente. Ela acenou para mim. “Oi, Rosa!” Virei a cabeça e não respondi. Três meninas de nossa Minha mãe apertou-me a mão. “Talvez o tele- rua são da idade de minha irmã mais nova. E quantas fonema da irmã Graça seja a resposta”, são de minha idade? Nenhuma. Ninguém! disse ela. Entrei contrariada em casa e larguei a mochila no “Como pode ser a resposta a minhas orações?” chão. perguntei. “A irmã Graça, da Primária, telefonou para lembrar “Às vezes, quando oramos, o Pai Celestial espera que que hoje é o dia de atividade”, informou a mãe. façamos algo para ajudar a responder a nossas orações”, “Não quero ir para o dia de atividade”, resmunguei. explicou a mãe. “Isso se chama agir com fé. Não basta “Acabo de passar o dia inteiro com gente que não orar. Às vezes precisamos agir com fé antes de receber conheço. Não quero passar outra hora com meninas a bênção.” desconhecidas!” Conversar com estranhos pode ser fácil “Será que é possível?” pensei. “Será que ir ao dia de para algumas pessoas, mas não para mim. atividade era a resposta a minhas preces?” “Sei que foi difícil mudar para cá e deixar todos os Pouco depois, minha mãe perguntou se eu queria ILUSTRAÇÃO: NATALIE MALAN velhos amigos”, disse a mãe. “Tenho orado para conse- carona para a atividade. Respirei fundo e respondi afir- guirmos fazer novas amizades logo.” mativamente com a cabeça. Embora eu estivesse com “Eu também”, respondi. “Oro por isso todas as noites, medo, parecia ser a atitude certa. mas até agora o Pai Celestial não respondeu a minhas Meu coração batia acelerado ao chegarmos à capela. orações. Parece que Ele não está ouvindo.” A irmã Graça me deu as boas-vindas e me levou a uma66 A L i a h o n a
  • 69. “ D eus nem CRIANÇ AS sempre o recompensará imediatamente de acordo com os seus desejos. Em vez disso, Deus irá responder com o que for melhor para você em Seu plano eterno.” Élder Richard G. Scott, do Quórum dos Doze Apóstolos, “O Poder Alentador da Fé nos Momentos de Incerteza e Provação”, A Liahona, maio de 2003, p. 77.cadeira à mesa. Sua voz suave e seu sorriso caloroso me quanto tínhamos em comum. Ambas gostávamos deajudaram a me sentir melhor. patinar! Uma menina do outro lado da mesa olhou para mim. Quando minha mãe veio me buscar ao fim da ativi-“Olá, sou a Teresa”, disse ela. “Você é nova aqui?” dade, pulei no carro. Eu estava com um nó na garganta, assim respondi “Mãe, posso brincar com minha nova amiga Teresa?”apenas com um gesto da cabeça. Acenei para a Teresa, e ela respondeu. “Acho que já a vi na escola”, continuou Teresa. “Qual Minha mãe adorou a ideia, e eu e minha nova amigaé sua classe?” patinamos em minha rua até anoitecer. Nervosa, engoli em seco. “A classe da professora Naquela noite, ao ajoelhar-me ao lado da cama paraLídia”, respondi. orar, agradeci ao Pai Celestial por ter atendido a minhas “Sou da turma ao lado!” exclamou ela. orações. A princípio eu estava com medo de ir ao dia Conversamos sobre a escola e nossas matérias de atividade, mas que bom que fui. Fico contente porpreferidas. Durante a conversa, fiquei surpresa com o ter tido coragem de agir com fé. ◼ Março de 2011 67
  • 70. Nossa Página “Nosso Presidente Thomas S. Monson”, de Tyla J., 7 anos, Utah, EUA M ande seu desenho, sua fotografia, sua experiência ou seu testemu- nho para Nossa Página, acessando o site liahona@LDSchurch.org e escrevendo “Our Page” no campo Assunto. Todo material enviado precisa incluir o Sonya K., 5 anos, Rússia nome completo da criança, o sexo e a idade (que deve ser entre 3 e 12 anos), bem como o nome dos pais, a ala ou o ramo, a estacaO DIA MAIS IMPORTANTE ou o distrito e a permissão por escrito dosDE MINHA VIDAN pais ou responsáveis (aceita-se por e-mail). esta fotografia apareço com meu pai no Os textos podem ser editados por motivo de dia de meu batismo, há dois anos. Sempre clareza ou de espaço. me lembrarei desse dia, pois foi o mais importante de minha vida. Foi o dia em que fiz convênio com o Pai Celestial. Sei que o Pai Celestial e Jesus Cristo vivem e me amam muito. Celeste e Giuliana C., Gosto muito de ir de 7 e 6 anos, ao templo. Embora eu da Argentina, ainda não possa entrar, gostam de gosto de ir lá e sempre ajudar a mãe lembro a meus pais arrumando o quarto e guardando os brinquedos e que devem ir ao roupas. Também cuidam do irmãozinho e brincam com ele quando a mãe está ocupada. A família templo. adora visitar os jardins do templo juntos. Celeste e Milton Aarón V., Giuliana dizem que isso deixa a família mais unida. 10 anos, Equador
  • 71. PÔSTER DA S ESCRITUR A S CRIANÇ AS MoisésMOISÉS ABRE O MAR VERMELHO, DE ROBERT T. BARRETT © IRI Sobre Moisés Onde Aprender Mais O Senhor deu a Moisés o poder Êxodo 3–14 Moisés realiza milagres e tira os israeli- de realizar milagres. Ele abriu o Mar Vermelho para os tas do Egito. israelitas fugirem do Egito. Algum tempo depois, ele Êxodo 19–20 O Senhor revela a Moisés os Dez recebeu os Dez Mandamentos. Mandamentos. Talvez você nem sempre entenda por que o Senhor deseja que você faça certas coisas na vida, mas se for obediente e tiver fé como Moisés, o Senhor o abençoará. Março de 2011 69
  • 72. PA R A A S C R I A N C I N H A S O Exemplo de Oração de Daniel Laurie Williams Sowby Inspirado numa história verídica 2. Quando chegou ao Peru, “Ninguém despreze a tua moci- Daniel ficou feliz ao ver dade; mas sê o exemplo dos fiéis” os avós. Também sentiu (I Timóteo 4:12). um pouco de saudades de casa. As coisas no Peru eram diferentes 1. Daniel estava animado. Estava via- em relação à Espanha, jando de avião para visitar os avós seu país. Mas ele no Peru. Eles não eram membros da sabia que uma coisa Igreja, mas ele os amava e eles tam- seria igual. bém o amavam. 4. Por que quer orar? Porque Jesus mandou. 3. Podemos orar antes de dormir? ILUSTRAÇÕES: SCOTT PECK Está bem. Como você ora?70 A L i a h o n a
  • 73. CRIANÇ AS5. Precisamos nos ajoelhar, 6. Podemos agradecer ao Pai abaixar a cabeça e fechar Celestial por nossas bênçãos os olhos. e pedir-Lhe ajuda. 7. Os avós de Daniel ficaram tão impressionados que oraram 8. Daniel sentia felicidade ao todas as manhãs e noites durante a visita de Daniel. orar com os avós. Ele sabia que o Pai Celestial também ficava feliz. Março de 2011 71
  • 74. PARA AS CRIANCINHAS SER UM BOM EXEMPLO AJUDA PARA OS PAIS D aniel está aprendendo a dar um bom exemplo. Desenhe um rosto sorridente nos círculos perto dos desenhos em que Daniel mostra um bom exemplo. Desenhe um rosto triste nos círculos perto dos • Leia a história “O Exemplo de Oração de Daniel” com seu filho. Conte uma experiência em que o bom exemplo desenhos em que Daniel dá mau exemplo. de alguém o tenha ajudado. • Conte a história de Abinádi do Livro de Mórmon (ver Mosias 11–17). Explique-lhe que o forte exemplo e os ensinamentos de Abinádi ajudaram a converter Alma à verdade. À ESQUERDA: ILUSTRAÇÕES DE SCOTT PECK72 A L i a h o n a
  • 75. CRIANÇ AS espondência de Escritu orr ras C A s escrituras trazem histórias sobre os profetas e outras pessoas que são exemplos de como ser obediente ao Pai Celestial. Siga as linhas para achar em qual livro das escrituras se encontra a história de cada profeta. Novo Livro de Mórmon Testamento Velho Testamento Pérola de Grande ValorÀ DIREITA: DANIEL NA COVA DOS LEÕES, DE CLARK KELLEY PRICE © IRI; O PROFETA JOSEPH SMITH, DE ALVIN GITTINS; JOÃO BATISTABATIZA JESUS, DE GREG K. OLSEN, REPRODUÇÃO PROIBIDA; NÉFI REPREENDE OS IRMÃOS REBELDES, DE ARNOLD FRIBERG Néfi Daniel Joseph Smith João Batista Março de 2011 73
  • 76. Notícias da Igreja Aplicar o que Se Aprende na Conferência Transforma Vidas Melissa Merrill P Revistas da Igreja ouco depois da conferência geral de outubro de 2010, Jared e Kathleen Smith, de Utah, nos EUA, decidiram passear de carro na vizi- nhança, com seus três filhos, para desfrutar a bela paisagem do outono. Antes de sair, o irmão Smith colocou um frasco de óleo consagrado no bolso. As palavras do Presidente Henry B. Eyring no discurso dirigido ao sacerdócio, encorajando os homens a estar prontos a servir no sacerdócio em todas as ocasiões, ficaram gravadas em sua mente (ver “Servir com o Espírito”, A Liahona e Ensign, novembro de 2010, p. 59). A mensagem e Eventos da Igreja no site LDS.org em lds.org/ No caminho para casa, a família viu um grupo do Élder church/news/how-general-conference-changed- de pessoas ao redor de uma garotinha caída no James B. my-life. chão, aparentemente devido a um traumatismo Martino na craniano. Eles ouviram uma mulher gritar: “Por conferência Anne Te Kawa, Tararua, Nova Zelândia favor, alguém tem óleo consagrado? Por favor!” O deu a Anne No início de 2010, eu estava enfrentando sérios irmão Smith rapidamente pegou seu óleo e deu-o Te Kawa, da desafios pessoais. O bispo sugeriu que eu pode- ao pai da menina. Após a bênção do sacerdócio, a Nova Zelândia, ria beneficiar-me ao receber aconselhamento menina recobrou a consciência e começou a con- a confiança profissional. Fiquei chocada com a ideia. Como versar com os pais. Momentos depois, os paramé- para orar pela trabalho e sou treinada na área de tratamento dicos chegaram e levaram-na para o hospital. orientação de de viciados em drogas e álcool, pensei: “Eu sou “Senti um ardor e uma paz no coração por que precisava. praticamente uma conselheira! Não necessito de estar no local certo, na hora certa, por estar com ajuda de fora”. o óleo e, como o Presidente Eyring falou, por Eu ainda lutava com alguns de meus desafios estar pronto”, disse o irmão Smith. “Nossos filhos — e com o orgulho — quando chegou a época viram o poder da bênção do sacerdócio e saímos da conferência geral de abril. O Élder James B. dali sentindo o amor do Pai Celestial por nós, por Martino, dos Setenta, fez um discurso intitu- aquela garotinha e por sua família.” lado: “Todas as Coisas Contribuem Juntamente Como os Smith, muitas famílias foram abençoa- para o Bem” (ver A Liahona e Ensign, maio de das por seguir os conselhos recebidos durante a 2010, p. 101), que tratava de como enfrentar as conferência geral. Enquanto os membros se pre- dificuldades. param para outra conferência geral, três famílias Sua mensagem impressionou-me, e tomei compartilham aqui suas histórias sobre dar aten- a decisão de orar por orientação sobre o que ção à voz profética. deveria fazer. Saí da conferência com o desejo de Para mais histórias (em inglês) ou comparti- buscar a fé e de confiar no Salvador para guiar-me lhar sua experiência (em qualquer idioma), leia por meio do Espírito Santo. a versão completa deste artigo na seção Notícias Por duas semanas ponderei e orei e, finalmente,74 A L i a h o n a
  • 77. decidi que deveria tentar o aconselhamento coisas aquietaram boa parte de minha ansiedadeprofissional. Isto tem sido uma experiência útil pelo futuro. Sinto que se fizer minha parte aoe bem-sucedida. Além disso, reler o discurso ensinar a Eliza o que precisa saber e seguir o con-do Élder Martino, ser elevada pela oração ao selho profético, ela será abençoada no futuro.Pai Celestial e confiar na Expiação de Seu Filho,Jesus Cristo, dão-me segurança contínua. Testifico Sela Fakatou, West Midlands, Inglaterraque buscar o Senhor com humildade é sempre a Em nossa família, todos são ocupados. Às vezesmelhor forma de superar as dificuldades. Ele nos não conseguimos tempo para ouvir atentamenteguiará para sabermos as coisas específicas que um ao outro ou para ser gentis e educados. Então,precisamos fazer. ao nos prepararmos para a conferência geral, oramos para saber como estreitar nossos laçosAndrea Roueche, Texas, EUA familiares. Collin e eu nos tornamos pais em outubro de O discurso do Élder Robert D. Hales: “Nosso2009. Quando nossa filha, Eliza, estava com cinco Dever para com Deus: A Missão dos Pais e Líde-meses, começamos a conversar sobre quando res para com a Nova Geração” (ver A Liahona e Collin e Andreaa incluiríamos em nossa reunião familiar e no Ensign, maio de 2010, p. 95), foi uma resposta a Rouecheestudo das escrituras. Valeria a pena realizar a nossas orações e dúvidas. encontraram asreunião familiar quando ela estivesse acordada? respostas que Fui especialmente tocada pela história do netoSerá que realmente conseguiria tirar proveito da buscavam na do Élder Hales perguntando: “Vovô! Você está aí”?leitura em voz alta do Livro de Mórmon? mensagem de O Élder Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, Durante a conferência geral de abril de 2010, conferência do explicou: “Estar aí significa compreender o cora-o Élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Élder David A. ção de nossos jovens e conectar-nos com eles. EApóstolos, disse: “Os jovens de todas as idades, Bednar. conectar-nos com eles significa não apenas con-inclusive os bebês, podem ser influenciados pelo versar com eles, mas também realizar atividadesespírito especial do Livro de Mórmon” (“Vigiar com eles”.com Toda a Perseverança”, A Liahona Temos nos esforçado para melhorare Ensign, maio de 2010, p. 40). nossa interação um com o outro. No jan- As mudanças que fizemos tar, conversamos sobre as atividades doforam simples e graduais. dia. Conversamos sobre os desafios comTocamos um CD com músi- os quais nos defrontamos e como o quecas da Primária para Eliza aprendemos nas escrituras nos ajuda aregularmente. Lemos alguns enfrentar e superar esses desafios.versículos do Livro de Mór- Conseguir tempo para essasmon com ela na hora do mudanças demanda esforço. Masjantar. Começamos a ver como esses bons hábitos sefazer a oração familiar tornaram parte da vida familiar,um pouco antes de faz-me sentir um amor espe-Eliza dormir. Em nos- cial por eles. Quando sigo ossos passeios, aponto os conselhos proféticos recebidospássaros e digo a ela: na conferência, as respostas a“Jesus criou aqueles outras questões vêm a minhapássaros para nós”. mente e descubro novas manei-Ela pode não entender ras de ser mais semelhante aoagora, mas compreen- Salvador Jesus Cristo. Mais doderá depois. que nunca antes, sinto paz em Descobri que essas vez de preocupação. ◼ Março de 2011 75
  • 78. Plantar Sementes de Autossuficiência em Pequenos Espaços Allie Schulte Departamento de Bem-Estar M uitos membros da Igreja moram em apartamentos ou casas pequenas, sem espaço no quintal para uma horta. Outros moram em regiões secas onde o solo é improdutivo. Outros acham que não têm tempo ou condições financeiras para cul- tivar seu próprio alimento. Ainda assim, com fé, diligência, paciência e um pouco de criati- vidade, qualquer pessoa pode ter sucesso ao cultivar uma horta. Quando os membros, em espírito de oração, refletem sobre o conselho de cultivar hortas e buscam maneiras de ser obedientes a esse princí- pio, ficam surpresos com as soluções encontradas. FOTOGRAFIA: NOELLE CAMPBELL Eis algumas experiências e recomendações de membros que seguiram o conselho de cultivar uma horta. Cultivar Hortas sem Gastar Muito Enquanto morava em um pequeno aparta- mento de condomínio, Noelle Campbell, de Caixas, baldes, concreto de 2,5 m por 2,5 m, transformado em Houston, Texas, nos EUA, descobriu que a garrafas e uma horta verde, viva e produtiva”, Noelle diz. maioria das coisas de que precisava para cul- outros recipien- tivar uma horta estava bem ali em seu lar. No tes podem ser Usar Embalagens pátio, ela começou a cultivar vegetais em reci- usados para Em Alberta, no Canadá, Shirley Martin sabe, pientes usados — qualquer um, desde embala- transformar por experiência própria, que é possível cultivar gens de sabão em pó até baldes de areia para pequenos espa- quase todo tipo de planta em recipientes tão sim- gatos. ços em hortas ples como garrafas de suco ou refrigerante. Ela Ela se surpreendeu com a quantidade de ali- produtivas. diz que a chave para que a horta em embalagens mentos que produziu em pequenos recipientes. seja bem-sucedida é a iluminação, uma simples Ela então aumentou sua horta, ainda usando janela ou uma lâmpada projetada para promo- material coletado dentro de casa. Prateleiras e ver o crescimento das plantas. Deve-se, também, cestos velhos tornaram-se uma horta vertical. A aguar com mais frequência, já que a água nas armação de um velho trampolim é agora usada embalagens evapora mais rapidamente do que para apoiar feijões, ervilhas e outras plantas trepa- nas hortas comuns. deiras. Ela usa ainda velhas grelhas de churrasco “Nesse ano” Shirley diz, “estou cultivando uma para evitar que os tomates tombem. horta na cozinha em alguns potes, onde plan- “Gosto muito do desafio de cultivar hortas tei ervas, alface, tomates, cebola, cebolinha e em recipientes, de ver meu pátio, um pedaço de pimenta. Sua imaginação é o limite”.76 A L i a h o n a
  • 79. NOTÍCIAS DOS TEMPLOSAprender Fazendo O Presidente Templo a Caminho Kwan Wah Kam, de Hong Kong, primeirodecidiu plantar uma horta para complementar Monson Preside na Argentinaseu armazenamento doméstico. Ela nunca havia Abertura de O Élder Neil L. Andersen, dotentado cultivar seu próprio alimento, mas decidiu Terreno em Roma Quórum dos Doze Apóstolos,que poderia aprender tudo o que precisava por presidiu a abertura de terrenomeio de livros. O Presidente Thomas S. para um templo em Córdoba, Apesar das informações encontradas terem Monson presidiu a abertura de Argentina, em 30 de outubro desido úteis, Kwan logo descobriu que as maiores terreno para o Templo de Roma 2010. É o mesmo local onde foilições que aprendeu vieram, na verdade, durante Itália, em 23 de outubro de construída uma das primeiraso processo de plantar a horta. A cada ano de 2010. Anunciado há dois anos, capelas da Igreja na Argentina.experiência, aprendeu mais sobre qual o melhor o templo de três andares, com “Que maravilha é que seusolo para cada semente, como diferenciar semen- 3.700 metros quadrados, será propósito final seja receber ates boas de ruins, as diversas maneiras de aguar e o décimo segundo na Europa casa do Senhor,” disse o Élderfertilizar as plantas e a época mais adequada para Andersen. O templo será ocultivar vários vegetais. segundo na Argentina. O pri- Entretanto, as lições que Kwan aprendeu não meiro templo fica na capital,ficaram limitadas somente à horticultura. Uma Buenos Aires.noite, uma terrível tempestade ameaçou destruirsua horta. De manhã, ela ficou surpresa ao desco-brir que as plantas não haviam sido danificadas, Abertura demas, em vez disso, cresceram mais fortes com a Terreno em Gilbert,água adicional. no Arizona “Com essa experiência, aprendi que tendo O Élder Cláudio R. M. Costa,fé em Deus, podemos tornar-nos mais fortes ao da Presidência dos Setenta, pre-enfrentar nossos desafios e dificuldades com sidiu a abertura de terreno paracoragem” Kwan diz. “As bênçãos que recebi por o Templo de Gilbert Arizona,cultivar uma horta são tanto temporais quanto em 13 de novembro de 2010. Osespirituais.” ◼ Templos de Gila Valley Arizona e Gilbert Arizona, anunciados em 26 de abril de 2008, foram O Presidente Thomas S. Monson os primeiro anunciados pelo presidiu a abertura de terreno Presidente Thomas S. Monson, “Posso contar os anos em que não cultivei uma horta. Mesmo agora, morando em um para o Templo de Roma Itália, em depois que ele se tornou Pre- condomínio, ainda planto e colho de minha horta 23 de outubro de 2010. sidente da Igreja. O Templo de todo ano. (…) A cada primavera quando vejo Gilbert Arizona será o quarto no uma pequena e insignificante semente e a coloco e o primeiro na Itália. Quando Arizona. Um quinto, o Templo em um viveiro de sementes, fico maravilhado estiver concluído, será usado de Phoenix Arizona, ainda está com o quanto ela irá produzir.” pelos membros da Itália e de em planejamento. ◼ Élder L. Tom Perry, do Quórum dos Doze Apóstolos, “The países vizinhos. O local, de seis Law of the Harvest” [A Lei da Colheita], New Era, outubro de 1980, p. 4. hectares, será um centro reli- gioso e cultural com uma capela multifuncional, um centro de visitantes, um centro de história da família e um alojamento para os membros. Março de 2011 77
  • 80. COMENTÁRIOS IDEIAS PARA A REUNIÃO FAMILIAR Amo os Pôsteres Esta edição contém atividades e artigos que podem ser usados na reunião familiar. A revista A Liahona é sempre tão Seguem-se alguns exemplos. interessante! Porque nos incentiva a participar de várias maneiras, identi- “Separados por uma Enchente, de Julie B. Beck, convide os membros da fico-me cada vez mais com ela. Amo Unidos pela Oração”, página 14: família a conversar a respeito da importân- os pôsteres. Eu os emolduro e os Após ler o artigo, vocês cia da doutrina sobre a família. Conversem penduro em meu escritório. Obrigada podem enfatizar os prin- sobre as ameaças à família e como elas a todos pelo ótimo trabalho. cípios da oração, lendo podem ser superadas por meio da fé. Bertha Viola Retiz Espino, México juntos Alma 34:18–27. Ajude a sanar qualquer preocupação ou Incentive os membros hesitação que os filhos possam ter sobre da família a comparti- formar sua própria família, na época Número de Membros lhar experiências sobre adequada. Continua a Aumentar quando suas orações foram respondidas. “Conte as Bênçãos”, página 62: Antes Nós, os membros do Ramo “O Poder de Cura”, página 18: Após de ler o artigo em família, espalhe objetos Abuakwa, em Gana, recentemente ler e conversar sobre cada parte do artigo, pelo aposento que lhes façam lembrar celebramos o primeiro aniversário convide a família para cantar “Sim, Eu Te suas bênçãos. Isso pode incluir roupas, de nosso ramo. Começamos com Seguirei” (Hinos, nº 134). Em família, con- alimentos, escrituras, gravuras do Salva- uma frequência de 50 pessoas na versem sobre como reagir de maneira posi- dor, fotografias da família, e assim por reunião sacramental e agora temos tiva quando forem ofendidos. Conversem diante. Peça aos familiares que procurem 128. Amamos nossos líderes. Lemos sobre como a compreensão e a aplicação por essas “bênçãos” e digam por que são e estudamos a Liahona, compra- da Expiação em sua vida podem “curar gratos por elas. Você pode convidar os mos exemplares adicionais para os corações feridos, mal-entendidos e rancor”. membros da família a fazer uma lista de recém-conversos e para outros que “Ensinar a Doutrina da Família”, coisas pelas quais são gratos e sugerir que não a têm e o número de membros página 32: Ao compartilhar a mensagem a leiam ocasionalmente. continua aumentando a cada dia. Sabemos que o Livro de Mórmon é verdadeiro. Christopher Pidoal, Gana Reunião Familiar Longe da Família Três de meus filhos estão estudando longe de casa no momento, então realizamos a reunião familiar pela Internet. Envio-lhes e-mails contando sobre as experiências Uma Âncora no Mar Revolto espirituais que temos em casa e as lições que partilhamos de A Liahona ou das escrituras Como sou grato por ter a Liahona — especialmente do Livro de Mórmon. Se a semana passa e me esqueço de escrever, em meu lar! Ela é uma fonte de todos eles dizem: “Mãe! Por favor! Sentimos saudades da Reunião Familiar”. Ao estar poder. Um dia, quando minha mente conosco dessa maneira, eles conseguem fortalecer-nos, mesmo que não estejam em era bombardeada por pensamentos casa fisicamente. impuros, mergulhei na Liahona e Acredito que a Reunião Familiar é um programa inspirado, porque nos ajuda a aqueles pensamentos foram embora. construir um alicerce na rocha sólida de nosso Salvador, Jesus Cristo. A Reunião Familiar A Liahona ajudou–me a limpar meus também nos ajuda a realizar o que o Senhor deseja para nós — que possamos estar pensamentos e serviu como uma juntos em família na eternidade. ◼ âncora de segurança em um mar Norma Leticia Treviño de Taylor, Nuevo León, México revolto. Victorino F. Dela Cruz Jr., Filipinas Envie seus comentários e suas suges- tões para Liahona@LDSchurch.org. Seus comentários podem ser alte- rados por motivo de espaço ou de clareza. ◼78 A L i a h o n a
  • 81. Para que Manuais? ou procedimento,” disse o Presi- dente Monson. “Há segurança nosQ manuais”. uando os líderes da Igreja Primeira Presidência ao responder às apresentaram os dois novos perguntas e corrigir os erros relacio- Facilitar a Revelação manuais e ajudaram a explicar nados aos procedimentos. Os manuais ajudam a facilitar acomo implementar as normas neles revelação quando os líderes locaiscontidas, durante as duas recentes buscam a orientação do Espírito aoreuniões mundiais de treinamento de administrar os assuntos da Igreja.liderança, eles também responderam “Quando os líderes da Igreja conhe- FOTOGRAFIA: WELDEN C. ANDERSENà pergunta: Por que os manuais são cem suas obrigações e seguem osimportantes? procedimentos estabelecidos, eles Entre as muitas formas pelas quais convidam o Espírito Santo a inspirá-os manuais da Igreja podem ser los e a inspirar as pessoas a quem ser-uma bênção estão: (1) manutenção vem”, disse o Élder Quentin L. Cook,da integridade dos procedimentos do Quórum dos Doze Apóstolos, na Os líderes da Igreja que conhecem edurante o rápido crescimento, reunião de novembro de 2010. seguem os manuais, convidam a orienta-(2) redução da carga da Primeira O irmão David M. McConkie, pri- ção do Espírito Santo para inspirá-los.Presidência e (3) ajuda para facilitar a meiro conselheiro na Presidênciarevelação na administração local. Geral da Escola Dominical, ilustrou a “Quando nós, da Primeira Presi- importância dos manuais na conferên-Integridade e Crescimento dência, nos reunimos em encontros cia geral de outubro de 2010. Os manuais ajudam a manter a regulares a cada dia da semana, Quando estava sendo treinadointegridade das normas, dos proce- precisamos, devido à necessidade, como novo presidente da estacadimentos e programas de uma Igreja lidar com os erros e corrigi-los”, por um Setenta de Área, o irmãoque experimenta um crescimento disse o Presidente Monson. “A McConkie fez uma série de perguntasrápido em todo o mundo. maioria desses erros poderia ser que, para sua vergonha, estavam todas “O número de membros está sem- evitada, se (…) os líderes estives- respondidas nos manuais.pre aumentando desde a organiza- sem familiarizados com os manuais “Eu não me arrisquei a fazer maisção da Igreja, em 1830. E continuará e seguissem as normas e os proce- nenhuma pergunta. Achei que seriaa crescer com milhares de unidades dimentos delineados lá.” melhor ler o manual”, disse o irmãoem todo o mundo” disse o Presi- O Presidente Monson disse que, McConkie. “É contrário à ordem do céudente Thomas S. Monson, durante a ocasionalmente, líderes bem-in- que o Senhor repita para cada um dereunião mundial de treinamento de tencionados, que não conhecem nós, individualmente, o que Ele já nosliderança, em novembro de 2010. as normas e os procedimentos da revelou a todos, coletivamente” (“Apren-“Seria quase impossível manter a Igreja, tomam decisões que levam a der e Ensinar o Evangelho” A Liahona eintegridade das normas, dos proce- aberrações potencialmente danosas Ensign, novembro de 2010, p. 15).dimentos e programas da Igreja sem aos programas da Igreja. Para encontrar o vídeo, o texto e oesses manuais.” “Se você é membro da Igreja áudio das reuniões mundiais de trei- há muito tempo ou é um mem- namento de liderança de novembroA Carga da Primeira Presidência bro relativamente novo, consulte de 2010 e fevereiro de 2011, em 40 Os manuais ajudam a reduzir a o manual quando estiver em idiomas, visite a seção Servindo nacarga de tempo consumida pela dúvida quanto a alguma norma Igreja no site LDS.org. ◼ Março de 2011 79
  • 82. PA L AV R A S D E C R I S TOFicarei Sã, Al Young “E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse: Tem ânimo,de um fluxo de sangue, chegando por detrás dele, tocou a filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficouorla de sua roupa; sã” (Mateus 9:20–22). Porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar a suaroupa, ficarei sã.
  • 83. “O poder de cura de Deus é magnífico, profundo e belo”, afirma o ÉlderYoshihiko Kikuchi, dos Setenta.“Agradeço a Ele por Sua miseri-córdia, Seu amor e Sua milagrosacura celeste. Agradeço a Ele pelarealidade da Expiação do Salva-dor, que ‘provê o poder de limparos pecados, de curar e de concedervida eterna’.” Ver “O Poder deCura”, página 18.
  • 84. AT É V O LTA R M O S A N O S E N C O N T R A R EM SEGURANÇA Muitos membros da ala eram pessoas que eu conhecia desde pequena. Com NA FAMÍLIA seu rosto conhecido, seus sorrisos e suas palavras gentis, eles tornaram-se minhas DA ALA mães, meus pais e meus irmãos na ala. A sensação de pertencer ao grupo e o amor Caroline Kingsley que eu recebia ajudavam a aliviar a dor de frequentar a Igreja sem minha família. U Sei que não sou a única a passar por ma das lembranças mais queridas de isso. Muitos jovens vão à Igreja sem um dos minha infância é o som do salto alto pais ou nenhum dos dois. Mas por meio de minha mãe no taco da cozinha do exemplo, da amizade e dos chamados, ao preparar nossa família para ir à Igreja. todos nós podemos tocar esses filhos do Ela participava ativamente da ala e serviu Pai Celestial e ajudá-los a sentirem-se incluí- como presidente da Sociedade de Socorro dos, ensinar-lhes princípios do evangelho por muitos anos. Eu jamais poderia imaginar e incentivá-los a participar ativamente das que algo pudesse mudar. Quando reuniões e atividades. Quando eu tinha cerca de doze anos de comecei a “O Pai Celestial planejou que nascêssemos idade e morava sozinha com ela, ela saiu numa família — o grupo mais básico, sagrado da Igreja por motivos que não compreendi. frequentar a e poderoso do mundo”, disse Virginia H. Embora minha mãe — meu exemplo — Igreja sozi- Pearce, ex-conselheira na presidência geral tivesse decidido seguir um caminho diferente, nha aos doze das Moças. “E é no seio da família que apren- eu sabia que o evangelho era verdadeiro e demos algumas das lições mais importantes continuei a frequentar as reuniões. Mesmo anos de idade, da vida. Além da família, o Senhor também sem concordar com minha decisão, minha descobri que nos concedeu a família da ala ou do ramo. mãe me levava de carro para a Igreja todas as o Pai Celestial (…) As alas não foram criadas para substituir semanas e me buscava. a unidade familiar, mas para apoiar a família e me abençoara Emocionalmente, nem sempre era fácil ir seus ensinamentos justos. A ala é outro local à Igreja, principalmente na hora da reunião com uma rede em que há comprometimento e energia sufi- sacramental, quando me sentava sozinha de segurança. cientes para formar uma espécie de ‘rede de perto do fundo e tinha uma visão panorâmica segurança’ familiar para cada de nós quando das mães, dos pais e dos filhos que se senta- nossa família não puder ou não quiser nos vam juntos. Muitas vezes me sentava com a conceder todas as experiências de ensino e família de uma amiga. Sempre serei grata por crescimento de que necessitamos para voltar à minha “família mórmon” e as demais pessoas presença do Pai Celestial. Precisamos aumen- da ala que se desdobravam para que eu me tar nossa gratidão pelo poder da família da ala sentisse aceita naquela época difícil. e renovar nosso compromisso de participar de ILUSTRAÇÃO FOTOGRÁFICA: ROBERT CASEY Meus mestres familiares, por exemplo, modo positivo da comunidade dos santos.” 1 nunca falhavam, ainda que eu fosse a única Como sou grata pelas pessoas que se torna- da casa a ser visitada e morasse bem longe da ram minha rede de segurança, despertando em maioria dos membros da ala. Eu aguardava mim o desejo de fazer o mesmo pelos outros. ◼ com ansiedade a oportunidade de falar do NOTA evangelho e sentir a força do sacerdócio e o 1. Virginia H. Pearce, “The Rewards of a Ward”, New Era, Espírito em casa. março de 1995, p. 41.80 A L i a h o n a