Reencarnação:processo educativo
3ª Edição               Do 6º ao 10º milheiroCriação da capa: Objectiva Comunicação e Marketing           Direção de Arte:...
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ÍndicePrefácio a 2ª edição                               9Apresentação                                      11Reminiscênci...
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reeencarnação: processo educativo                               13      “O Espiritismo não admite como princípio absolutos...
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Reminiscências       Escrevia sobre reencarnação, sentado ao computador, quan-do, sem que me desse conta, fechei os olhos ...
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Introdução        Presente nas mais diversas culturas, a reencarnação desa-fia o tempo, permanecendo viva na história, na ...
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Análise dos fatos       O conceito aqui empregado de reencarnação é o de retor-no a um novo corpo, através de um novo nasc...
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Campos de pesquisa       Chamo de evidência, ao juízo que se é levado a fazer acer-ca de uma idéia ou crença, em conseqüên...
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Pesquisas sobre                              reencarnação       Muitas críticas podem ser direcionadas à maioria das pes-q...
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Regressão de Memória       O termo tem seu significado a partir da verificação de queé possível, a qualquer pessoa, lembra...
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56                                                   adenáuer novaesHorizonte-MG, no qual, um ator, submetido a uma regres...
Regressão de memória e                    reencarnação       A regressão de memória é o nome da técnica utilizada como int...
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reeencarnação: processo educativo                               59esclarecer a entidade espiritual quanto ao que está ocor...
60                                                  adenáuer novaesa encarnação pode ser previamente planejada. Se assim s...
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  1. 1. Reencarnação:processo educativo
  2. 2. 3ª Edição Do 6º ao 10º milheiroCriação da capa: Objectiva Comunicação e Marketing Direção de Arte: Rafael Oliveira Foto da capa: Michel Rey Modelo de capa: Carlos Eduardo P. O. Malheiros Copyright 1995 by Fundação Lar Harmonia Rua da Fazenda, 560 – Piatã 41650-020 atendimento@larharmonia.org.br www.larharmonia.org.br fone-fax: (071) 286-7796 Impresso no Brasil ISBN: 85-86492-02-7 Todo o produto deste livro é destinado à manutenção das obras da Fundação Lar Harmonia
  3. 3. Adenáuer Novaes Reencarnação:processo educativo FUNDAÇÃO LAR HARMONIA CNPJ/MF 00.405.171/0001-09 Rua da Fazenda, 560 – Piatã41650-020 – Salvador – Bahia – Brasil 2003
  4. 4. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Novaes, Adenáuer Marcos Ferraz de Reencarnação: processo educativo. – Salvador: Fundação Lar Harmonia, 12/2003. 156p. 1. Reencarnação. I. Novaes, Adenáuer Mar- cos Ferraz de, 1955. - II. Título.CDU - 133.7CDD - 133.9 Índice para catálogo sistemático: 1. Reencarnação: Espiritismo 133.7
  5. 5. Love is the mystical charme,God’s sweets in man’s heart,luminous impact on human life,Divine Presence in mankind insert.God and man - solitary meeting,forbidden finit for child’s mind.The love greater than history is,there unknown and known together are:shadow which makes light,light which shadow the bright.Sensibility is nothing beside,love is indescribable charme.Ling Ch’eng Yü/Élzio F. Souza(Channelled) Por que o passado deveria ser o senhor da vida, se cada nova vida é esperança de renovação? Não ressuscites espectros e fantasmas, nem os alimentes com fugas e fantasias; somente o serviço desinteressado liberta: os “mortos” devem continuar mortos. L’in Ch’eng Yü/Elzio F. Souza Caminhar Vazio “O determinismo é flexível,...” - Joanna de Ângelis/Divaldo P. Franco. No Limiar do Infinito.
  6. 6. ÍndicePrefácio a 2ª edição 9Apresentação 11Reminiscências 15Introdução 20Análise dos Fatos 23Campos de Pesquisa 28Pesquisas sobre reencarnação 31Memória Espontânea na Infância 33Memórias do Feto 35Vida Antes da Vida e Regressão à Vida Passada 37Terapia de Vida Passada 40Comunicações de espíritos ainda ligados à Terra 43Experiências Fora do Corpo 44Aspectos Comparativos 45Hipóteses de Albertson e Freeman 46Regressão de Memória 49Regressão de Memória e reencarnação 56A psicologia de Jung e a reencarnação 62Psicologia e reencarnação 66Psicologia Infantil 71Sexualidade e reencarnação 74Sonhos 75
  7. 7. reeencarnação: processo educativo 9Psicotestes 75Justiça Divina 77Esquecimento do Passado 80A reencarnação como processo educativo 84Planejamento da reencarnação 88Como “planejar” sua próxima encarnação 95Processamento da reencarnação e a união do espírito com ocorpo 104Argumentos contrários 113Breve Histórico 118Perguntas e respostas sobre reencarnação 131Bibliografia 153
  8. 8. Prefácio à segunda edição A pedido da Fundação Lar Harmonia revi alguns capítulosdeste modesto trabalho para a impressão da segunda edição, cor-rigindo alguns erros verificados na primeira. Decidi por não ampliaro material, já que se trata de uma iniciação ao estudo da reencar-nação, sem a pretensão de ser nada mais que isto. Meu objetivoainda continua sendo o de mostrar que a reencarnação, longe deser um fenômeno de crença, muito menos instrumento de puniçãodivina, trata-se de um processo educativo para o desenvolvimentoespiritual. Alguns anos se passaram desde o início em que me mo-tivei a escrever sobre o tema e ele continua a merecer a atenção dopúblico em geral, embora ainda muito pouco estudado, principal-mente nas academias, o que priva a sociedade de experimentar asconseqüências práticas de importante conhecimento. Quando a reencarnação alcançar, de forma mais intensiva,o estudo e as pesquisas nas universidades, a sociedade ganharácom sua aplicação no cotidiano das pessoas. A compreensão danatureza humana será ampliada a partir da visão reencarnacionista.A psicologia será radicalmente contaminada pela perspectivapalingenética, permitindo ao profissional que dela tenha consci-ência, penetrar na essência do que é o ser humano. A compreensão da história da humanidade a partir doparadigma da reencarnação, terá novo alcance, visto que se es-tenderá para além do material, do físico e do que é percebido
  9. 9. reeencarnação: processo educativo 11pelos cinco sentidos. Os fatos históricos poderão ser percebidoscomo repetições exercidas pelos seus antigos protagonistas queretornaram e retornarão a cenários muito semelhantes aos anteri-ores. Paulatinamente assisti-se, a cada momento, malgrado o pen-samento científico ortodoxo, a inserção da idéia da reencarnaçãono consciente e inconsciente coletivos da humanidade. Tudo pa-rece estar conspirando a favor da percepção crescente do espiri-tual como sentido real do universo. O século XX, que parecia ser o da imagem e do movimentopara fora da Terra, tornou-se o do espírito e do movimento para ointerior do próprio ser humano. Certamente que a percepção dareencarnação não é o fator que possibilitou tal movimento, mas elaé uma das condições que propiciam ao ser humano perceber-senessa imensa complexidade que é sua própria natureza. A crescen-te necessidade de auto-explicar-se decorre da falência de suas pró-prias teorias a respeito de si mesmo. Qualquer paradigma inade-quado gerará um desequilíbrio no sistema auto-regulador, que man-tém o psiquismo humano. Essa desarmonia provoca um vazio a serpreenchido por algo que seja verdadeiro e pleno. A reencarnação não é dogma ou crença à mercê de expli-cações pseudo-científicas. Não há o que temer quanto a sua in-vestigação meticulosa e séria. Se for uma verdade (como de fatoé) acabar-se-á revelando-se quando o ser humano tiver olhos dever. Notáveis cientistas demonstraram sua realidade, da mesmaforma que Galileu que, pela lógica irretorquível dos fatos, provouo sistema heliocêntrico. Somos, e seremos por muito tempo, seres reencarnados adespeito dos dogmas religiosos que teimam em querer submetera verdade às tradições equivocadas de sistemas ultrapassados. Convido o leitor a não permanecer apenas na leitura destelivro, indo buscar, na bibliografia ao final, outras informações sobreo tema, cuja importância para sua vida será maior do que imagina. Adenáuer Novaes Salvador, primavera de 1997
  10. 10. Apresentação A força de uma idéia e o interesse que ela desperta podemser medidos pelo número de estudiosos que se dedicam a seuexame e pelo número de livros escritos sobre o tema ou que deletratam em seus capítulos. Isto ocorre hoje com a teoria da reen-carnação, a ponto de já constituírem uma densa bibliografia oslivros dedicados a sua investigação, bem como ao estudo da te-rapia das vidas passadas, de modo específico, infelizmente des-conhecida do público brasileiro. Raros livros têm alcançado tra-dução no Brasil; de modo geral, publicados por editoras não-espíritas, não atingem a maioria dos espíritas de nosso país, salvoquando alguma emissora de televisão lhes dá algum destaque atra-vés de reportagem sobre o assunto, o que é ainda mais raro. Ascolunas dos jornais espíritas, dedicadas ao noticiário bibliográfi-co, silenciam sobre essas edições, pois muita gente teme qual-quer livro editado por livraria pertencente ao circuito comercial,esquecida da lição de Jesus: “quem não é contra nós é por nós.” Embora a reencarnação seja uma teoria espalhada pelomundo, no tempo e no espaço, os modelos reencarnacionistasvariam em certos detalhes nas diferentes filosofias e religiões, tor-nando-se, por isso, necessário confrontá-los com os achados daspesquisas realizadas pelos investigadores científicos. O modeloespírita deve passar também por esta prova, pois, conforme leci-onou Allan Kardec:
  11. 11. reeencarnação: processo educativo 13 “O Espiritismo não admite como princípio absolutosenão o que está demonstrado com evidência, ou que resul-ta logicamente da observação.” (La Genèse. ch. I, n.55). Esse, aliás, é um dos atrativos com que nos brinda AdenáuerMarcos com seu “Reencarnação: processo educativo”, dando-nos a conhecer os métodos com o auxílio dos quais se desenvol-ve a pesquisa, destacando sua importância para a psicologia eoutros ramos do conhecimento, e, sobretudo, analisando a técni-ca reencarnatória no contexto da evolução. Como sua finalidadeprecípua é possibilitar a um público bastante amplo o conheci-mento do material que lhe é consciente ou inconscientemente ocul-tado, o livro está redigido numa linguagem simples, direta, comu-nicativa, restringindo o autor o exame da bibliografia já extensaque possui, sem que com isto deixe de lado a análise das princi-pais questões suscitadas pela teoria reencarnacionista. Oferecer introduções bem cuidadas, com informação atu-alizada, que possibilitem a iniciação dos interessados na temáticaespírita, é uma tarefa recomendável aos nossos escritores e edi-tores. Esses livros propedêuticos são escassos em nosso meio,pois muita coisa que se publica é apenas repetição de noçõesprimárias, reescritas em tom apologético e, às vezes, atéapocalíptico, com notas de um profetismo ultrapassado, enquan-to que outras obras com pretensão a uma mais profunda exposi-ção não apresentam qualquer novidade para os estudiosos doassunto, embora distanciam-se do entendimento do público me-nos afeiçoado aos estudos específicos. Por tudo isso, é louvávelo esforço desenvolvido por Adenáuer Marcos no sentido de ofe-recer uma introdução ao estudo da reencarnação ao leitor espíri-ta que fuja a tais extremos, mas que possibilite a compreensãobásica sobre o tema, a informação atualizada sobre os novosmétodos de pesquisa e o repasse das noções doutrinárias. O autor, com formação científica, inclusive psicológica, efilosófica, não é um diletante das letras espíritas, mas um indiví-
  12. 12. 14 adenáuer novaesduo empenhado na prática espírita e na concretização dos ideaisda Doutrina no meio social. Em vista disso, aceitamos o convitepara alinhavar estas linhas de apresentação do seu trabalho, certode que a reencarnação mais que uma teoria para ser ensinada,constitui-se numa fonte estimuladora para que possamos com-preender o processo educativo. Salvador, 03 de Julho de 1995 Elzio Ferreira de Souza
  13. 13. Reminiscências Escrevia sobre reencarnação, sentado ao computador, quan-do, sem que me desse conta, fechei os olhos e transportei-me auma outra época. Via-me com trinta anos menos que agora. Esta-va tendo uma experiência transpessoal. O tempo desaparecia na-quele momento. Minha consciência se dilatava além de mim mes-mo. Percebia-me como sujeito e espectador ao mesmo tempo. Era primavera de 1964. Fazia nove meses que ali estava.Alguma coisa me esperava adiante. Só o tempo poderia me asse-gurar do que se tratava. Minha família se transferira no verão da-quele ano para aquela grande cidade. Todo um desconhecidovinha pela frente. Se de um lado tinha receio dele, do outro, algome dizia que coisas grandiosas ocorreriam. Sentado sobre a gra-ma da praça do Farol, divisava o horizonte além das águas que,teimosamente, batiam nas pedras aos meus pés. O mar pareciaconvidar-me à introspecção. Meditava na grandiosidade da na-tureza e na sua unidade à minha frente. O belo é uno e simples.Não completara dez anos de idade. Era um menino. Mais do queisso, era um ser voltado para uma busca. O quê, não sabia. Mastinha que buscar alguma coisa. O que era tão importante para serbuscado? Sabia que aquelas não deveriam ser preocupações paraa minha idade. Mas que fazer, se elas surgiam em minha mente? Naquela meditação, não percebi que alguém se sentara aomeu lado, também contemplando a paisagem à frente. Embora o
  14. 14. reeencarnação: processo educativo 17barulho das ondas, pude ouvir outra respiração além da minha.Olhei instintivamente para o lado e notei a presença dele. Era umjovem belo e formoso, vestido à moda oriental. Traços finos. Tezmorena. Roupa de seda e bonitos braceletes e anéis ornando suasmãos delicadas. Pensei tratar-se de um personagem de minhaimaginação de criança. Esfreguei os olhos como para me certifi-car daquela presença que me causava suave sensação de paz.Antes que completasse minhas reflexões ele me falou, mais oumenos nestes termos: “O que procuras está a tua frente. O mistério da vida éa busca confiante em algo que seja maior que tu mesmo. Nãote preocupes quanto ao futuro. Hajas como se ele fosse umaobra de arte. Vá tecendo o cenário palmo a palmo. A vida tereservará grandes alegrias. A dor não será para ti motivo desofrimento. Procuras o amor. Ele está em todo lugar. Estarásempre no significado que deres à vida. Não te detenhas nomedo. Teus conhecimentos a respeito da vida te darão a di-mensão correta do viver. Vais lembrar lentamente do teu pas-sado. Será um bálsamo para a compreensão do futuro. Nashoras difíceis estarei com você. Serei uma companhia sinceraa te mostrar teus erros e felicitá-lo pelos acertos. Nossos la-ços de amor se perdem no tempo.” Suave como veio, ele se foi. Não deu tempo de me refazerda reflexão inicial. Ainda tentei chamá-lo, mas não sabia seu nome.Queria prolongar aquele momento, mas senti que não dependiade mim. Sem que controlasse, voltei ao meu gabinete, à frente docomputador, compreendi que a experiência tinha se findado. Oque tinha acontecido? Como não sabia explicar o fenômeno, passeientão a rememorar a lembrança e analisá-la. Já consciente, fiqueirepensando aqueles idos, de cujas lembranças, agora, me pareci-am familiares. Percebi que algum mecanismo trouxe-me ao cons-ciente algo que estava cuidadosamente esquecido.
  15. 15. 18 adenáuer novaes Por um motivo especial, porém incompreensível para mim,nunca mais esqueci aquelas palavras. Tal lembrança, permitiu-meter a certeza de que aquele homem não fazia parte de minhasimaginações infantis. Era um personagem de um passado longín-quo que, teimosamente, retornava ao meu consciente. Forammomentos de inesquecível paz. De intraduzível integração comDeus. De profunda harmonia com a natureza. Ali, tive a certezade que minha vida seria diferente. Não consegui relatar o episó-dio a ninguém. Era um segredo que guardei por muito tempo,pois, se o contasse, poria em risco minha sanidade. Por muito tempo fiquei a meditar naquelas palavras. Qual osignificado dos laços que me uniam àquele ser misterioso? A vidaera mais do que a existência no corpo como ele parecia sugerir-me? Havia outra vida antes desta? Suas palavras repercutiram em minha vida, dominaram mi-nha adolescência e arremessaram-me na direção de descobertasfundamentais sobre mim mesmo e sobre o ser humano. Impulsio-nado por aquelas palavras decidi-me, mais tarde, ao estudo dareencarnação. Achava que, a compreensão do passado e do fu-turo, estaria a resposta para viver-se bem no presente. Hoje, debruçando-me sobre a temática da reencarnação,compreendo o quanto é importante viver buscando a realizaçãode um ideal. O quanto é nobre saber que esse ideal se insere noBem. Vi que, mesmo sabendo algo de meu passado, o meu des-tino estaria traçado a partir das minhas realizações no presente.Como pensava Albert Schweitzer, acredito que não se deve dei-xar morrer os ideais juvenis. Espero que as idéias aqui expressas sirvam para auxiliar oser humano na compreensão da vida e do quanto é importanteviver em harmonia. A vida só tem sentido quando fazemos comque alguém o perceba na sua própria. Espero, com elas, dar sen-tido à vida de alguém. Este é um livro escrito por várias mãos. Autores diversosforam consultados. Vez por outra pode se encontrar idéias desses
  16. 16. reeencarnação: processo educativo 19autores aqui expressas com outra linguagem. Não creio que elesse incomodem. Meu objetivo foi reunir o pouco conhecimento quetenho do assunto, com aquelas idéias. Algumas delas estão ex-pressas de forma embrionária. São fragmentos de intuições queoportunamente serão desdobrados. Trata-se, pois, de uma intro-dução ao estudo da reencarnação em face da complexidade que otema possui. Sentir-me-ei bastante honrado se estudiosos do temadiscutam as idéias aqui esboçadas, inclusive contestando-as, pois,não tenho a pretensão de estar afirmando o absoluto. Não espero que o leitor creia em tudo que aqui está ex-presso. Mas, considere que foi escrito com a convicção de quese trata da percepção pessoal de como ocorrem os fatos acercada reencarnação. Não parti do princípio que deveria provar a reencarnação.Este estudo, desde seu início, já considera a reencarnação comoum fato. Suas provas estão nos livros constantes da bibliografiaao final. Há relatos consistentes que merecem a atenção do leitor. Contei com a prestimosa colaboração de companheirosdo movimento espírita que, após leitura dos originais, sugeriramalgumas considerações importantes, sem as quais este trabalhoestaria comprometido. Em particular, agradeço ao amigo DivaldoPereira Franco pelo estímulo à confecção desta pequena obra epelas importantes considerações que fez. Vários mestres tive para que alcançasse a feitura deste li-vro, dentre eles, nomino aquele que tem desempenhado relevantepapel na minha compreensão sobre reencarnação. Sem ele seriaimpossível alcançar algumas conquistas pessoais. Trata-se doamigo Elzio Ferreira de Souza, a quem agradeço a paciência quetem comigo e as orientações para conclusão deste modesto tra-balho. Agradeço também as excelentes traduções de TerezinhaBurak, Maria Tereza, ambas de Ilhéus, Bahia, e Solange Liberato,de Salvador, bem como às correções e ponderações de DjalmaArgolo, Kátia Pithon e Robélia Dórea.
  17. 17. 20 adenáuer novaes Àqueles a quem tive a oportunidade de encontrar, e reen-contrar, nesta encarnação e que se tornaram meus educadorespara a vida, peço desculpas pelos atos inadequados que cometi.Espero reencontrá-los adiante, em outras encarnações, para, jun-tos, alcançarmos um mundo melhor. No curso da elaboração deste livro, pouco mais de ummês, descobri que, para sua realização, contei com o auxílio depensamentos alheios aos meus, desta vez, de origem espiritual.Algumas idéias me foram intuídas. Senti, por diversas vezes, sen-tado ao computador, que novas concepções sobre o tema meeram sugeridas. Concepções que sabia não me pertencerem eque nem sempre fui capaz de captar como deveria. Minhas limitações para escrever e minha incapacidade paratraduzir o que me era sugerido, serão logo identificadas quando oleitor tiver dificuldade na compreensão do conteúdo de algunstrechos do livro. Tal dificuldade pode ser compensada se o leitorconsultar a bibliografia ao final do livro. Em especial, agradeço a Rosângela, Camila, Juliana eDiego, esposa e filhos que, privados do meu convívio, permitiramque me empenhasse nesta pequena obra. Salvador, Junho de 1995 Adenáuer Novaes
  18. 18. Introdução Presente nas mais diversas culturas, a reencarnação desa-fia o tempo, permanecendo viva na história, na mente e nas cren-ças do ser humano. Desde a mais remota Antigüidade até os diasde hoje, ela vem sendo a forma mais completa de explicar osdiversos fenômenos da experiência humana, bem como a manei-ra como a sociedade evolui. As civilizações se sucedem, amodernidade avança, e, no entanto, a reencarnação não desapa-rece de sua história. Cada vez mais se percebe a utilização popu-lar do termo, antes apenas presente nas seitas esotéricas e sóacessível a seus iniciados. O vocábulo parece ganhar um contor-no de sentimento ou impressão interna associada à esperança fu-tura. Não desaparece porque se constitui no elemento fundamen-tal para a manutenção da cultura, das tradições, dos mitos, dosritos e dos cultos. No entanto, o fato de estar presente nas diver-sas culturas e religiões não lhe dá maior ou menor credibilidade.As crenças, mitos e contos de fadas também estão e nem semprelhes emprestamos verossimilidade. A certeza vem de evidênciasexperimentais, de provas sob o mais rigoroso controle científico,a partir de fatos incontestáveis. A história registra o que faz partedo contexto humano, seja ele imaginário ou verdadeiro. A reen-carnação justifica a própria história do ser humano como tambémamplia sua percepção do passado. É a chave para a compreen-são da vida. É a prova cabal da imortalidade do ser humano.
  19. 19. 22 adenáuer novaes A reencarnação é hoje um fato cientificamente pesquisado.Com fortes evidências sob o ponto de vista da ciência, já alcan-çou a atenção dos institutos de pesquisas das universidades,notadamente nos Estados Unidos, onde é vasta a literatura cien-tífica a respeito. Embora não seja difícil demonstrar, através deprovas científicas, que a reencarnação é uma lei universal e que aevolução humana se processa através dela, não irei me ocupar derepetir experiências de célebres autores, embora citarei algumas.Neste trabalho tentarei dar noções básicas, introduzindo o leitora respeito do assunto, colocando a reencarnação como um pro-cesso neguentrópico, organizador, que leva o ser humano a en-contrar a sua verdadeira identidade espiritual. Por não ser objetivo deste trabalho sobre reencarnação,não irei me ater à tentativa de demonstrar suas provas, muitoembora mostrarei alguns aspectos científicos que envolvem o tema.Partirei do princípio de que a reencarnação é um fato, e, comotal, deve-se aprender a lidar, pois faz parte da realidade existen-cial. O leitor mais exigente pode consultar alguns livros indicadosna bibliografia. O termo reencarnação já alcançou o domínio popular. Nãoé raro ver-se pessoas referir-se a ele quando se trata de adiaralguma realização pouco provável na existência atual. Os meiosde comunicação, notadamente no Brasil, têm explorado o assun-to nas telenovelas e em peças de teatro, de grande sucesso. Fil-mes de bilheterias milionárias também têm, por sua vez, tratadodo assunto. O que tem servido para sedimentar a idéia nopsiquismo humano. Será que já vivemos antes? Será que estamos revivendo assituações que desconfiamos estarmos repetindo? Será que, a sau-dade que muitas vezes sentimos, de um tempo e um lugarindefiníveis, se refere a vidas passadas? Talvez as respostas este-jam no fato de estarmos reencarnados e de, constantemente, es-tarmos acessando os registros inscritos em alguma contraparteimaterial que sobrevive ao fenômeno da morte celular.
  20. 20. reeencarnação: processo educativo 23 Certamente a reencarnação nos fornecerá as chaves queprocuramos para desvendar os infindáveis caminhos da mentehumana e das lacunas que o saber científico atual tem inserido.
  21. 21. Análise dos fatos O conceito aqui empregado de reencarnação é o de retor-no a um novo corpo, através de um novo nascimento (via fecun-dação biológica) da personalidade individualizada do ser humano(personalidade entendida como sendo o conjunto das aquisiçõesintelectuais, morais e espirituais que compõem o indivíduo, tam-bém denominada por alguns de “eu superior”, “Self” ou “espíri-to”, parte indestrutível com a morte do corpo físico). Encontra-secomo sinônimo de reencarnação o termo metempsicose, de ori-gem grega, cujo significado aproxima-se do de reencarnação,porém, por implicar num retorno a formas animais, sem nenhumaevidência observacional, torna-se incompatível com a idéiaevolutiva. A palavra que mais se aproxima do conceito de reen-carnação é palingênese , cujo significado mais conhecido é 1renascimento , também é encontrada em vários textos antigos. 2Não se aplica ao conceito de reencarnação o termo ressurreição,empregado por algumas religiões de ascendência cristã, cujo signifi-cado em nada se aproxima da utilização de um novo corpo atra-vés de uma nova gestação. Ao que me parece, o termo reencar-nação foi substituído por ressurreição, pelo simples motivo deque não se concordava com o entendimento de se tratar de algo1 Palin = outra vez; Gênese = nascer2 O vocabulário palingenesia tem significados distintos – reencarnação e regeneração.No Novo Testamento é empregado em Mateus 19:28 e Tito 3:5. A 1ª passagem étomada por alguns como referência à reencarnação.
  22. 22. reeencarnação: processo educativo 25punitivo. Buscou-se um termo que pudesse simbolizar a vida eternasem o retorno purificador. Vale salientar que, ontem como hoje,muita gente confunde o significado da reencarnação. Embora muito difundido na sociedade, o termo tem permi-tido algumas formas de entendimento obscuras. Reencarnar éretornar à carne. É voltar a um novo corpo, através da união dosgametas na fecundação biológica. Embora haja entendimentossobre a reencarnação entre animais, deter-me-ei ao estudo entrehumanos e no sentido único possível, isto é, do inferior para osuperior em complexidade cortical, do animal para o humano. Hápessoas que acreditam ser possível ao ser humano retornar à for-mas animais. Não há nenhuma prova disso. Seria absurdo pensarque o ser humano involuiria a formas primitivas de vida. O serhumano retorna a um novo corpo humano. Retoma uma novaexistência para apreender o que não sabia. A absurda hipótesedo retorno a formas animais só atenderia a um processo punitivo,muito a gosto das religiões dogmáticas que, através do medo,buscam manter e aumentar o número de adeptos. O que já foiapreendido de conhecimentos numa encarnação não se perde.Reencarnar é educar-se, é aumentar os conhecimentos do Espíri-to. Só é possível ao espírito ligar-se à célula fecundada perten-cente a seres humanos. Reencarnar num corpo inferior ao huma-no seria retrocesso na sua evolução. Reencarnar significa voltar com a mesma individualidadeanterior. Apesar de mudar-se de nome, e, às vezes, de família,não se passa a ser outro indivíduo. O conceito de personalidadeestá intrinsecamente relacionado ao ambiente forjador de seuscaracteres. Ela é a conjunção do fator hereditário, do meio ambi-ente e de caracteres pessoais trazidos de existências pregressas.A personalidade anterior se modifica a partir do nascimento coma convivência num novo ambiente e com os caracteres herdados.O novo ambiente e o novo corpo, iniciam o processo de modifi-cação da personalidade anterior. O espírito é o mesmo. Não semuda a individualidade por se mudar de local de morada.
  23. 23. 26 adenáuer novaes As pesquisas de Darwin (1859) a respeito da evoluçãohumana evidenciaram uma ligação tal entre as espécies animais,como se elas “conduzissem” “alguma coisa” a “procurar” um or-ganismo cada vez mais adaptado às suas necessidades. Essa “al-guma coisa” é o que se chama de princípio espiritual, que, em suacaminhada evolutiva, busca a evolução. Na base da teoria deDarwin está a luta pela sobrevivência, na qual os mais fortes emais aptos vencem. A natureza faz a seleção natural. O princípioespiritual, acoplado ao corpo físico, apreende, a cada passo, oconhecimento necessário à sobrevivência num novo corpo. Taisconhecimentos se acumulam na contra-parte energética , pré-exis- 3tente e conseqüente ao corpo. O uso e o desuso transferem-separa o corpo seguinte, pelo perispírito. Darwin enxergou a evolu-ção e percebeu, como também Alfred Russel Wallace, que o cor-po caminhava para a formação de um padrão cada vez mais com-plexo. O psiquismo, ou princípio espiritual, estagia de organismoem organismo, apreendendo em cada um deles, de acordo com aexperiência vivida na espécie, o que ele (o organismo) pode pos-sibilitar aprender, capacitando-se a passar a um corpo mais com-plexo. O corpo humano é como se fosse um resumo dos organis-mos inferiores em complexidade. É um resumo melhorado de to-dos os outros. O corpo humano, organismo mais complexo exis-tente na Terra, abriga também o Princípio Espiritual mais evoluí-do, que, ao adquirir a razão, é denominado de Espírito ou serhumano. O modelo evolucionista empregado por Darwin, encon-tra na reencarnação a chave que faltava para suacompreensibilidade. Os saltos verificados entre espécies no rei- 4no animal, podem ser justificados pelo aprendizado já levado aefeito pelo princípio espiritual que, a cada encarnação, credencia-se a habitar o corpo de uma outra espécie mais complexa, com3 Perispírito na linguagem espírita ou Modelo Organizador Biológico numa linguagemmais moderna. Corpo de natureza semi-material de que o Espírito se utiliza após amorte do corpo físico. É a “roupa” do Espírito. Geralmente tem as características docorpo da última encarnação.
  24. 24. reeencarnação: processo educativo 27implementos físicos que lhes possibilitem novos aprendizados.Dentro de uma mesma espécie, o princípio espiritual reencarnavárias vezes até aprender tudo que é possível naquela espécie.Não é necessário ao princípio espiritual passar por todas as es-pécies, muito embora ele possa retornar na mesma, se assim forpreciso. O princípio espiritual, estagiando nos diversos organismos,aprendendo as leis da natureza, vai encontrar a razão (livre arbí-trio, consciência de si mesmo e de Deus), no estágio humano,onde tem a oportunidade de experienciar a adequação da reali-dade à sua volta em benefício de seu próprio crescimento e deauxiliar o desenvolvimento da sociedade e de seu próximo. É no estágio humano que o Princípio Espiritual recebe adenominação de Espírito. É o ponto de chegada e de partidapara novo ciclo. Chega-se à razão. Parte-se para um novo ciclode aprendizagem. É nesse estágio que ele se pergunta para ondevai, cuja resposta só encontrará quando estiver próximo a alcan-çar um outro estágio superior a esse. Os renascimentos são inícios de etapas do ciclo evolutivodo princípio espiritual. Um novo ciclo, quando ele já é espírito, seinicia com a razão. O ser humano sai do determinismo e penetrano livre arbítrio. Nesse ciclo no qual entrou, ele se insere no do-mínio do tempo. Um novo ciclo o fará sair dele e alcançar o daconsciência plena. Ainda nesse ciclo reencarnatório, ele passa adescobrir que, além de ter uma missão na terra, precisa perceberque seu Criador o fez com um objetivo. É aí que ele deverá seocupar em saber o que pode fazer para Deus. Sabendo dos ob-jetivos de Deus ele cooperará com Sua obra.4 Interessante observar o salto verificado entre o homem e os animais imediatamenteinferiores a ele em evolução (talvez o macaco, o gato, o cão, etc.). O lugar dessesalto seria ocupado pelo “elo perdido”. O espírito Emmanuel, através da psicografiade Chico Xavier, refere-se às criaturas sub-humanas no livro Roteiro. Creio que essareferência está relacionada com o “elo perdido”. Fica a pergunta: onde reencarnamtais criaturas, intermediárias entre o homem e o animal? Tais encarnações não sedão na Terra, mas em planetas mais atrasados ou mais adiantados. Neste último caso,ao lado de Espíritos que lhes possam auxiliar no processo de transição rumo àcondição de Espírito, dotado de razão, adquirida durante esse período intermediário.
  25. 25. 28 adenáuer novaes A maioria quando reencarna, busca através da oração edos cultos, pedir ou adorar a Deus, estabelecendo uma relaçãode troca ou de adulação. Alguns percebem que a reencarnaçãotem duplo objetivo: fazer evoluir o espírito e auxiliar a Deus emSua obra. Somos duplamente beneficiados. Para esses poucos, éfundamental descobrir o que pode fazer em colaboração comDeus. Saem da primeira relação e partem para uma outra, maismadura, entre Criador e criatura. A reencarnação é um processo dialético entre corpo (ma-téria) e espírito. Apega-se o espírito ao corpo, ao mesmo tempoem que deseja dele libertar-se. Vive com a certeza da morte;reencarna com a certeza de que vai retornar. Sabe o espírito quevoltará à sua origem. Ele vai para o estágio no corpo com a cer-teza firme do retorno. Quando no corpo não concebe muito niti-damente o ir e vir, porém, quando fora dele, percebe os que vãoe voltam. Reencarnar é uma espécie de morte. Na morte do corpo,o espírito se liberta de uma prisão. A reencarnação é exatamentea entrada na prisão. A morte liberta o espírito para uma realidadeem que estará na posse plena de suas faculdades. A reencarna-ção o leva a penetrar num mundo onde não poderá usar plena-mente suas faculdades. A reencarnação geralmente é percebidacomo uma circunstância penosa ao espírito, pois ela o insere nummar de incertezas e dificuldades. Se, para o ser humano de hoje,a morte é a entrada no desconhecido, para o indivíduo que vaireencarnar a reencarnação é a entrada nele, de olhos vendados ede mãos amarradas. Muito embora a reencarnação seja compul-sória no estágio evolutivo da humanidade terrestre, um ou outroespírito deseja seu retorno à carne por não ter se desligado efeti-vamente da sociedade terrena.
  26. 26. Campos de pesquisa Chamo de evidência, ao juízo que se é levado a fazer acer-ca de uma idéia ou crença, em conseqüência de fatos reais obser-vados sistemática e rigorosamente. Na prática comum, usa-sedenominar de evidência ao próprio fato que contém em si a con-firmação ou a negação de uma proposição. A reencarnação pos-sui vários tipos de evidências que a confirmam. Tais evidênciaspodem ser úteis como ponto de partida para sua investigação. Enumero a seguir as principais evidências e campos de in-vestigação: 1. Crianças com recordações espontâneas de vidas prévi-as, as quais perduram até idade próxima da puberdade; 2. Recordações simples em adultos, do tipo memóriaextracerebral; 3. Recordações de adultos ou crianças, acompanhadas demarcas de nascença (birthmarks); 4. Sonhos recorrentes; sonhos anunciadores; sonhos co-muns que desencadeiam a memória dos fatos pretéritos ocorri-dos em vidas passadas; 5. Visões espirituais; 6. O “déjà vu”. Reconhecimento de um personagem, ouum local, ligado à encarnação anterior; 7. Situações similares, isto é, vivência de episódios seme-lhantes, desencadeadores de conteúdos pretéritos;
  27. 27. 30 adenáuer novaes 8. Doenças graves com estado pré-agônico, delírios, alu-cinações, etc.; 9. Conhecimento direto paranormal; 10. Desdobramentos, viagens astrais; 11. Informação de espíritos que estão fora do corpo; 12. Informação de sensitivos, ditados paranormais, viden-tes, tarô, etc.; 13. Informação do próprio reencarnante, antes ou depoisde morrer, prometendo voltar; 14. Características inatas: genialidade, defeitos congênitosou marcas de nascença, embora sem recordações; 15. Qualidades, defeitos, modo de ser ou característicaspsicológicas trazidas de vidas passadas (aptidões inatas); 16. Psicanálise ou análise terapêutica muito profunda; 17. TVP (Terapia de Vidas Passadas) ou TRVP (TerapiaRegressiva a Vivências Passadas); 18. Casos de obsessão espiritual; 19. Hipnose com regressão; 20. Ação de drogas diversas, inclusive anestésicos; 21. Traumas violentos; 22. Lembranças durante a gestação; 23. Meditação; êxtase religioso; transe com emersão depersonalidade anterior. Em alguns casos, verificam-se certas coincidências de nú-meros relativos às datas de nascimentos e mortes das duas perso-nalidades. Parece que ocorre uma sincronicidade entre eventosque se distanciam no tempo. Tais coincidências também se dão emeventos após o nascimento das personalidades analisadas. Outro aspecto observado nas pesquisas sobre reencarna-ção, diz respeito à escolha do nome dos filhos. Verificou-se aparticipação do futuro reencarnante nesse processo. Em certosindivíduos constatou-se que a escolha recaiu sobre o mesmo nomeque a personalidade tivera em outra existência.
  28. 28. reeencarnação: processo educativo 31 A pesquisa sobre reencarnação não cessa nessas evidênci-as apontadas. O campo de trabalho é vasto. A eletrônica seráchamada a dar sua colaboração nessa investigação. A medicinaevoluirá por caminhos que facultarão condições mais propíciaspara se investigar a mente humana. Cada vez mais nascerão indi-víduos mais dotados de relembrar o passado reencarnatório. Tudoestá conspirando a favor de sua comprovação. Chegaremos lá. Adiante abordarei alguns desses campos.
  29. 29. Pesquisas sobre reencarnação Muitas críticas podem ser direcionadas à maioria das pes-quisas relacionadas com os diferentes aspectos da reencarnação,porque grande maioria dos dados não é reunida dentro das con-dições de controle científico que são tradicionalmente exigidas.Contudo, o padrão consistente destes dados, vindos de cente-nas, milhares e até dezenas de milhares de casos, torna possívelchegar-se à conclusões definitivas no que diz respeito a muitosaspectos da reencarnação. Investigações sobre reencarnação devem ser empreendi-das somente após um plano cuidadoso de pesquisa. As evidênci-as são diversas e, para cada uma delas, segue-se um método deinvestigação específico. Nem sempre tais pesquisas chegam a ter-mo. As dificuldades são muitas, principalmente no que tange aoaspecto intrínseco do objeto de investigação. Trata-se de algoque, de forma intencional, foi cuidadosamente escondido: as ex-periências do passado. Provar a reencarnação é semelhante aotrabalho meticuloso de descobrir um diamante no túnel mais pro-fundo da mina. Assim mesmo, quando ele é descoberto, há otrabalho cuidadoso de trazê-lo à tona. O padrão consistente dos dados de fontes variadas, obti-dos nos relatos oriundos das pesquisas de “Experiências de Qua-
  30. 30. reeencarnação: processo educativo 33se Morte”, “Memória Espontânea de Crianças”, “Memórias deFeto”, “Regressão à Vida Passada”, torna possível construir umasérie de hipóteses e um modelo teórico da reencarnação, o qualpode ser usado como base para uma pesquisa extensiva e signifi-cativa, no futuro. A concordância de resultados obtidos através de diferen-tes métodos, sob controle científico, é uma das formas de se darcredibilidade a um experimento. A credibilidade das informaçõessobre reencarnação está diretamente relacionada a alguns fatoresque enumerarei a seguir: 1. A coleta, seleção, interpretação, análise e o uso dos da-dos devem ser feitos com cuidado, evitando-se a contaminaçãode informações e o apoio em suposições, que, na fase inicial, sãoprejudiciais. Sempre se deve ter o cuidado de aplicar-se umapesquisa controlada; 2. O investigador deve ter sempre em mente no recolhi-mento dos dados a seguinte questão: “O assunto advém do con-teúdo da memória do informante ou de uma outra fonte à qual eleestaria normalmente exposto?” (Stevenson, 1975); 3. Os dados devem ser recolhidos de modo que possamser especificadas as circunstâncias clínicas ou experimentais,elucidando-se se houve intervenção de técnicos e sobre a exis-tência de projetos de pesquisa; 4. Deve ser verificada a existência de um padrão básico deresultados que é repetido quase universalmente no meio de umgrande número de estudo de casos. Outro detalhe importante para os experimentadores eterapeutas é a necessidade de se determinar critérios para distin-guir uma alucinação (delírio), como também uma imaginação ati-va, de uma vivência passada. Cabe lembrar que pode ocorrertambém o fenômeno mediúnico conhecido pelo nome depsicofonia ou incorporação. Nem sempre é possível determinar
  31. 31. 34 adenáuer novaesas diferenças entre eles. Os casos relatados em que a personali-dade atual nasceu antes da morte da personalidade anterior, pordeficiência na coleta dos dados, podem ser enquadrados nessaúltima possibilidade. Os conteúdos obtidos através dos diversos métodos, cujaorigem normalmente se atribui às vidas passadas, podem tambémser creditados à existência atual. Nos fenômenos conhecidos como“déjà vu”, as lembranças inconscientes podem originar-se naencarnação atual. Há imagens que passam ao inconsciente atualsem a percepção concreta do consciente e que, se trazidas à tona,por similaridade, podem parecer oriundas de um passado remo-to. A absorção subliminar de imagens pode gerar o “déjà vu”. Neste capítulo irei relacionar algumas pesquisas levadas aefeito aos mais diversos tipos de fenômenos buscando encontrarrespostas sobre a veracidade ou não da reencarnação. Em alguns casos podem-se notar evidências significativas afavor da reencarnação. Em outros, o assunto é tratado de formasuperficial pelas dificuldades inerentes ao tipo de fenômeno, mui-to embora se possa observar o aparecimento de padrões outros,referentes à imortalidade da alma. Em alguns casos, de cujo relato não se tem muitas informa-ções, consegue-se levantar hipóteses contrárias à reencarnação.Tais hipóteses decorrem, principalmente, por falta de consistên-cia nos dados ou mesmo de seriedade da pesquisa. Memória Espontânea na Infância Este não é um método que foi inventado em laboratório.Nenhum experimentador achou que a reencarnação poderia serpesquisada dessa forma. Os fatos ocorrem. Simplesmente apa-recem sujeitos (crianças) que, de forma espontânea, se lembramde ocorrências que eles mesmos afirmam ser do passado de ou-tras vidas. Essas crianças surgem em várias partes do mundo. Em
  32. 32. reeencarnação: processo educativo 35países que têm a reencarnação como crença básica em suas raízesculturais, como também noutros onde ela é tida como tabu religi-oso. Ninguém as induz a isso. Ninguém lhes insinua que tais me-mórias se tratam de encarnações passadas. Elas próprias afir-mam. Não se trata de delírio infantil. Não ocorrem, senão emcrianças normais, sem qualquer componente psicótico ouesquizofrênico. Tais lembranças espontâneas se constituem namelhor fonte de investigação da reencarnação que se possui eque se atribui grande credibilidade na pesquisa psíquica. Os pes-quisadores que investigam esses casos não estão à cata de con-firmações sobre reencarnação, mas apenas de verificar a veraci-dade dos fatos. Nessa área destacam-se os trabalhos de Stevenson (1971),Banerjee (1979) e Andrade (1986). São pesquisas de grandecredibilidade pelas características da espontaneidade e dainsuspeição em se tratando de crianças. Há milhares de casoscatalogados com verificação e confirmação das informações so-bre vidas passadas. As lembranças não se resumem a vagas me-mórias ou simples impressões, mas sim a dados precisos, comnomes, datas, locais e detalhes importantes que se confirmaramcom as investigações. Em tais pesquisas verificou-se que o inter-valo de tempo entre uma e outra encarnação (intermissão) podevariar de dias a séculos. Essas pesquisas foram feitas com rigorcientífico e metodológico, não deixando dúvidas quanto ao cará-ter sério e insuspeito dos trabalhos apresentados. Ian Stevenson (1977) realizou pesquisas em casos de lem-brança espontânea de vida anterior e, especialmente, entre crian-ças. Esta pesquisa foi conduzida com muito cuidado e todas asprecauções possíveis foram tomadas a fim de identificar informa-ções falsas ou distorcidas. Estes casos são coerentes porque en-volvem principalmente crianças de seis anos ou menos, que falamacerca de uma vida anterior - normalmente a vida passada imedi-ata - descrevendo cenas, casas, circunstâncias, incidentes, datas,pessoas e lugares. As descrições são de tal forma convincentes
  33. 33. 36 adenáuer novaesàs pessoas, que elas se decidiram por contactar com Stevenson,ou com outros pesquisadores que conduziram esse tipo de inves-tigação. Stevenson catalogou pelo menos 1600 casos em seus ar-quivos. Ele foi extremamente cauteloso na coleção e análise deseus dados. Só apresentou no relatório aqueles casos nos quais ainvestigação era muito minuciosa e de grande autenticidade. Osresultados da pesquisa de Stevenson indicam claramente que muitascrianças podem relatar detalhes da vida de uma pessoa já mortae que estes relatórios são espantosamente exatos. Os resultadosdesta pesquisa levaram à conclusão que a personalidade humanadeixa o corpo físico que morreu e, mais tarde, entra num novocorpo, na maioria dos casos, dentro de alguns anos. Isto indicatambém que a personalidade sobrevivente, ao entrar numa vidafísica nova, traz consigo a memória da vida anterior. Alguns deseus dados indicaram que a pessoa escolhia os parentes na suanova vida e, por vezes, rejeitavam os novos familiares, preferindoretornar à família anterior. Memórias do feto Thomas Varney (1985) realizou pesquisas que foramconduzidas tanto na Europa como na América do Norte em ca-sos nos quais, no decorrer da terapia, pacientes com problemaspsicológicos eram levados atrás no tempo, à sua infância, e porvezes chegavam de tal maneira atrás, que iam ao período antesdo nascimento, durante a gravidez, lembrando-se de fatos ocor-ridos enquanto estavam na barriga de sua mãe. A informação obtida por este processo indica-nos que apessoa que está nascendo pode lembrar-se, mais tarde, de inci-dentes que ocorreram durante a gravidez, cuja mãe nunca co-mentou com ninguém e fica surpresa quando lhe é perguntadoacerca desses incidentes. Muitos outros tipos de experiências são
  34. 34. reeencarnação: processo educativo 37também relatados e indicam que as lembranças são retidas desdeo período da gravidez. Estes fatos são provas evidentes que algodentro do feto tem a capacidade de entender, compreender elembrar fatos do meio ambiente externo a si mesmo, sem que neleainda esteja formado o córtex cerebral. Esse algo que não de-pende do organismo pode ser chamado de alma ou espírito. A pesquisa sobre a memória do feto demonstra que algonele pode lembrar experiências de forma adulta e madura, o queindica que uma alma adulta reside no corpo de um bebê imaturo.O que vale dizer que o espírito não cresce com o crescimento docorpo, isto é, a alma não é criada junto com o corpo, mas antesdele. O perispírito sim, cresce com o crescimento do corpo. Oespírito precede ao corpo. Se fosse criada junto com ele, após onascimento teríamos uma alma infantil, e não adulta. Ora, se épossível a lembrança de fatos ocorridos nesse período em que,em princípio, o espírito está hibernando, porque não seria possí-vel ter-se acesso às memórias de vidas anteriores? Tais fenôme-nos de lembranças de fatos ocorridos com o espírito no períodoem que ele se encontrava no ventre da mãe, reforça a tese daligação do espírito ao seu corpo no momento da concepção, enão na hora do parto. Se a memória se formasse no corpo físico, não seria possí-vel retê-la no organismo do feto tendo em vista a não formaçãocompleta do cérebro. As lembranças ficam no perispírito, acessí-veis por mecanismos desencadeados pelas conexões que se for-mam através das emoções da mãe. O fenômeno da lembrança ocorrida no período fetal colo-ca um novo dado sobre a questão do aborto. Desde o princípio,na organização fetal, já existe um ser em processo de ligação. Avida já está presente desde a concepção. As leis que autorizam oaborto até determinada fase do crescimento fetal, foram elabora-das por pessoas que desconhecem a realidade do espírito. Seriarecomendável o aborto quando se constatasse a ausência de es-pírito no corpo em formação ou quando a continuidade da gravi-
  35. 35. 38 adenáuer novaesdez pusesse em risco a vida da mãe. A primeira hipótese só seriapossível através de investigação mediúnica, o que adia sua possi-bilidade, dada a complexidade do controle necessário a esse tipode pesquisa. A perturbação ou o estado de letargia que se acredita exis-tente nesse período da reencarnação, nem sempre ocorre, comodemonstram as lembranças posteriores. As conversas que a mãetem com seu bebê podem, dessa forma, serem correspondidasmuito mais do que se imagina. O espírito pode estar participandode todas as atividades externas ao útero. É dessa forma que oespírito, cujos pais intentaram abortá-lo, sabe dessas intenções.Alguns problemas de relacionamentos podem advir dessa rejei-ção inconscientemente (ou conscientemente) sabida. Vale lembrar que esse tipo de fenômeno serve também paracomprovar os padrões existentes no que tange a imortalidade daalma. As afirmações de Albertson e Freeman, as quais veremos adi-ante, também se basearam na investigação desse tipo de fenômeno. Vida Antes da Vida e Regressão à Vida Passada Helen Wambach (1982) fez um relatório com mais de 1.000casos de pessoas que retornaram (geralmente através da hipnoseem grupos de regressão) à experiência do nascimento e antesdeste. Um padrão desenvolveu-se nitidamente, devido aos rela-tos destes indivíduos, mostrando uma consistência considerável.Em muitos casos, o indivíduo lembrou-se de uma vida prévia e dotempo entre as vidas. Dr.ª Helen confrontou os dados obtidos nacompilação dos relatórios feitos pelos seus sujeitos com as infor-mações históricas. Verificou que os dados obtidos na consolida-ção das informações de seus pacientes estavam rigorosamentede acordo com os existentes nos compêndios de História. Osrelatos de seus pacientes foram obtidos em cidades espalhadasdos Estados Unidos e sem que as pessoas tivessem qualquer co-nhecimento umas das outras.
  36. 36. reeencarnação: processo educativo 39 Por vezes, seus sujeitos também se lembravam que hesita-ram em voltar à terra, a um novo corpo, para uma outra experiên-cia, geralmente devido às circunstâncias agradáveis do outro lado,que eles tinham relutância em abandonar – especialmente quandose apercebiam das muitas dificuldades que iriam encontrar pelafrente na experiência terrestre. Estes dados indicavam também,que há guias do outro lado, e que, se lhes for solicitado, ajudamao espírito a tomar uma decisão acerca de retornar. Embora, nemsempre a escolha é possível ao espírito que se vê, por vezes,obrigado a reencarnar e a enfrentar processos educativos difí-ceis. Nesses casos o determinismo prevalecerá devido a esco-lhas feitas em vidas anteriores, que exigem o necessário processoeducativo obrigatório. Usando o mesmo padrão de regressão de grupo, como paraVida Antes da Vida, Wambach (1978) pedia aos participantes paravoltarem no tempo e irem a datas específicas, e observarem coisasbem definidas, tais como: o ambiente físico, as roupas usadas, aalimentação, e os utensílios e pratos comuns à época, bem comooutros aspectos relevantes ocorridos e que pudessem ser lembra-dos. Estes dados mostraram padrões consistentes no que diz res-peito a muitas das questões que foram postas. Um dado interes-sante obtido, foi quanto a incidência do tipo de sexo (gênero)experienciado pelo sujeito nas suas diversas encarnaçõesrelembradas. Do seu livro extraí o seguinte trecho sobre o assunto: “Refleti que eu precisava, pelo menos, de um fato bioló-gico acerca do passado que me facultasse a conferência dosmeus indícios. Eu sabia que em qualquer fase pretérita, maisou menos a metade da população era masculina e a outrametade, feminina. Decidi verificar cada período de tempo edeterminar quantas regressões tinham redundado em vidasmasculinas e quantas tinham resultados em vidas femininas.Se a rememoração de existências passadas fosse mera fanta-sia, seria de esperar que preponderassem as masculinas: osestudos mostram que o cidadão comum, em se lhe oferecendo
  37. 37. 40 adenáuer novaesa possibilidade de escolher, optaria por viver como homem.Contra a probabilidade de que a fantasia produziria maiornúmero de sujeitos masculinos, havia o fato de que 78% dosmeus sujeitos no primeiro grupo de seminários eram mulheres.Seria acaso possível que as mulheres preferissem ser mulheresnuma vida pregressa? Assim sendo, muitos imponderáveis gravitavam em tor-no da questão do sexo que seria escolhido numa vida passa-da. Não obstante(...) meus dados são concludentes. Sem levarem consideração o sexo que têm na vida atual, ao regressarao passado, meus sujeitos se dividiram precisa e uniforme-mente em 50,3% de homens e 49,7% de mulheres.” (Recordan-do Vidas Passadas - p. 104/105) Surpreendente como a informação obtida pela eminentedoutora vai ao encontro do conteúdo constante em O Livro dosEspíritos, como no comentário de Allan Kardec às questões 200a 202: “Os Espíritos encarnam como homens ou como mulhe-res, porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir emtudo, cada sexo, como cada posição social, lhes proporcionaprovações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganha-rem experiência. Aquele que só como homem encarnasse sósaberia o que sabem os homens.” Comparando esse dois textos surge uma possível diver-gência, creditável à cultura dos sujeitos da Dr.ª Wambach. Seespíritos não têm sexo, como afirmam os espíritos, ou pelos me-nos o possuem, porém de uma forma que não compreendemos,por que preferiria o espírito nascer homem ou nascer mulher? Senão têm sexo, pelo menos possuem noção de sexo semelhante aque possuímos, pois têm preferência sexual bem definida. A pesquisa de Vida Antes da Vida, por Wambach, poderiaser expandida para ganhar maior aprofundamento. Poder-se-ia
  38. 38. reeencarnação: processo educativo 41colecionar casos de estudos de terapeutas tendo um conjunto dequestões para perguntar, quando surgisse a oportunidade, semcomprometer/afetar o cliente. Imaginemos se os profissionais queutilizam as mesmas técnicas da doutora Wambach, se unissem emtorno de historiadores na procura de uma nova abordagem dosfatos históricos? A história poderia ser reescrita. Os casos deconsultório poderiam ser escritos e encaminhados ao ConselhoRegional de Psicologia ou a outro órgão que reunisse estudiososno assunto, para análise e confronto, bem como para o estabele-cimento de novos conhecimentos. Nos seus dois excelentes livros, a Drª. Wambach traz, ine-quivocamente, provas à veracidade da reencarnação. A Psicolo-gia fica com a palavra. Sua reciclagem como ciência não podeprescindir dos conceitos de reencarnação para sua própria inte-gridade. Dos trabalhos dela, retiro as considerações sobre a pos-sibilidade do gradiente energético. Seu método de modificaçãoda ciclagem cerebral suscitou-me estudos sobre as cargasenergéticas dos conteúdos inconscientes. Tais conteúdos possu-em, para cada encarnação, vibração específica. Dentro de umamesma encarnação, cada lembrança tem sua freqüência própria.Alterando-se aquela ciclagem, permite-se a conexão com a fre-qüência específica no inconsciente. Terapia de Vida Passada O uso da terapia da vida passada para pessoas com pro-blemas psicológicos tem-se expandido geometricamente nos anosrecentes, no Brasil e, principalmente, nos Estados Unidos. Mui-tos terapeutas têm recorrido a essa técnica para tratar seus paci-entes. Milhares deles que tiveram uma regressão às vidas anterio-res foram, de alguma forma, auxiliados na compreensão e solu-ção de seus problemas psicológicos. Estas informações mostra-ram um padrão claro que tem sido reiterado com persistência.
  39. 39. 42 adenáuer novaes Ao pedir a um paciente para voltar a uma experiência ante-rior, à qual pode estar relacionada ou causando o problema psi-cológico a ser avaliado, o terapeuta poderá não se interessar setal experiência anterior pode ter-se originado na existência atual(na infância ou na vida intra-uterina) ou em vidas passadas. Nãolhe importa, em princípio, para seu trabalho, a época, pois lheinteressa a cura do problema. O paciente poderá voltar a umavida anterior e observar alguma experiência, normalmente trau-mática ou de morte, tais como: afogamento, morrer queimado,morrer em acidente de automóvel, cair de um lugar alto, ou outrotipo de cena mortal. Com isso não se quer dizer que não se possalembrar também de outras experiências que foram ditosas. Emprincípio qualquer acontecimento do passado pode serrelembrado. Mais facilmente são lembrados aqueles que possu-em uma carga energética emocional maior e que não têm nenhummecanismo impedindo sua lembrança, oriundo de processos men-tais patogênicos ou protetores de lembranças desagradáveis. Asexperiências vividas com muita emoção são mais facilmenterelembradas. O terapeuta poderá aliviar consideravelmente o pacienteou, talvez, curá-lo completamente se, em primeiro lugar, de formacautelosa, reconduzi-lo através da sua experiência anterior, repe-tidamente, até o momento anterior ao trauma experimentado. Emsegundo lugar, pois não basta lembrar-se do passado, deverá ini-ciar a terapia a partir do conhecimento do passado, também deforma cuidadosa. De qualquer maneira, há a necessidade de setrabalhar o conteúdo relembrado. Relembrar o passado não sig-nifica retirar o núcleo traumático que porventura exista no incons-ciente do paciente. Conviver conscientemente com essa lembrançapoderá significar o controle de suas conseqüências. Trabalhar taisconteúdos é aplicar-lhe uma ética nova. É necessário perguntar-se, após lembrar do passado: que faria hoje, diante da mesmacircunstância, de forma a não sofrer nem provocar sofrimento aninguém? A resposta virá com a aplicação de uma ética superior,
  40. 40. reeencarnação: processo educativo 43que elimine os complexos, principalmente o de culpa. A lembran-ça do passado é a ponta do “iceberg” da terapia. É ali que elacomeça. Dificilmente será seu termo. Essas sessões de terapia produzem informações conside-ráveis do que parece ter sido a experiência anterior. Levam opaciente às suas memórias emocionais de uma existência anteriorou de experiências da vida intra-uterina, ou mesmo à sua infânciae que, após serem trabalhadas, aliviam os sintomas do problemana maioria dos pacientes. Stevenson (1977), que se dedicou à pesquisa que envolvialembrança espontânea em crianças e foi um crítico severo dosdados obtidos através de Regressão à Vida Passada, escrevia:“Apesar de tudo, os poucos resultados substanciais de uso dahipnose em tais experiências justificam uma exploração maisextensiva da técnica com melhor controle.” Tal afirmação, nãosó reflete a importância que ele dava à pesquisa feita pelo métodohipnótico, como também aos casos de espontaneidade na lem-brança. Sua crítica se baseava nas possibilidades de interferênciado operador na hipnose. O que não ocorria nos casos espontâ-neos. As pesquisas de Regressão e de Terapia de Vidas Passa-das poderiam ser uma expansão e refinamento da pesquisa deWambach, se fossem feitas questões mais específicas e detalha-das acerca da experiência da morte. Os resultados obtidos nes-sas pesquisas quando comparados aos obtidos nas Experiênciasde Quase Morte, poderiam revelar aspectos relevantes às ativi-dades no período entre duas vidas, à tomada de decisões, aopapel dos “guias espirituais”, ao processo de decisão do retorno,ao conhecimento adquirido, anterior à entrada no feto, à perdade memória (esquecimento do passado) – quando e como se dáa comunicação com a mãe e/ou pai antes e/ou durante a gravidez,bem como a outros aspectos intervenientes no processo evolutivodo ser humano. Observo uma tendência de se utilizar a regressão de me-
  41. 41. 44 adenáuer novaesmória exclusivamente com finalidade terapêutica em detrimentoda área de pesquisa. Tal utilização exclusiva levará a incorreçõese riscos no uso da técnica. A falta de experimentos controlados,de estudos mais profundos sobre a hipnose e suas conseqüênciasque não são levadas em consideração nas terapias, poderá con-fundir seus usuários. O desconhecimento das interferências espi-rituais é outro fator preocupante no uso da técnica regressiva.Seria conveniente uma discussão ampla do método sem os pre-conceitos acadêmicos. Comunicações de espíritos ainda ligados à Terra 5 Na análise deste tópico não me reportarei à bibliografiamediúnica publicada no Brasil por ser do conhecimento do públi-co espírita e de fácil acesso. Na bibliografia consultada observeios mesmos padrões obtidos por outros métodos. Vale tambémressaltar, que, os autores consultados não se referem, em suaspublicações, às obras espíritas. Alguns livros consultados regis-tram depoimentos de espíritos contrários à reencarnação, o quedemonstra que o assunto, tanto lá (entre os espíritos desencarnados)como cá, não é muito bem conhecido. Pode parecer paradoxal aignorância de espíritos desencarnados quanto ao tema. Tal des-conhecimento é, de certa forma, esperado, pois a morte do cor-po não empresta sabedoria a ninguém. Para alguns espíritos oprocesso só é sabido quando se aproxima o momento de ocor-rer, fato que esquece após reencarnar. Edith Fiore (1987), Naegeli-Osjord (1988) e WilliamBaldwin (1988), conduziram estudos envolvendo comunicaçõesmediúnicas de um grande número de espíritos que pareciam estarligados à Terra e não haviam “ido para a luz”, como indicado nasExperiências de Quase Morte. A maioria eram espíritos desori-entados que tiveram, ou uma súbita morte traumática e não se5 Espíritos presos à Terra – Errantes, ligados à vida material.
  42. 42. reeencarnação: processo educativo 45aperceberam que estavam mortos ou tiveram algum tipo de ob-sessão que teria sido a causadora deles terem ficado ligados àspessoas, lugares e/ou coisas do mundo material. As informaçõesobtidas em mensagens provenientes desses espíritos, mesmo con-siderando seus estados de perturbação, em sua maioria, confir-mam a tese da reencarnação. Os estudos vieram de médiuns distintos e de experiênciasdiferentes por parte dos pesquisadores. Foram coletadas mensa-gens diversas e a elas aplicadas hipóteses e contra-hipóteses,chegando-se à conclusão da existência de padrões que confir-mam a reencarnação e, em certos casos, a imortalidade da alma.Há também estudos a partir de mensagens de espíritos mais adi-antados, não tão ligados à vida material, que confirmam a tese dareencarnação. A pesquisa nos fenômenos de comunicações mediúnicasprecisa obter informações adicionais mais detalhadas, com res-peito à escolha e processo de ligação a pessoas, o papel do am-biente e da “luz branca” , os motivos para se permanecer “ligado 6à Terra”, as técnicas e métodos para se comunicar com tais espí-ritos, o que acontece a eles quando o seu médium morre, etc. Experiências Fora do Corpo Experiências fora do corpo físico, conhecidas vulgarmentecomo desdobramento, projeciologia ou projeção astral, tornam-secada vez mais comuns, tendo em vista a compreensão mais amplaque se teve quando surgiram diversos livros relatando o fenômeno.Técnicas especiais de treinamento passaram a existir para ensinaràs pessoas como ter uma Experiência Fora do Corpo. Apesar das pesquisas de dados sobre experiências fora docorpo serem limitados, os relatos daqueles que tiveram uma, se-6 Padrão observado em muitas experiências de quase morte. Os recém-desencarnadoscostumam informar que viram uma luz branca muito forte os atraindo para ela. Teriaessa luz algum papel no momento da reencarnação?
  43. 43. 46 adenáuer novaesguem um padrão. Esse padrão é de tal forma similar, que estabe-lece claramente que, parte do ser humano pode deixar o corpo edeslocar-se para locais, perto e distantes, onde pode ver e ouviro que está acontecendo e depois voltar ao corpo físico, poden-do, em muitos casos, reter a lembrança das ocorrências. Diferen-tes perspectivas sobre o tema foram expressas por Tart (1968),Monroe (1977), Vieira (1980) e Blackmore (1982 e 1985). Apósessas experiências de desdobramentos, as pessoas relataram oencontro com espíritos desencarnados que confirmaram a reali-dade da reencarnação. As pesquisas de experiências de quase morte, de experi-ências fora do corpo e de comunicações de espíritos ligados àTerra, mostram que o espírito pode separar-se do corpo, obser-var o meio ambiente físico e lembrar-se das suas ocorrências du-rante o processo. Nas experiências de desdobramento deve-se examinar seas ocorrências produzidas são universais ou dependentes do modode produção ou de outros fatores, isto é, se ocorrem da mesmaforma com todas as pessoas. Tais experiências diferem dos so-nhos comuns, principalmente, pelo deslocamento da consciênciae pela nitidez das lembranças. As pessoas que se “projetam” di-zem ter sua consciência deslocada espacialmente do local ondese encontra seu próprio corpo. Outro elemento chave dessas ex-periências é sua comprovação, passível de ocorrer pela consci-ência dos relatos, porém de difícil prova nos casos de sonhos. Aspectos comparativos A pesquisa de lembranças espontâneas na infância podeser de grande ajuda, ao se pedir a uma criança que descreva oque aconteceu imediatamente após a morte na vida passada rela-tada. Dever-se-ia buscar os seguintes esclarecimentos: são asexperiências similares àquelas descritas em outros tipos de pes-
  44. 44. reeencarnação: processo educativo 47quisas? O que aconteceu na zona espiritual próxima à Terra? Quaisas decisões para voltar à Terra? Estariam os guias espirituais en-volvidos? Qual o papel deles? Quando é que o espírito se liga aofeto? Que experiências foram antecipadas para aquela vida? Aodescrever a vida anterior, será que a criança fala e age com amaturidade de um adulto? Na pesquisa de lembrança do feto que leva a pessoa aretornar no tempo ao período anterior ao nascimento, dever-se-ia investigar se o processo de decidir retornar, é o mesmo que odescrito por Wambach. Nas experiências fora do corpo, principalmente nos esta-dos de coma, quando do retorno do espírito ao corpo físico, de-ver-se-ia questionar também quanto ao processo de entrada nele.Será que também houve interferência para sua decisão? Naqueleestado fora do corpo, lembrou-se o espírito, de outra encarnação?Teve ele acesso ao seu planejamento reencarnatório para saberse estava indo bem? Algum espírito o informou a respeito? Hipóteses de Albertson e Freeman Estudando a reencarnação na Universidade Estadual doColorado (USA), Albertson e Freeman (1988) testaram algu- 7mas hipóteses e contra-hipóteses chegando a conclusões seme-lhantes a outros pesquisadores que utilizaram métodos diferentes.Tais hipóteses e contra-hipóteses foram aplicadas aos diversosestudos existentes sobre reencarnação bem como à gama de fe-nômenos psíquicos conhecidos. Revolvendo a história da huma-nidade, as mais diferentes religiões, filosofias, e os diversos fenô-menos ditos paranormais, eles encontraram concordâncias preci-sas (padrões) sobre a reencarnação. São os seguintes os padrõesencontrados pelos dois pesquisadores:7 O estudo de Albertson e Freeman consta de um relatório encaminhado a diversospesquisadores. Há uma cópia nos arquivos do IPP – Instituto de Pesquisas Psíquicas,da Bahia.
  45. 45. 48 adenáuer novaes 1. O ser humano consiste pelo menos em duas partes dis-tintas: um corpo e um espírito; 2. O espírito é uma entidade não-física, existe e pode fun-cionar independente e à parte do domínio físico; 3. O espírito pode tomar decisões e escolhas acerca dasua situação, tanto em relação ao mundo físico quanto ao domí-nio espiritual, desde que não viole as leis causais básicas; 4. O espírito existe para sempre; 5. Alguns espíritos passam por mais de uma vida biológicae estão associados sucessivamente com diferentes corpos físicos; 6. O espírito se separa do corpo físico após sua morte; 7. O espírito se junta ao corpo físico, no processo do nas-cimento; 8. O espírito conserva uma memória de todas as fases dasua existência prévia; 9. O espírito tem dois modos ou oportunidades de apren-dizagem: experiências no mundo físico e experiências no domínioespiritual; 10. O espírito pode aprender os princípios teóricos bási-cos de viver no domínio espiritual e pode aprender a aplicaçãoprática desses princípios no mundo físico; 11. Os pensamentos e ações do espírito numa vida terãoconseqüências na sua escolha de circunstâncias para quaisquervidas subseqüentes; 12. O espírito escolhe cuidadosamente as circunstânciasiniciais – corpo, família, etc. – de uma vida física que iniciará; 13. Um espírito pode receber assistência, na decisão dereencarnar, de guias espirituais; 14. O objetivo principal da vida de um espírito é aprender epraticar o amor incondicional a todas as pessoas, incluindo a si próprio; 15. Enquanto no domínio espiritual, o espírito tem oportu-nidades de ajudar àqueles que se encontram no mundo físico; 16. Há vários níveis de existência espiritual, após a mortedo corpo físico, onde o espírito pode habitar;
  46. 46. reeencarnação: processo educativo 49 17. A situação de um espírito num nível de existência espi-ritual, após a morte do seu corpo físico, dependerá da sua evolu-ção na época da morte; 18. A evolução do espírito, num dado momento, é deter-minada em grande parte, mas não totalmente, pelas suas ações epensamentos passados; 19. O nível mais baixo da existência espiritual, disponívelpara um espírito, é um estado de ligação próximo à matéria; 20. Espíritos que penetram níveis mais elevados da exis-tência espiritual após a morte do corpo físico, escolhem fazer issocom a assistência dos guias espirituais; 21. Num estado ligado à Terra, isto é, desencarnado à es-pera de reencarnar de novo, um espírito pode encaixar-se numadas várias atividades, por exemplo: a) ligação aos espíritos nos corpos; b)esconder-se com medo do contato com outros espíritos; c) vaguear de lugar para lugar, tentando comunicar-se comespíritos que deixam os corpos físicos; 22. Nos níveis mais altos da existência espiritual, um espí-rito pode aprender os princípios de viver em qualquer dos tem-plos da sabedoria (cidades espirituais), sob a proteção dos guiasespirituais; 23. Os espíritos preferem a existência nos níveis mais altosdo domínio espiritual do que no plano da matéria e escolhemretornar ao plano físico para poderem avançar em sua aprendiza-gem. Surpreendente como tais padrões coincidem com as afir-mações do Espiritismo. Os autores não relacionaram na biblio-grafia de seu trabalho nenhum livro de Allan Kardec ou mesmode obras complementares à Codificação espírita. Se de um ladotal omissão reflete a abrangência relativa do trabalho, de outro,serve como demonstração da coerência dos resultados e da uni-versalidade das teses espíritas;
  47. 47. Regressão de Memória O termo tem seu significado a partir da verificação de queé possível, a qualquer pessoa, lembrar-se de acontecimentos pas-sados dos quais foi protagonista. Tal passado verificou-se não serestringir à atual existência. Alguns experimentadores e, principal-mente, terapeutas, esbarraram em vivências de seus “sujeitos”que extrapolaram, de forma categórica, os limites da vida intra-uterina. Nos casos relatados a respeito dos resultados obtidos coma regressão de memória, sobretudo levados a efeito por psicólo-gos, não se observa qualquer indução do operador ao sujeito quan-to a crença na reencarnação. As ocorrências verificadas em con-sultórios de psicólogos se deram independentes do desejo ou dosconhecimentos dos profissionais e de seus clientes. A exemplodisto cito os trabalhos do Dr. Morris Netherton, nos EUA. Noprefácio da edição americana de seu livro Vidas Passadas emTerapia, de julho de 1979, o Doutor em Medicina Walter Steissafirma categoricamente: “Embora a doutrina da reencarnaçãoseja utilizada como um instrumento dessa forma de terapia, acrença na mesma não é imprescindível ao seu êxito.” O campo da pesquisa sobre reencarnação, através da re-gressão de memória, bem como sua utilização clínica, é uma áreacom grande quantidade de informações, envolvendoexperimentadores e terapeutas em várias partes do mundo. Albert
  48. 48. reeencarnação: processo educativo 51De Rochas (França), Edith Fiore (EUA), Denis Kelsey (Inglater-ra), Morris Netherton (EUA), Edgar Cayce (Inglaterra), HelenWambach (EUA), Hermínio Miranda (Brasil) e outros, desenvol-veram experiências em torno da regressão de memória com re-sultados surpreendentes. A regressão de memória extrapolou ocampo científico e penetrou nos consultórios de psicólogos. Dacrença, à investigação e desta, à utilização como método parainício de terapia, ela vem se tornando importante instrumento deauxílio às pessoas encontrarem as causas de seus traumas e con-flitos. A técnica foi introduzida em terapias sem a preocupaçãoda validação científica, promovendo reações nos organismos ofi-ciais de controle do exercício da profissão. Não que se deva ne-cessariamente submeter-se a tais órgãos, mas, não só para mos-trar-se que aquela nova prática pode significar uma tendência ouuma nova abordagem em psicoterapia, como também para bus-car, através da pesquisa científica, testar sua eficácia. Deve-secriticar a postura de tais órgãos que, de forma subserviente, acei-ta a psicanálise freudiana como ciência e não acata a regressãode memória como técnica que, inclusive foi utilizada nos trabalhosiniciais de Sigmund Freud (1856-1939), criador da psicanálise. Terapia regressiva a vivências passadas (TRVP) é o termoempregado para a técnica introdutória ao método terapêuticousado pelos profissionais em psicologia, que buscam (ou que en-contram, pois o fato surgiu antes da teoria), através da regressãode memória, a provável causa dos conflitos de seus pacientes, emépocas anteriores à existência atual, como também em períodosda infância presente e durante a vida intra-uterina. O termo“vivências” foi criado com o intuito de alcançar a interpretação deque esses fenômenos regressivos poderiam se situar em outra esferaque não a de vidas passadas. As vivências passadas poderiam sedar na existência atual ou mesmo ser imaginações com um fortesentido de realidade. Dessa forma, também se fugiria à fiscaliza-ção dos organismos de controle do exercício da profissão, como
  49. 49. 52 adenáuer novaestambém aos opositores sistemáticos e a uma clientela maispreconceituosa. No fundo a TRVP contém a Regressão de me-mória. São diversos os métodos empregados para se alcançar alembrança do passado. Várias também são as teorias sobre comofunciona a mente humana e onde se “localizam” essas memórias.Parece comum a idéia de que as memórias fazem parte do con-teúdo inconsciente não armazenado no córtex cerebral, mas simnum organismo subjacente, acessível por algum mecanismo aindadesconhecido e estreitamente ligado ao consciente. A lembrançados conteúdos oriundos de outras encarnações estaria relaciona-da com a faculdade de se desligar momentaneamente um corpodo outro, isto é, o físico do perispírito, tornando a informaçãocontida no corpo espiritual, acessível. Tal possibilidade pode serespontânea, como era o caso de Edgard Cayce, tanto quantoprovocada nos casos relatados em alguns dos outros autores ci-tados. A acessibilidade espontânea é também possível através deconexões com eventos similares aos ocorridos no passado, queabrem uma espécie de “janela” que possibilita essa ligação. A“janela” é uma espécie de “plug” que promove a ligação da zonaconsciente com a inconsciente, onde estão as memórias passa-das. Quando nos deparamos com algum evento semelhante aoque já vivemos no passado e que tem uma carga emocional signi-ficativa, é comum voltarmos a ter a mesma emoção anterior. Em-bora esqueçamos muita coisa do passado, não perdemos aquiloque teve suficiente carga emotiva e que se constitui num núcleoenergético , o qual possibilitará oportunamente ser relembrado. 8 O primeiro passo para as investigações sobre regressão dememória foi dado por Albert De Rochas que, através do magne-tismo , constatou a possibilidade da dissociação entre o córtex e 98 Esse núcleo energético guarda muita semelhança com a definição de complexo deC. G. Jung.9 Imposição das mãos para transmissão de fluidos do operador ao sujeito. Tais fluidosteriam a propriedade de favorecer a alteração dos ciclos cerebrais que permite oacesso a informações arquivadas fora do córtex cerebral.
  50. 50. reeencarnação: processo educativo 53o perispírito. Descobriu ele, com a magnetização, a exteriorizaçãoda sensibilidade para além do corpo, possibilitando o acesso aosconteúdos mais recônditos da mente humana. Dessa forma, istoé, com a manipulação de uma energia sutil, a regressão de memó-ria caracteriza-se como um mecanismo automático, sem conotaçãosubjetiva, nem dependente da crença do sujeito ou da contribui-ção do operador que induziria o sujeito à imaginação fantasiosa.A participação do operador, na aplicação do método de regres-são, como direcionador das memórias do sujeito, cai por terra. Omagnetismo, ao contrário da hipnose, elimina os aspectosdirecionadores da fala do operador, reduzindo sua possível inter-ferência. A hipnose foi, e ainda é, utilizada por muitos profissionaisque praticam a regressão de memória. O processo hipnótico pa-rece modificar a ciclagem cerebral, induzindo a alterações da fre-qüência para ciclos menores, penetrando em estados de incons-ciência. Essa possibilidade, como se pode constatar nos traba-lhos da Dr.ª Helen Wambach , permite eliminar o diferencial 10energético existente entre o inconsciente atual e o que contém asmemórias de vidas anteriores. Tal diferencial é responsável pelaimpossibilidade da lembrança imediata do passado. No processoda reencarnação, penetra-se num corpo físico com freqüênciasdiferentes das existentes no corpo espiritual. As memórias estari-am em diferentes freqüências do corpo espiritual. Cada existên-cia comportaria um gradiente energético para essas memórias. Ogradiente consiste numa escala de quantidade de energiadespendida para cada atitude ou emoção, sendo que, numa mes-ma existência ele é mínimo, menor que entre existências diferen-tes. Tal carga energética agregada a uma memória poderá, porsimilitude com um dado presente, estabelecer uma conexão quedesencadearia a lembrança do passado. A hipótese da existência do gradiente energético das me-mórias parece também justificar um outro método, de certa for-10 Vide explicações sobre o método por ela empregado em seu livro Vida Antes da Vida.
  51. 51. 54 adenáuer novaesma revolucionário, do psicólogo americano Morris Netherton. Seumétodo, em síntese, consiste na repetição de frases identificadaspelo operador no curso das entrevistas com o sujeito, cuja signi-ficação relaciona-se com conteúdos emocionais, desencadeandoseus processos anteriores. Parece haver conexão entre as vibra-ções emitidas pela repetição das frases e aquelas inerentes àsmemórias do passado. Os núcleos traumáticos daquelas memóri-as seriam o ponto de partida dessas lembranças. Dessa forma,pode-se dizer que geralmente é possível a lembrança daquilo quefoi suficientemente forte e intenso emocionalmente nas experiên-cias passadas. A carga energética de cada lembrança parece es-tar associada a uma época, ao local em que ocorreu, ao ambientee à personalidade que a viveu, formando uma matriz, cujos ele-mentos estariam numa mesma vibração energética. Essa cargaenergética teria, então, um gradiente pequeno dentro de umamesma existência. A repetição das frases desencadeia as lem-branças que estejam numa mesma freqüência. O método parece revolucionário por não utilizar a hipnoseclássica, nem o magnetismo, nem a indução verbal, presentes emoutros experimentadores. A reação do sujeito quando ocorre arepetição das frases, em alguns casos, parece com o transe quese dá em certos tipos de mediunidade. Caberia um melhor estudodas reações do sujeito no momento da catarse do passado. Creioque, um EEG no momento da lembrança, comparado a um outrono momento do transe mediúnico, poderia servir a estudos muitointeressantes. Haveria alguma espécie de transe no momento dalembrança da vivência passada pelo método da repetição de fra-ses? Será que o método de Netherton altera a ciclagem cerebral? As terapias que utilizam a regressão de memória ainda sãoconsideradas alternativas, cujo conceito é tomado no sentido pe-jorativo pelos meios acadêmicos. Vítima do preconceito de al-guns profissionais da Psicologia, as técnicas regressivas ainda te-rão seu lugar como métodos terapêuticos imprescindíveis à com-preensão dos problemas humanos. Os métodos não são reco-
  52. 52. reeencarnação: processo educativo 55nhecidos oficialmente pelos conselhos de Psicologia e Medicinano Brasil. Essa será uma discussão necessária para a próximaetapa da implantação definitiva da pesquisa da reencarnação nosmeios acadêmicos. Mais adiante abordarei o assunto da regressão de memó-ria de forma mais detalhada, evidenciando aspectos mais práticosno que diz respeito a suas conseqüências. De qualquer forma, suautilização hoje vem crescendo cada vez mais, tendo em vista osexcelentes resultados obtidos nos processos de cura dos traumase conflitos humanos. É comum, nos Centros Espíritas, o uso do método nos pro-cessos de desobsessão, aplicados nas reuniões mediúnicas (nemsempre com os devidos cuidados), em espíritos que necessitamenxergar seu passado para compreender seu presente. O uso daregressão de memória nos Centros Espíritas, no Brasil, ocorreuantes da chegada da TRVP. A Drª. Edith Fiore, em seu livro Pos-sessão Espiritual, usando a hipnoterapia, constatou a possibili-dade de estar lidando com espíritos desencarnados e não commemórias anteriores de seus pacientes. Considero que, como método de investigação, a regressãode memória é tão confiável quanto as outras técnicas. Nada deixaa desejar quanto a veracidade dos conteúdos expostos pelos su-jeitos, muito embora possa encontrar-se, em certos casos, regis-tros de inconsistência. Tais registros, não invalidam o método,pois as inconsistências podem ser encontradas em outros tiposde experimentações. O fato de ser um método artificial, isto é,provocado, não lhe retira a credibilidade. A regressão pode levar o indivíduo a sensações, imaginári-as ou reais, desta ou de outras encarnações. Pode, por exemplo,um indivíduo, sendo biógrafo de alguém, a ponto de saber deta-lhes íntimos de sua vida, submetendo-se mais tarde a uma regres-são, dizer que foi aquele personagem. Isso se daria por mistifica-ção inconsciente ou por algum recalque. Há também um casorelatado pelo pesquisador Henrique Rodrigues, brasileiro de Belo
  53. 53. 56 adenáuer novaesHorizonte-MG, no qual, um ator, submetido a uma regressão, “lem-brou-se” ter sido um personagem mitológico, (Jasão) portantoinexistente. Tais ocorrências não invalidam o método como formade se provar a reencarnação, pois são casos isolados. O mapeamento do cérebro contribuirá para que a ciênciadescubra que, não é nele que está a fonte dos registrosmnemônicos, mas sim em algum ponto fora dele. As áreas cere-brais são instâncias mecânicas por onde transitam sinais elétricos,tais quais estações abaixadoras dos conteúdos perispirituais. Po-dem-se encontrar registros reencarnatórios bem como de ocor-rências da atual encarnação, ali colocadas por transferência doperispírito, de cuja fonte se originam.
  54. 54. Regressão de memória e reencarnação A regressão de memória é o nome da técnica utilizada como intuito de se levar o indivíduo a lembrar-se de dados referentesàs ocorrências passadas da existência atual e das suas encarnaçõesanteriores. O termo também é empregado para lembrança devivências (emoções subjetivas sem a interferência de processosconscientes) anteriores, dessa ou de outras encarnações. O ob-jetivo primeiro daqueles que se dedicaram no passado à técnica,era encontrar a prova da reencarnação. Há várias evidências deque se chegou a confirmação dessa hipótese. Os trabalhos publi-cados em várias partes do mundo demonstram isso. As técnicasregressivas são várias, desde a magnetização do sujeito à hipno-se, passando pelo transe, como também pelo processo de repe-tição de frases, segundo a técnica de Netherton. A regressão tem sido objeto de controvérsias quanto a suavalidação. A mais comum das opiniões contrárias é a de que ooperador influencia o sujeito na regressão. Segundo essa opinião,o sujeito captaria os conteúdos do inconsciente do operador. Háainda quem afirme que os conteúdos manifestos durante a regres-são vêm do inconsciente individual, isto é, criado exclusivamentena vida atual, ou do inconsciente coletivo do sujeito. Atualmente as experiências com regressão saíram do ter-
  55. 55. 58 adenáuer novaesreno experimental e passaram a servir como técnica de apoio adiversas psicoterapias, dentre elas a conhecida com o nome deTerapia Regressiva a Vivências Passadas (TRVP), tem sido a maisdifundida. Essa utilização fez proliferar seu uso em consultórios,clínicas, “workshops”, colóquios, e, também, em congressos ci-entíficos. Muita gente deseja fazer a regressão para saber sobre seupassado. Não é necessário buscar semelhantes informações parase viver bem no presente. Aquilo que é necessário saber sobreseu próprio passado, o ser humano já traz na consciência. Osconteúdos inconscientes já são suficientemente intensos para que-rer-se ir mais além. Tentar saber mais, pode ser extremamenteperigoso. Há traumas, conflitos e outras emoções do passadoque, aflorando de vez, podem desencadear reações com con-seqüências incontroláveis ao indivíduo. Não se deve buscar opassado por mera curiosidade. A regressão deve ser utilizada parapesquisa ou como recurso terapêutico, em ambos os casos porpessoa habilitada para tal. A indicação da regressão como formaterapêutica deve partir do profissional que a utiliza. Ela não é re-comendável para qualquer caso, embora há quem utilize e defen-da seu uso indiscriminado para qualquer pessoa. Certamente que,sua disseminação na clínica psicológica, será de grande utilidadepara seu estudo mais aprofundado, porém, não é indicada paratodos os casos, principalmente em crianças e para certos de tiposde transtornos psíquicos. Alguns pesquisadores notaram a ocorrência de fenômenosmediúnicos durante a regressão. Nem sempre lhes foi possívelestabelecer a diferença entre estar lembrando de uma encarnaçãopassada e a ocorrência de um espírito desencarnado falando atra-vés do sujeito. O fenômeno mediúnico é tão ou mais desconheci-do que as técnicas regressivas às vivências passadas. A técnica também é utilizada em sessões mediúnicas, parafazer o espírito lembrar-se de seu passado, com excelentes resul-tados terapêuticos. São técnicas ditas desobsessivas que visam
  56. 56. reeencarnação: processo educativo 59esclarecer a entidade espiritual quanto ao que está ocorrendoconsigo. O espírito, ao lembrar-se do seu passado, verifica quesuas atitudes ou as de alguém que ele está perseguindo, não sãomais do que reflexos do seu comportamento em outra vida. Algu-mas vezes, em certos médiuns, quando submetidos à regressãode memória, a lembrança do passado, nada mais é, do que apresença de uma entidade espiritual no seu “campo” mediúnico.O médium não está lembrando-se de seu passado, mas é o pas-sado da entidade espiritual que está sendo projetado em sua men-te. As regressões feitas por experimentadores encarnados ementidades espirituais ocorrem através dos médiuns. Não se sabeque efeito essa técnica proporciona ao médium, pois, talvez, du-rante a regressão do espírito, ele também entre no mesmo esta-do. Pesquisas mais aprimoradas poderiam detectar tais influênci-as. A técnica é feita com a ajuda de espíritos mais experientes queconduzem os trabalhos mediúnicos. Quando se fala em regressão não se pode deixar de pensartambém em progressão. Seria possível investigar as vidas futu-ras? Se existem sonhos premonitórios, e eles sinalizam para taisprobabilidades, então se pode, por extensão, investigar tanto ofuturo da vida atual, quanto a provável futura encarnação do es-pírito. Digo provável para não se pensar num determinismo quan-to ao futuro. Da forma que estou colocando, penetro no terrenoespeculativo. Caso se chegue a algum resultado, nada impedeque o espírito, no período de intermissão, mude o que foi antesvisto, ou mesmo, que aceite aquele tipo de encarnação prevista. Nas pesquisas de regressão deve-se tentar “ir atrás” dosespíritos em vidas futuras; talvez usando sugestões pós-hipnóti-cas que poderiam servir como identificadores ou “marcadores”.Se, por exemplo, recomendássemos a um moribundo que, se eleretornar numa próxima encarnação, deverá dar um sinal de quefoi proprietário de um determinado objeto, afirmando categori-camente que lhe pertenceu no passado, estaríamos diante de umaidentificação. Se tal fato vier a comprovar-se, verificaremos que
  57. 57. 60 adenáuer novaesa encarnação pode ser previamente planejada. Se assim se podefazer sem o uso da hipnose, também poderá se dar com sua utili-zação. Durante o transe hipnótico é possível fazer a mesma su-gestão e se aguardar quanto ao futuro. Desta forma, o futuro po-derá ser planejado. Pode-se, por análise das probabilidades, sa-ber do futuro. Tal conhecimento não significará que o futuro re-presente uma fatalidade. As alterações poderão ou não ocorrer adepender do livre arbítrio de cada um. Se o espírito planeja sua encarnação, se o inconscienteaponta, através de sonhos ou não, para o futuro, se existe espíri-tos que sabem antecipadamente aquelas probabilidades da ocor-rência de um determinado fato, então é possível investigar-se umaencarnação futura. O tempo é relativo para o espírito. O domínioda consciência não encontra a barreira do tempo nem do espaço.A leitura dos eventos não ocorre de forma linear. O espírito, forado tempo e do espaço, poderá acessar aquele futuro, o qual serásempre uma probabilidade. Assim se dá com os videntes eparanormais que entrevêem o futuro. O destino não é inflexível,pela própria natureza relativa do tempo. As previsões são entesprobabilísticos. Pode levantar-se a tese do presente não realiza-do, do qual depende o futuro. O presente realizar-se-á. Porém,serão possíveis constantes correções de rumo. Digamos que oespírito, de tempos em tempos, promova tal investigação futura. Dessa forma, não se deve crer que o destino do espíritoesteja irremediavelmente traçado. Está traçado o progresso. Comoele se dará, dependerá do livre arbítrio do espírito. C. G. Jungdizia que do inconsciente podem surgir coisas novas e que asprevisões são geradas por ele a partir das inspirações. Seria ofuturo uma conseqüência do presente e do passado, adicionadoao modo de concebê-lo? Não tenho dúvidas quanto a isso. Ele éuma espécie de presente virtual, intrínseco ao pensar. A regressão possibilitará a lembrança de eventos que, defato aconteceram. A progressão da memória possibilitará a per-cepção de eventos que poderão ocorrer. Tanto uma como outra

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