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Transcript

  • 1. Página em branco
  • 2. Página em branco
  • 3. Página igual a capa
  • 4. 1ª EdiçãoDo 1º ao 3º milheiroCapa de José Luiz CecheleroRevisão: Hugo Pinto HomemCopyright ©1998 byFundação Lar HarmoniaRua da Fazenda, nº 13, Piatã41.650-020livros@larharmonia.org.br(71) 286-7796Impresso no BrasilPresita en BraziloISBN: 85-86492-04-3Todo o produto desta obra é destinado à manutenção dasobras da Fundação Lar Harmonia
  • 5. Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes Conhecendo o Espiritismo FUNDAÇÃO LAR HARMONIA C.G.C. (MF) 00.405.171/0001-09 Rua da Fazenda, nº 13, Piatã41.650-020- Salvador - Bahia - Brasil 1998
  • 6. CIP - Brasil. Catalogação na PublicaçãoCâmara Brasileira do Livro, SP.Novaes, Adenáuer Marcos Ferraz deConhecendo o EspiritismoSalvador: Fundação Lar Harmonia, 1998166p.1. Espiritismo. I. Novaes, Adenáuer Marcos Ferraz de,1955. - II. Título.CDU -CDD – 139.9Índice para catálogo sistemático:1. Espiritismo 139.9
  • 7. “O Espiritismo anda no ar.” Allan Kardec A Allan Kardec, mestre nas artes do espírito, antropólogo da alma e amante da verdade. Às crianças da Fundação Lar Harmonia, motivo destetrabalho.
  • 8. Página em branco
  • 9. ÍndiceConhecendo o Espiritismo 11O que é o Espiritismo 17Deus 25Espíritos 31Evolução 39Libertação do Espírito 45Reencarnação e ciência 51Reencarnação como processo educativo 59Reencarnação: planejamento e processamento 65Vida espiritual 71Mediunidade 77Médiuns 85Obsessão 91Desobsessão 97As leis de Deus 103Trabalho e Progresso 109Liberdade e Igualdade na Sociedade 115Natureza, conservação e destruição – Ecologia121Família 127Energia sexual 133
  • 10. Uma sociedade espírita e uma instituiçãoespírita 139Bibliografia 145
  • 11. Conhecendo o Espiritismo Este trabalho contém aspectos introdutórios aoconhecimento do Espiritismo e é dirigido àqueles quedesejam iniciar-se em seu estudo e na sua prática pessoal deviver. Diferente de obras clássicas, pela linguagem simplese direta, sem pretensões maiores, salvo a de levar o leitor àcompreensão dos princípios básicos do saber espírita,propõe-se também a permitir uma visão funcional eutilitária de seus princípios. A busca de um conhecimento mais abrangente, develevar o leitor ao estudo das obras de Allan Kardec,principalmente O Livro dos Espíritos, cuja leitura tornar-se-á imprescindível para o real conhecimento do Espiritismo.Relacionamos ao final uma bibliografia para cada um doscapítulos a fim de possibilitar ao leitor a complementaçãodo estudo do Espiritismo. Por muito tempo preocuparam-se os pioneiros doEspiritismo em provar suas teses com argumentosirretorquíveis, lógicos e coerentes, colocando-o, comsucesso, no rol das ciências da alma. Hoje, com suacompreensão popular, alcançando elevada aceitação, exige-se um novo passo na direção de alicerçar-se a prática e a
  • 12. vivência daqueles postulados teóricos, sem que se abandonea demonstração dos princípios básicos. Com isso querodizer que os princípios espíritas devem levar seu praticantea resultados práticos imediatos. Ser espírita deve levar oindivíduo a um estado de compreensão da vida que o tornerelativamente feliz consigo mesmo e com seu semelhante. O desenvolvimento da psicologia, os novosentendimentos sobre o comportamento humano e asincursões científicas no aspecto espiritual da vida requeremestudos mais profundos sobre as interações entre os camposespiritual e social. Coerente com o conhecimento espírita,que amplia a visão estreita do corpo físico e seu meioambiente, estimulada por muitos séculos de obscurantismo,faz-se necessária uma nova postura diante dessa percepçãocosmológica da vida. O Espiritismo possibilita um novoolhar do homem e da realidade à sua volta. Não se devepensar que o estabelecimento de seus limites se dá com aaceitação de seus princípios. Enquanto se divulgam as suasverdades, investe-se em suas implicações práticas. Estamos longe de alcançar a verdade sobre as coisas epenetrar-lhes a essência divina, isso não quer dizer que jáestamos no limite do saber. Não podemos limitar-nos arepetir conceitos que, face à própria evolução, necessitamde detalhamento e desenvolvimento adequados. OEspiritismo é uma doutrina evolutiva, a qual se desenvolvecom a própria humanidade. É um saber que se consolida namedida que surgem novas capacidades humanas, e estastêm-se ampliado pela força das coisas, isto é, pela própriaevolução natural, e pelos eventos humanos. É chegado omomento de nos ocuparmos de detalhar aqueles princípios. Os séculos de cristianismo foram importantes paraalicerçar na humanidade conceitos de moral e princípios de
  • 13. convivência social que creditaram valores fundamentaispara que o homem entrasse em contato com o espiritual. Atarefa agora é preparar a constituição dos princípios deconvivência que levem em consideração a naturezaespiritual do homem e da própria sociedade. Princípioscomo a imortalidade da alma e a evolução espiritual, queantes eram entendidos como tendo alcance exclusivamenteapós a morte, passam a ter importância para o momento emque se vive. É-se imortal agora, e não apenas depois damorte. É um estado que deve ser conscientizado nos atospresentes, para o momento presente, e não apenas para ofuturo. A existência de Deus, antes um corolário religioso,passa a significar, além de importante âncora psíquica parao permanente diálogo interno, a necessidade decompreensão de um objetivo maior de trabalho em favor davida e do universo. Enquanto as ciências humanas estudam apersonalidade considerando-a na sua integridade encarnada,o Espiritismo a estuda na sua inteireza espiritual, quecompreende aquela, fornecendo subsídios à vivência nocorpo e à compreensão do sentido da existência. Não é demais recapitular os primórdios doEspiritismo e como ele surgiu do ponto de vista doutrinárioe histórico. Sua trajetória, enquanto saber, inscreve-se numaépoca de intensas descobertas e de percepçõesrevolucionárias que marcaram as ciências e as geraçõesfuturas. O momento histórico de seu surgimento tornou-ouma ciência de observação, uma filosofia de conseqüênciaspráticas e, sobretudo, um paradigma cognitivo quemodificou a visão do homem sobre si mesmo e sobre omundo.
  • 14. A fé, tão importante para a compreensão dosprincípios divinos, premiada pela necessidade da razão,recebe agora o contributo do sentimento. No Espiritismo, afé, além de ser raciocinada deve ser sentida, introjetada nasraízes emocionais do ser humano. Vivemos sob o primadodo espírito que se ergue em mais um pilar, o da emoção,que o eleva para além das exigências do racionalismocontemporâneo. A fé cega, da era medieval, deu lugar à féraciocinada no período racionalista, que é sucedida pela févinculada às emoções superiores do espírito. Distanciar o homem de suas raízes significaestagnação e acomodamento. O crescimento na direção dapercepção do espírito é possível graças à integração deelementos transcendentes e vinculados ao amor e a umaprática de vida que torne o homem feliz. Os princípiosbásicos espíritas devem levar aos princípios gerais defelicidade, no que diz respeito ao aperfeiçoamento físico,intelectual, social e espiritual. Se eles se encontramdistantes, sem uma ligação imediata (nem imediatista), éporque satisfazem apenas às exigências do intelecto. Lembrando a trajetória do Cristo, na defesaintransigente de suas idéias, impondo-se pela sua próprianatureza transcendente, afirmamos que o Espiritismo seimpõe pela força das coisas e da evolução da humanidade.No desenvolvimento de suas fases, pode-se notar aexistência de processos, sendo o primeiro o de consolidarseus princípios doutrinários, delinear seus pontosprincipais, estabelecer sua base teórica e buscarcomprovação experimental. Essa fase, embora concluídapor Allan Kardec nos seus poucos anos de profícuo trabalhoem consolidar o Espiritismo, ainda necessita de constanteatenção e continuidade. Outros processos, no entanto,
  • 15. requerem a mesma atenção e determinação por parte dosespíritos e dos espíritas. Refiro-me em particular aotrabalho de verificação da eficácia na aplicação dosprincípios espíritas na vida dos próprios espíritas. Os objetivos do Espiritismo visam alcançar atransformação social, mas passam pelo estado de felicidadeque deve ser conseguido naquele que vive segundo seusprincípios. Se eles servem para o todo, necessariamentedevem servir para a parte. O espírita deve ser alguém nãosó muito consciente e adaptado às adversidades da vida,inclusive superando-as, como também um modelo vivo daeficácia de sua crença. Dizer-se espírita não basta,necessário é tornar-se espírita, o que lhe exigirá aconscientização daqueles princípios e não apenas oconhecimento deles. É preciso estar-se atento ao seu processo pessoal, istoé, ao que ocorre consigo próprio, enquanto se proponha oespírita a divulgar o Espiritismo, ou a praticá-lo de qualqueroutra forma. Para evoluir não basta cumprir uma missão nocampo da prática espírita. É preciso crescer como indivíduonas dimensões: familiar, intelectual, emocional, sexual,filial, paternal ou maternal, profissional, afetiva, relacional,religiosa, política, etc. Por esses motivos optamos empublicar esse trabalho a fim de orientar o leitor quanto aoestudo da Doutrina Espírita. Durante muitos anos realizamos um Curso Básico deEspiritismo, o qual se espalhou por várias instituições doMovimento Espírita da Bahia, em que utilizamos umprograma de estudos sintetizado neste trabalho. Para chegara essa síntese contei com a ajuda dos amigos Élzio, Hugo,Vasco, Sílzen, Ray e Ana Dórea, aos quais agradeçosinceramente pela ajuda providencial.
  • 16. Página em branco
  • 17. 1. O que é o Espiritismo O Espiritismo é uma doutrina que trata da origem enatureza dos Espíritos e de suas relações com o mundomaterial. Seu foco básico é a natureza espiritual do homem.É um conhecimento a respeito do espírito, que parte daessência espiritual para explicar a existência material. OEspiritismo foi sistematizado a partir de 18 de abril de1857, com a publicação de O Livro dos Espíritos, numaépoca de grandes transformações sociais, filosóficas epolíticas. Desenvolveu-se em paralelo ao surgimento dasciências, e em meio aos novos estudos da mente, quedespontavam à época, em decorrência do desenvolvimentodo magnetismo, do hipnotismo e do próprio Espiritismo quese estudava antes da publicação do livro. O século XIX foi pródigo em grandes descobertas eno surgimento de novas idéias para a humanidade nos maisdiversos campos da ciência, da filosofia, da moral e dasartes. Trouxe ao homem conhecimentos significativosacerca de sua origem, de sua constituição e dofuncionamento de seu corpo. Muitas das realizações doséculo XX se deveram ao surgimento de idéias e aotrabalho desenvolvido no século anterior.
  • 18. À época do surgimento do Espiritismo, meados doséculo XIX, o mundo vivia sob a onda renovadora, emboraainda incipientes, do Positivismo, do Socialismo Científico
  • 19. e do Marxista, das idéias revolucionárias do Evolucionismo
  • 20. acontece com o lançamento doManifesto Comunista, em 1848, em Bruxelas, por Marx eseu amigo Engels, trazia idéias materialistas que, de umlado, aproximavam-se das lutas pelas liberdades dostrabalhadores, do outro, distanciavam-se do conceito dereligião dogmática, declarando-a “ópio do povo”.Procurando explicar a história universal como a história daluta de classes, permitia que se visualizasse uma origem dahumanidade cada vez mais distanciada da estabelecida pelainterpretação do Gênesis da Bíblia. O Evolucionismo de Charles Darwin surgiu a partirde idéias que floresciam desde o século XVIII sobre aevolução, segundo as quais as espécies animais formamuma escala contínua e não teriam sido criadas ao mesmotempo. Darwin notou que, entre as espécies extintas e asatuais, existiam traços comuns, embora bastantediferenciados. Tais observações levaram-no a supor que osseres vivos não eram imutáveis, mas, sim, oriundos decriações distintas, mas que descendiam uns dos outros,segundo uma complexidade crescente. Essas idéias, embora ainda embrionárias, cada uma deforma específica, contribuíram para a formação de umalicerce teórico na implantação de uma doutrinafundamentada em fatos explicados à luz da razão. A fé cegae dogmática estava sendo m inada por aquelas teorias, dandolugar a uma explicação racional dos fenômenos tidos, atéentão, como sobrenaturais. A humanidade, que vivera sob o obscurantismomedieval, que perdurara até o século XVIII, alcançou, noséculo XIX, sua maioridade. A religião dogmática cedialugar ao conhecimento firmado na razão e nas ciências parao entendimento do espiritual sem limites estabelecidos.
  • 21. À mesma época do lançamento do manifestocomunista e da efervescência das idéias positivistas eevolucionistas, os espíritos intensificaram suasmanifestações. Na cidade de Hydesville, no Estado de NewYork, nos Estados Unidos, um espírito que se denominouCharles Rosma, consegue, através de batidas nas paredes,comunicar-se com duas garotas, as irmãs Fox, assombrandoo mundo com a clareza de seu depoimento, dando provas dacontinuidade da vida após a morte. A essa altura osespíritos, que assim se denominaram, utilizando-se demesas e outros objetos, manifestavam-se nos salõesparisienses através de fenômenos conhecidos com o nomede Mesas Girantes. Nessa época, as experiências com magnetização eramcomuns e atraíam o interesse dos homens de ciência,principalmente em Paris. Dentre eles um professor, cujaexperiência em educação foi adquirida com Pestalozzi. Esseprofessor era Hippolyte Léon Denizard Rivail,cognominado Allan Kardec, nascido a 3 de outubro de1804, em Lion, França, filho de um juiz de direito, estudouem Yverdoon, na Suíça e seguiu, quando de seu retorno àFrança, a carreira do magistério, divulgando o método dePestalozzi, seu educador, com quem colaborou. Fundou edirigiu uma escola e dedicou-se à tradução de obras doalemão e do inglês. Escreveu seu primeiro livro, aos 19anos, sobre aritmética e, mais tarde, outro sobre gramáticafrancesa. Dedicou parte de seu tempo ao estudo e à práticado magnetismo. Casou-se aos 27 anos com a escritora eprofessora Amélie-Gabrielle Boudet, sua colaboradora naescola. Em fins de 1854, o Sr. Fortier, magnetizador comquem Rivail mantinha relações, falou-lhe a respeito dasmesas que giravam e “falavam”. Em 1855 foi convidado a
  • 22. assistir as reuniões onde ocorriam os fenômenos das mesasgirantes. Em princípio, ao presenciar os fenômenos,duvidou de suas causas, mas os fatos observados, a partir deentão, o fizeram perceber que algo sério estava por detrásdaqueles fenômenos. Após sistemáticas observações, e a partir dediferentes informações, vindas dos mais diversos gruposexperimentais, fez estudos e levantou questões àqueles quese declararam espíritos, responsáveis pela produção dosfenômenos. Publicou o resultado de suas pesquisas, em 18 deAbril de 1857, com o título “O Livro dos Espíritos”, sob opseudônimo de Allan Kardec, com o intuito de nãoconfundir a autoria. O professor Rivail, ao publicá-lousando o pseudônimo, abdicou não só da autoria dosensinos como também iniciava um novo ciclo de atividades. Os livros escritos sob o pseudônimo de Allan Kardecforam resultantes de exaustivas pesquisas e experimentosdiversos, visando a universalidade do ensino dos Espíritos,evitando-se comunicações oriundas de um único médium ede um único Espírito. O Livro dos Espíritos foi, dentre os livros espíritaseditados, o primeiro cujo conteúdo trouxe a síntese doconhecimento espírita. É a obra básica do Espiritismocontendo os princípios de uma filosofia espiritualista, sobrea imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suasrelações com os homens, as leis morais, a vida presente, avida futura e o porvir da Humanidade - segundo os ensinosdados por espíritos superiores com o concurso de diversosmédiuns - recebidos e coordenados por Allan Kardec. Nãoé obra de um homem, mas de vários espíritos
  • 23. desencarnados que inauguraram uma nova era nahumanidade, a Era do Espírito. Em 1861, Allan Kardec publicou O Livro dosMédiuns contendo a parte experimental do Espiritismo. Éum guia para os médiuns e evocadores e contém o ensinoespecial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros demanifestações, os meios de comunicação com o mundoinvisível, o desenvolvimento da mediunidade, asdificuldades e os tropeços que se podem encontrar naprática do Espiritismo. O livro constituiu-se no seguimentode O Livro dos Espíritos. Em 1864, Allan Kardec publicou O EvangelhoSegundo o Espiritismo, com a explicação das máximasmorais do Cristo de acordo com o Espiritismo e suasaplicações às diversas circunstâncias da vida. Nessetrabalho ele reuniu os artigos do Evangelho cristão quepodem compor um código de moral universal, semdistinção de culto. É a parte moral do ensino dos espíritos. Em 1865, Allan Kardec publicou O Céu e o Inferno,fazendo uma análise da Justiça Divina segundo oEspiritismo. Ele faz um exame comparado das doutrinassobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobreas penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos edemônios, sobre as penas, etc., seguido de numerososexemplos acerca da situação real da alma durante e depoisda morte. Em 1868, Allan Kardec publicou A Gênese, queexplica os milagres e as predições de Jesus segundo oEspiritismo. Traz uma análise, à luz da ciência da época,das origens do Universo e da Terra.
  • 24. Embora tenha publicado outras obras (O que é oEspiritismo, Revista Espírita, etc.), estas são as principais ese constituem no ABC do Espiritismo. São princípios básicos do Espiritismo: 1. A existência de Deus como Causa Primeira detodas as coisas, único e imaterial, sem a visãoantropomórfica característica das religiões dogmáticas; 2. A existência dos espíritos como seres imateriais eimortais, que conservam a individualidade após a morte docorpo físico; 3. A evolução dos espíritos, sem cessar, na direção daperfeição divina, único determinismo na vida; 4. A reencarnação como mecanismo fundamentalpara a evolução dos Espíritos, em cujo processo se revela aJustiça Divina, que os educa para a compreensão das Leisde Deus; 5. A mediunidade como meio natural de comunicaçãocom os espíritos desencarnados e como faculdade natural,inerente a todos os seres humanos; 6. A moral cristã como código de ética espírita, sobrea qual se apoia a conduta do verdadeiro espírita; 7. A pluralidade dos mundos habitados e não apenas aTerra, isto é, o universo infinito é plenamente ocupado. O Espiritismo penetra em quesitos fundamentais doconhecimento humano. Aborda questões morais,filosóficas, científicas e religiosas, daí porque dizer-se queé ciência, filosofia e religião. É Ciência porque, tendométodo e objeto próprio utiliza-se da observação eexperimentação na busca de seu próprio desenvolvimento.É Filosofia porque responde as questões básicas doconhecimento humano. Estuda as origens do homem, deonde ele surgiu, para onde vai e quem é ele. É Religião,
  • 25. mesmo sem ter sacerdócio organizado nem culto e rituais, ebusca integrar o ser humano a Deus. O Espiritismo é então o ponto de encontro dessesconhecimentos. É a chave e o código que introduz o homemna compreensão de sua verdadeira natureza. O Espiritismo difere das doutrinas mediúnicas porutilizar-se do fenômeno como meio de aprendizagem eevolução. A prática da mediunidade não é sua espinhadorsal, mas uma estrada por onde ele busca a verdade.Praticar a mediunidade não torna ninguém espírita. Além daaceitação de seus princípios básicos, o espírita se identificapelos esforços que faz para melhorar-se. O Espiritismo é a síntese do pensamento dahumanidade, é fruto do trabalho dos espíritos e progridecom a evolução da humanidade. Allan Kardec foi ocodificador do Espiritismo. Não é idéia de um só homemnem de um grupo, é mais do que um fenômeno cultural,pois nasce, como todo saber, da evolução da humanidade. O Espiritismo surge para levar o homem à felicidade,por intermédio da sabedoria e do amor, demonstrando-lhe aimortalidade da alma, sua evolução e seu papel na vida.Vem mostrar que o egoísmo e o orgulho são as chagas dahumanidade, que a prendem ao materialismo, tirando-lhe aesperança no futuro e a alegria em viver.
  • 26. 2. Deus Deus é a causa primeira de todas as coisas. Tudo oque existe é Sua criação. Não há nada criado fora d’Ele. O homem compreende Deus pelas Suas obras. Naharmonia e na coerência das obras da Criação é que ohomem encontra as provas de Sua existência. A história da humanidade demonstra a percepçãoevolutiva que o homem teve a respeito de Deus. A idéia deDeus no homem é-lhe inata. Na primitiva caverna, ele seescondia do trovão considerando-o um deus. Os fenômenosda natureza, cuja explicação faltava-lhe, eram tidos comodeuses, ou como sua manifestação de satisfação, ouinsatisfação. Quando ele conseguia explicar tais fenômenos,como oriundos de causas naturais, modificava suainterpretação e seu conceito de Deus. Desses fenômenos,ele passou a fabricar imagens e cultuá-las. Das imagens, elecomeçou a reverenciar pessoas como sendo o próprio Deus.Fez dessa forma com Cristo e com outros mestres que sededicaram à tarefa de ensinar o que já compreendiam dasleis de Deus. A crença em Deus foi influenciada pelo culto aosantepassados e pela idéia do sobrenatural. As manifestações
  • 27. dos “espíritos da natureza” fizeram parte da constituição daconcepção de Deus. A forma como os homens cultuavamseus “mortos” interfere em sua crença Nele. A maioria das religiões surge por intermédio derevelações, muitas vezes atribuídas diretamente a Deus,porém trazidas por espíritos que, em se comunicando comos homens de forma por estes desconhecida, são tomadoscomo sendo Ele, face à ignorância das crenças populares.Pode-se dizer, por esse motivo, que muitas religiõestiveram origens mediúnicas. De alguma forma a crença nasobrevivência da alma levou o homem a constituir suasreligiões. Como as crenças estão disseminadas nahumanidade, o homem criou diversas religiões populares,de acordo com sua cultura e com as épocas. O medo e a curiosidade em desvendar os fenômenosda natureza fizeram com que os homens acreditassem nosdeuses e em outras divindades características do momentohistórico e da localidade em que viviam. Houve fases da humanidade em que o homem viveu alitolatria (culto à pedra, a imagens, ao totemismo), oantropomorfismo (culto ao homem como se fosse Deus,atribuição de características humanas a Deus), o politeísmo(crença em vários deuses, dando surgimento à mitologia), acrença no Deus único (exclusividade de um deus particulare de acordo com suas necessidades), Deus Criador (Deuscomo gerador do mundo), Deus Pai (Deus como protetordos homens), Deus Arquiteto (Deus como construtor domundo), etc. Cada uma dessas concepções está relacionadacom a evolução psíquica do homem e com suacompreensão de si mesmo. Quanto mais evoluído oespírito, melhor ele compreende Deus
  • 28. Contrário a essas fases e independente delas, ohomem também aproximou-se da negação da existência deDeus, afirmando-se materialista. O materialismo é a crençana matéria como origem e fim de tudo que existe. Omaterialista é alguém que não acredita em nada que delanão se origine. Para ele, não existe realidade espiritual ouqualquer fenômeno de natureza subjetiva. O materialismosignifica a crença em um vazio absoluto após a morte,sendo, por isso uma doutrina nihilista. Nada existe no corpoa não ser a própria matéria. Não há vida após a morte. Avida material é a única que existe. Para o materialista, viverno corpo é tudo que lhe resta, o que pode levar a uma vidasem uma ética, pois que, não havendo nada além dela,nenhuma conseqüência terão seus atos. A sociedade setornaria primitiva e extremamente dilapidadora daindividualidade e da moral, levando o homem à idade dapedra onde vigoraria a lei do mais forte e do maisaquinhoado. Diferente do materialismo, o espiritualismo admite aexistência de alguma coisa além da matéria. Há algo quesobrevive à morte do corpo. Esse algo é a alma ou espírito.O corpo é um instrumento para que o espírito possa viverno mundo material. O espiritualismo não alcança a vidaespiritual tão amiúde como o espiritismo o faz. Éespiritualista quem acredite que além da matéria há algo detranscendente a ela. Ser espiritualista não quer dizer serespírita. As grandes religiões da humanidade sãoespiritualistas. Algumas acreditam na pré-existência daalma, outras não. O espiritualismo leva a uma e sperança noporvir. O aspecto moral passa a ter importância para asituação do ser após a morte. O espiritualismo supera omaterialismo por que aponta para um destino estruturante e
  • 29. esperançoso para o homem. Ele assim pode entrever novaspossibilidades de alcançar sua felicidade. Não se fixa numfatalismo destrutivo e angustiante. Ao se questionar sobre Deus, sobre a origem doUniverso e sobre a Vida, o homem percebeu que Suaexistência é necessária, pois que não consegue explicar aorigem de tudo que existe sem Ele. Necessariamente eleentão buscou uma causa primeira. A essa causa primeira,abstrata em sua essência, ele chamou de Deus. A idéia deDeus é necessária para o homem compreender a sua próprianatureza. O homem por si só não se auto-explica. A idéia de Deus é inata no homem. É como se Deuspusesse sua “marca” na criatura. Não seria possível serdiferente. Mesmo os que dizem não acreditar em Deus têma consciência de Sua existência. A não crença em Deus,muitas vezes, é conseqüência de um deus antropomórficoque foi “desenhado” pelas religiões dogmáticas. Esse deusestá, aos poucos, morrendo, dando lugar ao Deus único,nascido da consciência do ser que se percebeu espírito, emprocesso de evolução. Como explicar a existência do Universo? Comoexplicar a harmonia entre os globos, sóis e mundos noinfinito? Decerto que não foi obra do homem. Há um serque criou tudo. Se formos buscar aquilo que criou tudo oque existe, chegaremos a um primeiro ser. A esse primeiroser chamaremos de Deus. Ele poderá ser e ntendido como oprimeiro motor. O motor imóvel, a que se referiaAristóteles. O conceito de Deus está intimamente ligado aoconceito de Bem e de Mal. Os aspectos morais da crençaem Deus surgem desde seus primórdios, quando o homemrelacionava seus infortúnios e suas alegrias às
  • 30. manifestações “sobrenaturais” da natureza. O medo docastigo, o receio das punições, as recompensas desejadas,foram responsáveis pela introdução daquele aspecto nacrença em Deus. O reconhecimento da criação, a percepçãoda beleza na natureza, a percepção do amor e da harmonia,também contribuíram para acreditar-se em Deus comosendo o Amor, como contraposição ao que se recebia danatureza, considerada agressiva. A sombra do homem, quesignifica seu desconhecimento de sua personalidade e anegação do que é considerado mal como inerente a simesmo, o que, em última análise, é o desconhecimento dasLeis de Deus, levou-o a criar o conceito de mal. O mal é aausência do bem. É uma criação abstrata, não temexistência real. É apenas a impossibilidade de enxergar-se obem. Ambos os conceitos são importantes para o homemencontrar a verdadeira essência das coisas. Deus criou os seres para evoluírem e alcançarem aperfeição, a qual é o perfeito conhecimento de Suas leis.Quando o homem conhecer e praticar as leis de Deus, estarálivre da influência do mal. O mecanismo que liga o homemao criador é a oração, a prece. Com a prece, nascida daessência do homem, ele se eleva ao criador. A oração é umaforma de se elevar o pensamento e de se conectar aoespiritual. A oração alivia, acalma e cura. Seu poder seestende além da crença, tendo influência no estado físico,psicológico e espiritual de quem a utiliza. A fé é um elemento importante, porém não essencial,para a compreensão da existência de Deus. O significado dese ter fé, transcende à crença cega em algo dogmaticamenteestabelecido. No Espiritismo a fé exige raciocínio, emoção,discernimento e lógica para a consciência da existência deDeus se estabelecer. A fé em Deus significa a compreensão
  • 31. lógica e sentida de Sua existência. No Espiritismo a fé éraciocinada em bases lógicas, claras e emocionais. A fé e a oração colocam o homem em contato comDeus, estabelecendo, de acordo com a forma e o conteúdo,uma relação de submissão ou identidade. A submissão vemda atitude petitória e louvatória e a identidade de umatentativa de identificação com os objetivos divinos. A idéia de Deus, no Espiritismo, é completamentedestituída de antropomorfismo, sendo o Universoconseqüência de Sua vontade. O Bem é visto comofinalidade última, manifestada na harmonia e se apresentaem diferentes níveis de compreensão. O homem, que emsua essência é o espírito, juntamente com as Leisuniversais, é a Criação de Deus.
  • 32. 3. Espíritos O espírito constitui-se num resultante da evolução doprincípio espiritual após sucessivas existências em contatocom a matéria bruta, com organismos vegetais e com acomplexidade dos corpos animais. Difere do princípiomaterial não só pela inteligência como também pelacapacidade de assimilar as leis de Deus desenvolvendo-senelas. Quando o princípio espiritual atinge a capacidade deutilizar um corpo humano, ele é denominado espírito.Portanto a criação dos espíritos remonta à criação doprincípio espiritual que se origina de Deus. O surgimentode novos espíritos é conseqüência natural da evolução doprincípio espiritual e se dá constantemente. O homem possui natureza tríplice, sendo ele oencontro do corpo físico, do perispírito e do espírito. Essaconstituição o coloca em condições de viver a vida materiale a espiritual simultaneamente. O corpo físico é o veículode manifestação do espírito na realidade material. Operispírito é um organismo de ligação entre a vibração damatéria e a natureza transcendente do espírito.
  • 33. Em que pese a crença nos espíritos ser antiga, aconfirmação científica de sua existência é ainda algo postosob dúvidas, sendo aceita pelas religiões e alguns sistemasfilosóficos. Ainda não é do domínio da ciência, nem mesmocomo seu objeto de estudo. Mas o fato que mais marcou a história do Espiritismoantes de Allan Kardec, foi o surgimento dos fenômenos deHydesville, nos Estados Unidos, em março de 1848.Naquele condado do Estado de New York, na casa dafamília Fox, numa noite de verão, no quarto das filhas docasal, pancadas nas paredes foram ouvidas buscando umtipo de comunicação. As meninas Katherine e Margaretta,de nove e doze anos, resolveram solicitar que quem querque estivesse fazendo aquilo repetisse as batidas que elasfaziam nos seus dedos. Foram prontamente atendidas.Iniciou-se ali um sistema de código entre as meninasjuntamente com seus pais e o espírito, que se denominouCharles Rosma, vendedor ambulante, que antigosmoradores da casa assassinaram, havia cerca de cinco anos,para roubar-lhe dinheiro. Disse que seu corpo estavasepultado no porão. Tempos depois tudo foi investigado econstatada a veracidade. Assim começaram as reuniões espíritas, nas quais, osespíritos, espontaneamente traziam informações dasociedade espiritual bem como de suas ações e motivações.Todos os princípios básicos do Espiritismo foram trazidospor intermédio de comunicações obtidas em reuniões emque os espíritos ditavam mensagens para o esclarecimentodos encarnados. Os espíritos foram criados por Deus, que continuacriando-os sem cessar, simples e ignorantes quanto às Suasleis. Essa criação é de toda a eternidade e ocorre em todo o
  • 34. Universo. Os espíritos povoam o cosmo e se encontram emmundos espalhados pelo infinito em estágios diferentes, osquais são habitados por eles que se encontram em níveisevolutivos diferentes, porém todos fazendo parte danatureza. Os mundos se comunicam como cidades de ummesmo país. Os espíritos, de acordo com propósitossuperiores, deslocam-se de um mundo a outro a fim decumprirem aprendizados que os capacitem à perfeição. Os espíritos manifestam-se na natureza através doelemento material. Revestem-se de um corpo de matériasutil para operar no mundo material. Esse corpo chama-seespiritual ou perispírito e é seu veículo de manifestação nomundo físico, sendo-lhe importante no seu processo deevolução. Sua manifestação decorre da existência desseperispírito, que lhe permite transitar de um mundo a outro einfluenciar a matéria. O perispírito é um organismosemimaterial e se presta à ligação entre a matéria e oespírito, sendo veículo importante nas manifestaçõesmediúnicas. É pelas suas propriedades semimateriais que seprocessam as comunicações mediúnicas, bem como a gamade fenômenos anímicos denominados paranormais ouparapsicológicos. Sua matéria constitutiva é sutil eimpressionável pelo pensamento, não sendo ainda possíveldetectá-la pelos modernos aparelhos eletrônicos, por maissofisticados que sejam. Os órgãos do perispírito são chamados de chakras ecorrespondem aos plexos do corpo físico. Os chakras sãocentros de força que comandam a atividade do perispírito.O perispírito se liga ao corpo físico molécula a molécula,enraizando-se na corrente sangüínea e nervosa, participandodessa forma de todas as sensações. O perispírito t mbém a
  • 35. possui camadas denominadas de corpos, que se prestam aprocessos distintos. Há, no perispírito, a parte relativa aocorpo astral da qual se utiliza o espírito quando desencarna;há o corpo vital, que lhe serve de manutenção da atividadevital do corpo físico; há a parte mental, que lhe comanda osprocessos ligados à memória e outras atividades psíquicas;há o corpo causal que registra os processos cármicos; ocorpo emocional, sede das emoções, etc. No perispírito ficam gravadas as experiências que oespírito vai tendo durante suas sucessivas existências emcorpos físicos. O corpo físico registra a experiência, operispírito grava e a codifica passando ao espírito que aassimila de acordo com a lei de Deus que lhe corresponde.Os espíritos moldam o perispírito de acordo com seupensamento. No perispírito ficam gravadas as herançascármicas. Quando o espírito retorna a uma nova existência,essa gravação será responsável pelas alterações no corpofísico, resultando nos processos educativos a que tenha queatravessar. Os espíritos se organizam no mundo espiritual deacordo com seus níveis evolutivos e por afinidades depropósitos. À medida que evoluem mudam de situação e seagrupam com aqueles que estão em sua faixa de evolução.Após a morte a evolução continua, não havendo nenhumaespera para julgamentos nem estação de repouso definitivoou sofrimento eterno. A sociedade espiritual evolui,podendo o espírito viver tanto em várias regiões do mundoespiritual quanto em mundos diversos. O universo éhabitável em toda a sua infinita extensão. Quando o espíritojá aprendeu o suficiente num mundo, ele passa a um outroque lhe possa mostrar outra lei de Deus que ele ainda nãoconhece. A evolução nunca cessa.
  • 36. Os espíritos, vinculados àqueles que deixou nomundo material, costumam lhes aparecer a fim de provar-lhes a continuidade de sua existência. São comuns asaparições de pessoas recém falecidas junto a parentes com afinalidade de se despedirem deles. Essas aparições muitasvezes provocam medo e são atribuídas a forças demoníacas.Nada mais são do que testemunhos da continuidade da vidaapós a morte. A morte do corpo provoca a desencarnaçãodo espírito. Morte e desencarnação se referem a sujeitosdistintos. A morte diz respeito ao corpo físico, e adesencarnação refere-se à saída do espírito. Com a morte, operispírito se separa do corpo a fim de viver sua verdadeiravida, a espiritual. Alguns espíritos, pela sua natureza, não só seapresentam como também se materializam, tornando-setangíveis. Utilizando-se dos fluidos (energias) especiaisconseguem se mostrar de forma inequívoca, provando suaindividualidade e imortalidade. Através de mensagens faladas, escritas e pela visão dealguns médiuns, trazem mensagens ricas de identificações ede detalhes comprováveis de sua veracidade. Às vezes,produzem escrita direta, sem que para isso haja qualquerinterferência de encarnados. Simplesmente uma página,antes em branco e dobrada sob uma peça ou dentro de umagaveta, aparece escrita. À época do surgimento do Espiritismo estavam emmoda na Europa as reuniões para se assistir às famosasmesas girantes. Salões ficavam repletos para se levarperguntas às pequenas mesas de três pés, a rodarem sobre oalfabeto para que se anotassem as respostas. Muitascoerentes, outras incompreensíveis, tanto perguntas quantorespostas.
  • 37. Muitos cientistas e estudiosos de várias áreas sededicaram a investigar as teses espíritas com relativosucesso. Dentre eles Franz Anton Mesmer (1776), com osestudos sobre magnetismo, William Crookes (1872), comseus estudos sobre materializações de espíritos, e CharlesRichet (1922), com seu Tratado de Metapsíquica. Outros,não citados, negaram, sem contudo apresentar explicaçõesconvincentes, detendo-se apenas na procura de fraudes. Aentrada, porém, dos princípios espíritas como objeto deinvestigação científica se deu com os trabalhos de JosephBanks Rhine (1930) da Universidade de Duke, na Carolinado Norte e de Ian Stevenson (1960) da Universidade daVirgínia, ambas dos Estados Unidos. Seus trabalhos, derepercussão internacional e de credibilidade reconhecida,dentre outros, prestaram-se à comprovação dos princípiosespíritas. Os espíritos podem ser classificados em níveisdistintos de acordo com seu grau de evolução,aperfeiçoamento e com suas características depersonalidade. Há aqueles que são sábios e bondosos que secomprazem em fazer o bem, os superiores, os que sãoamigos, os familiares, os levianos, os pseudo-sábios, comotambém há os equivocados e infelizes que ainda buscamprejudicar as pessoas. À exceção dos espíritos puros, de altograu de evolução e que já dispensam o estágio na matéria,todos ainda são imperfeitos. Os espíritos não são seres à parte na criação divina.Nós todos somos espíritos em processo de evolução,sujeitos às mesmas leis do mundo espiritual. Uns no corpofísico, outros fora dele, todos estamos submetidos à lei deDeus. Os espíritos fora do corpo físico constituem-se nonosso futuro após a morte, tanto quanto somos a realidade
  • 38. deles quando retornam. Os espíritos estão longe de seremiguais, diferindo em elevação, de acordo com o grau deperfeição alcançado.
  • 39. Página em branco
  • 40. 4. Evolução Deus, de quem se originou o Universo, criou oEspírito e o Fluido Cósmico Universal, do qual se deriva amatéria. A diferenciação do fluido cósmico universal fazaparecer a energia e consequentemente a matéria. Nada háfora do universo além de espírito e matéria, nas suas maisvariadas manifestações. O homem (espírito) é produtodessa criação, que evoluiu desde os primórdios da Terra atéalcançar a constituição atual, no sentido físico e psíquico.Ele não é criação instantânea, nem tampouco é produtofinal dela, representando o grau máximo atual da evoluçãona Terra. A origem do universo, com suas galáxias, estrelas,planetas, cometas e satélites, perde-se na eternidade, nãosendo possível determinar-lhes a época com precisão. Ofato é que foi criado em dado momento por Deus, sendotempo e espaço conceitos relativos discutíveis. Os estudosatuais a esse respeito revelam que houve uma grandeexplosão responsável pela expansão do universo, que seiniciou há aproximadamente quinze bilhões de anos. Dessaexplosão surgiram conglomerados de estrelas oriundas denebulosas, cujo resfriamento deu origem aos sistemas
  • 41. planetários. O sistema solar, do qual a Terra faz parte, estáimerso na galáxia que tem o nome de Via Láctea. A criaçãoda Terra se deu pelo resfriamento de uma nebulosa, quegerou o sol e os planetas, há aproximadamente quatrobilhões e meio de anos atrás. A natureza, com toda a sua diversidade emanifestações, é fruto dessa evolução, não sendoconcebíveis criações mágicas e extemporâneas. A terra, osmares, os vegetais, os animais, o corpo humano e demaiselementos da natureza, são frutos da evolução e damanifestação da Vida na Terra. Num período apropriado, Deus criou o princípio vitalna Terra, e a partir de então se deu a expansão da criação.Essa manifestação da Vida era apenas algo diferenciado damatéria, porém sem consciência dessa diferenciação. Algocomo uma espécie de poder vivificador latente à matéria.Essa essência, em contato com a matéria, aos poucos, deacordo com as modificações ambientais que iamtransformando a Terra, estruturava-se a caminho de suaprópria identidade. As eras geológicas se sucederam e, comelas, a essência de vida, que denominamos de princípioespiritual. Esse mesmo princípio, acoplando-se às formasmateriais, foi se estruturando, desenvolvendo-se,apreendendo as leis do universo, numa trajetória constantena direção do divino, tornando-se cada vez m complexo aise buscando formas mais aptas ao seu progresso. Passa pelasexperiências junto à matéria bruta (princípio material),estagia nas formas transitórias entre o mineral e o vegetal,passa pelas espécies vegetais, apreendendo a sensibilidade eos mecanismos da nutrição, atravessa o reino animalalcançando o homem quando, nesse processo contínuo,estrutura a razão ou consciência de si e de Deus.
  • 42. A extinção de animais em eras remotas e ainexistência de elos perdidos na evolução obedecem aosprincípios do desenvolvimento espiritual objetivado pelocriador da Vida. Cada organismo serve a um propósito. Nãohavendo mais aquele tipo de organismo é por que outromais apto atenderá às novas necessidades do ser emevolução, isto é, um novo organismo atenderá a um novopropósito. Caso haja a extinção sem que um propósito tenhasido atingido, o princípio espiritual irá migrar para ummundo onde possa alcançar aquele propósito aindaincompleto. Dessa forma os diversos reinos da natureza estãoencadeados e consolidados num processo deaperfeiçoamento material e espiritual. Subjacente aoaperfeiçoamento das formas materiais, isto é, dosorganismos, há o desenvolvimento do princípio espiritualque, no estágio humano, é chamado de Espírito. No reino animal, principalmente no humano, apassagem entre formas físicas se dá através dareencarnação. Esse mecanismo consegue explicar aevolução da complexidade do psiquismo humano. A cadanova experiência em contato com o corpo material, oprincípio espiritual vai adquirindo novos conhecimentosque o capacitam a novos desafios em novas formas, nadireção do infinito, cujo objetivo é a perfeição. Nessatrajetória o espírito vai conhecendo e aplicando as leis deDeus, sem as quais torna-se impossível evoluir. O processo de aquisição de experiências numorganismo, que capacita o princípio espiritual a acoplar-seem outros, dá-se através da consolidação de um corpointermediário entre a matéria e o espírito. Esse corpo,denominado perispírito, serve como aparelho de registro
  • 43. das experiências adquiridas em fases anteriores. Ele é oveículo de manifestação do princípio espiritual, e, maistarde, do Espírito, enquanto fora do corpo material, nosintervalos entre uma existência e outra. Graças a ele, areencarnação processa-se compatibilizando um estágioevolutivo em outro mais adiantado, isto é, mais apto a umnovo aprendizado. Não é possível a um ser que esteja numestágio superior reencarnar em corpo mais atrasado, isto é,menos complexo. Um ser humano não reencarna portantonum corpo de outro animal. Tudo se encadeia no universo, da forma maisprimitiva, da partícula mais rudimentar, ao ser maisevoluído. Tudo evolui na natureza, em direção ao amor deDeus. Tudo está interligado e conectado a Ele. A evoluçãonão dá saltos, é infinita e inexorável. O homem, portanto,evolui a partir de espécimes inferiores que possibilitaram aaquisição de experiências fundamentais à percepção das leisde Deus. Quando, num planeta, cessa a possibilidade daaquisição de experiências para essa percepção, o espíritopassa a reencarnar em mundos mais adiantados,continuando assim sua trajetória evolutiva. Há umaevolução material, que modela novas formas maisadequadas à aquisição das experiências, e uma evoluçãoespiritual que possibilita ao homem alcançar os objetivosdivinos. A evolução tecnológica e científica fez o homemfixar-se mais para fora de si mesmo e envolver-se mais como mundo externo. A evolução espiritual o levará aoencontro consigo mesmo e com Deus. As ciências da alma,em particular a psicologia, têm se dedicado ao estudo docomportamento humano sem contudo penetrar em suaalma. O ser humano é essencialmente espírito, mesmo
  • 44. revestido de um corpo material, e transcende as explicaçõescausalistas de seus comportamentos. Sua natureza espiritualo coloca em contato com Deus, independente de suascrenças ou das explicações teológicas das religiõesdogmáticas. A evolução espiritual é a única fatalidade que existe.O Espiritismo reconhece o homem, como ser eterno que é,dada sua natureza espiritual, na condição de autor de seudestino e co-autor da evolução social. A evoluçãopossibilitará o encontro sublime e misterioso entre oHomem e Deus, eternamente ansiado por ele e objetivadopor Ele. É o encontro místico e transcendente a que sereferem os grandes mestres e as religiões, desde as maisprimitivas às contemporâneas. O Espiritismo aponta novos rumos evolutivos,propagando a necessidade do homem perceber-se um serem evolução bem como a entender os diversos níveis emque se encontram seus semelhantes. Não só afirma a evolução humana como também secoloca como um conhecimento e um saber evolutivo. Nãocompactua com dogmas nem argumentos calcados emafirmações sem provas. Suas bases se assentam nas leis danatureza, não havendo princípio, que, se contrariado pelosaber humano, permaneça como corroborado peloEspiritismo. Sua autoridade está na própria realidade dosfatos e não na autoridade de pessoas ou livros nos quais asopiniões sejam inamovíveis. Não há autoridade maior queaquela aceita pela consciência e confirmada pelos fatos. Aevolução, há muito percebida, representa a certeza de quena natureza tudo ascende na direção da harmonia e doequilíbrio, em que o parâmetro é o amor.
  • 45. A evolução humana consiste em adquirir-se oconhecimento das leis de Deus. Evoluir é apreender Suasleis para a felicidade própria e a coletiva.
  • 46. 5. Libertação do Espírito O espírito, mesmo vinculado ao corpo físico, goza derelativa liberdade face às propriedades de seu perispírito.Não só após a morte, mas principalmente durante o sono, oespírito se liberta do corpo, mantendo-se a ele ligado, parase relacionar com outros em idêntica situação ou comaqueles que já retornaram à vida espiritual. Ao despertar eleterá, por intermédio dos sonhos, vaga lembrança do queocorreu. Há casos em que o espírito se liberta do corpo, nosono ou no estado de vigília, de forma consciente, sendopossível que escolha livremente o que fazer e aonde ir. Essefenômeno é conhecido com o nome de viagem astral oudesdobramento, onde o espírito guarda nítida e vívidaimpressão de quase tudo que lhe ocorreu durante aquelesmomentos que passou em estado alterado de consciência. ABíblia está repleta de casos de desdobramentos em que seusprotagonistas contaram seus encontros com “anjos” e com“Deus”. O sonambulismo é um estado parcial de emancipaçãodo espírito, em que, às vezes, ele consegue, utilizando-se deseu próprio corpo, estabelecer relativa comunicação entre omundo espiritual e o mundo material. Outros estados
  • 47. característicos de emancipação do espírito ocorrem noscasos de catalepsia, morte aparente e nos comas. Nessesmomentos, os espíritos costumam encontrar-se com outrose registrar as ocorrências que se dão à sua volta. São muitocomuns os relatos de pessoas que permaneceramconscientes quando passaram pelo estado de coma, oudurante cirurgias em que se submeteram a anestesia geral,ou sofreram violento trauma em que desacordaram, acercados acontecimentos decorridos à sua volta com médicos eenfermeiros, sem que pudessem fazer alguma coisa emfavor de seu próprio restabelecimento. A saída definitiva do espírito do corpo físico se dácom a morte deste e conseqüente desencarnação daquele. Adesencarnação é o fenômeno que liberta o espírito daquiloque foi seu corpo físico, devolvendo-o à sua verdadeiracondição. A desencarnação é o mecanismo natural detransferência para outra realidade da Vida. Todos os espíritos estão sujeitos a ela bem como aoseu retorno a uma nova experiência na carne, até que,evoluídos, libertem-se definitivamente das encarnações. Quando a desencarnação ocorre de forma provocada,decorrente da eutanásia, do homicídio ou do suicídio, oespírito perturba-se face ao desconhecimento do significadoda vida no corpo. Muitas vezes o espírito permanecevinculado ao corpo, mesmo depois de decorrido algumtempo de morto, face à sua ligação vital com ele. Aeutanásia não permite que o espírito, durante aquelesmomentos de dor e sofrimento, reflita e se melhore,aproveitando a situação para entender os mecanismos sutisde que se utilizam as leis de Deus para educá-lo, visandoseu próprio progresso. Cercear essa possibilidade pode
  • 48. significar adiar a oportunidade de fechar ou refletir sobreum ciclo de provas em curso. Em geral, o suicida sofre após seu ato principalmentetendo em vista a constatação da continuidade da vida. Omotivo pelo qual tomou aquela decisão lamentável nãocessa após a morte do corpo físico, pois sua personalidadecontinua intacta e frágil da mesma forma. Via de regra osuicida reencarna para completar o tempo desperdiçado. A vida no corpo é uma oportunidade para o espíritoeducar-se e preparar-se para novas jornadas cada vez menosdolorosas e em mundos mais adiantados, onde terá maioresoportunidades de crescimento. Nesse sentido, viver éeducar-se para morrer, pois o faz retornar ao seu mundo deorigem, creditando-o a novas realizações superiores. Da mesma forma que a eutanásia e o suicídio, asmortes por assassinatos e pelo aborto também provocamperturbação ao espírito pela sua expulsão involuntária docorpo físico. O aborto geralmente trás conseqüênciaspsicológicas àqueles que participaram direta eindiretamente no seu processo. A culpa e o remorso sãocomponentes básicos dos sofrimentos de seus causadores.O desrespeito à vida significará a necessidade de aprender avalorizá-la no futuro, ensejando algum processo educativo. O espírito nunca dorme nem cessa sua atividadepsíquica. O sono, que é do corpo, não interrompe suaatividade e seu estado consciencial. É durante o sono que oespírito se liberta do corpo, comunicando-se com outrosespíritos, renovando seus propósitos na existência atual.Nesse contato, ele pode se lembrar tanto de suas vidaspassadas como também tem acesso a eventos futuros. Seussonhos, dessa forma, poderão trazer imagens de eventosque efetivamente ocorreram durante o sono, eventos que se
  • 49. deram em vidas passadas e eventos que ainda irão ocorrer.Neste último caso, são chamados de sonhos premonitórios.Uma vez liberto das imposições da matéria, o espíritopossui mais elementos para antever o futuro, sem contudopoder, de forma absoluta, modificar-lhe o destino. Isto nãoquer dizer que tudo esteja traçado. Pode o espírito, deacordo com seu grau de evolução, alterar o destino face aoseu livre arbítrio, submetendo-se às conseqüências naturaisda mudança realizada. É muito comum os espíritos familiares, jádesencarnados, aparecerem durante o sono a fim dediminuírem as saudades de seus entes queridos quepermanecem ainda na carne. Inspiram-lhes novas idéias eos impulsionam a continuarem na carne bem como asuportarem as provas necessárias ao seu progresso. Face às propriedades do corpo espiritual e ao grau deadiantamento do espírito, este pode possuir a capacidade dever além do corpo físico mesmo estando acordado. O corponão é uma prisão absoluta para o espírito, pois ele tambémtem parcial lembrança de seu passado e percepção de seufuturo. Pela faculdade conhecida pelo nome de dupla vista,ele percebe os acontecimentos bem como tem intuiçõesquanto ao futuro. As desencarnações variam de acordo com asnecessidades cármicas de cada um, não havendo, portanto,uma igual a outra. Às vezes, elas são precipitadas pelopróprio espírito, não só por suicídio direto como tambémpelo indireto. Este último se dá quando, pelo gasto de fluidovital, ele abrevia seu tempo de vida. Esse gasto excessivo severifica quando ele, pela alimentação inadequada, ouatravés de práticas de vida que consomem muito fluido
  • 50. vital, destrói seu próprio organismo. São suicídios lentosocorrendo a desencarnação antes do tempo. Outras vezes ocorrem desencarnações acidentais porconta de processos em que o espírito se envolve, nãoprevistas para a atual encarnação, mas que se verificam emdecorrência de imprudências, imperícias ou negligências. Quando a pessoa desencarna, geralmente seusparentes da atual encarnação, que já retornaram ao planoespiritual, recebem-no e amparam, orientando-o para suanova situação após a morte do corpo físico. Às vezes, sãoespíritos vinculados ao recém-desencarnado, que ele nãoconheceu na atual encarnação, mas que lhe foram caros emoutras. Em geral, nos momentos que se sucedem àdesencarnação, a pessoa entra num estado de perturbaçãomomentânea semelhante a sonolência, recobrando ossentidos após algum tempo, o qual varia de acordo com ograu de evolução do espírito. Quando mais os parentes seapegarem e se desesperarem pela morte do parente, mais oespírito se perturba e demora em retornar ao equilíbrio. Àsvezes, os espíritos encarregados de desencarnações vêem-sena contingência de provocar uma pequena melhora nodoente para que a família, afastando-se, afrouxe os laços doapego e permita que o indivíduo desencarne sem muitosofrimento. Algumas desencarnações são programadas a fim defacilitar o processo de crescimento do espírito. Às vezes émelhor desencarnar o espírito naquele momento, a fim deque ele não se comprometa mais com seu próprio futuroespiritual. A morte é um fenômeno inevitável e necessário aoaprimoramento do espírito. Com ela, completa-se um cicloe inicia-se outro de igual relevância para o desenvolvimento
  • 51. espiritual. A vida se renova sempre a cada etapa. Encontrose desencontros são marcados pelas sucessivas vidas. Cadaespírito terá aquilo que ele mesmo semeou em suasexistências. Viver no corpo torna-se uma necessidade evolutivaface aos desafios de viver fora dele. Vive-se bem após amorte de acordo com o que se faz enquanto no corpo físico.Vive-se bem no corpo físico de acordo com o que se vivefora dele. Cuidar bem do corpo é, portanto, importante parase ter uma vida espiritual e existências posteriores namatéria, sadias. Embora a vida espiritual seja a vidaverdadeira não se pode desprezar a vida terrena comooportunidade de aprendizado das leis de Deus. Muito mais importante do que ser espírita ou ter estaou aquela religião, é perceber-se um espírito em processode evolução que, invariavelmente, sai de seu corpo paraviver a vida espiritual. A vida espiritual é destino de todos,independentemente de crença ou aceitação de dogmas.Vive-se fora da matéria de acordo com o nível de evoluçãodo espírito, que não se mede pela declaração de princípios,mas pela experiência nas sucessivas existências. As desencarnações provocadas, seja pelo suicídio,pelo aborto, pela eutanásia ou por negligência do serhumano, acarretam conseqüências aos seus responsáveisdiretos e indiretos. Deixam marcas perispirituais queexigem tratamento no mundo espiritual e que repercutirãonas existências seguintes.
  • 52. 6. Reencarnação e ciência Presente nas mais diversas culturas, a reencarnaçãodesafia o tempo, permanecendo viva na mente e nas crençasdo ser humano. Desde a mais remota antigüidade até osnossos dias, ela vem sendo a forma mais completa deexplicar os diversos e complexos fenômenos da experiênciahumana. Sua credibilidade vem de evidênciasexperimentais, de provas sob rigoroso controle científico. A reencarnação é hoje um fato cientificamenteprovado. Com fortes evidências sob o ponto de vista daciência, já alcançou a atenção dos institutos de pesquisasdas universidades. Não é difícil demonstrar, através deprovas científicas, que a Reencarnação é uma lei universal eque a evolução humana se processa através dela. Reencarnar é o retorno a um novo corpo, através deum novo nascimento, via fecundação, da personalidadeindividualizada do ser humano. Retornar significa voltarcom a mesma individualidade anterior. Apesar de mudar-sede nome não se passa a ser outra pessoa. A personalidadeanterior se modifica a partir do nascimento, com um novoambiente, porém o espírito é o mesmo. Encontramos comosinônimo de reencarnação o termo palingênese, quesignifica nascer de novo e o termo metempsicose, deorigem grega, cujo significado aproxima-se do dereencarnação, porém, ao contrário do conceito espírita, quesó admite o retorno a um corpo humano, aceita também oregredir às formas animais.
  • 53. Os mais antigos livros onde encontramos a doutrinada reencarnação são os Vedas, de cuja matriz surgiramgrande parte das religiões e sistemas filosóficos da Índia, eque contêm hinos sagrados cuja origem remonta há muitosanos antes de Cristo. No Egito, as dinastias mais antigasacreditavam na preexistência da alma, antes do seunascimento, assim como na sua pós-existência depois damorte, e nos muitos nascimentos da alma neste e em outrosmundos. Religiões significativas da Pérsia, principalmente oZoroastrismo, na sua forma genérica popular e dinâmica,seguiam doutrinas contendo a reencarnação, sendo que noZoroastrismo (século VII a. C.) há a concepção de umaespécie de justiça cósmica de que as almas recebiam osseus prêmios ou castigos merecidos nas vidas futuras. Háregistros de que da Pérsia a crença da reencarnação foilevada à Grécia. A religião ortodoxa Islâmica não aceita nenhumadoutrina de reencarnação. Apesar disso, algumas escolasesotéricas dentro do Islamismo – tais como os Sufis e osDrusos, defendem fortemente a reencarnação. Algunsmísticos islâmicos e poetas sufis como Rumi, Hafiz eoutros, defendiam abertamente a reencarnação. De acordo com Flavius Josephus, o 1º historiadorjudeu do século I d. C., as três escolas antigas depensamento e prática da religião judaica – os Saduceus, osFariseus e os Essênios – diferenciavam-se acerca do destinoda alma após a morte do corpo. Os Saduceus defendiam quea alma morre juntamente com o corpo. Os Fariseusmantiveram a imortalidade da alma, o renascimento dasalmas das pessoas boas noutros corpos e o castigo eternodas almas dos mais fracos. Os Essênios aceitavam a
  • 54. imortalidade e rejeitavam a reencarnação. O VelhoTestamento contém passagens (Provérbios 8:22-31;Jeremias 1:4-5) nas quais o autor professa que teriamexistido anteriormente ao nascimento físico, com destaquepara Malachias (4:2-6) que previu o retorno de Elias àTerra. No Alasca, entre os índios da tribo Tlingits, é crençageral que os mesmos sinais e cicatrizes podem reaparecerno corpo do renascido. Entre os Esquimós, há inúmeroscasos de pessoas que se recordam de suas vidas pregressas.Diversas tribos americanas, dentre elas os Peles-Vermelhas,aceitam a reencarnação. Os Winnibagos crêem nareencarnação. Crença idêntica existe entre os índiosChippeway. Eles estão certos de que, em seus sonhos,podem reviver acontecimentos de encarnações passadas. A principal corrente do Cristianismo ortodoxo, oCatolicismo, nunca acolheu abertamente a doutrina dareencarnação nas suas crenças, enquanto pensadoresimportantes e seitas dinâmicas abraçaram uma ou outraversão da doutrina dos renascimentos terrestres. Umconselho Ecumênico importante (o 2º de Constantinopla,em 553 d. C.), de acordo com a crença comumanatematizou todas as concepções da preexistência da almae do renascimento, que faziam parte das teses de Orígenes(185 – 254 d. C.), excomungado em 232 d. C. por adotar areencarnação. Um dos expoentes máximos da Igreja,Clemente de Alexandria (preceptor de Orígenes) aceitava areencarnação e, ainda mais, afirmava que São Paulotambém professava tal crença. Nos Diálogos de Platão - Fedon, Banquete eRepública a reencarnação é apresentada como um dosensinos de Sócrates. Em República, livro X, p. 614 à 620,
  • 55. há o episódio de Er, filho de Armênio, originário daPanfília, que, após 12 dias de morte aparente, recupera-se econta o que viu no mundo dos mortos. Relatou como se dáo retorno das almas para o renascimento. Anteriormente a Sócrates, pelo menos Pitágoras,Heráclito e Empédocles expressaram explicitamente idéiasde reencarnação. Em Fedro, Platão atribuiu a Sócrates adoutrina da existência da alma antes de entrar neste mundo,assim como a sua sobrevivência. A despeito da Filosofia e em pleno século XX, asinvestigações sobre o tema tomaram novo impulso. NaFrança, com Albert Des Rochas, na Índia com HamendrasNat Banerjee, nos Estados Unidos, com Ian Stevenson.Cada um à sua época desenvolvendo diferentes métodos depesquisas, a partir de fatos concretos, trouxeram nova luz arespeito da reencarnação, principalmente introduzindo-acomo objeto de investigação científica. As pesquisas em torno da reencarnação virificam-seem vários campos; dentre eles tem-se a Regressão deMemória e as Lembranças Espontâneas na Infância. Entreos estudiosos de regressão de memória destaca-se AlbertDes Rochas, Edith Fiore, Denis Kelsey, Morris Netherton,Helen Wambach e Hermínio Miranda. Todos elesdesenvolveram experiências em torno da regressão dememória com resultados surpreendentes, que extrapolaramos espaços científicos, penetrando nos consultórios depsicólogos como técnica terapêutica. Nas pesquisas de Lembranças Espontâneas naInfância, destacam-se os trabalhos de Ian Stevenson, H. N.Banerjee e Hernani G. Andrade. São pesquisas de grandecredibilidade pelas características da espontaneidade e dainsuspeição em se tratando de crianças. Há milhares de
  • 56. casos catalogados com a confirmação das informaçõessobre vidas passadas que não se resumem a vagasmemórias, mas, sim, a dados precisos, com nomes, datas,locais e detalhes importantes. Em tais pesquisas verificou-se que, o intervalo de tempo entre uma e outra encarnaçãopode variar de dias a séculos. A necessidade de se estabelecer um princípio diretor,justo e equânime para justificar a sociedade e suascomplexas relações, coloca a reencarnação como omecanismo capaz de exercer a justiça divina e depossibilitar o crescimento da sociedade. Nada poderiajustificar as contingências do existir com a precisão comque a reencarnação o faz. As dificuldades e conflitoshumanos passam pela necessidade de uma justificativafilosófica e até mesmo do ponto de vista do equilíbrioenergético. A reencarnação é a chave para desvendar osmistérios provocados pelo vazio do conhecimento parcialque o homem tem sobre si mesmo. Nem sempre a justiça que se processa pela via dareencarnação, dá-se imediatamente na encarnação seguintedo espírito. Os mecanismos educativos podem ocorrer namesma existência, sem a necessidade da reencarnação,como também podem se dar após várias encarnações. Otempo que leva para que o processo educativo se instale,dependerá da ocorrência de fatores que propiciem oaprendizado do espírito. Às vezes, há a necessidade de sereunir pessoas várias num processo único, o que poderálevar séculos ou milênios. Deve-se salientar que ninguém,nenhum ser humano, estará isento do processo de educação.A reencarnação é mecanismo obrigatório no nível deevolução em que se encontra a humanidade terrestre.
  • 57. Ninguém está isento dela. Não há privilégios nemprivilegiados. Reencarnar sem a lembrança do passado é omecanismo que possibilita a convivência de contrários edaqueles que elevaram a paixão ao seu grau máximo. Sem oesquecimento das experiências anteriores não é profícua areencarnação. Reencarna-se para aprender, para educar-se.Para crescer a partir de novos elementos, de uma novaoportunidade, num novo ambiente, onde se possa construirou reconstruir seu próprio crescimento. Tal esquecimentonão significa a perda do conhecimento adquirido nasexistências anteriores. O espírito não involui. Não se perdeo que já se sabe. Esquece-se temporariamente o que não érelevante para o crescimento do espírito. As qualidades, osdefeitos, as emoções, os amores, os ódios, ficam latentes eparticipam, de forma subjacente nas relações doreencarnado, atuando de forma inconsciente. Muitos espíritos que estiveram juntos em encarnaçõesanteriores se separam para se reencontrarem mais adiante.Alguns desafetos quando se vêem se “lembram” dopassado. Pode ocorrer que a inimizade retorne. Comotambém os afetos quando se reencontram refazem a mesmaligação que tiveram no passado. O espírito “enxerga” ooutro espírito, independente do corpo que tem e do grau deparentesco que possuem. Alguns espíritos não reencarnamna mesma época que seus afetos e ficam a velar por elespara que obtenham sucesso naquela encarnação. Aolibertar-se do corpo, seja durante o sono ou com a morte, oespírito vai aos poucos retomando sua memória integral. O retorno através da reencarnação se dá para ocrescimento do espírito. É um processo educativo, e nãopunitivo. Encarado dessa forma, não há um número
  • 58. definido de encarnações para um espírito. Os processos nãose dão de forma linear, isto é, não se passa pelo que secausou a outrem na mesma proporção. As circunstâncias aque um espírito está sujeito numa encarnação expiatória sãosempre atenuadas pela Misericórdia Divina. A Lei de Causae Efeito não é “olho por olho dente por dente”. Não se deveinterpretar as doenças e outros sofrimentos senão comoprocessos educativos. Errou-se no passado porque não sesabia como agir corretamente. Retorna-se para aprender aténão mais se precisar reencarnar. As idéias inatas, as simpatias e antipatias gratuitas, osgênios, de alguma forma parecem denunciar umaexperiência anterior. O conhecimento não se produz deforma mágica. A reencarnação explica tais conhecimentos“inatos”, como oriundos de existências anteriores. Tudoentão é aprendido pelo espírito. Nada lhe é “dado” de graça.Se no passado alguém adquiriu uma aptidão qualquer, elahoje se manifestaria de alguma maneira. Em muitos casos os reencarnantes retornam commarcas de nascença. Trazem cicatrizes denunciadoras deexperiências pregressas. Marcas que, quando não sãocreditadas a fatores genéticos, reproduzem-se de uma aoutra existência por mecanismos psíquicos. As experiênciasque produziram as marcas foram de tal forma intensas quegravaram o corpo físico, denunciando a existência de umamatriz comum onde ficam “guardadas” as impressões doespírito. Essa matriz é o perispírito. Da mesma forma queessas marcas, surgem fobias, traumas, que se revelam logona primeira infância. O conceito de reencarnação transcende ao aspecto damera crença que está presente nas mais antigas culturas,tornando-se a base para a compreensão da razão de viver do
  • 59. homem. A reencarnação não foi concebida como uma teoriapara explicar a realidade, mas é uma realidade que explica esuscita muitas teorias. As relações humanas estãocarregadas das emoções do passado. Impulsos, estímulos,reações emotivas, atitudes diversas, não são apenas fruto davontade e do meio ambiente, mas principalmente dasexperiências pregressas gravadas no psiquismo. A personalidade integral, que sobrevive à morte, jápossui experiências diversas em matéria de profissões, delínguas aprendidas, de tipos de sexo, de classe social, decondição econômica. O fato, por exemplo, de já terexperienciado viver nos dois tipos de sexo, concede ao serhumano habilidades para habitar nesse ou naquele corpo,sem que isso lhe cause qualquer problema quanto à suarelação com o sexo do corpo escolhido. Uma novaencarnação representa a construção de uma novapersonalidade no novo meio em que se vai renascer. Ostraumas e conflitos, dessa forma, aparecem tendo comouma das causas, talvez a principal, essa realidade interna,anterior, que contracena com a realidade externa. A solidãoe as repetidas e constantes desilusões afetivas podem serencaradas como resultantes de processos educativos,oriundos de experiências mal sucedidas no passado. O Espiritismo, com Allan Kardec, trouxe de volta areencarnação como conhecimento fundamental de suadoutrina. Através do Espiritismo a reencarnação é analisadasob o ponto de vista sociológico e moral. A doutrina dasvidas sucessivas é o alicerce da evolução. A frase “Nascer,morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei” resumeo significado da reencarnação para o Espiritismo.
  • 60. 7. Reencarnação como processo educativo A maioria das reencarnações são planejadas pelosespíritos encarregados de proporcionar o aprendizadovisando a evolução espiritual. Quando não são eles que ofazem, leis naturais proporcionam os fatores necessários àsprovas e expiações que o espírito enfrentará em sua novaencarnação. O objetivo de se planejar a reencarnação é o deproporcionar a cada espírito os meios necessários ao seuadiantamento intelectual e moral. Às vezes, são necessáriosmuitos anos de espera até que se possa reunir as condiçõesfavoráveis e os elementos necessários ao reencontro deantigos desafetos para aprenderem juntos as leis de Deus. Esse planejamento inclui a definição tanto das provasquanto das expiações que o espírito atravessará. Asprimeiras são necessárias a todos os espíritos e as segundassão obrigatórias para os que se utilizaram de seu livrearbítrio em encarnações anteriores e cometeram equívocosdiversos.
  • 61. Pelas lições que o espírito necessita aprender e pelosprocessos educativos que tem de atravessar, o planejamentodefinirá as características do corpo que receberá, bem comoas circunstâncias sociais em que renascerá; com quemreencontrará e com que ajuda contará no seu processo. Planejar a encarnação não significa que o espíritoestará limitado nem que o seu destino já esteja traçado deforma irremediável. Seu livre-arbítrio poderá alterarsignificativamente seu planejamento, o que acarretaráconseqüências que venham a fazê-lo progredir mais do queo previsto ou que lhe sejam adversas. O planejamento é umaespécie de guia, roteiro ou lembrete ao reencarnado. A vida espiritual é a vida verdadeira, porém não sedeve desprezar a vida na matéria cuja importância ésignificativa. Para se viver bem na espiritualidade deve-sesaber viver e conviver bem na vida material. As duas etapasnão se opõem, mas complementam-se. A vida espiritual nãodeve ser encarada como um fim em si, mas como umarealidade semelhante à vida material. O planejamento reencarnatório obedece a imposiçõescompulsórias referentes ao passado do espírito. Suasexperiências adversas em encarnações anteriores poderãolimitar suas escolhas e seu livre arbítrio. Nem semprepoderá o espírito escolher livremente com quem vaireencarnar nem a que família pertencerá, face aoscompromissos cármicos a que está sujeito. Reunir desafetos tem o duplo propósito de não sóreconduzir os espíritos a circunstâncias semelhantes às queviveu anteriormente como, graças ao esquecimento dopassado, colocá-los frente a frente com sua próprianecessidade de evoluir. Juntos irão transformar o ódio em
  • 62. amor. O que se chama vulgarmente de dívida e resgate,débitos e créditos, na realidade são processos educativos. Há problemas e conflitos que atravessamos, cujascausas não se localizam em existências passadas, mas, sim,na atual, frutos das contingências da infância e do uso dolivre-arbítrio. Esses problemas gerados na atual encarnaçãonão fizeram parte do planejamento reencarnatório sendomotivo, portanto, de sua alteração. Ao reencarnar o espírito traz, de forma inconsciente,gravado em seu corpo espiritual, os traumas oriundos dasencarnações anteriores, que estarão sempre a influenciar emsua vida atual. Esses núcleos traumáticos deverão serresolvidos quando o espírito atravessar situações que seassemelhem àquelas do passado. Atravessar uma prova ou mesmo submeter-se a umaexpiação constitui-se numa oportunidade de aprender umaimportante lição, pois, após seu término, sabe que já nãomais precisará afligir-se daquela forma. É esse o sentido queaplicamos à colocação do Cristo: “Bem-aventurados osaflitos, porque serão consolados”. As doenças de nascença são marcas referentes aosproblemas não resolvidos de outras encarnações e quesurgem como sinais da necessidade que tem o espírito deeducar-se. As doenças adquiridas no decorrer da encarnaçãopodem revelar conflitos referentes a encarnações passadasou à presente existência, como também serem decorrentesdo desgaste natural do organismo. Os processos educativos que alcançam um grandecontingente de pessoas, atingindo, às vezes nações inteiras,dizem respeito a provas coletivas cujo planejamento exigeuma complexidade maior na preparação. São planejamentos
  • 63. feitos num nível superior aos das encarnações individuaisou de pequenos grupos. Durante a encarnação, o esquecimento doplanejamento não é total, pois o espírito tem lembrança delequando liberto do corpo durante o sono, através de sonhos,durante meditações, por influências de seus guiasespirituais, bem como através de intuições. Essa lembrançanunca é completa face à ansiedade que pode ser gerada. Várias são as circunstâncias que podem alterar oplanejamento reencarnatório, dentre elas cito o suicídio deum dos personagens envolvidos, o estupro que provoca umareencarnação, certas separações de casais, redução ouaumento voluntário do número de filhos. O espírito pode também começar a planejar suaencarnação futura ainda reencarnado, contribuindo inclusivepara reduzir seus problemas futuros desde que se determinea iniciar sua transformação interior desde já. Essemovimento, via de regra, inicia-se com as correções derumo da atual encarnação, fechando alguns processos malresolvidos, que, se assim permanecerem, atrapalharão ofuturo. Após isso deve refletir sobre si mesmo, identificarqualidades e defeitos que sabe que tem e, através de amigos,os que desconhece ter. Esse planejamento prévio inclui reflexionar sobreprofissão, sobre comportamento emocional, sobre lazer,sobre conhecimento intelectual, sobre habilidades diversas,sobre família, bem como sobre tudo aquilo que implique naadaptação social. O planejamento reencarnatório não coloca ao espíritoresponsabilidades que não possa suportar. As provas eexpiações são formas educativas, não punitivas, aliviadaspela misericórdia divina que, às vezes, proporciona
  • 64. intervalos entre encarnações difíceis, tanto quanto diluiçãodo processo em várias etapas. É característica dos planejamentos reencarnatórios oreencontro de antigos desafetos, assim como o auxílio deespíritos afins para que se alcance sucesso no processo deeducação. Esse equilíbrio favorecerá o crescimento sem quese aumente as aversões características do nível evolutivodos espíritos na Terra. O planejamento das reencarnações favorece aevolução no planeta, constituindo-se num instrumento demelhoria das relações entre os homens.
  • 65. Página em branco
  • 66. 8. Processamento da Reencarnação O processamento da reencarnação se dá através dafecundação biológica e possibilita a união do espírito aocorpo físico visando uma nova existência. É um processonatural a que está sujeito o ser humano quando, sob certascondições, encontra-se desencarnado. Dá-se no momento daunião dos gametas para a formação de um novo corpo, acujo desenvolvimento o espírito reencarnante contribui. Durante a formação do embrião, nas divisõescelulares, o espírito, através de seu perispírito, influencia asmodificações a serem feitas no corpo que receberá. Essasmodificações, que alteram o padrão hereditário, visam fazerface às necessidades provacionais e expiatórias do espírito.Alguns espíritos necessitam alterações cromossômicassignificativas tendo em vista eliminar influências genéticasde seus pais, não necessárias. O momento da fecundaçãopossibilita a predisposição a uma reencarnação, o que farácom que o espírito designado para aquele corpo a ele seligue. A reencarnação se dá na fecundação, não havendo
  • 67. nenhuma prova, por enquanto, de sua possibilidade foradesse momento. Essas alterações, necessárias às provas e expiações doespírito, também são, às vezes, dada a sua complexidade,feitas não só no corpo físico de que ele vai se utilizar comotambém em seu perispírito. Quando não há espírito designado para aquele corpoem formação, a gravidez não vinga, isto é, será um nati-morto. Isto se dá como prova para os pais. Embora nemtodo corpo em formação na gestação tenha um espírito, todacriança que nasce e é declarada viva, o tem utilizandoaquele corpo. O espírito que vai reencarnar, muitas vezes se liga aoorganismo materno antes da união perispiritual com o óvulofecundado, o que poderá provocar alterações físicas ecomportamentais à futura mãe. Mesmo que ligado à mãe,ainda não está reencarnado, pois a reencarnação só éefetivada quando ele se liga ao óvulo fecundado. Essaligação vai se estreitando na medida que se aproxima onascimento, mas a reencarnação só vai se completar noinício da puberdade. O processamento da reencarnação nãose completa na fecundação, pois a união total só se daráquando o espírito se assenhorear de seu próprio corpo, fatoque se dá, via de regra, no início da aquisição deresponsabilidade e independência psicológica da criançatanto em relação à última encarnação quanto aos pais. Outro espírito não poderá ocupar aquele corpo, poiscada um utiliza-se de um único e vice-versa. Mesmo ligadoao corpo, ainda no útero, pode o espírito desistir daencarnação, o que será uma espécie de suicídio. Já ligado ao embrião, o espírito goza de menosliberdade, perdendo cada vez mais a consciência à medida
  • 68. em que se aproxima o nascimento. Essa liberdade varia deacordo com o nível evolutivo do espírito, que, quanto maisadiantado, menos sujeito estará às contingências da matéria. No período em que permanece vinculado ao embrião,a maioria dos espíritos entra num estado de hibernação faceà delicada ligação entre seu perispírito e o novo e frágilcorpo a que se liga. Como é um processo que se assemelha àdesencarnação, ou talvez mais difícil ainda, o espírito temepelo possível insucesso diante das provas e expiações queenfrentará. Por isso é comum ele receber ajuda e incentivode familiares e amigos desencarnados encorajando-o àreencarnação. Às vezes, os mesmos que planejaram atravésdele renascer, incentivam-no no momento da reencarnação. As energias decorrentes do desenvolvimento doembrião induzirão ao reencarnante reduzir sua dimensãoperispiritual adulta para algo semelhante ao corpo infantil.Seu perispírito irá se modificando gradativamente paraadaptar-se à organização fetal e posteriormente ao corpoinfantil. Alguns espíritos prejudicam o processamento de suareencarnação, por causa de sua densidade perispiritualextremamente desestruturada que, às vezes, por nãoconseguir fixar-se ao óvulo fecundado, provoca o abortonatural. São reencarnações que, de antemão se sabe, nãovingarão e se prestam de um lado a reduzir a densidadeperispiritual do reencarnante e de outro, servem de provapara os pais. Durante a gravidez, o fluxo de pensamentos eemoções entre a mãe e o espírito reencarnante podeprovocar alterações de comportamento dela face à presençade outra personalidade em seu campo mental.
  • 69. O desenvolvimento físico do corpo e sua manutençãoainda no útero materno não se deve à presença do espírito,mas principalmente ao automatismo biológico bem como aoauxílio do perispírito materno. O fluido vital absorvido peloembrião será o impulsionador ao seu desenvolvimento. Durante o processamento da reencarnação operispírito sofre alterações para adequar-se ao corpo físicotanto pela natureza mais densa deste, quanto ao novo meioambiente a que estará sujeito. As mudanças no corpoespiritual decorrem principalmente face às novasnecessidades de alimentação. Durante o processo reencarnatório, o perispírito vai seenraizando na corrente sangüínea e na rede nervosa docorpo físico, sobretudo no córtex cerebral, por ondetransitam as comunicações entre os dois veículos demanifestação do espírito. É na base do cérebro que se situa a ligação fluídicaentre o corpo e o perispírito quando o espírito se ausentadurante o sono. Ao deslocar-se do corpo, o espírito a ele semantém ligado por um laço fluídico, espécie de cordão, quese estende a partir da região cerebral, pouco acima da nuca. Há reencarnações especiais que requerem o auxílio deespíritos técnicos no assunto, tendo em vista ascaracterísticas especiais das provas e expiações do espíritobem como face às particularidades do corpo físico doreencarnante. O processo então será mais trabalhoso,exigindo o concurso de numerosos técnicos a fim de seevitar prejuízos aos objetivos. Por outro lado, háencarnações que são realizadas sem qualquer auxílioexterno, seja pelo automatismo seja pelo grau de evoluçãodo espírito, que neste último caso, realiza-a sozinho.
  • 70. São, portanto, fases características do processoreencarnatório, muito embora possam variar caso a caso, adepender da evolução do reencarnante: levantamento deprovas e expiações que serão necessárias, a escolha dafamília, o meio social, a modelagem do corpo físico, oesquecimento da última encarnação e conseqüenteprostração de forças, a redução perispiritual compensamento fixo no novo c orpo em formação, a ligação como óvulo e, durante a infância, a integração ao corpo físicoaté o final do processo. Não há uma reencarnação igual a outra, pois paracada espírito há um processo evolutivo particular em curso,exigindo detalhamento e cuidados adequados.
  • 71. Página em branco
  • 72. 9. Vida Espiritual A vida espiritual é a vida verdadeira. O mundo dosespíritos é sua morada e o local onde desempenham suasprincipais missões e ocupações. Para se entender a vidaespiritual é necessária uma compreensão maior a respeitoda energia que, no Espiritismo, é conhecida pelo nome defluido. Os fluidos são energias sutis que fazem parte daenergia que preenche o Universo. Allan Kardec chamouessa energia geral de Fluido Cósmico Universal. A matériaé uma condensação desse fluido e, as várias modalidades deenergia conhecidas pelo homem, são estados diferentes domesmo Fluido Cósmico Universal. Matéria, energia e fluido são expressões da substânciamaterial, que difere do princípio espiritual pela inteligênciapresente neste último. Os fluidos são mais maleáveis ao pensamento do quea matéria, prestam-se à realização dos fenômenosespirituais pela sua natureza semimaterial. O perispírito,veículo de manifestação do espírito, é constituído de fluidosderivados do Fluido Cósmico Universal. Suas propriedadessão a base para a realização dos fenômenos mediúnicos. Operispírito é corpo complexo, constituído de estruturas que
  • 73. se prestam às mais diferentes funções. Na realidade, o quese conhece pelo nome de perispírito é um conjunto decorpos que se interpenetram e vão sendo eliminados namedida que o espírito evolui. É através da manipulação dos fluidos que os espíritosconstroem suas moradas e se organizam de acordo com suaevolução espiritual. Cidades, colônias, organizaçõesdiversas são construídas pela utilização e manipulação doFluido Cósmico Universal. Quanto mais evoluído oespírito, mais capacidade tem ele de utilizar-se dosdiferentes tipos de fluidos. É pelos fluidos e suasmodificações que se estruturam as cidades astrais. Aalimentação dos espíritos desencarnados se dá através defluidos próprios que vitalizam o corpo espiritual. Os espíritos, seres humanos desencarnados,organizam-se de acordo com os níveis de evolução em quese encontram, o que vai ditar seus interesses após a mortedo corpo. De acordo com seus estágios evolutivos buscamreunir-se para ações comuns. Há organizações cominteresses diversos no mundo espiritual: escolas, hospitais,locais de repouso, de lazer, de preparação à reencarnação,de desenvolvimento espiritual, etc. As pessoas que desencarnam doentes, e que,continuam nesse estado, são abrigadas em instituições ondeespíritos, que se organizaram na tarefa do auxílio aopróximo, desenvolvem seus trabalhos de socorro e cura. Háoutras que desencarnam em bom estado psíquico e logo seentrosam em grupos afins para continuarem seucrescimento espiritual. Os espíritos se agrupam porafinidades e mútuos interesses. Evidentemente que espíritos mais atrasados tambémse agrupam, muitas vezes em situações de sofrimento e dor
  • 74. e noutras com a finalidade de perturbar pessoas e gruposcom quem acreditam ter contas a ajustar. Portanto, háregiões onde impera a felicidade sem ociosidade comotambém há regiões de sofrimento e dor. Neste último caso écomum chamar-se de região umbralina ou simplesmenteumbral. Os bons espíritos habitam regiões superiores ondeimperam o amor e a verdade; os maus espíritos, estadotransitório, habitam locais mais próximos da convivênciacom os encarnados, onde imperam a desordem e aindiferença. Os bons se unem aos bons; os intelectuais aosintelectuais, os ociosos aos ociosos; semelhante atraisemelhante. Os espíritos que fazem parte de uma mesma famíliaespiritual têm oportunidade de se reunirem para traçarnovos planos de reencontro numa nova encarnação. Osverdadeiros laços de família se fortalecem após a morte. Alguns podem retornar, ainda desencarnados, e ajudaraqueles que ficaram. Outros não adquirem maturidadesuficiente para tal e podem vir a atrapalhar seus entesqueridos. Em geral, os espíritos se buscam pelas afinidadese realizam suas tarefas de acordo com suas motivações. Os espíritos desencarnados continuam seu processoevolutivo independente da vida na Terra. No mundoespiritual há tantas oportunidades quanto na carne para odesenvolvimento integral. Muitas vezes, os mesmosespíritos que se dedicaram à tarefa de educar quandoencarnados continuam seus investimentos após a morte docorpo. As cidades astrais proliferam em redor da Terra numamultiplicidade muito grande, de acordo com os interessesde grupos de espíritos afins.
  • 75. Tanto quanto encarnados, os espíritos trabalham eorganizam-se politicamente, buscando a melhor forma deconvivência face aos desafios da vida eterna, muito maiscomplexos do que os da etapa em que se acredita mortal.Na vida espiritual há trabalho, alimentação, lazer,aprendizagem, bem como ocupações as mais diversaspossíveis. A vida espiritual, pela consciência da eternidadee da lei do retorno a novas encarnações, promovemodificações profundas na forma de pensar e de agir do serdesencarnado. Suas perspectivas modificam-se tendo emvista a necessidade de rever comportamentos e planejarnovas encarnações. As cidades espirituais se espalham pela vizinhançaem torno da Terra, dispondo-se em regiões próximas àspopulações dos encarnados, com as quais mantêm ligaçõesfísicas e psíquicas. Elas, geralmente, são fundadas à mesmaépoca em que surgem as cidades dos encarnados. O desenvolvimento das cidades espirituais erigidaspor espíritos mais adiantados, mais evoluídos moral eintelectualmente, impulsiona a evolução da Terra, tendo emvista a reencarnação de seus habitantes com o fito de fazerevoluir a sociedade dos encarnados. Espíritos cada vez maisadiantados reencarnam, de tempos em tempos, trazendoseus conhecimentos e suas experiências adquiridas junto agrupos de espíritos mais evoluídos, preocupados com ocrescimento espiritual na Terra. O desenvolvimento espiritual e o progressotecnológico na Terra é fruto e reflexo do desenvolvimentodas cidades espirituais. As cidades terrenas são cópiasmateriais das cidades espirituais a que estão ligadas. Háespíritos mais adiantados, missionários a serviço doscondutores do processo de desenvolvimento espiritual da
  • 76. Terra, que reencarnam trazendo novas idéias fomentando oprogresso, a paz e a harmonia nas populações. Às vezes,surgem em comunidades atrasadas, superando asdificuldades de seu meio, fazendo revoluções quepropiciam o crescimento social e espiritual da humanidade. Os espíritos, quando desencarnados, têm uma vidasocial/espiritual de acordo com seus níveis de evolução.Reencarnam sempre em busca de novo aprendizado.
  • 77. Página em branco
  • 78. 10. Mediunidade Mediunidade é a faculdade que possibilita o serhumano colocar-se num estado alterado de consciência,permitindo-lhe manter comunicação psíquica com sereshumanos, no mesmo ou em outros níveis existenciais. Otermo é mais apropriado à comunicação entre espíritos,principalmente entre os desencarnados e os encarnados. Todos os seres humanos possuem a mediunidade,sendo ela uma faculdade inerente à espécie. Todos,portanto, são médiuns. Costuma-se, no entanto, chamar-sede médium ao indivíduo que possua a faculdade de formamais ostensiva, porém a mesma é um atributo do espírito,quer encarnado quer desencarnado. Doravante chamaremosde médium aquele que possua a faculdade de forma maisostensiva. A mediunidade é, portanto, uma faculdaderelacional, interdimensional, que predispõe o indivíduo aocontato consciente ou inconsciente com seus semelhantesem outros estados psíquicos, sem a utilização dos sentidosfísicos. O exercício da mediunidade requer estudo eaprimoramento, não sendo penoso ou sacrificial, mas exigedisciplina, perseverança, interesse, paciência e amor.
  • 79. Não é uma faculdade dos espíritas nem inventadapelo Espiritismo. Ela é inerente ao ser humano e estápresente em várias práticas religiosas ou não. Nem sempreo exercício da mediunidade é feito no Espiritismo. Praticara mediunidade não significa dizer-se espírita. No Espiritismo, a faculdade é direcionada para aevolução espiritual do médium, e é praticada gratuitamentee de preferência no ambiente dos Centros Espíritas. Suautilização se dá com o objetivo de demonstrar acontinuidade da vida após a morte bem como para oesclarecimento do ser humano. Visa o desenvolvimentomoral e espiritual do homem, bem como de suasensibilidade psíquica, tornando-o mais apto à percepçãodos diferentes estados de consciência e dos variados níveisespirituais. A faculdade se desdobra em várias facetas, desde asimples eliminação de fluidos materiais próprios até as sutiscomunicações mentais. A faculdade se exterioriza de duasformas distintas: através de manifestações físicas e demanifestações intelectuais. As primeiras se dão pelacombinação de fluidos do médium com fluidos do espíritocomunicante, e que alteram as condições ambientes,influindo nas propriedades físicas da matéria. As segundas,mesmo com a ligação perispiritual, ocorrem na intimidadeda mente do médium. A mediunidade como faculdade inerente ao humanosempre esteve presente na história da humanidade e, deacordo com a época, foi tratada de diferentes formas. Osprimitivos, embora não a compreendessem, utilizavam-naem suas práticas ritualísticas bem como no trato com o queconsideravam sagrado.
  • 80. Na Grécia antiga, bem como no Egito, os deuses, quemandavam suas mensagens através das pitonisas nostemplos e oráculos eram, na realidade, espíritos que secomunicavam através da mediunidade e que se faziampassar por divindades face à crença comum da época. Nos tempos antigos, os fenômenos provocados pelosespíritos eram tidos como maravilhosos, sobrenaturais edemoníacos, por desconhecimento das leis da vida, tãonaturais quanto as leis físicas que, à medida que evoluia, ohomem passou a perceber. Foram esses fenômenos, por intermédio damediunidade de indivíduos notáveis, que fizeram surgir, detempos em tempos, em lugares diferentes, seitas, crenças ereligiões. Em alguns casos, pelo desequilíbrio do médium ede seus seguidores, proporcionou o fanatismo religioso e acrença em idéias absurdas e inconseqüentes. Durante muito tempo, principalmente na Idade Médiae até recentemente, acreditou-se que a mediunidade erasintoma de loucura ou alienação psíquica. As pesquisasmais recentes a respeito da mente humana e a práticadisseminada da mediunidade por indivíduos perfeitamentesadios e ajustados socialmente, demonstraram o contrário.A loucura ou alienação mental pode ocorrer por váriosfatores. A mediunidade, tanto quanto qualquer outra causa,provocaria a loucura desde que houvesse predisposiçãopsíquica para tal. Na verdade, o que se vê é exatamente o contrário, istoé, pessoas que estavam à beira da loucura encontraremalívio na prática da mediunidade e no Espiritismo. Algumas religiões mais ortodoxas chegaram a proibirseu uso, inclusive invocando o texto bíblico como apoio àproibição. Porém só se proíbe o que é factível. Não se pode
  • 81. proibir o que não existe, portanto a mediunidade é aceitacomo fato, mas não se admite sua prática. Se hámediunidade, há espíritos e se eles existem somos imortais.Mais dia menos dia as religiões estarão aceitando outrasteses espíritas. Muitos religiosos e místicos, das várias correntes,principalmente os chamados santos, eram médiuns que secomunicavam com os espíritos trazendo suas mensagens,muitas, na maioria das vezes, avançadas para a época. Em várias oportunidades a mediunidade foiconsiderada produto da face oculta e desconhecida damente, tal a ignorância que o homem tinha e ainda tem arespeito de seu próprio aparelho cerebral. Acreditavamalguns que tudo poderia se explicar através da telepatia.Queriam em verdade explicar algo desconhecido por outrofator também desconhecido. A mediunidade não está nocérebro, embora ele seja imprescindível a uma gamaenorme de fenômenos. Sua base é o perispírito. Foi no século XIX que a relação do homem com amediunidade mudou. Vieram os fenômenos chamados de“mesas girantes”, que inundaram os salões europeus. Osespíritos se comunicavam movimentando mesas semqualquer aparato especial, iniciando um movimento parauma maior compreensão da mediunidade. Inicialmenteesses fenômenos eram utilizados como diversão ou embusca de adivinhações. Com o advento do Espiritismo,porém, as mesas passaram a ser utilizadas para oquestionamento sobre a natureza do fenômeno bem comosobre vários aspectos da vida. Na maioria dos casos o médium se encontra numestado alterado de consciência, em que a característicabásica é a exteriorização de seu perispírito. O fenômeno
  • 82. também pode se dar de tal forma sutil que nem sempre épercebido pelo médium. Entretanto, nem tudo é produto dos espíritos. Épreciso conhecer a mediunidade para discernir quando ofato vem ou não vem dos espíritos. Quando ocorrer umfenômeno que se possa atribuir a algum espírito, deve-severificar se não há uma causa física conhecida antes de lheatribuir causa espiritual, e esta deve ser suficientementeobjetiva para não deixar dúvidas. Pelo uso orientado nas práticas espíritas, amediunidade tem sido um grande instrumento de terapiapsíquica, pelo equilíbrio que proporciona aos médiuns quedela se utilizam de forma equilibrada. Os espíritos se utilizam das faculdades mediúnicasdos médiuns graças ao perispírito e suas propriedades. Paraque eles se comuniquem, necessitam dos fluidos dosmédiuns, sem os quais não é possível estabelecer sintoniapsíquica. Afinidade e sintonia são os meios pelos quais seestabelece a ligação psíquica entre o espírito comunicante eo médium. O médium deve estar acessível, voluntária ouinvoluntariamente, a essa ligação. A mediunidade não depende de adereços, objetosmetálicos, amuletos, vestes especiais, palavras cabalísticas,locais mágicos, rituais ou fórmulas. Não depende, emboraem certos casos haja influência, do dia o hora, tempo bom uou ruim, luz ou penumbra, tanto quanto da quantidade depessoas para que ocorra. Não distingue idade, sexo, raça,crença, religião ou qualquer característica particular. Em geral, dentre outros, são indícios da mediunidadeostensiva: a) inspiração aguçada; b) premonição de eventos;c) sonhos com mortos; d) sensibilidade apurada; e) visões;f) facilidade de entrar no estado alfa; g) sensações de
  • 83. presenças “inexistentes”. Esses indícios melhorcaracterizam o médium quando ocorrem simultaneamente. O perispírito e as variações do Fluido CósmicoUniversal, com suas propriedades, são os principaisresponsáveis pela grande maioria dos fenômenosmediúnicos. Os espíritos desencarnados deles se utilizampara se manifestarem trazendo suas mensagens, atestando aimortalidade da alma. Nem sempre o médium está consciente durante aocorrência do fenômeno mediúnico, fato que caracteriza amediunidade dita inconsciente. É raro o médiuminconsciente. Embora seja um instrumento mais maleável,os espíritos preferem os médiuns conscientes. Para efeito de estudo, face à sua gama muito grandede variações, a mediunidade pode ser dividida em doistipos: a) efeitos físicos (todos percebem independente dograu de sua mediunidade) e b) efeitos inteligentes(percepção exclusiva do médium que transmite a mensagemaos outros). Como exemplo do primeiro tipo temos:materialização de espíritos ou objetos, escrita direta, vozdireta, transfiguração, levitação, aparição, tiptologia, etc.Do segundo tipo temos: intuição, audiência,desdobramento, psicometria, psicografia, psicofonia,vidência (visão interna, independente dos olhos). A mediunidade é uma faculdade que pode serdesenvolvida e vir a se tornar mais ostensiva com oexercício. Para melhor desenvolver a mediunidade deve-se:a) estudá-la metodicamente; b) fazer silêncio interior paraescutar os espíritos; c) habituar-se ao recolhimento, àmeditação e à oração; d) trabalhar em si mesmo paracombater o orgulho, a vaidade e o egoísmo e adquirir a
  • 84. humildade; e) não se afastar da convivência com pessoas ougrupos esclarecidos a fim de adquirir senso crítico sobre seupróprio desenvolvimento mediúnico, moral e espiritual. A mediunidade pertence ao ser humano e seu fruto éde responsabilidade do médium. O produto e o objetivo quese obtenham a partir das manifestações dos espíritosdependerão do nível de evolução em que se encontrem bemcomo das intenções dos médiuns. A vida moral do médiumexercerá influência na qualidade moral dos espíritos que oacompanham, bem como nas comunicações que recebe. Poresse motivo, as comunicações poderão ser fúteis,grosseiras, obscenas, instrutivas, elevadas, etc., dependendodo espírito comunicante. Muito embora a mediunidade seja uma faculdadeuniversal, o local mais adequado para seu exercíciometódico é o Centro Espírita, não só pelo estudo que ali sefaz, como também pela proteção espiritual proporcionadapelos bons espíritos.
  • 85. Página em branco
  • 86. 11. Médiuns Afirmamos que todos os indivíduos são médiuns,independente de sexo, idade, crença, raça, condiçãoeconômica, o que torna a faculdade inerente ao humano.Aqui nos deteremos naqueles que possuem a faculdade deforma mais ostensiva. Nesse sentido, ser médium é colocar-se entre dimensões da vida, servindo como intermediáriopara que se processe a comunicação entre níveisconscienciais. Ser médium não garante a ninguém o poder deproduzir qualquer fenômeno que implique na participaçãodos espíritos. Se os espíritos não o quiserem, não haveráprodução de algum fenômeno mediúnico, a não ser aquelesoriundos do próprio médium. Neste último caso, ofenômeno é chamado de anímico. Por afinidade os espíritos buscam comunicar-seutilizando médiuns que se lhes assemelhem no modo depensar ou agir. Através da sintonia psíquica, ligam-seenergeticamente àqueles que possuem fluidos compatíveisaos seus, para produzirem os fenômenos. A rigor não há indícios precisos da existência damediunidade ostensiva, porém pode-se estabelecer alguns
  • 87. sinais típicos que sugerem sua possibilidade num indivíduo.Em geral, os médiuns ostensivos trazem alguns sinais,desde a infância ou adolescência, que podem ser percebidoscomo referentes à mediunidade. São sinais típicos: - visões de parentes falecidos; - labilidade emocional acentuada em desacordo com o padrão de conduta do indivíduo; - pressentimentos que se tornam realidade; - sonhos premonitórios; - freqüentes sonhos com desencarnados; - perturbações intermitentes não diagnosticadas; - movimento ostensivo, em sua presença, de objetos sem causa aparente; - facilidade em curar doenças em terceiros com ou sem indicação de remédios; Esses indícios quando ocorrem isoladamente e compouca freqüência não se configuram como mediunidadeostensiva. Sua ocorrência constante bem como a associaçãode pelo menos dois deles, pode denotar sua ocorrência. Às vezes, o desabrochar da mediunidade provocaalgumas perturbações na vida do indivíduo, justamente peloinusitado dos indícios, bem como pela culturapreconceituosa a respeito, que desaparecem com o início doestudo e vinculação a um grupo espírita sério. Odesenvolvimento da faculdade geralmente se dá tambémcom o auxílio dos bons espíritos que adotam o candidatosério ao exercício da mediunidade, buscando orientá-lo,inspirando-o no estado de vigília ou durante o sono, quantoao seu desempenho. O próprio indivíduo, quando se inicia no estudo dafaculdade, percebe em si sensações diferentes, bem comodiálogos mentais que lhe asseguram a possibilidade de ser
  • 88. portador da faculdade mediúnica. Há porém sensações epercepções que não devem ser atribuídas à faculdademediúnica, mas tão somente à própria capacidade anímicahumana. Só o estudo poderá fazer o indivíduo discernirentre o que lhe é próprio e o que vem dos espíritos. Assimmesmo não há produção mediúnica que dispense oconcurso do médium e que não contenha características desua personalidade. Para se identificar a qualidade dos espíritoscomunicantes, isto é, seu grau de adiantamento moral,deve-se atentar para o conteúdo elevado de sua produçãobem como ao objetivo a que se propõe. Quanto maiselevado o espírito, maior qualidade terá sua mensagem esua destinação pretenderá alcançar o maior número depessoas. Costumam trazer mensagens de cunho geral einstrutivas, não só para o médium que a recebe em primeirolugar, mas a todos que por elas sejam alcançados. Não bastaque a mensagem seja atribuída a nomes veneráveis se seuconteúdo não lhes estiver a altura. Os espíritos sérios se utilizam de médiunsresponsáveis e que buscam seu aprimoramento intelectual emoral a fim de colaborarem com a tarefa de esclarecer eeducar a humanidade, principalmente a respeito daexistência da vida após a morte. Via de regra a faculdade mediúnica mais ostensivasurge entre a infância e a adolescência, muito embora possadesabrochar em qualquer época da vida. Os sinais maistípicos se traduzem num desconforto para o indivíduo que,por desconhecimento, rejeita sua compreensão. OEspiritismo geralmente é procurado depois da peregrinaçãopor médicos e psicólogos, quando a família não procura a
  • 89. ajuda de práticas miraculosas e inconseqüentes, que àsvezes, ampliam o problema. No Espiritismo o médium, para desenvolver suafaculdade, no intuito de torná-la mais ostensiva ou mesmopara equilibrá-la, deverá buscar sobretudo o estudo, bemcomo sua participação num grupo sério a fim de conhecê-lae utilizá-la equilibradamente. Nos Centros Espíritas sérios, as reuniões com essafinalidade levam seus participantes à compreensão dosentido e uso adequado da mediunidade. Há reuniões emque a mediunidade é importante instrumento para oequilíbrio terapêutico de espíritos desencarnados, cujoestado perispiritual e psíquico requerem o auxílio através deum médium. São as chamadas reuniões de desobsessão,onde o médium equilibrado desempenha importante papelno esclarecimento e auxílio energético aos espíritosinfelizes desencarnados. Os que participam de reuniões mediúnicas, quer comomédiuns ostensivos, passistas, esclarecedores ou comoassistentes, devem equilibrar seus pensamentos, permanecerem oração, buscando a sintonia com os b espíritos a fim onsde que a reunião não se afaste de sua finalidade. Há reuniões porém, cujo objetivo é o estudo e apesquisa da mediunidade, onde ocorrem manifestaçõesinstrutivas, quer com a utilização de aparelhos, querdiretamente através dos médiuns, onde os espíritos, emconjunto com estudiosos encarnados, proporcionam os maisdiversos fenômenos mediúnicos. Em tais núcleos, as reuniões de intercâmbiomediúnico são dirigidas por pessoas experientes emmediunidade e surpervisionadas pelos bons espíritosdesencarnados que assumem a tarefa do outro lado da vida.
  • 90. Há reuniões mediúnicas de cura, de experimentação, dedesobsessão, de desenvolvimento da mediunidade, devibração e atendimento a distância, de produção demensagens instrutivas, de produção artística, etc. Oimportante é sabermos que onde houver médiuns ostensivospoderá haver reuniões mediúnicas, o que dependerátambém dos espíritos. Face aos diferentes tipos de fluidos de que sãoportadores os médiuns, bem como às características de suapersonalidade e a dos espíritos que por eles se comunicam,temos diversos tipos deles. Há os curadores, os psicógrafos,os psicofônicos, os de materialização, os videntes, osinspirados, os sensitivos, os audientes, os sonambúlicos, osde efeitos musicais, os versejadores, etc. O bom médium é aquele que procura ser fiel àcomunicação que recebe, buscando evitar ao máximo suainterferência no fenômeno. No momento da comunicação omédium poderá estar consciente ou inconsciente quanto aoteor da mensagem. Da mesma forma, poderá se situarquanto ao ambiente à sua volta, estando alheio ou não a ele.Em geral, os médiuns, durante as comunicações,encontram-se num estado alterado de consciência que limitasua focalização na realidade material. No passado, antes do Espiritismo, os médiuns eramconsiderados adivinhos, profetas, evocadores de espíritos,xamãs, pajés, magos, sacerdotes, etc., conseqüência dospoderes que acreditavam possuir com exclusividade.Certamente alguns possuíam a faculdade mediúnicaostensiva, outros eram apenas aproveitadores dacredulidade popular. Com o advento do Espiritismo, queveio esclarecer o homem quanto à mediunidade, o médiumpassou a ter posição de destaque, às vezes recebendo
  • 91. privilégios que podem prejudicar o bom desempenho de seuexercício. Não se deve dar tratamento especial aos médiuns,mas, sim, o mesmo que se dispensa a qualquer pessoa. NoEspiritismo, não há posição de destaque nem hierarquia quepossa colocar o trabalhador da mediunidade em posição desuperioridade a qualquer outro. Muitos médiuns nascem com a faculdade ostensivacomo forma de aprendizado, educando-se no seudesempenho. Vêm com a missão de prestar auxílio aespíritos sofredores do outro lado da vida e de servir comointérpretes dos bons espíritos trazendo mensagens deconsolo e orientação.
  • 92. 12. Obsessão Como muitas afecções humanas, as obsessões são tãoantigas como a própria humanidade, atingindo todas asclasses sociais e indivíduos, sem qualquer distinção. Este é um capítulo especial no tocante à existência damediunidade, pois retrata os prejuízos decorrentes dasemoções desarmonizadas quando associadas a ela.Antipatias, paixões violentas e ódios são vilões no processoque desencadeia a obsessão, ligando os protagonistasmuitas vezes por várias encarnações, em que se revezamentre agressor e agredido. A obsessão é a influência que um espírito consegueobter sobre um indivíduo, desejando dominá-lo.Considerando que todos somos médiuns, todos estamossujeitos a ela. Os espíritos que assim procedem pertencem auma categoria moralmente inferior. Ela pode ocorrer deencarnados para desencarnados, como também ao contrário. Muitos comportamentos humanos são via de regraditados pelas influências que os espíritos desencarnadosexercem. Muitas vezes eles dirigem as ações humanas semque se aperceba, pela sua sutileza e pela ausência deconhecimento em se distinguir distintas origens de idéias.
  • 93. Não se tem o hábito de tentar distinguir quando as idéiasnos pertencem de quando elas vêm dos espíritos. Invariavelmente todos estamos sujeitos à influênciados espíritos, não existindo portanto quem não lhes tenhasofrido uma obsessão. Médiuns, por mais experientes quesejam, também estão sujeitos a sofrer-lhes a influência. Asobsessões não são um problema do Espiritismo, mas dahumanidade, pois todas as pessoas podem sofrer ainfluência dos espíritos. Allan Kardec estabelece uma classificação, de acordocom a intensidade da influência dos espíritos, que nospermite entender melhor a obsessão. Para ele a obsessãopode ser: simples, fascinação ou subjugação. São fatores que predispõem à ocorrência dasobsessões: os vícios, a instabilidade emocional, asnecessidades expiatórias (processos cármicos educativos),as disputas de poder ou de bens materiais, invejasprejudiciais, ciúmes doentios, calúnias e traições veladas, oorgulho, o egoísmo, a vaidade, bem como toda atitude queleve prejuízo aos outros. Muitas vezes, as obsessões seiniciam na intimidade do lar, quando os relacionamentos setornam conflitantes trazendo desequilíbrio à família. Os espíritos que pretendem obsidiar alguém irãoprocurar alcançar a pessoa através de um desses fatores,ligando-se a ela pela sua estrutura mental, buscando inserir-se nas idéias de sua vítima. Tanto quanto as idéias, asemoções são fatores de ligação com os desencarnados.Psicologicamente falando, é pelos complexos que asobsessões ocorrem. Os complexos de culpa, inferioridade,superioridade, de poder, etc., são núcleos emocionais quepossibilitam as influências espirituais. Junto a eles, as
  • 94. paixões e ódios respondem pelos mecanismos de ligaçãonas obsessões. A obsessão simples se caracteriza pela interferênciada vontade de um espírito sobre o indivíduo sem que istoimplique num domínio sobre sua personalidade.Geralmente esse tipo de obsessão interferemomentaneamente no senso crítico e no discernimento doobsidiado, provocando-lhe, às vezes, certoconstrangimento. Às vezes, de forma não intencional,espíritos desencarnados, familiares, costumam, pela suapresença junto aos que permanecem encarnados, provocarobsessões involuntárias. Nesse contato, quando prolongado,os desencarnados não só recebem os fluidos dos encarnadoscomo também transmitem os seus e, às vezes, a doença ouproblema que lhes causou a desencarnação transfere-se deforma sutil. A fascinação é um grau mais sério de obsessão face àilusão que é provocada em sua vítima paralisando-lhe porvezes o raciocínio. A pessoa fascinada não acredita queesteja enganada a respeito de determinados assuntos,expondo-se, por vezes, ao ridículo, confiando cegamenteem idéia que acredita ser sua, porém, é oriunda de umespírito inferior moralmente. Essa ilusão pode levar oindivíduo não só ao ridículo como a situaçõescomprometedoras e até perigosas. Às vezes esse tipo deobsessão, por ser mais sutil, provoca mais inconvenientesque a subjugação. Na subjugação, por vezes, ocorre alteração quase quecompleta no senso crítico e no discernimento lógico-emocional do obsidiado. Nesse estado sua vontade éafetada, suas idéias são contaminadas e prejudicadas do
  • 95. ponto de vista do senso coletivo. Muitas vezes a fascinaçãoé um componente da subjugação. Na subjugação ocorre não só o domínio sobre asidéias e o comportamento moral do obsidiado comotambém o constrangimento físico. Nesse tipo de obsessãogeralmente o espírito consegue, por algum tempo e quaseque totalmente, o domínio sobre o organismo do obsidiado.Por vezes, esse processo leva pessoas, por disposiçõescármicas, a internações em instituições psiquiátricas com osmais diversos diagnósticos, submetendo-se a terapiamedicamentosa muitas vezes inócua na erradicação dascausas. Essa classificação não é estanque, pois as sutilezasdos processos de influência espiritual variam ao infinito.Muitas vezes não se consegue enquadrar o estado deobsessão de uma pessoa exatamente por causa dos fatoresinterferentes. Via de regra não há uma obsessão igual aoutra. Face à característica de ser uma ação persistente, nemsempre se torna fácil sua erradicação ou a solução de umconflito que envolve dois ou mais espíritos. Emoçõesdesequilibradas, enraizadas, às vezes, por váriasencarnações, não se resolvem em breve tempo, exigindodedicação, parcimônia e amorosidade. As emoções e a vontade geram pensamentos que, porsua vez, mobilizam energias sutis em torno do indivíduo, oque atrai companhias espirituais diretamente sintonizadascom seu teor. Essa mobilização de energias chama-sevibração, que estabelece o estado psíquico de cada umsituando o indivíduo numa dimensão espiritualcaracterística.
  • 96. Não é o Espiritismo tampouco a faculdade mediúnicaque provoca a obsessão, mas a vontade e os interesseshumanos, quer de desencarnados quer de encarnados, que,por inferioridade moral, relacionam-se de forma a causaremsofrimento mútuo. Por viverem numa dimensão mais fluida, sutil equintessenciada, e lidarem com energias suscetíveis aopensamento, costumam, os espíritos que obsidiam, utilizar-se de técnicas hipnóticas e magnéticas para atingir suasvítimas. Quando muito prolongada, a obsessão provocadesordens psíquicas sérias, não só requerendo a terapêuticaespiritual como também, às vezes, acompanhamentomédico e, principalmente, psicológico.
  • 97. Página em branco
  • 98. 13. Desobsessão Desobsessão é o nome de um conjunto de técnicasutilizadas no Espiritismo com o intuito de eliminar ascausas bem como os efeitos das obsessões. Suafundamentação está concentrada na transformação moraldos personagens envolvidos no processo. Buscando atingir o obsidiado e o obsessor, oEspiritismo, com suas técnicas, reúne ambos muitas vezeslevando-os a relembrarem o passado a fim de sereconciliarem no presente e quanto ao futuro. As técnicas usuais no Espiritismo são: a prece, oesclarecimento doutrinário, o passe, o evangelho no lar, aágua fluidificada, atendimento fraterno, o engajamento emtarefas caritativas, o atendimento espiritual aodesencarnado, etc. Essas técnicas não eximem o obsidiadoda necessidade de buscar a autodesobsessão através doesforço na sua própria transformação moral, condiçãofundamental para o sucesso que pretende obter. Na autodesobsessão o obsidiado é convidado aopensamento reto, ao equilíbrio das emoções, à meditação,ao trabalho cotidiano, bem como a evitar os vícios e tudoque provoca instabilidade emocional. Nesse sentido, ele é
  • 99. aconselhado a buscar atitudes comportamentais que olevem ao equilíbrio psico-emocional. É-lhe sugerido nãodesejar nem pensar contra alguém, pois o pensamento temforça e é ação nele mesmo, atraindo e imantando os quesintonizam entre si. A prece é recomendável pela sua eficácia na mudançade atitude mental do obsidiado, bem como por mobilizarforças positivas em seu favor, atraindo o auxílio espiritualnecessário. A prece é luz na alma para que se clareie ocaminho do crescimento espiritual do obsidiado. Orar é umalimento para o espírito, pois renova-lhe as energias eamplia sua esperança e confiança no futuro e em seuprocesso de cura. Os espíritos amigos melhor inspiram oobsidiado a encontrar seu próprio caminho, bem como abuscar as soluções de seus problemas, durante os momentosde oração de seus tutelados. O esclarecimento doutrinário se baseia nos princípiosbásicos do Espiritismo bem como no evangelho de Jesus. Apessoa que sofre algum tipo de obsessão é orientada aassistir as reuniões públicas no Centro Espírita, deesclarecimento e orientação moral, onde apreenderá novosconceitos sobre a vida e sobre a realidade espiritual.Enquanto assiste às reuniões, espíritos ligados aos trabalhosde desobsessão da instituição, estarão auxiliando osdesencarnados que porventura estejam acompanhando oobsidiado, bem como inteirando-se dos aspectosrelacionados à sua vida. Muitas vezes, naquele momento,deslocam-se à residência do obsidiado, inteirando-se daproblemática familiar, a fim de obterem dados quepossibilitem uma melhor compreensão de seu drama. O passe é transferência de energias positivas ecurativas em favor do obsidiado e do obsessor. A energia
  • 100. do passe atinge o corpo físico e o espiritual de seu receptor,promovendo-lhes o equilíbrio energético atingido pelarelação desarmonizada entre os personagens. O Evangelho no Lar á uma atividade recomendada afim de se atingir o ambiente físico e espiritual em que viveo obsidiado. Com sua realização, beneficiam-se a família,os vizinhos e os espíritos que ali vivem. Realiza-sereunindo o máximo de familiares em torno da leitura ecomentários breves de uma página de elevado conteúdomoral, criando-se um clima de equilíbrio, paz e harmonia.À semelhança do que ocorre nas reuniões públicas, osespíritos encarregados da desobsessão irão auxiliarencarnados e desencarnados presentes visando orestabelecimento da harmonia psíquica do lar. A água fluidificada é recomendada ao obsidiado a fimde lhe renovar as energias físicas e perispirituais. Ésugerido ao obsidiado que leve ao Centro Espírita umrecipiente com água a ser energizada fluidicamente, onde éfeita a magnetização curadora, durante as reuniões, a fim deser por ele tomada em casa. O atendimento fraterno é terapia proporcionada portrabalhadores encarnados em auxílio ao obsidiado, atravésde conversa amiga visando o aconselhamento e a percepçãode seu próprio processo. Nesse atendimento, o trabalhadordo Centro, estando consciente do problema do obsidiado,infunde-lhe otimismo, esperança e confiança em Deus.Informando-lhe o valor do perdão, convida-o a sintonizarcom a paz e o amor ao próximo. O engajamento em tarefas caritativas significa oconvite ao obsidiado a participar de trabalhos vinculados àcaridade no Centro Espírita, tais como: visitas a
  • 101. necessitados, distribuição de gêneros a carentes, auxílio emtarefas no Centro, que estejam a seu alcance, etc. O atendimento ao desencarnado é feito internamentenas reuniões de auxílio espiritual em que o esclarecimento édado aos espíritos vinculados ao processo obsessivo. Essasreuniões, via de regra, são feitas na ausência do obsidiado,tendo em vista, muitas vezes, seu desconhecimento emrelação à mediunidade e pela natureza e complexidade dasmanifestações mediúnicas. O obsidiado nem sempre estáem condições psicológicas de lidar com o conteúdo e asvibrações de certas comunicações. Durante o sono doencarnado, é comum sua saída do corpo físico econseqüente ida, em corpo perispiritual, ao Centro Espíritapara reuniões proporcionadas pelos espíritos mentoresencarregados da tarefa da desobsessão. Ali são feitasregressões de memória em que os protagonistas são levadosao encontro para entendimento em relação à causa passadaque deu origem ao problema. As técnicas de desobsessão, quando executadas emseu conjunto, costumam proporcionar alívio ao obsidiado e,com o tempo, resolver o conflito que o afligia.Isoladamente nem sempre surtem o efeito desejado, pois, astécnicas utilizadas nas obsessões são, por vezes, sutis ecomplexas, requerendo um esforço conjunto a fim de lheseliminar a ação persistente. Fundamental é entender que a desobsessão deve serfeita educando ambos, encarnado e desencarnado, pois seapenas um deles for esclarecido, o outro estará disponívelpara a ocorrência de nova obsessão. Afastar o desencarnadocertamente atrairá outro, face à predisposição que oencarnado estará sujeito. A reforma moral apenas doencarnado resolve seu problema, porém permite que o
  • 102. desencarnado continue tentando agredi-lo ou venha a fazero mesmo com outro que lhe sintonize o desequilíbrio. Ondehouver obsessão pode-se dizer que há vários personagensenvolvidos merecendo o ajuste de todos. No trato das obsessões os exorcismos são inoperantes,pois os espíritos não se deixam influenciar por fórmulas,rituais ou pelo cargo do “exorcista”, mas sim pela suaautoridade moral. A terapia espírita é não só curadora como profilática,pois recomenda ao obsidiado permanecer vinculado ao beme à paz, em cujo estado interior inibe a vinculação aespíritos infelizes desencarnados.
  • 103. Página em branco
  • 104. 14. As Leis de Deus A ação de Deus no universo se dá por intermédio deleis que atuam de forma harmônica e constante, cujaintervenção é confundida como sendo do próprio Deus. Seufuncionamento não depende da crença nem das açõeshumanas. São leis gerais, universais e sempre ocorreram emtodas as épocas da evolução. Não privilegiam nem elegemninguém com exclusividade. Não pertencem ao Espiritismoou a qualquer sistema criado pelo homem. São leis danatureza, não estando sujeitas ao homem nem às suasconcepções transitórias. Não se fundamentam em nenhum princípio particular,salvo no Amor, cuja compreensão nem sempre é alcançadapelo ser humano. Não são inflexíveis nem fatalistas, sendo,sobretudo, misericordiosas. Não obedecem a lógica humanapois esta é apenas uma forma de entender a divina. No passado, foi confundida como manifestação dosobrenatural, disseminando o medo e o temor, depois foiconfundida com a justiça e seus atributos humanos, maistarde como fatalidade causalista. Hoje, graças aoEspiritismo, alcança a concepção de lei de harmonia, ondetudo se destina à evolução e ao equilíbrio.
  • 105. São leis que o homem aos poucos vai percebendodurante suas vidas sucessivas e incorporando seusprincípios a cada nova encarnação. Aos poucos vaiperdendo seus temores e medos, suas culpas e preconceitose internalizando o aprendizado que aquelas leis lheproporcionam. Muitas vezes, por conta de seu nível primário deevolução, o homem se relaciona com Deus buscando obtervantagens pessoais, porém nem sempre recebe aquilo quepede. Não percebe ele que as respostas aos seus pedidosvêm através das leis de Deus, que lhe dá aquilo que precisaconsiderando sua evolução espiritual. Se está escrito “pedi eobtereis” está também escrito que “a cada um segundo suasobras”. É preciso querer, saber querer e merecer para seobter o que se pede. As leis de Deus atuam de forma imperceptível para agrande maioria dos espíritos. Alcançam-nos quando menosesperam e de forma bastante sutil. É preciso “ter olhos dever” e “ouvidos de ouvir”, a fim de melhor entender osmecanismos de atuação das leis de Deus. A evolução do espírito consiste em aprender as leis deDeus no decorrer de sua caminhada, ao longo das vidassucessivas. À essência espiritual só chegam as leis, isto é,na singularidade do espírito só existe o conhecimento dasleis. Nem o mal nem acessórios, mas só o amor, o puroamor. Por mais que os homens façam sua justiça e tenhamsua forma de estabelecer méritos, as leis de Deus sempreexercem a verdadeira justiça e dão a cada um segundo suasnecessidades educativas. Mesmo que um espírito saia deuma encarnação incólume em relação à justiça dos homens,as leis de Deus irão, um dia, alcançá-lo no devido tempo
  • 106. para que venha a educar-se. Este é o objetivo final daatuação das leis de Deus: a educação do espírito, isto é, seuconhecimento dessas mesmas leis. São naturais essas leis pois não foram criadas neminventadas pelos homens, que lhes deram muitos nomes,sem no entanto modificar sua eficácia. Elas não sãomutáveis como as leis promulgadas pelas assembléiashumanas. Existem e sempre existirão, qualquer que seja onome que se lhes dê. Não obedecem à moral dos homens, que se modificade tempos em tempos. São eternas e imutáveis e visam oequilíbrio e a evolução universais. Não obedecem aospreceitos erigidos pelos homens nas suas mais diversasmanifestações religiosas. Não são morais no sentidotradicional e conservador, mas leis de amor, paz eharmonia. Visam o bem e a felicidade, e não a punição. Sua atuação é no sentido de educar e fazer crescer,não se prestando a perseguir ou atender a desejos humanosde vingança. O bem e o belo é parte integrante dosparâmetros das leis, bem como a elevação moral e espiritualda humanidade. Os homens percebem melhor as leis de Deus deacordo com os níveis evolutivos em que se encontram.Quanto mais atrasado for na escala evolutiva, atribuirá asocorrências de sua vida ao acaso, à sorte ou ao azar. Sentir-se-á à mercê do imponderável e do destino que considera,quando adverso, absurdo. Quanto mais evoluído, mais percebe as leis comoinstrumentos de vida e de felicidade. Entende seusmecanismos e os utiliza em sua vida. Preocupa-se emtransmitir aos outros seu entendimento das leis e encarrega-se de auxiliá-los em suas jornadas.
  • 107. O universo parece conspirar a favor do homem namedida em que ele compreende melhor as leis de Deus. Ascoisas e pessoas são percebidas de forma clara e maisprofunda. Compreender essas leis representa umaimportante aquisição para a evolução do espírito. Mesmo asadversidades são encaradas como ocorrências importantes evaliosas ao espírito. São fontes de aprendizado em relaçãoao funcionamento das leis. São encaradas com alegria eotimismo face à sua função educativa. À medida que o espírito conhece as leis, sintonizamais com o bem e com o amor. Seu olhar sobre as coisas semodifica, seus sentimentos se elevam, sua vida se tornamais plena e prazerosa. Ele se sente mais integrado aodivino, estabelecendo diálogo constante com Deus. Esse diálogo é direto e representa a certeza de Deusinternalizado pelo homem. Ele percebe Deus em si mesmoe se sente integrado às coisas, às pessoas, à vida e aouniverso. O sentido da vida é também aprender a reconhecersentimentos e a lidar com emoções, pois estas, comoaqueles, é que são responsáveis pelos pensamentos e,consequentemente, pelas ações humanas. Nessa caminhadade aprendizado das leis de Deus o homem vai aos poucosdescobrindo suas próprias emoções bem como a noçãointerior de bem que possui. Esse sentido interior para o beme para o amor é-lhe inerente e deve ser descoberto para sercolocado a serviço de sua própria evolução, sendo aomesmo tempo uma descoberta e uma ferramenta a sercolocada em prática, tornando-se imprescindível à evoluçãoespiritual. Percebe o quanto é efêmero o corpo, o quanto sãoinsignificantes o egoísmo e o orgulho diante da grandeza da
  • 108. vida e de Deus. Reconsidera sua vida e busca oconhecimento ainda maior das leis de Deus bem como suaaplicação cotidiana. Não basta conhecer as leis. É preciso vivenciá-lasconstantemente. Essa vivência requer um preço cujarealização se dá através das vidas sucessivas, exigindorenúncia e abnegação. Ao espírito que aspira alcançar aplenitude, qualquer preço será pequeno face à recompensafutura. Sabendo-se conduzido por Deus, não haverá preçoque não se possa pagar. O Espiritismo vem revelar aos homens a importânciade leis que não foram por ele inventadas, mas que sempreexistiram e são imprescindíveis à compreensão de Deus eao entendimento do sentido da vida.
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  • 110. 15. Trabalho e Progresso A evolução se processa pelo trabalho que o homemexerce durante suas sucessivas encarnações. Édesempenhando os mais diversos papéis sociais que vai aospoucos incorporando as leis de Deus. O trabalho que eleexerce é o meio eficaz para que apreenda o sentido da vida. O progresso social só é possível através do trabalho eo homem é o meio e o fim de seu próprio trabalho, o qual éuma atividade necessária ao homem, portanto obrigatóriapara seu progresso moral. Não só as atividades materiaispodem ser consideradas como trabalho, pois toda atividadeútil o é. O trabalho, além de se constituir numa necessidade eum meio de desenvolver a própria inteligência do homem, étambém a forma dele participar da obra de Deus. Nos mundos mais adiantados, os espíritos tambémtrabalham e sempre de acordo com suas necessidades.Quanto mais grosseiras sejam elas, mais material é otrabalho que executam. Não há ociosidade no universo,nem existe paraíso de inatividade. O trabalho é inerente ao ser humano, mesmo àquelesque materialmente não precisem dele para seu sustento, têm
  • 111. a obrigação de ser úteis à sociedade. Quando maisaquinhoado que os outros, têm obrigação de fazer o bemcom os meios de que dispõem. As desigualdades sociais existentes são resultantes doestágio primário de evolução em que ainda se encontra ahumanidade. Além da carência de empregos, observa-se odesnível de renda e a miséria ainda presente na maioria dassociedades humanas. Só quando o egoísmo e o orgulho,maiores empecilhos ao progresso, frutos do materialismo,não mais encontrarem lugar na humanidade, ela poderáalcançar um estágio melhor. Os sistemas sócio-econômicos que vigoram na Terraainda se baseiam na supremacia do capital sobre o trabalhohumano bem como na preponderância da matéria sobre oespírito. Quando o espiritualismo, em particular oEspiritismo, chegar à consciência do homem, esteencontrará o equilíbrio necessário ao seu progresso social eespiritual. Para trabalhar, o homem sai em busca de profissõesmotivado pelo ganho financeiro com que elas possam lheretribuir, muitas vezes esquecendo-se de sua vocação e desuas necessidades evolutivas. Qualquer profissão é digna eo fruto de seu trabalho deverá concorrer não só para umganho pessoal como para o progresso social. Se na Terra o homem não trabalhasse, viveria noestado de barbárie, incompatível com o progresso que lhe éinevitável. Voltar a viver como os primitivos habitantes doplaneta, sob o pretexto de que é a situação que induz amenos necessidades, é o mesmo que adotar a felicidade dobruto considerando-a plena por não conhecer a verdadeirafelicidade.
  • 112. Não é possível ao homem involuir, da mesma formaque não é factível que a sociedade retorne ao estadoprimitivo. Tanto quanto o homem, a sociedade sempreevolui para um estágio mais avançado de progresso. O contato social é imprescindível ao progresso dahumanidade, não sendo possível uma civilização evoluirsem o convívio com outras mais adiantadas. Nem sempre o progresso intelectual significa teratingido o progresso moral, mas muitas vezes um decorredo outro. Com a evolução, eles se equilibram. Em que pese ser de forma lenta, a humanidadecaminha para o progresso melhorando-se a cada dia. Hoje ohomem vive melhor que no passado, tanto no sentidomaterial como no espiritual. O progresso é portantoinevitável e inexorável. Assim como os homens, a humanidade evoluiatravessando fases, desde a infância, passando pela idadeadolescente, até alcançar a maturidade. As culturas que n ãose baseiam na força nem na conquista de poder e território,servem de exemplo para outros povos, por que certamenteestarão pregando o bem e a caridade cristã como modelo devida. As sociedades produzem suas leis visando erradicar omal, no entanto, elas são punitivas e só atuam depois de suaocorrência. O progresso social só se dá pela educação quedispensa leis rigorosas. O Espiritismo, em continuidade ao cristianismo,edifica os alicerces de uma nova civilização calcada noespírito, mostrando ao homem o valor do bem e dacaridade, o amor ao próximo e a verdadeira justiça. As tesesespíritas estão marcando o nosso século, transformando ahumanidade, destruindo o materialismo.
  • 113. “Não basta se diga ao homem que lhe corre o deverde trabalhar. É preciso que aquele que tem de prover à suaexistência por meio do trabalho encontre em que se ocupar,o que nem sempre acontece. Quando se generaliza, asuspensão do trabalho assume as proporções de um flagelo,qual a miséria. A ciência econômica procura remédio paraisso no equilíbrio entre a produção e o consumo. Mas, esseequilíbrio, dado seja possível estabelecer-se, sofrerá sempreintermitências, durante as quais não deixa o trabalhador deter que viver. Há um elemento, que se não costuma fazerpesar na balança e sem o qual a ciência econômica nãopassa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não aeducação intelectual, mas a educação moral. Não nosreferimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à queconsiste na arte de formar os caracteres, à que incutehábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitosadquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos quetodos os dias são lançados na torrente da população, semprincípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos,serão de espantar as conseqüências desastrosas que daídecorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida epraticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e deprevidência para consigo mesmo e para com os seus, derespeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhepermitirão atravessar menos penosamente os maus diasinevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagasque só uma educação bem entendida pode curar. Esse oponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor dasegurança de todos.” Allan Kardec. “A civilização, como todas as coisas, apresentagradações diversas. Uma civilização incompleta é umestado transitório, que gera males especiais, desconhecidos
  • 114. do homem no estado primitivo. Nem por isso, entretanto,constitui menos um progresso natural, necessário, que trazconsigo o remédio para o mal que causa. À medida que acivilização se aperfeiçoa, faz cessar alguns dos males quegerou, males que desaparecerão todos com o progressomoral. De duas nações que tenham chegado ao ápice daescala social, somente pode considerar-se a mais civilizada,na legítima acepção do termo, aquela onde exista menosegoísmo, menos cobiça e menos orgulho; onde os hábitossejam mais intelectuais e morais do que materiais; onde ainteligência se puder desenvolver com maior liberdade;onde haja mais bondade, boa-fé, benevolência egenerosidade recíprocas; onde menos enraizados semostrem os preconceitos de casta e de nascimento, por issoque tais preconceitos são incompatíveis com o verdadeiroamor do próximo; onde as leis nenhum privilégioconsagrem e sejam as mesmas, assim para o último, comopara o primeiro; onde com menos parcialidade se exerça ajustiça; onde o fraco encontre sempre amparo contra oforte; onde a vida do homem, suas crenças e opiniões sejammelhormente respeitadas; onde exista menor número dedesgraçados; enfim, onde todo homem de boa-vontadeesteja certo de lhe não faltar o necessário.” Allan Kardec.
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  • 116. 16. Liberdade e Igualdade na Sociedade A vida em sociedade é um progresso para o homempois lhe trouxe a percepção de si mesmo e desenvolveu-lheo sentido de fraternidade. O isolamento é contrário à lei deDeus, pois torna o homem mais egoísta, embrutecendo-o. Oisolamento temporário, quando feito para melhor servir ahumanidade, é meritório. Os laços de família são necessários ao progresso dahumanidade, pois aproximam os homens, educando-os aoamor legítimo. A quebra dos laços de família aumentaria oegoísmo. A liberdade é um direito natural do homem e suainternalização representa importante aquisição para aevolução. Seu uso na sociedade representa uma conquistacuja conseqüência é a responsabilidade. No exercício daliberdade, o homem adquire as noções de direito e deverpara com a própria sociedade. Muito embora na sociedade predominem asdesigualdades sociais, fruto do nível primário de evoluçãoem que se encontra, todos os homens são iguais perante
  • 117. Deus, sem qualquer tipo de distinção, pois têm o mesmodestino: alcançar a felicidade. A diversidade de aptidõesdecorre das diferentes experiências que cada um teve aolongo de suas vidas sucessivas. Todos foram criadossimples e ignorantes quanto às leis de Deus, mas criados emépocas distintas e viveram diferentes experiências nosvários mundos. Porém, as diferentes condições sociais quese apresentam são obra do homem que ainda vive mais avida material que a espiritual. A desigualdade de riquezas éfruto tanto da diversidade de aptidões como também dacobiça e do egoísmo ainda reinantes na Terra. À medidaque o homem evolui, ele elimina as diferenças sociais. A riqueza e a pobreza são provas idênticas para ohomem, pois ambas se destinam a que adquiramexperiências. Enquanto a riqueza ensina-o a saberadministrar seus talentos e a não cometer excessos, apobreza convida-o à resignação e a não se queixar daprovidência divina. Algumas vezes são provas escolhidaspelos próprios espíritos. Mais facilmente a riqueza e opoder aproximam o homem das paixões e do egoísmo que oprendem a matéria, afastando-o do progresso espiritual. Todos os homens são iguais perante as leis sociais eespirituais. Deus os fez espíritos com as mesmaspossibilidades de evoluir. Tanto homens quanto mulheressão espíritos e têm os mesmos direitos e deveres. A liberdade é também um direito natural, a qualporém não é possível de uma forma absoluta. Desde que serelacione o homem com seu semelhante, sua liberdade serestringe pela necessidade de reconhecer direitosrecíprocos. A escravidão, bem como toda forma de trabalhoforçado, é contrária à lei de liberdade, pois degrada física e
  • 118. moralmente o homem. Mesmo que fosse permitidalegalmente, revelaria apenas o atraso moral da sociedade. A superioridade que certas raças se atribuíram sobreoutras identifica o atraso em que se encontra a humanidade.A diversidade de aptidões entre raças, resultado daexperiência, serve para que as mais experientes auxiliem asmais novas sem que as escravize. O homem tem liberdade de pensar, não estandosujeito a qualquer tipo de censura. Seus pensamentos estãosubmetidos apenas ao crivo de Deus. A liberdade depensamento é o mais alto grau confiado ao ser humano. A liberdade de crença é também um direito dohomem, sendo apenas condenável a crença que o leve aodeclínio moral. Fora desse objetivo, toda crença érespeitável, e deve o homem ser estimulado a buscar algoem que crer, que o leve ao crescimento espiritual. Não sedeve impor convicções a ninguém, mas respeitar-se odireito e a liberdade do outro em pensar e crer de mododiferenciado. O homem é dotado do livre-arbítrio, que lhe permitefazer escolhas que o levam ao crescimento espiritual. Taisescolhas podem lhe trazer como conseqüência expiações ounão, porém sempre o colocarão diante de provasinevitáveis. O livre-arbítrio é aquisição do período em queo espírito conquistou a razão. Na fase anterior, vivia sob opredomínio do determinismo, seguindo sem consciência deseu destino nem das aquisições que fazia na evolução. Quanto maior a evolução de um espírito, mais livreele é para fazer suas escolhas e realizar seu destino, tambémmais responsável se torna pelas conseqüências de seus atos.Não há liberdade sem responsabilidade.
  • 119. Não há fatalidade a não ser o progresso, pois odeterminismo é flexível ao bem e ao amor. As escolhas queo espírito fez numa encarnação serão determinantes para ograu de liberdade que venha gozar nas seguintes. Emboramorrer seja uma fatalidade a que todos estão sujeitos, faceàs condições do corpo físico, o instante da morte porém nãoestá fixado de forma inflexível. O espírito, de acordo comas provas que necessite passar, poderá ter esse momentoadiado ou antecipado por circunstâncias que lhe escapem àvontade. Só há fatalidade nos atos que são provocados poragentes externos ao homem, dos quais não participa seulivre-arbítrio. São provas a que está sujeito cuja vontade lheé submissa. As provas a que o homem está submetido visam dar-lhe a responsabilidade sobre suas ações, bem como adesenvolver-lhe a noção de liberdade. A teoria de que todos estamos sujeitos a um destinopredeterminado depõe contra a liberdade de escolha etransforma os homens em máquinas, sem responsabilidadepelos seus atos nem méritos pelos sucessos que venhamconquistar. Embora sujeito às provas e expiações, estasdecorrentes de escolhas anteriores, não perde o homem seulivre arbítrio, pois pode, às vezes, tanto recuar das provasquanto adiar expiações. O Cristo foi o protótipo do homem livre, pois, não sónão se submeteu a ninguém, como seus atos nãoprovocaram qualquer prejuízo a si ou a outrem. Sualiberdade vinha da noção precisa das leis de Deus bemcomo da consciência plena do significado do Bem e doAmor.
  • 120. A liberdade implica em respeito ao direito do outrobem como a consciência das conseqüências dos própriosatos. O exercício da mensagem do evangelho de Cristopossibilita a que alcancemos a condição de espíritos comconsciência plena da noção de igualdade, liberdade e daimportância de se viver bem em sociedade. O conteúdodessa mensagem está presente nas grandes religiões dahumanidade, possibilitando a todos o alcance da felicidade.
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  • 122. 17. Natureza, Conservação e Destruição - Ecologia A natureza é o ambiente em que o espírito exerce oaprendizado necessário à sua evolução. Cuidar desseambiente é fundamental ao progresso e à continuidade dasgerações futuras. O homem não deve apenas cuidar do meioambiente externo, mas também da outra metade doambiente que é o interno. Melhorar a Terra como tambémseu mundo interior. São os dois mundos em que transita,dos quais o espiritual é inerente e inseparável. Cabe ao homem, pelo seu grau de inteligência emrelação aos seres vivos, transformar harmonicamente anatureza buscando seu equilíbrio e sua manutenção. Ele é osenhor da natureza pois é o único que pode alterá-laradicalmente. A globalização inexorável na humanidade ampliou oalcance das ações humanas, possibilitando que se busquecada vez mais formas de sustento e desenvolvimento. Ohomem domina a tecnologia nuclear, porém, dado seu
  • 123. atraso moral, utilizou-a para ferir e conquistar. O uso daenergia nuclear é um avanço para a humanidade, porémdeve ser utilizada para fins pacíficos face à esgotabilidadedos recursos naturais disponíveis. Manipulá-la exige cautelae cuidados especiais, pois é extremamente poderosa,podendo trazer prejuízos se mal utilizada. Seu uso deixaresíduos tóxicos de difícil eliminação, requerendotecnologia especial para seu armazenamento. A energia nuclear não só é prejudicial ao corpohumano e ao meio ambiente, mas também agressiva aoperispírito. Seu poder atinge a intimidade da matéria sutildo perispírito, alterando-lhe a vibração e provocandodistúrbios perispirituais. Imprescindível é, em função do aumento significativoda população mundial, conservar-se os recursos energéticosassim como otimizar os meios de produzi-los. Aconservação é uma lei da natureza que, em vários de seusprocessos, demonstra sua necessidade e importância. Da mesma forma que a conservação, a destruição,(leia-se transformação) é necessária para a própria evoluçãoda vida. Velhas estruturas devem dar lugar a novas, pormelhor atenderem às necessidades humanas. Oaprimoramento tecnológico e humano fazem parte danecessidade de destruição do velho e surgimento do novo.A vitalidade do novo é fundamental para a conservação etransformação do antigo. Na natureza, o que parece aosolhos do homem destruição, é na realidade um processo detransformação, pois nela tudo se encadeia. Não se podetocar uma flor sem incomodar uma estrela. Cada coisa estáconectada às outras num único ato de criação. Do ponto de vista da reencarnação deve-se ter aconsciência de que nós mesmos herdaremos a Terra e a
  • 124. encontraremos como resultante das atitudes que tomarmosem relação a ela. Nos depararemos com uma sociedadejusta ou injusta, equilibrada ou não, depredada ouestruturada, sempre de acordo com o que fizemos nopassado. Portanto, o que estamos fazendo agora nosesperará lá adiante numa nova encarnação. Colheremossempre o que plantarmos. Aqueles que, hoje, defendem a natureza contra opróprio homem, seu principal predador, são verdadeirosemissários para um mundo melhor. Preocupam-se com asgerações futuras e para que as condições do planeta possampermitir abrigar o enorme contingente populacional. Muitos males que a humanidade atravessa decorremda superpopulação, que aumentou o número de interaçõessociais, reduziu o espaço de ocupação e aumentou acompetição. Também por esses motivos aumentam aviolência, a cobiça, o egoísmo, a miséria, o analfabetismo, afome, etc. Somos, em parte, reféns do “crescei emultiplicai-vos”, irresponsavelmente assumido pelasgerações passadas. Para equilibrar essa antiga crençaestamos incorporando à sociedade o planejamento familiarcomo forma de frear o aumento populacional possibilitandomelhores condições de vida. A superpopulação é um malcausador de outros tantos danos, agravados pelo êxodo ruralque concentrou as comunidades nos grandes centrosurbanos. Inchados pelos bolsões de miséria, que servem àproliferação de doenças, obsessões e reencarnaçõespurgatoriais. A produção de bens supérfluos e o estímulo aoconsumo, frutos de sistemas políticos ultrapassados,calcados no egoísmo e no materialismo, geraramnecessidades artificiais de que o homem não consegue se
  • 125. desvencilhar tão facilmente. Privar-se do consumodesvairado é um passo importante para a conscientização efomento da mobilização coletiva, a fim de que semodifiquem hábitos perniciosos e contrários à natureza. A matança predatória de animais, a destruição deflorestas, a produção de materiais diluidores da camada deozônio, a fabricação de produtos cancerígenos edisseminadores de doenças diversas, bem como outrasformas de agressividade à natureza, são exemplos de comoo homem se tornou o pior inimigo de si mesmo. Ao mesmotempo, ele é o predador e o único capaz de salvá-la. Os grandes grupos financeiros e as empresascapitalistas têm sido responsáveis pela expansão dadestruição da natureza. Por detrás delas, estão a avareza e avaidade humanas que transformam o homem em lobo dopróprio homem, consequentemente de si mesmo. Atuam deforma abusiva deixando um rastro de destruição quaseirreparável, sem a mínima noção de respeito às geraçõesfuturas. A transformação da Terra de mundo de provas eexpiações para mundo de regeneração, só se dará quando ohomem tiver a consciência da imortalidade da alma e dareencarnação. Isso o fará preocupar-se com as condições desobrevivência na Terra. Aqueles que se isolam da sociedade a pretexto de nãopactuar com o sistema vigente estão se omitindo de umaação transformadora da situação, reagindo de formasemelhante a uma fuga. Isolar-se e mortificar-se,refugiando-se ou punindo-se, agrada ao próprio indivíduo,mas não soluciona o problema. Somos seres sociais e para avida relacional fomos criados, cumprindo-nos ficar e
  • 126. transformar não só com o exemplo como também com amobilização coletiva. No passado, o homem acreditava que os recursos danatureza eram inesgotáveis, porém hoje ele percebe, face àglobalização econômica e social, que está dentro de umacasa cujos habitantes consomem mais do que p roduzem, oudo que ela tem capacidade de produzir. Brigava-seantigamente e ainda brigamos entre nós mesmos. Mas, échegada a época de se entender que o inimigo é outro quenão o próprio semelhante, mas o orgulho e o egoísmodentro de si mesmo. Estamos num planeta limitado em suacapacidade de gerar condições para a grande massa deespíritos que reencarnam a todo momento, porresponsabilidade do homem. Preservar o meio ambiente é dever e necessidade aomesmo tempo. Encarnados e desencarnados estamos todossujeitos a viver na natureza, cabendo-nos preservá-la a todocusto.
  • 127. Página em branco
  • 128. 18. Família A família é o núcleo básico da sociedade e ondereencarnam os espíritos a fim de continuar seu processo deevolução. É nela onde se processam os encontros de antigosafetos e desafetos para o necessário crescimento espiritual. A família é uma instituição cuja implantação nasociedade significou um marco evolutivo, pois representa apossibilidade da fixação de vínculos afetivos e deaprendizagem do amor. Cada espírito ao reencarnar tem um papel na família,não só importante para si como também para o grupo. Nodesempenho desse papel de extrema responsabilidade eleterá oportunidade de apreender as leis de Deus. Saberconviver com os entes familiares não só é uma arte comouma atividade que faz crescer e evoluir aqueles que se saembem. Ao se constituir uma família, que se inicia geralmentena convivência a dois, costuma-se criar expectativas quantoao desempenho do outro, cobrando-lhe atitudes que nemsempre são alcançadas, o que torna a relação desgastada.Viver a dois é desejar a felicidade do outro além da própria.Ela, muitas vezes, inicia-se sem o necessário planejamento,
  • 129. onde seus membros, sem a necessária experiência, vivemao sabor das circunstâncias e das contingências da vida.Para se obter o desejado crescimento na família não se podeprescindir de um planejamento de como mantê-la, quantos eem que época devem vir os filhos, dos diálogos que devemexistir entre seus componentes, etc. Por ser criado como individualidade, constitui-se umaprendizado para o homem viver em família, cujas liçõesbásicas passam pela renúncia, pela paciência, pelacompreensão, pela parcimônia, pelo respeito, peloentendimento de que se está diante de uma grandeoportunidade de evoluir com o grupo familiar. É preciso aprender a ceder para conquistar, a dar parareceber, a amar para ser amado, a entender as diferençasproduzidas pelas sucessivas reencarnações, a não querermoldar o outro à sua maneira. A família auxilia o direcionamento do espírito que seencontra perdido, sem limites, necessitando de orientação eacolhimento. É através da educação na infância que elereceberá o apoio aos seus projetos de renovação. Cabe aospais o papel de encaminhar e orientar os filhos no sentidode reequilibrar as atitudes viciosas do passado, visando aharmonia no futuro. Ser por demais permissivo tanto quantoser excessivamente castrador poderá produzir danos àencarnação do espírito. Muitas vezes, nasce na família alguém com umproblema de difícil solução, exigindo esforço dobrado dosdemais membros que, às vezes, ausentam-se do auxílionecessário. Geralmente, numa família não há um só doente,pois, quando alguém vem nessa circunstância, todos sãodoentes. Num certo sentido foram co-responsáveis peloproblema que se apresenta à família.
  • 130. O parente difícil, o parente excepcional, o parentedesequilibrado, o problemático, é alguém que é colocadoem nosso caminho para o crescimento mútuo e evolução dogrupo. Esquivar-se da convivência pode significaradiamento da lição a ser aprendida. Os membros de uma família são espíritos querenascem juntos por afinidades e por contingênciasexpiatórias. Quando são espíritos afins, a harmonia vigorano lar. Quando são espíritos comprometidos com seupróprio passado, ocorrem as desavenças. É na família ondeterão oportunidade de crescer e aprender o que não sabem. Não é apenas a religião que deve educar o espíritopara a compreensão das leis de Deus, pois a família nãodeve abdicar de seu papel de dar as primeiras noções deamor e equilíbrio, de paz e harmonia universal. A escola não substitui a família nem os pais devemtransferir seu dever de educar e ensinar aos espíritoscolocados sob sua guarda por Deus. A verdadeira família é a universal, pois somos todosfilhos de Deus, criaturas de um mesmo princípio gerador emantenedor. Nascidos para o amor, unimo-nos em grupos,que, a cada encarnação, ampliam seus laços de fraternidade,construindo a verdadeira família espiritual. A evoluçãoocorre em grupos. De tempos em tempos, grupos de espíritos,vinculados por fortes laços de afinidade, reencarnam emmissão objetivando dar o exemplo de entendimento e deharmonia, criando e construindo em favor do progresso dahumanidade. Nesses mesmos grupos, por vezes, são aceitosespíritos problemáticos, que, pelo carinho e pela capacidadede amar de seus pais, são reerguidos para continuarem suaevolução em outras circunstâncias. Às vezes, esses pais
  • 131. missionários se sentem culpados pelos equívocos dosfilhos, apelando a Deus pelos desatinos por eles cometidos.Cada espírito é responsável pelo que faz a si e a outrem. A família é o organismo depurador dos conflitos dopassado. É o ponto de chegada e partida para todos nós quedesejamos evoluir. O espírito não consegue, entre quatroparedes, esconder-se de seus defeitos nem camuflar suarealidade. Ampliar os laços de fraternidade dentro e fora dafamília é garantia para novas encarnações entre espíritosque já se adiantaram na escala evolutiva. Na família, o espírito tem oportunidade de aprender oamor sob diversos aspectos, principalmente no que dizrespeito ao maternal e ao fraternal. Nessas duasmodalidades de amor ele percebe e sente a importância dosentimento para a evolução do espírito. Nem sempre a família se resume aos que possuemlaços consangüíneos, pois ela também engloba os queauxiliam as tarefas domésticas. Eles também sãoimportantes para o equilíbrio doméstico, com quemaprendemos as mais simples regras de convivência. A reencarnação e a imortalidade da alma, a mpliam oslaços de família pois libertam o espírito das relações queaprisionam. Os papéis se alternam a cada encarnação,sempre no intuito de fazer o espírito se aproximar doverdadeiro amor. A morte do corpo não desfaz osverdadeiros laços de amor entre os espíritos. A família espiritual não se resume, necessariamente,aos habitantes de um planeta. O universo é plenamentehabitado e os espíritos reencarnam em mundos diferentesvisando o aprimoramento intelectual e moral. Os mundosformam grandes famílias que por sua vez compõem aimensa família de Deus.
  • 132. Os verdadeiros pais são aqueles que nos dão asnoções de amor e equilíbrio, o que nem sempre é feito pelospais biológicos. Nosso pai e nossa mãe verdadeiros é Deus.A cada encarnação o espírito renasce, via de regra atravésde um pai e uma mãe diferentes, o que amplia seu amor aopróximo. Mesmo que gerado numa proveta ou numa barrigade aluguel, o espírito continuará sua jornada em busca daevolução compreendendo que o verdadeiro pai ou a mãe éDeus, o Criador da Vida. Amar os pais que favoreceram a existência física, édever de todo espírito, independente das circunstânciasposteriores. Quem dá amor ao filho que não gerou, ou aopai e à mãe que não lhe conceberam, ama duas vezes, poistranscende ao vínculo biológico.
  • 133. Página em branco
  • 134. 19. Energia sexual A energia sexual é uma das modalidades de uso daenergia psíquica, a qual move o homem para a vida. Ela nãose restringe à prática do sexo, nem se situa numa parteespecífica do corpo. É a energia da vida como um todo.Pode se manifestar em vários níveis de uso de acordo com aevolução do espírito. A natureza deu ao homem a capacidade de construirseu desenvolvimento através da função de co-criar, defornecer os elementos materiais para a continuidade de suaespécie. Isso possibilita ao homem participar da obra divinacontribuindo com a formação do corpo físico, o qual possuias condições para gerar outro corpo, porém um espírito nãogera outro. De acordo com o nível de evolução do espírito, eleusa essa energia provinda de seu íntimo. Uns utilizamapenas para a procriação e o prazer genital, outros para asconstruções idealizadas, outros ainda para seudesenvolvimento intelectual, outros para suas obrasartísticas, de tal forma que o campo de aplicação torna-sebastante amplo.
  • 135. Para realizar a função co-criadora o homem utiliza aenergia psíquica que, dentre outras finalidades, é utilizadacom o objetivo de perpetuar a espécie. Essa modalidade é aenergia sexual, geradora da vida física, e que pode serutilizada não só para as atividades sexuais de procriação,mas também para o prazer. O ser humano tem, ao longo de sua evolução,aprendido a manipular essa energia cuja força realizadoralhe tem trazido grande aprendizado. Seu uso não estárestrito ao corpo já que é energia provinda do espírito e sedestina ao seu aperfeiçoamento intelectual e espiritual. Essaenergia psíquica, poderosa em si mesmo, em parteresponsável pelas motivações humanas, deverá merecermelhor atenção dos pais e educadores, principalmentequando na forma sexual, ela se manifestar precocemente,pois o espírito já vem com seus traumas sexuais de outrasencarnações. A educação sexual se impõe como algonecessário na infância tendo em vista a proliferação dasimagens apelativas ao assunto. Pais e educadores devem semunir de informações de como lidar com o tema, de formaa não estimulá-lo em idade precoce, nem equivocar-se poratraso. A iniciação à prática sexual deve ser orientada comcautela pelos pais que podem auxiliar o espírito nos seusconflitos passados. É comum o pai estimular o filho àprática sexual prematuramente e proibir à filha quanto amesma atitude. Muitas vezes, isso se dá pelo receio aocomportamento não masculino do filho, bem como ao tabuda virgindade na filha, ambos frutos da insegurança eincapacidade dele em lidar com essas questões. Nesse casodeve o pai, ou os pais, procurar orientar-se sexualmente.
  • 136. Outra questão importante no que diz respeito ao usoda energia sexual é a homossexualidade, nem semprecompreendida adequadamente por pais e educadores. Oespírito, enquanto essência divina, não tem sexo e renasceem um corpo masculino ou feminino a fim de aperfeiçoar-se no uso de sua sexualidade de forma equilibrada. OEspiritismo vê aqueles que optam pelo homossexualismocom a mesma atenção e respeito com que trata osheterossexuais. Esse aperfeiçoamento exige que essa energia sejasuficientemente trabalhada pela educação face à sua imensagama de possibilidades de uso. Educação quanto a essaenergia é fundamental, pois graças à proibição e ao tabu,bem como ao uso indiscriminado a que o homem sepermitiu, desenvolveu em si uma série de problemasrelacionados ao sexo. O nível primário de evolução em que o homem aindavive, tornou o sexo objeto de consumo e uma finalidade emsi, desviando suas outras finalidades superiores.Consequentemente seu abuso tem gerado uma série imensade conflitos e de perturbações que, via de regra, atravessamreencarnações. Sexo é portanto uma modalidade da energia criadoraque também possibilita o homem desenvolver-seespiritualmente, quando utilizada adequadamente. Suaproibição gerou os abusos, num ciclo viciosoinconseqüente, obrigando a sociedade a promover aeducação necessária para que o próprio homem conheça suanatureza essencial. A energia sexual é responsável pela formação dafamília cuja transformação, ao longo da história, tem sidomuito grande e intensa. Antes tinham-se muitos filhos, hoje
  • 137. percebe-se a necessidade de se limitar seu número face aosdesafios da convivência social, submetendo-se o casal aoplanejamento da família, sem o que a vida se tornaextremamente difícil. O planejamento familiar é a palavrade ordem, pois não só equilibra as relações familiares, evitaos abortos como proporciona uma melhor organização dasreencarnações por parte dos interessados. A proliferaçãoirresponsável de filhos é um mal com que aindaconvivemos, gerando, às vezes, a paternidade irresponsável. Embora o casamento tenha representado, durantemuito tempo, a garantia da sexualidade equilibrada,revelou-se impotente para educá-la no ser humano. Quandofalta o amor ela se transforma num instrumento de prisão,exigindo modificação. Hoje, graças ao divórcio,resolveram-se os problemas das uniões equivocadas dopassado. Embora se deva buscar o mais possível aconvivência harmônica no casamento, chega-se a umasituação em que o melhor é a separação, a bem daencarnação dos envolvidos. Mesmo à custa de sofrimentosdeve-se pensar se o melhor não seria separar-se, afim denão agravar situações ou criar carmas futuros. A separaçãose torna necessária nos casos de violência ou tentativa dehomicídio. Algumas religiões acreditam que o sexo é impuro,pecaminoso, sujo, etc., fruto de uma visão equivocada sobrea natureza da energia sexual. Em decorrência dessa visãoerrônea, passou-se a considerar o celibato como um estadoque indicava “purificação”. Esse conceito provocou gravesconflitos na humanidade, pois a energia sexual não utilizadanesse campo foi desviada para a violência gerando traumasindividuais e guerras coletivas.
  • 138. A humanidade hoje dispõe de métodos contraceptivosa fim de não só planejar a família como também viver suasexualidade sem culpas e medos. Afastando-se doinfanticídio, do aborto, o homem criou métodoscontraceptivos, tais como: o anticoncepcional, a camisinha,a tabela, etc., até um dia aproximar-se do tempo em que arelação sexual não gere filho. Nesse movimento ele vemeducando gradativamente seu impulso sexual. Esse impulso não educado tem sido responsável pelapoligamia que diminuiu consideravelmente, embora aindaexistam culturas que a adotam; pelo aborto que, mesmotendo aumentado sua incidência entre adolescentes, vemsendo objeto de preocupação da sociedade. O impulsosexual descontrolado tem gerado paixões avassaladoras,não raro resvalando para o crime e a destruição de lares semconta. A proliferação das doenças sexualmentetransmissíveis é fruto da deseducação do homem emrelação à sexualidade e demonstra o quanto infantil e frágilele ainda é quanto ao sexo. Seu amadurecimento vem com apercepção do sexo como modalidade da energia criadora,que pode ser utilizada em vários campos, não só na áreagenital. O Espiritismo coloca o sexo como algo importante e aeducação de seu uso será capaz de levar o homem aoequilíbrio, se utilizado de forma respeitosa e consciente. Ohomem não foi feito para o sexo nem ele representa suaúnica fonte de prazer. Em matéria de sexo não se deve proibir nem abusar,mas buscar-se o uso responsável.
  • 139. Página em branco
  • 140. 20. Uma sociedade espírita e uma instituição espírita Uma sociedade onde vigorem os princípios espíritas,necessariamente será regida pelo amor e pela caridade, osquais deverão ser os sentimentos característicos de seusindivíduos. O Bem sempre prevalecerá, a felicidade e a pazrepresentarão aquisições importantes para seu progressomoral. Muito embora não se alcance na Terra a felicidadeplena, ela deve ser almejada mesmo que de forma relativa.Não se deve pensar que os princípios espíritas devem serúteis apenas para uma vida melhor além deste mundoterreno. Eles só terão validade real se puderem ser testados,vividos e seus resultados percebidos no mundo material,pois que, não há sentido em difundi-los agora para vivê-losalém. O comportamento do ser humano que almeja afelicidade e que já incorporou os princípios espíritas nasrelações com seu semelhante, deverá ser o mesmo quegostaria que os outros tivessem com ele. O outro, seuirmão, merecerá todo o respeito, e sua felicidade será tão
  • 141. importante quanto a própria. Não haverá sentido em serfeliz onde ainda houver infelicidade. Todos, por essemotivo, trabalharão pela felicidade coletiva. Quem quiser crescer deverá desejar e realizar afelicidade pessoal e a de seu semelhante. O bem estar dopróximo será tão importante quanto o pessoal, dentro damáxima amar o próximo como a si mesmo. Por esse motivoa vida na Terra se constitui em constante aprendizado embusca do crescimento intelectual e moral. Esse crescimento,portanto, não prescinde da aquisição de sentimentos nobrese conhecimento das verdadeiras leis de Deus, as espirituais. A não-violência e a paz são estados de espíritodesejáveis aos indivíduos na medida que os elevam acimadas contingências materiais, não lhes permitindo ausentar-se do mundo nem sofrer-lhe as influências que os atrasamevolutivamente. Esse estado de espírito conduz os homensao equilíbrio e à harmonia na Terra, pois estabelece entreeles uma relação de igualdade e fraternidade. Ser feliz ou infeliz são estados relativos aos espíritosna Terra. Aquele que aplica o amor ao próximo como a simesmo e estabelece uma relação de confiança com Deus,consegue sentir-se feliz onde e com quem estiver. O reinodos céus pregado pelo Cristo pode ser alcançado a partir davida na Terra. Ele deve começar a ser construído desde avida na matéria. O conhecimento de si mesmo, a descoberta daspróprias potencialidades, a transformação interior e a buscada iluminação pessoal, levarão o homem à construção deum mundo melhor, onde vigorem os princípios cristãos. Osvícios darão lugar às virtudes, o egoísmo dará lugar àcaridade, as paixões serão substituídas pelo amor legítimo eo ser humano se tornará efetivamente irmão de seu irmão.
  • 142. É nessa sociedade que a paz consigo mesmo, a pazcom o próximo e a paz com a Vida serão estados de espíritoalcançáveis quando o ser humano se dispuser a fazer suareforma íntima. Na medida que ele se transforma deverápromover uma reforma nas instituições sociais que atrasamo homem. Outra reforma a ser feita é no sistemaeducacional, cujo currículo não educa para o espírito, maspara a matéria. A transformação moral da humanidade sedará na medida que o próprio homem mude a si mesmo,fazendo o caminho de volta para dentro, para seu mundointerior. O Centro Espírita torna-se então importante núcleoeducativo por proporcionar uma visão ampla da DoutrinaEspírita ao homem, a fim de que ele busque seuaprimoramento espiritual. É nele que as lições de amor ecaridade serão vivenciadas em sua plenitude como exemploàqueles que ali vão buscar orientação, consolo, cura e oencontro com Deus. Allan Kardec possuía uma visão sistêmica a respeitodo Espiritismo, bem como da sociedade em mudança.Estabeleceu princípios para a formação de instituiçõesespíritas, os quais deveriam torná-las flexíveis a essasmudanças sociais e de acordo com conveniências de seusassociados. Sua seriedade e determinação foramresponsáveis pela estatura do Espiritismo. A produtividadede seu trabalho, atestada na quantidade e qualidade depublicações, é exemplo de seu denodo e capacidadeintelectual. Com uma visão progressista e evolutiva,estabeleceu que se o Espiritismo estivesse equivocado emalgum ponto, neste ele se modificaria. Como qualquer outra corporação humana, o CentroEspírita ou qualquer que seja a denominação do grupo que
  • 143. se proponha a divulgar o Espiritismo codificado por AllanKardec, está sujeito às interferências inerentes àconvivência de pessoas. Suas ações, por mais que sejamprotegidas espiritualmente, sofrem interferências de fatorespsicossociais nem sempre percebidos. O conjunto das casas espíritas formam o que sechama de movimento espírita, que se apresenta nummosaico muito rico ainda distante da unidade desejada.Essa riqueza é resultante da diversidade da naturezapsicológica de seus fundadores e dirigentes. O mosaico éreflexo dessa rica multiplicidade de espíritos que lheconstituem, tanto encarnados quanto desencarnados. Muitas foram as tentativas de unificação comotambém de uniformização de ações. A unificação, que deveser entendida como unidade da Doutrina, deverá se dar naaceitação dos mesmos princípios espíritas, sem a exclusãode qualquer deles. As ações deverão ser variadas e distintas,de acordo com os propósitos e estratégias daqueles que asdirigem. Os objetivos gerais deverão ser os estabelecidosnos princípios básicos do Espiritismo codificado por AllanKardec, porém os específicos deverão variar de acordo comas motivações e qualificações daqueles que fazem parte dainstituição. A unidade é uma questão relativa aos princípiosdoutrinários, sem contudo necessariamente tornar-se auniformização de métodos ou obrigações dogmáticas. Enquanto as instituições se modificam, a doutrinaespírita ou o Espiritismo é imperecível porque repousa nasleis da natureza. Anda no ar como bem disse Allan Kardec,e seus princípios são disseminados de forma natural pelopróprio progresso social. Vivemos numa sociedade que sobrevive à base detrocas. Trocas materiais e trocas psíquicas. O homem só faz
  • 144. algo visando o bem estar próprio ou de outrem. No primeirocaso a compensação é óbvia e direta. No segundo caso, elaé indireta por almejar algo que redundará num bem estarcoletivo em que ele se insere. No Espiritismo o sistema nãoé de trocas, mas vigora o princípio do desenvolvimentopessoal através de ações desinteressadas. Estruturar uma casa espírita sem lhe prover dos meiosde se manter e sem um planejamento estratégico deconsecução de recursos, pode trazer prejuízos aos objetivosa que se propõe. Obviamente que essa preocupação nãodeve significar uma transformação em atividade fim.Preferencialmente a forma de se buscar recursos devepossibilitar também a divulgação da mensagem. Comoforma de buscar recursos são aconselháveis: a) venda,distribuição e edição de livros; b) círculo do livro comcobrança bancária; c) exploração de cantina; d)arrendamento de salas comerciais em prédio comprado ouconstruído pela instituição, que funcione fora de suasinstalações e com administração profissional própria; e)exploração de atividade comercial que não fira osprincípios espíritas e que respeite o ser humano, a vida e anatureza. Uma instituição espírita que tenha, portanto, oobjetivo de executar ações de acordo com os princípiosestabelecidos por Allan Kardec, deve desenvolver trabalhosvoltados para: a) divulgação dos princípios espíritas; b)estudos espíritas com ou sem a participação direta dedesencarnados; c) esclarecimento a entidadesdesencarnadas; d) desenvolvimento das pessoas quetrabalham na instituição visando sua autotransformação eiluminação; e) consecução de recursos para manutenção ecusteio de suas atividades fim.
  • 145. Página em branco
  • 146. Bibliografia AULA 1 DOYLE, Arthur C., A História do Espiritismo, IMBASSAHY, Carlos, Religião, 3ª edição, 1981,FEB, Rio de Janeiro-RJ; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 53ª edição,1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Livro dos Médiuns, 52ª edição, 1985, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- O Evangelho Segundo o Espiritismo, 87ªedição, 1983, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Céu e o Inferno, 25ª edição, 1978, FEB, Riode Janeiro-RJ; ------- A Gênese, 24ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- O Que é o Espiritismo, 22ª edição, 1980, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- Obras Póstumas, 16ª edição, 1977, FEB, Riode Janeiro-RJ;
  • 147. MARIAS, Julian, História da Filosofia, 8ª edição,1959, Ed. Souza & Almeida, Porto-Portugal; NOGARE, Pedro D., Humanismos e Anti-Humanismos, 9ª edição, 1985, Ed. Vozes, Petrópolis-RJ; PIRES, José H., O Espírito e o Tempo, 2ª edição,1977, Ed. EDICEL, São Paulo-SP; ------- Ciência Espírita, 2ª edição, 1981, Ed. Paidéia,São Paulo-SP; ------- Introdução à Filosofia Espírita, 1983, Ed.Paidéia, São Paulo-SP; WANTUIL, Zeus e THIESEN, Francisco, AllanKardec - Meticulosa Pesquisa Biobibliográfica, Vol. I, II eIII, 1979, Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e EMMANUEL (Espírito), ACaminho da Luz, 10ª edição, 1980, FEB, Rio de Janeiro-RJ. AULA 2 AMORIM, Deolindo, O Espiritismo e os ProblemasHumanos, Cap. VII, 2ª edição, 1984, Edicel, São Paulo-SP. ------- Encontro com a Cultura Espírita, Pag 11. DENIS, Leon, Depois da Morte, Cap. 7, 1ª parte, 11ªedição, 1978, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Grande Enigma, 1ª parte, Cap. IV, V e VI, 5ªedição, 1965, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Cap.XVIII, 11ª edição, 1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Porque da Vida, Cap. IV, 5ª edição, 1965,FEB, Rio de Janeiro-RJ;
  • 148. FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, Cap. 1, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, Perg. 1 a 36e 614 a 648, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 19 e27, 87ª edição, 1983, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- A Gênese, Cap. II e III, 24ª edição, 1982, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- A Prece, 7ª edição, 1943, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MARIOTTI, Humberto, Parapsicologia eMaterialismo Histórico, Cap. V, 2ª edição, 1983, EDICEL,São Paulo-SP; PIRES, José H., O Espírito e o Tempo, 1ª Parte, Cap.II, 2ª edição, 1977, Ed. Edicel, São Paulo-SP; ------- Concepção Existencial de Deus, 1981, Ed.Paidéia, São Paulo-SP; ------- Agonia das Religiões, Cap. V, 2ª edição, 1984,Ed. Paidéia, São Paulo-SP; UBALDI, Pietro, A Nova Civilização do 3º Milênio,Cap. X, 2ª edição, 1982, FUNDAPU, Rio de Janeiro-RJ; ------- A Lei de Deus, 2ª edição, 1982, FUNDAPU,Rio de Janeiro-RJ; ------- Pensamentos, Vol. I e II, 1971, Ed. Monismo,Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e ANDRÉ LUIZ (Espírito),Evolução em Dois Mundos, 1ª parte, Cap. I, 4ª edição,1977, FEB, Rio de Janeiro-RJ.
  • 149. AULA 3 FLAMARION, Camille, Urânia, 6ª edição, 1990,FEB, Rio de Janeiro-RJ; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 1ª parte,Cap. II e IV e Cap. XI da 2ª parte, 53ª edição, 1981, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- A Gênese, Cap. VI e XII, 24ª edição, 1982,FEB, Rio de Janeiro-RJ; MARTINS, Celso, Espiritismo e Vidas Sucessivas,1976, Editora ECO, Rio de Janeiro-RJ; MOURÃO, Ronaldo R., Da Terra às Galáxias - UmaIntrodução a Astrofísica, 3ª edição, 1982, Vozes,Petrópolis-RJ; UBALDI, Pietro, A Grande Síntese, 11ª edição, 1979,LAKE, São Paulo-SP; ------- O Sistema, 2ª edição, 1984, FUNDAPU, Rio deJaneiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e EMMANUEL (Espírito),Roteiro, Cap. 9, 2ª edição, 1958, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Religião dos Espíritos, 3ª edição, 1974, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- A Caminho da Luz, 10ª edição, 1980, FEB, Riode Janeiro-RJ; ------- e LUIZ, André, (Espírito), Evolução em DoisMundos, 1ª parte, Cap. I, 4ª edição, 1977, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- e DEUS, Maria J. de (Espírito), Cartas de UmaMorta, 8ª edição, 1981, LAKE, São Paulo-SP.
  • 150. AULA 4 DENIS, Leon, Depois da Morte, Cap. XXI e XXIII,3ª parte, 11ª edição, 1978, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- No Invisível, Cap. III, 9ª edição, 1981, FEB,Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P., e ÂNGELIS, Joanna(Espírito), Estudos Espíritas, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. II, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- A Gênese, Cap. XI e XIV, 24ª edição, 1982,FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Que é o Espiritismo, Cap. II, item 7, 22ªedição, 1980, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Obras Póstumas, 16ª edição, 1977, FEB, Riode Janeiro-RJ; MOODY Jr., Raymond, Vida Depois da Vida, 11ªedição, 1986, Nórdica, Rio de Janeiro-RJ; WEIL, Pierre, Fronteiras da Evolução e da Morte, 2ªedição, 1983, Petrópolis-RJ; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Evolução em Dois Mundos, Cap. 2, 4ª edição, 1977, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- Entre a Terra e o Céu, Cap. 20, 7ª edição 1980,FEB, Rio de Janeiro-RJ. MOSS, Thelma, O Corpo Elétrico, 9ª edição, Cultrix,1993, São Paulo-SP; BRENNAN, Bárbara, Mãos de Luz, 8ª edição,Pensamento, 1993, São Paulo-SP
  • 151. MOTOYAMA, Hiroshi, Teoria das Chakras,Pensamento, 1991, São Paulo-SP; LEADBEATER, C. W., Os Chakras, Pensamento,1991, São Paulo-SP; KARAGULA, Shafica e KUNZ, G. Van Dora, OsChakras e os Campos de Energia Humanos, 8ª edição,Pensamento, 1993, São Paulo-SP. AULA 5 BLACKMORE, Susan J., Experiências Fora doCorpo, 2ª edição, 1988, Pensamento, São Paulo-SP; BOSC, Ernest, Viagem Astral, Pensamento, SãoPaulo-SP; DENIS, Leon, No Invisível, 2ª Parte, Cap. XII e XIII,9ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ÂNGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, 2ª edição, 1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- No Limiar do Infinito, Cap. 8, 1977, LEAL,Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. III, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- A Gênese, Cap. XIV, item 22 a 30, 24ª edição,1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Céu e o Inferno, Cap. II, 22ª edição, 1980,FEB, Rio de Janeiro-RJ; MOODY Jr., Raymond, Vida Depois da Vida, 11ªedição, 1986, Nórdica, Rio de Janeiro-RJ; ------- Reflexões Sobre Vida Depois da Vida, 3ªedição, 1986, Nórdica, Rio de Janeiro-RJ;
  • 152. MULDOON, Sylvan J., Projeção do Corpo Astral,Pensamento, São Paulo-SP; PEREIRA, Yvonne e BOTELHO, Camilo C.(Espírito), Memórias de um suicida, Cap. 1, 14ª edição,1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; PIRES, J. H., Educação Para a Morte, 1984, CorreioFraterno do ABC, São Paulo-SP; RITCHIE, George G. e SHERRILL, Elisabeth, Voltardo Amanhã, 1980, Nórdica, Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Nosso Lar, Cap. 30, 4ª edição, 1949, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Os Mensageiros, Cap. 38 e 50, 15ª edição,1983, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- No Mundo Maior, Cap. VI, 9ª edição, 1981,FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Missionários da Luz, Cap. 8, 13ª edição, 1980,FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Obreiros da Vida Eterna, Cap. XIII, XIV eXV, 9ª edição, 1975, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Nos Domínios da Mediunidade, Cap. XI, 10ªedição, 1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Mecanismos da Mediunidade, Cap. XXI, 4ªedição, 1973, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- e EMMANUEL (Espírito), O Consolador, 1ªparte, Cap. 40, 9ª edição, 1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ; SIMONETT, Richard, Quem Tem Medo da Morte?,8ª edição, Gráfica São João, 1989, Bauru-SP; IMBASSAHY, Carlos, O Que é a Morte, 5ª edição,Edicel, 1986, São Paulo-SP.
  • 153. AULA 6 ANDRADE, Hernani G., Morte, Renascimento eEvolução, Pensamento, São Paulo-SP; ------- Reencarnação no Brasil, 1988, Casa Editora OClarim, Matão-SP; ANDRADE, Jayme, Espiritismo e as IgrejasReformadas, 1983, Lar de Jesus, Conchas-SP; ANDRÉA, Jorge, Palingênese, A Grande Lei, 1975,Caminho de Libertação, Rio de Janeiro-RJ; BANERJEE, H. N., Vida Pretérita e Futura, 1983,Nórdica, Rio de Janeiro-RJ; CERMINARA, Gina, Muitas Moradas - Areencarnação segundo Edgard Cayce, 1988, Pensamento,São Paulo-SP. DAVID-NEEL, ALEXANDRA, Reencarnação eImortalidade, 1989, Ibrasa, São Paulo-SP. DELANNE, Gabriel, A Reencarnação, 5ª edição,1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ; DENIS, Leon, Depois da Morte, Parte quarta, Cap.XLI, 11ª edição, 1978, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Cap.XIII e XVII, 11ª edição, 1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FIORE, Edith, Já Vivemos Antes, 1978, PublicaçõesEuropa-América, Lisboa-Portugal. FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),No Limiar do Infinito, Cap. 4 e 5, 1977, LEAL, Salvador-BA; GRANT, Joan e KELSEY, Denis, Nossas VidasAnteriores, 1967, Distribuidora Record, Rio de Janeiro-RJ.
  • 154. KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. IV, V, VI e VII, 53ª edição, 1981, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- O Céu e o Inferno, Cap. III e IX, 22ª edição,1980, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MARTINS, Celso, Espiritismo e Vidas Sucessivas,Cap. 14, 1976, Editora ECO, Rio de Janeiro-RJ; MIRANDA, Hermínio C., A Reencarnação na Bíblia,1981, Pensamento, São Paulo-SP; ------- Reencarnação e Imortalidade, Cap. 2 e 21,1976, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MULLER, Karl G., Reencarnação Baseada emFatos, 2ª edição, 1981, Difusora Cultural, São Paulo-SP; NOVAES, Adenáuer, Reencarnação: processoeducativo, 1995, Fundação Lar Harmonia, Salvador-BA; POMPAS, Manuela, Reencarnação, A descoberta dasvidas passadas, 1991, Maltese, São Paulo-SP. STEVENSON, Ian, Vinte Casos Sugestivos deReencarnação, 1971, Edicel, São Paulo-SP; ------- Child Development and Reincarnation,(Desenvolvimento Infantil e Reencarnação), Boletim daAmerican Society for Psychical Research (ASPR), Vol III,Number 4, 1977, New York-NY; TENDAM, Hans, Panorama sobre a Reencarnação,Vol. 1 e 2, Summus Editorial, 1993, São Paulo-SP. WAMBACH, Helen, Recordando Vidas Passadas,Pensamento, São Paulo-SP; ------- Vida Antes da Vida, 1988, Livraria FreitasBastos, Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Missionários da Luz, Cap. 13, 13ª edição, 1980, FEB, Riode Janeiro-RJ;
  • 155. ------- Entre a Terra e o Céu, Cap. XXVII, XXVIII,XXIX e XXX, 7ª edição, 1980, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Evolução em Dois Mundos, 1ª parte, Cap. XIXe 2ª parte Cap. XIII, 4ª edição, 1977, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Os Mensageiros, Cap. 38 e 50, 15ª edição,1983, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- No Mundo Maior, Cap. VI, 9ª edição, 1981,FEB, Rio de Janeiro-RJ. XAVIER, Francisco C. e PIRES, Cornélio (Espírito),Coisas Deste Mundo, 1977, Clarim, Matão-SP. AULA 7 ANDRADE, Jaime, Espiritismo e as IgrejasReformadas, 1983, Lar de Jesus, Conchas-SP; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),No Limiar do Infinito, Cap. 4 e 5, 1977, LEAL, Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. IV, V, VI e VII, 53ª edição, 1981, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- O Céu e o Inferno, Cap. III e IX, 22ª edição,1980, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MIRANDA, Hermínio C., Reencarnação eImortalidade, Cap. 21, 1976, FEB, Rio de Janeiro-RJ; NOVAES, Adenáuer, Reencarnação: processoeducativo, 1995, Fundação Lar Harmonia, Salvador-BA; XAVIER, Francisco C. e PIRES, Cornélio (Espírito),Coisas Deste Mundo, 1977, Clarim, Matão-SP.
  • 156. AULA 8 KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. IV, V, VI e VII, 53ª edição, 1981, FEB, Rio deJaneiro-RJ; NOVAES, Adenáuer, Reencarnação: processoeducativo, 1995, Fundação Lar Harmonia, Salvador-BA; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Missionários da Luz, Cap. 13, 13ª edição, 1980, FEB, Riode Janeiro-RJ; ------- Evolução em Dois Mundos, 1ª parte, Cap. XIXe 2ª parte Cap. XIII, 4ª edição, 1977, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Entre a Terra e o Céu, Cap. XXVII, XXVIII,XXIX e XXX, 7ª edição, 1980, FEB, Rio de Janeiro-RJ. AULA 9 CUNHA, Heigorina, Cidade no além, 3ª edição,1983, IDE, São Paulo-SP; GONÇALVES, Otília, Além da Morte, 3ª edição,Livraria Alvorada Editora, Salvador,BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. I, III e X, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Nosso Lar, 4ª edição, 1949, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Obreiros da Vida Eterna, Prefácio da 9ª edição,1975, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Evolução em Dois Mundos, 2ª parte, 4ª edição,1977, FEB, Rio de Janeiro-RJ;
  • 157. AULA 10 Apostilas do COEM, Centro Espírita Luz Eterna,1978, Curitiba-PR; ARMOND. Edgard, Mediunidade, 14ª edição, 1973,LAKE, São Paulo-SP; BACCELLI, Carlos e FERNANDES, Odilon(Espírito), Mediunidade e Evangelho, 1993, IDE, Araras-SP; DENIS, Leon, No Invisível, 1ª parte, Cap. IV, V e VI,2ª parte, Cap. XII a XXI e 3ª parte, Cap. XXII a XXVI, 9ªedição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, Cap. 18, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- e CLEOFAS, João (Espírito), IntercâmbioMediúnico, 1986, LEAL, Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. X, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Livro dos Médiuns, 52ª edição, 1985, FEB,Rio de Janeiro-RJ; MARTINS, Celso, Espiritismo e Vidas Sucessivas,1976, Editora ECO, Rio de Janeiro-RJ; PASTORINO, Carlos T., Técnica da Mediunidade, 3ªedição, 1975, Sabedoria, Rio de Janeiro-RJ; PERALVA, Martins, Estudando a Mediunidade; PEREIRA, Yvonne e DENIS, Leon (Espírito),Devassando o Invisível, Cap. VIII, 14ª edição, 1987, FEB,Rio de Janeiro-RJ; PIRES, José H., Mediunidade, 1ª Parte, Cap. II, 2ªedição, 1977, Ed. Edicel, São Paulo-SP;
  • 158. XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Evolução em Dois Mundos, 2ª parte, 4ª edição, 1977, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- Nos Domínios da Mediunidade, 10ª edição,1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Mecanismos da Mediunidade, 4ª edição, 1973,FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- e EMMANUEL (Espírito), Roteiro, Cap. 27, 2ªedição, 1958, FEB, Rio de Janeiro-RJ. AULA 11 Apostilas do COEM, Centro Espírita Luz Eterna,Curitiba-PR; ARMOND. Edgard, Mediunidade, 14ª edição, 1973,LAKE, São Paulo-SP; ------- Trabalhos Práticos de Espiritismo, 5ª edição,1978, Aliança, São Paulo-SP; DENIS, Leon, No Invisível, 1ª parte, Cap. IV, V, X e3ª parte, Cap. XXVI, 9ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, Cap. 18, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- e CARVALHO, Vianna (Espírito), Médiuns eMediunidades, 2ª edição, 1991, Arte e Cultura, Niterói-RJ; ------- e CLEÓFAS, João (Espírito), IntercâmbioMediúnico, 1986, LEAL, Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. IX, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ;
  • 159. ------- O Livro dos Médiuns, 52ª edição, 1985, FEB,Rio de Janeiro-RJ; PASTORINO, Carlos T., Técnica da Mediunidade, 3ªedição, 1975, Sabedoria, Rio de Janeiro-RJ; PEREIRA, Yvonne e DENIS, Leon (Espírito),Devassando o Invisível, Cap. VIII, 14ª edição, 1987, FEB,Rio de Janeiro-RJ; PERALVA, Martins, Estudando a Mediunidade,FEB, Rio de Janeiro-RJ; PIRES, José H., Mediunidade, 1ª Parte, Cap. II, 2ªedição, 1977, Ed. Edicel, São Paulo-SP; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Evolução em Dois Mundos, 2ª parte, 4ª edição, 1977, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- Missionários da Luz, Cap. 3, 13ª edição, 1980,FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Nos Domínios da Mediunidade, 10ª edição,1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Mecanismos da Mediunidade, 4ª edição, 1973,FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- e EMMANUEL (Espírito), Roteiro, Cap. 27,28 e 36, 2ª edição, 1958, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Seara dos Médiuns, 2ª edição, 1973, FEB, Riode Janeiro-RJ; AULA 12 Apostilas do COEM, Centro Espírita Luz Eterna,Paraná-PR;
  • 160. FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, Cap. 19, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- e MIRANDA, Manoel P. (Espírito), NasFronteiras da Loucura, 1982, LEAL, Salvador-BA; ------- Nos Bastidores da Obsessão, 2ª edição, 1976,FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Painéis da Obsessão, 1983, L EAL, Salvador-BA; ------- e CLEÓFAS, João (Espírito), IntercâmbioMediúnico, Cap. 14, 1990, LEAL, Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª Parte,Cap. IX, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Livro dos Médiuns, Cap. XXIII, 52ª edição,1985, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- A Gênese, Cap. XIV, item 45 a 49, 24ª edição,1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MIRANDA, Hermínio C., Diálogo com as Sombras,1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Histórias que os Espíritos Contaram, 1980,LEAL, Salvador-BA; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André, (Espírito),Missionários da Luz, Cap. 3, 4 e 5, 13ª edição, 1980, FEB,Rio de Janeiro-RJ; ------- Libertação, 5ª edição, 1971, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- e EMMANUEL (Espírito), Roteiro, Cap. 28, 2ªedição, 1958, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Seara dos Médiuns, 2ª edição, 1973, FEB, Riode Janeiro-RJ.
  • 161. AULA 13 Apostilas do COEM, Centro Espírita Luz Eterna,Paraná-PR; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, 2ª edição, 1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ; --------- e MIRANDA, Manoel P. (Espírito), NasFronteiras da Loucura, 1982, LEAL, Salvador-BA; ------- Nos Bastidores da Obsessão, 2ª edição, 1976,FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Painéis da Obsessão, 1983, LEAL, Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Cap. IX, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Livro dos Médiuns, 52ª edição, 1985, FEB,Rio de Janeiro-RJ; MIRANDA, Hermínio C., Diálogo com as Sombras,1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Histórias que os Espíritos Contaram, 1980,LEAL, Salvador-BA; SCHUBERT, Suely C., Obsessão e Desobsessão, 2ªedição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; TOLEDO, Wenefledo de, Passes e Curas Espirituais,1977, São Paulo-SP; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André (Espírito),Desobsessão, 4ª edição, 1979, FEB, Rio de Janeiro-RJ; AULA 14 CALLIGARIS, Rodolfo, As Leis Morais da Vida, 4ªedição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ;
  • 162. DENIS, Leon, Depois da Morte, Cap. 2 e 9, 11ªedição, 1978, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, Cap. 10, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- Leis Morais da Vida, 2ª edição, 1976, LEAL,Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 3ª parte,Cap. I e II, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Evangelho Segundo o Espiritismo, 87ªedição, 1983, FEB, Rio de Janeiro-RJ; RIZZINI, Carlos T., Evolução Para o 3º Milênio,Cap. 4, 1981, LAKE, São Paulo-SP; UBALDI, Pietro, A Lei de Deus, 2ª edição, 1982,FUNDAPU, Rio de Janeiro-RJ; ------- Pensamentos, Vol. I e II, 1971, Ed. Monismo,Rio de Janeiro-RJ; ------- Técnica Funcional da Lei de Deus, 2ª edição,1984, FUNDAPU, Rio de Janeiro-RJ; WEIL, Pierre, A Neurose do Paraíso Perdido, 1987,Espaço e Tempo Ltda, Rio de Janeiro-RJ. AULA 15 CALLIGARIS, Rodolfo, As Leis Morais da Vida, 4ªedição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; DENIS, Leon, Socialismo e Espiritismo, 9ª edição,1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, 2ª edição, 1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ;
  • 163. ------- Leis Morais da Vida, 2ª edição, 1976, LEAL,Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, Cap. III eVIII, 3ª parte, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MARIOTTI, Humberto, Parapsicologia eMaterialismo Histórico, 2ª edição, 1983, EDICEL, SãoPaulo-SP; UBALDI, Pietro, A Grande Síntese, Cap. LXXIX, 11ªedição, 1979, FUNDAPU, Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e EMMANUEL (Espírito),Roteiro, Cap. 17, 2ª edição, 1958, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Consolador, Pag. 135, 9ª edição, 1982, FEB,Rio de Janeiro-RJ; AULA 16 AMORIM, Deolindo, O Espiritismo e os ProblemasHumanos, 1985, USE Editora, São Paulo-SP; CALLIGARIS, Rodolfo, As Leis Morais da Vida, 4ªedição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; DENIS, Leon, No Invisível, 1ª Parte, Cap. VII, 9ªedição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Socialismo e Espiritismo, 9ª edição, 1981,FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, Cap. 24, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- Leis Morais da Vida, 2ª edição, 1976, LEAL,Salvador-BA;
  • 164. KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 3ª parte,Cap. VII, IX e X, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MARIOTTI, Humberto, Parapsicologia eMaterialismo Histórico, 2ª edição, 1983, EDICEL, SãoPaulo-SP; PIRES, José H., Introdução à Filosofia Espírita,1983, Ed. Paidéia, São Paulo-SP; UBALDI, Pietro, Pensamentos, Cap. IX, 1ª parte,1971, Ed. Monismo, Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e EMMANUEL (Espírito), OConsolador, 9ª edição, 1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ; AULA 17 CALLIGARIS, Rodolfo, As Leis Morais da Vida, 4ªedição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Leis Morais da Vida, Cap. V e VI, 2ª edição, 1976, LEAL,Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, Cap. V e VI,3ª parte, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MARTINS, Celso, Espiritismo e Vidas Sucessivas,1976, Editora ECO, Rio de Janeiro-RJ; UBALDI, Pietro, A Lei de Deus, Cap. VII, 2ª edição,1982, FUNDAPU, Rio de Janeiro-RJ; ------- Pensamentos, Vol. I, Cap. VI, 1971, Ed.Monismo, Rio de Janeiro-RJ; ------- A Grande Síntese, 11ª edição, 1979,FUNDAPU, Rio de Janeiro-RJ;
  • 165. XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André (Espírito),Nosso Lar, Cap. 24, 4ª edição, 1949, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- Os Mensageiros, Cap. 18, 15ª edição, 1983,FEB, Rio de Janeiro-RJ. AULA 18 CALLIGARIS, Rodolfo, As Leis Morais da Vida, 4ªedição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, Cap. 24, 2ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- Leis Morais da Vida, Cap. IV, 2ª edição, 1976,LEAL, Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Perg. 203 a 217 e 3ª parte, Perg. 773 a 775 e 890 e 892, 53ªedição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Evangelho Segundo o Espiritismo, 87ªedição, 1983, FEB, Rio de Janeiro-RJ; MARTINS, Celso, Espiritismo e Vidas Sucessivas,1976, Editora ECO, Rio de Janeiro-RJ; RÉGIS, Jacy, Amor, Casamento e Família, 9ª edição,1989, LICESPE, Santos-SP; VIEIRA, Waldo, e LUIZ, André (Espírito), CondutaEspírita, Cap. 5, 5ª edição, 1977, FEB, Rio de Janeiro-RJ; XAVIER, Francisco C., e EMMANUEL (Espírito), OConsolador, 9ª edição, 1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Vida e Sexo, Cap. 2, 6ª edição, 1982, FEB, Riode Janeiro-RJ.
  • 166. AULA 19 ANDRÉA, Jorge, Forças Sexuais da Alma, Cap. IV,2ª edição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; CALLIGARIS, Rodolfo, As Leis Morais da Vida, 4ªedição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Estudos Espíritas, 2ª edição, 1982, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- No Limiar do Infinito, Cap. 9, 1977, LEAL,Salvador-BA; ------- Leis Morais da Vida, 2ª edição, 1976, LEAL,Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 2ª parte,Perg. 200 a 202 e 344 a 360 e 3ª parte, Cap. IV, Perg. 686 a701, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; RÉGIS, Jacy, Comportamento Espírita, Cap. 4, 3ªedição, 1986, DICESPE, Santos-SP; XAVIER, Francisco C., e EMMANUEL (Espírito),Dos Hippies aos Problemas do Mundo, Cap. 15, 23 e 25, 4ªedição, 1982, FEESP, São Paulo-SP; ------- Chico Xavier em Goiânia, Perg. 12, 27 e 28,1978, GEEM, São Bernardo do Campo-SP; ------- Vida e Sexo, 6ª edição, 1982, FEB, Rio deJaneiro-RJ; XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André (Espírito),Ação e Reação, Cap. 15, 4ª edição, 1972, FEB, Rio deJaneiro-RJ; ------- Evolução em Dois Mundos, Cap. 18, 4ª edição,1977, FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Missionários da Luz, 13ª edição, 1980, FEB,Rio de Janeiro-RJ.
  • 167. ------- No Mundo Maior, Cap. 11, 9ª edição, 1981,FEB, Rio de Janeiro-RJ. ------- Sexo e Destino 4ª edição, 1972, FEB, Rio deJaneiro-RJ. AULA 20 CALLIGARIS, Rodolfo, As Leis Morais da Vida, 4ªedição, 1987, FEB, Rio de Janeiro-RJ; DENIS, Leon, Depois da Morte, Parte Quinta, 11ªedição, 1978, FEB, Rio de Janeiro-RJ; FRANCO, Divaldo P. e ANGELIS, Joanna (Espírito),Leis Morais da Vida, 2ª edição, 1976, LEAL, Salvador-BA; KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos, 3ª parte,Cap. XI e XII, 53ª edição, 1981, FEB, Rio de Janeiro-RJ; ------- O Evangelho Segundo o Espiritismo, 87ªedição, 1983, FEB, Rio de Janeiro-RJ; PIRES, Herculano, O Reino, 4ª edição, 1967,EDICEL, São Paulo-SP; XAVIER, Francisco C. e EMMANUEL (Espírito),Roteiro, 2ª edição, 1958, FEB, Rio de Janeiro-RJ. XAVIER, Francisco C. e LUIZ, André (Espírito), OsMensageiros, Cap. 39, 15ª edição, 1983, FEB, Rio deJaneiro-RJ;
  • 168. Contra capaO Espiritismo é luz na alma para o crescimento dahumanidade. Representa a aquisição de um novo paradigmana evolução espiritual da Terra. Seu avanço comoconhecimento possibilitará que se instale o Reino de Deustão bem pregado e vivido pelo Cristo. Sua luz e o eco desua mensagem consoladora reverbera nos coraçõeshumanos desde os tempos de Allan Kardec, emissário daVerdade. Começar a estudar-lhe os princípios, bem como avivenciar sua força motivadora é dever de todos nós.Durante séculos o homem viveu no obscurantismo, carentede renovação e esperança, até que as luzes do Consolador ofizeram encontrar o verdadeiro endereço da felicidade.Orelha esquerdaAdenáuer Novaes é Engenheiro, cursou Filosofia na UniversidadeCatólica de Salvador e Psicologia na Universidade Federal da Bahia. Éautor dos livros:Reencarnação: processo educativo,Amor Sempre, eSonhos: mensagens da almaOrelha direita“Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim dedesenvolver os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudossérios. Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios,de fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as idéias espíritas ede desenvolver grande número de médiuns. Considero esse curso comode natureza a exercer capital influência sobre o futuro do Espiritismo esobre suas consequências.” Allan Kardec.

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