Catálogo_Mulheres cientistas na/da Bahia
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Catálogo_Mulheres cientistas na/da Bahia

on

  • 1,034 views

 

Statistics

Views

Total Views
1,034
Views on SlideShare
1,003
Embed Views
31

Actions

Likes
0
Downloads
7
Comments
0

3 Embeds 31

http://mulherescientistas.blogspot.com.br 24
http://mulherescientistas.blogspot.com 6
http://mulherescientistas.blogspot.com.ar 1

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Catálogo_Mulheres cientistas na/da Bahia Catálogo_Mulheres cientistas na/da Bahia Document Transcript

  • CATÁLOGOMulheres cientistas na/da Bahia
  • Coordenadora do Projeto Suely Aldir Messeder Estagiária Alaine Priscila Matos EspínolaProjeto Gráfico, Projeto Visual e Editoração Amanda Lima Amaral Miguel
  • Apresentação A história do Brasil é contada à luz de homens que o exploraram e odesbravaram, além de outros que se saíram vitoriosos em lutas por independência,lutas religiosas e atuações com visibilidade cultural e cientifica. Nada se fala sobremulheres que descobriram e dominaram províncias, que compravam escravos paralibertá-los, que perdiam fortunas para salvar uma população inteira da peste na Bahia,nem daquelas que fizeram ciência no século XIX. Essa mesma história é a que durantemuito tempo proibiu mulheres de atuarem em espaços públicos e/ou omitirem suaparticipação enquanto cidadã e continua, mesmo no século XXI, concentrando nasmãos de homens a produção do conhecimento e tecnologias. Embora a visibilidade na produção de saberes seja predominantementemasculina, além de haver dificuldades de inserção do gênero feminino nos centros deprodução cientifica, sabemos que existiram mulheres que transgrediram essesespaços. Infelizmente, os resquícios do machismo impedem a visibilidade dessascientistas, as quais são excluídas do processo de formação e desenvolvimento donosso país. Por isso, o conhecimento das mulheres que ajudaram a formar o Brasil érecontar sua história e democraticamente, dar visibilidade a artistas, cientistas,políticas, índias e negras escondidas pela bibliografia oficial. Sob essa perspectiva de apagamento social do gênero feminino e, sobretudo,denunciando o androcentrismo presente em nossa e muitas sociedades, surge oCatálogo de Mulheres Cientistas vinculado ao Projeto intitulado Mapeamento dasMulheres Cientistas no Estado da Bahia, coordenado pela Professora Doutora SuelyMesseder. View slide
  • O Projeto Em 2000, Schuma Schumaher publica pela Editora Jorge Zahar o Dicionário deMulheres do Brasil com o intuito de tornar visível o papel da mulher na construção donosso país. O projeto foi elogiado e apontado como um dos primeiros passos para ademocratização do conhecimento no Brasil. Dez anos depois, o Museu de Ciências eTecnologias do Estado da Bahia publica uma exposição intitulada “Ciência comDendê”, com a finalidade de tornar público cientistas baianos que contribuíram para ahistória da ciência. Surpreendentemente, essa publicação só contemplou cientistashomens. A mostra “Ciência com Dendê” é uma prova que, mesmo com tantasdiscussões de gênero, democracia, teorias feministas, entramos no século XXI e aatuação, o saber, a fala e o olhar feminino na história do país permanecem excluídos. Assim, o Projeto nasce e sob a óptica reflexiva entre esses dois eventospensamos: poderia questionar-se aos organizadores que homenagearam estescientistas se eles ou elas tinham conhecimento da existência de mulheres no fazercientifico? Ou se eles/as atendiam a ciência androcêntrica? Ou se eles/as apenasinvisibilizaram intencionalmente as mulheres? Essas e outras questões conduziram oProjeto Mapeamento das Mulheres Cientistas no Estado da Bahia cujo resultado é oCatálogo de Mulheres Cientistas. View slide
  • Metodologia Apesar do Dicionário de Mulheres ser uma grande publicação e referencia parao nosso Projeto, ele não agrupa o fazer cientifico das mulheres ali expostas. Issoporque o labor cientifico das mulheres cientistas não foi o objetivo desta publicação.Por isso, em junho de 2010, iniciamos a pesquisa Mapeamento das Mulheres Cientistasdo Estado da Bahia, para identificar as mulheres baianas ou aquelas que trabalham naBahia que atuam e/ou atuaram nas grandes áreas do conhecimento. A metodologia aplicada consistiu em pesquisas na internet, considerando osórgãos e as fundações de pesquisa do governo do estado da Bahia e do governofederal. Além das visitas exploratórias aos núcleos de pesquisa das universidadesbaianas e entrevistas com professores/as pesquisadores/as, coordenadores/as decolegiado e diretores/as de departamento da UNEB. O resultado parcial desta pesquisa detectou um total de 715 professoraspesquisadoras trabalhando nas instituições públicas de nível superior da Bahia.Se a conclusão de dois meses de pesquisa revelou 715 pesquisadoras atuantes em2010 – só no Estado da Bahia –, imaginem quantas mulheres contribuíram para odesenvolvimento deste país? Quantas Francisca Fraguer Froés não são lembradas? Atéquando as referencias femininas ocuparão o lugar de irrelevância em nossa sociedade?Como tornar visível a produção das mulheres no mundo da Ciência? É no discurso teórico-metodológico da Teoria Feminista que se identifica etorna-se possível a produção das mulheres no mundo das ciências. O conhecimento daTeoria Feminista possibilita a crítica à ciência patriarcal, ao sexismo e a necessidade deuma revisão histórica que possibilite a visibilidade das mulheres. Nesta construção,critica-se ao androcentrismo, constata-se a segregação hierárquica e institucional,revela-se a necessidade de outras visões e da consideração outros valores, questiona-se o mito da neutralidade e a visão onisciente da razão.
  • Sumário1. Alda Motta2. Amélia Rodrigues3. Ana Alice Costa4. Ana Célia da Silva5. Ana Ribeiro6. Anfrísia Santiago7. Cecília Sardenberg8. Dinaelza Soares Santana Coqueiro9. Dinalva Oliveira Teixeira10. Edith Mendes da Gama e Abreu11. Efigênia Veiga12. Francisca Praguer Fróes13. Glafira Ramos14. Henriqueta Martins Catharino15. Ialorixá Mãe Stella de Oxossi16. Leolina Costa17. Leolinda de Figueiredo Daltro18. Linda Rubim19. Lígia Bellini20. Maria José de Castro Rebelo Mendes21. Maria Luísa Bittencourt22. Marieta Alves23. Mary Castro24. Niomar Muniz Sodré25. Violante Atalipa Ximenes Bivar e Velasco
  • Alda Britto da MottaSocióloga Possui graduação em CiênciasSociais pela Universidade Federal daBahia (1967), mestrado em CiênciasSociais pela Universidade Federal daBahia (1977) e doutorado em Educaçãopela Universidade Federal da Bahia (1999). Atualmente é Professor e Pesquisador daUniversidade Federal da Bahia. Temexperiência na área de Sociologia.Atuando principalmente nos seguintestemas: Idosos, Gênero, Educaçãocontinuada.FONTES:http://lattes.cnpq.br/0837207761621512
  • Amélia Rodrigues (1861 - 1926) Escritora, jornalista e educadora Nasceu em 26 de maio de 1861, na Fidelis, Amélia viveu alguns anos emfreguesia de Oliveira dos Campinhos, na Niterói (RJ), retornando a Salvador mesescidade de Santo Amaro (BA). Mesmo sem antes de sua morte, em 22 de agosto dedisporem de recursos, seus pais, Maria 1926, aos 65 anos de idade.Ro q u e l i n a e F é l i x Ro d r i g u e s , aencaminharam para os estudos primários FONTES:com o padre Alexandrino do Prado. Com Lizir Arcanjo Alves (org.), Mulheres Escritoras12 anos, escreveu os primeiros poemas e, na Bahia. As Poetisas (1822-1918); Nova Era, 6.5.193;aos 18, já os publicava em periódicos na ATarde, 27.51961,28.5.1961,11.8.1998 eBahia. 28.11.1988 * Colaboração Especial de Maria Classificou-se em primeiro lugar Júlia Alves de Souza.em concurso público para professoraprimária, começando a lecionar e Arraialda Lapa. Em 1883, transferiu-se para suacidade natal e, nesse mesmo ano, foipublicado “Filenila”, seu primeiro grandepoema. Começava assim, aos 22 anos, suaintensa atividade literária, escrevendovários poemas, peças teatrais, romances,ensaios e artigos. Em 1891, foi nomeadapara uma cadeira no magistério públicode Salvador. Na capital baiana, criou oInstituto Maternal, que gozaria deexcelente reputação na época. Publicou a obra poética Bem-me-queres em 1906, além de textos infantis.Aposentada, continuou colaborandoativamente na imprensa baiana. Fundou,com uma editoria só de mulheres, arevista A Paladina e o periódico A Voz, daLiga das Senhoras Católicas, de circulaçãonacional. Escreveu ainda para diversasrevistas, como O Pantheon, O Álbum, ARenascença e O Livro. Também colaboroupara jornais, sob o pseudônimo de Juca
  • Ana Alice Alcantara CostaSocióloga Possui graduação em Ciências FONTES:Sociais pela Universidade Federal da http://lattes.cnpq.br/7859802314913314Bahia (1975), mestrado em Sociologiapela Universidad Nacional Autonoma deMexico (1981), doutorado em SociologiaPolítica também pela UniversidadNacional Autonoma de Mexico (1996) ePós-doutorado no Instituto de Estudiosde la Mujer da Universidad Autonoma deMadrid (2004). Professora Associada doDepartamento de Ciências Políticas daUniversidade Federal da Bahia, doPrograma de Pós-Graduação em EstudosInterdisciplinares sobre Mulheres, Gêneroe Feminismo (PPGNEIM) e do Programade Pós-Graduação em História (PPGHist),também pesquisadora do Núcleo deEstudos Interdisciplinares sobre a Mulher,órgão suplementar da UFBa. Bolsista (2006/2011) do Consórciodo Programa de Pesquisas (ResearchProgramme Consortium - RPC) sobre oEmpoderamento das Mulheres (Pathwaysof Women s Empowerment), financiadopelo Department for InternationalDevelopment - DFID da Grã- Bretanha. Tem experiência na área de CiênciaPolítica, com ênfase em Atitude eIdeologias Políticas, atuandoprincipalmente nos seguintes temas:gênero, cidadania, condição feminina,comportamento político, políticaspublicas e feminismo.
  • Ana Celia da Silva Pedagoga Possui graduação em Pedagogiapela Universidade Federal da Bahia(1968), Mestrado em Educação pelaUniversidade Federal da Bahia (1988) eDoutorado em Educação pelaUniversidade Federal da Bahia (2001). Fezcurso de Especialização em Introduçãoaos Estudos Africanos em 1986 peloCentro de Estudos Afro Orientais/UFBA,com duração de 640 horas. Atualmente é professor Adjunto daUniversidade do Estado da Bahia. noDepartamento de Educação, Campus I eno Mestrado em Educação eContemporaneidade. Tem experiência naárea de Educação, com ênfase emCurrículos Específicos para Níveis e Tiposde Educação, atuando principalmentenos seguintes temas: estereótipos emrelação ao negro no livro didático deLíngua Portuguesa das séries iniciais,desconstrução, representação social donegro nos livro didático de LínguaPortuguesa das séries iniciais e educaçãodas relações étnicos raciais. Eleita Membro Titular do ConselhoEstadual de Cultura, referendada pelaAssembléia Legislativa em 18 de outubrode 2007, para compor a Câmara dePolítica Sócio Cultural, publicado no D. O.de 18 de outubro de 2007.(Texto informado pelo autor)FONTES:http://lattes.cnpq.br/7501565836028985
  • Ana Ribeiro (1843-1930)Escritora Nasceu em 31 de janeiro de 1843, Com seus três filhos já crescidos, e depoisem Vila de Itapicuru (BA), filha de Ana da morte de seu pai, começou sua fértilMaria da Anunciação Ribeiro, mulher produção literária. Seus primeiros escritosinstruída e religiosa, e de Matias de Araújo datam de 1875 e, na década seguinte,Góis. Aos dois anos mudou-se com a encontram-se vários artigos seusfamília para Catu, cidade do recôncavo publicados em periódicos regionais, combaiano. A infância e a adolescência de Ana a Gazeta de Noticias, de Salvador, ARibeiro de Góis Bittencourt foram Verdade, da cidade de Alagoinhas e omarcadas por uma conjuntivite mal Almanaque de Lembranças Luso-diagnosticada, que só aos 20 anos foi Brasileiro. O primeiro livro de ficção, Acurada. Sua educação não era sistemática, filha de Jephté, foi editado em 1882 e, dotendo sido alfabetizada por sua mãe. Aos mesmo período, Anjo do perdão sai10 anos, começou seus estudos regulares publicado no formato de folhetim emcom duas filhas de famílias amigas, jornais da Bahia.aprendendo línguas, literatura e música, Ao analisarem a vida e obra de Anacomo convinha de sua época. Ribeiro, Nanci Fontes e Ívia Alves A inflamação nos olhos fez com levantam a hipótese de que a rigidez doque Ana passasse longos períodos de pai, homem acostumado a ser obedecido,isolamento no escuro de seu quarto. foi mais determinante do que asVieram daí o gosto pela narração, a obrigações domésticas para explicar ocapacidade de memorizar histórias tardio ingresso de Ana na literatura.ouvidas e as longas conversas solidárias, Mesmo considerando o relativo atrasoexperiências que despertaram para o inicio de sua atividade comonaturalmente seu talento para a ficção. autora, ela escreveu, até a década de Aos 22 anos, após sofrer a perda de 1920, sete romances, vários contos,seu primeiro noivo, vitima da tuberculose, artigos e poesias. Seus textos sãocasou-se com o estudante de medicina impregnados de religiosidade e deSócrates de Araújo Bittencourt. O casal foi modelos éticos destinados às jovens. Emmorar em Salvador, onde Ana completou revistas católicas, como O Mensageiro daseus estudos e pôde vivenciar a Fé, publicou artigos sobre feminismo eestimulante vida cultural na capital baiana cidadania, defendendo a educação parada época do poeta Castro Alves. Em 1868, as mulheres como um valor universal. Noso agravamento do estado de saúde do pai seus últimos anos, escreveu seu livro dede Ana fez com que voltassem a viver no memórias. Longos serões no campo,engenho da família, em Catu. título dado por sua bisneta Maria Clara
  • Ana Ribeiro (1843-1930) EscritoraMariani e publicado em 1994. esta obrafoi escrita com o propósito de mantervivas as lembranças de seusantepassados, as histórias ouvidas de suamãe e dos tios, o que resultou em umbelíssimo retrato da vida cotidiana dointerior baiano no século XIX, umtestemunho equivalente aos livros deviagem dos estrangeiros e comerciantes,importantes documentos que registramreferencias fundamentais para oconhecimento de uma época da históriabrasileira. Ana morreu em 1930, aos 87 anosde idade, em Salvador (BA).FONTES:Maria Clara Mariani Bittencourt, “Introdução”,in Longos serões no campo;Nanci Rita Vieira Fontes e Ívia Alves, “AnaRibeiro”, in Zahidé L. Muzart, Escritorasbrasileiras do século XIX.
  • Anfrísia Santiago (1894-1970)Educadora e historiadora Nasceu em 21 de setembro de1894, na cidade de Salvador (BA).Diplomada pela Escola Normal da Bahiaaos 16 anos de idade, dedicou-se durante60 anos à educação. Exerceu o magistériona rede oficial de ensino de 1911 a 1925,quando se afastou prematuramente pormotivo de doença grave. Após seurestabelecimento, lecionou línguavernácula na Escola Normal da Bahia. Foidiretora do departamento de Educaçãodo estado, Anísio Teixeira. Como historiadora, deuimportantes contribuições às pesquisashistóricas e genealógicas, colaborandocom diversos intelectuais de sua geração.Foi sócia do Instituto Histórico eGeográfico da Bahia e do InstitutoGenealógico da Bahia, participandotambém da criação do Centro de EstudosBaianos. Foi condecorada com o grau deCavaleiro da Ordem Nacional do MéritoEducativo pelo presidente da República; ecom a medalha de prata da Ordem doMérito Educacional da Bahia, concedidopost-mortem pelo governo do estado. Faleceu em 27 de abril de 1970.FONTES:Jornal A Tarde, 17.9.1994, 20.9.1994,22.9.1994 e 19.11.1994 – *Colaboraçãoespecial de Maria Julia Alves de Sousa.
  • Cecilia Maria Bacellar Sardenberg Antropóloga Possui graduação em Antropologia Antropológica, atuando principalmenteCultural - Illinois State University (1977), nos seguintes temas: estudos feministas,mestrado em Antropologia Social - estudos sobre mulheres e relações deBoston University (1981) e doutorado em gênero, feminismo e políticas públicas,Antropologia Social - Boston University gênero e desenvolvimento, gênero e(1997). Atua como Professor Associado I corpo.no Departamento de Antropologia e noPrograma de Pós-Graduação em Estudos FONTES:Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero http://lattes.cnpq.br/5848359202151995e Feminismo-PPG-NEIM da UniversidadeFederal da Bahia, sendo, atualmente,coordenadora pelo NEIM doPROCAD/CAPES com a UniversidadeFederal de Santa Catarina. É membrofundadora do NEIM-Núcleo de EstudosInterdisciplinares sobre a Mulher,Coordenadora Nacional do OBSERVE -Observatório de Monitoramento daAplicação da Lei Maria da Penha, e líderdo grupo de pesquisa vinculado aoOBSERVE. Vem atuando junto ao IDS-Instituteof Development Studies, Inglaterra, comoCoordenadora (2006/2011) do Grupo daAmérica Latina do Consórcio doPrograma de Pesquisas (ResearchProgramme Consortium - RPC) sobre oEmpoderamento das Mulheres (Pathwaysof Women s Empowerment), financiadopelo Department for InternationalDevelopment - DFID da Grã- Bretanha, eliderando o grupo de pesquisa do ProjetoTrilhas do Empoderamento e Mulheres. Tem experiência na área deAntropologia, com ênfase em Teoria
  • Dinaelza Soares Santana Coqueiro (1949-74)Ativista política, vitima da ditadura militar Nasceu em 22 de março de 1949 FONTES:em Vitória da Conquista (BA). Era filha de Ana Maria Colling, A resistência da mulher àJunília Soares Santana e de Antonio ditadura militar no Brasil;Pereira de Santana. Estudou o primário e Maria do Amparo Almeida Araujo et al., Dossiê dos mortos e desaparecidos políticoso secundário no interior da Bahia, em a partir de 1964.Jequié, e, em 1969, foi estudar geografiana Pontifícia Universidade Católica (PUC)de Salvador. Era um ano de enormeagitação no meio estudantil e Dinaelzaenvolveu-se com a política fazendo parteda comissão executiva do DiretórioCentral dos Estudantes da Universidade emilitando no Partido Comunista do Brasil(PC do B). Casou-se com Vandik ReidnerPereira Coqueiro e, quando o PC do Bdecidiu desencadear a luta armada nointerior do Brasil, ambos foram para aregião do Araguaia, em Xambiobá eMarabá, local escolhido para o levante,onde desapareceram no enfrentamentocom os militares. Seus companheiros a viram viva eem liberdade pela ultima vez em 30 dedezembro de 1973. o relatório doMinistério do Exército diz que ela utilizavaos codinomes Dinorá e Maria Dina naclandestinidade. Segundo informações dosmoradores da região, foi aprisionada portropas do Exército. Um relatório do Ministério daMarinha diz que foi morta em 8 de abril de1974.
  • Dinalva Oliveira Teixeira (1945-74) Ativista política e vítima da ditadura militar Nasceu em Argoin, município de desapareceu após tiroteio noCastro Alves (BA), em 16 de maio de 1945. acampamento, onde estava gravementefilha de Elza Conceição Bastos e de Viriato enferma e em adiantado estado deAugusto Oliveira, estudou em Salvador, gravidez. Pelo depoimento de moradoresformando-se em geologia pela da região e de membros do Exército, teriaUniversidade Federal da Bahia (UFBA), em sido presa na serra das Andorinhas.1 9 6 8 . Par ti ci po u do m o v i m e n to Dinalva parece ter sido a últimaestudantil com Antonio Carlos Monteiro guerrilheira morta, após quatro meses deTeixeira, seu colega de turma, com quem perseguição das forças militares, o que,se casou em 1969. os dois mudaram-se de acordo com relatório do Ministério dapara o Rio de Janeiro (RJ) para Marinha, aocnteceu em julho de 1974.trabalharem no Ministério das Minas eEnergia. FONTES: Militares do Partido Comunista do Ana Maria Coling, A Resistência da mulherBrasil (PC do B), em maio de 1970 embora à ditadura militar no Brasil;foram para a região do Araguaia Maria do Amparo Almeida Araújo et al.,participar do movimento armado Dossiê dos mortos e desaparecidosdesencadeado pelo par tido, que políticos a partir de 1964.pretendia formar um Exército PopularGuerrilheiro. Os militares faziamtreinamento e mantinham contatos comos camponeses para preparar a revoluçãoque, segundo esperavam, derrubaria oregime militar. Na região, foi professora,parteira, e também a única mulher daguerrilha a ocupar o cargo de vice-comandante de uma grupo militar, eraconsiderada uma estrategista da açãoarmada. Por várias vezes, escapou docerco militar e o testemunho de ex-guerrilheiros indica que se destacava pelacoragem e habilidade com as armas. A última vez que foi vista com vidae em liberdade pelos companheiros foi nodia 25 de dezembro de 1973.
  • Edith Mendes da Gama e Abreu (1903-82)Educadora, escritora e feminista Nasceu em 13 de outubro de 1903, Em nome da FBPF, fez gestões juntoem Feira de Santana (BA). Filha de Maria ao governador baiano Juraci MagalhãesAugusta Falcão Mendes da Costa e de para que este recomendasse à bancadaJoão Mendes da Costa, que foi prefeito de seu estado vetar o projeto de lei dodessa cidade entre 1931 e 1933. casou-se general Goes Monteiro que vinculava ocom Jaime Cunha Gama e Abreu, cargo público à mulher que tivesse, comoparaense, engenheiro e professor da o homem, a carteira de reservista. ApesarEscola Politécnica da Universidade de adversária política do governador,Federal da Bahia. Cursou pedagogia, conseguiu convencê-lo. Outra questãofilosofia e literatura e ciências sociais em que demonstra seu talento para aSalvador e no Rio de Janeiro. negociação foi sua atuação em face do Aos 15 anos, pronunciou sua anteprojeto do Código Eleitoral, queprimeira conferencia, sob o título “A apresentava restrições ao voto feminino.Mulher”, no Grêmio Rio Branco, em Feira Diante de sua argumentação, o relator,de Santana. Com apenas 18 anos, presidiu deputado João Cabral, retirou essasa Federação Baiana pelo Progresso restrições.Feminino logo que esta foi criada, em 9 de Na eleição de 1933, foi convidadaagosto de 1922, e até o inicio da década pelo partido Autonomista, de oposição ade 1930. ao longo desses anos, tornou-se Juraci Magalhães, a candidatar-se àbrilhante conferencista e uma das Assembléia Estadual Constituinte, masmulheres que mais batalharam pela recusou o convite, sugerindo o nome daampliação da cidadania feminina na advogada Maria Luísa Bittencourt*, queB a h i a . F o i t a m b é m d i re to r a d o foi indicada e eleita para o cargo. Com aDepartamento de Ação Cultural da redemocratização do país em 1945, EdithFederação Brasileira pelo Progresso candidatou-se á Assembléia LegislativaFeminino (FBPF*), membro do Conselho da Bahia pela União Democráticade Educação e Cultura do Estado da Nacional (UND), mas não conseguiu seBahia, presidente da Sociedade Baiana de eleger. Depois dessa tentativa frustradaCombate à Lepra, da Pró-Mater da Bahia e de obter um mandato político, dedicou-conselheira do Abrigo de Salvador. se a atividades literárias, jornalísticas eParticipou ativamente dos movimento educacionais. Entrou para a Academia desociais ao lado de Bertha Lutz*, que Letras da Bahia em 1938 e durante quaseconhecera por intermédio de Moniz 44 anos teve ali destacado desempenho.Sodré e Ana Amélia Carneiro de Publicou entre outras obras, ProblemasMendonça*. do coração (1971), A Cigana (1949), O
  • Edith Mendes da Gama e Abreu (1903-82) Educadora, escritora e feministaromance, estudo literário (1958), Umbaiano eminente (1971), Só mulheres(colaboração, 1978), O que a vida me temdito (1978). Professora inspetora do ensinosecundário do Ministério da Educação eCultura junto a diversos educandáriosbaianos, formuladora da políticaeducacional do seu estado, Edith foitambém fundadora e professoracatedrática da Faculdade de Filosofia daBahia, criada em 1942. entrou para oInstituo Histórico e Geográfico da Bahia,onde realizou algumas pesquisas sobrevultos femininos. Faleceu no dia 20 dejaneiro de 1982, deixando como exemploa sua luta para escapar do destinoreservado à maioria das mulheresnascidas no começo do século XX.FONTES:Afrânio Coutinho, Brasil e brasileiros de hoje.Aline Alcântara Costa, As donas no poder -mulher e política na Bahia;Arquivo da FBPF, cx 7; Edivaldo M.Boaventura, Edith Mendes da Gama e Abreu,1984.
  • Efigênia Veiga (séc. XIX)Médica Terceira mulher a se formar emmedicina na Bahia, a quarta no Brasil.Concluiu o curso no ano de 1890, naFaculdade de Medicina da Bahia, ondeRita Lobato e Amélia Pedroso Benebien jáhaviam se formado desde 1887.FONTES:Adalzira Bittencourt, Dicionáriobiobibliográfico de mulheres ilustres,notáveis e intelectuais do Brasil; SacramentoBlake, Dicionário bibliográfico brasileiro.
  • Francisca de Sande (? - 1702) Enfermeira Era filha de Clara de Sande e de enfermeira do Brasil. Foi casada com oFrancisco Fernandes do Sim. Projetou-se mestre-de-campo Nicolau Aranhapor sua atuação durante a epidemia de Pacheco, com quem teve quatro filhos:febre amarela que se alastrou na vila de Pedro, Francisco, Maria Francisca eSalvador, em 1686. enquanto toda a elite Francisca Clara. Faleceu em 21 de abril defugia da então capital da colônia, com 1702 e foi sepultada no Convento damedo de contágio, Francisca de Sande, já Piedade.viúva, fez de sua casa um improvisadohospital onde cuidou de doentes FONTES:provenientes da Santa Casa da Inês Sabino, Mulheres Ilustres do Brasil;Misericórdia que, superlotada, não podia Joaquim Manuel de Macedo, Mulheresatender a mais ninguém. Era um nobre célebres; A Tarde, 7.5.1946;solar localizado na atual avenida Sete de Valentim Benicio da Silva, “A mulher naSetembro, centro de Salvador. evolução do Brasil” Revista do IHGB, jul/1951; Recolhia também aqueles que Waldemar Matos, D. Francisca de Sande: apreferiam se internar diretamente ali, e primeira enfermeira do Brasil;para todos providenciava tratamento, Rocha Pita, História da América portuguesa.pagando por sua própria conta médicos,medicamentos e alimentação dospacientes. Documentos da época dizemque gastou praticamente todo opatrimônio, “constituído de bensherdados dos seus pais e deixados pors e u m a r i d o”, e q u e d i s p e n d e u“considerável soma de galinhas, frangos,camas, roupas e tudo o que podia serpreciso para a saúde e asseio dosdoentes”. Francisca percorria a cidade,acompanhada de seus escravos, pronta aprovidenciar socorro. Passada a epidemia,a população de Salvador e o rei dePortugal agradeceram sua atitudegenerosa. Por essa atitude, Francisca foiconsiderada por alguns a primeira
  • Francisca Praguer Fróes (1872-1931)Médica e feminista Nasceu em 1872, em Cachoeira, na Rio de Janeiro no dia 21 de novembro deBahia. Era filha de Francisca Barreto 1931.Praguer e do engenheiro de minasHenrique Praguer. Sua mãe era uma FONTES:mulher inteligente e educada, que Academia Literária Feminina do Rio Grandeensinou a filha a lutar pela igualdade. do Sul, 50 anos de literatura – perfil das patronas;Francisca sempre afirmava ser “feminista Adalzira Bittencourt, Dicionáriopor herança”. biobibliográfico de mulheres ilustres, Foi das primeiras mulheres a se notáveis e intelectuais do Brasil;formar em medicina no Brasil, concluindo Ana Alice A. Costa, As donas no poder;o curso em 1893, na Faculdade de Sacramento Blake, Dicionário BibliográficoMedicina da Bahia. Casou-se com João brasileiro.Américo Garcez Fróes, com quem tevedois filhos, sendo um deles o médico epoeta Heitor Praguer Fróes. Seustrabalhos científicos atestam que foi umaprofissional muito eficiente: Estatística daclinica obstétrica da Faculdade deMedicina da Bahia (1903); Propriedadesgalalotogênicas do extrato do algodoeiro(1908); Secreção láctea suplementar eprofilaxia matrimonial; trabalhosapresentados na Semana Médica doCentenário da Bahia em 1923; Higiene ematernidade (1931). Entusiasmada com a luta feministapelo direito ao voto, par ticipouativamente da Federação das Ligas para oProgresso Feminino, na seção da Bahia,que deu origem à Federação Baiana peloProgresso Feminino, vinculada àFederação Brasileira pelo ProgressoFeminino (FBPF*). Além de médica emilitante da causa feminista, foi tambémpoeta de grande sensibilidade. Faleceu no
  • Glafira Ramos FarmacêuticaPrimeira mulher baiana a se formar comofarmacêutica em 1892.FONTES:http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=858935
  • Henriqueta Martins Catharino (1866-1969)Educadora Filha de Bernardo Catharino, que Henriqueta tivesse uma primorosaportuguês, nascido na aldeia de Poyares educação formal e uma extensa baseem 3 de julho de 1861 (falecido em 23 de cultural, através de freqüentes viagens àfevereiro de 1944), e de Úrsula Costa Europa, principalmente à França. EstudouMartins Catharino, nascida em 28 de em casa com professores escolhidossetembro de 1868 de tradicional família pessoalmente por sua mãe e orientadosfeirense (falecida em 9 de setembro de pela professora Cândida Campos de1924). Carvalho, mulher de rígida formação Bernardo Catharino chegou ao religiosa, aspecto fundamental para aBrasil em 1875, com apenas 14 anos de e d u c a ç ã o d e u m a j o v e m . Pa r aidade, seguindo direto para a cidade de complementar os conhecimentos, contouFeira de Santana, onde obteve o seu com a professora alemã Fraulein Louiseprimeiro e único emprego na firma Costa Von Schiller, que ministrava aulas dee Irmão, chegando, em pouco tempo, a alemão, inglês e francês e com Mariasócio. Casou-se em 2 de fevereiro de 1883 Eulina e Sílvio Deolino Froes, professorescom Úrsula, com quem teve 14 filhos. Em de piano, e Vieira de Campos, de desenho1889, assumiu a direção da firma Moraes e pintura. Foi essa múltipla e sólidae Cia, transformando-a, em pouco tempo, formação, aliada ao grandena primeira do estado em termos de reconhecimento e influência herdados dacapital e volume de negócios. Em 1912, família, que alicerçou a obra deassumiu a direção da Cia União Fabril da Henriqueta Catharino.Bahia, que estava em processo de Ainda não havia completado 30falência, recuperando-a e tornando-a anos, na primeira década deste século,uma poderosa empresa industrial. Em quando fundou a P.L.B.- Propaganda das1932, fundiu a Cia Progresso Industrial da Boas Leituras - espécie de biblioteca paraBahia com a União Fabril da Bahia, que empréstimo de livros, bem como aspassou a ser uma das maiores empresas "Tardes de Costura", destinadas àdo Norte/Nordeste do país. Morreu em confecção de roupas para pessoas1944, deixando um exemplo de trabalho e carentes. Destas duas experiênciasabnegação, exemplo este que Henriqueta nasceria o Instituto Feminino da Bahia. Aseguiu firmemente, haja vista a sua participação do Instituto Feminino namemorável frase : "Não nasci para vítima, história da cidade tem início em 1923,nem carpideira". com a criação da Casa São Vicente por A larga visão de seu pai, aliada à Henriqueta Mar tins Catharino eformação religiosa de sua mãe, permitiu Monsenhor Flaviano Osório Pimentel, seu
  • Henriqueta Martins Catharino (1866-1969) Educadoraprimeiro idealizador, que tinha como gênero na Bahia e de cunhoprincipal objetivo ser uma obra de essencialmente regional."proteção à mulher que trabalha". Em 1933, por ocasião doFuncionava como uma agência de C o n g re s s o E u c a r í s t i c o N a c i o n a l ,empregos e ministrava cursos de curta organizou uma exposição de Arte Antigaduração através da Escola Comercial com peças doadas por famílias baianas, aFeminina. exemplo de bordados do século XVIII e Em 1924, com a morte de sua mãe, XIX, vestidos antigos, jóias, imagens comHenriqueta herdou um imóvel na praça ricas alfaias, mobiliário etc. O êxito destada Piedade, para onde transferiu a Casa exposição estimulou o prosseguimentoSão Vicente, pois, com o crescimento da das iniciativas culturais, ocorrendo àobra, a sede tornara-se pequena. Em presidente-fundadora a idéia demarço de 1928, a então Escola Comercial "colecionar o que fez ou possuiu a mulhere suas várias seções foi transferida para baiana"; iniciava-se a partir de então oum novo espaço, sendo no ano seguinte atual acervo do Museu Henriquetaoficializada pelo governo, quando passou Catharino. Com a morte de Monsenhora se chamar Instituto Feminino da Bahia, Flaviano em 1933, Henriqueta teve deórgão de Utilidade Pública - sem fins prosseguir sozinha em sua "missão".lucrativos. Em 1950, já instalado em sua Em 1937, Henriqueta iniciou asede definitiva, transformou-se em construção da sede definitiva do InstitutoFundação Instituto Feminino da Bahia. As Feminino onde se transferiria em 1939,atividades se multiplicavam, ampliando de tal forma os seus atividadesprincipalmente nos cursos formais de que se viu obrigada a subdividi-lo em trêsContabilidade, Ginasial e Secretariado - departamentos: de Cultura, de Economiaos mais importantes. Doméstica e de Assistência Social. Ao Ao lado do rigor pedagógico Departamento de Cultura, cabia aaliava-se o seu pensamento cristão de " Biblioteca, Museus, Escola Técnica detudo fazer para a maior glória de Deus". Comércio Feminina, Ginásio Feminino,Em 1931, com o objetivo de preservar a curso de Secretariado, Auxiliar dearte popular, Henriqueta Martins Comércio, Escola de Datilografia, CursosCatharino adquiriu uma coleção de de Línguas, Literatura, Taquigrafia,escultura de madeira executada por Mecanografia, Filosofia e Religião. Faziaartistas populares de Santo Estevão de parte do Departamento de EconomiaJacuípe, dando assim início ao futuro Doméstica a Pensão São José, oMuseu de Arte Popular, primeiro do Restaurante e os Cursos de Corte e
  • Henriqueta Martins Catharino (1866-1969)EducadoraCostura e arte culinária, ficando ao Henriqueta Catharino define-se como umDepartamento de Assistência Social a paradigma que deveria ser seguido.responsabilidade de auxiliar aos menos Podemos também afirmar que foi umfavorecidos através da Casa de Férias trabalho de vanguarda. Ao mesmo tempoS a n t a Te r e z i n h a , a A g ê n c i a d e em que correspondeu a importantesColocações, a Agência de Trabalhos, a princípios morais de sua época, sua obraBethânia e o Círculo da Amizade. foi marcada por novas formas de definir Aos poucos, consubstanciava-se o uma postura de preservação da memóriaseu ideal cristão de amor ao próximo e de uma sociedade, que começava a sesua filosofia educacional, trabalhando delinear nos meios acadêmicos europeus.sem cessar na formação intelectual e Podemos, sem sombra de dúvida,moral da mulher. Com o passar do tempo, afirmar que a abordagem museológicaa importância do Instituto Feminino aplicada em tão vasta coleção (15 milcrescia e se solidificava cada vez mais, peças) representou uma visão de futurocomo bem pode atestar as palavras do na preservação da Memória Nacional eescritor Érico Veríssimo em 1951, Baiana.publicadas no Jornal da Bahia: "Nãoconheço coisa igual em todos os colégios FONTES:do Brasil por onde andei e visitei. E não sei http://www2.uol.com.br/modabrasil/bahia_lise vi pelo menos igual nos Estados nk/museu/quem_e/index.htmUnidos...” Bondade, abnegação, coragem emodéstia foram os traços marcantes dapersonalidade de Henriqueta, pelaconstatação do seu desprendimento aocolocar os seus bens particulares nosocorro e formação do seu semelhante.Sua obra continua perpetuada até hoje,pelo Museu Henriqueta Catharino -Fundação Instituto Feminino, que cumpreo papel social deixado pela Escola ,fechada na década de 80. Difícil é separara história do Instituto Feminino dahistória da Cidade do Salvador. Não sóisso, como a obra legada por D.
  • Ialorixá Mãe Stella de Oxossi (1925-) Mãe de Santo A Ialorixá Mãe Stella de Oxossi, do Notabilizou-se por ser a primeiraterreiro Ilê Axé Opô Afonjá, em Salvador, iyalorixá de um terreiro tradicional arecebe nesta quinta-feira, 10 de setembro combater o sincretismo religioso com ade 2009 o título de Doutora Honoris Igreja Católica.Causa da Universidade Estadual de Bahia Em 1980 fundou o Museu Ohun(Uneb). Lailai: o primeiro de um terreiro de Maria Stella de Azevedo Santos, candomblé, auxiliada pela psicóloga Veraconhecida como Mãe Stella de Oxóssi, Iya Felicidade de Almeida Campos, a OniOdé Kayode, (Salvador, 2 de maio de Kowê do Opô Afonjá. É a presidente1925) é a quarta filha de Esmeraldo emérita do Instituto Alaiandê Xirê, deAntigno dos Santos e Thomázia de quem fora a presidente fundadora.Azevedo Santos. Órfã em tenra idade, foi Sacerdotisa de vanguarda é respeitadaadotada pela irmã de sua mãe D. Archanja por suas idéias no longo do territóriode Azevedo Fernandes, esposa do nacional e muitos outros países. Temtabelião e proprietário de cartório José proferido palestras e participado deCarlos Fernandes. seminários em diferentes partes do Brasil É a Iyalorixá do Candomblé, e do mundo.religiões afro-brasileira. Mãe Stella foi Em 2001 ganhou o prêmioiniciada por Mãe Senhora em 1939 e jornalístico Estadão na condição detomou posse como Iyalorixá do Ilê Axé fomentadora de cultura.Opó Afonjá por morte de Mãe Ondina de Em 2005, ao completar oitentaOxalá. É a quinta sacerdotisa do anos, recebeu o título de Doutor HonorisCandomblé de São Gonçalo do Retiro, Causa da Universidade Federal da Bahia. Édirigindo o Opó Afonjá desde o dia 11 de detentora da comenda Maria Quitériajunho de 1976. (Prefeitura do Salvador), Ordem do Mãe Stella estudou no tradicional Cavaleiro (Governo da Bahia) e dacolégio baiano Nossa Senhora comenda do Ministério da Cultura.Auxiliadora, dirigido pela professorasoteropolitana D. Anfrísia Santiago. É FONTES:enfermeira aposentada (funcionária http://www.culturabaiana.com.br/ialorixa-pública estadual) formada pela Escola de mae-stella-de-oxossi-doutor-honoris- causa-da-uneb/Enfermagem da Universidade Federal daBahia, com especialização em SaúdePública. Exerceu a profissão por mais detrinta anos.
  • Leolina Costa (1907-63)Política Nasceu em 7 de novembro de 1907 1958 de Mozart Lago, que regulamentavaem Feira de Santana (BA), filha de Maria os direitos civis da mulher casada. EsteMachado Barbosa e Deocacio Barbosa de propunha a alteração de alguns artigosSouza, e viveu em salvador, onde casou- do decreto-lei nº 4.657 de setembro dese aos 17 anos. Começou a desenvolver 1942, que define o homem como chefe datrabalhos sociais na área de saúde ao lado família. Com isso, Nita Costa acolheu nomédico obstetra Alfredo Magalhães, que seu parecer uma das reivindicações docriara o Instituto de Proteção e Assistência movimento de mulheres terem seusà infância da Bahia em 1929 ( atendendo cargos nomeados no feminino, como, porsobretudo mulheres e crianças carentes) , exemplo, “deputada”, “senadora”, “juíza”do qual se tornou diretora com a morte etc. candidatou-se, ainda em 1958, a umdo fundador. Leolina Barbosa de Souza novo mandato pelo PTB, mas nãoCosta ou Nita Costa, como era chamada, conseguiu reeleger-se.construiu e manteve, através de Esteve á frente do Instituto deassociados, comerciantes e industriais, o Proteção e Assistência à Infância da Bahiahospital infantil Alfredo Magalhães, na até seus últimos anos de vida.capital baiana. Faleceu no dia 7 de março de 1963, Mais tarde, procurada por Antonio em Nova Hamburgo (RS).Simões, secretário de Saúde no governoRégis Pacheco, não só cedeu uma ala do FONTES:Instituto para construção de uma Alzira Abreu e Israel Beloch, Dicionáriomaternidade, como fez exaustivas histórico-biográfico brasileiro- 1930-1981: Ana Alice Alcântara Costa, As donas no poderviagens para garantir a aquisição do : mulher e política na Bahia.material que viabilizasse seufuncionamento. A maternidade acabourecebendo seu nome e transformando-sena maternidade-escola Nita Costa,ficando a cargo do governo suamanutenção, apesar de se encontrar noprédio do Instituto que dirigia. Foi também fundadora do Partidotrabalhista Brasileiro (PTB) na Bahia,sendo eleita, por essa Legenda, deputadapara Câmara Federa em 1954. Destacou-se como relatora do projeto nº 3.915 de
  • Leolinda de Figueiredo Daltro (c.1860-1935) Feminista e indianista Nasceu na Bahia, em meados do que se aproximava do interior, Leolinda iaséculo XIX, e mudou-se para o Rio de encontrando fortes resistências a suaJaneiro (RJ), onde morou a maior parte de proposta. A incorporação dos “silvícolas”sua vida desempenhando um importante à s o c i e d a d e , re s p e i t a n d o - s e a spapel político como precursora do especificidades culturais desses povos,feminismo e do movimento em prol dos afetava os dois principais pilares do poderíndios no Brasil. Teve cinco filhos e criou- no Brasil em fins do século XIX, que eramos separada do marido. a Igreja e a propriedade latifundiária. Foi bem próxima do republicano Em razão de suas idéias, LeolindaQuintino Bocaiúva e amiga pessoal de sofreu em Uberaba toda sorte deOrsina da Fonseca *, primeira mulher do perseguições, chegando a serp re s i d e n te H e r m e s d a F o n s e c a . escorraçada da cidade sendo chamada deApaixonada do presidente Hermes da “mulher do diabo”. Foi então paraFonseca. Apaixonada pela idéia de Araguari, cidade vizinha, ainda noincorporar os índios brasileiros à Triângulo Mineiro, de onde iniciou umasociedade por meio da educação, usou de longa viagem, que durou até 1897, pelostodos os artifícios a seu alcance para, no sertões de Goiás, atingindo fronteiras doano de 1896, iniciar o ambicioso projetos maranhão e do Pará.de percorrer o interior do Brasil Voltou ao Rio de Janeiro e fundou opromovendo a alfabetização de tribos Grêmio Patriótico Leolinda Daltro, com aindígenas. A proposta de Leolinda era finalidade de defender a alfabetizaçãoousada e inovadora. Naquela época, o dos índios sem a interferência da Igreja.debate público em torno da questão Representando esta entidade, Leolindapendia ora em favor da catequização passou a freqüentar as comemoraçõesacompanhada da completa aculturação cívicas, como o dia da Bandeira e o dedas tribos, ora favor da sumária Tiradentes sempre acompanhada deeliminação das populações indígenas alguns indígenas que permaneciam a seuremanescentes no Brasil. lado desde suas incursões pelo interior. Leolinda deixou os filhos com Isto causava enorme repercussão naparentes e viajou para o interior de Minas imprensa, onde muitos se dedicavam aGerais , passando antes por São Paulo, criticá-la e ridicularizá-la.onde encontrou apoio , como Na década de 1910, Leolinda foifazendeiro e política republicano Eduardo diretora da Escola de Ciências, Artes ePrado, Horace Lane, Caio Prado, Martinho Profissões Orsina da Fonseca, situada naPrado e Elias fausto. Contudo, á medida Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.
  • Leolinda de Figueiredo Daltro (c.1860-1935)Feminista e indianista Passou a dedicar-se intensamente participação de cerca de 90 mulheres.à causa feminista, que reivindicava A ousadia de Leolinda e de suasconquista da cidadania plena para as companheiras obteve os resultadosmulheres. Com base na omissão da esperados, pois a polêmica em torno daConstituinte de 1891 no que se refere ao cidadania das mulheres tornou-se viva evoto feminino, Leolinda requereu seu real. Farta correspondência foi enviadaalistamento eleitoral, porém teve seu por leitores aos grandes jornais cariocaspedido recusado. Em protesto, fundou, daquele periódico. O militar Turíbioe m d e z e m b r o 1 9 1 0 , o Pa r t i d o Rabioli, leitor do Jornal do Brasil, enviouRepublicano Feminino* , cujo objetivo era carta furiosa e indignada em outubro demobilizar as mulheres na luta pelo direito 1918 a Carculista, que louvava o fato deao voto. Para tanto, contou com o apoio e Maria José de se inscrever no concursoo prestígio da primeira-dama Orsina da público do Itamarati. Acusava também aFonseca. Em contrapartida, colaborou professora Daltro e outras senhoras decom a política nacionalista do presidente estarem interessadas na “masculinizaçãoHermes da Fonseca, que havia instituído do seu adorável sexo”. Em resposta, Laetem 1908 uma nova lei de recrutamento aconselhou o leitor a ouvir com maismilitar que permitiu que Leolinda atenção o que reivindicavam. Ainda sobreajudasse na criação, dois anos mais tarde, a questão de Maria José de Castro Rabelo,da Linha de Tiro Feminino, na qual as o jornal carioca A Rua trouxe, na edição demulheres poderiam receber treinamento 5 outubro de 1918, a menção desairosacom armas de fogo. ao Partido Republicano Feminino. Por mais de uma década, Leolinda Registros como estes comprovam que oe suas companheiras de militância, entre movimento alcançou uma grandeelas a poetisa Gilka Machado*, ocuparam mobilização na capital federal, poisa cena política carioca colocando em dividiu opiniões e aproveitou diversasevidência a questão do sufrágio oportunidades para dar visibilidade àcomparecer a todos os eventos que condição feminina no Brasil.pudesses causar repercussão na Em 1919, já sem o apoio de suaimprensa. O Partido Republicano amiga Orsina da Fonseca, que falecera,Feminino foi o movimento precursor na Leolinda lançou-se candidata àluta das mulheres brasileiras em prol do Intendência Municipal do Distrito federal,sufrágio e chegou, em novembro de não conseguindo, contudo, formalizar1917, a promover uma marcha pelas sua candidatura. No decorrer dos anos 20,ruas do centro do Rio de Janeiro, com a foi se afastando da luta política e passou a
  • Leolinda de Figueiredo Daltro (c.1860-1935) Feminista e indianistase dedicar, exclusivamente, a seu trabalhocomo educadora. Curiosamente, nãointegrou a Federação Brasileira peloProgresso feminino* (FBPF), organizaçãopolítica fundada por Bertha Lutz* em1922. Logo após as mulheres teremalcançado o direito ao voto, no ano de1932, Leolinda declarou que morreriafeliz, pois vira vitoriosa pela emancipaçãopolítica da mulher. Fa l e c e u n u m d e s a s t re d eautomóvel em maio de 1935. Nestaocasião, a revista Mulher, editada pela(FPB), homenageou-a, ressaltando seuimportante papel como precursora dofeminismo no Brasil, e lembrou que sualuta se dera contra a mais cruel das armasdos adversários das mulheres, o ridículo.FONTES:Conselho Nacional dos Direitos da Mulher(CDM), A mulher e a Constituinte: O Globo,8,12,1981;Ilustração Brasileira, nº38, jun 1935: Jornal doBrasil, 26.9.1918 e 03/10/1918;June Hahner, A mulher brasileira e suas lutassociais e políticas;Mulher. Opinião feminina Organizada, mal-jun/1935;S. Besse, Restructuring Patriachy.
  • Linda RubimComunicadora e cineasta Possui graduação em Jornalismopela Universidade Federal da Bahia(1975), doutorado em Comunicação pelaUniversidade Federal do Rio de Janeiro(1999) e pós-doutorado pelaUniversidade de Buenos Aires (2006).Atualmente é Professora Adjunto IV daUniversidade Federal da Bahia. Temexperiência na área de Comunicação, comênfase em Cinema e Televisão, atuandoprincipalmente nos seguintes temas:cultura, comunicação, gênero, cinema,televisão e representações.Coordenadora do Centro de estudosMultidisciplinares em Cultura da UFBA.FONTES:http://lattes.cnpq.br/3401953519109459
  • Lígia Bellini Historiadora Possui graduação em História pelaUniversidade Federal da Bahia (1982),mestrado em Ciências Sociais pelaUniversidade Federal da Bahia (1987) edoutorado em História pela Universidadede Essex, Reino Unido (1992). Foipesquisadora no King’s College (1998-1999 e 2010-2011) e Heythrop College(2004-2005), da Universidade de Londres.É professora da Universidade Federal daBahia; autora de A coisa obscura: mulher,sodomia e Inquisição no Brasil colonial(São Paulo: Brasiliense, 1989) e diversosartigos sobre história da cultura domundo luso-brasileiro no períodomoderno; e co-organizadora de Formasde crer: ensaios de história religiosa domundo luso-afro-brasileiro, séculos XIV-XXI (Salvador: EDUFBA; Corrupio, 2006) eTecendo histórias: espaço, política eidentidade (Salvador: EDUFBA, 2009).FONTES:http://lattes.cnpq.br/2961645329761650
  • Maria José de Castro Rebelo Mendes ( 1891-1936)Primeira mulher a ingressar no Itamarati Nasceu no dia 20 de setembro de inscrição.1891 em Salvador (BA). Era filha de A recusa do Itamarati ganhouJosefina de Castro Rebelo Mendes e do repercussão pública quando sua famíliaadvogado Raimundo Martins Mendes. procurou Rui Barbosa para examinarRecebeu da preceptora alemã Matilthe juridicamente o caso. Sensibilizado com oSchröeer a educação elementar, em sua pleito de sua conterrânea, elaborou umprópria casa. Posteriormente, ingressou parecer sobre a inconstitucional idade dano Colégio Alemão, localizado no bairro negativa do Ministério. Pressionado, odo Rio Vermelho, em Salvador, onde se ministro Nilo Peçanha acabou deferindo oformou dominando os idiomas, alemão, pedido de inscrição da candidata e o seuinglês, francês e italiano. ato foi amplamente comentado na Em meados da década de 1910, a imprensa. Os jornais começaram a tomarrepentina morte do pai no Rio de Janeiro, partido: uns apregoavam o direito deem circunstâncias mal esclarecidas, Maria José e das mulheres a ocuparemdeixou a família em situação financeira cargos públicos, outros criticavamdifícil. Sua mãe então abriu, com o auxilio severamente o precedente aberto porde Mathilthe Schröeder, uma pequena Nilo Peçanha. No Jornal do Brasil, ediçãoescola em sua residência, garantindo de 26 de setembro de 1918, o jornalistaassim o sustento de seus filhos menores. Carlos de Laet comentou favoravelmente Maria José se mudou para casa de o desfecho dado e noticiou asparentes no Rio de Janeiro, onde estudou manifestações públicas de apoio a Mariae trabalhou dando aulas particulares. José Rebelo organizadas por LeolindaSoube através de um primo que haveria Daltro* e suas colaboradoras.concurso no Itamarati e, confiante no seu Maria José teve um desempenhobom preparo em línguas estrangeiras, brilhante no dificílimo concurso. Aresolveu se matricular. Empenhou-se para arguição oral foi realizada em sessãosuperar as dificuldades nas matérias que aberta, com auditório repleto: discorreunão tinha tanto facilidade e passou a com firmeza sobre todos os assuntosfreqüentar a Escola de Comércio, propostos pela banca e classificou-se emaperfeiçoando-se na datilografia e primeiro lugar.ampliando seus conhecimentos de Recebeu rasgados elogios, comocontabilidade e economia. Estudou também críticas vorazes, como a dosozinha as matérias de direito e, após vespertino carioca A Rua, que colocavatanto esforço, o Ministério das Relações claramente a preocupação com o queExteriores não aceitou seu pedido de chamou de marcha do feminismo no
  • Maria José de Castro Rebelo Mendes ( 1891-1936) Primeira mulher a ingressar no ItamaratiItamarati. Um leitor do Jornal do Brasil, o nomeado conselheiro na Bélgica e nãomilitar Turíbio Rabioli, enviou carta se era permitido a ela, por determinaçãomanifestando ferozmente contra a administrativas, assumir cargo na mesmaposição assumida pelo articulista Carlos representação que o marido.de Laet em defesa de Maria José e Maria José faleceu no Rio deindagado aos outros leitores o que Janeiro em 29 de outubro de 1936.sucederia em termos de autoridade no lar Em 1938, o então chancelerse uma funcionária pública viesse a se Oswaldo Aranha proibiu o ingresso decasar com outro funcionário, inferior na mulheres nos quadros do Ministério dashierarquia. Dizia ainda que os defensores Relações Exteriores. Somente em 1953,da jovem baiana nada mais desejavam do Sandra Maria Cordeiro de melo obteveque “masculinizar o belo sexo” uma liminar na Justiça contra esse veto, Alheia a toda essa polêmica, Maria prestando concurso e ingressando noJosé assumiu as funções no Itamarati, Instituto Rio Branco, criando, assim,onde sempre manteve seu estilo discreto. jurisprudência sobre o assunto. OEm 1921, entrevistada pelo jornal A Noite, processo de Sandra Maria fez com que,respondeu que caso viesse a se casar, só em dezembro de 1954, fosse aprovadacontinuaria trabalhando se fosse pelo Congresso Nacional a lei quenecessário para complementar o garantiu, definitivamente, o acesso dasorçamento familiar e enalteceu o papel da mulheres à carreira diplomática.mulher companheira, fiel e mãeextremosa. Casou-se, em 1922, com FONTES:Henrique Pinheiro de Vasconcelos, Arquivo privado da família: Correio dadiplomata que fizera parte da banca de Manhã, 2.10.1918 e 7.10.1918; Jornal do Brasil, 26.9.1918 e 3.10.1918; Jornalseu concurso para o serviço diplomático. do Brasil, 26.9.1918 e 3.10.1918; Logo após o casamento, seu A Noite, 5.7.1921;marido foi indicado para representação A rua, 5.10.1918;brasileira na Alemanha, e Maria José Entrevista com Lara e Iolanda Pinheiro desolicitou licença no Ministério para Vasconcelos (filhas) em 13.10.1998.a c o m pa n h á - l o . U m a n o d e p o i s ,retornaram ao Brasil, onde viveram pormais 10 anos e tiveram cinco filhos; umdeles, Guy, seguiu a carreira diplomática.Em 1934, pediu sua aposentadoria doserviço público, pois Henrique foi
  • Maria Luísa Bittencourt (1910-)Primeira deputada estadual da Bahia Nasceu em 1910, em Paripe, mulheres, que, como nos outros estados,subúrbio de Salvador (BA), filha de Isaura promovia desde 1933 campanhasDória Bitterncourt e de Luis de Lima eleitorais e acompanhava o desenrolarBitterncourt. Diplomou-se pelo Colégio das eleições.Pedro II (RJ), ingressando na Faculdade de No pleito de 1934, seu nome foiDireito da Universitária Feminina e indicado para concorrer a uma vaga dep a r t i c i p o u d o C o n g r e s s o Pe n a l deputada estadual numa lista tríplice.Penitenciário Brasileiro, onde apresentou Apoiada pelo grupo de Juracy Magalhães,a tese “ Reformatório de Mulheres interventor da Bahia, candidatou-se àscriminosas”. Esse mesmo trabalho oi eleições para Assembléia Legislava.enviado a um evento sobre o tema Elegeu-se como primeira suplente dorealizado em Praga em 1930. deputado Humberto Pacheco Miranda e Desde seus 20 anos era filiada à assumiu o mandato em maio de 1935Federação Brasileira pelo Progresso após seu afastamento, tornando-se umaFeminino*, que conhecera na faculdade. das nove primeiras deputadas estaduaisPassou a participar das atividades brasileiras logo após a conquista do votopromovidas por essa organização, feminino.destacando-se no Congresso Participou do grupo responsávelInternacional Feminista realizado no Rio pela elaboração do texto da Constituintede janeiro em 1931, onde apresentou estadual, sendo relatora dos capítulosuma tese sobre o regime de família no referentes à educação e à ordemDireito Civil Brasileiro, e na II Conferencia econômica e social. Após concluir a carta,Nacional de Educação, em 1932, quando viajou para fazer uma especialização, emexpôs seus trabalhos acerca do ensino meados de 1935, em direitoprimário, no qual propunha a constitucional e finanças públicas naregulamentação da divisão de Universidade de Radcliffe, nos Estadoscompetência entre a União e os estados. Unidos, voltando a tempo de elaborar Voltou a Bahia e integrou-se ao outros projetos como a criação domovimento feminista local. Foi secretário- Instituto de Fomento Econômico. Alémgeral da II Convenção Feminista Nacional, disso, ainda como membro da FBPF,realizada em Salvador em 1934, e redigiu a proposta de reformulação dopresidente da Comissão de Trabalho estatuto jurídico da mulher brasileira,referente ao Direito Constitucional. defendido no III Congresso NacionalPresidiu ainda a Liga Eleitoral Feminista realizado no Rio de Janeiro emIndependente da Bahia, formado por outubro de 1936. Esse documento ficou
  • Maria Luísa Bittencourt (1910-) Primeira deputada estadual da Bahiaconhecido como Estatuto da mulher eserviu de base para o projeto de lei queBertha Lutz, eleita deputada federal,apresentou no ano seguinte no legislativofederal. A atuação parlamentar de MariaLuisa foi breve, interrompida pelo golpedo estado Novo que fechou o legislativoem novembro de 1937. Considerada porsua Inteligência e habilidade, defendeuardorosamente a democracia no últimodiscurso proferido no plenário daAssembléia legislativa do estado da Bahia.FONTES:Ana Alice Alcântara costa, As donas no poder_ mulher e política na Bahia;Bahia, As cartas de ontem, 1891 a 1967: FBPF,Boletim, out/ 1934, dez/1934, set/1936.
  • Marieta Alves (1892-1981)Historiadora Nasceu em 22 de outubro de 1892, Janeiro, publicando obras de referência,na cidade de Salvador (BA). Maria Amália dentre elas Mestres e ourives de ouro ede Carvalho Santos era filha de Capitolina prata da Bahia, editado pelo Museu doNeves dos Santos e de Isaías de Carvalho Estado da Bahia em 1962, História arte eSantos conhecido advogado em seu tradição da Bahia (1947), Folhas mortastempo. Recebeu primorosa educação que ressuscitam (1975), o Dicionário deintelectual, tendo estudado no Instituto artistas e artífices da Bahia (1976), bemMaria Gomes e se especializado em como Intelectuais e escritores baianos –francês, desenho e piano. breves biografias (1978). Escreveu ainda Começou a escrever em 1915, na um livro sobre associação Comercial darevista A Voz, periódico fundado e Bahia.dirigido por Amélia Rodrigues*, do qual Márcia Alves, além de sócia dofoi secretária de redação. Entre 1933 e Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e1945, colaborou para a revista ilustrada titular da cadeira nº 22 do InstitutoExcelsior, do Rio de Janeiro, usando o genealógico da Bahia, foi correspondentepseudônimo de Maria Betânia. Lecionou do Instituto Histórico e Geográfico de Sãono Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, da Paulo, que lhe conferiu a Medalhaeducadora Anfrísia Santiago*, e no Cultural Imperatriz Leopoldina. Participoucolégio da Soledade, voltando seus ativamente das atividades do Institutointeresses para o campo da história. Em Feminino, fundado e dirigido pela1942, já conhecida por seus trabalhos educadora baiana Henriqueta Martinsnessa área, foi convidada pela Mesa de Catharino*. Foi professora, secretaria eOrdem Terceira de São Francisco para oradora dessa instituição, contribuindoescrever a história da instituição, trabalho para organização dos museus de Ateque resultou em importante livro, Antiga e de Arte Popular, hoje Museupublicado em 1947 com o título História Henriqueta Catharino, importanteda Venerável Ordem Terceira da patrimônio cultural da cidade de Salvador.Penitência do Seráfico Padre São Por sua intensa atividade intelectual, oFrancisco da Congregação da Bahia. governo do estado concedeu-lhe a Entre 1957 e 1961, escreveu cerca Medalha do Mérito da Bahia, no grau dede 300 artigos para o jornal baiano A cavaleiro.Tarde. Além de numerosos trabalhos Faleceu em 10 de fevereiro de 1981,apresentados em congressos e no Rio de Janeiro.seminários, participo intensamente davida intelectual da Bahia e do Rio de
  • Marieta Alves (1892-1981) HistoriadoraFONTES:A Tarde, 12 e 22,2,1981, 10,3,1981, 21 e22,10,1992 - *Colaboração especial de MariaJúlia Alves de Sousa.
  • Mary CastroSocióloga Possui graduação em Ciências até 2007.Sociais pela Universidade Federal da Tem experiência na área deBahia (1968), mestrado em Sociologia da Sociologia, Estudos Culturais eCultura pela Universidade Federal da Demografia, atuando principalmente nosBahia (1970), mestrado em Planejamento seguintes temas: juventude, migraçõesUrbano e Regional pela Universidade internacionais, gênero, família, mulher,Federal do Rio de Janeiro (1979) e feminismo, identidades e cidadanias,doutorado em Sociologia - University of modernidade e pós-modernidade eFlorida (1989). Atualmente é professora metodologia de pesquisa. É pesquisadoraaposentada e pesquisadora associada da CNPq com bolsa produtividade a partirUniversidade Federal da Bahia, 01.03.2010.pesquisadora associada da UniversidadeEstadual de Campinas/Centro de Estudos FONTES:de Migrações Internacionais; professora - http://lattes.cnpq.br/5471996580293552pesquisadora da Universidade Católica deSalvador-Mestrado e Doutorado emFamília na Sociedade Contemporânea ePrograma de Mestrado em PoliticasSociais e Cidadania; coordenadora doGrupo Núcleo de Estudos e Pesquisas deJuventudes, Identidade, Cidadania eCultura-NPEJI; membro da ComissãoNacional de População eDesenvolvimento; e pesquisadora daFLACSO-Brasil. Foi de 2006-2010 consultora daR I T L A - Re d e I b e ro - a m e r i c a n a d eTecnologia da Informação; pesquisadoravisitante no Centro de EstudosPortoriquenhos do Hunter College, NewYork; e bolsista da Rockfeller Foundationpara estudos de pós-doutorados naUniversidade de Campinas. Foi membrodo Conselho Nacional de Juventude e doConselho Nacional de Direitos da Mulher
  • Niomar Muniz Sodré (c.1916-) Jornalista e Empresária Niomar Muniz Sodré Bittenourt processada pela Justiça Militar em 1970,nasceu em Salvador (BA), filha de Maria mas conseguiu ser absolvida.Argola Muniz e Antônio Muniz Sodré de Em setembro de 1969 já havia desistidoAragão. Aos 14 anos, quando estudava no do jornal, submetido então a tremendasRio de Janeiro, Niomar começou a pressões políticas e econômicas;escrever crônicas, contos e a colaborar em arrendou-o a um grupo empreiteiro ejornais. Aos 15 aos, fugiu de casa para se despediu-se com um artigo queunir a um primo-irmão, Hélio, com quem terminava assim “(...) não tenho noteve seu único filho, Antônio. momento mais lugar neste país para Em 1936, seu pai era diretor do continuar minha missão, pois entre nós éimportante jornal carioca Correio da proibido se gente”. Em 1974, depois deManhã e apresentou- a Paulo Bittencourt, longas temporadas em Paris, Niomaro proprietário. Ela imediatamente pediu recusou-se a receber o jornal, muitopara colaborara no jornal; seis meses endividado, antes que terminasse odepois separava-se do marido para se contrato, e o Correio da Manhã fechou.casar com Paulo, vinte anos mais velho. Em 1985, Niomar recebeu a A fundação do Museu de Arte Medalha Pedro Ernesto, da Câmara deModerna (MAM) do Rio de Janeiro, em Vereadores do Rio de janeiro, e o título de1948, foi uma tarefa a que Niomar se Cidadã do Rio de Janeiro, da Assembléiadedicou com toda sua energia. Foi Legislativa do Estado. O grandediretora-executiva do MAM durante dez homenagem, à qual estiveram presentesanos e depois presidente de honra e expressivas autoridades do cenáriomembro do conselho. Em 1963, com a político nacional.morte de Paulo Bittencourt, Niomarassumiu a direção do Correio da Manhã. FONTES: Embora tenha apoiado o golpe Alzira e Israel Beloch (coord.), Dicionáriomilitar de 1964. o jornal foi o primeiro a histórico-biográfico brasileiro;lutar pela restauração da democracia no Jornal do Brasil, 14.3.1969; Correio da manhã, 7.6.1969, 11.9.1969,país e a denunciar arbitrariedades e 9.6.1974;tor turas a presos políticos. Em O Globo, 9.7.1978;conseqüência, Niomar foi presa e teve Isto É, 27.11.1985.seus direitos políticos cassados. Suaresistência às ingerências dos militares noCorreio da Manhã ficou conhecida nosmeios jornalísticos e, em decorrência, foi
  • Violante Atalipa Ximenes Bivar e Velasco (c.1816-74)Pioneira no jornalismo Nasceu na Bahia, em 1º de Violante foi considerada pordezembro de 1816 ou 1817. Seus pais Joaquim Manuel de Macedo e Afonsoeram Violante Lima de Bivar e o Costa como a primeira jornalistaconselheiro imperial Diogo Soares da brasileira, já que Joana Paula eraSilva de Bivar. nacionalidade argentina. O historiador Recebeu uma educação refinada e Barros Vidal no livro História e evoluçãobem cedo aprendeu o francês, o italiano e da imprensa brasileira afirma que: “ Como inglês. Mudou-se com a família para o Violante Bivar nasceu também a primeiraRio de Janeiro, onde se tornou figura de compreensão, entre nós, do problema daprojeção social nos salões da Corte. Com emancipação feminina”.cerca de 20 anos, traduziu a peça O xale Faleceu a 25 de maio de 1875. Node Casemiro verde, de Alexandre Dumas e Rio de Janeiro.Eugênio Sue, o que lhe valeu a entrada nogrêmio do Conservatório Dramático Rio FONTES:de Janeiro. Eliana Vasconcelos, in “Violante de Bivar e Casou-se com um oficial da Velasco”, in Zahidé L. Mozart, Escritoras brasileiras do século XIX;marinha, o tenente João Antônio Maria T.C Crescenti Bernardes, Mulheres deBoaventura Velasco. Em meados da ontem?;década de 1840, conheceu a argentina Olmio barros Vidal, Precursoras brasileiras.Joana Paula Manso de Noronha*, quelançou, em 1852, o primeiro jornalredigido por mulheres, O jornal dasSenhoras. Violante começou comocolaboradora, mas seis meses depois já odirigia. Em 1855, deixou o jornal. Publicou, em 1859, uma coletânea,Algumas traduções das línguas francesa,italiana e inglesa, com prefácio de BeatrizFrancisca de Assis Brandão*. Em 1865,sofreu a perda de seu pai e, pouco depois,também seu marido faleceu. Retornariaao mundo das letras, oito anos depois, aocriar o jornal O Domingo, seguindo a linhado antigo periódico. O último número deO Domingo foi o de 9 de maio de 1874.