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Para+DôRa..
 

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Homenagem a Dora

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    Para+DôRa.. Para+DôRa.. Presentation Transcript

    • JIM - Jornal de Itaipu Mural | Criado pela Divisão de Imprensa da Assessoria de Comunicação Social, em fevereiro de 2001, para levar a notícia onde você está | Vencedor do Prêmio ABERJE Nacional na categoria Inovação (2002) Quinta-Feira, 23 de agosto de 2007 Dôra: uma profissional de múltiplos talentos Maria Auxiliadora Alves dos Santos, a Dôra, imprimiu a marca da solidariedade, do bom-humor e da ética em sua trajetória dentro de Itaipu. Uma carreira de sucesso que não aconteceu por acaso. Foi com muito esforço, dedicação e talento. Hoje você vai conhecer um pouco da história dessa mulher, que é um exemplo para todos nós. A homenagem dos amigos e amigas: Mais do que conhecer sua história, aqui você vai saber o que pensam os amigos e amigas sobre essa profissional que está se despedindo de Itaipu. Fale com a Imprensa: imprensa@itaipu.gov.br ou jieinterativo@itaipu.gov.br
    • Dôra: uma carreira de isso menos gratificante: o da comunica- ção interna. Ela estava ainda no primeiro “Você não pode marginalizar esse públi- co”, disse a psicóloga. Desafio aceito. Em pouco tempo, Dôra passaria a ser responsável pelo jornal in- sucesso ano do curso de Jornalismo no Instituto Metodista, em São Paulo, quando passou E lançou o desafio para a acadêmica: fa- terno “Ah! Notícia” da multinacional (lem- bra da propaganda do sorriso Kolynos?), a colaborar no jornal “Kolynos Informa”, zer do jornal interno um meio de comuni- agora um jornal repaginado e com mais Texto: Patrícia Iunovich do Laboratório Anakol, onde trabalhava cação mais próximo para o empregado e espaço para o empregado ser notícia. como secretária no setor de Segurança. empregada da empresa. Antes, o informativo publicava apenas di- cas de segurança. O jornal atendia um público considerável: 2.500 empregados e empregadas. A visão de Dôra sobre comunicação interna em pouco tempo mudaria, e o jornal passaria a ser uma de suas grandes paixões. O jornalismo tem muitas possibilidades e caminhos. Muitas vezes o que nos move A primeira experiência em comunicação interna: o jor- nal interno Ah! Notícia. nessa profissão é a ilusão dos tempos de faculdade - a vontade de mudar o mundo, Ali, ela teve a oportunidade de colocar em a paixão exagerada, o fascínio de escre- prática os conceitos da comunicação in- ver sobre todo tipo de assunto. Desafio terna – com pesquisa de clima organiza- cional e promoção do empregado, trans- Como todas as profissões, tem suas Na época com 17 anos, Dôra tinha sé- formando o anônimo em notícia. Nesse compensações, tem lá suas frustrações, rias restrições ao jornalismo empresarial período, ajudou a fazer o livro Operário mas nos coloca numa posição privilegia- – atitude típica da maioria dos estudan- Padrão, que homenageava os emprega- da. Nós exercemos uma forma de poder. tes no início de curso. dos. Começou a freqüentar gráficas para Trajetória Cabe a nós decidir de que forma usá-lo. a impressão do informativo e escrever o “Via apenas como chapa branca”, diz. editorial do jornal. Talvez a jornalista Maria Auxiliadora Alves Mas uma conversa com a psicóloga da Trajetória (Na foto acima, Dôra na Kolynos/Anakol, onde participava do pri- dos Santos tenha escolhido um caminho área de Recursos Humanos a fez mudar meiro jornal de empresa. A foto foi feita pela colega do RH Lilian Bedini, competente e sensível profissional, até hoje amiga da jor- Foram dez anos acumulando experiência menos glamouroso na área, mas nem por de idéia. nalista). em assessoria de imprensa. Mas a jor-
    • Essa possibilidade ela encon- trou em Foz do Iguaçu, numa Uma nova oportunidade viagem de turismo. Com o cur- Durante a cobertura da inauguração de rículo debaixo do braço, apro- Itaipu, Dôra conheceu Rubens Nogueira veitou o tour pela cidade para e João Carlos de Souza Lambac, que pra- fazer um tour também pelas ticamente a convidaram para trabalhar redações. Na TV Tarobá (Ban- na área de Relações Públicas. Pelos dois deirantes) trabalhava a Dinacyr ex-chefes, guarda até hoje o carinho e Terezinha Oro, a Dina, hoje ge- a gratidão pela oportunidade. Na época, rente da TV Cataratas. Recepti- trabalhava no setor o jornalista Vinicius va, Dina avisou a jornalista que Ferreira, que hoje faz parte da equipe da nalista sentia que precisava vislumbrar a Folha de Londrina abriria uma Divisão de Imprensa e se tornaria um outras possibilidades. sucursal em Foz a qualquer grande amigo. momento, e entraria em conta- eventos nos hotéis, recorda, rindo, tinha “Eu queria trabalhar numa redação de to com ela quando isso acontecesse. que correr para o banheiro e limpar os sa- jornal diário, mas tinha medo porque não patos – sempre cheios de pó ou barro. podia me dar ao luxo de me aventurar. Ao Seis meses depois, a Folha se instalava mesmo tempo, isso me frustrava”, con- em Foz. E, num rompante, a jornalista Como repórter de jornal diário aprendeu ta. trocou a estabilidade do emprego numa muito. Cobria todo tipo de pauta: de agri- grande empresa para trabalhar numa re- cultura à polícia. Dôra ajudava a mãe, Adeloísa Monteiro, dação diária. Não foi uma decisão fácil. a dona Ziza, uma mulher batalhadora da Era também a primeira vez que ela deixa- “Foi uma grande escola”, diz. Mas a vida qual ela se orgulha e muito, no susten- va a mãe para morar sozinha. “Eu fiquei de repórter não tinha nada de glamour. to da casa, mas chegaria um dia em que três dias chorando sem parar e não con- Ao contrário. ela não conseguiria conter a vontade de seguia desfazer as malas”, lembra. “correr o trecho” e ser jornalista de fato. O corre-corre, a cobrança do editor, o Vida de repórter salário baixo começaram a pesar. Para compensar o baixo salário, Dôra passara Na foto acima, com Lambac, o Dôra foi a primeira repórter da sucursal a acumular dois empregos: meio expe- grande respon- da Folha de Londrina em Foz do Iguaçu. diente na Folha de Londrina e meio expe- sável pela vinda “Tempos difíceis aqueles”, recorda. A diente na TV Naipi. de Dôra para a Imprensa. Na foto jornalista tinha que cobrir os eventos de ao lado, com Ru- ônibus e, como ela A pressão começou a aumentar. A Folha bens Nogueira, o sempre costuma cobrava matérias de cunho mais inves- primeiro a acre- repetir, teve que tigativo e Dôra preferiu não trilhar esse ditar no potencial caminho. de Dôra. “amassar muito Trajetória barro”. Muitas Uma de suas grandes reportagens foi a ruas nem eram inauguração da usina de Itaipu (20 anos Trajetória Na foto, feita no apartamento em São Bernardo do Campo, ela e dona Ziza, sempre grudadas. asfaltadas. Nas depois ela acompanharia a conclusão da coberturas de usina, como gerente de Imprensa).
    • A credibilidade que conquistou rendeu a Numa dessas vezes, ela levou o america- Pouco tempo mais tarde, assumiria a Su- Dôra um convite para escrever o prefácio no Philip Glass – um dos mais influentes perintendência de Comunicação Social o do livro de Rubens Nogueira. compositores do final do século XX- e o jornalista Hélio Teixeira, que trouxe um teatrólogo Gerald Thomas para uma visita novo olhar para a assessoria de impren- noturna à usina. No dia seguinte, a visita sa. dos dois era manchete principal na Folha de S. Paulo. HT convidou o jornalista Joel Sampaio para trabalhar e promoveu Dôra a geren- Dôra passaria então a colaborar com o te da área. “Canal de Aproximação”, o primeiro jor- nal de Itaipu. “Com toda sua bagagem jornalística, Hélio Na foto, com o estagiário Dalmon Benitez, Mara Mariza trouxe uma visão diferente. A assessoria Leal, dona Ziza e Conceição. era muito chapa-branca e o HT quebrou O caminho de volta esse gesso. Mostrou uma forma diferen- A saudade da te de relacionamento da assessoria com mãe, dos ami- a imprensa e deu o grande salto de quali- A primeira função foi trabalhar no aten- gos e de São dade da comunicação interna de Itaipu”, dimento especial ao visitante - levar jor- Paulo começou comenta. E acrescenta: “Hélio deu um nalistas e turistas para conhecer a usina. a apertar e Dôra ressignificado à assessoria de impren- “Era muita responsabilidade. Acompa- fez o caminho sa. Ele trouxe a nhava desde autoridades a grupos de mi- de volta. Pediu prática do jor- litares para conhecerem a hidrelétrica”, transferência nalismo diário conta. para o escritó- para a comuni- rio da capital cação interna, Nas fotos, o começo de o que fez toda tudo, quando Dôra fazia Dôra e Siqueira paulista, mas atendimento aos turis- para isso teve que abrir mão da assesso- a diferença”, Primeira grande conquista como gerente de Imprensa: tas. ria de imprensa. diz Dôra. um prêmio nacional para o Jornal de Itaipu. (Na foto, HT e Vinicius Ferreira) Lá, trabalhou na área administrativa. De- pois de dois anos, o escritório fechou e a Em dez anos como gerente de Imprensa, jornalista foi chamada para trabalhar em Dôra diz que teve muitas alegrias. Entre Curitiba. No Edifício Parigot de Souza lia as principais, participar da criação do JIE os jornais para fazer sinopses e colabora- e do JIM - veículos premiados em diver- va com o jornal “Canal de Aproximação”. sas categorias, entre elas regional e na- cional. Logo apareceria uma vaga em Foz do Trajetória Iguaçu, para substituir o colega Vinicius Mas, ainda mais importante do que os Ferreira, que deixava a empresa. O ge- prêmios, é a gratificação de participar rente na época era Luis Guilherme Si- No Coral de Itaipu: em seu primeiro solo, Dôra homena- Trajetória de dois projetos editorais que têm como geou seu falecido pai, João Alves, com a música “Gen- queira. Seis anos depois, Dôra assumiria premissa básica a valorização do empre- te Humilde”. seu cargo). gado.
    • Entrou no banco com a ajuda da Tia Ma- ”Não existe anônimo em maior do vê-lo transformar o satisfação notícia e que ria Lourdes - a quem ela chama de Fada Madrinha, a segunda mãe do coração. Trabalhou no setor de cobrança até che- realizado ” gar à chefia Dôra reconhece: esse trabalho só foi pos- sível graças ao respaldo que recebeu do pessoal da Divisão de Imprensa, “uma Na foto, Cláudio, Dôra e Gilmar Piolla, superintendente equipe altamente profissional e respon- de Comunicação Social. Dôra e a turma do JIE, no aniversário dela em 2005. sável”. “Tenho certeza de que ser um bom pro- Uma sobrevivente fissional é importante, mas ser ético e solidário é imprescindível. E isso eu pude Poucas pessoas conseguem traçar um constatar com a equipe de Comunica- caminho de tanto sucesso. Desde muito Na foto, com Fada Madrinha e Patrícia Iunovich. ção”, se emociona. pequena, Dôra teve que lutar pela sobre- vivência. Aos 12 anos, trabalhou como Na época, sonhava em trabalhar numa jornaleira – na banca da tia Manoelina, a multinacional. Acreditava que essa seria tia Dadá – em São Caetano do Sul (SP), a grande salvação para escapar das difi- em troca do aluguel da casa. culdades financeiras. A Anakol resolveria Na foto à esquerda, Caio em grande parte esses problemas. Mas Coronel, o incansável e Foi nesse universo entre jornais e revis- a realização profissional exigia outros Edna Carvalho, Dôra e Ana Maria. determinado fotógrafo. tas que Maria Auxiliadora descobriu a vo- vôos. cação para ser escritora. Ou jornalista. Dôra se sente uma vitoriosa. “Adorava escrever poesias. Tinha um ca- Nova etapa ”Tive uma vitória atrás da ou- derno cheio de anotações”, conta. Mas o sonho teve Perto de completar 40 anos de trabalho e tra e sou muito grata por tudo 20 deles na Itaipu Binacional, Dôra está que ser adia- se aposentando. E está nostálgica por que conquistei”, diz. Na foto à direita, Dôra, do. Antes de Heloisa Covolan e HT, na isso. E nem poderia ser diferente. Afinal, entrar para a cerimônia de entrega do a jornalista sempre pautou sua vida pela Além dos amigos da Imprensa, outras três prêmio do JIE). faculdade de emoção. Costuma brincar que seu slogan pessoas foram fundamentais para acolhi- jornalismo, é ética, bom humor e solidariedade. “Nun- da dela na empresa: as amigas Conceição Dôra traba- ca abri mão de alguns valores, como a Aparecida Ariano Moe, Ana Maria Gabriel Trajetória lhou como espiritualidade, o que aprendi com minha Paes de Andrade e Edna Carvalho. bancária. mãe. E sou uma otimista por natureza”, se define. Agora, Dôra passa a gerência Trajetória Na foto acima, com a mãe, a dona Ziza, grande escola para Dôra. Mulher forte e corajosa, garantiu formação para o amigo Cláudio Dalla Benetta, o que religiosa para a filha em boas escolas. para ela é uma grande honra.
    • O maior legado A homenagem dos Me recordo que, ao assumir, Dôra estava de férias e eu Para Dôra, o maior legado é ter partici- pado da história de Itaipu como jornalis- amigos e amigas aguardava ansioso para co- nhecê-la. Ao aterrissar das ta e poder colaborar com a evolução da férias, chegou ela com aquele Comunicação Social da maior usina do Dôra, uma brasileira sorrisão encantador, com seu estilo “mãezona” de contornar mundo. problemas pessoais e profis- Nas duas últimas décadas, mais especi- Por: Hélio Teixeira (*) sionais dos que a rodeiam. ficamente nos últimos 10 anos, a Asses- Não faz rima, mas a Auxilia- soria de Imprensa deu um salto qualitati- Em minha vida de re- dora do seu nome retrata per- vo e revolucionou a comunicação dentro pórter, Itaipu sempre feitamente o comportamento da IB. Primeiro com Hélio Teixeira, depois esteve entre meus afável, carinhoso, aconche- com Gilmar Piolla. Com a entrada do jo- namoros, mas jamais gante e profissional junto aos vem jornalista Gilmar Piolla, a Comunica- sonhei que viraria ca- gregos, troianos e baianos da ção se modernizou ainda mais. samento. Mas isso Imprensa e arredores que ela acabou ocorrendo em passou a comandar a partir de ques, para os íntimos, o AH. outubro de 1995, quan- setembro de 1996. do o Dr. Euclides Scalco, um grande ami- Nos matávamos de rir com esse persona- go, me convidou para assumir a Comu- A ela e seu grande time, Itaipu deve o gem fictício que estreou querendo mor- nicação Social da binacional. Conhecia papel inovador dos jornais que nasceram domias inenarráveis na Vila B para morar Itaipu “por fora” e saí quase onze anos e se criaram nos últimos anos. Desde os em Foz, causando profunda irritação e depois, com o nítido sentimento de que tempos da IBM, onde o JIE tinha apenas revolta na ala, digamos, mais socialis- foram meus melhores anos de vida como textos, até sua moderna cara atual, jun- ta da empresa. Mesmo com sua infinita jornalista. Isso ocorreu, porque aprendi a to com o JIM, que foi levar informação a paciência e bom humor, Dôra chegou a conviver com a alma dessa empresa, sua quem trabalhava nos labirintos da Usina, temer algumas alucinações do colunista, gente. Nesse panorama de conquistas e quase anônimos e sem computador. Ela um polemizador. O AH foi suicidado, uma convívio diário, duas figuras foram pre- formou um quadro de correspondentes pena. ponderantes: Edna Maria Carvalho e Ma- em todas as áreas da empresa, tornando ria Auxiliadora Alves dos Santos, a Dôra. os dois veículos verdadeiramente intera- Dôra e eu também toureamos boas aven- tivos. Com Cláudio Dalla Benetta, Vinicius turas com o chamado “jornalismo de re- A primeira, gerente de Relações Públicas Ferreira, Patrícia Iunovich, Caio Coronel e sultados” praticado por notórias figuras Com sua vasta experiência em mídia que deixou a empresa junto comigo, no Nilton Rolin, além de acadêmicos de jor- que pensam e agem atrás do vil metal, eletrônica, Piolla modernizou ainda mais final de julho de 2006, e a Dôra que agora nalismo que por lá passaram, bateu-se e não da notícia. Não foi fácil, mas fomos a internet, JIE e JIM que, recentemen- está tomando o mesmo caminho. Doze bate-se um bolão no jornalismo empresa- aprendendo a evitar curto-circuitos. te passaram por mudanças estruturais, anos atrás, não havia o marketing do “gê- rial e fora dele. Homenagem facilitando o processo de comunicação nero”, como passou a ocorrer a partir de E lá fomos nós cultivando água boa, com interna de Itaipu. Para mim, é uma grati- 2003, mas me orgulho de ter sido o pri- Debaixo da sisudez do DGB Scalco, numa muita responsabilidade social, batalhando Homenagem ficação ter trabalhado com profissionais meiro superintendente da IB a ter duas reunião desse time, criamos o primeiro pela boa imagem da maior do mundo. É tão qualificados, diz Dôra. mulheres como gerentes. colunista social afetado do jornalismo verdade que uma vez, na época do Jornal empresarial do mundo, o Alberto Henri- de Itaipu impresso, pensei numa materio-
    • na sobre o que aconteceria no Brasil se Itaipu fosse paralisada. Dôra, com paci- Palavra, Dôra! de, amor, bondade, solidariedade, confor- to, ajuda, diálogo e fé, entre outras? ência, perguntou se eu estava querendo Por: Vinícius Ferreira matar a área Técnica do coração. Como Por favor, Dôra, me ajude a ordená-las, sempre me dei bem com a engenheirada, Dôra, quando comecei a escrever esta pois todas fazem parte do meu dicionário esqueci. mensagem para você, em relação à minha querida, amada, in- me deparei com uma superável e idolatrada Lindinha! A boa alma de Dôra não se restringiu ou situação insólita: as se restringe ao companheirismo no tra- palavras que escolhi Beijo graaaaaannnnnde, Paixão! balho, se alarga na periferia de Foz em se recusaram a obede- a ponto de contagiar todo mundo a sua ações nunca alardeadas como suas me- cer as minhas ordens. A mãezona volta. ditações sob madrugadas estreladas. Umas queriam atro- Por: Patrícia Iunovich É por tudo isso que é difícil falar em des- pelar as outras. Não pedidas, vamos estabelecer então apenas É difícil narrar detalhes do longo e bom pude, como gostaria, tempo em que a tive sempre próxima, me Foi por capricho da natureza que ela não essa data como uma nova etapa, afinal, ordená-las. Essas ban- você vai estar sempre conosco e a gente, segurando em meus ímpetos, me empur- teve filhos biológicos, só para se tor- didas brigaram entre si para serem sem- claro, torce para estar sempre contigo. rando nas indecisões, me ajudando nas nar a mãezona de um pre as primeiras a representar tudo o que dúvidas. montão de mulheres e sinto por você. Nenhuma quis ficar por último. Então, decidi castigá-las. Já que homens já bem cres- O começo de tudo cidos. Como toda boa não consegui domesticá-las, desisti de Por: Caio Coronel mãe, é uma leoa e está escrever um texto para emocioná-la e re- sempre pronta para de- solvi deixá-las soltas – ao léu, mesmo! É difícil fazer um depoimento sobre a Dôra fender as crias. E briga Cá entre nós, Dôra, acho que essa briga sem lembrar da minha própria trajetória até o fim por seus prin- entre elas foi um alívio para mim. dentro da empresa. Também comecei a cípios. minha vida profissional no “chão de fá- Vez ou outra tenta se livrar do estigma, brica”. Fui transferido da SOT (DT) para quer ser só amiga, mas não consegue. É a Divisão de Imprensa, mais. E sob seus cuidados, nós, filhos, fi- que estava começan- Dôra, Euclides Scalco, Edna e HT. lhas, amigos, amigas - nos sentimos pro- do a se estruturar. A tegidos. Divisão em Foz tinha O perfil descrito no texto da jornalista Pa- três funcionários: Luiz trícia Iunovich (texto de abertura) sobre a Assim é Maria Auxiliadora, a Dôra de to- Guilherme Siqueira Dôra, revela a vida de uma brasileira. dos os dias. (gerente), Maria Auxi- liadora e Mara Mariza Cordial, elegante, humilde, bem-humora- Mulher de nome santo que teve que ba- (também tinha sido Como poderia colocar pela ordem de im- talhar pela própria sobrevivência desde Homenagem da, profissional. Mas quem a conhece, transferida da DT). Co- portância, em se tratando de você, pa- cedo, Dôra faz jus às mulheres que lutam mecei a ajudar a Dôra fazendo degravação acrescenta: Dôra é uma brasileira inigua- lavras como respeito, dignidade, amor, para garantir respeito no mercado de tra- Homenagem lável. de entrevistas para algumas matérias. (A competência, amizade, compreensão, for- balho e uma sociedade mais justa. Pro- edição do jornal era quinzenal) Foi o co- (*) Hélio Teixeira é ex-superintendente de Comunica- ça, exemplo, lisura, integridade, gratidão, fissional reconhecida, é também mulher meço de tudo. Amassamos muitos bar- ção Social. alegria, felicidade, alto-astral, honestida- que se emociona, que chora, e ri muito
    • ros juntos cobrindo pauta para o nosso Irmãs de alma Ser amiga é um privilégio “Canal de Aproximação”, depois Mega News e, por último, Jornal de Itaipu. Por: Ana Maria Gabriel Paes de Andrade Por: Edna Aparecida Carvalho Amiga, irmã, mãezona, como diria o HT. Dodô, como cari- “Quando a Patrícia Iunovich me ligou e É isso mesmo, uma mãezona que sempre nhosamente eu, Kiko pediu que escrevesse algumas palavras está de olho nos filhos para protegê-los, e meus filhos a cha- para homena- passar tranqüilidade e confiança. E tam- mamos. Uma grande gear a Dôra, bém dar uns puxões de orelha quando amiga que há muito confesso que necessário. Graças ao incentivo e apoio tempo está em nos- fiquei emocio- que sempre tive da Dôra, me tornei o pro- sas vidas, desde que nada. fissional que sou hoje. Por tudo isso, só a Ana Letícia era pe- tenho mais uma palavra a dizer: obriga- quena e dizia sempre Falar da Dôra do, Dôra! soluções, enquanto não conseguia con- que queria ir junto não é uma ta- ter lágrimas de solidariedade. Benditas com ela quando saía, em uma linguagem refa fácil, são lágrimas! que apenas a gente entendia. quase 20 anos de amizade e Extremamente humana, sempre foi tam- Desde essa época, já se foram 21 anos parceira de trabalho. Foi gratificante tra- O riso que sacode o estresse bém a profissional que sabe valorizar sua e a nossa amizade só aumentou, pois é balharmos juntas na área de Comunica- Por: Cláudio Dalla Benetta equipe. uma relação de amor, de laços de alma, ção Social. uma irmã que Deus não me deu. No meio da manhã, o Da mesma forma que, com ela, a equipe Dora está sempre disponível para ouvir e jornal pegando fogo, sempre se dedicou a valorizar a gente da Ela consegue ter sempre um conselho ajudar os amigos. É uma pessoa sincera, todo mundo meio es- casa, as conquistas profissionais e pes- sensato. Está sempre nos ouvindo e cheia de muita fé e tem respeito pelo ser tressado, e eis que en- soais de cada um que mereceu ser notí- sempre nos fazendo ouvir as palavras humano. tra alguém na redação, cia no JIE. certas, mesmo que não seja as que não queremos ouvir. Ser amiga da Dôra é um privilégio. Consi- conta algo engraçado E, a par disso, esta mesma equipe sem- dero-a minha irmã paulista e agora igua- e ri. A gargalhada gos- pre procurou que Itaipu tivesse aquilo que çuense de coração. tosa, generosa, baixa a tensão, alivia o es- a empresa merece: holofotes da mídia, reconhecimento da região, do Paraná, do Nós te amamos muito. Dôra, seja muito feliz nesta nova etapa tresse e faz com que de sua vida, você merece. aquelas chateações que aparecem vez Brasil, do mundo inteiro. por outra se tornem insignificantes. Dôra, que bom conviver com você por 10 Deus te abençoe.” É a melhor imagem de Dôra: um riso ge- anos neste ambiente profissional, sério Que sorte tenho em tê-la como neroso, um riso do bem, um riso que faz e, ao mesmo tempo, bem-humorado. Va- amiga. Uma pessoa que pela Homenagem bem. leu a pena! sua história de vida é uma Créditos: Fotos de Caio Coronel, Adenésio Zanella, Nilton Homenagem Rolin, Alexandre Marchetti e arquivos pessoais. Projeto grá- A mesma pessoa que ri é aquela a quem, vencedora e muito feliz por fico de Daniel Reis. Edição: Patrícia Iunovich. muitas vezes, levei minhas aflições. Que tudo o que conquistou. ela sabia ouvir com paciência, apontar
    • O aconchego longe de casa todos aqui. Você transpôs muitas barrei- ras que nós não teremos que transpor, Social. Daquelas que, com o mesmo cari- nho que distribuem elogios, reagem com os seus empregados e colaboradores, como costumam falar por aí, o que dizer, Por: Alexandre Marchetti está tudo pronto. broncas diante de qualquer ameaça con- então, de Dôra para a Comunicação So- tra si mesma ou aos seus protegidos. cial? E que honra, que responsabilidade, que medo ficar aqui e carregar essa bandeira. Basta um estagiário ou uma estagiá- Com o seu desligamento pelo PDI, vamos Só fico mais sossegado quando olho para ria desempenhar bem suas funções que nos sentir um tanto órfãos, como aqueles o lado e vejo o Caio, a Patrícia, o Cláudio Dôra já quer dar um jeitinho de mantê-los filhos que, ao livrarem-se da saia acon- e o Vinícius. Temos que seguir em fren- na equipe, de preferência – e se possível chegante de suas mães, libertos para as te, sem você por perto. Sentirei sua falta, – com crachá vermelho. Porque Dora en- aventuras e os desafios do mundo, sen- patroa, mas vai, descansa tranqüila que a volve-se e deixa-se envolver. tem-se meio inseguros, indefesos, mes- gente cuida da casa. mo sabendo que a vida estará lhes abrin- Profissional dedicada e centralizadora, do uma grande janela de oportunidades. zela pela imagem da Itaipu como quem Não há conforto maior para um forasteiro zela pela boa imagem de uma família. Vamos sentir falta daquele olhar e daque- Itaipu é a sua grande família. la atenção, quase que maternais, que nos que encontrar num país estranho alguém que tenha passado pelos mesmos cami- Mãezona protetora e generosa acompanham, cuidadosamente, no dia-a- nhos. Você estudou a poucas quadras da Comunicação Social Dôra é assim. Toda emoção e toda ternu- dia, há muitos e muitos anos. Vamos sen- ra. Se Itaipu é uma verdadeira mãe para tir falta de Dôra e seu coração gigante. de onde morei a maior parte da minha vida. Passava na estrada das Lágrimas, Por: Gilmar Antônio Piolla fez compras no Joanin, tomou umas no Nesses quatro anos de trabalho na Itai- Santista, talvez tenha comido a pizza do pu, três como assistente do Diretor-Geral Grupo Sérgio... São Caetano e Rudge Ra- Brasileiro e um ano na chefia da Comu- mos. Que saudades de casa, da mãezi- nicação Social, tive o privilégio de convi- nha esperando com a comida pronta... ver com pessoas sensacionais, cada uma Quando cheguei aqui, você me recebeu com seu estilo, suas peculiaridades. Mas de braços abertos, não como um geren- poucas com personalidade tão marcante te que recebe um novo funcionário, mas como Maria Auxiliadora Alves dos San- como uma amiga que a gente não vê há tos – a Dôra. algum tempo. Ela transborda emoção em tudo o que faz. Quando você se aposentar, tudo vai ser Dôra tem um coração que não cabe den- diferente, não vai? Como não é precioso tro de si, pois é muito maior do que ela. aquele pozinho das escavações que so- Está sempre disposta a doar-se pelos co- brou num cantinho da redação, trazido por legas, pela empresa. Cuida de sua equipe seus sapatos. Quantos saltos arranhados Homenagem como uma mãe que cuida dos seus filhos nas pedras da barragem até chegar na ca- recém-nascidos. deira de gerente. Nem que eu quisesse Homenagem poderia acumular em 20 anos de trabalho É por isso que é considerada a mãezona aqui a experiência que você acumulou, as generosa e protetora da Comunicação Gilmar Piolla, chefe da Assessoria de Comunicação Social milhas que você correu para chegarmos