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2INTRODUÇÃOSistema agroecológico para a produção de uvas consiste na observância eaplicação de um conjunto de técnicas em ...
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41. ADUBAÇÃO DO SOLOFertilidade do solo é definida pelo vocabulário de Ciência do Solo (Curie t.al.,1993). Um ecossistema ...
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61.2 CORREÇÃO DO SOLO PELA CALAGEMA calagem de correção é um método de criar o que se denomina “lastro deprodutividade”. I...
7C. Elevar o pH a um nível de 5,5 para que o Al e o Fé trocáveis, não sejam maisprejudiciais.2. ELEMENTOS NUTRITIVOS PRINC...
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9A eficiência de uma adubação nitrogenada somente será garantida quandonão existir outra deficiência mineral no solo e, qu...
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12D. Quarta pulverização: na pré-floração, (estágio em que a florescência encontre-sebem desenvolvida, com os botões flora...
13Composição: 9 litros de água + 500ml de leite de cal concentrado + 500ml desulfato de cobre concentrado + 500ml bioferti...
14OBS: Neste esquema de pulverização, considera uma primavera-verão bastanteadversa com chuvas intensas e freqüentes, com ...
15CONCLUSÃOConscientização e compreensão de que produtos agrícolas não sãomercadorias quaisquer, são alimentos que podem g...
16RAFAEL TOMAZZIENÓLOGO E PRODUTOR DE UVAS E OUTRASCULTURAS AGROECOLÓGICASDISTRITO TUIUTY – BENTO GONÇALVES – RSTrabalho h...
17Quando se inicia o sistema é recomendável fazê-lo em pequenasáreas e com variedade mais rústica.O sistema de produção é ...
18FRASE“O futuro do Brasil está ligado à sua terra. Omanejo adequado de seus solos é a chavemágica para a prosperidade e b...
19AGRADECIMENTOSCEFET – Pela importância que desempenha no desenvolvimentodo setor vitivinícola.Profª. Cláudia Schiedeck S...
20Rafael Tomazzi – Por ser um ecologista multiplicador.A todos que contribuíram para eu chegar até este momento.Meus pais ...
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Sisitema agroecológico na produção de uvas

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INTRODUÇÃO
Sistema agroecológico para a produção de uvas consiste na observância e
aplicação de um conjunto de técnicas em que o produto final seja resultado da
interação simultânea de diversos aspectos que propiciem o equilíbrio nutricional,
bioquímico e fisiológico da planta. Este depende do equilíbrio químico, físico e biológico
do solo, depende também do equilíbrio do ecossistema e condições climáticas.
Falta de oxigênio no solo, falta ou excesso de umidade, pouca luminosidade,
corte de raízes, ventos, variedades inadaptadas, adubos químicos solúveis
concentrados, desequilíbrios quantitativos e qualitativos de macro e micro nutrientes e
agrotóxicos são alguns fatores que alteram a proteossíntese, gerando acúmulo de
substâncias atrativas aos insetos e agentes causadores de moléstias ( Claro, 2001).
A principal dieta de fungos, bactérias e insetos (principalmente os sugadores)
são constituídos por aminoácidos livres, amidos e açúcares solúveis e que qualquer
fator que provoque a diminuição ou interrupção de proteossíntese gera acumulo destes
compostos sensibilizando as plantas às doenças e pragas.
A utilização de agrotóxicos tem produzido diversos problemas de ordem
ambiental, tais como: contaminação do solo, da água, dos animais; intoxicação do
homem; resistência de patógenos, de pragas; o desequilíbrio biológico, alterando a
ciclagem de nutrientes e de matéria orgânica; a eliminação de organismos benéficos;
redução da biodiversidade, entre outros.

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Sisitema agroecológico na produção de uvas

  1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOSECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICACENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE BENTO GONÇALVES - RSCURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM VITICULTURA E ENOLOGIASistema AgroecológicoNa Produção de UvasALUNO: ADEMIR MARCONPROFESSOR/ ORIENTADOR: EDUARDO GIOVANNINIBENTO GONÇALVESDEZEMBRO 2008
  2. 2. 2INTRODUÇÃOSistema agroecológico para a produção de uvas consiste na observância eaplicação de um conjunto de técnicas em que o produto final seja resultado dainteração simultânea de diversos aspectos que propiciem o equilíbrio nutricional,bioquímico e fisiológico da planta. Este depende do equilíbrio químico, físico e biológicodo solo, depende também do equilíbrio do ecossistema e condições climáticas.Falta de oxigênio no solo, falta ou excesso de umidade, pouca luminosidade,corte de raízes, ventos, variedades inadaptadas, adubos químicos solúveisconcentrados, desequilíbrios quantitativos e qualitativos de macro e micro nutrientes eagrotóxicos são alguns fatores que alteram a proteossíntese, gerando acúmulo desubstâncias atrativas aos insetos e agentes causadores de moléstias ( Claro, 2001).A principal dieta de fungos, bactérias e insetos (principalmente os sugadores)são constituídos por aminoácidos livres, amidos e açúcares solúveis e que qualquerfator que provoque a diminuição ou interrupção de proteossíntese gera acumulo destescompostos sensibilizando as plantas às doenças e pragas.A utilização de agrotóxicos tem produzido diversos problemas de ordemambiental, tais como: contaminação do solo, da água, dos animais; intoxicação dohomem; resistência de patógenos, de pragas; o desequilíbrio biológico, alterando aciclagem de nutrientes e de matéria orgânica; a eliminação de organismos benéficos;redução da biodiversidade, entre outros.
  3. 3. 3Objetivos1. Com o objetivo de produzir alimentos biologicamente equilibrados, livre deresíduos tóxicos e minimizar seus efeitos negativos sobre a natureza e a saúde dohomem.2. Tornar e manter ativa e em equilíbrio a flora, micro e meso fauna do solo paraque este adquira a condição de ser supressor de pragas e moléstias.3. Tornar e manter a planta em equilíbrio metabólico, com um ótimo deproteossístese de modo o diminuir a máximo ou evitar a circulação de substâncias debaixo peso molecular (aminoácidos livres, amidos, açucare solúveis) nos órgãos daplanta.
  4. 4. 41. ADUBAÇÃO DO SOLOFertilidade do solo é definida pelo vocabulário de Ciência do Solo (Curie t.al.,1993). Um ecossistema natural sempre está no seu nível máximo de produtividade(clímax), dentro dos potenciais do ambiente, sendo limitado pela disponibilidade deágua, de radiação e de nutrientes. A intervenção humana sempre interfere no equilíbrionatural e de maneira geral leva à sua degradação. (FEIDEN, 2001).A presença da fitomassa, constituída pelas plantas vivas e restos das culturasanteriores protege a superfície do solo da intensa radiação solar, reduzindo a amplitudetérmica, o impacto das gotas da chuva, a perda de água por evaporação e a velocidadedo escorrimento.Fertilidade do solo:Fertilidade Química: Indica o tipo de fertilidade do solo, essenciais àsplantas, com a presença ou ausência de elementos tóxicos e suas reações.Fertilidade Física: Diz respeito à acessibilidade das plantas aos nutrientesexistentes. A profundidade efetiva do solo, impedimentos à penetração radicular,porosidade, disponibilidade de água de oxigênio e estrutura e a agregação do solo sãoelementos importantes.Fertilidade Biológica: Indicação sobre o fluxo de nutrientes nos diversoscompartimentos do sistema que depende dos organismos vivos constituídos pelasplantas cultivadas e espontâneas, fauna e microrganismos existentes no solo; sua açãodepende da quantidade, diversidade e funções que exercem.
  5. 5. 5APLICAÇÃO, NUTRIENTES E MANEJOECOLÓGICO DO SOLO1.1 ADUBAÇÃO VERDEConforme PRIMAVESI (1990), adubação verde deve ser formada peloconsorciamento entre leguminosas, gramíneas e ervas nativas. Leguminosas parafornecer maior teor de nitrogênio através de fixação simbiótica (associaçãomutuamente benéfica). Gramíneas para manter ou aumentar a matéria orgânica dosolo e fornecer carbono (aprox. 58% da matéria orgânica) para favorecimento da flora,micro e meso fauna do solo. A relação carbono/nitrogênio dos materiais vegetais éimportante, pois influenciará na decomposição da M.O. e no manejo a ser adotado.Ervas nativas para reciclagem de nutrientes e favorecer o equilíbrio biológico do solo.A semeadura do mínimo de 50 kg/ha de sementes de aveia preta e no mínimode 50 kg/ha de sementes de ervilhaca propicia uma cobertura verde razoável.A massa verde deve ser reforçada em torno de 15 dias antes do início dabrotação da videira para fornecer nitrogênio no estágio de maior necessidade dacultura. Na época da roçada a massa verde deve estar bem desenvolvida.A aveia deve ser roçada antes do estágio do grão leitoso para não rebrotar efornecer o máximo de celulose e lignina. A ervilhaca deve ser roçada não antes daformação de vagens para não rebrotar e fixar o máximo de nitrogênio.Para obter tais condições a semeadura destas culturas, deve ser realizada omais cedo possível, em março ou abril. As semeaduras devem ser lançadas sobre avegetação existente e serem incorporadas superficialmente com grade, apenas osuficiente para propiciar contato com o solo.Uma segunda roçada poderá ser realizada em fins de novembro e dezembro,época em que geralmente as temperaturas são altas e ocorre um déficit hídrico.Uma terceira roçada poderá ser realizada em fins de janeiro e fevereiro,procurando fazer com que as roçadas coincidam com o período de estiagem. Não roçarcom o solo úmido para evitar maior compactação. As roçadas devem ser executadasde modo que toda área do parreiral seja roçado, sobretudo na projeção da copa.
  6. 6. 61.2 CORREÇÃO DO SOLO PELA CALAGEMA calagem de correção é um método de criar o que se denomina “lastro deprodutividade”. Isto indica que a quantidade de calcário a ser aplicado deva estar emconformidade com as características do solo.As recomendações para correção de acidez e adubação devem ser feitas combase em resultados de análise química e física do solo (Embrapa, ISSN 1678-1710,2006).1. Possui basicamente quatro funções:A. Corrigir o pH, por seu efeito indireto sobre a concentração de elementosnutritivos à disposição do vegetal e à atividade microbiana.pH < 5,6 ...ác fúlvicos (mobilizam Fé e Al – íons trocáveis Ca e Mg – seligam).pH 5,6 a 6,8...ác húmicos (processo oxidativo, permanecendo Ca, Mg, K, P emicronutrientes).pH > 7,3...ác fúlvicos (degradação dos ác húmicos) (Scheffer, 1956).B. Neutralizar o alumínio e o manganês tóxicos.C. Flocular o solo para melhor agregação.D. Ser nutriente vegetal.2. OBJETIVO DA CALAGEMA. Aumentar o complexo de troca, influir sobre o CTC (capacidade de troca decátions) dependente do pH.B. Saturar o complexo com cálcio.
  7. 7. 7C. Elevar o pH a um nível de 5,5 para que o Al e o Fé trocáveis, não sejam maisprejudiciais.2. ELEMENTOS NUTRITIVOS PRINCIPAIS E SUAS INTER-RELAÇÕES2.1 FÓSFORO (P)O fósforo é o responsável pela energia na síntese de substâncias orgânicas,sem fósforo não existe crescimento vegetal.Praticamente em todos os solos brasileiros a adubação fosfatada aumenta acolheita.Aconselha-se adicionar ao adubo fosfórico, sulfato ou óxido de zinco, quando aquantidade de P2O5 ultrapassa a 100 kg/ha.Destacam-se três pontos básicos na disponibilidade do fósforo:O pH do solo deve ser > 5,5 e < 7,5, para que o fósforo permaneça disponível;Manter a estrutura do solo grumosa, facilitando o arejamento;A microvida é capaz de mobilizar fósforo de ligações com alumínio e ferro emum solo arejado, com matéria orgânica e cálcio, garantem o abastecimento normal defósforo às plantas.Como fonte de fósforo, são recomendados os poucos solúveis como: Fosfatosnaturais, tolerando-se o superfosfato em função de manter menos salinidade e serfonte de cálcio e enxofre.2.2 POTÁSSIO (K)Na maioria dos solos brasileiros há quantidade suficiente de K, variandoentre 1.780 e 14.200 ppm (Primavesi, 1990).A resistência vegetal ao frio, seca e moléstias depende em larga escala deum abastecimento suficiente de K.
  8. 8. 8Em temperaturas baixas, como ocorre no inverno do RS, reduz a absorçãode K, nestas condições ela aumenta quando o pH do solo estiver entre 6 e 6,5.Aos 25ºC a absorção é três vezes maior do que a 15ºC.A adubação com potássio se faz necessário quando o nível do elemento formenor que 40mg/kg de solo. E seu efeito á maximizado quando houverabundância disponível de outros nutrientes especialmente fósforo, nitrogênio,cálcio e magnésio.2.3 NITROGÊNIO (N)O nitrogênio não é mineral, chega ao solo através do ar ou pela adubação. Aschuvas tropicais podem acrescentar ao solo, até 50 kg/ha de nitrogênio ao ano.Crucial para a vida terrestre, uma vez que toda a proteína é formada com basede nitrogênio, quer se tratem de microorganismos animais, plantas ou seres vivos.A matéria orgânica promove a fixação de nitrogênio por meio biológico,fotoquímico e pela absorção do ar.2.3.1 NITROGÊNIO NÍTRICO (NO3¯)Os nitratos preferencialmente são absorvidos pelas plantas podendo circularem maior concentração pela seiva.Plantas nutridas com (NO3¯) tem vantagem absoluta por ser um ânion,permitindo maior acumulação de cálcio, magnésio e potássio.2.3.2 NITROGÊNIO AMONIACAL (NH4+)No Brasil, N em forma de sulfato de amônio é o mais usado na adubação.Exige uma metabolização rápida para evitar excesso na seiva vegetal,necessitando muito mais fósforo, que o nitrogênio nítrico. Desloca cátions comopotássio e cálcio tornando o metabolismo do vegetal muito precário, aumentado àsuscetibilidade das plantas às doenças fúngicas.A necessidade de nitrogênio aumenta com a intensidade de iluminação. Asombra reduz a necessidade de nitrogênio em até 50%.
  9. 9. 9A eficiência de uma adubação nitrogenada somente será garantida quandonão existir outra deficiência mineral no solo e, quando sua metabolização completaestiver assegurada. Qualquer deficiência mineral que impede a formação de proteínasequivale a uma deficiência de nitrogênio para o vegetal, o mesmo ocorre na falta deenxofre, zinco, manganês, ferro e outros.2.4 ENXOFRE (S)O enxofre é necessário por formar parte dos aminoácidos essenciais como:cistina, cisteína e metiodina, indispensáveis para a formação das proteínas.Parte do enxofre é encontrada em minerais no solo, outra chega pela chuva,que pode adicionar até240 kg/ha/ano. Os adubos mais comuns contendo enxofre são:superfosfato, sulfato de amônio e sulfato de cálcio (gesso).Enquanto forem usados adubos fosfatados o perigo de falta de enxofre nãoexiste, porém, com a prática de adubação usando fosfatos naturais, nitrato de amônio,nitrato de cálcio ou adubos concentrados, hoje, preferidos por serem formas maiseconômicas, pode ter um efeito catastrófico, devido à falta de enxofre.3. PULVERIZAÇÕES COMPLEMENTARES NO CONTROLE FIOSIOLÓGICO DEPRAGAS E MOLÉSTIASOs agrotóxicos interferem no metabolismo das plantas podendo alterar osteores e relação entre os nutrientes. Isto, em muitos casos, prejudica a proteossíntesesensibilizando as plantas ao ataque de pragas e doenças, controla-se em determinadomomento, patógenos ou inseto com a aplicação de agrotóxicos, mas cria condiçõesmetabólicas para posteriormente a planta ser atacada por outras pragas e moléstias.Quimicamente e fisiologicamente não existe diferença entre adubação foliar eno solo.Os nutrientes, principalmente os micronutrientes, em aplicação foliar agemcomo ativadores enzimáticos, acelerando a síntese as proteínas. Com isto o acúmulo
  10. 10. 10de substâncias de baixo peso molecular é impedido ou diminuído tornando as plantasmais resistentes a pragas e moléstias.Entretanto tais nutrientes devem sofrer em processo de complexação antes deserem pulverizadas sobre a planta, assim ela gasta menos energia para absorvê-los.O esquema de pulverização pode incluir calda sulfocálcica, calda bordaleza,um coquetel de micronutriente complexados através de um processo fermentativo comágua, esterco bovino.Este trabalho tem sua origem no trabalho agroecológico no município de Ipê –RS, batizado com o nome de supermagro. SUPERMAGRO: a receita completa. Boletimda Associação de Agricultura Orgânica, n.16, p.5, 1994.3.1 PULVERIZAÇÃO DE INVERNOSegundo Claro (2001), os diversos experimentos e experiências realizadas comvariedades híbridas e em americanas com agricultores da região Centro-Serra, foipossível compor um sistema de pulverização na produção ecológica de uvas.Primeiro tratamento: Junho – julhoComposição: 2 litros de calda sulfocálcica, + 10 litros de água, + 200g de farinha detrigo ou 100g sabão em barra, ou 250 a 500ml de Alhol. (Pode-se repetir a pulverização30 dias após, mas nunca na brotação).Para cochonilhas, substituem-se 1,5 litros de água por 1,5 litros de extrato de fumo.Segundo tratamento: Agosto até meados de SetembroLogo após a poda, mas antes da brotação. Aplicar depois de transcorridos 20 a 30 diasda aplicação da sulfocálcica.OBS: Caso ainda houver a presença de cochonilhas adiciona-se à bordalezaóleo mineral na concentração de 1 a 1,5%.
  11. 11. 11Caso o tronco estiver muito prejudicado por cochonilhas, machucaduras entre outrasalterações é importante pincelar o mesmo com a pasta bordaleza 10%.Importante: nos tratamentos de inverno (maior concentração de caldas) deve-se respeitar o intervalo de 30 dias (no mínimo 15 a 20 dias), entre uma aplicação debordaleza e outra sulfocálcica e vice-versa devido à incompatibilidade.3.2 PULVERIZAÇÃO DE VERÃOA. Primeira pulverização: quando a maioria dos brotos encontra-se com pelo menosuma folha separada.Composição: 10 litros de água + 100 a 120ml sulfocálcica + 500ml supermagro +200g de farinha de trigo ou 100g sabão neutro ou 250 a 500 ml de Alhol. Ou: 10 litrosde água + 125ml de leite de cal concentrado+ 125ml de sulfato de cobre concentrado +500ml supermagro + 200g farinha de trigo ou 100g sabão neutro ou 250 a 500ml deAlhol.OBS: O biofertilizante supermagro deverá conter alta concentração de cálcio e boro.B. Segunda pulverização: 7 a 12 dias após a primeira aplicação.Composição: 10 litros de água + 100 a 120ml sulfocálcica + 500ml supermagro +200g de farinha de trigo ou 100g sabão neutro ou 250 a 500 ml de Alhol, ou: 10 litrosde água + 125ml de leite de cal concentrado+ 125ml de sulfato de cobre concentrado +500ml supermagro + 200g farinha de trigo ou 100g sabão neutro ou 250 a 500ml deAlhol.C. Terceira pulverização: 7 a 12 dias após a segunda pulverização.Composição: 10 litros de água + 100 a 150ml de sulfocálcica + 50ml biofertilizanteenriquecido + 200g de farinha de trigo ou 100g sabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.Ou: 9,5 litros de água +250ml de leite de cal concentrado + 250ml de sulfato de cobreconcentrado + 500ml biofertilizante enriquecido + 200g de farinha de trigo ou 100gsabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.
  12. 12. 12D. Quarta pulverização: na pré-floração, (estágio em que a florescência encontre-sebem desenvolvida, com os botões florais separados, mas ainda não abertos).OBS: É um estágio em que a pulverização é indispensável.Composição: 9,5 litros de água + 250ml de leite de cal concentrado + 250ml desulfato de cobre concentrado + 500ml de supermagro + 200g de farinha de trigo ou100g sabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.E. Quinta pulverização: no final da floração – final da queda das pétalas.OBS: É outro estágio em que a pulverização é indispensável.Composição: 9,5 litros de água + 250ml de leite de cal concentrado + 250ml desulfato de cobre concentrado + 500ml de supermagro + 200g de farinha de trigo ou100g sabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.F. Sexta pulverização: quando o grão estiver no tamanho de chumbinho ou grãopimenta do reino.Composição: 9 litros de água + 500ml de leite de cal concentrado + 500ml desulfato de cobre concentrado + 500ml de supermagro + 200g de farinha de trigo ou100g sabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.G. Sétima pulverização: quando o grão estiver grão de ervilha.Composição: 9 litros de água + 500ml de leite de cal concentrado + 500ml desulfato de cobre concentrado + 500ml de supermagro + 200g de farinha de trigo ou100g sabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.OBS: Esta aplicação é uma das últimas pulverizações mais importantes paraprevenir a cultura em relação ao míldio.H. Oitava pulverização: aproximadamente 30 dias antes da colheita. (10 a 15 dedezembro para Francesa e Niágaras, 2ª quinzena de janeiro para Isabel e outrastardias).OBS: Começa neste estágio em outro período de alta sensibilidade da cultura emrelação às doenças, principalmente com relação ao míldio e, sobretudo com relação àspodridões.
  13. 13. 13Composição: 9 litros de água + 500ml de leite de cal concentrado + 500ml desulfato de cobre concentrado + 500ml biofertilizante enriquecido + 200g de farinha detrigo ou 100g sabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.Importante: neste estágio, ou seja, 30 dias antes da colheita é realizada a últimaaplicação em que a bordaleza participa na composição da mistura, para evitar oudiminuir os resíduos de sulfato de cobre no vinho, para não manchar o fruto combordaleza. O que para o consumidor pode parecer agrotóxico.I. Nona pulverização: aproximadamente 20 dias antes da colheita.Composição: 10litros de água + 100ml sulfocálcica + 500ml biofertilizanteenriquecido + 200g de farinha de trigo ou 100g de sabão neutro ou 250 a 500ml deAlhol.J. Décima pulverização: aproximadamente 7 a 10 dias antes da colheita.Composição: 10litros de água + 100ml sulfocálcica + 500ml biofertilizanteenriquecido + 200g de farinha de trigo ou 100g de sabão neutro ou 250 a 500ml deAlhol.3.3 PULVERIZAÇÃO DA PÓS-COLHEITAA. Primeira pulverização: 30 dias após colheita.Realiza-se para assegurar a maturação normal dos ramos e para possibilitar asíntese e armazenagem de substâncias para o próximo ciclo, o fornecimento deenergia necessária ao desenvolvimento inicial da vegetação.Composição: 9litros de água + 500ml de leite de cal concentrado + 500ml sulfato decobre concentrado + 500ml de biofertilizante enriquecido + 200g de farinha de trigo ou100g de sabão neutro ou 250 a 500ml de Alhol.Em variedades precoces e parreirais muito debilitados, pode-se repetir apulverização com o mesmo conteúdo em 30 dias após.
  14. 14. 14OBS: Neste esquema de pulverização, considera uma primavera-verão bastanteadversa com chuvas intensas e freqüentes, com períodos extemporâneos, de frio ecalor. E com solos mais equilibrados em suas condições químicas, físicas e biológicase em anos normais com menos adversidades climáticas, 5 a 6 pulverizações sãosuficientes para obterem-se bons resultados.Assim a primeira pulverização deve ser realizada quando os brotos estiveremcom 1 a 3 folhas abertas, a segunda, a terceira, a quarta pulverizações na pré-floração,no final da queda das pétalas e no estágio grão pimenta, respectivamente. A quintapulverização deve ser realizada no estágio grão de ervilha e a sexta 30 dias antes dacolheita, mantendo a pulverização pós-colheita.A pulverização da pré-floração bem como as três seguintes até o estágio dogrão de ervilha deve conter: a calda bordaleza como componente da mistura a serpulverizada. Pois a calda bordaleza, principalmente neste período produz umadiminuição de substâncias solúveis, tornando a videira mais resistente a moléstias epragas.
  15. 15. 15CONCLUSÃOConscientização e compreensão de que produtos agrícolas não sãomercadorias quaisquer, são alimentos que podem gerar saúde ou doenças para seresvivos, incluindo a natureza, conforme seja o seu manejo, produção, conservação econsumo.Somos também responsáveis pelas gerações futuras.Este trabalho é resultado além a bibliografia citada, de conhecimentos práticosadquiridos do produto resultante do Sistema Agroecológico na produção de Uvas emestágios por mim realizados na Cooperativa Vinícola Garibaldi e na Golden Sucos(produz suco concentrado de uva), no setor de recebimento; artigo sobre os assuntoscedidos pelo professor Eduardo Giovannini, palestras nas EMBRAPA e também comgrande número de agricultores que estudam, acreditam e realizam agroecológia, comexperimentos sem metodologia científica, mas com a avaliação dos resultados, obtidospelos agricultores, que tem se mostrado muito satisfatórios e que a cada experiênciarealizada propicia indicadores importantes para o avanço da produção agroecológica.No estado do Rio Grande do Sul, já existe tecnologia disponível para aprodução de uvas, pelo sistema agroecológico.
  16. 16. 16RAFAEL TOMAZZIENÓLOGO E PRODUTOR DE UVAS E OUTRASCULTURAS AGROECOLÓGICASDISTRITO TUIUTY – BENTO GONÇALVES – RSTrabalho há 9 anos com uva orgânica.Aos 6 anos de idade fui intoxicado por agrotóxicos, isto me fez rever osistema de produção.Minha família me apóia. As pessoas também admiram a iniciativa,embora ainda existam muitos críticos.As dificuldades estão por conta da falta de recursos tecnológicos.O sistema é auto-sustentável, desde que se trabalhe deformaracional.O produto tem demanda grande, mas é preciso melhorar aqualidade.Elaboro vinho para consumo próprio.Após adotar este sistema, a propriedade melhorou a estrutura e amicrobiologia do solo, bem como equilíbrio biológico.
  17. 17. 17Quando se inicia o sistema é recomendável fazê-lo em pequenasáreas e com variedade mais rústica.O sistema de produção é avaliado a cada caso. Observam-segrandes variações conforme cada propriedade – tipo de solo, posição dovinhedo, variedade, clima.Os recursos atuais ainda sã insuficientes. Consegue-se produzir commuito esforço e dedicação. A própria variedade vira centro de pesquisas.É um sistema que está crescendo, para isso, é necessário apoio dosórgãos de pesquisa, universidades e empresas privadas.Para engrandecer o conhecimento sobre o sistema, participo deseminários, encontros, congressos, cursos e reuniões com produtorespara troca de experiências.Como profissional, consegui um bom diferencial de produção.Este sistema engrandece minha pessoa, me sinto feliz no meutrabalho.O que me motiva a continuar nesta proposta de produção é trabalhara terra. Tirando o próprio sustento sem prejudicá-la, cuidando ao máximoos recursos naturais e pensando nas futuras gerações.A preservação ambiental é o ponto forte para o futuro do sistema.
  18. 18. 18FRASE“O futuro do Brasil está ligado à sua terra. Omanejo adequado de seus solos é a chavemágica para a prosperidade e bem estar geral.A Natureza em seus caprichos e mistérioscondensa em pequenas coisas, o poder dedirigir as grandes; nas coisas simples, acapacidade de reger as complexas.”(Primavesi)SUGESTÃOEducação ambiental, ser disciplina obrigatóriaem todas as etapas da formação escolar(educacional).
  19. 19. 19AGRADECIMENTOSCEFET – Pela importância que desempenha no desenvolvimentodo setor vitivinícola.Profª. Cláudia Schiedeck Soares de Souza – Peloempreendedorismo nos ideais.Profª. Selma Schiedeck – Pelas lições de cidadania.Prof. Eduardo Giovannini – Pelo exemplo de ser “Mestre”.Profs. Banca – Pela disponibilidade.Profs. - Pela missão de formar “consciências”.Profª. Remi Maria Possamai – Pelo carisma, afeto e dedicação àspessoas e ao seu trabalho.Profª. Fernanda Zorzi – Pela prestatividade e dedicação.Funcionários – Pelo trabalho.Alunos – Pela amizade e coleguismo.
  20. 20. 20Rafael Tomazzi – Por ser um ecologista multiplicador.A todos que contribuíram para eu chegar até este momento.Meus pais – Por me ensinarem “valores”Acima de tudo – “OBRIGADO A DEUS”Pela vidaPela natureza.Serei sempre gratoObrigado
  21. 21. 21REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBETTIOL, W; TRATCH, R; GALVÃO, J.A.H. Controle de Doenças de Plantas comBiofertilizante. Jaguariúna: EMBRAPA – CNPMA, 1997. 22p. (Circular Técnica, 02).CAE – Ipê, Equipe Técnica – Biofertilizantes Enriquecidos. 24p.CHABOUSSOU, F, 1987. Plantas doentes pelo uso de agrotóxicos. Teoria daTofobiose. Tradução de Maria José Guaazzeli, 1987 Ed. L&PM. Porto Alegre, 256p.CAMARGO, P.N de 1975. Manual de Adubação Foliar. Ed. Ave Maria Ltda. SãoPaulo 258p.CLARO, S.A., 2001. Referenciais Tecnológicos para a Agricultura FamiliarEcológica. 2ª Ed. – Porto Alegre, 250p.DAL BÓ, M.A. 1992. Nutrição Mineral e adubação da videira. Agrop. Catarinense.V.5, N.4, dez 1992.FEIDEN, A. Conceitos e Princípios para o Manejo Ecológico do Solo. Seropédica:EMBRAPA Agrobiologia, dez 2001. 21 ( Documentos, 140 ISSN 1517 – 8498).MALAVOLTA, E. 1980. Elementos de Nutrição Mineral de Plantas. Ed. AgronômicasCeres Ltda. São Paulo. 251p.PRIMAVESI, A., 1987. Manejo Ecológico do Solo. 9ª Edição. 1◦ Reimpresso. Ed.Nobel. São Paulo, 549p.SUPERMAGRO: Boletim da Associação da Agricultura Orgânica, n.16, p.5, 1994.

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