Fisiologia do envelhecimento  marcelo
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Fisiologia do envelhecimento  marcelo Fisiologia do envelhecimento marcelo Document Transcript

  • Fisiologia do envelhecimento O envelhecimento é um processo contínuo durante o qual ocorre um declínio progressivo detodos os processos fisiológicos. Mantendo-se um estilo de vida ativo e saudável, podem-se retardar asalterações morfofuncionais que ocorrem com a idade. O envelhecimento, uma parte integrante da vida, é tipicamente acompanhado por alteraçõesfisiológicas graduais, porém progressivas, e por um aumento na prevalência de enfermidades agudas ecrônicas.Embora não seja uma doença ou incapacidade, o envelhecimento está associado com uma incidência maiselevada de comprometimento físico e incapacidade funcional. Um número cada vez maior de pessoas idosas está vivendo mais e irá desenvolver cada vez maisgraus variáveis de incapacidade funcional. Os desafios para os prestadores de serviços de saúde,portanto, é tentar prevenir, reverter, ou pelo menos minimizar os comprometimentos funcionaisresultantes das várias enfermidades crônicas e múltiplas as quais os idosos estão propensos. Depressão Pessoas idosas com comprometimentos físicos tendem a se isolar socialmente, o que pode resultarem aumento dos problemas médicos, déficits funcionais e problemas de saúde mental, principalmentedepressão.Outros fatores que contribuem para um círculo vicioso de depressão, afastamento e declínio funcional,seriam: • Estresse devido a múltiplas perdas; • Má nutrição; • Estado de saúde cronicamente ruim; • Dor; • Efeitos adversos de drogas que agravam a depressão.Os sintomas podem incluir: • Humor deprimido; • Pouca motivação; • Fadiga; • Ideação suicida;Em muitos indivíduos com depressão relativa leve, as atividades poderão aliviar a depressão. Quando adepressão é mais profunda, os antidepressivos podem ser úteis. Biologia do envelhecimentoO envelhecimento normal representa mudanças progressivas e irreversíveis no desempenho das células,dos tecidos e dos órgãos com o passar do tempo, ocorrendo assim, um crescimento na prevalência dasdoenças.É cada vez mais evidente que fatores como hábitos pessoais, dieta, exercícios, nutrição, exposiçãoambiental e composição corporal podem ter impacto significativo nas alterações do envelhecimento. 32
  • Fisiologia do envelhecimento normalAs características do envelhecimento incluem: • Há um declínio na capacidade respiratória máxima com o envelhecimento (alterações na função pulmonar), devido ao enrijecimento da caixa costal (redução na complacência), junto com o enfraquecimento dos músculos intercostais e abdominais e um aumento na resistência ao fluxo de ar devido ao estreitamento das vias aéreas decorrente da redução na elasticidade; • Há declínio na velocidade de condução nervosa; • Há declínio na taxa metabólica basal; • O crescimento, o envelhecimento e a morte celular localizada ocorrem continuamente em alguns tecidos e órgãos (ex: pele, mucosa...). • Ocorre um declínio significativo na função dos rins, pois pode ocorrer uma redução na massa renal. • O envelhecimento pode causar no sistema muscular do idoso:( = Diminuição) Do número de células musculares; Do tamanho das células musculares; Do fluxo sanguíneo pra o músculo; Da velocidade de contrações musculares; Da elasticidade Muscular; Do conteúdo de água e gordura no músculo; Da capacidade dos músculos se recomporem. Como conseqüência pode ser notado: Do tamanho dos músculos; Da força Muscular; Da resistência Muscular; No controle e na rapidez dos movimentos; Do Equilíbrio; Da flexibilidade; Além disso, pode ocorrer: Câimbras e dores nos músculos e lesões musculares. • Pode ocorrer anemia, que geralmente é devida à má-nutrição, perda sangüínea ou doenças malignas. • São observadas alterações na função do esôfago, tais como atraso no esvaziamento do esôfago e redução na amplitude das contrações peristálticas. • Ocorrem mudanças na função do cólon, uma leve diminuição na força e coordenação da contração da musculatura lisa, assim como o comprometimento na percepção retal das fezes. Portanto a alta incidência de constipação em pessoas idosas parece estar relacionada também com múltiplos fatores adicionais, tais como a baixa ingestão de fibras e líquidos na dieta, hábito sedentário e várias doenças associadas que podem interferir com a função intestinal 33
  • • Ocorrem algumas alterações no sistema cardiovascular (o envelhecimento está associado com aumentos graduais e progressivos na pressão arterial sistólica e diastólica, devido à perda de elasticidade das artérias).• Com o envelhecimento ocorrem alterações relevantes na imunocompetência, assim, o idoso é mais suscetível para infecções.• O sistema endócrino também passa por grandes alterações com o envelhecimento.• O pâncreas produz menos insulina, aumentando a incidência de diabetes (aumento da glicose no sangue).• Com o envelhecimento ocorre uma deterioração gradual da sensibilidade ao toque e percepção de dor profunda.• A pele torna-se mais seca, com manchas e com menor quantidade de pêlos, sendo que o conteúdo de gordura abaixo da pele também diminui, deixando-a mais fina; isto ocasiona um aumento da incidência de pruridos (coceira) e de hematomas (manchas roxas de sangue); devemos ter cuidado extra com o sol, usar cremes hidratantes e evitar, na medida do possível, a incidência de traumas (batidas ou pancadas).• Ocorre uma deterioração da visão (formação de cataratas), como também um declínio gradual da audição.• Ocorrem também numerosas alterações no funcionamento do sistema neurológico com o envelhecimento (redução da memória, perda de velocidade nas atividades motoras com processamento mais lento das informações, pois ocorre um declínio nas velocidades de condução nervosa e comprometimentos na marcha).• O sistema músculo-esquelético também fica alterado, pois o número de unidades motoras estará diminuído, assim como a massa muscular também estará diminuída.• Ocorre uma diminuição da força muscular, aumentando a fadiga.• O idoso apresenta uma alta prevalência de osteoporose, que é uma doença caracterizada por pouca massa óssea e deterioração do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e conseqüente risco de fratura. Isso ocorre devido à desproporção entre as funções dos osteoblastos e osteoclastos, que inicia em torno dos 40 anos de idade.• Também apresenta uma alta prevalência de doenças articulares degenerativas, isso é um resultado das sobrecargas cumulativas de toda uma vida de uso articular.• Alterações Posturais e instabilidades posturais: o idoso é mais "curvado", devido à diminuição da altura das vértebras da coluna (pela osteoporose); perde-se 1 cm de altura a cada 10 anos; o andar também se modifica, ficando menos equilibrado e com passos mais curtos, aumentando- se o risco de quedas.• O envelhecimento normal provavelmente leva a reduções na capacidade da bexiga, na habilidade para protelar o esvaziamento e na complacência uretral e na bexiga. Cada uma dessas alterações predispõe os adultos idosos à incontinência urinária.• Homens idosos experimentam uma diminuição na habilidade para ter ereções e requerem uma estimulação física mais intensa para ereção, as ereções podem ser parciais e o orgasmo com ejaculação pode ocorrer sem o intumescimento total. A força da ejaculação é menor, junto com uma sensação menos intensa de orgasmo. 34
  • • Mulheres idosas experimentam alterações pós-menopausa, incluindo um aumento na fragilidade da parede vaginal e uma diminuição da fase de excitação (ex: diminuição da lubrificação vaginal). A pele do idoso Funções da Pele: • A pele dá proteção e regula a temperatura do corpo. • É uma barreira protetora impermeável que impede a perda de líquidos e a penetração de substância e de microorganismos. • Protege o organismo das radiações ultravioletas do sol, e, • É a sede de reações imunológicas relacionadas com a defesa do organismo. Na terceira idade todas estas funções da pele decaem tornando-a mais frágil, maissujeita às agressões do meio ambiente. A perda de água da pele (desidratação) inicia-se por volta dos 25 anos e é acompanhadado desaparecimento de fibras de colágeno e proteínas que são a base da sua elasticidade. Com isso a pele tende a se tornar enrugada e mais delgada com o tempo. Há diminuiçãodas glândulas sebáceas e sudoríparas tornando a pele mais seca e com menor capacidade deadaptação às variações de temperatura do meio ambiente. Ocorre também uma diminuição no número de vasos sangüíneos e também da sua funçãoimunológica, o que facilita as infecções. Com a terceira idade ocorre diminuição de folículos pilosos com a conseqüente quedano número de cabelos e pêlos. Há diminuição no crescimento das unhas que se tornam maisquebradiças. Na terceira idade também se observa o aparecimento de manchas avermelhadas. A pele sofre também influência da genética, da raça e do estilo de vida. A atividade celular diminui. As fibras de colágeno responsáveis por manter a pele suave efirme ficam mais debilitadas. A pele parece mais seca e flácida. Circunstâncias como radiação excessiva de raios ultravioletas, a poluição e o fumo podemacelerar o envelhecimento da pele. O stress físico e mental, e os maus hábitos alimentares também contribuem para um efeitonegativo na pele. A pele do idoso é delicada e sensível, sem capacidade de defesa, merecedora de todo ocuidado e atenção. 35
  • A utilização de produtos adequados, delicados e seguros é a forma de assegurar a limpezae a proteção da pele para conseguir um bom efeito hidratante e protetor, respeitando osprocessos fisiológicos e de envelhecimento da pele. Demência A demência é uma deficiência em alguns ou todos os aspectos do funcionamentointelectual em uma pessoa que é completamente alerta. Algumas doenças que podemocasioná-la são tratáveis, e se cuidadas no início, a deterioração da função intelectual podeou ser revertida ou impedida de piorar. A demência grave ocorre em cerca de 5% dos indivíduos acima dos 65 anos, e emcerca de 20% dos que estão acima dos 80 anos. Ocorre em formas leves a moderadas emaproximadamente 10% nos indivíduos acima dos 65 anos.Em asilos, normalmente é uma das causas mais comuns de internação. As mulheres parecemser afetadas mais freqüentemente do que os homens. Sinais mais comuns na demência Obs: Alteração pequena de memória recente em indivíduos com mais de 65 anos de idade é considerada normal. • Surgimento súbito de perda de memória; • Perda do raciocínio abstrato; • Perda da habilidade para a solução de problemas; • Comprometimento do julgamento; • Desorientação do tempo e espaço; • Alteração de personalidade; • Alteração da linguagem; • Dificuldades de executar habilidades adquiridas pela vida (dirigir, vestir, gerenciar a vida financeira, cozinhar, perder-se na rua, etc). • Colocar objetos em lugares equivocados; • Problemas de alterações de humor e comportamento (agitação, insônia, choro fácil, comportamentos inadequados); Diagnóstico O diagnóstico é feito com testes de memória, pode-se dar uma lista de objetos oudesenhos para o indivíduo memorizar. Caso ele não consiga memorizar nenhum dos objetos oudesenhos, ele deve ser investigado.A avaliação deve ser feita com tomografia computadorizada do encéfalo (TC) ou ressonânciamagnética do encéfalo (RM), para o diagnóstico de algum infarto ou da doença de Alzheimer. 36
  • A punção lombar é importante, pois nos permite diagnóstico de doenças infecciosas quelevam a quadro demencial (ex: meningite). Delliruim Delirium é o termo médico utilizado para descrever um quadro de confusão mental aguda, que pode ocorrer em todas as idades, porém é mais comum em pessoas idosas. É definido cientificamente como sendo uma síndrome cerebral orgânica transitória, caracterizada por distúrbio global da cognição e atenção, redução do nível de consciência, redução ou aumento da atividade psicomotora e alteração do ciclo sono-vigília. Ou seja, é uma doença que pode ter várias causas, provoca alterações reversíveis no cérebro da pessoa, de forma a fazê-la ficar confusa, ora agitada, ora sonolenta, podendo trocar o dia pela noite. Muitas vezes, o delirium é a primeira manifestação de uma alteração aguda grave do estado de saúde da pessoa idosa, como uma infecção, um infarto do coração ou um derrame (acidente vascular cerebral). Toda vez que estivermos diante de uma pessoa idosa com delirium, ou confusão mental aguda, temos que ter em mente que se trata de uma situação de risco, cujas providências precisam ser tomadas rapidamente. O cuidador desempenha um importante papel no reconhecimento da ocorrência de delirium e suas observações são fundamentais para que se faça um diagnóstico rápido e preciso. O delirium pode ter várias causas e manifestar-se de diversas maneiras. Entretanto, um familiar ou um cuidador atentos e com conhecimentos básicos sobre essa enfermidade dificilmente a deixarão passar despercebida . Começa de uma hora para outra (início súbito), e seu curso é flutuante, varia de intensidade ao longo do dia, intercalando momentos de melhora e de piora. Observamos os momentos de piora principalmente durante a noite, ocorrendo também quando a pessoa idosa acorda e no final da tarde. É muito comum a pessoa idosa não reconhecer onde está e pedir para “ir embora”. Os fatores predisponentes mais importantes são: demência; doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, insuficiência cardíaca, doença isquêmica do coração, câncer, uso simultâneo de vários medicamentos, principalmente aqueles que agem no sistema nervoso central, por exemplo, benzodiazepínicos, antialérgicos, relaxantes musculares, analgésicos fortes e medicamentos para gastrite, insuficiência renal ou hepática crônicas, desnutrição, desidratação e deficiências da visão ou da audição e idade avançada. Os fatores precipitantes são aqueles que agem de forma aguda na causa do delirium, são mudanças recentes capazes de desencadeá-lo. Os mais importantes são: infecção, principalmente pneumonia e infecção urinária, e introdução de um novo medicamento. Outros fatores precipitantes são: descompensação aguda de uma doença crônica não transmissível, por exemplo, diabetes, infarto do coração, insuficiência cardíaca, derrame (acidente vascular cerebral), enfisema pulmonar ou bronquite crônica, insuficiência renal ou hepáticas; insuficiência respiratória aguda; desidratação e desnutrição agudas durante uma internação; abstinência do uso de álcool ou drogas; abstinência do uso de benzodiazepínicos; imobilização ou uso de 37
  • dispositivos imobilizadores (contenção física ou uso de catéteres); fatores ambientais,como local não familiar, privação do sono, alteração dos horários de rotina, mudançasfreqüentes de aposento, sobrecarga sensorial (barulho, excesso de luz durante a noite)ou privação sensorial (retirada de óculos ou prótese auditiva); fatores psicossociais,como depressão, estresse psicológico, dor ou falta de apoio social. Todas essascondições, em conjunto ou isoladas, podem desencadear o delirium. É importante ressaltar que quanto menos vulnerável for o indivíduo, ou seja,quanto menos graves e em menor número forem os fatores predisponentes, maisintensos ou múltiplos terão que ser os fatores precipitantes para que ocorra o delirium.Por exemplo, se para um senhor de 70 anos de idade, hipertenso controlado, com vidaativa, que caminha cinco vezes por semana, o fator precipitante do delirium foi uminfarto do coração; para uma senhora de 67 anos de idade, viúva, hipertensa e diabéticacom controle precário e sintomas de depressão, um quadro de infecção urinária nãocomplicada pode ser suficiente para desencadear o delirium. O delirium pode manifestar-se basicamente por três formas: hipoativa(quieta), hiperativa (agitada) ou mista (alternância entre quietude e agitação), sendoque as formas mais comuns são a mista e a hipoativa, e esta a menos diagnosticada. Na forma hipoativa a pessoa idosa fica mais quieta e desatenta, tende a ficarmais sonolenta e a fala é lenta e pausada. A pessoa idosa com delirium hipoativo chamapouco a atenção de quem está a sua volta, por isso, é muito comum que esse tipo demanifestação não seja reconhecido pelo cuidador e, conseqüentemente, poucodiagnosticado pelo médico. O delirium hiperativo é a forma de manifestação mais facilmente reconhecida,pois a pessoa idosa fica agitada, às vezes reage a situações rotineiras como tomar banho,alimentar-se ou tomar medicação. A pessoa idosa é taxada de agitada ou agressiva. Equando essa mudança de estado não é reconhecida como delirium hiperativo, quaseinvariavelmente leva ao uso de medicamentos sedativos, que muitas vezes piora oquadro de delirium e dificulta a identificação da doença aguda que o desencadeou.Manifestações de raiva, medo, ansiedade, euforia e alterações como, rubor facial (a facefica vermelha), aceleração do coração e suor excessivo, podem estar presentes nodelirium, usualmente na forma hiperativa. No delirium misto ocorre uma alternância entre as duas formas, muitas vezes compredomínio da hipoativa. Como a pessoa idosa muda de estado várias vezes durante odia, o cuidador que desconhece essa enfermidade tende a compreender a situação comoo resultado de situações inusitadas, por exemplo, dieta, presença ou ausência de visita,fatores socioculturais, ou até mesmo devido à própria vontade do paciente, que estáassim “por que quer”. O desconhecimento e as interpretações equivocadas retardam odiagnóstico e o tratamento, e só prejudicam o paciente. O que fazer quando uma pessoa idosa está com delirium? O primeiro passo diante de uma pessoa idosa que se encontra muito quieta ouagitada e com confusão mental de início agudo é suspeitar de delirium e encaminhá-laimediatamente para avaliação médica, para a confirmação diagnóstica, tendo em vistaque o delirium é uma condição de emergência médica, pois, denota uma maiorvulnerabilidade da pessoa idosa associada a um comprometimento agudo do seuestado de saúde, que pode ser grave. 38
  • Doença de Parkinson A Doença de Parkinson foi descrita primeiramente por Parkinson em 1807, é uma doençaprogressiva e degenerativa.É caracterizada pela rigidez, bradicinesia (movimento lento), micrografia, expressões em máscaras,anormalidades posturais (ato de assumir uma postura flexionada, falta de reações de equilíbrio ediminuição na rotação de tronco) e tremor quando em repouso. Viu-se em estudos que a Doença de Parkinson apresentava as seguintes características (principaismanifestações), denominadas de tríade clássica: • Tremor em repouso; • Bradicinesia (lentidão de movimentos); • Rigidez.A doença de Parkinson está entre as doenças degenerativas mais prevalentes de todo o Sistema NervosoCentral (SNC).A incidência aumenta com a idade avançada, e estima-se que 1 em cada 3 adultos acima de 85 anos teráesta doença. A patologia da DP consiste em uma disfunção ou morte de neurônios de uma determinada áreacerebral chamada substância negra (degeneração da substância negra). Esses neurônios sãoprodutores de Dopamina (que é um neurotransmissor essencial para que os movimentos sejamnormais).Logo, a DP consiste em uma diminuição nos estoques de Dopamina da substância negra. Resumidamente, podemos dizer que a diminuição de uma substância chamada dopamina, causadapela morte de neurônios de uma determinada área cerebral chamada substância negra, leva a dificuldadesprogressivas de movimentação tais como tremor de repouso, lentidão dos movimentos, rigidez muscular einstabilidade postural.A idade média de início da DP é de 35 a 60 anos de idade, e a doença afeta mais homens do que mulheres. Etiologia A doença de Parkinson é de causa idiopática, ou seja, é uma doença de causa desconhecida. Existem provas de que provavelmente múltiplos fatores estejam envolvidos na etiologia: 39
  • • Fatores ambientais (interação do ambiente) - Diversos pesquisadores descobriram um elo entre o crescimento em uma área rural e a Doença de Parkinson, os fatores importantes incluem o uso de pesticidas, inseticidas (agrotóxicos) e água de poço. • Idade (leva a uma diminuição crítica na Dopamina.) • A genética também pode ser um fator na DP, o histórico familiar é um importante fator de risco. Sintomas As características clínicas do indivíduo Parkinsoniano são: • Bradicinesia (diminuição do movimento) e acinesia (falta de movimento). São caracterizadas por uma incapacidade em iniciar e realizar movimentos propositais. Também estão associadas a uma tendência de assumir e manter posturas fixas. Todos os aspectos do movimento são afetados, incluindo a iniciação, alteração na direção e a habilidade de parar o movimento, uma vez que ele seja iniciado. Movimentos espontâneos ou associados, como balançar os braços ao caminhar ou sorrir com umahistória engraçada também são afetados. Os pacientes também têm dificuldades com transições entre movimentos, de realizar movimentosseqüenciais e complexos (ex: desenhar um quadrado). • Hipocinesia (relacionada com a quantidade de movimento automático) - O paciente fica estático, se move muito pouco. • Rigidez. A rigidez pode aumentar o gasto de energia, aumentando a percepção do esforço no movimento dopaciente e poderia estar relacionado aos sentimentos de fadiga, principalmente após exercícios. • Tremor - O tremor observado na Doença de Parkinson está presente no repouso, geralmente desaparece ou diminui com o movimento. • Instabilidade postural (perda de reações de equilíbrio e proteção) - É um problema sério no parkinsonismo, pois leva a um aumento de episódios de queda e suas seqüelas. • Marcha (passo encurtado e velocidade diminuída) - Ocorre marcha em bloco e marcha em pequenos passos. • Postura flexora. • Face em cera - Ocorre a falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, perda da expressão facial... • Alteração das glândulas sebáceas - A pele, principalmente facial, fica oleosa. • Sialorréia (escorre saliva pelos cantos da boca). 40
  • • Micrografia - A medida em que o paciente vai escrevendo, sua grafia vai diminuindo. • Diminuição ou perda dos movimentos da caixa torácica (expansão). Estágios da doença A DP é um distúrbio progressivo. Geralmente os sintomas iniciais são um tremor em repouso ou amicrografia (bradicinesia – diminuição do movimento da extremidade superior) unilateralmente. Com o tempo, a rigidez e a bradicinesia são vistas bilateralmente e depois alterações posturaiscomeçam a ocorrer. Isso geralmente começa com um aumento na flexão do pescoço, tronco e quadril,acompanhada por uma diminuição de equilíbrio.Enquanto essas alterações posturais estão acontecendo, ocorre também um aumento na rigidez namusculatura do tronco. A rotação do tronco é gravemente diminuída. Não existe balanço do braço namarcha, nenhuma expressão facial espontânea, e o movimento se torna cada vez mais difícil de seriniciado. Conseqüentemente, o indivíduo pode ficar limitado à cadeira de rodas e dependente. Nos últimos emais graves estágios da doença, o paciente pode ficar acamado e apresentar uma contratura em flexão detronco fixa, não importando a posição em que esteja.A complicação mais séria da DP é a broncopneumonia. A atividade diminuída em geral, junto à expansãoreduzida do tórax, podem ser fatores contribuintes.A média de mortalidade é maior do que na população em geral e a morte geralmente ocorre devido àpneumonia. Tratamento e cuidadosCada indivíduo responde diferentemente ao tratamento e o que favorece um paciente pode desfavoreceroutro.O tratamento consiste no uso de medicamentos, fisioterapia, terapia ocupacional, psicoterapia e, em algunscasos selecionados, cirurgia.A terapia visa melhorar os sintomas e retardar a progressão da doença.Como os sintomas da doença são causados por uma diminuição de dopamina, a terapia farmacológicavisa restabelecer os níveis de dopamina no cérebro. É iniciada assim que o paciente reporte diminuiçãoda qualidade de vida devido aos sintomas. O que tem sido utilizado, normalmente desde o final dadécada de 1960 é uma substância chamada levodopa. Os medicamentos podem ter a sua eficáciadiminuída com o passar do tempo.A cirurgia pode ser feita da seguinte forma: através do procedimento de estimulação cerebralprofunda, nesse caso a parte do cérebro que será operada depende dos sintomas predominantes. Aestimulação cerebral profunda é realizada através da introdução de um eletrodo no cérebro. Esse eletrodofornece uma corrente elétrica contínua que melhora os sintomas da doença. Pode melhorar a rigidez, o 41
  • tremor e a velocidade dos movimentos. Esse tipo de cirurgia representa um grande avanço no tratamentocirúrgico, mas seu custo ainda é muito alto e sua realização ainda é pouco difundida em nosso meio.O tratamento psicoterápico é realizado para alguns pacientes, pois esses podem apresentar problemasmentais, como depressão, dentre outros. O psicoterapeuta e a família dando ocupações, carinho eestímulos são elementos importantíssimos na boa evolução do paciente.O tratamento fisioterápico inclui os seguintes objetivos: • Aumento dos movimentos, e da rotação de tronco, • Aumento da amplitude de movimentos (técnicas de mobilização articular), • Aumento da força muscular, pois com a falta de uso da musculatura ocorre a diminuição da força. • Manter ou melhorar a expansão torácica (fisioterapia respiratória), • Melhorar as reações de equilíbrio, • Melhorar a postura, • Melhorar a marcha, mudanças de direção (treinamentos de marcha), • Melhorar a expressão facial (através de exercícios de mímica facial), O paciente se beneficia muito com atividades que tenham ritmo, podendo ser oferecidas pormúsicas, estalar de dedos, batidas de pé..., pois o ritmo, parece capacitar o paciente a mover-secontinuadamente com flexão e extensão alternativas, sem ficar fixo. O exercício aeróbico, principalmente na fase inicial, (esteira, bicicleta, caminhadas) pode melhorara função pulmonar. Doença de Alzheimer A origem do termo “Mal de Alzheimer” deu-se em 1901, quando Dr.Alzheimeriniciou o acompanhamento do caso da Sra. August D., admitida em seu hospital. Relata o casode sua paciente, e o define como uma patologia neurológica, não reconhecida, que cursa comdemência, destacando os sintomas de déficit de memória, de alterações decomportamento e de incapacidade para as atividades rotineiras.Relatou também, mais tarde, os achados de anatomia patológica desta enfermidade, que seriamas placas senis (são formadas a medida em que as células morrem) e os novelosneurofibrilares (são alterações intracelulares verificadas no citoplasma dos neurônios).Esta patologia recebeu seu nome, sem saber da importância que esta doença teria no futuro.A doença de Alzheimer não é um sinônimo de demência, mas sim uma das muitas de suascausas. 42
  • A Doença de Alzheimer é uma doença cerebral degenerativa, isto é, que produz atrofiaprogressiva, com início mais freqüente após os 65 anos, que produz a perda das habilidadesde pensar, raciocinar, memorizar, que afeta as áreas da linguagem e produz alterações nocomportamento.Em certas áreas do cérebro das pessoas portadoras da doença de Alzheimer as célulascomeçam a morrer formando estruturas microscópicas chamadas placas senis. Na medidaem que as células morrem e são formadas as placas senis, o cérebro não conseguefuncionar como deveria. Ás áreas do cérebro afetadas por estas mudanças são as quecontrolam as funções mentais, como a memória. Outras funções, como os movimentos,não são geralmente afetadas até que a doença esteja bem adiantada. CausasAs causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existemrelações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferemnas funções cognitivas.Existem várias teorias que procuram explicar a causa da doença de Alzheimer, masnenhuma delas está provada. Destacamos:• Idade: quanto mais avançada a idade, maior a porcentagem de idosos com essa doença.• Idade materna: filhos que nasceram de mães com mais de 40 anos, podem ter mais tendência a problemas demenciais na terceira idade.• Herança genética: já se aceita, mais concretamente, que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).• Traumatismo craniano: nota-se que idosos que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, podem futuramente desenvolver. Não está provado.• Teoria tóxica: principalmente pela contaminação pelo alumínio. Nada provado.• Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal.• Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina. Sintomas Os pacientes com Doença de Alzheimer têm dificuldade com o pensamento(cognição), com os padrões de comportamento e com a rotina diária. Cognição inclui memória, orientação (desorientação de tempo e espaço), linguagem,julgamento, resolução de problemas, problemas com o raciocínio abstrato (esquece o que osnúmeros apresentam). Os padrões de comportamento abrangem a personalidade, o humor, o nível deatividade e as percepções do ambiente.A rotina diária refere-se à capacidade de trabalhar, cuidar das necessidades pessoais e dacasa (dificuldades em executar tarefas domésticas), e participar da comunidade. 43
  • À medida que a doença evolui, o indivíduo afetado depara-se com mais e mais desafiosnessas áreas. Geralmente, a Doença de Alzheimer se divide em três fases de evolução da doença:fase inicial, intermediária e avançada. Fase inicial - Esquecimento de eventos recentes, lapsos pequenos. - Dificuldades de lembrar nomes e palavras. - Comprometimento do aprendizado de novas informações. 44
  • À medida que a doença evolui, o indivíduo afetado depara-se com mais e mais desafiosnessas áreas. Geralmente, a Doença de Alzheimer se divide em três fases de evolução da doença:fase inicial, intermediária e avançada. Fase inicial - Esquecimento de eventos recentes, lapsos pequenos. - Dificuldades de lembrar nomes e palavras. - Comprometimento do aprendizado de novas informações. 44
  • À medida que a doença evolui, o indivíduo afetado depara-se com mais e mais desafiosnessas áreas. Geralmente, a Doença de Alzheimer se divide em três fases de evolução da doença:fase inicial, intermediária e avançada. Fase inicial - Esquecimento de eventos recentes, lapsos pequenos. - Dificuldades de lembrar nomes e palavras. - Comprometimento do aprendizado de novas informações. 44