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Desembolso é todo desencaixe, pagamento contábil (saída de dinheiro) ou
extra contábil (não há a saída...
Diferença básica entre os dois:Custo é o gasto durante o processo
produtivo. Somente afetará o resultado no momento da ven...
a) M.P.M. – média ponderada móvel. Utilizado mundialmente, expressa um
controle efetivo no valor atualizado do estoque pel...
Padrão – custo cientificamente predeterminado, constituindo a base para
avaliação do desempenho efetivo. Na realidade, rep...
Métodos Baseados em Custos
CUSTO PLENO
também chamado de custo integral, são os custos totais de produção,
acrescidos das ...
novos fornecedores e compradores há todo momento, mantendo sempre
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Resumo custos

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  1. 1. Tipos de Desembolso Desembolso é todo desencaixe, pagamento contábil (saída de dinheiro) ou extra contábil (não há a saída física do dinheiro). Podem ser; a)Custo b)Despesas c)Investimento d)Amortização e)Depreciação f)Perda g)Exaustão Custos: Existem diversas definições acerca da palavra custos, seu estudo e suas inúmeras aplicações. A seguir estudaremos algumas delas: Custo é o sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção (produção) de um produto ou serviço qualquer, sacrifício este representado por entrega ou promessa de entrega de ativos. Custo é o esforço físico aplicado na obtenção ou transformação de um produto ou serviço. Custo é a demonstração financeira de quanto foi desembolsado para se obter um novo bem ou serviço, através da incorporação de novos itens ou simplesmente da transformação ou desenvolvimento. Objetivos da apuração Ser base para a formação do preço de venda. De acordo com o grau de exatidão na apuração, saber exatamente quanto custa um determinado produto. Dar respaldo a Direção da empresa no momento de decisão para saber quanto foi desembolsado na referida obtenção do novo “item”, chegando a conclusão se é viável ou não. Estudo de viabilidade de novos produtos. Terceirizar ou não? Aplicação do Custo De uma maneira geral, quando falamos em custo, lembramos basicamente da produção de uma fábrica, ou seja, a transformação propriamente dita. Mas existem diversas outras aplicações em nosso dia a dia, tais como; a)Fabricação de bens a partir de matérias primas; b)Fabricação de bens, através de conjuntos previamente fabricados, os quais formarão um novo produto; c)De empresas comerciais, aquelas que compram e vendem bens ou serviços, sem transformá-los; d)Prestação de serviços. Custo/Despesa Itens que não devem ser confundidos no âmbito profissional, conforme as definições a seguir; Custo é o sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção (produção) de um produto ou serviço qualquer, sacrifício este representado por entrega ou promessa de entrega de ativos, o qual não reduzirá de imediato o patrimônio da empresa Despesas é o desembolso (gasto) realizado pela empresa, o qual reduz o patrimônio. Ele é gerado buscando a realização da Receita. Ex: comissão sobre vendas.
  2. 2. Diferença básica entre os dois:Custo é o gasto durante o processo produtivo. Somente afetará o resultado no momento da venda do produto/serviço, pois até lá, permanecerá no estoque da empresa. Despesas são fatores identificáveis a administração, financeira e a vendas. A sua realização modificará diretamente o resultado da empresa no momento de sua realização. Tipos de Despesas Administrativas são aquelas realizadas nos departamentos de contabilidade, recepção etc. Financeiras assim entendido como contas a pagar e a receber, tesouraria, todas aquelas geradas com os bancos (juros, tarifas) e etc. Vendas ou comercial, são geradas em áreas como marketing, comércio exterior, interno etc.Tipos de Custos Custo Direto ou primário, é aquele em que se coloca ou incorpora diretamente no produto, em que teoricamente conseguimos “vê-lo” no produto. Ex: Madeira (ind. De móveis), embalagem. Custo indireto é aquele que não pode ser apropriado diretamente ao produto / serviço, ou deve ser rateado. Porém sabemos que está presente naquele produto. Ex: salário do encarregado, depreciação, informação. Custo fixo é aquele que independe da empresa estar ou não produzindo, ou independente da quantidade. Ex: aluguel. Custo variável é aquele que acompanha proporcionalmente a quantidade produzida. Ex matéria-prima, energia elétrica. Os custos poderão ser Direto Fixo (salário do soldador), Direto Variável (matéria prima), Indireto Fixo (salário do gerente da fábrica) e Indireto Variável (gastos com manutenção). Semifixos – Eles são fixos até um determinado patamar, passando a ser variável quando este patamar for excedido. Ex: cota mensal de água, 10m3 após este consumo ele passa a ser variável. Semivariáveis – Correspondem a custos variáveis que não acompanham linearmente a variação da produção, mas aos saltos, mantendo-se fixos dentro de certos limites. Aluguel de máquina copiadora com quantidades mínimas. Outros tipos de Custos Custos irrecuperáveis ou afundados – correspondem a custos sem uma recuperação possível. Temos como exemplo, uma pesquisa de mercado realizada para o lançamento de um novo produto, o qual a empresa decidiu não desenvolvê-lo, esses custos serão irrecuperáveis, pois não irão compor o tal produto. Custo de oportunidade – representam os custos associados a uma alternativa abandonada ou preterida. Por exemplo, se uma empresa pensa em aproveitar um resíduo industrial de seu processo produtivo na elaboração de um novo produto, mesmo nada desembolsando pelo resíduo, caso este possua um valor de mercado, essa importância deverá ser incluída no cálculo do custo. Consiste no custo de oportunidade, a alternativa de venda do resíduo foi preterida para uso na elaboração do novo produto. Os valores de mercado deveriam ser computados nos custos. Métodos de Controle de Estoques Basicamente existem 03 (três) métodos de controle;
  3. 3. a) M.P.M. – média ponderada móvel. Utilizado mundialmente, expressa um controle efetivo no valor atualizado do estoque pela última compra em relação ao saldo anterior. b) PEPS ou FIFO – primeiro que entra, primeiro que sai ou first in, first out. Com este método, corre-se o risco de ter um estoque super valorizado e um custo sub valorizado.UEPS ou LIFO – último que entra, primeiro que sai ou last in, first out. Neste caso o efeito é contrário, gerando um custo de material acima da realidade e uma “redução” do lucro, por este motivo, proibido pela Receita Federal. MÉDIA PONDERADA MÓVEL Exem plo da ta Entr/Saída Docto Quantid Saldo R$ Cu sto Unit. Físico SALDO R$ M.P.M. In ventá rio 1.500 85.000,00 56,67 02/abr Compra N.F. 800 48.000,0 0 60,00 2.300 133.000,00 57,83 03/abr Venda N.F. 300 17.347,8 3 2.000 115.652,17 57,83 10/abr Compra N.F. 280 17.696,0 0 63,20 2.280 133.348,17 58,49 15/abr Venda N.F. 450 26.318,7 2 1.830 107.029,46 58,49 20/abr Compra N.F. 600 37.080,0 0 61,80 2.430 144.109,46 59,30 21/abr Venda N.F. 200 11.860,8 6 2.230 132.248,59 59,30 25/abr Venda N.F. 750 44.478,2 2 1.480 87.770,37 59,30 A fórmula básica de apuração do custo de mercadoria, do produto em processo ou do produto acabado é: C.M.V(P). = E.I. + C – E.F.Onde; CMV(P) é o custo da mercadoria vendida ou produzida. E.I. é o estoque inicial apurado no balanço (inventário físico). C = as compras realizadas no período ou as transferências recebidas para processo ou acabado. E.F. é o estoque final apurado no balanço (inventário). Utilizando como exemplo a ficha de estoque de capacetes e utilizando a fórmula de apuração de custo, teremos:CMV = E.I. + Compras (-) E.F. (Compras = 48.000,00 + 17.696,00 + 37.080,00) = 102.776,00 CMV = 85.000,00 + 102.776,00 – 87.770,37C.M.V. = R$ 100.005,63ou ainda a somatório do valor/custo nas vendas. Custo = 17.347,83 + 26.318,72 + 11.860,86 + 44.478,22 Custo = R$ 100.005,63 Classificação dos sistemas de Custeio Mecânica de acumulação – Por ordem específica – são transferidos diretamente para uma solicitação de fabricação, de um modo em geral, para produtos de encomenda. Por processo – a empresa apresenta produção contínua, em unidades idênticas e demanda constante. Grau de absorção – Por Absorção - quando os custos indiretos também são transferidos ou rateados aos produtos ou serviços. Direto – somente os custos diretos são lançados (incorporados) no custo do produto, os indiretos são lançados apenas na Demonstração do Resultado. Momento da apuração – Pós-calculados – equivalem aos custos reais apurados no final do período. Pré-calculados – representam o custo alocado no produto, baseado em um histórico médio passado do CIF (custo indireto de fabricação).
  4. 4. Padrão – custo cientificamente predeterminado, constituindo a base para avaliação do desempenho efetivo. Na realidade, representa o quanto o produto deveria custar. Métodos de Aplicação de Custeios Custos Indiretos de Fabricação – são aqueles alocados através de rateio pelo produção em um período. b) Custeio por departamentos – é quando os custos são alocados por centro de custos (departamentalização), ou seja, cada departamento contribui de uma forma quantitativa ao custo do produto. c) Custeio por ordem de produção – os custos vão direto para o produto ou para o lote de produção de um determinado item, este método valoriza a qualificação para evidenciar o custo. d) Custeio-padrão – são aqueles cuidadosamente predeterminados e que deveriam ser atingidos em operações eficientes, tem como grande objetivo a aferição de desempenho, elaboração de orçamentos, orientação de formação de preços e na obtenção de custos significativos do produto, com razoável economia e simplicidade de escrituração. e) Custeio por curva ABC – este método esta voltado para o ganho de tempo, levando em consideração os principais itens que formam o custo do produto, estes itens são obtidos quer de forma histórica, quer por metodologia de estudos. Formação de Preço Segundo alguns autores, esta parte da ciência financeira ou econômica deveria ser chamada de “a arte do negócio”. Pelo fato de que a decisão do preço do produto é o que decidirá o sucesso ou não do negócio. A política de preço deve sempre ser algo de longo prazo, acompanhando a vida útil do produto, buscando proporcionar no longo prazo, o maior lucro possível.O que nem todos os autores concordam é que apesar de todas as ciências que iremos expor a baixo, o principal determinante da formação de preços é o mercado consumidor. Ou seja, se estivermos praticando o comércio em um país democrata, uma economia de livre mercado e num sistema de Concorrência Pura. O grande formador do preço de venda é o C O N S U M I D O R. Métodos de formação de Preços Baseado nos Custos – muitas razões justificam a utilização deste método, a simplicidade, custos incorridos, justiça, porém o preço baseado apenas em custos deixa de levar em consideração os outros dois processos, pois deixa de considerar a demanda e os níveis da concorrência. Mercado Consumidor – é a percepção que o consumidor tem do produto, interessa como o valor que o consumidor dá ao produto e não o valor que o consumidor “acha” que custou para o vendedor. Um consumidor paga R$ 15,00 em uma garrafa de vinho no mercado, porém aceita pagar no mesmo vinho R$ 45,00 em um restaurante famoso. Baseado na Concorrência – esta metodologia emprega a análise da concorrência, deixando de enxergar os seus custos e a sua demanda, quem passa a determinar seus preços é a concorrência. Os preços podem ser de oferta – quando a empresa cobra mais ou menos do que seus concorrentes, ou de proposta – quando a empresa determina seu preço segundo seu julgamento sobre como seus concorrentes irão fixar seus preços
  5. 5. Métodos Baseados em Custos CUSTO PLENO também chamado de custo integral, são os custos totais de produção, acrescidos das despesas de vendas, de administração e da margem de lucro desejada, formando o preço de venda. Não é levado em consideração mercado, nem tão pouco a concorrência, tem-se o preço de venda de um produto, a partir daí verá se o produto será aceito por aquele preço ou não, tomando-se as devidas medidas corretivas. Ou seja, é a somatória de material direto + mão de obra direta + G.G.F. (gastos gerais de fabricação) + despesas de vendas e administrativas + lucro desejado = preço de venda. CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO é quando se leva em consideração apenas o custo com a transformação do bem, ou seja, a aplicação de mão de obra e os gastos gerais, não sendo considerado nos cálculos o custo com matéria prima. Um exemplo disso é quando se fabrica dois produtos distintos como saia e blazer, em que o custo de transformação do blazer é muito maior que o da saia. Neste caso, as margens de lucro para formação de preços devem ser diferentes, pois caso contrário, o mercado passará a comprar muito mais o produto com maior custo agregado, porque a concorrência praticará o custo de transformação, e sua empresa estará com os custos defasados neste item. De um modo geral, este custo é percebido pela aplicação da hora/homem no produto. CUSTO MARGINAL esta modalidade é extremamente discutida e polêmica, consiste no incremento de custo correspondente a adição de uma unidade de produto. Assim corresponde aos custos que não seriam incorridos se um produto fosse eliminado ou não produzido. No cálculo do custo pleno leva-se em consideração tudo que foi aplicado para obtenção do produto, no caso do custo marginal somente é considerada a capacidade instalada e os custos variáveis, ou seja, somente poderemos montar preço de venda baseado no custo marginal, caso tenhamos capacidade ociosa na fábrica, o que quer dizer que se aumentar a produção, não haverá alteração dos custos fixos. É o cálculo que leva em consideração basicamente os custos variáveis. A Microeconomia e o Mercado A microeconomia é o ramo da ciência econômica que estuda o comportamento das unidades de consumo representadas pelos indivíduos e pelas famílias, as empresas e suas produções e custos, o preço de diversos bens, serviço e fatores produtivos. Em outras palavras, a microeconomia ocupa-se da forma como essas células ( consumidores, empresas comerciais, agricultores e outros) agem e reagem umas sobre as outras. A compreensão do valor percebido pelo mercado é facilitada pelo entendimento de alguns conceitos derivados da microeconomia, como as curvas de demanda e os diferentes tipos de mercado. Tipos de Mercado Concorrência Pura caracteriza-se por um mercado composto de muitos compradores e muitos vendedores comercializado produtos uniforme e sem grandes características especiais, trigo, laranja, vidro. O principal neste mercado é que nenhum comprador ou vendedor tem influência sobre os rumos do mercado. Entram
  6. 6. novos fornecedores e compradores há todo momento, mantendo sempre estável o mercado. Neste caso a função do “Marketing” é pouco significante. Concorrência Monopolista também caracterizado por um mercado com muitos compradores e muitos vendedores, porém o produto/serviço ofertado tem muita diferenciação assim como seus preços. O produto pode variar em tamanho, qualidade, estilo. Os consumidores percebem as diferenças e aceitam ou não pagar o preço desigual. Neste caso, entra a criatividade do vendedor, com as ofertas, alterações de preço, promoções, propagandas e as estratégias, aqui o “Marketing” é importante. Concorrência Oligopolista é um mercado caracterizado por um pequeno número de vendedores, ou seja, tem muita força de decisão, podendo variar muito as características e preços de seus produtos, acompanhando os movimentos da concorrência. O produto pode tanto ser uniforme, como aço e alumínio, como não uniforme, veículos e computadores. A pequena quantidade de vendedores é pela dificuldade de penetração neste mercado. A atenção é fundamental nos movimentos da concorrência para poder agir e proteger seu mercado com reduções de preços ou incremento nos serviços. Monopólio Puro caracteriza-se por um mercado de um único vendedor que pode ser monopólio governamental (correios), monopólio privado regulado (energia elétrica) ou monopólio privado não regulado, decorrente de determinada tecnologia ou patente.

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