Relatorio oligoqueta
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Relatorio oligoqueta Document Transcript

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE BOTÂNICA ALINE SOARES SILVANA WENCESLAU RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA III DE ECOTOXICOLOGIA E BIOMONITORAMENTO CULTIVO DE Fulsomia candida E OBTENÇÃO DE ORGANISMOS-TESTE PARA ENSAIOS DE ECOTOXICIDADE Salvador 2013
  • 2. 2 ALINE SOARES SILVANA WENCESLAU RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA- II DE ECOTOXICOLOGIA E BIOMONITORAMENTO CULTIVO DE Elsenia Andrei E OBTENÇÃO DE ORGANISMOS-TESTE PARA ENSAIOS DE ECOTOXICIDADE . Salvador 2013 Relatório apresentado como exigência parcial de Avaliação do Componente Curricular Ecotoxicologia e Biomonitoramento do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal da Bahia – UFBA – Departamento de Botânica, com orientação da Professora Drª Júlia C. Niemeyer.
  • 3. 3 SUMÁRIO 1 . INTRODUÇÃO GERAL.................................................................................4 2. OBJETIVO.....................................................................................................4 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.....................................................................5 4. MATERIAIS E PROCEDIMENTOS.................................................................6 4.1 PREPARAÇÃO DO MEIO PARA CULTIVO EISENIA .....................6 4.2 SEPARAÇÃO E CONTAGEM DAS eusenia andrei ........................7 4.3 REALIZAÇÃO DOS ENSAIOS TESTE DE FUGA.............................8 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ...................................................................11 6. REFERÊNCIAS.............................................................................................13
  • 4. 4 1. INTRODUÇÃO GERAL A toxicologia é o estudo dos efeitos nocivos dos agentes químicos ou físicos sobre os organismos vivos. As substâncias químicas de interesse incluem tanto os produtos químicos sintéticos quanto aqueles que existem naturalmente no ambiente. Na toxicologia, os efeitos são determinados, em geral, pela injeção ou administração oral de substâncias de interesse em animais, observando-se como a saúde desses é afetada, através da relação dose resposta (Baird, 2002). A avaliação ambiental da integridade ou grau de degradação de ecossistemas terrestres e aquáticos, cujas variações físicas são acentuadas, exige que fatores mais estáveis sejam considerados como indicadores de avaliação, como por exemplo, fatores biológicos. Estes fatores podem indicar melhor o equilíbrio do ambiente através de índices bióticos, derivados da observação de espécies bioindicadoras (CETESB, 2005). Um dos métodos mais empregados para a avaliação dos efeitos adversos de agentes químicos sobre a biota terrestre e aquática são os testes de toxicidade. Neles são utilizados organismos-teste terrestres, de águas continentais, estuarinas e marinhas que ficam expostos aos contaminantes sob condições controladas (CETESB, 2005). 2. OBJETIVO - Preparar o meio para montagem dos cultivos de Eisenia Andrei; - Montar uma caixa de cultivo de E. Andrei a partir de jovens; - Manter de forma continuada em cultivo E. Andrei; - Identificar os organismos que podem ser utilizados na realização dos ensaios. - Avaliar a sensibilidade das espécies Eisenia andrei de testes ecotoxicológicos, como bioindicadoras de solos contaminados com Petróleo.
  • 5. 5 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A ecotoxicologia pressupõe o uso de testes de toxicidade com organismos, também chamados bioensaios que são testes feitos em laboratório que determinam o grau ou o efeito biológico de uma substância desconhecida ou de uma substância-teste. Os bioensaios diferem principalmente quanto ao tempo de exposição do organismo-teste ao agente ou substância a ser testado. Portanto, os bioensaios podem ser agudo ou crônicos. Teste de toxicidade aguda são estudos experimentais feitos com organismos-teste que determinam se um efeito adverso observado ocorre em um curto período de tempo (em geral até 14 dias) após administração de uma única dose da substância testada ou após múltiplas dosagem administradas em até 24 horas. Já nos testes de toxicidade crônica, os organismos-teste são observados durante uma grande parte do seu tempo de vida, quando acontece a exposição ao agente-teste; os efeitos crônicos persistem por um longo período de tempo, e podem ser evidentes imediatamente após a exposição ou não (DUFFUS, 1993). Em regiões de clima temperado como Europa e América do Norte são bem avançados o desenvolvimento, a padronização e a utilização de ensaios ecotoxicológicos para análise de risco de locais contaminados, com utilização de organismos de solo, como as minhocas, como bioindicadores. No entanto, poucos são os estudos já conduzidos para avaliar impactos de agrotóxicos em ecossistemas tropicais e, quando existentes, a maioria dos dados é gerada a partir de espécies exóticas em regiões tropicais, ocasionando uma extrapolação possivelmente tendenciosa dos resultados, pelo fato de usarem metodologias baseadas em protocolos para regiões de clima temperado, mascarando a situação real para regiões tropicais, e podendo levar a conclusões equivocadas. Os testes padronizados, como os da ISO, geralmente preconizam a utilização de espécies nativas de clima temperado, como Eisenia fetida e E.
  • 6. 6 andrei, as quais podem ser pouco relevantes para estudos ecotoxicológicos em regiões tropicais, já que não são espécies nativas da região, e pelo fato de viverem na serapilheira, ou seja, alimentam-se próximo à camada superficial do solo. Pontoscolex corethrurus é uma espécie nativa de regiões tropicais e de ampla distribuição, comumente encontrada em solos antropogênicos (Römbke & Verhaagh, 1992), apresenta maior relevância ecológica que as espécies padrão por viver abaixo das camadas superficiais do solo, e por ingerir solo, enquanto que E. andrei se alimenta mais de resíduo vegetal, sendo, portanto, uma alternativa para testes ecotoxicológicos em solos tropicais. Ao escavar e ingerir solo ou serapilheira contaminados, as minhocas entram em contato com poluentes que podem estar na solução do solo ou adsorvidos nas partículas minerais e na matéria orgânica. Elas podem ainda absorver os contaminantes da solução do solo por meio de contato direto e passagem pela cutícula. Assim as minhocas podem se intoxicar, morrer ou sobreviver, incorporar ou até bioacumular esses poluentes em seus tecidos (Visanathan, 1994; Cortet et al., 1999; Burger, 2006). Isso pode ser um perigo para seus predadores, influenciando a cadeia trófica. 4. MATERIAIS E PROCEDIMENTOS 4.1 PREPARAÇÃO DO MEIO PARA CULTIVO Eisenia andrei - Pó de coco; - ½ kg de estrume de cavalo desfomado (origem Escola de Veterinária da UFBA); -700 ml de água Destilada. Foi colocada em uma caixa plástica uma camada de cada material citado – uma camada de pó de coco outra camada de estrume de cavalo. Misturou-se bem e foi acrescida água destilada. Após preparação do solo artificial foi colocado as minhocas (Eusenia Andrei) que anteriormente foram contadas e separadas das juvenis e colocadas nesta caixa nova com o solo artificial preparado em laboratório.
  • 7. 7 Imagens da Preparação do Solo artificial Figura 1a Figura 1b Figura 1c Figura 1d 4.2 SEPARAÇÃO E CONTAGEM DAS MINHOCAS (Eusenia andrei) ADULTAS E JUVENIS Foram selecionadas as minhocas (Eusenia Andrei) adultas das juvenis. Após a contagem e separação colocou-se as minhocas adultas nas caixas novas e manteve-as a 25Cº durante 14 dias. Caixa com as minhocas a serem selecionadas Figura 2a Figura 2b Imagens da seleção das minhocas juvenis e adultas
  • 8. 8 Figura 3a Figura 3b Figura 3c Figura 3d Figura 3e Figura 3f 4.3 REALIZAÇÃO DOS ENSAIOS TESTE DE FUGA Foi recebida amostra de solos contaminado por petróleo, mas não se sabe detalhadamente da quantidade deste contaminante em cada amostras recebida. Foi preparada para a realização do teste de fuga as seguintes amostras:
  • 9. 9  Amostra BIO – 01 - Controle Pesou-se 1815 g de Solo Controle e acrescentou-se água destilada. No solo controle não contém nenhum contaminante.  Amostra BIO – 02 Pesou-se 1845 g de solo da amostra e foi acrescido 180 ml de água destilada. Não foi utilizado a mesma caixa do controle para não contaminar.  Amostra BIO – 05 Pesou-se 1830 g de solo da amostra e foi acrescido 225 ml de água destilada Foi realizado a seguinte combinação de amostras (Réplicas):  Controle X Controle  Controle X BIO -02  Controle X BIO 05  BIO 02 X BIO 05 - Foram selecionadas da caixa acondicionada anteriormente por 14 dias as minhocas cliteladas. Separou-se 10 minhocas E. Andrei para cada pote separadas e lavadas contou-se 10 minhocas e colocou-se em cada pote das repicas citadas anteriormente. Separação das minhocas Figura 4a Figura b Separação e limpeza das 10 minhocas em cada pote
  • 10. 10 Figura 5a Figura 5b Teste de Fuga - Comportamental - O teste foi realizado em caixa plástica transparente preenchidas com solo preparado até a altura de 4 a 5 cm (aproximadamente 500 g de peso seco). Foram feitas 24 caixas. Adição das minhocas nas caixas com as réplicas Figura 6a Figura 6b Foram adicionados 10 animais adultos para o teste com E. Andrei. As caixas foram fechadas e armazenadas no escuro, sob temperatura ambiente de 20 ± 4 ºC. Os animais não foram alimentados durante os testes.
  • 11. 11 Armazenamento das caixas Figura 7a Figura 7b Após o período de 48 horas foram verificados o número de animais em cada um dos tratamentos, determinando, desta forma, o seu comportamento de fuga. 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os testes de toxicidade com as amostras de surfactantes (petróleo) indicaram que apresentaram alta toxicidade em altas concentrações. As minhocas estão associadas a um solo saudável e a sua ausência indica a má qualidade do solo (DOUBE & SCHMIDT, 1997; EDWARDS & SHIPITALO, 1998; PARMELEE et al. 1998). Algumas espécies de minhocas são utilizadas na avaliação do risco ambiental como bom bioindicadores de toxicidade (CALLAHAN et al., 1998;DORN & SALANITRO, 2000). Segundo DORN et al. (1998) um parâmetro importante para o teste de mortalidade de minhocas é a determinação da concentração letal para 50% da população (CL50) após a exposição em diferentes concentrações de contaminantes. Foi possível observar que houve 100% de mortalidade nas concentrações. Através dos testes de toxicidade pôde-se verificar que as minhocas são os organismos mais sensíveis à adição dos surfactantes.
  • 12. 12 Como resultado observou-se que todos os organismos vivos encontrados nas réplicas de BIO2 X BIO5 estavam com comportamento letárgico o solo estava contaminado com petróleo, houve perda de habitat as minhocas. Como encontramos efeito agudo sobre a sobrevivência, os resultados do ensaio de fuga são limitados neste caso, não permitindo maiores interpretações, já que são desenvolvidos para concentrações subletais. O programa Graph Pad foi utilizado para realizar a avaliação do ensaio. O que demonstrou que o resultado foi extremamente significativo.
  • 13. 13 6. REFERÊNCIAS Ciência Rural, Santa Maria, v.43, n.6, p.992-998, jun, 2013 - Metais pesados, agrotóxicos e combustíveis: efeito na população de colêmbolos no solo EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária ISSN – 1517-8498 Dez, 2010 – Importância de estudo ecotoxicológico com invertebrados do solo http://www.ecocell.com.br/Manual_de_Toxicidade.pdf acesso em 12/07/2013 www.eq.ufrj.br/prh13/download/?prh13-surfactantes-na...de-solo...pdf acesso em 12/07/2013 CARVALHO, Paula Geandra, de; Biorremediação: avaliação da adição de surfactantes em diferentes tempos de contaminação de um solo contaminado com hidrocarbonetos de petróleo. 2006. DOUBLE, B. M. and SCHMIDTH, O. Can the abundance or activity of soil macrofauna be used to indicate the biological health of soils? In Biological Indicators of Soil Health. Eds. CAB International, New York. pp 265–295. 1997 CALLAHAN, C. A. Earthworms as ecotoxicological assessment tools. In: EDWARDS, C.A.; NEUHAUSER, E.F. Earthworms in waste and environmental management, spb academic, The Hague, pp. 295-301. 1998. DORN, P.H & SALANITRO, J. Temporal ecology assessment of oil contaminated soil before and after bioremediation. Chemosphere, 40, pp. 419- 426. 2000.