Reformas Religiosas - Século XVI

24,563 views
24,038 views

Published on

Aula sobre as Reformas Religiosas do Século XVI para o 3º Ano do Colégio Militar de Brasília. É permitido o uso do material, desde que a fonte seja citada.

Published in: Education
1 Comment
2 Likes
Statistics
Notes
  • O SABER LER A SI:
    (ES.12.1)
    (AP.13.18) – AQUI ESTÁ A SABEDORIA: AQUELE QUE TEM ENTENDIMENTO CALCULE O NUMERO DA BESTA, POIS É NÚMERO DE HOMEM: ORA ESSE NÚMERO É SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS: (AR.119.9)

    (ISRAEL é o nome do Homem que sabe LER A SI no Espírito Bíblico: Aqui o saber acaba com as cogitações infundadas que existiam acerca do número 666 do Apocalipse, pois o que está escondido nas 131 letras e 10 sinais que compõem o texto acima, é isto):

    ARNALDO RIBEIRO É ISRAEL: É O HOMEM QUE NASCEU NO CÉU, QUE AMA E SABE TESTAR AS ALMAS NO SEU NOME: E ELE ENTENDE QUE CRISTO TESTA DEUSES E DIABOS NESSE MESMO ESPÍRITO. (IL.131.7)

    O SÉTIMO DIA
    (DN.4.2) Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo,; (EF.2.7) para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça em bondade para conosco em Cristo Jesus; (1CO.15.45) pois assim está escrito:
    (GN.2.3) – E ABENÇOOU DEUS O DIA SÉTIMO, E O SANTIFICOU; PORQUE NELE DESCANSOU DE TODA A OBRA QUE, COMO CRIADOR, FIZERA: (AR.85.6)
    E o que o Senhor quer dizer com as 85 letras e 6 sinais acima é isto:
    SOU O ESPÍRITO QUE DESCEU DO CÉU, CRIANDO A SUA FÉ; E FAÇO SANTO O QUE É BATIZADO COM NOME DE ARNALDO RIBEIRO: (IL.85.6)
    (Lc.12.50 – Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize; (IS.21.16) porque assim me disse o Senhor: (1RS.18.31) Israel será o teu nome, (LS..9.6) porque ainda que algum seja consumado entre os filhos dos homens, se estiver ausente dele a tua sabedoria, será reputado como nada.(LC.4.21) Hoje se cumpriu a escritura que acabais de ouvir: (LC.6.5) O Filho do Homem é Senhor do sábado:
    E agora José? Ou melhor, Chico?...
       Reply 
    Are you sure you want to  Yes  No
    Your message goes here
No Downloads
Views
Total views
24,563
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1,399
Actions
Shares
0
Downloads
609
Comments
1
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Reformas Religiosas - Século XVI

  1. 1. REFORMAS RELIGIOSASProf.ª Valéria Fernandes HISTÓRIA GERAL 1
  2. 2. PRÉ-REFORMA RELIGIOSA• John Wyclif e os lolardos – Inglaterra.• Jan Huss – Boêmia.• O Concílio de Constança (1414-1418).• Rainha Isabel, a Católica e o Cardeal Cisneros – Espanha.• Humanistas como Erasmo de Roterdã. Jan Huss Prof.ª Valéria Fernandes 2
  3. 3. Europa em 1500 Prof.ª Valéria Fernandes 3
  4. 4. “Gostaria que a mais fraca mulher lesse osEvangelhos e as Epístolas de São Paulo [...]Gostaria que essas palavras fossem traduzidaspara todas as línguas, afim de que não só osescoceses e irlandeses, como também turcos esarracenos pudessem lê-las. Anseio que olavrador as cante para si mesmo quandoacompanha o arado, o tecelão as murmure aosom de sua lançadeira, que o viajante iludacom elas a monotonia da jornada.”Novum Testamentum omne de Erasmo de Roterdã Prof.ª Valéria Fernandes 4
  5. 5. MOTIVAÇÕES DA REFORMA RELIGIOSA• Corrupção e despreparo do clero.• Papas que se comportavam como príncipes seculares e, não, como líderes da igreja.• Sentimentos nacionais, associados, ou não, a existência de um Estado.• As críticas dos humanistas.• Uma maior difusão da Bíblia e textos teológicos graças à invenção da imprensa. Prof.ª Valéria Fernandes 5
  6. 6. REFORMA LUTERANA• Em 15 de março de 1517, o papa Leão X ofereceu indulgência aos que contribuíssem para a construção da basílica de São Pedro em Roma.• Lutero e outros teólogos questionam a validade das indulgências. Prof.ª Valéria Fernandes 6
  7. 7. REFORMA LUTERANA• Lutero, professor na Universidade de Wittenberg, se insurge contra a cobrança das indulgências.• Em a 31/10/1517, Lutero pregou (*ou não*) as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg.• As conciliações fracassaram e o Papa Leão X excomungou Lutero em 03/01/1521, na bula "Decet Romanum Pontificem". Prof.ª Valéria Fernandes 7
  8. 8. REFORMA LUTERANA• A reforma de Lutero está ligada a ao processo de afirmação nacional alemã.• Foi apoiada por parte da nobreza e havia o interesse pelas terras da Igreja Católica.• Lutero não era o único a propor uma reforma, mas seu caso terminou por iniciar a fragmentação da Cristandade.• Confissão de Augsburgo (1530) → Melanchton.• Paz de Augsburgo (1555) → “A religião do príncipe é a religião do povo”. Prof.ª Valéria Fernandes 8
  9. 9. REFORMA LUTERANA• A Guerra dos Camponeses fomentada pelas idéias anabatistas de Thomas Müntzer tinha por base a idéia de que “os pobres são demasiado infelizes para ter tempo de conhecer a Bíblia e rezar. Nenhuma reforma religiosa é possível sem revolução social”.• Müntzer e seus discípulos compuseram os 12 Artigos e defendiam entre outras coisas: a livre escolha dos pastores, a abolição da corvéia e dos pequenos dízimos, que os grandes dízimos fossem usados em benefício da comunidade, e que a servidão fosse abolida. Prof.ª Valéria Fernandes 9
  10. 10. REFORMA LUTERANA• Lutero termina por defender:  Salvação pela graça mediante a fé.  A Bíblia na língua do povo → alemão.  Comunhão nas duas espécies → pão e vinho.  Cabia ao príncipe escolher os pastores.  Sacerdócio universal.  Fim do celibato obrigatório.  A veneração aos santos não foi abolida.  Manteve o batismo infantil.Prof.ª Valéria Fernandes 10
  11. 11. REFORMA NA SUÍÇA• A Reforma religiosa na Suíça começou quase ao mesmo tempo que na Alemanha.• A região também não tinha uma unidade nacional e estava obrigada a enviar soldados para os exércitos de vários países.• O padre Ulrich Zwinglio começa a pregar em Zurique contra as indulgências e o chamado “evangelho puro” em 1519. Zwinglio Prof.ª Valéria Fernandes 11
  12. 12. REFORMA NA SUÍÇA• Se a pergunta de Lutero era “como eu posso ser salvo?”, a de Zwinglio era “como salvar o meu povo?”.• Zwinglio era humanista, admirador de Erasmo de Roterdã e pregava que a Bíblia deveria pautar todas as ações das pessoas.• Ele e Lutero discordavam em vários pontos, especialmente em relação à Eucaristia.• Zwinglio era contra o envio de soldados suíços para guerras que não eram suas. Isso fez com que Zurique fosse atacada e o reformador morreu em batalha. Prof.ª Valéria Fernandes 12
  13. 13. OS ANABATISTAS• Chamados de reformadoresradicais em alguns livros.• Defendiam o batismosomente os adultos.• Alguns eram pacifistas.• Com as perseguições decatólicos e protestantes, omovimento assumiu posturasmísticas e participaram derevoltas populares.• Seus descendentes são os Anabatista recebendo oatuais menonitas. “terceiro” batismo. Prof.ª Valéria Fernandes 13
  14. 14. JOÃO CALVINO• Calvino nasceu na França (1509) e recebeu uma sólida formação humanista.• Sua educação foi patrocinada pelo bispo de sua cidade (Noyon), patrão de seu pai.• A Reforma na França já estava em andamento quando Calvino nasceu e o reformador teve contato com idéias luteranas e João Calvino de outros reformistas. Prof.ª Valéria Fernandes 14
  15. 15. JOÃO CALVINO• Diferentemente de Lutero, não se sabe quando Calvino rompeu com a Igreja Católica, mas em 1534, ele voltou a sua cidade e abriu mão do dinheiro dado pelo bispo para patrocinar-lhe os estudos.• A Reforma na França estava condicionada pela vontade do Rei → Se o monarca se sentisse ameaçado em seu poder, havia perseguição.• Não havia um “perfil” protestante na França. Nobres, burgueses (*como Calvino*), camponeses, todos aderiram à Reforma e eram chamados de huguenotes. Prof.ª Valéria Fernandes 15
  16. 16. SIGNIFICADO DA PALAVRA HUGUENOTE A origem da palavra não é clara. Há quem defenda que o termo vem do nome de Besançon Hugues, líder da revolta protestante de Genebra. Bernard Cottret diz que o termo vem de “confederados”, em francês "eidguenot", derivado do suíço-alemão “eidgenossen”, ou “partidário da Reforma”. Já Owen I.A. Roche diz que “huguenote” era uma combinação de dois termos, um flamengo e outro alemão, “eid Genossen” (colegas de juramento), já que as reuniões protestantes eram secretas. Outros afirmam que o termo derive do nome de um lugar no qual os protestantes franceses celebravam o próprio culto; esse lugar era chamado "Torre de Hugon" e se encontra em Tours. Prof.ª Valéria Fernandes 16
  17. 17. JOÃO CALVINO• Em março de 1536, Calvino publica a 1ª versão da sua obra mais importante Institutas da Religião Cristã em latim, com dedicatória ao rei da França.• Com a perseguição, Calvino parte para Estrasbugo, cidade de língua francesa reformada e liderada por Bucero. Chegando em Genebra e é instado por Gulherme Farel a permanecer.• Genebra nem sempre foi acolhedora para com Calvino, mas foi ali que ele desenvolveu sua reforma religiosa e a cidade se tornou a Jerusalém ou Roma do Protestantismo. Prof.ª Valéria Fernandes 17
  18. 18. MURO DA REFORMACalvino fundou a Universidade de Genebra e o homenageou noMuro da Reforma junto com Theodore Beza, Guilherme Farel e Prof.ª Valéria Fernandes 18 John Knox.
  19. 19. JOÃO CALVINO• “Por decreto de Deus, para manifestação de sua glória, alguns homens são predestinados à vida eterna e outros são predestinados à morte eterna.” → A predestinação é fundamental ao Calvinismo.• Justificação do trabalho e do lucro; ênfase na auteridade e disciplina; preocupação com a educação.• A burguesia adere mais ao calvinismo → identificação de classe X identificação nacional.• Espalhou-se por toda a Europa. Puritanos, presbiterianos, reformados, todos são calvinistas. Prof.ª Valéria Fernandes 19
  20. 20. REFORMA NA FRANÇA• Massacre da Noite de São Bartolomeu em 23 e 24 de agosto de 1572. Prof.ª Valéria Fernandes 20
  21. 21. REFORMA NA FRANÇA• Houve 8 guerras de religião entre 1562 e 1598.• O Massacre de São Bartolomeu foi somente o maior (*entre 30 mil e 100 mil mortos*) de vários.• A nobreza protestante e católica disputava o poder e o apoio do rei.• A ascensão de Henrique de Navarra e o Edito de Nantes (1598) colocou fim ao conflito.• Mais tarde, o Cardeal Richilieu fez guerra aos protestantes e diminuiu-lhe os direitos como forma de fortalecer o poder real.• Por fim, Luís XIV suspendeu o Edito de Nantes. Prof.ª Valéria Fernandes 21
  22. 22. REFORMA NA INGLATERRA• Henrique VIII era um dos reis mais católicos da Europa.• Em 1521, publicou um livro em que atacava as idéias de Lutero, recebendo do papa o título de Defensor Fidei.• Por questões pessoais (relação com Ana Bolena, a esperança de um herdeiro do sexo masculino), o rei pleiteou junto à Roma a anulação de seu casamento com Catarina de Evangelho de João traduzido por William Aragão. Tyndale. Prof.ª Valéria Fernandes 22
  23. 23. REFORMA NA INGLATERRA• O rompimento com Roma foi um processo que se estendeu de 1525 até 1534.• No continente, a ruptura com o catolicismo foi feita por razões teológicas e levada adiante por homens comuns.• Na Inglaterra, a Reforma esteve condicionada por motivos pessoais e políticos e foi forçada de cima para baixo pelo rei. Prof.ª Valéria Fernandes 23
  24. 24. Prof.ª Valéria Fernandes 24
  25. 25. REFORMA NA INGLATERRA• Em 1531, Henrique VIII exigiu ser reconhecido pela Igreja como Protetor e único chefe supremo da Igreja e do clero da Inglaterra.• Pelo Ato de Supremacia, novembro de 1534, o Parlamento reconheceu Henrique VIII como "o único chefe supremo na Terra da Igreja na Inglaterra".• Durante o governo de Henrique VIII, mosteiros foram destruídos e os bens da Igreja Católica confiscados. Já em termos de teologia e doutrina, a Igreja permaneceu próxima do Catolicismo. Prof.ª Valéria Fernandes 25
  26. 26. REFORMA NA INGLATERRA• Eduardo VI (1537-1553) consolidou aproximou a Igreja da Inglaterra do Calvinismo → Livro de Oração Comum (1549).• Mary I (1553-1558) forçou o retorno ao Catolicismo e a Inquisição se estabeleceu na Inglaterra.• Elizabeth I (1558 -1603) governou como protestante, mas levou adiante uma política de conciliação, excluindo somente católicos radicais e puritanos. Em 1559, foi reconhecida como Governante Suprema da Igreja e em 1552 foi publicado um novo Livro de Oração Comum. Prof.ª Valéria Fernandes 26
  27. 27. • A Invencível Armada foi lançada sobre a Inglaterra por Filipe Prof.ª Valéria Fernandes II, rei da Espanha, em 1588. 27
  28. 28. REFORMA CATÓLICA• Convocado por Paulo III, o Concílio de Trento (1545- 1563) teve existência tumultuada e interrompido diversas vezes.• Os protestantes participaram de parte do Concílio, pois havia o desejo de conciliação.• Foi aceito em parte da Itália, em Sabóia, na Polônia, em Portugal, na Espanha, nos Países-Baixos, e na Suíça católica, depois, com reticências, em Veneza. Só foram aceitos na França em 1615. Na Alemanha, o imperador, ligado pelas decisões da dieta de Augsburgo, só ratifica os decretos sobre a fé e o culto. Prof.ª Valéria Fernandes 28
  29. 29. REFORMA CATÓLICA• Inácio de Loyola fundou em 1534 a ordem dos jesuítas.• O lema da ordem é "Ad maiorem Dei gloriam" ("Para a maior glória de Deus").• Em 1540, a Ordem foi reconhecida pelo papa.• Combateram a reforma protestante dentro da Europa e dedicaram-se ao trabalho missionário pelo mundo. Prof.ª Valéria Fernandes 29
  30. 30. REFORMA CATÓLICA• Decisões do Concílio de Trento:  Salvação pela fé e pelas obras.  Tradição tinha o mesmo status que a Bíblia.  Bíblia e Missa deveriam permanecer em Latim.  Criação do Index → Lista dos livros proibidos.  Manutenção do celibato dos padres.  Proibida a comunhão nas duas espécies.  Criação de seminários para a formação de padres.  Bispos deveriam residir nas dioceses.  Reativação da Inquisição.  Proibição da venda de indulgências. Prof.ª Valéria Fernandes 30
  31. 31. PONTOS COMUNS A TODOS OS PROTESTANTES• Sola fide (somente a fé);• Sola scriptura (somente a Escritura);• Solus Christus (somente Cristo);• Sola gratia (somente a graça);• Soli Deo gloria (glória somente a Deus). Prof.ª Valéria Fernandes 31

×