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  • 1. Something Blue (A noiva traída)
  • 2. Emily GiffinPrólogoEu nasci Linda. Uma bebê perfeita, eu comecei a vida sem a cabeça achatada e cicatrizesq acontecem quando você é forçada pelas trompas. Em vez disso, eu apareci com o narizempinado, labios carnudos e olhos castanhos expressivos. Eu tinha exatamente aquantidade certa de cabelo na cabeça, prometendo uma cabeleira maravilhosa.Com certeza absoluta, meu cabelo cresceu grosso e sedoso,da cor dos grãos de café.Todas as manhãs eu sentava com minha mãe enquanto ela enrolava meu cabelo combobs. Quando eu fui pro maternal, as outras meninas , algumas com cortes de cabeloshorríveis, imploravam para colocar seus colchõezinhos junto ao meu enquanto tirávamosuma soneca, seus dedos tentavam tocar meu rabo de cavalo. Elas alegremente repartiamsuas bonecas ou me passavam sua vez nos brinquedos.Qualquer coisa para ser minha amiga. Foi aí que eu descobri que a vida segue uma ordeme que aparência é muito importante no geral da ordem da vida.Em outras palavras euentendi na terna idade de três anos que com beleza vem regalia e poder.Essa lição só me foi reforçada enquanto eu crescia e continuava meu reinado como agarota mais bonita, aumentando amplamente minha dianteira nessa posição. Continueisendo a melhor no ginásio e no segundo grau. Mas diferentemente dos personagens dosmeus filmes preferidos de Jonh Hughes, minha popularidade e beleza nunca fizeram demim uma pessoa má. Eu arrebentava como uma ditadora benevolente, brincando de cãode guarda por cima das outras garotas populares como eu que tentavam abusar do poderdelas. Eu desafiava os clichês, tendo como minha melhor amiga , a CDF Rachel. Eu erapopular demais para fazer minhas próprias regras.Claro, eu tinha meus momentos de incerteza.Eu lembro de uma ocasião na sexta sériequando Rachel e eu estávamos brincado de "psiquiatra", uma de nossas brincadeirasfavoritas.Eu geralmente era a paciente, dizendo coisas como, Eu tenho tanto medo dearanhas, Doutora, que eu não saio da minha casa durante todo o verão.
  • 3. Bem, repondia Rachel, ajeitando seus óculos em cima do nariz e escrevendo algo em seubloco. Eu recomendo que você assista Charlottes Web… ou se mude para Sibéria , ondenão há aranhas. E olhem isso, ela me dava duas pírulas de vitaminas Flinstones e assentiacom a cabeça me encorjando.Era desse jeito que geralmente acontecia, mas nessa tarde especificamente, Rachelsugeriu que ao invés de interpretar um papel, eu fosse eu mesma com algum problemareal da minha vida. Então eu falei sobre como meu irmão mais novo, Jeremy,monopolizava as conversas durante o jantar em família, fazendo piadas sem graça efalando de fatos sobre a vida animal. Eu confidenciei que meus pais pareciam estarsempre ao lado de Jeremy- ou ao menos eles ouviam mais a ele do que a mim.Rachel limpou a garganta por um segundo e então compartilhou comigo uma teoria sobrecomo meninos são encorajados a ser espertos e engraçados enquanto garotas são criadaspara serem bonitinhas. Ela chamou isso de armadilha perigosa e disse que pode formarmulheres vazias.Onde você ouviu isso? Eu perguntei a ela imaginando o que ela queria dizer com vazia.Lugar nenhum. É só o que eu penso, ela disse , provando que ela não ia cair na perigosaarmadilha de se tornar uma garota bonitinha. De fato, a teoria dela se aplicava muito bemna minha situação. Eu era a menina bonitinha com notas normais, Rachel era a inteligentecom as melhores notas. De repente eu comecei a sentir inveja, desejando que eu tambémfosse cheia de idéias e usasse palavras difíceis.Mas, rapidamente, eu reparei nas ondas do cabelo castanho da Rachel e me senti maissegura que eu estva do lado certo.Eu não podia achar países como Paquistão ou Peru nummapa ou converter frações em porcentagens, mas minha beleza ia me levar a um mundode Jaguares, grandes casas e jantares com 3 garfos ao lado do meu prato de porcelanachinesa. Tudo que eu tinha que fazer era casar bem, como minha mãe tinha feito. Ela nãoera muito inteligente e não tinha terminado mais de 3 semestres da faculdade , mas seurosto bonito, corpo esguio e impecável estilo fisgou meu inteligente pai, um dentista, eagora ela vive uma boa vida. Eu achava que a vida dela era a impressão do que eu queriapara mim.Então eu passei pela minha adolecência e entrei pra Universidade de Indiana com umamentalidade de viver a vida.Eu me garanti na melhor fraternidade, fiquei com os carasmais lindos, e fui considerada a melhor do Calendário Dream Girls por quatro anosseguidos. Depois da graduação com uma média de 2.9, eu segui Rachel, que continuousendo minha melhor amiga, até Nova York, onde ela fazia faculdade de direito. Enquantoela sempre estava na biblioteca e conseguiu um trabalho em uma grande firma, eu
  • 4. continuei com meu glamour e boa vida, e rapidamente aprendi que o que era bom ,eramuito melhor em Manhattan.Eu descobri os melhores clubes, melhores restaurantes , e ossolteiros mais cobiçados, e continuava com o melhor cabelo da cidade.Passando pelos nosssos vinte poucos anos, com Rachel e eu continuando com nossosestilos diferentes, ela frequentemente colocava em jugamento a questão, você não estápreocupada com o Karma ?( Acidentalmente, ela mencionou pela primeira vez Karma noginásio depois que eu colei na prova de matemática.Eu lembro de tentar decifrar aspalavras dela usando a música "Karma Chameleon," que, claro não ajudou.) Depois euentendi o seu ponto de vista, que trabalho duro, honestidade e integridade sempre sãocobrados no fim, enquanto que viver só da sua aparência era algo ofensivo.E como no diaque brincávamos de psiquiatra, eu fiquei chateada dela estar certa.Mas, eu disse pra mim mesma que, eu não precisava ser uma voluntária na entrega desopas aos pobres para ter um bom Karma. Eu posso não ter traçado a tradicional rota dosucesso, mas eu tinha meu emprego glamuroso de RP, meu fabuloso círculo de amigos emeu maravilhoso noivo, Dex Thaler. Eu merecia meu apartamento com uma terraça noCentral park West e o diamante maravilhoso e gigantesco que eu exibia no dedoesuqerdo.Isso foi no tempo que eu pensei que eu tinha tudo certo. Eu apenas não entendia porquepessoas, particularmente Rachel, insistiam em fazer as coisas tão mais difíceis do queelas realmente eram. Ela podia até ter seguido todas as regras, mas aí estava ela, solteiraaos trinta anos, passando as noites na firma que ela trabalhava e desprezava.Enquanto isso, eu era a felizarda, como sempre tinha sido durante nossa infância. Eulembro de tentar ensina-la, dizendo pra ela injetar um pouco de graça na pacata ediciplinada vida que levava. Eu dizia coisas como Pra começar você devia se desfazerdestes sapatos comuns e comprar uns pares de Blahniks. Você se sentirá melhor comcerteza.Eu sei como isso soa superficial. Eu percebo que eu vivia de aparências, mas na época, euhonestamente não achei que estava machucando ninguém, nem eu mesma. De fato, Eununca pensei muito em nada mesmo. Sim, eu era linda e tinha sorte no amor, mas eurealmente acreditava que eu era uma pessoa decente que merecia uma boa fortuna. E eunão via nenhuma razão porque o resto da minha vida tinha que ser menos glamurosa doque foi nas primeiras três décadas.Então, aconteceu uma coisa que me fez questionar tudo que eu pensei que eu conhecia nomundo: Rachel, minha pacata e boazinha dama de honra com o cabelo frizado da cor degermen de trigo, apareceu e roubou meu noivo.
  • 5. Capitulo 1Soco no estômago.Foi uma das expressões que meu irmão usava quando éramos criança. Ele falava issoquando se divertia com as brigas que saiam no ponto de onibus ou nos corredores danossa escola, a voz dele alta e excitada, os labios brilhando de saliva : Wham! Pow! Que soco no estômago, cara! Ele então dava um soco ávido em sua mão se sentindo feliz. Mas isso foi há anos atrás .Jeremy era um dentista agora, estagiando com meu pai, e eu tenho certea que ele nãopresencia ou recebe um soco no estômago a décadas.Eu não pensava nessas palavras há tanto tempo- até aquele memorável dia da virada. Eutinha acabado de sair do apartamento da Rachel e estava contando ao motorista do táxisobre a mnha descoberta.Uau, ele disse num sotaque forte dos Queens, sua amiga realmente lhe deu um soco noestômago, hein ?Sim, eu chorei, quase lambendo minhas feridas. Ela certamente deu. Leal,confiávelRachel, minha melhor amiga de vinte cinco anos, que sempre via meus interesses junto,ou até antes, dos dela, me deu um-Wham! Pow!- soco no estômago. Me cegou. Asurpresa da sua traição foi o que me chocou mais. O fato é que eu nunca vi chegando.Foiinesperado como um cão guia confiável levar seu guiado para baixo de um caminhão.Verdade seja dita, as coisas não eram tão simples como eu fiz parecer ao motorista dotaxi, mas eu não queria que ele perdesse o X da questão, que era o que a Rachel fezcomigo. Eu errei algumas vezes, mas nunca traí nossa amizade.Foi uma semana antes do dia que seria o dia do meu casamento, e eu fui no apartamentoda Rachel para contá-la que meu casamento tinha sido cancelado. Meu noivo, Dex, foi oprimeiro a dizer as difíceis palavras – que de repente nós não devíamos no casar- mas eurapidamente concordei porque eu vinha tendo um caso com Marcus, um dos amigos deDexter. Uma coisa levou a outra, e depois de uma certa noite de prazer com Marcus , euengravidei.Foi muito difícil de absorver isso , e eu sabia que a parte mais difícil seriaconfessar tudo a Rachel, que, no começo do verão estava um pouco interessada noMarcus. Eles tiveram alguns encontros, mas o romance esfriou , quando sem ela saber,meu romance com Marcus começou. Eu me senti horrível todo tempo – por trair Dex,mas mais ainda por mentir pra Rachel. Ainda ssim, eu estava preparada pra ser sinceracom a minha melhor amiga. Eu tinha certeza que ela iria entender, ela sempre entendia.Então, eu cheguei no apartamento da Rachel em Upper East Side.O que aconteceu ? Ela me perguntou na porta.
  • 6. Eu senti uma onda de de conforto, pensei comigo, de tão suave e familiar que essaspalavras eram. Rachel era uma melhor amiga maternal, mais maternal do que minha mãe.Eu lembrei de quantas vezes minha amiga tinha me feito essa pergunta durante os anos:como no dia que eu deixei o teto solar do carro do meu pai aberto numa tempestade, ou odia que minha menstruação veio e eu sujei a minha calça branca da Guess. Ela sempreestava lá com o seu o que aconteceu ?,seguido de um vai ficar tudo bem, com um tom devoz que me fazia acreditar que realmente tudo iria ficar bem. Rachel podia resolverqualquer coisa, fazia eu me sentir melhor quando ninguém mais podia.Mesmo nesse momento onde ela poderia se sentir desapontada quando soubesse queMarcus me escolheu ao invés dela, eu tinha certeza que ela iria passar por cima disso eme afirmar que eu escolhi o caminho certo, e que tudo acontece por uma razão, que eunão era uma vilã, que eu estava certa de seguir meu coração, que ela entendiacompletamente,e que um dia Dex também entenderia.Eu respirei fundo e deslizei para dentro de seu arrumado apartamento enquanto ela falavasobre o casamento, como ela estava a meu serviço, pronta para ajudar com qualquerdetalhe de último minuto.Não vai haver mais casamento, exclamei.O quê? Ela perguntou. Seus lábios ficaram pálidos como seu rosto. Eu observei ela virare sentar na sua cama. E então ela perguntou quem cancelou.Eu tive um flashback do segundo grau. Depois de um término de namoro, que sempreeram públicos nos colégios, garotos e garotas perguntavam, Quem terminou? Todomundo queria saber quem chutou e quem foi chutado, para então demonstrar seussentimentos de dor, pena e culpa para os envolvidos da história.Eu disse o que eu nunca diria no segundo grau, porque, para ser franca, eu nunca fuichutada. Foi mútuo...Bem, tecnicamente foi Dexter. Ele me disse essa manhã que ele nãopoderia seguir com aquilo. Ele não achava que me amava . Revirei os olhos. Neste ponto,eu não acreditava que isso fosse possível. Eu pensei que o único motivo seria Dex terpercebido minha indiferença crescendo.O sentimento que vem quando você se apaixonapor outra pessoa.Você está brincando comigo.Isso é loucura. Como você se sente?Eu estudei minhas sandálias rosas Prada que combinavam com o rosa das minhas unhasdos pés e respirei fundo. Então eu confessei que estava tendo um caso com Marcus,dissimulando culpa. Claro, Rachel teve um pequeno interesse em Marcus no verão, masela nunca dormiu com ele, e já se passaram semanas desde que ela o beijou. Elasimplesmente não poderia ficar tão chateada com a notícia.Então você dormiu com ele?Rachel perguntou alto, com uma voz estranha. Suasbchechas estavam rosadas – um sinal que estava zangada- mas eu contei tudo, com todos
  • 7. os detalhes, dizendo a ela como o caso começou, como nós tentamos parar mas nãoconseguíamos tirar as mãos um do outro.Então eu respirei profundamente e contei a elaque estava grávida do Marcus e que nós planejávamos nos casar. Eu deixei rolar algumaslágrimas, mas Rachel continou impassível. Ela me perguntou algumas coisas, que eurespondi honestamente. Então eu agradeci a ela por não me odiar me sentindoincrivelmente aliviada que, apesar da reviravolta na minha vida eu ainda tinha minhaancora, minha melhor amiga.Sim...Eu não odeio você, Rachel disse, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.Espero que o Dex também receba isso bem. Pelo menos no caso do Marcus. Ele vai odiá-lo por um tempo, mas Dex é racional. Ninguém fez isso com o propósito de machucarele. Apenas aconteceu.E quando eu estava pronta para pergunta-la se ela continuaria a ser minha madrinha decasamento, meu mundo girou. Eu sabia que nada ia ser igual de novo,e nem as coisastinham acontecido do jeito que eu pensei.No momento que eu vi o relógio de Dexter nocriado mudo da minha melhor amiga. Um rolex inconfundível.O que o relógio do Dexter está fazendo no seu criado mudo?perguntei, rezandosilenciosamente para ouvir uma resposta lógica e racional.Mas, em vez disso, ela encolheu os ombros e gaguejou que ela não sabia. Então ela disseque era seu relógio , que ela tinha um igual ao dele. O que não era plausível por que eutinha procurado por meses para encontrar aquele relógio e então eu comprei uma pulseiranova de crocodilo, fazendo-o original. Além disso, mesmo que ela tenha comprado umigual, sua voz estava tremendo, seu rosto mais pálido que o usual. Rachel pode fazerqualquer coisa bem, mas mentir não é uma delas. Então eu soube. Eu soube que a minhamelhor amiga no mundo tinha cometido um infalível ato de traição.O resto se desenrolou vagarosamente. Eu podia praticamente ouvir os efeitos do som queme acompanhavam. A mulher biônica, um dos meus seriados favoritos. Um dos nossosseriados favoritos – eu tinha assistido cada episódio com Rachel. Eu me observeipegando o relógio de seu criado mudo, virando ele, e lendo a dedicatória em voz alta.“Com todo meu amor, Darcy.” Minhas palavras saíram dolorosamente da minhagarganta quando eu lembrei do dia da gravação. Eu liguei pra Rachel do celular eperguntei sobre as palavras. Com todo meu amor, foi a sua sugestão.Eu encarei ela , esperando, mas ela continuou sem falar nada. Só me encarava com seusgrandes olhos castanhos arregalados.Que porra é essa? Eu perguntei, gritei a pergunta de novo e então percebi que Dexdeveria estar no apartamento, escondido, em algum lugar. Eu a empurrei e entrei nobanheiro, abrindo a cortina do box. Nada. Eu avancei para conferir o armário.Darcy não, ela disse bloqueando a passagem.
  • 8. Saia! eu gritei. Eu sei que ele está aí.Então ela saiu e eu abri a porta. E como eu sabia lá estava ele agachado e com sua cuecaboxer. Outro presente meu."Seu mentiroso" Eu gritei, me sentindo muito nervosa. Eu era acostumada com drama. Euamava o drama. Mas não desse tipo. Não o tipo de drama que eu não tinha controledentro de mim.Dex se levantou e se vestiu calmamente, colocando um pé e depois o outro dentro dojeans, fechando o ziper. Não tinha um traço de culpa em seu rosto. Teria um traço deculpa se eu o acusasse de roubar meus brindes ou comer meu pote de sorvete."Você mentiu pra mim!" Eu gritei de novo, mais alto dessa vez."Você só pode estar brincando comigo", ele disse, com sua voz baixa. "Foda-se, Darcy."Em todos os anos com Dex, ele nunca tinha dito isso pra mim. Aquelas palavras eramminhas. Não dele.Eu tentei de novo. " Você disse que não tinha ninguém! E você está comendo a minhamelhor amiga!" Eu gritei, insegura de quem eu confrontava primeiro. Esmagada peladupla traição.Eu queria que ele dissesse, sim, que aquilo foi um mal entendido, que não havido sexo.Mas ainda não tinha nenhuma negação. Em vez disso ele disse, “O roto falando doesfarrapado, não é, Darcy? Você e Marcus, hein?Vão ter um bebê? Preciso lhe dar os parabéns.”Eu não tinha como responder a isso , então eu virei a mesa de volta a ele e disse, Eusabia tempo todo.Claro que ra uma grande mentira. Eu nunca em um milhão de anos ia imagonar ummomento como esse, o choque foi muito grande, mas esse é o caso do soco no estômago,o estomago dói sem precisar sentir o soco.Eles me deram o soco,mas eu não seria tola deficar ali sentindo a dor.Eu odeio vocês dois. Eu sempre odiarei, eu disse, sabendo que minhas palavras soavamfracas e juvenis, igual quando eu tinha cinco anos e disse ao meu pai que eu amava maiso diabo do que a ele. Eu queria chocar e horrorizar, mas ele só riu da minha criatividade.Dex também não pareceu nem um pouco chocado com as minhas palavras, o que medeixou tão irritada que me deu lágrimas nos olhos. Eu disse a mim mesma que eu tinhaque ir embora do apartamento da Rachel antes que eu declinasse na frente dos dois. Acaminho da porta, eu ouvi Dex falar, Darcy?Olhei pra ele de novo. O quê?Rezando pra que ele dissesse que tudo aquilo era umagrade brincadeira, de repente eles iriram rir e dizer como eu posso ter pensado em umacoisa destas. Talvez até todos nós riríamos.Mas tudo que ele disse foi, Pode me devolver meu relógio, por favor?
  • 9. Eu vociferei e então arremessei o relógio para ele, querendo que pegasse em seu rosto.Em vez disso bateu na parede, deslizando para o chão, e parando bem perto dos pés deDex. Meu olhos pularam do relógio para o rosto de Rachel. "E você," Eu disse para ela."Eu não quero ver você de novo, nunca mais.Você está morta pra mim."Capítulo 2Eu desci as escadas zonza , e contei ao porteiro tudo que tinha acabado de acontecer noapartamento, entrei no taxi, onde novamente repeti a história pro taxista, e fui pra casa doMarcus. Eu entrei no seu studio bagunçado, onde ele estava sentado de pernas cruzadasfazendo um som com a sua guitarra parecido com o refrão da música "Fire and Rain."Ele me olhou e sua expressão era um misto de aborrecimento e confusão."O que aconteceu agora ? " ele perguntou.Eu me ofendi com o uso da palavra agora, subentendendo que eu sempre estava em crise.Eu não pude me aguentar mais, contei a ele toda a história, todos os detalhes. Eu queriaque meu novo namorado se sentisse ultrajado. Ou pelo menos chocado.mas não adiantacomo eu tentasse que ele ficasse iguala mim ele me voltava com as mesmas palavras :"Como você pode ter raiva deles quando nós fizemos a mesma coisa? " E " Nós nãoqueremos que nossos amigos sejam felizes? "Eu disse a ele que não era nossa culpa que estávamos discutindo ali e, NÃO, EU NÃOQUERO QUE ELES SEJAM FELIZES!Marcus continuou tocando sua guitarra e sorrindo satisfatóriamente."O que é tão engraçado? "Eu perguntei,exasperada."Nada é engraçado nessa situação! ""Bem, talvez não engraçado de risadas, mas ironicamente engraçado. ""Não tem nada nem remotamente engraçado nessa situação, Marcus!E pare de tocaressa coisa! "Marcus passou seu dedo nos acordes da guitarra para uma nota final e guardou a guitarra.Então ele sentou com as pernas cruzadas, passando os dedos por seus tennis, e disse denovo, "Eu só não vejo por que você estava tão injuriada quando nós fizemos a mesmacoisa. " "Não é a mesma coisa de jeito nenhum! " Eu disse , me jogando no chão. "Veja, eu posso até ter traído Dex, mas nunca fiz nada a Rachel"."Bem", ele disse, "Ela e eu saímos algumas vezes. Nós tínhamos potencial antes de vocêaparecer. ""Vocês saíram juntos pouquíssimas vezes enquanto eu era noiva do Dex. Que tipo depessoa dorme com o noivo da melhor amiga? "
  • 10. Ele cruzou seus braços e me deu um olhar de sabedoria. "Darcy? ""O quê? ""Você está olhando pra esse tipo. Lembra? Eu era um dos padrinhos do Dexter?Lembra? "Eu funguei.Verdade, Marcus e Dex foram amigos da faculdade, amigos por anos. Masnão era a mesma coisa. "Não é a mesma coisa. Amizades femininas são mais sagradas,minha relação com a Rachel durou a vida inteira. Ela era minha melhor amiga nomundo, e você era , como, o último na fila de padrinhos. Dex não teria escolhido você seele não precisasse de um quinto padrinho para entrar com as minhas cinco madrinhas. ""Oh,ponto pra você! " Disse ele.Eu ignorei o sarcasmo dele e disse, "Além do mais você nunca se fez de santo como elase fazia. ""Você está certa nesse ponto. Eu não sou santo. ""Você simplismente não sai com o noivo da sua melhor amiga. Ou ex-noivo, ponto.Nunca. Nem em um quatrilhão de anos, você continua sem sair com ele. "E certamente você não vai pra cama com ele um dia depois do término do noivado. Ecomecei a formular umas questões e perguntei a Marcus sua opinião, se ele achava queera coisa de uma noite? Quando eles começaram a sair ? Será que eles realmente seapaixonaram? Será que eles ficariam juntos?Para as quais Marcus respondia variavelmente eu não sei e não me importa.E eu respondi gritando: Importe-se! Preocupe-se!Finalmente, ele desistiu, afagou meu braço e respondeu satisfatoriamente as minhasquestões. Ele concordava que era apenas uma coisa de momento entre Rachel e Dex. QueDex só procurou Rachel por que estava chateado. Que ficar com Rachel era o mais pertode estar comigo. E quanto a Rachel ela simplismente estava jogando um ossinho pra umcachorro esfomeado."Ok. O que você acha que eu devo fazer agora? " Eu perguntei."Não há nada que você possa fazer". Marcus disse, alcançando o resto de pizza que tinhanuma caixa joagada perto da guitarra dele. "Está fria, mas se quizer, sirva-se. "vComo se eu conseguisse comer agora! " Eu exasperei dramaticamente e olhei para ochão "Do jeito que eu vejo, eu tenho duas opções matar e, ou suícidio...Ia ser bem fácilmatar eles, não acha? "Eu queria que ele se engasgasse com a minha sugestão, mas para meu desapontamentoele não estava nem chocado. Ele simplismente pegou um pedaço de pizza da caixa,dobrou e colocou na boca. Ele mastigou por um momento, e como sua boca continuavacheia , ele apontou que eu seria a primeira e única suspeita. "Você acabará na unidade de
  • 11. correções femininas de Nova York. Com o cabelo cortado no estilo mullet(curto na frentee grande atrás). Eu já posso te ver você caminhando pelo jardim da prisão com o seunovo penteado voando ao vento. "Eu pensei no assunto e decidi que eu prefiro a morte do que cortar o cabelo assim. O queme levou a opção do suícidio. " Tá bom, então matar eles tá fora de cogitação, eu memato em vez disso.Eles vão sentir muito se eu matar, não vão"?Eu perguntei mais parachocar Marcus porque eu realmente não considerava essa possibilidade.Eu queria que Marcus dissesse que ele não poderia viver mais sem mim, mas ele nemligou pro joguinho que eu estava fazendo, como Rachel quando estávamos no ginásioque me prometeu que não importa que música minha mãe quizesse, ela ia passar por cimadela e tocar On the turning away, do Pink Floyd no meu funeral."Eles sentiriam muito se eu me matasse". Eu disse a Marcus. " Será que eles viriam aomeu funeral? Será que se desculpariam com meus pais? ""Provavelmente sim. Mas as pessoas esquecem rápido. De fato, as vezes esquecem devocê já mesmo no funeral, dependendo de como está a comida. ""E a culpa? " Eu perguntei. "Como eles poderiam viver com ela? "Ele me garantiu que a culpa inicial poderia ser apagada por qualquer bom terapeuta.Então depois de algumas sessões, a pessoa que está se perguntando "Porque? " Começa aentender que apenas uma alma muito perturbada tiraria a própria vida , e que o que elafez não foi a causa de fazer a pessoa se jogar no abismo.Eu sabia que Marcus estava certo, relembrando que quando eu e Rachel éramos senior nosegundo grau , um de nossos amigos, Ben Murray, se matou com um tiro na cabeça noseu quarto com a arma do pai dele, enquanto os pais assistiam televisão na sala. Ahistória varia, mas o ponto principal é, todos sabíamos que tinha alguma coisa a ver comuma briga que ele teve com a sua namorada, Amber Lucetti, que terminou com ele paraficar com um cara universitário que ela conheceu quando estava visitando sua irmã emIllinois.Nenhum de nós podia esquecer o momento que a cordenadora chamou a Amberna porta da sala para dar a notícia .Muito menos o som de Amber uivando peloscorredores. Nós todos imaginávamos que ela perdeu o controle dela mesma e acabou emuma instituição mental qualquer.Mas, em poucos dias, Amber voltou pras aulas, e já estava dando discurso sobre a quebrado mercado de ações. Eu tinha acabado de dar o meu discuso sobre porque maquiagensbaratas são melhores do que as mais caras, porque elas vem do mesmo material.E euadmirei a habilidade da Amber de dar um substantivo discurso,mal olhando suasanotações , quando seu ex namorado estava morto. E seu competente discuro não foi nadase comparado ao espetáculo que ela promoveu dando uns amassos no Allan Hysack nobaile da primavera menos de 3 meses depois do funeral do Ben.
  • 12. Então, seu eu queria destruir o mundo de Rachel e Dex, suícidar-me não seria a respostatambém. O que me deixou com uma opção, continuar a minha vida perfeita.Eles não dizem que felicidade é a melhor resposta? Eu vou casar com Marcus, ter meubebê e caminhar em direção ao sol, sem nunca olhar pra trás.Ei me dá um pedaço de pizza aí, peço ao Marcus.Afinal, eu estou comendo por doisagora.Nessa noite eu liguei para os meus pais pra contar as novidades. Meu pai atendeu otelefone e eu pedi a ele que colocasse a mamãe na extensão. "Mãe, pai, o casamento estácancelado. Minhas sinceras desculpas. "Eu disse indiferente, talvez muito indifererenteporque eles logo presumiram que eu fui a culpada pelo término. O querido Dex nuncacancelaria o casamento uma semana antes de acontecer. Minha mãe começou sualadainha de como ela adorava Dexter, enquanto meu pai falou por cima dela com umtom mais forte. Neste ponto eu soltei a bomba da história do Dex no armário da Rachelneles. Um silêncio mortal caiu sobre o telefone, estava tão quieto que eu até pensei que aligação tinha caído. Meu pai finalmente falou e disse que deve ter algum erro porqueRachel nunca faria uma coisa destas. Eu disse a eles que eu também nunca acreditaria seeu não tivesse visto com meus próprios olhos ele no armário dela de cueca box. Nempreciso dizer que não comentei nada sobre Marcus ou o bebê que estou esperando commeus pais. Eu queria ter seu suporte total tanto emocional quanto financeiro.eu queriaque eles culpassem somente a Rachel a vizinha que enganou eles assim como meenganou. Perfeita, de bom coração, leal, veradeira, Rachel."O que nós vamos fazer, Hugh? " Minha mãe perguntou num fio de voz."Eu cuido disso, " ele disse. "Tudo ficará bem. Darcy, não se preocupe eu tenho a,listade convidados .Nós ligaremos pra família. Nós falaremos com o fotógrafo, todo mundo.Você fique aí quietinha. Você ainda quer que nós vaiamos aí no voo de quinta ou vocêquer vir pra casa? Você diz querida. "Meu pai estava usando seu tom que habitualmente usa quando uma crise estáacontecendo, quando tem um tornado, uma tempestade de neve ou quando nossa gatinhacega de um olho foge pra rua e eu e mamãe gritamos desesperadas, secretamenteadorando o drama."Eu não sei papai, eu realmente não consigo pensar direito neste momento. "Meu pai assentiu e respondeu, " Você quer que eu ligue pro Dex ?Coloque algum sensona cabeça dele ? ""Não papai, isso não vai ajudar em nada. Acabou. Por favor não, eu ainda tenho umpouco de orgulho".
  • 13. "Esse bastardo", minha mãe xingou. "E Rachel eu ainda não posso acreditar nessabandidinha. ""Dee, isso não está ajudando", meu pai diz."Bem, eu sei",minha mãe diz, "mas ainda não posso acreditar que Rachel faria umacoisa dessa. E como o Dex quiz ficar com ela ? ""Eu sei. Não tem como o Dex querer ela, né ?Ele realmente não pode gostar dela ? "Eudisse."Não de jeito nenhum, " diz minha mãe."Eu tenho certeza que a Rachel se arrependeu, " diz meu pai, "foi uma coisa muitoinapropriada de se fazer. ""Inapropriada não seria a palavra certa pra isso, " minha mãe diz.Meu pai tenta de novo" Desleal ? Oportunista?"Minha mãe concordou com as palavras "Ela provavelmente estava de olho nele o tempotodo que você estava com ele. ""Eu sei", eu digo, sentindo arrependimento se ter deixado Dex ir embora . Todo mundoachava que ele era um prêmio. Eu olhei pra Marcus pra ter certeza que eu fiz q escolhacerta mas ele estava jogando seu Playstation."Por acaso Rachel telefonou pra se explicar ou se desculpar? "Meu pai perguntou."Ainda não", eu digo."Ela irá", minha mãe diz. "E nesse meio tempo você continue forte, querida. Tudo vaiacabar bem. Você é uma linda mulher. Você achará outra pessoa , melhor, diga isso aela. Beijos. ""Você é a garota mais linda do mundo", papai diz, "tudo ficará bem, eu prometo. "Capítulo 3Ironicamente foi Rachel que nos apresentou, Dex e eu. Eles estavam no primeiro ano defaculdade de direito na NYU, e porque Rachel insistiu que ela não estava na universidadepra namorar , mas sim para aprender, ela passou seu amigo Dex, o solteiro mais cobiçadodo campus, para mim. Eu me lembro bem do momento exato que aconteceu, Rachel e euestávamos no bar esperando por Dex, quando ele entrou.Eu percebi que ele era especialno mesmo instante que o vi, ele pertencia a um anúncio da Ralph Loren, o homem queestá velejando cheio de charme no comercial. Eu tive certeza que ele não era um homemrelapso, um alcolatra desses que caem bebado por aí, que ele nunca tinha falado palavrãona frente da mãe, que ele usava produtos pós barba muito caros, e talvez fosse cabeça-dura em algma ocasião. Eu já sabia, só de olhar, que ele podia apreciar opera, que podia
  • 14. resolver os caça palavras do Times e que pagaria a conta depois de um jantar fabuloso.Eu juro que vi tudo isso num olhar. Vi que ele era meu ideal, meu sofisticado home Eastcoaster, que eu precisava pra criar a minha versão da vida da minha mãe em Manhattan.Dex e eu tivemos uma boa conversa aquela noite mas ele demorou algumas semanas prame ligar e me chamar para sair, o que só me fez querê-lo mais. Assim que ele ligou, eudei o fora no cara que eu estava saindo, porque eu tinha certeza que algo maravilhoso iriacomeçar. Eu estava certa.Dex e eu rapidamente viramos um casal, e as coisas eramperfeitas. Ele era perfeito. Tão perfeito que as vezes eu sentia que não o merecia. Eu seique sou linda, mas as vezes eu me preocupava em não ser inteligente o suficiente ouinteressante o suficiente para alguém como ele e que se ele descobrisse a verdade sobremim , ele poderia não me querer mais.Rachel não ajudava muito, porque como sempre, ela tinha um jeito de aumentar meusmomentos de apatia, minha indiferença só falando de tópicos que ela e Dex sepreocupavam tanto como os países de terceiro mundo, economia, quem estavaconcorrendo para o congresso. Te digo, os dois ouviam a rádio do governo, pelo amor deDeus.Nem precisa falar mais. Até o som das vozes dessa estação faziam meus olhos sefecharem por algum tempo, me faziam viajar,sem me preocupar com o assuntocomentado. Então, depois de alguns meses de exaustivas tentativas de interesse em coisasque eu não me importava, eu decidi mostrar a Dex a verdadeira eu. Então, uma noite,enquanto Dex estava vendo um documentário sobre algo que estava acontecendo napolítica do Chile, eu peguei o controle e troquei de canal para o Nickeolodeon.Ei, eu estava assistindo isso! Ele disseEu estou cansada de gente pobre, eu disse, colocando o controle entre minhas pernas.Dex deu uma risada fraca. Eu sei, Darcy. Eles podem ser bem irritantes, não é?Eu de repente percebi que por mais substâncial que Dex fosse, ele não se preocupava como fato de eu viver a vida um pouco superficialmente.E tão pouco se importava com aminha vontade de comprar coisas caras e viver uma boa vida. Em vez disso, acho que eleadmirava minha franqueza, minha honestidade de viver a vida que eu queria. Eu podianão ser a pessoa mais inteligente do mundo, mas também não era a mais burra.A questão é que Dex e eu tinhamos diferenças, mas eu fazia ele feliz. E na maior partedo tempo eu fui uma boa e leal namorada.Apenas duas vezes, antes do Marcus, minhaadmiração pelo sexo oposto ultrapassou algmas barreiras, o que eu acho que foi bemadmirável para um namoro de sete anos.O meu primeiro, e pequeno, tropeço aconteceu a alguns anos atrás com Jack um garotocom carinha de bebê que eu conheci no Lemon bar uma noite enquanto eu estavatomando alguns drinks com Rachel e Claire, que era a minha melhor amiga no trabalho,
  • 15. dividia o ape comigo e a garota mais bem relacionada da costa oeste. Rachel e Claireeram tão diferentes quanto Laura Ingalls e Paris Hilton, mas as duas eram minhas amigase solteiras, então frequantemente saiam juntas. Voltando ao assunto, estávamos nós trêsconversando no bar quando Jack e seus amigos chegaram e deram em cima de nós. Jackera o mais extrovertido do grupo cheio de rapazes boa pinta, falando de suas histórias dosjogos de Water polo da universidade de Princeton, onde eles tinham acabado de seformar. Eu tinha acabado de completar 27 anos e estava me sentindo um pouco cansada evelha, então eu fiquei lisongeada de um garoto como Jack estar interessado em mim. Eleestava me entretendo enquanto dois amigos seus( versões menos bonitas de Jack)trabalhavam em Rachel e Claire.Nós bebemos coquetéis e flertamos, e enquanto a noite passava, Jack e seus amigostentavam achar um lugar para nós esticarmos ( provando a minha teoria que o número devezes que você troca de bares numa noite é inversamente proporcional a sua idade).Então, nós entramos em dois táxis e fomos para uma festa no SoHo. Mas Jack e seusamigos, estavam com o endereço e o telefone errados do amigo do amigo que era primodo cara que estava dando a festa. Eles começaram a farça e inepta cena de se culparemum ao outro: Cara! Eu não acredito que você perdeu a merda do telefone, etc. Nósacabamos em pé na Prince street, com frio, terminando a noitada.Rachel e Claire foram embora primeiro, dividindo um táxi para Upper East Side. Osamigos de Jack pegaram o outro taxi determinados a achar a festa. E então nós doisficamos sozinhos na Prince street. Eu estava chateada, e ele parecia tão fofinho, então nóstrocamos uns beijinhos inocentes.Não foi grande coisa.Realmente não foi. Pelo menospara mim.È claro que no outro dia jack me ligou várias vezes, me deixando vários recados nocelular. Não aguentando mais eu retornei uma ligação dele confessando que eu tinha umnamorado sério e que eu sentia muito mas, ele não podia continuar me ligando.Eu entendo, ele disse parecendo arrasado. Seu namorado é um cara de sorte.... se vocêsterminarem, me ligue.Ele me deu o número do seu trabalho, casa e celular, que eu rabisquei atrás do menu decomida chinesa e acabei jogando fora na mesma noite.Ok. Legal, obrigada e desculpa de novo.Depois que eu desliguei, eu me senti um pouco culpada e me perguntei por que eu beijeiele, em primeiro lugar. Não exisitia motivo, até o mais chateada que eu estivesse, eu nãovia razão pra ter feito aquilo, não tinha nenhum interesse nele.A única coisa que contoufoi a pergunta que eu fiz pra mim mesmo era se eu queria beija-lo aquela hora ou não? E
  • 16. a resposta foi sim. Eu não sei. Talvez eu estivesse entediada. Talvez eu sentisse falta dosprimeiros dias de namoro quando Dex parecia ser louco por mim. Eu comecei a pensarque esse negócio com o Jack pudesse evidenciar algum problema no nossorelacionamento mas, depois eu percebi que foi só um beijo, nada demais. Nem mepreocupei em contar pra Rachel sobre Jack, estava acabado e não tinha necessidade deouvir o sermão que ela fazia sempre que eu traia algum namorado no colégio ou naUniversidade.Depois de Jack eu me comportei como a namorada ideal por um bom tempo, quase umano, mas então eu conheci Lair num almoço festivo que a minha firma promoveu parauma linha nova de roupas esportivas chamada Emmeline. Lair era um lindo modelo sulafricano com a pele marrom e olhos tão azuis que combinavam com o agasalho aqua queele estava usando.Depois que ele sorriu pra mim pela segunda vez, eu cheguei perto dele: Então eu tenhoque saber , eu falei por cima da música, eles são reais?O quê?Seus olhos. Você está de lentes?Ele riu, uma risada com melodia sulafricana.Cacilda, não. Eles são meus.Você disse cacilda?Ele riu e confirmou.Que antiquado. Eu estudei o fundo de suas córneas para ter certeza que ele estava falandoa verdade.Com certeza sim, não havia nenhum sinal de lente ali. Ele sorriu expondo umafileira de dentes brancos.Então ele estendeu sua mão e disse: Eu sou Lair.Leah? Eu disse apertando sua mão forte e morna.Lair, ele disse de novo, o que ainda soava como Leah. Você sabe igual mentira em inglês(liar pronuncia laiar) só que com o a e o i invertidos.Ah Lair, Que nome diferente, eu disse, imaginando nós dois juntos em algum lugar longedali.Eu me chamo Darcy.Prazer Darcy, ele disse, e então ele deu uma olhada na festa que eu tinha planejado pormeses. Que evento este, hein.Obrigada, eu disse orgulhosa. Então eu falei alguns jargões de RP. Alguma coisa sobre odesafio de deixar o cliente satisfeito no mercado competitivo de hoje.Ele confirmou balançado a cabeça.Mas.. eu ri, passando a mão sedutoramente em meus cabelos negros, também é muitoprazeroso. Eu posso conhecer pessoas legais como você.Nós continuamos conversando, sendo interrompidos vez ou outra por alguns de meuscolegas de trabalho e outros convidados.
  • 17. A outra modelo Kimmy, que estava com uma calça de algodão rosa escrito navy 69 bemem cima de suas nádegas e com um top combinando, vinha toda hora tirar fotos de Laircom sua camera digital.Sorria querido, ela dizia , enquanto eu fazia o meu melhor pra aparecer nas fotos.Apesar das interrupções de Kimmy, Lair não deu muita atenção a ela, e nosso flerte foificando mais sério. Nós conversamos sobre a vida dele na África do Sul. Eu admiti quenão sabia nada sobre seu país a não ser sobre o Apartheid antes de Nelson Mandela sersolto. Enquanto Lair explicava mais sobre a política sulafricana, o problema com o crimeem Johannesburgo, e a beleza do Parque nacional Kruger, eu percebi que ela era mais doque um rostinho bonito.Ele me falou que ele só era modelo para pagar a universidade, atéusou a palavra sartorial.Depois do evento, Lair e eu pegamos um taxi juntos. Minhas intenções eram puras – sóqueria um beijo na rua como aconteceu com Jack. Mas quando Lair sussurrou no meuouvido, " Darcy será que você consideraria a possibilidade de voltar ao meu hotelcomigo?" e eu não pude resistir. Então fui para o hotel Palace com ele, convencida emsomente dar uns amassos mais quentes e ir embora. E foi isso que aconteceu. Então maisou menos as 3 da manhã, eu me levantei, me vesti e disse a ele que precisava ir para casa.Tecnicamente, eu poderia ter ficado, já que Dex estava fora da cidade numa viagem denegócios, mas de algum jeito passar a noite com um cara ia parecer que eu realmente traí,E eu acho que se houvesse um teste se você traiu seria assim: Se o seu parceiro pudessever um vídeo da situação, ele pensaria que você traiu ou não? Um teste alternativo é: sevocê pudesse ver seu parceiro na mesma situação, você pensaria que ele traiu ou não?Nas duas situações, eu falhei, mas eu não cruzei a linha do sexo, e esse fato me deixouorgulhosa.Eu deixei Lair tinindo aquela noite, e depois de umas semanas de emails quentes epesados, nós gradulamente fomos perdendo o contato até que não nos falamos mais. Anoite foi se apagando da minha cabeça e eu quase esqueci dos seus incríveis olhos até queme deparei com eles , em cuecas box brancas, sorrindo pra mim num outdoor no meio daTimes Square. Eu lembrei dos detalhes dessa noite, imaginando como seria se eu tivesseterminado com Dex para ficar com Lair. Nos imaginei vivendo em Johannesburgo entreelefantes e ladrões de carros, e decidi de novo que foi melhor nossa relação ter ficadorestrita ao Palace hotel.Dex e e ficamos noivos poucos meses depois, e eu declarei pra mim mesma que eu seriaverdadeira para com Dex para sempre. E daí que nós não temos nada em comum e elenão me emociona a todo momento. Ele continuava sendo um grande achado e um bomcara pra ter ao lado. Eu iria casar com ele e viver feliz para sempre no Upper West Side.
  • 18. Ok talvez nós mudassemos para Quinta avenida, mas sem me importar com os pequenosdetalhes minha vida estava escrita.Eu só não tinha planejado o Marcus.Capítulo 4Por quatro anos eu conheci Marcus como apenas sendo o colega de quarto sem graça doDex no primeiro ano em Georegetow.Enquanto Marcus terminou quase em ultimo da sua sala e estava chapado todo o tempo,Dex se graduou como um dos melhores e nunca provou nenhuma droga, mas aexperiência de se viver com alguém por um ano na universidade é muito forte, e elescontinuaram amigos depois de formados mesmo vivendo em cidades diferentes. É claroque eu nunca dei muita atenção pro colega de universidade do Dex até que, nós ficamosnoivos e, o nome dele apareceu como provável padrinho do Dex. Dex tinha apenas quatroamigos do peito enquanto eu tinha cinco madrinhas (incluindo Rachel como a principal),e a simetria na linha de entrada da igreja nao estava negociável nesse ponto. Então Dex,ligou para Marcus e jogou a honra em cima dele. Depois que os dois conversaramamigavelmente por um tempo, Marcus pediu pra falar comigo, o que eu achei bom,especialmente porque nós nunca tínhamos nos encontrado cara a cara. Ele meparabenizou pelo casamento e prometeu não levar o noivo muito bêbado embora no diada despedida de solteiro.Eu ri e disse a ele que ele seria o reponsável por isso então,nunca imaginando que o que ele devia ter prometido era não dormir comigo antes docasamento.De fato, eu não esperava ver ele antes do casamento mas algumas semanas depois eleaceitou um trabalho em Manhattan. Para celebrar eu reservei uma mesa no Aureole,apesar da insistência do Dex em dizer que Marcus não era um cara muito elegante.Eu e Dex chegamos ao restuarante primeiro e esperamos pelo Marcus no bar. Elefinalmente chegou usando uma calça jeans larga, uma camisa estranha e uma barba comdois dias sem fazer no mínimo.Francamente, ele é o tipo de cara que eu não olharia duas vezes.
  • 19. "Dex-ter!" Marcus falou se aproximando de nós e deu em Dex um abraço masculino, comum tapinha nas costas. "Bom te ver, cara". Marcus disse."Você também", Dex disse, me apresentando gentilmente. "Esta é a Darcy".Eu me mexi lentamente e dei um beijo no rosto barbudo do meu quinto padrinho.Marcus falou "A infame Darcy. "Gostei de ser chamada de infame – apesar da conotação negativa da palavra- então eu ricolocando a mão no meu rosto e disse "Nada disso é verdade"."Que pena",Marcus disse respirando fundo, e apontou pra ruiva que estava parada ao ladodele. "Oh. Essa é Stacy, nós trabalhávamos juntos". Eu vi eles entrando ao mesmo tempomas não imaginei que eles tivessem vindo juntos. Nada nos dois combinava. Stacyestava totalmente bem arrumada, usando jaqueta de couro e uma calça com cortemaravilhoso.Enquanto nós éramos levados pra mesa eu olhei torto para o Dex, irritadacom ele que me pediu pra diminuir o ritmo quando me viu vestida com minha capa LouisVutton branca e bustie de tafeta vermelho. E agora eu estava com um tweed preto ebranco ao lado da Barbie-Stacy . Eu olhei pra ela de novo me perguntando se ela era maisbonita do que eu.Eu rapidamente decidi que eu era mais bonita, mas ela era mais alta, oque me irritou.Eu gostaria de ser as duas coisas.Acidentalmente, eu sempre acreditei quetodas as mulheres queriam ser as mais atrativas em qualquer grupo, mas quando euadmiti isso a Rachel ela me deu um olhar convalecente seguido de um diplomático acenode cabeça. Nesse ponto eu retrocedi um pouco e adicionei "a não ser que sejam minhasamigas, daí eu não comparo. "Afortunadamente, a personalidade de Stacy não era tão cintilante quanto seu guardaroupa, eu eu consegui com sucesso tirar o brilho dela. Marcus era extremamente divertidotambém, e manteve nossa mesa animada. Ele não era um piadista total, mas era cheio deobservações sobre o restaurante, a comida chique, e as pessoas em nossa volta.Eu noteique toda vez que Stacy ria dele, ela tocava no seu braço de um jeito familiar, o que mefez ter ceretza que se eles não estavam saindo juntos, pelo menos tiveram algum caso. Nofim da noite, eu reavaliei o estilo do Marcus, aumentando sua nota. Era uma combinaçãodo interesse óbvio de Stacy, com o seu senso de humor, e algo mais. Alguma coisa sexynele, um brilho nos seus olhos castanhos e uma covinha no seu queixo que me fezlembrar de Danny Zuko em Grease ( a primeira cena de praia do filme foi a minha idéiade romance por anos).Depois do jantar, quando Dex e eu já estávamos no taxi de volta para Upper West, eudisse"Gostei do Marcus. Ele é realmente engraçado e tem um surpreendente sex appeal"Dex já estava acostumado com meus comentários ácidos sobre outros homens, então nemse importava mais. Ele apenas disse, "Sim, ele é uma figura, legal".
  • 20. Eu esperei para ele dizer que Marcus me aprovou também, e como ele não disse, eu falei,"O que Marcus disse pra você no fim da noite quando vocês foram pegar seus casacos?Ele falou alguma coisa de mim?"Stacy e eu ficamos conversando um pouco longe e eu imaginei que Marcus tivesse ditoalgo como" Você conseguiu uma mulher maravilhosa" ou "Ela é bem mais gata que suanamorada da Universidade"ou até um simpático e correto "Eu realmente gostei daDarcy, ela é bacana. "Mas depois que eu pressionei Dex até o fundo, ele me disse o que Marcus falou com ele éque ele e Stacy estavam saindo, e apesar do fato de Stacy ser fantástica no quesitoboquete, ele ia terminar com ela por que ela era muito exigente. Não precisa dizer,que ofato de uma garota como Stacy fazer boquetes em Marcus fez ele subir muito mais nomeu julgamento.Quanto mais nós saíamos com Marcus, mais eu gostava dele. Mas eu continuava sempensar nele a não ser como amigo de Dex e padrinho do nosso casamento até uns mesesatrás , na noite do aniversário de trinta anos da Rachel, quando eu dei uma festa surpresapra ela no Proibhition , nosso bar favorito no Uper West Side. Eu me lembro de ter dito aMarcus uma hora naquela noite que ele pode ter sido um beberrão na universidade, masque agora eu bebia muito mais que ele.Ele deu uma risada e um tapa no balcão"Ah, é? bebamos então, boca grande."Nós começamos a tomar drinques Jaguermaister. Foi uma experiência legal, não só porque estávamos bebendo juntos, mas também porque estávamos escondendo os drinquesde Dex, que odeia quando eu fico bebada. " É impróprio,não é saudável, é perigoso", eleteira dito. Nada disso nunca me parou, especialmente naquela noite.Teve um momento,antes da rodada final de drinques,que Dex nos achou no bar e me olhou suspeitosamente."Vocês estão tomando drinques?" ele perguntou, olhando pros copinhos vazios dedrinques na nossa frente."Isso não é meu. " Eu disse, "são do Marcus, ele tomou os dois. "Sim, cara, são meus. Marcus disse de olhos arregalados. "Depois que Dex se foi, com as sombracelhas levantadas, Marcus piscou pra mim. Eu ri."Ele pode ser tão certinho, Obrigada por me cobrir. ""Sem problema, " disse Marcus.A partir daquele momento, nós tínhamos um segredo e tendo um segredo, mesmo umpequeno, cria-se um laço entre duas pessoas. Eu lembro que pensei com ele era maisdivertido que Dex, que nunca perdia o controle. E além do fator divertimento, ele estavmuito sexy aquela noite. Ele estav com uma camisa Polo da Navy, nada especial, maspela primaiera vez não estava larga, então eu podia ver que ele tinha um corpo legal.Enquanto eu tomava um Martini, eu perguntei se ele malhava, o que é uma pergunta
  • 21. flertativa e que mostra interesse, no mínimo, mas eu não me importei. Eu queria chegaraí."Uma vez ou outra", ele disse."Vamos lá. Você tem um corpo incrível. Você levanta peso, corre?"Ele disse que só corria se tivesse sendo perseguido. Ele então começou a me contar umahistória que ele tinha corrido com uma garota outro dia, mas o namoro não foi a lugarnenhum."Foi a Stacy?"perguntei."Quem?""Stacy, você sabe a ruiva que foi no Aureole com você?""Ah, essa Stacy. História antiga.""Bom", eu disse. "Eu não era uma big fã dela. Ela era sem graça. "Marcus riu. "Ela não era muito inteligente. ""Então, quem é a corredora?" eu perguntei."Uma garota aí.""Essa garota tem nome?""Vamos chama-la de Wanda "."Ok. Wanda…Então Wanda te deu boquetes tão bons quanto os de Stacy ?" Eu perguntei,orgulhosa da minha falta de limites.Ele deu uma risada, se controlou e me olhou, mas nesse momento , dex e Rachel játinham se juntado a nós e eu nunca tive a minha resposta, apenas um pequeno e sexypiscar de olhos.Eu lembro de pensar que eu queria mostrar a ele meu talento nesta área.Nâo que eu quizesse fazer isso no meu padrinho no meio da minha festa de casamento,foi apenas um desses pensamento que passam pema cabeça por indução da altaquantidade de álcool.Algum tempo depois desse dia, minhas memórias dessa noite se foram, exceto por umavaga lebrança de Dex me descendo do balcão do bar e mais vaga ainda a memória deestar vomitando em um saco de papel ao lado da minha cama.Eu não pensei em Marcus por uns dois dias depois disto, até ele ligar pra falar com Dex.Eu disse a ele que Dex ainda estava trablhando, me sentindo feliz pela oportunidade defalar com Marcus."Ele trabalha demais, " disse Marcus."Nem me diga…então, como vai ? o que conta de novo?Acha que você ficou na rua atémuito tarde na outra noite ?" Eu perguntei. Depois de me deixar em casa, Dex saiu comMarcus e eles ficaram na rua até as sete da manhã."Ah, sim. Desculpa por isso, " ele disse."Vocês se meteram em problemas ?"
  • 22. "Não.""Então vocês não falaram com nenhuma mulher?" Eu perguntei.Ele riu. "Você sabe que eu sempre falo com a mulheres."Eu lembrei daquele momento do bar, minha inconfundível atração a ele. " Oh. Eu sei, "respondi flertando. " Falando nisso,como vai a Wanda ?""Você sabe. Wanda. A corredora "" Ah, essa Wanda.certo! Não deu certo com ela...mas eu andei pensando... "" Pensando o que ?"Eu perguntei, sentindo que ele estava disposto a flertar comigo.Mas em vez disso ele perguntou, " E a Rachel ?"Eu fiquei paralisada de ouvir ele dizer o nome dela. " O que você quer dizer com isso ?"" Ela tá saindo com alguém ?"" Não. Por quê ?"Eu perguntei, me sentindo irracionalmente territorial e um poucoenciumada por ele se interessar pela minha amiga. Talvez, em algum nível, eu desejavaque ele ia me querer. Foi egoísmo, lembrando o fato que ela era solteira e eu noiva. Masvocê não pode segurar seus sentimentos.Marcus continuou, " Ela é tão gata e aquele jeito estudioso dela "."Sim, ela é bonitinha", eu disse, pensando que foi estranho ouvir a descrição dela comogata, apesar de eu estar notando recentemente notado que ela melhorou muito desdenossos tempode escola e do começo dos vinte e poucos anos. Eu acho que era a pele dela.Ela não tinha tantos pés de galinha nos olhos quanto as garotas da nossa idade. E de umjeito bom, quando ela faz um esforço pra se arrumar, você até pode chama-la bonita. Masgata era demais. " Se você quer sair com a minha amiga tem que passar por mim "., eudisse brincando, mas realmente pensando. Eu ia brincar de gato e rato com esse aí." Legal… Diga a ela que eu vou chama-la pra sair. E diz que é melhor ela dizer sim. Senão... "" Se não o que ?"" Se não será o maior erro da vida dela ""Você é tão bom assim ?"" Sim, ele disse. Pra falar a verdade, sou sim. "E então eu senti aquela dor melancólica de novo. Esse sentimento foi tão ruim que eu nãopoderia provar marcus antes de casar com Dex. Mesmo além de qualquer sentimento queeu tinha por Marcus, eu pensei que pena era e nunca mais experimentar um primeirobeijo. Que eu nunca iria me apaixonar de novo. Eu acho que a maioria dos caras vivenciatantos sentimentos durante um relacionamento, tipicamente antes de terminarem oupedirem a moça em casamento, mas pelo que eu posso ver, as mulheres não são assim, aomenos não admitem ter estes sentimentos. Elas acham um bom marido e já. Elas parecemaliviadas que a procura acabou.
  • 23. Elas ficam felizes, comprometidas totalmente e para sempre. Eu acho que nesse assuntoeu era mais como os homens.Mas, apesar do meu acasional pensamento, eu sabia que nada podia acontecer entre mime Marcus. Então eu fiz o mais nobre que poderia fazer, eu encoragei Rachel a sair comMarcus e fiquei muito interessada na potencial relação deles. E quando eles realmentesaíram, eu fiquei feliz por eles.Mas então ele e Rachel se recusaram a me contar sobre seu encontro, e isso me irritou jáque estava sendo mais amiga deles do que eles eram deles mesmos depois de apenas umestúpido encontro.Rachel não me disse nada, nem se eles se beijaram, o que me deixoupensando que eles fizeram bem mais que isso. Quanto mais eu tentava, mas privados elesficavam, e mais intrigada eu ficava com Marcus.Foi um círculo vicioso.Consequentemente, nas semanas seguintes, sempre que Marcus ligava para Dex, eumantinha Marcus no telefone o maior tempo que eu pudesse. Ocasionalmente, eu ligavapro trabalho dele , com pretexto de falar da casa que nós íriamos repartir em Hamptonsou algo sobre o casamento.E quando eu desligava, mandava um email interessante sobreo assunto discutido.Ele me mandava um de volta na velocidade da luz e nóscontinuavamos a brincadeira até o fim do dia. Coisas inofensivas.Então, na semana de quatro de julho, Dex e Rachel tiveram que ficar na cidade e nãopuderam viajar conosco pra nossa casa alugada nos Hamptons. Primeiro eu estavachateada e desapontada que minha melhor amiga e meu noivo iriam ficar na cidade., masuma parte de mim estava excitada com a idéia de passar um tempo com Marcus semeles. Não que eu quizesse que algo acontecesse, eu só queria uma pequena intriga. Certamente, a intriga começou no Talkhouse com a parte dois do nosso jogo de drinques,mas dessa vez eu estava sem Dex me controlando. Eu bebi muito, mas consegui não ficarmal, nao cair e nem me fazer de estúpida. Ainda assim eu estava inquestionávelmentebebada. E aí estava Marcus. Nós dançamos até as duas da manhã, quando eu, ele e Clairevoltamos pra casa. Claire colocou seu pijama e foi direto pro quarto, mas Marcus e eucontinuamos a festa no jardim atrás da casa.Foi tudo uma boa diversão, a brincadeira e as risadas,mas então a barulhenta brincadeirade empurrar deu lugar aos tapas e uma luta emcima da grama. Eu lembro de ter gritadocom Marcus para parar antes que eu ficasse presa embaixo da árvore. Eu disse a ele queeu iria manchar todo meu vestido branco de alças da Chaiken. Mas eu realmente nãoqueria que ele parasse, e eu acho que ele sabia disso porque ele não parou.Em vez dissoele prendeu minha mão atrás das minhas costas, o que eu tenho que dizer é muitoexcitante. Ao menos foi com Marcus. Eu podia dizer que ele estava excitado também,porque eu senti ele por cima de mim.O que só me deixou mais excitada.
  • 24. Uma certa hora começou a chover, mas nenhum de nós entrou na casa. Imediatamentenós ficamos colados um no outro, quase congelados na mesma posição.Então a risadaparou. Nós não estavamos nem sorrindo,apenas nos encarando, nossos rostos tão pertoque nossos narizes estavam se tocando. Depois de um longo tempo assim, no limbosexual, eu coloquei minha cabeça pro lado e encostei miha boca na dele. Fui e voltei umavez, inocentemente, eu queria que ele me beijasse primeiro, mas eu tive que esperartempo demais.O pouco segundo de contato foi delicioso. Eu podia dizer que ele tambémachou, mas ele se afastou e perguntou " O que está acontecendo aqui ?"Eu encostei nos lábios dele de novo. Dessa vez o beijo foi real. Eu lembro de estartotalmente alerta, toda ligada. " Estou te beijando ", eu disse." Nós deveríamos estar fazendo isso ", ele perguntou, ainda em cima de mim, mepressionando fortemente." Provavelmente não,eu disse. Mas estamos fazendo assim mesmo. "Eu o beijei de novo, e dessa vez ele retribuiu o beijo.Nós nos beijamos por um bomtempo com a chuva morna caindo em cima de nós e o barulho de trovão ouvido adistância.Eu sei que nós estavamos pensando que nós não podíamos, não devíamos fazermais do que aquilo, mas nós estávamos quase sem certeza.Esperando que eu desistisse ele dizia coisas como nós temos que parar, isso é loucura, enós não podemos fazer isso, e se Claire nos pega aqui, mas nenhum dos dois parava comaquilo.Em vez disso, Eu peguei a mão dele forte e coloquei embaixo do meu vestido. E ele sabiao que fazer depois.Se eu tive alguma duvida na minha cabeça ante a experiência doMarcus, eu não tive mais nenhuma dúvida. Ele era um desses caras, Dex pode ser lindo,mas não sabia fazer aquilo. Não igual a ele. E se ele fizesse aquilo, não seria a mesmacoisa.E o pensamento que Dex nunca poderia fazer o que Marcus estava fazendo me fezsussurrar no ouvido de Marcus, " eu quero você. ""Nós não podemos", sua mão ainda estava se mexendo no meio das minhas pernas."Por que não""Você sabe por que. ""Mas eu quero. ""Eu quero. Com certeza e quero", eu disse."Que inferno, não. Nós não podemos. "Mas aí eu já estava mexendo meu dedos por dentro da sua calça, alcançando a partemorna e dura de seus boxers, determinada a deixar a respiração dele tão forte quanto aminha.Nós fomos por partes, como um namoro de segundo grau, sem perder nenhumaparte, apenas adiando o inevitável, mas o inevitável finalmente aconteceu bem aliembaixo de uma árvore sentindo a chuva de julho.
  • 25. Eu gostaria de dizer que eu estava pensando grandes e importantes coisas sobre aquiloque eu estava fazendo, o que significava isso no esquema da minha vida, que impactoteria no meu noivado,no meu relacionamento, mas não, eu pensava mais como , Será queeu sou melhor que as outras? Será que Dex vai descobrir? Será que Marcus vai sair com aRachel de novo? Por que está tudo tão bom? Nós demoramos um tempo pra chegar aoorgasmo, talvez por causa das bebidas, mas eu decidi que tinha mais a ver com a perfeitaquímica entre nós e a proeza sexual de Marcus.Depois que acabou, nós ficamos de costasna grama, recuperando o folego, com os olhos quase fechados. A chuva parou um pouco,mas nós estavamos os dois muito molhados."Uau", ele disse, tirando um galho das costas dele e jogando longe de nós. "Merda. "Eu podia dizer que deixei uma boa imprenssão, então sorri pra mim mesmo."Nós não devíamos ter feito isso", ele disse."Tarde demais", eu disse entrelaçando meus dedos aos dele.Ele apertou minha mão, "Muito tarde mesmo...meeeerda""Você não vai contar ao Dex, vai?" Eu perguntei."Você está louca? De jeito nenhum. Ninguém. Você também não, " ele disse, me olhandoem pânico."Claro que não. Ninguém", eu disse. Rachel passou pela miha cabeça, a expressão delamudando de chocada para sentida e para piedade. Especialmente para Rachel.Marcus pos a mão na minha coxa molhada "Nós devíamos entrar. Banho""Juntos?""Não. Ele riu nervoso. Juntos não. Nós já fizemos danos demais por hoje".Eu queria perguntar a ele o que iria acontecer a partir de hoje. Eu queria saber o que tinhasignificado pra ele, como ele estava se sentindo, era uma coisa de uma noite só ou nósiríamos repetir algum dia. Mas eu comecei a me sentir grogue, confusa e um poucochateada.Nós entramos, demos um beijo de boa noite e tomamos banho separados. Eunão pude acreditar no que aconteceu, e apesar de não me arrepender, eu chorei um poucono banho quando vi meu anel de noivado e lembrei de Dex dormindo na nossa cama emUpper West Side.Depois do banho eu tentei tirar a mancha do meu vestido com um produto que eu acheiembaixo do tanque, mas foi inútil, e eu sei que cloro ia acabar com o tecido delicado dovestido. Então eu torci o vestido,levei pra cozinha, abri a lata de lixo e coloquei o vestidoali por baixo das cascas de banana e uma caixa vazia de chocolate. Eu não estava afim deser descoberta por um vestido como se fosse uma Monica Lewinsky.Capítulo 5
  • 26. No outro dia eu acordei com a boca seca, com gosto de tequila e dor de cabeça. Eu olheimeu relógio, passava pouco do meio dia. A noite anteiror parecia um sonho borrado.Borrado e bom. Eu não podia esperar pra ver Marcus de novo.Eu me levantei, escovei osdentes, prendi meu cabelo num rabo de cavalo, coloquei um pouco de blush nasbochechas, coloquei uma saia verde limão da Juicy Conture e uma camiseta branca e fui acaça de Marcus.Ele estava ali no sofá, sozinho, vendo tv."Oie", eu disse, sentando ao lado dele.Ele me olhou, desaprovadamente e soltou um .. "dia ou tarde", eu achoEntão ele voltou a ver tv."Onde está todo mundo?", perguntei.Ele me contou que Claire saiu pra lanchar e Hillary, nossa outra colega de casa, não tinhavoltado pra casa da noite anteior."De repente ela conseguiu uma ação também", eu disse pra quebrar o gelo."Sim, ele disse. Talvez"Eu tentei de novo. "Então, como você se sente?""Um merda, ele disse, trocando de canal e ainda evitando contato com os olhos. Aquelesdrinques não foram uma boa idéia. ""Ah, entendi, eu disse. Nós vamos por a culpa do que aconteceu no álcool, não é?"Ele balançou a cabeça e fez força pra não rir. " Sempre soube que você era problema,Darcy Rhone. "Eu gostei de saber dessa imprensão que ele tinha de mim, mas ao mesmo tempo nãoqueria que ele pensasse que eu era uma puta, ou que eu frequentemente traia Dex, entãoeu clareei as coisas, disse que nada disso nunca havia acontecido antes. E era,tecnicamente falando, verdade."Sim. Bem. E não irá acontecer de novo. De volta a realidade". Marcus disse.Magoou meus sentimentos e machucou meu ego o fato dele não estar me tratando com omínimo de gentileza. Nós tinhamos, apesar de tudo, disfrutado de uma noite de paixão.Paixão que eu não vivia a muitos anos, talvez nunca tivesse vivido. Eu gosto de pensarem mim como uma mulher do mundo, e eu já tive sexo em vários lugares, incluindo, masnão limitado, um estacionamento de igreja, um campo de milho e na sala de espera doconsultório dentário do meu pai. Mas esse trovão de sentimentos foi a primeira vez, e euestava chateada que Marcus não estava dando as devidas proporções aos fatos."Então você está arrependido?", eu perguntei."Claro que sim. "Eu assenti e tentei um novo angulo. "Então…você não gostou?"
  • 27. Ele finalmente percebeu, me olhou e rosnou "Totalmente fora do assunto, Rhode. ""Não me chame assim, eu disse, Você não me chamou assim ontem a noite. ""Ontem a noite, ele disse balançando a cabeça, foi uma besteira. Eu acho que nósdevemos esquecer tudo"."Não", eu disse.Ele me olhou. "Não""Não, eu não posso esquecer, eu disse. Aconteceu. Nós não podemos voltar atrás"."Eu sei que não podemos voltar atrás, mas temos que esquecer, ele disse. Foi uma merdaque nós fizemos. ""Você está noiva...e Dex é um amigão...está feito"."Certo", eu disse., dando a ele um olhar de já que você diz...Ele olhou pra fora, então cruzou as pernas, no estilo masculino, "Foi uma besteira. "Me deixou furiosa que ele estava mais preocupado com Dex do que comigo."Marcus", eudisse."O quê?""Eu acho que nós devíamos conversar sobre o que aconteceu". Sobre o porqueaconteceu. Eu queria testar os limites, pra saber o quanto ele gostava de mim e se eupoderia ter ele de novo se quizesse.O que eu fiz. Uma ou duas vezes mais. Quer dizer,uma vez que você traiu, é muito horrível trais duas ou três vezes?"Aconteceu por que bebemos muito. ""Não foi por isso que aconteceu.Foi mais do que isso. Você não estava lá fora com aClaire, por favor. "Ele limpou a garganta, mas não disse nada."E se não for pra eu ficar com Dex?""Então você tem que cancelar o casamento"."Você quer que eu faça isso. " Eu perguntei."Não. Eu não disse isso. Você deve casar com Dex". A voz dele estava tão fria que mefez querer bater nele."E se for pra nós ficarmos juntos?", eu perguntei, olhando propositalmente dentro dosolhos dele.Ele olhou pra longe. "Não vai acontecer. ""Porque não?""Sem chances. ""Por que?""Porque... Ele se levantou e entrou na cozinha, retornando com uma garrafa de Gatoradede laranja. Foi um erro. Uma dessas coisas. "
  • 28. "Você não sente nada por mim "Eu perguntei.Foi uma armadilha, ele não podia negarqualquer sentimento por mim ou ele seria um canalha por dormir comigo,mas se eleadmitisse que tinha sentimentos por mim, então a porta nao estaria totalmente fechada. Ele pensou por um momento e espertamente replicou, "sim, eu gosto de você, Darcy.Nós somos amigos. ""Então você sempre faz isso com suas amigas", eu retruquei.Ele abaixou o volume da tv um poco, cruzou os braços e me olhou "Darcy eurealmente...curti a noite passada...mas foi foi uma canalhisse. E eu me arrependo...foium erro"."Um erro". Eu disse muito ofendida."Sim", ele disse calmamente. "Um erro provocado por alcool".Mas significou alguma coisa pra você."Sim". Ele bocejou, se alongou e deu um sorriso tímido "Como eu disse, eu gostei, masacabou. Ponto. ""Ok, tá bem. " Eu disse. " Mas você não vai sair com a Rachel de novo, vai?""Não sei. Talvez. Provavelmente.Por que?""Você vai ?"Eu pergutnei indignada.Ele apenas me olhou, tomou um gole do seu gatorade. "Por que não?""Você não acha que ia ficar estranho isso agora" Eu perguntei. "Como um conflito deinteresses ou algo assim. "Ele levantou os ombros indiferente, mostrando que não via problema nisso."Você não vai dormir com ela, vai?" Eu perguntei, presumindo, baseda na ficha derachel, que eles ainda não tinhm feito isso.Ele riu e disse, "Tudo pode acontecer. ""Você tá falando sério eu perguntei horrorizada. Isso é muito estranho. Nós somosmelhores amigas. "Ele deu com os ombros de novo.Ok. eu tenho que te perguntar isso. "Se eu fosse solteira,Quem você escolheria?" Rachel ou eu?" eu perguntei. Eu tinha quase certeza da resposta,mas queria ouvir ele dizer.Ele riu . Você é demais.Vamos. Responda."Ok. Aqui vai a verdade. " Ele disse sério. Eu antecipei a primeira palavra doce delenaquele dia "Eu ia tentar sair com as duas de uma vez só. "Eu soquei o braço dele e disse" Fala sério! "Ele riu. "Vocês nunca fizeram isso antes?""Não. Nós nunca fizemos isso antes! Você é nojento, " eu disse. "Eu jogo fundo mas eugosto dos meus casos a dois...então vamos. Você tem que escolher. Rachel ou eu?"
  • 29. "Difícil escolha"."Difícil por causa do Dex, né?" "Mas você é mais atraído por mim, né?" eu pergunteiprocurando por afirmação. Eu queria tanto ser melhor que Rachel, porque ela tinha onegócio dela ,a coisa de ser inteligente e advogada, enquanto eu era a gata desejada peloshomens , esse era omeu domínio, minha fonte de alta estima. E eu queria, eu precisava,que isso ficasse claro ali.Mas a resposta de Marcus não me deu muita satisfação. "Vocês tem duas belezasdiferentes", ele disse enquanto aumentava o volume da tv pra mostrar que nossa conversaacabou. "Agora vamos assistir um pouco de Wimblendom, o que você me diz. O queacha desse Agassi?"Pelo resto do fim de semana, como Marcus fez o melhor pra evitar estar sozinho comigo ,eu me vi obssecada nele. E quando voltamos pra cidade, minha vontade apenasaumentou. Eu não necessitava ter um caso com ele, mas eu queria que ele me quisesse.Mas isso claramente não estava acontecendo. Apesar do monte de emails e telefonemas,Marcus estava me ignorando completamente. Então uma semana depois, eu tomei umadecisão desesperada apareci no seu apartamento com seis cervejas e Pulp ficition, umfilme que todo homem ama. Marcus me deixou subir até seu apartamento e me esperoude braços cruzados na porta. Ele estava com uma calça cinza gasta e rasgada no joelho euma camiseta. Ainda assim ele parecia gato, como só ele conseguiria depois de fazer sexoproibido comigo na chuva."Bem, eu posso entrar?"Eu trouxe presentes, eu disse mostrando a cerveja e o vídeo."Não", ele disse, rindo."Por favor", eu disse suavemente.Ele balançou a cabeça e riu, mas não se mexeu."Deixa ?Será que a gente pode simplismente conversar hoje a noite", eu perguntei. " Sóqueria passar um tempo com você. Como amigos. Estritamente amigos. Isso é errado? "Ele fez um som exasperado e abriu um espaço para que eu passasse."Você é uma piada. ""Só queria te ver de novo. Como amigos. Eu prometo", eu disse, entrando no apartamentoesteriotipado típico de homem solteiro.Roupas e jornais jogados por todo lado. Umalasanha Stouffer congelada em cima da mesinha de café.A cama não tinha sido feita , olençol de elástico esticado pra cobrir um colchão azul velho. E um grande aquário,precisando de uma boa limpeza, perto de uma tv de plasma e um monte de video games.Ele me viu olhando para tudo."Não estava esperando compania. ""Eu sei. Eu sei. Mas você não retornava minhas ligações. Eu tive que usas medidasextremas. "
  • 30. "Eu sei sobre as suas medidas extremas", ele disse, apontando para um futton do ladooposto do sofá. "Pode se sentar". "Vamos lá Marcus. Eu acho que nós podemos sentar no mesmo sofá. Eu juro que nadavai acontecer. "Eu estava mentindo, nós dois sabíamos disso.Então no meio do filme, depois de alguns movimentos suaves meus, Marcus e euacabamos cometendo nosso segundo grande erro. E, eu gostei mais ainda dele num sofáseco e suave.Capítulo 6Depois da noite no sofá, Marcus parou de resistir e parou de se referir a nós como umerro.Apesar de ele raramente iniciar o contato, estav sempre disponível quando eu pediapara ve-lo, não importa se era durante o almoço no meio do dia ou a noite quando Dextrabalhava até tarde. Todo meu tempo livre envolvia Marcus. E quando eu não estavacom ele, estava pensando nele, fantasiando sobre ele. O sexo era Maravilhoso, coisa deprimeiro nível que eu só pensei que existia em filmes como 9 ½ semanas de amor.Nunca era demais, e ele claramente era tão obcecado por mim como eu por ele. Eletentava se fazer de O CARA, mas de vez em quando, eu tinha uma idéia dos seussentimentos pelo som da sua voz quando eu ligava pra ele ou o jeito que ele me olhavadepois do sexo quando eu andava nua pelo seu apartamento.Mas apesardo romance ir aumentando,Marcus nunca nem menciono que eu deviacancelar o casamento. Nenhuma vez. Nem quando eu pressionava ele, perguntando se eudevia continuar a diante com o casamento. Ele apenas dizia "Isso é com você, Darce".Ou, ainda mais frustrante , ele dizia que eu devia casar com Dex. Eu sei que era apenas aculpa dele falando, mas eu odiava assim mesmo. Embora eu não tivesse a intenção decancelar o casamentoe devia estar aproveitando a liberdade que vinha com a falta deexigência do caso que estava tendo, eu ainda queria que Marcus me dissesse que ele tinhaque ficar comigo, Que se eu não contasse ao Dex a verdade sobre nós, ele contaria. Essasmedidas dariam a idéia exata da nossa paixão, essa inparável, inominável força que nosunia. Mas esse nao era o estilo de Marcus. Embora ele tivesse passado por cima da regrade não dormir com a noiva de um amigo, ele não iria até o fim e realmente sabotaria ocasamento.Então o noivado continuava seu curso,me dividia entre noiva e amante. Eu saia doaprtamento do Marcus e voltava pro meu, completamente mudando de papel, pegandomeus arquivos do casamento e pedindo trezentos coisas para o casamento sem piscar osolhos.Mesmo estando a fim do Marcus como eu estava, eu aiinda me via como parte do
  • 31. casal de ouro e acreditava que ninguém era melhor pra casar do que Dexter.Pelo menosno papel. Dex ganhava de longe do Marcus no papel. Pra começar, ele era mais bonito.Se você chamasse cem mulheres pra votar, todas votariam no Dex. Marcus não era tãoalto, seu cabelo não era tão grosso, e suas características não eram tão marcantes.E emoutras categorias , também, Marcus perdia, ele não era tão arrumado, tinha uma péssiamética profissional, ele não ganhava tanto quanto Dex, a famíla dele não era tão boa,ogosto dele não era tão refinado, ele tinha traído suas ex namoradas e era capaz de mentirpara o seu amigo.Marcus apenas continuava no jogo pelo seu intangível jeito de não se importar comnada. Nós tínhamos uma coisa que não se podia articular. Uma luxuria, uma paixão, umaconexão física. Ele era irresistível, até nas suas imperfeições, e eu não conseguia parar devoltar para mais e mais.Não que eu tenha tentado parar.Eu continuava a vida, ajeitando ascoisas para o casamento, e voltando pra casa epara o Dex depois de ter feito intenso sexocom o padrinho de casamento dele . Eu sempre me dizia que antes do casamento eu iriaresolver isso, e que, apartir do dia do casamento eu seria uma mulher fiel. Eu estavaapenas fazendo uma ronda final. Apenas passando de fase. Um monte de caras fazia.Porque eu não podia ?Claro que eu não contei a ninguém sobre o caso. Nem pra minha mãe, com quem eurepartia tudo.Nem Claire, que nunca nem entenderia o porque de eu trair alguém com opedigree do Dexter e por em perigo meu futuro.E certamente não contaria a Rachel,porque ela julgaria tudo errado e porque eu sabia que ela era afim do Marcus.Só uma vez eu cheguei perto de falar a verdade. E foi depois que eu perdi meu anel denoivado na casa do Marcus e acusei a empregada dele de ter roubado.Eu estava empânico, pensando em como conseguir um anel novo antes do casamento,preocupada emter que contar ao Dex que o anel sumiu, e de repente preocupada se eu devia mesmo casarcom Dex. Então em puro desespero, eu procurei Rachel para aconselhamento. Ela semprefoi minha tomadora de decisões até nas coisas mais triviais, como comprar a bota Guccide couro chocolate ou marrom bronzeado( embora que na época, não pareceu tão trivial),então eu sabia que ela estaria ali por mim em qualquer ocasião.Eu confessei meu caso,mas não dei muita importância, dizendo a ela que apenas aconteceu uma vez.Eu tambémdisse a ela que era um cara do trabalho, ao invés do Marcus. Eu apenas queriaresguaradar s sentimentos dela, porque naquela época eu achei que nada viria a tona.Como sempre, Rachel me deu seu conselho. Comendo comida chinesa no seuapartamento, ela me convenceu que um caso era simplismente manifestção de medo, omedo que apenas os homens, ou uma mulher com várias opções, podem entender. Ela mefez ver que embora o começo de uma paixão é um momento maravilhoso, o que eu tinhacom Dex era melhor, mais duradouro. Eu acreditei nela, e decidi que eu iria casar com
  • 32. Dex. Então, uma noite de agosto, três semanas antes do casamento, aconteceu uma coisaque me fez questionar minha decisão.Eu tinha um jantar com um cliente que foi cancelado no último minuto, então eu aarecino apartamento do Marcus para surpreênde-lo. Ele ainda não estava em casa, mas euconvenci o porteiro a me entregar a chave reserva daí eu poderia esperar dentro doapartamento. Então eu subi, me despi exceto pela tatuagem de leopardo no calcanhar eme joguei no sofá ansiosa para que ele chegasse e me encontrasse ali.Depois de umahora, e quando eu estava começañdo a cansar, eu ouvi o inconfundivel barulho de saltosfemininos no corredor e a voz baixa de Marcus, obviamente conversando com a suacompanheira. Eu levantei para me vestir, mas não consegui faze-lo antes que Marcus euma loura, que me lembrava Stacy do Aureolle, entrassem.Ela tinha um rosto bonito mastinha um corpo com formato de pera,e pra piorar, usava um sapato da Nine west daestação retrasada. Nós tres ficamos parados ali, nos olhando. Eu ainda estava totalmentenua, só de sapatos."Darcy, você me assustou pra valer", disse Marcus, não estando tão assustado assim queeu tenha percebido. "Meu porteiro não me disse que você estava aqui".Eu peguei uma camisa suja do Marcus que estava jogada por ali e coloquei, não antes dever a garota me dar um olhar invejoso. "Eu acho que ele esqueceu", eu falei."Eu vou embora", disse a loura, voltando pela porta."Faça isso", eu disse apontando pra porta."Tchau, Angie, Eu vou"..., Marcus disse."Ele vai te ligar amanhã, Angie", eu soltei sarcástica. "Blah... "Assim que a porta se fechou, eu tentei bater nele, enquanto eu grutava "Seu filho da mãementiroso, você atentou contra o meu noivado, você arruinou a minha vida. "No fundo eu sabia que eu não tinha direito de estar com tanta raiva, que eu estava aapenas algumas semanas de casar com outra pessoa.E ainda assim, eu também achavaque eu tinha todo direito de estar com raiva sim.Então eu contineu socando ele enquantoele se esforçava pra se defender com a s mãos ou o antebraço, como meu personal trainerfazia no treino de Kickboxing.Isso continuou por um tempo, até finalmente Marcus se irritar.Ele agarrou meus braços me balançou e disse, "O que você achou que ia acontecer,Darcy?""Com Angie?" Eu disse, esperando que ele estivesse querendo me falar que Angie era sóamiga, que nada ia acontecer."Não", ele disse com desgosto. "O que você achou que ia acontecer depois que você secasasse? Alguma vez você parou pra pensar nisso?""Claro que sim", eu disse a ele, na defensiva . Não esperava esse tipo de pergunta.
  • 33. "E?""Eu nem sei se vou me casar", eu disse. Claro, eu tinha toda intenção de me casar maspensei que eu teria mais razão na discussão se não estivesse ali mais na condição de quemvai se casar com outro."Bem, imaginando que você vá",Marcus disse. "Você achou que iamos continuar nosvendo?""Não", eu respondi mostrando dignidade."Quer dizer, Jesus cristo Darcy", ele falou. "Já é ruim eu estar saindo com a noiva domeu amigo por dois meses, mas você sabe eu tenho limites. Eu não vou dormir com aesposa do meu amigo, se é isso que você tem em mente"."Eu não tinha isso em mente", eu disse.Se ele ia subir o tom, eu também iria, embora nósjá tivessemos quase no máximo."E então? Você pensou que eu me tornaria celibatario depois do seu casamento? Andara vida inteira atrás de ti? Saindo com você e Dex e pensando: Uau que cara de sorte eleé, Quem dera eu pudesse ser ele?""Não", eu disse, embora eu tenha gostado do tema apaixonado arrasado. Quem nãogostaria? Quer dizer, existe uma razão para Romeu e Julieta fazer tanto sucesso." Então, pelo amor de Deus Darcy, o que você quer de mim?" ele gritou, agora andandode um lado para o outro no apartamento.Eu considerei por um momento e então disse, numa mínima, baixa voz com umaexpressão de garotinha morrendo de medo " Eu queria que você me amasse. "Ele fez um som estranho e me olhou repugnado.Estava tudo voltando pra mim. Por queagora eu era a garota má?Eu sentei passando a camiseta por sobre meus joelhos, lágrimas rolando em meu rosto.Choro sempre funcionava com Dex. ,mas Marcus não caiu " Ah, pare de chorar! " Eledisse " Pare agora! "" Então, você me ama? " Eu pressionei, esperançosa.Ele balançou a cabeça. Eu não vou jogar o seu joguinho manipulativo, Darcy." Eu não estou manipulando você... Porque você não reponde a pergunta? " Eu estavainesperadamente nervosa." Porque você não responde a minha pergunta ?Ok ?Você me diz que diferença faria seeu amasse você ?Me diz?Ãhnh? O rosto dele vermelho e movendo as mão para todos oslados.A não ser que tivesse envolvido algum jogo ou esporte, eu nunca tinha visto ele tãoagitado, nervoso ou irritado.Por um segundo, eu fiquei encantada pela intensidade da reação dele, e também de ouvirele falando em amor, foi o mais perto que ele chegou de flar que sentia algo por mim.Masentão eu lembrei de Angie e a fúria voltou. "Bem, Se você me ama ?E a Angie?" Eu
  • 34. apontei pra porta onde minha competidora(muito mais fraca) tinha saído. "Porque elaestava aqui? Quem é ela, falando nisso?""Não é ninguém", ele disse."Se ela não é ninguém", eu perguntei, "Porque você ia transar com ela?"Eu esperava uma negação, mas ao invés disso ele me olhou desafiante."Você ia transar com ela?", eu perguntei.Ele esperou uns momentos, e então disse: "Sim, pra dizer a verdade, esse era o plano."Eu soquei o ombro dele, minha mão doeu, mas ele nem se moveu."Você é um canalha", eu disse. "Eu te odeio tanto".Ele me deu um olhar vazio e disse: "Apenas vá, Darcy. Sai agora. Isso acabou. Nósacabamos.Eu te vejo no casamento."Eu podia ver que ele falava sério. Eu estava paralisada, simplismente não acreditando quetudo ia acabar daquele jeito."É isso que você realmente quer?"Ele soltou uma risada desdenhosa. " Por acaso isso não foi sempre sobre o que vocêqueria?""Ah., faça me o favor, " eu disse. "Como se você não tivesse gostado de cada segundo. ""Claro. Tem sido divertido". Ele disse levianamente."Foi isso?Divertido""Sim,divertido. O máximo. Uma verdadeira maravilha. Os melhores momentos da minhavida, Marcus disse. O que você quer qu eu diga? O que você quer de mim?"Eu considerei a pergunta e respondi honestamente. "Eu quero que você me queira. Pormais que diversão. Para mais que maravilhoso sexo.Eu quero que você me queira deverdade, pra valer. "Ele parou, riu e balançou a cabeça. "Ok, Darcy, Eu quero você. Eu quero você. Eu querovocê só pra mim.Tá feliz agora?"Antes que eu pudesse responder, ele se virou e entrou no banheiro, batendo a porta atrásdele.Eu esperei um minuto antes de segui-lo, a porta estava destrancada. Ele estavaapoiado na pia no escuro. Pela luz do corredor eu pude ver o rosto dele no espelho. Eleparecia triste, e isso me surpreendeu e abrandou."Sim", eu disse calmamente."Sim pra sua pergunta. Eu estou feliz que você me quer", eu disse. "E eu te amotambém." Ele me deu olhar desarmado. Eu tive a minha resposta. Marcus me amava. Eusenti uma onda de alegria, um sentimento de triunfo e paixão. "Eu vou cancelar ocasamento". Eu finalmete disse.Mais silêncio."Você ouviu o que eu disse?"
  • 35. "Eu ouvi. ""O que você acha disso?""Você tem certeza que quer fazer isso?""Smi, eu tenho. "Na verdade, Eu não tinha tanta certeza, mas era o primeiro momento que eu realmenteme vi fazendo aquilo, coratndo a longa corda de segurança com Dex e começando umanova vida. Talvez foi ter visto Marcus com outra pessoa que fez entender que nósterminaríamos em poucas semanas se eu não escolhesse logo.Talvez foi ter visto seusolhos tristes no banheiro parado sobre a pia.Talvez foi ter ouvido ele falar a palavra amor.E talvez o fato que foi tão emocionante a cena qque eu não tinha como fazer outracoisa.Eu acabaria com o clima se não dissesse aquilo.Momentos depois eu e Marcus estavamos fazendo sexo intenso e sem camisinha."Eu já estou quase lá", Marcus finalmente disse, depois que eu já tinha gozado duasvezes."Dois segundos mais", eu falei,me mexendo sobre ele."Sai agora. To falando sério".Então eu me mexi mais.pra cima dele, não me importando que eu estava bem no meuperíodo fértil, provavelmente o mais perigoso do mês."O que você está fazendo?" Ele gritou com os olhos loucos e com medo. "Você querengravidar?"No momento me pareceu uma grande idéia, uma solução romanticamenteperfeita,Porque nãoEle me deu um meio sorriso e disse que eu estava louca." Louca por você ", eu disse.Não faça isso de novo, ele disse. Eu falo sério." Ok, papai ", eu disse, embora eu eu realmente penssasse que não tinha engravidadodessa vez. Isto aconteceu muitas vezes na minha vida, especialmente na Universidade,quando eu esquecia de tomar minha pirula ou não me precavia suficientemente,mas eununca engravidei, de fato, uma parte de mim achava que eu nunca engravidaria. O quecaia muito bem em mim. Quando a hora chegasse, eu simplismente pegaria um avião eadotaria um bebê na China ou Cambodia, como Nicole Kidman e Angelina Jolie. Erapidamente eu seria uma mãe glamurosa com meu corpo perfeito intacto." Isso não é engraçado ".Marcus disse , rindo. " Vá fazer algo, se lavar, ou fazer xixi, ouqualquer outra coisa, você poderia ?"" É ruim hein ", eu disse, dobrando as pernas sobre mim e segurando os joelhos, umatecnica que Annalise, uma amiga do segundo grau, usou quando ela e o marido estavamtentando ter um bebê. "Nadem, pequenos espermas, nadem! "
  • 36. Marcus riu e beijou meu nariz, " sua louca. "" Sim, mas você me ama, eu disse. Diz de novo. "" De novo? eu nunca disse da primeira vez. "" Foi quase a mesma coisa. Diz de novo "Ele respirou fundo e me olhou profundamente, " Eu acho que te amo, sua louca. "Eu sorri, pensando que finalmente eu tive sucesso. Marcus estava quebrado. Ele era meuse eu o quisesse.Nos dias seguintes, eu vaguei, procurando um sinal, qualquer sinal. Eudevia escolher entre Dex ou Marcus ?Casamento ou sexo?Segurança ou divertimento?Então, no começo de setembro, uma semana antes do casamento, eu finalmente tive aminha resposta final em forma de duas linhas rosas paralelas numa paleta de plástico comum pouco de urina.Capítulo 7"O que diz aí ?" Marcus perguntou, quando eu saí do banheiro com a paleta na mão. Eleme esperava no sofá enquanto lia uma edição da revista Sports Ilustratted."Diz...Parabéns papai. ""Não ""Sim.""Você está de sacanagem comigo.""Não, eu estou grávida."Marcus olhou pra cima e fechou a revista, eu sentei ao lado dele, peguei sua mão, eesperei por mais. Talvez um abraço, um tapinha gentil, umas lágrimas."E...você tem certeza...que é meu ?""Sim ", eu disse. Essa pergunta era um insulto e doía. "Eu não tenho sexo com Dex desdemuito tempo, e você sabe. ""Você tem certeza disso? Nenhuma vez esse mês ? Não é hora de exagerar, Darcy.""Sim, tenho certeza". Eu disse firme. Era a verdade, Graças a Deus.Eu pensei no meu amigo do segundo grau Ethan, que é branco e de olhos azuis e comoele tinha casado com a sua namorada , Brandi, também branca e loura. Meses depois eladeu a luz a um bebê de cabelos pretos com olhos castanhos escuros. Rachel e eu sentimospena por Ethan, pela dor de cabeça e humilhação que ele enfrentou durante seu divórcio.Mas eu também me senti mal por Brandi. Por alguma razão, eu me indentifiquei com elade um jeito camarada-feminino. Eu sei o que ela deve ter sofrido por nove meses,esperando e rezando para que o bebê parecesse com seu marido e não com um Alaskano
  • 37. com quem ela visitou iglus...se é que você me entende. A espera deve ter sido agonizante.Apenas de pensar, já revira meu estomago, então, foi muita sorte eu não ter feito sexocom Dex nesse mês.Eu tinha certeza que o bebê era de Marcus.Eu coloquei a paleta em cima da mesinha de café e olhei pras duas linhas rosas. "Uau",eu disse, me sentindo tonta, "Um teste positivo. Eu nunca vi um desses...e eu já fiz ummonte de testes"."Será que nós devíamos fazer outro teste Apenas para ter certeza" Marcus perguntou,pegando outro teste da sacola do mercado. "Eu trouxe duas marcas"."Eu não acho que você tenha muitos falsos positivos nos testes de gravidez".Eu disse."Funciona de outro jeito. ""Não me diga", Marcus disse enquanto rasgava o plástico do outro teste.Eu suspirei alto enquanto pegava a caneca cheia de xixi do banheiro.Marcus olhou sentido. "Você mijou na minha caneca do Broncos?""Sim, e?""Essa era minha caneca favorita", ele disse lamentando."Oh, pelo amor de Deus , apenas lave".eu disse. "E de qualquer jeito, você nunca ouviudizer que urina é completamente esterelizada?"Marcus fez uma careta."Desde quando você é maníaco por germes?"Eu perguntei, olhando em volta doapartamento dele."Eu nunca vou poder beber dessa caneca de novo", ele resmungou.Eu revirei meus olhos e coloquei uma nova paleta dentro de sua preciosa xícara.Entãocontei devagar e alto até cinco, antes de tirar a paleta da xícara e colocar na mesa ao ladoda outra paleta. Marcus ficou contando os minutos no seu relógio até eu dizer, "Umacruz, isso quer dizer positivo! ""Deixe me ver", ele disse, parecendo estupefato enquanto examinava a paletacomparando-a com o desenho atrás da caixa."Parece meio torta comparado ao dacaixa"."Uma cruz torta ainda conta", eu disse. "É o conceito VOCÊ NÃO PODE ESTAR UMPOUQUINHO GRÁVIDA, aqui. Leia isso."Marcus examinou a bula do teste, obviamente esperando encontrar uma cláusula deDESREPONSABILIZAÇÃO, uma seção de falsos positivos. Um pouco de esperançapassou por seu rosto enquanto ele baixava a bula ,"e agora?""Bem, pra começar, nós vamos ter um bebê daqui a nove meses", eu disseagradavelmente."Você não pode tá falando sério. Sua voz tinha um pouco de aspereza.
  • 38. Eu o encarei pra mostar a ele que estava falando sério.Então, eu peguei a mão dele.Marcus endureceu. " Você tem certeza que é isso que você quer ?Porque nós temosoutras opções. "As implicações eram claras. Eu levantei meu queixo e disse, " Eu não acredito emaborto. "Eu não tenho certeza porque eu disse isso, porque eu na verdade sou a favor da escolhada mulher.Além do mais, eu particularmente não queria ser mãe nesse estágio da minhavida. Eu não ouvia nenhum chamado do relógio biológico que algumas amigas minhasestavam ouvindo ultimamente,já que estavamos perto dos trinta anos.E eu certamente nãoqueria ganhar peso, ou ter toda essa responsabilidade e as restrições da minha vida e dasminhas noitadas.Mas no momento, eu estava inexplicavelmente feliz com o meu teste de gravidezpositivo. Talvez porque eu estivesse tão ligada ao Marcus que a idéia de ter um filho deleparecia um trailher de um filme romântico. Ou talvez eu gostasse do sentimento de estarmais atada a ele. Não que eu questionasse o compromentimento dele comigo. Eu podiadizer que ele era louco por mim do jeito peculiar dele, mas ele era um desses caras quevocê nunca pode controlar totalmente, e estar grávida dele apertou meu laço de união aele.Não que eu tenha engravidado concientemente . Claro que não. Eu acho que,relembrando aquela noite de sexo, estava no nosso destino.E uma coisa a mais estava clara pra mim naquele momento: Um teste de gravidezpositivo dizia que meu casamento estava cancelado. O fato do meu alívio ser tãopaupável dizia que eu tinha minha verdadeira resposta: Eu não queria casar com Dex.Num instante eu não queria mais o Dex e nosso casamento de conto de fadas , era apenasemocionante o bastante pra fazer parte de um drama maior." Eu vou contar ao Dex hoje ", eu disse com uma certeza que até eu me surpreendi." Que você está grávida ?" Marcus perguntou, engasgando.Não, apenas que o casamento está cancelado.Você tem certeza que quer fazer isso ? Tem certeza que quer ter um bebê ? ele perguntouem pânico.Positivo. Eu olhei para as paletas.Positivo, entendeu ?"Marcus estava sentado parecendo chocado e um pouco chateado.Você não está nem um pouquinho feliz ?", eu perguntei." Sim ", ele disse melancólico. "Mas…mas eu estava pensando que nós podíamos parar ediscutir nossas opções ."Eu deixei ele continuar. " Eu podia jurar que ouvi você dizer que é a favor das mulheresfazerem suas próprias escolhas ?"
  • 39. "Ok. Eu sou a favor da escolha. " Eu disse num tom exagerado. "E eu escolho ter essebebê. Nosso bebê.""Bem, dá um tempo pra poder pensar em tudo... ""Você está me magoando ", eu disse."Por que ?""Porque eu quero ter esse bebê, eu disse ficando chateada, e eu queria que você sentisseo mesmo...Eu não acredito que você nem me abraçou. "Marcus levantou e passou seus braços em volta de mim."Me diz que você está feliz, só um pouquinho feliz", eu sussurrei no ouvido dele.Marcus me olhou de novo e disse sem convicção, "Eu estou feliz. Eu apenas estoudizendo que nós podemos ir devagar e pensar direito. Talvez você devesse conversarcom alguém".Eu dei a ele um olhar de desprezo. "Você quer dizer um psicólogo?""Alguma coisa assim. ""Isso é rídiculo.Pessoas vão pra terapia quando estão cheias de desespero.Mas eu estoubem", eu disse."Ainda assim, você pode ter algumas perguntas sobre o que está acontecendo", Marcusdisse. Ele sempre falva da nossa relação generalizando como , "algumas perguntas", "essacoisa", "nosso negócio", "a situação", e de vez em quando falava um pouco incrédulo detudo. Sempre me irritou que ele ele não tivesse captado nossa essência ainda. Nós éramosmais que isso.Especialmente agora que íamos ser pais."Eu não tenho perguntas. Eu amo você. Eu quero ficar com nosso bebê, é isso aí". Atéquando eu disse, eu sabia que não seria só "é isso aí" no meu mundo. Isso era talvez um"alguma coisa assim", ou "é isso aí e mais um pouco". Mas eu continuei, resoluta."Agora se você me dá licensa, eu tenho um casamento pra cancelar. "E foi isso que eu fiz.Eu voltei direto pra Upper West Side para contar as novidades aomeu noivo.Eu achei Dex separando suas roupas que chegaram da lavanderia, tirando doplástico as camisas e separando as brancas das azuis.Por um momento eu não consegui,eu não consegui me imaginar falando ao Dex que após anos juntos, nós íamos acabar,masentão lembrei do Marcus e ganhei confiança."Nós precisamos conversar", eu disse, com voz de negócios."Tudo bem", Dex disse devagar. E eu podia ver que ele sabia exatamente o que eu iadizer.Ele estava com uma aparência que sabia alguma coisa por algumas semanas, mas aexpressão que ele tinha naquele momento me fez crer que homens também tem intuição.Algumas palavras depois nosso casamento estava oficialmente cancelado. Nossorelacionamento de sete anos estava acabado. Foi bizarro como foi tudo tão rápido e fácil.Tecnicamente, Dex foi o que deu o primeiro passo, dizendo que seria um erro nós nos
  • 40. casarmos. Ouvindo ele dizer a palavra erro em relação a mim me fez parar pra pensar porum segundo, mas então eu me convenci que foi simplimente o reconhecimento darealidade que tinha criado.Ele estava reagindo ao meu afastamento físico e emocional. Euo observei , com suas roupas jogadas ao seu lado e senti pena dele.Eu dei um beijo no rosto dele e disse as coisas que as pessoas sempre dizem quandoterminam com alguém em circunrtâncias amigáveis. Eu disse que eu queria o melhor praele e esperava que ele encontrasse felicidade. E eu realmente sentia isso, naquelemomento.Depois de tudo, eu não queria que o Dex morresse sozinho, mas se seu forcompletamente honesta, eu queria que ele enviuvasse por um bom tempo antes decomeçar a procurar a próxima namorada, uma namorada que eu esperava que nuncatirasse minha importância na vida de Dex. Eu mal sabia que ele ia procurar essanamorada no apartamento da minha melhor amiga.Capítulo 8Na manhã do dia após o grande fiasco da cena do armário eu acordei na cama do Marcus,momentaneamente desnorteada. Eu só tinha passado uma noite inteira com Marcus antes,quando Dex foi numa viagem a trabalho para Dallas, mas eu saí muito cedo no outro diade manhã enquanto ainda estava escuro. Então, isso relamente não conta como passar anoite inteira. Nessa manhã eu senti algo deiferente. Eu olhei em volta, notando o quãobrilhante o sol da manhã reluzia no apartamento. Foi quase como se eu estivesse olhandotudo pela primeira vez, olhando Marcus pela primeira vez. Eu estudei seu perfil, e asentradas no seu cabelo, ainda muito sexy, e me toquei que nossa saga tinha acabadofinalmente. Marcus e eu éramos uma coisa certa e com um bebê a vista. Não tinha maisnenhm Dex pra quem eu devia voltar. Eu senti a adrenalina correndo com a antecipaçãode contar as novidades aos meus amigos, colegas de trabalho e conhecidos em geral. Eufiquei imaginado que explicação Dex ia oferecer aos seus amigos e familiares. Eu lembreide todos os fins de relacionamentos de famosos, desejando ter uma pessoa que contatassea pessoa dele afim de unificar o que íamos dizer pra todo mundo.E depois de sete anos juntos você conhece a pessoa muito bem , eu tinha quase certezaque Dex manteria os detalhes indelicados pra ele. Então eu podia contar as coisas do meujeito. Eu considerei minhas opções, eu poderia contar toda verdade, confessar minha
  • 41. relação com Marcus, ou eu poderia simplismente jogar a culpa em Dex e Rachel etambém tinha opção de manter uma aura de mistério sobre tudo. Eu estava tentada adivulgar a história do armário levando as pessoas a ficarem contra Dex e Rachel, mas eucertamente não queria parecer como uma perdedora traída pra todo mundo. Eu tinha queresguardar a minha reputação de diva na cidade.Afinal, divas não são passadas pra trás.Então, eu decidi que iria contar pra todo mundo que eu terminei com Dex, simplismenteanunciaria que eu estava muito triste por terminar nossa relação, mas foi a melhor assimnós não éramos feitos um para o outro.Eu falaria no tom sombrio de irei sobreviver. Iadecantar um pouco de simpatia pro meu lado, mas também mostraria as pessoas que euera um tipo de mulher forte que podia viver sem um homem lindo e alto do lado. Euomitiria a parte do Marcus por agora, e clro não contaria sobre a minha gravidez. Euapareceria como amulher no comando, mas não uma rameira. Meu público saberia detoda verdade uma hora, mas eu iria me preocupar com isso depois.Por enquanto, eu apenas cruzaria meus dedos para que ninguém descobrisse sobre Dex eRachel. Quer dizer, certamente eles não continuariam se vendo. Era praticamenteimpossível. Ela não era o tipo dele.Ele apenas estava usando ela num momento deextrema tristeza, ele era uma alma perdida, ela era familiar e confortável amiga. E quantoa Rachel, ela apenas sucumbiu ao homem mais atrativo que já passou pelo seu radar.Umagarota como Rachel apenas tem uma oportunidade dessa na vida. Mas, ela voltaria arealidade e retornaria aos homens comuns. Ela não poderia ter saído com um ex meu tãoimportante, era uma regra cardinal, e Rachel era toda cheia de regras. Eu tinha certezaque ela já estava se sentindo culpada por sua fraqueza, e em qualquer dia desses elavoltaria correndo pra mim, eloquentemente relatando o quanto ea esatav arrependida, e seela implorasse demais, falasse da nossa amizade com grande paixão, eu poderiaeventualmente deixa-la voltar a minha vida, mas demoraria um grande, mas grandetempo até ela voltar a ser a minha melhor amiga de novo.Eu olhei para o Marcus de novo , agora dormindo com uma mão atrás da cabeça, e aoutra caída ao lado da cama, com um rosto pensativo como se tivesse fazendo uma contadifícil durante o sonho, então seus lábios se curvaramem um sorriso sexy, acentuando sacovinha, de repente seu rosto virou o rosto de Dexter como no fim do vídeo do Black andWhite do Michael Jackson." Marcus, acorda, " eu disse balançando seu braço, " eu to começando a surtar. "Ele continuou roncando, Eu baixei por sobre ele e o beijei. Ele fez um barulho baixo como nariz, abrindo um olho e dizendo, " Bom dia, Darcy "." Você acha que eles estão juntos agora ?" , eu perguntei." Eu já te disse, " ele falou. Eu acho que ele estava se referindo a um monte de vezes queele me disse que não na noite passada. " Diz de novo. "
  • 42. " Não...Eu duvido muito. Eu tenho certeza que você estragou o clima, e eleprovavelmente foi embora. "Eu decidi acreditar nele. " Ok...Mas ainda assim, eu acho que não posso trabalhar hoje,estou muito distraída. Você pode ligar dizendo que eu estou doente ?"Nos sete anos que estive com Dex ele nunca ligou dizendo que estava doente, a não serque realmente estivesse. As coisas seriam diferentes com Marcus. Nossa vida seria tãomais espontânea e divertida." Claro ", Marcus disse. " Ok, você torceu meu braço, vou voltar a dormir. "Eu senti um senso de vitória, mas então eu percebi que de um jeito retorcido eu iria criarum clima no trabalho, então eu falei como um mártir indo pra forca:" Acho que eu tenho que ir e acabar logo com isso. "" Com isso o quê ?"" Você sabe, contar a todo mundo que o casamento está cancelado. "" Hu-hum "" O quê exatamente eu devia dizer ?"Nenhuma resposta." Marcus!"" Você não tem que dizer nada pra ninguém", Marcus disse, "rolando pra cima de mimNão interessa a ninguém."" Claro que eu tenho que contar pra eles. Eles acham que eu vou me casar no sábado.Alguns deles são convidados. "Eu admiro a visão to nem aí de Marcus pra vida, mas isso é um perfeito exemplo dele nãoentendendo que algumas coisas exigem esforço. Pode até se tornar um problema depois,se ele não entender meu desejo de ganhar coisas legais no meu aniversário, natal, dia dosnamorados, e aleatoriamente durante o ano. Dex sabia como as coisas aconteciam, floreschegavam sempre mês sim, mês não, o que quer dizer que seguiam mais uma regra doque um arrobo de paixão, mas eu não me importava, atenção é atenção, coisas boas eramcoisas boas.Mas Marcus podia ser treinado, eu tinha certeza. Todo homem pode.Eu dei boas vindasao desafio de moldar meu novo namorado para torná-lo um responsável, ainda sexy eespôntaneo, marido e pai.Por agora,eu tinha que fazê-lo entender que contar as novidadespara meu colegas de trabalho ia ser duro,com muita carga emocional e que eu irianecessitar do suporte dele, com telefonemas, mensagens e emails durante meu duro dia.Talvez até algum luxo esperando por mim quando eu retornasse ao apartamento.Euimaginei ele entrando na porta com uma caixa laranja da Hermes e um sorriso meigo.
  • 43. " Eu sei que você tem que contar as pessoas que você convidou, Marcus disse. Eu apenasacho desnecessário explicar tudo que aconteceu em detalhes. Só mande um email comcópia para todos e acabe com isso. "" Mas eles vão perguntar o que aconteceu ", eu disse, pensando que eu ficariadesapontada se eles não perguntassem. " Pessoas querem detalhes. "" Eu sei que você ia querer, sua caçadora de informação, mas nem todo mundo é igual avocê. "" Todo mundo é igual a mim no mundo de Relações Públicas. Pode acreditar. É o nossonegócio reunir, acumular e distribuir detalhes picantes. E esse é um detalhe muuuuitopicante. "" Bem, eu só estou falando que cabe a você a prerrogativa de mandar eles cuidarem dascoisas deles ", Marcus disse.Eu disse a ele que não era meu estilo.Então eu levantei rapidamente, resisitinddo aodesejo de fazer sexo,afinal, eu tinha muito que fazer por um dia. Eu tomei banho,coloquei minha maquiagem e então comecei a checar o armário de Marcus, que estavacheio de roupas minhas trazidas na noite anterior. Eu escolhi uma saia azul da Escada,uma camisa de gola em V verde Versace e um par de sapatos baixos Ferragamo.Então eume inclinei na porta do banheiro pra dizer tchau ao Marcus, que estava cantando Purplerain, no topo da sua voz e afinado." Te vejo a noite querido ", eu falei para ele.Ele parou de cantar e colocou a cabeça pra fora da cortina, " Parece bom... "" Vem aqui e me dá um beijo rápido "." Não posso. A umidade ia acabar com meu cabelo. " Eu disse mandando um beijo daporta. Então eu caminhei pelas ruas movimentadas da cidade até o metro enquanto euconsiderava em como eu daria a notícia. Eu poderia contar a Claire, colega de trabalho enova melhor amiga, e dizer que ela estava livre pra contar a quem quizesse. Então, melembrei, que ela estaria fora do escritório em reunião com um possível novo cliente nestamanhã, e eu não conseguiria esperar ela até ela retornar.Então eu enviaria o email comcópia pra todo mundo como Marcus sugeriu, adotando o tom certo.Eu entrei na minha sala, sentei em frente ao meu computador e comecei a digitar minhanovidade:Bom dia a todos.Eu apenas queria que todos vocês soubessem que meu casamento não irá mais se realizarneste sábado.Foi uma decisão difícil, mas eu acho que estou fazendo a coisa certa. Eu sei
  • 44. que é meio estranho enviar um email pra todo mundo relatando um assunto tão pessoal,mas eu achei que esse seria o jeito mais fácil.Perfeito. Era forte, mas emocional, e o mais importante, claramente sinalava que eu fui aque terminei. Eu reli o email, achando que ainda faltava alguma coisa. Eu adicioneireticências ao fim do email. Sim. Toque perfeito. Esses trê pequenos pontinhos podemconjurar o som da minha voz misteriosamente.E agora vamos pensar no assunto doemail.Devia dizer CASAMENTO ou CANCELADO ou NOVIDADES. Nennhum meparecia correto , e a linha de assunto continuava em branco,então quando eu selecionavaos nomes do meu grupo de emails e preparava pra enviar as notícias chocantes, meutelefone tocou." Darcy, " meu chefe, Cal disse com sua voz fraca e efeminada, " Tudo bem ?"" Não tão bem, Cal", eu disse na minha eu-não-posso-com-intruções-agora voz.A vozque ele conhecia muito bem. Era uma beleza trabalhar para o Cal. Ele era um capacho porcompleto."Bem, Posso falar com você na sala de conferência C?""Pra que?""Nós temos que falar do desafio de Golf das celebridades."Agora?""Sim, se você puder, Por favor?"Eu suspirei o mais alto possível, "OK". Eu disse. "Eu estarei lá quando puder"."Merda". Se eu tivesse chegado um pouco antes e ele tivesse lido meu email ele chamariaoutra pessoa pra falar desse torneio de golf. Eu tenho certeza que assim que eu contar anovidade pra ele, ele passsara o projeto pra outra pessoa, especialmente se eu conseguirderramar algumas lágrimas.Na verdade, eu provavelmente conseguiriria umas semanasde trabalho manso por conta dessa adversidade.Talvez Marcus e eu poderíamos até tirarumas férias juntos. Eu minimizei meu email , decidindo que eu daria uma olhada final echecaria o vocabulário antes de enviar, então desci as escadas até a sala de conferência C.Abri a porta pesada com uma expressão envergonhada porque na minha frente estavamtodos os funcionários da minha empresa encolhidos na sala gritando SURPRESA! e medando suas mehores saudações de coração. Uma enorme caixa azul da Tiffany estava deum lado da mesa. Um bolo gelado com os dizeres em rosa do outro lado. Meu coraçãoacelerou. Fale sobre o seu problema! Fale sobre o seu drama!"Nós sabíamos que você estava esperando a festa mais pra frente na semana!" Clairegritou."Pegamos você! "E você acreditou que eu estava em reunião!
  • 45. Ela estava certa, eles realmente me pegaram, mas eu estava apenas a alguns segundos defazer o mesmo com eles. Ultrapassar a surpresa deles. Eu sorri hesitante, e disse"Vocês não deveriam.""Claro que deveríamos,"Claire disse."Não, vocês realmente não deveriam,"eu disse.Cal me empurrou pra frente e colocou o braço em volta de mim "Discurso", ele disse."Estou sem palavras", eu disse, literalmente sem palavras."Impossível", Cal disse. "Nós te conhecemos por anos e nunca vimos você sem palavras".Todos riram na sala , afirmando que , de verdade, eu falava demais. Eu limpei minhagarganta e dei um passo a frente sorrindo fraco."Bem, Muito obrigada a todos...mas... não vai mais haver casamento. Eu não vou mecasar. "Cal e alguns outros riram de novo. "Sim, sim você vai sim, você vai cair como alguns denós. Uma pobre mulher casada, "ele disse.Eu sorri bravamente e disse, "Não. De verdade, eu cancelei o casamento esse fim desemana. "Como um voluntário da Cruz vermelha no meio de um incêndio no orfanato. Claireentrou em ação."AimeuDeus! Não!Impossível!",Ela passou a mão na sua bolsa e me levou até meuescritório, seu braço em volta das minhas costas como se eu fosse a qualquer momento,desmaiar."O que está acontecendo?",ela perguntou quando estavamos sozinhas."Acabou", eu suspirei."Por que Você e Dex são perfeitos juntos! O que aconteceu"É uma longa história", eu disse sentindo lágrimas nos olhos enquanto lembrava da cenado armário. Apesar dos meus planos serem diferentes eu não resisti e acabei contando ahistória pra Claire. Eu precisava da simpatia e apoio dela.Eu precisava dela pra me dizerque Dex não podia estar interessado na velha e sem graça Rachel. Então eu soltei abomba nela."Nós terminamos este fim de semana , e então, ontem de tarde, eu peguei Dex e Racheljuntos. ""Oque?",A boca de Claire caiu.Eu afirmei. "O que você acha?""O que você quer dizer com juntos? Você tem certeza?""Sim. Eu fui na casa da Rachel pra contar a ela toda situação e Dex estava lá, de cuecas,escondido dentro do armário"."Não!"
  • 46. "Sim", eu disse."Oh, meu Deus", Claire cobriu a boca com as duas mãos e balançou a cabeça. "Eu nemsei que dizer...Eu não posso...o que ele estava pensando O que ela estava pensando?Como eles puderam?""Por favor não conta pra ninguém", eu disse. "É tudo tão humilhante , quer dizer minhamadrinha! ""Claro que não. Juro de coração", Claire disse fazendo um X na boca. Ela me deu algunssegundos de respeito e total silêncio antes de começar o questionário "Foi uma coisa deuma noite?""Tem que ser, você não acha?""Oh, claro, Dex não pode gostar dela," ela disse."Eu sei. Apenas não pode ser. De jeito nenhum, né?""Nenhum. Ele simplismente não pode mudar de você pra ela.Ela é tão simples...e ...nãosei...eu sei que ela é sua melhor amiga, então não quero dizer nada ruim""O quê?Com certeza ela não é minha melhor amiga mais.Eu desprezo ela"."Eu não culpo você", Claire disse solenemente, pronta pra entrar e tomar o lugar deRachel.Eu joguei o osso e ela mordeu. "Você é minha melhor amiga agora".Claire bateu suas mãos e me olhou como se fosse chorar. Desde que morávamos juntos,Claire queria a posição de minha melhor amiga. Apesar de estar muito melosa eurealmente precisava dela naquele momento, e ela falou "Oh, Darcy. Eu estarei sempreaqui por você"."Obrigada", eu disse. "Eu aprecio muito isso"."Nós vamos ter os melhores momentos saindo juntas como solteiras de novo. O que vocêvai fazer esta noite? Henry Fabuss vai uma mega festa no Lotus essa noite, pelos seustrinta anos, nós deveríamos ir.Ele é um grande anfitrião, e totalmente bem conectado, seé que você me entende? Todo mundo vai estar lá, seria muito bom para você pensar emoutra coisa.""Hoje á noite não", eu disse. "Eu acho que preciso de algum tempo sozinha. De fato,acho que vou pra casa agora.Eu não to aguentando ficar aqui, não quero que ninguémme veja chorando. ""Quer que eu vá com você?Eu tenho certeza que Cal me deixaria ir com você", ela disse."Nós podemos ir fazer compras, terapia de compras. ""Não, obrigada. Eu acho que quero ficar sozinha", eu disse,mesmo que na verdade euplanejava estar com Marcus."OK", ela disse, obviamente desapontada. "Eu entendo.""Eu apenas tenho que enviar esse email antes de ir. Pode le-lo e dizer que você acha?"
  • 47. Quem costumava aprovar meus emails era Rachel. Ela era tão boa nisso. Eu tinha quetirá-la dos meus pensamentos. Ela era persona non grata até que suas desculpas viessemem grande estilo.Nesse meio tempo, Claire levou seu trabalho a sério, me deu um acenobrusco, e disse que estava bom, apenas bom.Então eu enviei o email e saí para o corredorpra descer a escada encarando os olhares e sussurros de meus colegas de trabalho pelocaminho.Capítulo 9Marcus concordou em sair cedo e me encontrar no apartamento dele, onde nós tivemosfantástico sexo. Depois disso, eu descansei minha cabeça no ombro dele e contei ahistória sobre a sala de conferência C."Eu estou surpresa que você não saiu com a caixa da Tiffanys junto ", ele disse depoisque eu terminei a história."Eu queria ", eu disse. "Aposto que era algo bem legal...Deixa, vamos ganhar um melhorem vez disso assim que nos casarmos ".Sem resposta."Você quer falar sobre isso?" Eu tentei, apertando o braço dele."Falar sobre o quê?""Nós nos casando?""Hum, Ok.Sobre o que exatamente você quer falar ?""Bem, você não quer se casar antes do bebê nascer?" , eu perguntei, pensando que quenão poderia nem focar na minha gravidez até os detalhes de nossa relação estaremacertados.Além disso, eu estava preparada para um casamento,não havia razão paradeixar as preparações de lado.Eu até planejei em manter meu vestido, sabendo que eu nãopoderia achar um novo melhor. "Eu acho que nós devíamos conversar sobre isso. Não acha ?""Acho que sim", ele disse relutante .Eu decidi ignorar seu tom de voz e pressionei. "Ok, então quando você acha quedevemos nos casar""Eu não sei, em seis meses ?""Quando eu estiver com barrigão, não obrigada"."Cinco meses ?""Marcus""Quatro?"
  • 48. "Não, tarde demais.Eu acho que devemos nos casar logo.Ou assim que nósconseguirmos ajeitar nossos planos "."Eu achei que você disse que queria esperar um pouco ?"Eu tinha, de fato, dito alguma coisa desse tipo, mas foi quando eu me preocupava com ossentimentos de Dex, quando eu nem tinha certeza que que Marcus e eu íamos terminarjuntos.Agora eu quero um grande casamento, apenas pra desprezar Dex e Rachel econvidar todos nossos amigos em comum.Eu convidaria os pais da Rachel também, entãoeles poderiam contar a Rachel como eu estava bonita , como eu estava emocionada naminha nova relação, Como a entrada de Claire na igreja como minha madrinha foitocante."Bem, Eu estava pensando que nós deveríamos fazer uma pequena cerimônia. Apenasalgo íntimo, para umas 50 pessoas talvez".Minha conta era mais pra cem, cento e visnte cinco, mas eu falaria isso depois."Cinquenta, hein? , então seria apenas família? " ele perguntou coçando a cabeça."Sim, mais ou menos, e nossos amigos mais íntimos. "Ele riu. "Como Dex e Reachel?"Eu olhei pra ele."Não", ele perguntou rindo. "Sem Dex e Rachel? ""Fala sério!O que você acha de ter um casamento de verdade? "Ele pensou, então disse: "Não tenho certeza disso tudo, realmente não é a minha praia.Eu ainda acho que nós devemos ficar juntos sem alardes.Ou apenas fugir, eu não sei.Nós não podemos falar disso depois? ""Ok, tá bem."Eu assenti, resignada com o fato que ele provavelmente não vai ficarsatisfeito com o casamento, mas que cara fica?,tirando esses repulsivos afeminados quevão sonhando até o dia da cerimônia, mais nenhum, e quem de verdade quer um caraassim?Mais tarde, naquela noite, depois que Marcus e eu voltamos do jantar, eu chequei minhasmensagens, tinha vinte e duas do pessoal do trabalho, 14 de casa. 36 mensagens em oitohoras, e apenas duas eram relacionadas com algum tipo de trabalho, o que me deixa com34 mensagens pessoais, como um recorde pessoal, eu sentei na mesa de Marcus, ouvindoas palavras de suporte como se tomasse notas num caderno, quando eu ouvi a últimamensagem, a terceira de Claire, eu olhei para Marcus. "Eles não ligaram", eu dissechocada. "Nenhum dos dois.""Você acha que eles deveriam? " , Marcus perguntou"Sim, eles me devem uma chamada. Especialmente Rachel"."Ma,s você não disse que não queria falar com ela nunca mais?"Eu dei a ele um olhar de irritação. "Mesmo assim ela devia ligar pra se desculpar..."
  • 49. Marcus deu com os ombros."E quanto ao Dex, eu tenho que falar com ele. Sobre logística. Coisas do casamento, eudisse.Eu ainda não acredito que nenhm dos dois ligou".Marcus deu com os ombros de novo. "Eu não sei o que te dizer"."Ok. Para seu conhecimento eu abomino essa frase"."Que frase?""Eu não sei o que te dizer.""Bem, Eu não sei o que te dizer"."Eu não sei o que te dizer".Eu repeti de novo. "É a frase usada por alguém que tem queconcertar alguma coisa e não consegue....Mas eu apenas comprei essecarro/computador/lavadora mês passado você diz, esperando compaixão deles, e elesdizem Eu não sei o que te dizer....traduzindo: Não é meu problema e eu não to nem aípra você."Marcus sorriu, "Desculpa, eu não falo de novo.""Obrigada", eu disse, ainda segurando o telefone. "Então você acha que eu devo ligarpara o Dex?""Você quer ligar pra ele?" Marcus perguntou enquanto catucava embaixo do pé como seestorasse vários calos ."Não é uma questão de querer, é uma questão de precisar. Nós temos logísticas pararesolver, eu disse, tirando a mão dele do pé.Como cancelar o fotógrafo, o salão, a banda,falar pra todos os convidados que não vai haver casamento, ver os tickets da viagem delua de mel e ver quando ele vai se mudar do meu apartamento.""Então liga pra ele.""Mas ele devia me ligar.""Então espera ele te ligar.""Olha aqui Sr. Você tem que comçar a prestar mais atenção a estes detalhes, no caso devocê ter esquecido, você é uma grande parte desa saga, e tem que começar a ter umaopinião em todos esses assuntos."Marcus fez uma cara de...se você diz, eu não sei o que te dizer.Os próximos dias, chegando perto do dia que seria o meu casamento, foram seguidos demais e mais drama. Mais chamadas, emails, e grandes conversas com Claire sobreporque será que Dex quis ficar com a Rachel, e conversas mais grandes ainda com minhamãe que ainda chorava frequentemente e não aceitava que Dex e eu não íamos voltar.Mas ainda não tinha ouvido nada vindo de Dex e Rachel. Me enfureceu que eles nãotivessem me ligado. Mesmo que eu não quizesse ser a primeira a ligar , eu finalmente caíe liguei para o número do trabalho do Dex. Nós discutimos apenas logísticas, o dinheiroque ele me devia, o número de dias que ele tinha pra tirar as coisas do meu apartamento,
  • 50. essas coisas. Depois que eu falei pra ele as minhas coisas, eu parei, esperando ele medizer que o negócio com a Rachel foi uma besteira, e que ele estava apenas usando elapara me dar o troco. E quando ele não disse, eu raciocinei que ele ainda estivessechateado sobre mim e Marcus e queria que eu pensasse o pior. Então, eu não daria a ele asatisfação de perguntar sobre ela. Nem perguntaria onde ele estava morando. Ele nãopediria pra ficar com amigo, então ele devia estar em algum hotel.Eu imaginei elepedindo um sanduíche club de serviço de quarto e bebricando Whisky do minibar numcopo de coca-cola enquanto procurava filmes pra ver no pay per View."Bem, tchau Dex", eu disse tão enfaticamente quanto pude. E era isso, ele tinha mais umachance pra me contar alguma coisa, dar o discurso final, finalizar o caso, talvez até medizer como estava arrependido e que sentia minha falta."Tudo bem então, Tchau Darcy", ele disse sem nenhuma emoção. Eu disse pra mimmesma que ele ainda não tinha caído em si, percebido o fim de tudo. Quando ele se desseconta ia entrar numa séria depressão, um abre e fecha de minibar sério em algum hotel dacidade.No que devia ser a noite do meu casamento, Marcus e eu ficamos no apartamento delepedimos comida chinesa e fizemos sexo duas vezes. Durante a noite eu continueianunciando a ele alegremente como eu estava feliz em não estar cometendo o maior erroda minha vida. De verdade eu me senti um pouco melancólica , não porque eu queriacasar com Dex, não porque estava com saudades de Rachel, eu estava muito indignadapra ser nostálgica com qualquer um deles.Era mais sobre o casamento, sobre a festa quequase aconteceu. "Teria sido o evento do ano", eu disse ao Marcus."È, ouvi dizer", Marcus disse. "Eu poderia estar com meus amigos do faculdade agora,bebendo de graça."Eu dei um soco no braço dele e pedi pra ele retirar o que disse. Ele retirou enquantotirava o papel da terceira cerveja Miller que estava tomando. "Além do mais, eu nãoestava com vontade de vestir terno.Eu odeio vestir terno. "Eu teria ficado irritada com a falta de emoção que ele estava demonstrando pela nossanoite juntos, mas eu sabia que no fundo, ele estava feliz de ter me ganho como prêmio.Eu estava no coração de um triângulo amoroso entitulado Garoto rouba garota de outrogaroto. Marcus era o vitorioso, e Dex estava tão arrasado que ficou, ou tentou ficar, comRachel, um prêmio de consolação, se pode ser chamada assim. Pelo menos era assim queeu via as coisas no começo.Capítulo 10
  • 51. Eu não acho que realmente não me dei conta da minha gravidez até a próxima semana,quando eu tive minha primeira consulta pré natal. Marcus foi comigo, mas apenas depoisque eu joguei um monte de culpa emcima dele. Enquanto nós sentavamos juntos na salade espera, eu preenchi os formulários do plano de saúde enquanto ele lia a revista Times,parecendo que ele queria estar em qualquer outro lugar.Quando a recepcionista chamoumeu nome eu me levantei e Marcus continuou sentado. "Bem, vamos", eu disseimpacientemente."Eu não posso esperar aqui?"Eu peguei uma mulher grávida,sentada com seu marido, olhando desdenhosamente para oMarcus."Levanta agora", eu disse ríspidamente.Ele levantou, mas com um suspiro profundo, mais como um grunido.Nós seguimos a enfermeira pelo corredor depois da sala de espera, onde ela me pediu prasubir na balança."Com toda minha roupa?" Eu perguntei. Eu tinha a mania de só me pesar nua e demanhã, ou depois da ginástica."Sim", disse a enfermeira impaciente.Eu tirei minhas sandálias e passei meu bracelete de ouro e pesado para o Marcus, e instruiele a olhar pra fora. Ele fez, não sem antes revirar os olhos.A enfermeira ajeitou a balança com umas batidinhas até chegar no peso de 57,5kg."58kg", ela disse alto.Eu olhei pra ela. Porque ela achava que eu tinha mandado Marcus se virar? "Pareceu 57,5kg pra mim. " Eu disse. Ela me ignorou, registrando 58kg na minha ficha.Ainda assim, era boa notícia. Eu estava com 58kg o que queria dizer 55 ou 55,5kg semroupas. Sem ganho de peso ainda."Qual a sua altura", a enfermeira perguntou."1,70"Ela registrou isso na minha ficha e nos levou pra uma sala de exame bem pequena. "A Doutora vai estar aqui em poucos minutos".Eu sentei na mesa, enquanto Marcus procurava outra revista no rack. Assim quedescobriu que só tinha Pais e American Babies,ele decidiu não ler nada. Minutos depoisuma Loura petit, jovem, não parecia ter mais de 25 anos, entrou na sala. Ela tinha ocabelo louro curto, atrás da orelha que mostrava brincos pesados de diamante. Botas decouro até o joelho complementavam o look com seu jaleco branco.
  • 52. "Olá, eu sou a Dra. Jan Stein. Desculpem, pois estou um pouco atrasada hoje".disse ela,me lembrando Tammy Baxter, nossa chefe de torcida no segundo grau, que sempreestava no alto da piramide enquanto eu estava segurando seu calcanhar."Darcy Rhone", eu disse sentando reto, notando que ela tinha um peito muito grande paraum ser tão pequeno.Com certeza doutoras não colocam silicone, pensei.Então, tem queser natural. Como uma muher de pouco peito, essa é uma combinação sempre meaborrecia, tudo bem dar um peito grande, mas uqe venha junto com uma bunda cheia decelulites, mas o corpo da Jan não era justo. Talvez Marcus nem notasse, pensei, enquantoapresentava ele como O PAI."È um prazer conhece-los", ela sorriu para o Marcus, eu notei com satisfação que elatinha batom no seu dente da frente.Marcus riu de volta. Eu queria me matar por ter requerido uma doutorA."Devo tirar a minha roupa?" eu perguntei, impaciente, antes que Jan animasse Marcusmais ainda."Não, eu acho que vamos conversar um pouco primeiro. Eu quero conhecer seu históricomédico primeiro e responder suas perguntas. Eu tenho certeza que você tem um monte.""Parece bom", eu disse, apesar de realmente eu não ter nenhuma pergunta exceto se eraok pra mim tomar café ou uma taça de vinho, de vez em quando.Jan sentou no meio de nós, puxou sua cadeira pra perto e pressionou no meu braço suaprancheta de segundo grau e me perguntou. "Então primeiramente, você pode me dizerquando foi a sua última mesntruação? ""Sim, eu posso", eu disse, orgulhosa de ter checado a data no meu calendário aquelamanhã."18 de agosto."Ela anotou na ficha e estudou o anel de com uma esmeralda imensa que trazia no dedo.Ela devia estar usando no mínimo cem mil dolares em diamante.Eu senti uma dor pelomeu anel de noivado, que eu estava planejando vender, mas eu reafirmei a mim mesmoque era legal ir a sua consulta pre natal com seu parceiro, ao invés de marido. Eu eracomo uma celebridade. Um monte delas passa direto pelo casamento e vão direto aosbebês."Então, quando é o dia do nascimento?" eu perguntei, Eu sabia que a data seria nocomeço de maio, mas estava ansiosa de ouvir a data exata.Jan pegou um papel e começou a fazer umas anotações e contar datas."Ok, seu diaestimado de nascenimento , ou DEN como você pode me ouvir chamar, é dois de maio."Dois de maio é o dia do aniversário do Dex de 35 anos. Eu olhei para o Marcus , que nãotinha nem idéia das complicações desta data. É impressionante para mim como poucos
  • 53. caras sabem o dia do aniversário de seus amigos. Então eu anunciei para Jan eMarcus,"Espero que atrase ou adiante, porque esse é o dia do aniversário do meu ex-noivo. "Marcus revirou os olhos e balançou a cabeça enquanto Dra. Stein riu e me garantiu queapenas 10 % dos bebes nascem na data correta."Por que isso?", eu perguntei.Jan olhou meio estupefata por um segundo, não é um bom sinal para uma pergunta tãofácil que eu fiz a ela, e então disse."O dia do nascimento é uma data usada como umguia útil.""Oh", eu disse, pensando que um médico mais velho poderia dar uma resposta melhor doque essa.Ou até uma doutora mais nova mas menos atrativa. Garotas feias tem maistemppo pra estudar na faculdade de medicina Eu aposto que a Jen foi a última da suaclasse.Eu aposto que ela nem estaria aqui se não fosse namorada de um cirurgião."Entendi. ""Então", ela disse bruscamente, "eu gostaria de saber sobre o seu histórico médico,perguntar a você algumas coisas"."Claro", eu disse, pegando Marcus examinando a coxa esquerda bronzeada de Jan.Eu olhei feio pra ele enquanto Jan estava entretida com seu questionário.Ela perguntouminha idade(eu fiquei feliz de dizer 29 e não 30), todo meu histórico médico, quemedicações eu estava tomando, umas perguntas sobre meu estilo de vida: Com queassuidade eu bebia, fazia exercicios, se eu fumava, tudo sobre a minha dieta, etc. Depoisque ela teve minha vida totalmente escrita, ela me olhou, plastrou um sorriso no rosto eperguntou:"Então, como você tem se sentido?Algum sintoma?Nauseas?""Meus peitos estão um pouco doloridos", eu disse.Marcus olhou um pouco embaraçado, e eu adicionei gratuitamente, "Quando ele tocaneles."Jan assentiu sinceramente. Marcus encolheu."E eles estão um pouco maiores, mais cheios... e os bicos mais escuros...mas fora isso,eu não sinto mais nada. E meu peso não mudou", eu disse orgulhosa."Bem, Você só está com 5 semanas e meia de graviez, é bem cedo pra ganhar peso, Jandisse. Embora você possa notar um aumento no seu apetite, se ainda não notou.""Nao", eu disse orgulhosamente. "E não planejo ser uma dessas mulheres caçadoras decomida. Eu tenho certeza que você já viu um monte dessas."Jan balançou a cabeça de novo e fez uma anotação na minha ficha. Então ela disse quenós estávamos prontos pro exame físico."Eu devo ir?"Marcus perguntou."Você pode vir sim", Jan disse
  • 54. "Eu te falei",eu disse a ele. E então para Jen, " ele está se sentindo todo estranho"."Bem, não deveria, é legal estar assim tão envolvido.""Sim, nós não estamos casados ainda", eu disse."Mas ele está bem envolvido com agravidez. "Jan sorriu e me disse pra me trocar e subir na maca, ela voltava em um minuto.Assim queela se foi eu perguntei ao Marcus se ele achou a nossa doutora bonita."Ela tá bem", ele disse. "Bonita, eu acho"."Quantos anos você acha que ela tem?""Vinte e oito?", ele perguntou."Eu sou mais bonita?""Sim Darcy, você éa mais bonita.""Eu vou continuar a ser mais bonita com 10 quilos a mais?""Sim", ele disse sem convicção.Jan retornou exatamente na hora que eu me sentei na maca. Ela tirou aminha pressão eexaminou meu coração, peito e pulmão Agora vou examinar seu colo do útero."Isso confirma a gravidez?""Bem, nós vamos fazer um teste de urina e sangue pra isso, mas sim, isso vai nos darmais informações sobre o tempo de gravidez, assim como ver o tamanho e forma da suapelvis também ajuda. "Eu assenti."Agora, apenas relaxe."Jan disse.Eu abri minhas pernas. "Sem problemas,"eu disse, olhando de lado para o Marcus queestava claramente pensando que estava em outro lugar.Depois do exame físico completo, eu me vesti, fui ao banheiro e fiz xixi num potinho,tirei sangue num laboratório pequeno, e voltei pra sala de exame, onde Jan me disse quemanteria contato pra dar os resultados dos exames."Nesse meio tempo, Darcy, eu vou te prescrever umas vitaminas para o seu pré natal.Elas contem ácido fólico. É extremamente importante para o desenvolvimento da colunado seu bebê. Você tem que tomar elas com a barriga cheia". Ela escreveu a prescriçãocom uma letra bonita, diferentemente de qualquer médico( outro mal sinal, doutores reaistem letras feias) e me deu. "Então,Parabéns aos dois. Nos veremos em 4 semanas para oprimeiro ultra som".Marcus e eu apertamos a mão de Jan e fomos embora pela Duane Reade pra comprarminhas vitaminas.Por alguma razão, eu me lembro que caminhamos cinco quarterirõesbem. Foi um dia brilhante de inverno, frio mas soleado, o céu estava azul e cheio denuvens parecendo algodão doce. Eu me lembro de colocar meu sueter e subir o zípersobre os meus peitos , me sentindo como uma garotinha feliz.Enquanto estávamos
  • 55. esperando, Marcus pegou a minha mão de surpresa e sorriu pra mim.Esse sorrisocongelou a minha mente. Foi caloroso, generoso e sincero. Foi o tipo de sorriso que ohomem te dá quando está feliz com você, feliz de casar com você, feliz que você estágrávida dele.Capítulo 11O conteúdo do meu apartamento ficou reduzido quando Dex se mudou, mas ele levou anossa mesa da cozinha, dois abajures, e uma comoda. Eu fiquei feliz de ver eles indo,especialmente a mesa rústica de pinos que parecia pertencer a uma casa de pobre. Euplanejava ir pra outro estilo mais contemporaneo que ia complementar o apartamentocom a visão que eu e Marcus teríamos juntos.Bem diferente do gosto tradiconal doDexter, a insistência dele em ver prédios com charme e sem espaço de armário nenhum.Então, duas semanas depois do dia que ia ser meu casamento, eu levei Marcus pra umaexpedição de compras de móveis. Nós pegamos o metrô e fomos até a Crate and Carvelna Madison Avenue. Assim que abrimos as portas, eu senti uma surpreendente onda detristeza, elembrando minha última visita a loja, quando Dex e eu estávamos colocandonossa lista de casamento. Eu reparti essas memórias com Marcus, que me deu um tapinhanas costas e exclamou:"Ah, os velhos bons tempos", ele disse, enquanto me seguia para o segundo andar. No fimdas escadas, eu admirei uma mesa cereja com pés afilados. Era exatamente o o que eutinha em mente pra minha mesa, mas nunca imaginei achar tão fácil o que eu queria. Eupassei minha mão pela mesa. "Ela é perfeita. Você gosta?O que você acha?Imagina issocom cadeiras tapizadas. Talvez em verde limão,que tal? "Marcus deu de ombros. "Claro, parece bom". Ele estava olhando algo atrás de mim."Hum, Darcy...Rachel e Dex" estão aqui, num tom que me fez crer que não erabrincadeira."O que?" ,eu congelei e meu coração parou por alguns segundos e então acelerou,batendo rapidamente como depois de uma aula de spinning. "Onde?" eu sussurei."Na sua esquerda. Perto do sofá marrom."Eu me virei devagar, cautelosamente. E eles estavam ali, a menos de trinta passos dedistância, o inimigo, apertando um sofá de chenille com cor de cocô de bebê. Os doistinham uma aparência casual de sábado, jeans e tênis.Dex usava sua camisa cinza ususalde sábado, e Rachel estava usando um sueter azul da Navy que eu ajudei a escolher naBloomingdales ano passado. Uma semana antes de Dex me propor casamento, pra serexata. Uma vida atrás.
  • 56. "Oh, merda. Como é que eu tô? " Eu busquei meu pó compacto dentro da minha bolsaPrada, e lembrei que no último minuto eu coloquei mais blush na bolsa e deixei na mesado Marcus.Eu não tinha espelho;Eu tinha que acreditar no Marcus, "Como está meurosto? ""Você está bem", Marcus disse. Os olhos dele em Rachel e Dex."O que devemos fazer? Devemos sair daqui? ", eu disse. Meus joelhos estavam fracosenquanto eu me segurava na minha prospectiva mesa. "Eu acho que vou vomitar"."Talvez deveriamos ir e falar oi", Marcus declarou, "Seria a coisa mais madura a sefazer. ""Você está louco?Eu não quero falar oi! "Marcus deu de ombros. Dex ligou para o Marcus a alguns dias atrás e disse semressentimentos e Parabéns pelo bebê. Os dois meio que ignoraram os detalhes, nenhumdos dois mencionou meu nome ou o da Rachel. Marcus disse que a conversa foi estranha,mas durou menos de três minutos.Ele disse que deu pra perceber que a amizade acabou,até para homens, nossa situação era muita coisa pra se passar por cima."Ok, Darcy. Vamos embora daqui", Marcus disse. "Não estou em clima pra reuniãotambém". Ele apontou para as escadas atrás de mim que levavam para o primeiro andar.Nós tinhamos uma saída fácil e rápida. Claramente nós não tínhamos sido descobertosainda. Dex e Rachel estavam felizmente coversando longe,Com certeza a maiorcoincidência de compras de móveis do século.Eu queria virar e descer as escadas, mas eunão conseguia me fazer ir.Era como ver uma cena truculenta num filme de terror. Vocênão quer ver a menina ser decaptada, mas de algum jeito, você sempre tira um dedo dafrente pra espiar o que está acontecendo.Eu me escondi atrás de um livreiro e puxeiMarcus junto.Nós olhamos Rachel e Dex levantarem e vagarem por outro sofá, umpouco mais perto de nós. Este era menor que o primeiro, e na minha opinião, a melhoropção.Dex estudou o sofá e fez uma cara. Era muito moderno pra ele. Eu traduzi o queaconteceu pro Marcus, "Viu, ele não gosta de linhas clean, viu? ""Darcy, Eu não dou a mínima sobre o sofá que eles vão comprar""Eles vão comprar? Você está dizendo que você acha que é uma aquisição dos dois?""Eles compram, ela compra, ele compra", Marcus disse, como se tivesse conjugando umverbo nas aulas de francês."Ela está com boa aparência Eles estão parecendo felizes?""Vamos Darcy, vamos embora", ele disse.Eu continuei olhando pra eles, queimando pro dentro."Me diz", eu exigi. "Ela não parece mais bonita que o usual? Mais magra, talvez?"Nósolhamos os dois voltarem pro sofá chato marrom. Ela sentou e reclinoucomodamente.Então ela olhou para o Dex e disse uma coisa , as costas dele dando pra
  • 57. gente, eu pude ver ele assentir, passar os dedos pelo sofá. Então ele parou no livro deopções de cores ao lado do sofá."Você acha que eles vão morar juntos? " , eu perguntei"Como eu vou saber? ""Ele comentou alguma coisa no telefonema?"Ele suspirou. " Eu te disse dez vezes todas as palavras da conversa. ""Ele apenas está substituindo o sofá, então, né? Ela está apenas ajundando ele, né?"Ele suspirou mais forte dessa vez. "Eu não sei Darcy. Provavelmente. Quem se importa?""Olha só, não ouse perder a paciência comigo", eu disse. "Isso é muita coisa". Euapontei pra eles e então estudei a fisionomia dos dois, em todos os seus detalhes. Trêssemanas antes, eles eram as pessoas que eu mais conhecia no mundo. Minha melhoramiga e meu noivo. Agora pareciam estranhos ou pessoas que eu amava mas de quem eunão ouvia falar a muitos anos. Assim que Rachel virou sua cabeça, eu notei que seucabelo tinha uma camada de pontas repicadas na parte de baixo, radicalmente diferentedo usual."Você gosta do cabelo dela assim?", eu perguntei ao Marcos."Sim, está legal", ele disse indiferente.Eu dei uma olhada pra ele que dizia, reposta errada."Ok, está horroroso, hediondo.""Vamos lá. Olhe bem, me dê sua opinião".Eu estava me sentindo frenética, queria queClaire tivesse ali comigo.Ela acharia lago pra criticar.sapato, cabelo, alguma coisa.Marcus colocou as mãos no bolso e olhou pra Rachel, "ela parece a mesma pra mim".Eu balancei minha cabeça. "Não, os dois estão melhores do que o usual, eu disse. O queé Será que é só o tempo que passou?"Então, assim que Dex sentou ao lado de Rachel, eu percebi. Dex estava bronzeado, atéRachel tinha uma cor diferente do seu amarelo habitual. A verdade passou pela minhacabeça, eles foram para o Havaí juntos! Eu engasguei."AimeuDeus, eles estão bronzeados, ela foi na minha viagem de lua de mel para oHavaí! Ela foi na minha lua de mel! AimeuDeus, AimeuDeus. Eu vou confrontá-los! "Você ouve pessoas dizendo que a raiva pode cegar você, e eu entendi naquele momentoque era verdade. Minha visão ficou turva enquanto eu dei um passo em direção a eles.Marcus segurou meu braço, "Darcy, não vá lá. Vamos embora. Agora. ""Ele me disse que ia comer os boletos!Como ela se atreve a ir na minha lua de mel!Euestava chorando", um casal perto de nós olhou pra mim e então pra Dex e Rachel."Você me disse que ele te ofereceu os boletos", Marcus disse."Isso é totalmente irrelevante!Eu não teria te levado para o Havaí! "
  • 58. Marcus levantou as sombracelhas considerando, "É, realmente é sacanagem", eleconcedeu, "Você tem razão"."Ela foi na minha Lua de mel! Que tipo de puta safada vai na lua de mel de uma amiga?"Minha voz estava mais alta agora."Eu estou indo embora. Agora. " Ele desceu as escadas, dois degraus por vez, e enquantoeu dava volta para segui-lo, eu vi mais uma cena grotesca: Dex se abaixando e beijandoRachel. Nos lábios. Bronzeados, felizes, apaixonados,se beijando, e comprando sofá.Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto eu descia as escadas rapidamente, passeipelo Marcus, pela porta e fui pra rua."Eu sei querida", Marcus disse quando me alcançou. Pela primeira vez, ele parecia tersimpatia real pela minha parte na história, "Isso deve ser difícil pra você".Seu jeito carinhoso me fez soluçar alto" Eu não acredito que ela foi pro Havaí", eu dissehiperventilando, "que tipo de pessoa faz isso? Eu odeio ela!Eu quero que ela morra!""Você não quer isso", Marcus disse."Tá bem. Talvez não morrer, mas eu queroque ela tenha um caso horrível de acne norosto que nada cure.",eu disse, pensando que incurável acne era pior do que morrer.Marcus colocou as mão em volta de mim enquanto caminhávamos pela Sixieth avenue,desviando pra escapar de uma bicicleta. "Apenas esqueça eles, Darcy. Qual importânciatem o que eles façam ? ""Claro que importa! " Eu solucei, pensando que não tinha mais solução, Dex e Racheleram um casal. Eu não podia achar outra coisa. Uma onda de remorso passou por mim,pela primeira vez eu pensei se eu devia ter ficado com Dex, apenas pra evitar essenegócio com a Rachel. Quando meu caso com marcus começou, a grama parecia muitomais verde com ele, mas vendo meu ex-noivo comprando móveis, a grama do Dexparaceu bucolicamente mais verde.Marcus acenou para um taxi, e me ajudou a entrar. Eu chorei todo o caminho até oapartamento dele, imaginando Dex e Rachel em todas as cenas que eu sonhei pra minhaLua de mel: os dois na banheira tomando champagne..Um lual com os havaianosdançando em volta dele a música do Hula-Hula...boiando na água turquesa domar...fazendo sexo embaixo de um coqueiro.Eu lembro de ter dito ao Dex que nós éramos o casal mais bonito do que os outros queestavam ali em la de mel no meu sonho. Dex riu e disse que eu era muito modesta."Podemos ir para o Havaí na nossa Lua de mel ?" eu perguntei ao Marcus quandochegamos no apartamento."Tudo que você quizer", ele disse deitando na cama e me chamando pra deitar com ele."Nós devíamos ir para um lugar ainda mais exótico", eu disse. Dex escolheu o Havaí, ese você me perguntasse, "Havaí é muito comum ".
  • 59. "Sim ", ele disse, usando sua expressão eu quero sexo."Todo mundo vai pro Havaí. Agoravem pra cá "."Onde nós vamos então ?" eu perguntei ao Marcus enquanto eu sentava na cama ao ladodele relutante."Turquia, Grécia, Bali, Fiji, onde você quizer "."Você promete ?""Sim", ele disse, me puxando pra cima dele."E nós podemos ter um apartamento novo e grandão? " eu perguntei olhando em voltapelas paredes brancas, o armário pequeno, e o equipamento de som jogado pelo chão."Claro".Eu sorri, um sorriso triste, mas esperançoso."Nesse meio tempo, eu sei o que pode melhorar o seu humor "."Um segundinho", eu disse, enquanto pegava o telefone sem fio do lado da cama.Marcus supirou e me deu um olhar exasperado. "Quem você tá chamando ?Não liguepara eles! ""Não vou ligar para eles. Eu já esqueci deles ", eu menti. "Eu vou ligar pra Crate andBarrel, eu quero aquela mesa. "Rachel pode ter roubado Dex e minha viagem de lua de mel, mas eu tenho certeza que euteria uma mesa mais bonita que a dela.Mas até a mesa(que eles tinham em estoque)e sexo com Marcus (que foi incrível) nãoserviram para melhorar meu humor. Eu ainda não conseguia acreditar que eles realmenteestavam juntos, que era uma relação real. Real o suficiente pra comprarem um sofájuntos. Real o suficiente pra irem pro Havaí juntos.E daquele dia em diante, eu fiquei totalmente obcecada com Dex e Rachel. Eles eramduas pessoas cortadas totalmente da minha vida, pela minha perspectiva, mas nós trêstínhamos um laço invisível que nos mantinha presos juntos.Capítulo 12As coisas só pioraram quando eu fiz 30 anos. Eu acordei na manhã do meu aniversáriopara minha primeira dose de mal estar matinal. Eu estava na cama com Marcus, no ladomais longe do banheiro, e mal consegui passar ele em direção ao banheiro antes devomitar as fajitas que eu comi na noite anteiror no Rosa Mexicano. Eu puxei a descarga,bocejei com Listerine minha boca e escovei os dentes. Outra onda me bateu e maispedaços de pimenta rosa e amarela desceram.Eu dei descarga, bocejei e escovei os dentes
  • 60. de novo.Então eu caí no chão e gemi alto, esperando que Marcus acordasse e visse mesalvar. Ele não veio.Eu pensei comigo mesma que Dex teria me ouvido vomitar. Ele tinha o sono leve, e nessemomento, eu lembrava dele com a maior compaixão.Talvez Marcus não tinha umcuidado tão grande comigo.Eu gemi de novo, mais alto dessa vez.Quando Marcuscontinuou não acordando, eu me levantei do piso frio e voltei pra cama choramingando"Me abraça"Marcus roncou em resposta.Eu me aconcheguei entre seu braço e seu corpo fazendo mais sons de necessidadeenquanto olhava seu relógio.Sete e trinta e três, o alarme tocaria as sete e quarenta ecinco. Eu tinha 12 minutos antes dele oficialmente me desejar Feliz aniversário.Eu fecheimeus olhos e fiquei imaginando o que Rachel e Dex estavam fazendo naquele momento,e mais importante, o que eles iam fazer sobre o meu aniversário. Essa era sua últimachance, eu disse ao Marcus e minha mãe ontem a noite. Eu não tinha certeza sobre o quequeria que eles fizessem, mas um telefonema ou email pareia um passo para a direçãocerta.Certamente, os dois discutiram sobre o assunto esses dias. Minha opinião é que Dexvotou por me deixar sozinha, Rachel pela ligação. "Eu celebrei o aniversário dela pormais de vinte e cinco anos", ela deve ter dito pro Dex. "Eu não posso esquecer esse dia.Eu tenho que ligar pra ela". Eu podia ouvir Dex respondendo, "É para o nosso bem. Eusei que é difícil mas nada de bom pode vir dessa ligação". Quanto tempo será que elesdebateram o ponto?Talvez se detiveram em apenas um argumento, talvez em um pontopermanente.Infelizmente, nenhum dos dois era o suficiente cabeça dura ouargumentativo,já que eram pessoas de natureza agradável, tenho certeza que eles tiveramuma conversa calma e razoável e chegaram a uma decisão unânime sobre como agir nodia do meu aniversário.Uma coisa que eu sabia com certeza era que: Se Dex e Rachel não me dessem felizaniversário de algum jeito, não haveira mais redenção. Nunca. Me ódio pro eles iria subirmais rápido que as moscas de fruta na jarra de manteiga de amendoim na aula de biologiado último ano do segundo grau. Eu tentei me lembrar o que esse experimento queriaprovar, vagamente recordando sobre cor dos olhos. Olhos vermelhos versus olhos verdes,eu esqueci os detalhes...com Rachel como minha parceira de laboratório, nunca preciseiprestar muita atenção. Ela fez todo trabalho. Eu de repente imaginei qual seria a cor dosolhos do meu bebê. Eu esperava que fosse azul, ou verde como os meus. Todo mundosabe que olhos azuis são mais bonitos, pelo menos numa menina, esse é o motivo deexistirem tantas músicas sobre garotas de olhos castanhos, para faer elas se sentirem
  • 61. melhor. Eu escutei Marcus roncar mais uma vez enquanto eu mexia com uma mecha decabelo na sua testa. Ele tinha a quantidade perfeita."Humm"...ele disse, me puxando pra cima dele.Tendo vomitado fajitas, eu não estava com humor para sexo, mas eu cedi. Parecia umbom jeito de começar meu aniversário de trinta anos, então após um rápido e mecanicoround de sexo eu esperei ele abrir os olhos e me desejar feliz aniversário. Dizer que eleme amava.Reafirmar que trinta não era tão velha e que eu tinha ao menos seis anos maisantes de começar a pensar em plástica.Dez, vinte, vinte e cinco segundos passaram econtinuei sem ouvir o que eu queria do meu namorado."Você dormiu de novo?", eu reclamei."Não, eu estou acordado"...ele murmurou, seus olhos piscando.O alarme tocou com beeps incrivelmente altos. Marcus o alcançou e deu um tapa que ocalou bem rápido. Eu esperei, me sentindo como Molly Ringwald no filme 16 velasquando toda sua família esquece do seu aniversário. Claro, só se passaram algunsminutos, Enquanto a personagem de Molly teve que passar todo o dia de negligência, masdepois do que eu passei nas últimas semanas, todo trauma e dor, esses minutos pareciamhoras. Já era ruim fazer trinta anos numa segunda feira e ter vomitado duas vezes, eagora o fato de que o pai do meu bebê não podia soletrar um pequeno Feliz aniversáriopra mim depois de ter tido sexo de graça."Estou passando mal", eu disse, tentando outro angulo de atenção."Mal estar da manhã,eu vomitei duas vezes".Ele rolou, e virou de costas pra mim."Você se sente melhor agora?" , ele perguntou comuma voz suave e confortável."Não", eu disse. "Pior"."Mmmmmm. Me desculpe querida", ele disse.Eu suspirei alto e e disse num tom sarcástico "Parabéns para mim".Eu esperava que ele desse um tapa na testa ,e que uma desculpa imediata viesse da suaboca, mas ele apenas murmurou de novo, com a cabeça enterrada no travesseiro, "Felizaniversário, Darcy eu ia fala isso agora"."É ruim hein. Você esqueceu totalmente"."Eu não esqueci...eu acabei de te dar o seu presente", ele disse. Eu não pude ver o seurosto, mas eu sei que eles estava sorrindo.Eu disse a ele que não estava animada e anunciei que ia tomar banho."Pra seu conhecimento", eu disse, "é melhor você continuar na cama e relaxar".Marcus tentou se redimir depois que eu saí do banho, mas ele não tinha muita munição,estava claro que ele ainda não tinha me comprado nenhum cartão ou presente.Nem tinhacomprado meu pão doce coberto de canela da Pillsburry e minhas velinhas rosas, mesmo
  • 62. depois que eu disse a ele que era uma tradição da minha família que Dex continuou pelosúltimos sete anos. Em vez disso ele apenas ofereceu uns pocos ‘queridas e babys’,juntocom um pacote de biscoitos que sobrou da comida que pedimos ontem."Aqui", ele disse. "Pra se você se sentir mal de novo,eu ouvi uma vez que eles ajudam amelhorar".Eu fiquei imaginando onde ele ouviu isso. Será que ele já engravidou outra garota? Eudecidi puxar o tópico depois e tirei o biscoito da mão dele dizendo, "Você é mito bom pramim. Verdade Marcus, você tem que parar com isso, eu não posso mais com tantagentileza"."Oh, relaxa, eu já tenho tudo pronto, Darcy. Você vai receber seu presente essa noite",Marcus disse enquanto entrava pelado no banheiro. "Agora vai brincar direitinho com asoutras crianças"."Ti chau", eu disse,enquanto calçava meu sapato favorito do Marc Jaccobs e saía pelaporta. "Divirta-se comprando meu presente! ""O que faz você pensar que eu não comprei ainda?" Ele disse."Por que eu te conheço, Sr. Último minuto…e eu to falando sério Marcus, eu quero algobom, pense rua 57".Quando eu cheguei no trabalho, Claire estava esperando no meu escritório com rosasamarelas e um presente que parecia embrulhado por um profissional."Feliz aniversário, querida!" Ela disse animada."Você lembrou! " Eu disse, "Que lindas rosas!""Claro que eu lembrei, sua boba", ela disse, colocando as rosas na jarra que tinhaemcima da minha mesa. "Então, como você está se sentindo hoje?"Eu olhei pra ela, preocupada que ela pudesse saber do meu mal estar da manhã."Bem, por quê?""Apenas imaginando se você se sente diferente fazendo trinta anos?" Ela sussurrou.Claire ainda tinha vinte e oito anos por algumas semanas, na zona segura, protegida pelosvinte e nove anos ainda."Um pouco", eu disse. Não tão mal, pensei."Bem, quando você tem a aparência que você tem, o que importa essa coisa chamadaidade?"Claire disse.Ela estava cheia de elogios depois do meu rompimento com Dex. Eugostava deles, claro, mas algumas vezes eu tinha uma noção que eles estavam beirandoobservações de pena. Ela continuou, "Você facilmente passaria por vinte e sete"."Obrigada", eu disse, querendo acreditar nela.Ela sorriu docemente enquanto me dava meu presnte. "Aqui! Abre! Abre! ""Pensei que você ia me fazer esperara até o almoço!", eu disse, olhando ansiosamente opresente. Claire tinha excelente gosto e nunca errava nesse departamento. Eu rasguei o
  • 63. papel e vi satisfeita uma caixa vermelha Baccarat. Eu levantei o fecho e olhei o coraçãode cristal verde em um colar preto de seda."Claire! Eu amei! Eu amei!""Verdade? Realmente? Eu tenho um recibo de presente se você quizer mudar a cor. Oroxo era realmente bonito também, mas eu pensei que esse combinava mais com seusolhos...""De jeito nenhum! Esse é perfeito!" Eu disse, pensando que Rachel provavelmente teriaescolhido algum livro chato com edição limitada. "Você é a melhor ". Eu abracei ela,silenciosamente retirando tudo de ruim que eu já disse sobre ela, qualquer crítica. Comoquão chata ela fica quando bebe demais, sempre precisando me acompanhar nosbanheiros do bar.Como ela se gabava da sua cidade natal,Greenwich, e seus dias dedebutante. E como ela continuava cheinha apesar das idas diárias para academia. O queela anda fazendo, eu costumava perguntar a Rachel, comendo chocolates no vestiário?"O verde combina com seus olhos", Claire disse de novo, "sorrindo radiante "."Eu amei!", eu disse, enquanto admirava o colar no meu pescoço no meu espelhocompacto. O coração pareceu estar no lugar certo, acentuando meu osso do pescoço.Claire me levou pra almoçar mais tarde naquele dia.Eu mantive meu celular ligado,apenas no caso de Dex ou Rachel decidirem que a hora do almoço era ideal pra me ligar ese desculparem, implorando por perdão e desejando me um feliz aniversário. Tocou cincovezes, e todas as vezes eu disse a Claire, "Você se importa?" E ela acenava com a mão edizia "Claro que não, pode atender".Todas as ligações (exceto Bliss Spa me lembrando que eu tinha limpeza facial as 5 horas)eram de parabenizações, mas não de Rachel nem Dex.Eu sei que Claire estava pensando nisso também, quando ela perguntou, ‘Quem’todas asvezes que eu desligava o celular.Depois da quinta chamada, ela perguntou. "A Rachel te ligou hoje?""Não", eu disse."Dex?""Nada.""Que rude não ligarem no seu aniversário e tentar fazer as pazes "."Eu sei!""Algum sinal depois de Crate e Barrel?" Ela perguntou."Não.Você viu eles?""Não, ninguém viu eles", Claire disse, comentando sobre sua expansiva rede de contatos.A segunda melhor coisa depois de contratar um detetive particular( e acredite eu penseinisso) era ter Claire como minha nova melhor amiga."Talvez eles terminaram ", eu disse.
  • 64. "Provavelmente ", ela disse. "Saindo da história sem culpa nenhuma"."Ou talvez eles foram a outra viagem exótica juntos ", eu disse.Ela me deu um tapa simpático no braço e pediu um copo de Chardonnay. Eu sabia quenão devia beber, mas Dra. Jan disse especificamente que eu poderia beber em ocasiõesespeciais. Além disse, um monte de bebês franceses nasceram sem problema, e eu tenhocerteza que a mãe deles continuou tomando seu vinho diário."Eu tenho uma pequena surpresa pra você ", eu disse inalando profndamente, excitada decontar sobre Marcus para ela, menos a gravidez, é claro."Oh, verdade?" Seus braceletes se tocaram quando ela cruzou os braços e me olhou."Eu estou saindo com alguém", eu disse orgulhosamente."Quem?" Ela disse com os olhos loucos. Eu detectei um pouco de ciúmes.Claire, graças aseu coração, era rápida na hora de juntar pessoas, mas ela nunca fez muito progresso navida amorosa dela.Eu sorri misteriosa, tomei um gole de água, e tirei o batom do meu copo com o dedo."Marcus", eu disse orgulhosa."Marcus?" Ela perguntou bestificada. "Você quer dizer , Marcus, Marcus?"Eu assenti."Verdade?" ela perguntou."Aha, Não é uma loucura?"Alguma coisa passou pelo seu rosto que eu não tenho certeza do que foi. Será que foiciúmes por que eu consegui alguém tão rápido depois do fim do noivado?Será que elatambém achava ele sexy de um jeito completamente diferente? Ou foi desaprovação?Meucoração batia com a possibilidade do depois.Eu deseperadamente necessitava daafirmação que Marcus era aceitável como mebro da elite de Manhattan. Eu precisavaestar com alguém que todo mundo amasse."Quando isso começou?", ela perguntou."Oh, recentemente"...eu disse, vaga."Eu estou...acho que um pouco surpresa"."Eu sei", eu disse, pensando que ela não estaria tão surpresa se não tivesse dormido tãopesado na noite de 4 de Julho. "Quem poderia imaginar?...Mas eu realmente gosto dele.Verdade?" Dessa vez eu vi o olhar de desaprovação dela."Por que você está tão surpresa?""É que...eu não sei. Eu nunca achei que Marcus fosse o seu tipo"."Você quer dizer a aparência dele? Eu perguntei. Você quer dizer o fato de eu ser maisbonita do que ele?""Bem, isso". Claire disse, procurando a plavra adequada, "e eu não sei...tudo. Ele é umcara legal, engraçado, não me leve a mal..." ela terminou.
  • 65. "Você não acha ele sexy ?, eu disse. Eu acho ele tããão sexy".Claire olhou pra mim estupefata. A resposta dela estava clara. Ela não achava Marcussexy. Nem um pouquinho."Bem, eu acho que ele é", eu disse de novo, me sentindo ofendida."Isso é tudo que importa então", Claire disse, batendo na minha mão condecendente.Certo, eu disse, sabendo que isso não era tudo que importava. "Não acredito que vocênão acha ele bonito.""Eu acho", ela disse. "De um...eu não sei...jeito machão de ser"."Bem, ele é muito bom de cama", eu disse tentando convencer Claire, e eu mesma, queesse único fato podia substituir todas as falhas dele.As cinco da tarde, eu tinha recebido uma dúzia ou mais emails e ligações de parabéns evárias visitas de colegas do trabalho. Ainda não tinha ouvido nada de Rachel e Dex. Sótinha uma última possibilidade: Talvez eles tivessem mandado uma carta, uma nota, oupresente para o meu apartamento, o qual eu não voltava fazia muitos dias . Então depoisda minha limpeza facial, eu peguei um taxi até meu apartamento, antecipandomentalmente as desculpas que estavam esperando por mim.Minutos depois eu peguei meu correio no corredor, abri minha porta, e olhei asnovidades: eu tinha os cartões usuais de todos os anos: meus pais, meu irmão, meu ex-namorado do segundo grau , Blaine, minha avó, e minha segunda mais antiga amiga decasa, Annalise. O último não tinha remetente. Tinha que ser de um deles! Eu abri oenvelope para achar um cartão com filhotes de Golden retriever dentro de uma cesta. Umbaner de ‘Feliz aniversário’ preso na cesta , cada letra com um tom de rosa, Meu coraçãopulou, quando eu percebi que o cartão era da minha tia Clarice, que ainda me tratavacomo se eu tivesse 10 anos.A menos que Rachel tivesse brincando com o tema ‘ amigasdesde crianças’. Eu abri o cartão devagar, sentindo esperança, até que vi a nota de dezdolares dentro do cartão e a assinatua da Tia Clarice escrita junto com as felicitações“Espero que seu dia seja uma cesta de alegria!”E foi isso. Não tinha volta, Rachel e Dex passaram em branco pelo meu aniversário detrinta anos , um dia que nós falavamos sobre por cinco anos.Eu comecei a chorar,desfazendo o tratamento facial que eu acabara de fazer. Eu liguei pro celular do marcuspra ganhar um pouco de simpatia."Onde você está?" Eu perguntei."Eu que tenho que saber, e você descobrir", ele disse, um barulho de trânsito pesado atrásdele. Eu imaginei ele andando na Fifith avenue com os braços cheios de presentes."Eles não ligaram. Nenhum deles. Nenuma chamada, email, cartão. Nada."Ele sabia de quem eu estava falando. "O nervo de alguns ex namorados," Marcusbrincou.
  • 66. "Não é engraçado!" Eu disse. "Você acredita nisso?""Darcy, você não disse que não queria falar com eles nunca mais?Que eles estavam,como foram as palavras, mortos pra você?"Eu dei ele o crédito de relembrar as palavras corretamente. "Sim, mas eles podiam aomenos tentar se redimir.Eles nem tentaram. É meu trigésimo aniversário!""Eu sei, amor. E nós vamos celebrar. Então traz essa bunda magra aqui ".Ele estava certo, minha bunda ainda era magra. Essa observação levantou meu animo."Eu vou ser uma grávida de basquete?""O que é uma grávida de basquete?""Uma dessas garotas que parece que estão com apenas uma bola de basquete embaixoda blusa,você sabe,com quadril pequeno e rosto bonito? E então a bola cai e, Voila,perfeita de novo?""Claro que vai. Agora vem logo pra cá!"Ele desligou antes que eu pudesse pergunta-lo onde nós íamos jantar, como eu devia mevestir. Bem, não existe esse negócio de superproduzida, eu disse pra mim mesmo,enquanto eu selecionava meu vestido preto mais bonito, sapatos altos Jimmy Choo e saíado meu closet, deixando a roupa em cima da cama e então eu tomei um banho, sequei ocabelo, passei maquiagem optando por uma boca neutra e dramática e olhosesfumaçados.Trinta e absolutamente linda, eu disse alto pro espelho, tentando não ver os pequenos pésde galinha em volta dos meus olhos.Ou me preocupar que eu não estava mais nos meusvintes, e perto de perder minhas duas armas: beleza e juventude. Eu estava sentindo umnão familiar senso de dúvida que eu joguei pra longe enquanto eu pegava os 10 dolaresda minha tia pra pagar o taxi e saí pela porta.Quinze minutos depois eu entrava pelo apartamento do Marcus andando no estiloCatwalk.Marcus assobiou, "Você está linda"."Obrigada". Eu sorri enquanto notava que ele estava usando sua calça velha marrom, umsueter cinza e sapatos gastos.Eu lembrei da cara de desaprovação da Claire quando eufalei sobre o Marcus. Talvez esse foi o motivo. Ele era desleixado, não o tipo dedesleixado que usa uma camisa Polo e uma calça D&G , o tipo ruim de desleixado."Sem ofensas, mas você não parece tão bem", eu disse, relembrando que Rachel uma vezme disse que todas as vezes que eu começava uma frase com Sem ofensas, euprovavelmente estava dizendo algo que não devia."Não me senti ofendido", Marcus disse."Por favor troque de roupa rápido, e para sua informação, marrom e cinza nãocombinam ... a não ser nas coleções do Matt Lauer".
  • 67. "Eu não vou me trocar", ele disse teimoso."Vamos lá, Marcus. Você não podia ao menos colocar uma calça de brim e um suétercomprado a menos de seis anos"."Eu vou usar isso", Marcus disse.Nós argumentamos por um momento, e finalmente desisti. Ninguém ia estar olhando parao Marcus de qualquer jeito. Não comigo nos braços dele.No caminho para porta ouvi umbarulho de trovão, e perguntei ao Marcus pelo guarda chuva."Eu não tenho um", ele disse, parecendo curiosamente orgulhoso de si mesmo.Não tenhofaz anos.Eu disse a ele que eu não acreditava como alguém podia viver sem guarda chuva. Tábem, eu sei que as pessoas perdem guarda chuvas o tempo inteiro, deixando eles em lojasou taxis quando a chuva acaba, não percebendo até a próxima chuva. Mas, como vocêpode simplismente não ter um"O que eu tenho que usar para me manter seca" , eu perguntei.Ele me passou uma sacola de plástico da Duane Reade."Pega isso"."Muita classe".Eu disse, tirando da mão dele.Esta noite não estava começando bem sucedida.E só foi piorando, paramos pé na esquina da rua tentando parar um taxi, o que é quaseimpossível em dia de chuva. Nada me frustrava mais em Manhattan do que ficar em péna calçada numa chuva severa e saltos altos. Quando eu expressei isso ao Marcus, elesugeriu que nós corrêssemos para o metrô.Eu estanquei e disse a ele que não poderiacorrer com saltos, e além do mais, Jimmy Choos não iam andar pelo subsolo. Quandofinalmente um taxi parou, meu sapato esquerdo ficou preso na calçada, preso numa calhatão pequena que eu tive que remover o sapato do pé e balançar até conseguir tirar dali.Enquanto eu examinava o arranhão no salto a sacola voou da minha cabeça e a chuva foicaindo sobre mim.Marcus deu uma risada e disse: "Os sapatos teriam se saído melhor no subsolo, nãoacha?"Eu olhei pra ele fuirosa enquanto ele deslizava pra dentro do taxi na minha frente e diziao endereço ao motorista. Eu não pude saber que restaurante era pelo endereço mas faleipra mim mesma que tinha que ser uma boa opção, aprepriada pro meu trigésimoaniversário.Tomei uma pírula zaggat e esqueci o resto.Mas, minutos depois, eu descobri que a idéia de Marcus para um jantar apropriado detrinta anos era a minha idéia de um jantar apropriado de vinte e seis anos com caras quasesem dinheiro e/ou que não estivesse muito afim da garota.Ele tinha escolhido umrestaurante italiano que eu nunca tinha ouvido sequer falar, num bairro onde eu nunca me
  • 68. importei de conhecer. Não preciso nem dizer que eu era a única pessoa usando JimmyChoos no lugar.Então, a comida estava horrível,estou falando de um pão velho ereciclado colocado na mesa dentro de uma cesta de plástico vermelha com papelensebado desalinhado acompanhado de massa cozida demais. A única razão que eubravamente pedi a sobremesa foi pra ver se Marcus tinha pelo menos pensado em pediruma vela no meu bolo, fazer algo cerimonioso ou especial. Claro que meu tiramissu veiosem nada especial, nenhuma chuva de framboesa, nenhuma apresentação. Enquanto euremexia com meu garfo meu tiramissu, Marcus perguntou se eu queria meu presente."Claro", eu disse dando de ombros.Ele me deu uma caixa da Tiffany e por um momento eu fiquei excitada, mas como aescolha dele do local, ele errou no presente também.Brincos em forma de feijão cinza daElsa Peretti. Nem eram paltina nem ouro branco. Claro, foi comprado na Tiffany, masesses brincos de feijão eram produzidos em massa, como Tiffanny suburbana. De novo,apropriada para um aniversário de vinte e seis anos, mas não de trinta. Claire fez melhor.Pelo menos o presente dela era em forma de coração ao invés de um vegetal que dá gases."Você não vai usá-los?" Marcus perguntou."Não hoje a noite", eu disse . Eu não estava afim de trocar meu botão de diamantes, queironicamente me foram dados pelo Dex no meu aniversário de vinte e seis anos.Depois do jantar Marcus e eu tomamos uma bebida no The Plaza (minha idéia) e entãoretornamos para o apartamento dele e fizemos sexo (idéia dele). Pela primeira vez comMarcus eu não tive um orgasmo. Nem um começo de um. O que foi pior é que ele nempareceu perceber, nem quando eu enrruguei a minha testa e suspirei, o retrato de imamulher frustrada. Em vez disso a respiração dele começou a ficar mais forte. Ele estavacaindo no sono.meu dia estava começando e terminando do mesmo jeito frustrante."Bem, eu acho que isso quer dizer nenhum anel de noivado", eu disse alto.Ele não respondeu, então eu soltei outra farpa, algo sobre ganhar algumas e perder outras.Marcus sentou-se na cama, suspirou e disse, "Qual o problema agora, Darcy? "E foi isso. Nós estavamos no caminha de uma grande briga. Eu chamei ele de insensível,ele me chamou de mandona.Eu chamei ele de malvado, ele me chamou de mimada. Eudisse a eles que aqueles brincos não eram aceitáveis. Ele disse que retornaria eles a lojafeliz. Então eu acho que eu disse que eu queria ainda estar com Dex.e que talvez nós nãodeveríamos nos casar. Ele não disse nada de volta. Apenas me olhou friamente. Não eraessa a reação que eu queria. Eu pensei no que Rachel sempre dizia: O oposto de amor nãoé ódio e sim indiferença.A expressão de Marcus era a materialização de absolutaindiferença."Você quer ficar fora de alcance", eu disse e virei de costas pra ele fiquei gemendo quietano meu travesseiro.
  • 69. Depois de muito tempo, Marcus quebrou o gelo e colocou os braços em volta de mim."Não vamos brigar mais, Darcy, me desculpe". O tom dele não era convincente, mas pelomenos ele estava se desculpando.Eu disse a ele que eu estava arrependida das coisas más que eu disse, especialmente aparte sobre Dex. Eu disse que amava ele. Ele me disse, pela segunda vez apenas, que meamava também.Mas enquanto Marcus caia no sono de novo, como os braços ainda emvolta de mim, eu soube que nosso relacionamento não estava muito bem. Mais ainda, euacho que sabia que nunca esteve bom mesmo Claro, nós compartilhamos alguma paixãoembaixo da árvore em Hampton, e nós tivemos alguns bons momentos depois daquilo,mas o que mais nós tínhamos juntos? Eu relembrei a mim mesma que Marcus era o paido meu filho, eu eu ia tentar fazer as coisas funcionarem para nós. Eu tentei pensar emnomes para nossa filha. Annabel Francesca , Lydia Brooke, Sabrina Rose, Paloma Grace.Eu tive uma visão da nossa vida juntos, imaginado as páginas do nosso álbum decolagens: Fotos instantaneas rosadas, paginas desalinhadas.Mas nos últimos segundos acordada entes de cair no sono , nesse meio tempo semiconciente quando você acha que já está sonhando, eu lembrei do olhar desaprovador deClaire e meus próprios sentimentos de insatisfação. Então minha mente estava em outrolugar, presa ao passado, em Dex e Rachel e no que nunca mais seria igual de novo.Capítulo 13Nas próximas semanas, minha relação com Marcus desintegrou mais.Até o sexo, o pilarda nossa relação, começou a virar rotina. Eu tentei falar pra mim mesmo que era apenas ostress causado pela mudança de vida esbarrando em nós: o apartamento que ainda nãotinhamos olhado, o casamento que ainda não tinhamos planejado e nosso bebê a caminho.Quando eu perguntei ao Marcus porque ele achava que estavamos brigando tanto, eleculpou tudo na minha fixação com Rachel e Dex. Ele disse que estava esgotado dos meusintermináveis questionários, que ele não achava saudável passar tento tempo especulandosobre o que eles estavam fazendo, e que eu devia focar em minha própria vida em vezdisso.Eu prometi falar menos deles, acreditando que em questão de semanas, eu nãoestaria mais preocupada com o que eles estariam fazendo. Mas uma preocupação nofundo do meu coração me disse que não seria tão simples, que apesar dos meus esforçospra fazer as coisas funcionarem com Marcus, nós estávamos a beira de um término.
  • 70. O que me incomodou muito mais que qualquer problema na nossa relação foi oarrependimento que eu sentia por causa do bebê. Eu joguei alto, mas bem no fundo, eunão tiha tanta certeza que eu queria um bebê. Desde que eu era uma adolecente, minhaidentidade era ser linda, magra, engraçada e sem preocupações. Um bebê mudava tudoisso. Eu não sabia quem eu irira me tornar, e certamente não me sentia mãe de ninguém.Minha mãe me ligou algumas vezes nessas semanas, apenas pra ver se eu estava bem, suavoz cheia de pena e preocupação. Estar sem homem era um fato pior que a morte praminha mãe , então finalmente tirei ela da tristeza e contei que eu tinha um novonamorado.Eu estava no apartamento do Marcus, falando do telefone dele enquanto ele comia umpedaço de pizza. Eu estava fugindo da janta, já que tinha passado da minha quantidade decarboidratos e gorduras no dia. Quando eu contei as novidades a ela, ela disse: "Isso foirápido", com nenhum sinal de desaprovação. Apenas orgulho que eu voltei aos trilhos denovo, "qual o nome dele?""Marcus", eu disse, esperando que ela não se lembrasse que tinha um padrinho chamadoMarcus. Eu queria poupar ela dessa parte da história. Claro, eu também não tinhanenhuma intenção de falar do bebê tão cedo."Ele é negro?Marcus soa como um nome negro"."Não, ele é branco".Eu disse."Chamam ele de Mark ?""Não, apenas Marcus", eu disse, olhando pra ele e rindo."Marcus o que ?""Marcus Peter Lawson", eu disse orgulhosa."Eu gostei do nome todo.Muito. Eu nunca gostei muito do nome Dexter, e você?""Não muito", eu disse, mesmo pensando que eu adorava o nome Dex.Passava segurança.Mas Marcus passava também."Como ele é ?Me fala dele ?Como vocês se conheceram ?""Bem, mãe, que tal você mesma conhece-lo?Nós vamos pra casa este fim de semana. Eucomprei os boletos hoje."Marcus levantou a cabeça e me olhou. Isso era novidade pra ele. Eu não tive tempo deconta-lo sobre os planos de viagem."Ótimas notícias!" Ela falou.Eu ouvi meu pai perguntar atrás se eu tinha voltado pro Dex. Minha mãe cobriu otelefone, mas eu podia ouvir ela falando, "Não, Hugh,Darcy tem um namorado novo".Marcus sussurrou alguma coisa. Eu levantei a mão e pedi pra ele esperar. Ele fez umswing de golf imaginário e disse que tinha planos.Eu balancei minha cabeça e expressei: "Cancela".
  • 71. "Bem, apenas me de um começo", minha mãe disse."Como ele se parece?""Ele é lindo", eu disse."Você vai ama-lo, e pra falar a verdade ele está aqui agora, entãodeixa eu ir desligando"."Oh, deixe-me dizer oi pra ele", ela disse."Não, mãe, você vai conhecê-lo já já"."Eu não consigo esperar", ela disse."Você vai gostar dele muito mais do que gostava do Dex", eu disse, piscando paraMarcus."Eu sei que vai"."Dex?"Minha mãe fingiu, "que Dex?"Eu sorri enquanto desligava o telefone."Qual é a grande idéia?"Marcus exigiu."Eu esqueci de te dizer", eu disse calmamente."Eu reservei vôos para nós paraIndianapolis".Ele jogou o pedaço de pizza de volta a caixa e disse, "Eu não vou para Indianapolis essefim de semana.""Eu perguntei se você tinha planos.Lembra? Você disse que não"."Você perguntou de sexta ou sábado a noite. Eu tenho golf sábado a tarde"."Com quem? Dex?"Marcus revirou os olhos."Eu tenho outros amigos na cidade, se você não sabe".Muito poucos, eu pensei. Outro problema na nossa relação.Quando eu estava com Dex,nós viajávamos demais, tínhamos um grande grupo de amigos, mas Marcus e eupassavamos nosso tempo sozinhos, quase todo o tempo passávamos no apartamento dele.Eu sabia que precisava organizar uma festa pra nossa entrada juntos na sociedade, mas eunão sei se estava pronta pra ouvir o jugamento dos amigos para com meu novonamorado.E em qualquer evento, eu precisava comprar roupas novas para ele primeiro.Marcus continuou, "Darcy vcê não pode reservar uma viagem dessas sem me contar,isso não é legal.""Vamos, Marcus. Isso é realmente importante, apenas siga o jogo dessa vez".Eu disse,usando uma de suas muitas expressões de jogo.Ele balançou a cabeça.Eu sorri e falei na minha voz mais doce, "você tem que conhecer seus sogros. O showtem que continuar."Ele suspirou desgastado e disse, "No futuro, não me coloque em nenhum de seus planossem me perguntar, mas dessa vez", eu vou.Como se você alguma vez vá ter opinião, eu pensei.Pela primeira vez na minha história de namoros, eu sabia que meus pais queriam gostarde um cara que eu levava em casa. O instinto deles no passado era apenas julgar e
  • 72. desaprovar. Meu pai seguia o script de interrogação na sala de estar, reforçando o horáriode me levar pra casa, o guardião da minha virtude. Apesar de achar que ele realmentetinha alguns instintos de proteção, eu sempre tinha a sensação que tudo era mais umshow. Eu podia dizer que minha mãe amava essa rotina, por que depois ela podiacomentar tudo. Você viu como seu pai colocou Blaine no lugar dele? Ela me dizia demanhã depois do encontro da noite.Eu acho que lembrava a ela dos tempos de adolecentedela, quando ela era a mais bonita da sua sonolenta cidadezinha do interior e meu avôtinha que expulsar os pretendentes.Enquanto meu pai era o duro para quem olhava de fora, minha mãe era a dura na vidaprivada, depois de ser toda carinhos e simpática na cara do menino,ela queria um padrãomuito alto pra mim. Especificamente, todos os meus namorados tinham que ser tão lindoscomo eu. O objetivo final era ser tão bonito assim, nenhum bonitinho servia, ele tambémtinha que ser inteligente, apesar de ela deixar isso de lado se ele tivesse dinheiro, e eletinha que ter uma certa esperteza, malícia .Eu chamava isso de qualidades para semostrar, o fator de impressionar os vizinhos. Dex tinha tudo isso, ele passava voando emtodas as categorias.Marcus, por outro lado, estava longe da perfeição, mas ele tinha um ponto forte contandopra ele: meus pais tinham que gostar dele, qual era a alternativa deles? Ter a filha aostrinta anos sozinha? Eu sei que esse mero pensamento fazia os dois tremerem, bem faziaminha mãe tremer, e aí se tornava problema do meu pai também. Minha mãe adorava ofato de eu ter um emprego glamuroso, ganhar uma boa grana e viver a vida com prazer,mass esse não era o plano dela pra mim, e ela não ia ouvir nenhum argumento meu sobreos planos do jogo que ela já tinha planejado, meu tabalho podia ser legal, mas não era tãolegal quanto fazer massagem no Bliss, comprar no Bendel’s e almoçar no Bolo.Então, naquela sexta feira, Marcus e eu voamos a Indianapolis para a grandeapresentação. Nós achamos meu pao esperando na sala de bagagens todo sorrisos. Meupai é o que se pode chamar de uma pessoa educada. Os cabelos sempre arrumados,camisas polo e sueters de cor caqui, sapatos com franja. Os dentes brilhando no escuroeram o benefício de ser o melhor dentista da cidade."Papai"! Eu gritei enquanto chegavamos perto dele."Olá, baby", ele disse, abrindo os braços pra me abraçar. Eu inalei seu creme pós barba epodia dizer que ele tinha acabado de sair do banho."É tão bom te ver", eu disse na minha voz de menininha do papai."Você também, docinho".Meu pai e eu não sabíamos interagir de outro jeito. Quando nós estávamos sozinhos porum pouco mais de tempo, nós caíamos em um silêncio estranho, mas pela superfície, emfrente de audiência, nós representavamos nossos papéis de rotina, papéis que nos
  • 73. deixavam confortáveis.Eu não acho que teria notado isso se não fosse por assistir ainteração de Rachel com seu pai.Eles conversavam como amigos de verdade, iguais. Meupai e eu nos separamos quando me virei para Marcus, que olhava de um sapato ao outroparecendo desconfortável, "Papai, esse é Marcus ".Meu pai acertou os ombros , deu um passo a frente e deu a Marcus um aperto de mãoforte. "Olá Marcus,Hugh Rhone. Bem vindo a Indianápolis, é um prazer te conhecer ",ele disse numa voz de consutório dentário.Marcus assentiu e murmurou que era um prazer conhece-lo também. Eu olhei pra ele,dando a entender pelo meu olhar que ele podia fazer melhor que aquilo. Será que eleignorou minha aula durante o voô, minha incansável explicação que meus pais seguiavam muito pela imagem da pessoa ? As primeiras impressões são definitivas era aexpressão favorita do meu pai. Eu falei isso pro Marcus.Eu esperei que Marcus falasse alguma coisa mais, mas em vez disso ele olhou para aesteira da bagagem e perguntou: "Essa é a sua mala?""Sim", eu disse, apontando pra minha mala Louis Vutton "Pega pra mim por favor ".Marcus abaixou e retirou da esteira, "Shiiiii", ele disse quase sem ar, o quarto comentárioque ele fez sobre minha quantidade de malas desde que nós saímos da cidade."Oh,Marcus, deixa ", meu pai disse, pegando a minha mala.Marcus deu de ombros e entregou a mala a ele."Se você insiste".Eu me encolhi esperando que ele protestasse pelo menos uma vez antes de entregar amala."Então é isso pai, Marcus só trouxe bagagem de mão ", eu disse, dando uma olhada namochila verde asquerosa com a correia desgastada e um emblema de uma empresa deInternet ao lado. Eu vi meu pai olhar também."Ok. Já vamos então ". Meu pai disse esfregando as mãos juntas vigorosamente. Então,enquanto buscavamos a BMW do meu pai na garagem, ele nos contou que ganhou umamulta indo pro Aeroporto, estava apenas a 10km acima do permitido."Papai, eram realmente apenas 10 km?" Eu perguntei.Dói o coração, apenas 10 km.Marcus, o tiras nessa cidade são muito rígidos."Foi isso que eu te disse no segundo grau", eu disse, batendo no braço dele. "Essadesculpa nunca funcionou pra mim "."Bebendo vodka no estacionamento do Burger king aos 16 anos? Não é isso que euchamo de trabalho exagerado da polícia ". Meu pai riu. "Marcus, eu tenho muitashistórias pra contar da nossa garota aqui."Nossa garota. Foi uma grande concessão.Isso combinado com o jeito divertido que eleestava tratando Marcus mostravam o quanto ele estava determinado a gostar do meunovo namorado.
  • 74. Eu posso imaginar, Marcus disse do banco de trás, sua voz soando como entediado.Será que ele estava apenas não entendendo as dicas do meu pai ou ele simplismenteestava se recusando a seguir com a rotina?Eu dei uma olhada pra trás mas seu rosto era uma sombra e eu não podia ver a expressãodele.Pelo resto do caminho,Marcus não disse quase nada apesar do grande esforço domeu pai.Assim que paramos na garagem eu apontei a casa de Rachel para Marcus, ele fez um sominaudível."Os Whites estão fora?" Eu perguntei ao meu pai, notando que todas as luzes estavamapagadas. Ele me alcançou e paertou meu joelho com uma mão e abriu a maçaneta daporta da garagem com a outra."Não eles estão por aí, eu acho"."Talvez eles ficaram sabendo que eu vinha e não tiveram coragem pra me encarar ",eudisse."Apenas se lembre que não é culpa deles ", meu pai disse, "É culpa da Rachel "."Eu sei", eu disse, "mas eles criaram uma traidora ".Meu pai fez uma cara que dizia "justo.""Você acha que a mamãe vai se importar se entrarmos por trás?"ele me perguntou.Minha mãe acredita que visitas devem sempre ser levados pra entrar pela porta da frente,não que Marcus fosse notar a diferença.Claro que logo após isso minha mãe espiou a garagem e sussurrou, como se Marcus e eunão pudessemos ouvir,"Hugh a porta da frente "."As crianças tem malas ", ele disse.Minha mãe forçou um sorriso e disse em sua voz robotizada , "Bem então Entra!Entra! "Como sempre minha mãe estava toda maquiada , ela coloca maquiagem até pra ir namercearia da esquina, seu cabelo estava preso num coque com uma presilha que eucomprei pra ela na Barneys, e ela estava vestida de marfim da cabeça aos pés. Ela estavalinda, e eu estava orgulhosa do Marcus vê-la. Se ele usasse a cena "tal mãe tal filha", eleseria excessivamente agradado.Marcus e meu pai pegaram as nossas malas, manobrando-as entre o carro e a máquina ecortar grama enquanto minha mãe reclamava com meu pai por ter parado o carro muitopra esquerda"Dee, ele está perfeitamente no meio ", ele disse, a agitação demonstrada na voz. Meuspais se bicavam constantemente, mas com o passar dos anos, mas eu sabia que elesficariam juntos até o fim, talvez nã por amor, mas porque eles gostavam da imagem dolar ideal, a boa e intacta família. "Eu estou perfeitamente centrado ", ele disse de novo.Minha mãe resistiu em replicar e abriu a porta para nós, enquanto ela me beijava eu sentio cheiro do seu perfume, sempre mais forte que o ideal, chanel n5. Ela entao virou para
  • 75. Marcus e, colocando uma mão em cada uma de suas bochechas e deu um grande beijobem ao lado da sua boca. "Marcus! Bem vindo! Muito prazer em te conhecer "."Prazer em conhecer a senhora também ", Marcus murmurou de volta.Minha mãe odiava murmuradores, eu silenciosamente esperei que a vergonha de receberuma visita entre a garagem e a lavanderia iriam distrair ela para que não percebesse oproblema de pobre enunciação de palavras do meu namorado.Ela rapidamente nosempurrou pela cozinha. Uma refeição de queijo, azeitonas e seu famoso camarão cozidono vapor estavam no balcão.CONT.Meu irmão, Jeremy, e a namorada dele, Lauren, de repente apareceram na esquina dacozinha como dois animaiznhos treinados. Nenhum dos dois nunca estavam com malhumor.Meu pai uma vez disse que eles dois tinhas dois humores: alegre e adormecido. Averdade é que Lauren não perdia nenhum tempo em introdução de assunto e passava logopra uma história sobre algum dos nossos vizinhos. Eu conhecia Lauren desde que ela erabebê, ela vivia no fim da nossa rua e Rachel ocasionalmente era babá dela,então eu sabiaque ela era o tipo de garota capaz de monopolizar uma conversa çnão falando nada deinteressante, coisas que se esperam de senhoras velhas que frequentam a igreja, e não deuma garota de 25 anos.Ela falou sobre o tempo, a promoção que estava ocorrendo numaloja ruim, e do último ganador do bingo na Good Heaven,o asilo que ela trabalhava.Assim que Lauren concluiu sua história, meu pai ofereceu um drink a Marcus."Uma cerveja seria bom", ele disse."Pega um copo gelado pra ele", Hugh, Minha mãe disse, enquanto meu pai tirava atampinha da Budweiser."Oh, eu não preciso de um copo. Obrigado, mesmo assim". Marcus disse, tirando agarrafa do meu pai.Eu dei um olhar pra ele que dizia que ele deveria ter aceitado o copo enquanto nósseguíamos minha mãe para a sala de estar. Lauren sentou no sofá ao lado do Jeremy, quecolocou o braço com força no braço do sofá,meu irmão é meio idiota, também, masenquanto eu estudava a namorada dele vestida com uma blusa com o logo "Good Haven"muito gasta, jeans rasgados, tenis keds sem meias(um visual que eu não digeria nemdurante tempo que foi aceitável no segundo grau), eu pensei pela centésima vez que elepodia ter alguém melhor. Marcus e eu sentamos no sofá do outro lado, e meus paissentaram nas duas poltronas."Então", minha mãe disse, cruzando as pernas. Eu assumi que ela estava pronta para ointerrogatório com Marcus. Eu me sentia nervosa e excitada, esperando que ele se seíriabem na situação e me deixaria orgulhosa, mas em vez de se focar me Marcus minha mãedisse,"Lauren e Jeremy tem novidades!"
  • 76. Lauren riu e mostrou a mão esquerda, revelando o que parecia ser, na minha distância,um anel com diamante princessa de ouro branco ou platina. "Surpresa!"Eu olhei para o meu irmão. Eu estava surpresa, tudo bem. Surpresa que não era umapedra marquis com anel em ouro amarelo."Nós vamos nos casar", Jeremy confirmou.Marcus falou antes que eu pudesse. "Parabéns!" E levantou a cerveja.Jeremy retornou o gesto com a seu copo de coca cola. "Obrigado, cara".Jeremy não devia dizer cara. Ele simplismente não podia dizer.Ele não tinha um osso decara legal no seu corpo."Parabéns ", eu disse, mas minha voz parecia robotizada, não natural. Eu permanecianalisando o anel, estipulando que apesar do dimante ter um tamanho decente, eralevemente amarelado. Eu achei que parecia uma cor de jim(bebida)."Muito legal", eu disse, retornando a mão de Lauren para o joelho do meu irmão.Minha mãe começou a falar sobre um casamento em maio em Indianapolis e umarecepção no Country club onde eramos sócios.Eu disse a eles como estava feliz por eles , minha boca se abriu em um sorriso falsoenquanto eu tentava esconder uma ponta de inveja. Eu imaginei como poderia eu terinveja do meu irmão caçula idiota e essa garota com uma franja feia e com essas coxasfeias enfiadas nessas calças gastas mas, incrivelmente, eu estava. Eu estava incomodadacom o entusiasmo da minha mãe. Incomodada que Lauren estava tomando o meu lugarde noiva no foco da minha mãe, e o que mais me incomodava era que um casamento naprimavera ia tirar o foco de mim e do meu bebê."Posso perguntar a ela agora?" Lauren olhou para Jeremy."Vai fundo".Jeremy falou."Me perguntar o que?""Nós queremos que você seja nossa madrinha",Laura falou."Porque você sempre foicomo uma irmã mais velha".Ela olhou para Marcus e explicou,"Darcy costumava serminha babá"."Eu nunca fui sua babá. Rachel foi", eu disse."Bem, verdade", Lauren disse, o sorriso dela levemente pálido. A menção do nome deRachel fez o clima ficar sombrio. Eu gostei do efeito, como se lembrasse a todos o meusofrimento, mas o resultado durou por pouco tempo. O sorriso de Lauren voltou com todaforça: "Mas você sempre esteve lá ajudando ela, você era tão engraçada"."Obrigada", eu disse."Eu tentava"."Então você aceita"."Eu aceito o quê?" Eu perguntei pretendendo parecer surpresa."Ser minha madrinha."
  • 77. "Oh, sim, claro ".Lauren bateu palmas e gritou, "Que bom! E eu quero a sua ajuda. Eu preciso da suaajuda."Ela podia dizer isso de novo, eu pensei. E claro, ela disse de novo."Eu preciso dasua ajuda por que você é muito boa nessas coisas.""Por que? Por que eu estou especialista em casamento já que eu passei um anoplanejando um?" Outra lembrança da minha dor.Lauren hesitou, e então se recompos. "Não, não é isso. É por que você tem um bomgosto excelente ". Ela olhou para o Marcus de novo."Bom gosto incrível. Ninguém temtanto bom gosto quanto Darcy."Isso era verdade.Marcus assentiu e tomou mais um gole de cerveja."Então, eu preciso da sua ajuda", ela continuou entusiasmada.Ok. Vamos começar com esses jeans. E estes keds e também a franja.Eu olhei pra minha mãe, esperando que ela pensasse a mesma coisa, ela geralmenteestava junto comigo nas críticas a Lauren, recentemente estavamos discutindo sobre aaplicação de blush dela: Duas bolas rosas no rosto toalmente fora da sua bochecha. Nãoque Lauren tivesse muito de bochechas. Ela não tinha os melhores genes. Mas claramenteminha mãe não estava no seu clima usual de criticar, ela estava hipnotizada pela glória demais um casamento pra planejar. Ela olhava pra Jeremy e Lauren maravilhada."Lauren tem estado louca pra te ligar, mas eu e Jeremy convencemos ela que era melhoresperar pra contar pessoalmente"."Estou feliz que esperaram", eu disse sem rodeios."Você estava certa mãe", Lauren disse."Mãe? Eu ouvi direito?" Eu olhei para Lauren. "Então você está chamando ela de mãeagora?"Rapidamente ela vai estará reinvindicando sua parte nas jóias e porcelanaschinesas da minha mãe.Lauren deu um risinho, pressionou a mão de Jeremy na sua bochecha numa nauseantedemosntração de afeto. Parecia um comercial ruim da Kodak, o tipo que é pra fazer vocêchorar."Sim, Eu sinto ela como mãe a muito tempo, mas só agora me parece certo chama-laassim".Entendi. Eu disse, com o que eu esperava ser o máximo de desaprovação na minha voz.Então olhei para Marcus que estava acabando de beber sua cerveja."Você quer outra?" Eu perguntei me levantando pra ir a cozinha."Claro", ele disse.Eu olhei pra ele."Venha comigo".Marcus me seguiu até a cozinha, onde eu falei mal da minha família.
  • 78. "Como eles puderam ficar falando de casamento sabendo tudo que eu passei? Vocêpode acreditar como eles estão sendo insensíveis? Eu queria falar com eles sobre onosso casamento.agoa não parece certo. Provavelmente porque eu não tenho um anel",eu disse.Eu não devia ter jogado a culpa no Marcus assim, mas eu não resisti. Jogar a culpa assimé meu instinto natural quando estou chateada.Marcus apenas me olhou e disse. "Posso tomar outra cerveja?"Eu abri a geladeira com tanta força que um pote de catchup voou da porta da geladeirapara o chão."Tudo bem por aí?" Minha mãe perguntou da sala."Sim", eu disse enquanto Marcus colocava o catchup no lugar e pegava sua cerveja.Eu respirei fundo e nós voltamos pra sala, onde minha mãe e Lauren falavam da lista deconvidados."Duzentos me parecem um bom número", Lauren disse."Eu acho que você vai perceber que duzentos é o mínimo.Aumenta rápido. Se seus paisconvidarem vinte casais, e nós convidarmos mais vinte, já são oitenta pessoas", minhamãe disse."Verdade", Lauren disse. "E eu vou querer convidar um monte de pessoas do asilo"."Bem, então não precisa comprar muito licor", Marcus brincou.Lauren negou e disse: "Você ficaria surpreso em quanto eles podem beber.Todos os anosnas festas de natal eles ficam muito bêbados"."Soa como uma festa louca e selvagem", eu disse."Eles alguma vez...você sabe...ficaram?" Marcus perguntou. Seu primeiro substantivousado para contribuir na conversa era sobre sexo geriátrico. Lindo.Lauren riu e então soltou um comentário sobre Walter e Mirtle e suas recentes escapadasno quarto da Mirtle. Depois que ela explicou resumidamente o romance no asilo, minhamãe finalmente vira para meu namorado e pergunta, "Então Marcus, fale pra nós umpouco de você.""O que gostariam de saber?" Ele perguntou. Dex teria feito a mesma pergunta, mas comum tom completamente diferente."Qualquer coisa. Tudo. Nós queremos te conhecer.""Bem, eu sou de Montana, fiz Universidade em Georgetown. Agora eu trabalho na areasem sentido do marketing. E isso é tudo".Minha mãe levantou suas sombracelhas e recruzou as pernas. "Marketing ? Queinteressante.""Não realmente", Marcus disse. "Mas paga as contas, mal, mas paga"."Eu nunca estive em Montana", Jeremy comentou.
  • 79. "Nem eu", Lauren disse.Vocês por acaso já saíram do estado?eu resmungeui entre os dentes. Então, antes queLauren pudesse falar sobre sua viagem ao Grand Canyon quando criança , eu disse: "Oque temos para o jantar?""Lasanha, mamãe e eu fizemos juntas",Lauren disse."Você e mamãe, hã?"Lauren era inabalável, "Sim! E você será minha irmã!!A irmã que eu nunca tive!É tudo tão, tão maravilhoso"."Ahã", eu disse."Então Marcus, você tem irmãos?" Minha mãe perguntou."Sim", ele disse. "Um irmão.""Mais novo ou mais velho?""Quatro anos mais velho.""Que legal".Marcus deu a ela um sorriso formal, e tomou mais um gole de cerveja. Eu de repenterelembrei o quanto eu queria beija-lo na noite do aniversário da Rachel enquanto eleestava bebendo uma cerveja no bar. Onde foram parar esses sentimentos?A hora das bebidas finalmente acabou, e nós seis fomos para a sala de jantar com móveisEthan Allen que minha mãe comprou. Seu aparador chines de madeira estava bem polidoe arrumado com sua porcelana chinesa e cristais em cima."Sentem-se todo mundo.Marcus você senta aqui".Ela apontou pra antiga cadeira do Dex.Eu vi uma dor no olhar recordativo de minha mãe, ela tinha saudades de Dex. Então outroolhar passou por seu rosto, um de determinação. Mas, apesar de seus esforços, o jantar foi doloroso.Continuaram as perguntas forçadasdos meus pais e respostas resumidas seguidas de goles de cerveja do Marcus. Então elefez o comnetário que ia ficar pra história.Começou com meu irmão falando sobre os pais de uma paciente, um homem velho quetinha acabado de largar sua esposa por uma muito mais nova. Trinta e um anos maisnova."Que vergonha", Lauren disse."Chocante", disse minha mãe.Até meu pai, que ás vezes é suspeito de cometer suas próprias indiscrições , balançou acabeça com aparente desgosto.Mas, por alguma razão Marcus não pode entar no clima de desaprovação do resto dogrupo, ou simplimente não dizer nada , no que ele estava ganhando até aquele momento.Em vez disso, ele optou por abrir a boca e dizer, "Trinta e um anos, é? Eu acho que issoquer dizer que minha segunda esposa ainda nem nasceu ainda".
  • 80. Meu pai e Jeremy trocaram olhares , levantando as sombracelhas com a mesmaexpressão. Minha mãe ficou segurou o ar enquanto colocava a taça de vinho na mesa.Lauren deu um riso nervoso e disse, "Isso é engraçado, realmente engraçado Marcus".Marcus riu indiferentemente, percebendo que a piada dele não agradou.De repente, eu já não estava no clima de salvar a noite ou a imagem do meu novonamorado. Eu me levantei e levei meus pratos pra cozinha , com uma postura ereta, euouvi as desculpas da minha mãe e ela se levantando pra vir atrás de mim."Querida, ele só estava querendo ser engraçado", minha mãe disse baixo enquantoestavamos a sós na cozinha. "Ou ele está nervoso, conhecendo seus pais pela primeiravez. Seu pai pode ser intimidante".Mas eu sabia que nem ela acreditava naquelas palavras. Ela achava que Marcus eragrosso, abaixo da média, nem perto do calibre do Dex."Ele não é sempre assim",eu disse. "Ele é tao charmoso quanto Dex quando ele quer".Mas enquanto eu tentava convencer minha mãe, eu percebi que eu sabia que Marcus nãoera nem um pouco igual a Dex. Nada. A última gota de café caiu no copo pra me dizerque eu escolhi errado.Nós retornamos a sala de jantar, onde todo mundo fingia apreciar uma torta de cremecom morangos da padaria Crawsford. Minha mãe se desculpou duas vezes por não terfeito a torta ela mesmo."Eu amo as tortas da Crawsford! Eles tem gosto de torta feita em casa", Lauren disse.Meu pai assobiava o tema do programa do Andy Griffith entre uma mordida e outra até aminha mãe olhar furiosamente pra ele até ele parar. Depois de outros dolorososmomentos eu disse, "Eu não estou com vontade de comer torta. Eu vou pra cama, boanoite! "Marcus se levantou, bateu os dedos na quina da mesa, e disse que estava exausto também.Ele agradeceu minha mãe pelo jantar e me seguiu silenciosamente, deixando seu prato namesa.Eu subi as escadas na frente dele, então no começo do corredor parei abruptamente emfrente ao quarto de hóspedes."Aqui é o seu quarto. Boa Noite". Eu estava exausta paracomeçar alguma briga.Marcus massageou meus ombros, "Vamos lá Darcy"."Você está orgulhoso de você mesmo?"Ele deu um sorriso irônico o que só me deixou mais irritada.Como você pode me embarassar daquele jeito?"Foi uma brincadeira.""Não foi engraçada.""Me desculpe."
  • 81. "Você não está arrependido"."Eu estou arrependido"."Como posso falar pra eles que vamos nos casar e que estou grávida de um filho seu?"Eu sussurrei. "O Homem que planeja me deixar em trinta e um anos por outra mulher?"Eu senti um pouco de vunerabilidade, uma coisa que eu nunca senti antes de estargrávida. Era um sentimento horrível."Você sabe que era uma brincadeira"."Boa noite Marcus".Eu fui para o meu quarto, esperando que ele me seguisse. Ele não seguiu. Então eu senteie fiquei vendo minhas fotos dos dias felizes cobrindo as paredes lavanda do meu quarto.Fotos que estavam amreladas e amassadas nas pontas, me lembrando quanto tempo sepassou, quanto tempo longe eu estava do meu segundo grau.Eu estudei uma foto minha,com Rachel e Annalise depois de um jogo de football americano. Eu estava no meuuniforme de Cheerleading(torcedora uniformizada) e as duas estavam vestindo seussueters da Naperville High(nossa escola). Nossas bochechas estavam pintadas com umasgarras laranjas que eram o símbolo da escola.Eu me lembro que Blaine tinha acabado defazer um touchdown e ganhamos o jogo e fomos para as quartas de final.Eu me lembroque ele tirou seu capacete, os cabelos e rosto molhados de suor como o cara sexy docomercial do gatorade. Então, enquanto a torcida urrava, ele sorria de alegria para mimda linha do campo e apontava como se dissesse "Esse foi pra você carinho!" Parecia quetodos os rostos do estádio seguiam o dedo dele até a mim.A vida era boa nesse tempo, eu pensei, enquanto começava a chorar. Não só porque eutinha saudades dos bons tempos, eu tinha, mas era mais que isso, era que eu sabia queestava virando uma dessas garotas que quando olha as fotos do segundo grau se sentemelancólicaCapítulo 14Na outra manhã eu ouvi uma leve batida na porta e a voz da minha mãe."Darcy, está acordada?"Seu tom suave, que não era natural pra ela,me fez sentir pior."Entra", eu disse, enquanto sentia uma onda de enjoô matinal.Ela abriu a porta, atravessou o quarto, e sentou no pé da minha cama."Querida, não fiquechateada", ela disse, batendo na minha perna através dos cobertores."Não posso evitar, eu sei que você odeia ele"."Eu gosto do Marcus", ela disse sem convencer.
  • 82. "Não você não gosta.Não depois de ontem a noite.Ele mal disse alguma coisa, a não serpara dizer que tem planos de me largar um dia".Ela me deu um olhar "Largar você?""O comentário da segunda esposa", eu disse, rearrumando minha cabeça no travesseiro."Bem, você não tem planos de casar com esse rapaz, tem?" Ela sussurrou.Do jeito que ela disse "esse rapaz" me mostrou toda história."Talvez", eu choraminguei.Minha mão me olhou ansiosa e continuou sussurrando "Marcus é apenas o seunamorado pra voltar a ativa depois de Dex".Eu funguei, olhei pra minha mãe, imaginando se eu devia contar as notícias pra ela. Vocêserá vovó em poucos meses. Em vez disso, eu disse, "Ele está apenas passando por umafase difícil"."Bem, se ele não entrar nos eixos, dá um fora nele e começa de novo", ela disse estalandoos dedos, você pode conseguir o homem que quizer.Se fosse assim tão fácil.Se eu pelo menos pudesse voltar no tempo e corrigir meu erro. Arealidade que eu não podia, que eu estava presa ao Marcus, me fez sentir mais nauseada.Eu disse pra minha mãe que não estava me sentindo bem, e que eu achava que deviadormir umas horas a mais."Claro, querida. Descanse... eu vou pegar suas roupas sujas".Nossa empregada sempre lavava as roupas, então a oferta da minha mãe estava maisainda confirmando de como ela estava com pena de mim por causa dos meusrelacionamentos amorosos."Minhas roupas sujas estão na mala turquesa",eu a instruí enquanto fechava meus olhos."E por favor não põe meus sutiãs da La Perla na secadora,são muito delicados"."Ok, querida", ela disse.Eu ouvi ela abrir minha mala e tirar minhas roupas dali, então eu ouvi ela engasgando.Minha mãe engasgando é uma das marcas dela, uma dramática inalação com maisbarulho que você possa imaginar. Por um momento eu pensei que ela estava fazendo issopor causa da quantidade de roupas sujas, e então eu lembrei o que eu coloquei por últimona mala: O livro ‘O que esperar quando você está esperando’."O que é isso???"Eu não tive outra opção se não confessar. Eu abri meus olhos, sentei, e disse: "Mãe, estougrávida".Ela engasgou de novo, pressionando as mão na testa. "Não". Ela balançou a cabeça."Não, você não está"."Sim, eu estou".Eu disse.
  • 83. "Dex?", ela perguntou esperançosa. Ela queria desesperadamente que eu contasse a elaque Dex era o pai. Ela queria acreditar que eu podia reconciliar com o homem ideal.Trazer minha vida glamurosa de volta.Eu neguei com a cabeça. "Não, Marcus".Minha mãe desabou na cama, batendo a mão no colchão e chorou. Não era exatamente omomento ‘Mãe, estou grávida’ que eu imaginei."Mãe, Poooor favoooor!Você tinha que estar feliz por mim!"A expressão dela mudou de luto para com raiva."Como você pode arruinar sua vidaassim? Esse rapaz é horrível"."Ele não é horrível. Ele pode ser charmoso e realmente engraçado quando quer".Eudisse percebendo que fazia muito tempo que ele não fazia charme e nem nenhuma coisaengraçada que fosse. "E eu vou casar com ele, mãe, Fim da história"."Não!Não!Não! Vocçe não pode fazer isso, Darcy! ""Sim, eu posso. ""Você está jogando sua vida fora. Ele não é bom o bastante pra você, não chega nemperto", seus olhos cheios de lágrimas."Por causa de um comentário?""Por causa de muitas coisas. Porque vocês não foram feitos um para o outro.Por causado comportamento dele ontem a noite.Dex nunca teria um comportamento tãodeplorável.""Pare de falar do Dex!Eu estou com Marcus agora!" Eu gritei com ela, não meimportando se alguém ouvisse."Você está estragando com a sua vida!" Ela gritou de volta. " E eu e seu pai não vamosestar com você vendo isso acontecer"."Eu não estou estragando a minha vida, mãe. Eu amo Marcus e nós vamos nos casar eter esse bebê, e você tem que se acostumar com isso. Ou então você vai se tornar essasmulheres que vão pra tv dizer que nunca conheceram o neto", eu disse, rudementetirando o cobertor e saindo em direção ao quarto de hóspedes, para os braços do meufuturo marido.Depois de tudo, não a nada como uma mãe dizendo que você está tomando uma mádecisão para você se convencer que está tomando a decisão certa.Minutos depois, Marcus e eu tínhamos feito as malas e estavamos ao lado da garagemesperando o taxi que eu pedi. Ninguém, nem mesmo meu irmão caçula, tentou nos deterde ir embora. O taxi nos deixou no Holiday Inn perto do aeroporto, onde Marcus pelomenos pareceu estar arrependido. Eu aceitei a desculpa dele e nós passamos o resto dofim de semana fazendo sexo e assistindo TV num quarto escurecio que cheirava a sabão ecigarro. Toda cena era inegavelmente deprimente, mas estranhamente romantica e
  • 84. unificadora. Marcus e eu reprocessamos minha briga com minha mãe, nós doisconcordando que ela foi uma cadela superficial e sem coração.E quando nós voltamos pra casa, as coisas continuaram boas entre nós, ou ao menos nãototalmente ruim, mas a paz durou pouco tempo, e em poucas semanas, nós estavamosbrigando de novo. Brigando por tudo e qualquer coisa. Minhas principais reclamaçõeseram suas frequentes noites de poker com seus novos amigos de Manhattan, seu guardaroupa pobre e sua má vontade de ir até o meu apartamento. As reclamações dele eramminha falta de interesse de fazer boquetes nele, eu manter a temperatura do ar muitobaixa no apartamento dele e minha obssessão com Dex e Rachel.Então, num sábado de manhã, depois de uma briga sobre nomes de bebês( ele cismou desugerir o nome Julie, quando eu sabia que ele perdeu sua virgindade com uma garotachamada Julie), Marcus me expulsou do seu apartamento dizendo que precisava de umtempo sozinho. Então eu deixei o apartamento dele e fui pra Barney’s, me segurando pranão termos outra briga. Depois naquela noite, eu esperei ele ligar pra se desculpar, masisso não aconteceu, pra falar a verdade ele não ligou e eu tive que ligar pra ele. Váriasvezes.Eu deixei várias mensagens zangadas. Depois eu deixei várias ameaçadoras e entãocomecei a deixar as mensagens histéricas, patéticas implorando que ele me ligasse.Quando Marcus finalmente me ligou, meu veneno e lágrimas tinham acabado. Eu sósentia uma fria incerteza."Onde você esteve todo fim de semana?" Eu perguntei, me sentindo patética."Pensando", ele disse."Sobre nós?""Sim"."O que exatamnete você esteve pensando? Eu perguntei. Se você ainda quer ficarcomigo?""Mais ou menos..."Nesse momento eu soube que Marcus tinha todo poder.Todinho. Eu lembrei de todas asvezes que eu dei um fora em um cara, particularmente do meu rompimento com Blaine,meu namorado do segundo grau. Eu me lembro como ele perguntou ‘Eu quero continuarcom você e você quer teminar, como você vai conseguir isso?’‘Porque Blaine, eu disse. É assim que funciona, a pessoa que quer sair do relacionamentosempre consegue sair,isso é definitivo’.A triste verdade desse relato me bateu fundo agora, se Marcus quizesse terminar, eu nãopoderia fazer nada pra deter ele.Eu tentei de qualquer jeito, minha voz tremendo."Marcus, por favor! Não faça isso!""Olha, nós temos que nos falar cara a cara, eu to indo pra aí", ele disse.
  • 85. "Você vai terminar comigo? Apenas me diga isso agora. Por favor!" Eu tive esperandopor ele todo fim de semana, mas a idéia de esperar trinta minutos mais era demais praenfrentar."Eu vou estar aí logo", ele disse. A voz dele sem emoção.Ele chegou uma hora depois usando uma camiseta da Hooters."Você está me dando o fora, não está?" Eu perguntei, antes que ele pudesse se sentar.Ele abriu uma garrafa de Sprite, tomou um gole e fez que sim com a cabeça."AimeuDeus!Eu não posso acreditar nisso, como você pode? Eu estou grávida de você?Como você pode fazer isso?""Me desculpe, Darcy...mas eu não quero ficar com você. "Foi a sentença mais surpreendente que eu já ouvi. Foi ainda mais chocante do que quandoDex saiu do armario da Rachel, pra por em palavras. Talvez porque só vinha de um lado.Eu queria Marcus, ele não me queria.Fim da história."Por que?" Eu perguntei, " por causa de uma briga?"Ele fez que não. "Você sabe que não é sobre nenhuma briga"."Então por quê?""Por que eu não posso me ver me casando com você. ""Tá bem. Nós não precisamos casar. Nós seremos como Goldie Hawn e qual o nome delemesmo?"Ele fez que não de novo. "Não"."Mas eu estou grávida de você!""Eu sei. E isso é um problema". Ele levantou sua sombracelha e me olhou. "Umproblema com várias soluções"."Eu já te disse um milhão de vezes, eu não vou abortar"."Essa é uma decisão sua, Darcy. Assim como engravidar foi uma decisão unilateral sua,lembra disso?" ele disse com raiva. "E aora, aqui estamos...e eu quero que você saibasobre o futuro".Eu interrompi ele, "o que isso quer dizer?""Quer dizer que eu não quero ficar com você, e certamente não quero um filho, Eu vouajudar...financeiramente se você insitir em ter esse bebê, mas eu não quero estar...envolvido", ele disse, olhando aliviado. "De jeito nenhum"."Eu não acredito no que estou ouvindo!""Me desculpe", ele disse, parecendo tudo menos arrependido.Eu implorei. Eu chorei. Eu aleguei.Eu prometi tentar com mais força.Então ele me deu um insulto final, ‘eu não estou afim de você mais’, antes de deixar meuapartamento.
  • 86. Foi o Dex tudo de novo, apenas que dessa vez eu não tinha um reserva. Ninguémesperando atrás. Eu estava, pela primeira vez na minha vida, completamente sozinha.Capítulo 15No outro dia eu desmoronei e fiz o impensável. Eu liguei para o Dex. Foi um movimentopatético e desesperado,mas eu não estava negando, eu virei uma pessoa patética edesesperada."Olá Dex", eu disse quando ele atendeu sua linha no trabalho.Ele fez um som que parecia uma risada ou uma tosssida, seguida por silêncio."É a Darcy", eu disse."Eu sei quem é"."Como você está?"Eu perguntei mantendo minha voz no lugar.Eu estou bem, e você? Ele disse."Eu estou...bem", eu disse. "Eu estava imaginando…podemos nos falar? Agora está bempra você falar?""Bem.. Eu, na verdade, estou correndo...""Bem, que tal depois? Você pode me encontrar depois do trabalho? ""Eu acho que não", ele respondeu rápido."Por favor. Eu realmente preciso falar com você sobre uma coisa". Eu disse.Enquanto eu falava as palavras, eu percebi que o Dex não se importava mais com o queeu precisava. Claro que, ele disse de novo, "Eu acho que não"."Por que não?""Eu não acho que seja uma boa idéia.""Por causa da Rachel?""Darcy", ele disse irritado. "O que você quer? ""Eu só preciso ver você. Você pode me encontrar?Por favor? Eu só quero falar comvocê. Eu tenho certeza que ela vai entender", eu disse, esperando que ele falasse que nãoestava mais vendo a Rachel.Que eles terminaram. Eu estava faminta pra ouvir essaspalavras.Mas ao invés disso ele disse,"Rachel não se importaria de nós nos encontrarmos".Essa declaração não clareou nada. Podia dizer que ela estava segura da relação deles,podia dizer que não tinham uma relação. Eu decidi não pressionar. Por agora. "Bem,então por que você não quer me ver?" Eu perguntei."Darcy, você precisa seguir em frente".
  • 87. "Eu segui", eu disse." Eu só preciso falar uma coisa com você".Ele suspirou e então se rendeu. "Ok. Tanto faz".Eu me iluminei. Meu plano iria funcionar, ele se rendeu porque secertamente ele queriame ver também. "Então vamos nos encontrar no nosso apartamento as 8?", eu disse."Nosso apartamento? ""Você sabe o que eu quiz dizer."Não. Eu não vou até lá. Escolha outro lugar"."Onde? Eu perguntei, esperando que ele tivesse um restaurante legal em mente. "Vocêescolhe. ""Que tal Session 73? "O fato de que esse restaurante era a poucos quarteirões do apartamento da Rachel nãopassou despercebido por mim. "Por que ali?" Eu perguntei maldosa. "Esse é o seu novoponto de saída em Upper East?""Darcy, você está pisando em ovos aqui", ele disse. Era uma coisa que ele sempre diziabrincando. Uma onda de nostalgia passou eu fiquei imaginando se ele sentiu também."Porque não podemos nos encontrar no apartamento? ""Não pressione a sua sorte"."Mas eu tenho umas coisas para te entregar"."Que coisas?Eu peguei tudo"."Só uma caixa de coisas que você deixou. Coisas do armário de arquivos"."Como o que? ""Mapas, cartas, manuais de instrução...""Você pode jogar tudo isso fora"."Você não pode me encontar no apartamento? Nós podemos conversar por dez minutos"."Eu te dou suas coisas e você pode ir embora"."Não. Traga para o Session 73"."É muito pesada", eu disse. "Eu não consigo levantá-la, e carregar sozinha por todo ocaminho.. ""Ok, você está grávida". Ele disse amargo. Era um bom sinal,ele não estaria amrgo se nãoestivesse se importando mais."Então, eu passarei pelo seu apartamento pelas 8, Por favor deixa tudo pronto"."Ok, te vejo a noite, Dex".Depois naquela tarde, eu saí do trabalho direto pra Bendells, onde eu cmprei um sueter decashmere verde maravilhoso aberto nas costas. Dex era um grande fã das minhas costas.Ele sempre me dizia que eu era linda de costas e que ele amava como era forte e comonão tinha gordura em volta das costelas. Rachel definitivamente tinha essa gordura, eupensei, enquanto eu corria na Fifith Avenue para minha hora no salão Louis Licari.
  • 88. Depois de uma fabulosa escova, eu coloquei meu sueter novo no banheiro do salão, parao caso do Dexter estar lá antes de mim, eu queria estar preparada.Claro que, qaundo eu voltei pra casa, ele estava lá, sentado no banco do Hall, olhando unsdocumentos. Ele parecia lindo. Meu coração acelerou igual a primeira vez que o vi no barda Village alguns anos antes. O bronzeado dele tinha saído, mas a pele dele aindabrilhava. Ele tinha uma pele tão macia que fazia qualquer mulher ter inveja.Perfeita, aténa cor, sem manchas. Sas costeletas estavam maiores do que o habitual, o que deu a eleum corte sexy.Eu gostei da súbita mudança., mas com ou sem costeletas ele era lindo. Eutinha que tê-lo de volta."Oi Dex", eu disse, sorrindo um pouco, "Você está adiantado".Dex fez uma careta e guardou o documento na pasta a fechou e levantou, Me olhou nosolhos e disse, "Oi Darcy"."Vamos subir", eu disse, subindo as escadas o mais sedutoramente possível até o terceiroandar. Dex odiava quando eu pegava o elevador só por três andares, então eu ia mostrarpra ele que as pessoas podiam mudar. Ele me seguiu silenciosamente até a porta e entãoesperou enquanto eu a abria.Eu entrei mas ele esperou do lado de fora."Bem, você vai entrar?" Eu perguntei indo pro sofá."Onde estão as minhas coisas?" Ele perguntou, se recusando a dar outro passo.Eu revirei meus olhos. "Você não pode simplismente entrar e sentar? Eu quero falarcontigo por um segundo"."Eu tenho plano para as 9", ele disse."Bem, são apenas 8".Ele olhou em volta nervoso. Então suspirou, olhou pra mim e sentou na beira do sofá,colocando a pasta no chão entre suas pernas. Eu lembrei de todas as vezes que ele sentavano mesmo lugar, tirava os sapatos e reclinava as costas.Nós tínhamos comido inúmerasrefeições nesse sofá, assistido vários filmes e programas ali e até feito amor algumasvezes no começo. Agora ele parecia desconfortável e formal.Era estranho, eu sorri pra eletentando mudar o clima."Vamos acabar com isso, Darcy. Eu tenho que ir andando"."Onde você vai?""Não diz respeito a você"."Você vai sair com a Rachel?Como vão as coisas entre vocês?" Eu perguntei, esperandoouvir que o romance doentio deles, baseado em sentimentos confusos, fracassou,destruindo a amizade deles junto."Não vamos entrar nessa de perguntar um da vida do outro como se fossemos amigos",ele disse."O que isso que dizer? "
  • 89. "Que parte você não entendeu?""A parte de não sermos mais amigos?""Nõs não somos amigos?""Nós namoramos por sete anos e não somos nem mais amigos? Assim desse jeito?"Ele não se curvou. "Exatamente. Desse jeito"."Bem, relembrando da época que éramos amigos, porque você não pode me dizer sevocê ainda está com a Rachel? Qual é o problema?" Eu parei esperando ele dizer pra eunão ser rídicula. Que ele eRachel não tinham uma relação. Que aquela tarde foi apenascoisa de momento...ou melhor...nem aconteceu. Talvez eu até imaginei o bronzeado delesna outra vez."Não tem nada demais.Eu só acho que é melhor não discutirmos nossa vida pessoal". Elepegou a sua pasta, colocando de um lado pro outro."Porque? Eu posso aguentar. Você não pode?"Ele exalou forte, balançou a cabeça e disse, "Tá bem.se você insiste, as coisas com aRachel estão muito bem, maravilhosas na verdade"."Então vocês estão namorando? ""Vê? Era exatamente por isso que eu não queria discutir minha vida com você", Dexdisse,passando a mão no rosto."Tá bem", eu disse fungando. "Vamos pegar suas coisas, elas estão no quarto.Você selembra onde é, não lembra?""Você pega, eu espero aqui.""Dex por favor. Venha comigo"."Não, eu não vou voltar lá". Eu suspirei, entrando no quarto onde eu planejei seduzi-lo com uma ou duas taças devinho. O que claramente não iria acontecer. Então eu peguei uma caixa de sapato, jogueios sapatos que estavam dentro na cama e procurei na minha mesa de computador unsmanuais de instrução. Um da calculadora chique que ele comprou pra trabalhar, outro dosom,mapas de Washington, onde o pai dele vive, coloquei tudo na caixa.Então euadicionei mais uns papéis,uma foto do nosso noivado tirada no estúdio, eu sabia que era aminha foto preferida de Dex, então me surpreendeu que ele tivesse levado algumas fotose não essa. Eu voltei pra sala rápido, joguei a caixa nele e disse. "Aqui está".Essa é a caixa pesada que você não consiguiu carregar? Ele perguntou, desgostoso. E selevantou para sair.Foi aí que tudo desmoronou e eu comecei a chorar. Dex estava sério com Rachel. Eleestava saindo pra encontrar com ela. Em lágrimas, eu implorei. "Não vai. Por favor nãovai". Eu disse, me perguntando quantas vezes eu tinha ditto essas palavras."Darcy", ele disse, enquanto sentava de volta, "Porque você está fazendo isso?"
  • 90. "Eu não posso evitar", eu disse soando o nariz. "Estou tão triste".Ele suspirou alto. "Você está agindo como se eu tivesse feito isso pra você"."Você fez isso"."Você também, lembra?" Ele apontou para o meu estômago."Ok, tá bem, eu fiz também, mas.. " Eu me esforcei para pensar alguma coisa para manterele ali um pouco mais. "Mas eu preciso de umas repostas antes de segir a minha vida. Eupreciso fechar esse capítulo da minha vida.Por favor Dex".Ele me olhou, com olhos vazios. Os olhos deles diziam ‘Você não tem a chance de seguirem frente. Eu estou aqui.’Eu fiz a minha pergunta de qualquer jeito. "Quando vocês começaram a namorar? Nomesmo dia que terminamos?""Darcy, isso não vem ao caso"."Me diz.Você estava procurando consolo?Foi por isso que você procurou a Rachel?""Darcy, Pare com isso. Eu quero que você seja feliz.Eu quero que você e marcus sejamfelizes. Você não pode querer o mesmo para mim?""Marcus e eu terminamos", eu revelei.Todo orgulho estava fora da mesa agora.Dex levantou suas sombracelhas, sua boca formando uma pergunta, quando, ou talvezpor que, mas ele mudou sua resposta para "Oh, estou triste de ouvir isso"."Eu sinto sua falta Dex", eu disse. "Eu quero que nós fiquemos juntos de novo. Temalgum jeito de isso acontecer?"Ele balançou a cabeça, "Não"."Mas eu ainda te amo". Eu o abracei. "E eu acho que nós ainda temos alguma coisa...""Darcy", ele saiu de perto de mim, no rosto dele uma expressão de quem quer dar umsermão. Eu conhecia bem essa expressão, era a de ‘minha paciência se foi’. O rosto queele já tinha colocado um monte de vezes.Cont. "Estou com a Rachel agora. Me desculpe. Não existe chance de voltarmos. Nenhuma"." Porque você está sendo tão cruel?""Eu não estou tentando ser cruel. Você só precisa saber disso".Eu coloquei meu rosto nas minhas mãos e gemi alto.Então, repentinamente, tive umaidéia. Era horrível, uma coisa baixa, mas eu decidi que não tinha opção. Eu parei dechorar, deu um olhar de lado pra ele e disse: "O bebê é seu".Dex estava inabalável. "Darcy,Não comece com essa besteira, esse bebê não é meu e nósdois sabemos. Eu ouvi quando você falou pra Rachel,eu lembro quando fizemos sexopela última vez"."A gravidez aconteceu antes do que eu achava. É seu. Porque você acha que Marcus eeu terminamos?"
  • 91. "Darcy", ele falou levantando a voz,"não faça isso"."Dex, o bebê é seu, minha doutora fez um ultrasom para confirmar a idade do feto.Aconteceu antes do que eu pensava. É seu". Eu disse,chocando até a mim mesma comessa tática desgraçada. Eu falei amim mesma que depois eu acertaria isso. Eu sóprecisava ganhar um tempo com Dex.Eu poderia te-lo de volta se tivesse tempo pratrabalhar a minha magia. Ele não conseguiria resistir a mim como Marcus conseguiu.Depois de tudo, Marcus era impossível, com medo de compromisso, mas Dex foi meupor muito tempo, deve ter sobrado algum sentimento."Se você está mentindo sobre isso, será imperdoável". A voz dele estava quase tremendo,e os olhos estavam loucos. "Eu quero a verdade. Agora. "Eu puxei o ar, exalei devagar e mantive meu contato visual enquanto eu mentia de novo."É seu", eu disse me sentindo envergonhada."Você sabe que eu vou querer uma prova".Eu umideci meus lábios, continuando calma."Sim, claro. Eu quero que você faça oexame de sangue. Você verá que é seu"."Darcy. ""O que? "Dex colocou amão na cabeça e passou pelos seus cabelos negros."Darcy...mesmo que for meu, eu quero que você saiba que esse bebê não vai mudar nadaentre nós. Nenhuma coisa. Você entendeu?""O que isso quer dizer?" Eu perguntei, apesar de estar bem claro o que ele estavadizendo. Afinal, Marcus falou a mesma coisa na noite anterior. Eu conhecia o conceito."Nós acabamos. Terminamos. Nunca mais vai haver eu e você de novo. Com bebê ousem bebê. Eu estou com a Rachel agora".Eu olhei pra ele, me sentindo ultrajada. Era tão inacreditável! Tão inconcebível! Comoele poderia estar com a Rachel?Eu me levantei e fui até a janela, tentando recuperar ofôlego."Então me diz a verdade agora. É meu?" Ele perguntou.Eu virei e olhei pra ele. Ele não ia cair. Você conhece uma pessoa muito bem em seteanos, e eu sabia que uma vez que Dex fazia sua cabeça, nada o faria voltar atrás.Suamandíbula estava trincada, não haveria abertura para mim. Além do mais, por maisdescarada que eu pudesse ser, eu não poderia nunca continuar com esse jogo, nem sendouma medida desesperada. Era tão horrível, e eu só me sentia pior por ter tentado."Tá bem", eu disse, jogando minhas mãos para baixo, "é do Marcus. Está feliz?""Na verdade estou Darcy. Eu estou feliz. Não, estático é a palavra certa". Ele disse e selevantou e apontou pra mim com raiva. E o fato de você ter mentido sobre isso sóconfirma...
  • 92. "Me desculpe", eu disse antes que ele acabasse sua frase. "Eu estava chorando de novo.Eu sei que foi muito baixo...Eu não sabia o que fazer. Está tudo desmonorando na minhavida e ..e... você está com a Rachel. Você levou ela na nossa lua de mel!Como você podelever ela na nossa lua de mel? Como você pode fazer isso?"Dex não disse nada."Você levou ela , não? Você foi pro Havaí com ela,não foi?""Os tickets não eram reembolsáveis, Darcy. Até o hotel já estava pago", ele disse,parecendo culpado."Como você pode fazer isso? Como? E eu vi vocês comprando um sofá. Foi assim que eudescobri sobre o Havaí. Os dois bronzeados. Olhando sofas…Bronzeados e felizescomprando sofás". Eu estava balbuciando palavras agora…estava confusa. "Vocês vãomorar juntos? ""Ainda não...""Ainda não?" Eu disse. "Então algum dia? Você está falando sério?""Darcy, por favor. Pare com isso. Rachel e eu não fizemos isso pra te fazer sofrer, assimcomo você não ficou grávida pra me machucar, certo?" Ele perguntou no seu tom ‘porfavor seja razoável’.Eu olhei pela janela de novo para o lixo na caçamba que estava lá embaixo. Então euvoltei meu olhar para o Dex. Por favor volte para mim, eu disse suave. "Por favor, me dêoutra chance. Nós tivemos 7 bons anos juntos. As coisas eram boas. Podemos nosperdoar e seguir em frente". Eu andei na direção dele e tentei abraça-lo. Ele endureceu ese encolheu como um filhotinho de cachorro resistindo ao abraço de uma criançaexaltada."Dex? Por favor?""Não, Darcy. Nós não fomos feitos um para o outro. Não somos certos um para o outro.""Você a ama?" Eu perguntei sem fôlego, realmente esperando que ele dissesse não ouque não sabia, ou melhor, que não responderia essa pergunta.Mas em vez disso ele disse, "Sim, eu a amo". Eu podia ver nos olhos dele que ele nãodizia isso pra ser ruim, ele dizia por causa de senso de lealdade a ela. Foi essecomprometido e resoluto olhar dele. Foi Dex sendo uma boa pessoa, sendo fiel a suanova namorada.Eu me surpreendi como as antigas lealdades, que demoram anos pra se construir, podiamser retiradas e substituídas.Eu sabia que tinha perdido ele, mas eu senti um desespero emrecrutar um pequeno pedaço do seu coração de volta.Fazer ele sentir pelo menos umpedacinho do que ele já tinha sentido por mim. "Mais do que você me amou?" Euperguntei, aguardando um pedacinho dele."Não faça isso, Darcy".
  • 93. "Eu preciso saber, Dex. Eu realmente preciso dessa resposta, eu disse pensando queseria impossível ele ama-la mais do que me amou, já que ele queria casar comigo.Erasimplismente impossível."Por que você precisa saber?""Eu preciso, apenas me diga".Ele lhou pra mesinha de centro por um longo tempo nesse jeito estranho dele de nãopiscar.Então ele olhou em volta do apartamento, os olhos pararam num quadro pintado aóleo que nós escolhemos juntos em Nova Orleans bem no começo da nossa relação. Nóstínhamos gasto quase 800 dolares nele, o que parecia muito dinheiro na época, como Dexestava estudando ainda e tinha mal começado a trabalhar. Foi nossa primeira grandecompra como casal, um reconhecimento implicito do nosso comprometimento de umcom o outro. Quase como comprar um cãozinho juntos. Eu me lembro estar em pé nagaleria , admirando o quadro, enquanto Dex me falava de cmo ele estava gostando dojeito que as sombras do fim da tarde passavam pela varanda da casa que estava retratadano quadro. Eu me lembro dele dizer que essa era sua hora favorita do dia. Também melembro de nos abraçarmos enquanto admiravamos nosso quadro. Então voltamos para ohotel, onde fizemos amor e pedimos banana split no serviço de quarto. Será que eleesqueceu isso tudo?Eu acho que eu esqueci esses momentos quando comecei a sair com Marcus, mas eulembrava de tudo agora. Me bateu um grande arrependimento. O que eu não daria agorapara retirar tudo que eu vivi com Marcus. Eu olhei para o Dex e perguntei de novo."Você a ama mais do que você me amou? "Eu esperei.Então ele balançou a cabeça e disse tão suave que era quase um sussurro. "Sim, eu amo,me desculpe Darcy".Eu olhei pra ele incrédula, tentando processar a informação, como poderia ser possívelque ele amasse Rachel tanto. Ela nem era tão bonita.Nem era tão engraçada. O que elatinha que eu não, a não ser um pouco de QI a mais?Dex falou de novo. "Eu posso ver que você está mal, Darcy. Uma parte minha quer teajudar, mas não vou poder. Eu não posso ser essa pessoa pra você. Você tem família eamigos para quem você pode pedir ajuda… Eu realmente tenho que ir agora". A vozdele estava distante, o olhar objetivo. Em poucos segundos ele iria sair, pegar um taxi eatravessar a cidade pra ver a Rachel. Ela devia recebe-lo na porta, com seus olhoscastanhos simpáticos, sondando sobre o nosso encontro. Eu podia ouvir ela perguntando:Como foi? E acariciando o cabelo do Dexter enquanto ele contava tudo. Como eu mentisobre o bebê, quanto implorei e chorei. Ela vai sentir pena e desdém por mim.
  • 94. "Tá bem,vai embora. Eu não quero falar com você ou com ela de novo", eu disse,percebendo que tinha dito a mesma coisa no apartamento da Rachel. Nesse momento,minha voz estava fraca, sem forças.Dex mordeu seu lábio inferior. "Por favor, fique bem".ele disse. Pegando sua pasta e acaixa de trastes que ele não queria tanto quanto ele não me queria mais. Então ele selevantou e saiu do seu apartamento antigo, me deixando pra sempre.Capítulo 16Era incompreensível.Na minha vida inteira, segundo grau, Universidade e meus vinteanos, eu nunca fui desprezada por nenhum cara. Nunca levei um fora. Nem fui deixada delado,nem ao menos insultada. E agora aí estava eu, duas vezes perdedora em menos deuma semana.Eu estava completamente sozinha, não tinha nem um prospecto em vista.Eu também não tinha Rachel, minha constante fonte de conforto quando as outras coisas,sem ser relatadas a romance, acontecima na minha vida. Não tinha nem minha mãe, quemeu me recusei a ligar para não ouvir alguma variação de ‘eu te disse’. Só me restouClaire, que apareceu no meu apartamento depois que e liguei pro trabalho dizendo queestava doente por três dias seguidos. Eu fiquei surpresa que ela demorou muito pra vir emmeu socorro, mas eu acho que ela não tinha idéia da profundidade do meu desespero.Atéesse ponto da minha vida, minha definição de ‘pra baixo’ era um caso ruim de TPM."O que aconteceu com você?" Claire perguntou, olhando em volta do meu apartamentomais bagunçado do que o habitual, "Eu tenho estado tão preocupada com você. Porquevocê não retornou nenhuma das minhas chamadas?""Marcus me deu um fora", eu disse melancolicamente. Eu tinha mergulhado muito fundopra tentar me colocar como a triunfante dos fatos.Ela levantou as cortinas da minha sala. "Marcus terminou com você?" Ela perguntou,totalmente chocada.Eu funguei e assenti."Isso é ridículo! Ele se já se olhou no espelho?O que ele estava pensando?""Eu não sei", eu disse."Ele apenas não quer mais ficar comigo"."Nossa, o mundo inteiro está louco, primeiro Dex e Rachel e agora isso, quer dizer, falasério! Isso é loucura. Eu não entendo. È como se fosse um episódio de ‘Além daimaginação’."Eu senti uma lágrima rolando no meu rosto.Claire se apressou pra me abraçar e me deu um sorriso de ‘levante-se guerreira’."Então"ela disse brusca, "Bem, é uma benção disfarçada, Marcus não estava no seu nível, você
  • 95. estará melhor sem ele.E Rachel e Dex são dois chatos". Ela foi pra cozinha, com umasacola cheia de ingredientes pra fazer Margaritas. "E acredite em mim, não tem nada queuns bons drinques não curem...Além do mais, eu tenho um homem bem melhoresperando por você".Eu assoei meu nariz e olhei pra ela esperançosa. "Quem?""Você lembra do Josh Levine?"Eu balancei um não com a cabeça."Bem, eu tenho duas palavras pra você. Gato e rico, ela disse, contando as duasqualidades com os dedos. O nariz dele é um pouco grande, mas não ofensivamente. Suafilha pode precisar de uma pequena cirurgia no nariz, mas é só isso", ela disse feliz. Elaenrolou a manga da blusa e começou a lavar meus pratos sujos com restos de miojo."Você conheceu ele brevemente conheceu ele naquela casa de hamptons onde tinham 18pessoas na banheira de hidro?Lembra? Ele é amigo do Eric Kiefer e todo aquelepessoal?"Ah sim, eu disse, me lembrando de um cara bem vestido, com trinta e poucos anos,comcabelos castanhos ondulados e grandes dentes da frente. "Ele não tem uma namorada queé modelo ou atriz?""Ele tinha uma namorada. Amanda alguma coisa.E sim, ela é uma modelo...mas debaixa categoria. Eu acho que ela usaou uma calça de veludo amassada num desfile daChadwick’s em Boston ou sei lá, mas ele deu um fora nela a dois dias atrás". Claire meolhou orgulhosamente."Que tal a rapidez dessa informação?"Claire adorava ser a primeira a saber de uma fofoca."Por que eles terminaram?" Eu perguntei. "Por acaso Josh achou o melhor amigo deleescondido no armário dela?"Claire negou. "Não.O que dizem é que ela era muito burra pra ele.Ele ficava maisinsípida com o tempo. Presta atenção numa coisa...eu ouvi dizer que ela pensava quePaparazzi era o sobrenome de um fotógrafo italiano em particular. Aparentemente eladisse alguma coisa como ‘Quem é esse tal de paparazzi e porque não prenderam eleanos atrás depois que ele matou a Princesa Diana?’"Eu ri pela primeira vez em semanas."Então de qualquer jeito, Josh está Dis-po-ní-vel".Claire cantou e dançou em volta demim como uma bailarina.Eu fiquei momentaneamente com dúvidas, "Por que você não quer ele?""Você sabe que meus pais epscopais restritos não me deixariam ficar com um judeu, sedeixassem eu já tinha ido atrás dele...mas é melhor você agir rápido porque as garotasdessa cidade estão prontas para atacar".
  • 96. "Ah é, não deixa a Jocelyn saber disso",eu disse.Jocelyn Silver trabalhava conosco, e apesar de eu gostar um pouquinho dela, ela era umafêmea alpha total, muito competitiva pra mim confiar nela. Ela também se parece muito aUmma Thurman, e se eu tivesse que ver ela fingir que está chateada mais uma vez por serparada na rua por um estranho perguntando se ela era Uma, eu ia vomitar. O que,incidentalmente, Jocelyn fazia depois de todas as refeições. Nem pensar...Eu não conteipra ninguém sobre o término deles. Até se eu tivesse, Josh com certeza iria escolher você.Eu sorri com falsa modéstia.Ela continuou, "Então que tal assim,Eu vou ter certeza que Josh vá na abertura do Clubena próxima semana, aquele que a Jocelyn não ia por que tinha o casamento da prima..."Ela piscou pra mim. "Então, pare com esse chororo sobre o Marcus, que dizer, Deus, oque era aquilo entre vocês? Ele podia ser engraçado, mas certamente não era do nível‘ficar em casa comendo miojo’.""Você está certa", eu disse. Eu podia me sentir mais animada enquanto eu pensava emcomo homens judeus eram bons maridos. "Josh soa divino. Eu tenho certeza que possoconvence-lo a ter uma árvore de natal,você não acha?""Você convence qualquer um a fazer qualquer coisa", Claire disse.Eu sorri. Essa teoria foi reprovada umas duas vezes nos últimos dias, mas certamente euia voltar nos trilhos da minha vida charmosa.E eu pensei outra coisa enquanto vinha pra cá....Claire sorriu misteriosamente, preparadapra outra surpresa maravilhosa."E o que é?"Bem, ela disse enquanto ela abria uma garrafa de Patron, nossa tequila preferida."O que você acha de morarmos juntas de novo?Meu aluguel está vencendo e voce temum quarto a mais. Nós podíamos economizar um pouco de aluguel e ter momentos muitolegais juntas. O que você acha?""Que idéia fantástica", eu disse me lembrando dos nossos tempos de companheiras deapartamento antes de eu me mudar para morar com Dex. Claire e eu temos o mesmonúmero de sapatos, o mesmo gosto em música, e amávamos os mesmos drinques defrutas que nós consumíamos muito antes de sair para nossas noitadas.Além disso, seriaótimo ter alguém por perto quando o bebê nascer. Eu tinha certeza que ela não seimportaria de se levantar algumas vezes a noite para ver o bebê. Eu olhei ela cortandoum limão e colocando perfeitas bebidas nos nossos copos.Ela tinha uma boa visão deentretenimento, outra coisa boa de viver com ela."Claro que sim!""Excelente!"ela gritou. "Meu aluguel vence no próximo mês".
  • 97. "Só tem uma coisa que eu preciso te contar", eu disse enquanto ela vinha na minhadireção com as bebidas na mão."E o que é?"Eu respirei fundo, reafirmando pra mim mesma que apesar de Claire ser esnobe ejulgadora, ela tinha demonstrado um senso de absoluta lealdade comigo todos esses anos.Eu tenho que acreditar que ela estaria comigo nas minhas horas de necessidade. Entãoquando ela me deu uma Margarita perfeitamente montada numa taça apropriadada paramargaritas( presente de casamento da da tia do Dexter,Suzy), eu contei meu grandesegredo. "Estou grávida do Marcus. Então eu tomei um pequeno gole da minha bebida,inalando o gosto doce da tequila, lambendo o sal dos meus lábios"."Ah, para com isso", ela disse, seus brincos de cristal balançando enquanto ela sentava aomeu lado e cruzava as pernas."Oh, nós ainda não brindamos. Aqui! Por sermoscompanheiras de ape de novo!"Ela claramente pensou que eu estava brincando.Eu brindei meu copo com o dela , tomeioutro gole pequeno e disse, "Não, é verdade. Estou grávida. Então eu provavelmente nãodeveria beber isto. Apesar de que uns poucos goles não podem machucar. Não é tãoforte, é?"Ela me olhou de lado e disse, "Você está brincando, certo?"Eu balancei a cabeça."Darcy!" Ela congelou, um sorriso medonho posto no seu rosto.Eu não estou brincando."Jura?""Eu juro".E contiuou assim por algum tempo antes que eu conseguisse convencê-la que eu nãoestava brincando com ela, que eu estava mesmo grávida do homem que ela tinha avaliadocomo inadequado. Enquanto ela me ouvia falar dos enjoos matinais, a data de nascimentodo bebê, os problemas com a minha mãe, ela tragou a bebida dela, o que não era comumpra ela. Ela seguia a escola de boas maneiras mesmo que não precisasse, ela nuncaesquecia de cruzar as pernas num banco de bar, manter seus cotovelos fora da mesa, e elanunca tragava, mas nesse momento, ela estava agitada."Então o que você acha?" Eu perguntei a ela.Ela tomou outro gole, então tossiu e cuspiu, "Uau! Desculpa! Eu acho que desceu pelolao errado".Eu esperei pra ela dizer alguma coisa mais, mas ela só ficou me olhando com um sorrisoforçado, como se não reconhecesse mais a pessoa com quem estava bebendo. Eu achoque esperava que ela ficasse surpresa, mas eu esperei só um poquinho de surpresa, não
  • 98. uma versão tão emocionadamente surpresa.Eu falei pra mim mesmo que eu tinha pegoela de surpresa. Ela precisava de um minuto pra digerir as notícias. Nesse meio tempo, eudei um pequeno discurso nobre sobre como eu nunca considerei um aborto ou dar o bebêpara adoção.Na verdade, eu tinha considerado as duas opções nas últimas 48 horas, masalguma coisa me impedia.Eu gostaria de dizer que era força de caráter ou boa moral, mastinha mais a ver com um orgulho cabeça dura."Parabéns! Que notícia boa", Claire finalmente disse, numa voz baixa, insinceradaquelas de apresentadora de programa de jogos dizendo pro perdedor que ele não vaisair de mãos abanando, mas vai ganhar um certificado para jantar no restaurante Omaha."Eu sei que você vai tirar isso de letra... e eu vou estar aqui por você para te ajudar noque você precisar ".Eu podia dizer que ela adicionou essa última frase, mais como uma obrigação do quequalquer desejo de estar envolvida na vida do meu bebê, ou minha vida. Se isso interessa."Obrigada", eu disse, minha mente rodando pra analisar o momento. Eu estava sendomuito crítica com ela?Muito paranóica?O que eu queria que ela dissesse? Em condiçõesideais, ela se ofereceria para ser a madrinha ou para me dar uma festa de chá de bebê.Como último recurso, eu queria que pelo menos ela mencionasse de morar comigo denovo, ou falasse sobre o Josh, como nós tínhamos que agir rápido enquanto meu corpoainda estava espetacular. Claire apenas riu nervosa e disse, "Isso é tão excitante!""Sim", eu disse na defensiva."Realmente é, e eu não vejo razão para mim não continuarnamorando"."Claro que você vai namorar", ela disse, batendo o punho no ar, mas sem comentar domeu príncipe encantado judeu."Você acha que o Josh ia se importar? Eu perguntei ".Mais risadas nervosas. "Se importar que você está grávida?""Sim, Se importar que eu estou grávida?""Bem, eu não tenho certeza...eu não conheço ele muito bem".Estava perfeitamente claro que ela tinha certeza que Josh ia se importar muito deverdade. Assim como ela ia se importar de viver comigo e com o bebê. Ela bebeu o restoda Margarita , dizendo como as garotas do nosso escritório iam ficar felizes.Se ela podiafalar pra elas ?Era de conhecimento público?"Ainda não", eu disse. Eu ainda não estava pronta pra deixar todo mundo saber."Eu entendo.Mãe não pode falar ", Claire disse, fazendo uma cruz com os dedos em cimados lábios e deu um sorriso falso. "Nenhuma intenção de falar ".Eu insisti que eu não estava envergonhada da minha gravidez.Não era isso. Eu falei sobrecomo eu me manteria sozinha, mencionando a Rachel do Friends e Miranda do Sex and
  • 99. the City. Duas mulheres que mantiveram a vida e aparência intactas enquanto eram mãessolteiras. Eu não via razão para que eu não pudesse fazer o mesmo."Oh, eu sei", Claire disse num tom condescendente."Não tem razão pra você não fazertudo, ter tudo.Ser uma mulher moderna!"Enquanto eu estudava seu grande, falso sorriso, o exato contorno da nossa amizadesuperficial veio a tona. Claro, Claire gostava de mim, mas ela gostava de mim porque euera legal pra sair e um imã para homens, até quando eu estava usando meu anel denoivado. Ela gostava de mim por que eu tinha o valor inestimável. Com a linhagem dela eminha imagem e personalidade, nós éramos imparáveis. A dupla glamour das relaçõespúblicas que todo mundo conhecia ou queria conhecer.Mas, assim que eu coloquei minha Margarita pra baixo, eu me vi pelos olhos dela. Eu metransformei em nada mais que uma mãe solteira lutadora. Eu podia ter os cabelosondulados e uma cheque polpudo nas minhas mãos calejadas, mas eu não seria de bomuso pra ela mais.Assim que ela terminou a sua Margarita, ela olhou pra minha. "Bem?Posso tomar?", elaperguntou."Vá em frente", eu disse.Ela tomou um gole do meu copo e olhou para o seu relógio. "Oh, merda. Olha a hora!""Você tem que estar em outro lugar ?",eu perguntei. Usualmente era impossível apertarClaire."Sim, Eu falei pra Jocelyn que tenho que ligaria pra ela. Ela quer sair hoje a noite. Eunão mencionei isso?""Não, Você não mencionou ".Claire sorriu firme e disse, "Sim, Jantar e uns drinques. Claro que , você pode vir sequizer. Mesmo que você não possa beber, nós íriamos adorar a sua companhia ".Claire estava oferecendo para mim, Darcy Rhone, um convite de caridade. Eu estavatentada a ir, para provar que eu ainda podia ser uma companhia legal, mas eu estavamuito indignada para aceitar o convite tão fácil. Então eu disse a ela que não, que eutinha algumas ligações pra fazer. Eu esperei alguma persuasão, mas ela apenas selevantou, levou seu copo pra pia, colocou sua bolsa Prada no ombro e disse com todafelicidade do mundo, "Tá bem, então, querida...Parabéns de novo. Tenha uma boanoite.você se cuide bem, ok?"Não preciso dizer que a próxima semana passou sem Claire nem mencionar se mudarpara meu apartamento de novo. Em vez disso, eu ouvi outra garota do nosso escritórioque Claire e Jocelyn estavam procurando apartamento juntas na Village. Eu também ouvida Jocelyn mesmo, no banheiro do escritório depois que ela vomitou a comida doalmoço, que ela tinha conhecido um cara legal, Josh Levine, se eu conhecia ele? Foi a
  • 100. última gota, o grão de sal no machucado aberto, sangrando, infeccionando. Até adependente e submissa Claire entrou para os ranks e me traiu.Eu corri de volta para omeu escritório, surpresa e com vontade de chorar, minha mente pensando no que fazerdepois. Sem nem mesmo pensar direito, eu me vi indo pelo corredor até a sala do Cal,onde eu informei ao meu chefe que eu precisava de um tempo de ausência, começandoimediatamente. Eu disse a ele que estava com uns problemas pessoais.Ele me perguntouse tinha algo que ele podia fazer.Eu disse que não, eu só precisava de um tempo longe.Ele me disse que eles estavam com gente demais, de qualquer jeito, e a econmia estavaapertando o negócio de relações públicas fortemente, então que eu podia tirar quantotempo que eu precisasse e poderia voltar quando estivesse pronta. Então ele deu umaolhada indisfarçável para minha barriga. Ele sabia meu segredo.Claire, a maior fofoqueira de Manhattan, me adicionou nos seus fuxicos. Então euadicionei ela na minha lista crescente de inimigos, de pessoas que irião se arrepender deter cruzado o meu caminho.Capítulo 17Nos dias seguintes eu fiquei em casa.‘I will survive, Ace of Base’s e I saw the sign’, e outras músicas inspiradoras entraram nomeu cérebro, tentando conseguir um plano, um jeito de escapar da vergonha de tantarejeição. Eu precisava de um novo começo, uma mudança de lugar, um novo elenco deamigos. Eu rastreei minha lista de contatos na cidade, mas todos eram de algum jeitoligados ou a Dex ou a Claire ou a minha firma. Eu parecia estar sem opções, e então nahora que um verdadeiro desespero bateu uma ligação de Indiana apareceu em meu bina,era Annalise, a última amiga que me restava."Oi Annalise", eu atendi me sentindo culpada por todas as vezes anteriores que eu tinhafalado que ela era chata, negligenciado as ligações dela e não retornado,até ridicularizadosua vida suburbana de professora de jardim de infância. Eu me sentia especialmente malpor não ter visto seu novo bebê, Hannah, quando eu estive em Indiana."Estou tão feliz que você ligou!" Eu disse a ela. "Como você está?" Como está Hannah?"Eu ouvi pacientemente enquanto Annalise reclamava da falta de sono por causa do bebê,então ela perguntou como eu estava, seu tom de voz mostrando que ela já estava sabendoda minha saga.Apenas em caso de ela não estar por dentro de tudo, eu contei tudo a ela."Minha vida estava caindo aos pedaçoes, e eu não sei o que fazer", eu chorei no telefone."Oh, Darcy", ela disse num sotaque forte so Meio oeste, "eu não sei o que te dizer. Euestou tão...preocupada com você".
  • 101. "Bem, você deveria estra preocupada", eu disse. "Eu estou no fim da corda. E é tudoculpa da Rachel, você sabe. "Eu estava fazendo um comentário depreciativo a outra melhor amiga dela. Apenas umapequena pontada me faria me sentir melhor, mas Annalise não era uma pessoa ruim,então ela apenas fez um ruído no telefone e disse "Vocês não podem tentar se entender?Isso é tão triste.""Claro que não!"Annalise fez uma menção a perdão, um desses comentários chatos sobre religião quevirou a marca registrada dela depois que se casou com Greg, um estudante bíblico doKentucky."Nunca. Eu nunca vou perdoá-la".Annalise suspirou enquanto eu conseguia ouvir Hanna no colo dela fazer um barulhochato e crescente , eh, eehhhh. Eeeeeehhhhhh que não estava inflamando meu instintomaterno."Então, de qualquer jeito, eu estava pensando que preciso mudar de ares, sabe? Eupensei em me alistar no Corpo de paz ou qualquer outro tipo de aventura, mas relamentenão tem nada a ver comigo.Eu gosto do meu conforto,especilamente agora que estougrávida..."Foi aí que Annalise sugeiu que eu fosse pra casa por alguns meses, viver com meus pais,e ter o bebê em Indiana. "Seria tão legal ter você aqui", ela disse. "Eu estou nesse grupode jogos da igreja, que você ia adorar. Faria você crescer realmente"."Eu não preciso crecer. Eu preciso do oposto, eu preciso escapar. "Além do mais eu não posso volta a Indiana, seria dar um passo pra trás, você sabe, comoadmitindo, selando a minha derrota."Ok", Annalise riu com seu bom temperamento. "Eu já entendi,nós somos muito pouconão é Hannah".Hannah fez um grunhido em resposta."Você sabe o que eu quero dizer. Você gosta daí, e isso é ótimo pra você, mas eu não souo tipo de garota do interior...""Você está longe de ser uma garota do interior", Annalise disse."E além do mais, eu não estou falando com a minha mãe", eu disse, explicando quecadela ela foi quando ouviu minha novidade."Por que você não vai pra Londres ficar com Ethan?" Ela disse, se referindo a EthanAinsley, nosso amigo de escola que estava em Londres, escrevendo um livro.No segundo que ela disse, eu sabia que essa era a resposta. Era tão óbvio, eu mesurpreendi por que não pensei nisso antes . Eu iria sub rentar meu apartamento e viajarpara a maravilhosa Inglaterra.
  • 102. "Annalise que idéia maravilhosa", eu disse, imaginando todo mundo pensando na minhamudança de continente. Claire que sempre se achava a viajadora do mundo, iria secorroer por dentro. Marcus, que não tinha ligado ainda para saber como eu estava, ficariacheio de culpa e ter dúvidas sobre se fez a escolha certa quando descobrisse que seu bebêia nascer do outro lado do Atlântico. Rachel, que sempre foi mais amiga do Ethan do queeu,ficaria com ciúmes da minha intensa ligação com seu amiguinho de infância. Dex iriapensar como ele podia deixar uma mulher tão independente, aventureira e corajosa irembora. Foi a idéia perfeita no momento certo. Só tinha que convencer a Ethan de medeixar ficar com ele.Eu conhecia Ethan desde a quarta série, quando ele se mudou pra nossa cidade no meiodo ano escolar. Sempre existiam várias intrigas quando aparecia algum garoto novo, todomundo ficava animado com sangue novo.Eu me lembro muito bem do primeiro dia doEthan, eu ainda podia ver a nossa professora , Dona Billone, colocando as mãos nosombros dele e dizendo: Esse é Ethan Ainsley, ele está vindo de Long Island. Por favor sejuntem a mim e deêm boas vindas a ele.Enquanto nós todos murmuravamos ‘Bem vindo Ethan’, eu me vi pensando onde estavalocalizada essa Ilha (Island), no Atlantico ou no Pacífico? E como um garoto dos trópicospodia ter uma pele tão branca e cabelos pretos. Eu imaginei Ethan correndo quase nu,escalando árvores para pegar cocôs para suas refeições. Será que ele foi resgatado poralguma equipe de resgate? Mandado para pais adotivos em Indianna? Talvez fosse oprimeiro dia dele em roupas normais. Eu suspeitei que fosse uma tortura pra ele se sentirtão restrito.No intervalo daquele dia Ethan sentou sozinho no beira da calçada perto dos brinquedos,escrevendo na areia com um galho enquanto muitos curiosos olhavam pra ele. Todos osdemais eram muito envergonhados para ir falar com ele, mas eu reuni Rachel e Annalisee nós três nos aproximamos dele, ‘Olá Ethan. Eu sou a Darcy, essa é a Rachel e essaAnnalise’, eu disse corajosamente apontando para minhas companheiras.Oi, Ethan disse espionandonos com seus óculos fundo de garrafa.‘Então, o quão longe é a sua terra natal?’ Eu perguntei a ele, chegando direto ao ponto.Eu queria a história completa da exótica infância dele.‘Nova York é a exatamente 800 milhas daqui’. Ele anunciou cada palavra, fazendoparecer que rra bem inteligente.Não era a vos que eu esperava para um nativo de umaIlha.‘Nova York?’ Eu estava confusa, ‘mas Dona Billone disse que você era de uma Ilha?’Ele e Rachel trocaram um olhar divertido, o primeiro de muitos de seus momentos desuperioridade.
  • 103. ‘O que é tão engraçado?’ Eu perguntei indignada, ‘Ela disse que você era de uma Ilha,não disse Annalise?’Annalise afirmou melancólicamente.‘Long Island’, Ethan e Rachel disseram em uníssosso, com sorrisos conjuntos.Então a ilha longa era o oposto da Ilha curta? Eles não clarearam nada pra mim.‘Long Island é uma parte de Nova York’, Rachel disse na sua voz de sabe-tudo.‘Ah sim, claro, eu sabia disso. Eu apenas não ouvi ela dizer Long’, eu menti. ‘Você ouviuAnnalise?’‘Não, eu também não ouvi essa parte.’Annalise nunca me fazia sentir burra, era uma das suas melhores qualidades,essa ,e o fatode que ela sempre estava disposta a dividir tudo.Naquele dia eu estava usando sua jaquetarosa.‘Long Island é na parte oeste de N. York’,Ethan continuou.Esse tutorial condecendentedele deixou claro que ele não acreditou que eu não tinha ouvido a palavra Long. Isso medeixou chateada , e eu instantaneamente me arrependi da minha tentativa de ser legal como menino novo.‘Então, porque você se mudou para cá?’ Eu perguntei bruscamente, pensando que eledevia ter ficado na ilha falsa dele.Ele contou que os pais dele se divorciaram, e a mãe dele, originalmente de Indiana,voltou pra ficar mais perto dos pais dela, seus avós. Era uma história pouco glamurosa.Annalise, de quem os pais também eram separados, perguntou a ele se seu pai ainda viviaem Nova York.Sim, ele vive, Ethan disse, os olhos dele voltando pra areia rabiscada. Eu o verei emferiado alternados e nas férias de verão.Eu poderia ter sentido pena dele, divórcio parecia ser a pior coisa que podia aconteer comuma criança, junto com ter que usar um lenço depois dos tratamentos de radioterapia paraquem teve leucemia, mas é difícil sentir pena de alguém que faz você se sentir burra pornão saber um fato geográfico bobo.Rachel mudou o assunto divórcio e perguntoua Ethan questões sobre Nova York, comose tivesse sido dela a idéia de falar com ele. Os dois conversaram sobre o empire StateBuilding e o Metropolitan (Museu de arte) e também sobre o World Trade Center (Torresgemeas que foram derrubadas pelo terrorista Osama Bim Laden em 11 de setembro de2001), todos os lugares que Ethan visitou e Rachel já tinha ouvido falar.Nós temos prédios e museus em Indiana também, eu disse defensivamente, vendo Ethancomo uma dessas pessoas que sempre estão falando...lá onde eu morava...Então euarrastei annalise pra longe das GRANDE conversa sobre um jogo num parque qualquerde Nova York.
  • 104. Depois daquele dia eu não dei muita trela para o Ethan até que ele e Rachel foramescalados para entrar no programa chamado T.D Talentosos e dotaods que começaria nopróximo ano escolar. Eu odiei esse programa T.D, odiei o sentimento de me sentirexcluída, de não fazer parte.Eu não aguentava a presunção dos que foram escolhlidos,eme sentia mal todas as vezes que eles iam pra sala misteriosa ter aulas e voltavam flandodos experimentos idiotas deçes , como construir barcos de massinha e colocalos na águapara que ficassem o máximo de tempo na direção certa sem afundar.Acidentalmente,Ethan ganhou esse concurso, montando um navio que aguentou o curso certo por 19millas até afundar. Grande coisa, eu lembro de ter falado pra Rachel. Eu parei de brincarde bonecas e massinha quando eu tinha 4 anos. E sempre pegava no pé dela dizendo queesse programa T.D era realmete para Total iDiotas. E apenas para ela não achar que erador de cotovelo, eu sempre a lembrava que eu só não entrei por um ponto porque euestava com a garganta arranhando no dia da prova e não pude me concentrar em nada anão ser na minha capacidade de engolir saliva. ( a parte da garganta era verdade, mas aparte do um ponto provavelmente não,porque eu nunca soube com certeza qual foiaminha nita porque a minha mãe dizia que minha pontuação não era importante, que eunão precisava desse programa para ser especial).Então no auge da minha irritação com a superioridade do Ethan, foi uma surpresa ele tersido meu primeiro namorado. Foi mais surpreso ainda porque rachel gostava dele desde odia que ele chegou, enqunato eu queria o Doug Jackson,que era o garoto mais popular danossa sala, e eu tinha certeza que nós dois íamos nos tornar um casal quente , até que elecolou uma foto da Heather Locklear(atriz) na capa do seu caderno, anunciando quegostava mais de louras do que e morenas.O sentimento me fez urrar de raiva e eu decidi encontara outro candidato , talvez até dasexta séria. Magro, o amiguinho Ethan era o último da minha lista, mas um dia, enquantoeu estava observando ele olhar o mapa do peru, eu repentinamente vi o que a Rachelfalava tanto nele. Ele era muito bonito,então eu me movi rapidamente e quase caí emcima dele com a desculpa de estar procurando o mapa do paraguay, uma gaveta abaixo.Ele me deu um olhar engraçado, riu e mostrou a covinha que tinha no rosto. Eu decidinessa hora que eu ia gostar do Ethan.Quando eu dei a nova notícia pra Rachel naquela semana, eu pensei que ela ficaria felizque eu finalmente concordei com ela e que nós tínhamos mais alguma coisa em comum.Depois de tudo, melhores amigas tinham que concordar em tudo, e certamente nesseassunto tão importante como em quem achar bonito, mas Rachel não ficou feliz.Naverdade, ela ficou furiosa, ficando totalmente territorial, como se fosse dona do Ethan.Annalise deu a sua opinião dizendo que Rachel e eu dividmos o sentimento de gostar doDoug por meses, mas Rachel não foi persuadida por isso, ela continuou dizendo que
  • 105. Doug era diferente, e ela continuou ofendida e metida a santa , murmurando sobre comoela tinha gostado do Ethan primeiro.Isso era verdade, ela tinha gostado dele antes, mas do jeito que eu via as coisas, se elagostava tanto do Ethan primeiro ela devia ter feito alguma coisa sobre isso, tomar umaaçao real.E quando eu digo ação, não quero dizer escrever as iniciais dos dois no vidro docarro da mãe dela, mas Rachel nunca foi de ação,esse era meu departamento.Então, alguns dias depois, eu escrevi uma nota pro Ethan, perguntando se ele querianamorar comigo com istruções e caixinhas ao lado do sim, não e talvez. Pra ser sincera,eu ínclui o nome da Rachel na quarta opção,mas no último minuto eu cortei essa parte danota, raciocinando que ela não devia ser beneficiada da minh tomada de ação, alé do maiseu nã queria perder pra Rachelquando ela já me ganhava em tantos quesitos, ela estav noT.D depois de tudo, então eu passei a nota, e Ethan disse sim,e assim nós nos tornamosum casal.Nós nos falavamos ao telefone e flertamos durante as férias e foi tudo muitoexcitante por umas semanas, mas aí Doug deciciu que gostava mais das morenas de novo,então eu dei o fora no Ethan e fiquei livre pro meu príncipe da quinta série de novo.Eutive sorte, porque nosso rompimento coincidiu com a nova fase do Ethan d a obssessãocom o Monstro do Lago Ness, era tudo que ele podia falar por semanas, até planejou umaviagem para Escócia ou Suécia ou sei lá onde o monstro vivia.Isso quer dizer que elemudou de foco rápido então nem ligou com nosso rompimento, e me esqueceurelativamente rápido.Pouco tempo depois, Rachel deixou de gostar dele também, eladisse que não estava mais interessada em garotos, uma decisão conveniente já quenenhum estava interessado nela também.E nós fomos todos juntos para o ginásio e segundo grau. Annalise,Ethan, Rachel e euformando um grupinho(apesar de eu estar em outros grupos mais populares também) enenhum de nós mencionou aquele trianglo amoroso de novo. Depois da graduação dosegundo grau, eu continuei em contato com Ethan, mas principalmente via Rachel. Elesdois continuaram muito unidos, particularmente durante o divórcio dele. Ethan vinha aNova York com frequência durante sua crise, veio tanto que eu cheguei até a desconfiarde uma relação entre os dois,mas Rachel insistiu que não tinha nada romântico entre eles.Você acha que ele é gay ? eu perguntei a ela , me referindo a sua afinidade com as amigasmulheres, a sensibilidade dele e o amor que tinha por música clássica. Ela disse que elatinha certeza que ele não era, e explicou que eles eram estrictamente amigos.Então enquanto eu telefonava para o Ethan em Londres, eu me preocupei que ele medispensaria por lealdade a Rachel, um senso que ele tinha que ficar do lado dela.Annaliseamava nós duas por igual, mas Ethan claramente era mais favorável a Rachel.Semdúvidas, quando ele finalmente me ligou de volta mais de uma semana depois, depois que
  • 106. eu deixei duas mensagens no telefone dele e mandei um email bem escrito para ele, umpouco desesperado, o alô dele estava hesitante.Eu preparei um ataque antecipado para atender o telefone, "Ethan, eu não vou aguentarse você me dispensar, não vou aguentar. Você tem que me ajudar, eu sei que você é maisamigo da Rachel, eu sei que você está do lado dela..." eu hesitei, esperando que eledissesse que não estava do lado de nimguém. Quando ele não disse, eu continuei. "Maseu estou te implorando, Ethan. Eu tenho que sair daqui, eu estou grávida, meu namoradome deu o fora, eu tirei um tempo livre do trabalho, eu não posso voltar pra casa,Ethan.Seria muito humilhante, muito." Eu disse tudo, sabendo do risco, que ele poderialigar pra Rachel e dizer como eu era uma perdedora, mas era uma chance que eu tinhaque correr, eu disse um Por favor final e esperei."Darcy, não tem nada a ver com a Rachel, é que eu gosto de morar sozinho.Eu nãoquero uma companheira de apartamento "."Ethan, Por favor. Apenas por algumas semanas, é só uma visita. Eu não tenho nenhumlugar mais para ir "."E Indiana?Você pode ficar com seus pais "."Você sabe que eu não posso fazer isso, Você aguentaria voltar pra lá depois do seudivórcio com a Brandi?"Ele suspirou, mas eu podia dizer que era um som simpático, "Poucas semanas? Comoquantas?""Três, quatro ou seis no máximo ", eu disse sem fôlego, esperando."Ok, Darcy ",ele finalmente disse. "Você pode ficar aqui, mas apenas temporariamente,meu apartamento é muito pequeno...e como eu disse eu realmente gosto da minhasolidão"."Oh, obrigada! Obrigada! Obrigada!"eu disse me sentindo vitoriosa como antigamente.Eu sabia que meus problemas estavam resolvidos e que ele dizendo sim pra mim era oequivalente a me conceder uma chance de concertar a minha vida, incrementado com oglamour europeu. "Você não vai se arrepender, Ehan. Eu serei uma hóspede perfeita ",eu disse."Apenas lembre-se, visita rápida "."Visita rápida, eu entendi ".Eu desliguei e vi minha nova vida...Andando pelas ruas de Nothing Hill, através da garoa e da neblina,minha barriga debasquete saindo um pouco por baixo do suéter de gola alta e calça de flush. Uma capa deLã da Burberry presa na minha cabeça caindo até minha cintura. Meus cabelos castanhoscom luzes brilhantes, cabelo feito no melhor salão de Londres, caindo pelos meusombros. Uma parada numa charmosa cafeteria, onde eu cuidadosamente escolho uma
  • 107. Torta mousse de abóbora. Enquanto eu pago a conta, eu olho para o meu futuro marido.Assim que os olhos dele batem no meu, seu rosto se ilumina num sorriso sexy, ele éestonteantemente lindo, com as melhores características do Dex e os olhos e corpo doLair.O pai dele é do Norte da Itália, daí os olhos azuis, e a mãe dele, inglesa, por isso aimpecável aparência,boas maneiras e uma educação em Oxford.O nome dele é Alistair,eele é muito inteligente, sofisticado e muiti milionário. Ele pode até ser um Duque ouconde.Ele é melhor que Dex em todas as categorias, e muito mais sexy que Marcus.Claro que ele vai se apaixonar por mim a primeira vista, minha gravidez não irá detê-lo.Na verdade, vai deixá-lo mais excitado, como eu já ouvi dizer que acontece com algunshomens. Em questão de semanas depois do nosso primeiro encontro ele vai pedir minhamão em casamento, eu me mudarei do charmoso flat do Ethan para o apartamentosofisticado do Alistair,que tem empregada, cozinheiro, mordomo e serviçais.E uma noite no fim de abril, quando a primavera já chegou em Londres, enquanto nósdormimos nus na cama dele de madeira de lei antiga que está na família por gerações, noslençois de cento e um fios de algodão, eu sinto os primeiros sinais de trabalho de parto.Eu acho que está na hora, eu vou sussurrar, gentilmente tocando em Alistair. Ele vai pularda cama, me ajudar a vestir meu pijama de cashmere, pentear meu cabelo e chamar omotorista antes de saírmos para a noite de Londres. Então ele vai ficar sobre a minhacama no hospital, alisando minha testa, me dando suaves beijos no rosto enquantomurmura Empurra amor, empurra minha querida.Vai ser amor a primeira vista tudo de novo quando ele ver a minha filha, que vai parecermuito comigo. A filha que ele vai querer adotar. ‘Nossa filha’, ele vai dizer as pessoas.Quando ela já estiver com os dentinhos nascendo nós vamos esquecer que um americanochato é o pai biológico dela, e com certeza eu vou ter esquecido tudo sobre Dex e Rachel.Eu vou estar muito ocupada na minha vida ‘feliz para sempre’ para dar a eles o prazer domínimo pensamento’.Capítulo 18Pela próximas duas semanas, eu era só preparação e ação, acertando todos os meusnegócios para fechar minha vida em Nova york e voar para Londres. Eu coloquei umanúncio no jornal e encontrei um casal pra subrentar meu apartamento. Então eu vendimeu anel de noivado numa loja especializada em diamantes e meu vestido de noiva noEbay.Quando eu somei o lucro das vendas com meu dinheiro em conta, eu calculei quepoderia ficar toda minha gravidez em Londres sem trabalhar.Finalmente eu estava pronta, minhas malas arrumadas com minhas melhores roupas, indopro aeroporto JFK para meu vôo a Londres.Quando eu embarquei no avião eu me senti
  • 108. satisfeita, sabendo que estava deixando a cidade sem trocar uma palavra com as pessoasque me traíram.Eu entrei na classe executiva e sentei, coloquei meu par de pantufas decashmere e dormi um sono profndo e em paz.Sete horas depois, eu acordei enquanto o avião sobrevoava pastos muito verdes e umfeixo grnade azul que teria que ser o Thames(maior rio da Inglatera). Meu coraçãoacelerou de emoção de saber que minha nova vida estava começando. Eu só ficava maisexcitada enquanto passava pela Aduana Inglesa e área de controle do passaporte(mentindo sobre o meu tempo de estadia, assim como menti para Ethan), retirei dinheirobritânico no caixa eletrônico e peguei um táxi preto para Heathrow, onde Ethan morava.Eu estava renovada no caminho do táxi por Londres, me sentindo mais uma pessoa domundo já. Eu me sentei direito, falando propriamente com meu taxista, e injetando muitascoisas legais na nossa conversa, em vez de usar minha conversa usual com taxista.Essaera uma terra civilizada, e onde eu iria reencontrar a boa vida.Uma existência maiscultural. Pessoas como Madona e Gwyneth Paltrow, que podiam viver em qualquer lugardo mundo , escolheram viver em Londres, ao invés das velhas e cansadas Los Angeles eNova York. Eu tinha algo em comum com essas mulheres como, estilo, beleza, um certo‘je ne sais quoi’ (uma coisa especial, muito sua).Talvez eu até ficasse amiga de Madge eGwynnie, junto com Kate Moss, Hugh Grant e Ralph Fiennes.Quarenta minutos depois de uma conversa educada, eu cheguei na rua do Ethan. Meutaxista saiu do carro, veio pro lado do carona e me ajudou com minhas malas,colocandominhas malas da louis Vuitton na calçada. Eu dei a ele duas notas roxas de vinte e umalinda verde de cinco , todas grandes e coloridas adornadas com a foto da rainha Elizabethjovem. Até o dinheiro era mais interessante e gracioso em londres. “Aqui está está,Sr.Por favor fique com o troco. Obrigada pela sua ajuda”, eu disse, fazendo uma levereverência.Pareceu uma coisa mais britânica a se fazer.Meu taxista sorriu e piscou para mim.Eu estava longe de um bom começo.Eu inspirei profundamente e expirei,olhando minharespiração virar névoa nesta fria manhã de novembro.Então eu subi os seis degraus demármore envelhecidos até o interfone do apartamento do Ethan e apertei o botão debronze com o número do flat dele. Eu ouvi um barulho estranho seguida de um “Sim?”“Ethan! Eu estou aqui! Rápido! Estou congelando!”Segundos depois Ethan sorriu para mim através do angulo do vidro na porta da frente. Elebalançou a porta e me deu um grande abraço “Darcy! Como você está?”“Maravilhosa! ” Eu disse, dando dois beijos, estilo europeu, uma em cada bochecha rosadele.Eu passei minha mão pelos seus cabelos cor de mel, estava mais longo do que ousual fazendo cachinhos no fim. “Adorei o cabelo Ethan”.
  • 109. Ele me agradeceu, disse que não tinha tempo pra cortar, então ele sorriu e disse num tomque parecia ser sincero, “É bom te ver Darcy”.“É ótimo ver você, Ethan”.“Como você se sente?” Os braços dele se moveram num abraço de conforto sobre mim.Eu disse a ele que estaria bem assim que conseguisse sair do frio e tomasse um banho pralimpar meus poros.“ Você sabe como vôo provoca uma devastação na sua pele.Todoaquele ar sujo circulando, eu disse, mas ao menos eu não estava presa lá atrás, éhorrível vir lá atrás com as pessoas comuns”.“Você está longe de ser uma pessoa comum”, ele disse, o sorriso dele pálido enquanto eleolhava por trás de mim e apontava para as malas na calçada. “Você deve tá brincandocomigo. Tudo isso para apenas algumas semanas?”Eu ainda tinha que contar a ele sobre o meu plano de ficar muito mais do que algumassemanas, e que eu estava pensando mais em alguns meses, talvez até uma mudançapermanente.Eu faria ele concordar com isso,alguma hora.Quando eu contar pra ele averdade, nossa amizade já vai ter ultrapassado a ligação dele com a Rachel. Além domais , eu acharia meu Alistair rapidamente. Ethan revirou os olhos, então levou minhasduas malas mais pesadas primeiro para os degraus.“Caramba, Darcy. Você tá carregando algum corpo nessa mala?”“Sim, Rachel está nessa aí”,eu disse orgulhosa, apontando pra mala. “ E Dex está nessaoutra”.Ele balançou a cabeça e me deu um olhar de aviso, como se dissesse que ele não falariamal da preciosa Rachel. “É sério. O que são todas essas coisas? ”“Apenas roupas, sapatos. Um monte de cosméticos, perfmes, esse tipo de coisa”. Eudisse, pegando minhas bolsas mais leves, explicando a ele que mulheres grávidas não temque levantar nada mais pesado do que 10 quilos.“Entendi”, Ethan disse, abrindo caminho pela porta da frente. Quatro viagens depois, eletinha todas as minhas bolsas dentro do prédio. Eu segui ele pelo corredor escuro e comcheiro de naftalina com um carpete esverdeado parecendo dos anos setenta. Eu devo terfeito alguma cara, porque Ethan me perguntou se tinha alguma coisa errada.“Naftalina”, eu disse, tapando meu nariz.“Melhor do que traça”, Ethan disse.“Você não ia querer que eles arruinassem seus carospulovers”.“Pulovers? ”“Suéters. ”“Meus pulovers, certo”.Eu estava excitada por adotar uma gíria britânica paratudo.Talvez até um sotaque britânico.
  • 110. Ehan me guiou pelo escuro e frio corredor, e então para meu depontamento, descemos asescadas, eu odiava apartamentos de sótão, me faziam sentir claustrofóbica.E também nãotinham luz adequada, terraça ou vista nenhuma. Talvez a parte de dentro compensasse, eupensei, enquanto Ethan abria a porta.“Então é isso. Lar doce lar”, ele disse.Eu olhei em volta tentando mascarar meu desapontamento.“Eu te disse que era pequeno”, ele disse, me dando um tour indiferente. Tudo estavalimpo, arrumado e bem decorado, mas nada me lembrava particulamente a Europa excetopor uma coroa enfeitando uma parece perto do teto. A cozinha era sem descrição e obanheiro abaixo de desgostoso, com a parede encarpetada, bizarro para um banheiro, masnão incomum de acordo com Ethan e absolutamente vaso miniatura.“Lindo flat”, eu disse com falsa alegria.“Onde é meu quarto? ”“Paciência minha querida, eu ia chegar aí já”, Ethan disse, me levando a um cubículodepois da cozinha. Era tão pequena quanto um quarto de empregada em Nova York, e ajanela pequenina era muito estreita pra se olhar por ela, ainda estava coberta de ferrugemcorroendo suas barras. Tinha um armário branco no canto que de algum jeito combinavacom as paredes brancas,cada um fazendo o outro parecer mais cinza.Encostado na outraparede estava uma estante de livros, também branca, mas descascando, mostrando umaparte verde pelo meio.Suas prateleiras estavam vazias salvo por umas brochuras de livroe uma grande concha rosa.Tem alguma coisa de conchas tiradas do mar que sempre medeixavam depressivas, eu odeio o eco, som triste que elas fazem quando você a apertacontra a orelha, mas apesar disso eu sempre estou disposta a ouvir.Claro que quando eupeguei a concha e a apertei contra o ouvido,o eco me fez sentir muita tristeza.Eu coloqueide volta na preateleira e andei na direção da janela, espiando um pouquinho acima donível da calçada. Nada nessa vista indicava que eu estava em Londres, eu poderiafacilmente estar em Cleveland. Ethan deve ter lido a minha reação por que ele disse,“Olha Darcy. Se você não gosta do seu quarto, tem um monte de hotéis...”“O quê?” Eu perguntei inocentemente, “Eu não disse nada! ”“Eu te conheço”.“Bem, então você deveria saber que eu estou eternamente grata e feliz além do possívelde estar aqui.Eu amei minha aconchegante celulinha”.Eu ri, “quer dizer quartinho”.Ethan levantou as sombracellas e me olhou por cima dos seus óculos.“Foi uma brincadeira!Não é uma célula, eu disse pensando que Jonh Hinckley Jr.Provavelmente tinha melhores acomodações”.Ele balançou a cabeça, virou e levou minhas malas para o quartinho,quando ele terminoumal tinha lugar para ficar em pé no quartinho, quanto mais para dormir.“Onde eu vou dormir?” Eu perguntei horrorizada.
  • 111. Ethan abriu uma porta do armário e apontou para um colchão de ar.“ Eu comprei isso pravocê ontem.Cheio de luxo, para ma garota luxuosa”.Eu sorri. Pelo menos minha reputação estava intacta.“Se apronte, tome um banho se quizer”.“Claro que eu quero. Eu estou tão nojenta”.“Ok, tome um banho e nós saímos para comer”.“Perfeito! ” Eu disse, pensando que talvez o flat dele não era o que eu estava esperando,mas tudo mais podia ultrapassar minhas expectativas. A cena de Londres superaria comcerteza o cheiro de nafitalina e meu limitado quartinho.Eu tomei um banho, desaprovando a pressão da água e o jeito que o vento no banheirobatia na cotina do box e fazia ela bater nas minhas pernas. Pelo menos Ethan tinha unsbons produtos unisex . Muitos produtos da Kiehl, incluindo um creme facial de abacaxique eu sempre gostei.Eu usei, e o coloquei perfeitamente no mesmo lugar para não meentregar.Ninguém gosta de um hóspede que usa seus melhores produtos cosméticos.“Tem algo errado com a sua água?” Eu perguntei a Ethan quando saí do banheiro nomeu robe de seda rosa, combinado com a toalha rosa no meu cabelo.Meu cabelo estáespesso, sem brilho.“A água aqui é muito pesada, você vai se acostimando...A única coisa chata é que deixamanchas nas roupas”.“Tá falando sério?” Eu perguntei, pensando que eu teria que lavar tudo a seco se fosse ocaso.“Não dá pra conseguir uma água mais leve? ”"Nunca procurei, mas você está liberada a fazer isso se você quizer".Eu suspirei. "E eu imagino que você não tem um secador de cabelo?""Boa imaginação", ele disse."Bem, Acho que vou ter que sair com o cabelo ao natural. Nós não vamos encontrarninguém, né?Eu quero estar no melhor do meu visual quando encontrarmos seugrupinho"."Eu realmente não tenho um grupinho.Apenas alguns amigos.E eu não planejei nada"."Que bom! Eu quero dar uma boa imprenssão. Você sabe o que dizem a primeiraimprenssão é a que fica! ""Ah hã. ""Então depois eu compro um secador na Harolds", eu disse."Eu não iria na Harolds pra isso, tem uma farmácia na esquina a Boots"."Boots! Que bonitinho! ""Apenas uma farmácia comum. ""Bem, melhor eu me arrumar agora"."Ok", Ethan disse sem olhar pra frente.
  • 112. Depois que eu coloquei meu sueter mais quente e meu cabelo secou um pouco, Ethan melevou para almoçar num Pub perto de casa. Era charmoso por fora, pequeno, num prédioantigo com tijolo aparente coberto de cera.Vasos de barro cobertos de flores vermelhaspequenas estavam ao lado da porta. Mas como o flat do Ethan, a parte de dentro eramuito diferente. O lugar era sujo e fedia a cigarro, e era cheio de garçons feios com botashorríveis e unhas piores.Essa observação era digna de atenção porque eu tinha lido numaplaca na porta da frente que dizia: ROUPAS DE TRABALHO LIMPAS SÃOEXIGIDAS. Eu também notei outra placa pequena no bar que dizia: POR FAVORREPORTE QUALQUER EMBALAGEM SUSPEITA PARA O PROPRIETÁRIO DOPUB."O que é isso?" Eu perguntei a Ethan, apontando a placa."O Ira", Ethan disse."Quem?""Irish Republic Army?" Ethan disse, "te lembra algo?""Ah isso",eu disse lembrando vagamente alguns incidentes terroristas dos anos passados."Claro. "Enquanto nós sentávamos, Ethan sugeriu que eu pedisse peixe com fritas."Estou me sentindo um pouco enjoada.peLa gravidez e também pela viagem.Eu acho quepreciso de algo mais leve. Um queijo grelhado, talvez?""Você está com sorte", ele disse. "Eles tem o melhor “Croque Monsieurs”da cidade"."Croque mistério?O que é isso?""Nome chique francês para hamburguer com queijo"."Soa delicioso", eu disse, pensando que eu devia dar uma atualizada no meu francês dosegundo grau.Vai vir a calhar quando Alistair e eu tomarmos nossa viagem de fim desemana para Paris. Ethan pediu nossa comida no bar, o que ele disse ser uma prática comum nos pubsingleses, enquanto eu olhava para um jornal que alguém tinha largado na mesa. Victoria eDavid Beckham, ou como eles chamam, Posh e Becks, estavam na primeira página. Eusei que David Beckham era uma grande coisa na Inglaterra, mas eu simplismente nãoentendia.Ele nem era tão bonito.Bochechas emplastadas e cabelo duro, eu eu odiava osbrincos nas duas orelhas. Eu fiz a minha observação para Ethan, que apertou os lábioscomo se fosse algum amigo dele."Você já viu ele jogando futebol?" Ethan me perguntou."Não. Quem assiste futebol?""O mundo inteiro. É o maior esporte em todo lugar do mundo menos nos EUA"."Bem, no que eu posso falar desse tal de David", eu disse dando um tapa na foto, "não énenhum George Clooney. Só isso que eu estava falando".
  • 113. Ethan revirou os olhos no mesmo tempo que uma garçonete feia trouxe nossa comidapara a mesa e nos deu os talheres embrulhados em guardanapos, ela conversourapidamente alguma coisa com Ethan sobre o livro dele. Obviamente ele comia muitoaqui. Eu notei que ela tinha dentes amarelos horríveis. Enquanto ela ia embora, eu nãoconsegui deixar de comentar."Então é verdade o que eles dizem sobre o trabalhodentário aqui?". Ethan colocou sal na sua comida, peixe com fritas e um pure de batataverde amontoado, e disse, "Kiley é muito legal"."Não disse que ela não era. Só disse que os dentes ela estão ruins.Cruz! " eu disse,imaginando se ele seria sempre tão sensível sobre tudo."E o que é esse purê verde aí?""São ervilhas, Mingau de ervilhas que eles chamam. ""Nojento".Ethan não respondeu. Eu comi um pequeno pedaço da minha comida. Enquanto eumastigava, eu me vi doida pra mencionar o nome da Rachel, pegar uma fofoca completapelo Ethan, descobrir tudo que ele sabia sobre a relação dela com Dex.Mas eu sabia quetinha que ir com cuidado, se eu lançasse alguma acusação Ethan ia se fechar.Então,depois de alguns minutos de um silêncio agonizante, eu trouxe o nome dela na conversacom a pretensão de falar sobre uma lembrança do segundo grau, uma que envolvia nóstrês indo ao jogo do cubs uma semana após nossa graduação. Então eu inclinei minhacabeça e disse como quem não quer nada,"Como a Rachel está?"Ethan não entrou no jogo. Ele olhou para cima do mingau de ervilhas dele e disse, "Elaestá bem... ""Apenas bem?""Darcy", ele disse, não caindo no meu ar de inocente. Ia ser difícil conseguir algumacoisa do Ethan."O quê?" Eu perguntei."Eu não vou fazer isso com você", ele disse."Fazer o quê?""Discutir sobre a Rachel"."Por que não? Eu não entendo", eu disse, derrubando o sanduíche no prato."Rachel é minha amiga. ""Você é meu amigo também, se você não sabe".Ele colocou vinagre no peixe dele e disse, "eu sei disso"."Annalise é amiga de nós duas e conversou comigo sobre...o que aconteceu", eu disseescolhendo minhas palavras cuidadosamente. "Porque você não me diz o que vocêpensa? Eu não vou me ofender. Quer dizer, claro que você tá do lado dela". Reverter o
  • 114. lado psicológico sempre era uma boa tentativa, até com alguém tão inteligente quantoEthan."Olha Darcy, eu não me sinto confortável com esse tópico,você não tem mais nada praconversar sem ser Rachel?""Um monte de coisas, acredite", eu disse, como se meu mundo fosse cheio deglamourosas intrigas como era antes de toda essa confusão."Bem, então...para de querer fazer eu falar mal da Rachel. "Eu não estou fazendo isso. Eu só quero falar com você , meu amigo de infância, sobrenossa outra amiga de infância e ... os relacionamentos correntes.Isso é tão erradoassim?"Ele me deu um longo olhar e então continuou seu almoço em silêncio. Quando eleterminou acenceu um cigarro,deu um trago longo, e exalou na minha direção."Ei, presta atenção! Estou carregando uma criança aqui!" Eu chiei."Desculpa", ele disse, virando a cadeira dele e exalando a fumaça para outra direção."Você vai ter sérios problemas neste país. Todo mundo fuma"."Eu posso ver isso", eu disse, olhando em volta, "Fede a cigarro aqui".Ele deu de ombros."Então, posso apenas fazer algumas perguntas?""Não se forem sobre Rachel"."Vamos lá Ethan, são questões totalmente inofensivas. Por favor?"Ele não respondeu então eu fiz a minha primeira pergunta."Você falou com ela recentemente?""Bem recente"."Ela sabe que eu estou aqui".Ele balançou um sim com a cabeça."E ela está bem com isso?" Eu perguntei, esperando que ela não estivesse de acordo comisso. Eu queria que ela estivesse com ciúmes que eu estava ali em Londres com seuprecioso Ethan. Eu queria que ela se sentisse apunhalada no seu território. Eu não podiaesperar para Ethan mandar cartões postais para ela das nossas viagens juntos ,passeandopor Vienna, Amsterdam, Barcelona. Talvez eu até colocasse um aleatório PS no cartão‘Queria que você estivesse aqui’ eu escreveria.Para mostrar a ela que eu tinha esquecidotoda a história com Dex.Que eu tinha ido em frente sem olhar pra trás."Ela não liga, não".Eu bufei bem alto para indicar que eu duvidava muito que ela achasse isso.Ethan deu de ombros."O que tem de novidades na vida dela?""Não muita coisa".
  • 115. "Ela ainda está com Dex? ""Darcy, acabou. E eu falo sério"."O quê? Apenas me conte! Eu não me importo se els estão juntos. Só estou curiosa, étudo... ""Eu realmente falo sério. Nenhuma pergunta sobre o Dex"."Tá bem, tá bem, eu penso que é besteira nós, dois amigos, não podermos falarfrancamente. Mas tudo bem, seus problemas"."Certo. Meus problemas", Ethan repitiu, parecendo exausto.Depois do almoço eu desfiz minhas malas enquantoEthan foi para o quarto dele escrever.Eu fiz várias viagens para o quarto dele para pedir mais cabides, e toda vez que euentrava ele me olhava com uma expressão chateada, como se um pequeno cabide pudessetirar ele do rumo da história que ele estava escrevendo.No meio da tarde meu quarto estava organizado como podia, considerando a quantidadede espaço. Eu coloquei no armário minhas roupas, alinhei meus pares de sapato favoritosem duas linhas pelo chão, e coloquei toda minha maquiagem, perfumes e langeries naestante de livros, não estava bonito, mas funcional. Bem na hora que eu acabei dearrumar e estava no clima pra chamar Ethan para dar uma volta pela cidade, eu peguei elena sala colocando uns papéis e um pacote de cigarros numa pasta de laptop.Você está indo em algum lugar? Eu perguntei a ele."Sim"."Onde?""Fora. Pra escrever.""O que você está escrevendo mesmo? ""Um capítulo num livro de arquitetura londrina. E recentemente ue comecei a escreveruma novela , e eu tenho um monte de artigos free lancer pra fazer também.Você sabe,coisas pra pagar o aluguel"."Sobre o que é a sua novela?" Eu perguntei pensando que minha vida seria uma exelentenovela.Eu tinha certeza que poderia das umas boas idéias a ele."É sobre um cara que perde toda sua família num acidente com monoxido de carbono evai viver na floresta sozinho pra se curar"."Parece legal"."No mínimo animador"."Se você diz...mas você tem que trabalhar no meu primeiro dia?""Sim, eu tenho". Ele disse sem se desculpar.Eu franzi as sombracelhas , perguntei a ele porque ele não podia ficar em casa e escrever.Eu disse que eu ficaria extremamente quieta."Como uma freira em voto de silêncio", eusussurrei.
  • 116. Ele riu. "Você? Voto de silêncio?""Ah Ethan, Por favor", eu disse. "Eu vou me sentir sozinha aqui".Ele balançou a cabeça. "Eu não consigo pensar aqui".Imagino porque. É um pequeno buraco apertado, eu pensei comigo mesma. Em vez dissoeu apenas joguei a minha mão e disse, "tá bem, tá bem, mas apenas pra vocêsaber...óculos e bonés não andam juntos, escolha um ou outro. Se não é como...muitosacessórios ou coisa parecisa,edite seu visual".Ele balançou a cabeça enquanto eu seguia ele até a porta."Onde eu te encontro se eu precisar de você?" Eu perguntei."Você não encontra", ele disse."Sério, Ethan! Onde você vai estar?""Eu não sei. Eu apenas ando por aí até achar uma cafeteria com boas vibrações.nadamuito quieto, nem muito cheio. Apenas um lugar legal. Eu deixei o número do meucelular naquele bloco, ele disse, apontando para um bloco em cima da mesa. Só ligue sefor absolutamente necessário"."Não posso ir com você?""Não. "Eu suspirei. "O que eu vou fazer o resto do dia sem você?Eu não pensei que ficariasozinha no meu primmeiro dia aqui".Ele trocou a bolsa de ombro e me olhou, pronto pra me dar um sermão."Ok,ok.desculpe...eu irei te ajudar."Ele me deu um monte de chaves e um livro espiral com um mapa na frente. "A pequenachave é da porta da frente. O Bastão grande vai na fechadura de cima. A chave comcabeça na de baixo,todas viram para esquerda. E toma isso é um ABC, uma bíblia dasruas de Londres. ""Eu odeio mapas", eu disse, folheando o livro. "E esse parece impossível. Tem muitaspáginas. ""Você é impossível", Ethan disse."Apenas me diga onde posso ir fazer compras", eu disse."Tem um índice no fim o livro. Procure pela rua Knightsbridge. Você vai encontrarmuitas lojas por aí. Harrods e Harvey Nichols, que é mais o seu bico".E por que? Eu perguntei antecipando um elogio.Mais fashion e elitizado.Eu sorri. Eu não era nada se não fosse fashion e elitizada. "E quão longe daqui esta essarua?""Uma longa caminhada.Ou uma pequena corrida de taxi.Eu explico o metro outrodia.Não tenho tempo agora. "
  • 117. "Obrigada Ethan", eu disse. Beijando a bochecha dele. "Te vejo a noite e no meio tempoeu vou comprar uma roupas lindas! ""Parece um plano maravilhoso", ele disse com um sorriso de suporte.Parecia que o Ethanentendia que para começar uma nova vida eu precisava de um novo guarda roupastambém.Capítulo 19Como eu vi depois, Ethan estava certo.Harvey Nichols era exatamente o que gostava. Eu comecei pela Harrods,mas era muitogrande e cheia de turista como era a Macy’s nos EUA. Harvey Nics, como eu ouvi umagarota britânica chamar em frente a entrada da Rua Sloane, era mais luxuoso e elegante,me lembrava a Henri Bendel ou Barneys em Nova York. Eu estva no paraíso, indo dearara a arara, pegando várias peças de Stella Mcartney, Dolce & Gabbana, AlexanderMcQueen, Jean Paul Gaultier e Marc Jacobs.Eu também coloquei alguns nomes novosno meio, achando esplendidas peças de inverno de designers que eu nunca tinha ouvidofalar antes.Meu único momento ruim na tarde foi quando eu descobri que eu não entrava mais notamanho 40. Eu estva com dezessete semanas de gravidez e meus pesos iniciais dagravidez já tinham me feito sair do tamanho 38, mas quando nem 40 deu em mim, euentrei em pânico. Eu exmainei a minha bunda e coxas pelo espelho do provador, entãosimulei o teste da caneta , quando você fica em pé com suas pernas juntas, coloca umacaneta no meio das pernas, e vê se fica entre suas coxas ou cai no chão. Eu fiquei aliviadaquando vi que continuava um espaço ali, a caneta caiu no chão.Então como meu tamanhopode ter aumentado tanto em tão pouco tempo?Eu coloquei minha cabeça fora doprovador e perguntei a uma vendedora vestida com uma saia de couro preta e botas devinil laranja."Desculpe-me, mas os tamanhos são menores na coleção de Dries Van Noten?" Euperguntei.Ela me deu uma risada melódica, "Americana? "Eu confirmei."Os tamanhos são diferentes aqui, amor. Você é 38 lá?""Sim, eu disse orgulhosa, Normalmente, mas ultimamente estou usando 40"."Isso é 44 aqui tipicamente."
  • 118. "Que alívio! " Eu disse."Você gostaria que eu pegasse as roupas no tamanho certo?"Eu balancei a cabeça agradecida, dei a ela minhas roupas e perguntei se ela podiaadicionar uma saia igual a dela na minha pilha.Então eu esperei, quase nua, no provador,examinando a bolinha pequena que se formava acima do meu estomago.Ficava maior acada dia, mas meu corpo ao contrário ainda estava bem feitinho. Eu tinha parado minharigorosa escala de ginástica pre-casamento, mas eu raciocinei que se eu continuasse numadieta, eu conseguiria manter meu corpo por alguns meses mais.Quando a vendedora finalmente voltou, ela deu um gritinho, "Oh, meu Deus você estágrávida! De quanto tempo?""Quatro meses e uns dias", eu disse, passando a mão em volta da barriga."Você está ótima para quatro meses", ela disse no seu sotaque chique.Eu agradeci a ela e cheguei para o lado deixando ela pendurar as roupas no meuprovador. Uma hora depois, eu estava comprando cinco maravilhosas peças que fariamClaire babar. Enquanto eu passava meu cartão Visa, eu me lembrei que meu divertimentoaumentou mais em dolares do que em tamanho, mas eu decidi não me importar comconversões. Eu ia simplismente fingir que estava gastando dólares, e de qualquer jeito oque era um pouco mais de dolares no esquema final das coisas? Nada, Não quando euestava dando o primeiro passo pra começar a minha nova vida, era um investimento.E quanto mais eu investia em mim mesma, eu percebi que eu devia tabém ivestir emnovos pares de Jimmy Choos,que na verdade são muito práticos e eu poderia usá-los portoda a minha gravidez, talvez até no dia que eu tivesse voltando do Hospital, com Alistairao meu lado.Eu saí da harvey Nics e voltei para gloriosa rua Sloane, para visitar antigos amigos,Christian Dior, Valentino, Hermes, Prada e Gucci, descobrindo com prazer que cada lojatinha peças diferentes das de Nova York, Então eu comprei para mim mesma umamaravilhosa bolsa da Guggi de couro queimado com a mais linda alça de metal.Depois da minha última compra, eu chamei um taxi e retornei ao flat, exausta mas felizcom as minhas compras, ansiosa para mostar a Ethan o que eu tinha achado, conquistadoe feito sozinha.Ethan não tinha voltado ainda então eu me servi de sorvete de framboesa eliguei a televisão.Eu descobri que Ethan só tinha 5 canais e terminei assistindo uma sérieprogramas britânicos sem graça e um reality show baseado num salão de beleza. Ethanfinalmente chegou depois das 10 da noite."Onde você estava?" Eu perguntei com as mãos na cintura.Ele me olhou, jogou sua pasta no chçao e disse, "Escrevendo"."Todo esse tempo?""Sim".
  • 119. Tem certeza?você está com cheiro de bar, eu disse cheirando a jaqueta dele.Não reduza minha habilidade pra festas só porque eu estou grávida, hein.Ele jogou os braços pra trás, com os olhos estreitos, Eu não estava festejando, Darcy. Eutrabalho em cafeterias. Com gente fumando. Eu te disse isso.Se você diz… mas eu quero que você saiba que eu estive muito entediada aqui, e estoufaminta. Eu só comi um sorvete toda noite, eu realmente não deveria pular refeiçõesassim porque estiu grávida.Você poderia ter comido sem mim, ele disse. Eu tenho comida aqui, e tem um monte delugares pra comer nesta rua. Para futura referência, tem um restaurante libanes muitobom chamado Al dar...Eles não entregam, mas você pode ligar antes e passar lá prapegar.Me deixou chateada o fato dele não estar sendo mais educado comigo, mas eu decidi nãofazer caso. Eu esmbarquei no meu mini fashion desfile,mostarndo a Ethan todas asminhas compras, girando e posando enquanto ele assistia ao jornal.Eu ganhei muitoselogios apressados, mas na maioria das vezes ele não ficou muito interessado nas minhascompras. Durante uma reportagem sobre um homem bomba em Jerusalem ele atémandou eu me calar, levantando a palma da mão a poucos centimetros do meu rosto.Nesse ponto, eu deixei morrer o sonho de uma noite entre amigos e me retirei para enchermeu colchão de ar. Algum tempo depois, ethan apareceu na porta com um lençol,cobertor e um travesseiro pequeno. "Então, você entendeu como funciona isso? Eleperguntou apontando pro colchão"."Sim", eu disse, sentando na ponta e saltando levemente. "Tinha uma pequenabomba,muito mais fácil do que assoprar"."Eu te disse que era de luxo".Eu sorri, bocejei e educadamente pedi um beijo de boa noite. Ethan se abaixou e me deuum beijo na testa, "Noite, Darcy"."Boa Noite, Ethan".Depois que ele fechou a porta eu apaguei a luz e me esforcei para ficar confortável nomeu colchão me virando de lado a lado rearrumando o cobertor e travesseiro toda hora,mas eu não conseguia cair no sono apesar de estar cansada e irritada pelo vôo.Depois de uma hora de tentativas, eu peguei meu cobertor e travesseiro e fui pra sala,esperando que o sofá de Ethan fosse mais confortável.Não era. Era muito pequeno,o queme dava a sensação de precisar arrumar os joelhos toda hora. Eu tentei colocar meus péspor cima do braço do sofá, mas era muito alto e depois de alguns minutos com a pernalevantada eu senti como se meu sangue estivesse subindo pra cabeça. Eu me sentei,choraminguei, e olhei para o outro quarto escuro.
  • 120. Só tinha mais uma opção.Ainda carregando meu cobertor, eu andei pé sobre pé pelocorredor até o quarto do Ethan e pressionei meu ouvido contra a porta. Eu podia ouvir orádio e percebi que o quarto quieto podia ser o problema, eu costumava ouvir o barulhodas ruas de Nova York. Eu bati de leve , esperando que ele ainda estivesse acordado ecom humor pra conversar uns minutinhos. Nada. Eu bati de novo, mais forte. Aindanada.Então eu tentei a maçaneta, estava aberta. Eu empurrei a porta e sussurrei o nome doEthan. Nenhuma resposta. Eu andei em direção a cama e espiei ele, a boca estavaentreaberta , as mãos por baixo de uma das bochechas, eu hesitei, e então disse um tomnormal, "Ethan?"Como ele continuou sem ouvir, eu dei a volta para o outro lado da cama, tinha espaçosuficiente para mim então eu deitei na cama ao lado dele, por cima das cobertas, aindaenrlada no meu cobertor. Apesar de eu ter preferido uma conversa , eu instantaneamenteme senti menos sozinha apenas por estar perto de um amigo de infância. Assim que euestava pegando no sosno eu senti um movimento. Quando eu abri meus olhos,Ethanestava me olhando feio."O que você está fazendo na minha cama?"Por favor, me deixa ficar aqui, eu disse. É muito solitário dormir num quarto com barrasna janela, eu eu acho que o colchão de ar é ruim pras minhas costas, tenha pena de umagrávida, por favor?"Ele fez um som exasperado mas não protestou, então claro eu pressionei minha sorte.Mesmo que eu pudesse levar um não, eu não resisti. "Posso ficar embaixo das cobertascom você, por favor? Eu preciso de um toque humano . Estou morrendo por dentro"."Não seja tão dramática".Ethan rosnou desgastado, mas então virou as cobertas devagar,deixando espaço para eu entrar.Eu soltei meu cobertor e entrei ao lado dele, me aconchegando no seu forte e estreitocorpo."Sem gracinhas", ele disse."Sem gracinhas", eu disse feliz, pensando como era legal ter um amigo homem, eu mesenti agradecida que nós nunca tínhamos feito sexo, então nenhum dos dois estava sesentindo mal de estar na cama juntos. De fato, se você não contar o primário, nós sópassamos por um momento mais romântico em todos esses anos.Nós estávamos numafesta de dez anos de formados, eu estava um pouco bebada e uma coisa me chamouatenção, talvez foi a percepção que Ethan, apesar de um pequeno momento nerdy duranteo segundo grau, era o cara mais popular da nossa sala. Todos queriam falar com ele. Aadulação em cima dele me fez apreciar ele num nível novo. Então, eu acho que fui levadapela emoção do momento e pensei que seria legal dar uns beijos nele. Os detalhes estãomeio borrados, mas eu me lembro de passar as mãos pelos cabelos dele e sugerir que ele
  • 121. me levasse para casa. Sorte que Ethan mostrou uma força de Superhomem e resistiu emnome da nossa amizade.Ou talvez ele fosse realmente gay. De qualquer jeito, as linhas danossa amizade estavam claras agora, o que era uma boa coisa."Estou feliz que estou aqui", eu sussurrei feliz."Ah tá, eu também", ele disse sem me convencer. "Agora vai dormir".Eu fiquei quieta por alguns minutos mas então eu percebi que precisava ir no banheiro.Eu tentei ignorar, mas eu comecei a debater comigo mesma se eu devia ou não levantar,então eu finalmente me levantei, e bati num monte de livros perto da cama do Ethan."Darcy!""Me desculpa! Eu não posso evitar, tenho que ir ao banheiro. Estou grávida, lembra?"Você pode estar grávida, mas eu tenho insônia, ele disse. "E é melhor que eu econsigavoltar a dormir depois das suas peripécias. Eu tenho muito o que fazer amanhã"."Me desculpa!Eu prometo ficar quieta quando eu voltar", eu disse. Então eu me apresseipelo corredor até o banheiro, fiz xixi e voltei pra cama. Ethan levantou as cobertas denovo pra mim, com os olhos fechados. "Agora fique quieta, ou então vai voltar pra suacelula, to falando sério"."Ok, eu vou ficar quieta", eu disse, me aconchegando mais perto dele."Obrigada, Ethan,Eu precisava disso, realmente precisava".CONTINUAÇÃONas duas semanas seguintes, minha rotina continuou a mesma.Eu saía de compras tododia, descobrindo uma ampla exibição de boutiques fashions: Amanda Wakeley e BettyJackson na Fulham Road, Browns na rua South Molton, Caroline Charles na BeauchampPlace, Joseph na rua Old Bond e Nicole Farhi na rua New Bond.Eu comprei fabulosaspeças de designer famosos: cachecóis, lindos suéters, saias chiques, bolsas de mão únicase sapatos sexys. Então eu fui atrás das barganhas na Rua Oxford, as lojas Next, RiverIsland, Top Shop, Selfridges e Marks & Spencer, porque eu sempre soube que sempredava certo trabalhar peças mais baratas com outras de melhor estilo. Até as roupasfalsificadas, se combinadas com uma roupa muito cara e usadas com confiança, podemparecer absolutamente fabulosas.Todas as noites eu voltava pra casa com as minhas compras e esperava o Ethan terminaro dia de trabalho dele. Então nós pedíamos comida para comer juntas, ou ele faziaalguma coisa para comermos, seguido de um pouco de tv e conversa. Quando era hora dedormir, eu sempre ia pro meu quarto primeiro, pretendendo dar uma chance para o meucolchão de ar antes de ir pra cama dele. Ethan agia com exasperação sempre, mas eu viaque ele gostava da minha companhia.Na minha terceira quarta feira na cidade, depois de muita insistência da minha parte,Ethan finalmente concordou em tirar o próximo dia de folga pra ficar comigo.
  • 122. "Que legal! Qual é a ocasião especial ? eu perguntei. "Thanksgiving( dia de ação de graças) ?Relembra deste feriado?Ou você está a tantotempo na Inglaterra que esqueceu? ""AimeuDeus! Eu esqueci completamente", eu disse, percebendo que faziam dias que eunão olhava o calendário ou falava com alguém de casa. Eu ainda não tinha ligado para osmeus pais ou irmão, e falado com eles que eu tinha saído de Nova York e eu fiqueisatisfeita sabendo que eu seria o tópico de conversação do jantar de Thanksgiving nooutro dia."O que você gostaria de fazer?" Ethan me perguntou."Bem, as lojas vão estar todas abertas,né?"Eu perguntei."Já que não é feriado aqui,né?"Ele fez uma cara. "Você quer comprar mais?""Nós podemos comprar coisas pra você", eu disse tentando incentivar ele. Eu amo roupasde homem. Eu lembrei de todas as vezes que eu comprei para o Dex, como ele ficavalindo nas roupas que eu escolhia.Agora com Rachel ajudando a ele, eu tinha certeza queele estava comprando na Banana Republic. O guarda roupa dele com certeza sofreu umabalo sem mim."Eu estava pensando mais num passeio tranquilo pelo Rio Thames, ou um giro peloparque Regent. Você já andou por aí?"Não,eu disse."Mas está congelando lá fora.Você quer passar o dia passeando?""Ok, então que tal um Museu? Você já foi na Galeria Nacional?""Sim", eu menti, em parte por que eu não queria ser levada pra lá. Museus me faziamsentir enfadada, e a luz turva me dava depressão, mas eu também menti porque eu nãoqueria nenhuma reclamação pelos dias que eu passei nas lojas ao invés de ir a algummuseu.Se ele me chamasse atenção por isso, eu tinha a resposta perfeita. Museus eCatedrais não iam a lugar nenhum, enquanto a moda mudava a todo segundo."Verdade?Você não mencionou nada", ele disse com uma ponta de suspeita."O que você achou da Ala Sansbury?""Oh,eu amei.Porque?O que você achou?" Desvio era sempre uma ótima técnica quandovocê não sabia da resposta."Eu amei...até escrevi um artigo sobre ela".Eu fiz uma pose de quem leva em consideração. "Do que falou o artigo?""Ah, eu escrevi sobre como os modernistas criticaram porque eles preferiam uma linhamais simplista na arquitetura. Você sabe, menos é mais... Enquanto que os Pósmodernistas, incluindo robert Venturi, o americano que a desenhou, acreditava queestrutura devia estar em sincronização com tudo em volta... então as salas nesta alarefletem o contexto cultural da Renacença trabalhando juntos". Ethan falou exitadoapesar do tópico chato.
  • 123. Ele continuou, "Dessa forma você tem esse grande interior com todo tipo de coisas emvolta, como essa perspectiva ilusão onde esses arcos alinhados ficam menores peladistância, assim como na Escala Regia, no Palacio do Vaticano...porque nas palavras deVenturi, Menos é entediante"."Hum", eu disse balançando a cabeça."Menos é entediante. Eu tenho que concordar comele nesse ponto".Ethan ajustou os óculos e disse. "O mesmo que o Príncipe Charles. Uma vez vendo osplanos de design iniciais feito pelos modernistas, ele fez um comentário que a ala deviaser uma monstruosidade carbúncula no meio de outras alas amigáveis".Eu ri. "Eu não sei o que carbúncula é, mas não soa bom. Eu desejo um desse no nariz daRachel. "Ethan ignorou minha observação e perguntou quais eram as minhas pinturas favoritas naGaleria Nacional."Oh, eu não poderia escolher apenas um. ""Você viu o The Supper,na ala Emmaus?""Sim, brilhante"."E que tal o Retrato de Jan Van Eyck’s Arnolfini? ""Oh, eu amei esse também." Eu disse."Você notou a inscrição embaixo da pintura?" Ele perguntou."Refresque minha memória ?""A inscrição que estava no espelho...É uma tradução em inglês que diz Jan Van Eyckestava presente, e claro que você pode ver o reflexo no espelho, junto com o casal secasando e outro convidado. Eu sempre me pergunto porque Jan Van Eyck queria incluirsua própria imagem no quadro. O que você acha que ele estava querendo dizer?Eu tinha o repentino presentimento que eu estava de volta para o Segundo grau, sendocolocada em teste pelo professor de História da arte. "Hum, eu não sei"."Eu também não sei... mas me faz pensar…e você não adorou o fato do quadro ser tãogrande ? Dominando a sala ?""Ah hã", eu disse. " É imenso mesmo".Ethan balançou a cabeça e sorriu. "Você é cheia de histórias Darcy. O quadro é pequeno.Você nunca foi lá, né ? "Eu tirei o cabelo do rosto e sorri com vergonha."Ok. Não. Você me pegou.Você sabe queeu não gosto de museus Ethan! Eu prefiro viver a vida do que andar por alguma salaescura com um bando de turistas bestas americanos". Parecia uma boa desculpa. Comoalgumas pessoas que diziam que não gostavam de ler jornal porque as notícias são muitodeprimentes. Eu tinha usado essa no passado também.
  • 124. "Eu concordo que quando você vai numa nova cidade, você não deve passar todo otempo num museu, mas você vai perder muito não indo a nenhum museu...De qualquerjeito...eu queria te mostrar um pouco mais de Londres. Alguma coisa além da Harrods eHarvey Nichols.O que você me diz?"Eu pensei comigo mesma que o que realmente queria era voltar a Harvey Nics pra pegaruma jaqueta de couro que eu tinha resistido no dia anterior. Era mais de quatrocentosdólares mas, clássica o suficiente pra durar pra sempre, o tipo de compra que você nuncase arrepende. Eu estava certa que ia acabar se eu não voltasse até amanhã, mas eu gostavada idéia de ter uma compania todo o dia, então se ele queria Cultra de Londres, eu seriaobrigada.No outro dia Ethan me acordou as oito, falando alegremente sobre o dia inteiro que eletinha planejado para nós. Nós tomamos banho e nos arrumamos rápido, e lá pelas novenós já estavamos a caminho da rua Kensington High. Era um dia frio e cinza, e enquantoeu deslizava minhas luvas de pele de coelho, eu perguntei a Ethan por que Londressempre tinha a sensação térmica mais baixa do que a temperatura real."É a umidade do ar. Penetra em todas as camadas da roupa. "Sim, eu disse tremendo. "Dá frio nos ossos. Bom que eu to usando botas".Ethan fez um barulho irreconhecível e nós andamos mais rápido para podermos nosaquecer. Momentos depois nós estávamos na entrada do parque Holland, os dois quasesem fôlego."De todos os parques de Londres, esse é meu favorito", Ethan disse sorrindo. "Tem umaaura tão intimidante, tão romântica. ""Você está querendo me dizer alguma coisa Ethan?" Eu brinquei passando meus braçosem volta dele.Ele sorriu, revirou os olhos e falou. "Sim, eu estou prestes a pedir a sua mão.Como vocêsoube?""Eu espero que você tenha uma pedra de esmeralda no bolso. Estou cansada debrilhantes". Eu disse a ele enquanto andavamos pelo caminho cheio de árvores efazíamos uma curva para entrar em um campo aberto."As esmeraldas estão em alta é?""Claro"."Droga. Eu comprei um gordo e grande brilhante. Acho que nós vamos continuaramigos então".Eu ri."Acho que sim. ""Então, voltando aqui, esse campo é chamado de Campo de Cricket. ""As pessoas jogam Cricket aqui? "
  • 125. "Historicamente, sim. E eu vi um ou outro jogo aqui, mas mais frequente é futebol.E noverão, é uma área de passeio. As pessoas deitam em qualquer lugar com cobertores. Setiver acima de 16 graus os ingleses já se atiram aqui pegando sol...Meu lugar é logoali", ele disse, apontando uma sombra no canto do do campo. "Eu tirei váriasmaravilhosas sonecas embaixo daquela árvore".Eu imaginei Ethan com suas várias agendas, tentando escrever,mas sucumbindo ao sono.Eu pensei como seria legal estar aqui no verão com ele e meu bebê fazendo um picnic.Enquanto nós circulavamos o campo perto de um teatro ao céu aberto, eu pensei como euestava feliz de estar ali com Ethan. Então me lembrei da Rachel, e desejei que ela pudessever uma foto de nós juntos, andando em volta de um parque em Londres na manhã deThanksgiving.Eu fiquei imaginando o que ela e Dex estavam fazendo, imaginando se elesfoaram para Indiana para o feriado. Talvez eles estavam na cozinha da casa dos pais daRachel agora, sentados na beira da janela bebendo café e olhando pra minha casa.Eu disse a mim mesma para não acabar com meu bom humor e trazer minha atenção devolta a Ethan, que estava falndo sobre um monte de fatos, enquanto caminhavamos. Eleme disse que o Parque inclui o terreno antigo da casa da Holanda que era um lugar sociale político mais frequentado da cidade.Ele explicou que foi bombeado e sofreu danosdurante a Segunda Guerra mundial Ele explicou que atualmente era abrigo para váriospavões que nós já íamos ver."Oh, eu amo Pavões".Ele olhou de lado e disse, "Você me lembra um pavão".Eu disse a ele que ia levar isso como um elogio."Eu imaginei que você ia", ele disse, e então apontou para um restaurante chamadoBelvedere.Ele me disse que eles tem o brunch mais elegante dali, que se eu fosse umaboa garota, ele até me levaria ali.Além do restaurante se via um lindo jardim ao lado, que Ethan me disse foi plantado em1790 pela Lady Holland com as primeira dálias inglesas. Eu perguntei a ele como podialembrar de tantos nomes e datas e fatos, e se a mente dele nunca se sentia confusa comtanta informação inútil.Ele me disse que história não era inútil. Inútil é saber as que você absorve através dasrevistas de moda. Inútil é saber que celebridade terminou com quem e por que.Eu comecei a explicar que as celebridades de hoje poderiam ser as figuras históricas deamanhã, mas Ethan me interrompeu dizendo. "Olha só. Um pavão! "Claro que um lindo pássaro com brilhantes penas azuis e verdes estava andando pomposopor uma área gramada cercada, suas cores pareciam com o símbolo da NBC."Uau. Que lindo", eu disse "Eu não me importaria de ter um casaco desta cor".
  • 126. "Eu vou manter isso em mente quando tiver comprando seu presente de natal", Ethandisse.Apesar de saber que ele estava brincando, fiquei feliz em ouvir ele falar de Natal. Euesperava poder estender minha estadia no mínimo até aí. Se eu pudesse ficar até aí, euficaria tranquila até meu bebê nascer. Ele certamente não me colocaria pra fora com aaproximação do meu terceiro trimestre. "Ok. Esta é a minha parte favorita do parque. Ojardim Kyoto, construído durante o festival do Japão".Nós subimos algumas escadas e passamos um cartaz no caminho do jardim."Não é lindo?" Ethan me perguntou, parando na entrada do jardim.Eu assenti. Era mesmo. O pequeno jardim tranquilo no meio do nada com um lago emvolta, bonsais iguais a árvores, passagens de madeira e fontes.Eu disse a Ethan que todacena me lembrava do jardim do Mr. Myagui em Karate Kid. Ethan riu enquanto melevava através de uma ponte .Ele parou do outro lado e sentou num banco de madeira,então ele fechou os olhos, colocou as mãos atrás da cabeça, e disse,"Esse é o lugar maistranquilo de Londres.Ninguém nunca vem aqui, ate quando está calor, eu sempre tenhotodo lugar só pra mim. "Eu me sentei ao lado do Ethan e olhei ele inalar profundamente, seus olhos continuavamfechados. As bochechas rosadas e os cabelos enrolados saindo por baixo da sua toca delã,e de repente, do nada, eu me senti atraída por ele. Não era uma coisa física como eusenti pelo Marcus, nem a admiração objetiva que eu sentia por Dexter. Era mais um fluxode carinho por um dos únicos amigos remanecentes que eu tinha no mundo. Ethan eratanto uma corda com o passado quanto uma ponte para minha nova vida, e se gratitudefaz você querer beijar uma pessoa, naquele momento eu tinha uma inegável urgência embeijá-lo. Claro que eu resisti, dzendo a mim mesma pra para de ser louca.Ethan não faziao meu tipo,e além do mais, a última coisa que eu queria era corromper nosso arranjo devida e de sono, principalmente.Um momento depois, Ethan levantou abruptamente. "Está com fome?" Eu disse queestava, e nós fomos de volta para Rua Kensigton, passamos o flat e entramos em uma lojade chás na Wright’s Lane chamada Muffin Man. Por dentro era pobre mas confortável,cheio de pequenas mesas e cadeiras, e as garçonetes usando aventais florais. Nóspegamos uma mesa ao lado da janela e pedimos sanduíches tostados, chá e bolinho.Enquanto esperavamos nossas comidas, nós falamos da minha gravidez.Ethan meperguntou da minha última vista ao médico. Eu disse a ele que foi antes de vir morar comele e que eu ia fazer outra logo.Ethan pegou o meu erro e levantou as sombracelhas. "Viver comigo?"
  • 127. "Quer dizer, visitar você", eu disse e então mudei o assunto antes que ele pudesse meperguntar sobre minha saída dos EUA e descobrisse que eu comprei um bilhete só devinda."Então, na minha próxima visita ao Doutor eu vou saber o sexo do bebê...mas eu sei queé uma menina"."Porque isso?" Ethan me perguntou, quando a garçonete chegou com os pedidos."Apenas um sentimento muito forte. Deus, espero que seja uma menina. Eu não estoumuito fã de homens nesses dias. Exceto por você e homens gays".Ele sorriu."Você não é gay, é ?" eu perguntei. Parecia o momento certo pra falar do assunto."Não. Voce pensou que eu era?""Bem, tu não tem uma namorada", eu disse. "E você nunca me cantou, eu pensei".Ele riu. "Eu não tenho um namorado também"."Bom ponto...eu não sei. Você tem bom gosto, você sabe muito sobre arte. Eu pensei quetalvez Brandy tivesse transformado você em odiador de mulher"."Ela não me fez odiador de mulher".Eu estudei o rosto dele, mas não consegui compreender sua expressão."Eu te ofendi?""Não". Ele disse enquanto mordia um bolinho."Oh, Graças a Deus", eu disse. "Eu odiaria ofender meu melhor amigo no mundo".Eu queria que ele se sentisse elogiado e talvez até respondesse dizendo Oque, você éminha melhor amiga também. Mas ele apenas sorriu e mordeu mais o seu bolinho.Depois do nosso café, nós voltamos pela rua Kensington High para o ponto do Metrô."Nós vamos de metrô?" Eu perguntei. "Porque não um taxi?" Eu não era uma grande fãde metrô de Nova York, sempre preferindo taxis, e não mudei isso em Londres."Ponha o ticket aí Darcy", Ethan disse, enquanto me dava um ticket rosa ,"e não percaseu ticket. Você vai precisar dele pra sair do outro lado".Eu disse a ele que não achava esse sistema bom."Parece horrível, muita gente pode perder seu ticket no caminho e ficar preso no destinofinal".Ethan encaixou o ticket dele numa fenda , passou por uma roleta e desceu as escadas,eusegui ele e me vi na fria plataforma aberta do metrô."Está congelando aqui", eu disse esfregando minhas luvas uma na outra. "Porque elesnão tem plataformas cobertas?""Chega de reclamações Darcy. ""Não estou reclamando. Eu simplismente estou dizendo que está um dia muito frio".Ethan fechou sua jaqueta até em cima e olhou para os trilhos.
  • 128. "O metrô circular está chegando", ele disse.Momentos depois nós estávamos sentados no metrô, uma voz de mulher anunciando quea próxima parada com uma voz muito civilizada e com sotaque britânico."Quando eles é que eles vão dizer cuidado com a distância?"eu perguntei. Ou eles nãodizem isso por aqui?Ethan sorriu e disse que eles só dão esse anúncio de precaução em certas paradas ondetem uma distância muito grande entre a plataforma e o trem.Eu olho pra cima, para o mapa do metrô e pergunto a ele onde nós vamos exatamente."Charing Cross Station", ele disse. "Nós vamos cobrir uns pontos básicos da cidadeincluindo a Galeria Nacional.Eu sei que você não é muito fã de Museus, mas pense. É omáximo. Você verá alguns Turners, Seurats e Botticelis querendo ou não"."Eu gosto", eu disse, querendo dizer Por favor me instrua.Então nessa tarde, nós visitamos alguns pontos turísticos de Londres. Nós fomos paraColuna Nelson, no meio da Trafalgar Square em meio a pessoas e pombos, enquanto eutinha uma lição sobre Lord Horatio Nelson vencedor da batalha naval contra osfranceses. ( Ethan ficou impressionado quando eu falei que não tinha idéia que osfrancesses e Ingleses já tinham entrado em guerra). Nós visitamos a igreja favorita deEthan St Martin-in-the-Fields, que ele disse que foi famoso por seu ativismo social. Entãonós fizemos outra parada para chá na cafeteria Café na Cripita, localizada no porão daigreja. Depois disso, nós fomos na direção da Galeria Nacional. Etahn me mostrou umpouco dos trabalhos favoritos dele, e eu tive que adimitir, eu gostei. Os comentários queele fazia sobre as pinturas quase sempre eram interessantes.Era como se eu tivesse vendoo quadro com os olhos dele, notando cada detalhe de cor e forma que eu com certeza teriaperdido sem ele.Nós voltamos para casa depois que escureceu, e preparamos um não tradicional jantar deThanksgiving com salmão, aspargos e cuzcuz. Depois que comemos, eu me aconchegueina cama ao lado do Ethan e agradeci a ele pelo meu passeio por Londres.Ele se virou para me olhar e me deu um sério e estranho olhar. "De nada, Darcy"."Foi o melhor Thanksgiving que já passei", eu disse me surpreendendo que meu coraçãoestava batendo rápido.Nossos olhos continuaram se encarando e os meus pensamentosretornaram para o momento sentada no banco do parque. Eu fiquei imaginando se Ethanalguma vez sentiu alguma vaga atração por mim. Se estava sentindo naquela hora.Mas quando ele virou o rosto bruscamente, se levantando pra apagar seu abajur, e sereposicionando bem longe de mim, eu disse pra mim mesma que eu estava louca. Queeram os hormônios da gravidez me fazendo imaginar coisas.Depois de vários minutos,Ethan disse calmo, com a voz emplastada pelo travesseiro. "Eupassei um bom dia também, Darcy".
  • 129. Eu sorri pra mim mesma. Podia não ter sido o melhor Thanksgiving do Ethan, mas euestava certa que aquele dia tinha me feito ganhar umas semanas a mais em Londres. Elenão ia me mandar pra casa ainda.Capitulo 20Uma manhã na outra semana eu falei pro Ethan que estava desesperada por uma noitefora e uma interação social. Eu insisti que ele tinha que me levar em algum lugar sem sero pub da esquina e me apresentar aos amigos dele."Depois de tudo", eu disse, " uma mulher grávida não deve ir a um bar sozinha, deve?""Eu acho que não", ele disse, e então prometeu relutante que iria convidar umas pessoaspara jantar no sábado a noite."Vamos a algum lugar fabuloso!""Eu geralmente não vou a lugares assim.Você aceitaria alguma coisa como um gastropub com um nível um pouco melhor?" ele perguntou, enquanto ele pegava seu cigarro eisqueiro e acendia fora da janela para fumar.Eu não era muito fan de Pubs, gastros ou não, mas eu peguei o que tinha na minha frente ,então eu falei feliz depois dele, "Tudo que você quizer. Só convide seus amigos maislegais. Preferentemente homens! "Então no sábado a noite, eu me arrumei com meu jeans seven favorito, que eu aindaconseguia abotoar por baixo do umbigo, um casaco de seda marfim, um par de botinhasnovas de couro da Moschino, e os mais perfeitos brincos de turmalina."Como eu estou?" Eu perguntei.Ele me deu um olhar apresado e disse, "Legal"."Dá pra ver que eu to grávida?" Eu perguntei, seguindo ele até fora do prédio."Ou meu estômago está sendo escondido pela jaqueta? "Ele me olhou de novo. "Eu não sei. Eu sei que você está grávida, então eu vejo. Eu acho.Porque? Você está tentando esconder?""Bem, naturalmente, né", eu disse. "Eu não quero espantar nenhum homem elegível esolteiro antes dele ter a chance de me conhecer".Eu peguei um olhar desaprovador de Ethan antes dele correr pra esquina fazendo sinalpara um taxi que estava passando. Eu corri atrás dele decidindo deixar de lado aqueleolhar. Em vez disso eu disse a ele que ele estava bem vestido também."Eu gostei do seuLevi’s", eu disse."Obrigado, ele é tão velho".Eu balancei a cabeça e então disse, "Existem dois tipos de homem, você sabe"."E como é isso?" Ele perguntou com uma expressão confusa
  • 130. "Os que usam bom jeans e aqueles que não usam ...e não é por causa da marca, é mais otipo, a lavagem, o modelo.Tudo isso junto. E você, meu amigo, tem a arte de usar umbom jeans dominada. Eu beijei meu dedo e fiz um sinal de OK no ar.Ethan gargalhou e passou a mão na testa, "eu estava preocupado".Eu sorri,apertei a coxa dele e disse, "Isso é tão bom...Onde nós vamos mesmo?""The Admiral Codrington, em Chelsea".Eu fiquei preocupada quando eu ouvi o nome do restaurante, mas tinha uma vibraçãoexcelente quando nós entramos. Não parecia nada com o outro Pub regular de Ethan. Aárea do bar estava cheia de garçons bem vestidos e instantaneamente eu vi dois possíveispretendenetes, um em pé no bar fumando e o outro contando uma história a ele.Eu sorripro cara que estava contando a história. Ele piscou pra mim, ainda falando com seuamigo fumante. O amigo fumante se virou pra ver quem era a pessoa que merceu umapiscada, me olhou, e levantou a sombracelha como que confirmando o jugamento doamigo. Eu sorri pra ele também, oportunidades iguais para todos os ingleses."Algum desses dois é seu amigo Martin?" Eu perguntei apontando para os dois carasbonitinhos. "Não", Ethan disse, olhando pra eles rapidamente. "Meus amigos não sãomais adolecentes"."Esses caras não são adolecentes! " Eu disse, mas depois de outra olhada, eu percebi queeles estavam no máximo no começo dos vinte anos. Esse é o problema de ir ficando maisvelha, Fica uma margem de anos entre como você vê os outros e como você se vê. Euainda me via com 24 anos. Então, eu perguntei a Ethan, "Onde estão Martin e Phoebe?""Provavelmente estão sentados",Ethan disse, olhando o relógio."Nós estamos atrasados".Ethan odiava estar atrasado, e eu podia dizer que ele estava chateado que eu demorei umpouco mais para me arrumar para nossa noite. Enquanto caminhavamos em direção aofim do restaurante, eu me lembrei de uma noite no segundo grau, assim que o Ethan tiroua carteira de motorista dele, quando ele levou Rachel, eu e Annalise para a voltainaugural do carro dele até o cinema.Como hoje a noite, eu demorei um pouco para mearrumar e por todo o caminho Ethan ficou carrancudo, repetindo coisas como ‘Por DeusDarcy, tomara que nós não tenhamos que ver algum filme bobo romantico porque todosos outros bilhetes vão estar vendidos!’ Finalmente, eu me cansei da ladainha dele e pedipara ele parar o carro imediatamente que eu ia descer, nem me importando que nósestavamos na Avenida Odgen, que é muito movimentada e não tem quanse nenhumcaminho de pedestre. Rachel e Annalise tentaram acalmar as coisas do banco de trás, masEthan e eu estávamos muito nervosos.Então, durante nossa batalha verbal Ethan passoupor um sinal vermelho quase batendo numa Minivan. A motorista parecia uma senhoradistinta e bem arrumada, mas isso não impediu ela de buzinar freneticamente com umamão e mostrar o dedo pra Ethan com a outra quando um policial parava ele para dar sua
  • 131. primeira multa. Apesar do incidente, nós ainda conseguimos chegar a tempo no Cinemapra ver a primeira opção de filme do Ethan,mas ele lembrava dessa noite frequentementedizendo que foi um símbolo da minha natureza inconsequente.Eu me lembrava daquela noite com um mixto de nostalgia e verginha, enquanto Ethanapontava seus amigos, "Ali estão Martin e Phoebe", ele disse, apontando para os doismelhores amigos dele em Londres.Meu coração saltou quando eu vi as figuras, porquepara ser franca, eu julgo o livro pela capa, e nenhum dos dois tinha uma capaimpressionante. Martin era magro, quase careca e com o proeminente pomo de adão. Eleestava usando uma jaqueta de veludo opaco com remendos pretos no cotovelo, e jeanssurrados, que, incidentalmente, colocavam ele no lado errado dos homens de jeans.Phoebe era grande, muito rude, com mãos de homem e cabelos iguais aos da JuliaRoberts no filme Uma linda Mulher(antes dela ficar refinada).Meu rosto deve ter mostrado alguma coisa, porque Ethan fez um som de desgosto,balançou a cabeça e caminhou na minha frente em direção aos seus ásperos amigos. Eusegui ele, sorrindo alegremente,decidindo fazer o melhor pela nossa noite, talvez umdeles tivesse um irmão gato e solteiro."Martin, Phoebe, esta é a Darcy", Ethan disse quando chegamos na mesa."Darcy, prazer".Martin disse, ficando de pé para apertar a minha mão. Eu tentei nãoolhar para o pomo de adão dele enquanto dava a ele um sorriso e dizia, "O prazer é meu".Numa voz emplastrada como aprendi com a Claire.Nesse meio tempo, O rosto de Phoebe estava congelado com um sorriso falso que me fezinstantaneamente e intensamente desgostar dela."Darcy, nós ouvimos tanto de você", ela disse com uma voz sarcástica e insinuosa.Minha mente começou a trabalhar. O que Ethan poderia ter dito a ela que causaria aquelesorriso?Eu considerei as possibilidades:grávida e sozinha? Não, isso não causaria umsorriso falso, especialmente para a Mulher Hulk aqui da frente que tinha o cabelo laranjae a sua melhor opção era um banco de esperma.Companheira de quarto vagabunda? Não,eu não estava no país a tanto tempo pra receber esta alcova, além do mais, eu aindapodia(mal, mas podia) me manter. Novaiorquina superficial? Talvez fosse isso, mas eunão sentiria vergonha por ser bonita e usar boas roupas.Então uma coisa me bateu. Pheobe estava assim por causa de Rachel e Dex. Ethan deveter contado a eles toda a história. Claro que, enquanto eu falava sobre como estavagostando da minha estadia em Londres, O sorriso de Phoebe era forçado envolto de umaaurea meio canalha e eu me convenci que ela não estava entretida pelo meu empenho,estava entretida com a história que minha melhor amiga estava transando com meu noivo."O que é tão engraçado aqui, hein? Estou perdendo alguma coisa?" Eu finalmenteperguntei, olhando em volta da mesa.
  • 132. Martin murmurou que nada era engraçado. Ethan deu e ombros, olhando frustrado eculpado. Phoebe escondeu o riso com seu copo de cerveja Guinness, um drinqueemagrecedor para um animal de mulher.Pelo menos eu não tinha os braços igual umasalsicha gorda.Pelo menos eu era linda e não estava usando um babador verde escuro degola alta. Como ela não podia ver que tudo estava contra ela? Enquanto eu via a Phoebegargalhar por suas próprias piadas ruins e pedir cerveja atrás de cerveja para acompanharsua carne de porco coberta com molho grosso de cebola, eu me assombrei com a suaconfiança abundante fora do lugar. Pra mostrar meu desgosto para o Ethan, eu continueiem silêncio por um tempo.Então, enquanto nós esperávamos pela nossa conta, Phoebe confirmou minha dicaquando ela me olhou e falou indistintamente, "Eu conheci sua amiga Rachel uns mesesatrás. Ela é um amor". Eu inalei severamente e retornei no mesmo tom, me segurandopra manter a calma."Oh, você conheceu Rachel?Que lindo...Ethan não mencionou nada".Eu olhei para Ethan enquanto ele hesitava, cruzando os braços, e olhando para a mesa aolado."Sim", ele disse. "Martin e Phoebe conheceram Rachel quando ela me visitou... "Meucoração batendo de indignação, eu podia sentir meu rosto se contorcendo e avermelhandonuma tentativa de não chorar. Como Ethan tinha coragem de me trazer pra conhecer essaspessoa depois delas terem conhecido a Rachel, e nem me avisou? E o pior, do jeito que aPhoebe estava agindo, eu sei que Rachel devia sentir algo pelo Dex durante a visita dela aLondres, e que dividiu isso com Ethan e seus amigos.Antes daquela noite, eu tinhacerteza que Rachel não tinha confessado muito ao Ethan, pelo menos alguma coisa muitoincriminadora. Eu presumi isso porque quando nós éramos criança Rachel uma vez medisse que ela não divulgava nada embaraçoso ou controverso nem no diário dela porqueela tinha medo de morrer cedo por alguma casualidade, algo como levar um choque deum secador caído numa banheira ou esgasgar com um cachorro quente.E assim que ela morresse, ela não podia aguentar o pensamento de dos pais dela lendoalguma coisa que pudesse fazer eles pensarem mal dela. Mas você vai estar morta. Eurecordava a ela. Pior, ela dizia. Porque se eu estivesse morta, eu não estaria em condiçõesde mudar a opinião dos meus pais sobre mim.Essa seria a imprensão final deles.Então por causa do senso de moral perseverante dela até aqui,junto com o medo que elatinha do que as pessoas iam pensar do caráter dela, eu presumi que se ela sentia algumacoisa pelo Dex antes de nós terminarmos ela não contaria pra ninguém. Eu tambémqueria acreditar que Ethan, apesar de ser mais amigo da Rachel, era meu amigo, também,e que ele não estava escondendo nada significante de mim. Era aterrador pensar que nãosó ele sabia muito mais do que tinha deixado transparecer, mas que total estranhos emLondres sabiam tudo também. Eu me senti uma idiota,e se sentir idiota é um dos piores
  • 133. sentimentos do mundo. De repente eu estava queimando, abanando meu rosto com aminha bolsa da Chanel, em pânico,imaginando que talvez Rachel e Dex tinham saídomuito antes de eu pegar eles juntos.Numa tentativa de descobrir a verdade, eu olhei diretamente nos olhos da Phoebe eperguntei num tom mais alto que o necessário, até num restaurante barulhento cheio deingleses bebados, "Quando você conheceu a minha amiga Rachel, será que ela não tecontou que estava querendo transar com meu noivo? Ou ela já tinha transado com elenaquela época?"Martin parecia aflito enquanto tentava estudar a nossa conta. Ethan balançou a cabeça.Phoebe soltou uma gargalhada."Estou feliz que alguém aqui está feliz", eu disse me levantando puta da vida da mesa.Meu salto prendeu na ponta da minha cadeira, derrubando a cadeira no chão. Todo orestaurante, incluindo os dois caras bonitinhos de vinte e poucos anos, agoraacompanhados de duas garotas também de vinte e poucos anos, me olharam , parecendosem graças por mim. Eu meti mão na minha bolsa buscando dinheiro, percebendo que eudeixei a carteira no chão ao lado do colchão de ar quando saí. Isso foi infeliz, porqueseria uma saída bem melhor se eu jogasse algum dinheiro na mesa antes de ir.Em vezdisso eu tive que murmurar pro Ethan que eu pagava ele depois. Então eu saí, imaginandose eu conseguiria encontrar meu caminho de casa, e quanto meus pés iam doer decaminhar todo aquele caminho com meus sapatos novos. Enquanto eu escorregava pelarua escura, eu percebi que não tinha idéia de onde estava. Eu andei em uma direção, eentão voltei pra outra, e fiquei muito aliviada quando Ethan apareceu na porta dorestaurante."Darcy, apenas espere aqui. Eu tenho que pagar a nossa parte da conta", ele disse, comose fosse ele que tivesse o direito de estar chateado."Você me deve uma desculpa!" Eu gritei."Apenas espere. Eu vou estar de volta já, ok?"Eu cruzei meus barços, olhei pra ele e disse tá bem, eu esperaria.Como eu não tinhamuita opção mesmo. Um minuto depois Ethan estava de volta pra rua, os lábios delenuma linha chateada.Ele chamou um taxi para nós e abriu a porta rudemente. Como elese atrevia a estar chateado comigo! Eu era a parte enganada aqui. Meu instinto estavapronto mas eu mordi meus lábios, e esperei que ele falasse primeiro. Ele não disse nadapelos próximos minutos e então falou num tom brusco. "Então você e Phoebe se derammuito bem"."Ela foi uma vaca miserável, Ethan!""Calma! "
  • 134. "Não me pede pra ficar calma!" Eu gritei. "Como você se atreve a me trazer pra saircom eles quando eles sabiam tudo sobre mim! Você devia ter me falado que elesconheciam a Rachel! Não acredito que vocês ficaram rindo de mim! Eu pensei que vocêera meu amigo!""Eu sou seu amigo! ", ele disse."Então me diz o que você contou a eles, Ethan! E já que estamos aqui me conte tudo quevocê sabe do Dex e da Rachel! "Os músculos do pescoço dele endureceram "Nós falamos disso em casa,ok?""Não vamos falar agora! ", eu gritei, mais ele olhou resoluto, e eu estava com medo depressionar a minha sorte.Eu queria a verdade tanto que não podia colocar em riscoirritando ele.Tomou toda a minha determinação,mas eu mantive minha boca fechada atéchegar em casa.Quando Ethan e eu chegamos no flat, ele desapareceu no seu quarto, possivelmente paraligar pra Rachel e pedindo permissão pra falar do seu segredinho sujo. Eu esperei na sala,imaginando o que ele iria me dizer.O quanto ruim era a verdade, depois de algunsminutos, ele retornou para a sala e comçou a remexer nos cds dele. Eu tirei minha jaquetae o sapato e sentei de pernas cruzadas no chão, meu rosto plácido, esperando a verdade.Toda a verdade. Ethan calmamente selecionou um cd do ColdPlay aumentou o som maisalto do que eu achava apropriado, e sentou no sofá. Ele me deu um olhar duro. "Ok,olha", ele disse por cima da música, "eu estou realmente cansado dessa merda, Darcy.Eu estou realmente, realmente cansado disso"."Eu também", eu disse, desligando o som.Ele levantou a mão me dizendo que não queria ser interrompido."Então nós iremos discutir isso hoje, e então nunca mais, ok?""Ok, eu disse. É tudo que eu quero em primeiro lugar.""Ok, quando Rachel veio aqui ela me disse que sentia...sentia algo pelo Dex"."Eu sabia!" Eu disse, apontando pra ele."Vai ouvir ou não?"Eu engoli seco e fiz que sim com a cabeça."E que estava sentindo isso por algum tempo, mas não muito tempo. ""Quanto tempo? ""Umas semanas...talvez uns poucos meses"."Uns poucos meses?" Eu gritei.Ele me deu um olhar de aviso, como se fosse parar a conversa. "Desculpa, vai em frente"."Eu não tenho muito mais o que dizer"."Quando eles ficaram juntos pela primeira vez?" Eu perguntei petrificada pela resposta eao mesmo tempo precisando saber o quanto idiota eu fui.
  • 135. Ele parou e disse que não sabia."Eu sei que você está mentindo", eu disse. "Eu sei que você sabe! ""O que eu sei é isso", Ethan disse, continuando a resposta, "Rachel não queria se sentirassim, ela estava em agonia todo o tempo. Ela tinha toda a intenção de voltar pra NovaYork e ser sua madrinha de casamento. Ela estava preparada pra seguir em frente, seforçando a esquecer Dex e ser sua amiga. O que é muito mais que muitas pessoas fariamno lugar dela".Meu coração batia nos meus ouvidos,eu estava fixa em uma coisa. Um fato. "Me dê umadata, Ethan. Quando eles ficaram juntos pela primeira vez?"Ele cruzou os braços e exalou alto."Foi antes ou depois do aniversário da Rachel?" Eu perguntei. Eu honestamente não seio que me fez escolher aquela data. Talvez porque o aniversário dela é no fim de maio,sempre coincidindo com o começo do verão. Eu podia ter escolhido outro dia, MemorialDay, por exemplo.Mas não. Eu disse Aniversário da Rachel e pelo olhar no rosto doEthan, eu soube que tinha acertado em cheio. Minha mente correu de volta naquela noite,como eu tinha dado uma festa surpresa pra ela. De repente com horror eu me lembrei queDex não tinha vindo pra casa até as sete da manhã do outro dia. Como ele disse queestava com Marcus, e como Marcus cobriu ele. Eles mentiram pra mim! Meu noivo tinhapassado a noite com aminha melhor amiga!Meses antes de eu ter traído ele!De repente tudo veio a tona: As noites de trabalho até tarde do Dexter, Como Rachelestava embassando os preparativos do casamento, e o fim de semana de quatro de julho!Meu Deus, Dex e Rachel ficaram sozinhos em Nova York, enquanto nós fomos paraHamptons! Eles ficaram juntos o fim de semana inteiro! Era muito horrível pra serverdade, mas eu tinha certeza que era.Eu falei tudo para o Ethan que não negou nada.Ele apenas me olhou, sem um traço decompaixão ou remorso."Como você pode Ethan? Como?" Eu gemi."Como eu pude o que?""Ser amigo dela? Como você pode me levar pra sair com essas pessoas que sabiam todaa história?Você me fez parecer idiota!Todos vocês deviam estar rindo nas minhascostas!Ninguém estava rindo nas suas costas!""Sei,aquela vaca deve ter rido como nunca"."Phoebe foi um pouco rude, eu admito isso"."E admita o resto! Admita que Rachel te contou tudo que ela estava fazendo comigo".
  • 136. Ele hesitou então disse, "A relação dela com Dex sim veio a tona, mas eu nunca imagineique você conheceria Martin e Phoebe, e além disso, nós não discutimos a relação no tomde ha ha que boba a Darcy é, foi mais como Merda, que ruim é sentir alguma coisa pelonoivo da sua melhor amiga"."Certo, ela realmente deve ter sofrido"."Bem , você não sofreu quando começou a sair com Marcus? Enquanto você aindaestava com Dex?""Não é a mesma coisa, Ethan"."Como é que todo mundo tem essa dificuldade de ver a óbvia diferença entre trair seunoivo e sacanear sua melhor amiga?""Isso não é sobre eu e Dex, e sim sobre eu e Rachel, e eu nunca faria isso com ela", eucontinuei, me sentindo chocada que o meu amigo ainda estava ao lado dela.Ele me olhou, cruzou os braços e balançou a cabeça com um sorriso sagaz."Verdade? ""Nunca", eu disse, fazendo uma procura mental rápida nos ex namorados sem graças daRachel. Seu namorado da Universidade e mais significante ex , Nate, tinha umasombracelha única, ombros inclinados e voz afeminada;"Se você diz", Ethan disse cético."O que isso quer dizer? Eu nunca tentei roubar nenhum namorado da Rachel".Ele sorriu, um sorriso só dele. Eu sei que ele devia estar pensando que eu saí com Marcusmesmo sabendo que a Rachel estava a fim dele."Ah, dá uma merda de tempo Ethan. Marcus não era namorado da Rachel!Eles sebeijaram uma vez. Nunca iria a lugar nenhum"."Eu não estava pensando no Marcus. ""Então em que você estava pensando? ""Bem...eu só estava pensando que você faria a mesma coisa que Rachel se ascircunstâncias aparecessem pra você. Se você tivesse se apaixonada por um namoradodela, nada iria te impedir de ir atrás dele. Nem o sentimento da Rachel, nem o stigma detirar o homem da sua amiga. Nada. ""Não", eu disse firme, "isso não é verdade".Ethan continuou. Ele estava como um rolo agora, deitado no sofá, apontando o dedo pramim enquanto falava. " Eu acho que você tem um longo histórico de ir sempre atrás doque você quer, Darcy. Não importando o que fosse. Inferno ou cé. Até agora, Rachelsempre jogou como coadjuvante na sua vida . E você vergonhosamente deixou ela fazeresse papel, pro todo o segundo grau ela esteve por trás de você, deixando você aparecero quento quizesse.Você gostava disso e agora que tudo acabou, você não estáaguentando. "
  • 137. "Isso não…é verdade!" Eu imrrompi,sentindo meu rosto queimando. "Você está sendotão injusto! "Ehan me ignorou e continuou, agora andando em frente a falsa lareira da sala. "Você eraestrela do colégio, estrela da Universidade, a estrela de Manhattan, e Rachel deixavavocê brilhar, agora você não consegue ficar delado e ficar feliz por ela. ""Ficar feliz por ela roubar meu noivo?Você só pode estar brincando comigo! ""Darcy, você fez a mesma coisa. Podia ter sido uma história diferente se você aindaamsse o Dex, se você também não tivesse traído ele"."Mas eles fizeram primeiro! ""Isso não importa", ele disse."Como você pode dizer isso? ""Porque. Porque Darcy, você nunca olha pro seu comportamento. Você sempre querculpar outra pessoa".Ele então começou a falar de antigas histórias do segundo grau. Como quando eu apliqueipra Notre Dame quando eu sabia que era o sonho da Rachel estudar lá, e como ela ficouarrasada quando eu entrei e ela não."Eu não sabia que ela era dona de Notre Dame! ""Era o sonho dela, não o seu. ""Então deixa eu entender isso direito, ela pode ir atrás do meu noivo, mas eu não tenhoo direito de aplicar pra uma estúpida Universidade?"Ele ignorou minha pergunta e disse, "Já que nós estamos no tópico, Darcy, porque vocênão me conta uma coisa..Você realmente entrou em Notre dame?""Sim, entrei", eu disse, quase acreditando na mentira que tinha contado aos meus amigosa tantos anos atrás.Notre dame era a primeira opção da Rachel, mas eu tinha aplicadotambém pensando em como seria legal se nós dividissemos o mesmo quarto.Eu melembro de receber a carta de rejeição como se fosse um fracasso. Então eu disse umamentira inofensiva pra meus amigos, e cobri dizendo que apesar de ter passado ia ficarem Indianna mesmo.Ele balançou a cabeça. "Eu não acredito em você",ele disse."Você não entrou em NotreDame".Eu comecei a suar. Como ele sabia? Será que ele viu a carta?Será que ele entrou nocomputador de Notre Dame pra ver?"Porque minha escolha de Universidade é relevante aqui? ""Te digo porque é relevante, Darcy. Te digo exatamente por que. Você sempre quiscompetir com a Rachel. Desde o começo até agora.Tudo sempre foi uma competição pravocê, e parte do que está te comendo pro dentro é que Dex escolheu a Rachel, eleprefiriu ela a você".
  • 138. Eu tentei falar mas ele continuou, as palavras dele cruéis,austeras e altas. "Dex quis ficarcom ela e não com você. Não importa se você não queria ficar com ele também. Nãoimporta que você traiu ele também.Não importa se claramente vocês não foram feitos umpara o outro e os dois se salvaram de um divórcio, terminando tudo agora. Você sóconegue focar numa coisa: O fato e Rachel de algum jeito ter ganho de você.E isso temata, Darcy.Estou te dizendo, como seu amigo, que você tem que deixar isso pra lá eseguir em frente". Ele terminou em tom de debate.Eu balancei a cabeça. Eu disse pra ele que ele estava errado, que ninguém, ninguém emminha posição, poderia estar feliz por Rachel. Eu me senti desesperada para que ele visseas coisas como eu via, assim com eu tentei com o Marcus."É assim, Ethan...mesmo que eles não tivessem feito nada pelas minhas costas, mesmoque essa relação tivesse começado depois que nós terminamos, ainda assim...seriaerrado. Você simplismente não vai atrás do ex da sua amiga.Ponto. Porque os homensnão entendem isso? É princípio básico da vida"."Ela ama ele, Darcy, Isso é princípio básico da vida"."Você quer para de dizer isso! Eu não quero ouvir a palavra amor de novo. Se els seama está totalmente fora da discussão...você não entende nada e amizade"."Darcy, sem ofensas, eu não vou dizer isso pra ser ruim, porque eu me importo comvocê, e é por isto que você está aqui agora para essa visita planejada", ele disse, fazendosinal de interrogação no ar enquanto falava a palavra visita."Mas…""Mas o que?" eu perguntei com medo do que irria ouvir depois."Mas eu acho que você é que não sabe o que é uma amizade", ele disse falando rápido efuriosamente. "De jeito nenhum. Por isso que você está aqui sentada quase semamigos.Em guerra com Rachel, com Claire, com o pai do seu filho, com a sua própriamãe, que , pelo que você sabe, não tem nem idéia de onde você está!E agora você estácom raiva de mim também"."Não é culpa minha que todo mundo me traiu"."Você tem que se olhar longamente no espelho, Darcy. Você precisa entender queexistem consequencias e viver uma vida tão superficial"."Eu não sou superficial", eu disse apenas metade de mim acreditando nisso."Você é. Você é extremamente egoísta e equivocada. Com os valores da vida totalmentedesviados. "Ele foi muito longe. Eu até podia ser um pouco superficial, mas o resto da acusação eraridículo. "O que isso quer dizer? Equivocada? ""Quer dizer que você está, o que , com cinco meses de gravidez agora? E até o ponto queeu posso falar, você não está fazendo nada pra preparar a chegada dessa criança. Nada.Você vem pra Londres para essa, como você diz, visita, mas eu não vejo nenhum sinal de
  • 139. retorno a Nova York, e no meio tempo, você não fez nenhum esforço para procurarnenhum pre natal aqui em Londres.Acima disso, você não se alimentabem,provavelmente num esforço para se manter magra em troca do crescimento normaldo seu bebê. Você tomou dois copos de vinho hoje a noite, e ao inves de guardardinheiro por bebê que você vai criar sozinha, você está jogando dinheiro fora ela janelacomprando coisas frívolas.É simples fazer uma análise observando o quantoirresponsável e totalmente absorvida em você mesma você está sendo".Eu sentei ali totalmente sem palavras. Quer dizer, o que você diz quando alguém te falaque você é uma merda de amiga, uma horrível, irresponsável mãe( sem o bebe ternascido) e uma mulher vazia e egocentrica? Se eu não contasse as acusações de exnamorados, que eu não levo em conta, esse foi um ataque sem precedente. Ele dissetanats coisas ruins, vindo de tantos angulos diferentes que eu nem sabia como medefender. Eu estou tomando as vitaminas pré natal, eu disse fraca.Ele me olhou como quem diz, esse é o melhor que você pode fazer, eu desisto.Então ele disse que ia dormir. A expressão dele me dizia pra não segui-lo, que ele não mequeria no quarto dele.Mas apenas para ter certeza, depois que eu sentei na sala por algum tempo, lambendominhas feridas e repassando o discurso do Ethan, eu decidi ir até a porta dele e ver seestava aberta.Não que eu fosse abrir, eu tinha algum amor próprio, eu só queria saber seele tinha me abandonado de verdade. Se ele se arrependia das palavras duras dele? Seráque ele tinha mudado sua opinião de mim agora que a cerveja que ele tinha na cabeça játinha descido? Eu coloquei a mão na maçaneta e tentei virar. Não mexeu. Ethan tinha meabandonado,tinha algo naquela porta, fria e fechada, que fez eu me sentir com raiva, etriste, e determinada tudo junto.Capitulo 21No outro dia eu acordei no meu colchão de ar e senti um chute do bebê pela primeiravez.Teve outras vezes que eu achei que tinha sentido ela , vendo depois que era apenasindigestão, dor de fome ou nervos. Mas agora não tinha confusão essa estranha,indecifrável sensação de um pé pequenino se movendo dentro de mim, empurrando meusossos e orgãos. Eu coloquei minha mão na barriga, logo abaixo da minha costela,esperando por senti-la de novo.De fato, houve outra pequena cutucada e agitação.Eu seique parece loucura, especialmente considerando que minha barriga estava rapidamentecrescendo e do tamanho de uma bola de basquete, mas eu acho que precisei sentir esse
  • 140. chute para minha gravidez sair do teórico e se tornar real. Eu tinha um bebê dentro demim,uma pessoinha que ia nascer em poucos meses.Eu seria mãe,de algum jeito eu já era.Eu me virei em posição fetal e fechei meus olhos enquanto sentia um rio de emoções.Primeiro eu senti uma explosão de pura alegria, era uma alegria indescritível, umaexperiência que eu nunca tinha passado antes, um tipo de alegria que não da pra sentircomprando uma bolsa Gucci ou um par de sapatos Manolo Blahnkis. Um sorriso brotouno meu rosto e eu quase dei uma gargalhada alta.Mas minha alegria rapidamente se juntou com uma preocupação melancólica quando eupercebi que não tinha ninguém para repartir minha grande emoção. Eu não podia ligarpara o pai do meu bebê ou para sua vó. Eu não estava afim de falar com Ethan depois detodas as coisas ruins que ele me disse.E mais importante do que isso, eu não podia ligarpra Rachel. Pela primeira vez desde que eu encontrei Dex no armário dela, eu relamentesenti falta dela. Eu ainda tinha Annalise, mas simplismente não era o mesmo. Eu penseiem todas as vezes no passado quando eu tinha boas notícias, más notícias, notícias a seconfirmar, como eu mal as recebia e já ia direto pra casa dela ou digitava seu número.Quando nós eramos criança em Indianna, Annalise sempre chegava depois, sempre erapensada depois, sempre era a segunda amiga a saber. Com Rachel fora do páreo, serianormal Annalise substituí-la, mas eu estava começando a ver que não era bem assim.Rachel era insubstituível.Claire não tinha substituído ela, Annalise também não podia.Me perguntei o porque disso. Apesar de tudo, eu sabia que Annalise falaria a coisa certa,seria tão legal quanto ela pudesse, mas ela nunca poderia substituir essa necessidade queeu tinha de repartir as coisas com a Rachel.Enquanto eu me virava no meu colchão para olhar para a janela, eu ouvi as palavras doEthan de novo: a parte que dizia que eu era uma má amiga, a parte que dizia que eu eraegoísta, egocentria e superficial. Uma onda de vergonha passou por mim quandoreconheci que tinha um pouco de verdade nessas acusações, eu olhei os fatos: Eu nãotinha médico, nenhum em vista, nenhuma amiga íntima, nenhum contato com minhafamília. Eu estava no limite de acabar todo meu dinheiro, e tudo que eu tinha paramostrar era um guarda roupa cheio de roupas maravilhosas, muitas delas que não cabiammais.Eu tinha me mudado para Londres pra mudar, mas eu realmente não mudei nada.Minha vida estava estagnada. Eu precisava fazer alguma coisa, por mim e pelo meu bebê.Eu olhei pelas barras da janela para o amanhecer londrino, e jurei que ia fazer o dia queeu senti meu bebê mexer pela primeira vez como um ponto de mudança na minha vida.Eu provaria ao Ethan que eu não era a pessoa que ele descreveu na noite anterior. Eu melevantei, o que estava ficando mais difícil a cada dia, particularmente saindo de umcolchão de ar fofo, e busquei um bloco de papel na minha mala. Eu arranquei uma página
  • 141. e escrevi: Passos para se transformar numa Darcy melhor. Eu pensei um minuto,repassando o discurso de Ethan e então escrevi:1.Ir a um ginecologista obstetra e me preparar para maternidade.2.Ser mais saudável, comer melhor, sem cafeína ou alcool.3.Achar amigas novas( não competindo com elas)4.Deixar minha família saber que eu estou em Londres e que estou bem.5. Conseguir um trabalho (preferencialmente um trabalho pra ajudar alguém)6. Parar de comprar roupas, sapatos, etc. E começar a guardar dinheiro!Então, porque alguma coisa ainda parecia estar faltando, eu coloquei no fim:7. Melhorar meu caráter ( ser mais agradecida, menos egoísta, etc.)Enquanto eu lia a minha lista eu fiquei imaginado o que Ethan diria se ele a visse. Ele iriaelogiar meu esforço ou zombaria dela ‘Não seja tão ingênua Darcy, você não pode fazeruma lista e achar que vai melhorar do dia para noite! Não funciona assim’.Por que eu me importava tanto com o que Ethan tinha pra dizer? Uma parte minha queriaodiar ele, odiar por ele estar do lado da Rachel, por mentir pra mim, pelas coisas horríveisque ele disse sobre mim. Mas eu não conseguia odiá-lo,e de um jeito surpreendentementebizarro tudo que eu queria era vê-lo,ou mudar a opinião dele sobre mim.Eu balancei o colchão pra ganhar força para me colocar de pé de novo. Então eu fui até oquarto do Ethan. Descobrindo que ele já tinha partido ra trabalhar, então fui a cozinha efiz um omelete quase sem óleo, saudavelmente.Depois eu consultei minha lista e decidilimpar o flat dele. Eu varri e passei aspirador, esfreguei o vaso, tirei o lixo, lavei e sequeiroupa na minúscula unidade de lavar e secar do Ethan, os ingleses tem uns miseráveisequipamentos de terceiro mundo, guardei com cuidado as revistas e jornais e lavei o chãoda cozinha.Depois que o lugar estava imaculado, eu escrevi uma pequena nota para minha mãe,dizendo a ela que eu estava com Ethan em Londres. Eu sei que não estamos felizes umacom a outra neste momento, eu escrevi, mas eu mesmo assim não quero ver você e papaipreocupados comigo, eu estou bem. Então, eu escrevi o número do telefone do Ethannum PS apenas no caso de ela querer me ligar. Eu selei e fechei minha carta, tomei banhoe saí pelas ruas de Londres, subindo pela rua Kensington Church para Notting Hill. Euresisti a urgência de parar em alguma loja, ganhando força com a minha lista, que estavadobrada em três e guardada no bolso da minha jaqueta. Eu até parei numa loja deprodutos de caridade pra saber se tinham vagas de emprego.Não tinham vagas, mas eusenti orgulho de mim por ter tentado.No caminho pra casa,eu entrei numa cafeteria para descansar um pouco, pedindo umLatte descafeinado, e me deixando cair numa poltrona.No sofá perto de mim sentaramduas mulheres, uma loura e uma morena, que pareciam ser da minha idade.
  • 142. A loura estava balançando um bebê no joelho enquanto ele brigava pra comer umbrownie com a outra mão. As duas garotas usavam diamantes pequenos na mão esquerda,e eu lembrei que Ethan tinha comentado que os ingleses são menos ostentosos nos seusaneis de casamento do que os americanos.Talvez esse tipo de coisa emblemática era oque Ethan gostava sobre Londres. A qualidade dos ingleses de não mostrar tudo era ooposto do que ele disse que eu era, mais ou menos uma vergonhosa exibicionista.Pelo canto do olho,eu continuei estudando as mulheres.A loura tinha um queixo pequeno,mas boas luzes no cabelo, a morena estava usando um casaco de veludo suado masestava também com uma linda bolsa Prada. Eu senti uma ponta de aborrecimento porquee estava sendo superficial, mas reafirmei para mim mesma que estava Ok eu ser uma boaobservadora, eu só não devia tirar conclusões precipitadas sobre as mulheres.Eu penseiem quantas vezes eu julguei as pessoas pela sua roupa ou sapato, e jurei que eu não fariaisso de novo, afinal, usar um sapato fora de moda num ponto da vida não era umcrime.Para provar isso a mim mesma, eu não olhei para o pé delas.Eu já conseguia mesentir uma pessoa mais sólida e meu espírito levantar voô.Enquanto eu tomava meu café e folheava a revista Hello, eu ouvia a conversa dasmulheres, notando que a conevrsa delas era muito mais interessante por causa do sotaquebritânico. O tema da conversa delas eram coisas maritais, as duas tinham problemas comseua maridos. A loura dizia que ter um bebê fazia as coisas piorarem, a morenareclamava que desde que ela e o marido começaram a tentar engravidar, sexo tinha setornado um dever. Todos os segundos, eu virava uma folha da minha revista que estavacheia de celebridades de Hollywood, e também pessoas que eu nunca tinha visto antes,presumindo serem atores da televisão inglesa.E mais fotos de Posh e Becks.A loura suspirou enquanto reposicionava seu bebê que estava se contorcendo. " Pelomenos você está fazendo sexo ", ela disse para a amiga, enquanto ela alcançava umachupeta na sua bolsa e colocava na boca do bebê. O bebê chupou vigorosamente poralguns segundos antes de deixar a chupeta cair no chão. Uma aparente assinante da regrade três segundos essa bebê...a loura pegou a chupeta no chão, limpou na manga da blusa erecolocou na boca da criança."Quanto tempo faz? A morena perguntou, numa voz tão candida que me fez pensar queessas duas não eram colegas ou amigas casuais. Me fez sentir falta da Rachel e de comoas coisas eram conosco."Eu nem me lembro", a loura disse. "Anos".A morena fez um simpático movimento com o nariz enquanto retirava a embalagem doseu chá e esfregava antes de colocar na xícara.Eu fechei minha revista e fiz contato com os olhos com a loura, ela sorriu pra mim medando abertura.
  • 143. "Ela é uma gracinha", eu disse, dando uma olhada no bebê e então imaginando comhorror que podia ser um menino. Era impossível de dizer. Roupinha amarela, sem cabelo,nada que dissesse o sexo de cara."Obrigada", a loura disse.Bom, eu imaginei certo. "Qual o nome dela?""Natalie"."Oi, Natalie". Eu disse numa voz alta e melódica. Natalie me ignorou, continuando a seesticar apara alcançar o brownie da mãe. "Quantos meses tem?""Vinte e duas semanas".A loura sorriu enquanto a balançava de cima pra baixo no joelho."Então...isso é o que ,cinco meses?"Ela riu. "Sim, desculpa. Eu me lembro que antes de ter Natalie eu me perguntava porqueas mães sempre davam as idades de seus nenens em semanas. Eu acho que é a extensãoda gravidez".Eu assenti enquanto notava que a morena me dando um olhar que dizia ‘Qual é a suaamricana, sentada aqui num café sozinha num dia de semana ?’"Sim, eu sei o que você quer dizer. Eu estou com dezoito semanas de gravidez... ""Grávida?" As duas perguntaram juntas alegres como se eu tivesse dito a elas que estavasaindo com o Príncipe William.Eu me senti feliz que finalmente alguém estavaentusiasmado com a minha gravidez."Sim", eu disse, movendo meu casaco de cima da barriga para mostrar a elas. "Naverdade, eu senti o primeiro chute essa manhã".Me deu uma tristeza de estar compartindo essa notícia maravilhosa pela primeira vez comduas estranhas, mas eu disse a mim mesma que elas tinham potencial de amigas, talvezaté amigas de uma vida, até a morte."Parabéns!"A loura disse feliz."Você está ótima para quem está com dezoito semanas!" A morena disse.Eu sorri com uma modéstia que parecia sincera."Obrigada!"Menino ou menina ? A morena perguntou."Eu ainda não sei,mas eu tenho quase certeza que é uma menina"."Eu também tinha", a loura disse, acariciando a cabeça de Natalie. "Eu já sabia que seriauma menina"."Você soube do sexo antes de nascer ?""Não, eu quis que fosse uma surpresa", ela disse. "Mas o meu marido soube".Eu levantei as sombracelhas, "ele soube e você não?"Ela assentiu. "Nosso doutor mostrou a ele essa parte da Ultra enquanto eu estava com osolhos fechados. Meu marido jurou que não contaria a ninguém.Nem para as nossasmães, que estavam loucas para saber".
  • 144. "Eu não acredito que ele manteve o segredo! É o máximo", eu disse."O marido dela é o máximo", a morena disse.Hum. A loura assentiu. Eu tinha começado a notar que os ingleses faziam muito essesom. Em vez de dizer sim falavam uh-hum ou sip. Ela continuou, "Ele não escapou atécom os pronomes. Ele era sempre cuidadoso com os pronomes ele e ela, dizia apenas obebê"."E os nomes de bebês? Não era óbvio quando vocês discutiam nomes?""Não, ele falava os dois igualmente...Na verdade, ele falava Gavin tanto que se fosse prapensar alguma coisa, eu pensaria que teríamos um menino"."Uau. Seu marido parece ser um cara bem legal", eu disse.Ela olhou para amiga e as duas caíram no riso. "Nós estávamos aqui falando mal dele.Ele tem sido um pouco mula esses dias".Eu não tinha certeza o que queria dizer mula aqui na Inglaterra, mas eu balancei a cabeçasimpaticamente e disse, "Eu sei como é isso".Uns segundos de silêncio passaram e eu podia dizer que as mulheres estavão imaginandosobre a minha situação."Deixa eu me apresentar,eu sou a Darcy",eu disse com o que eu esperava que fosse umsorriso desarmado dizendo eu não competirei com vocês."Eu sou Charlotte", a loura disse."E eu Meg", a morena disse."É tão bom conhecer vocês, eu estava louca pra ter alguma interação feminina desdeque me mudei pra cá", eu disse. Era verdade, apesar de achar que eu não tinha percebidoisso até aquele momento."Quando você se mudou para Londres?" Meg perguntou."Faz um mês"."Você se mudou sozinha?" ela perguntou. Foi o mais perto que ela conseguiu chegar paraperguntar sobre o pai do meu filho."É, eu vou ter o bebê sozinha", eu disse.Meg e Charlotte me olharam, com o que eu detectei como adimiração. Eu dei a elas umsorriso morno e aberto, que permitia a elas perguntar mais, o que elas fizeram. Eurespondi todas as perguntas delas , apenas enfeitando ocasionalmente.Por exemplo, eudisse que peguei Dex e Rachel na cama juntos e eu deixei Marcus de fora, implicitandoque Dex era o pai.Parecia mais fácil assim, e francamente, que diferença esse ponto fazia.Os dois homens estavam fora do quadro mesmo. Minha audiência estava fixa. Charlotteaté ignorou Natalie, que estava babndo na beira do jornal, eu continuei a minha história,contando que eu tive que largar o emprego, e vir para Londres viver com meu amigo deinfância, Ethan. Ele é Hetero, mas nós somos apenas amigos, eu disse pra elas.Um amigo
  • 145. gay seria mais interessante e certamente mais legal, mas tinha alguma coisa que meobrigava a ser sincera sobre essa amizade de homem e mulher.Além do mais, me davamasi credibilidade como uma garota legal. Eu podia ouvir elas comentando depois, Ela élinda mas não fica aí caindo em cima de qualquer homem disponível.Charlotte perguntou se eu tinha algum interesse em Ethan. Eu neguei com a cabeçavigorosamente."De jeito nenhum... Nós somos estritamente amigos. Apesar de nós termos sidonamorados na quinta série".Elas riram."Então, eu estou completamente solteira...vocês conhecem alguém disponível?" eu disse,rapidamente me preocupando que achar um homem não deveria ser importante paramim.Eu me liberei da preocupação, um namorado não me atrapalharia para chegar naminhas metas.Meg e Charlotte trocaram um olhar significativo enquanto faziam um inventário mentaldos homens que conheciam."Simon?" Charlotte perguntou a Meg.Meg fez uma cara estranha."Você não gosta do Simon?" Charlotte perguntou a ela."Eu gosto muito do Si... " Meg disse dando de ombros.Eu resisti a tentação de perguntar sobre a aparência do Simon, mas Meg parece que leuaminha mente porque ela riu e disse: Eu duvido que a Darcy se sinta atraída por cabeçasvermelhas!"Meg!", Charlotte disse, me lembrando Rachel. Rachel tinha dito Darcy! No mesmo tomum monte de vezes. " Além do mais, eu acho que o Si é mais parecido com um louroamorangado"."Ele é cabeça vermelha e você sabe! " Meg disse bebendo seu chá."O que quer dizer com cabeça vermelha?" perguntei."Você sabe, que tem cabelos laranja ? Que vocês chamam de ruivo?" Meg disse.Eu ri, "ah tá"."Então você gosta de ruivos?" Meg perguntou."Provavelmente não são os meus favoritos", eu disse diplomaticamente, raciocinando quequímica é fora do seu controle. E para um relacionamento funcionar, a química tem quefuncionar."Eu acho que ruivos não são os que você procura no outro lado do arco íris", Meg disse.Charlotte olhou desapontada, então eu disse, "Mas tem umas excessões. Olha que fofinhoé o Princípe Harry.Eu gosto do sorriso dele.Depende inteiramente da personalidade".
  • 146. Eu não podia deixar de pensar no Marcus. Foi uma decisão desastrosa começar a relaçãocom ele, a decisão baseada largamente na intriga, luxúria e competição com Rachel. Maspelo menos eu não fui pelas aparências. Marcus estava longe de ser bonito. Então eusabia que eu tinha em mim o mérito de olhar além do físico.Charlotte sorriu pra mim . "Precisamente", ela disse balançando a cabeça.Então ela faloupara Meg."Porque você não convida ela para sua festa? O Si não vai estar lá?""Que idéia fabulosa! Você tem que vir, Darcy. Eu estarei recebendo uns amigos nosábado a noite. Porque você não se junta a nós?" Meg perguntou."Eu adoraria", eu disse, pensando em como seria satisfatório contar ao Ethan que eutinha sido convidada para uma festa por uma mulher.Eu dei uma checada mental naminha lista. Em apenas um dia, eu tinha ticado vários itens. Eu ajudei Ethan(limpando oflat pra ele), eu estava mais saudável(não tomando cafeína) e fiz duas novas amigasmulheres. Eu ainda tinha que achar um trabalho e um médico, então depois de maisalguns minutos de uma conversa educada, eu perguntei a Meg e Charlotte por umarecomendação nas duas frentes."Eu tenho o médico perfeito para você. Sr. Moore é o nome dele", Charlotte disse.Consultando a agenda telefônica dela e anotando o número na parte de trás de um cartãode visitas dela. Aqui está. " Ligue pra ele, ele é um amor"."Como você o chamou de Senhor e não Doutor", eu perguntei, me sentindo um poucocética com o sistema de saúde Inglês.Meg explicou que na Inglaterra apenas físicos eram chamados de Doutores, alguma coisaa ver com os tempos medievais, quando todos os cirurugiões eram açougueiros entãoapenas senhores."E quanto ao trabalho", Charlotte disse, "o que você fazia em Nova York?""Eu trabalhava com relações públicas...mas eu estou procurando algo diferente aqui.Alguma coisa para ajudar os pobres, idosos ou doentes", eu disse seriamente."Isso é tão legal", Charlotte e Meg disseram juntas.Eu sorri.Meg me disse que tinha um asilo logo na esquina. Ela desenhou um mapa com endereçonum guardanapo, e então escreveu o próprio endereço e telefone do outro lado."Vá lá nosábado",ela disse. "Nós adoraríamos ver você. E Si também vai gostar". Ela riu.Eu sorri, tomei meu último gole de café e disse tchau para minhas novas amigas.Nessa noite quando Ethan voltou pra casa, eu estava esperando ele com uma salada gregaque eu emsmo fiz, uma taça de vinho tinto e música clássica."Bem vindo ao lar!" Eu disse, sorrindo nervosamente enquanto dava uma taça de vinho aele.
  • 147. Ele pegou a taça receoso, tomou um pouco e olhou em volta do apartamento "Tá bomisso aqui.Cheira bem também. Você limpou a casa hoje?"Eu fiz que sim. "Ah hã, eu dei uma geral, limpei até o seu quarto", eu disse, e então nãoresisti em adicionar, "ainda acha que eu sou uma má amiga?"Ele tomou outro gole e sentou no sofá. "Eu não disse isso exatamente".Eu sentei ao lado dele. "Sim, você disse".Ele me deu um meio sorriso "Você pode ser uma boa amiga quando você quer Darcy.Você quis hoje. Obrigado".A antiga Darcy teria feito ele pedir uma desculpa imensa junto com uma completaretratação e um pequeno presente, mas de algum jeito só o simples obrigado estava bempara mim. Eu só queria ficar de bem e seguir em frente."Adivinha o que aconteceu essa manhã?" Eu disse, doida pra compartir minhas notíciascom ele. Antes que ele pudesse imaginar, eu falei, "Eu senti meu bebê chutar! ""Uau, e foi a primeira vez que você sentiu?""Sim, mas eu não senti mais desde a parte da manhã. Eu devo me preocupar?"Ethan balançou a cabeça. "Não, eu me lembro quando Brandi estava grávida... ela sentiaum chute num dia e nada por vários dias. O doutor disse a ela que quando você é muitoativa, o bebê se move menos, porque você está embalando ele para dormir", ele dissecom uma expressão de dor, como se ainda tivesse sentindo a dor da traição da Brandi."Você ainda fica triste de lembrar dela?" eu perguntei.Ele tirou seu tênis molhado, jogou as meias para o lado e colocou os pés na mesinha decentro."Eu não estou triste pela Brandi, mas algumas vezes eu fico triste de lembrar do Milo"."Milo foi o cara com quem ela te traiu? ""Não, Milo é o bebê"."Oh", eu disse com vergonha, sabendo que eu devia ter lembrado desse detalhe. Eu olheipara o Ethan, imaginando as palavras simpáticas que a Rachel diria.Ela sempre tinha umjeito de dizer a coisa certa, fazendo as pessoas se sentirem melhores. Eu não podia pensarem nada bom então eu esperei que o Ethan continuasse."Por nove meses, eu pensei que seria pai. Eu fui em todos as consultas do médico e sentiamor pelas fotos do Ultrasom... eu até escolhi o nome Milo". Ele balançou a cabeça. "Equando nós tivemos o bebê,eu percebi que não era meu"."Qunado você teve certeza que não era seu? ""Assim que ele nasceu. Quer dizer, ele tinha cabelos escuros com olhos negros e todocabeludo em todos os lugares. Eu fiquei lembrando das minhas fotos de bebê. Careca erosa. Brandi era loura de olhos azuis também. Não precisava ser um gênio pra descubriro que tinha acontecido".
  • 148. "Então o que você fez? ""Pelos primeiros dias eu fiquei em choque. Eu fingi que não era verdade, que era apenasuma coisa genética...Todo o tempo no fundo da minha mente, eu lembrava do A mais Bdas aulas de biologia do segundo grau,...duas pessoas de olhos azuis não podiasm fazerum Milo. "Eu tquei o braço dele de leve. "Deve ter sido muito duro"."Foi horrível.Quer diser, eu amei o menininho. Tanto que eu quase fiquei com ela, nofim...bem...você sabe o resto". A voz dele falhou. "Eu fui embora.Eu sentia como sealguém tivesse morrido".Eu me lembrei da Rachel falando do divórcio do Ethan e que o bebê não era dele.Naquela época, eu acho que estava preocupada com algum problema meu e não fuiparticularmente simpática com a dor dele."Você fez a coisa certa", eu disse agora, pegando a mão dele com a minha.Ele não saiu. "É eu acho que fiz"."Você acha que eu fiz a coisa certa mantendo meu bebê?""Claro que sim"."Mesmo você pensando que eu estou sendo uma mãe ruim até agora?" Eu perguntei,resistindo a urgência de dizer a ele sobre a minha lista.Eu queria fazer mais progressosantes de contar a ele."Você vai conseguir", Ethan disse, apertando a minha mão. Eu tenho fé em você.Eu olhei pra ele e senti a mesma coisa que eu senti no dia do Thanksgiving, sentados nobanco do parque. Eu queria beijá-lo, mas claro que eu não beijei. Eu me perguntei porqueeu resisti, já que no passado eu sempre seguia meus impulsos sem pensar nasconsequências. Talvez porque não parecesse um jogo com Ethan, do jeito que tinha sidocom Marcus e tantos caras antes.Talvez por que eu tinha mais a perder.Passar a linha entre amizade e atração era um jeito certo de perder um amigo. E perderuma grande amiga já estava bom demais para esse ano.Mais tarde nessa noite, depois que Ethan e eu estávamos assistindo as notícias, ele meolhou e disse:"Vamos Darcy, vamos para cama"."A cama do seu quarto? " Eu perguntei esperançosa.Ethan sorriu. "Sim, no meu quarto"."Então, sentiu minha falta ontem?" Eu perguntei.Ele riu e falou, "eu não iria tão longe".Mas eu podia dizer pela expressão dele que ele sentiu a minha falta. Eu também podia verque ele estava um pouco arrependido pela nossa briga, mesmo sabendo que quase tudoque ele disse era verdade. Ethan gostava de mim paesar das minhas falhas, e enquanto eu
  • 149. caía no sono ao lado dele eu pensei o quanto mais eu ia fazer ele gostar da nova eaperfeiçoada Darcy.Capitulo 22Na manhã seguinte, cheia de chutes do bebê, eu decidi que iria procura um trabalho noasilo que Meg e Charlotte me falaram. Ethan já tinha saído pra trabalhar então eu usei ocomputador dele pra digitar meu currículo e uma carta de apresentação rápida, onde euexpliquei que o meu sucesso no meio das relações Públicas tem muito a ver com a minhapersonalidade extrovertida, e que certamente essa qualidade seria bem usada no grupo debingo.Depois que passei o corretor ortográfico, optando pela escrita do inglês britânico eorganizei a carta. Eu tomei um banho, me vesti e saí no frio de Londres.Quando eu vvheguei no asilo, eu fui pega com o distinto e depressivo cheiro de de pessoavelhas e comida de Instituição, e eu senti a primeira onda de enjoô matinal desde que omeu primeiro trimestre acabou. Eu descobri uma bala na minha bolsa e coloquei na bocae respirei profundamente pela minha boca enquanto eu estudava duas senhoras comcamisolas florais idênticas em cadeiras de roda na recepção. Observar elas rirem econversarem me fez lembrar de Rachel e como nós costumávamos dizer que quando nósfossemos velhinhas e viúvas nós queríamos ser colocadas no asilo juntas. Eu me lembrodela dizendo que eu continuaria sendo um imã para homem mesmo nos meus noventaanos e ajudaria ela a sair com os velhinhos mais bonitos da casa. Eu acho que ela decidiufazer isso sessenta anos antes, eu pensei, enquanto um homem vestido de jaleco branco,que eu pensei que fosse um residente do lugar, veio pra porta e se apresentou comogerente."Eu sou Darcy Rhone", eu disse, apertando a mão dele."Bernard Dobbs", ele disse. "Em que posso ajudar?""A questão é, Sr. Dobbs, como eu posso ajudá-lo?Veja só, eu vim aqui hoje para acharum emprego nessa ótima instituição", eu disse, redecorando a feia e pobre recepção naminha mente."Que tipo de experiência você tem? ""Eu tenho experiência em relações públicas, eu disse dando a ele meu currículo. O que émuito interativo, um trabalho de dirigir pessoas". Então eu parafraseei minha carta derecomendação, concluindo com, "Mais importante, eu gostaria muito de distribuiralegria para as pessoas mais velhas do seu lindo país".Sr. Doobs me olhou de lado e perguntou se eu tinha visto de trabalho.
  • 150. "Hum...não", eu disse.Mas dando uma piscada e uma cotoveladinha nele eu disse, " Eutenho certeza que com um jeitinho nós resolvemos isso, não podemos? "Ele me deu um olhar frio e então perguntou se eu tinha experiencia em asilo. Euconsiderei mentir. Mesmo porque, eu seriamente duvidava que ele iria fazer umachamada internacional pra checar minha referências. Mas eu deixei minha determinaçãofalar mais alto e decidi que mentir não ia funcionar com a nova Darcy, e que não eranecessário para conseguir um trabalho. Então eu disse a ele que não, eu não tinha, eadicionei "Acredite em mim,Sr. Doobs, eu posso fazer qualquer coisa.Meu trabalho emmanhattan era um desafio, eu trabalhava muitas horas e era bem sucedida"."Hum, me desculpa Dicey", ele disse. Sem soar nem um pouco arrependido.É Darcy, eu disse.Sim, bem. Me desculpe Darcy. Nós não podemos ter qualquer pessoa aqui trabalhandocom nossos residentes Você tem que ser qualificada. Ele me devolveu meu currículo.Qualquer um? Ele tá falando sério? Eu imaginei minha futura cunhada limpando umavelhinha enquanto fala seu nome Oh Suzana. O trabalho dela não exigi muita habilidade."Eu compreeendo onde você quer chegar, Sr. Doobs...mas que experiência se necessitapara se dar bem com outras pessoas?Quer dizer, ou você tem ou não tem.E eu tenho issomuito bem", eu soltei, notando uma mulher com um caso horrível de osteoporose, vindopelo corredor na nossa direção.Eu sorri pra ela e disse um alegre e alto Bom dia só praprovar meu ponto de vista.Enquanto eu esperava ela me sorrir de volta, eu imaginei que o nome dela era Gert e queela e eu íriamos formar uma linda amizade, como a do livro ‘Terças com Morrie’, umdos livros favoritos de Dex, um dos muitos que eu nunca tive tempo de ler.Gert iria confiar em mim, me falar da infância dela, as lembranças da guerra, do seumarido, que ela enterrou a muitas décadas atrás.Então, numa noite, enquanto eu seguravasua mão ela ia morrer tranquilamente dormindo.Depois, eu iria saber que ela deixou paramim todos os seus bens , incluindo seu broche de esmeralda caríssimo. No seu funeral euiria usa-lo sobre o meu coração e elogia-la para uma pequena mas intimadora platéia.Gertrude era uma mulher especial.Eu a conheci num dia de inverno...Eu sorri de novopara Gert enquanto ela se aproximava de nós, ela murmurou algo de volta, suasdentaduras mal encaixadas se mexeram um pouco."O que foi? " Eu perguntei a ela , mostrando a Sr. Doobs que não só eu era legal eamigável, mas também era muito paciente."Vá embora e não volte mais", ela murmurou mais claramente.Eu sorri alegremente, pretendendo não entender ela. Então eu retornei meu olhar ao Sr.Doobs. "Bem, então. Como eu estava falando, eu acho que você verá depois de uma
  • 151. cuidadosa revisão que eu realmente estou qualificada para qualquer vaga que vocêtenha para mim"."Me desculpe mas não estou interessado", Sr. Doobs falou.Enquanto Gert passava por nós, com os olhos dançando triunfante, Eu fiquei tentada axingar ela e o Sr. Doobs. Alguma coisa como ‘vá se ferrar’, o que eu pensei seriaparicularmente sem propósito para Gert, que aparentemente não tinha mais muitos diasde vida para ferrar.Em vez disso, eu educadamente agradeci ao Sr. Doobs pelo tempo dele e me virei para irembora.Do lado de fora, eu abracei o dia frio, limpando meu nariz do cheiro ruim do asilo. Bem,de volta a luta, eu disse alto para mim mesma enquanto eu descia a rua High paracomprar um jornal. Eu iria checar os classificados e marcar alguma coisa enquantotomava café da manhã no Muffin Man. Eu não deixaria o Sr. Doobs ou Gert me deixarpra baixo. Quando eu cheguei no Muffin man, eu abri a porta e disse um educado olá agarçonete que nos serviu no dia do Thanksgiving. Ela me deu um sorriso superficial e medisse que eu podia sentar onde quizesse.Eu escolhi uma mesa pequena ao lado da janela,sentando numa cadeira e colocando minha bolsa, jornal e jaqueta em outra. Então euconsultei o menu e pedi um chá de ervas, ovos mexidos e um bolinho.Enquanto eu esperava pela minha comida, eu olhei em volta do salão decorado comflores e quadros Monet , meus olhos pararam em uma mulher pequenina tomando cafénuma mesa perto da minha. Ela tinha os olhos selvagens lindos,cabelos curtos castanhose pele de porcelana. Ela estava usando um chapéu amarelo parecido aos de noiva, comum veu na frente. Ela me lembrava Madaleine, a personagem do livro infantil que eucostumava ler com Rachel a 25 anos atrás.Quando o celular dela tocou e ela atendeufalando numa voz rouca com sotaque frances, esse sotaque francês batia com aMadeleine que eu imaginava, a rouquidão não, como se ela fosse muito pequena para teruma voz tão forte. Eu me esforcei para ouvir o que ela estava falando, alguma coisa sobrecomo ela não podia reclamar do tempo de Londres porque é mais frio e mais chuvoso emParis. Depois de mais alguns minutos de papo sobre Paris, ela disse, Te vejo logo, MonPetit Chou. Então ela sorriu afetadamente, fechou o telefone e olhou para a janelasonhadoramente de um jeito que me fez pensar que ela tinha acabado de falar com umnovo amor. Eu tentei me lembrar o que chou quer dizer em francês. É um cachorrinho?Não eu tenho certeza que cachorro era chien.Eu olhei em volta do Muffin man de novo, esperando encontrar meu Alistair, meupróprio chou, mas não havia nenhum homem sozinho, bonito ou qualquer outro. ApenasMadeline e um casal americano consultando o Mapa da Inglaterra. Os dois estavamusando roupas esportivas que combinavam, cheios de pacotes roxos de presente e
  • 152. Reeboks branquíssimos. Eu não podia deixar de notar porque tantos americanos(especialmente os novaiorquinos) tem um lapso tão distinto de senso de moda, mas anova Darcy não ia pensar isso deles. Depois da minha garçonete ter trago meu café damanhã, eu estudei o coador de chá e espiei dentro do pote cinza onde estavam flutuandopartes da erva do chá, tentando me lembrar como Ethan preparou para nós da outra vez.Para uma bebedora de café, parece muito complicado, então na hora que eu estavaimaginando que Ethan estivesse ali para me ajudar com o chá e ouvir a história do Sr.Doobs, ele entrou, lindo com sua capa de chuva vermelha e um sueter listrado colorido.Suas bochechas estavam rosas, como sempre ficam no frio,o que fazia os olhos deleparecerem mais azuis."Ethan!"Eu disse numa voz normal, mas pareceu mais alta no salão pequeno e quieto."Aqui! "Eu peguei madeleine me dando uma olhada, talvez desaprovando meu excitamento. EuRapidamente me arrependi de ser a americana gritona do salão."Oi Darcy", Ethan disse, enquanto se aproximava da mesa, "Como foi no asilo?" Eledeve ter retornado pra casa porque eu tinha deixado uma nota pra ele sobre minha missãode procurar emprego."Não tão bom, mas eu comprei um jornal para ver os classificados. Sente-se. " Eu disse,tirando a minha bolsa e casaco para limpar a cadeira. "Estou tão feliz que você está aqui.Eu estava exatamente pensando em você. Como se faz chá com esse negócio aqui?" Eudisse apontando para o coador de chá. Sem se sentar Ethan, ele se reclinou sobre a minhamesa e eficientemente colocou o coador na minha xícara encheu de erva e colocou águapor cima com a outra mão."Sente-se", eu disse de novo.Ele limpou a garganta, parecendo desconfortável."Hum...é que eu vou me encontrar comuma amiga aqui. ""Oh..quem?" eu perguntei, preocupada que fosse aquela Phoebe estivesse vindo."Ela está bem ali", Ethan apontou para Madeline e então, quando ela olhou para ele, elepiscou para ela, não daquele jeito desplacente que os homens piscam, mas lindo,simpático jeito de piscar. Como se fosse Papai noel mais magro e mais novo.Madeline deu a Ethan uma outra piscada enquanto dava mais gole de seu capuccino dasua xícara, ela então deu a ele um pequeno sorriso. Eu juntei o sorriso com o telefonema,não pode ser...Ethan tinha uma namorada. E ela não era só atrativa,era francesa também!Ethan sorriu de volta pra ela e me olhou. "Você está convidada a se juntar a nós Darcy".Mas eu sabia que ele não queria isso. "Tudo bem, vá você lá", eu disse rápido, mesentindo sem graça de achar que ele sempre estaria livre para mim."Você tem certeza?" ele me deu um olhar furtivo, mas simpático.
  • 153. "Sim, sim, eu tenho que sair rápido mesmo. Veja quantos lugares para ir no jornal,vailogo...sério", eu disse."Ok, então. Eu te vejo depois, tá bem? ""Sim, parece bem", eu disse calma.Enquanto eu via Ethan ir em direção da mesa de Madeline, eu me senti estranhamenteterritorial. Quase com ciúme. A emoção me pegou de surpresa, quer dizer, porque eu iriame importar se Ethan tem uma namorada ? Eu certamente não estava interessada nele.Claro, eu tinha pensado sobre beijá-lo, mas isso não queria dizer que eu o amava ouqualquer loucura destas. Talvez ver ele com alguém me fez ver o quanto eu tambémprecisava de uma compania. Talvez eu estivesse preocupada sobre minha estadia no flat.Meus direitos na sua cama confortável.Do canto do olho, eu vi Madeline levanter e beijar o chou dela numa bochecha e na outra.Eu sei que é um costume europeu, mas mesmo assim pareceu pretencioso, e jurei não darmais dois beijos de novo.Ethan tirou sua capa, expondo seus cabelos encaracolados,então sentou e chegou a cadeira pra perto dela,seus joelhos se tocando.Eu olhei para longe e comi rápido, me sentindo enjoada e sentida que Ethan não me falouda relação dele. Eu fiquei imaginando em que ponto do relacionamento exatamente queeles estavam.Ele sempre se encontrava com ela com a desculpa de estar escrevendo seulivro ? Eles estavam fazendo sexo selvagem na casa dela toda noite enquanto eu esperavaele em casa ? Poque ele nunca me falou dela ? Enquanto eu levantava para pagar minhaconta eu fiquei me perguntando se eu deveria dizer tchau quando saísse.Por outro lado, eu estava curiosa de conhecer essa garota e saber alguma coisa sobre oflerte deles, ou seria relacionamento ? No mesmo tempo eu me sentia estranha, como seeu preferisse sair sem ser notada. Não fazia o meu tipo não ser uma garota sociável, e eume perguntei de novo porque Ethan ter uma namorada me afetava tanto.Enquanto eu estava em pé no caixa, uns poucos passos da mesa dos pombinhos, eu pudeouvir a voz francesa de Madeline seguida da gargalhada gostosa do Ethan. Eu entreguei aminha conta a caixa com uma nota de 10, ela me deu meu troco, que eu deixei comogorjeta e então bem quando eu estava indo para porta, eu ouvi a voz de Ethan me chamar,"Ei, Darcy.Vem aqui um segundo, por favor".Eu me virei, pretendendo estar momentaneamente desorientada, como se eu tivesseesquecido que ele estava ali com uma mulher.Então, dei um sorriso morno e andei unspoucos passos até a mesa deles."Oie", eu disse casualmente."Essa é Sondrine", Ethan disse, "Sondrine, essa é a Darcy".
  • 154. Sondrine ? Que tipo de nome era esse? Eu a examinei de perto, a ele dela era brilhosa e assombracelhas arqueadas perfeitamente, E eu não fazia minhas sombracelhas desde quedeixei Nova York."Bom te conhecer, Sondrine", eu disse me vendo na posição de grávida: joelhos fechados,mão por cima da barriga. Eu soltei as minhas mãos para o lado, fazendo uma pose maisatrativa."Você também", Sondrine falou com uma voz sexyNós trocamos mais algumas amabilidades e então, para o caso do Ethan não terinformado da importância que eu tinha na vida dele, ou não ter mencionado meu nome dejeito nenhum,eu disse a ele que o veria em casa.Eu olhei pra cara de Sondrine para ver setinha algum flash de surpresa ou insegurança, mas não vi nada. Apenas indiferença.Depois que eu saí do Mufin man em direção ao Flat eu me senti inexplicavelmentemelancólica, quase triste.Eu senti o bebê chutar de novo, e eu falei para ela, sussurrando,Ethan tem uma namorada e eu não sei porque isso me deixa chateada.Eu não vi Ethan até muito tarde naquela noite quando ele finalmente voltou pra casa, semSondrine.Eu estava estatelada no sofá, quase dormindo, esperando ele com uma pena demim mesma enquanto ouvia o cd da Norah Jones."Que horas são?" Eu perguntei."Dez", ele disse, ficando em pé perto de mim. "Você se alimentou?""Sim.E você?"Ele confirmou."Onde você estava?" eu perguntei, como se fosse uma esposa suspeitosa que tinhaacabado de encontrar um batom rosa manchado na camisa branca do marido."Escrevendo"."Com certeza você estava", eu disse, tentando soar como indiferente e divertida."O que você quer dizer com isso?" Ele perguntou, me empurrando pro lado e arrumandoum espaço pra ele no sofá.Eu puxei minha pernas e assim que ele sentou coloquei as pernas nas coxas dele. "Querdizer, você estava realmente escrevendo ou estava saindo com Sondrine?" Eu fiz apergunta cantando no ritmo da música de crianças que diz assim: Ethan e Sondrinesentados numa árvore, se B-E-I-J-A-N-D-O!"Eu realmente estava escrevendo", ele disse inocentemente. Então ele tentou mudar deassunto perguntando o que eu fiz no meu dia."Eu procurei por trabalho. Liguei pra alguns lugares. Surfei na internet"."E?"
  • 155. "Todos não disponíveis,Muito frustrante..Então o que está acontecendo entre você eSon-drine? " Eu pronunciei o nome dela o mais frances possível, fazendo as palavrasparecerem sem elegancia e atração nenhuma."Ela é legal. Boa pra se conversar"."Não me faça de boba, Ethan".Ele me deu um olhar interrogativo."Ela é a sua namorada ou não?"Ele bocejou e se esticou "Não, ela não é minha namorada"."Mas você é o Petit chou dela", eu digo."O quê?""Eu ouvi ela no telefone falando com você antes de você aparecer no Muffin man. Ela techamou de Petit chou"."Você é demais", ele disse, sorrinddo."Falando nisso, você sabia que chou é repolho?" Eu perguntei revirando os olhos. Euprocurei a palavra na internet assim que voltei para o flat, e não acreditei que ela estavausando um nome tão rídiculo.Ethan deu de ombros."Eu não tinha idéia. Eu tive aulas de espanhol, lembra ?""Pior pra você"."Porque?""Porque sua namorada é francesa, por isso"."Ela não é minha namorada , Darcy", Ethan disse sem me convencer, "Nós só saímosduas vezes"."E quando foi?""Uma semana passada... e então hoje"."Semana passada foi um jantar?" Eu perguntei, tentando me lembrar quais noites queEthan ficou fora até muito tarde."Nao.Nós nos encontramos para almoçar"."Onde?""Num bistrô em Notting Hill"."Você dividiu a conta?""Não. Eu paguei...seu questionário está acabando?""Acho que sim.Eu não entendo porque você não me contou sobre ela".Deu de ombros de novo. "Eu não sei porque não mencionei ela. É que não é importante",ele disse, enquanto ele massageava meu pé esquerdo e depois o direito.Eu não conseguiame lembrar da última vez que alguém tinha me feito uma massagem no pé.Era melhorque um orgasmo. Eu disse isso ao Ethan. Ele me deu um sorriso orgulhoso que eu entendicomo ‘ você nunca teve um orgasmo comigo’ Uma imagem de Ethan e Sondrine, nus e
  • 156. suados apareceu na minha cabeça. Eu imaginei eles depois do sexo, dividindo um cigarro.Ela deve ser uma fumante, com essa voz rouca."Então me fala de Sondrine",eu sondei."Não tem muita coisa pra dizer...eu conheci ela na Galeria Tate. Nós estávamos ali praver a mesma exibição", ele disse enquanto ele estalava meus dedos do pé."Então o que, você a conheceu em frente a algum quadro?" Eu perguntei, pensando naminha visita a a Galeria nacional e me perguntando porque ele não me convidou para irna Tate."Não. Nos conhecemos na cafeteria do Museu , ela estava atrás de mim na fila. Eupeguei a última mesa livre, ela perguntou se podia me acompanhar", ele disse. Eu podiaouvir essa história sendo recontada depois, todas as vezes que alguém perguntasse comoeles se conheceram.Eu conseguia ver Sondrine colocando seus braços em volta dele,concluindo a história com modéstia Ele pegou a última salada Cesar e a última mesa!"Que história linda", eu disse.Ele ignorou meu sarcasmo. "E então nós caminhamos pelo museu juntos depois disso".Toda história era muito parecida com munha fantasia com Alistair, era um conforto. Eurespirei profundamente, tentando identificar o nó no meu peito. Era como inveja epreocupação e solidão tudo junto.Eu formulei mais uma dúzia de perguntas mas decidi não perguntar mais nenhuma delas.Eu já tinha ouvido demais.Em vez disso nós ouvimos Norah Jones. Os olhos de Ethanestavam fechados, as mãos ainda no meu pé quando ele finalmente falou. "Você pareceurealmente uma grávida no Muffin Man hoje",ele disse."Você quer dizer gorda?" Eu perguntei, pensando nos pulsos finos de Sondrine. Euestava robusta em comparação a ela."Não gorda, grávida"."Grávida e gorda", eu disse.Ele balançou a cabeça, abriu os olhos e me deu um olhar engraçado. "Não grávida eradiante".Eu me senti toda sem graça e sabia que estava radiante. Eu agradeci a ele, me sentindoenvergonhada.Ethan continuou me olhando com concentração, do jeito que você estuda alguém quandovoce quer conhece-lo, relembrar seu nome.Então ele finalmente disse. "Você realmenteestá com brilho"."Obrigada", eu disse de novo. Nosso olhos se encontraram por um segundo, e então nósdois olhamos para longe ao mesmo tempo.Não conversamos mais por um bom tempo, então Ethan virou para mim e disse, "Darcy,eu estava me perguntando...porque você foi no asilo hoje?"
  • 157. "Eu te disse, pra conseguir um trabalho", eu disse."Eu sei, mas porque um asilo quando você tem esperiência em Relações Públicas?""Porque eu quero ajudar pessoas, ter mais compaixão e essas coisas. "Ethan balançou a cabeça, "Você é uma pequena grande extremista,não?""O que você quer dizer com isso? Você foi o que disse que eu tinha que mudar. Ser umapessoa menos superficial e tudo mais..." eu disse, percebendo o quanto eu queria que elereconhecesse meu esforço."Você não tem que mudar tudo em você, Darcy,e você certamente não precisa trabalharnum asilo para ser uma boa pessoa"."Bem, então é bom que eu não tenha sido contratada", eu sorri. E para ser honesta, euparticularmente não queria trabalhar com velhos."Sim, você nao tem que ser uma mártir, apenas ache um trabalho que você goste e ganhealgum dinheiro, se conseguir fazer algo bom pelo mundo no meio do processo,melhor.Mas você tem que ser você mesma"."Ser eu mesma,hum?" Eu disse com um risinho."Sim", ele disse, brincando enquanto ia para o quarto, "Não é tão ruim assim".Eu me levantei para segui-lo e então hesitei.Eu sabia que nada tinha mudado durante anoite, mas tinha alguma coisa em ver Ethan com uma garota que me fez sentir que dormircom ele era algo estranho, de algum jeito errado. Eu reafirmei para mim mesma queapesar de uma pequena atração que ocasional da minha parte, nós éramos estritamenteamigos. E amigos podiam repartir camas. Eu costumava dormir com Rachel o tempotodo.Mesmo assim, apenas para ter certeza, eu esperei Ethan se voltar e dizer, Você não vem?antes de correr(o máximo que uma garota grávida consegue) pelo corredor atrás dele.Eu não sabia quanto tempo mais eu tinha antes de Sondrine fazer a sua presença no flat,mas eu iria aproveitar o máximo que pudesse.Capitulo 23No outro dia de manhã eu liguei para o Sr.Moore, o doutor que Meg e Charlotte tinhamme recomendado. E como eu fiquei sabendom ele tinha uma cancelação naquela manhãentão, eu peguei o metrô circular para Rua Great Portland e segui meu mapa até oconsultório dele na Rua Harley, um bonito quarteirão com casas antigas, a maioria delastinham se transformado em consultórios médicos.Eu abri a porta vermelha e pesada para o consultório do Sr. Moore e caminhei pelomármore da sala de espera até a recepção onde uma recepcionista me passou um
  • 158. formulário para preencher e apontou uma ante sala com lareira onde eu poderia ficaresperando.Momentos depois, uma gorducha, com estilo de vovó que se apresentou comoBeatrix, enferemeira-parteira do Sr. Moore,me tirou dali e me guiou por uma escadaria aoutra sala que parecia com uma sala de museu.Beatrix me paresentou ao meu doutor qnaunto ele se levantava atrás da sua mesa demogno, andou por volta dela, e me estendeu sua mão com doçura.Eu apertei e estudei orosto dele. Com bochechas altas, olhos azuis grandes, e um nariz romano muitointeressante, ele era bem bonito.E estava elegantemente vestido num paletó azulmarinhoe uma gravata verde. Ele balançou a cabeça em direção a uma cadeira na frenteda mesa dele, me convidando para sentar.Nós dois nos sentamos, e por alguma razão eu soltei, " Eu esperava um jaleco branco".Ele me deu uma olhada e um sorriso, "Branco não é a minha cor".O sotaque refinadoparecia transformar a ironia amigável dele numa fala de peça do Shakespeare.Beatrix murmurou que voltaria logo, e Sr.Moore me perguntou educadamente, coisassobre a minha vida: de onde eu vinha, quando eu cheguei na Inglaterra,e quando era datade nascimento. Eu respondi as perguntas, dizendo a ele tudo, que eu tinha ficado grávidapor acaso, que eu terminei com meu namorado, e então me mudei pra Londres pararecomeçar. Eu também disse a ele que a data era 2 de maio e que eu não ia ao médico emvárias semanas."Você fez um Ultrasom? ", ele perguntou.Eu estava envergonhada de dizer não, me lembrando que eu não tinha ido a minhaconsulta de 10 semanas pra fazer o ultrasom em Nova Iorque."Bem, nós faremos um ultrasom hoje e veremos se tudo está bem", Sr. Moore disse, eanotou algo na minha ficha."Você vai conseguir ver o sexo?""Eu irei..se o bebê cooperar"."Sério? hoje?""Sim", ele disse com a cabeça.Meu coração bateu mais forte de excitação e um pouco de medo. Eu estava a ponto de verminha filha pela primeira vez. Eu de repente desejei que Ethan tivesse ali comigo."Vamos começar, então, Sr. Moore" disse. "Podemos?"Eu assenti."Apenas vá atrás desse biombo, tira a roupa da cintura para baixo, e vá para maca. Euvoltarei com a Beatriz num momento".Eu assenti e tirei a roupa. Enquanto eu tirava minha saia, eu me arrependi de não ter feitouma depilação na virilha antes da consulta. Eu iria fazer uma pobre primeira impressãocom o impecávelmente arrumadinho do Sr. Moore, mas enquanto eu subia na maca e
  • 159. colocava um papel absorvente específico em volta do meu corpo, eu me conformeipensando que ele já tinha visto coisas piores.Minutos depois, Sr. Moore retornou comBeatrix, batendo na partição que separava a sala dele da sala de exames."Tudo pronto?" Ele disse."Tudo pronto", eu respondi.Sr, Moore sorriu enquanto ele sentou-se num banquinho ao meu lado e Beatrix pairavapor trás dele."Tudo bem então", Darcy, Sr. Moore disse."Por favor se abaixe um pouco na maca eponha os pés nesse estribo( peça de maca ginecológica para manter as pernas dasmulheres abertas). Eu vou dar uma olhada no seu colo do útero. Você vai sentir umapequena pressão".Ele colocou luvas de latex e checou meu colo com dois dedos. Eu recuei um poucoenquanto ele murmurava, "seu colo do útero está fechado e longo. Maravilhoso". Entãoele removeu suas luvas, depositou elas numa lata de lixo pequena, colocou meu papelpara baixo e passou um gel gelado no meu estomago. "Me desculpe se isso é um poucofrio"."Sem problemas",eu disse, feliz pela sensibilidade dele.Ele passou o aparelho do ultrasom pela minha barriga enquanto uma imagem preta ebranca indecifravel aparecia na tela.De cara não parecia nada além de uma tinta borrada,do tipo que os pisiquiatras usam, mas então eu vi uma cabeça e uma mão."AimeuDeus!" Eu falei. "Ela está chupando seu dedinho, não está?""Ah hã", Sr. Moore disse, e Beatrix sorriu.Eu fiquei chocada e falei pra eles que eu nunca tinha visto nada tão milagroso."Ela é perfeita, eu disse. Ela não absolutamente perfeita?"Sr. Moore concordou. "Linda, linda".ele murmurou. Ele então entortou os olhos para atela e cuidadosamente passou o aparelho pelo meu estomago, a imagem desapareceu porum segundo e depois reapareceu."Oque? O que você está vendo? É uma menina, né?""Só um momento...eu preciso olhar mais de perto. Então vou tomar algumas medidas.O que você precisa medir?"eu perguntei."A cabeça, o abdomen, e o femur. Então nós olhamos as várias estruturas do bebê. Océrebro, o coração e tudo mais".De repente me ocorreu que podia ter algo ruim com a minha filha. Porque eu não penseinisso antes? Eu me arrependi de todas as taças de vinho que eu bebi, os cafés que eu nãofui forte o suficiente para resistir pela manhã. Como seria se eu tivesse feito algum mal aela?Eu olhei ansiosamente para a tela e para o Sr. Moore para pegar pistas, ele examinava
  • 160. calmamente as diferentes partes do meu bebê, lendo alto números para Beatrix tomarnotas na minha ficha."Isto é normal?" Eu perguntava a cada nota."Sim, sim. È tudo perfeitamente, belamente normal".Neste momento, normal era a palavra mais maravilhosa da língua inglesa. Minha filhanão tinha que ter a minha beleza, ela não tinha que ser extraordinária de nenhumamaneira. Eu só queria que ela tivesse saúde."Então está preparada para as grandes notícias?" Sr. Moore me perguntou."Oh, eu sei que é uma menina", eu disse. "Eu nunca duvidei disso, mas estou louca poruma confirmação para poder comprar as coisas rosa".Sr. Moore fez um som estranho e disse, "Ahhh. Bem, agora...é eu devo te alertar querosa não seria a melhor escolha"."O que?"Eu perguntei,me esticando para tentar ver a imagem da tela."Não é umamenina?""Não.você não vai ter uma menina", ele disse, me dando um sorriso orgulhoso de umhomem que crê que homem é sempre o melhor sexo."É um menino, tem certeza?""Sim, tenho certeza. Você vai ter um menino…" ele disse, apontando para a tela com seudedo indicador, a outra mão ainda segurando o aparelho na minha barriga."E outromenino".Ele virou o rosto pra mim e sorriu, esperando a minha reação.Minha mente deu uma volta selvagem,parando numa palavra comum que agora estavasendo reintroduzida com um novo sentido. Gêmeos. Eu consegui fazer uma pergunta."Dois bebes?""Sim, Darcy, você está grávida de dois meninos". O sorriso do Sr. Moore aumentou."Parabéns!""Deve ter algum erro, olha de novo". Eu disse.Ele tinha que estar errado.Não existiamgêmeos na minha família.Eu não tinha tomado nenhum remédio de fertilização e nãoqueria gêmeos, menos ainda meninos!Sr. Moore e Beatrix trocaram olhares conhecidos e então riram com suas risadasinglesas.Foi aí que eu achei que eles só estavam brincando comigo.Uma brincadeia cruelcomigo. Dizer a uma mulher solteira e americana que ela ia ter gêmeos. Boa essa. Ethancomentou sobre o senso de humor diferente dos ingleses.Você está brincando, né? Eu perguntei totalmente impressionada."Não", Sr. Moore disse. "Eu estou falando sério. Você vai ter dois meninos.ParabénsDarcy".
  • 161. Eu sentei na maca, meu papel voou e foi parar no chão. "Mas eu queria uma menina, nãodois meninos", eu disse, não me preocupando que eu estava totalmente exposta da cinturapara baixo."Bem, essas não se podem escolher como o sabor de uma torta", Sr. Moore disseironicamente, enquanto ele parava para me ajudar a me cobrir me passando o papel.Eu olhei para ele.De jeito nenhum eu tinha apreciado a analogia dele muito menos aaparente diversão."Você já se enganou com isso?"Eu perguntei desesperadamente, eu já ouvi falar que issoacontece, quer dizer, voce já cometeu algum erro?Sr. Moore disse que tinha certeza que eu teria um menino. Então ele explicou queocasionalmente meninas são confundidas com meninos, mas raramente acontece do outrojeito."Então você tem certeza? "Com a paciência de Anie Sullivan ensinando Helen Keller o alfabeto, ele apontou para asimagens flutuando na tela.Dois corações batendo, duas cabeças e dois penis.Eu comecei a chorar, enquanto as minhas visões de coias fofas rosinhas evaporaram daminha mente dando passagem pelas lembranças horrorosas do meu irmão caçula Jeremy.Seus lábios vibrando juntos enquanto ele fazia um inacabável e monotono som de motorde carro.Eu estava aponto de ter dois destes.Era inconcebível.Sentindo meu crescente desespero, Sr. Moore mudou para um jeito simpático, explicandoque a novidade de ter gêmeos é geralamnte recebida com muito entusiasmo.Eu lutei contra as lágrimas. "Isso é um entendimento superficial"."Só vai demorar um tempinho até você se acostumar com a idéia ", ele disse."Dois meninos?" Eu perguntei de novo."Dois meninos", ele disse, gêmeos idênticos." Como isso foi acontecer?"Sr. Moore levou a pergunta literalmente porque ele me deu uma rápida lição de biologia,apontando para a tela e explicando que meus bebês aparentemente dividiam a mesmaplacenta,, mas duas bolsas.Ou gêmeos univitelinos, ele disse. O que quer dizer que seuovulo fertilizador se dividiu em dois em até sete dias depois da concepção."Merda", eu sussurrei.Ele apertou um botão, explicou que estava tirando uma foto do Ultrasom para mim. Eleentão moveu o aparelho, e tirou outra. Ele me deu as duas fotografias, uma com o nomebebê A e outra bebê B. Eu relutantemente peguei elas da mao dele. Sr. Moore perguntouse eu queria me vestir e tomar uma xícara de chá de menta com Beatrix, que estavasentada na cadeira perto sorrindo para mim.
  • 162. "Não,obrigada, eu tenho que ir", eu disse me levantando e vestinso o mais rápido que eupude.Sr. Moore tentou me segurar na sua sala para uma discussão sobre algo dos bebês, mas eutinha que sair dali, irracionalmente acreditando que aquele consultório e a sua imposiçãovictoriana formal transformou a minha menininha em menino e o multiplicou por dois.Seeu escapasse dali, talvez tudo voltaria ao normal. Eu iria buscar uma segunda opinião.Certamente existia um bom médico americano em Londres.Um que fosse chamado deDoutor, pelo amor de Deus."Me desculpe, Sr. Moore", eu disse,"mas eu tenho que ir".Sr. Moore e Beatrix me observaram enquanto eu terminava de me vestir, pegava minhabolsa e dizia no caminho pra porta, que iria pagar pela consulta e que agradecia muito aele.Então eu voltei pela Rua Harley, onde eu comecei a me sentir adormecida pela notíciado Sr. Moore e pelo chuvisco que estava caindo em Londres.Eu andei pela cidade confusa, a palavra gêmeos martelando na minha cabeça. Eu andeipela Rua Bond, então pela Marble Arch e atravessei a Ponte Knight. Eu andei até minhacosatas começarem a doer e minhas mãos congelarem. Eu não parei em nenhuma loja,não importando o quanto a vitrine fosse chamativa. Eu não parei em lugar nenhum,exceto por alguns minutos na Starbucks durante a pior parte da chuva. Eu pensei que adecoração lilás e laranja familiariria me oferecer algum tipo de consolo.Mas não. Nem ochocolate quente e um bagel que eu engoli ferozmente. O pensamento de ter um bebê eraintimidante, agora eu estava com mais medo ainda.Como eu seria capaz de tomar contade gêmeos, ou mesmo de cada um deles sozinhos?Era surreal.Lá pelas 3 da tarde, assim que estava escurecendo, eu cheguei em casa, congelando eexausta."Darcy ?É você?" Eu ouvi Ethan me chamando do quarto."Sim", eu gritei de volta enquanto tirava a jaqueta e jogava minhas botas longe."Vem aqui!"Eu andei em direção ao quarto e abri a porta. Ele estava deitado na cama com um livrodeitado no peito. O Abajur do lado dele estava ligado, iluminando precariamente seucabelo, criando um efeito especial."Posso me sentar? Estou um pouco molhada ", eu disse."Claro que pode".Eu sentei com as pernas cruzadas na ponta da cama, esfreguei as pontas do meu pé etremi."Você foi pega pela chuva?" Ele perguntou."Sim, um pouco.Eu andei por aí o dia inteiro". Eu disse com pena de mim mesma. "Eudeixei meu guarda chuva em casa ".
  • 163. "Não é uma boa coisa pra esquecer em Londres"."Então, você nunca vai acreditar o que aconteceu comigo hoje...""Você foi assaltada?" Ele perguntou, tamborilando os dedos na capa do livro."Não, pior ".Ethan sorriu. "Pior do que alguém roubando sua bolsa Gucci?""Isso não é engraçado, Ethan ". Minha voz tremeu.O sorriso dele desapareceu enquanto ele fechava o livro e colcoava ao seu lado na cama."O que aconteceu?""Eu fui no médico essa manhã..."Ele se sentou, um olhar preocupado apareceu no seu rosto. "Está tudo bem com o bebê?"Eu descruzei as pernas e dobrei apoiando meu queixo nos joelhos."Está tudo bem com...os bebês."Ethan arregalou os olhos "Bebês?"Ethan me encarou por alguns segundos. "Você está brincando?""Por acaso eu pareço estar divertida pra você?"A ponta da boca dele se mexeu, parecendo que ele estava tentando não sorrir."Não é engraçado Ethan...e por favor não me diga que eu mereci isso também. Porqueacredite em mim, eu já considerei que estlou sendo punida, talvez eu tivesse engajada emvários comportamentos frívolos em Manhattan. Talvez eu gastasse muito dinheiro emcompras ", eu disse. "Ou me preocupava demais com a aprência dos outros, ou fizessesexo com Marcus pelas costas do Dex.. e Deus me castigou dividindo meu embrião...medando dois gêmeos idênticos ". Eu comecei a chorar. Eu estava me afogando. Gêmeos.Gêmeos. Gêmeos."Darcy, se anime. Eu não ia dizer nada disso "."Então porque você está sorrindo?""Estou sorrindo proque...estou feliz "."Feliz que eu estou ferrada?""Não, Darcy, estou feliz por você. Se um bebê já é uma bençao, então você está sendoduas vezes abençoada. Dois bebês! É um pequeno milagre.Não uma punição". Aspalavras dele eram convincentes, o tom e a expressão mais ainda."Você acha?""Eu sei...é maravilhoso "."Mas como eu vou fazer?""Você fará "."Eu não sei se vou conseguir "."Claro que vai...Agora. Por que você não vai tomar um banho, coloca um pijamaquentinho e eu te faço um jantar ".
  • 164. "Obrigada Ethan ", eu disse me sentindo mais tranquila mesmo antes de tirar as roupasmolhadas. A qualidade nutritiva de Ethan era uma das cosas que eu mais gostava nele.Ele tinha isso em comum com Rachel.Eu me lembrei como Rachel costmava trazerPistaches para meu ape sempre que eu precisava de animação. Ela sabia que Pistacheseram meu aperitivo favorito, mas a melhor parte era como ela sempre tirava a casa e mepassava pistache por pistache.Eu me lembro que sempre achava eles mais gostososporque não tinha a interrupção de ficar descascando.A oferta do Ethan de me preparar jantar me fez lembrar desses dias de pistache."Apenas vá tomar banho e comece a pensar em nomes de meninos. Wayne e Dwayneparecem os nomes certos, o que você me diz?"Eu dei uma risada irônica. "Wayne e Dwayne Rhone...eu gostei".Mais tarde naquela noite, depois que Ethan e eu comemos o bife grelhado que ele fez eficamos adimirando as fotos do ultrasom dos meus meninos, nós fomos para cama."Como você nunca passa a noite com Sondrine?", eu perguntei enquanto entrava embaixo das cobertas.Ethan apagou a luz, entrou na cama comigo e disse, "Ainda não temos nada sério ".O ‘ainda’ me deu uma pequena dor, mas eu apenas disse."Oh", e não falei mais nisso.Depois de um longo silêncio, Ethan sussurrou,"Parabéns de novo, Darcy. Meninosgêmeos. Muito legal"."Obrigada Ethan", eu disse. Eu não estava muito feliz com as notícias, mas pelo menoseu não via mais como uma punição."Obrigado por agir feliz com a notícia "."Eu estou feliz com a notícia".Eu sorri para mim mesma e meti minhas pernas pelo cobertor em direção ao pés frios doEthan."Te amo, Ethan", eu disse prendendo a respiração, preocupada que apesar de dizer teamo, que queria dizer mais um sentimento seguro ou platônico, eu tivesse falado demais.Eu não queria ter dado a ele a impressão que eu queria mais do que a amizade dele."Também te amo Darcy ", Ethan disse, esfregando os pés nos meus.Eu sorri no escuro, deixando minhas preocupações de lado e caindo num sono pacífico eprofundo.Capítulo 24Na manhã seguinte eu acordei em pânico. Como eu ia conseguir lidar com gêmeos?Seráque Ethan deixaria que nós morassemos ali? Será que dois berços caberiam no meuminúsculo quarto?E se eu não conseguisse achar um trabalho? Eu tinha menos de doismil dólares em minha conta, mal podendo pagar minha conta do hospital, pagar as
  • 165. necessidades do bebê, comida, aluguel.Eu disse a mim mesma para ficar calma, continuarfocada na minha lista, e fazer as coisas um dia de cada vez.Então pelo resto da semana, eu procurei trabalho por todo lugar. Eu mantive minha menteaberta diligente procurando qualquer tipo de trabalho: trabalho que exigiam muitacapacidade, trabalhos em realções públicas e até trabalhos medianos. Eu chequei jornais,fiz ligações, fui a lugares, nada apareceu, exceto alguns desapontamentos sobre adificuldade de conseguir permissão para trabalhar. Pior que isso, eu descobri quemulheres grávidas na Inglaterra tem direto de ficar 26 semanas em casa de licensamaternidade, não eram notícias muito animadoras. Quem iria me contratar em estado tãoavançado da minha gravidez, sabendo que eles me deixariam ir por seis meses? Eucomecei a me a achar que eu teria que voltar a Nova Iorque para meu antigo trabalho eminha antiga vida, que era a última coisa que eu queria fazer.No sábado a tarde, eu estava totalmente dreanada e sem preocupações e pronta paradeixar minha cabeça fluir na festa da meg, parar de me preocupar por uma noite. Eugastei meu tempo para me arrumar, tentando todas roupas de grávidas que eu tinhacomprado na H&M( oque não conta como compra frívola já que minhas roupas já nãocabem em mim)antes de colcoar um vestido preto simples. Eu me mirei no espelho,admirando como ele se colocava no meu estomago e quadril,dando enfase a minhabarriga. Eu adicionei um pouco de mascara e gloss, decidindo não esconder o brilho daminha gravidez atrás de maquiagem pesada. Então,eu coloquei um par de saltos pretossimples e meu colar de diamantes, presente de Dex. O resultado, se eu posso falar demim, foi uma entendida elegancia.Ethan voltou pra casa quando eu já estava a caminho da porta.Ele assobiou e colocou a mão aberta a minha barriga e deu um tapinha. Você está linda."Onde você está indo?"Eu lembrei a ele que eu tinha sido convidada para um jantar "Lembra? As garotas que euconheci na cafeteria semana passada?"Ah, sim, as garotas inglesas, ele disse. "Eu estou impressionado que você foi convidada.A maioria dos americanos não é convidado para uma casa de um britânico até a suafesta de despedida".Não foi o primeiro comentário dele sobre a sociedade britânica, umadas poucas coisas que ele não gostava deste país.Eu estou muito excitada para ir, eu disse. "Eu espero que seja como uma noite fora comBridget Jones"."Você quer dizer um bando de mulheres neuróticas fumando demasiadamente, falandosobre perder peso e fazer sexo com o chefe?""Algo parecido", eu disse gargalhando. "Então, o que você vai fazer hoje a noite?"
  • 166. "Eu não te disse?... eu vou jantar com a Sondrine". Eu senti uma pontada de invejaenquanto ele me dava um olhar meio envergonhado. Ele sabia muito bem que não tinhamencionado mais o nome dela desde o dia que eu a conheci no Muffin man."Não você não me contou". Eu apontei com a cabeça para a sacola da loja de vinhos queele vinha carregando e disse: "E aparentemente você tem planos para depois do jantartambém?"Ele disse que talvez, ele iria ver como saíria no jantar."Bem, divirta-se. Estou indo". Eu disse, lembrando pra mim mesma para não pensar narelação dele.Enquanto eu saía pela porta Ethan me perguntou se eu ia pegar um taxi."Não, o metrô",eu disse mostrando meu ticket do metrô."Estou muito econômica estesdias, em caso de você não ter notado"."É muito tarde pra você pegar o metrô sozinha"."Eu pensei que você tinha dito que o metrô era seguro a noite?" Eu perguntei."E é, mas…eu não sei. Você está grávida. Toma aqui". Ele abriu a carteira, pegou umasnotas, e tentou me dar.Ethan, eu não preciso do seu dinheiro, eu estou indo perfeitamente bem com o restinhodas minha poupança,eu disse, mesmo sabendo que um dos meus cartões foi recusado hojena Marks e Spencer quando eu tentei comprar um novo sutiã para sustentar meu imenso,seio de mulher grávida tamanho 44.Ele voltou o dinheiro pra sua carteira e disse, " Ok...mas por favor pegue um taxi "."Eu tomarei ", eu disse, me sentindo tocada que ele estava sendo tão protetor."Você secuide também ". Eu pisquei.Ele me deu um olhar surpreso."Use camisinha".Ele revirou os olhos e jogou as mãos pra cima, o que eu traduzi como: Não seja boba. Eunão dormirei com ela tão cedo. Então ele me deu um beijo de tchau no rosto e eu senti ocheiro da sua colonia. O odor era agradável, e me fez sentir estranhamente melancólica.Eu lembrei a mim mesma que Simon o ruivo estava esperando por mimnum jantar inglêsem Mayfair.Mas enquanto eu sentava no taxi indo para o flat de Meg, eu me vi no jantar que estavaindo, eu não consegui segurar a ansiedade no meu estômago.Não era somente o óbviociúme que eu estava sentindo do encontro de Sondrine e Ethan,, ou minha preocupaçãosobre ser mãe de gemeos, era também que eu estava muito nervosa por esse jantar.Ansiedade era uma emoção que eu não lembrava de ter sentido quando saía em NovaIorque , e eu me perguntava por que esta noite era tão diferente.Talvez porque eu nãotinha mais namorado ou noivo. Eu rapidamente reconheci que havia segurança em ter
  • 167. alguém, como se não tivesse pressão em cima de você. Ironicamente, ter alguém ao ladome dava uma liberdade de espírito que me transformava na alegria da festa, oqueocasionalmente chamava a atenção de outros homens.Mas eu não estava mais junto de ninguém e não estava mais na zona confortável deManhhatan ou Hamptons, onde eu sabia exatamente o que esperar de qualquer bar, clube,festa ou reunião. Onde eu sabia que não importava onde, eu poderia beber uns drinques enão seria apenas a mais bonita dali( exceto uma vez que eu estava no Lotus e GiseleBundchen apareceu), mas também a mais cintilante.Mas tudo isso mudou, eu não tinha um namorado, uma figura perfeita, ou podia beberalcool. Então eu estava um pouco apreensiva enquanto o taxi parava em frente ao flat deMeg. Eu saí do taxi e paguei o motorista por fora do vidro da frente,apesar de que eupreferia o jeito de NY passando as notas pelos bancos. Então respirei fundo e andei para aporta e toquei a campainha."Olá, querida! É tão bom ver você de novo", Meg disse quando abriu a porta. Ela me deuum beijo na bochecha enquanto eu notava com alívio que ela também usava um vestidopreto. Pelo menos isso, eu tinha me vestido apropriadamente."Bom ver você também!Muito obrigada por me convidar", eu disse me sentindo relaxada.Meg sorriu e me apresentou ao seu marido, Yossi, um magro de cabelos negros com umsotaque diferente( depois eu descobri que ele é israelense mas estudou em Paris). Elepegou meu casaco e me ofereceu uma bebida. "Uma taça de champagne talvez?"Eu coloquei a mão na barriga e declinei educadamente."E que tal uma Perrier(água)?""Isso seria maravilhoso", eu disse, enquanto Meg me levava pela sua sala que pareciacomo capa de revista. O teto era mais alto do que eu jamais vi em uma casa particular,devia ter no mínimo uns 6 metros, as paredes eram pintadas num vermelho escuro eromântico. O fogo estava estalando na lareira, trazendo uma luz suave embelezando osmóveis orientais antigos e escuros que tinham na sala. Livros de capa dura seenfileiravam pelas pratileiras enfileiradas que tomavam uma parede inteira do solo aoteto. Alguma coisa nestes livros que me intimidaram, como se eu fosse ser questionadasobre literatura depois.Os convidados eram intimidadores de algum jeito, também. Eles não me lembravam deforma algma a meu grupinho de NY. Em vez disso, a dúzia de pessoas que estavam ali nasala pareciam tão diversos racialmente e culturalmente falando que eles pareciam umcomercial da Benneton( um comerdial que aparecem várias pessoas de várias raças).Quando yossi voltou com minha água borbulhante em um copo de cristal, Meg meperguntou se eu tive alguma sirte na procura de emprego.Ainda não, eu disse. Mas eu fui ao médico.
  • 168. "Você descobriu o sexo?" Ela perguntou animada."Sim",eu disse,percebendo que eu tinha me esquecido de me preparar para responder isso."Uma menina?""Não, menino ",eu disse, decidindo não contar que eram gêmeos ainda.Ser solteira eesperar um bebê parecia aceitável,talvez até bem moderno,mas tinha alguma coisa em serSolteira e esperar gemêos que parecia meio humilhante, quase de baixo nível, ecertamente não uma notícia que você quer dar num jantar elegante."Oh, um menino!Que gostoso!" Meg disse. "Parabéns!"Eu sorri, me sentindo vagamente culpada de não contar a Meg toda a história. Mas depoisela já estava me guiando pela sala, me apresentando aos outros convidados. TinhaHenrik,um sueco, e Cecilia, sua esposa francesa,violocenlistas. Tumi, uma designer dejóias de Camarões. Beata, uma mulher linda que nasceu em Praga, cresceu na Escócia eagora passa a maior parte do seu tempo trabalhando na África com os pacientes aidéticos.Uli, um robusto alemão que trabalha com Yossi no banco. Um árabe velho que tinha umnome tão cheio de consoantes estranhas que eu não consegui entender mesmo ele tendorepetido duas vezes. Um monte de ingleses, incluindo Charlotte e seu marido, John. ESimon ,o ruivo, que tinha um milhão de sardas combinando com seus cabelos vermelhos.Para meu alívio, ele me ignorou para em favor de Beata, quem , incidentalmente eratambém uma ruiva ( o que sempre traz a questão interessante se ruivos procuravamoutros ruivos por puro narcisismo ou simplismente porque eles não tinham opção,já queos não ruivos não se interessam por eles).De qualquer maneira, eu era a mulher por fora do assunto. A única pessoa na miniconevenção que não tinha nada pra contribuir na conversa geopolítica. E não tinha idéiase o mercado asiático estava comprando ou vendendo. Nenhum opinião em como tratar oterrorismo e as várias eleições que iam levar o preço das ações pra baixo. Ou que o tempode gastar em viagens luxuosas estava quase acabando. Eu não sabia nada sobre o conflitodo Sudão que tinha feito mais de cem mil refugiados a cruzar a fronteira com o Chade.Ou a conversão da Libra para o Euro.Ou as chances da França na próxima Copa domundo, o mesmo para o Rugby(algo sobre as 5 nações ?) e café da manhã com Frost,nemsei o que é isso. Nem sabia que o vergonhoso caso de amor de Tony Blair com os EUA,era tão ofensivo ao resto do mundo. Eu continuei esperando para que alguém falassesobre a Família Real, o único tópico que eu sabia uma coisa ou outra. Mas quando elesfinalmente falaram nisso, não foi para comentar sobre a dieta vai e vem da SarahFerguson, duquesa de York, a conspiração sobre a morte de Lady Di, o último interesseamoroso do príncipe Willian ou Charles e Camila. Em vez disso, eles falaram se valia apena Inglaterra continuar uma monarquia ou não. O que eu nem sabia que estava na mesapara debate.
  • 169. Depois de pelo menos duas horas de Cocktail para todo mundo menos para mim, nóstodos sentamos para o jantar marroquino, onde as pessoas continuaram a beber muito. Defato, a quantidade de bebida ingerida era a única similaridade do meu velho mundo com onovo,mas diferente de NY, quanto mais você bebe, mas burro fica, essas pessoas sóficavam mais inteligentes. Nem Dex e Rachel falavam destas coisas pesadas quandoestavam bêbados. Eu me senti sem energia, pensando no que Ethan e Sondrine estariamfazendo.Então, quase no fim do jantar, um convidado muito atrasado chegou. Eu estava sentadacom as minhas costas viradas para entrada da sala de jantar quando Meg olhou pra porta edisse: "Oi,como vai Geoffrey, querido. Elegantemente atrasado de novo, não é?" Nesseponto eu ouvi a desculpa de Geoffrey, explicando que ele tinha recebido uma chamada deemergência pelo page. Foi aí que eu virei e vi meu primeiro e único médico britânico Sr.Moore, que estava lindo com um sueter esportivo, coberto por um colete de cashmere ecalça cinza.Eu vi como meu doutor cumprimentou seus amigos, apertando as mãos dos homens e seabaixando para beijar as mulheres. Então, os olhos dele chegaram em mim. Ele me deuum olhar engraçado, e depois de alguns segundos, ele deu um sorriso de reconhecimento."Darcy, certo?"Charlotte e Meg trocaram um olhar, como se lembrassem a conexão." Ah, certo! Eu esqueci que vocês dois se conhecem ", Meg disse. "Darcy nos contou anotícia fantástica e excitante! " Ela estava, claro, falando do meu único bebê menino.Sr. Moore me olhou, enquanto eu percebia com horror o que ia acontecer. Eu tenteimudar a direção do assunto dizendo, Sim, ele me falou que eu teria menino, mas antes que eu pudesse, Sr. Moore soltou, "Sim, gêmeos! Maravilhosos, não é?"Pela primeira vez naquela noite, um murmurinho cobriu a sala e todos olharam para mim.Pra quem passou três décadas inteiras pedindo atençaõ eu deveria estar saboreando omomento, mas ao invés disso eu estava mortificada enquanto confessava, "Hum..Euestou grávida de gêmeos "."Gêmeos!" Veio o grito coletivo da mesa."Meu Deus",Geoffrey disse,olhando horrorizado enquanto sentava ao meu lado."Meg disse fantástica notícia , eu apenas presumi...me desculpe "."Sem problemas ", eu disse calmamente, mas queria evaporar quando Meg levantou epropos um brinde: Para nossa amiga americana e seus dois bebês! Parabéns, Darcy!Então eu não era apenas a americana burra, mas uma solteira e mentirosa mãe de dois. Eudei ao grupo um sorriso grande e falso e então murmurei com toda graça e dignidade queeu pude administrar, "Sr. Moore, Geoffrey, me deu um pequeno golpe semana passada
  • 170. quando me deu a notícia que eu estava grávida de dois...eu suponho que eu ainda nãodigeri as notícias direito..."Então eu esperei o grupo mudar de assunto, o que demorou um tempo surpreendenteconsiderando a quantidade de tópicos que eles tinham interesse, mas quando elesfinalmente mudaram, meu desconforto não acalmou. Eu disse muito pouco. Apenas mefoquei em comer minha comida estrangeira demasiadamente condimentada . Geoffrytambém parecia muito desconfortável e passou o resto da noite me evitando. Quando elefalava comigo, era de um jeito formal e estranho, para dizer coisas como, Você estágostando do seu lombo tahine e Cuzcuz de abricó?Então eu estava muito surpresa quando, no fim do jantar, quando todo mundo estavaagradecendo Meg e Yossi e colocando os casacos para ir embora, Geoffrey me ofereceuuma carona.Eu aceitei,imaginando que ele estava tentando corrigir as coisas.Claramenteele estava tentando se desculpar por me expor.De qualquer jeito ele colocou sua mão nasminhas costas enquanto caminhavamos para o carro sugerindo a possibilidade de algumacoisa a mais. E apesar do fato estranho de ele já ter posto os dedos na minha vagina, eunão podia esconder o sentimento de excitação que eu senti quando ele abriu a porta doseu jaguar verde. Depois de tudo,ele foi o cara mais adequado que eu conheci emLondres. Eu pensei comigo mesma que eu sempre poderia achar um novo médico.Eu me abaixei para sentar no banco de couro marrom, pegando Geoffrey olhando parameu tornozelo antes antes dele se virar e seguir para o outro lado do carro e sentar ao meulado. Ele ligou o carro e enquanto saia da vaga de garagem ele dizia, Eu estou mesentindo horrível sobre hoje a noite, Darcy. "Estou profundamente arrependido, isso foiincrivelmente não profissional da minha parte. Eu apenas presumi que você tinhacontado a todos. Uma terrível presumissão"."Não se preocupe, Sr. Moore", eu disse, testando as águas.Se ele deixasse o Sr. continuar,então ele continuava me vendo só como paciente que ele atendeu. E eu saberia que minhacarona era somente uma carona de pena.Mas em vez disso ele disse, "Geoffrey, Por favor me chame de Geoffrey". Ele me olhoucom seus olhos castanhos em forma de amendoas e cílios grandes e negros."Geoffrey", eu disse de um jeito flertativo,"você está desculpado".Ele me olhou , balançou a cabeça e riu. Então depois que ele tinha andado ao equivalentea três quarteirões em NY, ele perguntou, "Então, como você está se sentindosobre...tudo?""Estou me acostumando com a idéia. Talvez eu esteja até um pouquinho excitada "."Bem, eu acho que menininhos são maravilhosos", ele disse encantado."Eu tenho um. Elese chama Max".
  • 171. "Oh, verdade? Qual a idade dele?" Eu perguntei, imaginando se Geoffrey também tinhauma esposa."Ele acabou de fazer quatro. Eles crescem tão rápido", Geoffrey disse. "Um segundoeles estão trocando fraldas, e no próximo você já ta vendo eles irem pra escola, muitoorgulhosos até pra segurar a sua mão". Ele gargalhou e então falou alguma coisa meioestranha que queria dizer que ele não estava mas com a mãe do Max.Eu olhei pra fora da minha janela, sorrindo pra mim mesma, sabendo agora que Geoffreyestava definitivamente interessado, e não pude deixar de me sentir orgulhosa.Eu aindatinha meu charme, mesmo grávida de gêmeos, eu tinha.Quando nós chegamos no flat do Ethan, eu perguntei se Geoffrey queria entrar para beberalguma coisa e conversar mais um pouco.Ele hesitou um pouco e disse, Eu gostaria muito.Então alguns minutos mais tarde, depois de descobrir que Ethan não estava em casaainda, eu sentei provocativa no sofá e prendi o Geoffrey numa prazeroza conversa. Nósfalamos de NY e Londres. Minha procura de emprego. A profissão dele. Gêmeosidênticos.Paternidade. Então falamos de coisas mais pesoais, discutimos sobre a mãe doMax e o amigável rompimento deles. Falamos do Marcus. Até uma versão destorcida deDex e Darcy.Geoffrey era um pouco rígido,mas fácil de se conversar. E de olhar nosolhos.Então, quando já era quase meia noite, ele perguntou se eu não queria mudar para o sóciodele Sr.Smith, como meu novo médico. Eu sorri e disse que eu tinha pensado na mesmacoisa ."Bem,então...agora que nós aclaramos esse pequeno conflito, posso te beijar?" eleperguntou chegando mais perto de mim.Eu disse que ele podia. Então ele beijou. E foi bom.Os lábios dele eram suaves, o hálitodoce, as mãos gentis. Todas as perguntas deram sim, o nome dele até poderia ser Alistair.E no meio do primeiro beijo real que eu dava em meses, com Geoffrey, um doutor inglês,vagando sobre os novos rumos da minha vida, minha mente estava em outro lugar, fixadaem Ethan e Sondrine.O rosto dele estava no pescoço dela ou em outro lugar?Ele estava seapaixonando por ela?Ela também estava enacantada pelo odor agradável da colonia dele?Capítulo 25Geoffrey me ligou antes do meio dia do dia seguinte, provando que ele era homem osuficiente para não testar nenhum joguinho de espera. Ou talvez apenas homensamericanos fazem você esperar. De qualquer jeito, ele me disse que gostou da minha
  • 172. compania e que gostaria muito de me ver de novo. Eu achei a candura dele muito atrativa,o que me fez ver que eu tinha amdurecido.Eu dividi essa observação com Ethan naquela noite enquanto ele estava em pé na cozinhafazendo ovos com bacon para nós de jantar. Nós dois gostavamos de comida de café damanhã a qualquer hora do dia. De fato, uma das únicas coisas que eu e Ethanconcordavamos no segundo grau era que ir ao IHOP depois do jogo de futebol era umaescolha melhor do que ir ao infinitamente mais popular Taco Bell."Sim", ele disse."Parece que você está pronta para uma relação saudavel e real"."Ao contrário de ficar perseguindo alguém como Marcus?"Ele negou. "Marcus era uma rebeldia da sua parte".Ele virou um ovo coma espátula eentão apertou gentilmente a gema do outro."Seu subconciente sabia que Dex era erradopara você, então você traiu ele para escapar do seu noivado".Eu considerei essa afirmação, e então disse a ele que achava que ele estava certo e entãodisse, "E como estão você e Sondrine?"Ethan não tinha voltado pra casa na noite anterior, e eu tinha gasto um bom tempo,impaciente checando o relógio e imaginando o que estava acontecendo entre eles.Ethan ficou vermelho e manteve seus olhos nos ovos."Então? Como foi ontem a noite?" Eu perguntei.Ele abaixou o fogo virando o botão para o lado e disse. "Foi legal".Eu decidi ir direto ao ponto. "Você dormiu com ela?"Ele ficou mais vermelho ainda. Certamente dormiu. "Não é da sua conta", ele disse."Agora, faça as torradas, por favor".Eu fui para mesa e coloquei duas fatias de pão na torradeira. "De algum jeito é da minhaconta".Ele balançou a cabeça e então pergutnou. "Porque você acha iso?""Eu sou sua companheira de apê...e de de cama...eu preciso saber se meu status dealgum jeito está ameaçado", eu perguntei, com cuidado."Seu status?""Meu lugar na sua cama?" Eu disse no meu tom de ‘você sabe’."Você pode ficar na minha cama ", ele disse."Eu posso?Porque isso?" Eu perguntei, talvez uma pequena esperança que Ethan tivessevisto que Sondrine não era mulher certa para ele."Por que eu não vou jogar uma mulher grávida para os lobos...Eu fico na casa dela",eledisse rápido, como se tivesse passado muito tempo pensando no assunto.Talvez ele até tivesse decidido que não era mais apropriado para nós dois dormirmosjuntos, pelo menos eu teria a minha cama por um tempo, mas e se Ethan e Sondrineficarem mais sérios e resolvessem morar juntos?O que acontece? Eu me senti angustiada
  • 173. só de pensar nisso, e talvez até um pouco triste. Eu gostava do quão íntimos eu e Ethanestavamos e não queria que isso mudasse.Eu decidi que eu tinha que estar preparada para o pior. Se Ethan e Sondrine ficassemsérios, eu com certeza também queria estar em uma relação. Pelo lado emocional(quemquer ficar sozinho?) e por mais que eu odiasse admitir, pelo lado financeiro também. Euquero tanto adicionar ‘ser auto suficiente e independente’ na minha lista, mas sendoprática como é que eu posso ficar em Londres sem trabalho, com duas crianças acaminho?Então, eu me joguei na relação com Geoffrey, pegando a mim mesma fantasiando sobreum grande casamento e uma vida feliz com três menininhos e um casal de cães cavalierspaniels. Eu podia me ouvir falando, anos depois, todas as vezes que eu contasse ahistória de como nós nos conhecemos: "Viu? As coisas acontecem por alguma razão.Minha vida estava um inferno e então tudo se organizou, magicalmente no lugar ".Eu contei a Charlotte e Meg das minhas esperanças para o futuro enquanto nós estávamoscaminhando pelo parque Hyde com Natalie numa tarde. As duas pareciam muito felizescom a idéia de eu e Geoffrey juntos. Elas deram as suas bençãos, chamando ele de pai‘maravilhoso’, um ‘ brilhante médico’ e ‘homem raro que não tem medo de se envolvercom uma mulher grávida’."E", Charlotte disse, enquanto ela manobrava o carriho da Natalie em volta de um grupode japoneses que tiravam fotos da estátua do Peter Pan,"ele é lindo e muito rico!"Eu ri, "Sim, e você queria me juntar com um ruivo!"Meg gargalhou. "Eu não sei porque nós não pensamos no Geoffrey primeiro. Eu achoque é porque nós estavamos vendo ele como seu médico ".Charlotte concordou."Eu sei!Mas é tão obvio agora,claramente vocês são perfeitosjuntos ".Meg concordou. "Ele adora você... e vocês ficam lindos juntos ".Eu tive um segundo de desconforto, ‘vocês ficam lindos juntos’ era o tipo de coisa que aspessoas diziam para Dex e eu, e olha como acabou, mas eu joguei a comparação para forada minha cabeça e disse com uma risada, "Sim. Bem. Agora eu só tenho que descobrir seele é bom de cama, se for o negócio tá fechado!"Então algumas noites depois, eu descobri. Nossa noite começou no Ivy, um dosrestaurantes mais populares de Londres. O Chefe era amigo do Geoffrey, então nóscomemos um menu oreoarado especialmente para nós, seguido por um pedaço de umbolo magnificamente saborosa de chocolate de sobremesa e um vinho Porto caríssimopara Geoffrey.Enquanto nós esperávamos pela conta, Elle MacPherson e o marido dela apareceram paraum jantar tarde.Sentaram numa mesa depois da nossa, eu peguei Geoffrey inspecionando
  • 174. ela, e ent’ao me olhando como se estivesse nos comparando traço por traço. Quando euperguntei a ele o que ele estava pensadno ele disse. "Você realmente é mais bonita doque ela. Eu prefiro os seus olhos".Eu sorri, e disse a ele que ele era mais belo que o marido da Ellen também.Belo era apalavra ideal para a aparência de Geoffrey. Ele me alcanço através da mesa e colocou amão na minha. "O que você me diz se formos para o meu apartamento?"Eu me inclinei sedutivamente pela mesa e disse, "Eu achei que você nunca ia falar isso".Nós saímos do Ivy e fomos ao flat do Geoffrey, minha primeira visita aí.Eu imaginavaque ele morava numa casa tradicional da cidade, como a de Meg, mas em vez disto eraum apartamento insinuante e minimalista,decorado com esculturas interessantes. Quadorsmonocromáticos e móveis comtemporaneos. Eu lembrei do apartamento relaxado doMarcus, cheio de fitas de video games jogadas, aquário de peixes, sapatos sujos e latas decerveja."Amei seu apartamento. É exatamente o meu gosto", eu disse.Ele pareceu feliz com o elogio, mas confessou que usou uma decoradora."Ela é muito boa. Eu não tenho paciência para isso".Eu olhei em volta de novo, notando uma mesa pequena vermelha cheia de canetinhas porcima da cadeira, pedaços de papel e um quebra cabeças meio montado que eu nãoreconheci."Area de brincar do Max?" Eu perguntei. Ele confirmou. Apesar das coisas dele estarem usualmente jogadas pelo quarto dele etodos os cantos do apartamento.Eu sorri."Posso ver uma foto dele?"Ele apontou para a prateleira acima da lareira. Onde tinha uma foto de Max andandonumas pedrinhas na beira de uma praia olhando para o sol. "Ele estava com dois anos emeio na foto, foi tirada na minha casa de Sant Mawe"."Que menininho lindo. Ele parece um pouco com você",eu disse, olhando pra ele pra foto."Ele se parece muito mais com a mãe dele", Geoffrey disse, "mas ele tem o meunariz.Coitado".Eu ri e disse a ele que eu amava o nariz dele. "Tem personalidade", eu disse, melembrando de Rachel. Ele sempre falava da personalidade do rosto de uma pessoa,dizendo que nariz pequeno e bonitinho em homem era brochante para ela. Eu sabia maisou menos o que ela queria dizer. Eu gostava da expressão que o nariz do Geoffrey davaao rosto dele.Ele colocou os braços dele e beijou meu nariz. "E eu amo o seu".Essa troca de palavras era um percursor do ‘eu te amo’. Você sabe, quando um casal saipor aí dizendo que amam algumas coisas um no outro. Eu amo seus olhos. Eu amo passar
  • 175. um tempo com você. Eu amo o jeito que você me faz sentir. E então do nada, um diretoTe amo.Geoffrey me ofereceu uma bebida. "Suco?Água? Chá?""Nada, obrigada", eu disse, jogando o tictac de um lado da minha boca para outra.Eu vi ele ir andando até o bar dele e colocando bourbon num copo para ele. Então eleligou o som. Música africana que me lembrava os cornerbacks do Paul Simon cantandocehios de ritmo. Nós nos sentamos no seu sofá de couro moderno, ele colocou seu braçoem volta do meu ombro,e nós conversamos. Enquanto eu ouvia o sotaque charmoso dele,pontuado com a atmosfera romântica, eu tentei lembrar de quem ele me recordava. Eufinalmente decidi que ele era um Hugh Grant maduro, um Rupper Everett hetero e umDex Thaler inglês. Ele era exatamente o que eu teria pedido num menu: Um cavalheiroabsoluto, não um cara ou um menino. E como sempre, ele esperou apenas o suficienteantes de me beijar, sem se aprofundar muito rápido. Nós estávamos meio reclinados, masa cada minuto, Geoffrey parava tudo, se ajeitava, tomava um pouco do seu bourbon e seacalmava um pouco.Então me beijava de novo, a última sessão foi concluída com ele selevantando e fazendo um convite formal para o quarto.Eu fui, pensando em quanto euqueria fazer sexo.Eu sentia muita falta, foi a maior secura que eu tinha passado na últimadécada, talvez em toda minha vida.Mais importante, eu queria levar as coisas pra outro nível com Geoffrey. Eu queria trazerintensidade e intimidade pea nossa relação que estava muito formal.Momentos depois eu tive meu desejo realizado. Geoffrey e eu estavamos em pé emfrentea cama dele, tirando a roupa um do outro bem devagar. Nós nos olhavamos, alternando aspeças de roupa como se fosse um jogo de strip poker onde você não consegue decidir sevocê quer ser a nua e vunerável ou a que está no controle. Eu queria tudo, ao mesmotempo. Mas eu fui paciente, deixando o suspense crescer. Finalmente nós dois estávamosnus, pela primeira vez eu estava com um cara e me sentindo conciente do corpo que euestava, mas Geoffrey rapidamente dissipando qualquer hesitação e preocupação que eutinha que a minha gravidez iria tirar o desejo dele. Ele se ajoelhou na minha frente ebeijou minha barriga. O gesto sensual me fez sentir exuberante e bonita.Então ele pegou aminha mão e me levou até a cama. A transição foi uave, como umacena de filme onde tudo é apenas certo.Depois de uma preliminar de qualidade, a estranha aparição da camisinha, e Geoffreyreafirmar que sexo era perfeitamente seguro no meu estágio de gravidez, ele me penetroupor trás, o que foi prático considerando o problema do meu estomago, mas apesar de tudobem gostoso.Geoffrey demorou um bom tempo ,muito, muito muito tempo. Em adição aoseu impressionável poder de continuar, ele era bem menos reservado entre os lençois.Depois de um tempo, eu parei de observar e me deixei levar. Então, depois de um doce
  • 176. final, enquanto eu ouvia uma capela tribal de Tu lu lus, ele se curvou por cima de mim,me beijou na nuca e disse, "Você é maravilhosa".Eu agradeci a ele e retornei o elegio. Ele era maravilhoso.Nós dois caímos no sono e repetimos tudo no meio da noite e depois de novo de manhã.Depois da nossa terceira vez juntos, eu olhei dentro dos olhos dele e vi alguma coisa. Vium olhar de reconhecimento. Demorou um pouco para eu perceber, mas quando eureconheci eu sabia o que era. Era vício. Geoffrey estava viciado em mim. E somente estefato me fez sentir muito triunfante na sessão de pesadas perdas que eu estava tendo.Pouco tempo depois, eu conheci o filho do Geoffrey, Max. Geoffrey pegou ele na casa damãe em Wimblendon enquanto eu esperava no apartamento dele, resistindo a grandetentação de vasculhar as coisas dele. No passado, eu não conseguiria resistir, mas nopassado, eu acho que eu queria encontar alguma coisa pra birgar sobre.Uma foto de outramulher, uma carta de amor antiga, uma camisinha de antes de mim.Alguma coisa pra meirritar, me injetar ciúmes, colocar meu sangue para ferver. Eu não tinha certeza o quanto agravidez me amadureceu,me suavizou, ou simplismente minou as minhas forças. Dequalquer jeito, eu estava aproveitando o fácil de minha nova traquila relação.Eu não estava interessada em barreiras, apenas uma suave viagem e um final feliz.Quando Geoffrey e Max chegaram, eu me preparei para recebê-los na porta, em meurosto surgiu um grande sorriso. Max era adorável, bonito o suficiente para vestir umacalça da Gap, uma camiseta Navy e um capacete de bombeiro vermelho. Eu senti minhaprimeira excitação em ter menino ao invés de menina."Oi, Max ? eu disse. Como você está?""Bem", ele disse, evitando me olhar nos olhos enquanto ele se ajoelhava no chão parabrincar com seu Caminhãozinho arrastando ele pelo chão. Eu notei que ele tinha olhosazuis, cílios tão negros quanto os do Geoffrey.Eu tentei de novo me relacionar com max, me abaixando até o chão, sentando em cimado meu calcanhar. "É tão bom conhecer você".Geoffrey murmurou, "Ele é tímido", ele disse antes de pedir a Max, "Você pode dizer aDarcy que é bom conhece-la também?""Bom te conhecer , Darcy ", ele murmurou, me dando uma olhada suspeita.Eu de repente desejei ter mais experiência falando com crianças. Eu pensei por umtempo e então disse. "Que truck legal,caminhão, você tem aí". Eu me abaixei mais aindasentando de pernas cruzadas.Max me olhou de novo, um pouco mais demoradamente dessa vez. Ele segurou a cabinedo caminhão e o empurrou um pouco mais pra perto de mim. "Tem pneus grandes, távendo?" Ele disse, como se tivesse me testando."Claro que tem.Uns pneus bem grandões ".
  • 177. Max não pareceu muito impressionado com a minha resposta. Eu tentei cavar algumainformação sobre caminhões que eu tinha guardada na memória dos caminhões do meuirmão."Meu irmão, Jeremy, tinha um caminhão vermelho igualzinho ao seu ". Eufinalmente disse. "Apenas o volante estava do outro lado!""Desse lado?" Ele disse, apontando para o lado do passageiro"Exatamente!"eu disse, colocando minhas mãos suavemente sobre as dele e tentando melembrar do barulho que Jeremy costumava fazer me irritando quando ele brincava comseus caminhões. Eu limpei minha garganta. Esperando conseguir o ruído certo."Vrooom ", eu comecei, percebendo que esses barulhos pertenciam mais a carrosesportivos. Eu tentei de novo. "Grrrrrrrrrrrrrrrrr, Grrrrrrrrrrrrrrrrr ", eu fuiaumentando gradualmente o som, subindo oa pneus da frente pelo meu joelho. Eu mesenti um pouco boba, como um homem deve se sentir quando tem que brincar de com oboneco do Ken com sua filha.Felizmente,Max pareceu aprovar meu sons. Eu vi que a boca dele se mexeu num pequenosorriso. Isso me deu confiança.Então eu fiz mais barulhos de motor, seguidos do barulhode motor ratiando. Buh. Buh. Buh. Buh.Buh. Esse era um dos preferidos do Jeremy."Faz de novo", Max gritou.Eu fiz, esquecendo que Geoffrey estava observando tudo, talvez até me criticando."Grrrrrrrrrrrrrr ", eu fiz mais robusto, como se os pneus estivessem escalando minhaperna e subindo pelo meu joelho. Então eu tirei a minha meia, dobrei e coloquei nacarroceria do caminhão. "Aqui, Uma carga...para você levar...para a fábricaem...Liverpool ". eu disse, saondo prática, e me senti aliviada de pensar que brinquedosde meninos talvez fossem mais legais do que eu já tivesse imaginado."A fábrica em Liver pool ", Max repitiu feliz.E daquele momento em diante, Max e eu éramos amigos. Ele não parou de dizer meunome no seu adorável sotaque inglês, me levando para passear pelo apartamentosegurando a minha mão, me mostrando seus brinquedos, até insistindo que eu fizesse umtour pelo seu quarto. Eu me deleitei com sua aceitação. Me sentindo feliz que Geoffrey eeu ultrapassamos a última barreira.Naquela noite, depois que Geoffrey colocou Max na cama, ele me encontrou no quarto,todo sorrisos. "Bem, você conseguiu, ele te ama "."Ele ama?" Eu disse, me perguntando se pai ama também."Sim ", Geoffrey disse, sorrindo."Isso te faz feliz?" eu perguntei, abraçando ele."Muito feliz ", Geoffrey disse enquanto ele tirava meu cabelo do seu rosto. "Muito, maismuito muito feliz ".
  • 178. Capitulo 26Geoffrey me convidou para ir as Maldivas com ele e Max para o Natal, até se ofereceupra comprar meu boleto de viagem.Eu hesitei antes de perguntar, "Onde ficam as maldivas exatamente?" Ele me deu umolhar de afeição que Dex me dava no começo da nossa relação todas as vezes que euconfessava minha ignorancia com algo. "No Oceanico Índico, querida", ele disse,fazendo carinho no meu cabelo. "Pense praias com areias brancas, águas claras comocristal, Palmeiras balançando com a brisa do mar".Por mais tentação que pudesse parecer umas férias na praia e por mais ansiosa que euestivesse de levar as coisas mais adiante nossa relação, eu educadamente declinei doconvite, dizendo a ele que eu achava que ele tinha que passar um tempo de pai e filhosozinho com Max. A verdade era que eu não queria deixar Ethan sozinho em Londres.Elenão tinha dinheiro extra pra ir pra casa ds pais no Natal, e Sondrine iria pra Paris para oNatal, então eu acho que ele estava contando em passar o dia comigo. Parte de mimestava até excitada porque seria apenas nós dois.Eu achei que podia ser o nosso últimoHurra(data festiva, festa) juntos, e também nossos últimos dias de dormir juntos antes dascoisas realmente começarem a andar para cada um de nós na área de romance.Eu acho que Ethan pensava do mesmo jeito porque na manhã da véspera de natal, ele foidar tchau a Sondrine e voltou pra casa com o espírito feliz, sugerindo que nós saíssemospra comprar uma árvore de Natal juntos. "Melhor tarde do que nunca!" Ele disse. Então,nós colocamos nossa roupa mais quente e fomos ao viveiro mais perto da casa dele. Claroque as melhore árvores já tinham ido embora a muito tempo, então nós tivemos que ficarcom uma pequena com galhos deformados e muitos partes sem galho perto da base.Enquanto nós carregávamos a árvore pra casa, se perderam muitos mais galhos, mas entrea coleção de ornamentos do Ethan e uns poucos pares dos meus mais brilhosos brincos,nossa pequenina árvore ficou mais do que respeitável. Ethan disse que a mudançarelembrou a ele de uma árvore no desenho de natal do Charlie Brown. Eu concordei edisse a ele que essa era a árvore mais bonita que eu já tive, mesmo lembrando que eusempre fazia Dex comprar árvores de 2 metros para o nosso aprtamento de NY.Nós apagamos as luzes da sala e então ligamos as luzes da árvore, passando um bomtempo apenas adimirando a árvore, ouvindo as musicas de natal de Harry Connick Jr. Ebebendo cidra de maçã quente. Depois de um tempo, de um confortável e dúravelsilêncio, Ethan virou para mim e perguntou se eu já tinha pensado nos nomes dos bebês.
  • 179. Eu disse a ele que eu tinha uma pequena lista, mas nada concreto. Eu falei alguns deles."Trevor.Flynn. Jonas. O que você acha?""Honestamente?"Eu afirmei."Humm..Bem…vamos ver…um cara chamado Trevor foi pego roubando roupas dasmáquinas de secar do meu dormitório em Stanford. Flynn soa como phlegm (phlegmpalavra em ingês que parece com Flynn, tradução: fleuma) e Jonas conjurou baleias..."Eu ri, e disse que eu teria que voltar para o bloquinho de novo."Não mude por minha causa".Eu balancei minha cabeça. "Não. Eu quero que você ame os nomes".Ele sorriu e então sugeriu que nós trocassemos presente."Ok", eu disse, batendo palmas excitada.Ele se levantou do sofá, sentou de pernas cruzadas no chão perto da árvore, e me passouuma caixa grande envolta de papel dourado. "Você primeiro", ele disse.Eu me sentei ao lado dele e cuidadosamente por partes abri o papel do jeito que minha vósempre fazia,como se fosse guardar o papel pra reusa-lo no futuro. Então eu abri a caixabranca e o papel azul turquesa de dentro para achar um lindo sueter cashmere cinza daBrora, uma loja que eu passei várias vezes em frente na Kings Road."Não é tecnicamente um suéter para maternidade, mas é bem grande, e a moça da lojadisse que muitas grávidas compram ele", ele explicou.Eu me levantei e coloquei por cima da minha roupa. Cabia perfeitamente, com espaço pracrescer e o cashmere era positivamente luxuoso. "Eu amei, Ethan!""Viu? Tem ajustador de tamanho", ele disse feliz, "Então você pode ajustar o tamanhoquando você ir ficando maior... eu achei que você poderia usar na saída da maternidadequando estiver trazendo os meninos para casa.Vai ficar bem legal nas fotos"."Eu definitivamente vou fazer isso", eu disse, amando que Ethan está preocupado comfotos. Ele era um dos poucos caras que eu conhecia que se preocupava em colocar fotosnum albúm. Eu olhei pra ele e perguntei se ele ia estar lá pra tirar as fotos."Eu não quero tomar o lugar do Geoffrey ...mas eu gostaria de estar lá.Você quem sabe"."Geoffrey entende a nossa amizade", eu disse, não sabendo se isso era exatamenteverdade, mas esperando que sim. Era o único jeito na nossa relação funcionar.Ethan sorriu e disse: "Tem outro presente embaixo da árvore". Ele apontou para umenvelope branco. Que estava escrito. Para Darcy, Bebe A e bebe B.Dentro tinha umpequeno papel quadrado azul. Eu estudei aquilo e perguntei. "O que é isso?""É uma amostra de pintura", ele disse. "Eu quero pintar seu quarto dessa cor. Para ascrianças, eu ia surpreender você e fazer, mas então eu me preocupei que azul fosse umacoisa muito óbvia pra você. Você prefere alguma coisa mais...inesperada?"
  • 180. "Eu adoro esse tipo de azul", eu disse me sentindo querida e muito feliz que Ethan queriaque eu ficasse com ele depois que os bebês chegassem. Eu tinha esperado pra tocar noassunto por semanas, e agora eu tinha minha resposta. Eu passei meus braços em volta dopescoço dele e beijei suas bochechas.Ethan conntinuou dizendo que ele mediu um berço na loja Peter Jones e tinhadeterminado que dois caberiam ao lado da parede mais longa, e que nós poderíamoscolocar uma tábua na parte de cima da estante de livros e usar como trocador.Eu sorri e disse que esse era um exelente plano. "Agora abra seu presente! " Eu disse,estendendo a ele seu pacote.Ele abriu com exuberância, desatando o nó do laço, colocando ao lado e levantando apasta de couro que eu tinha comprado pra substituir a sua velha de nylon. Meu únicogasto em semanas.E eu podia ver que ele adorou, porque imediatamente ele foi ao seuquarto e pegou a bolsa antiga, retirou todos os papéis e transferiu para sua nova pasta.Ele colocou a pasta no ombro e ajustou a alça. "É incrível", ele disse. "Eu pareço com umnovelista de verdade agora".Ele tinha começado a fazer vários comentários como este ultimamente.Eu podia dizer queele se sentia ansioso sobre o progresso, ou falta de progresso, ele estava fazendo com seulivro."Ainda está com bloqueio de escritor?" Eu perguntei com simpatia."Sim,eu me sinto como snoopy preso numa única frase: Era uma noite escura echuvosa".Eu ri e reafirmei a ele que todos os grandes escritores emperravam com um ocasionalbloqueio de vez em quando,e que eu sabia que ele estaria bem adiantado no próximo ano."Obrigada Darcy, eu gostei disso", ele disse sinceramente.Então nós nos aninhamos embaixo de um grande cobertor no sofá e vimos o vídeo ‘ Avida é maravilhosa’.Perto da parte que o tio acidentalmente dá o envelope de dinheiro aoSr. Potter, Ethan deu pause no vídeo e perguntou se podia passar rápido até o final. "Eunão consigo ver essa parte. É muito frustrante".Eu concordei. Enquanto nós assístiamos as cenas correrem na tv, eu não pude deixar depensar a minha própria vida, especialmente a brecha com a minha mãe. Ela não tinha mecoantactado nenhuma vez desde que eu mandei a carta daqui pra ela.Eu firmementeacreditava que agora era a vez dela, mas no fim do filme, enquanto nós assistíamos a cenada família feliz onde a filha mais nova do George Baley diz ‘Toda vez que o sino bate umanjo ganha asas’ eu decidi deixar meu orgulho de lado e ligar para casa.Ethan foi solidário a idéia, então eu nervosamente disquei os números para minha casaem Indiana. Quando o telefone começou a tocar eu quase desliguei, mas Ethan agarrou aminha mão rapidamente. Minha mãe atendeu depois de cinco ou seis toques.
  • 181. "Oi mãe", eu disse, me sentindo pequena e com medo.Ela disse meu nome geladamente e então o silêncio imperou no telefone. Minha mãe eracampeã em guardar rancor, eu lembrei do meu próprio rancor contra Rachel, percebendoque você não pega essas coisas de estranhos."Eu interrompi o jantar?" Perguntei."De verdade não, nós estávamos terminando. Jeremy e Laura estão aqui"."Oh", eu disse."Como estão os planos de casamento deles?""Bem".Eu esperei que ela perguntasse como eu estava, se eu ainda estava em Londres. Quandoela não fez, eu disse estranhamente. "Eu ainda estou em londres...você recebeu minhacarta, né?"Ela disse que ela já sabia que eu estava em Londres, mesmo antes de receber a carta,como ela tinha encontrado com a mãe de Annalise no shopping . Ela adicionou que foiembaraçoso saber onde eu estava por outra pessoa, o que eu achei que foi um pontoinsignificante de levantar já que eu tinha mandado uma carta pra ela, e que eu tinha sido aprimeira a ligar, mas eu não deixei isso me deter de dizer a ela como eu estavaarrependida por desaponta-la. Eu disse a ela que era compreensível o quanto ela ficouchocada com as minhas novidades. Que nenhuma mãe iria querer uma filha grávida tãorápidamente depois de ter terminado um noivado com outro homem. Eu também disse aela que ela estava certa sobre Marcus. "Ele era um grande idiota, mãe. Eu não estou maiscom ele. Eu vejo agora que o único que a senhora queria era o melhor pra mim".Ethan apertou a minha mão e balançou a cabeça, como se dissesse: Continue, você estáindo muito bem.Eu engoli, respirei fundo e disse, "Então, eu tirei um ultrasom aqui em Londres...edescobri o sexo do bebê"."Uma menina?""Não, não é menina. Eu pensei que era menina também, mas não é"."Então é um menino?Que legal", ela disse sem emoção."Bem, sim...mas...na verdade...são dois. Eu vou ter gêmeos. Gêmeos idênticos! Não é acoisa muito mais maluca que já aconteceu?"Na minha mente, eu podia ouvir Rachel me instruindo que podia ser ‘muito maluca’ ou‘mais maluca’ não muito mais maluca, mas isso me pareceu uma hora apropriada paraquebrar uma regra gramatical. Para mim ter gêmeos era a coisa muito mais maluca que jáaconteceu. "Você pode acreditar, mãe?"ContinuaçãoEu me preparei para o pior, mas não doeu menos quando ele veio. Ela não me deuparabéns, não me perguntou por nomes, não perguntou como eu estava me sentindo, nem
  • 182. disse que estava feliz por mim. Ela só disse como é que eu conseguiria me virar comgêmeos. Lágrimas cresciam nos meus olhos enquanto eu calmamente reafirmava a elaque eu tinha intenção de fazer as coisas funcionarem em Londres. Eu disse a ela que euestava procurando por trabalho e que tinha certeza que alguma coisa apareceria. Eu dissea ela sobre a nossa idéia de fazer um quarto e bebê no flat do Ethan, sorrindo a ele comgratidão. Eu disse a ela como eu amava Londres, chovendo e tudo. Então eu desejei a elaum Feliz natal e disse que a amava. Eu disse a ela para dizer a papai e Jeremy, e até aLaura que eu amava eles, e que ligaria de novo em breve. Ela disse que me amavatambém, mas ela disse tão bruscamente, sem carinho nenhum.Quando eu desliguei, eu baixei a cabeça nas mãos e chorei. Ethan fez carinho no meucabelo e disse suavemente, "Você fez bem, Darcy. Você fez a coisa certa chamando ela.Estou orgulhosa de você"."Eu não tinha que ter ligado. Ela foi horrível!""Sim, você tinha…Não deixe ela te colocar para baixo. Você só pode controlar suaspróprias ações.Não as reações de outras pessoas".Eu assoei meu nariz e disse, "Eu não posso evitar me sentir assim. Ela é minha mãe"."Pais algumas vezes te deixam na mão", ele disse. "Você só tem que fazer um trabalhomelhor como mãe dos seus meninos. Eu sei que você fará"."Como você sabe disso?""Por que Darcy, você mostrou suas verdadeiras cores nos últimos tempos".Eu assoei meu nariz de novo. "O que você quer dizer com verdadeiras cores?""Eu quero dizer... você é uma boa pessoa". Ethan tocou meu braço gentilmente. "Umapessoa forte. E você será uma grande mãe".Por muitos anos, eu tinha recebido elogios sem fim e palavras que agravam meu ego demuitos homens. Você é linda. Você é sexy. Você é incrível.Eu quero você. Case-secomigo. Mas esse sentimentalismo de Ethan era a coisa mais legal que eu tinha ouvido deum homem. Eu coloquei minha cabeça nas suas pernas, dizendo isso: "eu vou tentarEthan, eu realmente vou tentar".Na manhã seguinte eu e Ethan ainda cochilando desejamos um ao outro Feliz Natal."O que nós faremos hoje?" Eu perguntei a ele."Nós daremos uma de chef", Ethan respondeu alegremente.Nós tínhamos feito compras dois dias antes, e sua pequena geladeira inglesa estava cheiaaté o teto de ingredientes."O que mais?""Cozinhar o jantar de natal vai nos tomar a maior parte do dia", ele disse.Eu perguntei se ele desejava que nós tivéssemos esperado para abrir nossos presenteshoje.Eu sabia que natal não era sobre presentes, mas sempre era triste quando essa parte
  • 183. do natal passava. Apesar de que, dessa vez, eu tinha gostado mais de dar do que receberpresente.Ethan disse que preferia abrir os presentes no dia da véspera, e então disse "Eu podia tedar outro presente..."Eu olhei para ele, e eu acho que o meu reosto registrou surpresa. Era a minha imaginaçãoou o tom dele foi sugestivo? Ethan estava dando em cima de mim? Antes que eu pudesseresponder, ele continuou inocentemente, "Que tal um poema?""Ah, sim. Claro", eu disse, me sentindo aliviada de não ter respondido inapropriadamentee me embaraçado."Qual é o título desse poema?"Ele pensou por um segundo e disse, "Mamãe gata". Eu sorri e disse a ele pra continuar,lembrando das rimas engraçadas que ele fazia no segundo grau.Ele limpou a garganta eComeçou seu rap, dando uma explosão de ritmos e cantando pelo caminho:"Você é uma mamãe gata na sua roupa sexy.A garota mais linda e preferida da cidadeVocê previu comprar brinquedos de meninaMas ao invés disso você vai ter dois vigorosos meninos.Você recebeu as notícias fortemente não chorou nem se amedrontou.Por que você sabe sobre o que realmente é a maternidade.E ninguém seria uma melhor mãe.O bebê tem sorte e seu irmão também".Nós dois rimos pra valer. Então ele passou uma mão sobre mim na mesma hora que umbebê chutou. O rosto do Ethan se iluminou. Eu sorri. "Você sentiu isso?""Sim, Uau"."Ele te pegou"."Pegou mesmo". Ethan murmurou. Ele colocou sua mão no meu estômago e gentilmenteempurrou.Um bebê respondeu com uma impressionante sacudida.Ethan gargalhou."Isso éselvagem. Eu ainda não acredito que tem dois bebês aí! ""Nem me diga", eu disse. "Eu sinto que não tenho mais espaço. Está ficando relamenteapertado"."Dói?""Um pouco. É só uma pressão aí embaixo. E eu estou começando a ter essa irritante dornas costas"."Ethan me perguntou se eu queria uma massagem"."Sua massagem nas costas é tão boa quanto a dos pés?"
  • 184. "Melhor", ele disse."Claro que sim, então", eu disse, enquanto eu rolei do meu lado.Ethan esfregou as mãos. Então ele puxou meu pijama para cima exibindo a parte baixadas minhas costas.Eu senti meu coração acelerar com a realização de que Ethan estavame vendo essencialmente nua pela primeira vez. Eu segurei minha respiração enquantoele pressionava a palmma da mão no meio das minhas costas e vagarosamente trabalhounos meus ombros. Então ele aumentou a força nos meus ombros. Isso é muito forte? Eleperguntou suavemente."Não. Está maravilhoso". Eu disse, sentindo todo o cansaço e tensão saírem do meucorpo. Enquanto ele continuava a massagem, eu não pude deixar de imaginar como seriasexo com ele. Eu tentei dissipar esse pensamento, lembrando a mim mesma que eu iriaarruinar a nossa amizade, para não falar dos nossos respectivos relacionamentos,relacionamentos que estão funcionando.Não importava como, eu não queria ser umatraídora de novo.Eu fiquei imaginando se algum pensamento desse passava pela cabeçado Ethan enquanto sua mão descia pela minhas costas, seu dedão apertando meusmúsculos pelo caminho. Ele passou muito tempo pela parte de baixo das minhas costas eentão foi mais pra baixo ainda, um pouco acima da minha nádega. O toque dele ficoumais gentil enquanto passava pelo meu quadril. Ele se demorou por aí e então parou,sinalizando o fim da minha massagem."Aí está", ele disse, batendo no meu quadril duas vezes.Eu me virei para olhar pra ele, me sentindo sem ar. "Obrigada. Isso foi ótimo".Ele não respondeu, só me olhou com seus claros olhos azuis. Ele estava sentindo algumacoisa também. Eu tinha quase certeza. Eu até vi o peito dele pra cima e pra baixo porbaixo da camiseta, como se ele, também, estavisse sem ar.Então, depois de um longo, estranho momento, assim que eu achei que ele ia fazeralguma coisa realmente significante, talvez até me beijar, ele respirou fundo, exalou altoe disse, "Bem, o que você acha de irmos para cozinha?"Ethan e eu passamos a maior parte do dia de pijamas, preparando nosso jantar de Natal.Eu fiz o papel de Sub chef, diligentemente fazendo o que ele me instruia. Eu cortei edescasquei vegetais enquanto Ethan estava focado no Peru e nos acompanhamentoschiques. Se não contarmos que eu queimei meu dedo no peru quando eu removia a formado forno, tudo saiu consideravelmente bem.Quase como um programa culinário, Ethanalardeou isso.Então, quando estava começando a escurecer lá fora, eu tomei um banho. Embaixo daágua quente, eu me deixei relembrar minha massagem da manhã, me surpreendendo queEthan me fazia sentir desse jeito.Eu me vi especulando no que ele estava pensando.Quando eu saí do banho, eu até me virei pra ver minhas costas no espelho , me sentindo
  • 185. aliviada de ver que minha bunda ainda era pequena e, bate na madeira, sem estrias ecelulites. Eu senti uma onda de culpa e confusão. Enquanto eu colocava uma roupaquente, eu disse a mim mesma que eu estava ficando louca, até imaginando umcomponente erótico na nossa massagem.Quando eu voltei para a sala descobrindo que Ethan tinha movido a mesa da cozinha parafrente da nossa árvore, e colocou seus melhores pratos além de uma toalha creme."Que lindo!" Eu disse, beijando sua bochecha e me sentindo aliviada que eu não sentinada mais que afeição de amigo.Ele sorriu, ajustou o volume da música clássica e puxou a cadeira para mim. "Vamoscomer".E que comida foi aquela.De restaurante com certeza. Nós tivemos salmão ao vapor,saladacom mostarda e ervas para começar, seguido do nosso menu principal: Um peru assadotemperado com pimenta rosa,sálvia e limão. Nossos pratos de acompanhamentos erambatata assada, pão tostado, broschetas com pinhão, cenouras com molho de laranja,repolho roxo com maçã e batata doce com sal marinho. E para sobremesa nós tivemosuma deliciosa torta de morango que Ethan escolheu na Maison Blanc, uma padaria naRua Kensington.Nós comemos e comemos até nós literalmente não podermos comer outro pedaço,aplaudindo nossos esforços pelo caminho. Depois disso, nós conseguimos rolar até osofá, onde nós deitamos embaixo do cobertor na nossa posiçao normal de cabeça no pé eolhamos as velas queimarem até o fim. Assim que nós começamos a nos aninhar paradormir, o telefone tocou e nos acordou. Eu silenciosamente esperei que não fosse aSondrine, ou Geoffrey também.Os dois tinham ligado de tarde, e eu não vi nenhumarazão para mais conversa."Você quer atender?" Eu perguntei ao Ethan."De verdade, não". Ele murmurou, mas pegou o telefone e disse alô.Ele me deu um olhar furtivo e então disse, com uma expressão aturdida, "Oi Rachel".Eu sentei entorpecida ao lado dele enquanto ouvia ele desejar Feliz Natal a ela. Ele medeu outra olhada preocupada, eu sorri para indicar que eu estava bem. Então eu fui para oquarto dele e me meti embaixo das cobertas, eu tentei tirar a Rachel da minha mente, masclaramente isso era impossível. Eu imaginei se ela estava chamando de Indianna. Se Dexestava lá com ela, segundos depois Ethan apareceu na porta, seu rosto estava solene."É a Rachel?" Eu perguntei."Sim"."Já desligou?""Não, ainda não.. eu só queria saber se você tá bem...""Eu estou bem", eu disse, recolocando meu rosto no cobertor.
  • 186. "Ok...Eu também queria te perguntar...posso contar pra ela dos gêmeos? Ela estáperguntando de você... ""Não é da conta dela", eu soltei. "Eu não quero que ela saiba nada da minha vida".Ethan balançou a cabeça. "Eu respeito isso. Eu não contarei nada a ela".Eu pensei por um tempo e então olhei pra ele. "Ah, vai em frente. Não faz diferença paramim.""Tem certeza? ""Sim, tanto faz".Ethan fez que sim com a cabeça, fechou a porta e então voltou pra sala. Eu de repentesenti uma sensação de tristeza e tive que brigar com as lágrimas. Porque eu estava tãochateada?Serã que eu ainda não superei a traição de Dex e Rachel? Eu tinha um novonamorado, novas amigas, um novo melhor amigo em Ethan, e dois bebes no caminho. Eeu tinha certeza que ia conseguir um trabalho no próximo ano.Eu estava bem. Entãoporque eu estava triste? Eu pensei por uns poucos minutos, cavando em lugaresprofundos e achei a resposta que eu não gostava. Eu não queria admitir pra mim mesmo,mas eu sabia que tinha algo sobre sentir falta da Rachel.Contra meu melhor jugamento, eu saí da cama, abri minha porta e me estiquei pra ouvir ofim da conversa. Ele estava falando numa voz baixa, mas eu ouvi algumas palavras.Gêmeos...meninos. Idênticos. Maravilhoso...acredite ou não, sim...realmente legal...elarealmente mudou...como uma pessoa diferente..sim. Seu médico(gargalhadas). Sim, elatrocou de médicos, claro...Ah, hã, bom pra ela, você sabe?...Então e você e Dex?...Sim,claro. Isso faz sentido.... Então veio um longo silêncio. E finalmente a palavra alegre:Parabéns!Eu só podia pensar numa coisa que ele podia estar parabenizando ela.Merda! Dex e Rachel estão noivos! Como podem eles ficarem noivos tão rápido?Euqueria ouvir mais, mas eu me forcei a fechar a porta e voltar pra baixo das cobertas.Então eu repeti pra mim mesma várias vezes: Eu não me importo com Rachel e Dex. Eusegui em frente. Quando Ethan voltou ao querto, eu estava quase acreditando em mim e ,milagrosamente, fui capaz de resistir de perguntar alguma coisa sobre a conversa dele. Eupodia ver que Ethan estava maravilhado com a minha resistência. Ele me compensou comum beijona testa e uma olhada gentil. Então ele me disse pra ficar na cama. " Eu voulimpar tudo. Você fique aí e descanse".Eu consenti, me sentindo exaurida e esgotada. "Obrigada Ethan"."Obrigado você, Darcy"."Por que?" Eu perguntei.Ele pensou por um segundo e então disse, "Por um memorável Natal".
  • 187. Eu dei a ele um bravo sorriso e esperei ele sair para chorar silenciosamente no meutravesseiro.Capitulo 27Ethan, Sondrine, eu e Geoffrey fizemos um encontro duplo pela primeira vez na noite doAno Novo. Geoffrey reservou para nós uma mesa no Gordon Ramsey, o mais luxuoso, omais estrelado restaurante do Guia Michelin na Sloane Square, que era o lugar perfeitopara essa ocasião especial. Enquanto comíamos nossa refeição, todos nós agradecemospela nova cozinha francesa. Geoffrey chamou de sublime e Sondrine se referiu a elacomo sinfonia de sabores. Eu achei que os dois foram um pouco pretensiosos, apesar deser uma justa descrição do meu assado de porco do Oeste Country com caviar auberginee da Coxa de perdiz cinza cozida na banha com repolho roxo, que eu provei mais de umavez.Infelizmente, a dinâmica interpessoal não passou da comida. Eu acho que a maioria dosucesso de qualquer encontro duplo é se as mulheres se dão bem, e Sondrine e eu nãobatemos. Nas aparências, tudo estava agradável demais. Ela era extremamente legal emuito fácil de se conversar, mas ela era muito condecendente, era como se ela precisassede reafirmação em todas as frentes. Ela deve ter dito umas quatro vezes, Você quase nãoparece estar grávida, o que não era mais o caso. Eu verdadeiramente parecia grávida, eestava confortável com minha nova forma. E todas as vezes que vinha a tona a suacarreira de Curadora, ela se virava pra mim e dizia, Eu tenho certeza que alguma coisavai aparecer muito muito rápido pra você!Eu também tinha notado que Ethan deve ter comentado com ela o quanto eu gozava dosprazeres da vida em NY, já que ela insistentemente me perguntava dos meus clubs,designers, vinhos e hoteis favoritos. Claro que eu ainda gostava desses tópicos, mas euteria apreciado se tivesse mencionado meus filhos não nascidos pelo menos uma vez.A interação de Ethan e Geoffrey também parecia tensa por baixo das aparências. Se eutivesse que apostar, eu teria dito que Ethan pensava que Geoffrey era muito reservado esem cores, e eu pensei que Geoffrey estava apenas realamente irritado com a minharelação com Ethan, e especialmente do nosso inconvencional arranjo para dormir.Foi o motivo da nossa primeira briga na noite anterior. De algum jeito o assunto veio atona que eu dormi na cama do Ethan no Natal, e Geoffrey ficou quieto, quase suando.Depois de eu apertar ele, ele me disse que ele achava mais que um pouco estranho dormirna cama de um amigo homem.Eu reafirmei pra ele que minha relação com Ethan era100% platônico, me sentindo aliviada que eu podia dizer isso honestamente, mas eu
  • 188. podia dizer que ele ainda se sentia de algum jeito traído.Isso ficou evidente no jantarquando eu provei a comida do Ethan. Depois do minha terceira prova, Geoffreyagressivamente dme ofereceu um pedaço da sua entrada, e quando eu disse não, elepareceu um pouco humilhado. Como se fosse minha culpa que eu não gostasse de filé depeixe tamboril envolto em presunto parma.Mas nós quatro conseguimos passar pelo jantar, e então fomos ao Annabel um clubexclusivo na Berkeley, onde nós nos juntamos a uma dúzia de amigos super descoladosdo Geoffrey. Sondrine estava no meio do seu ambiente de pessoas elegantes, e ela se fezaparecer conversando com um monte de estranhos, a maioria homens. Eu sabia o que elaestava fazendo, poruqe eu já tinha feito isso um monte de vezes, ela estava mostrando aoEthan que ela era desejada por outros homens. Teve um momento, quando ela engatouuma coversação com um cavalheiro que parecia com um Frank Sinatra mais jovem, euperguntei ao Ethan se ele estava pelo menos um pouco chateado. "Porque? Porque elaestá falando com aquele cara?"Eu afirmei.Ele olhou para Sondrine, o rosto dele era uma máscara de indiferença. "Não, nem umpouco". Ele disse dando de ombros.Eu não pude deixar de ficar feliz com a resposta. Eu queria ele feliz, só não totalmentecaído de amor, e pareceu claro que esse não era o caso.Geoffrey por outro lado, parecia excitado. Ele me apresentou com orgulho a todos seusamigos. Ele repetidamente me puxava para um canto e perguntava como eu estava mesentindo e se ele podia me pegar alguma coisa. E um pouco antes de meia noite, com amultidão contando os segundos para o ano novo, ele me deu um beijo apaixonado, megirou em volta de mim mesma e disse antes de acabar a volta, "Feliz Ano Novo, querida!""Feliz Ano Novo, Geoffrey!" Eu disse, me sentindo corando e feliz de estar entrando nummonumental ano com meu agradável namorado inglês, mas eu não pude deixar de mesentir destraída, imaginando o que Ethan e Sondrine estavam fazendo. Eu olhei em voltae achei eles sentados no sofá, de mãos dadas, enquanto ele pedia mais bebidas ao garçom.Enquanto eu observava eles juntos, eu silenciosamente desejei que ele olhasse para mim,e quando ele finalmente olhou, eu discretamente joguei um beijo de amiga para ele. Elefez um bico e mandou outro de volta, e eu de repente senti uma impressionantenecessidade de estar ao lado dele, para trocar nossas primeiras palavras de ano novo. Euqueria agradece-lo por tudo, por ser um grande amigo quando eu mais precisei.No mesmo omento, Geoffrey sussurrou no meu ouvido, "Estou me apaixonando porvocê, Darcy".Eu senti meus pelos se arrepiarem pelo meu braço.As palavras de Geoffrey eram aresposta para todos os meus desejos, mas enquanto eu tentava deizer as palavras e volta,
  • 189. que eu estava me apaixoando também, eu olei de novo para Ethan e não consegui passa-las pela minha garganta.Mais tarde naquela noite, depois que nos despedimos de Ethan e Son-drine, eu estava nacama do Geoffrey fazendo amor com ele. Eu senti que ele não estava totalmente ali.Você está preocupado com os bebês? Eu perguntei uma hora. "Você tem certeza que issoé seguro?""Sim, perfeitamente seguro", ele falou sem ar. "Eu só me preocupo um pouco, dequalquer jeito".Provando que esse era o caso, ele me disse que queria somente ficar abraçadinho. "Seestá bem pra você?"Eu disse a ele que estava bem pra mim, mas eu estava um pouco chateada também.Então,depois de um longo silêncio, ele disse as palavras certas. "Eu te amo, Darcy". O hálitodele estava quente no meu ouvido, e eu pude sentir meu cabelinho da nuca de arrepiando.Dessa vez, eu sussurrei que eu amava ele também. Então, eu silenciosamente fuicontando as razões: Eu amava ele pela sua gentileza, Eu amava ele por ser um partidomaravilhoso e ainda vunerável o suficiente para ser inseguro. Mas, mais que tudo, Euamava ele por me amar.Enquanto o inverno em Londres ia passando e a data do nascimento ia se aproximando,Geoffrey me amava mais e mais. Era como se ele tivesse consulltado todos os artigosdisponíveis de como tratar uma mulher grávida. Ele me levava nos mais maravilhososrestaurantes : Mirabelle, Agassi e Petrus. Me comprava os mais caros presentes, Óleos debanho da Jo Malone, roupas da Valentino, Ligerie da Agent Provocateur, que ele deixouem cima da sua cama e fingiu estar tão surpreso quanto eu quenso eu saí do banheiro edescobri eles. Ele afirmou pra mim que eu só estava ficando mais linda a cada dia quepassava, insistindo que ele não via as feridas ( ou pontinhos como ele chamava) que eramfrequentes no meu nariz e queixo. Todo o tempo ele falava do futuro, ele me prometiaviagens a lugares exóticos que ele já tinha ido, como: Botswana, Busapeste, Bora Bora.Ele me prometeu uma vida maravilhosa e me fez sentir como uma mulher de sorte. Umamulher salva.Ainda assim quando eu deitava ao lado dele toda noite, eu não podia deixar de sentir quealguma coisa estava muito errada. Que não importava o quanto minha vida estivesseperfeita, faltava alguma coisa. Eu suspeitava que tinha algo a ver com a minha situaçãofinanceira. Eu nunca tinha passado tanta preocupação com dinheiro na minha vida. Aténa Universidade, e nos meu primeiros dias em NY, antes de achar um trabalho deBartender ( atendente de bar), tudo que eu tinha que fazer era ligar para o meu pai e eleme ajudava, mandando uns dólares ou um novo cartão de crédito.
  • 190. Obviamente, ligar para o meu pão estava fora de cogitação nesses dias, então eufinalmente engoli meu orgulho e confessei minha situação ao Geoffrey. Minha vozfalhava enquanto eu contava a ele com vergonha como eu acabei com as minhaseconomias num novo guarda roupa."Não se preocupe com dinheiro, querida, ele disse. Eu posso tomar conta de você"."Eu não quero que você tenha que fazer isso, eu disse sem fazer contato com os olhos"."Mas eu quero"."Isso é tão legal. Obrigada". Eu disse, meu rosto ficando vermelho. Eu sabia que eu tinhaaceitar a ajuda dele, mas não era fácil. Eu disse a ele que eu sentia falta de trabalhar, mesentir completamente independente.Ele afirmou que eu acharia uma carreira maravilhosa depois que os bebês nascessem.Você é brilhante, talentosa, bonita. Quando os bebês estiverem com 6 meses, você podecomeçar a procurar.Eu posso colocar você em contato cm muitas pessoas...e nesse meiotempo, estou aqui por você.Eu sorri e agradeci a ele de novo.Eu disse a mim mesma que eu não estava usandoGeoffrey, eu o amava e se você ama alguém, você não usa ele. Não realmente. Além domais, eu sabia que eu iria paga-lo algum dia, de algum jeito.Eu fui dormir naquela noite completamente aliviada por ter tido essa conversa difícil,aliviada que eu estaria salva quando meu último dinheirinho acabasse. Minha paz deespírito estava um pouco aliviada, de qualquer jeito, a pontada na minha barriga retornouuns dias depois.Dessa vez eu confessei meus temores a Charlotte e Meg enquanto tomavamos chá no flatde Charlotte. Nós estavamos sentadas na pequena mesa da cozinha dela, observandonatalie ignorar sua vasta caixa de brinquedos em favor de panelas e frigideiras que elaespalhou por toda a cozinha. Eu comecei a imaginar o quanto mais de caos duas nataliesfariam numa cozinha. "Eu apenas não sei o que há de errado comigo, alguma coisa estáme importunando".Charlote assentiu. "Você está sentindo uma ansiedade normal pela data do nascimentoestar chegando e a maternidade. Toda a grande jornada que vem em frente. E não podeajudar você assistir isso!" Ela apontou a Natalie, revirou os olhos e riu."Tem que ser isso", Meg concordou. Ela tinha anunciado a pouco tempo as grandesnotícias, que ela também estava grávida,mas ela ainda estava nas suas primeiras semanas,com suas próprias preocupações sobre aborto. "Tem sempre alguma coisa que sepreocupar", ela disse."Huhum", Charlotte concordou. "A responsabilidade que se joga em cima de você tedeixa um pouco insegura".
  • 191. "Talvez vocês estejam certas", eu disse, contando a elas sobre meus loucos pesadelossobre perder ou não saber onde coloquei, um ou os dois bêbes. Eu também sonhei comAids, sequestro, A escolha de Sofia( Filme que conta história real de uma mãe polonesa,filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra eque é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus filhos para ser morto. Se elase recusasse a escolher um, todos os filhos seriam mortos), mortes com fogo, ossosquebrados e dedos faltando, mas o sonho mais comum era o perder o bebê.Em um sonho,eu realmente dou de ombros e digo a Ethan, "Ah, bem. Ainda tenho um. E esse se parececom o outro perdido mesmo"."É normal ter estes sonhos",Charlotte disse. "Eu sei que eu tive, eles vão emboradepois...apenas se prepare para ser mãe. Você vai se sentir mais confiante desse jeito".Eu segui esse conselho nas próximas semanas, chamando ela e annalise para pedirconselhos. Eu também li artigos e livros de filosofias dos pais, amamentação e agenda.E eu me inscrevi em um curso de parto, onde eu aprendi tudo, desde respirar durante oparto até em como banhar meus bebes.Mas apesar de todas as seguranças que me passaram e toda a preparação para amaternidade, eu ainda me sentia deslocada. Eu honestamente não tinha idéia do que era,mas na minha mente continuava voltando ao Ethan. Eu mal o via nos últimos tempos.Todas as vezes que qui a ao flat para pegar roupas ele não estava, ou for a trabalhando ouna casa da Sondrine. Ou pior, eu ouvia a risada dela vindo de dentro do quarto dele. Eunão estav com ciúmes,porque eu etava muito feliz na minha relação . Era mais a dor desentir saudades de como as coisas eram. Eu acho que é assim que você se sente quandoum amigo mais íntimo entra numa relação amorosa, o que ameaça a sua amizade, ou pelomenos a rotina da relação dos amigos. Eu vagamente me lembrei que eu me senti domesmo jeito quando Rachel passou todo o tempo dela com seu namorado daUniversidade, Nate. Eu prometi a mim mesma que não importava quanto as coisa iammudar este ano, Ethan e eu sempre seríamos unidos.Muito mais unidos do que jamaisfomos antes de eu vir para Londres. Nós apenas teríamos que nos esforçar para nosvermos. Então depois de uma semana sem nos vermos eu liguei para o celular dele earrumei um jantar sozinho."Você parece pra baixo", Ethan disse por cima da nossa comida Tailandesa que pedimospara comer em casa."Talvez um pouco", eu disse. "Eu acho que são as mudanças vindo no horizonte. Meg eCharlotte disseram que é normal se sentir apreensiva".Ele assentiu enquanto transferia a comida dos containers de isopor para nossos pratos."Sim, sua vida está prestes a mudar drasticamente", Então ele pensou por um segundo edisse, "talvez é esse conflito não resolvido com sua mãe?"
  • 192. "Não",eu disse, assoando o nariz no meu guardanapo do restaurante tailandes. "E eu nãoacho que seja a Rachel também, no caso de você estar pensando nisso". Eu olhei paraele, esperando que ele dissesse algo sobre ela .Ele ainda não tinha me dito, nem euperguntei, sobre a conversa deles no Natal. O que estava bom para mim. Eu não queria aconfirmação do noivado dela para irritar a delicada balança da minha vida. Eu olhei paraele e disse, "Eu não sei. Eu não consigo saber o que estou sentindo exatamente. Algumacoisa simplismente não está certa".Ele sugeiu que talvez eu precisasse descansar. "Você está preparada mentalmente...masagora tu precisa estar preparada fisicamente". Ele tomou um gole de cerveja. "Eu achoque nós precisamos arrumar o quarto das crianças logo. Eu pensei em pintá-lo essasemana".Eu sorrim feliz que ele ainda pensava em nós, mas então hesitei e disse, "E o Geoffrey?""O que tem ele?""Bem, eu acho que ele quer que eu vá morar com ele", eu disse.Ele anda falando sobrecomprar um flat maior, eu disse nervosamente, como se de algum jeito eu tivesse traindoEthan me mudando do flat dele. Nós andamos um bom caminho desde que eu comecei aligar freneticamente de NY para praticamente implorar para ficar com eles algumassemanas.Ethan abriu a pimenta verde com um corte. "É isso que você quer? Viver com Geofrey?"Ele perguntou com um tom jugamental."Porque você está falando desse jeito?""Não estou...quer dizer...eu apenas não sabia que vocês estavam tão sérios", Ethan disse."Parece que está indo muito rápido".Eu me senti me defendendo quando disse pra ele que sim, nós estávamos bem sérios eque Geoffrey era tudo que estava procurando."Tanto que você esteja feliz", Ethan disse, "Só isso que eu quero pra você"."Eu estou feliz".Ethan estava pensativo enquanto comia uma garfada de arroz marrom. Ele comeu,engoliu, bebeu um gole de cerveja e disse , "Bem, eu acho que nós devíamos continuarcom nossos planos e pintar seu quarto...só pra garantir"."Só pra garantir, no caso de eu e Geoffrey terminarmos?""Não. Eu não quis dizer isso. Eu apenas…bem… só pra que se demorar muito maistempo do que você imagina para vocês se sentirem bem para morar juntos. De qualquerjeito, eu quero que os meninos tenham um quarto aqui também"."Isso é tão legal,Ethan. Você é um ótimo amigo", eu disse.Então no fim de semana, enquanto Geoffrey estava trabalhando, Ethan pintou o quarto deazul, retocou a estante de branco e montou os berços que eu tinha comprado umas
  • 193. semanas antes.Nesse meio tempo, Meg e Charlotte apareceram e me supreenderamcomprando um conjunto de berço lindo e caríssimo com cortinas combinando para apequena janela do quartinho."Nós te vimos adimirando na loja", Meg disse."Muito obrigada, meninas", eu disse, aceitando o presente. Era o tipo de coisa que Rachelsempre fazia por mim, generosidade. Eu nunca agradecia no meu passado egoísta."De nada", elas disseram, parecendo tão felizes quanto eu.Eu disse a elas o quão feliz eu me sentia de ter amigas tão boas em Londres.Naquela noite, enquanto Ethan e eu davamos o último retoque no quarto, eu agradeci aele de novo.Ele sorriu e disse, "Você se sente melhor agora?""Sim, me sinto".Ele decansou o braço no berço do bêbe A e disse, "Viu? Não era nada que umascomprinhas não curassem".Eu ri, e disse que ele estava certo."Sim,Nada que uma pequena corzinha azul nãocurasse".Mas ,enquanto eu arrumava minha bolsa para ir para casa de Geoffrey, eu tinha umagrande suspeita que as coisas não seriam assim tão simples.Capitulo 28Eu tive minha resposta no dia dos namorados.Foi idéia minha fazer outro encontro duplo com Ethan e Sondrine. Apesar do primeiroesforço não ter sido o sucesso, eu queria tentar de novo. Geoffrey protestou um pouco,dizendo que ele preferia estar sozinho comigo. Eu disse a ele que de onde eu vinha, Diados namorados era um dia sem valor, para amadores e que nós tínhamos duas opções:Esquecer do dia e pedir uma pizza ou sair com outro casal. Eu disse a ele que nós nãoseríamos um destes bobos casais que se sentam sozinhos numa mesa, bem vestidos efelizmente pedem o mais caro que está no menu, e que sair com outro casal temperariaessa coisa barata do dia dos namorados.Ele relutantemente aceitou o meu ponto de vistae fez reserva para nós quatro no Dafne, um restaurante italiano que tinha na KensingtonSul.Na noite do dia 14 ( dia dos namorados para o resto do mundo, menos Brasil é 14 defevereiro, dia de San Valentin) Geoffrey e eu fomos para o restaurante chegandoexatamente na hora marcada. Sondrine e Ethan chegaram 30 minutos atrasados com acara de ‘eu acabei de fazer sexo’: cabelo bagunçado, bochechas rosadas, expressãofrustrada. Claro que eu não resisti em zoar a maneira sempre pontual do Ethan
  • 194. perguntando, "O que vocês dois estavam aprontando que não chegaram aqui na hora?"Sondrine deu uma risadinha parecendo excessivamente feliz com ela mesma,e Ethanmurmurou com voz de culpa, "Trânsito horrível. Mil desculpas aos dois".Eu levantei as sombracelhas e disse,"Ah hã, Claro o trânsito",enquanto Geoffrey achavao maitre e dizia a ele que nossos convidados ‘finalmente chegaram’. No caminho paranossa mesa nós falamos de coisas fúteis, o que com duas mulheres incluiobrigatoriamente elogios.Eu elogiei seus sapatos da Chanel e ela disse pela zilionésimavez como eu estava maravilhosa.Então ela tocou meu estômago sem pedir permissãoprimeiro( uma coisa que eu não aprecio que ninguém faça, só Geoffrey e Ethan) e dissenum tom exagerado,"Isso é tão excitante!" As palavras dela não soavam sinceras. Talvezporque eu me lembro de ter feito a mesma coisa com Annalise quando ela estava grávida,enquanto pensava Melhor você que eu."Quanto tempo falta?" Sondrine perguntou."Geoffrey disse que gestação de gêmeos dura 36 ou 37 semanas, então eu acho quefaltam umas seis semanas".Geoffrey me olhou por cima da sua taça de vinho com um olhar de adoração. Ele achouminha mão embaixo da mesa e entrelaçou seus dedos nos meus. "Nós mal podemosesperar", ele disse.Eu vi a feição de Ethan mudar, para uma cara que ele faz quando está chateado, onde suaboca começa a entortar. Eu me perguntei que ele estava pensando. Apenas no caso de elese sentir excluído por causa do ‘nós’ que Geoffrey usou, eu disse para Sondrine, "Sim,Agora está começando a parecer real. Especialmente quando ethan e eu arrumamos oquarto das crianças este fim de semana , Ficou adorável. Você já viu?""Não", ela disse dura, olhando para Ethan. Agora era a hora dela estar chateada. Eu achoque eu entendia ela. Se eu tivesse saindo com um cara, eu não ia querer nenhuma amigadela e seus filhos gêmeos no apê dele. Então ela fez o que eu faria, ela passou suadesaprovação a Geoffrey, seu companheiro de situação. "Você viu o quarto?" elaperguntou a ele.A tática funcionou, porque os lábios de Geoffrey ficaram rígidos. Então ele disse, "Não.Eu ainda não vi… Eu tenho estado muito ocupado no trabalho… e procurando flats. Euestou tentando achar alguma coisa com um pouco mais de espaço para nós".Sondrine perguntou. "Você e Darcy vão morar juntos?"Geoffrey puxou nossa mãos entrelaçadas para cima da mesa e me deu um olhar que eraequivalente a um ‘contamos?’ e eu disse, "Sim. Nós estamos pensando nisso"."Mas do que pensando, querida… Nós estamos ativamente agindo, não estamos?""Certo, eu disse. Esse é o plano".
  • 195. Um silêncio estranho se abateu sobre a mesa quando todos nós apenas sorrimos um aooutro e então olhamos para nosso menu com muita concentração. Um momento depois ogarçom apareceu para tirar nossos pedidos. E enquanto falávamos percebemos que, todosqueríamos o Filet mignon no ponto. Sondrine e Geoffrey parece que pensaram que pedirquatro filés iguais estava fora da etiqueta, então eles mudaram o pedido na última hora,Sondrine optou pelo peixe e Geoffrey por coxa de cordeiro.Durante o jantar, todos nós fizemos um grande esforço para manter a conversa andando,mas como no Ano Novo, tinha uma tensão inevitável, muitos sorrisos falsos. Mas o pontoera que , ninguém estava passando por bons momentos, e eu tinha a sensação que serianosso último jantar a quatro.Então, antes da nossa sobremesa chegar, eu pedi licença, anunciando que essa foi o maislongo que eu segurei o xixi nas últimas duas semanas.Para meu horror, Sondrine disseque ela iria comigo. Nós fomos através do salão cheio de casais, bem vestidos até demais,em direção ao banheiro, onde ela tentou jogar seu papinho em cima de mim, falandoalguma coisa sobre como eu e Geoffrey fazíamos um casal bonito . Eu não podia dizer amesma coisa a ela, então eu simplismente agradeci a ela. Foi nessa hora que eu me vireipara dar descarga e vi uma bola vermelha dentro do vaso. Por um breve segundo, eufiquei confusa. Então eu percebi, eu estava sangrando. Eu entrei em pânico e me limpei.Outra mancha de sangue saiu no papel branco.Os próximos minutos foram confusos, mas eu me lembro de soluçar tão alto queSondrine perguntou se eu estava bem. Eu lembro de dizer que não, não estava bem. E eulembro de sentir meu coração vir até a boca, eu me apoiei na ponta do frio lavatório esentei."O que há de errado, Darcy?" Sondrine me perguntou por cima do barulho de ventosaindo do secador de mãos e conversas femininas animadas.Eu consegui dizer, "Estou sangrando". Então eu me lembro de estar sentada lá, comminha calcinha abaixada, o bumbum tocando no chão, segurando as minhas pernas juntascomo se os bebes fosse sair a qualquer momento.Enquanto isso, eu visualizava aspassagens dos livros que eu li sobre gravidez. Eu podia ver as palavras nas páginas: frasescomo ‘Prévia Placenta’ e ‘ Ruptura prematura da membrana’ e até a horrível CLIMB, quequeria dizer Centro de perda de bebês multiplos. Eu não podia respirar direito, melevantar e sair do banheiro.Alguns minutos depois, eu ouvi mais comoção quando Sondrine anunciou que tinha umhomem entrando no banheiro. Então eu ouvi a voz de Geoffrey e então o som da mãodele batendo forte na porta, de algum jeito eu consegui me levantar arrumar a minharoupa e abrir a porta. Eu vi Sondrine ao lado do Geoffrey, e algumas outras mulheresperto do lavatório, boquiabertas.
  • 196. "Meu amor, o que aconteceu?" Ele me perguntou."Estava sangrando", eu disse, me sentindo fraca só de ouvir a palavra sangue."Quanto sangue?"Eu me virei e apontei para baixo. Os pontos vermelhos estavam flutuando pela águaagora quase rosas.Geoffrey olhou para baixo e então falou com uma calma calculada. Ele me disse que noterceiro trimestre,sangramentos não eram raros, especialmente no caso de gêmeos. Eledisse que tudo ia ficar bem, mas eu precisava ir para o hospital."Agora?" Eu disse."Sim, Ethan está pegando meu carro agora"."Então é muito ruim, né?" Eu perguntei."Você está assustado, não está?" "Não, não estou, querida", ele disse."Eu poderia estar perdendo meus bêbes?""Não""Tem certeza?"Eu sabia que ele não podia ter certeza disto, mas eu me senti grata quando ele disse quesim de qualquer jeito."Se eu tiver eles agora, eles sobrevivem?"Ele me disse que isso não ia acontecer, mas que se eu tivesse agora, eu estava muitoavançada e eles sobreviveriam. Tudo vai ficar bem, ele repetia isso enquanto me levavaapoiada pelo braço pra fora do banheiro, pelo salão do restaurante, passando pelos nossosquatro pratos lindos de sobremesa.Na porta da frente, Geoffrey deu ao maitre seu cartãode crédito e disse, "Nós estamos numa pequena emergência. Mil desculpas. Eu mandoalguém buscar meu cartão depois".A viagem até o hospital foi nublada, mas eu lembro de olhar através do espelho o rostopálido e preocupado do Ethan. Eu também me lembro que Geoffrey repetia que tudo iaficar bem, muito bem. E acima de tudo, eu me lembro de pensar que se ele estivesseerrado,eu não conseguiria tolerar o sofrimento.Quando chegamos ao hospital, Geoffrey e eu fomos imediatamente para o quarto departos,onde uma enfermeira me deu uma beca de hospital e me instruiu a vestir eaguardar o médico. Sr. Smith veio minutos depois, consultando com Geoffrey por ummomento antes de me examiner. Ele me sentiu por dentro e com intensa concentração.Geoffrey estava ao meu lado."O que?" Eu perguntei."O que aconteceu?"Sr. Smith me disse que apesar de estar um pouco baixa, minha cervix ainda estavafechada. Geoffrey pareceu aliviado, mas eu perguntei ao Sr. Smith a questão que euqueria, "Isso quer dizer que os bebes estão bem?"
  • 197. "Sim, mas nós vamos colocar um monitor fetal para ter certeza absoluta", ele disse, eentão gesticulou para a enfermeira. Eu tremi enquanto a enfermeira colocou minha becapara o lado e amarrava três monitores em volta do meu estomago. Ela me disse que ummonitor mediria as contrações, e os outros dois iriam seguir os corações dos bebes.Eu me segurei na barra ao lado da minha cama e fiquei perguntando se ela conseguiaouvir eles.Geoffrey me disse para ser paciente, que os bebes ainda estavam pequenos e que algumasvezes demorava um pouco para localiza-los. Eu esperei, ainda imaginando o pior.Finalmente, um feliz e galopante som encheu o quarto. E outro. Dois coraçõeszinhos.Dois coraçõeszinhos distintos."Então os dois estão vivos?" Eu perguntei com a voz tremendo."Sim querida". O rosto de Geoffrey se abriu num sorriso. "Os dois estão bem".Naquele momento de alívio, alguma coisa na minha mente clicou, e eu percebi qual era oproblema que eu estava tendo nos últimos dias. Era tão claro, talvez uma crise fizesseisso pelas pessoas, fazia você ver coisas que sempre estiveram ali. Ou talvez era umaconexãoQue eu sentia com meus filhos, ouvindo fortes sons do movimento deles e a batida deseus pequeninos corações. Ou talvez fosse a sensação de enorme gratidão que eu estavsentindo pelo milagre de não ter apenas um, mas sim dois, bebes dentro de mim. Nãoimporta o que fosse, eu tinha acordado naquele momento, bem ali no quarto do hospital.Apenas para ter certeza, eu perguntei a Geoffrey se ele se importava de chamar Ethanpara mim.Claro, ele disse."Eu mando ele aqui enquanto vou conversar com o Sr. Smith". Ele selevantou e beijou minha testa antes de sair do quarto om seu parceiro.Um momento depois, um ainda pálido Ethan abriu a porta e andou hesitante na minhadireção. Os olhos dele estava molhados, como se ele estivesse chorando ou tentando nãochorar."Geoffrey não te contou? Tá tudo bem"."Sim", ele me disse. Ethan sentou temporariamente na beira da minha cama. Ele apertoumeus pés por cima das cobertas."Então porque você parece estar tão chateado?""Eu não sei...você me deixou tão preocupado... " A voz dele falhou.Eu ajustei a minha cama para uma posição mais alta e então pus os braços para frenteindicando que eu queria um abraço. Ethan veio,a bochecha dele encostando na minhaenquanto os braços dele me envolviam. Nesse simples mas significativo abraço, umasimples verdade foi confirmada no meu coração: Eu amava Ethan.
  • 198. Capitulo 29Geoffrey se enfiou de volta ao quarto no meio do meu transformador abraço com Ethan.Pelo menos para mim parecia que ele tava se enfiando, me levando a pensar, que erasempre assim sua entrada nos lugares. De qualquer jeito, eu me senti frustrada e culpada.Eu disse a mim mesma que dessa vez, eu não tinha traído, eu não podia contorlar meussentimentos, mas Geoffrey não podia ler a minha mente.Nem Ethan pra falar a verdade.Na aparência,eu estava apenas abraçando um amigo.Ainda que por dentro eu sentissediferente.Eu vi Ethan se levantar e andar até a janela,como se desse a Geoffrey e eu privacidade.Eu queria gritar, Não,você fica aqui. Você pertence ao meu lado, mas em vez disso euolhei para Geoffrey, que estava ao lado da cama com sua postura ereta, com sua camisaesticada, e perfeitos paletó e gravata. Apesar da experiencia difícil que acabamos depassar ele continuava composto, calmo e decidido. Estava claro para mim porque eu tinhaconfundido o que eu sentia por ele com amor, porque eu queria tanto amar ele. No papel,ele era perfeito: bonito, médico,amante comprometido, parecia a salvação."O que acontece agora?" eu perguntei Geoffrey enquanto eu desalinhava comnervosismo a bainha da beca do hospital.Claro, eu queria dizer o que aconteceria nospróximos minutos ou horas, mas para mim, eu também estava pensando num futuro maisdistante.Eu bobamente me apaixonei com o que estava somente no papel uma vez antes,Dex tinha sido todas as minhas respostas, o resumo do bom noivo, bom caráter,bochechas esculpidas, cuidadoso com a aparência, conta recheada no banco. E olhandocomo acabou desastrosamente nossa relação, eu jurei a mim mesma não fazer otros seteanos de erro. Ou até sete dias de erro.Eu tinha que terminar com Geoffrey em menos deuma semana.Meu quase ex namorado me disse numa voz rígida, com tom profissional que Sr. Smithtinha decidido, e ele concordava, que como medida de precaução, eu iria ficar de camarepousando até os bebês nascerem. Ele disse que eles não queriam nenhuma pressãodesnecessária na minha cervix. Eu tinha lido que repouso era comum para gravidez degêmeos, mas ainda assim as notícias mexeram comigo."Então eu tenho que ficar de cama?"eu perguntei.Geoffrey disse que sim, exceto para usar o banheiro e tomar banho. Ele disse que eu tinhaque evitar stress, já que stress podia causar contrações."Eu posso levantar pra preparar minha comida? " Eu perguntei.
  • 199. "Não querida. Eu vou contratar alguém para ir cozinhar para você e olhar vocêenquanto eu estiver trabalhando ". Ele pensou por um segundo e disse, "Eu conheço umaportuguesa ótima que ajudou depois que Max nasceu, você vai adorar ela."Ethan se virou para nós, os olhos dele queimando, "Isso não será necessário Geoffrey ".O tom dele era empático e protetor. Até sexy. Ele continuou, "Eu vou escrever em casa etomo conta dela ".Eu sorri, me sentindo tocada e também tremendamente aliviada. Eu não queria ficar noflat do Geoffrey. Eu queria ir pra casa com Ethan. Eu queria ficar com ele pra sempre. Eupensei como uma experiência monumental pode aparecer em um momento e mudartodas as coisas da sua vida.Eu amava Ethan. Era louco, mas era isso aí. Até se ele nuncame amasse de volta, meus sentimentos por ele negavam qualquer possibilidade de futurocom Geoffrey. Eu nunca tinha entendido as pessoas que diziam que preferiam ficarsozinhas se não podiam estar na relação certa. Agora, eu entendia, eu queria Ethan ouninguém."Você não se importaria de escrever em casa?" Eu perguntei."De modo algum "."Mas eu pensei que você tivesse dito que não consegue pensar no seu flat?" Eu disse aele. "Eu não queria atrapalhar seu processo criativo".Geoffrey, que parecia estar percebendo o que estava passando, se aproveitou destaabertura e disse, "Sim, não queremos nos impor contra a sua leitura ".Eu prendi minha respiração e senti meus músculos tensos enquanto Ethan andou praperto da minha cama e apertou meus ombros."Darcy e seus bebês não são imposiçõespara mim "."Darcy?"Geoffrey me olhava, as palmas da mão dele juntas pressionando uma a outra emfrente ao seu peito. "Assim vai estar bom pra você?""Sim ", eu disse quase me desculpando."Então está tudo certo", Ethan disse,"Vamos pra casa ".Já passava da meia noite quando Ethan, Sondrine e eu saímos no escuro, mas rua estreitafora do hospital e esperamos por Geoffrey que estava tirando o jaguar do estacionamento.Ele saiu do carro, foi correndo até o assento do passageiro e me ajudou a entrar. Ethan eSondrine sentaram na parte de trás.No caminho de casa, Sondrine falou sobre como ela poderia vir e cozinhar para mim,eGeoffrey agradeceu uma meia dúzia de vezes a Ethan pelo seu espírito generoso e suavoluntariedade em ajudar. Eu olhei silenciosamante pra fora da minha janela, tentandoprocessar o que eu estava sentindo. Era culpa pelo meu iminente término com Geoffrey.Era alívio por pelos meus bêbes estarem bem. Era preocupação que eu ainda tinha um
  • 200. longo caminho a percorrer. Mais do que tudo, era o meu amor por Ethan, um amor quebatia fundo no meu coração e me fazia sentir embrulhada e alegre ao mesmo tempo.Quando nós chegamos em casa, Ethan estranhamente convidou Geoffrey e Soondrinepara entrar. Claro que eles não tinham outra opção, se não declinar. Quer dizer, o que nósíamos fazer? Se empolerar na cama do Ethan para um lanche da meia noite? Eu ouviEthan sussurrar uma desculpa no ouvido da Sondrine. Ela murmurou alguma coisa devolta que eu não consegui pegar, algo como o quanto ela sentiria falta dele, e então umsom que parecia um beijo.Geoffrey seguiu a onda, juntando seus lábios aos meus e dizendo que iria me ligar namanhã. Então ele disse, " Beba o quanto você puder de água, porque desidratação podetrazer contrações. E fique de cama ". Pela expressão dele, estava claro que ele não tinhaesquecio que só existia uma cama apropriada no flat do Ethan. Ethan e eu saímos docarro e do caminho enquanto sondrine passava para o banco da frente. Geoffrey prometeua Ethan por entre a janela meio aberta que ele deixaria Sondrine segura em casa. Entãoela acenou para nós e bateu a porta.Um segundo depois,o casal decepicionado foi emboraEu olhei para Ethan me sentindo estranhamente envergonhada na frente do garoto que euconhecia desde a quarta série.Eu esperei um pouco e então virei pra Ethan e disse, "Eles pareciam um poucorancorosos? "Um pequeno sorriso se plantou na boca do Ethan, "Um pouco, sim... "A expressão dele me fez cair numa nervosa gargalhada, "Eles estavam bem putos", eudisse."Eles realmente estavam", ele disse rindo.Enquanto Ethan me ajudava a subir as escadas do flat, nós dois insistimos um para ooutro que não era engraçado Geoffrey e Sondrine estarem chateados. Para reforçar esteponto, eu pedi desculpas a Ethan por arruinar o dia dos namorados dele. Ele me dissepara parar de ser boba, que eu não arruinei coisa nenhuma."Sondrine não deve estar de acordo com isso".Ele deu de ombros enquanto abria a porta. "Ela vai superar...eles irão superar".Eu pensei em como Sondrine e Geoffrey se tornaram ‘eles’, e , se até o tempo dos meusbebês nascerem , Ethan e eu nos tornaríamos ‘nós’. Eu gostaria de começar um nós comEthan, eu pensei, enquanto ele me levava para o fim do corredor pro quarto dele. Quandoele acendeu a luz, eu vi a cama dele desfeita, assim como uma embalagem de camisinharasgada na sua mesinha de cabeceira. O préjantar que eu imaginei estava certo. Ethan meolhou sem graça enquanto ele perguntava se eu não me importaria de ficar um pouco nosofá enquanto ele trocava os lençois. Alguma coisa na sua expressão de dor me fez quererjogar meus braços sobre ele, beijá-lo e dize-lo o quanto eu o amava.
  • 201. Em vez disso eu saí e sentei no sofá, me sentindo nervosa e excitada sobre dormir pertodo Ethan. Meu coração se recusava a diminuir até depois de eu me lembrar que issoaumentava o meu stress e que Geoffrey tinha dito que o stress causa contrações; Unsminutos depois, ethan apareceu com sua camiseta e shorts. Eu não pude deixar de olharpara as pernas dele. Elas estavam do mesmo jeito que sempre tiveram, finas cobertas comuma camada de pelos negros, escassos, mas agora tinham um apelo incrível."Tudo pronto", Ethan disse. "Você quer colocar uns pijamas?"Eu disse a ele que nenhum me cabia mais. Que eu estava dormindo pelada com Geoffreypelas últimas semanas,mas eu não ofereci isso a ele."Você quer algo meu emprestado?" Ethan perguntou.Eu disse a ele que sim, mesmo sabendo que não iria dar também. Ethan era apenas umpouco maior que meu tamanho normal. Ele trouxe um pijama de flanelas e disse. "Aqui,prove este".Eu tirei eles da mão dele e disse que ia me trocar no banheiro."Ok, rápido. Você deveria estar na cama".Eu assenti e disse que estaria de volta em um degundo. Eu fui para o banheiro e tireiminha roupa e me vi de lado no espelho. Meu estomago estava imenso. Tão imenso queeu não podia mais ver meu pé sem chegar meu rosto pra frente. Eu rezei para ficar maiornas próximas semanas. Quanto maior melhor. Eu fiz xixi e segurei minha respiraçãoenquanto inspecionava o vaso. Para o meu alívio, não tinha mais sangue. Eu rapidamenteescovei meus dentes, lavei meu rosto com água gelada e coloquei o pijama macio e gastodo Ethan,puxando o elástico pra baixo do meu estômago. O pijama quase não fechava.Eu inalei o tecido, esperando sentir o cheiro do perfume do ethan, mas apenas senti ocheiro do amaciante.Quando eu retornei para o quarto do Ethan,ele estava arrumando os lençois,como numhotel."Entre aí", ele disse enquanto batia no meu travesseiro com sua mão.Eu deslisei pra baixo dos cobertores e perguntei se ele viria pra cama logo. Ele disse quesim, logo, depois de escovar os dentes e fazer umas outras coisas. Eu fiquei imaginandoque uma destas outras coisas seria ligar para Sondrine.Se ele ligou para ela, a conversa não durou muito, porque uns minutos depois eles estavade volta pra cama, desligando seu abajur e deitando ao meu lado. Eu me alonguei paratoca-lo, me perguntando se eu deveria ou não procurar a mão dele por baixo do lençol.Assim que eu decidi que era melhor não, ele levantou um pouco o corpo e me deu umbeijo do lado da boca. O hálito dele cheirava a listerine e a boca dele deixou um traçoúmido na minha pele. Eu toquei o lugar enquanto ele dizia, "Estou feliz que os bebêsestão bem, Darcy. E feliz que você está aqui".
  • 202. "Eu também, Ethan. Obrigada".No escuro do quarto, eu apertei meus olhos e fiz tudo ficar escuro.Eu imaginei se Ethan eeu estivéssemos realmente juntos, um nós permanente, no ponto de formar uma famíliade verdade.Eu acordei na manhã seguinte com o telefone tocando, Meu primeiro pensamento foi,espero que não seja Geoffrey.E o próximo foi, eu ainda amo Ethan. Então, meussentimentos não foram só uma ilusão criada por uma tragédia que estava perto deacontecer. Eu senti o colchão se mexer quando Ethan se esticou para pegar o telefone.Eupodia ouvir o sotaque francês de Sondrine na outra linha. Eu acho que ela deve terperguntado onde eu dormi porque Ethan respondeu, Bem aqui.A contorladora, ciumenta, Armadora de barraco, essa teria sido eu na outra vida, e eusilenciosamente jurei para mim, que não importava o que, mas na minha próxima relação,eu não me comportaria deste jeito de novo.Era egoísta e sem atrativos.Ethan reagiu comoeu sabia que ele reagiria,com contido aborrecimento.Eu fingi que estava dormindoquando ele saiu da cama e começou a sussurrar forte no corredor dizendo que ela estavasendo ridícula.‘Você não testemunhou a mesma experiência que eu ontem a noite? Ele perguntou. O quevocê acha? Que alguma coisa iria acontecer? Não, não! Ela é minha amiga, Sondrine…Ela não queria ficar lá...Eu não sei, você gostaria de perguntá-la?’A conversa continuou assim por algum tempo, até ele dizer que tinha que desligar.Quando ele desligou, eu abri um olho e vi ele na porta, com cabelo bagunçado, pra cima epra todo lado como se ele fosse um cabelereiro americano nativo.Eu perguntei se estavatudo bem."Sim",Ethan disse, mas ele parecia agitado enquanto atravessava o quarto até seu armáriode onde tirou um jeans e um suéter."Sondrine está chateada que eu estou aqui?""Não, ela está bem com isso", ele mentiu. "Como você está se sentindo?""Bem, mas eu tenho que ir ao banheiro".Ethan balançou a cabeça, parecendo nervoso. Nós dois sabíamos que eu relamente iriafazer: checar se tinha sangue. Ele sentou na beira da cama e me esperou. Um momentodepois eu retornei ao quarto e dei a ele um bom reporte."Tudo limpo", eu disse, levantando o dedão.Ele riu e me disse pra voltar pra cama. Eu voltei."Agora", Ethan disse. "O que eu posso fazer pra você de café da manhã?"Eu nao queria dar mais trabalho que eu já tava dando, então eu disse que aveiainstantanea seria bom, mesmo sabendo que eu queria ovos."Ok", ele disse. Já já eu volto.
  • 203. Depois que ele saiu eu peguei meu livro ‘Quando você está esperando gêmemos’ que eudeixei convenientemente ao lado da cama algumas semans antes. Eu estudei um gráficode semanas de gestação com a circuferencia das cabeças , determinando que a cabeça dosmeus bebês estaria do tamanho de um limão agora. Se eu tivesse eles com 36 semanas,eles estariam do tamanho de uma laranja grande. Eu disse a mim mesma que euconseguiria.Momentos depois Ethan voltou trazendo uma bandeja de madeira. Onde tinha um pratode ovos mexidos, tomates cortados e torrada, tudo lindamente arrumado com um galinhode salsinha. Eu cancelei seu pedido de cereal. Você precisa de proteína. Eu me sentei eestiquei as pernas para que ele colocasse a bandeja no meu colo o mais perto que a minhabarriga permitisse, o que não era muito perto.Ele sentou perto de mim na cama."Obrigada", eu disse. "Onde está o seu café?""Não estou com fome.Mas eu te faço compania".Eu sorri e comi um pedaço de ovo.Vo cê quer mais sal ou pimenta?ele perguntou."Não, estão perfeitos", eu disse, obrigada.Enquanto comia meu primeiro pedaço,senti os bebês se movimentando simultaneamente.O Bebê A chutando forte embaixo da minha costela e o bebê B nadando tranquilamentena parte e baixo, criando uma sensação de que estava surfando.Claro que, podia serapenas um bebê que estava chutando em cima enquanto estava nadando, mas eu nãoachava isso. Eu sentia como se fossem os dois. Eu estava começando a acreditar que eupodia destinguir os movimentos deles,e desse jeito,eu lia coisas das personalidades deles.Bebê A parecia mais acertivo. Se encaixando num tipo A, ele seria o meu atleta, queconseguiria tudo que quizesse. Bebê B era meloso e calmo.O artista de bom coração. Euimaginava os dois juntos, entrando no ônibus da escola, figuras idênticas a distância.Umlevando sua bola de basquete e o outro seu trompete.Não importava seus interesses, eu só esperava que meus filhos fossem bons, meninosfelizes que sempre tenham a sabedoria e coragem de seguir seus corações.Pelo resto do dia, exceto pelo banho de 5 minutos que eu tomei com interrupções deEthan que batia na porta e gritava pra eu ir rápido, eu fiquei na horizontal. Eu cochilei, limeu livro de gêmeos, e folheei minha revistas Hello acumuladas.No mais, eu apenaspensava no Ethan, imaginando como seria trocar um apaixonado beijo com ele. Fazeramos com ele. Ouvir ele me apresentar como namorada, e depois como noiva. Eubrevemente me questionei se esse não era mais um desafio pra mim, se não era essanecessidade que eu tinha que todos os homens me amassem.Mas eu sabia, bem no fundo,que não tinha nada a ver com isso. Pela primeira vez naminha vida, eu estava realmente amando. Não era nada que Ethan pudesse me dar ou
  • 204. como nós pareceriamos bem juntos entrando nos lugares. Era apenas sobre Ethan. Bom,esquisito, adorável, apaixonante, esperto, genial Ethan. Eu estava louca por ele, e tãoagitada com essa emoção que eu tinha que resistir em chamá-lo para o quarto mesmo queele tivesse insistido que eu poderia faze-lo a qualquer momento. Em vez disso, eupacientemente esperei ele descnasar do sua escrita e colocar sua cabeça linda pela portapara ver se eu estava bem.Algumas vezes ele apenas dizia oi e enchia mais meu copo de água. Outras vezes ele metrazia pratos de alguma coisa: queijo e biscoito, pera fatiada, azeitonas, salada demacarrão feita em casa, e sanduíche de manteiga de amendoim cortada em quatropedaços.Ele sempre conversava comigo enquanto eu comia.E uma vez, quase de noite,quando estava chovendo muito lá fora, ele entrou embaixo do cobertor e tirou um cochilojunto comigo . Ele caiu no sono primeiro, o que me deu a chance de estudar o rosto dele.Eu amava ele por inteiro.Seu cabelo, lábios cheios, seus cílios longos,seu nariz. Enquantoeu admirava suas feições, seus lábios se mexeram durante o sono, sua única covinha fezsua aparição rápida. Nesse segundo, eu soube o que eu realmente queria para meusmeninos. Eu queria que eles tivessem Ethan como pai.Capitulo 30Pelas próximas semanas, eu saboreei minha confortável vida com Ethan enquantotolerava as incansáveis interrupções do Geoffrey. Ele ligava a cada duas horas e visitavatodos os dias no seu caminho do trabalho pra casa. Algumas vezes ele trazia janta, e euera forçada a passar a noite com ele em vez de com Ethan( que rapidamente saia pra verSondrine). Outras vezes eu fingia estar dormindo, e ele simplismente me deixava umanota no seu bloco particular, que acidentalmente era gravado com a estampa da empresade armas da família dele. O que era uma coisa que estaria em evidência nos meus dias defantasiar com Alistair, mas agora eu prefiria os bloquinhos amarelos sem estampas doEthan. Agora eu preferia tudo do Ethan.Uma tarde durante minha trigésima primeira semana de gravidez, Geoffrey me fez umavisita surpresa durante o almoço. Eu tinha caído no sono lendo US semanal que Annalisetinha me mandado junto com seus biscoitos de aveia feitos em casa e uma garrafa de óleocontra estrias. Quando eu acordei, ali estava ele empoleirado de forma estranha numacadeira da mesa de jantar encostada na cama. Eu podia dizer pela expresão dele, que elesentia a mesma coisa que eu quando estava observando Ethan dormir, e eu sabia quetinha que terminar com isso logo."Oi querida", ele disse enquanto se ajeitava na cadeira. A voz baixa e amorosa."Como você está se sentindo?"
  • 205. "Bem, apenas cansada e desconfortável", eu disse."O Sr. Smith passou aqui essa manhã?""Sim", eu disse, sorrindo. "Adoro os atedimentos em casa que se faz nesse país"."E?" Geoffrey perguntou, " Oque ele disse?""Ele disse que tudo ainda está bem. "Ele assentiu. "Bom, alguma pontada ou contração desde que ele veio?"Eu balancei a cabeça, dizendo que não."Boa menina". Ele me alcançou e tirou meu cabelo de cima da testa, então me deu umpequeno e misterioso sorriso e disse, " eu tenho uma coisa pra você". Ele me deu trêsfolders de imobiliária mostrando grandes e espaçosos flats nos melhores bairros. As casasdos meus sonhos desde que eu me mudei para Londres.Meus olhos se fixaram nasdescrições: cinco quartos, terraça, vista para o parque, lareira. Eu me forcei para devolve-los a Geoffrey. Eu não podia esperar mais,não podia arriscar que esses folders fizessem aantiga Darcy voltar."Você não está no clima pra ver flats?" Geoffrey perguntou."Não acho que seria uma boa idéia", eu disse."Tem alguma coisa errada?"Ele sabia que tinha.As pessoas sempre sabem.Eu procurei as melhores palavras, palavrasde compaixão, mas era muito difícil adocicar um rompimento quando você está na camade outro homem usando o pijama dele.Então, eu apenas falei, a frase saindo com arrancar um band aid rápido de um braçocabeludo: "Geoffrey, minhas sinceras desculpas mas nós precisamos terminar".Ele juntou os folders e ficou olhando para o que estava em cima, mostrando um flat emBelgravia que era exatamente igual ao quarteirão onde Gwyneth Paltrow e Chis Martinviviam. Eu senti uma dor pensando que se eu ficasse com Geoffrey , eu poderia ser umadas amigas de Gwyneth. Eu me vi compartilhando com ela roupas, ela dizendo o que émeu é seu. Nós saíriamos juntas na revista Hello. Como grande fã do Cold Play, Ethantambém seria beneficiado. Eu vi meus filhos brincando com Apple. Talvez algum dia umdeles até casaria com ela. Eu planejaria o jantar de ensaio, Gwynnie planejaria ocasamento. Nós ligaríamos uma para outra todo dia, discutindo os arranjos de flores,prova de bolo, seleção de vinhos. Eu voltei a realidade. Nem ser amiga de Gwynethmudaria meu pensamento de me separar de Geoffrey.Ele finalmente falou, "É o Ethan?"Eu me senti pega desprevinida e nervosa ouvindo o nome de Ethan. Eu não tinha certezado que responder, mas eu finalmente disse, "Eu apenas não tenho os sentimentos certospor você. Eu pensei que tinha...mas…não estou apaixonada por você.Desculpe".
  • 206. As palavras duras e alinhadas soaram familiar, e eu percebi como elas estavam quaseiguais as do Dexter, do discurso que ele deu no dia que terminamos. De repente meocorreu que não importava quando o caso com a Rachel começou, ela não tinha sido acausa do nosso rompimento. Dex e eu tínhamos nos separado porque não eramos certosum para o outro, e por causa disso, ele estava disponível para se apaixonar por outrapessoa. Se nós tivessemos algo relamente sólido, ele não teria me traído. A descobertadisso de algum jeito me libertou,e me deixou acabar com o pouco de ressentimento queeu ainda sentia pelos dois,eu pensaria melhor depois. Eu me foquei em Geoffrey de novo,esperando pela resposta dele."Tudo bem", ele disse com seu elegante aceno de mão.Eu devo ter olhado confusa para ele porque ele clareou. "Você está passando por ummomento difícil agora. Estar de cama assim pode deixar a pessoa confusa.Nós podemosdiscutir iss outro dia, depois que os bebês nascerem. E nesse meio tempo, eu realmentequero cuidar de você, só me deixe fazer isso, querida".Vindo de qualquer homem essas palavras soariam condescendentes e patéticas, nomínimo um último esforço desesperado de manter a relação, mas vindo de Geoffrey eradigno, pragmático e uma declaração sincera.Por um momento, eu fiquei vendida.Depoisde tudo, ele era meu bilhete para ficar em Londres por muito tempo, mas mais importantedo que isso, ele era minha segurança emocional.Era impossível superar a marca devunerabilidade que vinha com a gravidez, principalmente nas minhas circunstância, eGeoffrey diminuia muito a minha ansiedade. Ele era uma ótima pessoa que tomou contade mim muito bem, e implicitamente com suas ações prometia que sempre tomaria.Mas eu não amava ele.Era simples.O conceito de ficar com um homeme estritamente poramor parecia ingênuo e cabeça feita, o tipo de coisa que eu zoava Rachel por dizer, masagora eu assinava embaixo também. Então eu me forcei para fazer a coisa certa."Isso é muito gentil da sua parte", eu disse alcançando a mão dele. "E eu não posso dizero quanto eu aprecio sua gentileza, tudo que você fez por mim, mas nós temos queterminar. Não é certo estarmos juntos pelos sentimentos errados, quando meussentimentos não estão junto com os seus..."Então para reforçar o término, eu disse a ele que eu sentiria falta dele, apesar de saber quesentiria mais falata dos benefícios que vinham junto com ele do que dele,e então eu solteia sua mão.Geoffrey me olhou, seus olhos estavam tristes mas secos. Ele disse, sem nenhum traço deamargura, que ele estava muito triste de me perder, mas que entendia. Ele colocou suapasta no colo, abri e guardou os folders. Então ele levantou e andou para porta."Podemos continuar amigos?" Eu disse depois dele, me sentindo nervosa depois da suafácil rendição.Eu me preocupei que essa pergunta tivesse saído da antiga Darcy, a ‘tenho
  • 207. que ser sempre paparicada Darcy. Talvez eu apenas quizesse ser amiga de Geoffreyporque eu gostava da pessoa dele, não por que eu queria alguma coisa dele.Naquela noite quando Ethan deitou ao meu lado para ler um artigo da National Geograficsobre aquecimento global, eu disse a ele que nós terminamos naquela tarde. Eu conteitudo pra ele, menos a parte que Geoffrey questionou seu nome.Ethan ouviu com a sombracelha levantada. "Uau. Eu nem sabia que vocês estavambalançando",ele disse, mas seu tm de voz o entregou. Como Geoffrey ele não estava tãosurpreso.Eu confirmei. "Sim, eu não sentia mais o que tinha que sentir"."Ele ficou bem?""Eu acho que sim"."E você?"Eu dei de ombros. "Eu não sei. Eu me senti culpada depois de tudo que ele fez por mim,e eu acho que um pouco triste também...mas no fundo eu acho que foi bom isso, mesmosabendo que isso significa que eu tenho que voltar a NY antes do que eu queria".Ethan piscou, "Oquê? ""Eu disse que me senti culpada... ""Não, a parte de voltar a NY? ""Eu não tenho trabalho Ethan. Eu provavelmente vou ter que voltar para meu antigotrabalho depois que os bebês nascerem. Eu não tenho dinheiro para me manter aqui"."Você pode ficar aqui o tempo que você quizer"."Eu não posso fazer isso. Eu já sou um grande fardo... e nós sabemos que você não estácheio de dinheiro". Eu sorri."Eu amo ter você aqui Darcy, eu não posso esperar para os bebês nascerem.Eu estouinacreditávelmente feliz. Não deixe que restrições monetárias te forcem a nada. Nósfaremos funcionar, eu tenho um dinheiro guardado".Eu olhei pra seu rosto feliz e tive que engolir a necessidade de contar o que eu estavasentindo. Não era que eu estivesse com medo de rejeição, era que pela primeira vez meussentimentos eram puros, e eu não achava justo com Ethan jogar tudo emcima dele. Ele jáestava numa relação. Ele não precisava da pressão de se preocupar comigo e comomachucar meus sentimentos iriam impactar na minha gravidez.Então eu apenas ri e disse: "Obrigada, Ethan. Vamos ver o que vai acontecer".Na minha mente, pensei, eu sabia que meu tempo em Londres, assim como meu tempocom Ethan, estava acabando.Capitulo 31
  • 208. No outro dia eu cheguei na minha trigésima segunda semana, muito significante segundomeu livro de gêmeos, que diz que meus bebês não sofreriam consequencias severas nasaúde como resultado de nascimento prematuro, se nascecem apartir de hoje.Isso pareciaum grande obstáculo, o que era irônico considerando que eu alcancei o objetivo ecomemorei não fazendo nada, a não ser ficar na cama lendo revistas e comendo besteiras.Para celebrar essa data, Ethan me surpreendeu com um bolode chocolate que ele fez,levando ao quarto com sua bandeja de madeira. O bolo foi decorado com trinta e duasvelas azuis, uma para cada semana de gravidez, o que ele acendeu enquanto cantavaparabéns bebê A e bebê B!Eu ri, fiz um pedido, e apaguei as velas em duas tentativas ( o que ele disse que contavapor que eu estava tendo dois bebês). Então eu cortei o bolo e servi um grande pedaço paranós dois. Eomi o segundo e terceiro também, agradecendo o esforço culinário de Ethan,especialmente doces.Quando acabamos de comer , ele limpou nossos pratos e retornoucom uma caixa grande enrolada com papel verde e branco."Não precisava ", eu disse, esperando que ele não tivesse gasto muito dinheiro nopresente do bebê. Ele cerimoniosamente colocou a caixa no meu colo e disse. "Eu nãocomprei...É da Rachel ".Eu encarei o pacote. Claro, o embrulho era sem dúvidas da Rachel: Perfeito e bonito, mascontido o suficiente para não parecer um embrulho profissional. Eu observei os cantosperfeitos, a fita curta toda paralela com a ponta da caixa , e seu laço simétricamenteprogramado. Por alguma razão, esse pacote me trouxe todo tipo de boas lembraças,momentos que eu reparti com Rachel pelos anos. Ethan me deu uma olhada. "Você estáchateada? Eu não devia ter entregue isto a você? Eu fiquei me perguntando por um bomtempo … ""Não, tudo bem ", eu disse minhas mãos correndo pelo pacote.As mãso da Racheltambém tocaram esse pacote, eu pensei, e eu fiquei com essa sensação absurda de que euestava me conectando com algum morto."Você vai abrir?" Ethan perguntou.Eu confirmei."Ela mandou a algumas semanas, mas ela queria que eu desse quando tivesse mais pertode nascer, eu pensei que hoje seria um bom dia...porque eu não estou mais preocupado,seu bebes vão ficar bem ".Senti uma pontada no coração enquanto eu cuidadosamente desatava o nó do laço, tiravao papel e abria a caixa para achar dois cobertores de embrulhar bebê, brancos com asbordas em azul claro.Eles eram os mais macios e mais suntuosos que eu jamais tinhatocado. Eu me lembrei que Rachel tinha dado a Annalise um cobertor similar no chá de
  • 209. bebê dela, mas os meus eram mais bonitos. Depois de um longo momento, eu tirei ocartão do envelope. Tinha dois carrinhos de bebês impressos no cartão, eu abri o cartãodevagar e vi sua familiar, perfeita letra. Eu podia ouvir a sua voz enquanto liasilenciosamente:Querida Darcy,Primeiro, eu queria dizer o quanto estou arrependida por tudo que está acontecendoentre a gente.Sinto falta da nossa amizade, e eu lamento não estar ao seu lado nessemomento tão especial da sua vida, mas apesar da distância entre nós, eu quer que vocêsaiba que eu penso em você frequentemente. Muitas vezes por dia. E eu fiquei tão feliz deouvir por Ethan que você está feliz e bem. E gemêos! É tão sua essa coisa de mudar algomaravilhoso em algo duplamente excitante! E , finalmente, eu só quero te desejar detodo coração Parabéns na sua maternidade. Eu espero que algum dia eu possa conhecerseus filhos. Eu sei que eles serão lindos, maravilhos meninos, assim como a sua mãe.Melhores votos e com todo amor de sempre, Rachel.Ainda segurando o cartão, eu deixei minha cabeça cair no travesseiro. Por meses euqueria ouvir algo da Rachel, mas eu não imaginei o quanto eu queria ouvir notícias delaaté ler o cartão.Eu olhei para Ethan, o rosto dele estava plácido, paciente."Hum,já imaginava isso ", eu disse, quebrando o silêncio.O que ela disse?" Ethan perguntou.Eu escondi minhas emoções revirando os olhos. Então eu enrolei meu cabelo num nó,prendi com um elástico e disse sem emoção, "vamos apenas dizer que elas está tentandose reaproximar ". Minhas palavras eram desdenhosas, mas a emoção na minha voz meentregou.E contra todos os meus melhores esforços, eu me senti acalmando.Eu tenteimascarar meus sentimentos jogando o cartão no Ethan como um freisbee, "Aqui está, leiavocê mesmo ", eu disse.Seus lábios se moviam enquanto ele lia silenciosamente. Quando ele acabou, ele meolhou e disse, "È realmente muito legal "."Sim, esses cobertores são legais também ", eu disse segurando as bordas com meudedão. " Eu acho que eu não quero mais que ela vá pro inferno", eu ri. " Apenas umlugar digno no céu ".Ethan sorriu."Isso quer dizer que eu tenho que ligar para ela?"Eu perguntei a ele.Parte de mim queria que ele dissesse, sim, você tem que ligar para ela, porque eu queriauma desculpa para engolir meu orgulho e me render, mas Ethan apenas disse, "Você nãotem que ligar. Apenas envie uma nota de agradecimento ". Ele me deu o cartão de volta.
  • 210. Eu não resisti e li de novo alto, parando em cada frase pra entender o que significava."Ela disse que estava arrependida pelo que aconteceu entre nós e não sobre que ela fez"."Eu acho que está implícito "."Então, o que isso quer dizer exatamente ?Que ela não faria isso de novo se voltasse otempo?" Eu perguntei, refazendo a trajetória."Ela provavelmente apenas desejava ter feitos as coisas deiferentes ", Ethan disse."Como?", eu perguntei."Eu não sei,...como esperando até você e Dex terminarem pra começar a sair com ele?""Ela te contou isso? Você sabe isso de verdade?""Não, de verdade, não"."Ok ", eu disse meus olhos olhando o resto do cartão. " Indo para cá...apesar dadistância entre nós, eu reli alto, Você acha que ela está falando da distância emocionalou geográfica?""Provavelmente as duas ", ele disse."Ela pensa em mim todos os dias ? Você acha que está exagerando? ""Não, não acho. Ethan disse, Você pensa nela todos os dias ? ""Feliz de ouvir pelo Ethan?" eu disse, me lembrando os pedaços da conversa que eu ouvino natal. "O que exatamente você disse a ela?""Bem, obviamente que você teria gêmeos. Você disse que eu podia...e apenas falei quevocê estava indo bem. Que tinha feito alguns amigos, e disse sobre Geoffrey também "."Você falou com ela depois que nós terminamos ?"Eu brevemente conseidrei perguntá-lo sobre o noivado da Rachel, mas eu decidi que euainda não estava pronta para ouvir aquilo. Eu fechei o cartão e colocquei de volta noenvelope."Será que ela pensa honestamente que nós podemos ser melhores amigas de novo?" Euperguntei num fio de voz."Ela te conhece muito bem, Darcy, não acho que ela está esperando que você se renda ",ele murmurou. O tom dele era de ‘de fato’ , mas sua expressão dizia, ‘eu acho que vocêse renderá’, ou talvez, ‘Eu acho que você já se rendeu’.Eu demorei duas semanas para enviar o agradecimento a Rachel porque eu não conseguiadecidir o conteúdo ou o tom a ser usado. Será que devia dizer que a perdôo? Que sintofalta dela também,e que apesar de nunca aceitar a relação dela com Dex,eu queria repararnossa amizade ? Será que eu queria mesmo?Uma noite de sábado, na minha trigésima quarta semana, alguma coisa me levou a sair dacama e entrar no quartinho dos bebês pegando um album de capa de couro e colocandono bolso do meu acsaco. Eu tinha arrumado o album algumas semanas antes do verão ecoloquei na mala num último momento. Eu levei pra cama e abri, passando direto pelas
  • 211. fotos de Dex e Claire, e outros amigos, e achando uma de Rachel, tirada nos Hamptonsassim que ela e Dex se graduaram em direito. Eu estudei nossas poses, nossos sorrisos,nossos braços em cima do ombro uma da outra enquanto estávamos na beira da água emnossos biquinis. Eu praticamente conseguia sentir o cheiro da água salgada, a brisa domar e a areia nos meus pés. Eu podia até ouvir sua risada. Eu fiquei me perguntandoporque fotos da praia de pessoas queridas sempre pareciam mais significantes do que asoutras. Enquanto eu olhava a foto eu fiquei pensando em tudo que aconteceu entre Dex eRachel e eu, decidindo de novo que o lapso nas nossas relações tinha crescido por errosmútuos. Dex e eu tínhamos traído um ao outro porque nós não davamos certo jntos emprimeiro lugar. Rachel me traiu porque a nossa amizade estava defeituosa. Eu menti a elasobre Marcus pelo mesmo motivo corrente, a competição velada que pode corromper amelhor das amizades. Que arruinou a nossa.Por mais que eu quizesse jogar a culpa toda neles, eu sabia que eu também era culpada.Nós éramos todos culpados. Todos tínhamos traído e mentido, mas apesar disso tudo, eusabia que nós ainda éramos boas pessoas. Que merecíamos uma segunda chance, umachance para ser feliz. E considerei a expressão: Uma vez traídor, sempre traídor, e euachei que isso era um engano. As pessoas geralmente não traem quando a relação estáboa, e eu não podia imaginar Dex e Rachel traindo um ao outro. Eu também sabia que seeu alguma vez estivesse com Ethan,eu seria verdadeira com ele,não importava como,sempre.E naquele momento, na porta do perdão, eu entrei em trabalho de parto. Começoe comuma dor intensa embaixo do meu abdomen, e quando eu me levantei para fazer xixi, umaágua desceu pela minha perna. Minha bolsa tinha estourado. Eu me senti estranhamentecalma enquanto telefonava para o Sr. Smith e falava dos meus sintomas. Ele confirmou oque eu achava, que eu estava começando o trabalho, e me instruiu a iir para o hospital omais rápido possível. Ele disse que me encontraria lá.Ethan estav num bar de esportes em Piccadilly vendo algum jogo de basquete do Stanfordno NCAA. Eu odiava ter que interromper o jogo, ele levava isso muito a sério, mas eleme fez prometer ligar por qualquer mínimo motivo, e eu imaginei que minha bolsaestourada era qualificada a isso. Ele respondeu no primeiro toque, gritando no telefonecom o barulho de bar atrás "Darcy ? Você está bem?""Estou bem… Stanford está ganhando?""Ainda não começou o jogo, ele disse. Eu estou vendo o Wake Forest jogar agora. Elesestão bem sólidos, o que é bom porque eu tenho eles nas minhas apostas como um dosquatro finalistas". Eu imaginei ele no banco do bar sentado segurando uma caneta marcatexto amarelo que ele costuma carregar, para marcar os jogos no seu jornal US today.
  • 212. "Quando começa o jogo?" Eu perguntei, debatendo comigo mesma se eu deveria esperaraté o jogo terminar para ele me encontrar no hospital."Logo.Porque?Você está bem?"Eu hesitei e disse, "Me desculpa Ethan, eu sei o quanto você gosta de ver este torneio eSatnford jogando e tudo mais..mas minha bolsa estorou. Você acha que pode vir até aquie me levar para o hospital?""Oh, Deus! Não se mova!" Ele gritou no telephone. "Já já eu to aí!"Dez minutos depois ele entrou correndo pela porta e foi direto para o quarto gritando, "Otaxi está esperando aí fora! O taxi está esperando aí fora!""Estou aqui", eu chamei ele da sala. Minha bolsa do hospital que eu arrumei a semanasatrás estava parada no chão ao lado do meu pé.Ele correu para a sala, beijou meu rosto e sem ar perguntou como eu estava."Estou bem", eu disse, me sentindo aliviada em vê-lo."Você se importa de amarrar meucadarço? Eu não consigo alcançar"."Ai Deus. Me desculpe que eu não estava aqui", ele disse enquanto se abaixava paraamarrar o cadarço do meu Nike. As mãos dele estavam tremendo."Onde está sua jaqueta?" Eu perguntei, notando que ele veio usando só sua camiseta dasorte de Stanford. "Deve estar congelando lá fora"."Eu deixei no bar"."Oh, Ethan, me desculpe", eu disse. "E me desculpe também por interromper seu jogo".Ele me disse para deixar de ser boba, ele pegaria a jaqueta depois, e o jogo não eraimportante. Quando ele abaixou para pegar minha bolsa, eu notei um adesivo anti cigarrono seu braço, aparecendo por baixo da sua camiseta."Você parou de fumar?" Eu perguntei, percebendo que não via ele com um cigarro muitotempo, ou pelo menos detectei cheiro de cigarro nas roupas dele."Sim, não posso fumar perto dos seus bebês", ele nervosamente apertou seu adesivocomo se desse a ele a nicotina que ele precisava.Eu agradeci a ele, me sentindo tocada pelo esforço."Não mencione, eu precisava parar de qualquer jeito.Agora vamos!"Ele me empurrou egritou "Schnell!Schnell!" que eu imaginei que queria dizer rápido em outra língua, talvezalemão.Ele me ajudou a chegar na porta, onde ele pegou sua única outra jaqueta,umaamarelo brilhosa.Então ele respirou fundo,esfregou as mãos e disse,"Bem,chegou a hora"Durante a viagem de taxi até o hospital, Ethan me ajudou a fazer os exerxíxios derespiração. Que pareceu estranho por que ele precisava de mais ajuda para respirar do queeu. Nós decobrimos que as minhas contrações vinham de seis em seis minutos e duravamtrinta segundos.CONTINUAÇÃO
  • 213. "Dói muito?" Ethan perguntava a cada contração. "Numa escala de um a dez?"Minha experiência com dor era normalmente baixa, e eu estava acostumada a gritar aténa remoção de uma farpa, então eu sentia a dor como um onze na esala, mas eu disse aele quatro porque eu queria que ele ficasse orgulhoso da minha força. Eu também disse aele que eu não estava com medo, o que vindo de uma pessimista, Rainha do drama, eramuita coisa, mas era a verdade, eu não estava com medo. Eu apenas sabia que tudoacabaria bem com meus bebês. Eu tinha passado pelas trinta e quatro semanas e meia, eeu tinha Ethan comigo. O que mais eu poderia pedir?Eu me sentia a mulher mais sortudado mundo, e estava pronta para conhecer meus filhos.Nos registramos no hospital, e Ethan empurrou minha cadeira de rodas até a sala departo. Ele então me ajudou a me despir e colocar a roupa do hospital. Ele avermelhouquando eu fiquei nua na sua frente, e por um segundo eu fiquei envergonhada também"Você ainda não viu nada", eu disse para quebrar o gelo, e ri. "Não tem mas nada fácildaqui em diante... e eu espero que você não seja sensível ".Ele sorriu, segurou a minha mão e disse que podia segurar. Então ele me ajudou a deitar ereclinar a cama. Eu me senti aliviada em me esticar, e também senti uma grande fadiga.Tudo que eu queria era dormir, mas a dor era muito intensa para um cochilo. Depois decinco minutos, Sr. Smith e sua enfermeira entraram. Ela começou a medir meus sentidos,enquanto ele constatava que eu estava com 5 de dilatação. Um pouco depois disso, oanestesista trouxe a minha epidural, eu nunca tinha ficado tão feliz de ver uma agulha,antecipando a maravilhosa sensação, alguma coisa como inalar gás no dentista. Em vesde causar uma sensação de flutuar, ao contrário, a epidural apenas causou o fim da dor,mas como as contrações estavam rápidas, a abstinência de dor me deixou eufórica.Tudo aconteceu muito rápido depois disso. Eu me lembro de Ethan segurar uma pernaempurrando para cima do meu joelho, minha enfermeira segurando a outra, enquanto Sr.Smith me instruia a empurrar para baixo. Eu fis, o mais forte que eu pude, de novo e denovo, eu me lembro de gritar e suar como louca, e fazendo todos os tipos de cara feia eurros chorosos. Depois de um bom tempo, meu doutor anunciou que meu primeiro bebêjá estava aparecendo, eu sentei, tentando ver, pegando um vislumbre de cabelos negros,então ombros, dorso, e duas perninhas."É um menino", Sr. Smith confirmou.Então eu ouvi o primeiro som queixoso no mundo. A voz dele era rouca, como se eletivesse chorando or horas. Levantei meus braços para pegá-lo. "Eu quero ver ele", eudisse entre soluços."Apenas um momento", meu doutor disse, "Nós temos que cortar o cordão...Ethan, vocêquer fazer as honras?"
  • 214. "Eu devo?" Ethan me perguntou.Eu conssenti e chorei mais, "Claro que você deve".Ethan pegou a grande tesoura de metal da enfermeira e cuidadosamente cortou a corda.Então meu doutor deu um nó e deu uma examinada brevemente no meu bebê antes deenrolar ele num cobertor e colocá-lo no meu peito. Eu coloquei a cabeça dele emcima domeu coração e ele instantaneamente parou de chorar enquanto eu ainda soluçava. Euolhei para o rosto angelical dele, pegando cada detalhe. A curva nas bochechas dele, suapequana mas grossa boca, a covinha na sua bochecha esquerda. Estranhamente, ele separecia muito com Ethan."Ele é perfeito, não é?" eu perguntei a todos e a ninguém.Ethan colocou suas mãos nos meus ombros e disse, "Sim, ele é perfeito".Eu concientemente saboreei o momento, decidindo que tudo que eu já tinha lido, visto eouvido sobre nascimento não era nada comparado ao que eu estava sentindo."Qual é o nome dele?" Ethan perguntou.Eu estudei o rosto do meu filho, procurando pela resposta. Meus primeiros nomesexibicionistas, como Enzo e Romeo, pareciam rídiculos e muito errados. O nome derepente veio pra mim, "Jonh", eu disse ."O nome dele é Jonh". Eu estava certa que ele iriaviver bem com esse sincero, mas forte nome. Ele seria um maravilhoso Jonh.Foi aí que Sr. Smith me lembrou que eu tinha mais trabalho a fazer, e minha enfermeiratirou Jonh dos meus braços e entregou a outra enfermeira. Eu tentei manter meus olhosnele, mas uma nova onda de dor me envolveu. Eu fechei os olhos e choramingei,aepidural tinha vencido. Eu implorei por outra dose, mas meu dourtor não quis, meoferencendo uma explicação que eu não podia perder o foco. Ethan continuava repetindoque eu conseguiria.Alguns minutos de agonia depois eu ouvi outro grito. O irmão de Jonh tinha nascidosegundos depois da meia noite. Gêmeos idênticos com suas datas de nascimentoseparadas. Apesar de saber que eram idênticos, eu não estava menos ansiosa em ver ooutro bebê. Ethan cortou o cordão umbilical e a enfermeira enrolou o bebê e me deu.Entre mais lágrimas, eu imediatamente percebi que apesar de ter as feições iguais a doirmão, ele era um pouco mais definido. Ele também era um pouco menor, com um poucomais de cabelo. Ele tinha uma expressão determinada que me deixou abismada num bebêtão pequeno e novinho De novo, o nome me veio a mente."Você é o Thomas", eu sussurrei para ele.Ele abriu um olho e me olhou como se tivesseaprovado."Posso segurar os dois juntos?" Perguntei ao meu doutor.Ele assentiu e me trouxe Jonh até meu peito.
  • 215. Ethan perguntou se eu pensei em segundo nomes. Eu pensei no segundo nome do Ethan,Noel, e decidi que cada um dos meus filhos deviam ter uma parte do melhor homem queeu conhecia."Sim", eu disse. "Os nomes deles são Jonh Noel e Thomas Ethan".Ethan respirou fundo, piscando para evitar lágrimas. "Me sinto tão...honrado", ele disse,parecendo surpreso e tocado.Então ele se abaixou para nos abraçar."Eu amo você Darcy",ele sussurrou no meu ouvido. "Eu amo vocês três".Capitulo 32Pelas próximas vinte e quatro hora, eu não tive senso de noite e dia. Era apenas umamancha de tempo com Jonh e Thomas. Ethan nunca saiu do meu lado, apenas em missõesespecíficas por biscoitos de manteiga de amendoim na máquina de vendas, analgésicoscom as enfermeiras ou botinhas de bebê que eu pedi da loja de souvenirs do hospital. Eledormiu num sofá ao meu lado, me ajudou a ir no banheiro, e gastou rolos e mais rolos defilmes em preto e barnco.Ethan tanbém me fez ligar para minha mãe. Quando eu dei pratrás, dizendo que eu estava muito exausta e com os hormônios a flor da pele para flar comela , ele telefonou do seu celular para minha casa e disse, “ Aqui, Você irá se arrependerse não fizer isto”.Eu peguei o telefone na mesma hora minha mãe atendeu."Oi mãe, sou eu", eu disse, me sentindo derrotada antes da conversa começar."Olá, Darcy". Sua voz etava formal e fria como no natal.Eu me recusei a me sentir machucada e instantaneamente dei as minhas notícias. "Eutive meus bebês, mãe". Antes que ela pudesse responder, eu falei os básicos, dando a elaos nomes, peso, tamanho e hora do nascimento.Então eu disse, "Dá pra acreditar, mãe?Gemêos nascidos em dias diferentes?" Eu olheipara o Jonh, dormindo no meu peito e então para Thomas, nos braços do Ethan.Minha mãe pediu para repetir tudo para que ela pudesse anotar. Eu fiz e então ela disse,"Parabéns querida". Uma doçura saiu da voz dela."Obrigada mãe", eu disse, enquanto Ethan me disse para compartilhar os detalhespequenos, mas importantes com ela. "Diz pra ela que Jonh chora mais que Thomas e temuma marca de nascença no formato da Itália no seu joelho. Diz a ela como Thomasgosta de observar você com apenas um olho", ele sussurrou.Eu segui o que ele disse, embora pudesse ter se sentido de qualquer jeito, minha mãeescolheu estar satisfeita, quase feliz."Eu não aguento saber que você está aí sozinha", minha mãe disse num tom pesaroso ede carinho.
  • 216. "Obrigada mãe,isso significa muito para mim...mas eu não estou sozinha,estou comEthan", eu disse,não para contrariar e sim para que ela soubesse da importância de Ethanna minha vida.Ethan sorriu e reposicionou Thomas nos seus braços e então beijou a cabecinha dele."Ainda assim,nada substitui a mãe", ela disse firmememnte."Eu sei, mãe", eu disse me sentindo tocada pela verdade das suas palavras."Então eu visitarei o mais rápido que eu puder...no começo de junho. Assim que acabaro casamento de Jeremy e Lauren"."Ok, mãe. Isso seria maravilhosos, Obrigada"."E Darcy?""Sim?""Estou tão orgulhosa da você".Eu me deleitei com suas palavras."Obrigada mãe"."Eu te amo, querida", ela continuou com a voz falhando."Eu te amo também, mãe. E diz pro papai, Jeremy e Lauren que eu amo eles também. Euestou muito triste de não poder ir ao casamento deles"."Jeremy entende, ela disse, todos nós entendemos".Enquanto eu dizia tchau,eu fiquei imaginando o que o nascimento dos meninossignificava no grande esquema da vida, na nossa família. Eu tinha criado uma novageração. A responsabilidade disso era incrível. Meus olhos se encheram de lágrimas pelacentésima vez, eu acho, desde que eu tinha chegado no hospital."Essa coisa de pós parto não é brincadeira", eu disse pro ethan enquanto limpava osolhos com a ponta da inha camisola.Ethan me deu Thomas e nós quatro ficamos na cama."Ela vem nos visitar?" Ele perguntou.O nós não passou despercebido por mim. Eu sorri e disse, "Sim, Depois do casamento doJeremy"."Como você se sente em saber que vai vê-la?""Não posso esperar", eu disse, surpresa de como eu queria compartilhar Jonh e Thomascom ela.Ethan fez que sim com a cabeça e me olhou de lado. "Quer ligar pra mais alguém?"Eu podia dizer que ele estava pensando na Rachel, então eu disse o nome dela como umapergunta, As duas sílabas voando pelo quarto, soando confortadora e ameaçadora aomesmo tempo."Bem? Ele perguntou, O que você acha?""Pra dizer a verdade, eu acho que vou ligar para ela, eu disse resoluta, e depois paraAnnalise, e então Meg e Charlotte".
  • 217. Essa era a ordem certa."Tem certeza que você quer falar com a Rachel?"ele perguntou.Eu fiz que sim. Eu não podia colocar em palavras,mas de um jeito inexplicável, eu mesenti compelida a dar uma trégua oficial a minha ex melhor amiga.Não importava o quetinha acontecido no passado, ou o que o futuro reservava para nós, eu queria que Rachelsoubesse do nascimento dos meus bebês por mim. Então eu disquei o número do telefoneda Rachel no celular do Ethan antes que eu mudasse de idéia. Enquanto eu ouvia otelefone tocar, eu não conseguia decidir se eu queria que ela atendesse ou caísse nasecretária.E aconteceu a única coisa que eu não tinha pensado."Alô", a voz de Dex era animada.Eu entrei em pânico, dei uma olhada ao ethan e disse freneticamente com a boca semsom, Dex!Ele fez uma careta e um sinal de motivação com as mãos e sussurrou, "Vai em frente.Faça.Peça para falar com a Rachel".Então eu fiz, peguei forças olhando para o Jonh, que estava fazendo um barulho baixo,chupando seu dedo enquanto dormia. Dex era passado. Literalmente duas vidas atrás. Eurespirei fundo e disse. "Olá Dex, é a Darcy, A Rachel está aí?""Olá Darcy", ele disse formalmente. Então ele pausou como se tivesse fazendosegurança, suspeitando de algum problema, "Rachel está bem aqui", ele finalmente disse.Teve outra grande pausa, e uns sussurros do outro lado. Eu imaginei ele cobrindo otelefone e falado algo como, Não deixe ela te levar para um conflito.Eu lembrei da última vez que eu vi o Dex, em nosso antigo apartamento, e me sentienvergonhada da mentira que eu tentei enredar Dex. Eu acho que a minha reputaçãoestava devastada, e eu não podia culpá-lo de ter medo de mim agora."Olá Darcy", Rachel disse timidamente, a voz dela estalando e longe do telefone.Era a voz que eu tinha ouvido quase todos os dias por vinte e cinco anos, e eu me sentiimpressionada de como agora sova familiar e ao mesmo tempo quase esquecida."Olá, Rachel...Eu tinha uma coisa, eu quero te falar uma coisa", eu balbuciei enquantomeu coração acelerava. "Eu tive meus bebês noite passada. Dois meninos"."Parabéns, Darcy". Ela disse. A voz dela suave e sincera, "Eu estou muito feliz porvocê"."Obrigada", eu disse."Quais são os nomes? ""Jonh Noel e Thomas Ethan"."Eu amei os nomes", ela disse, e então hesitou, "homenagem ao Ethan?"
  • 218. "Sim", eu disse, imaginando se Ethan tinha dito a ela como estávamos íntimos. Se ele nãotivesse ditto, ela podia pensar que eu estava querendo tomar o lugar dela como melhoramiga feminina do Ethan. Não estava longe dos meus antigos truques e eu senti outraonda de vergonha da pessoa que eu era. Ainda assim, eu resisti a urgência de explicarporque os nomes eram apropriados, e em vez disso, falei da sobre o nascimento."Como você se sente?" Ela perguntou suavemente.Eu podia me sentir relaxando, e disse, "Estou bem, Não foi um parto ruim...Só estoumuito cansada, mas do que eu já ouvi, vai ficar pior".Eu ri, mas Rachel continuou séria. Ela pergutou se minha mãe iria vir para me ajudar."Sim, eu acabei de falar com ela",eu disse."Você é apenas a segunda pessoa que euligo". Eu queria que ela soubesse a ordem. Eu queria que contasse como a minhadesculpa velada. Eu não me senti pronta para reergue nossa amizade por completo, maseu queria que ela soubesse que eu estava arrependida do que tinha acontecido entre agente.Depois de uma longa pausa, ela disse, "Estou relamente feliz que você ligou, Darcy. Eutenho pensado tanto em você ultimamente, imaginado como você está"."Sim, eu recebi seu cartão, e os cobertores", eu disse. "Eles são realmente especiais. Euamei eles. Obrigada"."De nada", ela disse."Então como você está?" Eu perguntei, percebendo que eu não estava pronta pra deixarela desligar ainda."Bem, estou bem", ela disse um pouco hesitante."O que está acontecendo com a sua vida?" Eu perguntei, me referindo ao Dex, mastambém a todo resto."Bem, eu paguei todas as minhas dívidas e saí do trabalho. Eu faço a parte legal de umafundação a favor da AIDS no Brooklyn agora"."Que legal", eu disse. " Eu sei que você deve estar muito feliz"."Sim, demais", eu disse. "É tão bom não me preocupar com horas de trabalho...e odinheiro também não é tão ruim".Eu sabia que ela estava evitando mencionar Dex, então depois de alguns segundos desilêncio, eu disse. "Então, você e Dex estão bem?"Eu queria que ela soubesse que eu estava bem com isso. E embora ainda fosse estranhopensar nos dois juntos, eu relamente estava bem com aquilo. Como eu poderia quererestragar a felicidade de alguém quando eu estava tão feliz e completa?Ela fez um Hum e, hesitante, me disse, "O Ethan não te falou nada?""Sobre seu noivado?" Eu tentei adivinhar.
  • 219. "Hum..bem...na verdade...Dex e eu estamos...casados, Rachel disse suavemente. Noscasamos ontem"."Uau, eu disse. Não sabia".Eu esperei uma onda de ciúmes ou amargura me pegar.Ou até mesmo alguma dose demelancolia. Em vez disso, eu me senti como quando leio sobre o casamento de artistas naPeople. Interessada nos detalhes, mas não toda dentro do assunto."Parabéns", eu disse, entendendo porque Dex estava tão precocupado no telefone, o diarealmente foi suspeito."Obrigada Darcy",ela disse."Eu sei...isso é tão bizarro,não é?" O tom dela era dedesculpa.Ela estava se desculpando por casar com Dex?Por não me convidar? Por tudo?Eu deixei ela em paz, e disse, "Tudo bem, Rachel. Verdade. Estou feliz por você"."Obrigada, Darcy".Minha mente estava cheia de questões. Eu considerei censurá-las, mas então pensei,porque não perguntar?"Onde foi a cerimônia?""Aqui na cidade. Na Igreja metodista na sexta com a Parque"."E a recepção?""Nós tivemos no The Inn, ela disse. Foi bem pequena"."Annalise foi?""Sim, apenas alguns amigos e a família...eu queria que você estivesse aqui, mas...A vozdela a traiu. Eu sei que você não ia querer vir. Não poderia, quero dizer".Eu ri. "Sim, Isso seria meio estranho, né?""Sim, acho que sim". Ela disse palidamente."Então onde você sestão morando agora?" Eu perguntei.Ela me disse que eles tinham comprado um apartamento na Gramercy, que era o bairropreferido da Rachel em NY."Que legal... e onde vocês vão de lua de mel?" Eu perguntei, pensando na viagem delespro Havaí, mas me recusando a sucumbir a uma emoção negativa."Sim...Nós vamos para Itália hoje a noite", ela disse."Oh, que legal. Estou feliz que te peguei aí ainda"."É, eu também",ela disse."Então, espero que você se divirta na Itália, dé um abraço no Dex também. Ok?"Ela disse que daria, então nós demos parabéns uma a outra de novo e dissemos Adeus. Eudesliguei e vi Ethan em lágrimas. O tipo de coisa que vem depois de você ter sobrevividoa alguma coisa.
  • 220. "Eu ia te contar", Ethan disse, "mas com o parto, eu não queria te aborrecer, e ontemnão era dia pra isso...Além do mais, Eu achava que Rachel que tinha que te contar"."Tudo bem,eu disse.Eu estou surpreendentemente bem.. você foi convidado?"Ele conssentiu. "Sim, mas eu nunca planejei ir"."Porque não? ""Você acha que eu teria te deixado sozinha? ""Você poderia".Ele fez que não. "De jeito nenhum"."Você é mais íntimo dela", eu disse, talvez para ver os sentimentos dele por mim, mastambém porque eu me sentia culpada que ele tinha perdido o casamento de uma das suasmelhores amigas por minha causa."Eu estou mais íntimo de você", ele disse sorrindo.Eu sorri, sem sentir nenhum sentimento de vitória em cima da Rachel, apenas umaíncrivel intimeidade com ethan. Eu imaginei se ele sentia o mesmo, ou se ele apenas meamava como amiga.“E olha só o que eu teria perdido”Ethan disse, olhando para os bebês.Eu pensei nos dois eventos, no nascimento dos bebês e o casamento da Rachel,transpirando mutua simultaniedade, dos lados opostos do Atlântico."Você pode acreditar que tudo aconteceu no mesmo dia? " eu perguntei a ele.Ethan fez que não com a cabeça. "Francamente, não. Eu não posso"."Acho que eu nunca vou esquecer o aniversário de casamento deles".Ethan colocou os braços em volta de mim e me deixou chorar im pouco mais.No dia da nossa saída do hospital, Geoffrey apareceu para nos visitar durante a rondadele. Ele apertou a mão do Ethan, me deu um beijo no rosto e admirou meus filhos."Que cara legal", Ethan disse depois que Geoffrey saiu do quarto."É, ele poderia ganhar o prêmio de melhor ex namorado do ano", eu disse, pensando quecara legal Geoffrey era, eu ainda tinha certeza que tinha feito a coisa certa em terminarcom ele. O fato que nossa relação facilmente transitou para amizade era apenasconfirmação que estava certa.Eu coloquei o suéter que Ethan me deu no natal enquanto ele segurava Jonh e Thomasnos cobertores de Rachel, me dando os dois depois, um em cada lado. Então,Ethanterminou de empacotar nossas coisas,que estava espalhada por todo o quarto."Eu não quero ir",eu disse."Porque não?", ele perguntou.Eu tentei explicar meus sentimentos de querer ficar no hospital para sempre, com umbando de enfermeiras e dotores tomando conta de mim e dos meus filhos. Eu senti inveja
  • 221. da mulher que estava entrando pra ter filho, e disse a Ethan que eu até teria toda dor denovo por mais algumas noites ali.Ethan reafirmou que eu não tinha nada que me preocupar, "Nós ficaremos bem",ele disse."Você verá".Era esse nós que nos manteve juntos nos primeiros loucos dias e semanas em casa. Mefez enfrentar o medo que meus bebês repentinamente parassem de respirar, a frustraçãocom amamentação, minha insegurança durante o banho, e muitas outras coisas mais.Mais que tudo, me fez resistir a agonia de nã dormir a noite. Você sempre houve pais derecém nascidos falando como eles não conseguem dormir, mas experimentar o ciclo delevantar, dar leite, trocar fraldas com gemêos era bem pior do que você imagina. Vamosapenas dizer que eu atendia porque privação de sono era a tortura número um em torturaa prisioneiros políticos.Nossos dias não eram muito fáceis.Lavar roupa, louça, e contas aumentando num ritoalarmante.A comida desaparecia ainda mais rápido, nós frequentemente recorríamos aabrir latas velhas de comida do que levar nossos corpos até a esquina para ir namercearia. Tinham dias que nós nem trocávamos os pijamas ou escovavamos os dentesantes da tarde estar bem avançada. E certamente nem tinha energia para colocarmaquiagemm ou secar o cabelo, ou até me olhar no espelho esceto quando passava nafrente de um, dando olhadas horrorizadas no meu cabelo, olheiras e nas gorduras emvolta da minha cintura.Em resumo, não existia nenhuma brisa exata para romance, mas tinha alguma coisarolando de qualquer jeito entre eu e Ethan, evidente em todos os pequenos atos de doçura.Era amor como verbo, como Rachel costumava dizer. Amor que me fazia mais paciente,mais leal e mais forte.Amor que me fazia sentir mais completa do que eu jamais me senti,nem nos meus glamurosos sapatos Jimmy Choos.Mas na superfície, Ethan e eu éramos apenas ‘bons amigos’. Eram as duas palavras queme perseguiam, especialmente quando Ethan saía, a cada dois dias, para passar um tempocom Sondrine. Ela ainda era namorada dele. Eu era apenas a amiga. Claro, nós éramosamigos que trocavam olhares significativos, que dormiam na mesma cama cheia detensão sexual, amigos que achavam qualquer desculpa para se tocar, mas eu mepreocupava que nós nunca dessemos esse arriscado pulo nos tornando um casal real, umtime permanente. Eu tinha pesadelos com um trágico fim: Ethan casando com Sondrineenquanto eu retornava para NY com Thomas e Jonh. Eu sempre acordava suada echorando, provando o pesar e tristeza que eu enfrentaria em passar o resto da minha vidame perguntando como seria incrível se nós tivéssemos ficado juntos, se algum de nóstivesse dado um passo a frente e tentado alguma coisa.
  • 222. Então, numa tarde no fim de abril, enquanto eu e Ethan estavamos passeando com osmeninos no Holland Park , ele me disse que na noite anterioe, comendo ostras nppBibendum, ele tinha terminado com sondrine. Eu senti uma excitação da oportunidadeaberta. Eu também senti desconforto entre nós, nosso último obstáculo tinha caído, mas eagora?Eu dei uma risada e disse num tom provocativo, "Meio estranho terminar com umapessoa comendo ostras, não acha?""Bem", Ethan disse, os olhos dele focados no caminho na nossa frente. "Eu não sousempre um cara esperto...como você bem sabe".O ‘como você bem sabe’ pareceu cehio de significados e me fez ficar mais ansiosa.Então eu tropecei, falando sobre como você não pode comer ostras em meses que tem aletra r."Aqui na Inglaterra, nós temos pedras de ostras,fins de clair(tipo de ostra) que vocêpode comer o ano inteiro, mas obrigada pela sua preocupação", ele disse, bocejandocom fingido relaxamento."Quando precisar", eu disse, enquanto nós passeavamos em volta do campo de cricket.Um minuto longo se passou, o silêncio entre nós aumentando."Como você se sente? ", eu perguntei finalmente, esolhendo minhas palavras comcuidado. "Com o termino?"Ethan me olhou com as sombracelhas levantadas. "Era uma coisa que já vinha a um bomtempo.Eu acho que eu estava apenas muito privado de sono para perceber antes,entende?"Eu entendia."Eu não me sentia tão junto a ela mais, ele continuou. Depois de tanto tempo, eu tinhaque me sentir mais junto dela. Ou pelo menos sentir que conhecia ela...quer dizer, euconhecia o gosto dela em música, artes, comida, viagem, literatura, mas eu ainda nãoconhecia ela. Ou talvez eu nã queria conhecê-la tanto".Eu assenti, notando que nós dois estavamos andando em passos rápidos e evitando nosolhar nos olhos.Tem outra coisa também, ele disse nervosamente.Ele parou puxando o carrinho osuficiente para ajeitar o boné do Jonh, que tinha caído para o lado, e então disse, ela eramuito Anti americana, eu sou o primeiro cara a me levantar e criticar nosso governo,mas eu levantava meu patriotismo quando ela fazia. Eu me vi a poonto de falar, váriasvezes, Você estaria falando alemão agora se não fosse por nós.Eu sorri, fingindo estar interessada num jogo de futebol perto de nós."E também tinha o cheiro dela... " ele disse."O que ela não tomava banhos suficientes?"
  • 223. Ele negou. "Não, ela era perfeitamente limpa.E usava bons perfumes e tudo isso, mastinha alguma coisa no cheiro natural dela. O cheiro que saía da sua pele. Eu nãogostava... então você sabe…esse é difícil de consertar"."Eu tenho um cheiro? Quando não estou usando perfume?" Eu perguntei, de repentepreocupada que Ethan não gostasse do meu cheiro também, e que eu estava apenasimaginando nossa conexão física e química.Ethan me olhou corando, "Sim, você tem um cheiro", ele disse devagar."E?"Eu perguntei, meu coração batendo rápido.Ele parou de andar, olhou para mim, bem dentro dos meus olhos. "Você tem um cheiroquase cítrico. Doce, mas não muito doce".A expressão dele removeu meu último traço de dúvida. Eu tinha certeza agora, Ethan meamava tanto quanto eu a ele. Eu sorri, me sentindo tonta e quase sem ar enquanto elepassava seu braço em volta do meu, o outro ainda segurando o carrinho de bebê. Nóstínhamos dado as mãos muitas vezes antes, mas dessa vez era diferente, era precursor dealgo bem maior. Como eu previ, Ethan me puxou contra ele. Então ele fechou os olhos,colocou o rosto no meu pescoço e inalou."É,você cheira a laranja, ele sussurrou.Uma laranja no seu armário na manhã de natal".Uma energia eletrizante passou pelo meu corpo, e eu entendi o que é ficar com os joelhostremendo. Eu fechei meus olhos e coloquei meus braços em volta dos ombros de Ethan,segurando forte.Então, bem ali no meio do Parque Holland, cheio de jogadores defutebol, bebês e cães, Ethan e eu trocamos nosso primeiro beijo de verdade. Eu não tenhocerteza de quanto durou, dez segundos ou cinco minutos ou alguma coisa entre isso, maseu sabia que o resto do mundo tinha parado, exceto nossos corações que batiam umcontra o outro. Eu me lembro da sua mão macia descendo pelas minha jaqueta ecamiseta, seus longos dedos pressionando minhas costas. Eu me lembro de ter pensado oquanto eu queria sentir a pele dele com a minha.Quando nós finalmente nos separamos, Ethan disse meu nome de um jeito que ninguémnunca tinha dito antes, a voz dele cheia de afeiçao e desejo em partes iguais. Meus olhosse perderam dentro dos dele. Ele ainda era o Ethan, o menino esquelético do primário emeu melhor amigo, mas também era algo novo."Eu acho que você sabe a razão de eu ter terminado com sondrine", ele disse."Sim, acho que sim, eu sussurrei".Eu podia me sentir radiante, queimando de antecipação ao que viria depois. Naquelanoite e nas próximas que seguiam. Eu coloquei minha mão por entre seu cotovelo,enquanto nós viravamos o carrinho e retornávamos para casa.Dois anos depois
  • 224. É um dia brilhante de sol em Londres, eu estou esperando no Parque Holland, usando umvestido marfim feito de chiffon tão macio que eu não consigo parar de tocá-lo O vestidovem com um V nas costas, e na frente é justo na linha do busto e acentuado com gotas debrilhante. A saia faz o estilo linhas do ‘A’ , romântico,simples e balança do jeito certocom o vento. A moça na loja de noivas disse que o design era inspirado na época deEdwardo, o que soava para mim como algo que Ethan adoraria. Foi o primeiro vestidoque eu provei, mas quando você sabe que é certo, você simplismente sabe.Assim que o querteto de cordas começou a tocar, eu olhei em volta do jardim, e medeixei dar uma olhada em Ethan. Nós só estávamos separados por vinte quarto horas, maspara nós era uma separação muito longa. Não sei se era nossa separação, seu ternoArmani, ou a emoção do dia, mas ele nunca me pareceu mais lindo. Eu senti uma pontadano meu peito, e comecei rapidamente a respirar sem intervalos para me impedir dechorar. Eu não quero arruinar minha máscara dos cílios tão cedo. Por um momento, eudesejei ter meu pai ao meu lado para me entregar no altar, mas não, eu tomei a decisãocerta. Eu vou andar sozinha no meu casamento, não para irritar ninguém, nem mepronunciar contra algo,mas sim como meu símbolo privado para mostrar o quão longe eufui sozinha.Eu respirei fundo e cruzei a esquina em direção aos jardins.Eu tenho agora a visãocompleta do Ethan. Eu posso ver no rosto dele que ele acha que eu estou linda , e eu nãoposso esperar para ouvir isso dele depois. Ninguém se expressa tão bem quanto ele. Eumantenho meus olhos no dele.Finalmente estamos um ao lado do outro."Oi ", ele sussurra."Oi", eu sussurro de volta quando o ministro começa seu discurso.A cerimônia é curta, em comparação com as horas que eu e Ethan gastamos para fazernossos votos. Nós mantivemos algumas partes tradicionais, descartando o resto, mastodas as palavras estão envoltas do nosso próprio significado. No fim, os olhos do Ethanestão úmidos e vermelhos. Ele se inclina para frente e encosta seus lábios no meu, eubeijo meu marido de volta, memorizando o momento, sentindo o sol na minha pele, oodor de flores no arco em volta de nós, o som dos aplausos,o click das cameras e as notasda música ‘Ode de Joy’,de Bethoven.Eu me senti flutuando quando Ethan e eu nos viramos, de mãos dadas, e vimos nossosconvidados. Eu vi minha mãe primeiro, tocando levemente a ponta dos seus olhos comum lenço Handkierchief. Meu está sentado ao lado dela, segurando Thomas e Jonh. Meuspais estão felizes que eu tenha achado amor verdadeiro, e que eu achei num novelistagraduado em Stanford, de quem o livro sobre encontar o amor em lugares insperados éum best seller Internacional. Eu duvido que meus pais mudem um dia, eles sempre vão se
  • 225. preocupar com dinheiro,coisas mateirais e imagem, mas eu também sei que parte danossa briga foi por preocupação e interesse com a vida de uma filha. Eu entendo essasemoções agora. Enquanto Ethan e eu caminhamos pelo tapete, nós sorrimos para nossos convidados. Euvejo meu irmão e Lauren, que está no começo da gravidez...Os pais do Ethan, quemapesar das aparências estavam reotrnando o romance no jantar de ensaio ontem a noite...Annalise, Greg e a pequenina doçura da Hannah, que já tem quase três anos...Martin esua nova namorada,Lucy...Phoebe, a quem eu aprendi a apreciar, e quase gosto,depois deumas bebidas...Charlotte e Jonh com Natalie...Meg, Yossi e seus filho, Lucas...Geoffrey eSondrine,que, para nosso deslumbramento,meu e de Ethan,ficaram noivos recentemente.Então eu os vi na última fila. Rachel e Dex com sua bebezinha Julia, um clone da mãe,mas com os cabelos negros e cheios de Dex. Ela está vestindo o vestido rosa esfumaçadoque eu mandei pelo seu primeiro aniversário, enquanto eu passo por eles, eu aponto otecido azul da ponta dos cobertores de Jonh e Thomas, agora uma tira amarrada no meubuquê de lírios. Rachel e eu não nos falamos frequentemente, mas eu disse a ela sobre omeu plano de usar a tira como minha ‘alguma coisa azul’(something blue). Eu podia verque ela estava emocionada, feliz por estar participando indiretamente do meu dia."Você está linda!" Ela faz com a boca para mim agora.Dex sorriu para mim, quase profundo, e eu cumprimentei ele com a cabeça. É difícil deacreditar que nós ficamos juntos por sete anos.Ele agora para mim é como um conhecidocom o cabelo maravilhoso.Quando nós chegamos no fim do tapete, eu paro e olho para Ethan, então nos vemos Jonhe Thomas, que saíram dos braços do meu pai e nos seguiram."Já estamos casados, mamãe?"eles perguntaram no sotaque inglês que eles nãoaprenderam em casa."Sim ", eu ri."Sim, Nós estamos casados! " Ethan diz.Até que enfim.Eu lembro daquele dia de outono quando Ethan propôs. Nós estávamos numa viagem defim de semana a Edinburgh, celebrando meu novo trabalho na Organização dearrecadamentos de fundos para adoção Minefield. Depois de chegar no hotel, nósdecidimos escalar Arthur’s Seat, uma pequena montanha que tem vista para toda cidadeantiga. Enquanto descansávamos no pico da montanha e admiravamos a vista abaixo,Ethan me deu um pequeno papel tão gasto que parecia veludo. Dando uma olhada maisde perto, eu percebi que esse era o bilhete que eu dei a ele na quinta série. A caixinha dosim, da pergunta ‘ Você quer namorar comigo? Preenchido com uma caneta vermelha.
  • 226. "Onde, no mundo, você achou isso?" Eu disse, me sentindo feliz de ver que ele preservouo mais antigo pedaço da nossa história juntos."Eu achei numa caixa de papéis antigos,ele disse, sorrindo.Eu achava que tinha tedevolvido, mas eu nunca fiz, né?""Não, você simplismente me disse sim no recreio, lembra?""Acho que sim ". Ethan afirmou com a cabeça e disse, "Vire o papel”Eu virei, e do outro lado, eu pude ver que ele tinha escrito uma pergunta.“Você quer casar comigo?”Eu olhei para ele, estupefata. Então eu chorei e disse sim, sim!As mãos de Ethan tremiamum pouco enquanto ele pegava no bolso da jaqueta uma pequena caixa, abria e deslizavaum anel de diamante cintilante pelo meu dedo."Não precisamos de votos ou genética para sermos uma família. Nós já somos uma ",Ethan disse, "Mas eu quero que seja oficial, eu quero que seja pra sempre".Então, sempre capturando os momnetos em fotos, ele estendeu suas mãos e tirou nossafoto de noivado. Eu sabia que meu cabelo estava bagunçado pelo vento e que nossosnarizes estavam vermelhos pelo frio, mas eu não me improtava.Eu tinha aprendido adeixar essas coisas superficiais de lado, para dar valor a forma do momento. Eu sabia quetoda vez que eu olhasse para aquela foto nossa numa montanha da Escócia, eu não veriaimperfeições, e apenas pensaria nas palavras do Ethan. Eu quero que seja oficial, euquero que seja pra sempre.Então neste alegre dia de junho, embaixo de um céu tão azul que parecia pintado a mão,nós somos isso agora: uma família oficial, embarcando no nosso pra sempre.Mais tarde, depois que todos nós fomos ao Belvedere para uma taça de Champagne, osbrindes a Ethan e eu começaram. Algumas pessoas brincaram com o fato do nossoromance na quinta série. Outros sobre nossa vida de pais de gemeos, imaginado como nósconseguimos fazer tudo. Todos diziam como estavam felizes por nós.Então,quando eu pensava que o último brinde tinha acabado, Rachel se levantou devagar,e limpou sua garganta. Ela parece nervosa, mas talvez seja por que eu sei que ela odeiadiscursar."Nada me faria mais orgulhosa e feliz que estar aqui para testemunhar o casamento dedois dos meus melhores amigos ", ela começou, olhando para um cartãozinho e aomesmo tempo em volta para todo mundo. "Eu conheço Darcy e Ethan desde sempre,e seicomo são pessoas maravlhosas. Eu também sei que eles são melhores ainda juntos ". Elapára, os olhos dela se encontram com os de Ethan, e então com os meus. "Eu acho queesse é o poder do amor verdadeiro e amizade verdadeira... eu acho que esse casamentoé realmente sobre isso ". Ela levanta sua taça, sorri e diz, "Então pra Ethan e Darcy,Verdadeiro amor e verdadeira amizade ".
  • 227. Enquanto todo mundo aplaudia e bebia champagne, eu sorri de volta para Rachel,pensando que ela chegou no ponto certo. Amor e amizade, são eles que nos fazem quemnós somos e que podem nos mudar, se nós deixarmos.FIM!!CRÉDITOS:Comunidade Traduções de Livros(http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=25399156)Simone Fernandes(http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=12147991345294661923)