Os Minerais

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Os Minerais

  1. 1. Mineralóides • Substâncias sólidas, naturais e inorgânicas, contudo, não possuem estrutura cristalina (partículas sem distribuição regular no espaço) • Ex: opala
  2. 2. Classificação química • A classificação de Dana e Hurlburt, definida em 1960, divide os minerais de acordo com o anião dominante.
  3. 3. CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA Elementos Nativos Ouro (Au) Sulfetos Galena (PbS)
  4. 4. CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA Óxidos Hematite (Fe2O3) Halóides Fluorite (CaF2)
  5. 5. CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA Nitratos Salitre (KNO3) Boratos Bórax Na2B4O5(OH)4.8(H2O)
  6. 6. CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA Carbonatos Malaquite (CuCO3) Sulfatos Barite (BaSO4)
  7. 7. CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA Volframatos e Molibdatos Scheelite (CaWO4) Fosfatos Apatite (Ca5(PO4)3(F,OH,Cl))
  8. 8. CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA Silicatos Feldspato – Quartzo (SiO2) Microclínio(KAlSi3O8)
  9. 9. Clivagem • Propriedade física que traduz a tendência de alguns minerais para fragmentarem, por aplicação de uma força mecânica, segundo superfícies planas e brilhantes, de direcções bem definidas e constantes. • Os planos de clivagem correspondem a superfícies de fraqueza da estrutura cristalina dos minerais
  10. 10. IDENTIFICAÇÃO Clivagem – São muito frequentes, trata-se de superfícies de quebra que constituem planos de notável regularidade. Os tipos mais comuns são: Romboédrica - Calcite
  11. 11. IDENTIFICAÇÃO Cúbica - Galena Octaédrica - Fluorita
  12. 12. IDENTIFICAÇÃO Brilho – Trata-se da quantidade de luz refletida pela superfície de um mineral. Os minerais que reflectem mais de 75% da luz exibem brilho metálico. Galena com brilho metálico Topázio com brilho vítreo
  13. 13. Brilho/ Lustre • Refere-se à intensidade de luz reflectida por uma superfície de fractura recente do mineral em estudo. • Podem ser minerais de brilho: – Metálico – Submetálico – Não metálico
  14. 14. Cor • A cor de um mineral deve ser observada numa superfície de fractura recente, à luz natural. • Minerais idiocromáticos – apresentam uma cor constante, qualquer que seja a amostra observada • Minerais alocromáticos – apresentam uma gama variada de cores (são geralmente minerais de brilho não metálico)
  15. 15. IDENTIFICAÇÃO Granada - Fe3Al2(Si3O12) Vanadinite Pb5(VO4)3Cl Azurite Cu3(CO3)2(OH)2
  16. 16. Dureza • A dureza (H) de um mineral é a resistência que este oferece ao ser riscado por um outro mineral. • Escala de Mohs (1822)
  17. 17. • A dureza é uma propriedade geologicamente importante porque traduz a facilidade ou dificuldade com que um mineral se desgasta quando submetido à acção abrasiva de cursos de água, do vento e dos glaciares nos processos de erosão e transporte.
  18. 18. Métodos alternativos
  19. 19. Traço/ risco • O traço é a cor de um mineral quando reduzido a pó. • Para se determinar essa cor, risca-se com o mineral a superfície despolida de uma porcelana (apenas aplicável a minerais com dureza inferior à da porcelana, cerca de 7) • Para minerais com dureza superior, reduz-se a pó uma pequena amostra do mineral em estudo, num almofariz.
  20. 20. IDENTIFICAÇÃO Traço – Trata-se da cor do pó do mineral, sendo obtida riscando o mineral contra uma placa ou uma fragmento de porcelana de cor branca. Hematite – Traço vermelho Magnetite – Traço amarelo
  21. 21. Densidade • A densidade de um mineral depende da sua estrutura cristalina, nomeadamente da natureza dos seus constituintes e do seu arranjo, mais ou menos compacto. • Geralmente os minerais de brilho metálico são mais densos.
  22. 22. ORIGEM Os minerais podem ser classificados de acordo com sua origem, sendo: Minerais magmáticos são aqueles que resultam da cristalização do magma e constituem as rochas ígneas ou magmáticas. Diamante
  23. 23. ORIGEM Minerais metamórficos originam-se principalmente pela acção da temperatura, pressão litostática e pressão das fases voláteis sobre rochas magmáticas, sedimentares e também sobre outras rochas metamórficas. Granada
  24. 24. ORIGEM Minerais sublimados são aqueles formados diretamente da cristalização de um vapor, como também da interação entre vapores e destes com as rochas dos condutos por onde passam. Enxofre
  25. 25. ORIGEM Minerais pneumatolíticos são formados pela reação dos constituintes voláteis oriundos da cristalização magmática, desgaseificação do interior terrestre ou de reações metamórficas sobre as rochas adjacentes. Turmalina
  26. 26. ORIGEM Minerais formados a partir de soluções originam-se pela deposição devido a evaporação, variações de temperatura, pressão, porosidade, pH e/ou eH. Evaporação do solvente: neste processo a precipitação ocorre quando a concentração ultrapassar o coeficiente de solubilidade pelo processo de evaporação, fato que ocorre principalmente em regiões quentes e secas, formando sulfatos (anidrita, gipsita etc.), halogenetos (halita, silvita etc.) etc. Gipsite
  27. 27. ORIGEM Perda de gás agindo como solvente: processo que ocorre quando uma solução contendo gases entra em contados com rochas provocando reação, a exemplo do que ocorre quando solução aquosa contendo dióxido de carbono entra em contato com rochas calcárias, caso em que o carbonato de cálcio é parcialmente dissolvido formando o bicarbonato de cálcio (CaH2(CO3)2), composto solúvel na solução. Caverna calcária
  28. 28. ORIGEM Diminuição da temperatura e/ou pressão: as soluções de origem profunda resultantes de transformações metamórficas (desidratação, descarbonatação, etc.) ou de cristalizações magmáticas normalmente contêm significativas quantidade de material dissolvido. Quando essas soluções esfriam ou a pressão diminui, formam-se minerais hidrotermais, depositados na forma de veios ou filões. Quartzo
  29. 29. ORIGEM Interação de soluções: O encontro de soluções aquosas com solutos diferentes, ao interagirem, pode formar composto insolúvel ou com coeficiente de solubilidade bem mais baixo, que se precipita. Como exemplo pode ser citado o encontro de uma solução com sulfato de cálcio (CaSO4) com outra contendo carbonato de bário (BaCO3), resultando na formação de um precipitado de barita (BaSO4). Barite
  30. 30. ORIGEM Interacção de gases com soluções: A passagem de gás por uma solução contendo íons pode gerar precipitados, a exemplo do que ocorre com a passagem de H2S (gás sulfídrico) por uma solução contendo catiões de Fe, Cu, Zn etc., formando sulfetos de ferro como pirite (FeS2), calcopirite (CuFeS2), esfalerite (ZnS), etc.. Pirite
  31. 31. ORIGEM Ação de organismos sobre soluções: Esse processo resulta da ação dos organismos vivos, animais ou vegetais, sobre as soluções. Dessa forma um grande número de seres marinhos (corais, crinóides, moluscos etc.) extraem o carbonato de cálcio das águas salgadas para formar suas conchas e partes duras de seus corpos, resultando na formação de calcita (CaCO3) e, em menor quantidade, aragonita (CaCO3) e dolomita [MgCa(CO3)2]. Calcite
  32. 32. IDENTIFICAÇÃO Hábito – Forma geométrica externa, habitualmente exibida pelos cristais dos minerais, que reflete a sua estrutura cristalina. Limonite – hábito cúbico Quartzo – hábito prismático
  33. 33. IDENTIFICAÇÃO Transparência – São os minerais que não absorvem ou absorvem pouco a luz. Os que absorvem a luz são considerados translúcidos e dificultam que as imagens sejam reconhecidas através deles. Diamante transparente
  34. 34. IDENTIFICAÇÃO Fractura – Refere-se à superfície irregular e curva resultante da quebra do mineral. Obviamente é controlada pela estrutura atómica interna do mineral, podendo ser irregulares ou conchoidais. Quartzo com fratura conchoidal
  35. 35. IDENTIFICAÇÃO Densidade relativa – É o número que indica quantas vezes certo volume de mineral é mais pesado que o mesmo volume de água a 4ºC. Na maioria dos minerais, a densidade relativa varia entre 2,5 e 3,3. Alguns minerais que contém elementos de alto peso atómico (Ba, Sn, Pb, Sr, etc. ) apresentam uma densidade superior a 4. Cassiterite (SnO2) – densidade relativa: 6,8 – 7,1
  36. 36. IDENTIFICAÇÃO Geminação – É a propriedade de certos cristais de se desenvolverem de maneira regular. A geminação pode ser classificada como simples (dois cristais intercrescidos) ou múltipla (polissintética). Estaurolite – geminação Labradorite – geminação simples em cruz. polissintética.
  37. 37. IDENTIFICAÇÃO Propriedades eléctricas – Muitos minerais são bons condutores de eletricidade, como é o caso dos elementos nativos (Cu, Au, Ag, etc.) e outros, são classificados como semicondutores (sulfetos). Alguns minerais são classificados como magnéticos, como é o caso da magnetite e a pirrotite, pois geram um campo magnético à sua volta com intensidade variável. Magnetite (Fe3O4)

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